vc1Posso chamar Deus de “você”? Sei que essa parece ser uma pergunta boba  e sem muita importância para nossa vida espiritual, mas tanta gente começou a chegar a mim com essa dúvida nos últimos tempos que resolvi dar uma certa atenção a ela. Confesso que eu mesmo nunca tinha gasto muito tempo pensando sobre isso e fiquei curioso: será que chamar o Senhor de “você” é desrespeitoso? Será que apenas o “tu” configura honra ao Altíssimo? Para chegar a um veredicto, precisei fazer uma pesquisa sobre as origens dos termos e sobre o que a Bíblia tem a dizer sobre o assunto. É o que apresento neste texto e você poderá tirar suas próprias conclusões.

É importante frisar que só decidi investir um certo tempo nessa investigação porque percebi que, de fato, o problema tem implicações práticas. O que ocorre, em geral, é que, se uma pessoa que considera desrespeitoso chamar Deus de “você” ouve um pregador se dirigir ao Todo-poderoso por essa forma de tratamento, um detalhe como esse pode prejudicar a receptividade à mensagem pregada. A preleção pode ter sido totalmente bíblica, mas o fato de o pregador ter se dirigido a Cristo como “você” fez o irmão (ou a irmã) sair do culto chateado. O mesmo ocorre no caso de um louvor, pois, se você não concorda que é digno dirigir-se a Jesus como “você”, ao ouvir um hino em que ocorra essa forma de tratamento vai se desligar do céu e fechar a cara. Acredite: não são poucas as pessoas que se sentem extremamente desconfortáveis ao ouvir alguém chamar Deus de “você”, pois consideram que o “tu” sim é um tratamento digno para um rei, uma forma mais respeitosa e reverente de se dirigir à divindade.

Quero deixar bem claro que respeito totalmente quem desqualifica o “você” no tratamento de Deus. Mas permita-me apresentar minhas conclusões.

Para começar, fui investigar por que razão o uso do “tu” está tão associado na nossa mente com a forma correta de tratar Deus. E descobri que o motivo não tem absolutamente nada de bíblico. É uma razão meramente cultural. Acompanhe o raciocínio:

vc2Tudo começa em Portugal. Lá, as pessoas se tratam, essencialmente, por “tu” – há muitos séculos. No dia a dia, é extremamente raro você ver um português se dirigir a outro por “você”. Simplesmente não faz parte da cultura lusitana, ao contrário do que ocorre no Brasil. Hoje, se você viajar a Portugal, verá que as pessoas na rua sempre vão se dirigir a você como “tu”, o que poderá ser um tratamento extremamente informal. Com isso em mente, lembre-se de quem foi o primeiro tradutor da Bíblia para a nossa língua: João Ferreira de Almeida (1628-1691). Ocorre que ele era não um brasileiro, mas, sim, um português. É de se considerar que ele escolhesse na tradução das Escrituras o termo mais utilizado no país em que nasceu e cresceu.

Portanto, Almeida não usou o “tu” por qualquer razão bíblica, mas simplesmente porque fazia parte do seu jeito de falar, da cultura em que estava inserido, do jeito que era usual na sociedade onde vivia.

Com o passar do tempo, as traduções Almeida Revista e Corrigida (ARC) e Almeida Revista e Atualizada (ARA) – as mais adotadas no Brasil até a chegada da Nova Versão Internacional (NVI) e que até hoje são extremamente utilizadas nas igrejas – mantiveram o “tu”, uma herança das origens portuguesas da tradução da Bíblia para nosso idioma e do jeito de falar do tradutor português de 400 anos atrás.

Logo, em sua raiz, o “tu” não representa necessariamente nenhuma formalidade, tampouco respeito. Era simplesmente o jeito de falar do português comum da época de Almeida.

vc3Entendido isso, vamos analisar quais são as origens do termo “você”. Para nós, brasileiros do século 21, essa é uma forma de tratamento que transmite uma certa informalidade. Isso, junto ao fato de que nas traduções da Bíblia para o português Jesus sempre foi tratado por “tu” (pela razão que expliquei acima), acabou criando muita antipatia ao uso do “você” para se dirigir a Deus. Como estamos viciados em ler na Bíblia o Pai e o Filho serem tratados por “tu”, parece uma coisa estranha, fora de lugar, nos dirigirmos à divindade por “você”. Afinal, nunca vimos isso em Bíblia nenhuma (em português, ressalve-se). Mas precisamos entender o que significa, de fato, “você”, pois ela não é uma palavra que brotou do nada.

“Você” é um encurtamento de “vossa mercê”, um modo extremamente formal de tratamento, usado desde os tempos remotos em Portugal. “Mercê” significa “graça”, “misericórdia”. Com o tempo, as pessoas passaram a encurtar esse respeitoso modo de tratar, que se transformou em “vossemecê”, depois “vosmecê”, virou “vancê” e, por fim, “você”. Portanto, “você” significa “vossa graça”. E que significado mais lindo haveria numa forma de tratamento a Deus do que em algo que ressalta sua graça, sua misericórdia; aquilo que fez Jesus subir à cruz por cada um de nós? Graça, a maravilhosa graça!

vc4E veja que interessante: em sua origem, o “vossa mercê” (“você”) era utilizado somente para se dirigir a gente a quem se devia tratar com muito respeito, enquanto o “tu” era usado em ocasiões informais. Atente para esta explicação: “mercê era o elevado tratamento dado na terceira pessoa aos reis de Portugal […] No século 15, quando os soberanos portugueses adotaram o chamamento de alteza (vossa alteza, e sua alteza) foi o título de mercê começado a ser dado às principais figuras do Reino, nas principais casas fora da Família Real, generalizando-se a dado passo como forma de tratamento adotada pelos fidalgos entre si. Este processo é lento e gradual, mantendo-se alternativamente o tratamento antigo por vós em certos setores mais elevados da sociedade portuguesa, paralelamente ao de vossa mercê. O tu já então era reservado apenas às classes burguesas, e populares, utilizado na nobreza apenas quando existisse grande grau de intimidade, geralmente intimidade familiar, e de superiores para inferiores (pais para filhos, avós para netos, fidalgos para criados e populares). Os inferiores em dignidade (sobrinhos para tios, criados para patrões etc.) respondiam ao tu com que eram tratados na terceira pessoa, ou por vós, ou pelo tratamento correspondente à dignidade reconhecida à pessoa mais importante durante o diálogo”.

O resumo da ópera é que, em sua origem e por definição, o “você” era o tratamento dado a reis, nobres, fidalgos e gente merecedora do mais alto respeito e formalidade. Já o “tu” era um termo que fazia parte da linguagem do povão, usado com gente “inferior em dignidade”. Justamente o contrário do que os opositores a chamar Deus de “tu” compreendem ser o correto e digno, não é curioso? E isso ocorre porque, no Brasil, o “vossa mercê” começou a perder o status de linguagem usada para se referir às pessoas mais importantes quando, no século 16, os reis e nobres europeus passaram a solicitar ser chamados de “vossa excelência”, o que permanece até hoje entre nossas autoridades (você já deve ter visto na televisão deputados, por exemplo, se dirigirem a outros deputados utilizando esse tratamento). Com isso, o “vossa mercê” (ou “você”) passou a ter um uso mais amplo.

Constatamos, então, que o problema todo é uma mera questão de tradução. Almeida escolheu usar o “tu” porque essa era a palavra que fazia parte de seu dia a dia e sem nenhuma relação com reverência ou respeito.

Tendo visto isso, agora precisamos buscar respostas na exegese bíblica, isto é, na análise dos originais das Escrituras. Será que os textos originais fariam algum tipo de diferenciação nesse sentido? Vejamos:

vc5Um exemplo seria a ocasião em que Pedro responde a Jesus quando o Mestre lhe pergunta três vezes se ele o ama (Jo 21.15-18). A resposta de Pedro é: “Sim, Senhor, tu sabes que te amo”. O vocábulo original das Escrituras traduzido aqui por “tu” é su, que, no grego, refere-se à segunda pessoa do singular. Mas veja que revelador: Jesus, ao conversar com Pedro, usa exatamente a mesma palavra, su, para se dirigir a ele, como em “Respondeu Jesus: ‘Se eu quiser que ele permaneça vivo até que eu volte, o que lhe importa? Siga-me você‘” (Jo 21.22-23). Embora a tradução da NVI use “tu” quando Pedro se dirige a Jesus e “você” quando Jesus se refere a Pedro, nas línguas originais não há nenhuma diferença na forma de tratamento: é exatamente a mesma palavra, sem distinção.

Vamos pegar outros exemplos:

Na ocasião do batismo de Jesus, ele chega até João Batista, que lhe diz: “Eu preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?” (Mt 3.14). A palavra original que foi traduzida aqui por “tu” é, novamente, su. Quando Jesus está diante de Pilatos, o governador romano lhe pergunta: “Então, você é rei!” (Jo 18.37). Adivinha que termo no original em grego foi traduzido por “você”? Exato: o mesmo su. E sabe o que Jesus responde? Tu dizes que sou rei” (Jo 18.37). A palavra original? Su de novo.

O que percebemos, então, é que o tempo todo Jesus era tratado por su e tratava os outros por su (evidentemente estou me referindo ao grego em que foi escrito o Novo Testamento e não ao aramaico que Jesus e seus discípulos usavam para conversar entre si ou ao latim que Pilatos falava).

Você poderia argumentar que Jesus estava sendo tratado assim porque ele não era visto como divino pelas pessoas, naquele momento e, por isso, não seria considerado digno de um tratamento mais elevado. Bem, esse argumento desmorona quando vemos a forma como o próprio Cristo se dirige ao Pai. Quando o Mestre está no Getsêmani, antes de sua prisão, ele ora e diz ao Todo-poderoso: “Afasta de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, mas sim o que tu queres” (Mc 14.36). Basta olharmos nos originais e veremos que a forma de tratamento permanece a mesma: su.  E o Pai é tratado dessa forma ainda em outras passagens, como João 17.21, e não só por Jesus. Vemos, por exemplo, em Atos 4.24, Pedro e João conduzirem uma oração ao Pai, em que dizem “Ó Soberano, tu fizeste os céus, a terra, o mar e tudo o que neles há!”. Por que pronome eles o tratam? Su.

A que conclusão podemos chegar? Constatamos que, na língua original em que foi escrito o Novo Testamento, o mesmo pronome de tratamento era utilizado quando Jesus se dirigia a um ser humano, quando um ser humano se dirigia a Jesus, quando Jesus se dirigia ao Pai ou quando um ser humano se dirigia ao Pai. Não havia distinção em nenhuma situação.

Logo, será que há algum mal em eu usar o mesmo pronome para me dirigir a um ser humano, ao Pai, ao Filho ou ao Espírito Santo? Bem… se na língua original do Novo Testamento não havia, por que haveria hoje?

Meu irmão, minha irmã, não chamamos Deus de “tu” por nenhuma razão bíblica, mas por pura herança cultural do vocábulo escolhido pelo português João Ferreira de Almeida quando ele passou o texto bíblico para o português 400 anos atrás. Se ele tivesse escolhido “você”, isso não representaria nenhum desrespeito. Muito pelo contrário, teria adotado o mesmo tratamento que era usado para se dirigir a reis, fidalgos e autoridades.

vc6Por tudo isso, fica aqui minha carinhosa recomendação: se você não se sente bem dirigindo-se a Deus por “você”, não se dirija. “Tu” é igualmente válido pois, segundo as línguas originais da Bíblia, não há absolutamente nenhuma diferença. Mas, por favor, não condene quem chama o Senhor de “você”, porque tem a mesma validade na tradução e, além disso, historicamente é uma palavra que se usava para se dirigir aos mais elevados representantes da sociedade. Tem um belíssimo e digníssimo significado. Não criemos discórdias entre nós por causa disso.

“Você” significa “vossa mercê”, que, por sua vez, significa “vossa graça”. Que privilégio é poder chamar o Abba, o nosso paizinho celestial, de “você” e saber que,  ao nos dirigirmos a ele, estamos ressaltando, no que dizemos, essa característica tão magnífica e salvadora do amor divino: sua maravilhosa graça.

Por isso, eu oro: Deus, que tu, você, vossa mercê, vossa misericórdia, vossa graça… em tudo seja glorificado!

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Mauricio

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comentários
  1. Isabelle disse:

    Bom dia
    Zágari

    Graça e Paz! 🙂

    Toda a pesquisa que você fez creio estar coerente e não discordo dela. Mas, eu não concordo
    que chamar o Senhor de ‘você’, seja correto *. A questão da palavra ‘você’ e que como algumas outras palavras na nossa língua, elas perderam seu sentido original, algumas tornaram até pejorativas. É um termo coloquial.

    Segundo, nós não nos referimos a juízes, médicos, professores etc com a palavra ‘você’, pelo contrário até ‘excelentíssimo’ nós usamos, como uma forma de aferir a honra devida.
    Agora com o Deus do céus e da terra usaríamos ‘você’ ? Considerando a perda do sentido, pois, o ‘vossa mercê’ como disseste é um termo dignifico.

    (digo com amor)

    A mesma coisa eu vejo no usar o nome de Deus, Jesus em expressões interjetivas, isso acaba banalizando o nome e perde-se o sentido. Perde-se a força que vem desse nome. O Senhor disse que não divide a sua glória com ninguém, quanto mais a honra que lhe é devida.

    Nossa cultura é muito superficial, nós perdemos o sentido do que é honra, nobreza. Hoje, ser uma mulher virtuosa, honrada ou mesmo o homem, eles não terão o reconhecimento da nobreza de seu caráter, estamos muito fúteis, vazios, supérfluos e o que eu temo com tudo isso é pensar que estamos carregando isso para o nosso relacionamento com Deus, como se Deus se adaptasse a nossa cultura, ao nosso jeito, seja ela qual for.

    (* a menos que seja uma pessoa muito humilde em sua instrução)

    Um fraterno abraço

    Tenha uma excelente semana

    • Oi, Isabelle,
      .
      obrigado por compartilhar. Respeito totalmente a sua visão.
      .
      Um abraço carinhoso, Deus a abençoe,
      mz

    • Paulo Araujo disse:

      Nem nos dirigimos a pessoas importantes usando o “tu”, mesmo fazendo a devida concordância com o verbo. Um repórter jamais diria: “Presidenta Dilma, tu poderias adiantar alguma coisa a imprensa?” As versões modernas em Inglês usam “you” sem distinção. Além do mais é desagradável ouvir orações com os orantes tentando falar o dificílimo português clássico. Eu geralmente digo, quando em público “Senhor, eu lhe…” em vez de “Senhor, eu te…”. Aguardo o dia em que os guardiães da língua Portuguesa liberem o “você”, assim como fizeram com o “you”.

    • Wellington disse:

      verdade Isabelle, eu fiz a pesquisa depois de ler esse documentário escrito aqui..eu cheguei a conclusão que a palavra você não pode ser dirigida a Deus, tanto que ninguém faz uma oração se dirigindo ao altíssimo como você, então a palavra que encontrei que ela não é cerimoniosa..

      • Wellington,
        .
        imagine a revolução que foi quando Jesus chamou Deus de “Pai”. Deve ter escandalizado os fariseus e religiosos, que achavam que Deus só poderia ser chamado de Senhor dos Exércitos.
        .
        Abraço fraterno,
        mz

    • Flávia disse:

      Amada, concordo plenamente com você. Respeitando é claro, a visão do autor deste texto.

  2. Dayana disse:

    Eu nunca tinha pensado sobre o assunto, lendo seu texto me lembrei de uma irmã que se referia a Jesus sempre usando essa expressão: “Jesus lindo de Deus”, e de outro irmão que sempre usava esse jargão quando queria exaltar os feitos de Deus quando estava orando: “Deus tu não é gente não”. Mais penso eu o seguinte, quanto maior a intimidade com o Pai, menor serão as formalidades, não acredito que o apostolo João que reclinava a cabeça ao peito de Cristo tenha tido conversas tão formais com Ele. Paz querido :).

    • Oi, Dayana, tudo bem?
      .
      Obrigado por compartilhar sua visão, mana. Penso que, uma vez que a Bíblia não estende proibições, tudo depende de como cada um se relaciona com o Senhor. Muitas vezes palavras extremamente garbosas e um tratamento cerimonioso saem de lábios ligados a corações que estão distantes de Deus, enquanto muitos que usam da simplicidade no tratar são absurdamente íntimos do Senhor. Penso que, havendo reverência no coração e disposição para mantermos a Igreja unida, apesar das diferenças, Deus não se ofenderá. Respeito a todos e sempre é fundamental.
      .
      Abraço fraterno, no amor de Deus,
      mz

  3. Vinicius G. disse:

    Olá Maurício!

    Eu realmente nunca pensei nessa questão. Seu artigo me pegou de surpresa, pois, além de ter aprendido uma coisa tão interessante (tão pouco falada), estou me perguntando: “e outras palavras? Não poderão palavras tão usadas como tratamento a Deus e outras pessoas ter um significado muito maior e, por consequência, mudar totalmente o sentido de uma conversa?”. Creio que Deus não se importa como se dirigimos a Ele. Creio que ele Se importa mesmo é que nos dirigimos a Ele de todo o coração.

    A paz de Cristo!

  4. Olá Mauricio. Eu sou portuguesa e tratar alguém por “tu” é muito mais informal do que por “você”… “Você” usamos quando nos dirigimos a alguém por quem temos bastante respeito, pai, chefe, autoridade sobre nós. Muito interessante este post, nos deixa a pensar 🙂

    • Olá, Mónica,
      .
      excelente contribuição, obrigado, vem ratificar o exposto no post.
      .
      Aqui no Brasil o “tu” quase não existe, mas como as traduções da Bíblia o trazem há séculos no trato ao Senhor há muita resistência em se utilizar o “você”, que é de uso comum.
      .
      Um abraço fraterno, Deus a abençoe muito,
      mz

      • Renato Souza disse:

        É verdade que em São Paulo não usamos tu. Já em Santos, usa-se, e também em muitos lugares da Região Sul.

  5. Daisy disse:

    Olá,Maurício,

    Muito esclarecedor,este texto,confesso que ficava sim,incomodada,em relação ao referir,a Deus,como “você”.Gostei muito de suas explicações,mas continuarei a referi-lo como “Senhor”,porém sem me sentir incomodada,ao ouvir uma música ou alguém chama-lo de “você”…

    Fique na paz,

    Daisy

  6. Abraão Modesto disse:

    Irmão Zágari, boa tarde!

    Muito esclarecedor o texto de hoje, nunca tinha visto uma explicação tão boa assim, sempre ouvia falar de forma bem solta, coisas como: “se você na frente de um Juiz se dirige a ele como Vossa Excelência como vai se dirigir a Deus usando “você” ?”.

    Cara, esses dias fui ao banco o atende parecia muito com você…rsrsr… quase perguntei a ele qual sobre nome ele tinha… kkkkk
    Só por curiosidade, você tem familiares aqui na Bahia? o atendente parecia muito com você… kkkk. brincadeira..

    Deus continue te abençoando!

    Abraços,

    Abraão Modesto.

    • Olá, Abraão,
      .
      não, querido, não tenho parentes (que eu saiba) na Bahia. Mas, depois que me disseram que sou a cara do John Leguizamo descobri que basta você olhar para qualquer homem feio e ele será parecido comigo. rs
      .
      Um abraço, mano, Deus te abençoe,
      mz

  7. Eldon Costa disse:

    Prezado Zagari

    Baseado na sua pesquisa podemos tratar nossos pastores por “você”, concorda? Será que eles ficariam chateados, estando acostumados a serem chamados de senhor? Como você trata os seus pastores?

    Abraços.

    • Oi, Eldon,
      .
      o principio é sempre o do amor. Se o seu pastor faz questão de ser chamado de “senhor”, chame-o. Conheço sacerdotes que exigem isso, acredito que faça bem a eles. Então não me incomodo de satisfazê-los, do mesmo modo que chamaria meu barbeiro de senhor se isso lhe fizesse bem. A maioria dos pastores que conheço entende que o sacerdócio universal dos santos os põe no mesmo patamar que qualquer outra pessoa e, por isso, dispensam essa formalidade. Pastor é servo, não é autoridade. Eu detesto ser chamado de senhor e se fosse pastor diria de púlpito que não precisariam dirigir-se a mim dessa forma. Mas se algum faz questão, chame-o, não há mal em fazê-lo.
      .
      Um abraço, na paz de Deus,
      mz

  8. Taíza disse:

    Irmão Maurício
    como sempre, um post super esclarecedor!
    Jamais pensei sobre esse significado tão lindo para o pronome “você” – “vossa graça”. Eu sempre hesitei em cantar músicas q referissem a Deus como você por medo de ofender algum irmão ou mesmo ferir a autoridade de Deus, mas, após essa explanação/explicação, me senti mais livre a respeito disso.
    Sem dúvida, não há melhor descrição para nosso Deus, fonte e doador de toda Graça!!
    Aleluia!

    Abç

    em Cristo

    • Oi, Taíza,
      .
      só recomendo cautela para não chatear os irmãos ao seu redor que não conhecem a explicação dos termos. Em tudo prevalece o amor. Se vai escandalizar, não ultrapasse a linha vermelha, ok?
      .
      Um abraço carinhoso, na paz,
      mz

  9. Amado, parabéns pela disposição em estudar sobre este assunto e nos trazer tão clara explanação! Fui um dos que chegaram a você com este questionamento. Isso realmente me intrigava e como você cita no post, ás vezes me prejudicava na receptividade à mensagem pregada e hinos cantados. Entendo agora, fico convencido e digo amém à sua oração: Por isso, eu oro: Deus, que tu, você, vossa mercê, vossa misericórdia, vossa graça… em tudo seja glorificado!

    O Senhor te abençoe!

    • Olá, Manoel, tudo bem?
      .
      Que bom que o post trouxe esclarecimento. Alegro-me pelo fato de que essa compreensão farão tua relação com Deus e a Igreja fluir com menos impedimentos.
      .
      Deus o abençoe muito,
      mz

  10. Edina disse:

    Ola irmao,

    Que o Senhor continue te abencoando com este dom que Ele te deu: Abencoar as pessoas atraves do conhecimento de Sua palavra.

    Penso que nao sao as palavras de tratamento que o Senhor ve. Ele ve e o nosso coracao.

    Abraco fraterno

  11. Marco Juric disse:

    Bom dia Zágari!!

    Belíssima aula!!
    Mas comecei a rir (comigo mesmo) ao ler o título de seu texto, e já explico o motivo.
    Queria ter tido um texto seu (esse aqui) para que eu pudesse me apoiar antes de escrever.
    Me perdoe a completa ignorância histórica e etimológica mas, na minha humilde consideração, creio que há uma semelhança em nossas abordagens. Obviamente existe um grande abismo entre nossos cabedais.
    Pra quando tiver um tempinho:
    http://trokanduideias.blogspot.com.br/2007/10/meu-relacionamento-com-deus_14.html

    Abração!!!! (já tô sabendo da novidade… rsssss)

    MJ

    • Salve, Marcão!
      .
      Excelente texto, mano, disse tudo com outras palavras. Perfeito.
      .
      Pois é, em abril estaremos aí, para pregar mais heresias.rs
      .
      Aquele abraço, Deus te abençoe muito!
      mz

  12. Bruno Fernandes disse:

    Olá, Maurício!

    Sempre pensei assim no que diz respeito à tradução do grego koine. Mas desconhecia a origem portuguesa do “você”.

    Muito obrigado pelo post. Detalhado, esclarecedor.

    Espero que Deus te dê em dobro todo bem que tem feito a mim. Você sempre estará em minhas orações!

    Abraço, mano!

    Paz!

  13. Jacy disse:

    Olá, Maurício!
    Post muito esclarecedor! Confesso que eu também, até então, não atentei para a situação focalizada no texto:chamar Deus de “tu” ou de “você”? Eis a questão! rss
    Sua pesquisa é muito enriquecedora e com certeza faz diferença compreender a origem dos termos e sua análise nas escrituras.
    Só para constar, na região em que moro o “tu” é bem mais comum do que o “você”. rs

    Abração, mano querido!

  14. andreia disse:

    olá mano…. GRATA pela aula!!!!!!!!!

    como é bom saber que não sabemos de quase nada…… 🙂

    que o óleo da unção seja derramado ABUNDANTEMENTE sobre ti, para que sejamos abençoados

    cada dia mais atraves de ti.

    Com orações e muita alegria no coração por ver tua disponibilidade ao mover do espirito,

    Andreia Araujo

    • Olá, minha amiga Andréia,
      .
      obrigado pelas palavras incentivadoras de sempre. Você é uma benção na minha vida e na de nossa família.
      .
      Um beijo fraterno a todos os de tua casa,
      mz

  15. Mariana Estevão disse:

    Eu era umas daquelas que torciam o nariz pro uso do “você”, mas hoje eu tenho uma visão menos rígida pois agora observo menos o “português correto” e mais o conteúdo espiritual das pregações e louvores. Por exemplo: você pode ter todo o cuidado com as formas de tratamento dizendo “Senhor” e falar coisas absurdas a respeito de Deus, e por outro lado, pode tratar Deus por “você” e inspirado pelo Espírito Santo falar coisas sublimes e edificantes. Voltando no passado, como você acha que os judeus cristianizados se sentiram ao ver Paulo chamando Deus, o Grande Senhor de “Aba” (Paizinho)? Com certeza, foi muito chocante pra aquela época ouvir um homem chamar Deus com um apelido usado pelas criancinha!

    • Oi, Mariana,
      .
      você tem toda razão. E antes de Paulo, foi Jesus quem inaugurou a ideia do Deus Aba. Não é à toa que acabou na cruz.
      .
      Obrigado por compartilhar, mana, Deus a abençoe muito,
      mz

  16. “E veja que interessante: em sua origem, o “vossa mercê” (“você”) era utilizado somente para se dirigir a gente a quem se devia tratar com muito respeito, enquanto o “tu” era usado em ocasiões informais. Atente para esta explicação: “mercê era o elevado tratamento dado na terceira pessoa aos reis de Portugal […] No século 15, quando os soberanos portugueses adotaram o chamamento de alteza (vossa alteza, e sua alteza) foi o título de mercê começado a ser dado às principais figuras do Reino, nas principais casas fora da Família Real, generalizando-se a dado passo como forma de tratamento adotada pelos fidalgos entre si.”

    Como sempre, excelente artigo. Muito elucidativo e esclarecedor. Porém irmão Maurício, como você mesmo disse, os idiomas são mutáveis e vão se adaptando à novas realidades linguísticas. Por mais que “você” tivesse uma conotação de mais respeito e reverência no Português mais arcaico, percebe-se claramente que essa não é uma realidade no Português aqui no Brasil. O dicionário on-line Aurélio traz uma definição interessante para “você”:

    “Pron. Contr. de Vossa Mercê; pronome de segunda pessoa do singular, usado com o verbo na terceira pessoa; forma de tratamento não cerimoniosa entre duas pessoas iguais ou de superior para inferior.”

    Ou seja, pessoas do mesmo nível se tratam com o pronome de tratamento “você”, e usam o “Tu” para se referirem à pessoas superiores ou à Divindade conforme a definição do dicionário Michaellis:

    “Pron (lat tu) A segunda pessoa do singular do pronome pessoal sujeito, para ambos os gêneros, que indica a pessoa com quem se fala, usado no tratamento familiar ou íntimo ou no sublime: Onde estás tu, irmão? Ó tu, meu Deus, vale-me agora e sempre. sm O tratamento íntimo com a segunda pessoa do singular; o tratamento de tu. Ser tu cá, tu lá com alguém: tratá-lo por tu, ter com ele grande intimidade.”

    E no dicionário Globo ainda completa:

    “… Quando se refere à divindade ou pessoa superior”.

    Quando nos referimos à uma pessoa de proeminência,nobres ou de elevada posição social, como um deputado, ou prefeito, por exemplo, usamos os termos “Vossa excelência”. Ou como os católicos se referem ao Papa como “Vossa Santidade”, em sinal de veneração e respeito. Nada mais justo, nos referirmos á Deus de uma maneira mais elevada e reverente.

    “O resumo da ópera é que, em sua origem e por definição, o “você” era o tratamento dado a reis, nobres, fidalgos e gente merecedora do mais alto respeito e formalidade. Já o “tu” era um termo que fazia parte da linguagem do povão, usado com gente “inferior em dignidade”. Justamente o contrário do que os opositores a chamar Deus de “tu” compreendem ser o correto e digno, não é curioso?”

    Se o pronome “você” tivesse mantido suas raízes etimológicas e tivesse sendo utilizado até hoje no Português aqui no Brasil, com este mesmo sentido que o irmão demonstrou acima, concordaria plenamente. Mas o que se percebe é que na nossa língua atualmente o que ocorre é exatamente o contrário. Por isso fica bem claro que no português contemporâneo, o “Tu” seria a forma mais correta de se referir à Deus que o “você”. Aliás, Maurício, nem meus pais eu trato de “você”, mas de senhor e senhora. Jamais eu me referiria á Deus dessa forma tão comum e informal de se tratar uma pessoa igual.

    “Embora a tradução da NVI use “tu” quando Pedro se dirige a Jesus e “você” quando Jesus se refere a Pedro, nas línguas originais não há nenhuma diferença na forma de tratamento: é exatamente a mesma palavra, sem distinção.”

    O mesmo princípio se aplica aqui. Tanto no Grego, como em outra línguas, como o inglês por exemplo, de fato se percebe não haver diferença entre “você” e “tu”, mas no Português tem e devemos respeitar esta diferença, fazendo uso correto dessa expressão.

    “Acredite: não são poucas as pessoas que se sentem extremamente desconfortáveis ao ouvir alguém chamar Deus de “você”, pois consideram que o “tu” sim é um tratamento digno para um rei, uma forma mais respeitosa e reverente de se dirigir à divindade.”

    Eu particularmente, me sinto muito desconfortável.

    “Não criemos discórdias entre nós por causa disso.”

    De forma nenhuma amado. A intenção é apenas um debate saudável e uma troca de ideias. Jamais pensaria que um irmão é menos crente que eu por se referir ao Senhor dessa forma. A minha preocupação é que essa liberdade em Cristo se torne uma libertinagem, e se confunda intimidade com irreverência.
    Na Paz.

    • Oi, Saulo,
      .
      excelente contribuição, querido. Respeito totalmente as preferências pessoais (eu, por exemplo, chamo meus pais de “você”, sem que isso configure desrespeito). Como você mesmo apontou, no português há distinções de tratamento, que são meramente culturais (e não bíblicas). Se você ler os comentários de outros irmãos aqui no post verá que em certas regiões do país o “tu” é muito informal, enquanto o “você” é cerimonioso (leia o comentário de Jacy, por exemplo). Então essa é uma questão de culturas locais.
      .
      O cerne da questão que procurei levantar é o desmerecimento de pregações e louvores porque alguém usa o tratamento que eu não uso. Não posso fazer isso. Pois biblicamente não configura nenhum mal ou desrespeito e, se dentro do contexto onde vive a pessoa que fala diferente de mim é um modo normal, não posso condenar. Isso só gera desunião.
      .
      Obrigado por compartilhar sua visão, certamente soma ao debate.
      .
      Um abraço, na paz de Deus,
      mz

  17. Ricardo Araújo disse:

    Graça e paz!

    Interessante esta explicação. Entendo o quão simples é, falarmos com Deus, sem que haja o desrespeito e irreverência, mesmo que seja chamá-Lo de “você”. Isso depende da vontade de cada um em chamar. Ele continuará sendo o mesmo: “vossa graça”.
    Surgiu uma dúvida neste momento. Se ao referirmos a alguém importante, digo, no meio eclesiástico, estaremos infligindo algum desrespeito se o chamarmos de “você”?

    Fique na graça e paz de Cristo meu irmão!

    Ricardo Araújo

    • Olá, Ricardo,
      .
      nesse caso se aplica a lei do amor e do respeito. Chame a pessoa como ela deseja ser chamada. Comece se do formal, chame de “senhor”. Se ele expressar que essa formalidade é desnecessária, aí você chama como ela expressou. Assim mantemos a paz com todos.
      .
      Um abraço, na paz de Deus,
      mz

  18. Paulo Silva disse:

    Olá Zágari.
    Excelente, irretocável e tão esclarecedora publicação. Parabéns! Como eu não sabia, também achava realmente que “Tu”, era uma forma de elevado respeito. Como não chamamos (a minha geração quero dizer, pois isto está mudando) nossos pais ou as pessoas mais velhas de você, mas de senhor/senhora, também achava que seria desrespeitoso com Deus. Porém, por ser uma questão cultural (ainda que aprendida erradamente), isso ainda.vai soar mal para muitos. Principalmente porque nem todos terão acesso a tão esclarecedora informação. Vale dizer, que muitos utilizam o “você^’, sem necessariamente saber da sua origem e, consequentemente sem se aparar nisto. Confesso que, devido ao costume e até para evitar escandalizar ou polemizar, não utilizarei o pronome você (ainda). Porém, ouvir tal já não me soará incômodo como outrora. Te agradeço por isto.
    Deus te abençoe com abundância. Abraço.

    • Oi, Paulo,
      .
      fico feliz pela tua percepção. Meu objetivo com esse texto não é mesmo que as pessoas passem a chamar Deus de “você”, mas que parem de olhar de forma torta para quem o faz.
      .
      Abraço pra ti, Deus o abençoe muito,
      mz

  19. Rafael Folk disse:

    Uma ótima explicação, pastor Maurício! Obrigado por ela!
    Eu sempre tive uma ‘aversão’ ao tratar Deus pelo nome “você”. Mas agora tudo está mais explicado, mais ainda pelo seu comentário à Dayana.

    Que Deus o abençoe!

    • Olá, Rafael,
      .
      fico feliz que tenha esclarecido essa questão. Só uma observação: não sou pastor, ok?
      .
      Deus o abençoe muito, uma excelente Páscoa, na paz de Deus,
      mz

  20. Ricardo Araújo disse:

    Graça e paz de Cristo!
    Caro irmão, solicito que examine seu e-mail particular por favor.

    Fique na paz!

    Ricardo

  21. Vera Almeida disse:

    Prezado Maurício, Na Escola Bílica Dominical de hoje, 1º de fevereiro de 2015, falamos sobre esse assunto, por isso vim pesquisar sobre tal tema: chamar Deus de tu. Foi de grande valia a sua explicação; e como alguns já disseram: vai da intimidade que você tem com o Todo Poderoso e com o Seu Gracioso Filho: Jesus Cristo, nosso Pai e Amigo. Um Abraço e que Deus o abençoe hoje e eternamente.

  22. Simão Simbine disse:

    Prezados irmãos,

    Encontrei estes comentários hoje ao pesquisar sobre este assunto na Internet. Realmente a forma como tratamos Deus pode parecer irrelevante, mas ao mesmo tempo para certas pessoas pode fazer grande diferença. Achei os comentários bastante esclarecedores e valiosos para os falantes da língua portuguesa em todo o mundo.

    Um abraço de África,
    Simão Simbine (Maputo-Moçambique)

    • Olá, Simão,
      .
      muito obrigado pela sua contribuição! Grande abraço para todos os irmãos da África.
      .
      Abraço fraterno, na paz de Cristo,
      mz
      facebook.com/mauriciozagariescritor

  23. Ivete Brust disse:

    Parece que estou isolada no meu posicionamento. Deus é nosso Pai e é com Ele que temos a maior intimidade que pode existir. E vamos tratá-Lo formalmente? Não vejo desrespeito em tratá-Lo por Tu; pelo contrário, vejo união, sintonia e amor numa relação extremamente íntima. Deus conhece nosso íntimo mais do que nós mesmos. Ele é nosso Pai, melhor Amigo etc., e vamos colocá-lo numa redoma? Quantos ditos cristãos o tratam por Senhor e não O respeitam no dia a dia, quando mentem, traem, fazem críticas mordazes e assim por diante? Não penso que Deus goste dessa formalidade, que significa distância. Mas, cada um tem suas convicções próprias e devo respeitá-las. O meu respeito a Deus está no Amor que sinto por Ele, no tratamento fraterno que dispenso às pessoas. O que importa é a intenção, o que estão no nosso íntimo. E adoro chamar Deus de Tu. Ele sabe quando O amamos e O respeitamos.

  24. isabela Dino disse:

    Muito bom raciocínio hein…?

  25. Paulo Sérgio disse:

    Gostaria da sua opinião sobre chamarmos o Deus pai de “paizinho” ?

  26. Vanessa Placido disse:

    ola, então não seria errado se eu cantar uma musica que diz assim para Jesus, “Ninguém me toca como você, ninguém me vê como você me vê, faz brilhar teu rosto sobre mim”.. ???

    • Olá, Vanessa
      .
      não conheço a música mencionada, por isso não posso falar do contexto da letra. Mas, quanto ao uso do “você”, qual seria o problema?
      .
      Abraço fraterno,
      mz

  27. Lucas Almida disse:

    A Paz do Senhor irmão Maurício!
    Sua explicação foi perfeita, muito completa. Achei muito bom vc ter se atentado a essa questão, porque infelizmente tem sido motivo de contendas em algumas ocasiões, nunca presenciei nada assim na minha congregação, mas um ministério que compões músicas tratando Deus por Você, já foi muito criticado por isso. Parabéns pelo seu post! Gostaria de saber qual seria a forma correta da escrita de Pai em hebraico, se “Abba” ou “Aba” Abraço e Deus te abençoe.
    P. s. A música citada pela Vanessa é Isaías 9 do Rodolfo Abrantes.

  28. Sarah Ferraz disse:

    Acredito ser uma questão de intimidade. “Assim, seja qual for o seu modo de crer a respeito destas coisas, que isso permaneça entre você e Deus. Feliz é o homem que não se condena naquilo que aprova.” Romanos 14:22
    Chama Deus de você, amor, lindo, noivo, e etc.

  29. Karlus disse:

    Mauricio Zagari, que bom encontrar esse artigo aqui, porque nunca pensei diferente disso, você está certíssimo… e eu fico admirado com tanta gente que não conhece o próprio idioma. infelizmente.

  30. Eliezer Souza disse:

    Excelente explicação!!!!!

    Acredito que “você” é utilizado para pessoas íntimas, logo, nesse sentido, se você tem intimidade amistosa com alguém, então tu podes chamá-lo de você.
    Quanto aos magistrados, são chamados de “você” por quem lhes são íntimos, próximos, não sendo aceito tal tratamento apenas durante o horário de labor público.

    Deus abençoe os senhores,
    ou vocês, – aos que me veem como mais um irmão nesta grande família cristã.

    Senhor Deus e Pai, você é melhor dádiva que já ocorreu em minha vida e além de tudo, você é meu amigo pessoal!
    Só tu és o único Deus digno de adoração!
    O Senhor é o meu pastor.

  31. Presbítero Danilo Gomes disse:

    A graça e a Paz queridos! percebi os irmãos usarem o argumento de por ter intimidade isso nos dá o direito de chamar jesus de “você” mas percebam que nem Maria Mãe de Jesus o chama de você! a intimidade com Cristo deve nos fazer reconhecer cada dia mais sua Sua “autoridade” em filipensses diz que a “Ele” foi dado um nome que estar acima de todo nome… e percebam queridos que quando Jesus pergunta a Pedro se ele o ama, sempre vem primeiro “Senhor” ou “Soberano” identificando com quem eles estão falando!!! e na questão de “vossa mercê” era dirigida a reis humanos! nós por exemplo usamos senhor(Pessoas) e Senhor(Deus) os americanos usam a palavra (Lord) fico sim tristes em ver os irmãos concordarem com isso! mas respeito! eu não vejo e imagino (Charles Spurgeon, Jhon Knox, Jonatas Edwards, Lutero) e outros se referindo a Jesus como “você” paz e graça!!!!

    • Danilo, a paz de Cristo.
      Recomendo que você leia os sermões de Charles Spurgeon, John Knox e Jonathan Edwards, nos originais em inglês. Há muitos disponíveis na Internet.
      Você verá que todos eles se dirigiam a Deus como “you”, que, em português, significa “você”.
      Abraço fraterno,
      mz

    • marcella disse:

      concordo plenamente com o irmão !!!!!

  32. PLÍNIO DIAS disse:

    Eu não concordo!
    O que temos que observar é o que significa atualmente, se temos DEUS como a maior autoridade do universo criador do céus e da terra, como eu, um ser criado posso tratar tal autoridade de igual pra igual, que o tratamento de “você” hoje em dia são para pessoas de iguais a você.
    Eu convido você a entrar em gabinete de um juiz de direito e chama-lo de você, eu tenho certeza que você sairá de lá algemado por não respeitar a sua autoridade, então como “eu” um mero mortal posso tratar DEUS de você, que é a maior autoridade de todo universo.

  33. marcella disse:

    Caro Zágari, não entendo como posso tratar o criador de todas as coisas, da mesma maneira que trato um ser mortal como eu, pois diante de Deus todo joelho se dobra, até quando os antigos, estavam diante de um anjo de Deus, eles se dobravam com o rosto no chão, acho ousado e desrespeitoso um ser mortal, se dirigir ao todo-poderoso, que mereçe todas as honras, (como ja foi dito aqui que ele não dividi sua gloria com ninguém) simplesmente de voçe. !!!!!!

    • Marcella, olá,
      .
      respeito sua opinião. Só não se esqueça de que Jesus nos ensinou que o Todo-poderoso é Pai. É Aba. E, como já expliquei no texto, “você” significa “vossa misericórdia”, um tratamento altamente respeitoso.
      .
      Permita-me perguntar: você se dirige a Deus por “tu”? Em que “tu” apresenta mais respeito que “você”? Nós o chamamos de “tu” (que é um tratamento bastante íntimo, converse com qualquer português) mas consideramos desrespeitoso chamá-lo de “vós” (“vossa mercê”), qual a lógica disso? Não há, são meras convenções. Entenda que quando João Ferreira de Almeida, o português (de Portugal) que traduziu a Bíblia para o português em séculos passados usou o “tu”, na sociedade em que ele vivia chamar alguém de “tu” era algo extremamente informal (como é ainda hoje em Portugal).
      .
      Chame-o da forma que preferir, minha irmã, o respeito está muito mais na forma que o temos em nosso coração do que na palavra que escolhemos, que é meramente cultural. Ele segue sendo ele.
      .
      Abraço fraterno,
      mz

  34. Fábio Stival disse:

    Ótimo !!! Esclarecedor e gentil com as palavras !!! Deus o abençoe muitíssimo !!!

  35. Carlos Alberto disse:

    Mauricio meu querido, você é uma benção, parabéns pelo site, desculpe me a minha discordância, afinal torna se inaceitável Deus ser tratado como você, ate porque pelo que eu sei você pode ser qualquer um, e ele não é qualquer um, ouvir dizer que em Israel a muito temor e reverencia com o nome de Deus, acho que esta faltando temor para nós brasileiros, eu ate chamaria Deus de você se por acaso alguém na bíblia tivesse se dirigido assim para com o Senhor nosso Deus, porem não houve então eu acho que é errado.

    • Carlos, olá, graça e paz,
      .
      irmão, é importante lembrar que na época em que o português João Ferreira de Almeida traduziu a Bíblia para a língua portuguesa, o “tu” era a forma íntima e informal de tratar uma pessoa. Se alguém desejasse ser formal, usaria o “vós”. No entanto, leia você a tradução ARA ou ARC, verá que usa-se para se dirigir a Deus o informal “tu” o tempo inteiro que, no século 18, seria o equivalente ao atual “você”. É bom lembrar ainda que, na época de João Ferreira de Almeida, nem mesmo existia a palavra “você”, visto que naquela época o termo em uso era o formalíssimo “vossa mercê” (que, como explico no post, originou “vosmicê” e, depois, a corruptela “você”).
      .
      Portanto, não haveria como João usar o “você” em sua tradução, visto que a palavra não existia. Ele usou o informal “tu”, como até hoje se fala em Portugal para se referir informalmente a alguém.
      .
      Abraço fraterno,
      mz

  36. Davi Barroso disse:

    Acho que para os brasileiros, inclusive o autor da pesquisa, o pronome você não significa o que significava no passado. Há palavras lá que aqui não usamos com o mesmo significado. Chame uma moça lá de rapariga e pronto tudo bem. Chame aqui é uma ofensa.

    • Davi, olá,
      .
      entendo o que você diz. Porém, é importante lembrar que chamamos Deus de “tu” constantemente. E “tu” não é um tratamento formal, seja aqui ou em Portugal.
      .
      Abraço fraterno,
      mz

  37. sergiane disse:

    Tenho um canal no YouTube, e estou preparando um vídeo para falar em relação a isso, vejo muitas pessoas criticando a geração de hoje, que é a minha geração!
    No caso dos jovens chamarem Jesus de “cara”, “você” , “meu mano” , eu tenho uma mania de chamar as pessoas de “cara” e não acho problema nenhum, só acho que a forma que eu converso com Deus é diferente da outra pessoa que conversa com Deus dizendo (-Tu, poderoso , senhor, e etc…) cada um tem sua forma de conversar, adorar, buscar a Deus, acredito que Ele não está preocupado com a forma que conversamos com Ele, mas sim com a forma em que vivemos pra Ele.respeito a opinião de todos, mas a partir do momento em que as pessoas começam a dizer que a NOSSA GERAÇÃO é uma geração sem respeito, eu discordo.
    Achei interessante o que vc disse em relação a linguagem de Portugal, se não estiver problema eu gostaria de ler uma parte do seu texto em meu canal.

    • Olá, Sergiane,
      .
      fique à vontade para ler o texto em seu canal, ok? Eu acredito que devemos ter reverência com Deus. O problema é que as pessoas confundem reverência com exageros. O tu era coloquial na época em que JFA traduziu a Bíblia, hoje caiu em desuso em grandes partes do Brasil. Utilizar linguagem arcaica não necessariamente significa respeito, esse é o problema.
      .
      Abraço fraterno,
      mz
      facebook.com/mauriciozagariescritor

  38. Tiago disse:

    Parabéns pela explicação Muito obrigado esclareceu uma dúvida que me fizeram

  39. DEILTON ALVES DA SILVA disse:

    Belo esclarecimento parabéns

  40. Carlos Henrique Nogueira disse:

    O tu não é pronome de tratamento, é pronome pessoal que se refere a 2ª pessoa do singular. (com quem se fala) . Em todos os tempos nunca foi desrespeitoso. Pode ser usado como forma de respeito em todas as épocas desde que acompanhado do devido pronome de tratamento. Exemplo. Majestade, tu é um rei benevolente. Meritíssimo, tu és um juiz que julgas com justiça. Pronome de tratamento é você, senhor, senhora, etc..etc.. . O português no Brasil acabou por usar o pronome de tratamento você e concordar a pessoa na 3² pessoa do singular
    Exemplo: Isaías 37:16 O Senhor dos exércitos, Deus de Israel, tu que estás sentado sobre os querubins; tu, só tu, és o Deus de todos os reinos da terra; tu fizeste o céu e a terra.

  41. Arilson disse:

    Muito bom estudo e boa explicação, bastante esclarecedor.
    Porém uma observação:
    Em nossa cultura as pessoas sabem que
    o “você” significa “vossa mercê”?
    Pois entendemos que o “você” é forma não desrespeitosa mas também não é de reverência.
    Um exemplo é nós chamarmos nossos pais biológicos de “você” , quando seria mas respeitoso chamarmos de “senhor e senhora” , ou um grande amigo que ocupa uma grande posição como juiz chamá-lo de você quando o ideal seria vossa excelência.
    Deus está nos céus e nós na Terra.
    Prefiro chamá-lo de Senhor.
    Grande abraço, fica na paz do Senhor Jesus Cristo!

  42. Elioenay Nemuel disse:

    Só um detalhe …
    Se encontracemos com CRISTO agora, como o chamaria ?

  43. Rodrigo Sousa disse:

    Post antigo, mas com um conteúdo atual. Gostei muito da sua abordagem, confesso que tinha um preconceito com o termo “você”. Realmente a verdade nos liberta, é um processo é doloroso, mas estou no caminho rsrsrs. Muito obrigado meu irmão.

  44. Eliezer disse:

    UAU,que coisa linda essa explicacao!!! conheci a pouco tempo um grupo de louvor que em suas cancoes, usam bastante a palavra voce.Confesso q no comeco ,estranhei um pouco a expressao usada para se dirigir a Deus.Mas, os louvores eram tao espirituais q nao consegui parar de ouvi-los.Parece ate bobagem ,mas estava em um dilema!!! Com o tempo ,o dilema foi terminando ,e hoje falei cigo mesmo : vou pesquisar!! Queridao,muito obrigado voce é uma bencao !! Paz

  45. Rogéria disse:

    Eu estranho nos apegarmos ao você, ao tu, já que Deus sabe o que vai verdadeiramente em nosso coração, se há respeito ou não. Deus nos conhece. Da mesma forma não adianta chamá-lo de Santo dos Santos e outros títulos ou características se não existe esta crença em nosso coração, se não há o respeito e o amor devido em nossas atitudes. Deus tudo sabe, Ele nos conhece,Ele é muito maior do que qualquer designação que possamos dar. Então se o irmão se incomoda com o pronome de tratamento dado a Deus acredito que deva perceber além disso. Ele é o “eu Sou” ou seja a existência antes que qualquer coisa existisse.Ele é o Verbo antes que qualquer coisa fosse ação. Ele diz” Eu sou o que eu sou” então dizer tu ou você não diminui ou engrandece pois não qualifica nosso maravilhoso Deus.

  46. Ezequiel de jesus disse:

    Rapaz esse texto que você colocou e algo que e libertadou porque somos doutrinados a ter muita formalidade ao chegar a Deus como tu ou Senhor e nisso entra muito conceitos hulmanos e doutrinas de homens de forma de tratao homem e quando eu chego diante do pai chamando ele de pai e falando vc os contraria o conceito ao qual fui doutrimado de uma certa forma erronea porque o papel da igreja e me discipular dentro dos ensinamentos de jesus e me fazer que minha vocacao seja atuva e nao doutrima meneiras como eu falar com o pai ate mesmo porque isso e muito pessoal, mais voce, senhor e tu para mim e mais coisa cultural e esse negocio muito bonitinho e mais coisa de religiao

  47. Ana Karolinny disse:

    Irmaos a paz do Senhor. Nós sempre queremos tratar a Deus da forma que Ele merece (e ainda fazemos pouco para Ele). Eu oro ao Senhor querendo engrandece-Lo e creio que os irmaos tambem, mas eu penso que nós devemos buscar ter mais intimidade com Deus e fazer a vontade Dele e o restante de tudo vai se ajeitando com o tempo. Eu fico receiada de chamar a Deus de você, mas aí vai de cada um né rsrsrsrs

    • Ana,
      .
      na época em que a Bíblia foi traduzida para o português por JFA, o “tu” era uma forma de tratamento íntima, informal e coloquial. Se naquela época alguém quisesse tratar o outro com formalidade, usaria “vós”.
      .
      Por alguma razão muito bizarra, achamos em nosso tempo que o “tu” constitui formalidade. O “tu” do século 18 é o “você” do século 21. Portanto, se recusar a chamar Deus de “você”, hoje, por achar que só “tu” demonstra respeito é tão somente fruto de ignorância histórica.
      .
      Abraço fraterno,
      mz

      • Edsom disse:

        A paz a todos !!! Vejo que do jeito que está indo daqui a alguns anos vão estar chamando o Senhor de (mano), (parceiro) e coisas assim pois vejo que (cara) se tornou normal.
        O problema é que a maioria dos que chamam, cantam, oram ou pregam usando o ( você) não sabem o significado, a maioria são jovens que falam por costume ou gíria.

      • Edsom, olá,
        .
        certamente, a sua defesa do “tu” vem repleta de boas intenções. Só não se esqueça de que o “tu” do século 18, quando a Bíblia foi traduzida para o português, é o “você” de hoje.
        .
        Abraço fraterno,
        mz

  48. Antonio Carlos da Silva disse:

    Mauricio, ao acompanhar alguns louvores na igreja da qual congrego, me deparei com esse pronome de tratamento no meio da cansão e me sinto incomodado por tratar JESUS de você, então quando chega na palavra troco por SENHOR,inclusive fui pesquisar e encontrei o seu para me orientar.De qualquer maneira obrigado. Cheguei a conclusão de que tudo está no coração da gente quando dirigimos a palavra ao nosso DEUS.

  49. natania disse:

    enfim uma explicacao fácil e obvil de entender… obrigada por tirar essa dúvida … fique com Deus e que Ele continue te dando sabedoria…

    • Fico feliz por esclarecer essa questão, Natania.
      .
      Abraço fraterno,
      mz
      facebook.com/mauriciozagariescritor

      • Carlos Nogueira disse:

        Ok, Tu não é pronome de tratamento é pronome pessoal. Nada a ver o que está dito neste comentário. Então correto. Vai lá em uma audiência e chama Vossa Excelência, o juiz, de você e aguarda a resposta dele. E olha que ele é um misero mortal..

      • Carlos, bom dia,
        .
        se o juiz for meu pai, tenho certeza absoluta de que não terá nenhum problema em que eu o chame de você. Mas vai achar estranhíssimo se eu chamá-lo de “tu”, um pronome pessoal que ninguém mais usa.
        .
        Você chama seu pai de “vossa excelência”?
        .
        Abraço fraterno,
        mz

      • Carlos Nogueira disse:

        Bom tenho 47 anos..Uma cultura não se faz em duas ou três décadas. O pessoal da minha idade chamam seus pais de senhor e senhora. Isso não denota falta de intimidade mas respeito. A geração dos ultimos anos influenciada pelas grande mudanças sociais que abandonam os valores cristãos semeados em milênios agora prevalece. Se o juiz for meu pai.. Ai mesmo que eu o chamaria de senhor kkk… se fosse meu irmão no tribunal o chamaria de Excelencia e em casa de meu brother kkk.. Não usaria o tu realmente para o o juiz, a não ser que usasse o verbo na segunda pessoal do singular, o que não se usa muito no Brasil. Substituiria por V.Exa. vai. O senhor me permite falar.. Compare as duas maneiras de se falar com um Juiz enquanto juiz:
        Meritíssimo, tu és um justo e bom juiz. Correto.. Sem desrespeito à toga. Pronome pessoal, porém pouco usado no Brasil.
        Meritíssimo, o senhor é um justo e bom juiz. Pronome de tratamento correto.
        Meritíssimo, você é um justo e bom juiz. Errado. Pronome de tratamento inadequado à autoridade.

        O mesmo vale para Deus ele é nosso Pai, porém também nosso Deus. Respeito e intimidade não se conflitam.
        Os judeus chamavam as autoridades comuns: pais, patrões, anciãos de Adon. = senhor
        Para Deus um termo que não usavam para mais ninguém: Adonai – Meu Senhor – Senhor de todos os Senhores..

        O que denota grande intimidade sem desrespeito é chamá-lo de Abba = Pai. Um grande privilégio que Jesus nos concedeu por seu sangue..Dá um friozinho gostoso na barriga quando chamo O Senhor Deus de Pai.. Que privilégio que intimidade.. delícia isso..

      • Carlos, meu irmão,
        .
        querido, tenho 46 anos, então acredito que sejamos da mesma geração. Não sei em que região do Brasil você vive, sei que em algumas há mais do que em outras o hábito de chamar pai e mãe de senhor e senhora. Eu, pessoalmente, e todas as pessoas que conheço na minha cidade, tratam os pais por “você” (equivalente ao “tu” da época em que João Ferreira de Almeida traduziu a Bíblia, no século 18: um tratamento íntimo, pessoal, próximo, carinhoso e respeitoso). Eu respeito o contexto em que você vive, mas não é uma questão meramente geracional, afinal, sou da sua geração.
        .
        Fico feliz que você tenha exposto os vocábulos de tratamento. Deus para mim é o Abba, meu amoroso e gracioso Pai, pois é assim que Cristo nos ensinou a chamá-lo, o “Pai Nosso”. Deus não é não um juiz distante, frio e carrancudo, um mero “vossa excelência”, um desconhecido “meritíssimo”. Embora seja o Deus Todo-poderoso, ele próprio abriu-nos a possibilidade de chamá-lo de Abba. Então, se alguém se sente desconfortável ao usar o tratamento íntimo, que dirija-se a ele com formalidade, nenhum problema nisso. É um direito da pessoa. O que não pode é condenar quem usa a intimidade que Jesus nos permitiu usar, como se fosse desrespeito. Pois não é.
        .
        O “você” de hoje é o “tu” do século 18. O “tu” de hoje não denota mais ou menos respeito, também é um tratamento pessoal (que o digam os gaúchos). Logo, condenar alguém por isso é uma questão que fica no campo da semântica e não no da teologia.
        .
        Abraço fraterno,
        mz

  50. Eva Cortes disse:

    Ok. Gostei do argumento, maaaas, porém, entretanto, contudo vamos considerar a nossa cultura. Na nossa cultura é desonroso chamar pai, mãe, tio, avós e mais velhos de “você”. Chamamos de Senhor(a). Quando me dirigia a meus pais por você eles mim corrigiam e corrigem até hj. Entendo que a palavra “você” derivou-se de um tratamento à pessoas da realeza e tal, mas na cultura daquela época; hj em dia a nossa cultura é outra, então acho desonroso do mesmo jeito tratar a Deus como você. Mas respeito as outras opiniões, porém me sinto mal. Por exemplo, estou aqui por que deixei de cantar um hino maravilhoso que no finalzinho chama Deus de você. Infelizmente não vou cantar pq não concordo com a expressão.

    • Eva Cortes disse:

      Esses dias mesmo levei um puxão de orelha da minha mãe pq a chamei por você, rsrsrsrsrss. É a minha criação, os meus costumes. Sou do Nordeste e por aqui todos chamam os mais velhos e pais de Senhor(a). Por isso me sinto mal em dirigir-se a Deus como você. Opinião particular. CADA UM TEM A SUA. 😉

    • Eva, olá,
      .
      em seu outro comentário você matou a charada: é uma questão cultural. No Nordeste os filhos chamam os pais de “senhor” e “senhora”, mas no Sudeste e no Sul, por exemplo, é sempre “você”. Tomar um regionalismo como parâmetro para dizer o que é ou não respeitoso na relação com Deus não é adequado.
      .
      Abraço fraterno,
      mz

  51. Thais disse:

    Chamar Deus de “você” não é algo pejorativo. Se não “tu” como está na bíblia sera algo terrível, pois as duas tem o mesmo significado. E o outra, significa que vc tem intimidade com Ele, com o Jesus. Enquanto a gente ficar enxergando Deus como juiz sempre iremos viver como réu, mas quando o enxergamos com pai viveremos como filho <3.

  52. Lidia Nascimento disse:

    Eu concordo com vc. No meu ponto de vista, mesmo Jesus sendo o Rei dos Reis, Ele é o nosso melhor amigo. E quando temos intimidade com um amigo, temos total liberdade de chama-lo de vc e isso nao faz com que se perca o respeito.

  53. Edvaldo disse:

    Você é um pronome de tratamento usado entre iguais que estão no mesmo nível, logo, inadequado quando nos referimos a Deus.

  54. Heitor Henrique Ribeiro disse:

    Ótima explanação, achei muito boa essa matéria sobre a palavra você.

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