Arquivo da categoria ‘Relacionamento’

Deus nos poda diariamente. E, quanto mais eu vivo, mais percebo que a principal maneira de ele fazer isso é no campo dos relacionamentos humanos.

Peço para amar mais, ele insere em meu caminho pessoas que me fazem querer destilar cada gota de ódio, egoísmo e indiferença.

Peço para ter mais alegria, ele me põe em contato com gente que me entristece e deprime ferozmente.

Peço paz, ele põe em minha jornada pessoas que tornam as pequenas coisas da vida uma enorme tribulação.

Peço paciência, ele me faz conviver com gente insuportável.

Peço amabilidade, ele me junta com pessoas estúpidas, grosseiras e arrogantes.

Peço bondade, ele me faz conhecer maus que prosperam e se alegram.

Peço fidelidade, ele me permite conviver com quem provoque meus instintos mais pecadores e egoístas.

Peço mansidão, ele põe em meu caminho gente explosiva e briguenta.

Peço autocontrole, ele me faz viver situações que me instigam a deixar o velho e impulsivo homem assumir as rédeas da vida.

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Paro. Suspiro. Oro. Leio. E tento vencer aquele momento, pois basta a cada segundo o seu mal. O segundo seguinte virá e, muitas vezes, vencerei. Outras tantas, perderei. Mas é na equação entre perdas e ganhos que ele vai me podando.

Poda-me, Senhor, para que eu me torne aquele que, depois de aperfeiçoado, leve amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e autocontrole ao meu próximo, o bom e o mau. Ainda estou longe, muito longe disso, imerso neste oceano de imperfeição que sou, mas sigo na jornada.

Meu irmão, minha irmã, agradeça a Deus pelas piores pessoas que atravessam seu caminho. Pois elas são a maior bênção que você poderia receber no processo de fazer de você alguém cada dia mais diferente delas e mais parecido com o único que é totalmente perfeito: Jesus de Nazaré.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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Temos vivido dias estranhos na igreja. Amigos de anos vêm rompendo laços de amizade por conta de suas ideologias e posições políticas. Parentes estão parando de se falar porque A votou em B e C votou em D. Pior: irmãos em Cristo estão brigando entre si, se ofendendo e se afastando pela mesma razão. Será que a Bíblia tem algo a dizer sobre isso? Sim, tem. E pode não ser algo que você gostará de ouvir.

Vamos analisar o que está em jogo na situação de irmãos em Cristo que brigam, se ofendem e se afastam por diferenças de opinião política. De um lado, está um amigo que pensa diferente de você. Do outro, está a sua opinião. A questão aqui é: o que pesa mais? Se você chega ao (lamentável) ponto de brigar com um irmão por ele ter ideias distintas das suas, isso deixa claro que você valoriza mais a sua opinião pessoal do que aquele indivíduo. Na hora de pôr na balança, um ser humano teve menos peso para você do que uma ideia política ou econômica. E isso está muito, muito, muito errado.

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Aponte, por favor, uma única passagem das Escrituras que diga que uma opinião sobre política partidária vale mais que pessoas. Garanto que você não encontrará nenhuma. Por outro lado, há dezenas e dezenas de passagens que falam sobre amor ao próximo, pacificação, reconciliação, perdão, bons relacionamentos, não devolver mal com mal, abençoar quem nos amaldiçoa, orar por quem nos maltrata etc. etc. etc. À luz do evangelho de Cristo, não há nenhuma dúvida: sua opinião sobre política partidária não vale nada em comparação aos relacionamentos de amizade e, principalmente, fraternidade.

O grande mandamento estabelece: “Ame o seu próximo como a si mesmo” (Mt 22.39). Ora, pare para pensar: alguém amar a própria opinião a ponto de desamar quem dela discorda lhe parece estar cumprindo esse mandamento? No mínimo, deveria estar em pé de igualdade. Mas a resposta é óbvia: quem põe ideologias políticas acima do valor da amizade e da fraternidade do próximo evidentemente não o está amando como a si mesmo. Logo, não está cumprindo o grande mandamento. Logo, está pecando.

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Se, por um lado, quem rompe vínculos de fraternidade em razão de divergências de opinião não compreendeu o que significa amar o próximo, por outro, a boa notícia é que há uma solução, vinda dos lábios do próprio Cristo: “Portanto, se você estiver apresentando uma oferta no altar do templo e se lembrar de que alguém tem algo contra você, deixe sua oferta ali no altar. Vá, reconcilie-se com a pessoa e então volte e apresente sua oferta” (Mt 5.23‭-‬24). Isso não são apenas palavras bonitas soltas ao vento: é uma verdade de fé. É um mandamento do cristianismo. Você lhe tem obedecido?

Meu irmão, minha irmã, você brigou com alguém da sua família, do seu círculo de amizades ou da igreja por causa de divergências ideológicas ou políticas? Então o único caminho para cumprir a vontade de Deus é o da reconciliação. Peça perdão. Perdoe. Valorize o que Deus valoriza. O maior empecilho para cumprir a vontade de Deus nesse caso, acredite, não é a política partidária nem o diabo: é o seu ego. Não deixe seu ego sabotar a necessidade de manter bons relacionamentos com os outros membros do Corpo.

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Não custa lembrar que, em Gálatas 5, Paulo contrapõe as obras da carne com o fruto do Espírito. E, entre as obras da carne, estão hostilidade, discórdias, acessos de raiva, dissensões e divisões. Já entre as virtudes do fruto do Espírito estão amor, paz, paciência, amabilidade, bondade, mansidão e domínio próprio. Sinceramente, o que você enxerga no seu posicionamento pessoal na situação que gerou a sua briga com seus amigos ou irmãos? Virtudes espirituais? Ou obras pecaminosas da carne?

Sabe… para além da Bíblia, se há algo que meu quase meio século de vida me ensinou é que candidatos, governos e governantes passam. Já amigos verdadeiros ficam. Irmãos em Cristo, então, esses permanecerão pela eternidade. Você realmente acha que vale a pena trocar algo tão precioso por algo tão fugaz e passageiro? Se você valoriza mais o seu ego e as suas opiniões do que o amor ao próximo, lamento informar, você está a anos-luz do coração de Deus. Mas ainda está em tempo de se consertar. O que você está esperando?

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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Unhas pretas são um negócio feio demais. Eu detesto ver pessoas com as unhas encardidas, pois passam uma ideia de sujeira, desleixo e negatividades semelhantes. Porém, preciso confessar que, ultimamente, tenho vivido com as unhas pretas em boa parte de meus dias. A razão para isso é que decidi me dedicar a transformar meu apartamento em um grande jardim suspenso. Com isso, tenho mexido em terra diariamente, plantado, replantado, podado e – a suma tarefa que deixa as unhas pretas – enfiado sempre um dedo na terra de cada vaso para verificar se já está seca e é necessário regar, ou não. Não gosto do resultado, pois me vejo obrigado a ficar lavando e raspando com frequência minhas unhas se não quero parecer um ogro sujismundo, mas não tem o que fazer: é o que todos os entendidos de jardinagem e paisagismo recomendam caso você não queira matar suas plantinhas afogadas ou esturricadas. Então, o preço para mantê-las vivas, e bem, é empretar as unhas.

Para amar o próximo de fato e não só na teoria, muitas vezes é preciso sujar a unha. Abrir mão do tempo em que você estaria lendo um livro para chorar com quem chora. Dedicar horas de seu merecido descanso a algo que não lhe dará nenhum lucro além de ver seu amigo sorrir. Dormir tarde para ouvir o desabafo do estressado. Acordar cedo para ajudar a viúva. Adiar o banho para abraçar o desesperado. É, meu irmão, minha irmã, é impossível se dedicar em amor verdadeiro ao próximo sem deixar as unhas pretas.

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Frequentemente, somos tentados a deixar para lá ou terceirizar a tarefa de amar o próximo. Afinal, ficar limpando e raspando a terra de sob a unha dá trabalho. Já perdi a conta de quantas vezes eu, vergonhosamente, me omiti no cuidado e no amor ao próximo por não querer ficar com as unhas sujas e, por isso, sei que é muito mais fácil virar a cara quando plantas murchas e carentes de cuidados aparecem em nosso caminho. Porém, se o fazemos, as plantas morrem. O preço de nosso desleixo e omissão no cuidado com quem precisa é um cotoco ressecado, desfolhado, infrutífero, sem flores. Sem viço. Sem vida. Uma triste lembrança de uma bela planta, que acabou-se porque preferimos ficar com as unhas limpas do que nos dedicarmos a ela. Falta de amor faz isso.

Amar o próximo é mandamento. É preceito que está no topo da pirâmide. Dizer que ama a Deus mas não amar o próximo, em verdade e de forma prática, é atitude que faz de nós mentirosos, diz a Palavra. A olhos humanos limitados por sua humanidade, amor pode ser uma opção, uma escolha.  Mas, para Deus, não é. Amor ao próximo é mandamento. É ordenança divina. É dever sagrado e inegociável. Não dá para se dar conta de que algo é mandamento, fazer a “opção” de agir diferente e achar que tudo está bem. Não. Nada disso. Deus não nos diz para amarmos o próximo “se quisermos” ou “se optarmos por isso”. Não. Ele diz: “Enfie o dedo na terra. Se sujar a unha, paciência, depois você limpa”.

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Meu irmão, minha irmã, você tem fugido do amor prático ao próximo porque não quer ficar com a unha preta ou não quer se dar ao trabalho de limpá-la depois? Eu não te condeno, pois já fiz isso muitas vezes. Desgraçadamente, mas fiz. E preciso dizer: que vergonha sinto por isso. Que vergonha sinto de ter cometido o pecado do desamor.

Deus, tem misericórdia de mim, pois sou pecador. Preferi muitas vezes ficar com as unhas limpas do que me dar ao trabalho de sujá-las por amor ao próximo. Perdoa-me e ajuda-me a vencer a mim mesmo, ao meu egoísmo, ao meu egocentrismo e à minha sanha preguiçosa, e mostra-me o caminho do amor. O caminho da unha preta. O caminho do reino de Deus.

E você, pode fazer essa oração?

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

Que qualidades um jovem cristão solteiro deve buscar em uma mulher na hora de escolher uma noiva? E de que defeitos ele deve fugir? Há bastante a ser dito sobre isso, mas, hoje, quero concentrar minha reflexão em algo que é importantíssimo do ponto de vista bíblico mas pouco se fala na hora de orientar jovens para o casamento: a importância de ficar atento a quão briguenta é a pessoa. E reforço: esta é uma reflexão apenas para rapazes cristãos solteiros. Naturalmente, haveria muita coisa a se dizer para as jovens cristãs solteiras, mas isso ficará para outro post.

A Bíblia fala sobre algumas características da esposa ideal do ponto de vista da fé cristã. Entre elas está o fato de que a esposa segundo o coração de Deus deve ser:

Parceira do marido (Gn 2.18);

Sexualmente atenciosa (1Co 7.3-10);

Desejosa de agradar o esposo (1Co 7.34);

Sempre respeitosa no trato com o marido (Ef 5.33);

Consciente da decisão de Deus sobre a autoridade no casal (Ef 5.24; Cl 3.18; Tt 2.5; 1Pe 3.1);

Amorosa com o esposo (Tt 2.4);

Sábia na edificação da família (Pv 14.1);

Sensata em suas palavras e ações, a fim de que não destrua a família (Pv 14.1);

Merecedora da confiança do marido (Pv 31.11);

Enriquecedora da vida do esposo (Pv 31.11);

Disposta a fazer o bem ao marido, e não o mal, todos os dias de sua vida (Pv 31.12);

Dedicada aos cuidados da vida cotidiana com a família (Pv 31.15);

Capaz de contribuir a fim de tornar seu esposo respeitado na comunidade (Pv 31.23); e

Merecedora dos elogios do marido por seu excelente procedimento diário (Pv 31.28);

entre outras coisas.

Seja franco, meu irmão: casar com uma mulher que se encaixe nessa descrição não seria o céu na terra?

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Mas vamos adiante. Além de dizer como, segundo os padrões cristãos, a esposa ideal deve ser, a Bíblia também registra como ela não deve ser. E isso é tão importante quanto. Entre os horrores de uma mulher está o fato de ela ser briguenta. Diz assim a Escritura:

1. “A esposa briguenta é irritante como uma goteira” (Pv 19.13);

2. “É melhor viver sozinho no canto de um sótão que morar com uma esposa briguenta numa bela casa” (Pv 21.9);

3. “É melhor viver sozinho no deserto que morar com uma esposa briguenta que só sabe reclamar” (Pv 21.19);

4. “É melhor viver sozinho no canto de um sótão que morar com uma esposa briguenta numa bela casa” (Pv 25.24);

5. “A esposa briguenta é irritante como a goteira num dia de chuva. Tentar contê-la é como deter o vento ou agarrar o óleo com a mão” (Pv 27.15-16).

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São cinco advertências extremamente verdadeiras, práticas e realistas contra a mulher briguenta. Será que é à toa?

Bem, para que você entenda por que a mulher briguenta é esse horror bíblico e um pesadelo na vida de um homem, menciono aqui cinco das muitas razões:

1. A mulher briguenta é arrogante

A mulher briguenta vive brigando porque acha que a opinião dela está sempre certa e entende, por sua falta de sabedoria e discernimento, que a maneira de se impor aos outros é brigando, peitando, gritando. A arrogância, acredite, é um dos pecados mais denunciados na Bíblia, pois machuca fundo o coração de Deus; afinal, foi o pecado que levou Satanás a fazer o que fez. Deus odeia tanto a arrogância que preferiu deixar o espinho na carne de Paulo do que permitir que ele se tornasse arrogante (2Co 12.7).

O indivíduo que tem domínio próprio e mansidão, ao contrário, não faz da briga uma rotina, pois sabe a hora de falar, de calar, de ouvir, de deixar para lá. Inversamente, o briguento se acha tão certo em tudo que não admite ser contrariado e, por isso, se impõe na base da briga e do grito com uma frequência surreal. Os dias em que não briga são exceção e não a regra.

Um indivíduo eventualmente ceder ao pecado e incitar uma briga é compreensível (embora não desejável, lógico), todo mundo faz isso vez ou outra – afinal, todos somos pecadores e erramos. Mas fazer da briga um estilo de vida é sintoma de uma arrogância não tratada, sem arrependimento e que afunda o arrogante cada vez mais no lodaçal de sua soberba espiritualmente nociva.

2. A mulher briguenta é insensata

Isso significa que ela não sabe usar a razão para julgar ou raciocinar nas questões da vida. Como lhe faltam argumentos racionais e lógicos, ela apela para o desmerecimento do outro, os ataques, as ofensas, os gritos e a porta batida atrás de si. E a Bíblia é clara: “A mulher sábia edifica o lar, mas a insensata o destrói com as próprias mãos” (Pv 14.1). A mulher briguenta, via de regra, destrói o seu lar. No mínimo, faz dele um ambiente tão saudável e feliz quanto Chernobyl – mas nunca fará uma autocrítica nem perceberá o seu erro, pois sua insensatez a fará acreditar que a culpa dos problemas é sempre dos outros e sempre justificará seu comportamento reprovável por trás de alguma desculpa esfarrapada.

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3. A mulher briguenta cria um ambiente sem Deus em sua casa

O Senhor ama a paz. Jesus saudava as pessoas ao chegar a algum lugar desejando-lhes que a paz estivesse com elas. Paz é uma das virtudes do fruto do Espírito. Jesus disse que bem-aventurados são aqueles que promovem a paz. Portanto, a Bíblia deixa claro que a paz é preciosa ao Senhor.

A conclusão é logica: onde a pessoa briguenta chega, implanta o conflito, a contenda, a dissensão, a discórdia, o que é exatamente o que Deus abomina, o contrário do que ele quer. Portanto, uma esposa briguenta, por mais que se diga cristã, está criando um ambiente de vida não cristão em seu lar – talvez, até, sem se dar conta, o que não muda o fato em si.

4. A mulher briguenta, além de pecar com sua atitude, em geral leva quem está ao redor a pecar

Uma mulher briguenta costuma servir de péssimo exemplo para os filhos, muitos dos quais podem acabar imitando seu comportamento e se tornar novas pessoas briguentas. Além disso, por mais pacífico que seja seu marido, ela, em geral, costuma tirá-lo do sério e arrastá-lo para a ira. Assim, a pessoa briguenta é uma instigadora e multiplicadora de pecados, o que faz dela uma cúmplice do maligno em sua sanha por levar pessoas a pecar.

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5. A mulher briguenta sabota casamentos e famílias

A importância do diálogo é a regra número um de um casamento feliz. A mulher briguenta torna o diálogo impossível, pois ela geralmente se recusa a ouvir ou pensar sobre o que ouviu. A briguenta tem por hábito interromper o outro a toda hora quando ele tenta falar, sair batendo a porta, dizer que não vai ficar ouvindo o que o outro tem a dizer e coisas assim. A verdade é que a pessoa briguenta é, em geral, alguém que não está disposto a ceder em nada e, por isso, usa a briga para calar o outro e não ter de abrir mão do que quer. Isso porque, em geral, a pessoa briguenta é egoísta. O resultado é que ela sabota o modelo criado por Deus para o casamento e o lar.

Por essas cinco razões e outras mais, quem se casa com a mulher briguenta está se condenando a viver por anos e anos sofrendo a dor de ter ao lado não uma parceira e uma melhor amiga, mas uma opositora que tornará sua rotina um inferno. Explosiva, essa mulher será como um campo minado que, de uma hora para outra, do nada e inesperadamente, iniciará episódios de bate-boca e discussão que acabarão com a paz no lar e no coração de quem a cerca.

Por isso, deixo o conselho a todo rapaz cristão solteiro: na hora de buscar uma possível namorada, identifique desde o começo quão briguenta ela é. Não importa se ela é lindíssima, se canta no louvor, se é inteligente ou qualquer coisa do gênero, pois, tenha ela as qualidades que tiver, se é alguém que adota a briga como estilo de vida, as qualidades logo desaparecerão de seus olhos e tudo o que restará é o horror dessa postura.

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De todos os 562 posts já publicados no meu blog, descobri hoje que o mais lido de todos até o momento é o que fala da mulher rixosa (termo presente nas traduções bíblicas mais arcaicas, que nas mais modernas foi traduzido como “briguenta”. Você pode ler o post A mulher rixosa clicando AQUI). Isso é revelador. Mostra que muitos e muitos irmãos se casaram, inadvertidamente, com uma mulher assim – ou casaram com moças virtuosas que, com o tempo, se transformaram e, assim, descambaram para o caminho da briga como estilo de vida. Mas você, que é solteiro, ainda tem a oportunidade de não entrar nessa. Quando se interessar por uma moça, lembre-se dos 5 alertas bíblicos e procure identificar desde cedo quão rixosa ela é. E jamais se case com uma mulher briguenta!

Para finalizar, se você é uma mulher cristã e chegou até este ponto da leitura, gostaria de, carinhosamente, lhe dizer três coisas:

1. Se você se irritou com alguma informação bíblica apontada neste texto, por favor, não brigue comigo. Não fui eu quem escreveu a Bíblia. Apenas reproduzo o que ela diz.

2. Você pode estar achando injusto eu não falar neste texto sobre o homem briguento. Se é o caso, saiba que tudo o que foi dito neste post se aplica também aos homens briguentos, com quem você jamais deve se casar até que ele se converta, se arrependa e abandone esse modo de ser tão tóxico, biblicamente abominável e que tem como única consequência semear a infelicidade.

3. Se você percebeu que se encaixa na descrição de uma mulher briguenta, ou rixosa, saiba que nem tudo está perdido. Você não está condenada a ser o inferno de seu marido e filhos até a sua morte. A recomendação bíblica para esse seu estilo de vida é bem objetiva: você precisa se arrepender verdadeiramente, confessar seu pecado a Deus e abandonar essa prática. Se fizer isso, a bênção do Senhor virá sobre seu casamento, a cura será plena e tudo ficará bem. E, assim, você consertará o estrago que causou, recuperará o tempo perdido e poderá ser conhecida não mais como alguém briguento que inferniza a vida dos outros, mas passará a ser chamada de “mulher virtuosa”, aquela cuja sabedoria edifica o lar e cujo valor excede o de muitos rubis.

É possível. E está ao seu alcance. Só depende de você.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

No dia 1 de janeiro completei 47 anos. Isso significa que já passei da metade de minha vida sobre a terra. Nesse período de virada de ano e aniversário, por uma série de razões acabei refletindo muito sobre um assunto em especial: amizade. Fazendo uma retrospectiva desse quase meio século de vida, meditei muito sobre por que algumas pessoas que foram minhas amigas em algum momento continuam sendo minhas amigas e outras não. Eu me perguntei: o que fez com que o punhado de bons e constantes amigos que possuo há muitos anos não tenha aberto mão de se relacionar comigo, como a esmagadora maioria dos meus conhecidos fez? E, aqui, estendo a reflexão a você: na minha e na sua vida, por que alguém persevera em querer ser nosso amigo, quando poderia optar por não ser, como a maioria dos que cruzaram nosso caminho fizeram? Reflitamos um pouco sobre esse assunto tão espiritualmente necessário que é a amizade verdadeira.

Antes de tudo, é fundamental definirmos o que são “conhecidos” e o que são “amigos”. Conhecidos são aquelas pessoas que se relacionaram com você em alguma etapa de sua vida mas para quem, hoje, se você sumir do mapa, não fará muita diferença para elas. Já o amigo é aquela pessoa que sente a sua falta, que lhe telefona só para saber como você está e jogar conversa desinteressada fora, que não se conforma quando sua ausência se torna muito presente, que gosta de graça de sua companhia e de passar tempo com você e – principalmente – que, na hora da necessidade, abre mão de si mesmo por você.

Em outras palavras, a diferença fundamental do conhecido para o amigo é que, para o amigo, você está entre as prioridades de sua vida, enquanto para o conhecido você é só mais um. Para o amigo, você é imprescindível. Já para o conhecido você é secundário ou mesmo desnecessário, supérfluo.

Pensei, então, nos poucos amigos verdadeiros que tenho hoje e tentei concluir por que eles persistem na decisão de continuar sendo meus amigos (sim, ser amigo de alguém é uma opção, uma decisão consciente, e não obra do acaso ou do fluxo da vida). Foi quando cheguei à conclusão de que aqueles que hoje permanecem meus amigos e amigas de verdade são gente que reúne quatro características em comum, alguns há mais de 10 anos, outros, de 20 e, outros ainda, há mais de 30 anos. E que características são essas?

Em primeiro lugar, aqueles que se solidificaram como meus amigos após anos de amizade testada e confirmada foram aqueles que souberam me perdoar. Afinal, qualquer relacionamento próximo em algum momento gerará atritos entre as partes. A questão é: como esse relacionamento sobreviverá após o atrito? Em comparação, algumas pessoas que eu considerava meus amigos pularam fora do barco e me deram as costas tão logo foram confrontadas com uma das minhas muitas falhas de caráter. Já os meus amigos verdadeiros são aqueles que perceberam quão falho eu sou, me perdoaram e insistiram teimosamente em me amar.

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Em segundo lugar, meus amigos verdadeiros são aqueles que valorizam mais o que temos em comum do que as nossas diferenças. No que discordamos, fazemos piada e, no que concordamos, avançamos juntos. O nome disso é respeito. Por outro lado, gente que caminhou comigo em algum momento da vida mas não suportou o fato de termos diferenças em questões como religião, teologia, doutrinas, ideologia política, valores, gostos, comsovisões ou algo assim simplesmente me deletou de seu círculo íntimo de relacionamentos. Esses optaram conscientemente por não ser meus amigos, pois não consideraram que meu valor para eles era maior que suas opiniões pessoais.

Terceiro, os amigos verdadeiros que tenho foram aqueles que persistiram em compartilhar a jornada da vida comigo depois que aquilo que nos pôs em contato terminou. Foi gente que não limitou nosso contato a um curso, um ambiente de trabalho, um vínculo passageiro. Essas pessoas fizeram o contrário daquele companheirão da faculdade que, depois da formatura, nunca mais me procurou; do colega de trabalho que, depois da demissão, só manteve contato formal por redes sociais, sem nunca mais me procurar para estarmos juntos; ou daquele irmão da igreja ou do ministério que, depois que deixei de frequentar o mesmo ambiente, só quis saber de mim para pedir um favor ou algo assim. Amizades verdadeiras mantêm a cabeça acima das circunstâncias e se estendem para além dos contextos que nos aproximaram.

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Quarto e último, o amigo é aquele que persevera em manter você em sua convivência mesmo sem ganhar absolutamente nada com isso. Em outras palavras, o amigo verdadeiro é aquele para quem o relacionamento com você traz como lucro ou benefício pessoal, profissional, ministerial ou material… nada! Zero. Nadinha. Ele segue caminhando com você pela simples alegria da caminhada. Muitas vezes, até, pega mal para ele ser associado a você, ou estar junto de você lhe dá algum tipo de prejuízo ou desvantagem – mas, ainda assim, essa pessoa permanece ao seu lado. Isso ocorre porque a amizade verdadeira se baseia no amor e não nas vantagens pessoais. E, sempre é bom lembrar, o amor “não busca os seus próprios interesses” (1Co 13.5).

Portanto, eis os quatro pilares que, a meu ver, fizeram de meus amigos, amigos de verdade:

1. Perdão

2. Respeito às diferenças

3. Persistência na convivência após o fim das razões de ela se manter

4. Perseverança no relacionamento sem nenhum benefício próprio 

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Meu irmão, minha irmã, amizades são tesouros de valor inegociável. O amigo verdadeiro é alguém que, em algum momento da sua jornada, cruzou seu caminho e não se contentou em cruzá-lo, mas escolheu permanecer e persistir na ideia de que compartilhar a vida com você era importante, apesar de todos os seus muitos defeitos e pecados. É aquele cara que se tornou mais chegado que um irmão. Valorize essa pessoa.

Se alguém não faz questão de ser seu amigo, não se chateie, isso é normal. Deixe-o ir. Amizade por obrigação não é amizade, é um horror. Se uma pessoa optou por se conectar a outras pessoas e não a você, respeite isso. É um direito dela. O que deixo como recomendação é que, para aqueles que optaram por ser seus amigos, você seja o melhor amigo do mundo. Pois amizade não tem absolutamente nada a ver com a quantidade de relacionamentos, tem a ver com a qualidade deles. Portanto, construa suas amizades perdoando, relevando as diferenças, investindo na conexão interpessoal após o fim daquilo que os aproximou e sem esperar absolutamente nada em troca. Aliás… não é assim que Deus faz conosco?

Diariamente, ele nos perdoa.

Sendo totalmente diferente de nós, nos ama profundamente.

Investe teimosamente na conexão entre nós, até mesmo quando me torno a centésima ovelha ou o filho pródigo.

E nos ama perseverantemente, apesar de nosso relacionamento não beneficiá-lo de modo algum.

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Deus é nosso amigo, como um verdadeiro amigo deve ser. E, por isso, espera que também sejamos bons amigos do nosso próximo, replicando com as pessoas o que ele faz conosco. Isso tem tudo a ver com amar a Deus e ao próximo, o mandamento maior da nossa fé.

