Arquivo da categoria ‘Amor ao próximo’

Queridos irmãos e irmãs em Cristo, como já citei anteriormente aqui no APENAS, daqui a alguns dias será lançado meu novo livro, “O Fim do Sofrimento – Um livro para quem busca consolo e esperança nos momentos mais sombrios“. Em função disso, venho refletindo há muito tempo sobre o tema. A Mundo Cristão me pediu que desse uma entrevista para o blog da Editora, dando uma palinha sobre o que será o livro e aspectos da questão de que ele trata. Por conter reflexões que julgo ser muito importantes para quem está atravessando períodos de sofrimento, já divulguei por meu perfil no Facebook a entrevista. Como, porém, mais de mil assinantes do APENAS não me acompanham pelo facebook.com/mauriciozagariescritor, decidi compartilhar também por aqui a entrevista, na esperança que lance raios de luz em espaços sombrios da vida de quem esteja atravessando momentos difíceis. Paz a todos vocês que estão em Cristo,
mz

Maurício Zágari, em entrevista à MC, fala sobre “O fim do sofrimento”

entrevista maurício zágari

Confira nossa conversa com o autor e saiba mais sobre o livro que aborda um dos temas mais delicados da experiência humana.


Maurício Zágari. Teólogo, jornalista, editor, autor, professor, esposo, pai. São muitas as experiências que fazem desse jovem escritor de 43 anos, fluminense de Nova Friburgo (RJ), uma pessoa que se comunica com facilidade e clareza e que, por meio de seus artigos e publicações, toca o coração de uma multidão de leitores que encontra alento, direcionamento, ânimo e motivação em seus textos sempre pautados pela Palavra de Deus.

Vencedor do Prêmio Areté nas categorias “Autor revelação” e “Melhor livro de ficção/romance” por O Enigma da Bíblia de Gutemberg (2010), Maurício é o autor de Perdão Total – um livro para quem não se perdoa e para quem não consegue perdoar, lançado pela Mundo Cristão em 2014, publicação que logo se tornou em sucesso de vendas no Brasil.

Em 2015, uma nova obra do autor chega às livrarias – O fim do sofrimento: um livro para quem busca consolo e esperança nos momentos mais sombrios. Nele, Zágari aborda o tema o fim do sofrimento a partir duas perspectivas: o fim como finalidade e propósito; e o fim como término e extinção do tempo de luta e de dor. Estruturado em torno de trinta afirmações que pessoas em sofrimento costumam expressar, a obra traz um conjunto de reflexões baseadas nas Escrituras e que têm por objetivo fortalecer e orientar todos aqueles que estão tristes, fracos ou abatidos.

Em entrevista à Equipe de Comunicação da Mundo Cristão, Maurício Zágari fala mais sobre o lançamento e sobre esse assunto delicado que permeia a experiência humana. Nela, o autor ainda esclarece o porquê de existência do sofrimento no mundo e dá orientação para quem está enfrentando a depressão. Confira!

Mundo Cristão:O fim do sofrimento”? O que o motivou a escrever um livro sobre esse tema?

Maurício Zágari: Decidi escrever essa obra por observar a angústia de multidões de pessoas que vivem os mais variados tipos de sofrimento sem saber como encontrar alívio, consolo e paz. Elas sofrem, choram, se entristecem, se deprimem e não enxergam caminhos. O livro aponta esses caminhos com honestidade e fidelidade bíblicas, sem fazer falsas promessas. Meu intuito é levar o leitor a experimentar a paz em meio à dor, seja ela de corpo, seja de alma.

O fim do sofrimento tem dois objetivos principais. Primeiro, mostrar, à luz da verdade bíblica, por que um Deus bom permite que pessoas sofram. Segundo, oferecer respostas honestas, baseadas nas Escrituras, que tragam alívio para o fardo do sofrimento. É, portanto, um livro que oferece respostas para a mente mas, também, paz à alma.

MC: Sofrimento e fé podem caminhar juntos? O que dizer sobre determinadas abordagens triunfalistas que negam o sofrimento e o veem apenas como efeito de ações demoníacas ou como “punição” em resultado de alguma prática pecaminosa?

Maurício Zágari: Sofrimento e fé caminham juntos de Gênesis a Apocalipse. Ter fé não nos isenta de sofrer. Jesus tinha fé e não há quem possa negar que ele não tenha sofrido terrivelmente, a ponto de dizer “A minha alma está profundamente triste, numa tristeza mortal” (Mt 26.38). E, isso, antes mesmo de o prenderem e de começar o agonizante processo de tortura que durou até a cruz.

Os apóstolos também sofreram muito, apesar de terem uma fé tão grande a ponto de dar a vida pelo evangelho. Os mártires da Igreja primitiva são outro exemplo. Jó. Abraão. José. Moisés. Davi. Elias. Daniel. Jeremias. E tantas outras pessoas que conhecemos pelo relato bíblico e pela história da Igreja e que sofreram bastante, apesar de ter muita fé. É um fato inegável: ter fé não nos isenta de sofrer.

O chamado “triunfalismo” é um ensinamento de quem, lamentavelmente, não compreende o que a Bíblia fala sobre a questão do sofrimento ou sobre o modo de Deus agir. Espero que os irmãos que seguem essa doutrina venham a compreender o que a Escritura realmente diz sobre o assunto. Oro ao Senhor para que O fim do sofrimento seja um instrumento nas mãos de Deus para a transformação de corações e mentes.

MC: Mas… se Deus é bom e Todo-poderoso, por que então existe o sofrimento no mundo?

Maurício Zágari: O sofrimento é efeito colateral do pecado. Deus não é o culpado por nossas dores, o pecado é. Desde que Adão e Eva deram espaço à desobediência, a humanidade colhe os frutos amargos da transgressão. Repare que, quando Deus descreve ao primeiro casal quais seriam as consequências da Queda, ele menciona três vezes o sofrimento, como vemos em Gênesis 3.16-17.

No entanto, Deus não ficou apático ante a entrada do sofrimento no mundo. Justamente por ser infinitamente bondoso, gracioso, amoroso e misericordioso, ele decidiu desfazer esse mal, ao entregar Jesus para morrer pelos pecadores. Assim, aqueles que o recebem como Senhor e Salvador ganham, sem merecer, acesso a uma eternidade totalmente livre de sofrimento, dor, choro ou angústias.

“O fim do sofrimento” deixa claro que nossas aflições são uma vírgula em nossa história, não o ponto final. Teremos uma eternidade de paz e felicidade ao lado de Jesus. A questão é: o que devemos fazer enquanto estamos no olho do furacão, como agir para ter paz agora, quando o sofrimento nos agarra e parece não querer largar mais? É isso que o livro responde.

MC: No livro, você faz uma breve e importante abordagem sobre os dois principais tipos de depressão. Resumidamente, a depressão que é uma doença causada por alterações químicas do cérebro e a que é resultante do profundo abatimento da alma. Como distinguir uma da outra e como saber que é a melhor hora para buscarmos ajuda profissional e espiritual, respectivamente?

Maurício Zágari: Se alguém está sofrendo de depressão, o melhor momento para buscar ajuda é ontem. Depressão é um quadro que não permite adiar a procura por auxílio, pois ela é capaz de transformar uma pessoa em outra. E só quem pode dizer de que tipo de depressão sofremos é um médico psiquiatra. O especialista faz uma análise do caso e, se for diagnosticada a depressão, é preciso buscar tratamento. Dependendo de cada caso, há diferentes tipos de providências a tomar, sejam elas médicas, psicológicas ou espirituais. Isso é um assunto sério e deve ser visto com a gravidade que merece, sem misticismos ou irresponsabilidade.

MC: Na era das redes sociais, da publicidade e da busca incessante por satisfação e por estilos de vida que não condizem com a realidade da maioria das pessoas, saber que “ninguém é alegre o tempo todo” gera um choque e ao mesmo tempo um alivio. De que forma essa consciência pode libertar um indivíduo para vivenciar suas dores e lutas sem vergonha ou retraimento?

Maurício Zágari: Jesus deu a resposta: conhecerão a verdade, e a verdade os libertará. Temos de lidar com nossas dores e lutas dentro do que a Bíblia estabelece como sendo verdade e não segundo o que as novelas, os filmes de Hollywood, a propaganda e a cultura secular vendem como verdade. Só em Cristo, que é a verdade suprema, temos liberdade real e somos capazes de caminhar sem temer influências alheias à realidade conforme as Escrituras apresentam.

Ninguém é alegre o tempo todo. Isso é um fato da vida, pois é um fato bíblico. Nenhum ser humano apresentado nas Escrituras foi alegre o tempo todo. Nenhum. Vivemos sob o peso do mundo material e espiritual que nos cerca e da nossa carne — e não há como ser constantemente alegre debaixo dessa pressão. Mas, pela graça de Deus, somos habitação do Espírito Santo, que tem entre as virtudes de seu fruto a alegria. Por isso, é totalmente possível encontrarmos em Deus alegria e felicidade nos momentos mais sombrios. É o que O fim do sofrimento mostra.

MC: E sobre o fim do sofrimento num sentido de término e extinção. Saber que um dia Deus acabará com todos os sofrimentos da humanidade também é uma abordagem libertadora. Certo?

Maurício Zágari: Veja como a Bíblia descreve o futuro daqueles que vivem em Cristo: “Agora o tabernáculo de Deus está com os homens, com os quais ele viverá. Eles serão os seus povos. O próprio Deus estará com eles e será o seu Deus. Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou” (Ap 21.3-4).

