Arquivo da categoria ‘Pessoal’

kara-tepe-3De Gênesis a Apocalipse, a Bíblia nos aponta a beleza e a importância de dar. “Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é mister socorrer os necessitados e recordar as palavras do próprio Senhor Jesus: Mais bem-aventurado é dar que receber” (At 20.35)Embora pareça óbvio, é sempre importante refletirmos sobre o óbvio: o que significa “dar”? Dar é pegar algo que lhe pertence e transferir a posse para outra pessoa. É abrir mão do direito de possuir algo para que o outro seja beneficiado. Portanto, é priorizar o outro, como diz a Palavra: “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros” (Rm 12.10). Não há nenhuma dúvida com relação a isso. Não há interpretação. É o que é: aos olhos de Deus, dar é melhor que receber. Portanto, devemos nos desapegar do que é nosso em favor do próximo. 

Ao dar, priorizando o próximo, nos assemelhamos a Deus. Sem precisar fazer nada pela humanidade pecadora e rebelde, ele deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Deus não só nos manda dar, ele deu o exemplo. 

O evangelho vai além: não basta dar, para Deus é fundamental a forma como está nosso coração na hora em que damos: “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria” (2Co 9.7). Se você não dá com alegria no coração, é preciso buscar, em Deus, o desapego. Desapego, aliás, que o próprio Cristo mostrou ter ao se dar por nós: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2.5-8). 

Além de dar, e dar com alegria, precisamos saber que o desapego que agrada ao Senhor é aquele que demonstra amor. E amor não existe sem abnegação e renúncia. Lembre-se das palavras de Jesus ao ver tamanho amor no coração da viúva: “Estando Jesus a observar, viu os ricos lançarem suas ofertas no gazofilácio. Viu também certa viúva pobre lançar ali duas pequenas moedas; e disse: Verdadeiramente, vos digo que esta viúva pobre deu mais do que todos. Porque todos estes deram como oferta daquilo que lhes sobrava; esta, porém, da sua pobreza deu tudo o que possuía, todo o seu sustento” (Lc 21.1-4). Aquela mulher deu com alegria, preferindo o próximo a si mesmo e em amor sacrificial. Isso é ser irresponsável? Não, caso contrário Jesus não teria elogiado a postura da viúva. A atitude dela demonstrou fé, graça, obediência, compaixão. Virtudes que todos nós devemos ter. 

Fui levado a esta reflexão sobre a importância de dar por uma questão pessoal. Meu irmão, Cláudio, que é pastor na Espanha, viajou há algumas semanas a um campo de refugiados na Grécia, onde há atualmente 6.500 refugiados de diferentes religiões – entre eles muitos islâmicos e hindus -, que tiveram de fugir de suas casas para não serem mortos. Cláudio foi até lá como voluntário, para dar: dar doações, dar amor, dar a si mesmo. Ele me relatou o que está acontecendo nesse campo e qual é o papel dos cristãos ali. Fiquei profundamente movido e comovido e resolvi não simplesmente lamentar e largar para lá. Por isso, fiz o que está ao meu alcance para dar algo àquelas almas que ali estão: que Cláudio gravasse um pequeno vídeo falando sobre a situação do campo de refugiados, que preparei da melhor forma possível, com meus parcos conhecimentos de produção de vídeo, e o resultado está no pequeno vídeo abaixo. 

É rápido, não demora, por isso peço, por favor, que você assista. E, se possível, que faça algo. Tenho certeza de que você tem algo a dar. Por favor, se puder, assista:

Os donativos podem ser feitos do Brasil por transferência bancária à conta da REMAR na Suiça:

Titular: REMAR SOS

Banco: RAIFFEISENBANK USTER
País: SUIÇA
IBAN: CH95 8147 1000 0046 6159 6
BIC/SWIFT: RAIFCH22E71

Caso seja solicitada mais informação relativa ao beneficiário:
REMAR SOS SWEISS
Bertschikerstrasse 2
8620 Wetzikon
Tel: (Suiça) 0844 777 770
E-Mail: info@remar.ch
Website: www.remar.org

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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paternidade-1Recebi pelo espaço de comentários do APENAS uma pergunta interessante. O assinante Daniel indagou: “o que é ser um pai do ponto de vista bíblico?”. Achei o questionamento muito relevante e resolvi compartilhar esta reflexão para trazer uma resposta. Afinal, para que temos filhos? O que é ser um pai ou uma mãe pela perspectiva do evangelho? Qual deve ser o foco da criação dos pequenos? Para que os criamos? A resposta mais objetiva possível é: geramos e criamos filhos para que eles sejam pequenos cristos e, com isso, Deus seja glorificado.

Embora não se costume mencionar esta passagem bíblica no contexto da peternidade, ela é a mais esclarecedora da Bíblia sobre o assunto: “Sejam meus imitadores, como eu sou imitador de Cristo” (1Co 11.1, NVT). Por quê? Porque nossa tarefa é ensinar nossos filhos, por meio de nossas palavras, mas, principalmente, pelo exemplo pessoal, a se conformarem à imagem de Jesus: “Pois Deus conheceu de antemão os seus e os predestinou para se tornarem semelhantes à imagem de seu Filho” (Rm 8.29, NVT)

Não, você não tem filhos para que eles lhe deem amor ou alegria, para que cuidem de você na velhice, para perpetuar a espécie ou coisa parecida. Tudo isso vem no pacote, mas é consequência e não causa. Nada disso é a função primordial da paternidade. Somos pais e mães para gerarmos vidas que venham a se conformar à imagem de Cristo e, com isso, glorificar a Deus: “Portanto, quer vocês comam, quer bebam, quer façam qualquer outra coisa, façam para a glória de Deus” (1Co 10.31, NVT). É importante perceber que “qualquer outra coisa” inclui, evidentemente, ter e criar filhos. Portanto, gerar e educar nossos herdeiros deve ser feito para que eles se conformem à imagem de Cristo e, assim, glorifiquem a Deus com sua vida.

Ficou claro?

Com isso em mente, pensemos de forma prática, pois essa percepção tem implicações muito concretas no dia a dia. Absolutamente tudo o que você vive com seu filhote deve carregar o questionamento: o que estou ensinando o fará se parecer mais com Jesus? Minhas atitudes revelam a ele o modo cristão de proceder? Minhas palavras e brincadeiras o fazem resistir à tentação, amar o próximo, honrar os pais e se sacrificar pelas pessoas? Se a resposta for negativa, você está no caminho errado.

paternidade-3Pensemos em termos de exemplos. Primeiro: se o seu filho chega da escola contando que outra criança bateu nele, como você reage? Eu já presenciei um pai dizer para o filho que tinha tomado uns tapas de um coleguinha: “Se ele der em você, dê nele também!”. Essa é a resposta certa? Não, não é, pois o evangelho nos ensina: “Amados, nunca se vinguem; deixem que a ira de Deus se encarregue disso, pois assim dizem as Escrituras: ‘A vingança cabe a mim, eu lhes darei o troco, diz o Senhor’. Pelo contrário: ‘Se seu inimigo estiver com fome, dê-lhe de comer; se estiver com sede, dê-lhe de beber. Ao fazer isso, amontoará brasas vivas sobre a cabeça dele”. Não deixem que o mal os vença, mas vençam o mal praticando o bem” (Rm 12.19-21, NVT).

Outro: você reage dentro de casa de modo a instigar agressividade? Suas palavras mostram ira e revolta com o que está errado? Você fala e se comporta como um zelote? Sabe… seu filho está vendo. E aprendendo. E, ao ver você agir desse modo, ele o imitará e, com isso, se afastará cada vez mais de se conformar à imagem do Cristo que diz: “Felizes os que promovem a paz, pois serão chamados filhos de Deus” (Mt 5.9, NVT). Ou, ainda, você cria seu filho para que ele supervalorize o dinheiro e trabalhe em função dele acima de tudo; o influencia para que ele tenha uma carreira baseada no salário que paga; põe em foco mais o que ele pode receber em termos financeiros do que o bem que ele pode fazer por meio da vida profissional? Então saiba que você não está cumprindo seu papel de pai, pois conformar um filho à imagem de Cristo é ensinar a ele: “Não ajuntem tesouros aqui na terra, onde as traças e a ferrugem os destroem, e onde ladrões arrombam casas e os furtam. Ajuntem seus tesouros no céu, onde traças e ferrugem não destroem, e onde ladrões não arrombam nem furtam. Onde seu tesouro estiver, ali também estará seu coração” (Mt 5.19-21, NVT).

paternidade-2Quer aprender a ser um pai ou uma mãe segundo a Bíblia? Então estude a Bíblia! Com foco, especificamente, em quem Cristo é e o que ele faz. Pense, em cada pequena atitude cotidiana: “Ensinando meu filho a fazer isto e aquilo estou fazendo com que ele pense, aja e fale como Cristo?”. Se a resposta for negativa, mude. “Ensine seus filhos no caminho certo, e, mesmo quando envelhecerem, não se desviarão dele” (Pv 22.6, NVT) significa, na versão parafraseada de Maurício Zágari, “Ensine seus filhos o caminho que os fará serem imitadores de Cristo em tudo o que são, fazem e falam, e, mesmo quando envelhecerem, não se desviarão dele”.

Um dia, meu irmão, minha irmã, teremos de prestar contas de tudo o que falamos e fizemos nesta terra. E isso inclui a forma que educamos nossos filhos. Duvido muito que o Senhor perguntará: “Você criou seus herdeiros para serem ricos? Para serem dominadores? Para se darem bem nesta vida passageira? Para casarem com uma pessoa rica? Para serem cabeça e não cauda? Para conseguirem um bom emprego? Para comprarem uma casa com piscina? Para viajarem todo fim de semana? Para serem famosos? Para ocuparem cargos com status? Para se conformarem à imagem deste mundo com valores caídos?

paternidade-4Por outro lado, se você teve filhos e os educa para que sejam amorosos, alegres, pacíficos, pacientes, amáveis, bondosos, fiéis, mansos e autocontrolados, está cumprindo com excelência sua paternidade. Você tem criado seus herdeiros para amar a Deus e ao próximo? Para tirar horas de sua semana em ações de ajuda aos órfãos e às viúvas? Para negarem a si mesmos, tomarem sua cruz e seguir Jesus? Para serem sal da terra e luz do mundo? Para serem pacificadores? Para usarem o dinheiro como um meio e não um fim? Para construírem uma estrada para a eternidade, sabendo que são peregrinos nesta terra? Se sua resposta for positiva, parabéns: você é um pai ou uma mãe segundo os padrões bíblicos.

Ser pai ou mãe deve nos fazer querer ouvir: “Muito bem, meu servo bom e fiel. Você foi fiel na administração dessa vida que lhe confiei, e agora lhe darei muitas outras responsabilidades. Venha celebrar comigo”. Como pai, meu desejo mais sincero, meu irmão, minha irmã, é ouvir isso do Senhor quando chegar em sua glória, sabendo que tudo o que realizei em minha paternidade fez de minha filha alguém mais semelhante a Cristo e cuja vida glorifica a Deus.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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quem-voce-quer-ser-01Faltando pouco para completar 6 anos, minha filha entrou numa fase interessante da infância: a de se identificar com outras pessoas e desejar imitá-las. Agora, quase diariamente, quando ela vê um documentário, assiste a uma ópera, vê um desenho animado ou lê um livro, vira-se para mim e pergunta, para que eu escolha dentre os personagens: “Papai, quem você quer ser?”. E eu tenho de escolher algum personagem com que me identifico: ou o palhaço, porque é engraçado; ou o heroizinho, porque tem cabelos castanhos; ou o suricato, porque anda de um jeito esquisito como eu ando. Em seguida, ela também aponta “quem ela é”, seja a princezinha, seja o golfinho, seja a colombina. É interessante ver essa necessidade de se enxergar em alguém que tenha qualidades com quem a bebê procura se identificar. Sem que ela perceba, minha filhinha vive o que todos nós, adultos, deveríamos viver.

Sempre nos espelhamos em alguém que admiramos. Freud baseou toda sua psicologia nesse fato, discorrendo a respeito da influência de nossos pais no desenvolvimento do indivíduo. Todos precisamos de modelos e, até mesmo inconscientemente, elegemos aqueles que desejamos “ser”. É por isso que os meninos se vestem como Batman ou Homem de Ferro e as meninas querem ganhar a roupa da Elsa, do “Frozen”. É trazendo para nosso ser as características daqueles que escolhemos como modelos que vamos formando nosso senso de identidade. E isso, acredite, é bíblico.

“Sejam meus imitadores, como eu sou imitador de Cristo” (1Co 11.1, NVT), escreveu Paulo, mostrando que devemos imitar Jesus. O mesmo Paulo também nos orientou acerca de um dos grandes objetivos da vida: “Pois Deus conheceu de antemão os seus e os predestinou para se tornarem semelhantes à imagem de seu Filho, a fim de que ele fosse o primeiro entre muitos irmãos” (Rm 8.29, NVT). Sim, Deus quer que sejamos semelhantes a seu Filho. Em outras palavras, o Senhor vira-se para nós e pergunta: “Quem você quer ser?”, desejando que olhemos para todas as pessoas que já pisaram na terra e, dentre todos esses bilhões de indivíduos, apontemos para Jesus e respondamos: “Ele!”.

quem-voce-quer-ser-02Isso significa que Jesus deve ser nosso referencial em tudo o que fazemos. Se somos tentados, precisamos querer imitar o Cristo que “Uma vez que ele próprio passou por sofrimento e tentação, é capaz de ajudar aqueles que são tentados” (Hb 2.18, NVT). Se olhamos para o mundo afundado em pecado, precisamos fazer como o Cristo que “Quando viu as multidões, teve compaixão delas, pois estavam confusas e desamparadas, como ovelhas sem pastor” (Mt 9.36, NVT). Se deparamos com os doentes, aflitos e necessitados, é necessário amá-los como os amou o Cristo que “viu a grande multidão, teve compaixão dela” (Mt 14.14, NVT). Em tudo o que fazemos, precisamos imitar o exemplo de Cristo.

Quando lavou os pés de seus discípulos, Jesus deu a instrução máxima a ser seguida. É como se ele tivesse perguntado “quem você quer ser?”. E ele mesmo respondeu: “Eu lhes dei um exemplo a ser seguido. Façam como eu fiz a vocês” (Jo 13.15). É disso que precisamos: fazer como ele fez. Servir como ele serviu. Ser manso e humilde de coração, como ele foi. Glorificar o Pai, como ele glorificou. Amar o próximo como a si mesmo, como ele amou. Viver como ele viveu.

A regra de tomar Cristo como o modelo de tudo deve valer para tudo. Respeitando os limites pelo fato de ele ser Deus e nós não, é importante copiá-lo descaradamente. Esse tipo de pirataria não o incomoda; pelo contrário, Deus a incentiva. Se você precisa tomar decisões e não sabe o que decidir, procure pensar: o que Jesus faria nessa situação? E, ao obter sua resposta, pense: “eu quero ser como ele é”. E, assim, faça o que Cristo faria. Essa é uma dinâmica que, se posta em prática, vai conduzi-lo muito mais perto da vontade do Senhor.

E então, quem você quer ser? E, se quer, já é? Se ainda não é, o que está esperando para começar a ser?

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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