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perdao totalVocê, que acompanha o blog APENAS, deve ter percebido que tenho falado nos posts mais recentes sobre meu livro Perdão Total – Um livro para quem não se perdoa e para quem não consegue perdoar, em função do seu lançamento, este mês. Se você lê o que escrevo já há algum tempo, espero que perceba que minha intenção ao divulgar uma obra de minha autoria não é mercadológica ou financeira, mas, sim, missional, pois eu acredito com convicção que a mensagem contida nesse livro pode abençoar muitas vidas – uma vez que entendo que compreender o que a Bíblia de fato explica sobre o processo pecado-perdão-restauração é uma necessidade urgente entre os cristãos. Muitos não perdoam quem os ofendeu, o que os faz carregar toneladas de ressentimento. Muitos não se perdoam por pecados que cometeram no passado, o que os faz carregar toneladas de culpa. E todos precisamos ser perdoados. Porém, encontro em todo lugar por onde passo centenas e centenas de pessoas que vivem soterradas por ressentimento, culpa e pecados não perdoados simplesmente por não compreender com exatidão como se processa essa dinâmica do perdão (e, consequentemente, da restauração de quem pecou). É justamente isso o que procurei explicar no livro, para que você, que se vê numa situação de falta de perdão, ou alguém que conhece e que precise ouvir essa mensagem sejam libertos desse fardo. Falta de perdão mata. Já o perdão liberta, transforma, dá paz, revoluciona vidas, reconcilia pessoas e nos aproxima de Deus.

O assunto do perdão e da falta de perdão é extremamente sério. Eu não conseguiria tratar tudo o que precisa ser dito sobre o assunto para trazer paz à sua vida em um ou dois posts, por isso optei por escrever um livro que, pela vontade de Deus, foi aprovado e está sendo lançado este mês pela editora Mundo Cristão. Eu o considero como mais um dos posts do APENAS, só que muito mais completo e profundo, uma análise bíblica detalhada, escrita numa linguagem muito fácil e compreensível a qualquer um.

Por isso, se você costuma ser abençoado pelo que escrevo no blog, recomendo a leitura do “Perdão Total”. Se você conhece alguém que precise perdoar ou se perdoar, dê de presente. A obra já está disponível em grandes livrarias seculares como a Saraiva, pela internet (NESTE LINK) ou em livrarias evangélicas de todo o Brasil. Para quem vive no exterior, ele está em formato e-book em diferentes livrarias virtuais, como Amazon, Google, Kobo, Livraria Cultura e outras.

Banner Leitor CristaoCaso você queira saber mais sobre o livro, compartilho AQUI uma entrevista que concedi para o site Leitor Cristão, onde entro em mais detalhes. Ou poderá assistir a uma entrevista que darei ao vivo à jornalista Leda Nagle no programa Sem Censura (TV Brasil), na próxima segunda-feira, dia 27/10, às 16h, para falar sobre o perdão bíblico e, naturalmente, sobre o livro. Aliás, aproveito para pedir as suas orações, pois tenho concedido entrevistas à mídia secular para falar sobre o livro e sobre o perdão bíblico (como as rádios Globo e Inconfidência), e preciso de muita sabedoria para falar sobre o tema a não cristãos. Preciso muito das suas orações.

Também deixo aqui um vídeo que a editora Mundo Cristão me pediu que gravasse para que eu explicasse em dois minutos do que trata o Perdão Total – Um livro para quem não se perdoa e para quem não consegue perdoar e a quem ele se destina, caso queira assistir e compartilhar:

Peço a Deus que a leitura deste livro abençoe muito a sua vida e a das pessoas que você conhece e enfrentam problemas para perdoar. Ele foi feito para ser lido, promover reflexão e, até mesmo, conduzir debates sobre o tema em pequenos grupos e estudos bíblicos.

O perdão é um dos alicerces do evangelho. Sem perdão, não há cristianismo nem vida com Deus. Jesus veio à terra para perdoar. O perdão está estendido para você. Não perdoar traz graves consequências, enquanto perdoar traz grande liberdade, paz e intimidade com Deus. Perdoe. Perdoe-se. Peça perdão. Pois Deus jamais perdoa alguém pela metade, o perdão dele… é total.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari

Perdao Total_News cortado

 

Perdao total_pilhaSou um pecador. Peco todos os dias, embora eu odeie os meus pecados. Isso também acontece com você? Já cometi pecados que me envergonham profundamente e até mesmo me fizeram questionar se seria possível que Deus me perdoasse. Também já fui ferido por outras pessoas e tive de estender perdão a elas, apesar de profundamente machucado. E, claro, já causei mal a outras tantas pessoas também, e precisei ser perdoado por elas. Se você é humano e falho como eu, percebe, então, a suma importância de perdoar, de se perdoar e de ser perdoado. Não há como mensurar o valor incalculável do precioso perdão, algo que, ao recebermos ou concedermos, remove de nossa alma toneladas de culpa, dor, sofrimento, falta de paz. A vida cristã só é possível porque existe perdão, a cruz de Cristo teve como objetivo conceder perdão… enfim, é absolutamente impossível caminhar no evangelho sem perdão. Esse assunto tem feito parte de minhas reflexões de modo muito intenso nos últimos anos, o que me levou a realizar uma pesquisa profunda nas Escrituras sobre o tema. Essa busca para compreender (e viver) melhor o perdão de Cristo acabou gerando um livro, lançado oficialmente ontem pela editora Mundo Cristão: Perdão Total – Um livro para quem não se perdoa e para quem não consegue perdoar (já disponível no site da Mundo Cristão e, nos próximos dias, nas livrarias de todo o Brasil).

Peço desculpas se este texto soa como a propaganda de um livro. Acredite: para mim, é muito mais do que isso. Tenho a convicção, reforçada pelo depoimento de pessoas que já o leram, de que ele pode ajudar vidas que por anos estiveram aprisionadas pela falta de perdão a encontrar o caminho da paz e do cumprimento da vontade de Deus; da graça e do amor divinos. A falta de perdão é um fardo pesado demais e ninguém precisa carregá-lo. Ninguém. A você, que acompanha este blog semanalmente, explico que tudo o que procurei fazer com esse livro foi o que faço nos posts do APENAS: estudar e refletir sobre as coisas de Deus para abençoar a vida de quem me lê.

Além na necessidade pessoal de viver diariamente o perdão (seja dando-o, seja recebendo-o), o que me motivou a escrever esta obra foi a clara percepção de que muitos e muitos de meus irmãos e minhas irmãs em Cristo não estão vivendo o perdão como Deus deseja. Ao conversar com centenas de cristãos em igrejas em que prego ou palestro ou mesmo por meio deste blog, me espanto e me entristeço pela quantidade de almas que sofrem (muitas vezes em silêncio) por não conseguir viver plenamente o perdão. Por isso, meu objetivo é que este livro – escrito numa linguagem extremamente fácil e simples, para ser compreendido por qualquer pessoa – conduza quem o ler a vivenciar de modo pleno e absoluto o perdão bíblico. Perdão Total_Capa 3D em alta

Primeiro, o texto mostra a quem vive atormentado pela culpa por ter cometido determinados pecados no passado que pode ser liberto imediatamente desse peso e viver com leveza e felicidade. Isso mesmo para cristãos que cometeram tais pecados após a conversão.

Segundo, o livro apresenta verdades bíblicas para quem foi magoado, ferido, humilhado, abandonado, traído, desprezado, agredido, enganado, roubado, vilipendiado, usado, maltratado, molestado, abusado… enfim, para quem de algum modo sofreu algo que o deixou ressentido e, por isso, não consegue perdoar quem o fez sofrer. Às vezes até sabe que deve perdoar e gostaria de liberar perdão… mas não consegue. E, por isso, vive preso a amarras espirituais que têm consequências sérias.

Se você vive alguma dessas realidades, recomendo carinhosamente a leitura deste livro. Ou, se você conhece alguém que não perdoa a si mesmo ou que precisa perdoar outra pessoa, recomendo que indique o livro ou o dê de presente. Claro que, como autor, minha recomendação é suspeita. Por isso, sinto-me mais à vontade deixando que outros falem em vez de mim. “Perdão Total” tem prefácio do pastor presbiteriano JR Vargas, apresentador do Debate 93 FM; além de endossos de pessoas como a pregadora Helena Tannure; a coordenadora nacional do movimento Desperta Débora, Nina Targino; e o juiz federal e escritor William Douglas. Eles escreveram sobre o livro:

Nina Targino“Falar sobre Perdão Total em poucas palavras é um desafio grande demais, pois o livro é maravilhoso. Nele aprendemos sobre o amor que vai além dos dramas da vida. É luz para quem não sente o perdão de Deus e para quem não consegue perdoar os que lhes têm ofendido. A beleza não é somente o esmero do autor, mas a possibilidade de falar a corações que vivem em prisões da alma. Leia este livro, encontre a paz!” —– Nina Targino, Coordenadora Nacional do Desperta Débora.

JR Vargas“Você tem em suas mãos uma obra valiosa, que o ajudará a descobrir o caminho do Perdão Total. Em cada página somos conduzidos a uma prática libertadora, sustentada pela Palavra do Senhor. Aproveite a oportunidade, leia prazerosamente este livro — pelo qual já fui grandemente abençoado — e seja livre” —– Jr. Vargas, Pastor da Igreja Presbiteriana das Américas (RJ) e apresentador do Debate 93, na Rádio 93 FM.

William Douglas “Este é um livro único. Tem a grande virtude de destacar as verdades bíblicas sobre o perdão em uma linguagem muito acessível e agradável. Maurício Zágari tem se destacado como escritor e editor, melhorando substancialmente as obras nas quais trabalha, então ele não poderia deixar de fazer um livro de excepcional qualidade. É uma grande alegria poder ler um livro de Maurício Zágari” —– William Douglas, Juiz federal, escritor e conferencista, membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil (AELB) e da Academia Niteroiense de Letras (ANL). “

Helena TannureEm Perdão Total, Maurício Zágari nos dá o vislumbre de uma vida livre do fardo pesado que o acusador impõe, encorajando cada leitor a receber a dádiva do perdão e a permanecer trilhando o caminho da verdadeira liberdade que também nos fará estender a outros o que de graça recebemos. O amor de Deus é completo, absoluto e suficiente para arrebentar as amarras de culpa que continuam prendendo pessoas em intermináveis teias de dor ao longo de toda a história humana” —– Helena Tannure, Palestrante, escritora e cantora.

Entenda que “Perdão Total” não tem nenhuma virtude em si. Seu valor está, isto sim, em indicar de forma ao mesmo tempo profunda e compreensível o que a Palavra de Deus fala sobre o perdão divino. A Bíblia sim aponta o caminho. Jesus é quem realiza a obra. Tudo o que eu fiz, como autor, foi amplificar aquilo que as Escrituras revelam. A Deus toda a glória e todo o mérito. Desde que comecei a idealizar “Perdão Total”, minha oração sempre foi que ele se tornasse um instrumento de Deus para transformar muitas e muitas vidas. Talvez a sua. Talvez a de alguém que você conheça. Seja a de quem for, oro a Jesus que abençoe, liberte, restaure, ilumine, edifique e mostre o caminho mais excelente que só o verdadeiro perdão pode proporcionar. Perdão total: abrace essa realidade e viva plenamente essa verdade!

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari Perdao Total_News cortado

Perdão é um assunto essencial para nossa saúde espiritual. A falta de perdão é um câncer que corrói a alma, gera culpa e ressentimento e nos afasta de Deus. Foi por isso que decidi me dedicar a esse tema em meu livro mais recente, Perdão Total – Um livro para quem não se perdoa e para quem não consegue perdoar (veja AQUI), que acabou de ser lançado pela editora Mundo Cristão. Semana que vem falarei um pouco mais sobre ele, se você me permitir. Hoje compartilho apenas um pequeno vídeo, que a editora me pediu para gravar, em que abordo um dos temas tratados no livro. Espero que aquilo que procuro compartilhar nessa fala de 2 minutos abençoe a sua vida.

Perdão Total_Youtube

(Se, ao clicar na imagem, o vídeo não abrir, clique AQUI)

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Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari

 

Papai desenhado por Laura aos 3 anosEsse rabisco do desenho ao lado sou eu. Pode ser que você não o ache muito parecido com a minha foto que ilustra este blog, mas creia: sou eu. Tenho provavelmente centenas de fotos minhas no computador e até mesmo desenhos: na parede em cima de minha cama há um retrato meu com minha esposa, pintado em Paris por um artista de rua, e até mesmo uma gravura em 3D de meu rosto feita a laser dentro de  cubo de acrílico. Mas preciso reconhecer que essas obras de arte não me enchem tanto os olhos: esse rabisco aí do lado é, de longe, a representação de minha pessoa que mais amo, tanto que a carrego sempre comigo na carteira. E há uma razão para isso: foi minha filha quem fez, pensando em mim, e me deu com todo o seu amor. Para quem não tem vínculos afetivos comigo ou com minha filhota, esse desenho pode não passar de um amontoado de rabiscos mal feitos, de péssima qualidade. Mas, para mim, a beleza artística e a perfeição do traço são o que menos importa: eu sou apaixonado por esse desenho, simplesmente porque foi alguém que amo quem fez de todo o coração e me ofertou com sinceridade e amor. Isso me leva a pensar naquilo que fazemos para nosso Pai celestial.

É óbvio que devemos fazer tudo para Deus da melhor forma possível. Nosso louvor tem de ser bem composto, ensaiado e entoado. Nosso culto deve ser organizado. Nossa adoração deve seguir certas diretrizes. As aulas de ensino bíblico e teológico devem ser muito bem preparadas. Enfim, tudo o que fazemos para o Pai necessariamente deve ter o nível máximo de excelência. Porém, muito mais do que uma forma adequada, Deus quer saber do conteúdo. De que adianta tudo ser impecável e nosso coração não estar entregue ao Senhor naquilo que fazemos? O livro de Amós mostra como Deus rejeitou o culto bem organizado que seu povo não prestava de todo coração, devido à contaminação de sua alma: “Aborreço, desprezo as vossas festas e com as vossas assembléias solenes não tenho nenhum prazer. E, ainda que me ofereçais holocaustos e vossas ofertas de manjares, não me agradarei deles, nem atentarei para as ofertas pacíficas de vossos animais cevados. Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos, porque não ouvirei as melodias das tuas liras” (Am 5.21-23).

Jesus disse: Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4.24). Já ouvi muitas explicações teológicas sobre o que exatamente isso significa, mas, para mim, o que Jesus está dizendo é, em outras palavras: “Deus quer carregar na carteira desenhos que seus filhos fizeram dele com todo coração e em total amor”. 

Eu jamais serei perfeito. Acredito que meu Pai saiba disso. Embora ele estabeleça a perfeição como alvo para que nos aproximemos o máximo possível dela, o Onisciente tem certeza absoluta de que jamais a alcançaremos. O que ele espera de nós não é perfeição, é esforço máximo para atingir a perfeição. Mas, em nossa imperfeição, ele nos recebe e aceita, se nos aproximamos dele com total amor e sinceridade de alma. Meu louvor não é dos mais afinados, mas acredito que o Senhor o carrega na carteira. Minha oração é cheia de imperfeições e por vezes as palavras não são das mais bonitas, mas minhas lágrimas e meus gemidos de intercessão estão todos na carteira do Pai. Os livros que escrevo podem não ser extraordinários, mas Deus os carrega na carteira se cada pessoa que os lê é abençoada, edificada e transformada pelas minhas palavras.

Meu irmão, minha irmã, não importa se você não é perfeito. Bem que Deus queria que fosse, mas ele sabe que não é. Importa que os rabiscos da sua vida, embora tortos e de valor artístico duvidoso, sejam entregues em sinceridade de coração ao Pai – ou seja, “em verdade”, como disse Jesus.  Faça tudo para Deus com muito amor e sem hipocrisia. O Pai quer o seu melhor, mas, muito mais que isso, ele quer o seu coração.

Sabe… o Senhor não espera que você seja um Picasso ou  um Salvador Dalí. Mas, se as suas pinturas de vida forem desenhadas com o real objetivo de alegrar o coração de Deus, tudo o que você fizer o glorificará e, com isso, você fará brotar um largo sorriso no rosto de seu Pai amado.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Mauricio Zágari

Perdao Total_News cortado

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baiacu1Muitos animais têm um mecanismo de defesa interessante quando se sentem ameaçados por predadores ou se veem em alguma situação de risco: eles tentam parecer maiores do que são. Você já deve ter visto em documentários da televisão, por exemplo, cenas de sapos que incham diante de uma serpente, baiacus que inflam quando dão de cara com uma moreia, cobras naja que abrem uma espécie de capuz de pele diante de inimigos ameaçadores ou ursos que se erguem sobre as patas traseiras quando atacados por outros machos da espécie. É uma estratégia instintiva desses bichos, uma forma de autopreservação, como se quisessem se proteger parecendo maiores do que de fato são. Em outras palavras, é uma reação ao medo. Essa é uma atitude que muitos de nós, seres humanos, também tomamos, embora num contexto diferente, como já veremos.

Claro que, ao contrário dessas outras espécies, não possuímos a capacidade de nos agigantarmos fisicamente. Não temos como inflar o tórax até ficarmos com as dimensões de um elefante, tampouco nosso cabelo se arrepia para se assemelhar ao pelo eriçado de um gato selvagem. Deus simplesmente não nos concedeu a habilidade de alterarmos nossa compleição física para crescermos diante de uma ameaça. Mesmo assim, inconscientemente (ou não), em nosso dia a dia tomamos uma série de atitudes que nos fazem tentar “crescer” aos olhos dos demais. Só que, ao contrário dos animais, o que nos faz querer ser maiores do que os outros não é o medo ou o instinto de defesa: é a vaidade.

baiacu4Por que você acha, por exemplo, que homens se preocupam tanto com o carro ou a moto que compram? Só porque é o mais econômico da praça? Ou porque o status que ter aquela máquina proporciona o faz sentir-se maior do que as demais pessoas? O mais capaz, o mais bem-sucedido, o alfa do bando? E não só veículos, isso vale para smartphones, roupas, bolsas, relógios, videogames, imóveis, quantidade de seguidores nas redes sociais… a lista de elementos usados como artifício para dizer, sem palavras, “eu sou melhor que você” é inumerável. Outro exemplo são os títulos. Se eu e você saímos nus do ventre de nossa mãe e chegamos absolutamente equiparados a este mundo, o que fará você se sobressair a mim? Fácil: comendas, honrarias, títulos, pós-ultra-PhD-doutorado, cargos pomposos. Se você parar para pensar, o prazer que um indivíduo ostenta por ter adjetivos e predicados à frente de seu nome nada mais é do que um meio de tentar se agigantar diante dos demais. É como se dissesse: “Veja como sou maior ou mais importante do que você, afinal sou um conde, um visconde, um barão!”. Por que você acha que durante tantos séculos os títulos de nobreza custaram tão caro e foram tão cobiçados? Simplesmente porque tê-los era uma maneira de tentar sobressair.

Em nossos dias, até mesmo os jogos de futebol revelam com clareza esse fenômeno. Sejamos sinceros: não basta nosso time ganhar, temos de pegar no pé dos amigos que torcem para a equipe que perdeu. A troça futebolística faz parte da nossa cultura de querer ser superior aos outros. E por aí vai, em tudo aquilo que fazemos. A realidade é que todo ser humano busca, inconscientemente, destacar-se dos demais. Eu sou assim, você é assim, todos somos assim. Queremos fama. Queremos notoriedade. Queremos o lugar mais alto do pódio. Esqueça o Barão de Coubertin: o importante é ser o maioral e ganhar, sim, senhor.

Mas, então…

Então chega Jesus e diz “aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus” (Mt 18.4). Ouvimos isso e, se queremos ser como Cristo ensina, nos vemos obrigados a desinflar o peito, abaixar a crista, nos posicionar de cabeça baixa; assumir a postura submissa de um cordeiro. Pôr nosso ego nas dimensões de uma criancinha. Diminuirmos para que ele cresça. Considerarmos os outros maiores em honra.

baiacu3A aproximação de Cristo nos distancia da nossa realidade animal e nos atrai para a espiritual. Nosso animal, nossa carne, quer buscar glórias, fama, títulos, cargos na igreja, o lugar de maior destaque, a roupa mais pomposa, elogios, adjetivos, comendas, honrarias, o pináculo do templo. Tudo isso nos infla como um baiacu. Nossa humanidade quer desesperadamente nos agigantar. No entanto, Jesus vem e nos desestrutura: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5.3). E, se ainda resta alguma dúvida, Paulo dá o ultimato: “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo” (Fp 2.3). Em outras palavras: abaixe a crista. Deixe o outro sobressair. Difícil? Sim, mas cristão.

Vaidade sob controle não é pecado. Mas quando ela passa a ditar seus valores, a maneira como se comporta, as suas decisões e, especialmente, o modo como trata as pessoas, cuidado: você pode não estar sendo muito melhor do que um baiacu. E Deus sabe que você vale muito mais do que um peixe amedrontado.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Mauricio Zágari

Deus fala1Ser cristão é, acima de tudo, relacionar-se. Nossa fé tem a ver com estabelecer um relacionamento real e diário com Deus e com o próximo. Com o próximo é fácil, todos sabemos nos comunicar uns com os outros; mas quando se trata de ouvir o Todo-poderoso, aí a coisa fica complicada. Desde que nos convertemos, começamos a escutar com frequência comentários, pregações e músicas de louvor mencionarem a “voz de Deus”. Paradoxalmente, é bastante comum eu ouvir irmãos e irmãs em Cristo confessarem que não entendem muito bem como funciona isso. Afinal, o Senhor não costuma conversar conosco face a face, com uma voz que chegue a nós pela audição. E, assim, acabamos confusos e sem entender como é possível ouvir Deus falar. Gostaria de convidar você a uma reflexão sobre isso.

Todos já ouvimos pessoas testemunharem que de fato ouviram Deus falar com elas com uma voz audível, tal qual Samuel escutou quando era criança. Acredito que isso ocorra de fato, como um fenômeno sobrenatural, mas, convenhamos, são raríssimas exceções. Na maioria das vezes não ouvimos Deus falar com uma voz que se assemelhe à humana (que pudesse ser descrita como “ah, é uma voz meio grave, um pouco rouca…”). Nada disso. Na esmagadora maioria das vezes, o Senhor fala conosco de maneiras sutis, que exigem de nós estar em sintonia com ele para identificarmos que se trata realmente de uma comunicação com o Divino.

Estar em sintonia com Deus é fundamental, pois só assim conseguiremos detectar quando é ele quem está falando. Deixe-me dar um exemplo. Sabe quando você conhece tão bem seu esposo, ou sua esposa, que basta ele lançar aquele olhar e você compreende tudo o que ele quer dizer? Pois isso só ocorre com quem está em sintonia e tem bastante proximidade. Meu pai, por exemplo, tem certas expressões faciais características, que, só de eu bater o olho, sei se ele gostou de algo ou não. Isso é fruto de muita convivência e intimidade. Assim, se você quer ouvir Deus falar, precisa se aproximar dele, por meio das disciplinas espirituais – oração, jejum, estudo da Palavra, perdão, atos de amor ao próximo, entre outras. Não tem segredo: só buscando a Deus por meio dessas práticas você desenvolverá uma sintonia capaz de fazê-lo reconhecer quando ele fala.

Portanto, para ouvir alguém é preciso estar próximo, ser íntimo. “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem” (Jo 10.27).

Deus fala2Naturalmente, o meio mais frequente e imediato de ouvir a voz de Deus é pela leitura bíblica. A Palavra é a expressão máxima da voz do Criador. Nas páginas das Escrituras a voz de muitas águas transborda. Uma vez que você lê o texto sagrado com um coração aberto e segundo as normas corretas de hermenêutica, passagens inteiras passam a apontar caminhos, oferecer esperança, propor formas de agir, ensinar verdades do evangelho. Assim, se você quer ouvir Deus falar, eu recomendaria como indispensável ter uma rotina de relacionamento com ele em que a leitura das Escrituras tenha um lugar especial. E não apenas leia as palavras da Bíblia. Medite nelas. Reflita sobre elas. E, quando menos esperar, muito do que Deus quer te falar passará a ser realidade via letras impressas em papel. O Sola Scriptura deve sempre nortear a dinâmica de atentar à voz do Divino.

Como explica o filósofo e escritor Dallas Willard, Deus também fala gerando em nossa mente pensamentos que têm uma qualidade característica, um conteúdo espiritual específico. Esse aspecto deve ser considerado com enorme cuidado, com extrema cautela, pois é absurdamente frequente pessoas acharem que “Deus lhes disse” algo quando, na verdade, o que há é um mero pensamento humano. Desse modo, é muito fácil pôr palavras na boca de Deus, o que, lembremos, é pecado. Portanto, se vier um pensamento à sua mente e você achar que é a voz do Senhor, ore, avalie à luz da Bíblia e tenha muito temor antes de afirmar que foi “Deus quem falou”. Lembre-se de que ele jamais vai contrariar o que afirma nas Escrituras. Portanto, sempre desconfie dessa voz interior. Recomendo que você teste a suposta “voz de Deus” usando o que Frederick B. Meyer propôs: avalie as circunstâncias, verifique as impressões do Espírito e confira com o que diz a Bíblia. Também é recomendável acrescentar a recomendação de Rick Warren: avaliar o que se ouviu à luz da sabedoria divina do conselho cristão. Sempre teste o que você “ouve” e o que as outras pessoas ao seu redor afirmam ouvir. Sempre.

Deus fala3Mas existe outra forma de Deus falar, que é bem interessante: por meio das circunstâncias corriqueiras da vida, de fatos que ocorrem no dia a dia. São frases oriundas do coração do Pai que dispensam sujeito, verbo e predicado. Sim, o Senhor se expressa por meio de ações e fatos, como bem nos mostra a Bíblia: uma tempestade foi a forma de Deus dizer a Jonas que ele estava em desobediência. Dez pragas foram o discurso do Todo-poderoso ao faraó. A esterilidade foi a bronca do Senhor a Mical. Um véu rasgado foi o tratado teológico do Onipotente sobre a consumação da cruz. Vemos muitas vezes as circunstâncias representarem a voz de Deus e – novamente – precisamos estar sensíveis ao Senhor para compreendermos quais eventos representam uma afirmação divina a nós, caso contrário podemos nos tornar místicos que veem Deus na mancha de uma parede ou nas caixinhas de promessa.

Eu mesmo fui consolado pelo Senhor em uma manhã, há poucos dias. Estava sofrendo e abatido e, por isso, busquei ao Senhor em meio a lágrimas de impotência. Para minha surpresa, o que veio ao meu coração naquele momento foi o desejo de escrever um texto para o APENAS, que tratava do versículo de Lamentações 3.21 (“Quero trazer à memória o que me pode dar esperança”). Sentei-me, orei e escrevi o primeiro parágrafo. No preciso momento em que eu escrevia, minha esposa, que sabia pelo que eu estava passando e se encontrava a caminho do trabalho, sem que combinássemos nada ou tocássemos no assunto enviou-me um texto por SMS. Ela simplesmente escreveu: “Para refletirmos: ‘Lembra-te da minha aflição e do meu pranto, do absinto e do veneno. Minha alma continuamente os recorda e se abate dentro de mim. Quero trazer à memória o que me pode dar esperança. As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade. A minha porção é o SENHOR, diz a minha alma, portanto esperarei nele.’ Lamentações 3.19-24″.

Coincidência? Claro, pode ser, se você crê no acaso. Um evento como esse pode ser visto como pura coincidência, sem sombra de dúvida. Um ateu riria se eu dissesse que aquilo foi um ato de Deus. Mas senti em minha sensibilidade espiritual que eu e minha esposa termos pensado na mesma passagem bíblica (entre tantos milhares de outras), no exato mesmo instante, sem nada específico que nos tivesse remetido a ela, somado ao fato de minha esposa ter-me enviado o texto no preciso momento em que eu mais precisava ler aquilo… não era coincidência, mas uma forma de Deus se fazer ouvir e confirmar que de fato eu deveria dar especial atenção ao que diz esse texto das Escrituras. E, sem que eu precisasse ouvir um decibel sequer pelos ouvidos, percebi no meu espírito que Deus me dizia para trazer à memória quem ele é. E isso me deu esperanças.

Meu irmão, minha irmã, Deus fala. Na absoluta maioria das vezes, ele não o fará de forma espetacular, com voz audível, mas sim por meio de trechos contextualizados da Bíblia sagrada, por uma inequívoca realidade interior ou por meio de circunstâncias da vida que tornariam a palavra “coincidência” algo difícil de crer. Cabe a mim e a você estarmos em sintonia com o Senhor para sabermos discernir corretamente se é ele quem está falando ou não. Nosso Aba interage conosco e se relaciona. Deus não é um observador estoico e indiferente, ele aprecia interagir. Como Pai que é, ele gosta de ter essa intimidade conosco. Mas é somente mediante uma vida de proximidade com ele que isso será possível.

Deus fala4Nas épocas de minha vida em que vivi mais longe de Deus, as vozes que ouvi e segui só me conduziram a caminhos de morte, e o fruto disso foram dores e arrependimento. Escutei a voz do mundo, a da minha própria carne, a do Diabo, a do pecado e muitas outras. Pois todos falam o tempo todo; a questão é: a quem daremos ouvidos? “A voz de Deus troveja maravilhosamente; ele faz coisas grandiosas, acima do nosso entendimento” (Jó 37.5). Essa é a única voz que ressoa de forma maravilhosa. Ouça-a.

Fica aqui minha recomendação: tenha uma rotina prazerosa de oração. Discipline-se para ler as Escrituras. Conforme-se ao caráter de Cristo mediante práticas como o perdão, a ajuda ao necessitado e o socorro ao que sofre (Mt 25.31-46). Em outras palavras, viva uma vida da qual Jesus fará parte ativamente. Ao praticar regularmente essas disciplinas, você se conformará à natureza de Cristo e viverá tão perto de Deus que bastará um olhar dele para que você descubra tudo o que ele deseja dizer ao seu coração.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari

apostolos1Você já parou para pensar sobre o que os amigos dos doze apóstolos pensaram quando eles decidiram seguir Jesus? O que será que os primeiros seguidores de Cristo tiveram de enfrentar em seu círculo de amizades para dedicar a vida ao Mestre? A Bíblia praticamente não menciona como foi a reação dos amigos e dos parentes dos apóstolos quando esses se tornaram cristãos, mas, se nos permitirmos um exercício de imaginação, podemos tentar supor como teria sido e ver que implicações essa reflexão geraria para nossa vida.

Tomemos por exemplo os irmãos Pedro e André. Eles eram pescadores e, por isso, provavelmente lidavam com dezenas de pessoas diariamente para vender o pescado, uma vez que, naquela época, o trabalho dos pescadores ia até a comercialização daquilo que caía em suas redes. De certo modo, os pescadores de então eram também feirantes, o que proporcionava a eles contato com muita gente e os tornava pessoas bem conhecidas em sua comunidade. Além disso, como bons judeus, certamente iam frequentemente à sinagoga, onde comungavam com outros israelitas e, assim como fazemos em nossas igrejas, eles se relacionavam com um amplo grupo. É de se supor que não fossem poucas as pessoas que os conheciam. Por isso, um dia…

- Onde estão Pedro e André? Não tem peixe hoje?

- É verdade, os filhos de Jonas também não foram à sinagoga, será que estão doentes?

A resposta deve ter impactado os amigos:

- Não, eles abandonaram o trabalho e pararam de ir à sinagoga.

- Ué, por quê?

- Estão seguindo um carpinteiro que diz ser o Messias.

- Mas estão vivendo de quê?

- Não sei… abandonaram as redes e o barco. E não guardam mais o sábado.

- Ih! Estão loucos. E desviados!

Penso, também, em Mateus. No caso dele, o homem deveria ter bem menos amigos sinceros, por ser coletor de impostos – uma categoria odiada pelos judeus daquela época. Mas, por isso mesmo, sua comunidade sabia quem ele era.

- Sabe Mateus, aquele cabra safado que fica pegando nosso dinheiro para dar aos romanos?

- Nem fala desse cidadão, o miserável me deixou no vermelho depois que veio cobrar os impostos.

- Bem, acontece que ele não está mais na coletoria. Largou tudo para seguir um carpinteiro que diz ser o Messias.

- Não brinca! De ladrão o cidadão virou herege?

E por aí vai. Se começamos a imaginar tudo o que os apóstolos enfrentaram no convívio social para assumir seu papel como seguidores de Jesus possivelmente teríamos muitas histórias de rejeição, ofensa, acusações e deboches. É difícil supor que a sociedade judaica de então tenha visto com bons olhos a “cristianização” daqueles doze judeus. Mesmo assim, os apóstolos não deram para trás, enfrentaram todo tipo de oposição social e ficaram firmes em sua decisão de seguir o Mestre.

apostolos2Você pode achar que foi uma decisão fácil. Mas não foi. Ninguém gosta de ser hostilizado pelos amigos, parentes e conhecidos. É só ver como Pedro se comportou diante dos seus acusadores na noite em que Jesus foi preso para ver como os olhares dos outros o afetavam. Ocorre que a mensagem da cruz é clara: “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim; e quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim. Quem acha a sua vida perdê-la-á; quem, todavia, perde a vida por minha causa achá-la-á” (Mt 10.37-39). Nessa passagem, Jesus está dizendo que devemos valorizá-lo acima de qualquer outra pessoa e que essa priorização tem um custo. Mas, ao final, valerá a pena, pois perdemos aqui para ganhar mais adiante.

Agora pensemos em você. Como foi a reação da sociedade ao fato de você seguir Jesus? A sua conversão foi tranquila ou teve um custo? Você perdeu amigos? Tornou-se motivo de chacota ou preconceito? As pessoas passaram a hostilizá-lo? Talvez essa reação negativa tenha ocorrido até mesmo dentro da sua família. Ou no ambiente de trabalho. De repente, o seu cônjuge foi bem contrário à sua decisão de seguir Jesus. Se de algum modo sua opção por Cristo trouxe algum prejuízo social, saiba que você não está só. Desde os primeiros discípulos, dois mil anos atrás, isso é uma realidade.

cruzA grande questão não é se você será perseguido por amor a Cristo. Isso é previsível, vai acontecer, pois o mundo não aceita a proposta revolucionária do evangelho. A cruz é uma ofensa para os valores seculares. A grande questão é como você reage diante da perseguição, da oposição, do desprezo, da chacota, da depreciação. Vivemos dias de muito preconceito contra os cristãos. Somos acusados de homofóbicos, fanáticos, ignorantes, atrasados, otários e muitos outros nomes que você já sabe. Esses ataques sempre existiram e sempre existirão, até Jesus retornar. Tenho visto muitos irmãos em Cristo reagirem a isso com violência. Somos atacados e, por isso, atacamos. Nesse período em que vivemos, em que a religião e sua oposição a certas agendas de grupos anticristãos está na pauta do dia, os ânimos afloram, os embates se multiplicam. As redes sociais fervilham com verborragia e indelicadeza de todos os lados. Minha pergunta a você é: será que estamos certos em nos defender revidando? Em usar das mesmas armas que o mundo usa contra nós? Você crê realmente que Jesus se orgulha quando nos posicionamos contra quem discorda de nós igualmente com deboches, ironia, ofensas, termos ofensivos e atitudes similares? Será que não estamos agindo com estupidez acreditando ser apologética? Sim, porque, no dia em que acharmos (se é que muitos já não acham) que a defesa da fé se dá descendo ao nível de agressividade e verborragia dos que não têm fé… estaremos perdidos.

A tendência natural do ser humano é reagir a ataques com certa dose de agressividade e violência. Mas, se queremos ser chamados de cristãos com “C” maiúsculo, devemos ter atitudes contrárias ao que determinam os impulsos humanos. Em outras palavras, seguir o exemplo de Jesus: “Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca” (Is 53.7). Quando Pedro cortou com espada a orelha de Malco, Jesus o repreendeu, pois ele não quer que seus discípulos reajam como nossos perseguidores agem. Deixe o revide, a agressividade, os ataques verbais e o descontrole emocional para os do mundo. Pense nas coisas do alto. Mansidão. Paciência. Domínio próprio. Graça. Menos contra-ataques, mais pacificação. Eis o material que deve pavimentar nosso caminho rumo ao céu.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício