Arquivo da categoria ‘Arrogância’

Deus nos poda diariamente. E, quanto mais eu vivo, mais percebo que a principal maneira de ele fazer isso é no campo dos relacionamentos humanos.

Peço para amar mais, ele insere em meu caminho pessoas que me fazem querer destilar cada gota de ódio, egoísmo e indiferença.

Peço para ter mais alegria, ele me põe em contato com gente que me entristece e deprime ferozmente.

Peço paz, ele põe em minha jornada pessoas que tornam as pequenas coisas da vida uma enorme tribulação.

Peço paciência, ele me faz conviver com gente insuportável.

Peço amabilidade, ele me junta com pessoas estúpidas, grosseiras e arrogantes.

Peço bondade, ele me faz conhecer maus que prosperam e se alegram.

Peço fidelidade, ele me permite conviver com quem provoque meus instintos mais pecadores e egoístas.

Peço mansidão, ele põe em meu caminho gente explosiva e briguenta.

Peço autocontrole, ele me faz viver situações que me instigam a deixar o velho e impulsivo homem assumir as rédeas da vida.

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Paro. Suspiro. Oro. Leio. E tento vencer aquele momento, pois basta a cada segundo o seu mal. O segundo seguinte virá e, muitas vezes, vencerei. Outras tantas, perderei. Mas é na equação entre perdas e ganhos que ele vai me podando.

Poda-me, Senhor, para que eu me torne aquele que, depois de aperfeiçoado, leve amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e autocontrole ao meu próximo, o bom e o mau. Ainda estou longe, muito longe disso, imerso neste oceano de imperfeição que sou, mas sigo na jornada.

Meu irmão, minha irmã, agradeça a Deus pelas piores pessoas que atravessam seu caminho. Pois elas são a maior bênção que você poderia receber no processo de fazer de você alguém cada dia mais diferente delas e mais parecido com o único que é totalmente perfeito: Jesus de Nazaré.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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Temos vivido dias estranhos na igreja. Amigos de anos vêm rompendo laços de amizade por conta de suas ideologias e posições políticas. Parentes estão parando de se falar porque A votou em B e C votou em D. Pior: irmãos em Cristo estão brigando entre si, se ofendendo e se afastando pela mesma razão. Será que a Bíblia tem algo a dizer sobre isso? Sim, tem. E pode não ser algo que você gostará de ouvir.

Vamos analisar o que está em jogo na situação de irmãos em Cristo que brigam, se ofendem e se afastam por diferenças de opinião política. De um lado, está um amigo que pensa diferente de você. Do outro, está a sua opinião. A questão aqui é: o que pesa mais? Se você chega ao (lamentável) ponto de brigar com um irmão por ele ter ideias distintas das suas, isso deixa claro que você valoriza mais a sua opinião pessoal do que aquele indivíduo. Na hora de pôr na balança, um ser humano teve menos peso para você do que uma ideia política ou econômica. E isso está muito, muito, muito errado.

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Aponte, por favor, uma única passagem das Escrituras que diga que uma opinião sobre política partidária vale mais que pessoas. Garanto que você não encontrará nenhuma. Por outro lado, há dezenas e dezenas de passagens que falam sobre amor ao próximo, pacificação, reconciliação, perdão, bons relacionamentos, não devolver mal com mal, abençoar quem nos amaldiçoa, orar por quem nos maltrata etc. etc. etc. À luz do evangelho de Cristo, não há nenhuma dúvida: sua opinião sobre política partidária não vale nada em comparação aos relacionamentos de amizade e, principalmente, fraternidade.

O grande mandamento estabelece: “Ame o seu próximo como a si mesmo” (Mt 22.39). Ora, pare para pensar: alguém amar a própria opinião a ponto de desamar quem dela discorda lhe parece estar cumprindo esse mandamento? No mínimo, deveria estar em pé de igualdade. Mas a resposta é óbvia: quem põe ideologias políticas acima do valor da amizade e da fraternidade do próximo evidentemente não o está amando como a si mesmo. Logo, não está cumprindo o grande mandamento. Logo, está pecando.

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Se, por um lado, quem rompe vínculos de fraternidade em razão de divergências de opinião não compreendeu o que significa amar o próximo, por outro, a boa notícia é que há uma solução, vinda dos lábios do próprio Cristo: “Portanto, se você estiver apresentando uma oferta no altar do templo e se lembrar de que alguém tem algo contra você, deixe sua oferta ali no altar. Vá, reconcilie-se com a pessoa e então volte e apresente sua oferta” (Mt 5.23‭-‬24). Isso não são apenas palavras bonitas soltas ao vento: é uma verdade de fé. É um mandamento do cristianismo. Você lhe tem obedecido?

Meu irmão, minha irmã, você brigou com alguém da sua família, do seu círculo de amizades ou da igreja por causa de divergências ideológicas ou políticas? Então o único caminho para cumprir a vontade de Deus é o da reconciliação. Peça perdão. Perdoe. Valorize o que Deus valoriza. O maior empecilho para cumprir a vontade de Deus nesse caso, acredite, não é a política partidária nem o diabo: é o seu ego. Não deixe seu ego sabotar a necessidade de manter bons relacionamentos com os outros membros do Corpo.

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Não custa lembrar que, em Gálatas 5, Paulo contrapõe as obras da carne com o fruto do Espírito. E, entre as obras da carne, estão hostilidade, discórdias, acessos de raiva, dissensões e divisões. Já entre as virtudes do fruto do Espírito estão amor, paz, paciência, amabilidade, bondade, mansidão e domínio próprio. Sinceramente, o que você enxerga no seu posicionamento pessoal na situação que gerou a sua briga com seus amigos ou irmãos? Virtudes espirituais? Ou obras pecaminosas da carne?

Sabe… para além da Bíblia, se há algo que meu quase meio século de vida me ensinou é que candidatos, governos e governantes passam. Já amigos verdadeiros ficam. Irmãos em Cristo, então, esses permanecerão pela eternidade. Você realmente acha que vale a pena trocar algo tão precioso por algo tão fugaz e passageiro? Se você valoriza mais o seu ego e as suas opiniões do que o amor ao próximo, lamento informar, você está a anos-luz do coração de Deus. Mas ainda está em tempo de se consertar. O que você está esperando?

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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Elogios são um perigo, uma ameaça real à saúde espiritual de qualquer um de nós. Porém, quando Deus usa uma pessoa para manifestar sua graça transformadora e curadora a outras, os elogios tornam-se inevitáveis, pois o ser humano é naturalmente inclinado a acreditar que existe um mérito qualquer em alguém que o Senhor usa para tocar seu coração. O resultado é que vemos constantemente um certo “carinho exagerado” das pessoas por outras, até mesmo no meio cristão. Surgem, assim, fãs de cantores gospel, admiradores de pregadores, defensores ferrenhos de teólogos, seguidores de escritores. Porém, como Deus ama as pessoas que usa e sabe que os elogios podem corromper o coração delas e torná-las arrogantes, vaidosas e egocêntricas, frequentemente permite que enfrentem situações difíceis.

O objetivo do Senhor com isso não é se deleitar no sofrimento de quem usa, mas estimular a humildade. É deixar quem ele usa sempre alerta ao fato de que é apenas um vaso de barro sem mérito, que carrega o tesouro divino em suas palavras; um cano enferrujado, por onde corre a água da vida. Meu irmão, minha irmã, Deus usa você de algum modo? Seja pregando, cantando, tocando, ensinando, aconselhando ou o que for? Então prepare-se: você será disciplinado por ele, a fim de preservar sua humildade. A questão é: como agir quando isso acontecer?

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Em uma situação de elogios, o maior perigo é você acreditar no que lhe dizem. No dia em que me dei conta da ameaça que são os elogios, com enorme potencial de envenenar nossa alma pecadora, passei a orar com frequência: “Pai, nunca me deixe esquecer de quem eu realmente sou. Que eu jamais tome como minha a excelência do teu Espírito”. E comecei a ver Deus atender essa oração – para minha felicidade e tristeza. Felicidade porque o Senhor me lembra com constância de que sou apenas um cano barrento e enferrujado por onde ele faz fluir para meus irmãos e irmãs a cristalina água da vida. E tristeza porque, em geral, ele me lembra disso por meios que doem muito. Isso acontece com você?

Deus permitiu o espinho na carne de Paulo para evitar que ele se tornasse arrogante (2Co 12.7). E ele continua fazendo o mesmo, em nossos dias, com aqueles que ama e decide usar para realizar seus propósitos. Canos enferrujados não matam a sede de ninguém. O que sacia o sedento é a água que passa pelo cano. E Deus não quer que nos esqueçamos dessa verdade fundamental da fé cristã. Por isso, temos de estar preparados para tomar uma chapuletada disciplinadora do Pai a cada elogio que recebemos a um texto, um livro, uma canção, uma pregação, uma aula, um trabalho bem feito. As pancadas vêm com todo amor do mundo, em uma disciplina fundamental e pela qual devemos ser gratos. Mas que dói, dói. E muito.

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Deus disciplina cada pessoa de um jeito personalizado. O que ele faz para me pôr diariamente em meu devido lugar não é o que ele faz a meu vizinho nem é o que fará a você. Nessas horas, temos de estar alertas e aceitar que as justiças ou injustiças que enfrentamos vêm mediante a permissão da soberana vontade de Deus. O que entristece você? O que o abate? O que faz você parar, baixar os olhos e pensar sobre a vida e seu papel nela? O que lhe lembra que você é barro, é pó, é cano enferrujado? Preste atenção, meu irmão, minha irmã, pois é exatamente isso que Deus permitirá que lhe suceda, a fim de que você traga constantemente à memória quem é e não seja vencido pelo próprio ego.

