Posts com Tag ‘Maurício Zágari’

IMG_6313Havia muito tempo que eu não andava de metrô no Rio de Janeiro. Há alguns dias, porém, tive de pegar o metrô por conta de um compromisso e vivi uma experiência que me deixou bastante triste. O trem estava cheio e não havia lugar para sentar. Por isso, eu, minha esposa e minha filha de 4 anos ficamos em pé. Olhei ao redor e percebi algo que captou minha atenção: à  direita, havia uma senhora de idade, em pé. À esquerda, estava um rapaz com um dos braços engessado, em pé e segurando uma mochila. E lá estávamos eu e minha esposa, acompanhados de uma criança pequena, também em pé. Quando olhei para as pessoas que estavam sentadas próximo a nós, reparei que todos eram homens e mulheres jovens, fortes e saudáveis, que, simplesmente, não se mexeram. Onde estavam, permaneceram. Não deram a mínima.

IMG_6320Vou repetir: uma idosa, um homem de braço quebrado (foto) e um casal com uma criança pequena, todos em um espaço de menos de quatro metros quadrados. E absolutamente ninguém moveu uma palha sequer para ceder o lugar a quem quer que fosse. Isso me deixou extremamente pensativo sobre como o ser humano está tão desumano, egoísta e destituído de amor pelo próximo.

Quando eu era criança, minha mãe me ensinou a sempre, em qualquer circunstância, ceder o lugar para os mais velhos, mulheres e outras pessoas em necessidade. Durante todos os meus anos de escola, estudei em um colégio que ficava a cerca de uma hora de distância da minha casa, de ônibus. E,  durante o sete anos em que estudei lá, sempre fui obrigado a ir e voltar de ônibus e sempre cedi meu lugar, por mais cansado ou dolorido que estivesse. Não porque eu fosse uma pessoa magnânima ou acima da média, mas simplesmente porque aprendi com meus pais que isso era o certo. Por isso, confesso que até hoje me choca quando vejo jovens saudáveis e fortes permanecerem impassíveis ao ver pessoas de mais idade ou com crianças pequenas em pé. Porque, para mim, isso demonstra uma monstruosa falta de amor pelo próximo. É egoísmo e egocentrismo.

A Bíblia diz que nos últimos tempos o amor de muitos esfriaria. Se “o amor esfriar” não é ignorar as pequenas necessidades do próximo, não sei o que é. Infelizmente, é muito difícil mudarmos as outras pessoas. Mas o que podemos fazer é mudar a nós mesmos. Por isso proponho a você uma reflexão sobre suas atitudes. Será que você tem amado de fato o próximo?

Amor-bajo-el-espino-Blanco9Entenda que o amor ao próximo não se demonstra apenas em gestos grandiosos. Não é sendo missionário na África, tornando-se a Madre Teresa de Calcutá ou doando milhões de reais para a caridade que você será alguém que ama o próximo. Até porque, convenhamos, essas são ações que não estão ao alcance da esmagadora maioria das pessoas. Mas você tem a possibilidade de exercer o amor ao próximo diariamente, em pequenos gestos.

Ceder o lugar no ônibus, abrir a porta para senhoras passarem, puxar a cadeira no restaurante, ceder a vez no trânsito, permitir que gente idosa passe à sua frente na fila, deixar que o último pão da padaria seja comprado por outra pessoa, abrir mão do seu tempo para ouvir quem está triste, fazer elogios, dar de comer a quem tem fome e de beber a quem tem sede… Atitudes como essas custam muito barato ou nada e, acredite, não doem.

gestos-de-amorVocê pode achar que pequenos gestos como esses não fazem a diferença. Mas lembre-se de que é do acúmulo de uma grande quantidade de tijolos bem pequenos que você constrói um enorme edifício de dezenas de andares. Pequenos gestos de amor fazem toda a diferença. Jesus morreu pela humanidade, e isso foi um gesto grandioso. Mas ele também providenciou comida para pessoas que estavam com fome. Ele chorou em solidariedade à tristeza daqueles que estavam abatidos com a morte de Lázaro. Ele criou as galáxias mas também as pequenas sementes, o que demonstra que dá atenção ao macro e também ao micro. Perceba: Deus se preocupa com amor e não apenas com grandes gestos de amor. Se for amor, pode ter a dimensão que tiver, será apreciado pelo Senhor e fará toda a diferença para o próximo.

