Posts com Tag ‘deus’

Apenas 2 milhões

O blog APENAS acabou de alcançar a marca dos 2 milhões de acessos, 4 anos e 3 meses depois de sua criação. Quero agradecer a você, que acompanha minhas reflexões, assídua ou esporadicamente, que assina o blog e recebe as reflexões por e-mail, que repassa as mensagens por e-mail, twitter ou facebook… enfim, a você que tem dado relevância e razão de ser ao APENAS. Pois este blog não existe por minha causa, ele existe para servir o evangelho de Cristo e para servir você, leitor.

Nesse mesmo espírito, eu gostaria de agradecer pela sua companhia aqui no blog de uma forma que fosse além de palavras. Gostaria de te dar um presente. Para saber como você pode ganhar, basta ouvir a mensagem em áudio no vídeo abaixo. Se você não conseguir visualizar o player, basta clicar AQUI para ouvir a gravação no YouTube.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

.
O fim do sofrimento_Banner APENAS
Clicando nas imagens acima e abaixo você vai à loja virtual da livraria Saraiva

Perdaototal_Banner Blog Apenas

ouvido 1Quanto mais eu vivo, mais percebo quão dependentes somos de Deus. Vez após vez acontece algo que me mostra minha total impotência diante de certas circunstâncias da vida. Em alguns momentos, simplesmente não há nada que eu possa fazer para resolver o problema que pula em minha frente. Nada. Passei por uma experiência recentemente que me mostrou minha dependência e impotência com muita clareza. Eu já viajei de avião muitas e muitas vezes, confesso que já perdi a conta de quantas. Foram voos e mais voos, por conta de trabalho ou por viagens de turismo. Mas há algum tempo ocorreu algo inusitado. Eu estava bastante gripado. A garganta, inflamada. Muita secreção. Eu retornava de Brasília para o Rio de Janeiro e tudo transcorria dentro do previsto e com normalidade. Até que chegou a hora de o avião começar a descer para pousar. Subitamente, senti como se algo entupisse meus ouvidos. Era uma sensação muito estranha. De repente, veio a dor. Era aguda e muito forte, nos dois ouvidos, parecia que alguém tinha inserido balões neles e os estava inflando. Era muita, muita dor.

Eu não sabia o que fazer. Tentei bocejar, engolir saliva, usei todos os truques que conhecia para “desentupir ouvidos”. Nada adiantou. Depois vim a saber, em uma consulta com a otorrino, que a diferença de pressão faz a secreção se deslocar para os canais auriculares e, a fim de proteger os tímpanos de lesões, o organismo faz um algo qualquer que provoca aquela dor. O ponto é que naqueles longos quinze a vinte minutos de descida até a aterrissagem eu tive de suportar uma dor aguda e para a qual não havia nada que eu pudesse fazer. Tudo que me restava era me conformar e aguentar até o pouso.

Olha… não foi fácil. Mas a verdade é que esperar e suportar era minha única possibilidade.

Na vida, muitas vezes aguentar o sofrimento é a única coisa que podemos fazer, à espera de algo que dará fim à nossa dor. Dobramos os joelhos, oramos, pedimos, clamamos, nos esgoelamos… mas parece que Deus tirou um cochilo e não está muito aí para nós. Nos resta uma sensação de solidão, impotência e, por vezes, desespero. O que fazer? Para onde correr? A quem recorrer?

Doctor examining a boy's earNessas horas, lembre-se de que, em tudo na vida, “O meu socorro vem do SENHOR, que fez o céu e a terra. Ele não permitirá que os teus pés vacilem; não dormitará aquele que te guarda. É certo que não dormita, nem dorme o guarda de Israel. O SENHOR é quem te guarda; o SENHOR é a tua sombra à tua direita. De dia não te molestará o sol, nem de noite, a lua. O SENHOR te guardará de todo mal; guardará a tua alma. O SENHOR guardará a tua saída e a tua entrada, desde agora e para sempre” (Sl 121.2-8). Do Senhor vem o socorro, meu irmão, minha irmã. E ele não dormita, nem dorme. Em constante vigília, nosso Deus não tira os olhos de nós, jamais: “os teus olhos estão abertos sobre todos os caminhos dos filhos dos homens” (Jr 32.19).

Saiba disto: Deus nunca esta alheio à sua dor. Nunca. Ele sempre sabe quando você está passando por tristezas, angústias, depressão, sofrimento. O que ocorre é que, muitas vezes, ele está tratando de algo em sua vida e, enquanto dura o tratamento, ele observa você; atento, protetor, paternal e amoroso. Em silêncio, sim, mas jamais distante ou de costas para o que você enfrenta.

Muitas pessoas infelizmente acreditam que Deus em absolutamente nenhuma circunstância permitiria o sofrimento de quem ama. Mas se esquecem – ou talvez não conheçam – os inúmeros exemplos bíblicos de casos em que Deus permitiu que os seus passassem pela dor. Isso ocorreu, inclusive, no caso de Jesus, a quem “Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR prosperará nas suas mãos. Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si” (Is 53.10-11).

crossSim, aprouve ao Pai moer o Filho, pois sabia que era preciso o sofrimento do Justo para justificar a muitos. Ao Cordeiro de Deus só restava esperar. Suportar. E como ovelha muda perante seus tosquiadores, ele não abriu a boca, somente abaixou a cabeça e esperou. Entregou-se ao sofrimento: às ofensas, injúrias e calúnias; ao esbofeteamento, aos açoites e aos escarros; à coroa de espinhos e aos cravos; à lança transpassando seu lado e à sensação de abandono. Doeu. E muito. Jesus sofreu. E teve de simplesmente suportar e esperar, até que chegou o momento da gloriosa ressurreição.

Depois que o avião pousou, ainda demorou um bom tempo, mas, enfim, a dor passou. A sensação de entupimento nos ouvidos prosseguiu por algumas horas, mas, por fim, cedeu. Não tive o que fazer. Suportar a dor foi só o que me restou. Pode ser que você esteja em meio a uma angústia que parece não ter fim. Enquanto você está em pleno processo de dor, dê graças a Deus, com paciência e resignação, sabendo que os olhos do Senhor estão cravados em você, à espera do momento preciso em que ele dirá: “Agora basta. Chega. Você está livre”. 

Confie. Esperar em Deus sempre vale a pena. Nunca é um desperdício. Nunca é inútil. Pois, se esperamos com paciência no Senhor, estamos simplesmente exercendo aquilo que ele mais espera de nós: fé.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

.
O fim do sofrimento_Banner APENAS
Clicando nas imagens acima e abaixo você vai à loja virtual da livraria Saraiva

Perdaototal_Banner Blog Apenas

AntenadosQueridos irmãos e irmãs em Cristo,

esta semana foi ao ar uma entrevista que concedi à rede Boas Novas de televisão sobre temas variados, como a situação da Igreja brasileira, a necessidade de perdoar e os erros que são cometidos sobre o assunto, como lidar biblicamente com o sofrimento, literatura cristã, ficção evangélica, práticas erradas em nosso meio e uma série de outras questões. Ontem a emissora disponibilizou os 4 blocos do programa no YouTube e penso que seria interessante compartilhar com vocês, caso aquilo que falamos edifique de alguma forma a sua vida. Seguem abaixo os links dos 4 blocos, que você pode assistir pelo computador ou pelo smartphone. Se você tiver o desejo de assistir, peço a Deus que abençoe a sua vida.

BLOCO 1

Se você não conseguiu visualizar o player, clique AQUI para ver direto no YouTube.

BLOCO 2

Se você não conseguiu visualizar o player, clique AQUI para ver direto no YouTube.

BLOCO 3

Se você não conseguiu visualizar o player, clique AQUI para ver direto no YouTube.

BLOCO 4

Se você não conseguiu visualizar o player, clique AQUI para ver direto no YouTube.

.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

.
O fim do sofrimento_Banner APENAS
Clicando nas imagens acima e abaixo você vai à loja virtual da livraria Saraiva

Perdaototal_Banner Blog Apenas

 

perigos 1Semana passada tirei alguns dias de folga em um hotel numa cidade de praia. Foi bom descansar um pouco, mas não deu para driblar os inevitáveis revezes da vida. Por isso, o meu passeio teve a sua cota de sofrimento. Ocorreram dois incidentes que me fizeram pensar sobre algumas questões ligadas à nossa vida espiritual, em especial sobre os perigos que nos espreitam ao longo da vida. Gostaria de compartilhar com você um pouco dos meus pensamentos.

Primeira questão: estou com 43 anos e o avançar da idade me fez perder cabelos. Muitos cabelos. Como meu pai, meus tios e meu avô paterno, chegou o tempo em que meu DNA disse: “Zágari, agora é hora de você ficar calvo”. E pronto. Não tem capiloton, oração ou unção que resolva essa questão: quando o assunto é queda de cabelo, vamos que vamos. E, como não faço implante nem nada do gênero, assumo a minha idade e o desmatamento capilar não me incomoda. Com isso, fui presenteado por Deus com duas boas entradas nas laterais superiores da cabeça. Mas isso gerou um problema ao qual não atentei. Depois de 43 anos passando filtro solar nos mesmos lugares de sempre na hora de ir à praia, não me dei conta de que nos últimos meses a área de pele exposta aumentou. O resultado é que não passei protetor na área acima da testa e fiquei com minhas duas entradas com cor de pimentão. E ardendo – muito.

piscinaSegunda questão: minha filha ama piscina. Do alto de seus 4 anos, tem fascinação por ficar na água. Como faz natação desde 1 ano e meio, nunca usou qualquer tipo de bóia e nada com destemor em águas profundas. Por isso, fomos muito à piscina do hotel. Minha filhota gosta muito de me ver nadando de uma lado a outro, por baixo d’água. Só que, naquela tarde, ela me pediu que nadasse “como sereia”, ou seja, com as mãos ao lado do corpo e ondulando as pernas. Para agradá-la, assim eu fiz. Acontece que a piscina estava com muito cloro e meus olhos já estavam irritados. Por isso, tive a brilhante ideia de fazer a travessia com os olhos fechados. E assim fui, calculando a direção em que deveria seguir. Pra quê.

Sem que eu percebesse, fui me dirigindo cada vez mais ao fundo, arqueando o corpo e mexendo a cabeça para cima e para baixo. Foi quando atingi o chão da piscina e, por estar de olhos fechados, dei uma cabeçada com toda força nos azulejos. Acredite: foi um pancadão. Emergi atordoado e, antes mesmo que saísse da água, já ouvi minha filha gritar:

– Papai, tá escorrendo sangue! Muito sangue! Muito sangue, papai!

sanguePois é, abri um enorme corte na testa e o sangue começou a descer em profusão pelo meu rosto. Chamei a bebê, pressionei uma toalha contra a ferida, para estancar o sangramento, e me dirigi à recepção do hotel, onde, sob olhares assustados dos funcionários, pedi auxílio. Acabei dentro do quarto, deitado e sendo atendido por minha esposa e uma enfermeira, que fez um curativo e mandou pôr gelo sobre o enorme inchaço que se formou. Daí em diante, as fotos da viagem ficaram lindas: eu com um curativo esquisito e assimétrico na testa.

No caso da cabeça queimada, o problema foi ignorar um perigo iminente. No caso da ferida na testa, o problema foi descuidar da segurança. O resultado nas duas situações: dor e sofrimento.

Muitas vezes, nós nos machucamos porque não estamos atentos o suficiente. Ignoramos os perigos da caminhada ou os conhecemos mas fechamos nossos olhos a eles. O resultado será sempre negativo: tristeza, mágoa, sofrimento. Se você sabe quais são as áreas em que corre mais riscos na sua vida espiritual, em que é mais tentado, em que seus pontos fracos estão mais latentes, fica a recomendação: não baixe a guarda. “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26.41). Você conhece as próprias fraquezas, sabe onde a tentação te  conquista para o pecado com mais facilidade, mas, ainda assim, fecha os olhos e nada em direção ao fundo? Pois o resultado é sangue.

perigoOu, então, está desatento aos perigos da jornada, acostumado à zona onde sempre esteve em segurança e não se dá conta de que uma armadilha pode estar armada logo depois da esquina? Cuidado com o comodismo. Cuidado com o “sempre foi assim”. Cuidado com o que parece não ameaçar. Não banalize nem desdenhe os perigos. Porque a ameaça é real e ela pode vir de onde menos você espera. Se não ficar sempre atento ao que pode surgir do nada e te surpreender, você corre o risco de acabar com a cabeça queimada.

Meu irmão, minha irmã, nossa caminhada pela vida não é um passeio. Gostaríamos que fosse, mas não é. O perigo nos espreita. “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo” (1Pe 5.8-9). Por isso, precisamos estar atentos e, também, nos anteciparmos ao que pode nos atacar.

proteção divinaSe, por um lado, conhecemos os perigos, por outro estamos sujeitos ao que pode nos advir sem aviso prévio. Por isso é tão importante aquilo que pedimos ao Senhor na oração do pai-nosso: “…não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal” (Mt 6.13). Nessa petição solicitamos ao sentinela de nossa vida, que não dormita jamais, que nos proteja até mesmo do que não esperamos: que ele nos livre do mal; de todo ele, o visível e o invisível. Afinal, “se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela” (Sl 127.1).

E uma última recomendação: nunca se esqueça de agradecer a Deus por toda a proteção dele. Eu poderia ter ficado totalmente queimado, mas só acabei ardido em uma pequena parte da cabeça. E poderia ter tido um traumatismo craniano, mas só sofri um corte e um calombo na testa. Obrigado, Senhor, porque foste o sentinela de minha vida e me livraste do mal. Por mais que pareça que sofri males durante minha viagem, sei que mais do que tudo, fui protegido pela poderosa mão do Onipotente. E em tudo dou graças, por conhecer o amor, o poder e a proteção do Pai.

E você, como tem se precavido dos perigos iminentes? E quais têm sido seus cuidados com a segurança de sua alma? E se, mesmo tomando todos cuidados e precauções, você acaba se ferindo, como é a sua oração? Com reclamações e murmurações ou com um coração grato a despeito das circunstâncias ruins da vida? Medite sobre essas perguntas e, se constatar alguma deficiência, está na hora de tomar atitudes práticas e bíblicas que o levem a assumir uma posição cada vez mais vigilante, cuidadosa e grata a Deus.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

.
O fim do sofrimento_Banner APENAS
Clicando nas imagens acima e abaixo você vai à loja virtual da livraria Saraiva

Perdaototal_Banner Blog Apenas

broken-glassesDepois que ultrapassei os 40 anos, comecei a enxergar mal. O diagnóstico: vista cansada. Pronto, a partir daí passei a depender de óculos para ler, usar o computador ou realizar tarefas que exijam maior acuidade visual de perto. Como leio e escrevo muito, você pode imaginar como minha relação com os óculos de leitura se tornou de extrema dependência. Por isso, dá para supor o que senti quando minha filha de 4 anos quebrou meus óculos, entortando totalmente as hastes e lançando longe uma das lentes. O pior de tudo é que isso  aconteceu como um resultado amargo da desobediência. Vou te contar a história. Eu tinha terminado o expediente do dia e deixei meus óculos apoiados na mesa de trabalho, que fica ao lado de minha cama. Minha filha chegou da escola e começamos a fazer coisas juntos. Havia algumas pilhas de roupa sobre a cama, pois tinha sido dia de passadeira. Resolvi guardar as roupas no armário e, como a filhota gosta muito de me ajudar, pediu para me entregar pilha por pilha, que eu pegava e botava no armário. Só estabeleci  uma única regra:
.
– Bebê, não saia da cama, pois você está descalça e o chão está muito frio – falei.
.
tombo-queda-homem-caindoFoi quando ela teve a brilhante ideia de me desobedecer. Não sei o que deu na cabeça dela, mas a pequena resolveu pular, com um monte de roupas nas mãos, da cama para a minha cadeira de trabalho – que tem rodinhas. O resultado: assim que deu o salto, a cadeira correu, minha filha se desequilibrou e caiu para trás. Não sei como consegui, mas, no reflexo, dei um pulo e a agarrei por um braço, impedindo que batesse com a cabeça no chão. Naquilo que despencou, ela também abriu os braços, tentando agarrar o ar para não cair, mas o que conseguiu foi dar um tapa com uma das mãos na minha mesa. As roupas voaram para todos os lados, se esparramando pelo chão. Mas, na hora em que ela bateu com a mão na mesa, acertou em cheio meus óculos, que desmontaram e se entortaram todos.
.
Corri, agarrei minha filha e a abracei. Depois de me certificar de que estava tudo bem com ela, que tinha sido apenas um susto e que ela não havia sofrido nenhum machucado, me virei para os óculos. Ou o que sobrou deles. Destruídos. Naquele instante, passou pela minha cabeça todo o transtorno que aquilo provocaria: prejudicaria meu trabalho, a criação de textos para o APENAS, a escrita do novo livro em que estou trabalhando e uma série de outras coisas que a falta daquele objeto provocaria. Por isso, do susto, meus sentimentos naquela hora se tornaram ira. Dei uma bronca em minha filha.
.
– Por que você me desobedeceu e saiu da cama?! Que ideia é essa de pular da cama para uma cadeira com rodas?! Quer me matar do coração?! E, agora, olha só o que você fez com meus óculos!!! Como é que o papai vai conseguir escrever agora?!
.
Minha esposa ouviu o barulho e correu para ver o que tinha acontecido. Terminada a bronca, eu estava tão irritado que saí do quarto e fui para a sala, a fim de bufar e tentar me acalmar. E assim eu fiz. Fiquei ali por longos minutos, até que meu coração desacelerou. Me acalmei. Respirei fundo. E foi  quando minha esposa apareceu, e disse:
.
– Mauricio, ela está com uma carinha… tadinha…
.
beijoEu entendi a mensagem. Minha esposa estava intercedendo pela pequena transgressora. E, embora eu tivesse ciência de que tudo o que aconteceu foi fruto de desobediência, sabia que minha filha era pó, era humana, e sujeita à força do pecado. Por isso respirei fundo novamente. Me acalmei. E voltei para o quarto. Minha filha estava deitada na cama, com um olhar de culpa e muito quietinha. Quando me viu, percebi que já se preparou para ouvir mais bronca. Mas, então, me aproximei, deitei ao seu lado e a chamei para repousar a cabeça no meu peito. Ela veio, em silêncio, e me abraçou. Conversei com ela mansamente e expliquei que papai não dava ordens à toa, que todas as regras que eu estabelecia eram para o bem dela. Também a lembrei de uma série de ocasiões passadas em que ela tinha desobedecido e algo ruim acontecera, e procurei mostrar que, se ela obedecesse ao papai, a probabilidade de ocorrer algum problema ou de ela se machucar era muito menor. E terminei:
.
– Você entendeu, bebê?
.
Ela fez que sim com a cabeça e falou baixinho, com uma vozinha doce:
.
– Entendi, papai. Desculpe.
.
E teve uma atitude inesperada: começou a me encher de beijos, no rosto, nos braços, no peito e até nas pernas e nos pés. Daqui a pouco estávamos brincando, rindo e nos divertindo.
.
Os mandamentos de Deus não existem para nos tolher, oprimir ou chatear. O Senhor não nos dá ordens à toa, cada um dos seus preceitos tem uma razão de ser e, por exprimir a vontade do ser perfeito, eles servem para o nosso bem. O Pai sabe que a transgressão nos afasta dele e conhece a destruição que o pecado provoca. Sabe, também, que corremos o sério risco de nos machucarmos e de destruirmos muitos óculos caso optemos pelo caminho do mal. Por isso, estabelece limites, que servem, entre outras coisas, para nos proteger de nós mesmos.
.
amorAcho curioso quando ouço pessoas dizerem que o cristianismo serve pra ficar dizendo “pode, não pode, pode, não pode”. Não entendem que os mandamentos de Deus são bons e nos mostram um caminho mais excelente. Um caminho de paz. Um caminho de amor, como Jesus mesmo disse: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (Jo 14.15); “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço” (Jo 15.10). Acredite: Deus não estabelece normas e regras a troco de nada. Ele tem os melhores motivos para isso. E quem colhe os bons frutos da santidade somos nós mesmos. Deus se agrada tanto do amor demostrado por meio da obediência que tem promessas lindas para quem abraça seus mandamentos: “faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos” (Dt 5.10).
.
Minha filha aprendeu que desobedecer aos mandamentos do pai é correr o risco de se machucar muito. E, mesmo que o pai consiga segurá-la com mão forte, por amor e por graça, isso não impede que sua transgressão tenha consequências desastrosas – como roupas passadas espalhadas pelo chão e óculos quebrados. Por mais que Deus nos guarde diante do nosso pecado, sempre sofreremos algum prejuízo. Felizmente, nosso Pai é graça, perdão e restauração. Ele nos abraça, nos chama para o colo e nos corrige, fazendo-nos ver as consequências da transgressão. A partir daí, temos dois caminhos: nos rebelar ou reconhecer nosso erro e enchermos o Senhor de beijos, em reconhecimento por seu amor e seu cuidado disciplinador. “Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te” (Ap 3.19).
.
cicatrizPara minha surpresa, enquanto eu conversava com minha filha, minha esposa pegou em silêncio os óculos quebrados e, com muito cuidado, conseguiu endireitar as hastes. Encaixou a lente de novo no lugar. E, quando vi, ela se aproximou e os entregou a mim, restaurados e aptos para o uso. Experimentei. Estavam largos e um pouco fora de esquadro, mas não perdidos para sempre, como eu imaginara. Cristo também faz isso. Quando pecamos e nossa desobediência gera resultados desastrosos, ele pode consertar a situação e aprumar as coisas. Mas sempre ficará algum resultado do erro, seja em forma de feridas, mágoas, más lembranças, culpa ou o que for. Por isso, acredite: pecar conscientemente por saber que Deus perdoa e restaura nunca é a melhor opção, pois sempre ficarão cicatrizes do mal cometido. 

.
Busque a santidade, meu irmão, minha irmã. Sem ela, ninguém verá a Deus. Saiba que a mão do Senhor está sempre estendida para nos guardar e que, se erramos e caímos, temos um advogado junto ao Pai. Mas, pode acreditar, o melhor é nunca ter de passar pela disciplina de Deus, pois sempre teremos de lidar com um gosto amargo na boca em decorrência do mal que causamos. Você está em pecado? Mude isso hoje. Não pague pra ver. 
.
Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

.
O fim do sofrimento_Banner APENAS
Clicando nas imagens acima e abaixo você vai à loja virtual da livraria Saraiva

Perdaototal_Banner Blog Apenas

Mais vendidos da Mundo CristãoA página na Internet da editora Mundo Cristão tem uma seção que mostra quais são os livros mais vendidos nos últimos trinta dias pela loja virtual do site. Semana passada, minha obra mais recente, O fim do sofrimento: um livro para quem busca consolo e esperança nos momentos mais sombrios, ocupava o 4º lugar desse ranking e o livro Convulsão protestante, do pastor Antônio Carlos Costa, estava em 1º. Um amigo da igreja viu isso e me perguntou: “Zágari, você não está com inveja não? Nem um ciumezinho?“. Confesso que a pergunta me soou tão estranha que provocou uma reflexão sobre esse pecado considerado tão pouco grave por tantos cristãos mas que a Bíblia condena de forma tão veemente: a inveja.

Já senti inveja muitas e muitas vezes ao longo de minha vida. Infelizmente. Mas acredito que a maturidade, o sofrimento e a enorme quantidade de erros que já cometi têm me ensinado e me adestrado a compreender que determinados tipos de comportamento não levam a nada nem significam nada. Isso tem ocorrido com a inveja. Assim, respondendo a pergunta de meu amigo: não, em absolutamente nenhum momento senti inveja do pastor Antônio. Muitíssimo pelo contrário, fiquei extremamente feliz por ele, por saber que o primeiro livro de sua autoria pela Mundo Cristão está tendo repercussão. E isso por um motivo simples: além de eu pessoalmente gostar muito do homem Antônio Carlos Costa e de torcer por esse meu irmão, o meu livro e o dele não são “concorrentes” São aliados. Eles se complementam.

Essa é uma percepção que falta a muitos de nós, cristãos. Muitas vezes não compreendemos que o irmão em Cristo não está numa disputa conosco, mas, sim, somando. O resultado: inveja porque o irmão ganhou um cargo na igreja, inveja porque a irmã tem mais visibilidade, inveja porque o próximo prega mais, inveja porque fulano lidera o louvor, inveja porque beltrano tem um carro mais caro, inveja porque o marido de sicrana é mais gentil, inveja porque a igreja ao lado tem mais membros, inveja, inveja e inveja!

Segundo a definição dos dicionários, “inveja” significa “desejo de possuir o que outro tem”. Como se pode ver, ter inveja é exatamente o pecado resultante da transgressão ao décimo mandamento: Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo” (Êx 20.17).

urubuA inveja é um mal tão horrível que a Bíblia o define como a morte das partes mais profundas da nossa carne. O ânimo sereno é a vida do corpo, mas a inveja é a podridão dos ossos” (Pv 14.30). E não só isso, a inveja aponta para um total distanciamento se Deus: “Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito. Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros” (Gl 5.25-26). E mais: “onde há inveja e sentimento faccioso, aí há confusão e toda espécie de coisas ruins” (Tg 3.16).

Lamentavelmente, temos o péssimo hábito de eleger alguns pecados como mais repugnantes a Deus do que outros, como se filé mignon podre fosse menos repugnante que uma ratazana podre. Para Deus, podre é podre. Achamos que pecados como prostituição, lascívia, homicídios, adultérios e blasfêmia seriam pecados mais graves, enquanto outros como avareza, malícia, soberba e inveja seriam pecadinhos menores, aos quais Deus teria menos repulsa. Isso é o que achamos. Mas, quando lemos a Bíblia, vemos que os textos não fazem distinção entre os pecados:

“O que sai do homem, isso é o que o contamina. Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem. (Mc 7.20-23).

“Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia,  idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções,  invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam” (Gl 5.19-21).

inveja_1Inveja não é um mal menor. Não é menos grave que assassinato, só porque as consequências terrenas são diferentes. No mundo espiritual, são a mesma coisa: desobediência à vontade do Senhor. Transgressão. Abandono do que é puro e bom. O adúltero, o cachaceiro, o traficante, o homicida, o fornicário e o arrogante não são mais pecadores  que o invejoso.

Entenda que tudo de bom que você é e tem foi Deus quem te deu. Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança” (Tg 1.17). Do mesmo modo, tudo de bom que o outro tem e é foi Deus quem deu a ele. Inveja, portanto, é questionar e peitar o que Deus decidiu fazer e discordar da bênção que ele resolveu dar ao próximo e não a você. Inveja é motim. Inveja é rebelião. Satanás invejou o Senhor e quis ocupar seu lugar. Deu no que deu.

“Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros. Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador” (Tt 3.3-6). Isso mostra que a inveja é relacionada na Bíblia a uma característica de quem não passou pela salvação. Façamos o que é certo.

Antonio Carlos Costa e eu_230215Pastor Antônio Carlos Costa escreveu seu livro para abençoar o próximo. Eu escrevi o meu com o exato mesmo objetivo. Nossos livros são diferentes e têm funções diferentes, cada um atende a diferentes anseios dos leitores. Deus entrega o Convulsão protestante nas mãos de quem precisa ler esse livro. E entrega o O fim do sofrimento nas mãos de quem precisa ler esse livro. Eu e pastor Antônio (foto) somos jogadores do mesmo time, soldados do mesmo exército, membros do mesmo corpo, filhos do mesmo Pai. Ele é meu irmão e fico felicíssimo pelas alegrias dele e pelo que ele conquista, pela graça de Deus. Gostaria que você se sentisse desse modo com relação a todas as pessoas que, assim como você, fazem parte do Corpo de Cristo.

Fuja da inveja, meu irmão, minha irmã, não a alimente. Não enxergue esse pecado como algo menor ou justificável. Não é. É uma transgressão tão imunda como qualquer outra. Alegre-se com as conquistas do seu próximo, sorria e celebre com ele, entendendo que o que ele tem e é foi Deus quem deu. E Deus não erra. 

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

.
O fim do sofrimento_Banner APENAS
Clicando nas imagens acima e abaixo você vai à loja virtual da livraria Saraiva

Perdaototal_Banner Blog Apenas

fracasso-produto-artigoTodos nós fazemos planos. Temos vontades, elaboramos propósitos, traçamos caminhos, sonhamos. Porém, muitas e muitas vezes o que almejamos realizar não dá certo. Fracassa. O que fazer nessa hora? Como devemos nos comportar se isso acontece? Acredito que, nesses momentos, devemos buscar o Senhor em oração e estudo da Palavra, pois, se nossos projetos estiverem em desacordo com a soberana vontade de Deus, naturalmente fracassarão. Nesse caso, o que devemos fazer é abandonar o projeto que elaboramos, deixar para lá, descartar. Partir para outra. Mas, se percebermos que nossos projetos fazem sentido à luz das Escrituras, se eles se encaixam no que é bíblico, nesse caso precisamos perseverar, insistir, persistir. Então, na verdade, a grande dúvida diante do fracasso é: persistir ou desistir?

Tenho visto o mundo ao meu redor ser dominado por tristeza, dificuldades, reclamações, crise. O Brasil vive momentos difíceis e tenho percebido a infelicidade dominar em graus diferentes muitas e muitas pessoas. Você também percebe isso? Amigos estão perdendo o emprego. Casamentos estão acabando. Depressão domina muita gente. Irmãos divergem rancorosamente de irmãos por bobagens teológicas. Nas redes sociais, lamentavelmente prevalece a acusação, a espinafração, a ira, a maldade, a feiúra. Os corações me parecem estar pesados, carregados. Vejo muita falta de alegria. Você também vê o que eu vejo?

Semana passada, por causa dessa percepção, fiz um convite aqui pelo APENAS: propus que cada leitor,  ao longo da hora seguinte à leitura do texto, alegrasse uma pessoa. Só uma. Umazinha. Com um pequeno gesto, uma palavra, um favor, qualquer coisa. Acreditei que seria bonito contribuirmos para disseminar um pouco de uma das virtudes do fruto do Espírito para nosso próximo, a alegria. E pedi que aqueles que topassem fazer isso compartilhassem no espaço de comentários do blog, em poucas palavras, aquilo que fizeram e o que seu gesto gerou. Também estimulei que os irmãos e as irmãs que recebem os posts por e-mail repassassem o desafio a seus conhecidos. Pelas minhas contas, alguns milhares de pessoas seriam abençoadas com esse simples gesto.

Pierrot 2Esperei. E, de todos os muitos testemunhos que eu tinha a esperança de ler, ao final de alguns dias sabe quantos relatos havia? Um. Só. Se somarmos os comentários do APENAS com os irmãos do Facebook que disseram ter topado a proposta, não houve nem cinco adesões. Evidentemente, jamais esperei que todos aceitassem. Na verdade, ninguém em absoluto era obrigado a fazer nada do que eu propus, seria uma adesão voluntária, de quem comprasse a ideia e resolvesse fazer um pequeno gesto para deixar o mundo um tiquinho mais alegre. Mas não vou negar: fiquei triste com o estrondoso fracasso do meu plano. E aí, persistir ou desistir?

Algum projeto seu já fracassou? Bem, o meu sim. Meu plano fracassou monumentalmente. Mas ainda tenho uma centelha de esperança de que o que propus esteja em sintonia com a vontade divina e, por isso, persistirei. Assim, quero requentar minha proposta do último post. Se você desejar, ao longo da próxima hora, alegre um coração. Estimule outras pessoas a fazer o mesmo. Vamos ver onde isso vai dar. E, se fizer, peço que não deixe de compartilhar nos comentários deste post, nem que seja dizendo “eu alegrei um coração”.  Só isso, não precisa de mais nada.

O fracasso do meu post? É apenas um entre tantos e tantos exemplos. Não desista dos seus planos, meu irmão, minha irmã. Persista. Persevere. Se tudo indicar que o plano nasceu do coração do homem e não no de Deus, aí sim o abandone. Mas, se não, vá em frente, recolha os caquinhos e faça algo novo. Se for um projeto segundo a vontade de Deus, pode acreditar: valerá a pena. E algo belo e novo brotará sobre a terra.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

.
O fim do sofrimento_Banner APENAS
Clicando nas imagens acima e abaixo você vai à loja virtual da livraria Saraiva

Perdaototal_Banner Blog Apenas