Arquivo da categoria ‘Relacionamento’

ress-1Não costumo levar a sério filmes sobre temas bíblicos. São apenas filmes, historinhas escritas por alguém para passar uma visão pessoal sobre verdades que estão acima de visões pessoais. Por isso, quando assisto a longas-metragens sobre a vida de Cristo ou coisas assim, sei que não verei verdades, mas ficção que não é para ser levada a sério. É apenas entretenimento. No entanto, sempre que assisto a um filme apócrifo sobre Cristo, procuro extrair algo de bom. Recentemente, vi na TV o filme Ressurreição, relato imaginativo de como teria sido a conversão de um tribuno romano que participou da crucificação do Senhor. É uma ficção legalzinha, com algumas boas mensagens e montes de cenas extrabíblicas ou mesmo antibíblicas. De tudo, uma cena em especial me chamou a atenção e tocou meu coração. 

Em determinado ponto da narrativa, “Jesus” está comendo com os apóstolos quando um leproso invade o vilarejo onde eles se encontram, a fim de tentar furtar um pouco de comida. Quando o veem, os moradores o expulsam a gritos, pauladas e pedradas. É quando, cheio de compaixão, “Jesus” pega um peixe e caminha até aquele homem. Ao chegar perto, ele se abaixa e estende o alimento ao homem, que o olha com olhar de confusão, por ver aquele gesto de amor e graça em meio a tanta rejeição. É quando “Jesus” põe a mão no ombro do leproso, o puxa para si, o beija e o abraça. 

Nesse ponto, eu enxerguei o Cristo da Bíblia no Cristo do filme. 

Jesus não necessariamente rejeita aqueles que os homens rejeitam. Os critérios de rejeição dele são bem diferentes dos nossos. Costumamos rejeitar com base nas aparências, em nosso senso de justiça própria e em nossa arrogância moral – aquela crença louca de que somos melhores que os outros. Além disso, rejeitamos com base nos erros do passado ou na confusão do presente. Já Deus sabe que nosso passado foi feito para nos ensinar, mas ele não nos define, caso caminhemos em arrependimento e novidade de vida. Uma novidade que se renova todos os dias. 

ress-2Se você encontrasse  um leproso, o que faria? Jogaria pedras e tascaria pauladas? Ou o abraçaria, beijaria e alimentaria? Você pode estar pensando que não é tão frequente assim encontrarmos leprosos pela rua, e isso é verdade. Mas garanto que você encontra leprosos de alma a cada minuto da vida. Os leprosos que hoje cruzam nosso caminho são os mentirosos, os arrogantes, os agressivos, os invejosos, os adúlteros, os corruptos, os egoístas, os maus pastores, os falsos crentes, os sonegadores, os estupradores, os lascivos, os parentes terríveis, os hipócritas, os… Enfim, o que não falta em nosso dia a dia são leprosos de alma. 

A pergunta é: como você lidará com eles? Com as pauladas que afastam ou com o abraço acolhedor que transforma? Com as pedradas verbais que ferem ou com o beijo que desnorteia? 

“Nunca ninguém me tocou antes”, fala, espantado, o leproso do filme diante de um Jesus que lhe sorri com compaixão pouco antes de curá-lo. Aquele homem, se fosse real,  não teria sido sarado pelo poder divino que transformou sua carne, mas pelo gesto do homem que lhe estendeu um amor que ninguém antes havia estendido. 

O seu ódio pelos leprosos da vida não fará nada de bom a ele, nem a você. Mas o seu amor que enxerga o futuro e não o passado tem o potencial divino de transformar não só quem você vier a amar, mas a você também. Por quê? Pois, ao amar o leproso de alma, você fará o que Jesus faz. E, com isso, será moldado mais um pouco à natureza de Cristo. 

Faltam poucos segundos para você terminar de ler este texto. Assim que terminar, você voltará à sua rotina e encontrará pessoas detestáveis e repugnantes. Deixo, então, minha pergunta; como você se comportará com eles? O que lhes fará? O que lhes dirá? Peço a Deus que você não aja de acordo com seu nojo humano, mas, sim, de acordo com a compaixão e a misericórdia divinas. 

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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va-carpir-um-lote-1O que está acontecendo com os cristãos? Quando é que muitos de nós nos tornamos tão insensíveis ao que é pacífico, gentil, amoroso, misericordioso e bom? Não é segredo a você, que me acompanha pelo APENAS, quanto tenho me posicionado contra a ideia antibíblica de que podemos ser cristãos e, ao mesmo tempo, pessoas brutas, agressivas, amantes de palavras ríspidas e iradas, achando que Deus aprecia esse tipo de postura. Às vezes, penso que tenho investido em uma causa perdida, pois, cada dia mais, vejo cristãos enfurecidos em sua forma de falar proliferarem de forma assustadora. Sábado passado, confesso, meu dia ficou mais cinzento quando li algo que me incomodou profundamente e me lançou em uma profunda reflexão sobre o perfil de enorme parcela dos cristãos de nossos dias.