Peço a Deus que você tenha amigos bons e verdadeiros. Que construa relacionamentos sólidos e duradouros. E que possa desfrutar das melhores amizades, construindo suas conexões sobre esses quatro pilares. Só não se esqueça de que se, por um lado, você não pode obrigar ninguém a ser seu amigo verdadeiro, por outro lado tem todo o poder de ser o melhor e mais verdadeiro amigo do mundo para o próximo a quem você deve amar.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

Detesto ir a supermercados. Por isso, quando cheguei com minha esposa e minha filha ao mercado na sexta-feira passada, sentei à uma das mesinhas de um restaurante que há na entrada e passei a mexer no celular, enquanto elas compravam alguns itens de que precisávamos. Foi quando chegou o Marcelo. Homem negro, forte, alto, carregando uma mochila e acompanhado de um cheiro indescritivelmente ruim, ele entrou pela porta e caminhou a passos lentos até mim. Ele, então, falou, com uma voz hesitante e extremamente educada:

– Por favor, senhor, me desculpe incomodar. Desculpe mesmo. Será que o senhor teria cinquenta centavos que pudesse me dar?

Pronto. Sabe aquela situação desagradável, em que você não quer estar? Na hora, em milésimos de segundo, deparei com aquele dilema: dar dinheiro a um pedinte ou não dar? Recusar-se à caridade ou dar o que ele pedia e, assim, alimentar a mendicância? Aquele dilema atravessou minha mente pelo tempo de um raio e, sabe-se lá por que, meu cérebro decidiu me fazer estender a mão à carteira. Talvez porque dizer aquela mentira, “Não tenho”,  evidentemente seria demais, estando eu em um supermercado.

Esperando estar fazendo a coisa certa, mas não sem um pouco de culpa por ajudar a alimentar a mendicância, procurei os cinquenta centavos. Para meu desgosto, logo me dei conta de que a menor nota que eu tinha era uma de dez reais. Veio logo aquele arrependimento por ter aberto a carteira. Dez reais para um pedinte me parecia excessivo. Mas, encurralado pela situação, já que o rapaz havia visto o dinheiro que eu tinha, fui obrigado a lhe estender a nota de dez.

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Foi quando, com os olhos arregalados, rosto espantado e incrédulo, ele segurou a nota de queixo caído e disse:

– Sério? Dez reais? Tudo isso?

Ele ficou alguns segundos constrangedores me olhando. O silêncio foi quebrado quando ele, sem avisar, inclinou-se em minha direção, me abraçou e deu um beijo demorado em minha bochecha direita. Dizer isso deste modo pode parecer algo bonito, mas a verdade é que foi bem desagradável. Não pela demonstração de gratidão, claro, mas pelo cheiro de muitos dias sem tomar banho que invadiu minhas narinas e por sua barba por fazer, que arranhou meu rosto de forma bem dolorosa. Foi desagradável para mim. Mas pareceu ser glorioso para ele.

Passado o meu susto, ele continuou dizendo mais algumas palavras de surpresa e agradecimento. Foi quando me dei conta de que aquele homem, repulsivo aos meus cinco sentidos, estava deslumbrado simplesmente por eu ter confiado nele e o valorizado, dando-lhe muito mais do que ele acreditava que receberia. Talvez, imagino, ele acreditasse que não valia mais do que cinquenta centavos e que pedir mais que esse montante seria valorizar-se além da conta.

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Quando me dei conta de que a autoimagem daquele ser humano estava tão desvalorizada, vi naquela chance a oportunidade de presenteá-lo com humanidade, afeto e senso de valor próprio. E, pela primeira vez naquele relacionamento, eu sorri. Perguntei:

– Qual é seu nome?

– Marcelo. E o seu?

– Maurício.

– Sério? Eu nunca mais vou esquecer, pois é o nome do meu irmão.

– Marcelo, me conta a tua história – eu pedi, verdadeiramente interessado em saber o que levara aquele homem forte e com toda aparência de saúde, a trocar uma vida de trabalho honesto e recompensador pelas ruas.

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Conversamos por um bom tempo. Ele me falou da mulher que o traiu e de como a traição o lançou em depressão. Relatou como seu estado emocional prejudicou sua vida profissional, e como acabou em ruína financeira. Por fim, Marcelo discorreu sobre como a soma de todos os problemas acabou por lançá-lo no alcoolismo, o que foi a gota d’água para ele acabar “em situação de rua”, como disse. Foi quando eu vi a oportunidade de usar aquele nosso encontro para um bem real na vida de Marcelo.

– E você está confortável com a sua vida agora ou tem o desejo de sair da rua?

– Eu quero sair. Estou com 48 anos e preciso acertar minha vida.

Como ele levantou a bola, eu cortei:

– Olha… você pode pegar o dinheiro que lhe dei e torrar com cachaça ou pode se alimentar, tomar banho, pagar uma passagem para ir até uma instituição que o ajude…

E comecei a orientá-lo sobre meios práticos de restabelecer a dignidade e a vida. Disse-lhe lugares que ele poderia procurar e até o nome das pessoas que teriam como ajudá-lo. Mas deixei claro que só ele mesmo poderia tomar as atitudes necessárias para retomar sua cidadania. Os dez reais nem de longe resolveriam sua vida, mas aquele pedaço de papel me deu a oportunidade de fazer Marcelo prestar atenção em mim para que eu pudesse orientá-lo e encorajá-lo.

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E Marcelo de fato prestou muita atenção. Balançou bastante a cabeça, em concordância. E, por fim, sorriu. Estendeu sua mão imunda e eu a apertei. Não foi o suficiente: ele veio e me abraçou novamente, com muita força, fazendo aquele fedor invadir novamente minhas narinas. Mais do que cheiro de falta de banho, era cheiro de falta de dignidade, honra, humanidade, graça, amor. E, sem querer, por força das circunstâncias e não por qualquer magnanimidade de minha parte, acabei tendo a oportunidade de mostrar-lhe o caminho para reconquistar sua vida e sua posição.

Marcelo disse algumas palavras a meu respeito, se despediu e saiu do supermercado. O que será de sua vida eu não sei. Mas aquele nosso rápido encontro me ensinou algo importante: às vezes, Deus nos põe em situações em que, sem que tenhamos planejado, podemos abençoar alguém. Mas abençoar mesmo, e não estou falando de dinheiro. Meus dez reais foram uma benção minúscula para aquele homem, pois, por si só, não resolveriam nada de sua situação – e talvez até a piorassem, caso ele os usasse para tomar cachaça. Mas a nossa conversa, em que tive a oportunidade de lhe apontar caminhos, dizer que ele não era um fracasso, encorajá-lo, fazê-lo socialmente visível e relembrá-lo de que ele tinha a capacidade de reassumir as rédeas de sua situação… aquilo sim foi uma enorme bênção para sua vida.

Posso ter errado ao dar esmola àquele pedinte. Não sei. Até hoje, é muito mal resolvida em minha mente essa questão de dar esmola ou não dar. Mas, certamente, acertei ao dar atenção e amor ao próximo, por mais que me fosse repulsivo.

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Ali aprendi duas coisas. Primeiro, que, muitas vezes, devemos olhar com discernimento para além das aparências de uma situação a fim de compreender por que Deus nos permitiu passar por ela. Não creio que, de todas as pessoas do mundo, o Senhor fez Marcelo vir pedir dinheiro justamente a mim com o objetivo de que eu lhe desse dez reais. Esse valor não era o que Deus queria que eu desse àquele homem. Penso que seu objetivo era que eu lhe mostrasse que havia pelo menos uma pessoa no mundo que acreditava que ele tinha dignidade, honra, valor e propósito. E que lhe mostrasse que aquela “situação de rua” não era o que Deus lhe tinha reservado. Mas, também, que era preciso que ele desse o primeiro passo, aproveitando as oportunidades para deixar de se conformar com cinquenta centavos aqui e ali. Ele vale mais, muito mais do que isso, embora a vida o tenha feito acreditar que esse é o seu valor. E, se eu tivesse me contentado em estender-lhe uma cédula e fechar-lhe a cara, teria perdido a oportunidade de confrontá-lo com essa realidade.

Mas houve um segundo aprendizado. Somente dois dias depois desse episódio, ao refletir sobre aquele encontro, me dei conta de que Deus me fez compreender ali uma nesga de como ele se sente quando, muitas vezes, o procuramos. Nosso pecado fede às narinas do Senhor. E, ainda assim, ele nos recebe com amor e nos presenteia com bênçãos muito mais valiosas do que aquelas que pedimos. Mendigamos os cinquenta centavos de um emprego, um carro, uma bênção material ou uma cura física, mas Deus nos surpreende com os dez reais de bons relacionamentos humanos, de seu perdão vez após vez, de paz no coração, de alegria mesmo diante da escassez, de vida eterna.

O mais extraordinário é que, além de nos dar tais bênçãos, o Senhor conversa conosco e nos orienta. Ele gasta tempo para nos ensinar o que fazer para sair da situação de miséria espiritual em que podemos cair, recobrando nossa honra, nossa dignidade, nosso valor e nosso senso de propósito. Ele nos abençoa e nos orienta quanto ao que fazer dentro do que depende de nossas ações para seguir pelo bom caminho.

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Meu irmão, minha irmã, você fede. Eu fedo. Nosso pecado nos torna imundos e céticos aos olhos e às narinas do Senhor. Ainda assim, o amor dele é tanto que ele nos abraça, aguenta os arranhões de nossa barba mal feita em seu rosto, nos abençoa e nos orienta. Ele faz isso porque sua natureza não permite que ele aja de modo diferente. Valorize isso. E, sempre que puder, ponha-se em posição para que ele o lave, o perfume, o dignifique e o ame.

Se você lhe pedir cinquenta centavos, eu creio que ele lhe dará dez reais, pois Deus é um bom Pai. Mas nunca feche os olhos ao fato de que, mais importante do que a esmola que ele lhe dará será o contato entre vocês e tudo aquilo que ele lhe mostrar a seu respeito e acerca dos propósitos dele para sua vida.

E, assim como eu disse ao imundo e fedorento Marcelo que acreditava nele e tinha plena confiança de que ele tinha valor, honra e dignidade, Deus dirá, ao lhe estender a esmola que você lhe pede, tudo o que você significa para ele. Quando o Senhor fizer isso, meu irmão, minha irmã, preste atenção. Pois essa conversa poderá fazer a diferença entre um futuro habitando na imundície ou na paz gloriosa do seu Senhor.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

Estou escrevendo este texto dentro de um avião, indo do Rio para Cuiabá, de onde seguirei para Primavera do Leste (MT), a fim de pregar em uma igreja. No mesmo voo está um grupo de cerca de 50 estudantes, adolescentes e crianças de uma escola de elite do Rio de Janeiro, de origem britânica, em excursão a caminho do Pantanal. Para estudar nessa escola, é preciso pagar uma mensalidade caríssima, isto é, só frequenta o colégio em questão quem tem muito dinheiro. Dizem que as pessoas de classe alta deveriam ser bem educadas. No entanto, estou impressionado com a falta de educação desses meninos e meninas, de quem, em teoria, deveria se esperar um comportamento educado, cortês, gentil e respeitoso. As atitudes deles no tato com o próximo me fizeram pensar sobre gentileza e boa educação e sua relação com nossa fé.

Os meninos e as meninas se levantam das poltronas quando os comissários de bordo mandam ficar sentados. Falam aos berros uns com os outros. Vários tiveram de ser removidos dos assentos por terem sentado nos lugares de outros passageiros. Uma adolescente sentada ao meu lado passou o braço na frente de meu rosto para levantar e abaixar a janela diversas vezes, sem pedir licença e, nem ao menos, olhar para mim. O adolescente boca-suja atrás de mim não para de chutar a poltrona onde estou e de empurrá-la, apesar de eu educadamente já ter pedido duas vezes que não faça isso, pois está machucando minha coluna. Entre outras coisas. Em resumo, são um grupo de jovens cujo comportamento é o que de mais deselegante, descortês e agressivo poderia haver.

Sei que esses não são jovens cristãos e, por essa razão, não posso esperar deles um comportamento baseado nos princípios do evangelho. Estão espiritualmente mortos em seus delitos e pecados e são escravos do pecado. Por essa razão, em determinado momento do voo fiquei tão irritado com seu comportamento deselegante que tive de fechar os olhos, suspirar e orar ao Senhor, pedindo que os perdoasse – afinal, em termos espirituais, eles realmente não sabem o que fazem.

Claro que educação e respeito com as outras pessoas são atitudes que independem da fé de alguém, uma vez que têm a ver com normas de relacionamento em sociedade e não necessariamente com religiosidade. Mas o entendimento de que esses rapazes e moças não são indivíduos com princípios e valores cristãos me leva a compreender que sua pecaminosidade tem o poder de suplantar sua boa educação em termos de convivência.

Porém, algo me ocorreu: e se eles fossem cristãos?

Seria de se esperar de um cristão, convertido ao Senhor Jesus, um tipo de comportamento diferenciado em termos de boa educação, gentileza na fala e tratamento com as outras pessoas? A resposta, do ponto de vista bíblico, é um inequívoco sim. O Sermão do Monte está recheado de orientações a esse respeito, do início ao fim. Deixe-me pegar apenas alguns exemplos.

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Jesus diz que devemos ser pacificadores, isto é, agir para gerar paz e não contendas (Mt 5.9). E é difícil pensar que um pacificador seja um mal-educado que chateia o próximo sem dor de consciência.

Também diz que somos o sal da terra e a luz do mundo, o que remete ao fato de que precisamos nos diferenciar do mundo, dando-lhe o exemplo das boas virtudes (Mt 5.13-16). Se o mundo é egoísta e desrespeitoso, obrigatoriamente devemos agir de modo polido e gentil com o próximo, como meio de brilhar a luz da boa educação em meio às trevas do comportamento egoísta, que trata mal o próximo.

Em seguida, o Senhor ordena: “Da mesma forma, suas boas obras devem brilhar, para que todos as vejam e louvem seu Pai, que está no céu” (Mt 5.16). Essas palavras não deixam dúvidas de que nossas ações devem se destacar por sua luminosidade e, com isso, proporcionar glória a Deus.

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Cristo diz, ainda, que “a árvore boa produz frutos bons, e a árvore ruim produz frutos ruins” (Mt 7.17), ou seja, devemos produzir bons frutos, boas atitudes. Na sua opinião, um comportamento descortês e ofensivo é um bom ou um mau fruto?

Por fim, gostaria de destacar um trecho muito significativo da fala de Jesus no monte: “Em todas as coisas façam aos outros o que vocês desejam que eles lhes façam. Essa é a essência de tudo que ensinam a lei e os profetas” (Mt 7.12). De forma muito objetiva, eu lhe pergunto: você deseja que o tratem sem educação? Que sejam grosseiros e rudes com você? Que o desprezem? Que sejam debochados ao conversar com você? Que gente que não concorda com suas crenças e práticas se refira a você com termos depreciativos, desqualificadores, inferiorizantes? Sim ou não? Ouso dizer que você respondeu não. Se estou certo e você não deseja que lhe façam isso, segundo o mandamento divino você não deveria agir assim com as outras pessoas. A pergunta é: será que você vive essa realidade na sua vida? Detalhe: Jesus afirmou que essa é a essência das Escrituras (a lei e os profetas se referem aos livros do Antigo Testamento), logo, é algo fundamental, importantíssimo, basilar, central.

Meu irmão, minha irmã, ser cristão não significa só não fumar, não fazer sexo fora do casamento e ir ao culto uma vez por semana. Isso faz parte, mas ser cristão envolve muito, muito, muito mais do que isso. Quase ninguém fala sobre a importância da boa educação como principio e alicerce da nossa fé, mas ser cristão (como vimos nas contundentes palavras de Jesus) implica obrigatoriamente ser uma pessoa gentil e educada. Ser polido no que fala e na forma como fala. Ser cortês com os desconhecidos que atravessam seu caminho. Ser afetuoso e delicado no trato com o próximo (o que não diminui em nada a sua masculinidade, rapazes). Tomar cuidado para não ferir os sentimentos dos demais. Zelar em suas postagens nas redes sociais para não destratar indivíduos, mesmo que discorde deles.

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Em resumo, faz parte do caráter cristão ser educado e gentil com o próximo. Afinal, isso não é parte entranhável do que significa amar o próximo?

Como você tem agido em seus relacionamentos? E isso com conhecidos e desconhecidos, com gente com quem concorda e com gente de quem discorda? Se você perceber que muitas vezes está faltando tempero na sua fala, paciência no seu coração, gentileza nas suas palavras e educação nos seus pensamentos, sugiro que pare e reflita profundamente sobre as mais profundas implicações do que significa ser cristão.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >
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