A grande questão é: o que fazer nessas horas?

O primordial é não murmurar e manter um coração constantemente grato. Você estará triste, sim, perderá o apetite, não entenderá nada, ficará confuso e passará por momentos melancólicos, mas nunca deixe que isso roube de seu coração a gratidão a Deus. Você é disciplinado? “Graças te dou, Senhor, por me lembrar do cisco que sou”. Pessoas apontam com justiça seus muitos erros e defeitos? “Graças te dou, Senhor, por nunca me deixar esquecer que sou somente um vaso de barro rachado, esfarelado e falível”. Pessoas o acusam injustamente de ser como você não é, de agir como não age e de ter intenções que não teve? “Graças te dou, Senhor, porque lhe aprouve me abater para que não me esqueça de que a excelência é tua e tão somente tua”.

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Meu irmão, minha irmã, quando a sofrida disciplina terapêutica vier, você precisa estar preparado para agir biblicamente, pois somente agindo segundo a vontade de Deus você atravessará os vales de maneira aprovada. E a sua atitude depende de o que você enfrentar ser justo ou injusto.

Se Deus permitir que você seja submetido a uma situação de disciplina justa, em decorrência de um mal que você de fato cometeu, ao receber o alerta quanto aos seus erros, apenas abaixe a cabeça e aceite a repreensão. É melhor ser corrigido em uma falta do que permanecer no erro. E, se você tem um coração em Deus, tenho certeza de que ser admoestado em seus pecados é algo que valoriza, pois permite que se arrependa e abandone o erro. Então, de forma prática, se você sofrer em decorrência de pecados que realmente cometeu, dê graças a Deus, confesse a ele os seus erros, os abandone em arrependimento sincero e mude de atitude. “Quem oculta seus pecados não prospera; quem os confessa e os abandona recebe misericórdia” (Pv 28.13).

Porém, se você for injustiçado em suas palavras, ações e intenções, deve tomar extremo cuidado com sua reação. Sofrer injustiças requer cuidado redobrado, pois, nessas horas, nossa tendência natural e humana é nos defendermos, bradando por justiça, restituição e, até mesmo, vingança. E aqui é que está o ponto. Pois Paulo nos diz que esse não é o caminho. Veja: “Abençoem aqueles que os perseguem. Não os amaldiçoem, mas orem para que Deus os abençoe. […] Nunca paguem o mal com o mal. Pensem sempre em fazer o que é melhor aos olhos de todos. No que depender de vocês, vivam em paz com todos. Amados, nunca se vinguem; deixem que a ira de Deus se encarregue disso, pois assim dizem as Escrituras: ‘A vingança cabe a mim, eu lhes darei o troco, diz o Senhor’. Pelo contrário: ‘Se seu inimigo estiver com fome, dê-lhe de comer; se estiver com sede, dê-lhe de beber. Ao fazer isso, amontoará brasas vivas sobre a cabeça dele’. Não deixem que o mal os vença, mas vençam o mal praticando o bem” (Rm 12.14-21).

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O que isso significa na prática? Algo que você não vai gostar de ler: não revide. Não se defenda. Não fique gritando contra a injustiça feita contra você. Sim, eu sei como isso soa, pois maldades e injustiças fazem nossa alma gritar por esclarecimento e compensação. Mas, se tentamos fazer isso pela força do próprio braço, Deus não tomará a frente. Porém, se suportamos as humilhações com resignação, em silêncio e com gratidão a Deus pela disciplina que essa situação nos impõe, temos a certeza de que o Senhor conduzirá tudo a bom termo e de acordo com sua soberania e sua boa, agradável e perfeita vontade. Tudo o que ele quer é que você permaneça humilde.

Nessas horas, ore como orou o salmista: “O sofrimento foi bom para mim, pois me ensinou a dar atenção a teus decretos” (Sl 119.71). Seja grato. Seja fiel. Seja leal ao Senhor. Não murmure. A Bíblia é recheada de casos de pessoas que murmuraram ao serem submetidas ao sofrimento disciplinador e foram reprovadas por Deus. Jesus, por outro lado, nos deu o exemplo: como ovelha muda perante seus tosquiadores, ele não abriu a boca. E deixou o Pai conduzir tudo. Sigamos o exemplo do Mestre.

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Meu irmão, minha irmã, esteja sempre preparado, pois Deus te ama tanto que permitirá que seja lançado na sofrida fogueira da disciplina, de tempos e tempos, para, assim como Paulo, não se deixar vencer pela mentira da arrogância, da vaidade, do ego. Quando isso acontecer, seja agradecido e não murmure. Em tudo dê graças. Se a disciplina vier com justiça, arrependa-se e mude. Se ela vier com injustiça, silencie e aguarde no Senhor com resignação. Esse é o caminho bíblico.