Explico: ao dar uma espiada no Facebook, li uma postagem do diretor de um importante seminário teológico, na qual ele se posiciona contra uma afirmação feita por um dos preletores de certo congresso teológico. Até aí, nenhum problema, discordância de ideias é saudável e o diálogo que elas promovem contribui para o nosso crescimento. O que me deixou abismado foi ler um dos comentários a essa postagem. O irmão – pasme – simplesmente escreveu para o diretor do seminário: “Ah, vá carpir um lote, Fulano!”. Petrificado por esse nível de argumentação e mundanismo na maneira de discordar, fui olhar quem era essa pessoa em seu perfil pessoal. Para meu horror, descobri que ele trabalha na Primeira Igreja Batista de uma capital brasileira (talvez seja um dos pastores, não ficou claro) e é estudante de teologia de um conhecido seminário. 

Que loucura. É isso que líderes têm ensinado aos seus liderados? É essa a forma de discordar de ideias que muitos dos pastores e membros do rebanho de Jesus Cristo têm ensinado às ovelhas do Senhor? “Ah, vá carpir um lote!”? É esse nível de brutalidade e desrespeito que muitas lideranças têm demonstrado? Será que não se percebe quão distante de Cristo é essa postura e a lama que isso lança na imagem do evangelho? Será possível que não se perceba que, em grande parte, é exatamente esse tipo de postura que faz com que a sociedade não cristã nos enxergue como um grupo de pessoas intolerantes, desagradáveis e repulsivas? Pois, se eu fosse um descrente e lesse um cristão mandar um diretor de seminário “carpir um lote”, é exatamente o que eu pensaria. Você não? Ou ficaria encantado com a pureza dessa postura? Amaria abraçar a fé de quem age dessa maneira? 

Parte da Igreja tem ensinado que devemos combater os que se opõem à sã doutrina bíblica dessa maneira horrorosa. As palavras desse jovem não são um caso isolado, são reflexo do comportamento de um grande grupo de cristãos mal discipulados e malcriados, que cresce a cada dia e torna-se mais e mais visível – em especial pela Internet. Quantos cristãos estão se tornando seres humanos desagradáveis por seguir esses deprimentes formadores de opinião que dão um péssimo exemplo de conduta!

va-carpir-um-lote-2Meu irmão, minha irmã, você quer combater as heresias? Quer exortar quem está errado? Quer ser um instrumento de Deus para disseminar o evangelho verdadeiro? Quer ajudar a fazer “voltar ao evangelho” quem dele se desviou? Então, em nome de Deus, não siga aqueles que tratam de quem discordam com a delicadeza de um jihadista. Não são bons exemplos. São péssimos exemplos. Você quer saber verdadeiramente como deve agir no trato com quem acha que está errado? Então leia e assista não ao que pessoas amargas e arrogantes publicam por aí, mas o que as Escrituras Sagradas de Deus dizem:

“Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender, e sim deve ser brando para com todos, apto para instruir, paciente, disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços do diabo, tendo sido feitos cativos por ele para cumprirem a sua vontade” (2Tm 2.24-26).

Leu o texto com muita atenção? Se não, por favor, volte e releia com extrema atenção tudo o que é dito. Essa passagem nos oferece a regra de ouro bíblica para combater as heresias, discordar de quem você acha que está errado, corrigir quem crê estar agindo ou falando de modo equivocado na fé. Sendo assim, atente exatamente para o que Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, diz:

  1. O servo do Senhor não deve viver contendendo. “Contender” significa “dirigir provocações”, “competir”, “disputar a primazia”, “atacar”. A meu ver, escrever “Ah, vá carpir um lote!” numa divergência de ideias é, precisamente, o que contender significa. Portanto, é uma postura antibíblica e anticristã.
  2. O servo do Senhor deve ser brando, isto é, “aquele que se caracteriza pela docilidade; afável”. “Ah, vá carpir um lote!” soa a você como brandura?
  3. Com quem o servo do Senhor deve ser brando? Com quem concorda com ele? Com quem compartilha da mesma opinião? Não: “Todos”, diz a Escritura. Todos! Os que discordam, os que estão errados, os descrentes, os odiosos. Todos. Fora disso, é antibíblico e anticristão.
  4. O servo do Senhor deve ser paciente. Paciência é fruto do Espírito. Cada um de nós deve ser “pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não produz a justiça de Deus” (Tg 1.19-20). E isso só é possível a quem é paciente – e não impulsivo – em suas reações. 
  5. O servo do Senhor deve disciplinar os que se opõem? Sim. Mas com agressividade? Não! Como o Espírito Santo nos diz que devemos corrigir quem se opõe? “Com mansidão”. Mansidão! Mansidão, meu irmão, minha irmã, uma das virtudes do fruto do Espírito que mais têm sido ignoradas pelos servos de Deus de nossos dias. “Vá carpir um lote!” soa como mansidão? Não. Portanto, é uma afirmação antibíblica e anticristã.
  6. Quem concede o arrependimento a quem está errado? “Deus”. Não eu. Não você. Não os nossos argumentos. Não a nossa ira. Não a agressividade na forma de falar. DeusDepende da ação do Senhor e, portanto, não é o uso de ofensas que nos levará a convencer qualquer pessoa.  Não é por força, não é por violência. 

va-carpir-um-lote-3Parece que muitos de nós, cristãos, nos esquecemos dessa regra de ouro. Queremos é ser “profetas” que bradam contra o erro  com fúria e furor. E, ao fazer isso, mandamos a instrução de Deus às favas. Ou 2Timóteo 2.24-26 não está na Bíblia? Perceba: ao dar as costas aos mandamentos do Senhor que listei acima, o que você está fazendo é preferir o que você quer do que o que Deus quer. Ou preferir fazer o que aprendeu com péssimos exemplos de líderes, blogueiros, vlogueiros, youtubers ou simplesmente irmãos em Cristo arrogantes e agressivos que contaminam as redes sociais, a televisão, a rádio, os corredores de muitas igrejas.

Em outras palavras, se dá mais ouvidos a essas pessoas equivocadas do que ao Senhor, você está dizendo: “Ah, vá carpir um lote, Deus!”. 

E não custa lembrar de que, entre outras coisas,  o servo do Senhor que está em cargos de liderança deve ser, segundo o Espírito de Deus: “temperante”, “sóbrio”, “não violento”, “cordato”, “inimigo de contendas” (1Tm 3.2-3); “não arrogante”, “não irascível”, “nem violento”, “amigo do bem”, “piedoso”, “que tenha domínio de si” (Tt 1.7-9). Meu irmão, minha irmã, responda sinceramente: em sua opinião, “Ah, vá carpir um lote!” é o posicionamento de alguém que tem essas características, indispensáveis a um líder cristão? Que tipo de pregação uma pessoa como essa fará no púlpito? Que conselhos dará às ovelhas que o Senhor lhe confiou? Que posturas ela disseminará em seus textos, vídeos e áudios? 

va-carpir-um-lote-4Meu irmão, minha irmã, quem você segue? Quem são seus modelos? Que pessoas são o seu exemplo? A postura de quem você imita? Em geral, você se comportará como aqueles que admira. Por amor à Igreja e ao evangelho, eu suplico: não siga pessoas que, numa divergência sobre assuntos da fé, mande o outro carpir um lote – ou qualquer outra coisa nesse mesmo nível de agressividade.  Não siga agressivos. Não imite brutos, que vivem uma brutalidade “em nome de Jesus” ou “em defesa da sã doutrina”. Não os admire, pois não são admiráveis. Se possível, não lhes dê ouvidos. Se os segue nas redes sociais, deixe de seguir. Pregue contra o que eles fazem – com mansidão, brandura e temperança -, na esperança de que Deus lhes conceda arrependimento. São poluição e contaminam as suas boas intenções. 

Busque o que é bom e do bem. Ouça quem prega a paz. Admire os mansos e humildes. Divulgue apenas quem age conforme 2Timóteo 2.24-26. Seja discípulo de pessoas misericordiosas, amorosas e compassivas. Aqueles que vivem e pregam um evangelho agressivo “em nome de Jesus” se perderam no meio do caminho e são guias cegos. Repito: não os siga! Não os admire! Não os imite! E isso, não importa se são famosos ou têm um milhão de seguidores. Pois, em termos de fidelidade às Escrituras, isso não quer dizer absolutamente nada. 

Seja dos que amam o evangelho da graça e não o da espada. Porque esse simplesmente não é o evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. É um evangelho apócrifo e, portanto, diabólico. E, se você abraçar o evangelho da espada, o que na verdade estará fazendo é mandando Deus carpir um lote. 

