Arquivo da categoria ‘Fé’

fracasso-produto-artigoTodos nós fazemos planos. Temos vontades, elaboramos propósitos, traçamos caminhos, sonhamos. Porém, muitas e muitas vezes o que almejamos realizar não dá certo. Fracassa. O que fazer nessa hora? Como devemos nos comportar se isso acontece? Acredito que, nesses momentos, devemos buscar o Senhor em oração e estudo da Palavra, pois, se nossos projetos estiverem em desacordo com a soberana vontade de Deus, naturalmente fracassarão. Nesse caso, o que devemos fazer é abandonar o projeto que elaboramos, deixar para lá, descartar. Partir para outra. Mas, se percebermos que nossos projetos fazem sentido à luz das Escrituras, se eles se encaixam no que é bíblico, nesse caso precisamos perseverar, insistir, persistir. Então, na verdade, a grande dúvida diante do fracasso é: persistir ou desistir?

Tenho visto o mundo ao meu redor ser dominado por tristeza, dificuldades, reclamações, crise. O Brasil vive momentos difíceis e tenho percebido a infelicidade dominar em graus diferentes muitas e muitas pessoas. Você também percebe isso? Amigos estão perdendo o emprego. Casamentos estão acabando. Depressão domina muita gente. Irmãos divergem rancorosamente de irmãos por bobagens teológicas. Nas redes sociais, lamentavelmente prevalece a acusação, a espinafração, a ira, a maldade, a feiúra. Os corações me parecem estar pesados, carregados. Vejo muita falta de alegria. Você também vê o que eu vejo?

Semana passada, por causa dessa percepção, fiz um convite aqui pelo APENAS: propus que cada leitor,  ao longo da hora seguinte à leitura do texto, alegrasse uma pessoa. Só uma. Umazinha. Com um pequeno gesto, uma palavra, um favor, qualquer coisa. Acreditei que seria bonito contribuirmos para disseminar um pouco de uma das virtudes do fruto do Espírito para nosso próximo, a alegria. E pedi que aqueles que topassem fazer isso compartilhassem no espaço de comentários do blog, em poucas palavras, aquilo que fizeram e o que seu gesto gerou. Também estimulei que os irmãos e as irmãs que recebem os posts por e-mail repassassem o desafio a seus conhecidos. Pelas minhas contas, alguns milhares de pessoas seriam abençoadas com esse simples gesto.

Pierrot 2Esperei. E, de todos os muitos testemunhos que eu tinha a esperança de ler, ao final de alguns dias sabe quantos relatos havia? Um. Só. Se somarmos os comentários do APENAS com os irmãos do Facebook que disseram ter topado a proposta, não houve nem cinco adesões. Evidentemente, jamais esperei que todos aceitassem. Na verdade, ninguém em absoluto era obrigado a fazer nada do que eu propus, seria uma adesão voluntária, de quem comprasse a ideia e resolvesse fazer um pequeno gesto para deixar o mundo um tiquinho mais alegre. Mas não vou negar: fiquei triste com o estrondoso fracasso do meu plano. E aí, persistir ou desistir?

Algum projeto seu já fracassou? Bem, o meu sim. Meu plano fracassou monumentalmente. Mas ainda tenho uma centelha de esperança de que o que propus esteja em sintonia com a vontade divina e, por isso, persistirei. Assim, quero requentar minha proposta do último post. Se você desejar, ao longo da próxima hora, alegre um coração. Estimule outras pessoas a fazer o mesmo. Vamos ver onde isso vai dar. E, se fizer, peço que não deixe de compartilhar nos comentários deste post, nem que seja dizendo “eu alegrei um coração”.  Só isso, não precisa de mais nada.

O fracasso do meu post? É apenas um entre tantos e tantos exemplos. Não desista dos seus planos, meu irmão, minha irmã. Persista. Persevere. Se tudo indicar que o plano nasceu do coração do homem e não no de Deus, aí sim o abandone. Mas, se não, vá em frente, recolha os caquinhos e faça algo novo. Se for um projeto segundo a vontade de Deus, pode acreditar: valerá a pena. E algo belo e novo brotará sobre a terra.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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livro no lixo 1Um livro cristão no lixo é capaz de fazer o quê? Possivelmente você diria que nada, que um livro no lixo é algo inútil, que não abençoa ninguém. E é verdade, pois uma obra literária sem ter quem a leia não passa de papel sem utilidade. Só que ela nunca deixa de ter em si um enorme potencial de transformação de vidas. Passei a última semana em São Paulo, devido a compromissos com a editora Mundo Cristão. Foram dias intensos, cheios de boas notícias e algumas emoções fortes. Uma história que ouvi lá me marcou profundamente. Quem me contou foi meu amigo Marcelo Martins, um dos gerentes da editora, e eu gostaria de compartilhar com você. Ao final deste texto vou relatar uma experiência que vivi e que tem relação com a história.

Marcelo me disse que, algum tempo atrás, a Mundo Cristão recebeu uma mensagem pelo “Fale conosco” de seu website. Era o testemunho de um leitor que gostaria de compartilhar sua história. Esse leitor contou que, tempos antes, estava desiludido com a vida, em crise existencial e pensando em nada menos que cometer suicídio. Foi quando passou ao lado de uma lata de lixo, na rua, e viu que dentro dela havia um livro, sem capa. Apesar de ser uma atitude contrária ao bom senso, ele sentiu vontade de pegar a obra e a levar consigo para ler. Era um exemplar de O Peregrino, de John Bunyan, publicado pela Mundo Cristão. O homem leu aquele livro em estado deplorável e, impactado pela história, não só desistiu de tirar a própria vida como decidiu conhecer Cristo mais profundamente. Ali, graças a um livro sem capa e descartado em um lixo qualquer, aparentemente sem valor algum, uma vida de valor incalculável foi salva da morte e do inferno. Em sua mensagem à editora, aquele homem ofertou palavras de incentivo: “Nunca deixem de publicar, pois o trabalho de vocês salva vidas”.

Não preciso dizer quão enorme é meu amor pelos livros. Já foram publicados seis de minha autoria, trabalho como editor de outros autores e, enquanto Deus quiser e permitir, continuarei pondo no papel aquilo que o Senhor semeia em minha mente e em meu coração. Eu mesmo fui transformado e salvo graças ao poder de um livro, a Bíblia sagrada, e acredito enfaticamente na capacidade que uma obra literária tem de levar conhecimento, crescimento, esperança, transformação e emoções a milhões de pessoas. Peter Cunliffe, um dos fundadores da Mundo Cristão, costuma dizer que “cada livro é um missionário”. Portanto, dar um livro cristão de presente é fazer missões.

Antonio Carlos Costa eu e Ed Rene_100615Por conhecer o poder da literatura, preciso incentivar você: leia bons livros, entre eles obras cristãs. Se não costuma fazê-lo, procure desenvolver o hábito. Não falo isso porque sou escritor e editor, mas me tornei editor e escritor por causa da consciência da importância daquelas letrinhas impressas em papel. Dou um exemplo recente, que mexeu profundamente com minhas emoções: quando estava em São Paulo, mediei um debate entre os pastores Ed René Kivitz e Antônio Carlos Costa, por ocasião do lançamento do livro mais recente de Antônio, intitulado Convulsão protestante, do qual fui editor. O evento aconteceu em um auditório que fica na livraria Saraiva do shopping Center Norte. Assim que cheguei lá, encontrei minha amiga Luciana Nascimento, que trabalha na Mundo Cristão. Ela me puxou e disse que queria me apresentar a uma pessoa. Entramos na livraria e Luciana se aproximou de uma das vendedoras. Dirigiu-se a ela e me apontou.

– Heloisa, este aqui é o Mauricio Zágari, autor do Perdão Total – Um livro para quem não se perdoa e para quem não consegue perdoar.

Eu e Heloisa da Saraiva Center Norte_090615Aquela jovem mulher me viu, veio ao meu encontro e me deu um abraço muito apertado, com os olhos cheios de lágrimas. Fiquei assustado, sem entender direito. Foi quando Heloisa (foto) me contou sua história: disse que vivia uma situação que eticamente não posso dizer qual é, mas, em síntese, tinha a ver com perdoar e se perdoar. E que o Perdão Total havia transformado sua vida. Confesso que fiquei muito emocionado com aquilo e extremamente grato a Deus por ter usado as reflexões que compartilhei no livro para produzir aquele resultado. Detalhe: Heloisa é kardecista.

Isto não é teoria, é fato: livros mudam vidas, e para melhor. Livros nos aproximam de Deus. Tenho visto e vivido essa realidade. Não abra mão do gigantesco privilégio que é a leitura – que nada mais é do que a transmissão de pensamentos e conhecimentos por via escrita. Livros cristãos, então, têm o explosivo potencial de abrir novos e maravilhosos horizontes em sua vida e na daqueles que você ama. Deus te deu a habilidade de ler e tempo para ser investido em leitura. Não desperdice essas grandes dádivas.

Convite Saraiva 180615_QuadradoEu poderia parar o texto aqui, mas peço a sua permissão para aproveitar o assunto e fazer um convite. Soube semana passada, quando estava em São Paulo, que o Perdão Total vai entrar em sua 4a edição, o que mostra que Deus tem abençoado muitas vidas por meio daquilo que ele pôs nas páginas dessa obra (inclusive, 1/3 dos exemplares foram vendidos em livrarias não evangélicas, como Saraiva, Nobel e FNAC). Saber de resultados assim é o incentivo de que preciso para seguir escrevendo aqui no APENAS e a continuar produzindo livros que sirvam de instrumento para o Senhor abençoar e transformar vidas. Acredito firmemente no poder da literatura a serviço do reino de Deus e sempre que possível incentivo a divulgação de obras que contribuam para libertar, sarar e edificar vidas, conduzindo-as mais para perto de Cristo. Por isso quero aproveitar e convidar você, que mora no Rio de Janeiro, a me encontrar na próxima quinta-feira, dia 18/06, às 20h, na livraria Saraiva do shopping Rio Sul, em Botafogo. Lá ocorrerá uma noite de dedicatórias do novo livro de minha autoria, O Fim do Sofrimento – Um livro para quem busca consolo e esperança nos momentos mais sombrios. Será uma oportunidade de nos conhecermos pessoalmente e conversarmos um pouco. Se você não for do Rio, eu pediria, por favor, que orasse por esse livro, a fim de que ele impacte vidas assim como o Perdão Total e tantas outras obras cristãs têm feito.

Peço a Deus que, caso venham a ler essa obra, você e milhares de pessoas sejam tocados pelo Espírito Santo, assim como ocorreu com Heloisa e aquele homem cuja vida foi salva por meio de um livro sem capa e descartado em uma lata de lixo. Um livro que nada mais era do que um missionário em repouso, esperando para mudar uma vida.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
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O fim do sofrimento_Capa 3DVocê está sofrendo? Ou conhece alguém que esteja? Pode ser sofrimento físico, psicológico, espiritual ou emocional; no corpo ou na alma? Ou, então, tem a sensação de que Deus não te ouve, se cansou de você, não responde as orações ou mesmo não te ama? Se é o caso, saiba que muitos bons cristãos enfrentam sofrimentos. Mas… haveria uma explicação para um Deus bom e amoroso permitir a sua dor? E será que existem respostas bíblicas que ajudem a aliviar o fardo quando se está atravessando o vale da sombra da morte? A boa notícia é que, sim, há uma explicação; e, sim, as Escrituras apontam caminhos para encontrar paz, alívio, alegria, descanso, esperança e felicidade nos piores momentos da vida.

Tenho sido fortemente motivado a me aprofundar nessa questão, como resultado de um processo pessoal de sofrimento, somado à percepção constante – por meio de conversas com irmãos e irmãs pelo APENAS, pelo Facebook ou nas igrejas em que prego e palestro – de que há multidões de pessoas entre nós que precisam lidar com os mais variados tipos de dores e angústias. Por tudo isso, esse assunto tem feito parte de minhas reflexões de modo muito intenso nos últimos tempos, o que me levou a realizar uma pesquisa profunda nas Escrituras sobre o tema. Essa busca para compreender (e viver) melhor a questão do sofrimento acabou gerando um livro, lançado oficialmente este mês de maio pela editora Mundo Cristão: O Fim do Sofrimento – Um livro para quem busca consolo e esperança nos momentos mais sombrios.

Peço desculpas se este texto soa como a propaganda de um livro. Acredite: para mim, é muito mais do que isso. Tenho a convicção, reforçada pelo depoimento de pessoas que já o leram (veja abaixo), de que ele pode ajudar vidas que se encontram esmagadas pelo peso do sofrimento a encontrar o caminho da paz. A você, meu irmão, minha irmã, que acompanha este blog semanalmente, explico que tudo o que procurei fazer com esse livro foi o que faço nos posts do APENAS: estudar e refletir sobre as coisas de Deus para abençoar a vida de quem me lê. Aliás, alguns textos que uso na obra foram baseados em posts do blog, só que mais desenvolvidos e esmiuçados. Meu objetivo é que este livro – escrito numa linguagem extremamente fácil e simples, para ser compreendido por qualquer pessoa, em textos curtos e coloquiais – conduza quem o ler a vivenciar a paz em meio ao sofrimento. Sem falsas promessas. Apenas com respostas bíblicas.

É natural que, como autor, eu incentive a leitura do O Fim do Sofrimento – Um livro para quem busca consolo e esperança nos momentos mais sombrios, pois acredito realmente que ele possa ser um canal para Deus levar paz a muitas pessoas – não por mérito próprio, mas pelo poder das verdades bíblicas que ele contém. Nesse sentido, estimulo a leitura a quem está passando por momentos de angústia e aflição, seja você, seja alguém que você conheça. Não falo isso de modo algum por interesse comercial, minha intenção é abençoar vidas e levar paz a corações.

Mauricio Zágari e Augustus Nicodemus em 2011Além de ser suspeito, por ser o autor, confesso que sinto certo desconforto de falar sobre algo que fiz, por isso prefiro deixar que outros falem em meu lugar. O livro – que tem prefácio do pastor Augustus Nicodemus Lopes – traz, nas primeiras quatro páginas e na contracapa, pequenos depoimentos de pessoas que o leram antes da publicação. Acredito que você conheça alguns deles e é para eles que passo a palavra:

“Mensagens lúcidas e bíblicas como as que Maurício Zágari transmite por este livro chegam como um bálsamo. O leitor encontrará nas páginas de O fim do sofrimento consolo, orientação e direção para atravessar o vale da sombra da morte” (Augustus Nicodemus Lopes — Pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia).

“Mauricio Zágari tem a clara intenção de contribuir com a humanidade, independente de raça, cultura e religião. Seus textos procuram estimular o processo de interiorização e reflexão existencial, para que o leitor elabore suas experiências e cresça diante dos percalços da vida. Que os leitores possam ser inspirados por este livro a fazer essa caminhada” (Augusto Cury — Escritor)

shedd_g“Maurício Zágari dá respostas bíblicas repletas de esperança e encorajamento para o problema do sofrimento. Não acho que encontrará outro livro melhor para experimentar a paz!” (Russell Shedd — Pastor, escritor, professor, conferencista e teólogo)

“A oportunidade de dizer algo sobre O Fim do Sofrimento me dá a sensação de peso sob a grande responsabilidade, visto que Maurício Zágari é um escritor admirável. Recomendo com carinho e consciência o livro que tem em mãos” (Antonieta Rosa — Teóloga, pastora, escritora e líder da Igreja ADVEC, RJ)

ana paula“A leitura desse livro será um bálsamo para o coração de todo aquele que sofre mas não sabe o porquê. O sofrimento e a dor são parte da nossa vida. Gostaríamos de evitá-los mas, quando menos esperamos, eles surgem como “intrusos” nas nossas histórias. Não é fácil lidar com esses tipos de “intrusos”. Por essa razão, Deus nos deixou a sua Palavra e também a sua igreja: irmãos e irmãs que nos auxiliam na caminhada. Maurício Zágari é um desses preciosos irmãos que, com doçura, nos fala sobre o fim desses intrusos.” (Ana Paula Valadão e Gustavo Bessa — Pastores da Igreja Batista da Lagoinha, BH)

“Em Cristo, e por meio da sua Palavra, descobrimos as razões do sofrimento, conhecemos seus propósitos divinos, e mais: encontramos consolo e cura para todo tipo de dor. Neste livro, Maurício Zágari conduz o leitor com segurança por esse caminho de ajuda e esperança, por meio da Palavra de Deus.” (Carlos Alberto Bezerra e Suely Bezerra — Pastores da Comunidade da Graça, SP)

bianca toledo“O fim do sofrimento não é quando ele acaba, mas quando enfim começamos a aprender com ele. Estou certa de que este livro transformará desertos vazios em lições de inestimável valor” (Bianca Toledo — Missionária, escritora e cantora).

“Em meio a um tempo tão triunfalista, poucos têm a coragem e ousadia de falar sobre o sofrimento de uma forma tão profunda, visceral e bíblica. Maurício Zágari passeia entre o confronto e o bálsamo e consegue com muita sabedoria acalentar o coração” (Felipe Heiderich — Pastor e escritor)

O fim do sofrimento é para todos nós, homens e mulheres que nos sentimos perplexos e impotentes diante de diferentes situações pelas quais passamos ao longo da vida. Deus abençoe este livro!” (Cris Poli — Educadora, escritora e apresentadora do programa de TV Supernanny)

“Sofrimentos, crises e dificuldades estão inevitavelmente entrelaçados no tecido da vida. Contudo, você pode mudar sua vida pelas escolhas que faz, e Maurício o ajudará a fazer as escolhas certas” (Devi Titus — Escritora e palestrante)

“Maurício Zágari usa no livro os dois maiores instrumentos de comunhão com Deus: a oração e a leitura cuidadosa e proveitosa da Bíblia. Se eu fosse você, não deixaria de tê-lo como um manual de sobrevivência!” (Dora Bomilcar — Coordenadora de oração da AMTB e produtora e locutora do programa Entre amigas, da RTM)

durvalina bezerra“O assunto do sofrimento é tratado de forma bíblica, e a obra é uma leitura imprescindível para os que precisam saber enfrentar as tempestades da caminhada cristã” (Durvalina Bezerra — Teóloga, conferencista, escritora e diretora da Rede de Mobilização de Mulheres de Ação Global e Mulheres em Ministério)

“Maurício Zágari possui uma compreensão excepcionalmente clara e bíblica sobre Deus e o ser humano. Este livro faz você se levantar e viver, mesmo em circunstâncias de dor e sofrimento” (Gilciane Abreu — Teóloga, pedagoga e diretora executiva da Juventude Batista Brasileira)

enc-josueO fim do sofrimento é um livro corajoso, que aborda a soberania e o amor de Deus com a sensibilidade única de quem conhece a dor e sabe consolar por meio da verdade. Promete ser leitura obrigatória para esta geração” (Josué Gonçalves — Escritor, conferencista e pastor do ministério Família Debaixo da Graça)

“Maurício Zágari escreve com o coração e fala ao coração de seus leitores. Com toda a certeza você não será o mesmo depois de ler as páginas deste livro” (Leonardo Sahium — Pastor da Igreja Presbiteriana da Gávea, RJ)

“A Mundo Cristão está de parabéns por esta publicação. Ela fala ao âmago do ser humano” (Miguel Uchôa — Bispo anglicano da Diocese do Recife e reitor da Paróquia Anglicana Espírito Santo)

luiz-sayao“Em dias de superficialidade e irrelevância, O fim do sofrimento surge como um oásis para quem sente a inescapável missão do coração de integrar espiritualidade e sofrimento. Parabéns ao autor pela seriedade e sensibilidade!” (Luiz Sayão — Teólogo, linguista, hebraísta e pastor da Igreja Batista Nações Unidas, SP)

“Sofrimento é dor, é sinal de que algo não está bem. O importante é o que aprendemos em cada crise de dor. Esse é o objetivo do autor. Aproveite” (Nancy Gonçalves Dusilek — Palestrante e escritora)

“O autor caminha de maneira sensível, bíblica e não superficial no tema do sofrimento, balizando direções de aprendizado e crescimento que nos identificam com Jesus e nos aproximam do próximo” (Nelson Bomilcar — Músico, pastor e escritor)

nina targino“Maurício Zágari escreve sobre a angústia que vive no íntimo de todo ser humano: o medo de sofrer. Um livro muito bem-vindo, desafiador” (Nina Targino — Coordenadora nacional do ministério Desperta Débora)

O fim do sofrimento agiu sobre mim como as palavras de um amigo a meu lado que se dispusesse a ler passagens da Escritura e a confortar-me com comentários cheios de graça. O texto transpira vivência e pessoalidade” (Norma Braga Venâncio — Doutora em Literatura Francesa, escritora e palestrante)

“Mauricio Zágari nos brinda com uma obra em que a graça de Deus se faz presente, exortando-nos a permanecer firmes diante das batalhas que nos assolam a alma. Recomendo a leitura!” (Renato Vargens — Escritor e pastor da Igreja Cristã da Aliança, RJ)

Perdao Total - Rachel Sheherazade (2)“Longe de propor o fim do sofrimento, Maurício Zágari nos faz compreender sua finalidade, por que e para que sofremos. Nosso Pai de amor também opera através do sofrimento, mas nos garante: nenhuma tribulação será em vão” (Rachel Sheherazade — Jornalista e apresentadora)

“Ao invés de oferecer ‘regrinhas’ ou ‘mantras’ fáceis sobre um tema tão complexo, Maurício Zágari fará que o leitor enfrente o sofrimento sob aperspectiva de um Deus amoroso que não só está comprometido com seus filhos, como também ama sua criação” (Ricardo Bitun — Pastor da Igreja Manaim e professor de Ciências da Religião da Universidade Presbiteriana Mackenzie

“Sugiro a leitura a todos que anseiam se aprofundar na Bíblia em busca de respostas, ou melhor, direções que podem ajudar a trazer paz e esperança em momentos de sofrimento” (Rinaldo Seixas — Fundador e líder da Igreja Bola de Neve)

wd“Este livro é um dos melhores já escritos sobre a questão do sofrimento, pois oferece respostas de esperança, paz e transformação para quem está sofrendo, com argumentos totalmente bíblicos e sem fazer falsas promessas” (William Douglas — Juiz federal, escritor e conferencista)

Peço a Deus que O Fim do Sofrimento – Um livro para quem busca consolo e esperança nos momentos mais sombrios seja um canal de bênção e paz para muitas vidas. Se você está sofrendo, meu irmão, minha irmã, fica aqui minha carinhosa recomendação para que o leia, a fim de desfrutar do alívio e do consolo bíblicos que essa obra oferece. Se conhece alguém que esteja atravessando o vale da sombra da morte, dê um exemplar de presente ou recomende a leitura. E peço ao nosso Pai que as palavras de vida contidas nas páginas deste livro tragam transformação, esperança e paz a você e a todos aqueles que vier a alcançar.

Paz a todos vocês que estão em Cristo – em especial, os que estão sofrendo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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LUTODeus age de formas que jamais poderíamos imaginar e cumpre seus propósitos de maneiras frequentemente inesperadas. Se você acompanha o APENAS, já deve saber que a editora Mundo Cristão acabou de lançar meu mais recente livro, O fim do sofrimento – Um livro para quem busca consolo e esperança nos momentos mais sombrios. É uma obra que tem como objetivo levar paz, fortalecimento e alegria a quem está triste, fraco e abatido; mas, também, mostrar por que um Deus bom e gracioso permite que enfrentemos momentos de agonia e dor. Semana passada, vivi uma situação em que sofri e precisei amparar pessoas que estavam passando por muito sofrimento e, se não fosse todo o estudo bíblico e as reflexões que precisei fazer para escrever O fim do sofrimento… confesso que eu não saberia como agir. O relato a seguir é difícil e pode afetar os mais sensíveis, por isso, gostaria de pedir que você não prosseguisse a leitura se for uma pessoa suscetível a situações de dor e perda.

Na terça-feira, dia 26/05, eu estava trabalhando em meu apartamento quando, por volta de 11 horas da manhã, comecei a ouvir um barulho muito alto vindo do corredor. Apreensivo, decidi espiar. Saí no corredor e vi um casal que não conhecia diante da porta do apartamento ao lado do meu, cuja proprietária, dona Marilene, é uma senhora de 79 anos que há quase 15 anos é minha vizinha e com quem sempre me dei muito bem. Eles esmurravam a porta de ferro e chamavam por ela. Assustado, me identifiquei como vizinho e perguntei o que estava havendo.

– Estamos tentando falar com minha mãe há quatro dias mas ninguém atende o telefone. A faxineira veio no dia marcado e ninguém abriu a porta. Estamos muito preocupados – foi a resposta do senhor, que se identificou como Renato, filho de dona Marilene. Com ele estava sua esposa, Virgínia (todos os nomes deste texto foram trocados por respeito à privacidade da família).

Naquele momento, percebi que eu tinha um papel a desempenhar naquela situação. Estava claro que os dois estavam em grande sofrimento, pela suposição do que poderia ter acontecido. Procurei acalmá-los e pensar com a clareza necessária – algo que, visivelmente, eles não conseguiam naquela circunstância. Como a chave reserva que estava em poder deles não abria a porta, aventei a possibilidade de as trancas estarem fechadas por dentro.  Vi claramente o sofrimento nos olhos dos dois e reagi a ele de forma enérgica, pois entendi que, entre bens materiais e paz de espírito, naquele momento a paz era mais importante. A porta era daquelas antigas, feitas de ferro e com vidro jateado. Sugeri, então, que quebrássemos o vidro para arrombar a porta. Após uma rápida conversa, concordamos com a decisão.

Peguei uma vassoura e, a uma distância segura, comecei a bater com ela contra o vidro, que se despedaçou. Quando já tinha destruído quase todo ele, sentimos um cheiro bastante ruim vindo do apartamento. Aquilo desesperou o casal, já antecipando o pior. Virgínia, que estava meio descontrolada, enfiou a mão pela grade com afobação e tentou abrir os ferrolhos por dentro, mas, na pressa, cortou a mão em um pedaço de vidro. Pedi calma e solicitei que esperassem. Corri de volta para meu apartamento, peguei iodo e esparadrapo, voltei e fiz um curativo nela. Também trouxe pá e vassoura, para remover a pilha de vidro do caminho. Depois de cuidar de Virgínia e limpar o vidro do chão, voltei ao meu apartamento, peguei uma cadeira e retornei ao corredor. Pedi que ela se sentasse e aguardasse, pois vi que estava à beira de um desmaio. Tentei acalmá-la e disse que eu tentaria abrir os ferrolhos.

Enfiei a mão pela grade e consegui desaferrolhar. A porta, porém, não se abriu. Supus que a fechadura tivesse sido trocada e tive uma ideia: corri ao interfone, liguei para o porteiro e pedi que voasse até a esquina, para chamar um chaveiro, a fim de que abrisse a porta. Enquanto aguardávamos, comecei a conversar com o casal. Foi quando soube que Renato e Virgínia não eram cristãos e que ele sofria de hipertensão, o que me preocupou bastante.

Finalmente, o chaveiro chegou, pegou as ferramentas e, em pouco tempo, destravou a porta. Imediatamente, os dois fizeram menção de entrar. Mas eu me pus na frente, já antevendo o que poderia acontecer caso deparassem com a cena que eu imaginava haver lá dentro. Para mim, era impensável deixar um filho ver a mãe no estado em que supus que ela estaria, a julgar pelo cheiro do ambiente. Não, eu não queria que o sofrimento deles fosse ainda maior. Pois amar o próximo é se dispor a situações difíceis pelo bem-estar alheio. Olhei em seus olhos e disse:

– Por favor, aguardem aqui. Eu vou olhar o apartamento. Não entrem por enquanto.

Entrei na sala e não vi nada de estranho, exceto um bule de chá com um líquido que visivelmente já estava ali havia muito tempo. Prossegui pelo corredor, seguindo o cheiro forte que vinha de dentro. Quando cheguei à porta do quarto, meus temores se confirmaram: dona Marilene jazia, caída no chão, com o corpo visivelmente em estado adiantado de decomposição (com tudo o que isso implica). Era uma cena horrível. Horrível. Para poupar você, não vou entrar em detalhes sobre a aparência do cadáver, pois calculo que estava ali havia mais de três dias. Acredite: não era, nem de longe, uma cena bonita.

Respirei fundo e fiz uma rápida oração a Deus pelo casal. Voltei ao corredor, onde eles me aguardavam, muito apreensivos. Vi que um dos porteiros do prédio tinha subido e estava com eles.  Me aproximei, passei o braço em torno dos ombros dos dois e disse:

– Queridos, dona Marilene descansou.

Na hora, Virgínia desabou no choro. Renato ficou parado, atônito. Entendi que, se Deus tinha me posto ali naquela hora, era eu mesmo quem teria de administrar o sofrimento deles naquele momento – pois, quando estamos no meio do furacão, precisamos sempre de gente que nos ajude a ver as coisas com clareza e faça as coisas por nós. Uma coisa era certa: a prioridade naquele momento era não deixá-los ver o corpo, devido ao estado lastimável em que se encontrava. Não era aquela a memória que eu desejava que Renato levasse da mãe e Virgínia levasse da sogra que amavam. Por isso, virei-me para o porteiro e pedi:

– Reginaldo, leve o filho de dona Marlene lá para baixo, para a sala dos porteiros, e dê a ele um copo de água.

Assim eles fizeram. Vi o chaveiro ainda ali, parado, meio sem graça. Providenciei na hora o pagamento do serviço, entreguei a ele o dinheiro e o despedi. Em seguida, pus Virgínia sentada, fui à cozinha e peguei para ela um copo de água gelada. Quando se acalmou um pouco, tentei conversar com ela. Embora chorando, Virgínia me parecia ser a pessoa mais centrada do casal naquele momento. Perguntei se havia parentes que ela teria urgência de avisar. Depois indaguei se eles tinham algum tipo de convênio ou plano funeral que eu pudesse ajudar a acionar. Diante das negativas, perguntei se ela me autorizava a tomar providências. Voltando a chorar muito, respondeu que sim. Peguei o celular e telefonei para os bombeiros. Expliquei a situação e pedi urgência. Prometeram enviar alguém.

Nisso Renato voltou, acompanhado do porteiro. Ele não conseguia ficar longe, tamanha era a sua agonia. Eu fiquei na porta do apartamento, barrando sua entrada. Expliquei que já tinha pedido a vinda dos bombeiros. Transtornado, ele disse que não tinha ideia do que fazer. Como já tive de me envolver com as providências que envolveram a morte de meus avós, expliquei tudo o que sabia sobre como funcionava o processo: emissão de atestado de óbito, transporte para o IML, compra de espaço no cemitério, esse tipo de coisa. Vi que ter uma clareza maior do que fazer deixou Renato um pouco mais calmo.

Nisso, Virgínia demonstrou preocupação com a saúde dele, devido à hipertensão. Como tenho um aparelho de aferir pressão, o convidei para entrar em minha casa para ver como estava. Ele aceitou, fomos ao meu apartamento, fiz com que se sentasse à mesa, peguei o aparelho e constatamos que sua pressão estava em 18,6 x 10. Eu recomendei que tomasse algum medicamento. Voltamos para o corredor no momento em que um bombeiro chegava, com uma enorme maleta. Ele perguntou o que tinha havido e lhe expliquei tudo. Pediu para ver o corpo.

O cheiro naquele momento era nauseante. Mesmo assim, eu disse a Renato e Virgínia que não entrassem no apartamento, que eu conduziria o bombeiro. Fui à frente e levei o bombeiro até o corpo. Ele observou a cena e saímos do quarto. O homem disse que precisaria de informações pessoais da falecida, bem como de um documento dela. O problema é que a carteira de identidade de dona Marilene estava sobre um móvel, no quarto, ao lado do corpo. O bombeiro estava preenchendo uma ficha com Renato. Virgínia chorava, com um olhar distante. Respirei fundo, lembrei-me do amor pelo próximo e voltei ao quarto. O odor era insuportável. Caminhei a poucos centímetros do cadáver, peguei o documento e saí.

Renato começou a passar mal. Conversei com o bombeiro e ele recomendou dar um Lexotan ou um Rivotril. Felizmente eu tinha um Rivotril em casa, corri, peguei e o entreguei ao filho de dona Marilene. Naquela hora, chegou a polícia, que tinha sido acionada via rádio pelo bombeiro. Os policiais disseram que precisariam tomar o depoimento do casal e, naquele momento, percebi que eu não seria mais necessário ali. Abracei com carinho Renato e Virgínia, dei-lhes uma palavra de conforto, falei rapidamente do amor de Deus e do consolo e da paz que só Jesus poderia lhes dar. Por fim, me despedi e me pus à disposição de qualquer coisa que precisassem.

E retornei para casa.

Ao final do dia, por volta de 22 horas, eu estava em meu apartamento quando tocou a campainha. Abri a porta e vi Renato e Virgínia. Perguntei como estavam e os convidei para entrar, mas eles se recusaram. Disseram que tinham passado o dia tomando providências, mas que faziam questão de ir à minha casa agradecer por tudo o que eu tinha feito. Renato disse uma frase que me tocou o coração:

– Você foi um anjo que Deus pôs na minha vida num dos momentos de maior sofrimento que já vivi.

Respondi com sinceridade que tudo o que fiz foi porque o amor de Cristo vive em mim e que não tinham pelo que agradecer. Foi quando tive um insight. Pedi que esperassem um instante, voltei para dentro, peguei um dos poucos exemplares do O fim dos sofrimento que tenho e lhes dei de presente.

– Este livro é para vocês. E peço a Deus que a leitura os abençoe muito.

Eles espicharam o olho, viram a capa e a contracapa e deram uma pequena folheada. Virgínia comentou:

– Não conheço o autor. Quem é?

– Sou eu mesmo – respondi.

Eles se olharam, surpresos, olharam para o exemplar, olharam de novo para mim. Ela deu um sorriso cansado e disse:

– Agora eu entendi por que você nos ajudou na hora do sofrimento. Você entende do assunto.

Ao que eu retruquei, dizendo mais ou menos isto:

– Na verdade, tudo o que aprendi sobre o assunto foi com Jesus. Ele, mais do que ninguém, sabe o que é sofrer. Por isso, não tem nenhuma pessoa melhor a quem possamos recorrer na hora em que estamos sofrendo. E, quando aprendemos o que é sofrimento, conseguimos amar o próximo como Jesus nos amou. Leiam, descubram o que Jesus tem a dizer a vocês neste momento e passem adiante – e sorri.

Eles devolveram o sorriso, disseram mais algumas palavras e nos abraçamos. Em seguida, se despediram e chamaram o elevador para descer. Voltei para dentro e fiquei pensando em tudo o que ocorreu. Deus permite o sofrimento porque tem um fim, isto é, uma finalidade para cada situação de dorNão sei dizer exatamente qual foi a finalidade de tudo o que eu, Renato e Virgínia vivemos naquele dia. Penso em muitas possibilidades. Mas uma coisa vi na prática: se abrirmos mão de nós mesmos e nos dedicarmos em amor para sanar o sofrimento do próximo, nos tornaremos verdadeiramente instrumentos nas mãos de Deus para levar consolo e esperança a todo aquele que precisa, em seus momentos mais sombrios.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
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olhos-jesusÉ impressionante a força de um olhar. Se você está em um lugar público e alguém fica com os olhos fixos em você aposto que isso vai causar algum tipo de sensação, seja de desconforto, seja de curiosidade, seja do que for. A verdade é que olhares nos tocam: fique alguns segundos de olhos cravados nos olhos da pessoa amada, por exemplo, e emoções incríveis surgirão no seu peito. Uma criança faz algo errado e basta o olhar do pai recair sobre ela que a exortação chegará com força total sobre a pequena traquinas, sem que uma palavra sequer precise ser dita. Em minha opinião, o olhar mais significativo da Bíblia é o que Jesus lança sobre Pedro após ser traído por ele.
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Diz o texto bíblico que Pedro negou Cristo duas vezes. Então, o que ocorre em seguida é: “E, tendo passado cerca de uma hora, outro afirmava, dizendo: Também este, verdadeiramente, estava com ele, porque também é galileu. Mas Pedro insistia: Homem, não compreendo o que dizes. E logo, estando ele ainda a falar, cantou o galo. Então, voltando-se o Senhor, fixou os olhos em Pedro, e Pedro se lembrou da palavra do Senhor, como lhe dissera: Hoje, três vezes me negarás, antes de cantar o galo. Então, Pedro, saindo dali, chorou amargamente” (Lc 22.59-62).
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Que forte! Jesus não diz uma única palavra. Só olha. Basta ele fixar o olhar em Pedro para o apóstolo ser convencido com força total acerca de seu pecado, ser destroçado pelo arrependimento e cair em si, por perceber toda a pecaminosidade que enegrecia seu coração. Bastou um olhar. Um olhar.
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O olhar divino tem esse poder. Pois significa “eu estou te vendo”. A Escritura diz que Os olhos do SENHOR estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons” (Pv 15.3). Não há como fugir, portanto, do olhar divino. A questão é que, com frequência absurda, nos esquecemos disso. 
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Deus é invisível. O olhar dele sobre nós não pode ser visto como Pedro viu o de Jesus. Sabendo disso, o Senhor estabeleceu seu olhar constante sobre nós por meio de algo bem visível: um livro. A Biblia. Quando você abre as Escrituras e lê em suas páginas palavras que falam ao seu coração “eu estou te vendo”… tudo muda. Pois é o olhar de Deus recaindo sobre sua vida.
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Se você está vivendo em pecado e o olhar divino recai sobre si por meio da Palavra, o resultado é arrependimento e choro amargo. Se está sofrendo, o resultado é consolo e esperança nos momentos mais sombrios. Se está distante, o olhar de Deus o atrai. Se está em dúvida, o resultado desse olhar é esclarecimento. Se está perdido, o olhar divino é orientação. A única certeza: é impossível – impossível! – cruzar olhares com o Senhor e permanecer impassível. Pois o olhar de Deus é perfurante e, quando vem por meio das Escrituras, tem o seguinte efeito: “A palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração. E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas” (Hb 4.12-13).
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olhos-pra-cruzDeus está com os olhos fixos em você. Hoje. Agora. Se você não consegue perceber esse olhar, vá às Escrituras. Leia o texto sagrado. Deixe-se desnudar e perfurar por esse olhar, para o qual todas as coisas estão descobertas e patentes.
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Chegamos ao xis da questão, à grande pergunta: que efeito isso tem sobre a sua vida, sobre o seu coração, as suas atitudes, as suas escolhas e os caminhos que decide tomar? Passe seus olhos pelas páginas das Escrituras. Ao fazer isso, estará olhando fixamente dentro dos olhos de Jesus. Peço a Deus que essa atitude tenha um efeito revolucionário e transformador em sua vida – e rápido. Por quê? Porque o galo está prestes a cantar.
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Paz a todos vocês que estão em Cristo,
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ristretto 1Eu tenho um ponto fraco: café. Confesso que sou um profundo apreciador dessa bebida e tomo muitas xícaras por dia. A máquina que faz meu café da manhã tem timer, que fica programado para alguns minutos antes de eu acordar, a fim de que o café esteja pronto e quente assim que meu despertador tocar. Além disso, tenho uma máquina de café espresso, daquelas que funcionam com cápsulas, pois, além de oferecer tipos de grãos diferentes e muito saborosos, permite que se faça uma xícara com bastante rapidez – durante um momento de concentração para trabalhar ou escrever, essa celeridade ajuda muito a não interromper um raciocínio no meio. Costumo pôr as cápsulas em uma espécie de suporte, que veio como brinde da Nestlé, e as vou pegando aos poucos. Qual não foi minha surpresa quando, há poucos dias, cheguei para tomar um café em uma tarde cinzenta e descobri que não havia mais dos sabores que costumo tomar (o ristretto ou o arpeggio), apenas cápsulas do lungo, um café para se tomar em canecas e não em xícaras. Pode parecer bobagem para você, mas, diante da ansiedade e da expectativa que eu estava para saborear o negro elixir divino, para mim foi um golpe baixo. Fiquei triste.

ristretto 2Voltei para minha mesa de trabalho e continuei a labuta. Mas sabe quando bate aquele inconformismo? Levantei, voltei à cozinha e fuxiquei no meio das cápsulas verdes do lungo. E, para meu delírio, eis que ali, posto por engano junto a elas, havia, escondida e soterrada, uma última cápsula negra do meu amado ristretto. É difícil explicar a alegria que foi. Fiz o café com um cuidado ímpar, apreciando o aroma como nunca, e o saboreei com gosto especial. É interessante isso, pois tinha o exato mesmo gosto de todos os outros ristrettos que sempre tomei, mas aquela xícara específica tinha um sabor de vitória, quase de júbilo, por representar a obtenção de algo que eu julgava perdido.

Jesus contou uma história que guarda certas similaridades com esse episódio: “Qual é a mulher que, possuindo dez dracmas e, perdendo uma delas, não acende uma candeia, varre a casa e procura atentamente, até encontrá-la? E quando a encontra, reúne suas amigas e vizinhas e diz: ‘Alegrem-se comigo, pois encontrei minha moeda perdida’. Eu lhes digo que, da mesma forma, há alegria na presença dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende” (Lc 15.8-10). Fiquei pensando na alegria descrita pelo texto bíblico, em comparação com a que senti ao encontrar minha cápsula de café perdida.

É importante olharmos o contexto em que Jesus relata essa parábola. Ele a cita entre a parábola da ovelha perdida e a do filho pródigo. Ambas tratam de pessoas que pertenciam ao rebanho ou à família e se afastaram. Logo, a dracma mencionada também é uma alusão a membros do Corpo de Cristo que se perdem. O “pecador” que Cristo menciona não é, portanto, alguém que nunca experimentou o amor de Deus, mas, sim, o filho que se perdeu por conta de seus pecados. Assim como qualquer pai, Deus não gosta que seus filhos se afastem. E, para solucionar esse problema, ele estabeleceu um mecanismo para trazer filhos perdidos de volta à casa do Pai, ao aprisco seguro: você. Mas só você não basta. É preciso que você esteja cheio de amor.

love 1Uma das coisas mais tristes que vejo são cristãos que partem em busca de pessoas que estão distantes de Cristo (sejam “inconversos” ou “desviados”) como se fosse uma obrigação ou uma “missão”. Trazer a ovelha de volta ao aprisco jamais deve ser uma ação motivada por qualquer coisa que não seja amor. Guardadas as devidas e enormes proporções, eu não busquei a cápsula de café porque me obrigaram ou porque havia uma “missão” envolvida nisso, mas porque me sentia extremamente motivado. O “ide” da Igreja, a Grande Comissão, nunca deve ser visto com uma ordenança pura e simples: é um chamado ao amor pelo próximo.

Se não compreendermos que esta ordem divina, “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei” (Mt 28.19-20), é consequência direta desta outra ordem divina: “Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros” (Jo 13.34-35), não conseguiremos jamais levar a mensagem da cruz da volta ao lar para as pessoas do modo que Deus idealizou. Pois não consigo enxergar o Pai que “tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16) resgatando vidas por qualquer outra razão que não seja amor. Ele amou os que se foram, amou os que nunca vieram, e, por isso, devemos amá-los também. Só então, quando o amor for um fato transbordante, devemos partir em busca deles.

love 2O amor precede o evangelismo. O amor precede a busca dos que se desviaram. O amor precede o resgate dos apóstatas. O amor é o ponto de partida para a obra de Deus. Sem amor, tudo o que se faz para o Senhor é o mais puro e insosso ativismo religioso. Porque evangelizar não é “ganhar almas para Jesus”, evangelizar é “compartilhar um amor que transcende tanto tudo o que podemos entender que ninguém pode ficar indiferente a ele”. Ninguém “ganha almas para Jesus”. O que fazemos é servir de meio para que o amor de Jesus atraia irresistivelmente almas para si.

No que se refere a evangelizar e a trazer desviados de volta ao aprisco, o nosso papel, meu irmão, minha irmã, é sermos porta-vozes do amor de Deus. Nada mais do que isso. Devemos apontar para o amor celestial. Precisamos proclamar o amor, que produz a graça, que conduz à salvação. Ame. Ame sempre. Ame com todas as suas forças. Somente isso, e nada mais, poderá torná-lo o maior evangelista de todos os tempos.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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dente 1Em algum momento da sua vida, você certamente já brincou com sementes da planta conhecida como dente-de-leão. A certa distância, elas parecem um chumaço branco e redondo, fixado na ponta de uma haste verde, mas, quando sopra o vento, aquela bolinha de fiapos de desfaz em um monte de pequenos tufos, que saem voando pelo ar. É lindo de se ver e divertido. Sempre gostei muito dessas sementes, porque me transmitem uma sensação de paz e leveza. Para os cristãos da Idade Média, a flor da dente-de-leão estava associada a Cristo, possivelmente pelo seu formato, que lembra os raios do sol. Por isso, historicamente ganhou o significado de otimismo, esperança e luz espiritual. Além das características simbólicas, a planta pode ser utilizada com fins medicinais; seu chá é usado para purificar o sangue, estimular o apetite e tratar diferentes problemas de saúde. E mais: o dente-de-leão também serve como alimento, pois tem valor nutritivo.

Fiquei positivamente surpreso e feliz quando a Editora Mundo Cristão me apresentou a capa de meu novo livro, O Fim do Sofrimento – Um livro para quem busca consolo e esperança nos momentos mais sombrios. A obra, que chega às livrarias neste mês de maio, tem uma capa azul celeste e o único elemento além das palavras são sementes de dente-de-leão sopradas ao vento. Achei a escolha do artista que fez a capa muito apropriada para um livro que tem como objetivo levar paz e alívio a pessoas que estão passando por um período de sofrimento. Quando recebi da Mundo Cristão a arte da capa, fiquei olhando, me lembrando das características dessa planta e refletindo sobre sua relação com a questão da paz em meio ao sofrimento, que é o tema central do livro.

dente 3Muitas vezes, quando o sofrimento chega à nossa vida, nos sentimos destroçados. É como se uma situação aparentemente perfeita fosse destruída, dando lugar a dor, angústia, tristeza, dúvidas, depressão e aflições. O mesmo ocorre com o dente-de-leão, um chumaço redondinho, perfeito, bonito. Mas aí chega o vento. Em segundos, aquela planta aparentemente irretocável é desfeita, desconjuntada, suas partes são sopradas para todos os lados e o que sobra é uma haste pelada, despida de beleza. O interessante é que essa aparente destruição na verdade serve para manter a espécie viva, uma vez que, quando isso ocorre, as sementes são levadas pelo vento para fazer brotar novos exemplares – uma bela estratégia que Deus criou para fazer a planta proliferar, crescer e se multiplicar.

Assim, se enxergarmos o sofrimento não como uma desgraça totalmente negativa, mas como uma oportunidade de reflexão, crescimento e transformação,  conseguiremos lidar muito melhor com as dores do corpo e as angústias da alma. Tudo é uma questão de como se encara a destruição do dente-de-leão: como o fim de algo belo ou como um fenômeno necessário para que ele cresça e se fortaleça. Como você lida com seu sofrimento? Com lamúrias e olhos cravados no presente ou com antecipação e olhos voltados para o futuro?

Além disso, o dente-de-leão é uma planta medicinal, isto é, que ajuda a curar males. De igual modo, enxergo no sofrimento a capacidade de nos conduzir a patamares de reflexão e transformação que em períodos de tranquilidade não conseguimos. Quando sofremos, somos empurrados para fora da nossa zona de conforto e nos vemos obrigados a mudar e nos reinventar; nos tornamos mais fortes e resilientes; adquirimos a capacidade de lidar com as agruras da vida como nunca antes; além de adquirimos um grau de intimidade e relacionamento com Deus muito superior aos dos tempos de paz (seja franco: você ora mais e com mais profundidade quando está tudo bem ou quando tudo vai mal?). O apóstolo Paulo deixou muito clara a capacidade do aperfeiçoamento na fraqueza provocada pelo abatimento de alma:

“Foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte. Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte” (2Co 12.7-10).

O fim do sofrimento_CapaNinguém quer sofrer, ninguém gosta de sofrer. Nem eu, nem você, nem ninguém. Sofrimento é algo horrível. Jamais você me ouvirá dizer que devemos querer sofrer – não sou louco. Só que o sofrimento é uma realidade da vida e um dia ele chegará, inevitavelmente. A pergunta que todos devemos saber responder é: como lidaremos com a dor, o luto, a aflição, a depressão, o desconforto, a perda e a falta de bem-estar quando vierem? Com desespero e desequilíbrio ou com confiança e paz? A resposta a essa pergunta fará toda diferença.

O Fim do Sofrimento tem um duplo objetivo: esclarecer por que um Deus bom, amoroso e misericordioso permite que seus filhos sofram. E ofertar palavras de consolo, alívio, crescimento e transformação, para mostrar como você pode obter paz enquanto está no olho do furacão. Por isso, fico especialmente encantado com um aspecto muito singelo da planta escolhida para ilustrar a capa do livro: sabe como o dente-de-leão é chamado em algumas regiões do Brasil?

Esperança.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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