Tem como não se emocionar, se alegrar e vibrar de alegria e felicidade ao ler essa afirmação? Essa é a promessa mais extraordinária, espetacular e maravilhosa das Escrituras! Vamos viver com o próprio Deus, em sua companhia pessoal, numa realidade sem tristezas, sem dor… sem sofrimento! Como nos mostra O fim do sofrimento, esse entendimento é esplendidamente libertador e deve nos dar forças para caminhar a cada dia, sabendo que o nosso destino final é pura glória e paz.

MC: Qual a sua mensagem para os leitores e, especialmente, para aqueles que estão atravessando momentos sombrios?

Maurício Zágari: Meu irmão, minha irmã, Deus não se esqueceu de você nem está alheio à sua dor. Ele entende e sente o que você está enfrentando e usa o seu sofrimento para uma finalidade maior. A Bíblia afirma que “os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles. Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno” (2Co 4.17-18).

Abrace essa certeza, sabendo que tudo o que você está enfrentando hoje terá uma finalidade que resultará em glória. Que finalidade é essa? Não sei. Mas Deus sabe. E aquele que sabe todas as coisas é quem conduz você pessoalmente, rumo a um futuro de paz, alegria, felicidade e glória eternas. Tenha paciência, por saber que sua vida está em boas mãos: aquelas que foram cravadas numa cruz por amor a você.

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otica 1Uma das grandes lições que meu pai me ensinou é que experiências de vida são muito mais valiosas do que bens materiais. Por isso, na minha infância os presentes que ganhava dele eram bem chinfrins, mas, em compensação, todas as férias eram inesquecíveis: viajávamos de carro a lugares como Pantanal, Nordeste, Amazônia, Uruguai, Argentina, Bolívia. Foram muitas aventuras extraordinárias. Cresci e carreguei esse aprendizado comigo: bens passam, mas experiências permanecem. Por isso, alguns anos atrás, em vez de dar um objeto qualquer como presente de aniversário a minha esposa, dei-lhe um voo de helicóptero sobre a cidade do Rio de Janeiro. O dia estava lindo e, de fato, foi um passeio marcante. Algo em especial chamou minha atenção durante o voo: era impressionante como ver de outro ponto de vista os mesmos lugares que sempre frequentei me permitia ver as ruas, os bairros, as praias e tudo mais por uma ótica totalmente diferente. Aquele voo me fez entender com uma clareza inédita uma importante realidade da vida: tudo o que nos acontece pode ser analisado de ângulos diferentes e, dependendo de qual ponto de vista escolhemos, teremos percepções completamente distintas acerca das mesmas coisas.
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Para ficar mais claro o que quero dizer, tomemos por exemplo este relato bíblico: Naquele dia, sendo já tarde, disse-lhes Jesus: Passemos para a outra margem. E eles, despedindo a multidão, o levaram assim como estava, no barco; e outros barcos o seguiam. Ora, levantou-se grande temporal de vento, e as ondas se arremessavam contra o barco, de modo que o mesmo já estava a encher-se de água. E Jesus estava na popa, dormindo sobre o travesseiro; eles o despertaram e lhe disseram: Mestre, não te importa que pereçamos? E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Acalma-te, emudece! O vento se aquietou, e fez-se grande bonança. Então, lhes disse: Por que sois assim tímidos?! Como é que não tendes fé? E eles, possuídos de grande temor, diziam uns aos outros: Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?” (Mc 4.35-41).
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ponto de vista 2Pare para pensar como as pessoas que estavam no barco com Jesus enxergaram esse episódio e como as que estavam nos “outros barcos [que] o seguiam” perceberam o ocorrido. Para todos, o fenômeno foi um só: eles saíram de uma margem, veio um grande temporal de vento, com altas ondas, de repente o tempo clareou e logo aportaram na outra margem. Mas as conclusões e as lições foram enormemente distintas: para  quem estava nos “outros barcos”, foi só isto: um fenômeno natural, climático, que se iniciou e terminou pelas forças da natureza. Mas, para quem estava no barco com Cristo, ficou claríssimo que houve uma intervenção sobrenatural de Deus por meio de Jesus. Assim, dependendo de em que barco se estava, a percepção da relação entre Jesus e o acontecido foi totalmente  diferente. Para uns, forças da natureza. Para outros, um milagre que comprovava a divindade de Cristo. Conclusões opostas, frutos de pontos de vista opostos.
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otica 2Pensemos agora sobre a sua vida. Quando chegam a tragédia, a desgraça, a dor e o sofrimento, como você os enxerga? Será que consegue perceber os fatos ruins da vida como parte da escola de Deus, eventos que têm a finalidade de lapidar o diamante bruto que você é e transformá-lo em joia preciosa? De que perspectiva você vê tudo de ruim que se abate sobre você ou aqueles que ama? Com a mesma murmuração do povo de Israel ao sair do Egito ou como Jó, que, ao perder todos os filhos, mortos num catastrófico desabamento, adorou o Senhor e foi capaz de dizer: “Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o SENHOR o deu e o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do SENHOR!” (Jó 1.21)?
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Será que você consegue ver o Deus que é puro amor e misericórdia no controle de tudo, mesmo quando chegam as lágrimas e o abatimento? Qual tragédia você está vivendo? Será que é capaz de enxergá-la como parte do grande propósito divino ou como o abandono de um deus mau e raivoso? O ponto de vista que você decidir assumir fará toda a diferença – na sua forma de proceder, nas lições que extrairá, nas palavras que dirá, na solidez de seu relacionamento com o Criador.
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otica 3Muitos, quando ouvem que as tragédias fazem parte da grande equação de Deus rumo a um futuro que ele deseja construir a partir da soma de eventos da vida, se recusam firmemente a reconhecer esse fato. Deus é bom e as desgraças só podem ser atos do Diabo ou da maldade do mundo, dizem. Eu sei que é difícil compreender, entenda que eu sei disso. Por isso, nas horas em que parece que não dá para encaixar sofrimento no mesmo espaço que um Deus bom e amoroso, temos de olhar para a Bíblia e não para o que nós “achamos”. Lembre-se de José, que tinha tudo e, de repente, é traído pelos irmãos, passa anos como escravo, é caluniado, vira presidiário… come o pão que o Diabo amassou… Peraí… o Diabo? Veja a percepção que José tem após atravessar as desgraças todas, em seu discurso aos irmãos traidores: “Assim, não fostes vós que me enviastes para cá, e sim Deus” (Gn 45.8). Uau, que homem de Deus era José. Ele compreendia com clareza que seu sofrimento fizera parte de um plano maior do soberano Criador, tal qual a dolorosa picada de uma injeção que, mesmo que machuque, tem por objetivo nos proteger de uma doença muito pior.
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Pense na cruz de Cristo, um sofrimento sem igual. Foi o Diabo que o levou à cruz? João 3.16 diz que o sofrimento de Jesus foi porque “Deus amou o mundo”. Pense no cativeiro babilônico de Judá e na conquista de Israel pela Assíria, foi o Diabo quem os causou ou foi tudo parte do plano didático do Deus que “disciplina todos os que ama”? Se você conhece a história bíblica, sabe a resposta.
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otica 4Meu irmão, minha irmã, o plano inicial de Deus não era o sofrimento da humanidade. Mas o sofrimento entrou, de penetra, como consequência do pecado. Está lá em Gênesis 3, basta ir à sua Bíblia ler. A partir daí, somos obrigados a conviver com ele, até que cheguem novos céus e nova terra. A questão toda é: é nesse meio-tempo? E no período em que estamos no mundo, sabendo que “no mundo tereis aflições”? Vamos olhar pelo ponto de vista humano, amaldiçoar a Deus e pedir a morte ou vamos olhar nossa dor pelos olhos divinos e, assim, adoraremos ao Senhor, a despeito das circunstâncias?
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Quando estivermos no cárcere, olhemos pelo ponto de vista de Deus e cantemos louvores. Quando estivermos na doença, olhemos pelo ponto de vista de Deus e o adoremos. Quando estivermos na desgraça, olhemos pelo ponto de vista de Deus e lhe rendamos honra. Deus é Deus e Deus é bom. A dor e o sofrimento não mudam esse fato. Mas tenha uma certeza: em meio às nossas angústias e aflições, jamais estamos sós. Pois Jesus prometeu que estaria conosco, todos os dias, até a consumação do século.
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cruzA sua lágrima não é derramada só por você. Saiba que há um Deus que decidiu enxergar a vida pelo meu e pelo seu pontos de vista. Por isso, ele se fez como um de nós. Viveu, suou, chorou, sofreu. Sofreu! Sofreu o pior dos sofrimentos! Mas ressuscitou. E hoje habita em glória, com lugar preparado  para nos receber. Você está sofrendo, meu irmão, minha irmã? Lembre-se: “A nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação” (2Co 4.17). Sim, Deus tem preparado para você uma glória eterna, que pesa mais do que todos os seus sofrimentos. Glória eterna. Paz. Felicidade. Creia: o fim do sofrimento virá. 

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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egoistaFui almoçar com meus pais no Leblon, bairro de classe alta do Rio de Janeiro. Meu pai estava com muita vontade de conhecer um restaurante a que nunca tínhamos ido antes, daqueles bem caros, frequentado por famosos e gente de alta classe. Para você ter uma ideia, quem estava na mesa ao lado da nossa era Bernardinho, o técnico da seleção de vôlei, com a esposa e a filha. Cada prato custava uma fortuna. Tirando a mim, todos no restaurante eram da elite carioca. De repente, aconteceu algo que me fez pensar: aproveitando a distração dos garçons, um homem sem os dois braços se aproximou das mesas, na tentativa de ganhar uns trocados. Você não leu errado: ele não tinha os dois braços, apenas pequenas extensões abaixo dos ombros. A primeira pessoa a quem pediu dinheiro foi um homem muito bonito, extremamente bem arrumado, com relógio e adereços visivelmente caros, que estava sentado à mesa numa espécie de varanda junto à rua.

– Pode me ajudar?

Automaticamente, o incomodado cliente do restaurante deu uma resposta rabugenta, sem nem olhar direito para o pedinte:

– Não tenho dinheiro não, parceiro.

Confesso que essa resposta me deixou confuso com meus próprios sentimentos. Por um lado, sei de todas as recomendações para não dar esmolas, uma vez que muitos pedintes são “vagabundos profissionais”, que preferem ficar mendigando a buscar um trabalho. Mas, por outro… convenhamos, vai, o homem não tinha os dois braços! Em milissegundos, passou pela minha cabeça quantas oportunidades profissionais bem remuneradas aquele homem poderia ter. Ficou claro para mim que, no mínimo, a vida daquele ser humano era bem difícil e que viver da caridade alheia era uma de suas pouquíssimas possibilidades de renda.

egoista 1Algo naquela cena me incomodou bastante: a mentira deslavada do cidadão que negou ajuda. Era evidente que ele tinha dinheiro. Muito dinheiro. Pelo que comeu e bebeu, estimo que deve ter gasto no mínimo uns duzentos reais naquele almoço. Só os óculos de sol que usava deviam valer muitos almoços para o homem sem os dois braços. Dizer que não tinha dinheiro foi o passa-fora mais mentiroso que poderia ter dado. Seria mais honesto dizer algo como “não quero te dar dinheiro não, parceiro”.

Enquanto eu me revoltava contra o grã-fino mentiroso, adivinhe só: o pedinte virou-se justamente para mim:

– Pode me ajudar?

Depois de ter ficado chocado com a atitude do ricaço mentiroso, é óbvio que eu não só podia ajudar, como ajudaria com toda certeza! Afinal, não sou eu o cara que chora quando passam na televisão aqueles comerciais do ActionAid, do Médicos sem Fronteiras, da Fundação Abrinq e da AACD? Ajudar o próximo é comigo mesmo! Jamais recusaria auxílio a um necessitado! Sou um cristão, ora bolas! Como poderia me recusar a dar de comer a quem tem fome?!?!

Bem…

Tenho de confessar. Por um instante, eu hesitei. E quase soltei um “Não tenho dinheiro não, parceiro”. Foi fácil para mim fazer cara feia para o rico mentiroso, mas, por pouco, não me tornei um “classe média mentiroso”. Pois o meu impulso automático foi dizer exatamente a mesma coisa. Percebi que minha natureza humana, falha e egoísta, junto com meu senso de desconfiança aguçado, retiveram minha mão e fecharam meu coração. A vontade que eu tinha naquele momento de dar dinheiro para o homem era nenhuma. Afinal, era o meu dinheiro.

egoista 2Foi quando me dei conta de como somos condicionados a ser egoístas e só nos preocuparmos conosco. Ficou claro que eu fui adestrado a desconfiar de tudo e de todos e a achar que todos são espertalhões. Entenda que tudo o que estou descrevendo se passou num espaço de tempo mínimo, de ínfimos segundos. E minha reação imediata foi não ajudar o próximo. Não ajudar um homem sem os dois braços! Eu, o cara que na véspera tinha pago oito reais em um suco e quatorze reais em uma tapioca de Nutella, estava inclinado a não dar nem umas moedas a uma pessoa sem os membros superiores.

Foi preciso parar. Dominar meus instintos egoístas e desumanos. Respirar. Recordar do que o anjo disse a Cornélio em Atos 10.31. Tentar me vestir da natureza de Cristo. E, só então, minha mão desceu até a carteira e sacou alguma coisa. Sorridente, o homem virou as costas e pediu que enfiasse o dinheiro no bolso traseiro de suas calças. E prosseguiu em seu caminho.

egoista 3Fiquei pensando sobre aquilo. De fato, a humanidade é má. Precisamos de Cristo para superar nossos instintos e impulsos mais egoístas e  desumanos. Criticamos os “pecadores” e incorremos no mesmo pecado que eles. Conhecemos a piedade mas, frequentemente, nos esquecemos de pô-la em prática. É como se houvesse duas pessoas habitando nosso coração: Adão e Cristo. Só que “assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo” (1Co 15.22). Adão não pode prevalecer.

A luta é diária. Mas não podemos desistir. Se baixarmos a guarda, seremos derrotados pelo egoísta que habita em nós. Não permita que ele vença: supere a si mesmo e deixe que Jesus use seu braço, seu tempo, seus bens e seu coração para dar de comer a quem tem fome e de beber a quem tem sede.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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Queridos irmãos e irmãs em Cristo,

hoje não trago uma reflexão nos moldes que costumo fazer habitualmente. Concedi recentemente uma entrevista para a revista Comunhão, que foi publicada semana passada. Acredito que algo do que eu disse na reportagem pode edificar sua vida, por isso, permita-me, hoje, em vez de escrever uma reflexão em forma de texto, compartilhar uma em forma de entrevista. Basta clicar na imagem abaixo e você poderá ler não só minha entrevista, mas toda a revista de forma eletrônica – gratuitamente. Peço a Deus que abençoe sua vida.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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Jesus chorou 1A Bíblia relata uma passagem enigmática da vida de Jesus. Ele é chamado às pressas para ir até o povoado em que viviam três amigos, os irmãos Lázaro, Maria e Marta. Lázaro estava gravemente doente, à beira da morte. O Mestre seguiu até o local, mas já encontrou o amigo morto e muitas pessoas o pranteando, em luto, chorando e se lamentando. O texto bíblico prossegue. Jesus pergunta: “Onde o colocaram?”. E as pessoas presentes respondem: “Vem e vê, Senhor”. É quando o texto diz: “Jesus chorou” (Jo 11. 35). A grande pergunta é: por que exatamente Jesus chorou? O que o levou a derramar lágrimas?

Há algumas teoria. Uns dizem que foi pela incredulidade que encontrou entre parte dos que ali estavam. Afinal, diz o texto: “Mas alguns deles [das pessoas que estavam no local] disseram: ‘Ele, que abriu os olhos do cego, não poderia ter impedido que este homem morresse?’” (Jo 11.37). Essa hipótese é pouco provável, pois, se formos analisar quantas vezes ao longo dos evangelhos vemos relatos de pessoas que duvidaram de Jesus, as numerosas ocorrências não caberiam neste espaço. E o texto bíblico mostra que em nenhuma outra ocasião a incredulidade das pessoas levou o Mestre a chorar.

Jesus chorou 2Outra teoria é que ele teria derramado lágrimas pela dor da perda de Lázaro. O próprio texto diz que houve essa percepção entre alguns que estavam ali: “Então os judeus disseram: ‘Vejam como ele o amava!’” (Jo 11.36). Essa hipótese também é improvável, pois Jesus é Deus, ele participou da criação do mundo (Jo 1), sabe quando cada pessoa vai nascer e morrer e tem plena certeza de que a morte do justo alegra o coração de Deus. Mais importante, Jesus conhece o que vem após a morte e não tem as dúvidas e os medos que nós, que nunca passamos por ela, sentimos. Melhor do que ninguém, o Deus que se fez carne sabe que, após a morte, o que espera os salvos é: “Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor” (Ap 21.4). Por que, então, alguém choraria pelo fato de um amigo ter partido para uma realidade tão maravilhosa como essa? Não faz nenhum sentido.

Então por que, afinal, ele chorou? A explicação está no texto bíblico. A Escritura diz que, assim que Jesus chega à casa da família de seu amigo, Maria se prostra a seus pés e chora, junto com os outros que a acompanhavam. Então, que “ao ver chorando Maria e os judeus que a acompanhavam, Jesus agitou-se no espírito e perturbou-se”. Em seguida, profundamente comovido, ele próprio chora (Jo 11.33,35,38). O texto bíblico continua e, novamente, temos outra informação sobre o estado de espírito de Cristo naquele momento: “Jesus, outra vez profundamente comovido, foi até o sepulcro” (Jo 11.38). Pela segunda vez, é dito que o Senhor estava tocado em suas emoções.

Jesus chorou 3Chegamos, então, à chave da questão: ele estava “agitado no espírito” e “profundamente comovido”. Pela morte de Lázaro? Não. Isso ocorre “ao ver chorando Maria e os judeus que a acompanhavam”. O que levou Jesus às lágrimas foi ver o choro das pessoas. A dor delas. Em outras palavras, Cristo chorou por compaixão. A bondade de Jesus é tanta que ele se deixa tocar profundamente pela dor e pelo sofrimento das pessoas. E chora em empatia com elas. Só alguém de coração muito bondoso seria capaz disso. E Jesus é a bondade encarnada. Jesus não chorou pela incredulidade dos presentes ou pela morte de Lázaro, mas pelo sofrimento das pessoas.

Saiba disto, meu irmão, minha irmã: ao ver a sua dor, Jesus se comove, agita-se em seu espírito e… chora. Pois ele sente na pele o que você sente na alma — e não fica indiferente a isso. Você está sofrendo? Então prepare-se: um Deus comovido e misericordioso entrará em ação em seu favor.

(Este texto foi publicado originalmente no jornal Sal da Terra)

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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Deus está no controle 1­Deus está realmente no controle das coisas? Ele já tem tudo previsto ou existe margem para mudanças nos planos divinos? Se o Senhor está no controle, até onde vai sua esfera de intervenção nas coisas do mundo? Livre-arbítrio é uma heresia arminiana? Ou determinismo é uma heresia calvinista? É fato que o Todo-poderoso não está por trás das catástrofes, como alega o teísmo aberto? Como se explica a história de Ezequias, o rei israelita que ganhou 15 anos a mais de vida após orar a Deus? Se o Senhor já sabia que a humanidade pecaria, por que a criou? Se Jesus veio à terra para morrer por nossos pecados, por que pediu ao Pai que afastasse dele o cálice do sofrimento? Se Jesus é descendente de Davi por meio de Bate-Seba, a mulher com quem o rei adulterou, Deus queria que esse adultério ocorresse? Questões como essas dão nó nos neurônios de muita gente, para quem a grande equação por meio da qual Deus conduz o universo é um enigma incompreensível e insolúvel. Esta semana vivi uma experiência que me fez pensar muito sobre como o Senhor age em nossa vida.

Perdão Total_Capa 3D em altaDesde que foi lançado meu mais recente livro, Perdão Total — Um livro para quem não se perdoa e para quem não consegue perdoar, tenho sido convidado para pregar ou palestrar sobre o assunto em diferentes cidades do país. Domingo passado, estava agendado para que eu pregasse na Igreja Batista Jardim Icaraí, em Niterói (RJ). Como eu não dirijo, um casal querido, Ana e Renato, se dispôs a sair de Niterói e me pegar em casa, em Botafogo, bairro do Rio de Janeiro. Ficou combinado que eles me pegariam às 18h, pois o culto começava às 19h30. Iríamos eu, minha esposa e minha filha de 4 anos. Só que o imprevisto ocorreu, com toda força.

No meio da tarde, um temporal desabou sobre a cidade. Foi um daqueles aguaceiros que dão reportagem em jornais, com ruas alagadas, trânsito parado e caos. Resultado: depois de muito penar para chegar até meu prédio, fugindo de bolsões de água e trechos intransitáveis, Ana e Renato conseguiram estacionar, ilesos, no posto de gasolina em frente ao meu edifício. Só que já eram 19h e a chuva não dava sinal de trégua. Assim que chegaram, Ana me telefonou e tentei ir até eles, mas minha rua tinha virado um rio e era impossível dar um passo fora da portaria. Conversamos, então, por telefone e, depois de eles terem consultado o seu pastor, todos vimos que não conseguiríamos chegar à igreja a tempo do culto. Resultado: de comum acordo, decidimos adiar minha ida para outro dia. Depois de um tempo, as águas começaram a baixar e consegui fazer um malabarismo para ir até eles. Conversamos pessoalmente e a decisão foi reafirmada.

Confesso que subi de volta para meu apartamento decepcionado e questionando Deus. Já no elevador, eu comentava com o Senhor que não entendia aquilo. Será que ele não queria que eu compartilhasse a mensagem do perdão com os membros daquela igreja? Claro que tenho o entendimento de que o temporal não caiu só por minha causa, mas, como eu também sou uma letra na equação divina, entendo que minha vida também é incluída nas decisões de Deus. Assim como a sua. Assim como a de qualquer pessoa. Fato é que fiquei triste por não poder ir até Niterói pregar sobre um assunto que considero extremamente urgente.

E foi então que a história deu uma guinada.

Deus está no controle 2Cerca de vinte minutos depois de ter chegado em casa, minha filha, que passou o dia inteiro bem disposta, estava arrumada e animada para sair e ficou bem triste por não termos ido à igreja, começou a reclamar de dor de cabeça. Em minutos, a dor ficou extremamente forte e ela passou a sentir um mal-estar generalizado. De repente, o susto: a pequena se revirou na cama e vomitou em profusão. Enquanto eu limpava a sujeira, sua mãe a levou ao banheiro para lavá-la. Lá, mais vômitos. Achei que a crise tinha acabado. Dei-lhe um pouco de água para beber e deitamos no sofá da sala para assistir a uma apresentação de balé. Em poucos minutos, a pequena começou a acusar nova dor de cabeça e mal-estar. Virou-se para o lado e vomitou pela terceira vez, agora no chão da sala.

Foi quando percebi que a coisa ia além de um simples enjoo e tomei a decisão de levá-la para o hospital. Como alguém que já passou três dias internado em um CTI por infecção intestinal grave, levo muito a sério esse tipo de sintomas. Assim, nos vestimos rápido, descemos, vimos que a água já tinha baixado o suficiente para sairmos, pegamos um táxi e disparamos para a emergência pediátrica. Chegamos ao hospital e logo fomos atendidos. Assim que entrou na sala do médico, minha filha vomitou novamente, com espasmos bastante fortes. Seu estômago estava vazio e quase não saía mais nada. Depois dos exames preliminares, entramos na sala de atendimento de emergência, onde, enquanto aguardava para tomar uma injeção, a pequena vomitou pela quinta vez. A dor de cabeça era grande. O mal-estar e a moleza, generalizados. O médico decidiu fazer uma tomografia computadorizada da cabeça.

Vou resumir as três horas e meia seguintes, passadas entre exames e tratamentos, em um parágrafo: graças ao atendimento rápido, minha filha pôde ser liberada naquela mesma madrugada do hospital. Os médicos não conseguiram determinar o que ela teve, mas as suspeitas vão de intoxicação alimentar a viroses. A medicação rápida contribuiu muito para seu quadro não piorar. Ela ficou dois dias em casa, de repouso, ainda com dores, febre e enjoos, mas, com o tempo, o problema passou.

Deus está no controle 3Fiquei pensando. Se tivéssemos ido a Niterói, minha filha passaria mal longe de casa, talvez presa em algum engarrafamento, talvez momentos antes de eu subir ao púlpito para pregar. Imagine como teria sido. Tudo é um grande “talvez”, mas uma coisa é certa: o fato de estarmos em casa quando ela passou mal foi decisivo para que fosse rapidamente socorrida e, seja lá o que a tenha acometido, o mal ter sido debelado com o mínimo de dor e desconforto. Quem sabe, até, uma demora no socorro poderia ter agravado o quadro e gerado problemas mais severos.

E aí fica a pergunta: será que Deus me impediu de ir a Niterói para que eu pudesse socorrer minha filha? Teria ele sacrificado a pregação naquele dia específico em prol do que ele sabia que aconteceria com minha pequena? A resposta é que não sei, é muito complexo pensar sobre isso e eu não sou onisciente. Não tenho como afirmar nada. Mas, quando olho para a Bíblia, vejo que “O Senhor faz tudo com um propósito” (Pv 16.4). Mais ainda, percebo que “Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito” (Rm 8.28). Então, ao ler verdades como essas, solidifico em meu coração uma realidade: nada do que aconteceu foi à toa.

O acaso não existe. Sorte é um conceito antibíblico. O que prevalece é a soberania de Deus. E, nessa soberania, o Senhor fez com que, em meio a milhões de cariocas e niteroienses afetados pelo temporal de domingo, eu não fosse pregar conforme tinha sido planejado e, assim, estivesse em casa para socorrer com agilidade minha filha. Se você me perguntar se foi coincidência, vou sorrir, com toda a certeza do mundo de que Deus teve um propósito no que ocorreu e que ele agiu para o nosso bem.

Meu irmão, minha irmã, preste mais atenção às coisas que acontecem em sua vida. Não digo só as grandes; as pequenas e insignificantes também. Pois, se tudo Deus faz com um propósito e em todas as coisas ele age pelo bem dos que ama, lembre-se que tudo significa tudo. E todas as coisas significa todas as coisas. Não uma parte, não uma parcela, não umas e não outras. Tudo. Todas as coisas. Esse é o Deus da Bíblia.

Deus está no controle 4Com essa percepção, você vai passar a perceber a ação de Deus no engarrafamento, no chuveiro que pinga, no calor abrasador, no mendigo que lhe pediu dinheiro, no atraso do dentista, na gata que fugiu de casa, na topada do pé. Há gente que brinca com quem atribui tudo ao Diabo, criticando quem diz que “queimou o arroz, é culpa do Diabo”. Eu discordo. A “culpa” é de Deus. Pois ele tinha em mente aquele arroz queimado. Para quê? Sei lá! Mas ele sabe. A vida é uma grande engrenagem, que tem como finalidade nos conduzir à vida eterna, em Cristo. Como tudo isso funciona eu não faço ideia, os pensamentos do Senhor são muito mais elevados do que os meus para que eu consiga compreender. Mas de uma coisa eu sei: eu não preciso saber todos os mistérios do Senhor nem conseguir explicá-los, pois basta compreender que Deus sabe tudo. Peço apenas que ele me tome pela mão e conduza meus passos. Em outras palavras, “seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt 6.10).

Digam o que quiserem, Deus está no controle. Uns chamam de sorte, eu chamo de Deus. Uns chamam de acaso, eu chamo de Deus. Uns chamam de livre-arbítrio, eu chamo de Deus. Uns chamam de determinismo, eu chamo de Deus. Chamem do que desejarem, elaborem as teorias teológicas que quiserem, a resposta será sempre uma só: Deus. E, com isso em mente, devemos fazer a nossa parte e, em seguida, agir como recomendou o salmista: “Entregue o seu caminho ao SENHOR; confie nele, e ele agirá” (Sl 37.5).

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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