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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kara-tepe-3De Gênesis a Apocalipse, a Bíblia nos aponta a beleza e a importância de dar. “Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é mister socorrer os necessitados e recordar as palavras do próprio Senhor Jesus: Mais bem-aventurado é dar que receber” (At 20.35)Embora pareça óbvio, é sempre importante refletirmos sobre o óbvio: o que significa “dar”? Dar é pegar algo que lhe pertence e transferir a posse para outra pessoa. É abrir mão do direito de possuir algo para que o outro seja beneficiado. Portanto, é priorizar o outro, como diz a Palavra: “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros” (Rm 12.10). Não há nenhuma dúvida com relação a isso. Não há interpretação. É o que é: aos olhos de Deus, dar é melhor que receber. Portanto, devemos nos desapegar do que é nosso em favor do próximo. 

Ao dar, priorizando o próximo, nos assemelhamos a Deus. Sem precisar fazer nada pela humanidade pecadora e rebelde, ele deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Deus não só nos manda dar, ele deu o exemplo. 

O evangelho vai além: não basta dar, para Deus é fundamental a forma como está nosso coração na hora em que damos: “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria” (2Co 9.7). Se você não dá com alegria no coração, é preciso buscar, em Deus, o desapego. Desapego, aliás, que o próprio Cristo mostrou ter ao se dar por nós: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2.5-8). 

Além de dar, e dar com alegria, precisamos saber que o desapego que agrada ao Senhor é aquele que demonstra amor. E amor não existe sem abnegação e renúncia. Lembre-se das palavras de Jesus ao ver tamanho amor no coração da viúva: “Estando Jesus a observar, viu os ricos lançarem suas ofertas no gazofilácio. Viu também certa viúva pobre lançar ali duas pequenas moedas; e disse: Verdadeiramente, vos digo que esta viúva pobre deu mais do que todos. Porque todos estes deram como oferta daquilo que lhes sobrava; esta, porém, da sua pobreza deu tudo o que possuía, todo o seu sustento” (Lc 21.1-4). Aquela mulher deu com alegria, preferindo o próximo a si mesmo e em amor sacrificial. Isso é ser irresponsável? Não, caso contrário Jesus não teria elogiado a postura da viúva. A atitude dela demonstrou fé, graça, obediência, compaixão. Virtudes que todos nós devemos ter. 

Fui levado a esta reflexão sobre a importância de dar por uma questão pessoal. Meu irmão, Cláudio, que é pastor na Espanha, viajou há algumas semanas a um campo de refugiados na Grécia, onde há atualmente 6.500 refugiados de diferentes religiões – entre eles muitos islâmicos e hindus -, que tiveram de fugir de suas casas para não serem mortos. Cláudio foi até lá como voluntário, para dar: dar doações, dar amor, dar a si mesmo. Ele me relatou o que está acontecendo nesse campo e qual é o papel dos cristãos ali. Fiquei profundamente movido e comovido e resolvi não simplesmente lamentar e largar para lá. Por isso, fiz o que está ao meu alcance para dar algo àquelas almas que ali estão: que Cláudio gravasse um pequeno vídeo falando sobre a situação do campo de refugiados, que preparei da melhor forma possível, com meus parcos conhecimentos de produção de vídeo, e o resultado está no pequeno vídeo abaixo. 

É rápido, não demora, por isso peço, por favor, que você assista. E, se possível, que faça algo. Tenho certeza de que você tem algo a dar. Por favor, se puder, assista:

Os donativos podem ser feitos do Brasil por transferência bancária à conta da REMAR na Suiça:

Titular: REMAR SOS

Banco: RAIFFEISENBANK USTER
País: SUIÇA
IBAN: CH95 8147 1000 0046 6159 6
BIC/SWIFT: RAIFCH22E71

Caso seja solicitada mais informação relativa ao beneficiário:
REMAR SOS SWEISS
Bertschikerstrasse 2
8620 Wetzikon
Tel: (Suiça) 0844 777 770
E-Mail: info@remar.ch
Website: www.remar.org

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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solidao1O rosto é sorridente. O aperto de mão, amigável. Quando lhe perguntam como está, a resposta é sempre “tudo bem”. Da hora em que chega à igreja até o momento em que se despede, todos acreditam que sua vida é repleta de felicidade. Mas, por trás de toda essa aparência, esconde-se uma pessoa extremamente solitária. Não deveria ser assim, mas a dura realidade é que nossas igrejas estão cheias de irmãos e irmãs que se encaixam nessa descrição, e que, embora escondam e não demonstrem, são muitos solitários. São cristãos, vivem em comunidade, vão aos cultos e cantam louvores, mas, na verdade, sentem-se sozinhos. Os laços com os demais são superficiais e frágeis e eles percebem que, na hora em que precisam de um ombro sincero, não o encontram. Por vezes, chegam a derramar lágrimas escondido. Poucas pessoas lhes telefonam, por isso se sentem como se ninguém estivesse nem aí para si. Olham a vida dos demais e acabam com a sensação de que todos são felizes e têm muitos amigos, menos eles próprios – o que os deprime. Apesar disso, por mais que se esforcem por ser amáveis e gentis na igreja, poucos demonstram interesse real por sua vida. Qual deve ser nosso papel junto a quem se vê nessa situação? Será que há algo que você possa fazer pelos milhares de solitários que transitam entre nós mas não demonstram, tocando a vida em meio à multidão mas tendo a solidão como companheira mais fiel? Qual é o remédio para a solidão?

Como cristãos, é importante prestarmos atenção a quem sofre, pois, sendo nós membros do Corpo de Cristo, temos o dever fraterno de zelar uns pelos outros, de acolher, amar, cuidar. Quando o pé sofre um corte, não é ele próprio que se aplica remédios, é a mão. Quando a panturrilha sente cãibras, é o pé que se alonga para aliviá-la, com a ajuda da mão, sendo que as costas se vergam para que a mão alcance o pé. O corte no dedo é levado à boca. E quando os músculos e tendões doem é dos olhos que descem as lágrimas.  Como integrantes de um todo, devemos cuidar dos irmãos. Mas que remédio podemos dar a eles?

solidão2Para conseguir auxiliar pessoas adoentadas pela solidão, quem não sofre desse mal precisa, antes de tudo, compreender que solidão não tem a ver com a quantidade de pessoas que te cercam, mas, sim, com a quantidade de pessoas que se preocupam com você. Muitas vezes descobrimos que alguém se sente solitário e nos perguntamos como pode, afinal, ele se relaciona com tanta gente! Chegamos a pensar que é frescura ou necessidade de atenção, pois não compreendemos que não basta ter pessoas em volta. O solitário não é um ermitão, é alguém que, embora viva em comunidade, não tem laços fortes de ligação com ninguém. Ele não sente falta de mais eventos na igreja, mas de alguém lhe diga: “Que saudade, liguei só para saber como você está”.

O solitário geralmente tem a percepção de que, se partisse desta vida, não faria muita falta. Pode até ser uma percepção equivocada, mas não é por ser uma visão distorcida que deixa de ser algo que o machuque. Muitos que olham de fora acham que o problema é culpa do próprio solitário, afinal, por que ele não se enturma? Por que ele não corre atrás? Basta se aproximar das pessoas! Bem, na verdade, correr atrás dos outros não satisfaz a solidão, pois não demonstra um real interesse do próximo. O solitário se sente desimportante na vida dos irmãos e vive uma real necessidade de ser amado e querido. Algo que ele não quer impor, pois precisa que ocorra espontaneamente. Correr atrás das pessoas não é o remédio para a solidão.

Como Igreja, precisamos estar constantemente atentos para os solitários que nos cercam. Devemos identificá-los e amá-los sem hipocrisia. A única forma de fazermos isso é saindo de nossa zona de conforto e indo até eles para buscar conhecê-los em profundidade, descobrir quem eles são e, a partir daí, criar vínculos verdadeiros. Não devemos amar os solitários como um gesto de caridade, “com pena” ou por “obrigação cristã”: precisamos buscar conhecê-los para criar laços verdadeiros de afeto mútuo e passar a amá-los de verdade. Temos de criar as circunstâncias para que eles de fato nos façam falta. Amizades não são apenas aquelas que a vida nos joga no colo, são também as que nos mexemos para construir. Mas, para o solitário, esse movimento partir dele não é um remédio muito eficaz, ele deseja ver interesse que parta das outras pessoas.

solidão3É bastante difícil para alguém que tem muitos amigos sinceros e vive numa atmosfera de amizade perene compreender a solidão. Quem vive imerso em amor não capta com facilidade a intensidade da dor que o solitário sente. O que fazer? Buscar em Deus a resposta. Em sua glória celestial, o Deus que é amor jamais sentiu solidão. Acompanhado, de eternidade a eternidade, pela Trindade santa, o Criador se basta a si mesmo e se complementa, vivendo numa unidade plural e singular que faz de si um ser pleno e absolutamente destituído de carência. No entanto, dos altos céus ele olhou para a humanidade solitária, despida da plenitude de Deus, e desceu à terra, fazendo-se solitário como os solitários, para nos devolver a capacidade de comungar para sempre com aquele que nunca nos deixará sós. E, ao fazer-se como um se nós, o Filho experimentou o gosto da solidão: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mt 27.46), gemeu o Senhor agonizante. Por que Jesus decidiu vivenciar a dor dos solitários? Amor. Puro amor.