Que Deus continue te usando, do modo que ele quiser, para cumprir seus divinos propósitos. E que ele siga te disciplinando, pelo amor que tem por você. Se passar pela poda do Senhor de maneira aprovada, com humildade e se comportando da forma correta, tenha a certeza de que o seu Pai de amor trará a paz. E que, em tudo o que você vier a fazer durante a sua provação, a Igreja seja edificada e o santo, maravilhoso, digníssimo e belo nome de Jesus Cristo seja glorificado.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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Eu já machuquei pessoas. Já menti. Cobicei coisas do meu próximo. Odiei muitas vezes. Tive pensamentos  impuros. Fui egoísta. Deixei a arrogância dominar meu coração. Tive sede de sangue. Pus lenha na fogueira em vez de pacificar. Desonrei meus pais. Fui preguiçoso. Agi de modo rebelde. Não amei meu próximo como a mim mesmo. Senti inveja. Fui ganancioso. Amei o dinheiro. Andei ansioso. Meu irmão, minha irmã, eu já fiz quase tudo o que de pior uma pessoa pode fazer, e isso após a minha conversão a Cristo. Sim, minha salvação não trouxe a reboque a perfeição. Será que você se identifica com isso?

Olho para minha jornada com Cristo e fica claro como, nesses 23 anos desde a minha justificação, eu errei, falhei, escorreguei, pisei na bola. Se eu posar de perfeito para que você me ache superespiritual, estaria apenas somando mais um pecado à lista: o da hipocrisia.

Gosto de ouvir minha esposa falar sobre mim. Sabe como são os cônjuges, não é? Ela me vê em meus momentos mais íntimos e tem liberdade de me criticar. Diariamente, denuncia minhas numerosas falhas. Isso dói. Mas é bom que doa. Nossos cônjuges são uma bênção, pois se sentem à vontade, como ninguém mais, para denunciar os pecados que testemunham na intimidade e, com isso, quando estão certos no que dizem se tornam canais de Deus para nos chamar ao arrependimento.

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Com frequência, minha esposa diz que eu não vivo algo que preguei em determinado sermão. E, às vezes, ela tem razão. Pois eu sou falho mesmo. Careço da graça. Mas, ainda assim, preciso pregar a verdade, pois ela está acima de mim e minhas falhas. Deus chamou seres impuros para pregar a pureza, pessoas erradas para pregar o que é certo, gente falha para pregar a perfeição. Pois o evangelho é sobre Cristo e não sobre nós e, quando pregamos, primeiro estamos falando para nós mesmos.

Não me orgulho do que estou lhe confessando. Nada disso. Conheço o evangelho. Sei diferenciar o certo do errado. Não estou conformado com meus erros; eles me amassam e me fazem sentir um lixo. Eu os vejo assim como Paulo via seus pecados: “O problema não está na lei, pois ela é espiritual e boa. O problema está em mim, pois sou humano, escravo do pecado. Não entendo a mim mesmo, pois quero fazer o que é certo, mas não o faço. Em vez disso, faço aquilo que odeio. Mas, se eu sei que o que faço é errado, isso mostra que concordo que a lei é boa. Portanto, não sou eu quem faz o que é errado, mas o pecado que habita em mim” (Rm 7.14‭-‬17, NVT).

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Sei que você está acostumado a ver os cristãos se apresentarem como perfeitos, megassantos, exemplares, principalmente pessoas públicas. Também estou. As redes sociais e os púlpitos estão cheios delas. E olho com bastante ceticismo quando leio textos de gente que só sabe apontar o dedo. Logo penso: “Deixe-me conversar com sua esposa por cinco minutos para saber quem você é por trás da máscara e, já, já, conversamos”. E rio. Rio de uma pretensa superioridade moral e espiritual com que muitos gostamos de nos apresentar. Eu não cometerei esse erro, meu irmão, minha irmã: saiba que este que vos fala é um cidadão bem ruinzinho, cheio de pecados e problemas, desesperadamente carente da graça de Deus. Ainda assim, sabe-se lá por que razão, aprouve a Deus fazer-me amá-lo e desejar servir a ele e ao meu próximo.

Todos nós, cristãos, vivemos um paradoxo: somos habitação do Espírito Santo e habitação do pecado. Que guerra! Ainda assim, em meio a todo esforço e toda dor da batalha, Deus continua sendo Deus, digno de toda honra e glorificação, sublime e perfeito, gentil e amoroso, perdoador e gracioso, bom e justo! Não há como não amar esse Deus, que olhou de sua habitação fora do tempo e acima de nossa compreensão de espaço-tempo, contemplou esses seres bizarros e confusos que somos nós… e nos amou. Ele nos amou, meu irmão, minha irmã! Consegue ver a sublimidade disso?

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Seja honesto. Seja transparente. Viver o evangelho não é posar de perfeito, quando você está longe, muito longe disso. Sei disso, porque vivo isso. Prego a Cristo, porque não poderia não pregar, mas sei quem sou. Conheço minhas podridões. E, se não assumi-las publicamente, seria apenas mais um hipócrita entre tantos que estão por aí, travestidos de perfeições mentirosas e armados de seus dedos apontados.

Minha salvação não me trouxe perfeição, trouxe o desejo de lutar. Se você sente esse mesmo desejo, junte-se a mim, em transparência e honestidade. Lute. Lute por ser perfeito, mas, enquanto não for, diga que não é. E proclame, dia e noite, nas montanhas e nos vales, aquele sobre quem dirão, naquele grande dia, os milhões de santos e seres celestiais:

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“Digno é o Cordeiro que foi sacrificado de receber poder e riqueza, sabedoria e força, honra, glória e louvor! Louvor e honra, glória e poder pertencem àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro para todo o sempre! Grandes e maravilhosas são as tuas obras, ó Senhor Deus, o Todo-poderoso! Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei das nações! Quem não te temerá, Senhor? Quem não glorificará teu nome? Pois só tu és santo! Todas as nações virão e adorarão diante de ti, pois teus feitos de justiça foram revelados!”.

E, aí, meu irmão, minha irmã, finalmente, estaremos despidos dessa capa de pecados e imperfeições e habitaremos para sempre em uma realidade em que não haverá mais morte, nem dor, nem choro… nem imperfeição.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

 

Que qualidades um jovem cristão solteiro deve buscar em uma mulher na hora de escolher uma noiva? E de que defeitos ele deve fugir? Há bastante a ser dito sobre isso, mas, hoje, quero concentrar minha reflexão em algo que é importantíssimo do ponto de vista bíblico mas pouco se fala na hora de orientar jovens para o casamento: a importância de ficar atento a quão briguenta é a pessoa. E reforço: esta é uma reflexão apenas para rapazes cristãos solteiros. Naturalmente, haveria muita coisa a se dizer para as jovens cristãs solteiras, mas isso ficará para outro post.

A Bíblia fala sobre algumas características da esposa ideal do ponto de vista da fé cristã. Entre elas está o fato de que a esposa segundo o coração de Deus deve ser:

Parceira do marido (Gn 2.18);

Sexualmente atenciosa (1Co 7.3-10);

Desejosa de agradar o esposo (1Co 7.34);

Sempre respeitosa no trato com o marido (Ef 5.33);

Consciente da decisão de Deus sobre a autoridade no casal (Ef 5.24; Cl 3.18; Tt 2.5; 1Pe 3.1);

Amorosa com o esposo (Tt 2.4);

Sábia na edificação da família (Pv 14.1);

Sensata em suas palavras e ações, a fim de que não destrua a família (Pv 14.1);

Merecedora da confiança do marido (Pv 31.11);

Enriquecedora da vida do esposo (Pv 31.11);

Disposta a fazer o bem ao marido, e não o mal, todos os dias de sua vida (Pv 31.12);

Dedicada aos cuidados da vida cotidiana com a família (Pv 31.15);

Capaz de contribuir a fim de tornar seu esposo respeitado na comunidade (Pv 31.23); e

Merecedora dos elogios do marido por seu excelente procedimento diário (Pv 31.28);

entre outras coisas.

Seja franco, meu irmão: casar com uma mulher que se encaixe nessa descrição não seria o céu na terra?

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Mas vamos adiante. Além de dizer como, segundo os padrões cristãos, a esposa ideal deve ser, a Bíblia também registra como ela não deve ser. E isso é tão importante quanto. Entre os horrores de uma mulher está o fato de ela ser briguenta. Diz assim a Escritura:

1. “A esposa briguenta é irritante como uma goteira” (Pv 19.13);

2. “É melhor viver sozinho no canto de um sótão que morar com uma esposa briguenta numa bela casa” (Pv 21.9);

3. “É melhor viver sozinho no deserto que morar com uma esposa briguenta que só sabe reclamar” (Pv 21.19);

4. “É melhor viver sozinho no canto de um sótão que morar com uma esposa briguenta numa bela casa” (Pv 25.24);

5. “A esposa briguenta é irritante como a goteira num dia de chuva. Tentar contê-la é como deter o vento ou agarrar o óleo com a mão” (Pv 27.15-16).

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São cinco advertências extremamente verdadeiras, práticas e realistas contra a mulher briguenta. Será que é à toa?

Bem, para que você entenda por que a mulher briguenta é esse horror bíblico e um pesadelo na vida de um homem, menciono aqui cinco das muitas razões:

1. A mulher briguenta é arrogante

A mulher briguenta vive brigando porque acha que a opinião dela está sempre certa e entende, por sua falta de sabedoria e discernimento, que a maneira de se impor aos outros é brigando, peitando, gritando. A arrogância, acredite, é um dos pecados mais denunciados na Bíblia, pois machuca fundo o coração de Deus; afinal, foi o pecado que levou Satanás a fazer o que fez. Deus odeia tanto a arrogância que preferiu deixar o espinho na carne de Paulo do que permitir que ele se tornasse arrogante (2Co 12.7).

O indivíduo que tem domínio próprio e mansidão, ao contrário, não faz da briga uma rotina, pois sabe a hora de falar, de calar, de ouvir, de deixar para lá. Inversamente, o briguento se acha tão certo em tudo que não admite ser contrariado e, por isso, se impõe na base da briga e do grito com uma frequência surreal. Os dias em que não briga são exceção e não a regra.

Um indivíduo eventualmente ceder ao pecado e incitar uma briga é compreensível (embora não desejável, lógico), todo mundo faz isso vez ou outra – afinal, todos somos pecadores e erramos. Mas fazer da briga um estilo de vida é sintoma de uma arrogância não tratada, sem arrependimento e que afunda o arrogante cada vez mais no lodaçal de sua soberba espiritualmente nociva.

2. A mulher briguenta é insensata

Isso significa que ela não sabe usar a razão para julgar ou raciocinar nas questões da vida. Como lhe faltam argumentos racionais e lógicos, ela apela para o desmerecimento do outro, os ataques, as ofensas, os gritos e a porta batida atrás de si. E a Bíblia é clara: “A mulher sábia edifica o lar, mas a insensata o destrói com as próprias mãos” (Pv 14.1). A mulher briguenta, via de regra, destrói o seu lar. No mínimo, faz dele um ambiente tão saudável e feliz quanto Chernobyl – mas nunca fará uma autocrítica nem perceberá o seu erro, pois sua insensatez a fará acreditar que a culpa dos problemas é sempre dos outros e sempre justificará seu comportamento reprovável por trás de alguma desculpa esfarrapada.

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3. A mulher briguenta cria um ambiente sem Deus em sua casa

O Senhor ama a paz. Jesus saudava as pessoas ao chegar a algum lugar desejando-lhes que a paz estivesse com elas. Paz é uma das virtudes do fruto do Espírito. Jesus disse que bem-aventurados são aqueles que promovem a paz. Portanto, a Bíblia deixa claro que a paz é preciosa ao Senhor.

A conclusão é logica: onde a pessoa briguenta chega, implanta o conflito, a contenda, a dissensão, a discórdia, o que é exatamente o que Deus abomina, o contrário do que ele quer. Portanto, uma esposa briguenta, por mais que se diga cristã, está criando um ambiente de vida não cristão em seu lar – talvez, até, sem se dar conta, o que não muda o fato em si.

4. A mulher briguenta, além de pecar com sua atitude, em geral leva quem está ao redor a pecar

Uma mulher briguenta costuma servir de péssimo exemplo para os filhos, muitos dos quais podem acabar imitando seu comportamento e se tornar novas pessoas briguentas. Além disso, por mais pacífico que seja seu marido, ela, em geral, costuma tirá-lo do sério e arrastá-lo para a ira. Assim, a pessoa briguenta é uma instigadora e multiplicadora de pecados, o que faz dela uma cúmplice do maligno em sua sanha por levar pessoas a pecar.

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5. A mulher briguenta sabota casamentos e famílias

A importância do diálogo é a regra número um de um casamento feliz. A mulher briguenta torna o diálogo impossível, pois ela geralmente se recusa a ouvir ou pensar sobre o que ouviu. A briguenta tem por hábito interromper o outro a toda hora quando ele tenta falar, sair batendo a porta, dizer que não vai ficar ouvindo o que o outro tem a dizer e coisas assim. A verdade é que a pessoa briguenta é, em geral, alguém que não está disposto a ceder em nada e, por isso, usa a briga para calar o outro e não ter de abrir mão do que quer. Isso porque, em geral, a pessoa briguenta é egoísta. O resultado é que ela sabota o modelo criado por Deus para o casamento e o lar.

Por essas cinco razões e outras mais, quem se casa com a mulher briguenta está se condenando a viver por anos e anos sofrendo a dor de ter ao lado não uma parceira e uma melhor amiga, mas uma opositora que tornará sua rotina um inferno. Explosiva, essa mulher será como um campo minado que, de uma hora para outra, do nada e inesperadamente, iniciará episódios de bate-boca e discussão que acabarão com a paz no lar e no coração de quem a cerca.

Por isso, deixo o conselho a todo rapaz cristão solteiro: na hora de buscar uma possível namorada, identifique desde o começo quão briguenta ela é. Não importa se ela é lindíssima, se canta no louvor, se é inteligente ou qualquer coisa do gênero, pois, tenha ela as qualidades que tiver, se é alguém que adota a briga como estilo de vida, as qualidades logo desaparecerão de seus olhos e tudo o que restará é o horror dessa postura.

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De todos os 562 posts já publicados no meu blog, descobri hoje que o mais lido de todos até o momento é o que fala da mulher rixosa (termo presente nas traduções bíblicas mais arcaicas, que nas mais modernas foi traduzido como “briguenta”. Você pode ler o post A mulher rixosa clicando AQUI). Isso é revelador. Mostra que muitos e muitos irmãos se casaram, inadvertidamente, com uma mulher assim – ou casaram com moças virtuosas que, com o tempo, se transformaram e, assim, descambaram para o caminho da briga como estilo de vida. Mas você, que é solteiro, ainda tem a oportunidade de não entrar nessa. Quando se interessar por uma moça, lembre-se dos 5 alertas bíblicos e procure identificar desde cedo quão rixosa ela é. E jamais se case com uma mulher briguenta!

Para finalizar, se você é uma mulher cristã e chegou até este ponto da leitura, gostaria de, carinhosamente, lhe dizer três coisas:

1. Se você se irritou com alguma informação bíblica apontada neste texto, por favor, não brigue comigo. Não fui eu quem escreveu a Bíblia. Apenas reproduzo o que ela diz.

2. Você pode estar achando injusto eu não falar neste texto sobre o homem briguento. Se é o caso, saiba que tudo o que foi dito neste post se aplica também aos homens briguentos, com quem você jamais deve se casar até que ele se converta, se arrependa e abandone esse modo de ser tão tóxico, biblicamente abominável e que tem como única consequência semear a infelicidade.

3. Se você percebeu que se encaixa na descrição de uma mulher briguenta, ou rixosa, saiba que nem tudo está perdido. Você não está condenada a ser o inferno de seu marido e filhos até a sua morte. A recomendação bíblica para esse seu estilo de vida é bem objetiva: você precisa se arrepender verdadeiramente, confessar seu pecado a Deus e abandonar essa prática. Se fizer isso, a bênção do Senhor virá sobre seu casamento, a cura será plena e tudo ficará bem. E, assim, você consertará o estrago que causou, recuperará o tempo perdido e poderá ser conhecida não mais como alguém briguento que inferniza a vida dos outros, mas passará a ser chamada de “mulher virtuosa”, aquela cuja sabedoria edifica o lar e cujo valor excede o de muitos rubis.

É possível. E está ao seu alcance. Só depende de você.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

Tudo começou dia 8 de janeiro, uma terça-feira. O primeiro sintoma foi uma moleza grande, graças à febre que chegou no início da noite. Na quarta, minha garganta já explodia de inflamação e dor. Fiquei preocupado, pois na quinta-feira minha mãe chegaria de volta da Espanha, onde havia ficado por seis meses, e eu queria estar bem para recebê-la. Por isso, logo que acordei no dia 10, com os mesmos sintomas, procurei cedo o otorrino para ser examinado. Com muita fraqueza e dores, fui à consulta e recebi o diagnóstico de uma virose, com indicação de gargarejo e paciência para esperar o organismo debelar o vírus. Porém, mais coisa estava por vir.

Fui ao aeroporto receber minha mãe com esforço, a voz já transformada num som sibilado e sem volume. Naquela noite, a garganta estava tão inflamada que simplesmente não consegui pregar o olho, uma vez que cada engolida de saliva causava uma pontada aguda em cada lado da garganta. Noite em claro. Minhas olheiras perenes se tornaram bolsas caudalosas sob os olhos.

O tempo passou e nada parecia melhorar. A dor de garganta persistia, o estado febril abatia meu ânimo e, para piorar, veio a tosse. Passei dos gargarejos para um corticoide e, dele, para um antibiótico. Escrevo este texto no fim da madrugada do dia 16 de janeiro, exausto após uma noite inteira acordado em decorrência de uma tosse persistente que já faz meu peito doer de tanto sacudir e contrair. Sinto-me sonolento, indisposto, cansado e fisicamente fraco, abatido e, francamente, mal.

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Em nossos dias, quando cristãos vão a público falar de doenças, em geral é para dar testemunhos de cura. Não é o que vim fazer aqui. Ainda não estou curado (e, por favor, não venha com Isaías 53, um pouco de estudo bíblico sério vai te mostrar que eu “tomar posse da cura que já é minha” não me fará ser curado milagrosa e instantaneamente. Mas isso é papo para outro post). Fato é que minha intenção neste texto não é tratar da cura que ainda não veio, mas da minha fraqueza em meio a isto tudo.

Minha mãe comentou recentemente que, desde que chegou ao Brasil, pouco me viu sorrir. Eu nem tinha percebido. Mas o fato é que é difícil sorrir em meio a dor, cansaço, abatimento, sono, fraqueza. E, em meio a esse mal-estar generalizado, lembro das palavras de Paulo de Tarso, após ter recebido um espinho na carne para combater sua arrogância, ter orado três vezes para se ver livre daquele sofrimento e ver seu pedido ser sistematicamente negado. É quando ele diz: “Em três ocasiões, supliquei ao Senhor que o removesse, mas ele disse: ‘Minha graça é tudo de que você precisa. Meu poder opera melhor na fraqueza’. Portanto, agora fico feliz de me orgulhar de minhas fraquezas, para que o poder de Deus opere por meu intermédio. […] Pois, quando sou fraco, então é que sou forte” (2Co 12.8-10).

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No estado de falta de ânimo e disposição em que estou, consigo enxergar com cores bem mais nítidas as palavras do Senhor. Minha fraqueza me põe em um estado de submissão ao que vier pela frente. Desde que comecei a escrever este texto, após mais uma noite em claro devido à tosse forte, já cochilei umas cinco vezes. Parece que o sono é bem mais forte que eu. Aliás, qualquer coisa parece ser mais forte que eu neste momento. O mau humor. A tosse. A dor. Tudo. Sim, minha fraqueza contribui para me deixar completamente vulnerável e sem forças para reagir. E penso que é exatamente o que Deus quer em momentos como este.

Seu poder opera melhor na fraqueza porque, quando estou fraco, abaixo as armas do ego, solto as rédeas da autossuficiência, perco as energias para tentar construir um caminho segundo minha tola vontade. Minha fraqueza me submete. Me humilha. Perco a vontade de falar e torno-me um ouvinte melhor. Minha entrega se dá com menos resistência e me vejo como menos dono da minha vida. Minha fraqueza me revela quem eu sou e me lembra de que não passo de poeira cósmica totalmente dependente do fôlego de vida do Criador.

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E aí entra em cena o poder. Dele, não meu. Em meio à minha fraqueza, ele se manifesta plenamente como é, fazendo o que deseja fazer, lançando mão de sua prerrogativa de Senhor para pintar-me com as cores que quiser. Sem resistência. Sem oposição. Sem “mas” nem “porém”, pois falta disposição.

Deus, faze. Tua é a glória, realiza a tua vontade. Manifesta o teu poder.

Estou fraco. Ele é forte. Eu me submeto e ele age. No entanto, há algo importante a ser lembrado: ele é Pai. Pai nosso. E ele é amor. O Amor. Isso faz com que sua força não seja totalitária, impositiva ou destrutiva; é, antes, uma força compartilhada e edificante. Ele usa minha submissão, em fraqueza, para manifestar sua graça, em amor. Quando sou fraco, então é que sou forte porque ele usa meu desarmamento para dar-me por herança filial o direito de usar sua força. E torno-me administrador daquilo que ele me delega. Não tenho espada nem escudo, pois não estou com forças para carregá-los, mas tenho a força do Senhor dos Exércitos, que carrega o mundo para mim. Sou fraco, ele é forte; estou fraco, ele me concede sua força.

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Meu irmão, minha irmã, você está se sentindo fraco? Cansado? Abatido? Dá vontade de desistir? Entregar os pontos? Chegou ao limite? Que bom. Não, isso não é mau como parece. É oportunidade. Deus deixou a fraqueza vir para ensinar-lhe submissão em amor. Então… submeta-se. Abra mão de tantas opiniões e certezas, de tantos arroubos e petulância e desfrute deste momento de cansaço, abatimento, sono e apatia. Embora não tenha essa aparência, seu abatimento foi permitido pela graça. E onde há graça, há Deus. E onde há Deus, tudo é bom, perfeito, bonito e colorido.

Como você tem reagido em meio à sua fraqueza? Com reclamações, exigências e confrontos com Deus? Será que você não tem se visto como um injustiçado, afinal, “você é fiel e não é correto que Deus permita você passar por este vale”? Calma, Jó, não é assim que a banda toca. Quão mais justo você se enxerga, mais precisa se ajustar à justiça divina. Quanto mais alvo de injustiças você se sente, mais o seu Pai precisa mostrar-lhe quem você é. Para melhorá-lo, por amor, e ajustá-lo à semelhança do Cristo ressurreto.

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A cruz foi a fraqueza do Cordeiro, seu lugar de abatimento, tristeza e desânimo. Mas o sepulcro vazio foi a manifestação da força do Criador. Desejo a você o mesmo: que em meio à sua cruz, Deus manifeste a sua ressurreição. E, então, submetido ao poder divino, você ouvirá do Mestre: “Venham a mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso”.

Nesse momento, com um sorriso finalmente no rosto, você poderá dizer, em resposta: “Ainda que a figueira não floresça e não haja frutos nas videiras, ainda que a colheita de azeitonas não dê em nada e os campos fiquem vazios e improdutivos, ainda que os rebanhos morram nos campos e os currais fiquem vazios, mesmo assim me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus de minha salvação! O Senhor Soberano é minha força! Ele torna meus pés firmes como os da corça, para que eu possa andar em lugares altos”.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >