Posts com Tag ‘mulher rixosa’

Que qualidades um jovem cristão solteiro deve buscar em uma mulher na hora de escolher uma noiva? E de que defeitos ele deve fugir? Há bastante a ser dito sobre isso, mas, hoje, quero concentrar minha reflexão em algo que é importantíssimo do ponto de vista bíblico mas pouco se fala na hora de orientar jovens para o casamento: a importância de ficar atento a quão briguenta é a pessoa. E reforço: esta é uma reflexão apenas para rapazes cristãos solteiros. Naturalmente, haveria muita coisa a se dizer para as jovens cristãs solteiras, mas isso ficará para outro post.

A Bíblia fala sobre algumas características da esposa ideal do ponto de vista da fé cristã. Entre elas está o fato de que a esposa segundo o coração de Deus deve ser:

Parceira do marido (Gn 2.18);

Sexualmente atenciosa (1Co 7.3-10);

Desejosa de agradar o esposo (1Co 7.34);

Sempre respeitosa no trato com o marido (Ef 5.33);

Consciente da decisão de Deus sobre a autoridade no casal (Ef 5.24; Cl 3.18; Tt 2.5; 1Pe 3.1);

Amorosa com o esposo (Tt 2.4);

Sábia na edificação da família (Pv 14.1);

Sensata em suas palavras e ações, a fim de que não destrua a família (Pv 14.1);

Merecedora da confiança do marido (Pv 31.11);

Enriquecedora da vida do esposo (Pv 31.11);

Disposta a fazer o bem ao marido, e não o mal, todos os dias de sua vida (Pv 31.12);

Dedicada aos cuidados da vida cotidiana com a família (Pv 31.15);

Capaz de contribuir a fim de tornar seu esposo respeitado na comunidade (Pv 31.23); e

Merecedora dos elogios do marido por seu excelente procedimento diário (Pv 31.28);

entre outras coisas.

Seja franco, meu irmão: casar com uma mulher que se encaixe nessa descrição não seria o céu na terra?

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Mas vamos adiante. Além de dizer como, segundo os padrões cristãos, a esposa ideal deve ser, a Bíblia também registra como ela não deve ser. E isso é tão importante quanto. Entre os horrores de uma mulher está o fato de ela ser briguenta. Diz assim a Escritura:

1. “A esposa briguenta é irritante como uma goteira” (Pv 19.13);

2. “É melhor viver sozinho no canto de um sótão que morar com uma esposa briguenta numa bela casa” (Pv 21.9);

3. “É melhor viver sozinho no deserto que morar com uma esposa briguenta que só sabe reclamar” (Pv 21.19);

4. “É melhor viver sozinho no canto de um sótão que morar com uma esposa briguenta numa bela casa” (Pv 25.24);

5. “A esposa briguenta é irritante como a goteira num dia de chuva. Tentar contê-la é como deter o vento ou agarrar o óleo com a mão” (Pv 27.15-16).

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São cinco advertências extremamente verdadeiras, práticas e realistas contra a mulher briguenta. Será que é à toa?

Bem, para que você entenda por que a mulher briguenta é esse horror bíblico e um pesadelo na vida de um homem, menciono aqui cinco das muitas razões:

1. A mulher briguenta é arrogante

A mulher briguenta vive brigando porque acha que a opinião dela está sempre certa e entende, por sua falta de sabedoria e discernimento, que a maneira de se impor aos outros é brigando, peitando, gritando. A arrogância, acredite, é um dos pecados mais denunciados na Bíblia, pois machuca fundo o coração de Deus; afinal, foi o pecado que levou Satanás a fazer o que fez. Deus odeia tanto a arrogância que preferiu deixar o espinho na carne de Paulo do que permitir que ele se tornasse arrogante (2Co 12.7).

O indivíduo que tem domínio próprio e mansidão, ao contrário, não faz da briga uma rotina, pois sabe a hora de falar, de calar, de ouvir, de deixar para lá. Inversamente, o briguento se acha tão certo em tudo que não admite ser contrariado e, por isso, se impõe na base da briga e do grito com uma frequência surreal. Os dias em que não briga são exceção e não a regra.

Um indivíduo eventualmente ceder ao pecado e incitar uma briga é compreensível (embora não desejável, lógico), todo mundo faz isso vez ou outra – afinal, todos somos pecadores e erramos. Mas fazer da briga um estilo de vida é sintoma de uma arrogância não tratada, sem arrependimento e que afunda o arrogante cada vez mais no lodaçal de sua soberba espiritualmente nociva.

2. A mulher briguenta é insensata

Isso significa que ela não sabe usar a razão para julgar ou raciocinar nas questões da vida. Como lhe faltam argumentos racionais e lógicos, ela apela para o desmerecimento do outro, os ataques, as ofensas, os gritos e a porta batida atrás de si. E a Bíblia é clara: “A mulher sábia edifica o lar, mas a insensata o destrói com as próprias mãos” (Pv 14.1). A mulher briguenta, via de regra, destrói o seu lar. No mínimo, faz dele um ambiente tão saudável e feliz quanto Chernobyl – mas nunca fará uma autocrítica nem perceberá o seu erro, pois sua insensatez a fará acreditar que a culpa dos problemas é sempre dos outros e sempre justificará seu comportamento reprovável por trás de alguma desculpa esfarrapada.

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3. A mulher briguenta cria um ambiente sem Deus em sua casa

O Senhor ama a paz. Jesus saudava as pessoas ao chegar a algum lugar desejando-lhes que a paz estivesse com elas. Paz é uma das virtudes do fruto do Espírito. Jesus disse que bem-aventurados são aqueles que promovem a paz. Portanto, a Bíblia deixa claro que a paz é preciosa ao Senhor.

A conclusão é logica: onde a pessoa briguenta chega, implanta o conflito, a contenda, a dissensão, a discórdia, o que é exatamente o que Deus abomina, o contrário do que ele quer. Portanto, uma esposa briguenta, por mais que se diga cristã, está criando um ambiente de vida não cristão em seu lar – talvez, até, sem se dar conta, o que não muda o fato em si.

4. A mulher briguenta, além de pecar com sua atitude, em geral leva quem está ao redor a pecar

Uma mulher briguenta costuma servir de péssimo exemplo para os filhos, muitos dos quais podem acabar imitando seu comportamento e se tornar novas pessoas briguentas. Além disso, por mais pacífico que seja seu marido, ela, em geral, costuma tirá-lo do sério e arrastá-lo para a ira. Assim, a pessoa briguenta é uma instigadora e multiplicadora de pecados, o que faz dela uma cúmplice do maligno em sua sanha por levar pessoas a pecar.

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5. A mulher briguenta sabota casamentos e famílias

A importância do diálogo é a regra número um de um casamento feliz. A mulher briguenta torna o diálogo impossível, pois ela geralmente se recusa a ouvir ou pensar sobre o que ouviu. A briguenta tem por hábito interromper o outro a toda hora quando ele tenta falar, sair batendo a porta, dizer que não vai ficar ouvindo o que o outro tem a dizer e coisas assim. A verdade é que a pessoa briguenta é, em geral, alguém que não está disposto a ceder em nada e, por isso, usa a briga para calar o outro e não ter de abrir mão do que quer. Isso porque, em geral, a pessoa briguenta é egoísta. O resultado é que ela sabota o modelo criado por Deus para o casamento e o lar.

Por essas cinco razões e outras mais, quem se casa com a mulher briguenta está se condenando a viver por anos e anos sofrendo a dor de ter ao lado não uma parceira e uma melhor amiga, mas uma opositora que tornará sua rotina um inferno. Explosiva, essa mulher será como um campo minado que, de uma hora para outra, do nada e inesperadamente, iniciará episódios de bate-boca e discussão que acabarão com a paz no lar e no coração de quem a cerca.

Por isso, deixo o conselho a todo rapaz cristão solteiro: na hora de buscar uma possível namorada, identifique desde o começo quão briguenta ela é. Não importa se ela é lindíssima, se canta no louvor, se é inteligente ou qualquer coisa do gênero, pois, tenha ela as qualidades que tiver, se é alguém que adota a briga como estilo de vida, as qualidades logo desaparecerão de seus olhos e tudo o que restará é o horror dessa postura.

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De todos os 562 posts já publicados no meu blog, descobri hoje que o mais lido de todos até o momento é o que fala da mulher rixosa (termo presente nas traduções bíblicas mais arcaicas, que nas mais modernas foi traduzido como “briguenta”. Você pode ler o post A mulher rixosa clicando AQUI). Isso é revelador. Mostra que muitos e muitos irmãos se casaram, inadvertidamente, com uma mulher assim – ou casaram com moças virtuosas que, com o tempo, se transformaram e, assim, descambaram para o caminho da briga como estilo de vida. Mas você, que é solteiro, ainda tem a oportunidade de não entrar nessa. Quando se interessar por uma moça, lembre-se dos 5 alertas bíblicos e procure identificar desde cedo quão rixosa ela é. E jamais se case com uma mulher briguenta!

Para finalizar, se você é uma mulher cristã e chegou até este ponto da leitura, gostaria de, carinhosamente, lhe dizer três coisas:

1. Se você se irritou com alguma informação bíblica apontada neste texto, por favor, não brigue comigo. Não fui eu quem escreveu a Bíblia. Apenas reproduzo o que ela diz.

2. Você pode estar achando injusto eu não falar neste texto sobre o homem briguento. Se é o caso, saiba que tudo o que foi dito neste post se aplica também aos homens briguentos, com quem você jamais deve se casar até que ele se converta, se arrependa e abandone esse modo de ser tão tóxico, biblicamente abominável e que tem como única consequência semear a infelicidade.

3. Se você percebeu que se encaixa na descrição de uma mulher briguenta, ou rixosa, saiba que nem tudo está perdido. Você não está condenada a ser o inferno de seu marido e filhos até a sua morte. A recomendação bíblica para esse seu estilo de vida é bem objetiva: você precisa se arrepender verdadeiramente, confessar seu pecado a Deus e abandonar essa prática. Se fizer isso, a bênção do Senhor virá sobre seu casamento, a cura será plena e tudo ficará bem. E, assim, você consertará o estrago que causou, recuperará o tempo perdido e poderá ser conhecida não mais como alguém briguento que inferniza a vida dos outros, mas passará a ser chamada de “mulher virtuosa”, aquela cuja sabedoria edifica o lar e cujo valor excede o de muitos rubis.

É possível. E está ao seu alcance. Só depende de você.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

Eu estava saindo do banho quando vi minha filha, curiosa, fuxicar a gaveta da mesa de cabeceira de minha esposa. Após revirar as coisas da mãe, ela abriu uma caixa cheia de bijuterias e, mexendo em tudo, disse a frase que me fez pensar: “A mamãe tem brincos lindos que ela nunca usa”. A percepção da minha bebê me remeteu a uma realidade que se apresenta com frequência em nossa vida: você já parou para pensar quantas coisas lindas temos e, com frequência, deixamos de valorizar? Tenho visto muito disso e, por essa razão, gostaria de pensar rapidamente sobre o assunto, que se resume a uma palavra: ingratidão.

Se sabemos que “Toda dádiva que é boa e perfeita vem do alto, do Pai que criou as luzes no céu” (Tg 1.17, NVT), entendemos que todas as coisas boas que temos vêm como um presente do Senhor. Ele é quem nos dá as coisas lindas que estão em nossa gaveta. Se, porém, deixamos de valorizar tais dádivas, estamos sendo como filhos ingratos e reclamões e, a exemplo do filho perdido da parábola, recebemos bênçãos mas só pomos o foco no que não temos. Ganhamos brincos lindos, mas não os usamos.

Ingratidão é pecado, por demonstrar falta de reconhecimento de algo que o Senhor fez, com amor e graça, por nós. Se somos ingratos, estamos acusando Deus de ser menos bom do que de fato ele é.

Vejo esposas que reclamam diariamente de seus maridos, quando eles são homens caseiros, pais amorosos e dedicados à família (pois, afinal, ele não faz tudo como eu quero e aponta os erros que insisto em repetir). Vejo indivíduos de barriga cheia de comida e armário transbordando de roupas, que moram em casas amplas e bonitas, que vivem reclamando da vida (pois, afinal, eles não têm aquela televisão da última marca). Vejo gente empregada e com salário depositado no fim do mês que vive reclamando do emprego (pois, afinal, o chefe é chato ou a rotina de trabalho não é perfeita). Vejo cristãos que reclamam de seus pastores, irmãos que reclamam de sua igreja, cidadãos que reclamam do governo, internautas que reclamam de tudo… tantos brincos lindos e sem uso. Ingratidão pelas coisas boas que se tem.

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Não estou dizendo com isso que a vida é perfeita. Não. No mundo temos aflições, como o bom Mestre profetizou que seria. Existe escassez, injustiça, doença, miséria, tristeza, tudo isso. Esta vida tem cheiro de estábulo e não de Éden – o que não quer dizer que não bata uma brisa fresca no entardecer. Minha reflexão é com relação a olhar sempre a metade vazia do copo e, tal qual os israelitas reclamões no deserto, só viver ressaltando o que não se tem, o que não se viveu, o que não aconteceu, a qualidade que o outro não tem e assim por diante. É uma vida cheia de nãos, embora Deus tenha dado muitos sins. Ingratidão.

Meu irmão, minha irmã, quais são as coisas lindas que Deus lhe deu? Convido você a fechar os olhos por dez segundos e fazer uma lista mental de tudo de maravilhoso com que Deus presenteou você. Você tem saúde, enxerga, caminha, ouve, sente, dorme… tudo isso é dádiva. Tem, também, bens materiais: livros, moradia, alimento, vestuário, aparelhos eletrônicos, veículos, supérfluos… tanta coisa! Tem ainda bens imateriais tão fundamentais, como educação, conhecimento, liberdade de ir e vir, liberdade de expressão, liberdade de culto, criatividade. Tem amigos. Tem família. Tem um cachorro de estimação. Tem uma rede no quintal. Tem o solzinho quente batendo no seu rosto ao fim do dia.

Meu irmão, minha irmã, você tem. Então por que se concentra tanto no que não tem? Por que chega em casa despejando reclamações e mau humor em cima dos outros? Por que ignora a lindeza da vida que Deus lhe concedeu por puro amor?

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A pergunta ingênua de minha filhinha é mais profunda do que ela poderia imaginar. Em sua simplicidade infantil, minha bebê não se deu conta de que levantou uma questão importante dos pontos de vista filosófico e teológico, que torna a vida de tantos milhões de pessoas pesada e infeliz, quando não precisaria ser. Seu marido não é perfeito? Você também está longe de ser, olhe as qualidades dele então. Seu carro não é do ano? Tudo bem, você não está indo a pé para o trabalho. Seu filho está passando por uma fase difícil? Tudo bem, ele está vivo, logo, essa fase vai passar. Sua namorada lhe deu o fora? Tudo bem, ela provavelmente seria uma esposa rixosa, briguenta e reclamona. O tempo está quente demais? Tudo bem, você poderia viver num frio horroroso dez meses por ano. Enfim, tantos brincos lindos! Use-os!

Um dos Dez Mandamentos fala sobre não cobiçar nada do próximo (Êx 20.17). Sabe, penso que esse mandamento tem muito mais a ver com ingratidão do que com inveja. Ao cobiçar a mulher, o jumento, a casa ou o que for do próximo, estou, na realidade, deixando de valorizar a dádiva que Deus me deu para valorizar o que ele decidiu dar a outra pessoa. Com isso, estou dizendo que Deus errou. Afinal, acreditamos que ele deu a outro o que nós é que merecíamos ou deveríamos ter. Isso é questionar a soberania de Deus. É questionar suas decisões. É questionar sua justiça. É questionar seu amor. Cuidado, meu irmão, minha irmã, isso é grave.

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Pense no que você tem e, ao ver os brincos lindos em sua gaveta, pare de cobiçar. Pare de ruminar “e se eu tivesse isso ou aquilo”. Esse “e se” é pior que mil legiões de demônios! É hora de usar os seus brincos. Talvez a sua vida esteja parecendo menos perfeita do que você gostaria porque você tem deixado de usar os brincos que estão na sua gaveta. Eles estão lá. Você simplesmente não tem prestado a atenção correta e justa às boas dádivas que Deus lhe deu.

Hoje é uma excelente oportunidade de refletir e mudar essa atitude tóxica. De parar de infernizar os outros com seu mau humor e a sua ingratidão. De ser um bom filho e uma boa filha do Deus que lhe deu tanto. A hora de usar os brincos lindos que você já tem é agora.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

 

 

Nós, evangélicos, somos obcecados por sexo. Na cabeça de muitos de nós, quando se fala de pecados no casamento, imediatamente associamos a adultério. Parece que a infidelidade conjugal é o único erro grave no âmbito matrimonial. Tanto é assim que, quando dizemos que “fulano caiu” no casamento, automaticamente subentendemos que o cônjuge adulterou. É errado condenar o adultério? De maneira nenhuma. É uma transgressão abominável, que exige arrependimento e mudança de comportamento. Porém, o grande problema dessa obsessão por sexo é que, quando pomos a traição conjugal como o único grande mal na relação entre marido e mulher, passamos a ver todos os outros pecados abomináveis como não tão abomináveis assim. E, por essa razão, nos entregamos a essas transgressões sem achar que são nada de mais, crendo que são “pecados justificáveis”. Ou, de repente, nem os enxergamos como pecado, o que é tão grave quanto. Com isso, nos tornamos sabotadores de nosso casamento. 

Permita-me dar alguns exemplos bíblicos. Provérbios cita cinco vezes a esposa briguenta: “É melhor viver sozinho no canto de um sótão que morar com uma esposa briguenta numa bela casa” (Pv 21.9),  “O filho tolo é uma desgraça para o pai; a esposa briguenta é irritante como uma goteira” (Pv 19.13), “É melhor viver sozinho no deserto que morar com uma esposa briguenta que só sabe reclamar” (Pv 21.19), “É melhor viver sozinho no canto de um sótão que morar com uma esposa briguenta numa bela casa” (Pv 25.24), “A esposa briguenta é irritante como a goteira num dia de chuva” (Pv 27.15). Você acha que toda essa ênfase é à toa? Não, não é, pois é mandamento de Deus: “a esposa deve respeitar o marido” (Ef 5.33).

Portanto, uma esposa briguenta e desrespeitosa, além de ser um fardo para o marido, é uma afronta direta à vontade de Deus. A cristã que vive brigando no lar, embora não tenha pecado em sua sexualidade, “caiu no casamento” e precisa urgentemente se arrepender e mudar de atitude. Se você é assim e acha que está tudo certo e que Deus aceita numa boa o seu comportamento reprovável, saiba que ele cheira mal às narinas do Pai, o que é grave, “pois a ira de Deus virá sobre os que lhe desobedecerem” (Ef 5.6). 

Mas, calma, mulheres, vou falar do seu marido também. A Bíblia diz: “Maridos, ame cada um a sua esposa, como Cristo amou a igreja. Ele entregou a vida por ela, a fim de torná-la santa, purificando-a ao lavá-la com água por meio da palavra” (Ef 5.25-26). Pense: o que desejam os pecadores que não foram alcançados pela graça de Deus e estão mortos em seus delitos e pecados? Eles querem continuar chafurdando em suas transgressões. Se Jesus fosse dar aos perdidos o que eles querem, os entregaria ao pecado que tanto amam, para sua própria destruição. Mas não. Jesus deu aos perdidos o que eles precisavam: a cruz.

Portanto, maridos, nós devemos fazer o mesmo: amar nossa esposa dando-lhe o que ela precisa, muito mais do que aquilo que ela quer. Isso é amar. E o que Deus deseja para ela é, mais do que qualquer outra coisa, que seja levada ao conhecimento das verdades bíblicas. Marido, você tem mostrado à sua esposa o caminho da fé verdadeira ou tem deixado que ela seja guiada pelo materialismo, pelo consumismo, pela vaidade, pela arrogância e por uma visão equivocada e utilitária do evangelho? Se tem, você não a está amando como Cristo amou a Igreja. Portanto, está em pecado. Conformar-se com aquilo com que Deus não se conforma é uma falha grave.

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Outro exemplo: esposa, você tem agido no casamento de acordo com a verdade bíblica de que seu marido é seu cabeça? A Bíblia diz: “o marido é o cabeça da esposa, como Cristo é o cabeça da igreja” (Ef 5.23). Precisa explicar? Mulheres arrogantes, impositivas, que tomam decisões de forma escondida ou autônoma do marido, guiadas pelos ideais feministas radicais ou pelo próprio ego em vez de pela vontade do Todo-poderoso… simplesmente estão em pecado. “Caíram no casamento”. Esse, aliás, é o mesmo pecado que Satanás cometeu: agir de forma independente daquele que era seu cabeça. 

Um último exemplo: marido, você pode não ter jamais olhado para outra mulher, mas a Bíblia lhe diz: “Da mesma forma, vocês, maridos, honrem sua esposa. Sejam compreensivos no convívio com ela, pois, ainda que seja mais frágil que vocês, ela é igualmente participante da dádiva de nova vida concedida por Deus” (1Pe 3.7). Aqui, para não falar de você, falo de mim. Esse é um dos pecados que eu mais cometi em meu casamento. Faltou-me muitas vezes compreensão para entender questões da personalidade de minha esposa que são difíceis para ela mudar. Muitas são questões resultantes de traumas do passado, da forma como foi criada ou mesmo reações a erros que eu cometi. São coisas impregnadas em quem ela é. Por essa razão, eu deveria ter sido mais compreensivo com ela em muitas e muitas ocasiões – e, por pura imaturidade, não fui. E você, meu irmão, também peca nisso? Se peca, eu e você devemos nos esforçar mais para corrigir nossa incompreensão. 

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Meu irmão, minha irmã, eu poderia me estender muito aqui, falando sobre todo tipo de pecado que você e eu cometemos com nosso cônjuge e que, embora não achemos tão maus assim, cheiram mal às narinas de Deus, tanto quanto qualquer pecado sexual. Mas creio que já deu para pegar a ideia da gravidade do problema.

Diante disso, eu lhe pergunto: quais são os seus pecados conjugais mais frequentes e dos quais você não se arrepende? Será que você nunca olhou para outra pessoa mas falta com respeito ao seu cônjuge, vez após vez, sempre encontrando uma desculpa esfarrapada para justificar seus atos, sempre culpando o outro e não assumindo a sua responsabilidade pelo inferno que se tornou o seu lar? Então você necessita de arrependimento sincero. E precisa urgentemente abandonar essa forma terrível de ser. 

Não seja instrumento do mal para sabotar seu casamento. Veja o que a Bíblia revela sobre o que Deus espera de você, como marido ou esposa, arrependa-se e mude. Hoje. Já. Os anjos farão festa. E sua família agradecerá. Pois jamais haverá paz em um ambiente em que a vontade de Deus não é posta em prática. 

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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Rixosa1A Bíblia fala sobre um tipo específico de mulher, que merece nossa atenção: a mulher rixosa. Como essa não é uma palavra muito comum, temos de entender exatamente o que significa. Segundo o dicionário, “rixosa” é uma pessoa “que promove contenda”. Ou seja, uma mulher briguenta, que causa discórdia ou desavença, que com enorme frequência está de mau humor. Ela é irritadiça, explode por qualquer coisa, descarrega suas tensões e frustrações em cima dos outros, ira-se num piscar de olhos, tem sempre uma boa desculpa para despejar sua cabeça quente e falta de mansidão sobre os demais – eles que aguentem. Ela tem prazer em comprar briga. E, por tudo isso, é intragável. Bem… por que tratar especificamente desse tipo de mulher? Pois, acredite, é um dos tipos sobre os quais a Bíblia mais fala – certamente, não à toa.

Vejamos algumas verdades que as Escrituras expõem sobre a mulher que promove contendas: “Melhor é morar no canto do eirado do que junto com a mulher rixosa na mesma casa”. Essa mesma afirmação é tão séria que ocorre em duas passagens: Provérbios 21.9 e 25.24. O que esse versículo está dizendo é que a mulher rixosa é alguém tão insuportável que ninguém consegue conviver debaixo do mesmo teto com ela. Quando chega da rua, em vez de trazer alegria para o lar traz uma nuvem negra sobre a cabeça e contamina todos ao redor com seu mau humor crônico. É aquela que, quando você dá “bom dia” parece que ela responde “o que há de bom nele?!”. A mulher rixosa afasta os outros de si. Ela destrói seu casamento, leva os filhos à ira e sabota a harmonia do lar. Dificilmente ela cede e nunca admite que está errada. A culpa de tudo é sempre do outro – que, por isso, precisa ouvir umas boas verdades. Desculpar-se? Jamais, pois acredita que pedir perdão é diminuir-se em vez de engrandecer-se. Em suma, a mulher rixosa faz você querer estar em qualquer lugar do mundo, menos perto dela.

Morte6A Bíblia avança na descrição desse tipo de mulher: “Melhor é morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e iracunda” (Pv 21.19). Essa afirmação parece semelhante à anterior, elevada ao quadrado. Uma terra deserta não tem água, é um lugar onde você morre de sede. A comida é escassa, restrita a animais rastejantes e peçonhentos. De dia, o calor é abrasador, queima a alma, tira o ânimo, mata por desidratação. As noites são gélidas e congelam quem anda por ali. Uma terra deserta tem tempestades de areia que tornam a vida de quem está na região um inferno, pois açoitam sua pele, enchem seus orifícios de sedimentos, impedem a visão, tornam a caminhada impossível. O deserto é o último lugar do mundo em que você quer morar, porque a qualidade de vida ali é a pior que há. No entanto, a Bíblia diz que é melhor morar nesse local insuportável do que com uma mulher iracunda e rixosa. É… a coisa é grave.

Morte7Mas não para por aí. A sabedoria bíblica afirma: “O gotejar contínuo no dia de grande chuva e a mulher rixosa são semelhantes” (Pv 27.15). Os antigos chineses tinham um método conhecido de tortura, simples e eficaz. Quando capturavam um inimigo, o amarravam de modo que ficasse imóvel. Em seguida, punham uma fonte qualquer de água sobre a cabeça daquele pobre coitado, para que um gotejar contínuo caísse sobre o mesmo ponto de sua cabeça. Uma gota. Duas gotas. Três. Quatro. Vinte. Cem. Mil. Dez mil. E por aí vai. Não parece grande coisa, mas os relatos históricos revelam que essa simples forma de tortura, após dias seguidos de pingos intermináveis, era capaz de levar os torturados simplesmente à loucura. Isso mesmo. Guerreiros fortes e bem treinados, com resistência a grandes dores e sofrimentos, eram quebrados e enlouqueciam devido a um gotejar contínuo. E é a isso que o texto bíblico compara a mulher que vive em contendas. Em outras palavras: a mulher rixosa é capaz de te levar à loucura. Ela tira qualquer um do sério e a convivência com ela torna-se uma tortura insuportável.

Morte9A mulher rixosa age, portanto, de modo errado, indigno e vergonhoso. Muitas vezes vemos homens casados definharem depois de conviver por anos com esposas do tipo. Eles perdem o viço, o vigor, a alegria e, muitas vezes, a saúde. É fácil entender a razão: “A mulher virtuosa é a coroa do seu marido, mas a que procede vergonhosamente é como podridão nos seus ossos” (Pv 12.4). Pela medicina, apodrecimento ósseo ocorre em algumas poucas circunstâncias. Uma é uma condição chamada osteonecrose, uma consequência da má circulação sanguínea dentro do osso, que causa a morte de células e tem como resultado o apodrecimento do osso e, consequentemente, fraturas e dor no local. A única solução para a osteonecrose é remover o osso e substituí-lo por uma prótese. A outra situação que faz o osso apodrecer? A morte. Deu para entender a que a Bíblia compara esse tipo de mulher?

A mulher rixosa vive de modo oposto ao que o evangelho propõe. Ela precisa urgentemente de uma mudança de vida. Já tratei aqui no APENAS do fato que não existem cristãos arrogantes (ver AQUI) e, do mesmo modo, não acredito que uma mulher rixosa tenha intimidade com Deus. Simplesmente porque a natureza de um cristão autêntico exclui totalmente o prazer por promover a contenda. Paulo admoesta que devemos fazer tudo “sem murmurações nem contendas” (Fp 2.14), logo, viver estimulando a rixa contraria a vontade divina. Provérbios 10.12 diz que “O ódio excita contendas, mas o amor cobre todas as transgressões”. Vemos, então, que a rixa é fruto do ódio e, por sua vez, o ódio é contrário à natureza de Cristo, como deixam claro algumas passagens das Escrituras: “Aquele que diz estar na luz e odeia a seu irmão, até agora, está nas trevas” (1Jo 2.9); “Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino; ora, vós sabeis que todo assassino não tem a vida eterna permanente em si” (1Jo 3.15). Por outro lado, o amor é a essência de Deus: “Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele” (1Jo 4.16).

Rixosa2Uma mulher rixosa, ou seja, que promove contendas, faz exatamente o contrário do que a Bíblia estipula como o comportamento ideal de uma mulher de Deus. Paulo condena as contendas em passagens como 2Timóteo 2.23, Romanos 13.13 e Tito 3.9. Em 1 Coríntios 3.3, o apóstolo de Cristo associa diretamente as rixas à carnalidade: “Porquanto, havendo entre vós ciúmes e contendas, não é assim que sois carnais e andais segundo o homem?”. Isso é totalmente corroborado por Tiago, quando o irmão de Jesus diz: “De onde procedem guerras e contendas que há entre vós? De onde, senão dos prazeres que militam na vossa carne?” (Tg 4.1). Mais claro, impossível: ser rixoso é ser carnal – logo, é viver distante de Deus.

Meu objetivo ao chamar sua atenção para a deformação espiritual que é ser uma mulher rixosa é despertá-la para uma reflexão. Pense sobre a sua vida. Será que as pessoas vivem se afastando de você? Será que seu marido tem preferido ficar em qualquer outro lugar que não seja ao seu lado? Será que os irmãos fogem de sua companhia? Será que seus filhos evitam ficar muito tempo com você? Se a resposta a alguma dessas perguntas foi “sim”, não necessariamente significa que você é rixosa, pode haver outras explicações. Mas… pode ser que sim. Talvez as suas atitudes e o seu temperamento precisem ser reavaliados, o que é algo excelente: “Honroso é para o homem o desviar-se de contendas, mas todo insensato se mete em rixas” (Pv 20.3).

A boa notícia é que isso tem jeito. Se você perceber que tem vivido a insensatez do mau humor constante, saiba que rabugice tem cura. Um espírito belicoso tem cura. Uma alma amarga tem cura. E a cura tem nome: Jesus de Nazaré.

Rixosa3Jesus é o Príncipe da Paz. Ele é o manso Cordeiro. Ele é o Senhor dos exércitos que foi humilhado sem revidar. “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma” (Mt 11.29). Aproxime-se de Cristo. Procure crescer em intimidade com ele. Busque-o na oração e no estudo de sua Palavra. Viva uma vida com Deus. Negue-se a si mesmo e siga-o. Aprenda a pedir perdão, isso não diminui ninguém – muito pelo contrário. Reconheça seus erros, pois só almas grandiosas são capazes disso. Fale palavras de edificação e afirmação e não de diminuição e destruição. Aprenda a dar o braço a torcer. Ceda. Prefira os outros em honra. Sorria. Ame.

Se Cristo fizer morada no seu coração, os seus pensamentos se tornarão os pensamentos de Jesus, a sua mente será renovada e você se tornará uma mulher exemplar, como a de Provérbios 31.10-31: amada por todos, elogiada e que deixa um rastro de alegria e vida por onde passa.

Ah, sim: se você é um homem rixoso, não pense que está em melhor situação. Tudo o que leu neste post se aplica a você também.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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