Posts com Tag ‘Pecado’

Temos vivido dias estranhos na igreja. Amigos de anos vêm rompendo laços de amizade por conta de suas ideologias e posições políticas. Parentes estão parando de se falar porque A votou em B e C votou em D. Pior: irmãos em Cristo estão brigando entre si, se ofendendo e se afastando pela mesma razão. Será que a Bíblia tem algo a dizer sobre isso? Sim, tem. E pode não ser algo que você gostará de ouvir.

Vamos analisar o que está em jogo na situação de irmãos em Cristo que brigam, se ofendem e se afastam por diferenças de opinião política. De um lado, está um amigo que pensa diferente de você. Do outro, está a sua opinião. A questão aqui é: o que pesa mais? Se você chega ao (lamentável) ponto de brigar com um irmão por ele ter ideias distintas das suas, isso deixa claro que você valoriza mais a sua opinião pessoal do que aquele indivíduo. Na hora de pôr na balança, um ser humano teve menos peso para você do que uma ideia política ou econômica. E isso está muito, muito, muito errado.

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Aponte, por favor, uma única passagem das Escrituras que diga que uma opinião sobre política partidária vale mais que pessoas. Garanto que você não encontrará nenhuma. Por outro lado, há dezenas e dezenas de passagens que falam sobre amor ao próximo, pacificação, reconciliação, perdão, bons relacionamentos, não devolver mal com mal, abençoar quem nos amaldiçoa, orar por quem nos maltrata etc. etc. etc. À luz do evangelho de Cristo, não há nenhuma dúvida: sua opinião sobre política partidária não vale nada em comparação aos relacionamentos de amizade e, principalmente, fraternidade.

O grande mandamento estabelece: “Ame o seu próximo como a si mesmo” (Mt 22.39). Ora, pare para pensar: alguém amar a própria opinião a ponto de desamar quem dela discorda lhe parece estar cumprindo esse mandamento? No mínimo, deveria estar em pé de igualdade. Mas a resposta é óbvia: quem põe ideologias políticas acima do valor da amizade e da fraternidade do próximo evidentemente não o está amando como a si mesmo. Logo, não está cumprindo o grande mandamento. Logo, está pecando.

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Se, por um lado, quem rompe vínculos de fraternidade em razão de divergências de opinião não compreendeu o que significa amar o próximo, por outro, a boa notícia é que há uma solução, vinda dos lábios do próprio Cristo: “Portanto, se você estiver apresentando uma oferta no altar do templo e se lembrar de que alguém tem algo contra você, deixe sua oferta ali no altar. Vá, reconcilie-se com a pessoa e então volte e apresente sua oferta” (Mt 5.23‭-‬24). Isso não são apenas palavras bonitas soltas ao vento: é uma verdade de fé. É um mandamento do cristianismo. Você lhe tem obedecido?

Meu irmão, minha irmã, você brigou com alguém da sua família, do seu círculo de amizades ou da igreja por causa de divergências ideológicas ou políticas? Então o único caminho para cumprir a vontade de Deus é o da reconciliação. Peça perdão. Perdoe. Valorize o que Deus valoriza. O maior empecilho para cumprir a vontade de Deus nesse caso, acredite, não é a política partidária nem o diabo: é o seu ego. Não deixe seu ego sabotar a necessidade de manter bons relacionamentos com os outros membros do Corpo.

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Não custa lembrar que, em Gálatas 5, Paulo contrapõe as obras da carne com o fruto do Espírito. E, entre as obras da carne, estão hostilidade, discórdias, acessos de raiva, dissensões e divisões. Já entre as virtudes do fruto do Espírito estão amor, paz, paciência, amabilidade, bondade, mansidão e domínio próprio. Sinceramente, o que você enxerga no seu posicionamento pessoal na situação que gerou a sua briga com seus amigos ou irmãos? Virtudes espirituais? Ou obras pecaminosas da carne?

Sabe… para além da Bíblia, se há algo que meu quase meio século de vida me ensinou é que candidatos, governos e governantes passam. Já amigos verdadeiros ficam. Irmãos em Cristo, então, esses permanecerão pela eternidade. Você realmente acha que vale a pena trocar algo tão precioso por algo tão fugaz e passageiro? Se você valoriza mais o seu ego e as suas opiniões do que o amor ao próximo, lamento informar, você está a anos-luz do coração de Deus. Mas ainda está em tempo de se consertar. O que você está esperando?

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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Eu já machuquei pessoas. Já menti. Cobicei coisas do meu próximo. Odiei muitas vezes. Tive pensamentos  impuros. Fui egoísta. Deixei a arrogância dominar meu coração. Tive sede de sangue. Pus lenha na fogueira em vez de pacificar. Desonrei meus pais. Fui preguiçoso. Agi de modo rebelde. Não amei meu próximo como a mim mesmo. Senti inveja. Fui ganancioso. Amei o dinheiro. Andei ansioso. Meu irmão, minha irmã, eu já fiz quase tudo o que de pior uma pessoa pode fazer, e isso após a minha conversão a Cristo. Sim, minha salvação não trouxe a reboque a perfeição. Será que você se identifica com isso?

Olho para minha jornada com Cristo e fica claro como, nesses 23 anos desde a minha justificação, eu errei, falhei, escorreguei, pisei na bola. Se eu posar de perfeito para que você me ache superespiritual, estaria apenas somando mais um pecado à lista: o da hipocrisia.

Gosto de ouvir minha esposa falar sobre mim. Sabe como são os cônjuges, não é? Ela me vê em meus momentos mais íntimos e tem liberdade de me criticar. Diariamente, denuncia minhas numerosas falhas. Isso dói. Mas é bom que doa. Nossos cônjuges são uma bênção, pois se sentem à vontade, como ninguém mais, para denunciar os pecados que testemunham na intimidade e, com isso, quando estão certos no que dizem se tornam canais de Deus para nos chamar ao arrependimento.

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Com frequência, minha esposa diz que eu não vivo algo que preguei em determinado sermão. E, às vezes, ela tem razão. Pois eu sou falho mesmo. Careço da graça. Mas, ainda assim, preciso pregar a verdade, pois ela está acima de mim e minhas falhas. Deus chamou seres impuros para pregar a pureza, pessoas erradas para pregar o que é certo, gente falha para pregar a perfeição. Pois o evangelho é sobre Cristo e não sobre nós e, quando pregamos, primeiro estamos falando para nós mesmos.

Não me orgulho do que estou lhe confessando. Nada disso. Conheço o evangelho. Sei diferenciar o certo do errado. Não estou conformado com meus erros; eles me amassam e me fazem sentir um lixo. Eu os vejo assim como Paulo via seus pecados: “O problema não está na lei, pois ela é espiritual e boa. O problema está em mim, pois sou humano, escravo do pecado. Não entendo a mim mesmo, pois quero fazer o que é certo, mas não o faço. Em vez disso, faço aquilo que odeio. Mas, se eu sei que o que faço é errado, isso mostra que concordo que a lei é boa. Portanto, não sou eu quem faz o que é errado, mas o pecado que habita em mim” (Rm 7.14‭-‬17, NVT).

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Sei que você está acostumado a ver os cristãos se apresentarem como perfeitos, megassantos, exemplares, principalmente pessoas públicas. Também estou. As redes sociais e os púlpitos estão cheios delas. E olho com bastante ceticismo quando leio textos de gente que só sabe apontar o dedo. Logo penso: “Deixe-me conversar com sua esposa por cinco minutos para saber quem você é por trás da máscara e, já, já, conversamos”. E rio. Rio de uma pretensa superioridade moral e espiritual com que muitos gostamos de nos apresentar. Eu não cometerei esse erro, meu irmão, minha irmã: saiba que este que vos fala é um cidadão bem ruinzinho, cheio de pecados e problemas, desesperadamente carente da graça de Deus. Ainda assim, sabe-se lá por que razão, aprouve a Deus fazer-me amá-lo e desejar servir a ele e ao meu próximo.

Todos nós, cristãos, vivemos um paradoxo: somos habitação do Espírito Santo e habitação do pecado. Que guerra! Ainda assim, em meio a todo esforço e toda dor da batalha, Deus continua sendo Deus, digno de toda honra e glorificação, sublime e perfeito, gentil e amoroso, perdoador e gracioso, bom e justo! Não há como não amar esse Deus, que olhou de sua habitação fora do tempo e acima de nossa compreensão de espaço-tempo, contemplou esses seres bizarros e confusos que somos nós… e nos amou. Ele nos amou, meu irmão, minha irmã! Consegue ver a sublimidade disso?

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Seja honesto. Seja transparente. Viver o evangelho não é posar de perfeito, quando você está longe, muito longe disso. Sei disso, porque vivo isso. Prego a Cristo, porque não poderia não pregar, mas sei quem sou. Conheço minhas podridões. E, se não assumi-las publicamente, seria apenas mais um hipócrita entre tantos que estão por aí, travestidos de perfeições mentirosas e armados de seus dedos apontados.

Minha salvação não me trouxe perfeição, trouxe o desejo de lutar. Se você sente esse mesmo desejo, junte-se a mim, em transparência e honestidade. Lute. Lute por ser perfeito, mas, enquanto não for, diga que não é. E proclame, dia e noite, nas montanhas e nos vales, aquele sobre quem dirão, naquele grande dia, os milhões de santos e seres celestiais:

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“Digno é o Cordeiro que foi sacrificado de receber poder e riqueza, sabedoria e força, honra, glória e louvor! Louvor e honra, glória e poder pertencem àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro para todo o sempre! Grandes e maravilhosas são as tuas obras, ó Senhor Deus, o Todo-poderoso! Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei das nações! Quem não te temerá, Senhor? Quem não glorificará teu nome? Pois só tu és santo! Todas as nações virão e adorarão diante de ti, pois teus feitos de justiça foram revelados!”.

E, aí, meu irmão, minha irmã, finalmente, estaremos despidos dessa capa de pecados e imperfeições e habitaremos para sempre em uma realidade em que não haverá mais morte, nem dor, nem choro… nem imperfeição.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

 

Que qualidades um jovem cristão solteiro deve buscar em uma mulher na hora de escolher uma noiva? E de que defeitos ele deve fugir? Há bastante a ser dito sobre isso, mas, hoje, quero concentrar minha reflexão em algo que é importantíssimo do ponto de vista bíblico mas pouco se fala na hora de orientar jovens para o casamento: a importância de ficar atento a quão briguenta é a pessoa. E reforço: esta é uma reflexão apenas para rapazes cristãos solteiros. Naturalmente, haveria muita coisa a se dizer para as jovens cristãs solteiras, mas isso ficará para outro post.

A Bíblia fala sobre algumas características da esposa ideal do ponto de vista da fé cristã. Entre elas está o fato de que a esposa segundo o coração de Deus deve ser:

Parceira do marido (Gn 2.18);

Sexualmente atenciosa (1Co 7.3-10);

Desejosa de agradar o esposo (1Co 7.34);

Sempre respeitosa no trato com o marido (Ef 5.33);

Consciente da decisão de Deus sobre a autoridade no casal (Ef 5.24; Cl 3.18; Tt 2.5; 1Pe 3.1);

Amorosa com o esposo (Tt 2.4);

Sábia na edificação da família (Pv 14.1);

Sensata em suas palavras e ações, a fim de que não destrua a família (Pv 14.1);

Merecedora da confiança do marido (Pv 31.11);

Enriquecedora da vida do esposo (Pv 31.11);

Disposta a fazer o bem ao marido, e não o mal, todos os dias de sua vida (Pv 31.12);

Dedicada aos cuidados da vida cotidiana com a família (Pv 31.15);

Capaz de contribuir a fim de tornar seu esposo respeitado na comunidade (Pv 31.23); e

Merecedora dos elogios do marido por seu excelente procedimento diário (Pv 31.28);

entre outras coisas.

Seja franco, meu irmão: casar com uma mulher que se encaixe nessa descrição não seria o céu na terra?

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Mas vamos adiante. Além de dizer como, segundo os padrões cristãos, a esposa ideal deve ser, a Bíblia também registra como ela não deve ser. E isso é tão importante quanto. Entre os horrores de uma mulher está o fato de ela ser briguenta. Diz assim a Escritura:

1. “A esposa briguenta é irritante como uma goteira” (Pv 19.13);

2. “É melhor viver sozinho no canto de um sótão que morar com uma esposa briguenta numa bela casa” (Pv 21.9);

3. “É melhor viver sozinho no deserto que morar com uma esposa briguenta que só sabe reclamar” (Pv 21.19);

4. “É melhor viver sozinho no canto de um sótão que morar com uma esposa briguenta numa bela casa” (Pv 25.24);

5. “A esposa briguenta é irritante como a goteira num dia de chuva. Tentar contê-la é como deter o vento ou agarrar o óleo com a mão” (Pv 27.15-16).

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São cinco advertências extremamente verdadeiras, práticas e realistas contra a mulher briguenta. Será que é à toa?

Bem, para que você entenda por que a mulher briguenta é esse horror bíblico e um pesadelo na vida de um homem, menciono aqui cinco das muitas razões:

1. A mulher briguenta é arrogante

A mulher briguenta vive brigando porque acha que a opinião dela está sempre certa e entende, por sua falta de sabedoria e discernimento, que a maneira de se impor aos outros é brigando, peitando, gritando. A arrogância, acredite, é um dos pecados mais denunciados na Bíblia, pois machuca fundo o coração de Deus; afinal, foi o pecado que levou Satanás a fazer o que fez. Deus odeia tanto a arrogância que preferiu deixar o espinho na carne de Paulo do que permitir que ele se tornasse arrogante (2Co 12.7).

O indivíduo que tem domínio próprio e mansidão, ao contrário, não faz da briga uma rotina, pois sabe a hora de falar, de calar, de ouvir, de deixar para lá. Inversamente, o briguento se acha tão certo em tudo que não admite ser contrariado e, por isso, se impõe na base da briga e do grito com uma frequência surreal. Os dias em que não briga são exceção e não a regra.

Um indivíduo eventualmente ceder ao pecado e incitar uma briga é compreensível (embora não desejável, lógico), todo mundo faz isso vez ou outra – afinal, todos somos pecadores e erramos. Mas fazer da briga um estilo de vida é sintoma de uma arrogância não tratada, sem arrependimento e que afunda o arrogante cada vez mais no lodaçal de sua soberba espiritualmente nociva.

2. A mulher briguenta é insensata

Isso significa que ela não sabe usar a razão para julgar ou raciocinar nas questões da vida. Como lhe faltam argumentos racionais e lógicos, ela apela para o desmerecimento do outro, os ataques, as ofensas, os gritos e a porta batida atrás de si. E a Bíblia é clara: “A mulher sábia edifica o lar, mas a insensata o destrói com as próprias mãos” (Pv 14.1). A mulher briguenta, via de regra, destrói o seu lar. No mínimo, faz dele um ambiente tão saudável e feliz quanto Chernobyl – mas nunca fará uma autocrítica nem perceberá o seu erro, pois sua insensatez a fará acreditar que a culpa dos problemas é sempre dos outros e sempre justificará seu comportamento reprovável por trás de alguma desculpa esfarrapada.

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3. A mulher briguenta cria um ambiente sem Deus em sua casa

O Senhor ama a paz. Jesus saudava as pessoas ao chegar a algum lugar desejando-lhes que a paz estivesse com elas. Paz é uma das virtudes do fruto do Espírito. Jesus disse que bem-aventurados são aqueles que promovem a paz. Portanto, a Bíblia deixa claro que a paz é preciosa ao Senhor.

A conclusão é logica: onde a pessoa briguenta chega, implanta o conflito, a contenda, a dissensão, a discórdia, o que é exatamente o que Deus abomina, o contrário do que ele quer. Portanto, uma esposa briguenta, por mais que se diga cristã, está criando um ambiente de vida não cristão em seu lar – talvez, até, sem se dar conta, o que não muda o fato em si.

4. A mulher briguenta, além de pecar com sua atitude, em geral leva quem está ao redor a pecar

Uma mulher briguenta costuma servir de péssimo exemplo para os filhos, muitos dos quais podem acabar imitando seu comportamento e se tornar novas pessoas briguentas. Além disso, por mais pacífico que seja seu marido, ela, em geral, costuma tirá-lo do sério e arrastá-lo para a ira. Assim, a pessoa briguenta é uma instigadora e multiplicadora de pecados, o que faz dela uma cúmplice do maligno em sua sanha por levar pessoas a pecar.

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5. A mulher briguenta sabota casamentos e famílias

A importância do diálogo é a regra número um de um casamento feliz. A mulher briguenta torna o diálogo impossível, pois ela geralmente se recusa a ouvir ou pensar sobre o que ouviu. A briguenta tem por hábito interromper o outro a toda hora quando ele tenta falar, sair batendo a porta, dizer que não vai ficar ouvindo o que o outro tem a dizer e coisas assim. A verdade é que a pessoa briguenta é, em geral, alguém que não está disposto a ceder em nada e, por isso, usa a briga para calar o outro e não ter de abrir mão do que quer. Isso porque, em geral, a pessoa briguenta é egoísta. O resultado é que ela sabota o modelo criado por Deus para o casamento e o lar.

Por essas cinco razões e outras mais, quem se casa com a mulher briguenta está se condenando a viver por anos e anos sofrendo a dor de ter ao lado não uma parceira e uma melhor amiga, mas uma opositora que tornará sua rotina um inferno. Explosiva, essa mulher será como um campo minado que, de uma hora para outra, do nada e inesperadamente, iniciará episódios de bate-boca e discussão que acabarão com a paz no lar e no coração de quem a cerca.

Por isso, deixo o conselho a todo rapaz cristão solteiro: na hora de buscar uma possível namorada, identifique desde o começo quão briguenta ela é. Não importa se ela é lindíssima, se canta no louvor, se é inteligente ou qualquer coisa do gênero, pois, tenha ela as qualidades que tiver, se é alguém que adota a briga como estilo de vida, as qualidades logo desaparecerão de seus olhos e tudo o que restará é o horror dessa postura.

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De todos os 562 posts já publicados no meu blog, descobri hoje que o mais lido de todos até o momento é o que fala da mulher rixosa (termo presente nas traduções bíblicas mais arcaicas, que nas mais modernas foi traduzido como “briguenta”. Você pode ler o post A mulher rixosa clicando AQUI). Isso é revelador. Mostra que muitos e muitos irmãos se casaram, inadvertidamente, com uma mulher assim – ou casaram com moças virtuosas que, com o tempo, se transformaram e, assim, descambaram para o caminho da briga como estilo de vida. Mas você, que é solteiro, ainda tem a oportunidade de não entrar nessa. Quando se interessar por uma moça, lembre-se dos 5 alertas bíblicos e procure identificar desde cedo quão rixosa ela é. E jamais se case com uma mulher briguenta!

Para finalizar, se você é uma mulher cristã e chegou até este ponto da leitura, gostaria de, carinhosamente, lhe dizer três coisas:

1. Se você se irritou com alguma informação bíblica apontada neste texto, por favor, não brigue comigo. Não fui eu quem escreveu a Bíblia. Apenas reproduzo o que ela diz.

2. Você pode estar achando injusto eu não falar neste texto sobre o homem briguento. Se é o caso, saiba que tudo o que foi dito neste post se aplica também aos homens briguentos, com quem você jamais deve se casar até que ele se converta, se arrependa e abandone esse modo de ser tão tóxico, biblicamente abominável e que tem como única consequência semear a infelicidade.

3. Se você percebeu que se encaixa na descrição de uma mulher briguenta, ou rixosa, saiba que nem tudo está perdido. Você não está condenada a ser o inferno de seu marido e filhos até a sua morte. A recomendação bíblica para esse seu estilo de vida é bem objetiva: você precisa se arrepender verdadeiramente, confessar seu pecado a Deus e abandonar essa prática. Se fizer isso, a bênção do Senhor virá sobre seu casamento, a cura será plena e tudo ficará bem. E, assim, você consertará o estrago que causou, recuperará o tempo perdido e poderá ser conhecida não mais como alguém briguento que inferniza a vida dos outros, mas passará a ser chamada de “mulher virtuosa”, aquela cuja sabedoria edifica o lar e cujo valor excede o de muitos rubis.

É possível. E está ao seu alcance. Só depende de você.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

Eu estava saindo do banho quando vi minha filha, curiosa, fuxicar a gaveta da mesa de cabeceira de minha esposa. Após revirar as coisas da mãe, ela abriu uma caixa cheia de bijuterias e, mexendo em tudo, disse a frase que me fez pensar: “A mamãe tem brincos lindos que ela nunca usa”. A percepção da minha bebê me remeteu a uma realidade que se apresenta com frequência em nossa vida: você já parou para pensar quantas coisas lindas temos e, com frequência, deixamos de valorizar? Tenho visto muito disso e, por essa razão, gostaria de pensar rapidamente sobre o assunto, que se resume a uma palavra: ingratidão.

Se sabemos que “Toda dádiva que é boa e perfeita vem do alto, do Pai que criou as luzes no céu” (Tg 1.17, NVT), entendemos que todas as coisas boas que temos vêm como um presente do Senhor. Ele é quem nos dá as coisas lindas que estão em nossa gaveta. Se, porém, deixamos de valorizar tais dádivas, estamos sendo como filhos ingratos e reclamões e, a exemplo do filho perdido da parábola, recebemos bênçãos mas só pomos o foco no que não temos. Ganhamos brincos lindos, mas não os usamos.

Ingratidão é pecado, por demonstrar falta de reconhecimento de algo que o Senhor fez, com amor e graça, por nós. Se somos ingratos, estamos acusando Deus de ser menos bom do que de fato ele é.

Vejo esposas que reclamam diariamente de seus maridos, quando eles são homens caseiros, pais amorosos e dedicados à família (pois, afinal, ele não faz tudo como eu quero e aponta os erros que insisto em repetir). Vejo indivíduos de barriga cheia de comida e armário transbordando de roupas, que moram em casas amplas e bonitas, que vivem reclamando da vida (pois, afinal, eles não têm aquela televisão da última marca). Vejo gente empregada e com salário depositado no fim do mês que vive reclamando do emprego (pois, afinal, o chefe é chato ou a rotina de trabalho não é perfeita). Vejo cristãos que reclamam de seus pastores, irmãos que reclamam de sua igreja, cidadãos que reclamam do governo, internautas que reclamam de tudo… tantos brincos lindos e sem uso. Ingratidão pelas coisas boas que se tem.

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Não estou dizendo com isso que a vida é perfeita. Não. No mundo temos aflições, como o bom Mestre profetizou que seria. Existe escassez, injustiça, doença, miséria, tristeza, tudo isso. Esta vida tem cheiro de estábulo e não de Éden – o que não quer dizer que não bata uma brisa fresca no entardecer. Minha reflexão é com relação a olhar sempre a metade vazia do copo e, tal qual os israelitas reclamões no deserto, só viver ressaltando o que não se tem, o que não se viveu, o que não aconteceu, a qualidade que o outro não tem e assim por diante. É uma vida cheia de nãos, embora Deus tenha dado muitos sins. Ingratidão.

Meu irmão, minha irmã, quais são as coisas lindas que Deus lhe deu? Convido você a fechar os olhos por dez segundos e fazer uma lista mental de tudo de maravilhoso com que Deus presenteou você. Você tem saúde, enxerga, caminha, ouve, sente, dorme… tudo isso é dádiva. Tem, também, bens materiais: livros, moradia, alimento, vestuário, aparelhos eletrônicos, veículos, supérfluos… tanta coisa! Tem ainda bens imateriais tão fundamentais, como educação, conhecimento, liberdade de ir e vir, liberdade de expressão, liberdade de culto, criatividade. Tem amigos. Tem família. Tem um cachorro de estimação. Tem uma rede no quintal. Tem o solzinho quente batendo no seu rosto ao fim do dia.

Meu irmão, minha irmã, você tem. Então por que se concentra tanto no que não tem? Por que chega em casa despejando reclamações e mau humor em cima dos outros? Por que ignora a lindeza da vida que Deus lhe concedeu por puro amor?

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A pergunta ingênua de minha filhinha é mais profunda do que ela poderia imaginar. Em sua simplicidade infantil, minha bebê não se deu conta de que levantou uma questão importante dos pontos de vista filosófico e teológico, que torna a vida de tantos milhões de pessoas pesada e infeliz, quando não precisaria ser. Seu marido não é perfeito? Você também está longe de ser, olhe as qualidades dele então. Seu carro não é do ano? Tudo bem, você não está indo a pé para o trabalho. Seu filho está passando por uma fase difícil? Tudo bem, ele está vivo, logo, essa fase vai passar. Sua namorada lhe deu o fora? Tudo bem, ela provavelmente seria uma esposa rixosa, briguenta e reclamona. O tempo está quente demais? Tudo bem, você poderia viver num frio horroroso dez meses por ano. Enfim, tantos brincos lindos! Use-os!

Um dos Dez Mandamentos fala sobre não cobiçar nada do próximo (Êx 20.17). Sabe, penso que esse mandamento tem muito mais a ver com ingratidão do que com inveja. Ao cobiçar a mulher, o jumento, a casa ou o que for do próximo, estou, na realidade, deixando de valorizar a dádiva que Deus me deu para valorizar o que ele decidiu dar a outra pessoa. Com isso, estou dizendo que Deus errou. Afinal, acreditamos que ele deu a outro o que nós é que merecíamos ou deveríamos ter. Isso é questionar a soberania de Deus. É questionar suas decisões. É questionar sua justiça. É questionar seu amor. Cuidado, meu irmão, minha irmã, isso é grave.

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Pense no que você tem e, ao ver os brincos lindos em sua gaveta, pare de cobiçar. Pare de ruminar “e se eu tivesse isso ou aquilo”. Esse “e se” é pior que mil legiões de demônios! É hora de usar os seus brincos. Talvez a sua vida esteja parecendo menos perfeita do que você gostaria porque você tem deixado de usar os brincos que estão na sua gaveta. Eles estão lá. Você simplesmente não tem prestado a atenção correta e justa às boas dádivas que Deus lhe deu.

Hoje é uma excelente oportunidade de refletir e mudar essa atitude tóxica. De parar de infernizar os outros com seu mau humor e a sua ingratidão. De ser um bom filho e uma boa filha do Deus que lhe deu tanto. A hora de usar os brincos lindos que você já tem é agora.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

 

 

Queridos irmãos e irmãs em Cristo,

o vídeo 5 da série HOMILEO já está no ar. Nele faço uma breve reflexão sobre como devemos lidar com os elogios. Elogiar uma pessoa é roubar a glória de Deus ou incentivá-la à soberba?

Se esta reflexão abençoar você, por favor, passe adiante a mensagem para pessoas que você acredita que serão beneficiadas por ela. Para assistir, basta clicar no link: https://youtu.be/EOs9SJGBAqs

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari

P.S.: Se você quiser acompanhar reflexões e postagens que compartilho em outras mídias, basta inscrever-se ou curtir:

HOMILEO – http://www.youtube.com/c/HOMILEOcomMauricioZagari

FACEBOOK – facebook.com/mauriciozagariescritor

INSTAGRAM – http://www.instagram.com/mauriciozagari

Meu irmão e minha irmã em Cristo,

o vídeo 4 da série HOMILEO já está no ar. Nele faço uma breve reflexão sobre as consequências da humanidade de Cristo para nossa vida prática.

Se a reflexão abençoar você, por favor, passe adiante a mensagem para pessoas que você acredita que serão beneficiadas por ela.

Para assistir, basta clicar no link: www.youtube.com/watch?v=_7DB-1sR0HE

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari

P.S.: Se você quiser acompanhar reflexões e postagens que compartilho em outras mídias, basta acompanhar:

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Detesto ir a supermercados. Por isso, quando cheguei com minha esposa e minha filha ao mercado na sexta-feira passada, sentei à uma das mesinhas de um restaurante que há na entrada e passei a mexer no celular, enquanto elas compravam alguns itens de que precisávamos. Foi quando chegou o Marcelo. Homem negro, forte, alto, carregando uma mochila e acompanhado de um cheiro indescritivelmente ruim, ele entrou pela porta e caminhou a passos lentos até mim. Ele, então, falou, com uma voz hesitante e extremamente educada:

– Por favor, senhor, me desculpe incomodar. Desculpe mesmo. Será que o senhor teria cinquenta centavos que pudesse me dar?

Pronto. Sabe aquela situação desagradável, em que você não quer estar? Na hora, em milésimos de segundo, deparei com aquele dilema: dar dinheiro a um pedinte ou não dar? Recusar-se à caridade ou dar o que ele pedia e, assim, alimentar a mendicância? Aquele dilema atravessou minha mente pelo tempo de um raio e, sabe-se lá por que, meu cérebro decidiu me fazer estender a mão à carteira. Talvez porque dizer aquela mentira, “Não tenho”,  evidentemente seria demais, estando eu em um supermercado.

Esperando estar fazendo a coisa certa, mas não sem um pouco de culpa por ajudar a alimentar a mendicância, procurei os cinquenta centavos. Para meu desgosto, logo me dei conta de que a menor nota que eu tinha era uma de dez reais. Veio logo aquele arrependimento por ter aberto a carteira. Dez reais para um pedinte me parecia excessivo. Mas, encurralado pela situação, já que o rapaz havia visto o dinheiro que eu tinha, fui obrigado a lhe estender a nota de dez.

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Foi quando, com os olhos arregalados, rosto espantado e incrédulo, ele segurou a nota de queixo caído e disse:

– Sério? Dez reais? Tudo isso?

Ele ficou alguns segundos constrangedores me olhando. O silêncio foi quebrado quando ele, sem avisar, inclinou-se em minha direção, me abraçou e deu um beijo demorado em minha bochecha direita. Dizer isso deste modo pode parecer algo bonito, mas a verdade é que foi bem desagradável. Não pela demonstração de gratidão, claro, mas pelo cheiro de muitos dias sem tomar banho que invadiu minhas narinas e por sua barba por fazer, que arranhou meu rosto de forma bem dolorosa. Foi desagradável para mim. Mas pareceu ser glorioso para ele.

Passado o meu susto, ele continuou dizendo mais algumas palavras de surpresa e agradecimento. Foi quando me dei conta de que aquele homem, repulsivo aos meus cinco sentidos, estava deslumbrado simplesmente por eu ter confiado nele e o valorizado, dando-lhe muito mais do que ele acreditava que receberia. Talvez, imagino, ele acreditasse que não valia mais do que cinquenta centavos e que pedir mais que esse montante seria valorizar-se além da conta.

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Quando me dei conta de que a autoimagem daquele ser humano estava tão desvalorizada, vi naquela chance a oportunidade de presenteá-lo com humanidade, afeto e senso de valor próprio. E, pela primeira vez naquele relacionamento, eu sorri. Perguntei:

– Qual é seu nome?

– Marcelo. E o seu?

– Maurício.

– Sério? Eu nunca mais vou esquecer, pois é o nome do meu irmão.

– Marcelo, me conta a tua história – eu pedi, verdadeiramente interessado em saber o que levara aquele homem forte e com toda aparência de saúde, a trocar uma vida de trabalho honesto e recompensador pelas ruas.

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Conversamos por um bom tempo. Ele me falou da mulher que o traiu e de como a traição o lançou em depressão. Relatou como seu estado emocional prejudicou sua vida profissional, e como acabou em ruína financeira. Por fim, Marcelo discorreu sobre como a soma de todos os problemas acabou por lançá-lo no alcoolismo, o que foi a gota d’água para ele acabar “em situação de rua”, como disse. Foi quando eu vi a oportunidade de usar aquele nosso encontro para um bem real na vida de Marcelo.

– E você está confortável com a sua vida agora ou tem o desejo de sair da rua?

– Eu quero sair. Estou com 48 anos e preciso acertar minha vida.

Como ele levantou a bola, eu cortei:

– Olha… você pode pegar o dinheiro que lhe dei e torrar com cachaça ou pode se alimentar, tomar banho, pagar uma passagem para ir até uma instituição que o ajude…

E comecei a orientá-lo sobre meios práticos de restabelecer a dignidade e a vida. Disse-lhe lugares que ele poderia procurar e até o nome das pessoas que teriam como ajudá-lo. Mas deixei claro que só ele mesmo poderia tomar as atitudes necessárias para retomar sua cidadania. Os dez reais nem de longe resolveriam sua vida, mas aquele pedaço de papel me deu a oportunidade de fazer Marcelo prestar atenção em mim para que eu pudesse orientá-lo e encorajá-lo.

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E Marcelo de fato prestou muita atenção. Balançou bastante a cabeça, em concordância. E, por fim, sorriu. Estendeu sua mão imunda e eu a apertei. Não foi o suficiente: ele veio e me abraçou novamente, com muita força, fazendo aquele fedor invadir novamente minhas narinas. Mais do que cheiro de falta de banho, era cheiro de falta de dignidade, honra, humanidade, graça, amor. E, sem querer, por força das circunstâncias e não por qualquer magnanimidade de minha parte, acabei tendo a oportunidade de mostrar-lhe o caminho para reconquistar sua vida e sua posição.

Marcelo disse algumas palavras a meu respeito, se despediu e saiu do supermercado. O que será de sua vida eu não sei. Mas aquele nosso rápido encontro me ensinou algo importante: às vezes, Deus nos põe em situações em que, sem que tenhamos planejado, podemos abençoar alguém. Mas abençoar mesmo, e não estou falando de dinheiro. Meus dez reais foram uma benção minúscula para aquele homem, pois, por si só, não resolveriam nada de sua situação – e talvez até a piorassem, caso ele os usasse para tomar cachaça. Mas a nossa conversa, em que tive a oportunidade de lhe apontar caminhos, dizer que ele não era um fracasso, encorajá-lo, fazê-lo socialmente visível e relembrá-lo de que ele tinha a capacidade de reassumir as rédeas de sua situação… aquilo sim foi uma enorme bênção para sua vida.

Posso ter errado ao dar esmola àquele pedinte. Não sei. Até hoje, é muito mal resolvida em minha mente essa questão de dar esmola ou não dar. Mas, certamente, acertei ao dar atenção e amor ao próximo, por mais que me fosse repulsivo.

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Ali aprendi duas coisas. Primeiro, que, muitas vezes, devemos olhar com discernimento para além das aparências de uma situação a fim de compreender por que Deus nos permitiu passar por ela. Não creio que, de todas as pessoas do mundo, o Senhor fez Marcelo vir pedir dinheiro justamente a mim com o objetivo de que eu lhe desse dez reais. Esse valor não era o que Deus queria que eu desse àquele homem. Penso que seu objetivo era que eu lhe mostrasse que havia pelo menos uma pessoa no mundo que acreditava que ele tinha dignidade, honra, valor e propósito. E que lhe mostrasse que aquela “situação de rua” não era o que Deus lhe tinha reservado. Mas, também, que era preciso que ele desse o primeiro passo, aproveitando as oportunidades para deixar de se conformar com cinquenta centavos aqui e ali. Ele vale mais, muito mais do que isso, embora a vida o tenha feito acreditar que esse é o seu valor. E, se eu tivesse me contentado em estender-lhe uma cédula e fechar-lhe a cara, teria perdido a oportunidade de confrontá-lo com essa realidade.

Mas houve um segundo aprendizado. Somente dois dias depois desse episódio, ao refletir sobre aquele encontro, me dei conta de que Deus me fez compreender ali uma nesga de como ele se sente quando, muitas vezes, o procuramos. Nosso pecado fede às narinas do Senhor. E, ainda assim, ele nos recebe com amor e nos presenteia com bênçãos muito mais valiosas do que aquelas que pedimos. Mendigamos os cinquenta centavos de um emprego, um carro, uma bênção material ou uma cura física, mas Deus nos surpreende com os dez reais de bons relacionamentos humanos, de seu perdão vez após vez, de paz no coração, de alegria mesmo diante da escassez, de vida eterna.

O mais extraordinário é que, além de nos dar tais bênçãos, o Senhor conversa conosco e nos orienta. Ele gasta tempo para nos ensinar o que fazer para sair da situação de miséria espiritual em que podemos cair, recobrando nossa honra, nossa dignidade, nosso valor e nosso senso de propósito. Ele nos abençoa e nos orienta quanto ao que fazer dentro do que depende de nossas ações para seguir pelo bom caminho.

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Meu irmão, minha irmã, você fede. Eu fedo. Nosso pecado nos torna imundos e céticos aos olhos e às narinas do Senhor. Ainda assim, o amor dele é tanto que ele nos abraça, aguenta os arranhões de nossa barba mal feita em seu rosto, nos abençoa e nos orienta. Ele faz isso porque sua natureza não permite que ele aja de modo diferente. Valorize isso. E, sempre que puder, ponha-se em posição para que ele o lave, o perfume, o dignifique e o ame.

Se você lhe pedir cinquenta centavos, eu creio que ele lhe dará dez reais, pois Deus é um bom Pai. Mas nunca feche os olhos ao fato de que, mais importante do que a esmola que ele lhe dará será o contato entre vocês e tudo aquilo que ele lhe mostrar a seu respeito e acerca dos propósitos dele para sua vida.

E, assim como eu disse ao imundo e fedorento Marcelo que acreditava nele e tinha plena confiança de que ele tinha valor, honra e dignidade, Deus dirá, ao lhe estender a esmola que você lhe pede, tudo o que você significa para ele. Quando o Senhor fizer isso, meu irmão, minha irmã, preste atenção. Pois essa conversa poderá fazer a diferença entre um futuro habitando na imundície ou na paz gloriosa do seu Senhor.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >