Arquivo da categoria ‘Agressividade gospel’

Mais vendidos da Mundo CristãoA página na Internet da editora Mundo Cristão tem uma seção que mostra quais são os livros mais vendidos nos últimos trinta dias pela loja virtual do site. Semana passada, minha obra mais recente, O fim do sofrimento: um livro para quem busca consolo e esperança nos momentos mais sombrios, ocupava o 4º lugar desse ranking e o livro Convulsão protestante, do pastor Antônio Carlos Costa, estava em 1º. Um amigo da igreja viu isso e me perguntou: “Zágari, você não está com inveja não? Nem um ciumezinho?“. Confesso que a pergunta me soou tão estranha que provocou uma reflexão sobre esse pecado considerado tão pouco grave por tantos cristãos mas que a Bíblia condena de forma tão veemente: a inveja.

Já senti inveja muitas e muitas vezes ao longo de minha vida. Infelizmente. Mas acredito que a maturidade, o sofrimento e a enorme quantidade de erros que já cometi têm me ensinado e me adestrado a compreender que determinados tipos de comportamento não levam a nada nem significam nada. Isso tem ocorrido com a inveja. Assim, respondendo a pergunta de meu amigo: não, em absolutamente nenhum momento senti inveja do pastor Antônio. Muitíssimo pelo contrário, fiquei extremamente feliz por ele, por saber que o primeiro livro de sua autoria pela Mundo Cristão está tendo repercussão. E isso por um motivo simples: além de eu pessoalmente gostar muito do homem Antônio Carlos Costa e de torcer por esse meu irmão, o meu livro e o dele não são “concorrentes” São aliados. Eles se complementam.

Essa é uma percepção que falta a muitos de nós, cristãos. Muitas vezes não compreendemos que o irmão em Cristo não está numa disputa conosco, mas, sim, somando. O resultado: inveja porque o irmão ganhou um cargo na igreja, inveja porque a irmã tem mais visibilidade, inveja porque o próximo prega mais, inveja porque fulano lidera o louvor, inveja porque beltrano tem um carro mais caro, inveja porque o marido de sicrana é mais gentil, inveja porque a igreja ao lado tem mais membros, inveja, inveja e inveja!

Segundo a definição dos dicionários, “inveja” significa “desejo de possuir o que outro tem”. Como se pode ver, ter inveja é exatamente o pecado resultante da transgressão ao décimo mandamento: Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo” (Êx 20.17).

urubuA inveja é um mal tão horrível que a Bíblia o define como a morte das partes mais profundas da nossa carne. O ânimo sereno é a vida do corpo, mas a inveja é a podridão dos ossos” (Pv 14.30). E não só isso, a inveja aponta para um total distanciamento se Deus: “Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito. Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros” (Gl 5.25-26). E mais: “onde há inveja e sentimento faccioso, aí há confusão e toda espécie de coisas ruins” (Tg 3.16).

Lamentavelmente, temos o péssimo hábito de eleger alguns pecados como mais repugnantes a Deus do que outros, como se filé mignon podre fosse menos repugnante que uma ratazana podre. Para Deus, podre é podre. Achamos que pecados como prostituição, lascívia, homicídios, adultérios e blasfêmia seriam pecados mais graves, enquanto outros como avareza, malícia, soberba e inveja seriam pecadinhos menores, aos quais Deus teria menos repulsa. Isso é o que achamos. Mas, quando lemos a Bíblia, vemos que os textos não fazem distinção entre os pecados:

“O que sai do homem, isso é o que o contamina. Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem. (Mc 7.20-23).

“Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia,  idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções,  invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam” (Gl 5.19-21).

inveja_1Inveja não é um mal menor. Não é menos grave que assassinato, só porque as consequências terrenas são diferentes. No mundo espiritual, são a mesma coisa: desobediência à vontade do Senhor. Transgressão. Abandono do que é puro e bom. O adúltero, o cachaceiro, o traficante, o homicida, o fornicário e o arrogante não são mais pecadores  que o invejoso.

Entenda que tudo de bom que você é e tem foi Deus quem te deu. Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança” (Tg 1.17). Do mesmo modo, tudo de bom que o outro tem e é foi Deus quem deu a ele. Inveja, portanto, é questionar e peitar o que Deus decidiu fazer e discordar da bênção que ele resolveu dar ao próximo e não a você. Inveja é motim. Inveja é rebelião. Satanás invejou o Senhor e quis ocupar seu lugar. Deu no que deu.

“Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros. Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador” (Tt 3.3-6). Isso mostra que a inveja é relacionada na Bíblia a uma característica de quem não passou pela salvação. Façamos o que é certo.

Antonio Carlos Costa e eu_230215Pastor Antônio Carlos Costa escreveu seu livro para abençoar o próximo. Eu escrevi o meu com o exato mesmo objetivo. Nossos livros são diferentes e têm funções diferentes, cada um atende a diferentes anseios dos leitores. Deus entrega o Convulsão protestante nas mãos de quem precisa ler esse livro. E entrega o O fim do sofrimento nas mãos de quem precisa ler esse livro. Eu e pastor Antônio (foto) somos jogadores do mesmo time, soldados do mesmo exército, membros do mesmo corpo, filhos do mesmo Pai. Ele é meu irmão e fico felicíssimo pelas alegrias dele e pelo que ele conquista, pela graça de Deus. Gostaria que você se sentisse desse modo com relação a todas as pessoas que, assim como você, fazem parte do Corpo de Cristo.

Fuja da inveja, meu irmão, minha irmã, não a alimente. Não enxergue esse pecado como algo menor ou justificável. Não é. É uma transgressão tão imunda como qualquer outra. Alegre-se com as conquistas do seu próximo, sorria e celebre com ele, entendendo que o que ele tem e é foi Deus quem deu. E Deus não erra. 

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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arrogancia 1Ando pensando muito sobre nossa arrogância teológica. Se você não está familiarizado com essa expressão, permita-me tentar defini-la. “Arrogância teológica” é aquele sentimento que se manifesta em nós quando nos consideramos os donos da verdade em relação a nossas crenças espirituais e doutrinárias e, por isso, nos colocamos em uma posição de suposta superioridade em relação aos reles e pobre mortais que discordam da nossa forma de ver a fé. Esse problema sempre existiu, mas, com o surgimento das redes sociais, o fenômeno tem se manifestado de forma nunca antes vista e ganhado uma enorme visibilidade. O que, diga-se de passagem, é uma lástima.

Tenho visto a arrogância teológica crescer e se multiplicar. Na Internet, atualmente uma das formas mais frequentes que a vejo é na guerra (e uso o termo “guerra” conscientemente) que tem se travado entre calvinistas e arminianos, isto é, a grosso modo, entre quem crê na eleição divina para salvação e quem crê no livre-arbítrio. É uma guerra feia, pois reproduz, milênios depois, a abominação que houve entre Caim e Abel: lança irmão contra irmão, suscita ódio entre filhos do mesmo Pai e gera debates pueris onde deveria haver amor e união. Não consigo vislumbrar nada mais inútil e feio na fé cristã do que irmãos em Cristo usando sarcasmo, ironia, ódio e ofensas para tratar outras pessoas por quem Cristo igualmente deu a vida. Vejo os “reformados” (calvinistas) defenderem a predestinação e o TULIP como se isso fosse fazer evangelismo. Não é, nem de longe. E vejo arminianos reagindo com ataques de igual monta contra os calvinistas, como se fossem hereges. E não são, nem de longe.

calvinismoEsses ataques e essas picuinhas vão levar a Igreja de Cristo sabe aonde? A lugar algum. Somente a embates cheios de carnalidade e a uma “guerra civil” protestante, para deleite das forças espirituais da maldade. Entrar em debates, acusações, birras de Facebook ou o que for para ficar defendendo calvinismo ou arminianismo mediante ataques ao outro lado vai simplesmente provocar o que levou a rixa entre José e seus irmãos ou Jacó e Esaú: dissensões e facções – que, aliás, são obras da carne, como denunciado por Paulo em Gálatas 5.19-21. Quanta perda de tempo e energia…

Muitos me perguntam se sou calvinista ou arminiano. Minha resposta é: que importa? Que diferença faz? Não quero pregar predestinação ou livre-arbítrio, quero pregar amor, graça, perdão, pacificação, generosidade, amabilidade, bondade, mansidão, caridade, paz; pois essas são colunas do evangelho, comuns a todos os sistemas doutrinários protestantes, ortodoxos ou católicos. Como já disse alguém, durmo com a tranquilidade de um calvinistas e prego com a ênfase de um arminiano. Mas procuro fazer isso unindo e não segregando, tratando quem discorda de mim com afeto e carinho, e não com desdém e palavras ácidas, como tanto tem ocorrido por aí. Simplesmente porque quem age assim não está agindo como cristão.

Duvido que Cristo aprove que se defenda sua soberania com ódio, ofensas ou ironias entre irmãos. Não há nada errado em se defender o que se crê (eu mesmo estou fazendo isso aqui), mas, se o fazemos com soberba e altivez, nos tornamos abomináveis. “O temor do SENHOR consiste em aborrecer o mal; a soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu os aborreço” (Pv 8.13).

Arrogante-1Outro aspecto da arrogância teológica está em desprezar aquele que o arrogante considera menos “acadêmico”, “culto” ou “profundo” do que ele próprio. A soberba leva o cristão que se encaixa nessa definição a desprezar pregações, palestras, textos e livros que não citem montes de pensadores e referências bibliográficas, que não usem os termos rebuscados da teologia, que não suscitem “debates intelectuais”. Algum tempo atrás fiquei muito chateado, pois vi uma pessoa criticar o escritor Max Lucado, desdenhando-o como um autor “raso”, “superficial”. Sou apaixonado por teologia, já cursei dois seminários teológicos, gosto e tenho frequentemente debates profundos e rebuscados sobre as coisas de Deus. Mas não é por isso que me ensoberbecerei em meus conhecimentos e desprezarei um autor cristão que contribui para levar consolo, paz, esperança e palavras de fortalecimento e fé a milhões de pessoas pelo mundo. Isso seria leviano. E diabólico.

Falo com conhecimento de causa. Quando eu era um arrogante teológico (sim, já fui isso) eu desprezava autores como Lucado e outros da mesma linha, que não se atêm a rebuscamentos da teologia, mas se dedicam a escrever de forma simples, aplicando conhecimentos teológicos à vivência do cristão. Mas, quando tive de atravessar o vale da sombra da morte, não encontrei a paz em teologias sistemáticas ou comentários bíblicos: encontrei alívio e refrigério (bíblicos, ressalte-se) em livros como os de Max Lucado, que me apontaram o amor de Jesus na prática. Esse irmão em Cristo (que tem crenças soteriológicas diferentes das minhas, permita-me ressaltar) foi quem me deu palavras de renovo, ânimo, conforto e esperança. Palavras como Cristo nos dá. E, enquanto os arrogantes teológicos o desprezavam e faziam piadinhas de sua “literatura rasa”, ele me ajudava a ficar de pé e a continuar a caminhar. Obrigado, Lucado, por isso.

boys-walking-on-raod-bw“Eis o soberbo! Sua alma não é reta nele; mas o justo viverá pela sua fé. Assim como o vinho é enganoso, tampouco permanece o arrogante, cuja gananciosa boca se escancara como o sepulcro e é como a morte, que não se farta; ele ajunta para si todas as nações e congrega todos os povos” (Hc 2.4-5). Nosso meio está cheio de pessoas que se enquadram nessa descrição, lamentavelmente. Eu fui muito abençoado em conferências teológicas que tratam de assuntos das rodas acadêmicas e da “intelligentsia” cristã. Washer, Piper, Sproul, DeYoung, Beeke e outros me edificaram, e muito, e jamais os desprezarei. O conhecimento deles e de outros excelentes pensadores soma, abençoa, constrói, edifica e devemos indispensavelmente ouvi-los. Que fique muito claro: não estou de modo algum dizendo que devemos descartar ou desprezar as profundidades da teologia, fazer isso seria cometer o mesmo erro (e um erro crasso), mas pelo lado oposto. O problema não é de jeito nenhum a teologia, sem a qual a fé cristã não subsiste. O problema é quando a teologia academicista despreza a sua aplicação prática coloquial e simples, quando a teologia diminui o chorar com quem chora, quando a teologia não quer sujar o pé no barro e despreza aqueles que o fazem. Teologia que não sai das salas de aula, das mesas de restaurante, dos vlogs e podcasts e dos auditórios de debate é mero correr atrás do vento para alimentar egos.

max lucadoEu gostaria muito que os grandes ministérios e as igrejas que organizam as principais  conferências teológicas no Brasil mudassem um pouco o foco. Que não tratassem de temas, muitas vezes, secundários e, até, improdutivos, e direcionassem suas atenções para os pontos nevrálgicos da fé cristã. Eu adoraria ir a uma conferência teológica cujo tema fosse o perdão, por exemplo (assunto essencial mas tão pouco tratado na Igreja de nossos dias), e que tivesse como preletor o Max Lucado. Ao ler isso, os arrogantes teológicos logo torceriam o nariz. Mas o que de diferente se esperaria de arrogantes teológicos?

Meu irmão, minha irmã, sempre que for tentado a cometer o pecado da arrogância teológica, lembre-se de que ela é tão arrogância como qualquer outro tipo de arrogância. E o que a Bíblia tem a dizer aos arrogantes é: “Abominável é ao SENHOR todo arrogante de coração; é evidente que não ficará impune” (Pv 16.5).

cruzFica minha proposta: se você é um líder, alguém responsável por organizar congressos, conferências ou outros tipos de fóruns de debate entre cristãos, não se deixe picar pela mosca azul da arrogância teológica. Não queira ser chique. Pense o seguinte: sobre que temas Jesus chamaria seus discípulos para debater numa conferência ou num congresso? Consegue fazer esse exercício de imaginação? Bem, na verdade, nem é preciso imaginar. Leia Mateus 5 a 7, o conhecido Sermão do Monte, essa belíssima conferência teológica que Jesus organizou e na qual palestrou com a simplicidade de um Max Lucado. Ali ele tratou de temas basilares, indispensáveis e urgentes do cristianismo, como humildade de coração, consolo, mansidão, misericórdia, pureza de coração, pacificação, confiança nos cuidados de Deus, santidade, a importância da reconciliação com os irmãos e outros temas centrais, fundamentais e prioritários da fé cristã. E, se Jesus priorizou tais temas, não deveríamos nós imitá-lo? O que está nos impedindo?

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
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lingua 1“Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a língua, antes, enganando o próprio coração, a sua religião é vã” (Tg 1.26). Esse é um dos versículos mais assombrosos e amedrontantes da Bíblia. Ele decreta: de nada adianta viver cumprindo os preceitos da fé cristã se você não é capaz de controlar o que fala e a forma como fala. Ir ao culto, cantar louvores, orar, ler a Palavra, pregar, chorar de joelhos, postar reflexões sobre a vida cristã na internet, escrever livros cristãos… se você não tem domínio sobre o que fala e como fala, tudo isso é absolutamente vão, ou, como bem define o dicionário, “vazio, oco, inútil, sem valor, ilusório, sem fundamento real, fútil, frívolo, falso, ineficaz”.

Controlar a língua não é um assunto secundário, coisa de fofoquinha entre vizinhas que ficam olhando a vida alheia. É um tema muito mais profundo do que simplesmente fofoca, como alguns, equivocadamente, pensam. Saber controlar o que se fala e como se fala é uma questão de caráter. De amor ao próximo. De respeito. É interessante que o versículo citado no início deste texto vem logo depois da afirmação: “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tg 1.22). Alguém dizer que pratica a Palavra sem controlar o que fala e como fala faz de si somente um enganador.  E é importante frisar que, em dias como os nossos, o “falar” aqui também deve ser entendido como “postar”, “tuitar”, “compartilhar”, “comentar”, “teclar” e por aí vai.

agressivo 1Saber controlar a língua diz respeito, por exemplo, a falar com o próximo com carinho e gentileza. Um cristão que, por exemplo, entra em debates ácidos  pelas redes sociais ou em qualquer outro âmbito sobre assuntos teológicos e faz isso sem refrear a língua, tecendo comentários sarcásticos, sendo agressivo, tratando o próximo a quem deveria amar com estupidez (mesmo o inimigo)… nada mais é do que alguém cuja religião é vã. Grave, não é? Mas bíblico. E isso, por mais que supostamente tenha boas intenções e queira agradar a Deus. Em meu entendimento bíblico, quem faz isso não agrada a Deus, agrada somente ao próprio ego. Religioso. Vão. 

É claro que sempre teremos uma “boa desculpa” para usar a língua de forma pecaminosa. Diremos que estamos ofendendo e ironizando quem discorda de nós em nome da apologética, porque, afinal, “antes importa  agradar a Deus que aos homens”. Diremos que abrimos segredos que nos contaram para que “pudessem orar por fulano”. Inventamos mil histórias que tentam justificar nossa incapacidade de reter a língua. Desculpas, somente. Religião vã. 

agressivo 2Tenho ficado abatido com a forma como vejo cristãos discordarem de cristãos. Tenho ficado assombrado com a forma como cristãos discordam de não cristãos. Atacam. Agridem. Desprezam. Ironizam. Tiago 3 é um capitulo arrasador sobre o assunto. Descreve a pessoa perfeita: “Se alguém não tropeça no falar, é perfeito varão, capaz de refrear também todo o corpo” (v. 2). A Palavra de Deus diz que com a língua “bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus” (v. 9). É exatamente o que vejo todos os dias entre os cristãos, embora Tiago seja claro: “Meus irmãos, não é conveniente que estas coisas sejam assim. Acaso, pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargoso?” (v. 10-11). E a nossa boca tem sido amarga demais. Demais.

agressivo 3Vejo frequentes debates entre certos “mestres da Palavra”, pastores, líderes, teólogos, blogueiros, vlogueiros, estudantes de teologia ou simples membros de igreja como eu e você serem recheados de espantoso descontrole da língua. E me abato quando comparo a arrogância teológica de muitos com o que diz a Bíblia: “Quem entre vós é sábio e inteligente? Mostre em mansidão de sabedoria, mediante condigno proceder, as suas obras. […]  Pois, onde há inveja e sentimento faccioso, aí há confusão e toda espécie de coisas ruins. A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento. Ora, é em paz que se semeia o fruto da justiça, para os que promovem a paz” (Tg 3.13-18). É claro: biblicamente, sabedoria e inteligência precisam ser acompanhadas, impreterivelmente, por mansidão. Qualquer tipo de sabedoria que não tenha paz, que não seja pura; que não seja pacífica, que não seja indulgente, que não seja tratável, que não seja plena de misericórdia e de bons frutos, que não seja imparcial, que não seja sem fingimento… é demoníaca. Mesmo se for usada “em nome de Jesus”.

Vejo nas palavras e na forma de falar de muitos cristãos, “mestres”, “apologetas”… aquilo que a Bíblia diz que é ruim. Misericórdia zero. Paz zero. E isso cansa. A Igreja de Jesus Cristo em grande parte diz que defende Jesus Cristo. Mas, ao fazê-lo de forma bruta e odiosa, só defende egos e o que há de pior no gênero humano. E faz a sociedade não cristã nos enxergar não como pacificadores e filhos do Deus de amor, mas como figuras abjetas e detestáveis. Que não cumprem o mandamento bíblico: “O seu falar seja sempre agradável e temperado com sal, para que saibam como responder a cada um” (Cl 4.6).

gentilFica a sugestão (enfática): aprenda a refrear sua língua. Não imite o comportamento de quem não refreia, mesmo que sejam pastores, líderes, celebridades cristãs, gente famosa da internet ou o que for. Fuja de “mestres” que usam palavras com fúria, mesmo que seja em nome da fé. Não deixe que sua religião se torne vã. Amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio: se aquilo que você diz e a forma como diz não vêm encharcados dessas virtudes, está na hora de repensar seriamente tudo aquilo que fala e escreve. E, quem sabe, recomeçar do zero.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
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justificativa 1Um grande inimigo da vida com Deus chama-se “justificativa”. É aquela “boa explicação” que justifica fazermos o que não deveríamos ou não fazermos o que deveríamos. A traiçoeira justificativa costuma brotar em nossos lábios nas mais variadas circunstâncias, como quando pecamos e tentamos fazer parecer que aquele pecado não é tão pecado assim; quando fugimos da vontade de Deus alegando alhos ou bugalhos; quando queremos facilidades e por isso começamos a entortar a ética bíblica; quando, quando, quando. Quando. Justificativas são o “jeitinho brasileiro” aplicado ao evangelho, para tentar fazer o errado parecer certo. Justificamos e, assim, negociamos o que é inegociável. O perigo reside em nossa justificativa não ser uma “boa explicação”, mas, sim, uma “boa desculpa”.

A estratégia de usar justificativas a fim de escorregar para fora da vontade do Senhor vem desde o Éden. Quando Adão e Eva cometem o primeiro pecado, em vez de abaixar a cabeça e reconhecer o erro, ambos se justificam: “Então, disse o homem: A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi. Disse o SENHOR Deus à mulher: Que é isso que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente me enganou, e eu comi” (Gn 3.12-13). Repare que Adão justifica seu pecado atribuindo culpa a Eva, que, por sua vez, se justifica acusando a serpente. Isto é, ambos tinham uma “boa justificativa” a fim de se arrastar para fora dos caminhos de Deus. As consequências desse comportamento você conhece.

justificativa 2Assim como o primeiro casal, nós também vivemos nos justificando. Sonegamos o imposto com a justificativa de que o governo é ladrão. Desonramos pai e mãe com a justificativa de que eles são pessoas difíceis. Mentimos com a justificativa de que “é só uma mentirinha que não faz mal a ninguém”.  Somos soberbos com a justificativa de que “é preciso pagar a quem honra, honra”. Nos afastamos da família de fé com a justificativa de que “Jesus não construiu templos”. Somos grosseiros com os incrédulos com a justificativa de que há pastores famosos que tratam os incrédulos de modo grosseiro. Pecamos com a justificativa de que “não somos legalistas”. Somos legalistas com a justificativa de que “não seguimos a graça barata”. Não estudamos teologia com a justificativa de que “a letra mata”. Nos refugiamos na teologia com a justificativa de que, se não citamos mil pensadores, nossa teologia e superficial. Somos sarcásticos com os  arminianos porque… Agredimos os calvinistas porque… Damos propina a fiscais porque… Desonramos a autoridade porque…  Prejudicamos o próximo porque… Somos arrogantes porque… Invejamos porque… Falamos mal do próximo porque… Puxamos o tapete porque… E poderíamos seguir numa extensa lista de atitudes erradas que tomamos porque… porque… porque… porque… porque… porque… porque… Sim, o erro tem sempre um “porque”. Só que ter um “porque” não faz um erro ser menos errado.

Você já fez isso? Você faz isso? Você está fazendo isso atualmente? Então cuidado. Cuidado, porque a justificativa é inimiga da santidade, do arrependimento, da confissão de pecados, do perdão, da cruz de Cristo. Logo, a justificativa é uma sabotagem do evangelho.

O oposto da justificativa é a transparência. A honestidade. A sinceridade. Às vezes, em minhas elocubrações doidas, me pergunto se Deus teria expulsado Adão e Eva do Éden se, em vez de terem se justificado, batessem no peito, chorassem, pedissem perdão, confessassem com total reconhecimento a sua falha. Jesus mesmo mostrou a diferença entre a justificativa e a transparência em uma parábola:

“Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho. O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado” (Lc 18.10-14).

justificativa 3Humilhar-se, no contexto bíblico, significa expor-se. Reconhecer-se como pecador falível. Assumir sua total dependência da graça divina. Humilhar-se, aos olhos de Deus, não é inferiorizar-se, mas elevar-se. Por outro lado, justificar-se é fazer-se maior do que realmente é, por acreditar que a sua justificativa é capaz de enganar o Senhor, fazendo-o acreditar que “não é bem assim”. Mas o Onisciente sabe exatamente o que você faz, fala e pensa. E, portanto, sabe que é assim, sim. Não se justifique, meu irmão, minha irmã. Seja sincero, pois sinceridade a respeito de si mesmo e de todos os seus erros e acertos é uma das marcas de todo aquele que Jesus tornou justo pelo sacrifício da cruz. Aja como o justo que você é e não como o ser justificável que seu pecado deseja que você acredite ser.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
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10 1No Rio de Janeiro, a passagem de ônibus custa R$ 3,40. Peguei semana passada um ônibus e, como não tinha trocado, paguei com R$ 3,50. Estendi a mão ao motorista para receber meus 10 centavos de troco. Ele olhou meio sem graça, disse que não tinha essa quantia para me dar e pediu que eu esperasse: quando recebesse alguma moedinha de 10, me pagaria. Eu passei pela roleta e sentei logo no primeiro banco, lógico, pois não deixaria aquela fortuna para trás. O ônibus prosseguiu viagem e eu ali, firme, aguardando meu troco. O veículo estava vazio e quase ninguém subia. Percebi que, de vez em quando, o motorista me olhava pelo espelho retrovisor, visivelmente tenso por eu estar ali, de prontidão, à espera da moeda que ele não tinha. Eu pensava: “Já vi esse filme muitas vezes. O espertalhão diz que não tem troco para eu desistir e ele ficar com os meus 10 centavos. No fim do dia, ele pega 10 de um, 10 de outro, e vai tomar uma cerveja com o que pegou dos trouxas”. Franzi a testa. Comecei a bater o calcanhar, impacientemente, no piso do ônibus, disposto a não arredar pé enquanto não recebesse o que era meu por direito. Mas, ao mesmo tempo, eu percebia o nervosismo do homem.

Foi quando o Espírito Santo me deu um puxão de orelha. Fui fulminado claramente pela certeza de que eu estava me comportando como um mau cristão. Por querer meu troco? Não. Isso era o justo. Mas por colocar 10 centavos acima do amor pelo próximo. Percebi que eu alimentava ódio por um ser humano que provavelmente estava falando a verdade… por míseros 10 centavos. Notei que, naquele momento, eu estava vendendo a graça que deveria ter no coração por muito, mas muito pouco.

Na vida, muitas e muitas vezes fazemos isso. Por muito pouco, deixamos de agir como Jesus espera de nós. Explodimos com as pessoas por coisas muito pequenas, nos iramos, fazemos inimigos… por questões que, à luz da eternidade, não valem nada ou quase nada. Muitos perdemos amigos por pequenas picuinhas. Ou nos indispomos com pessoas da família devido a assuntos que, no fundo, não são tão importantes assim. Desonramos pai e mãe por migalhas. Levamos nossos filhos à ira porque chegamos em casa estressados pelo trabalho e explodimos por qualquer coisa. Ficamos de ti-ti-ti porque nossos líderes não nos sorriram naquela manhã. Em suma, não são poucas as vezes em que deixamos o amor e a graça escorregar para fora de nosso coração por questiúnculas banais.

10 2É importante dimensionarmos o valor e o peso das coisas. Aqueles 10 centavos tinham valor? Certamente. Era meu direito recebê-los? Evidente. Eu estava certo em tudo. Mas pequei pela falta de bondade. Pus intenções no coração daquele motorista que possivelmente ele não tinha. Permiti que a ira tomasse conta de mim. Falhei. Em termos bíblicos, fui um legalista e não um agente da graça, pois permiti que a lei (correta) fosse mais importante do que a graça (igualmente correta). A diferença é que a lei foi criada para conduzir à graça (Gl 3.24), portanto, lei sem graça é um cavalo desembestado sem cavaleiro – não leva nada a lugar nenhum. Por isso, errei ao atribuir mais valor ao meu direito e à minha razão do que ao amor pelo próximo.

10 3O mesmo vale para tudo na vida. Seus filhos desobedeceram e, com isso, erraram? Sim, claro. Mas será que isso justifica aquela sua reação explosiva? Seu marido deixou a casa bagunçada pela bilionésima vez, mesmo depois de você pedir trilhões de vezes que ele a mantenha arrumada? Sim. Mas será que isso compensa a briga? Você chegou em casa faminto e descobriu que sua esposa não fez o jantar prometido? Sim. Todavia, isso importa mais do que manter o bom relacionamento com ela? Seu chefe é um chato intragável é digno de milhões de críticas? Sim. Mas isso justifica o desacato à autoridade? Seu amigo não foi tão amigo assim na hora que você mais precisava? Sim. Mas será que os anos de amizade precisam ser jogados fora por essa falha? E por aí vai.

Meu irmão, minha irmã, muitas vezes o importante não é ter razão. É ser bom. É agir com graça. É ser como Jesus, que, sem nunca ter pecado, perdoou, amou, pacificou, reconciliou. Você quer ser como Jesus ou como você mesmo?

O ônibus chegou, enfim, ao ponto em que eu saltaria, e nada de ter recebido os 10 centavos. Tendo refletido e me contristado por causa da exortação do Espírito Santo, simplesmente levantei, dei sinal e, na hora de descer, acenei para o motorista, que me olhava constrangido pelo espelho retrovisor. E desejei: “Boa noite, amigo, Jesus o abençoe”. Você pode até achar que fiquei mais pobre por não ter recebido meu troco. Sinceramente? Acredito que saí daquele ônibus muito mais rico do que entrei.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >
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amigo 1Quantos melhores amigos você já teve na vida? Eu já tive alguns. Na primeira escola tinha um; na segunda tinha outro; na faculdade tive uma grande amiga; na época do primeiro emprego um ex-professor da faculdade tornou-se meu companheirão; após a minha conversão, as afinidades me aproximaram de pessoas completamente diferentes… e assim seguiu minha jornada. A cada fase da vida mudamos de círculos de amizades e aquelas pessoas que eram nossas confidentes, companheiras inseparáveis, confessoras íntimas, até mesmo heróis e modelos… simplesmente seguem outros rumos, se distanciam, perdem a conexão. Muitas nunca mais vemos. Outras encontramos esporadicamente. E há ainda aquelas que até mesmo vemos eventualmente, mas parece que a antiga química sumiu. Como lidar com amizades que revelam não ser tão sólidas e eternas como você imaginava?
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Confesso que por muitos anos isso me incomodou. Eu sempre fui muito apegado a quem amo e me afrontava bastante a ideia de que fulano não sentia mais o mesmo desejo de estar em minha companhia. O tempo passou, eu cresci, amadureci e descobri que essa dinâmica é absolutamente natural e faz parte da vida de todo ser humano. Não foi fácil, mas, enfim, a ficha caiu. A razão de nossos amigos mudarem e se afastarem é simples: todo mundo muda. Faz parte da natureza humana. Faz parte da vida. E, quando digo que todo mundo muda, me refiro a mudanças em diferentes aspectos: interesses, valores, projetos de vida, visão de mundo, espiritualidade e por aí vai. Por isso, enquanto você compartilha similaridades com certa pessoa, isso vai aproximá-los; no dia em que esses pontos de atração deixarem de existir, será um milagre sustentar uma amizade próxima. E, aí, quem andava mais próximo de você vai partir para outras pastagens.
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amigo 2Na minha adolescência, por exemplo, eu era um roqueiro que gostava de vida noturna e livros. Naturalmente, meus amigos tinham esse perfil: ou eram leitores compulsivos que gostavam de debater literatura ou gente que apreciava ir a shows de rock. Quando comecei a trabalhar, como um repórter de assuntos internacionais do Jornal do Brasil, passei a conviver com jornalistas mais maduros, que falavam sobre temas mais sérios e densos. Meu foco foi mudando, meus assuntos preferidos tornaram-se outros. Em pouco tempo, os roqueiros já não me convidavam mais para sair.
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Veio minha conversão, e meus antigos melhores amigos passaram a me ver como um religioso fanático e louco – e se afastaram. Naturalmente, ganhei novos amigos, pessoas comprometidas com o evangelho que eu agora abraçava. E, com minha caminhada na fé, percebi que o fenômeno continuava, pois até mesmo dentro da igreja seus relacionamentos mudam, dependendo de como enxerga as coisas: se você se dedica mais à oração vai se aproximar de gente de joelhos calejados; se torna-se um crente agressivo, vai passar a andar com os adeptos da jihad cristã; se é reformado vai se aproximar de reformados; se segue a Missão Integral vai buscar quem compartilha da sua visão… e por aí vai.
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Acredito que o grande segredo é compreender que isso é natural e não se decepcionar porque seus melhores amigos partiram. Daí em diante, devemos viver em paz com todos, sendo os melhores amigos que pudermos, mesmo daqueles que não nos desejam mais como amigos. Esse é o principio até mesmo do amor pelos inimigos: dar o melhor de nós por quem não dá muito por nós.
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Talvez este não pareça ser um assunto muito espiritual. Mas é. Amizades são importantes. Aliás, são fundamentais. Eclesiastes 4.9 mostra que Melhor é serem dois do que um”. Jesus cercava-se de amigos. Ele gostava de estar perto dos doze, de Maria, Marta e Lázaro. Amizades nos fortalecem e nos edificam. Bons amigos ajudam a nos exortar, ouvem nossos desabafos, oram por nós, passam as madrugadas ao nosso lado se for preciso. Amigos verdadeiros fazem falta.
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Quer testar uma amizade? Deixe vir o vendaval ou, principalmente, torne-se alguém que não pode mais oferecer benefícios para essa pessoa. Se o amor e a presença dela por você permanecerem, mesmo quando não houver mais nada que você possa lhe proporcionar, mais nenhuma vantagem, nenhum benefício… então esse é um amigo real, autêntico, legítimo. “O pobre é odiado até do vizinho, mas o rico tem muitos amigos” (Pv 14.20). Busque as melhores amizades. As que passam, deixe ir, é normal que isso aconteça. Mudam os interesses, ou, às vezes, o que havia era só interesse.
amigo 3Acima de tudo, mais do que se preocupar com os que são amigos verdadeiros ou não, procure ser um amigo real para os seus amigos. O que tem valor de fato no reino de Deus é você ser o melhor amigo que puder, a despeito de como os outros são com você. Siga o exemplo do bom samaritano: ele, sim, foi amigo do homem à beira da estrada, a quem devotou-se sem ter nada a ganhar com isso. Faça tudo por seus amigos. Sirva-os, entregue-se e não espere nada em troca. Provavelmente, você não terá muita coisa em troca mesmo. Uns vão passar, outros mostrarão não ser tão amigos assim, outros te decepcionarão. Mas tudo bem, não importa: lembre-se de que, na cruz, apenas um dos amigos de Cristo permaneceu ao seu lado. Os demais? Bem… Jesus deixou o exemplo do que fazer por eles: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos” (Jo 15.13).
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Entregue sua vida pelo próximo: o verdadeiro amigo, o não tão verdadeiro assim, o que vai e o que fica. Isso é o amor maior. É o amor incondicional. É dar sem receber. Ao pôr em prática essa forma tão dura é difícil de amar, você simplesmente estará amando como Deus nos amou.
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Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >
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