Meu irmão, minha irmã, há muitos solitários nas nossas igrejas. Peço a Deus que encha o seu coração do amor que é fruto do Espírito, para que você sinta em si a dor dos solitários e faça algo para cuidar de quem precisa urgentemente de calor humano. É aproximando-se de Deus que você terá discernimento para identificar as vítimas da solidão, frutificará em amor pelos tais e partirá em seu socorro com interesse genuíno. Ao fazê-lo, você estará permitindo que Deus o use para transformar a vida de tantos que precisam desse amor.

Afinal, já entendeu qual é o remédio para a solidão do seu irmão? Se você disse “Deus”… lamento, errou. Deus é o médico que aplica o remédio.  O remédio… é você.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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Amor 2Você quer viver um grande amor? Então eu gostaria de compartilhar alguns pensamentos com você. A busca por um grande amor faz parte da natureza humana, conforme estabelecido por Deus. Já ouvi dizer que o anseio por ter um companheiro afetivo deve-se ao fato de a humanidade ter pecado e, por isso, possuir um vazio gerado pela ausência do Senhor. Carência afetiva seria, por essa visão, uma consequência da separação entre o Criador e a criatura. Teologicamente, não concordo com isso. Perceba que Deus estabeleceu o relacionamento entre homem e mulher antes da queda: foi ainda quando Adão estava em seu estado perfeito que Deus decretou: “Não é bom que o homem esteja só; farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda” (Gn 2.18). Logo, não foi ao pecar que a carência afetiva e emocional entrou no coração humano, foi antes. A conclusão é que desejar ter alguém para chamar de seu é uma característica natural, essencial e divinamente concedida ao ser humano. 

Não há, portanto, mal algum em querer viver uma história de amor, em desejar construir um projeto de vida conjunto com alguém do sexo oposto. Homem e mulher foram feitos para se buscarem, se complementarem, se estabelecerem como uma unidade plural. “Por isso, deixará o homem a seu pai e mãe [e unir-se-á a sua mulher], e, com sua mulher, serão os dois uma só carne. De modo que já não são dois, mas uma só carne” (Mc 10.7-8). O grande problema ocorre quando você entra em uma relação e decide vivê-la de modo diferente do projeto inicial de Deus. 

A união de dois em um é abençoada caso a vontade de Cristo seja respeitada em tudo. Fora dos parâmetros estabelecidos pelo Senhor, essa união terá sérios problemas, que ocorrem, em geral, quando o cônjuge põe a sua vontade acima da de Deus. 

Amor 3A grande questão, que leva muitos a falirem e fracassarem na relação matrimonial, é que a vontade de Deus para marido e mulher exige renúncia, negar a si mesmo, fazer muito do que não se quer e deixar de fazer muito do que se quer, mortificar o eu em função do outro, domar o  temperamento, mudar o que não está bom… e muitas outras posturas de abnegação. Só que uma enorme quantidade de pessoas não quer isso e acha que elas serão felizes na vida conjugal se ficarem vivendo de acordo com a própria vontade, com o “seu” jeito de viver o casamento, sem querer renunciar a nada. E essa postura, com toda certeza, dará errado. 

Viver um grande amor não é encontrar um príncipe ou uma princesa e viverem felizes para sempre – pois isso não existe. É fazer uma aliança com alguém cheio de defeitos e ser capaz de renunciar muito para desfrutar de uma relação extraordinária. Por isso, é preciso buscar todas as passagens bíblicas que tratam do papel do homem e da mulher numa relação a dois e estudá-las com honestidade e responsabilidade, a fim de por seus ensinamentos em prática. 

Amor 4Se você está em busca do grande amor da sua vida, ótimo, faz muito bem. Saiba que essa é a vontade de Deus para a humanidade. Casamento sem amor é um horror. O amor é a motivação bíblica por excelência para um casamento. Mas entenda que buscar um grande amor não significa nem de longe viver uma parceria em que cada um faz o que deseja, vive como bem entende e só quer desfrutar dos benefícios do relacionamento. Viver um grande amor sempre – preste atenção: sempre – vai exigir muito de você. Vai  exigir sacrifícios. Assim como Adão precisou abrir mão de uma de suas costelas para viver uma história de amor, você terá de abrir mão de coisas importantes para o seu eu em prol de quem ama – a começar pela sua vontade. Quem deseja viver um grande amor terá sempre de abrir mão da própria vontade para priorizar a vontade não do cônjuge, mas a de Deus. Caso contrário, o fracasso matrimonial é certo. Homens subservientes ou egoístas e mulheres desrespeitosas ou egoístas só atraem ruína para o casamento. 

Se você ainda é solteiro, peço a Deus que viva um grande amor. Nesse sentido, a melhor recomendação que eu poderia lhe fazer é que, antes de iniciar um relacionamento, estude na Bíblia o que Deus espera de você ao ingressar num casamento. Investigue quais serão os ônus e as obrigações ao se tornar marido ou mulher. Descubra quais sacrifícios a vontade de Deus exigirá de você. Se perceber que não conseguirá amoldar-se ao padrão bíblico, recomendo que viva solteiro e celibatário. Pois viver de modo rebelde e autocentrado em uma relação a dois só trará problemas, sofrimento, dores, fracasso e infelicidade matrimoniais. Repito: dar as costas para o modelo divino e bíblico para o seu papel numa relação a dois é assinar a falência do seu casamento.

Mas, caso você esteja disposto a ser um marido ou uma esposa que segue fielmente a vontade de Deus, especificada na Bíblia, com toda a renúncia que isso exige, prepare-se para viver um amor pleno, belo, realizado e repleto de alegrias, sorrisos, prazeres e paz. Enfim, um grande amor. 

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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cuspe 1Quem acompanha o noticiário deve ter percebido que a saliva ganhou lugar de destaque nas manchetes brasileira nos últimos tempos. Primeiro, foi um deputado federal que cuspiu em outro. Depois, foi um ator que cuspiu em um casal em um restaurante. Na semana seguinte, um homem foi agredido e cuspido na Universidade Federal do Ceará porque estava usando a camisa de um político do qual um grupo de estudantes discordava. Mais recentemente, um deputado teve seu carro coberto de escarros de opositores ao sair de um evento em Niterói. Que coisa. É interessante percebermos o significado desse gesto, o de lançar a saliva sobre outra pessoa. Principalmente porque a Bíblia tem muito a dizer sobre ele. 

“Levantando-se o sumo sacerdote, perguntou a Jesus: Nada respondes ao que estes depõem contra ti? Jesus, porém, guardou silêncio. E o sumo sacerdote lhe disse: Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus. Respondeu-lhe Jesus: Tu o disseste; entretanto, eu vos declaro que, desde agora, vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu. Então, o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou! Que necessidade mais temos de testemunhas? Eis que ouvistes agora a blasfêmia Que vos parece? Responderam eles: É réu de morte. Então, uns cuspiram-lhe no rosto e lhe davam murros, e outros o esbofeteavam, dizendo: Profetiza-nos, ó Cristo, quem é que te bateu!” (Mt 26. 62-68)

cuspe 3Sim, assim como aqueles deputados, o casal no restaurante e o estudante universitário, o próprio Cristo foi alvo de cusparadas. Já parou para pensar por quê? Naquele momento, Jesus era visto como blasfemador, uma das categorias mais desprezíveis de pessoas no judaísmo. Como “réu de morte”, era visto pelos que estavam ali como alguém cuja vida é descartável, isto é, não vale nada. Então, a saliva  vinha de pessoas aos olhos de quem aquele homem era desprezível e não valia nada. Esse é o significado de lançar saliva sobre alguém: é um gesto que diz: “Eu te desprezo, pois você é insignificante para mim. Você não vale nada”. 

Dentro dessa perspectiva, é doloroso olhar para as manchetes de jornal e ver que, nos três casos citados, o que os cuspidores demonstraram foi um total desprezo pelo próximo. “Eu te desprezo, pois você é insignificante para mim. Você não vale nada”, disseram com seu gesto o deputado, o ator, o estudante, os opositores políticos. O que mais me assusta é saber por que essas pessoas fizeram isso. Nos quatro casos, a  causa foi a mesma: a divergências de ideias. 

cuspe 4Repare que, nas quatro situações, os conflitos que levaram à aplicação de saliva foram motivados porque os cuspidores discordavam das ideias dos cuspidos. Então, naquele momento, pessoas foram menos importantes que ideias. Repito: pessoas foram menos importantes que ideias. E isso é totalmente anticristão. “Mestre, qual é o grande mandamento na Lei? Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Mt 22.36-39).  O evangelho nos leva a amar o próximo como a nós mesmos e não a tratar alguém como um ser desprezível. Nem mesmo os inimigos, aliás. “Amai, porém, os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem esperar nenhuma paga; será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo. Pois ele é benigno até para com os ingratos e maus. Sede misericordiosos, como também é misericordioso vosso Pai.” (Lc 6.35-36). Tratar o próximo com desamor por causa de ideias é possivelmente uma das atitudes menos cristãs que alguém pode ter, pois está invertendo as prioridades do Cristo que subiu à cruz não por ideias, mas por pessoas. 

Como bom cristão,  provavelmente você desaprova o que o deputado, o ator, o estudante e os opositores fizeram. Certo? Afinal, como bom cristão jamais você poria ideias acima de pessoas, não é? Mas… será que, em algum momento, você também não considerou pessoas menos importantes do que ideias? Será que você também já não tratou mal pessoas que discordavam de você politicamente? Será que você já não brigou ou alfinetou seres humanos porque eles votaram no partido politico no qual você não votou? Mais ainda: será que você já destratou gente cujas ideias teológicas ou doutrinárias divergiam das suas? Então, permita-me dizer: se em algum momento ideias foram mais importantes que pessoas para você, ao ponto de levá-lo a brigas, discussões, piadinhas, cutucadas, alfinetadas, indiretas e atritos… você cuspiu nelas.  Metaforicamente, claro, mas sua saliva está sobre aquelas pessoas. E isso é muito grave, pois mostra que suas prioridades estão diferentes das prioridades de Deus. 

Não aplique sua saliva sobre quem discorda de você. Ao fazer isso, não importa qual for o motivo, você estará pondo ideias acima de indivíduos e desobedecendo ao maior mandamento. Se me permite, eu gostaria de dar uma sugestão sobre o que você pode fazer com a sua saliva: 

“Então, lhe trouxeram um surdo e gago e lhe suplicaram que impusesse as mãos sobre ele. Jesus, tirando-o da multidão, à parte, pôs-lhe os dedos nos ouvidos e lhe tocou a língua com saliva; depois, erguendo os olhos ao céu, suspirou e disse: Efatá!, que quer dizer: Abre-te! Abriram-se-lhe os ouvidos, e logo se lhe soltou o empecilho da língua, e falava desembaraçadamente” (Mc 7.32-35). 

“Caminhando Jesus, viu um homem cego de nascença. […] cuspiu na terra e, tendo feito lodo com a saliva, aplicou-o aos olhos do cego, dizendo-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que quer dizer Enviado). Ele foi, lavou-se e voltou vendo” (Jo 9.1, 6-7). 

cuspe 5Nessas duas ocasiões, Jesus usou sua saliva para simbolizar a cura. Havia algo especial na saliva dele? Seria a saliva de Cristo radioativa ou possuidora de efeitos medicinais, algo assim? Não, claro que não, a baba de Jesus era baba como qualquer baba. Mas vejo na aplicação de saliva no processo de cura um simbolismo grande. A saliva de Cristo era algo que vinha de seu interior, que partia de sua intimidade. Normalmente, só tem acesso à saliva de outra pessoa um cônjuge que a beija na boca, ou um pai que limpa a baba de seu filhinho – é um sinal de proximidade, de grande intimidade. E não há nada mais intimamente intrínseco ao Deus homem do que seu amor, sua misericórdia, sua graça. Então, o que enxergo nessas passagens é que, ao aplicar sua saliva sobre aqueles homens, Jesus lhes dizia: “Receba a cura mediante a aplicação de algo que é extremamente íntimo. Receba meu amor e meu cuidado, junto com minha intimidade”.

Assim, meu irmão, minha irmã, temos duas possibilidades diante de nós: agir como os judeus que aplicaram sua saliva no Cristo como sinal de desprezo ou agir como o Cristo que aplicou sua saliva nos enfermos como sinal de amor. Como você usará a sua “saliva”? Para dizer “Eu te desprezo, pois você é insignificante para mim. Você não vale nada” ou para dizer “Receba meu amor e meu cuidado”? E aí, o que você escolhe?

cuspe 6O que você tem dentro de si pode ser usado de maneiras diferentes. Assim como a mesma saliva pode ser sinal de desprezo ou de amor, seus pensamentos, suas palavras, suas atitudes e suas motivações podem ser canalizadas para questões completamente diferentes, positivas ou negativas. Diante de alguém cujas ideias discordam das suas, seus pensamentos são de concórdia ou de discórdia? Suas palavras edificam ou desmerecem? Suas atitudes abençoam ou abatem? Suas conversas são para orientar ou para detonar?

Você tem sempre diante de si dois caminhos. Deus nos mostrou isso: “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais” (Jr 29.11). Paz ou mal. Amor ou egoísmo. Bênção ou maldição. Construção ou destruição. Perdão ou punição. O que será? A decisão é sua. 

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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