Posts com Tag ‘restauração’

Sexta-feira passada, o Rio de Janeiro foi assolado por ventos fortíssimos, de cerca de 90 km/h. Começou como um assobio de filme de terror nas frestas da janela e, quando vi, o vendaval sacudia tudo com fúria. Comecei a ouvir, impotente, barulhos que vinham do terraço, sem que eu me atrevesse a subir para ver o que estava ocorrendo, por conta dos raios, do temporal e do receio de objetos voando. Resolvi aguardar pelo dia seguinte e assim o fiz. O que encontrei foi um cenário desolador.

Explico: passei o último ano cultivando plantas na laje do meu barraco. Adquiri mudas, sementes, vasos, terra, substrato, areia. Plantei, reguei, fertilizei, pus remédios contra pragas… fiz o que pude para ter plantas bonitas, saudáveis, floridas, frutíferas. Foram doze meses de erros e acertos, paciência, pesquisa, preocupação e dedicação. Semana passada, eu estava satisfeito, crendo que já tinha tudo de que precisava para as plantas crescerem e minha alma desfrutar da paz que a beleza da natureza proporciona. Mas, então, sem que eu esperasse, aconteceu a calamidade.

Sábado amanheceu e, logo cedo, subi. O cenário era desolador. Uma árvore estava tombada, com a terra do vaso espalhada pelo chão. Vasos tinham sido lançados à distância. A quantidade de galhos quebrados chegou perto do incontável. Uma trepadeira se soltara do poste e jazia, troncha, pendurada, torta. Montanhas de folhas e flores estavam espalhadas pelo chão, junto com cascas de pinho, arremessadas de seus vasos.

Além das plantas, uma mesa e cadeiras de plástico foram catapultadas à distância, jardineiras encontravam-se em locais bem diferentes dos originais, um espelho foi arremessado da parede e não quebrou por um milagre. Mas um quadro que minha mãe havia pintado com o retrato de minha esposa foi arrancado da parede, o vidro estilhaçou e a pintura foi arremessada pelo vento por cima da amurada, assoprada sabe Deus para onde. Provavelmente, deve estar caída em alguma calçada molhada, a alguns quarteirões de distância.

O resumo da ópera é que, sem contar os estragos causados aos objetos, um ano de cuidados com minhas plantas foram por água abaixo depois de duas horas de vendaval. Minha sensação imediata foi de impotência, frustração, decepção e desânimo. Ao olhar o cenário deixado pelo “furacão”, fui tomado de grande apatia. Olhei, paralisado, o desastre, sem saber por onde começar. E, então, tomado de enorme desânimo, simplesmente, dei as costas, deixei tudo como estava e fui para a cama.

Passei um bom tempo deitado, lamentando a vida e a má-sorte. Mas, passado um tempo, lembrei que, se eu não fizesse nada, tudo continuaria como estava. Respirei fundo, tentando aspirar um pouco de ânimo, enrijeci as pernas e subi novamente. Embaixo de uma chuva fina, dediquei as horas seguintes a catar incontáveis cacos, jogar muita coisa no lixo, levantar o que estava caído, recolher o que fora derramado, amarrar plantas soltas e quebradas, ajeitar o que ainda tinha jeito.

Ao fim de um longo tempo, terminei. Olhei em volta. A aparência do local não era bonita. Galhos desfolhados, tortos e remendados; chão imundo; vazios nas paredes onde antes havia quadros; sujeira para todo lado, um aspecto menos verde e florido que antes. Um cenário triste, desolador e desanimador – exatamente como acontece conosco em muitos momentos da vida.

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Meu irmão, minha irmã, de tempos em tempos, enfrentamos a mesma coisa em nossa jornada. Tudo parece bem, o céu está azul e ensolarado, há beleza ao redor e tudo parece caminhar para um futuro florido e frutífero. Até que, de repente, de forma inesperada e aterrorizante, vem um vendaval assustador. Tudo fica fora de lugar, o que antes estava limpo agora está sujo, projetos que subiam vigoroso para o alto se tornam galhos quebrados e murchos, e muito do que você vinha construindo é lançado ao chão e se esfacela ante a força das circunstâncias. Você tenta fazer algo, mas o vento vem de todos os lados, incontrolável, indomável, e destrói tudo por onde passa sem que você consiga segurá-lo. E, quando, finalmente, o vendaval cessa, o cenário que surge diante dos olhos é de assolação.

O que se segue, naturalmente, é desânimo. Vontade de desistir. Sentimento de solidão, impotência e frustração. Você pensa como aquilo foi possível, já que você se esforçou para fazer tudo certo, cultivou as coisas como deveria, dedicou-se e deu o melhor de si, mas… foi surpreendido pelo vendaval implacável. Seu longo esforço e sua suada dedicação não serviram de nada, pois em poucos instantes tudo veio abaixo.

E, cá entre nós, parece que Deus não fez nada para nos ajudar. Chegamos a pensar que pedimos pão e ele deu pedra, que pedimos peixe e ele deu serpente. Tal qual Jó, nos damos conta de que o que tínhamos não temos mais e que nosso sorriso desapareceu num piscar de olhos. Já se sentiu assim?

Porém, passado um tempo, é hora de catar os cacos e varrer o chão. E de entender que Deus permite vendavais como esse por propósitos muito elevados e, embora invisíveis, renovadores.

Demora, eu sei, mas é preciso. E lembre-se de que, nesse meio-tempo, Deus está ali, de ouvidos abertos para ouvi-lo. Cate as folhas mortas. Remende os galhos quebrados. Jogue o que não serve mais no lixo. E, uma vez mais, dê o seu melhor, para recuperar o jardim. Depois, tome um banho, calce meias quentes e tome um café forte. Faça tudo que pode fazer e deixe o resto aos pés da soberania de Deus. Os levitas puseram o pé no Jordão, isto é, fizeram a sua parte, mas quem abriu as águas do rio foi o Senhor.

Pode demorar um dia, ou dois. Talvez três. Ou uma semana. Um ano. Décadas. Mas, eventualmente, o céu se abrirá, o azul cobrirá sua cabeça como um edredom que aquece e o sol voltará a brilhar no jardim. As plantas novamente crescerão, as flores brotarão e as frutas ressurgirão nos galhos. Vassourada após vassourada, você removerá do chão os últimos resquícios de sujeira e novos quadros serão postos nas paredes, renovando o ambiente.

Tempos depois, aquele momento desolador não passará de uma lembrança de um entre tantos dias ruins que compõem, junto com os dias bons, essa coleção de tempos que chamamos de vida.

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Em tudo isso, resta-nos a gratidão. Que, em meio à assolação, nunca nos esqueçamos de que Deus não deixou de nos amar, segue nos acompanhando com seus olhos cor de graça misericordiosa e está sempre pronto a enxugar nossas lágrimas.

Você se dá conta, então, de que as folhas e as flores que o vendaval arrancou eram as mais frágeis, defeituosas e doentes, assim como, no vendaval da sua vida, as amizades verdadeiras serão reveladas pelo vendaval. Os interesseiros, bajuladores, incompassivos e falsos amigos serão varridos para longe pelas circunstâncias. Você perceberá que a terra derramada dos vasos era a que estava por cima, já ressecada pelo sol e sem nenhum nutriente, assim como, no vendaval da vida, muitas das prioridades que estavam no topo de seus dias serão descartadas, pois o caos sempre nos revela quando estamos valorizando o que já não tem nutrientes. Com o tempo, você se dará conta de que a assolação trouxe muitas bênçãos, que cumprem os desígnios divinos. Trouxe limpeza. Renovação. Conscientização. Amadurecimento. Novidade de vida.

Meu irmão, minha irmã, o vendaval acabou de passar. Meu terraço ainda está uma bagunça e a chuva ainda cai, fina e incômoda. Mas eu sei que meu Redentor vive e que sua graça, sua misericórdia e seu amor seguem imutáveis. Ele é bom e tem sempre os melhores propósitos, mesmo que soframos perdas e derramemos muitas e muitas lágrimas dos olhos.

Minha oração é que as lágrimas reguem as plantas destroçadas. Elas podem cair durante 41 capítulos, mas, ao fim, é preciso ter fé de que o capitulo 42 chegará, trazendo com ele sol, renovo, sorrisos e paz. E, então, você perceberá que suas lágrimas regaram as plantas destroçadas e contribuíram para que elas se tornassem, assim como foi com as filhas de Jó, as mais belas e admiráveis de toda a região.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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Bastou um segundo de desatenção, um tropeço em um degrauzinho da calçada e pronto: o tombo. Ouvi o grito. Virei-me e lá estava ela, de rosto colado no chão. Corremos para socorrê-la, mas minha mãe, baratinada, parecia confusa, tonta. Ainda prostrada no chão, emitiu a  indagação: “O que aconteceu? Eu caí? Caí, foi?”. Táxi urgente, corremos para a emergência, o sangue descendo em profusão da têmpora. Após a tomografia, o diagnóstico: sangramento no cérebro. Era imprescindível ir ao CTI. Assim fizemos. 

Por causa de um tombo, uma semana no hospital, radiografias, exames, tratamentos, medicamentos. O sangue era pouco, o organismo absorveu. Passado o susto, alta hospitalar. Mamãe está de volta ao lar. Dois meses e meio depois, mamãe é internada novamente. Não consegue falar. Emergência. Tomografia. Sangramento grande no cérebro. Internação. Tudo por causa daquele maldito tombo. 

Mamãe não consegue falar. Diagnóstico: hematoma subdural, o acúmulo de sangue na caixa craniana, que pressiona o cérebro. “Ela pode entrar em coma e morrer a qualquer momento”, dispara o médico do CTI. A única esperança é a cirurgia. Mas, como minha mãe toma anticoagulantes, é preciso esperar uma semana para operar. Uma semana tensa, pedindo a Deus que o sangramento pare a tempo de operar. O tombo é o culpado. 

No terceiro dia, o susto: além de não conseguir mais falar, minha mãe não consegue mais mexer a mão direita. Está visivelmente abatida. No quarto dia, paralisia do braço direito. Meu irmão voa da Espanha ao Brasil, já esperando o pior. Até que, finalmente, dez dias após a internação, sinal verde para a cirurgia. O crânio é perfurado. O sangue é drenado. Ela volta ao CTI, com um tubo saindo da cabeça, ainda com fluidos escorrendo. Tudo por causa do tombo. 

Caminhamos pela vida com desenvoltura. Somos cristãos confiantes, cremos que resistiremos às tentações. Conhecemos a verdade, caminhamos pela verdade, pregamos a verdade, lutamos pela verdade. Mas… basta um degrauzinho na calçada e pronto: o tombo. Por isso, o alerta bíblico: está de pé? Preste atenção! Cuidado para não cair! Faça o que for preciso para evitar o tombo. 

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Meu irmão, minha irmã, não há necessidade de eu lhe dizer o que precisa fazer para não levar um tombo na sua santidade. Você sabe. Ainda assim, permita-me lembrá-lo: primeiro, caminhe sempre olhando para o chão, para que não leve um tombo sem perceber, isto é, vigie. Segundo, tenha os olhos fixos não só nos seus pés, mas fique atento à distância, antecipando os obstáculos perigosos do caminho e desviando-se deles antes que cheguem perto, isto é, antecipe-se: enquanto o obstáculo ainda é uma tentação, corra dele, antes de sentir o gosto do asfalto do pecado. Terceiro, esteja sempre atento aos alertas do seu companheiro de jornada, isto é, tenha uma vida de oração e estudo da Palavra, para que haja uma sintonia constante entre você e a voz de Deus. 

Em linguagem bíblica: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26.41). 

Minha mãe se arrebentou. Quase morreu. Mas, hoje, se recuperou. Ainda precisa de fisioterapia, pois todo tombo tem consequências que demandam tempo para passar. Mas ela está de pé. Caminha. Com limitações, mas caminha. Precisa de ajuda para tomar banho. Tem de passar por 90 dias de observação, sempre acompanhada por alguém. Mas ainda não foi desta vez que sua jornada terminou. Há vida à frente. De igual modo, é fundamental que você saiba que, se tomou um tombo, isso não significa um ponto final. Nada disso. Há vida à frente. Há restauração. Há recuperação. Há perdão. Coma, beba e recupere as forças, porque sua jornada será sobremodo longa. Viva o luto, tome os remédios, aceite limitações temporárias, conforme-se com os hematomas, leve o tempo necessário para que suas pernas sejam fortalecidas e seu equilíbrio seja restabelecido . A única coisa que não pode acontecer é você permanecer no chão. 

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E, se alguém lhe disse que seu lugar é no chão, não acredite. É uma mentira diabólica. Jesus não deseja ver ninguém prostrado, a ética dele não é a da punição sádica, mas a da restauração bendita. Pense no que você pode aprender com o tombo para sua vida daqui em diante. Reflita sobre como usar essa experiência para o seu crescimento e amadurecimento, de preferência transmitindo as lições aprendidas a outras pessoas. 

Tombos doem. Machucam. Deixam cicatrizes e sequelas. Mas podem ser evitados, se você tomar as precauções necessárias. Porém, se ele acontecer, lembre-se de que você tem um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo, e que, se houver arrependimento, pedido de perdão e a intenção sincera de não mais incorrer no mesmo tropeço, você será restaurado. Totalmente restaurado. 100% restaurado. Pois Deus não deixa sequelas. O chão não é o seu lugar, ele é apenas um mestre que lhe ensinará muitas coisas. Aprenda. Levante-se. Deixe Cristo limpar o sangue provocado pelo tombo com o sangue provocado pela cruz e vá em frente, de cabeça erguida, rumo a uma vida que ainda tem muito a oferecer. 

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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O encontro diário de quem foi chamado com aquele que o chamou é uma experiência ímpar da jornada. Mais do que o deslumbre que se tem ao se entrar em uma catedral pomposa e luxuosa, é o êxtase da intimidade que maravilha o verdadeiramente devoto. Para o filho, paredes, vitrais, arcos e colunas significam pouco; é o calor da presença do Pai no aconchego do quarto vazio e silencioso que o abraça e aquece seu coração. É ali, na solitude do choro e dos sorrisos que ninguém vê que o penitente encontra consolo para o coração cansado. 

Seu jugo é suave. Seu fardo é leve. Sobre ele repousam todas as nossas ansiedades. E ele nos chama para isso, sem restrições. “Fecha a porta e vem falar comigo”, sussurra, convidativo. Ali, você lhe diz quanto doeram as ofensas sofridas naquela tarde, a acusação ouvida naquela manhã, o abandono da véspera, a dor de testemunhar a dor do próximo. Ele quer ouvir de você quanto doeu o desprezo do irmão que sentou ao seu lado na igreja e a deslealdade do seu líder, que contou os seus pecados para outras pessoas. Ele, o amado,  balança a cabeça. E sussurra: “Perdoa, eles não sabem o que fazem”. Ele te entende. E lhe dá a paz. 

Depois de consolá-lo, ele põe uma mão em seu ombro, encostando em sua pele a chaga que lhe deu perdão, e diz: “E quanto a você? Quem você feriu? Em que você me entristeceu?”. Ele já sabe a resposta, mas quer ouvir dos seus lábios. Dói, eu sei, mas é preciso dizer. Pôr para fora. Confessar. Cabisbaixo, você reconhece as mentiras, o dano, a fraqueza, o ódio, os pensamentos transgressores. Sua impureza sai pelos seus lábios, as lágrimas descem, o Santo Espírito toca seu coração e o convence: é pecado. O arrependimento arde. A chaga é eficaz. Arrependimento. Confissão. Perdão. Restauração. 

Você sorri. Ele sorri. Agora, mais leve, é hora de conversar em maiores profundidades. 

“Sobre o que o Senhor quer que eu fale?”, você indaga. “Sobre o que você quiser”, é a resposta. Ele segura suas mãos, como se conduzindo seus passos, suas palavras e prioridades, seus interesses e desejos. E você fala. Desabafa. Compartilha. Lança o fardo. 

Depois de muito falar, vem o silêncio. Parece que ele deseja que você pergunte algo, mas você não sabe o quê. Ele ajuda: “Quer me ouvir agora?”. Você balança a cabeça, positivamente. E ele começa a discorrer sobre compaixão e graça. Fala sobre perdão. “Eles não sabem o que fazem”, repete. E você é levado a amar, estender graça e misericórdia.  Se é difícil, creia, ele ajuda. 

É quando você transborda. Seus joelhos escorregam para o chão, seu beijo toca as chagas que adornam os pés do Cordeiro. Seus olhos cantam lágrimas enquanto seus lábios transpiram louvores. É momento apenas de amar. Elogiar. Agradecer. Reconhecer. Adorar. 

Quando o coração transborda, ele puxa você para seu abraço. Ali, acolhido no seio do Amor, você encontra o lar. Sim, ali é seu lugar. Ali é o descanso. Ali é a paz. 

Findo o momento tão belo e transformador chamado oração, ele se despede, sem ir embora. Você não o vê, mas ele prossegue ali. E prosseguirá, todos os dias, até o fim dos tempos. O amém soleniza o fim daquele momento. Você se põe de pé e deixa o quarto, o secreto, o teu suntuoso e íntimo templo pessoal de comunhão, de culto, e sai para enfrentar aquele mundo em que há aflições. 

Mas… há paz. Há ânimo. Pois ele venceu o mundo. Ele venceu a morte. Ele venceu a serpente. Ele venceu o pecado. Ele venceu. E, porque você é filho, é herdeiro da vitória. 

As coisas têm sido difíceis, meu irmão, minha irmã? Vá ao quarto. Vá ao secreto. Beije as chagas. Deixe o fardo, receba a paz. E, depois…

Depois?

Depois é só se lembrar de que ele tem cuidado de você. E continuará cuidando, pelos séculos dos séculos. 

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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Ser cristão não garante a ninguém ter um casamento perfeito. A reflexão que compartilho com você hoje é direcionada especificamente a quem enfrenta conflitos no matrimônio e a quem ainda é solteiro e gostaria de se preparar desde já para evitar crises matrimoniais no futuro. É o seu caso? Então é com você que desejo falar. Em geral, quando se procura um livro que trata do assunto, é muito comum que as orientações oferecidas pelo autor sejam muito mais da seara da autoajuda ou da psicologia do que da fé cristã. A questão é: será que a Palavra de Deus, a Bíblia, nos oferece princípios a serem seguidos por maridos e esposas a fim de superar crises no casamento ou evitá-las? A resposta é sim.

Um erro frequente que cometemos quando buscamos orientação bíblica para crises na vida a dois é que recorremos somente às passagens das Escrituras que versam especificamente e explicitamente sobre casamento. A questão é que muitos dos princípios espirituais para vencer crises matrimoniais ou para se antecipar a elas e evitá-las não se encontram nessas passagens, mas em conceitos mais profundos da fé, apresentados ao longo de todo o texto bíblico. Por isso, saber encontrá-los e identificá-los é essencial para quem deseja corrigir erros cometidos com o cônjuge ou evitar cometê-los no futuro.

É impressionante a quantidade de comentários que recebo aqui pelo APENAS de assinantes do blog que enfrentam conflitos constantes no casamento. E, depois que meu livro Perdão total foi publicado, em 2014, passei a receber muitas mensagens dos leitores com dúvidas sobre perdão e arrependimento especificamente no contexto do matrimônio. Foram tantos os questionamentos e as perguntas que me vi obrigado a ir à Palavra de Deus pesquisar respostas para esses meus irmãos e irmãs, que ou estão infelizes na vida a dois ou chegaram ao divórcio. Foi nessa pesquisa que percebi que as respostas às crises matrimoniais não necessariamente estão nas passagens bíblicas específicas sobre casamento, mas em princípios cristãos fundamentais. Depois de meses de pesquisa, o material que reuni foi tão rico que acabou gerando um livro, lançado este mês pela editora Mundo Cristão: Perdão total no casamento: Um livro para quem deseja uma união duradoura e feliz (veja AQUI).

Vou te contar uma coisa: meu casamento não é o do conto de fadas. Até porque nenhum é! O problema já começa aí: subimos ao altar achando que viveremos um casamento perfeito, sem problemas, só com momentos extraordinários, irretocáveis, de sonho. Mas, quando o dia a dia chega e percebemos que a vida a dois é tudo menos um conto de fadas, entramos em crise. Com isso, muitos passam a viver infelizes. Muitos se divorciam. Mas não precisa ser assim! Como qualquer ser humano normal, já discuti com minha esposa, já vivemos conflitos, já passamos por fases maravilhosas e outras muito ruins. Dizer o contrário seria hipocrisia. Mas um aspecto muito interessante desse processo de pesquisa na Bíblia sobre o tema é que percebi que os princípios que encontrei na Palavra de Deus são justamente aqueles que ajudaram a mim e a minha esposa a superar os momentos difíceis que vivemos e permanecer juntos, após 18 anos de casamento.

Ou seja, o que transmito no livro não são promessas irrealizáveis, fórmulas mágicas ou “sete passos (que ninguém consegue cumprir) para um casamento feliz”, mas princípios bíblicos sólidos, de carne e osso, que funcionam para pessoas de carne e osso que vivem um matrimônio de carne e osso. Como eu. Como você.

Por isso mesmo, para superar ou evitar crises no casamento é preciso abraçar princípios realistas! E, claro, bíblicos. Fora disso, o que existe é autoajuda vazia ou promessas que não se cumprem. Por essa razão, gostaria de incentivar você, que está vivendo uma crise na vida a dois, a ler o Perdão total no casamento. Ou, se você conhece alguém que esteja enfrentando dificuldades conjugais, a indicar-lhe a leitura. Ou, ainda, se você é noivo ou solteiro e deseja subir ao altar bem preparado, para evitar as crises antes mesmo que elas surjam, sugiro que procure conhecer os princípios apontados no livro. E, entenda, não é o livro em si que tem qualquer coisa de especial, mas as realidades bíblicas que ele apresenta.

Acredito verdadeiramente que a Palavra de Deus nos oferece as respostas para a felicidade no casamento. Perceba que eu não disse perfeição, mas felicidade. E foi com a intenção de apresentar a você essas respostas, de forma clara, simples, compreensível e aplicável na prática que realizei a pesquisa que deu origem ao Perdão total no casamento. Este é um livro que pode ser lido individualmente; junto com o cônjgue, o namorado ou o noivo; ou em grupos e classes de casais. Ele serve para reflexão ou para debates, a fim de promover transformação real. Minha oração é que as verdades bíblicas ali contidas tragam paz e felicidade para muitos. E, queira Deus, para você.

Sei que este post pode parecer mais a propaganda de um livro do que uma reflexão sobre a vida cristã. Mas tenho convicção de que os meus irmãos e irmãs que me procuram pelo blog pedindo orientações para seus problemas no casamento podem ser abençoados pelos princípios bíblicos apresentados no Perdão total no casamento. Por isso, eu o considero o “post” mais rico, completo e aprofundado que já escrevi sobre o tema. E, se o que compartilho aqui pelo APENAS abençoa você, acredito que o livro também abençoará a sua vida e a de todos aqueles que você conhece e precisam encontrar nas orientações divinas a paz matrimonial.

Se você está vivendo uma crise em seu casamento, saiba que é possível superá-la seguindo princípios bíblicos. Se você quer evitar futuras crises, tenha a certeza de que é capaz de fazê-lo. Se você planeja se casar e não quer entrar na vida a dois cometendo erros, acredite que pode. Pois Deus, que instituiu o matrimônio e tem todo interesse do mundo em preservar cada casal, conhece a solução bíblica para os casamentos em crise e o caminho para a felicidade conjugal. Oro a ele que o Perdão total no casamento ajude você a encontrar esse caminho e a seguir por ele junto com seu cônjuge, com um largo sorriso no rosto, todos os dias de sua vida, até que a morte os separe.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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oscar-1Foi vergonhoso. Na cerimônia deste ano de entrega do Oscar, o prêmio máximo do cinema americano, a maior gafe possível aconteceu: na hora de anunciar o vencedor na categoria “Melhor filme”, a organização trocou os envelopes. Resultado: foi anunciado como vencedor o longa-metragem La la land. Equipe e elenco subiram ao palco. Beijos e abraços. Comemorações. Os produtores seguraram a estatueta e fizeram discursos de agradecimento. Foi quando, para surpresa geral, entraram algumas pessoas da organização no palco para corrigir o anúncio: o vencedor na realidade era outro filme, Moonlight. O envelope errado havia sido entregue ao ator que apresentava o prêmio. Que vergonha. Surge a pergunta: como pode os organizadores de um evento tão bem ensaiado e preparado como a cerimônia de entrega do Oscar cometerem um erro tão elementar como esse? A Bíblia responde. 

A resposta do evangelho é: o ser humano falha. Erra. A perfeição não existe entre nós, por mais que nos esforcemos. Esforço humano nenhum nos livra de nossa natureza falível. Ninguém é digno de abrir os selos. Todos pecamos e destituídos fomos da glória de Deus. Todos nascemos miseravelmente pecadores, inclinados ao erro, desejosos de transgredir a vontade divina. Precisamos desesperadamente da graça do Criador, que nos justifica aos olhos do Todo-poderoso. Não fosse ela, carregaríamos um peso tão grande de culpa nas costas, por conta de nossos muitos e frequentes erros, que jamais poderíamos herdar a vida eterna. 

Eu entrego envelopes errados todos os dias, muitas vezes por dia. Por mais que me organize e me esforce para entregar os envelopes certos, no frigir dos ovos entrego os errados. Por minha causa, muita gente tem de devolver as estatuetas e abafar os discursos de agradecimento. Sou culpado disso, pois sou tão falível quanto os organizadores do Oscar. E você também é. 

O pecado é essa força, ao mesmo tempo humana e desumana, que me distancia da capacidade de acertar sempre. Felizes são aqueles que percebem tão terrível realidade e, por essa razão, correm aos pés do único que nunca errou, sedentos por sua graça. Precisamos da misericórdia daquele que é capaz de nos perdoar quando erramos. É possível que o funcionário responsável por entregar o envelope certo ao apresentador do Oscar tenha sido demitido depois de cometer tão grande gafe, não sei. Mas sei com certeza que Deus nunca demite os que erram, desde que se arrependam, reconheçam sua natureza destituída de méritos e recorram ao perdoador, abraçando-o como Salvador e aquele que “perdoa todas as tuas iniquidades” (Sl 103.3). 

Many identical businessmen clones. Businessman production conceptMeu irmão, minha irmã, essa é a razão pela qual devemos corrigir com mansidão e misericórdia os que erram, no intuito de restaurá-los. Não devemos ser tão furiosos e arrogantes em nosso trato com os que transgressores, pois  transgredimos tanto quanto eles; a diferença é só o tipo de transgressão. Devemos estender aos que erram a mesma graça que Deus nos estende quando erramos, pois nosso objetivo não é detoná-los, mas restaurá-los, mediante o arrependimento e o perdão. Seja menos implacável. Seja menos condenador. Seja mais compassivo. Seja mais restaurador. Até porque o único em condições de condenar quem erra não somos eu ou você, é aquele que foi condenado, injustamente, pelos nossos erros. Felizmente, ele subiu à cruz em nosso lugar e pagou o preço que competia a mim e a você pagar, nos permitindo, apesar de nós, ter acesso à glória eterna do Deus que está acima de todo e qualquer erro. 

O erro do Oscar me faz ver a necessidade de priorizarmos o que de fato é prioritário. Menos condenação, mais restauração. Menos agressividade, mais paz. Menos farisaísmo, mais mea culpa. Menos palavras duras, mais palavras mansas e temperadas. Menos carne, mais espírito. Menos ego, mais Cristo.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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broken-glassesDepois que ultrapassei os 40 anos, comecei a enxergar mal. O diagnóstico: vista cansada. Pronto, a partir daí passei a depender de óculos para ler, usar o computador ou realizar tarefas que exijam maior acuidade visual de perto. Como leio e escrevo muito, você pode imaginar como minha relação com os óculos de leitura se tornou de extrema dependência. Por isso, dá para supor o que senti quando minha filha de 4 anos quebrou meus óculos, entortando totalmente as hastes e lançando longe uma das lentes. O pior de tudo é que isso  aconteceu como um resultado amargo da desobediência. Vou te contar a história. Eu tinha terminado o expediente do dia e deixei meus óculos apoiados na mesa de trabalho, que fica ao lado de minha cama. Minha filha chegou da escola e começamos a fazer coisas juntos. Havia algumas pilhas de roupa sobre a cama, pois tinha sido dia de passadeira. Resolvi guardar as roupas no armário e, como a filhota gosta muito de me ajudar, pediu para me entregar pilha por pilha, que eu pegava e botava no armário. Só estabeleci  uma única regra:
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– Bebê, não saia da cama, pois você está descalça e o chão está muito frio – falei.
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tombo-queda-homem-caindoFoi quando ela teve a brilhante ideia de me desobedecer. Não sei o que deu na cabeça dela, mas a pequena resolveu pular, com um monte de roupas nas mãos, da cama para a minha cadeira de trabalho – que tem rodinhas. O resultado: assim que deu o salto, a cadeira correu, minha filha se desequilibrou e caiu para trás. Não sei como consegui, mas, no reflexo, dei um pulo e a agarrei por um braço, impedindo que batesse com a cabeça no chão. Naquilo que despencou, ela também abriu os braços, tentando agarrar o ar para não cair, mas o que conseguiu foi dar um tapa com uma das mãos na minha mesa. As roupas voaram para todos os lados, se esparramando pelo chão. Mas, na hora em que ela bateu com a mão na mesa, acertou em cheio meus óculos, que desmontaram e se entortaram todos.
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Corri, agarrei minha filha e a abracei. Depois de me certificar de que estava tudo bem com ela, que tinha sido apenas um susto e que ela não havia sofrido nenhum machucado, me virei para os óculos. Ou o que sobrou deles. Destruídos. Naquele instante, passou pela minha cabeça todo o transtorno que aquilo provocaria: prejudicaria meu trabalho, a criação de textos para o APENAS, a escrita do novo livro em que estou trabalhando e uma série de outras coisas que a falta daquele objeto provocaria. Por isso, do susto, meus sentimentos naquela hora se tornaram ira. Dei uma bronca em minha filha.
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– Por que você me desobedeceu e saiu da cama?! Que ideia é essa de pular da cama para uma cadeira com rodas?! Quer me matar do coração?! E, agora, olha só o que você fez com meus óculos!!! Como é que o papai vai conseguir escrever agora?!
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Minha esposa ouviu o barulho e correu para ver o que tinha acontecido. Terminada a bronca, eu estava tão irritado que saí do quarto e fui para a sala, a fim de bufar e tentar me acalmar. E assim eu fiz. Fiquei ali por longos minutos, até que meu coração desacelerou. Me acalmei. Respirei fundo. E foi  quando minha esposa apareceu, e disse:
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– Mauricio, ela está com uma carinha… tadinha…
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beijoEu entendi a mensagem. Minha esposa estava intercedendo pela pequena transgressora. E, embora eu tivesse ciência de que tudo o que aconteceu foi fruto de desobediência, sabia que minha filha era pó, era humana, e sujeita à força do pecado. Por isso respirei fundo novamente. Me acalmei. E voltei para o quarto. Minha filha estava deitada na cama, com um olhar de culpa e muito quietinha. Quando me viu, percebi que já se preparou para ouvir mais bronca. Mas, então, me aproximei, deitei ao seu lado e a chamei para repousar a cabeça no meu peito. Ela veio, em silêncio, e me abraçou. Conversei com ela mansamente e expliquei que papai não dava ordens à toa, que todas as regras que eu estabelecia eram para o bem dela. Também a lembrei de uma série de ocasiões passadas em que ela tinha desobedecido e algo ruim acontecera, e procurei mostrar que, se ela obedecesse ao papai, a probabilidade de ocorrer algum problema ou de ela se machucar era muito menor. E terminei:
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– Você entendeu, bebê?
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Ela fez que sim com a cabeça e falou baixinho, com uma vozinha doce:
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– Entendi, papai. Desculpe.
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E teve uma atitude inesperada: começou a me encher de beijos, no rosto, nos braços, no peito e até nas pernas e nos pés. Daqui a pouco estávamos brincando, rindo e nos divertindo.
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Os mandamentos de Deus não existem para nos tolher, oprimir ou chatear. O Senhor não nos dá ordens à toa, cada um dos seus preceitos tem uma razão de ser e, por exprimir a vontade do ser perfeito, eles servem para o nosso bem. O Pai sabe que a transgressão nos afasta dele e conhece a destruição que o pecado provoca. Sabe, também, que corremos o sério risco de nos machucarmos e de destruirmos muitos óculos caso optemos pelo caminho do mal. Por isso, estabelece limites, que servem, entre outras coisas, para nos proteger de nós mesmos.
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amorAcho curioso quando ouço pessoas dizerem que o cristianismo serve pra ficar dizendo “pode, não pode, pode, não pode”. Não entendem que os mandamentos de Deus são bons e nos mostram um caminho mais excelente. Um caminho de paz. Um caminho de amor, como Jesus mesmo disse: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (Jo 14.15); “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço” (Jo 15.10). Acredite: Deus não estabelece normas e regras a troco de nada. Ele tem os melhores motivos para isso. E quem colhe os bons frutos da santidade somos nós mesmos. Deus se agrada tanto do amor demostrado por meio da obediência que tem promessas lindas para quem abraça seus mandamentos: “faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos” (Dt 5.10).
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Minha filha aprendeu que desobedecer aos mandamentos do pai é correr o risco de se machucar muito. E, mesmo que o pai consiga segurá-la com mão forte, por amor e por graça, isso não impede que sua transgressão tenha consequências desastrosas – como roupas passadas espalhadas pelo chão e óculos quebrados. Por mais que Deus nos guarde diante do nosso pecado, sempre sofreremos algum prejuízo. Felizmente, nosso Pai é graça, perdão e restauração. Ele nos abraça, nos chama para o colo e nos corrige, fazendo-nos ver as consequências da transgressão. A partir daí, temos dois caminhos: nos rebelar ou reconhecer nosso erro e enchermos o Senhor de beijos, em reconhecimento por seu amor e seu cuidado disciplinador. “Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te” (Ap 3.19).
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cicatrizPara minha surpresa, enquanto eu conversava com minha filha, minha esposa pegou em silêncio os óculos quebrados e, com muito cuidado, conseguiu endireitar as hastes. Encaixou a lente de novo no lugar. E, quando vi, ela se aproximou e os entregou a mim, restaurados e aptos para o uso. Experimentei. Estavam largos e um pouco fora de esquadro, mas não perdidos para sempre, como eu imaginara. Cristo também faz isso. Quando pecamos e nossa desobediência gera resultados desastrosos, ele pode consertar a situação e aprumar as coisas. Mas sempre ficará algum resultado do erro, seja em forma de feridas, mágoas, más lembranças, culpa ou o que for. Por isso, acredite: pecar conscientemente por saber que Deus perdoa e restaura nunca é a melhor opção, pois sempre ficarão cicatrizes do mal cometido. 

