Posts com Tag ‘Arrogância’

delete 3Esta semana o APENAS completa cinco anos de vida. Ao longo desses 1.825 dias, publiquei mais de 470 posts, 3.489 amigos e amigas optaram por assinar as postagens do blog para recebê-las diretamente por e-mail, e 24.484 comentários foram escritos a respeito dos textos, praticamente todos respondidos. Que jornada! Escrever no APENAS tem sido uma alegria, uma responsabilidade, por vezes motivo de lágrimas ou sorrisos, um meio de fazer novas amizades e, acima de tudo, um serviço que me esforço por prestar ao reino na esperança de edificar e abençoar o meu próximo. Sou grato a Deus pelo APENAS e por cada irmão e irmã que me acompanha por aqui. Há um aspecto específico do blog que eu gostaria de abordar na reflexão de hoje: os textos que escrevi e depois deletei. 

Criei o APENAS numa época complicada de minha vida, como um meio de extravasar meus pensamentos. Naquela época, eu estava muito raivoso, contaminado por toda uma circunstância de vida que me fez agir como a palmatória do mundo. Por isso, muitos dos textos que escrevi carregavam ira, eram judiciais, usavam sarcasmo e palavras belicosas. Eu queria queimar os hereges, transformar quem eu considerava estar errado por meio de ataques e confrontos, entrar em discussões teológicas que levavam do nada ao lugar nenhum. Em suma, eu era um bobalhão. 

delete 2A Bíblia ressalta incontáveis vezes quanto o Senhor abomina a arrogância, e eu tinha virado abominação, visto que havia me tornado um arrogante do pior tipo no que se refere às questões teológicas e da vida cristã. Por isso, chegou um momento em que o Pai deu um basta. Ele me virou do avesso e me deu umas lambadas bem dadas. Apanhei, mas foi bom. Quando me tornei uma massa disforme de barro, o Misericordioso olhou para mim e disse: “Agora vamos esculpir de novo esse vaso”. E iniciou a reconstrução. O novo eu era alguém totalmente diferente, que felizmente conseguia enxergar como o antigo eu era horrendo, tamanha era a distância entre quem Deus queria que eu fosse e quem eu era. 

O Senhor não quer que seus filhos o defendam mediante agressividade, sarcasmo, ataques, dureza; mas quer homens e mulheres que mudem o mundo pelo transbordar do amor e por brilhar uma luz tão intensa de graça que espante as trevas da ira por onde passarem. Deus quer filhos conformados à imagem de seu Filho: mansos, humildes, pacificadores, bondosos, amáveis, que preferem o outro em honra, que devolvem o mal com o bem, que sejam gentis, cordatos e compassivos. 

Hoje eu luto por ser um tiquinho parecido com essa descrição. Ainda estou muito longe disso, mas me esforço bastante. E, quando meus olhos foram abertos para o horror que eu era aos olhos do Pai por ser um servo da ira crendo ser um servo de Deus, decidi reler tudo o que tinha escrito até então no APENAS. E o antigo eu deixou o novo eu chocado. 

delete 1Confesso que me horrorizei com coisas que tinha escrito, com a forma como tinha atacado filhos de Deus que discordavam de mim em certos aspectos da fé, com o tipo de linguagem que eu usava nas pendengas teológicas, com todo o ódio que eu havia destilado “em nome de Jesus”.  Por isso, não tive dúvidas: deletei muitos textos que não representavam mais quem eu era. Hoje, entendo que os textos que apaguei apontam para um aspecto basilar do cristianismo: estar na jornada com Cristo significa estar constantemente se reavaliando. O bom cristão é aquele que se pergunta diariamente: até onde as minhas certezas estão certas? 

A vida, meu irmão, minha irmã, é uma mutação constante. Hoje, eu olho com desconfiança para quem diz que não muda nem precisa mudar. Pessoas assim me assustam e preocupam, pois mostram ter decidido fincar âncora e se recusar a continuar crescendo e melhorando. Não acredito em um servo de Deus que julgue já ter chegado ao ponto ideal de sua caminhada e pense que tudo em que crê é certeza eterna. Pois somos transformados dia a dia, lutamos o combate da fé prova após prova, num constante aperfeiçoamento que nos leva a novas percepções e novos patamares de entendimento espiritual.

O Mauricio Zágari da época da conversão era completamente diferente do que começou seu primeiro seminário teológico, que era completamente diferente do que iniciou o segundo seminário teológico, que era completamente diferente do que começou a escrever livros, que era completamente diferente do que está escrevendo hoje estas linhas. E, peço a Deus, o Mauricio Zágari de amanhã será completamente diferente do que está escrevendo estas linhas – tomara, com mais amadurecido, conhecimento e sofrimento nas costas e mais quilômetros rodados. Essa é a minha oração. Peço a Deus que o Mauricio  Zágari que partir desta vida seja um homem muito melhor e um cristão muito mais gracioso, amoroso e bondoso do que este que hoje fala com você. 

E você? Como tem agido na jornada com Cristo? Será que se acomodou em ser como é? Será que está confortável em pensar como pensa, fazer o que faz, agir como age? Será que a pessoa que você é hoje já é aquela que Deus deseja que você seja? Que textos você precisa deletar do blog da sua vida? 

delete 4Fica aqui a recomendação deste maninho que já errou, e muito: faça constantes reavaliações de sua vida. Autoanalise quem você é, o que pensa, no que crê, o que faz, como dialoga, como trata as pessoas que discordam de você, como lida com seu conhecimento bíblico e teológico. E que isso seja uma disciplina espiritual, algo a ser feito regularmente. Para tanto, ouça pessoas diferentes das que sempre ouve. Procure gente que pensa diferente de você, para deixar a dialética lapidá-lo. Leia livros de autores que você considera indignos da sua leitura. Busque confrontar suas certezas, seja para fortalecê-las, seja para pô-las abaixo e começar tudo de novo. Não se acomode. Peço a Deus que o seu acomodamento o incomode. Pois no acomodamento não há crescimento, só estagnação. E, se você está estagnado no erro… triste é a sua vida e péssimo será o seu legado. 

Muito obrigado por você que me fez companhia ao longo desses cinco anos. É uma honra para mim caminhar ao seu lado. Oro constantemente a Deus para que tudo o que eu escreva no APENAS e nos meus livros contribua para fazer de você uma pessoa cada vez mais conformada à imagem de Cristo. Que meus textos o edifiquem, confrontem, incomodem, abençoem e, sempre, provoquem algum tipo de reflexão e transformação para melhor. Pois, se de algum modo as palavras que aqui compartilho contribuem para empurrá-lo um tiquinho que seja mais perto de quem o Senhor deseja que você seja, posso dizer com um sorriso emocionado:

Missão cumprida. 

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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cruz-amor 1Conheço um irmão em Cristo daqueles que pensavam ser a palmatória do mundo e, por isso, distribuía ataques com fúria a pessoas de quem discordava nas questões da fé. Ler suas postagens no Twitter me fazia mal, tamanha era a agressividade de seus posicionamentos contra aqueles de quem ele divergia em qualquer aspecto da vida e da teologia cristãs. Por uma série de circunstâncias, tempos depois ele imergiu numa crise que o lançou em uma profunda depressão. Por razões que não posso expor, por motivos éticos, em meio a esse furacão ele acabou assistindo a uma série de vídeos de pregação justamente de um dos sacerdotes que ele mais desqualificava, desmerecia e atacava. Que ele chamava de herege, na verdade. Após ter assistido aos sermões, aquele homem grandemente deprimido escreveu-me e, com humildade, disse o seguinte: “A ironia interessante é que as pregações do pastor xxxx, depois de eu, no passado, tê-lo relegado a um ‘plano inferior’, no mundo da teologia, têm me feito muito bem… Coisas desse Deus estranhamente bom”. 

O que esse irmão viveu não é um caso isolado. Eu me admiro por ver com que enorme frequência o Senhor abate os arrogantes, a fim de mostrar que sua graça é muito maior do que supõe nossa limitada capacidade teológica de compreendê-la. Eu mesmo sou um exemplo, como já relatei aqui no APENAS. 

Para que você entenda, caso não tenha lido o que já contei: depois de ter feito dois seminários teológicos e de conviver por anos num ambiente de alta crítica teológica, tornei-me um preconceituoso bobo, que relegava certas pessoas a uma espécie de segundo escalão da fé. Coisas de um tolo empavonado, como eu era. Só que Deus me permitiu passar pelo vale da sombra da morte e tive de enfrentar um processo de tristeza, depressão e abatimento. Quando mais eu precisava de apoio, não encontrei amparo entre os “amigos” da alta crítica, mas encontrei consolo e paz, veja você, justamente na literatura de autores que eu costumava desprezar. Nos meus piores momentos, quando Deus estava me reconstruindo e me fazendo ver que ele age, sim, por meio de muitas pessoas que desqualificamos, não encontrei paz e esperança nas obras densas e acadêmicas de que eu tanto gostava (e ainda gosto), mas nos escritos que antes eu considerava “rasos” e “superficiais”, como livros de Max Lucado. Coisas desse Deus estranhamente bom, que não cabe no gesso em que muitos querem aprisioná-lo. 

cruz-amor 2Foi nessa época que decidi mudar o foco de minha escrita e passar a escrever não para satisfazer a minha mente e o meu ego e para me destacar entre a elite do pensamento cristão (ah, a vaidade, sempre ela…), mas para oferecer respostas e alento à alma cansada e ao coração aflito do meu próximo, linha que tenho seguido desde então. Abandonei o linguajar rebuscado e acadêmico em meus textos e livros e adotei a linguagem simples e coloquial. Sem abrir mão de abordar assuntos profundos da fé, passei a fazê-lo de modo a transmitir verdades essenciais do evangelho num texto bastante simples, para todo tipo de leitor. Claro que isso me fez alvo do bullying de muitos amigos da alta crítica – coisa desses seres humanos estranhamente maus. 

Mas meu objetivo com este texto não é falar sobre mim.  Conto tudo isso apenas a fim de chamar a sua atenção para o fato de que esse Deus estranhamente bom muitas vezes vai surpreendê-lo, usando pessoas e meios que  jamais você imaginaria para cumprir os seus propósitos na sua vida. Lembra-se de Davi, o menos provável de ser escolhido rei dentre seus irmãos? Pois justo ele foi ungido rei de Israel. Coisas desse Deus estranhamente bom. Lembra-se de que Deus usou justamente o pagão Nabucodonosor para disciplinar seu povo? Coisas desse Deus estranhamente bom. Lembra-se de que o Senhor fez do ex-escravo e ex-presidiário José a segunda pessoa mais importante do Egito? Coisas desse Deus estranhamente bom. Lembra-se de como o Senhor usou Gideão, o menor dentre os menores, para dar vitória a seu povo? Coisas desse Deus estranhamente bom. 

Sim, o Senhor ainda vai te surpreender muitas e muitas vezes. Em certas ocasiões, será assombroso. Em outras, será doloroso. Haverá, ainda, momentos em que ele te deixará de queixo caído. Usará quem você menos espera. Fará as coisas acontecerem como você nem imagina. Muitas vezes, haverá surpresas aparentemente incompreensíveis. Só não se pode perder de foco que Deus faz tudo isso devido às suas estranhas bondade, graça e misericórdia. 

Meu irmão, minha irmã, mantenha os ouvidos atentos e o coração aberto, pois você nunca saberá de onde se fará ouvir a voz de Deus. Ela poderá vir pelos lábios daquele pastor que você desqualifica, da cantora que você sentenciou aos quintos dos infernos, daquele livro que você considera raso e superficial, daquele seu inimigo que te estenderá a mão quando teus “amigos” te largarem para lá. Afinal, a voz de Deus não está submissa aos altivos quereres humanos, mas à absoluta soberania do Todo-poderoso. 

cruz-amor 3Peço ao Senhor que sempre faça você ouvir a sua voz, não importa de que lado ela venha. Oro a Deus que seus preconceitos não sejam tão barulhentos a ponto de te impedir de escutar o que ele diz, muitas vezes por meios que você jamais imaginaria. Esteja aberto à atuação surpreendente do Criador, que, creio eu, deve ter se divertido muito ao ver a cara de choque dos irmãos de Davi quando perceberam que foi justamente o mais desprezado dentre eles o escolhido para realizar os propósitos divinos. Peço ao Altíssimo que, nas situações mais atribuladas e difíceis da sua vida, você esteja de ouvidos abertos para escutar, venha ela de onde vier, a voz desse nosso maravilhoso Deus estranhamente bom. 

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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idolatria 1Você pode não perceber, mas talvez tenha erguido um ou mais bezerros de ouro no seu coração. Se for o caso, gostaria de propor uma reflexão, para que você tente identificar se esse mal de fato ocorre em sua vida e tome providências urgentes para mudar essa visão nociva. Deixe-me perguntar: como você lida com a sua denominação, a igreja em que congrega e seus líderes? Mais importante ainda: como você enxerga as outras denominações, igrejas ou líderes? Existe um mal escondido entre os cristãos, que é o da idolatria denominacional, eclesiástica ou pastoral, que ocorre quando você passa a considerar a sua denominação, a sua igreja ou o(s) seu(s) líder(es) como não deveriam ser considerados — como superiores de algum modo. De forma alguma estou estimulando a rebeldia ou a insubmissão, que são comportamentos pecaminosos e, portanto, eu os rejeito totalmente. A minha proposta é de reflexão, para que você não acabe pecando pela prática da idolatria. Pensemos sobre isso.

Você tem a sua denominação como a mais certa, a única que contém a verdade do cristianismo, irretocável em suas doutrinas? Você estufa o peito com orgulho quando diz “eu sou presbiteriano”, “eu sou batista”, “eu sou assembleiano” ou “eu sou metodista”? E o sintoma mais clássico da idolatria denominacional: você olha com um olhar ligeiramente superior para as outras denominações? Será que você é um pentecostal que chama a igreja presbiteriana de “sorveteriana”? Será que você é um presbiteriano que olha com pena para os pentecostais, como se fossem coitadinhos ignorantes e equivocados? Será que você acha que “os batistas não entendem nada, porque não batizam crianças”? Será que você faz piadas ou trata com superioridade outras denominações, porque não são calvinistas ou arminianas como a sua denominação? Será que, de certo modo, considera que o cristianismo puro e simples só é vivido totalmente na sua denominação e não nas outras? Você se irrita ou se chateia quando alguém aponta os erros ou critica a sua denominação? Cuidado. Se você percebe que tem algum tipo de comportamento ou pensamento como esses, é bem possível que tenha construído um bezerro de ouro denominacional no seu coração. E isso é pecado de idolatria.

idolatria 2O mesmo vale para sua igreja local. Você é apaixonado por ela? Considera a sua congregação um oásis no meio das demais igrejas “desviadas”, “não tão boas” ou “não tão certas”? Tem um indisfarçável orgulho quando enfatiza o pronome possessivo “minha igreja”? Convida pessoas não cristãs não para conhecer Cristo, mas para conhecer “a minha igreja”? Chega ao ponto de lamentar que pessoas cristãs que frequentam outras igrejas não estejam na sua? Você se irrita ou se chateia quando alguém aponta os erros ou critica a sua igreja? Cuidado. Se você percebe que tem algum tipo de comportamento ou pensamento como esses, é bem possível que tenha construído um bezerro de ouro eclesiástico no seu coração. E isso é pecado de idolatria.

E que dizer de seu líder (ou líderes)? Será que você o vê como alguém especial, único, maravilhoso, alguém que se destaca dos demais, de sabedoria ímpar, de conhecimento perfeito ou de santidade inabalável? O que ele diz você acata como um dogma sem jamais se perguntar se ele está certo? O que ele ensina você toma como a única verdade possível? Ao ouvi-lo você se deleita como se estivesse ouvindo o próprio Deus? Quando ele está ausente do culto você desanima porque gostaria que ele estivesse pregando? A figura dele é inquestionável para você? Você convida pessoas não cristãs para ir ao culto a fim de “ouvir o seu pastor” em vez de ser para conhecer Cristo? Você se irrita ou se chateia quando alguém aponta os erros ou critica seu líder? Cuidado. Se você percebe que tem algum tipo de comportamento ou pensamento como esses, é bem possível que tenha construído um bezerro de ouro pastoral no seu coração. E isso é pecado de idolatria.

Meu irmão, minha irmã, o ser humano é imperfeito. Absolutamente todo ser humano peca. Todo indivíduo se equivoca. Consequentemente, qualquer estrutura ou instituição formada por pessoas certamente terá erros. Esse é o perigo da idolatria denominacional, eclesiástica ou pastoral: depositar uma paixão inquestionável em algo ou alguém que jamais seria inquestionável, uma vez que é homem ou formado por homens.

idolatria 3O cristianismo como um todo não cabe em uma única denominação. Abraçar um pacote de doutrinas e práticas da denominação A ou B como inerrante, sem considerar que pode haver falhas nele é divinizar algo que é apenas uma forma humana de enxergar e viver a fé. Presbiterianismo não é o cristianismo em sua totalidade, é uma das muitas formas de se ver e praticar o evangelho do único Caminho. Pentecostalismo não é o cristianismo em sua totalidade, é uma das muitas formas de se ver e praticar o evangelho do único Caminho. Metodismo não é o cristianismo em sua totalidade, é uma das muitas formas de se ver e praticar o evangelho do único Caminho. E assim por diante. Discordar disso é tornar-se um mero religioso, alguém que enxerga métodos, doutrinas e liturgias como evangelho. E não são. São apenas meios humanos de lidar com o divino. Ouvir isso te incomoda? Hmmm… cuidado com os bezerros de ouro.

O mesmo vale para sua igreja local. Acredite: ela não é perfeita. Os membros são, todos, pessoas que pecam, erram e são incapazes de compreender Deus em sua plenitude sem incorrer em distorções. Congregar em uma família de fé é imprescindível, não concordo com a igreja dos desigrejados. Mas não é por isso que enxergo qualquer igreja local como perfeita — simplesmente porque nenhuma é. Viver em igreja é fundamental, pois a congregação é o local onde se praticam as ordenanças (batismo e ceia), onde os membros se encontram com propósitos mútuos de edificação, onde a assembleia se reúne para louvar coletivamente o Senhor e ouvir a exposição da Palavra, onde ações sociais podem nascer pela conjunção de corações amorosos, e muito mais. A igreja local é imprescindível. Mas cuidado. Enxergue-a como uma comunidade de pessoas que pecam e erram e estão ali para buscar o único que é Perfeito. Uma igreja não deve ser vista com admiração, mas com gratidão e humildade, por ser o local mais propício para sermos afiados, lapidados e conformados à imagem de Cristo. Ajude sua igreja a ser o melhor que ela puder, sem jamais deixar de enxergá-la como o que ela é: um ajuntamento de pecadores em processo de santificação, em busca de Deus. Mas ela não é a única boa, não é a melhor, não é nem de longe um paraíso. Ouvir isso te incomoda? Hmmm… cuidado com os bezerros de ouro.

idolatria 4Que dizer, então, dos líderes? Homens de carne e osso, sujeitos ao pecado e ao erro. Necessitados da graça de Deus, formados do mesmo pó que eu e você. São pessoas cheias de problemas, dúvidas, questionamentos, fraquezas, imperfeições, pecados ocultos, tentações e arrependimentos. Muitos lutam com questões internas, dificuldades conjugais, períodos de aridez, depressão, equívocos. O seu líder precisa do seu apoio e do seu amor, da sua parceria e da sua lealdade, mas tudo de que ele não precisa de jeito nenhum é que você se torne um seguidor cego e irracional de quem ele é e faz, pois isso o tornaria um ídolo — e Deus não tolera ídolos. Nem mesmo o anjo suportou que João se prostrasse ante ele, na visão do Apocalipse. Quer fazer mal ao seu líder? Enxergue-o e trate-o como alguém que tem algum tipo de superioridade, seja espiritual, seja moral, seja qual for. Pois ele não é superior: é igualzinho a você, com a diferença que Deus o chamou para liderar. Só. Ouvir isso te incomoda? Hmmm… cuidado com os bezerros de ouro.

Meu irmão, minha irmã, não despreze as denominações, as igrejas locais e os líderes. Eles existem com bons propósitos e ajudam a vivermos bem o evangelho. Eles proporcionam ordem, estrutura, direcionamento e são coisas boas. Devemos fazer parte de uma igreja (o que, em muitos casos, mas não necessariamente, pressupõe uma denominação) e precisamos de pastores. Deus quer que congreguemos e foi Deus quem estabeleceu os pastores, os mestres e os outros líderes. Devemos congregar e precisamos ser pastoreados, isso é agradável ao Senhor, é indispensável. Mas nunca, jamais, devemos ser cegos. Deus não quer que você se apaixone pela sua denominação, quer que ame a ele. Deus não quer que você venere a sua igreja local, quer que venere a ele. Deus não quer que você considere seu pastor como uma figura quase divina, quer que você reconheça Deus como o único ser divino. O que foge um milímetro disso torna-se um bezerro de ouro.

idolatria 5Lembre-se de que Pedro e Paulo cometeram pecados e erraram muito e que eles discordaram um do outro. Ambos eram cristãos e líderes, mas nenhum dos dois estava plenamente certo e era inerrante – assim como quaisquer denominações e líderes. Ai de quem tomasse Pedro ou Paulo como plenamente certos, pois teria errado. E foi esse mesmo Paulo quem escreveu em poucas palavras um ensinamento brilhante e inspirado pelo divino Espírito acerca de bezerros de ouro denominacionais, eclasiásticos ou pastorais (um pecado que, guardado o devido contexto, já havia no século primeiro, devido à mania humana de compartimentalizar o evangelho): “Irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo suplico a todos vocês que concordem uns com os outros no que falam, para que não haja divisões entre vocês; antes, que todos estejam unidos num só pensamento e num só parecer. Meus irmãos, fui informado por alguns da casa de Cloe de que há divisões entre vocês. Com isso quero dizer que algum de vocês afirma: “Eu sou de Paulo”; ou “Eu sou de Apolo”; ou “Eu sou de Pedro”; ou ainda “Eu sou de Cristo”. Acaso Cristo está dividido? Foi Paulo crucificado em favor de vocês? Foram vocês batizados em nome de Paulo?” (1Co 1.10-13).

Cuide de você e dos seus irmãos: tenha o entendimento óbvio de que nenhuma pessoa ou estrutura eclesiástica é inerrante e irretocável. Portanto, pressuponha que há erros. Há falhas. Contribua para o serviço de sua igreja e para fazer dela um lugar cada vez melhor (pois toda igreja sempre pode melhorar). Também seja leal e ajudador do irmão em Cristo que ocupa a árdua tarefa que é ser pastor. Mas enxergue-os como são: humanos. Isso evitará que você viva sem perceber em pecado de idolatria e que contribua para a idolatria de seres e instituições que Deus não quer que sejam idolatrados. Aceite de bom grado as críticas a eles. Tenha olhar positivamente crítico, como os bereanos. Suas eventuais críticas, desde que amorosas e graciosas, serão muito mais valiosas do que a sua cegueira ou o seu fanatismo. Porque Deus não quer religiosos fanáticos, quer filhos radicais – o que é muito, mas muito diferente.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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soberba 1Você conhece alguém que se acha sempre certo? Que faz questão de que todos façam tudo do seu jeito e não suporta quando alguém discorda dele e decide fazer algo diferente? A impressão que dá é que tudo gira em torno dessa pessoa, que ela se enxerga como o centro de todas as coisas, aquela em função de quem tudo mais acontece? Pois esse indivíduo sofre daquilo que costumo chamar de “Síndrome de Deus”. 

No caso do Senhor, é justo e certo que assim seja. Afinal, o universo foi criado para a sua glória e tudo o que existe e ocorre aponta para ele. Bem disse o rei Davi: “Bendito és tu, SENHOR, Deus de Israel, nosso pai, de eternidade em eternidade. Teu, SENHOR, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu, SENHOR, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos. Riquezas e glória vêm de ti, tu dominas sobre tudo, na tua mão há força e poder; contigo está o engrandecer e a tudo dar força” (1Cr 29.10-12). 

Esse é o nosso Deus. Soberano, o único caminho, a única verdade, detentor de toda autoridade, santo e magnifico, inquestionável. Ele tem total direito de baixar decretos, de exigir para si a glória, de demandar obediência irrestrita. Criador, autor da vida, provedor e sustentador de todas as coisas, ninguém pode nada contra ele, na terra ou nas regiões celestiais. 

É por isso que, quando você lê a Bíblia, fica claro como o Senhor rejeita qualquer tentativa do ser humano de estabelecer algo no lugar de Deus – a famosa idolatria. O texto bíblico deixa explícito como é abominável para o Altíssimo que se tente divinizar ídolos, falsos deuses ou mesmo seres humanos. No entanto, não é raro encontrarmos aqueles que se posicionam como senhores da verdade.  A Síndrome de Deus gera esse mal. 

Nós, seres humanos, somos perfeitamente imperfeitos. Pecadores, depravados, amantes daquilo que nos afasta do que é puro e bom. Por conta disso, chega a ser bizarro ver pessoas que se acham convictas de suas certezas de forma inquestionável, em nada abertas à possibilidade de estarem erradas, que se posicionam como absolutas detentoras do conhecimento da verdade. Soberbas. Quem sofre de Síndrome de Deus é apresentado na Bíblia como “homem de dura cerviz”. É o inflexível, o surdo aos demais, o que sente pena ou raiva do diferente. 

Sempre que sintomas da Síndrome de Deus começam a pipocar em mim, procuro me aquietar, orar e me pôr no meu devido lugar: uma pessoa que erra, sujeita a muitas falhas. Longe de estar sempre certo. Uma pergunta que me faço constantemente para evitar esse mal é: e se eu estiver errado? Cogitar isso me faz crescer em humildade, respeitar o diferente e amar quem considero estar errado. E me livra, bastante, da arrogância. 

Todos deveríamos pôr isso em prática. Se  constantemente fizermos esse exercício haverá muito menos “deuses” neste mundo. Que, consequentemente, será muito mais repleto de amor, obediência e paz. Faça o teste: seja humilde. Com isso, você se torna bem-aventurado – e Jesus agradece.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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babyQueridos irmãos e irmãs em Cristo,

agradeço a todos vocês que contribuíram com opiniões e sugestões acerca da ideia de postar reflexões em áudio aqui no APENAS. Como até a última vez que olhei mais de 80% dos manos que clicaram na enquete foram favoráveis à inserção desse recurso, a partir de agora pretendo postar algumas reflexões em áudio, de tempos em tempos. De forma alguma isso substituirá os textos escritos, que são minha área de atuação, minha paixão e onde trafego melhor. Acredito no poder da palavra escrita e sempre incentivo a leitura. Não acredito que o áudio substitua o texto, de modo algum. Minha ideia não é substituir ou subtrair: é somar. Por isso, continuarei escrevendo os textos, mas eventualmente postarei reflexões em áudio, na esperança de estar servindo uma parcela de pessoas que, de outro modo, não seriam alcançadas pelos posts escritos.

Inicialmente, tinha pensado em postar o áudio por meio de um player, mas descobri que os e-mails que são enviados aos assinantes do blog não reproduziam o player, por alguma razão técnica que desconheço. Por isso, o meio que parece servir melhor esse propósito é a incorporação da gravação em um vídeo de YouTube. Assim, inseri um slide com o nome do blog, apenas para viabilizar que o áudio chegue até você, que é assinante, por e-mail. O que quero valorizar é a mensagem e não me preocupar com vinhetas, recursos de vídeo ou algo parecido.

Meu desejo é compartilhar reflexões como as que normalmente escrevo, mas também usar o áudio para falar de temas que eventualmente sejam mais atuais. Alguns serão mais formais (como a postagem de hoje), outros serão um bate-papo informal. Não desejo engessar o formato.

Peço a Deus que essa iniciativa contribua para alcançar pessoas que, de outro modo, não seriam alcançadas. Se desejar, compartilhe, encaminhe para quem achar que deve, sinta-se à vontade. Se eu perceber que a iniciativa não foi bem-sucedida, não tenho problema algum em abandoná-la e prosseguir no mesmo caminho que temos trilhado há mais de 4 anos, exclusivamente textos escritos. Muito obrigado pelo seu carinho, conto com suas orações. Dependo da graça de Deus para manter este blog ativo e agradeço demais pela sua intercessão.

A reflexão de hoje é sobre humildade. Peço a Deus que te abençoe.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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arrogancia 1Ando pensando muito sobre nossa arrogância teológica. Se você não está familiarizado com essa expressão, permita-me tentar defini-la. “Arrogância teológica” é aquele sentimento que se manifesta em nós quando nos consideramos os donos da verdade em relação a nossas crenças espirituais e doutrinárias e, por isso, nos colocamos em uma posição de suposta superioridade em relação aos reles e pobre mortais que discordam da nossa forma de ver a fé. Esse problema sempre existiu, mas, com o surgimento das redes sociais, o fenômeno tem se manifestado de forma nunca antes vista e ganhado uma enorme visibilidade. O que, diga-se de passagem, é uma lástima.

Tenho visto a arrogância teológica crescer e se multiplicar. Na Internet, atualmente uma das formas mais frequentes que a vejo é na guerra (e uso o termo “guerra” conscientemente) que tem se travado entre calvinistas e arminianos, isto é, a grosso modo, entre quem crê na eleição divina para salvação e quem crê no livre-arbítrio. É uma guerra feia, pois reproduz, milênios depois, a abominação que houve entre Caim e Abel: lança irmão contra irmão, suscita ódio entre filhos do mesmo Pai e gera debates pueris onde deveria haver amor e união. Não consigo vislumbrar nada mais inútil e feio na fé cristã do que irmãos em Cristo usando sarcasmo, ironia, ódio e ofensas para tratar outras pessoas por quem Cristo igualmente deu a vida. Vejo os “reformados” (calvinistas) defenderem a predestinação e o TULIP como se isso fosse fazer evangelismo. Não é, nem de longe. E vejo arminianos reagindo com ataques de igual monta contra os calvinistas, como se fossem hereges. E não são, nem de longe.

calvinismoEsses ataques e essas picuinhas vão levar a Igreja de Cristo sabe aonde? A lugar algum. Somente a embates cheios de carnalidade e a uma “guerra civil” protestante, para deleite das forças espirituais da maldade. Entrar em debates, acusações, birras de Facebook ou o que for para ficar defendendo calvinismo ou arminianismo mediante ataques ao outro lado vai simplesmente provocar o que levou a rixa entre José e seus irmãos ou Jacó e Esaú: dissensões e facções – que, aliás, são obras da carne, como denunciado por Paulo em Gálatas 5.19-21. Quanta perda de tempo e energia…

Muitos me perguntam se sou calvinista ou arminiano. Minha resposta é: que importa? Que diferença faz? Não quero pregar predestinação ou livre-arbítrio, quero pregar amor, graça, perdão, pacificação, generosidade, amabilidade, bondade, mansidão, caridade, paz; pois essas são colunas do evangelho, comuns a todos os sistemas doutrinários protestantes, ortodoxos ou católicos. Como já disse alguém, durmo com a tranquilidade de um calvinistas e prego com a ênfase de um arminiano. Mas procuro fazer isso unindo e não segregando, tratando quem discorda de mim com afeto e carinho, e não com desdém e palavras ácidas, como tanto tem ocorrido por aí. Simplesmente porque quem age assim não está agindo como cristão.

Duvido que Cristo aprove que se defenda sua soberania com ódio, ofensas ou ironias entre irmãos. Não há nada errado em se defender o que se crê (eu mesmo estou fazendo isso aqui), mas, se o fazemos com soberba e altivez, nos tornamos abomináveis. “O temor do SENHOR consiste em aborrecer o mal; a soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu os aborreço” (Pv 8.13).

Arrogante-1Outro aspecto da arrogância teológica está em desprezar aquele que o arrogante considera menos “acadêmico”, “culto” ou “profundo” do que ele próprio. A soberba leva o cristão que se encaixa nessa definição a desprezar pregações, palestras, textos e livros que não citem montes de pensadores e referências bibliográficas, que não usem os termos rebuscados da teologia, que não suscitem “debates intelectuais”. Algum tempo atrás fiquei muito chateado, pois vi uma pessoa criticar o escritor Max Lucado, desdenhando-o como um autor “raso”, “superficial”. Sou apaixonado por teologia, já cursei dois seminários teológicos, gosto e tenho frequentemente debates profundos e rebuscados sobre as coisas de Deus. Mas não é por isso que me ensoberbecerei em meus conhecimentos e desprezarei um autor cristão que contribui para levar consolo, paz, esperança e palavras de fortalecimento e fé a milhões de pessoas pelo mundo. Isso seria leviano. E diabólico.

Falo com conhecimento de causa. Quando eu era um arrogante teológico (sim, já fui isso) eu desprezava autores como Lucado e outros da mesma linha, que não se atêm a rebuscamentos da teologia, mas se dedicam a escrever de forma simples, aplicando conhecimentos teológicos à vivência do cristão. Mas, quando tive de atravessar o vale da sombra da morte, não encontrei a paz em teologias sistemáticas ou comentários bíblicos: encontrei alívio e refrigério (bíblicos, ressalte-se) em livros como os de Max Lucado, que me apontaram o amor de Jesus na prática. Esse irmão em Cristo (que tem crenças soteriológicas diferentes das minhas, permita-me ressaltar) foi quem me deu palavras de renovo, ânimo, conforto e esperança. Palavras como Cristo nos dá. E, enquanto os arrogantes teológicos o desprezavam e faziam piadinhas de sua “literatura rasa”, ele me ajudava a ficar de pé e a continuar a caminhar. Obrigado, Lucado, por isso.

boys-walking-on-raod-bw“Eis o soberbo! Sua alma não é reta nele; mas o justo viverá pela sua fé. Assim como o vinho é enganoso, tampouco permanece o arrogante, cuja gananciosa boca se escancara como o sepulcro e é como a morte, que não se farta; ele ajunta para si todas as nações e congrega todos os povos” (Hc 2.4-5). Nosso meio está cheio de pessoas que se enquadram nessa descrição, lamentavelmente. Eu fui muito abençoado em conferências teológicas que tratam de assuntos das rodas acadêmicas e da “intelligentsia” cristã. Washer, Piper, Sproul, DeYoung, Beeke e outros me edificaram, e muito, e jamais os desprezarei. O conhecimento deles e de outros excelentes pensadores soma, abençoa, constrói, edifica e devemos indispensavelmente ouvi-los. Que fique muito claro: não estou de modo algum dizendo que devemos descartar ou desprezar as profundidades da teologia, fazer isso seria cometer o mesmo erro (e um erro crasso), mas pelo lado oposto. O problema não é de jeito nenhum a teologia, sem a qual a fé cristã não subsiste. O problema é quando a teologia academicista despreza a sua aplicação prática coloquial e simples, quando a teologia diminui o chorar com quem chora, quando a teologia não quer sujar o pé no barro e despreza aqueles que o fazem. Teologia que não sai das salas de aula, das mesas de restaurante, dos vlogs e podcasts e dos auditórios de debate é mero correr atrás do vento para alimentar egos.

max lucadoEu gostaria muito que os grandes ministérios e as igrejas que organizam as principais  conferências teológicas no Brasil mudassem um pouco o foco. Que não tratassem de temas, muitas vezes, secundários e, até, improdutivos, e direcionassem suas atenções para os pontos nevrálgicos da fé cristã. Eu adoraria ir a uma conferência teológica cujo tema fosse o perdão, por exemplo (assunto essencial mas tão pouco tratado na Igreja de nossos dias), e que tivesse como preletor o Max Lucado. Ao ler isso, os arrogantes teológicos logo torceriam o nariz. Mas o que de diferente se esperaria de arrogantes teológicos?

Meu irmão, minha irmã, sempre que for tentado a cometer o pecado da arrogância teológica, lembre-se de que ela é tão arrogância como qualquer outro tipo de arrogância. E o que a Bíblia tem a dizer aos arrogantes é: “Abominável é ao SENHOR todo arrogante de coração; é evidente que não ficará impune” (Pv 16.5).

cruzFica minha proposta: se você é um líder, alguém responsável por organizar congressos, conferências ou outros tipos de fóruns de debate entre cristãos, não se deixe picar pela mosca azul da arrogância teológica. Não queira ser chique. Pense o seguinte: sobre que temas Jesus chamaria seus discípulos para debater numa conferência ou num congresso? Consegue fazer esse exercício de imaginação? Bem, na verdade, nem é preciso imaginar. Leia Mateus 5 a 7, o conhecido Sermão do Monte, essa belíssima conferência teológica que Jesus organizou e na qual palestrou com a simplicidade de um Max Lucado. Ali ele tratou de temas basilares, indispensáveis e urgentes do cristianismo, como humildade de coração, consolo, mansidão, misericórdia, pureza de coração, pacificação, confiança nos cuidados de Deus, santidade, a importância da reconciliação com os irmãos e outros temas centrais, fundamentais e prioritários da fé cristã. E, se Jesus priorizou tais temas, não deveríamos nós imitá-lo? O que está nos impedindo?

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
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