imagesVocê pode se justificar dizendo que “hoje em dia, todo mundo faz assim”. Que “ninguém mais cede o lugar no metrô”. Que homens com um braço quebrado “podem se segurar com um braço só”. Que crianças de 4 anos “são cheias de saúde e não têm necessidade de se sentar”. Pode ser que você pense que a pequena gentileza não importa mais,  porque, afinal, ninguém mais dá bola para isso. Que pequenos atos de solidariedade são coisa do passado. Que o feminismo aboliu o direito das mulheres de se sentarem no ônibus. Sinceramente, não creio que Deus gosta muito do feminismo. Tampouco acredito que Deus gosta de quem faz tudo como todos os outros fazem. Todos os samaritanos deixariam o judeu roubado espancado caído à beira do caminho, mas Jesus disse que quem amava o próximo era justamente aquele que fez o que todos os outros não fariam. Que exemplo! E lembre-se que Deus vive fora do tempo, por isso, o conceito de que “isso era gentileza mas não é mais” simplesmente não existe para o Senhor.

Amor é amor. O que revela o amor, seja “grande” ou “pequeno”, é um coração que abre mão de si pelo próximo.

Peço a Deus, meu irmão, minha irmã, que você faça a diferença. Que entenda que vivemos dias de muito desamor e que o amor é um item extremamente necessário e cada vez mais raro em nosso meio. Nem que sejam pequenas gotas de amor. Porque uma gota de amor após a outra, após a outra, após a outra… acaba gerando uma inundação de amor. Faça a sua parte. Ame. Por favor, ame. Pelo amor de Deus, ame. Abra mão de si em benefício do próximo, assim como Jesus abriu mão de si em nosso benefício. Pode ser que você fique com as pernas doendo com mais frequência ao ceder o lugar para pessoas que precisam mais do que você. Mas acredito que, ao chegar diante do Pai celestial, o teu pequeno sacrifício será reconhecido como um grandioso gesto de amor.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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Apenas 2 milhões

O blog APENAS acabou de alcançar a marca dos 2 milhões de acessos, 4 anos e 3 meses depois de sua criação. Quero agradecer a você, que acompanha minhas reflexões, assídua ou esporadicamente, que assina o blog e recebe as reflexões por e-mail, que repassa as mensagens por e-mail, twitter ou facebook… enfim, a você que tem dado relevância e razão de ser ao APENAS. Pois este blog não existe por minha causa, ele existe para servir o evangelho de Cristo e para servir você, leitor.

Nesse mesmo espírito, eu gostaria de agradecer pela sua companhia aqui no blog de uma forma que fosse além de palavras. Gostaria de te dar um presente. Para saber como você pode ganhar, basta ouvir a mensagem em áudio no vídeo abaixo. Se você não conseguir visualizar o player, basta clicar AQUI para ouvir a gravação no YouTube.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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ouvido 1Quanto mais eu vivo, mais percebo quão dependentes somos de Deus. Vez após vez acontece algo que me mostra minha total impotência diante de certas circunstâncias da vida. Em alguns momentos, simplesmente não há nada que eu possa fazer para resolver o problema que pula em minha frente. Nada. Passei por uma experiência recentemente que me mostrou minha dependência e impotência com muita clareza. Eu já viajei de avião muitas e muitas vezes, confesso que já perdi a conta de quantas. Foram voos e mais voos, por conta de trabalho ou por viagens de turismo. Mas há algum tempo ocorreu algo inusitado. Eu estava bastante gripado. A garganta, inflamada. Muita secreção. Eu retornava de Brasília para o Rio de Janeiro e tudo transcorria dentro do previsto e com normalidade. Até que chegou a hora de o avião começar a descer para pousar. Subitamente, senti como se algo entupisse meus ouvidos. Era uma sensação muito estranha. De repente, veio a dor. Era aguda e muito forte, nos dois ouvidos, parecia que alguém tinha inserido balões neles e os estava inflando. Era muita, muita dor.

Eu não sabia o que fazer. Tentei bocejar, engolir saliva, usei todos os truques que conhecia para “desentupir ouvidos”. Nada adiantou. Depois vim a saber, em uma consulta com a otorrino, que a diferença de pressão faz a secreção se deslocar para os canais auriculares e, a fim de proteger os tímpanos de lesões, o organismo faz um algo qualquer que provoca aquela dor. O ponto é que naqueles longos quinze a vinte minutos de descida até a aterrissagem eu tive de suportar uma dor aguda e para a qual não havia nada que eu pudesse fazer. Tudo que me restava era me conformar e aguentar até o pouso.

Olha… não foi fácil. Mas a verdade é que esperar e suportar era minha única possibilidade.

Na vida, muitas vezes aguentar o sofrimento é a única coisa que podemos fazer, à espera de algo que dará fim à nossa dor. Dobramos os joelhos, oramos, pedimos, clamamos, nos esgoelamos… mas parece que Deus tirou um cochilo e não está muito aí para nós. Nos resta uma sensação de solidão, impotência e, por vezes, desespero. O que fazer? Para onde correr? A quem recorrer?

Doctor examining a boy's earNessas horas, lembre-se de que, em tudo na vida, “O meu socorro vem do SENHOR, que fez o céu e a terra. Ele não permitirá que os teus pés vacilem; não dormitará aquele que te guarda. É certo que não dormita, nem dorme o guarda de Israel. O SENHOR é quem te guarda; o SENHOR é a tua sombra à tua direita. De dia não te molestará o sol, nem de noite, a lua. O SENHOR te guardará de todo mal; guardará a tua alma. O SENHOR guardará a tua saída e a tua entrada, desde agora e para sempre” (Sl 121.2-8). Do Senhor vem o socorro, meu irmão, minha irmã. E ele não dormita, nem dorme. Em constante vigília, nosso Deus não tira os olhos de nós, jamais: “os teus olhos estão abertos sobre todos os caminhos dos filhos dos homens” (Jr 32.19).

Saiba disto: Deus nunca esta alheio à sua dor. Nunca. Ele sempre sabe quando você está passando por tristezas, angústias, depressão, sofrimento. O que ocorre é que, muitas vezes, ele está tratando de algo em sua vida e, enquanto dura o tratamento, ele observa você; atento, protetor, paternal e amoroso. Em silêncio, sim, mas jamais distante ou de costas para o que você enfrenta.

Muitas pessoas infelizmente acreditam que Deus em absolutamente nenhuma circunstância permitiria o sofrimento de quem ama. Mas se esquecem – ou talvez não conheçam – os inúmeros exemplos bíblicos de casos em que Deus permitiu que os seus passassem pela dor. Isso ocorreu, inclusive, no caso de Jesus, a quem “Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR prosperará nas suas mãos. Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si” (Is 53.10-11).

crossSim, aprouve ao Pai moer o Filho, pois sabia que era preciso o sofrimento do Justo para justificar a muitos. Ao Cordeiro de Deus só restava esperar. Suportar. E como ovelha muda perante seus tosquiadores, ele não abriu a boca, somente abaixou a cabeça e esperou. Entregou-se ao sofrimento: às ofensas, injúrias e calúnias; ao esbofeteamento, aos açoites e aos escarros; à coroa de espinhos e aos cravos; à lança transpassando seu lado e à sensação de abandono. Doeu. E muito. Jesus sofreu. E teve de simplesmente suportar e esperar, até que chegou o momento da gloriosa ressurreição.

Depois que o avião pousou, ainda demorou um bom tempo, mas, enfim, a dor passou. A sensação de entupimento nos ouvidos prosseguiu por algumas horas, mas, por fim, cedeu. Não tive o que fazer. Suportar a dor foi só o que me restou. Pode ser que você esteja em meio a uma angústia que parece não ter fim. Enquanto você está em pleno processo de dor, dê graças a Deus, com paciência e resignação, sabendo que os olhos do Senhor estão cravados em você, à espera do momento preciso em que ele dirá: “Agora basta. Chega. Você está livre”. 

Confie. Esperar em Deus sempre vale a pena. Nunca é um desperdício. Nunca é inútil. Pois, se esperamos com paciência no Senhor, estamos simplesmente exercendo aquilo que ele mais espera de nós: fé.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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AntenadosQueridos irmãos e irmãs em Cristo,

esta semana foi ao ar uma entrevista que concedi à rede Boas Novas de televisão sobre temas variados, como a situação da Igreja brasileira, a necessidade de perdoar e os erros que são cometidos sobre o assunto, como lidar biblicamente com o sofrimento, literatura cristã, ficção evangélica, práticas erradas em nosso meio e uma série de outras questões. Ontem a emissora disponibilizou os 4 blocos do programa no YouTube e penso que seria interessante compartilhar com vocês, caso aquilo que falamos edifique de alguma forma a sua vida. Seguem abaixo os links dos 4 blocos, que você pode assistir pelo computador ou pelo smartphone. Se você tiver o desejo de assistir, peço a Deus que abençoe a sua vida.

BLOCO 1

Se você não conseguiu visualizar o player, clique AQUI para ver direto no YouTube.

BLOCO 2

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BLOCO 3

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BLOCO 4

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Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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perigos 1Semana passada tirei alguns dias de folga em um hotel numa cidade de praia. Foi bom descansar um pouco, mas não deu para driblar os inevitáveis revezes da vida. Por isso, o meu passeio teve a sua cota de sofrimento. Ocorreram dois incidentes que me fizeram pensar sobre algumas questões ligadas à nossa vida espiritual, em especial sobre os perigos que nos espreitam ao longo da vida. Gostaria de compartilhar com você um pouco dos meus pensamentos.

Primeira questão: estou com 43 anos e o avançar da idade me fez perder cabelos. Muitos cabelos. Como meu pai, meus tios e meu avô paterno, chegou o tempo em que meu DNA disse: “Zágari, agora é hora de você ficar calvo”. E pronto. Não tem capiloton, oração ou unção que resolva essa questão: quando o assunto é queda de cabelo, vamos que vamos. E, como não faço implante nem nada do gênero, assumo a minha idade e o desmatamento capilar não me incomoda. Com isso, fui presenteado por Deus com duas boas entradas nas laterais superiores da cabeça. Mas isso gerou um problema ao qual não atentei. Depois de 43 anos passando filtro solar nos mesmos lugares de sempre na hora de ir à praia, não me dei conta de que nos últimos meses a área de pele exposta aumentou. O resultado é que não passei protetor na área acima da testa e fiquei com minhas duas entradas com cor de pimentão. E ardendo – muito.

piscinaSegunda questão: minha filha ama piscina. Do alto de seus 4 anos, tem fascinação por ficar na água. Como faz natação desde 1 ano e meio, nunca usou qualquer tipo de bóia e nada com destemor em águas profundas. Por isso, fomos muito à piscina do hotel. Minha filhota gosta muito de me ver nadando de uma lado a outro, por baixo d’água. Só que, naquela tarde, ela me pediu que nadasse “como sereia”, ou seja, com as mãos ao lado do corpo e ondulando as pernas. Para agradá-la, assim eu fiz. Acontece que a piscina estava com muito cloro e meus olhos já estavam irritados. Por isso, tive a brilhante ideia de fazer a travessia com os olhos fechados. E assim fui, calculando a direção em que deveria seguir. Pra quê.

Sem que eu percebesse, fui me dirigindo cada vez mais ao fundo, arqueando o corpo e mexendo a cabeça para cima e para baixo. Foi quando atingi o chão da piscina e, por estar de olhos fechados, dei uma cabeçada com toda força nos azulejos. Acredite: foi um pancadão. Emergi atordoado e, antes mesmo que saísse da água, já ouvi minha filha gritar:

– Papai, tá escorrendo sangue! Muito sangue! Muito sangue, papai!

sanguePois é, abri um enorme corte na testa e o sangue começou a descer em profusão pelo meu rosto. Chamei a bebê, pressionei uma toalha contra a ferida, para estancar o sangramento, e me dirigi à recepção do hotel, onde, sob olhares assustados dos funcionários, pedi auxílio. Acabei dentro do quarto, deitado e sendo atendido por minha esposa e uma enfermeira, que fez um curativo e mandou pôr gelo sobre o enorme inchaço que se formou. Daí em diante, as fotos da viagem ficaram lindas: eu com um curativo esquisito e assimétrico na testa.

No caso da cabeça queimada, o problema foi ignorar um perigo iminente. No caso da ferida na testa, o problema foi descuidar da segurança. O resultado nas duas situações: dor e sofrimento.

Muitas vezes, nós nos machucamos porque não estamos atentos o suficiente. Ignoramos os perigos da caminhada ou os conhecemos mas fechamos nossos olhos a eles. O resultado será sempre negativo: tristeza, mágoa, sofrimento. Se você sabe quais são as áreas em que corre mais riscos na sua vida espiritual, em que é mais tentado, em que seus pontos fracos estão mais latentes, fica a recomendação: não baixe a guarda. “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26.41). Você conhece as próprias fraquezas, sabe onde a tentação te  conquista para o pecado com mais facilidade, mas, ainda assim, fecha os olhos e nada em direção ao fundo? Pois o resultado é sangue.

perigoOu, então, está desatento aos perigos da jornada, acostumado à zona onde sempre esteve em segurança e não se dá conta de que uma armadilha pode estar armada logo depois da esquina? Cuidado com o comodismo. Cuidado com o “sempre foi assim”. Cuidado com o que parece não ameaçar. Não banalize nem desdenhe os perigos. Porque a ameaça é real e ela pode vir de onde menos você espera. Se não ficar sempre atento ao que pode surgir do nada e te surpreender, você corre o risco de acabar com a cabeça queimada.

Meu irmão, minha irmã, nossa caminhada pela vida não é um passeio. Gostaríamos que fosse, mas não é. O perigo nos espreita. “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo” (1Pe 5.8-9). Por isso, precisamos estar atentos e, também, nos anteciparmos ao que pode nos atacar.

proteção divinaSe, por um lado, conhecemos os perigos, por outro estamos sujeitos ao que pode nos advir sem aviso prévio. Por isso é tão importante aquilo que pedimos ao Senhor na oração do pai-nosso: “…não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal” (Mt 6.13). Nessa petição solicitamos ao sentinela de nossa vida, que não dormita jamais, que nos proteja até mesmo do que não esperamos: que ele nos livre do mal; de todo ele, o visível e o invisível. Afinal, “se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela” (Sl 127.1).

E uma última recomendação: nunca se esqueça de agradecer a Deus por toda a proteção dele. Eu poderia ter ficado totalmente queimado, mas só acabei ardido em uma pequena parte da cabeça. E poderia ter tido um traumatismo craniano, mas só sofri um corte e um calombo na testa. Obrigado, Senhor, porque foste o sentinela de minha vida e me livraste do mal. Por mais que pareça que sofri males durante minha viagem, sei que mais do que tudo, fui protegido pela poderosa mão do Onipotente. E em tudo dou graças, por conhecer o amor, o poder e a proteção do Pai.

E você, como tem se precavido dos perigos iminentes? E quais têm sido seus cuidados com a segurança de sua alma? E se, mesmo tomando todos cuidados e precauções, você acaba se ferindo, como é a sua oração? Com reclamações e murmurações ou com um coração grato a despeito das circunstâncias ruins da vida? Medite sobre essas perguntas e, se constatar alguma deficiência, está na hora de tomar atitudes práticas e bíblicas que o levem a assumir uma posição cada vez mais vigilante, cuidadosa e grata a Deus.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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babyQueridos irmãos e irmãs em Cristo,

agradeço a todos vocês que contribuíram com opiniões e sugestões acerca da ideia de postar reflexões em áudio aqui no APENAS. Como até a última vez que olhei mais de 80% dos manos que clicaram na enquete foram favoráveis à inserção desse recurso, a partir de agora pretendo postar algumas reflexões em áudio, de tempos em tempos. De forma alguma isso substituirá os textos escritos, que são minha área de atuação, minha paixão e onde trafego melhor. Acredito no poder da palavra escrita e sempre incentivo a leitura. Não acredito que o áudio substitua o texto, de modo algum. Minha ideia não é substituir ou subtrair: é somar. Por isso, continuarei escrevendo os textos, mas eventualmente postarei reflexões em áudio, na esperança de estar servindo uma parcela de pessoas que, de outro modo, não seriam alcançadas pelos posts escritos.

Inicialmente, tinha pensado em postar o áudio por meio de um player, mas descobri que os e-mails que são enviados aos assinantes do blog não reproduziam o player, por alguma razão técnica que desconheço. Por isso, o meio que parece servir melhor esse propósito é a incorporação da gravação em um vídeo de YouTube. Assim, inseri um slide com o nome do blog, apenas para viabilizar que o áudio chegue até você, que é assinante, por e-mail. O que quero valorizar é a mensagem e não me preocupar com vinhetas, recursos de vídeo ou algo parecido.

Meu desejo é compartilhar reflexões como as que normalmente escrevo, mas também usar o áudio para falar de temas que eventualmente sejam mais atuais. Alguns serão mais formais (como a postagem de hoje), outros serão um bate-papo informal. Não desejo engessar o formato.

Peço a Deus que essa iniciativa contribua para alcançar pessoas que, de outro modo, não seriam alcançadas. Se desejar, compartilhe, encaminhe para quem achar que deve, sinta-se à vontade. Se eu perceber que a iniciativa não foi bem-sucedida, não tenho problema algum em abandoná-la e prosseguir no mesmo caminho que temos trilhado há mais de 4 anos, exclusivamente textos escritos. Muito obrigado pelo seu carinho, conto com suas orações. Dependo da graça de Deus para manter este blog ativo e agradeço demais pela sua intercessão.

A reflexão de hoje é sobre humildade. Peço a Deus que te abençoe.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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broken-glassesDepois que ultrapassei os 40 anos, comecei a enxergar mal. O diagnóstico: vista cansada. Pronto, a partir daí passei a depender de óculos para ler, usar o computador ou realizar tarefas que exijam maior acuidade visual de perto. Como leio e escrevo muito, você pode imaginar como minha relação com os óculos de leitura se tornou de extrema dependência. Por isso, dá para supor o que senti quando minha filha de 4 anos quebrou meus óculos, entortando totalmente as hastes e lançando longe uma das lentes. O pior de tudo é que isso  aconteceu como um resultado amargo da desobediência. Vou te contar a história. Eu tinha terminado o expediente do dia e deixei meus óculos apoiados na mesa de trabalho, que fica ao lado de minha cama. Minha filha chegou da escola e começamos a fazer coisas juntos. Havia algumas pilhas de roupa sobre a cama, pois tinha sido dia de passadeira. Resolvi guardar as roupas no armário e, como a filhota gosta muito de me ajudar, pediu para me entregar pilha por pilha, que eu pegava e botava no armário. Só estabeleci  uma única regra:
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– Bebê, não saia da cama, pois você está descalça e o chão está muito frio – falei.
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tombo-queda-homem-caindoFoi quando ela teve a brilhante ideia de me desobedecer. Não sei o que deu na cabeça dela, mas a pequena resolveu pular, com um monte de roupas nas mãos, da cama para a minha cadeira de trabalho – que tem rodinhas. O resultado: assim que deu o salto, a cadeira correu, minha filha se desequilibrou e caiu para trás. Não sei como consegui, mas, no reflexo, dei um pulo e a agarrei por um braço, impedindo que batesse com a cabeça no chão. Naquilo que despencou, ela também abriu os braços, tentando agarrar o ar para não cair, mas o que conseguiu foi dar um tapa com uma das mãos na minha mesa. As roupas voaram para todos os lados, se esparramando pelo chão. Mas, na hora em que ela bateu com a mão na mesa, acertou em cheio meus óculos, que desmontaram e se entortaram todos.
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Corri, agarrei minha filha e a abracei. Depois de me certificar de que estava tudo bem com ela, que tinha sido apenas um susto e que ela não havia sofrido nenhum machucado, me virei para os óculos. Ou o que sobrou deles. Destruídos. Naquele instante, passou pela minha cabeça todo o transtorno que aquilo provocaria: prejudicaria meu trabalho, a criação de textos para o APENAS, a escrita do novo livro em que estou trabalhando e uma série de outras coisas que a falta daquele objeto provocaria. Por isso, do susto, meus sentimentos naquela hora se tornaram ira. Dei uma bronca em minha filha.
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– Por que você me desobedeceu e saiu da cama?! Que ideia é essa de pular da cama para uma cadeira com rodas?! Quer me matar do coração?! E, agora, olha só o que você fez com meus óculos!!! Como é que o papai vai conseguir escrever agora?!
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Minha esposa ouviu o barulho e correu para ver o que tinha acontecido. Terminada a bronca, eu estava tão irritado que saí do quarto e fui para a sala, a fim de bufar e tentar me acalmar. E assim eu fiz. Fiquei ali por longos minutos, até que meu coração desacelerou. Me acalmei. Respirei fundo. E foi  quando minha esposa apareceu, e disse:
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– Mauricio, ela está com uma carinha… tadinha…
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beijoEu entendi a mensagem. Minha esposa estava intercedendo pela pequena transgressora. E, embora eu tivesse ciência de que tudo o que aconteceu foi fruto de desobediência, sabia que minha filha era pó, era humana, e sujeita à força do pecado. Por isso respirei fundo novamente. Me acalmei. E voltei para o quarto. Minha filha estava deitada na cama, com um olhar de culpa e muito quietinha. Quando me viu, percebi que já se preparou para ouvir mais bronca. Mas, então, me aproximei, deitei ao seu lado e a chamei para repousar a cabeça no meu peito. Ela veio, em silêncio, e me abraçou. Conversei com ela mansamente e expliquei que papai não dava ordens à toa, que todas as regras que eu estabelecia eram para o bem dela. Também a lembrei de uma série de ocasiões passadas em que ela tinha desobedecido e algo ruim acontecera, e procurei mostrar que, se ela obedecesse ao papai, a probabilidade de ocorrer algum problema ou de ela se machucar era muito menor. E terminei:
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– Você entendeu, bebê?
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Ela fez que sim com a cabeça e falou baixinho, com uma vozinha doce:
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– Entendi, papai. Desculpe.
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E teve uma atitude inesperada: começou a me encher de beijos, no rosto, nos braços, no peito e até nas pernas e nos pés. Daqui a pouco estávamos brincando, rindo e nos divertindo.
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Os mandamentos de Deus não existem para nos tolher, oprimir ou chatear. O Senhor não nos dá ordens à toa, cada um dos seus preceitos tem uma razão de ser e, por exprimir a vontade do ser perfeito, eles servem para o nosso bem. O Pai sabe que a transgressão nos afasta dele e conhece a destruição que o pecado provoca. Sabe, também, que corremos o sério risco de nos machucarmos e de destruirmos muitos óculos caso optemos pelo caminho do mal. Por isso, estabelece limites, que servem, entre outras coisas, para nos proteger de nós mesmos.
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amorAcho curioso quando ouço pessoas dizerem que o cristianismo serve pra ficar dizendo “pode, não pode, pode, não pode”. Não entendem que os mandamentos de Deus são bons e nos mostram um caminho mais excelente. Um caminho de paz. Um caminho de amor, como Jesus mesmo disse: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (Jo 14.15); “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço” (Jo 15.10). Acredite: Deus não estabelece normas e regras a troco de nada. Ele tem os melhores motivos para isso. E quem colhe os bons frutos da santidade somos nós mesmos. Deus se agrada tanto do amor demostrado por meio da obediência que tem promessas lindas para quem abraça seus mandamentos: “faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos” (Dt 5.10).
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Minha filha aprendeu que desobedecer aos mandamentos do pai é correr o risco de se machucar muito. E, mesmo que o pai consiga segurá-la com mão forte, por amor e por graça, isso não impede que sua transgressão tenha consequências desastrosas – como roupas passadas espalhadas pelo chão e óculos quebrados. Por mais que Deus nos guarde diante do nosso pecado, sempre sofreremos algum prejuízo. Felizmente, nosso Pai é graça, perdão e restauração. Ele nos abraça, nos chama para o colo e nos corrige, fazendo-nos ver as consequências da transgressão. A partir daí, temos dois caminhos: nos rebelar ou reconhecer nosso erro e enchermos o Senhor de beijos, em reconhecimento por seu amor e seu cuidado disciplinador. “Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te” (Ap 3.19).
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cicatrizPara minha surpresa, enquanto eu conversava com minha filha, minha esposa pegou em silêncio os óculos quebrados e, com muito cuidado, conseguiu endireitar as hastes. Encaixou a lente de novo no lugar. E, quando vi, ela se aproximou e os entregou a mim, restaurados e aptos para o uso. Experimentei. Estavam largos e um pouco fora de esquadro, mas não perdidos para sempre, como eu imaginara. Cristo também faz isso. Quando pecamos e nossa desobediência gera resultados desastrosos, ele pode consertar a situação e aprumar as coisas. Mas sempre ficará algum resultado do erro, seja em forma de feridas, mágoas, más lembranças, culpa ou o que for. Por isso, acredite: pecar conscientemente por saber que Deus perdoa e restaura nunca é a melhor opção, pois sempre ficarão cicatrizes do mal cometido. 

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Busque a santidade, meu irmão, minha irmã. Sem ela, ninguém verá a Deus. Saiba que a mão do Senhor está sempre estendida para nos guardar e que, se erramos e caímos, temos um advogado junto ao Pai. Mas, pode acreditar, o melhor é nunca ter de passar pela disciplina de Deus, pois sempre teremos de lidar com um gosto amargo na boca em decorrência do mal que causamos. Você está em pecado? Mude isso hoje. Não pague pra ver. 
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Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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