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Busque a santidade, meu irmão, minha irmã. Sem ela, ninguém verá a Deus. Saiba que a mão do Senhor está sempre estendida para nos guardar e que, se erramos e caímos, temos um advogado junto ao Pai. Mas, pode acreditar, o melhor é nunca ter de passar pela disciplina de Deus, pois sempre teremos de lidar com um gosto amargo na boca em decorrência do mal que causamos. Você está em pecado? Mude isso hoje. Não pague pra ver. 
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Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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pecado 1Será que existe algum pecado que seja pior do que todos os outros? Que seja mais terrível, abominável, repulsivo e condenador? Que seja mais grave, que ofenda mais a Deus, que gere consequências espirituais mais destrutivas que os demais? Entre todos os tipos e variações de pecado haveria um que superasse todos os outros quanto a sua peçonha? Assassinato? Adultério? Idolatria? Soberba? Ganância? Mentira? Suborno? Desonra a pai e mãe? Cobiça? Semear contenda entre os irmãos? São muitas as possibilidades. Claro que não incluímos neste raciocínio a blasfêmia contra o Espírito Santo, pelo fato de que essa é uma transgressão sem perdão. “Em verdade vos digo que tudo será perdoado aos filhos dos homens: os pecados e as blasfêmias que proferirem. Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno” (Mc 3.28-29). Logo, a blasfêmia contra o Espírito Santo é uma categoria totalmente à parte, que não entra no nosso raciocínio. Mas e quanto a todos os outros milhares de tipos de pecados, algum é pior do que os outros?

Sim. Há um pecado absolutamente devastador. Um pecado terrível e assassino. Que está acima de qualquer outro na escala de horror. Se você não sabe qual é, anote: o pior de todos é o pecado sem arrependimento. Qualquer que seja.

pecado 2Jesus não encarnou para condenar, ele se fez homem precisamente para salvar. Jesus é o “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo 1.29). A meta de Cristo ao subir à cruz era conduzir pecadores ao arrependimento e, assim, possibilitar o perdão de milhões de vidas. Deus tem um enorme prazer no arrependimento: “Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento” (Lc 15.7). Essa percepção é absolutamente transformadora e libertadora, e explico por quê: muita gente acredita, por mil razões diferentes, que Deus não perdoará seu pecado, embora esteja verdadeiramente arrependida de seu erro. Quem pensa assim ainda não alcançou a compreensão, infelizmente, de que o perdão mediante o arrependimento é exatamente o motivo que levou Jesus a despir-se de sua glória para entrar no mundo como um de nós, sofrer e morrer na cruz.

Não falo isso só por teoria: eu mesmo já fiz parte desse grupo. Por um bom tempo vivi com o terrível peso de culpa por enxergar minha enorme pecaminosidade após a conversão, já conhecendo a Verdade. E percebi que aquele era um sentimento que muitos e muitos de meus irmãos e irmãs em Cristo experimentavam: não se enxergavam dignos do perdão de Deus, por terem pecado sendo já cristãos, justificados e chamados pela graça. Foi quando resolvi mergulhar nas Escrituras para compreender com a maior profundidade possível o que elas dizem sobre o processo pecado-perdão-restauração. Foram meses de leitura, estudo e reflexão. Por fim, acredito que consegui compreender com clareza a realidade que envolve essa dinâmica e, consequentemente, passei a ver como existem multidões de cristãos assolados desnecessariamente pela culpa. São homens e mulheres arrependidos, que abandonaram o pecado que outrora cometeram, não querem mais cometê-lo e, ainda assim, se veem culpados e esmagados pelo peso de um pecado que já não pesa sobre eles.

Foi a compreensão das verdades bíblicas acerca dessa realidade que me libertou das garras da culpa. E se você vive uma enorme culpa por algum pecado que cometeu e acha que não há perdão para você, saiba que basta cumprir o que a Palavra de Deus estipula e você será totalmente liberto desse fardo. O arrependimento é o primeiro passo, como disse Pedro: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados” (At 3.19). Esse arrependimento não pode ser produzido por vontade humana, é o Espírito Santo quem nos convence do pecado. Portanto, se você está arrependido, saiba que é Deus agindo com o intuito de perdoá-lo.

Após o arrependimento, vem a confissão. É hora de abrir o coração e confessar a Deus seu pecado, sem desculpas, sem subterfúgios; mas com transparência e sinceridade. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1.9). Em seguida, é preciso deixar a prática desse pecado, o que significa estabelecer o firme propósito de não mais cometê-lo. “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv 28.13).

pecado 3Uma vez que você tenha passado pelo processo de arrependimento, confissão e abandono, o perdão total vem sobre a sua vida. Você será livre. Todo fardo de culpa será lançado no fundo do mar. Deus te abraçará e dirá, sorrindo, que nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo Jesus. E, então, feito alvo, mais que a neve, você deve continuar sua caminhada de fé, inocentado do pior pecado de todos. A partir daí, seu papel é ajudar quem está achatado pelo peso da culpa, ensinando o caminho do perdão total mediante o arrependimento. E, para aqueles que não se arrependeram ainda, deve pregar o arrependimento e interceder por sua vida, para que, mediante a sua proclamação do evangelho e a ação do Espírito Santo, tais pessoas encontrem a paz, o perdão e a restauração.

Seja um agente em favor do arrependimento. Ao fazer isso, você pode ser o canal para que Deus apague uma multidão de pecados.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari <facebook.com/mauriciozagariescritor >

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