Arquivo da categoria ‘Amizade’

O ser humano é curioso: por um lado, queremos que muita coisa permaneça como sempre foi. Por outro, precisamos constantemente de inovação, novidade, renovação. Algumas coisas mudam e nos chateamos por isso: “Estava tão bom, poxa vida, não precisava mudar!”. Já outras nos levam a ansiar por transformação: “Não aguento mais isso, bem que poderia ser diferente”. A virada do ano é uma ocasião propícia para reflexões sobre a chegada do novo e o abandono do velho (ou não), por isso aproveito este momento para refletir um pouco sobre um processo de mudança dos mais inevitáveis que há: o das pessoas. (E, antes de tudo, quero deixar bem claro que este texto não se refere a relacionamentos conjugais, que têm uma dinâmica própria e devem ser vistos como uma categoria à parte).
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 “O que foi tornará a ser, o que foi feito se fará novamente; não há nada novo debaixo do sol” (Ec 1.9), escreveu o sábio. E se tem algo que não muda é a certeza da mudança das pessoas. Você pode verificar isso usando a si mesmo como exemplo: você é o mesmo que há dez anos? Eu não. Muita coisa mudou em mim: ideias, valores, sonhos, objetivos, prioridades, gostos, temperamento… tanta coisa! Perceba que você já foi muitas pessoas diferentes ao longo dos anos e, se conseguir se dar conta dessa realidade, essa percepção lançará um olhar mais complacente à mudança do seu próximo.
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 Eu sei que mudei, e muito. Hoje não tenho paciência para muita coisa que me fascinava na juventude. Não valorizo grande parte do que valorizava. Não admiro mais o que admirava. Observo o mesmo nas pessoas ao meu redor. Por essa razão, trocamos de amizades com frequência. Nosso melhor amigo de infância será um estranho aos 30 anos. Nosso unha-e-carne da juventude terá gostos bem diferentes na meia-idade. Adultos com quem convivemos antes da conversão se tornam pessoas que não nos agradam após conhecermos Cristo. Gente que morria de saudade de nós agora mal lembra que existimos. Aqueles que nos confidenciavam as profundidades de sua alma hoje tornaram-se oceanos profundos de segredos e pensamentos não compartilhados. Companhias constantes agora são esporádicas. E assim por diante. É natural. É a vida. Não há nada novo debaixo do sol.
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 Quando você se dá conta de que pessoas mudam, vive mais feliz. Pois, se espera que o próximo seja eternamente quem é hoje, sofrerá enormes decepções. Porém, se entende que virtudes e características que o fascinavam em alguém naturalmente se perdem pelo caminho e que isso inevitavelmente os distanciará, dará de ombros e prosseguirá em paz. Mais conformado. Sem frustrações. É o que é… paciência.
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 Meu irmão, minha irmã, o ano novo chegou, mas ele é tão velho quanto o que passou. A mudança de calendário significa apenas mais uma volta da Terra em torno do Sol. A realidade é que o que mudará no ano que chegou não é o ano, mas as pessoas, e não em consequência da mudança de ano, mas pelo fato de serem pessoas. Acostume-se à ideia. Respeite a transformação alheia. Deixe ir embora quem não quer ficar. Aceite que você já não é tão importante assim para quem um dia não conseguia viver sem você. Acolha com alegria quem chega. Essa é a dinâmica dos relacionamentos, que se baseia em um princípio elementar: pessoas mudam.
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O fim do sofrimento_Banner APENAS

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Abrir-se para a chegada do novo obrigatoriamente significa abrir-se para a transformação do antigo. Não exija do próximo a imutabilidade. Respeitar que a pessoa que você amava de determinada maneira mudou e hoje é outra bem diferente faz parte de amar tal pessoa. E, se você está disposto a amar o próximo como a si mesmo, isso significa, entre outras coisas, respeitar as mudanças dele que o fizeram se afastar de você.
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 Sim, amar o próximo, cumprindo assim o grande mandamento, significa acatar as mudanças desse próximo, respeitar seus novos gostos, planos, valores e ideais e, na maioria das vezes, deixá-lo partir. Pessoas que optam por caminhar conosco por toda uma vida são raros, não são a maioria. Acostume-se à ideia.
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O pastor Osmar Ludovico escreveu: “Quando nos agarramos àquilo que já perdemos nos tornamos amargos, ressentidos e facilmente caímos no autoengano de julgar o caráter de Deus a partir das nossas circunstâncias.
Sim, todos nós temos perdas, e somos chamados ao exercício de tornar nossas perdas em abrir mão, em entregar”. Lindas palavras, Osmar. Fato é que, quando transformamos uma dolorosa perda em um suave abrir mão, transformamos uma hemorragia que não estanca em um barquinho de papel que desce o rio, suave e melancolicamente, correnteza abaixo.
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Se você enxergar com bons olhos a mudança do outro e deixar partir quem não vê mais em você uma prioridade, estará dando mostras de maturidade, racionalidade e amor. Afinal, aprender a abrir mão de pessoas é um caminho para alcançar a paz, de modo que torne suportável a perda até o dia em que estaremos com Aquele em quem não há mudança nem sombra de variação e que, por isso, jamais deixará de nos ver como prioridade, jamais se afastará de nós e jamais cessará de nos amar como se não houvesse amanhã. Até porque, na eternidade, na verdade não há.
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Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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Tenho sentido falta de sorrisos. O mundo anda pesado, denso, carrancudo. E não só o mundo, nós, que não somos mundo mas vivemos nele, também. As redes sociais andam tristes. Sinto falta de que meus irmãos e minhas irmãs compartilhem alegrias, carinhos, gentilezas. Se o que o universo virtual transmite é a realidade dos bastidores, sou obrigado a concluir que uma enorme parte de meus amigos virtuais está tensa, irritada, assoberbada por uma caminhada cinzenta, nublada. Todos parecem ter uma lição de moral a dar, uma crítica ácida a fazer, uma exortação a cajadar, uma reclamação a expor. As redes sociais estão chatas, talvez porque eu esteja chato, talvez porque todos estejamos chatos. Talvez porque a vida esteja pesada e todos precisem desabafar.

Claro que a vida não é só alegria. Nunca foi e nunca será. Mas a nuvem está escura demais. Além do ponto. Você não tem essa impressão? Gostaria de ver mais gente falando e postando sobre coisas bonitas, como a poesia que leu, o entardecer que apreciou, o gesto de gentileza de que foi alvo ou com que alvejou alguém. Está faltando beleza, sabe? Tenho tido dificuldade de encontrar prazer no telejornal, nas postagens da minha timeline, na fala de muitos amigos. Os assuntos parecem sujeitar-se a uma ditadura do ruim, do feio, do errado, da maldade, do ódio. O cheiro do rancor parece impregnar as roupas e os cabelos de muitos. A raiva está demais. Antipatias. A humanidade parece doente, com uma febre e uma tosse que não passam nunca. 

Não temos nos visto como complementares, mas como antagonistas. É claro para mim que a maioria das pessoas tem entrado nas redes sociais não com o desejo de amar o próximo, mas com a vontade de pôr o outro no seu devido lugar. Sabe… não estou com vontade de pôr ninguém no seu devido lugar. Prefiro me pôr em algum lugar ao lado das pessoas e trocar uma ideia, saber o que pensa o outro, achar graça dos pensamentos de que discordo e influenciar mais com um sorriso, um abraço e muita paciência e tolerância do que com intermináveis discursos cheios de pretensa superioridade. 

 Talvez seja uma fase meio esquisita, não sei. Mas estou um pouco cansado das frases de para-choque de caminhão que estão enchendo as redes sociais e dos muitos que se pensam mestres quando ainda têm tanto a aprender. Tanto. Assim como eu, que tenho tão pouco a ensinar, creia. Você não precisa entrar no facebook apenas para dar lições, acredite. Pode apenas sorrir. Elogiar. Fazer um afago no seu amigo. Dar uma palavra bonita para deixar o dia de alguém mais feliz. É só uma sugestão que dou, nada muito sério. Só uma sugestão. 

Não me acho capaz de lhe ensinar nada neste momento, meu irmão, minha irmã. Hoje, pelo menos, não sinto vontade de fazer discursos teológicos, exposições doutrinárias, dissertações sobre dogmas e escolas de pensamento. Hoje, pelo menos, quero apenas conviver, sorver da existência do próximo e me deixar deleitar pelas enormes contrariedades que compõem cada ser humano. Sem brigas. Sem fazer das minhas falas discursos de palanque. Hoje, pelo menos, quero me restringir a olhar as flores do campo e os passarinhos, como Jesus ensinou.

Estou um pouco cansado de tantos pretensos mestres, tantas lições de moral, tantos convencedores, tanta gente que acha que veio ao mundo com a missão de corrigir a humanidade ignorante. E não sei como as outras pessoas também não estão, pois os relacionamentos são muito, mas muito mais do que só ensinar, ensinar, ensinar e corrigir, corrigir, corrigir. Os outros não estão tão mais errados assim do que nós, acredite. 

Fica a sugestão, meu irmão, minha irmã: deixe um pouco de lado seu smartphone. Só por um tempo. Abstenha-se por alguns dias de querer ensinar e convencer os outros. Economize frases de efeito e amaine a alegria de receber curtidas. As nossas lições e os nossos ensinamentos não farão falta por um tempo, acredite. O mundo ficará bem sem nossas exortações. Sei disso porque ficou sem as minhas, eu, que fiquei duas semanas sem escrever neste blog e acredito piamente que isso fez pouca falta. Abracei pessoas esses dias, e foi bom demais. Conversei mais, e foi bom demais. Ouvi mais, e foi bom demais. Cuidei de gente que amo, e foi bom demais. Fechei mais os olhos, e foi bom demais. Aprendi mais do que ensinei, e foi bom demais. Precisamos disso. Eu preciso, você precisa.

Tenho gostado de me achegar ao Cordeiro. Tenho me deleitado no silêncio. Quando o coração dispara e uma incômoda eletricidade parece percorrer perenemente a pele, com o sistema nervoso em 440 volts, é nele que encontro abrigo. Que dádiva é a presença do manso amigo! Nele, toneladas saem de nós. Embora Cristo tenha tantas lições de moral a dar, tanto a ensinar, tantos a convencer, tantos a corrigir e exortar, ele apenas me convida a reclinar-me em seu peito: “Descansa, Mauricio”. E eu descanso.

Não há nada igual. É apenas estar. É dar e receber afeto. E, por fim, suspirar e respirar… em paz. 

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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Este é o post número 500 do blog APENAS. Já são quase 6 anos escrevendo reflexões sobre os mais variados aspectos da vida cristã. Foram quase 2.100 dias cheios de altos e baixos, textos escritos em meio à dor ou à alegria, com o único objetivo de contribuir de algum modo para a edificação dos meus irmãos e de minhas irmãs e para a glória do Criador. Sinceramente, quando penso nesse número mal consigo acreditar. Ao olhar para essa jornada, me vêm à mente alguns pensamentos, que gostaria de compartilhar com você.

1) Penso na graça de Deus. Muitas vezes li, ao longo desses quase 6 anos, muitos comentários de assinantes do blog agradecendo, elogiando e relatando como foram abençoados por textos compartilhados aqui. Sempre que leio um depoimento como esse, acredite, me pergunto “como é possível?”. Sou uma pessoa absolutamente comum, cheia de pecados, com angústias e dúvidas, altos e baixos, sem nenhum pingo de santidade a mais que qualquer outra, que apenas se esforça. E, ainda assim, aprouve ao Senhor usar este vaso de barro bem rachadinho e esfarelento para levar o tesouro da sua Palavra às pessoas que acessaram mais de 3,4 milhões de vezes o APENAS. Não é, de modo algum, falsa modéstia, é uma percepção realista: isso só foi possível pela graça de Deus. Sim, reflexões de um cidadão tão pecador como eu abençoarem a sua vida é uma prova gigantesca de que a graça de Deus age como quer, onde quer, por meio de quem quer. Graça.

2) Penso em como somos seres capazes de mudar. Em 2011, quando criei este blog, eu era um cristão irado, um caçador de hereges, que escrevia textos raivosos e verborrágicos “em nome de Jesus” e achava que com isso estava contribuindo com o reino de Deus. Depois de um processo muito doloroso em minha vida pessoal, parei, pensei, orei e percebi como eu estava errado. Decidi reler os evangelhos com atenção especial para o que Jesus disse, como disse e com que finalidade disse. Dessa percepção, morreu o escritor que discutia com fúria e termos rebuscados acerca de institucionalismos e nasceu o escritor disposto a escrever numa linguagem que todos entendessem e dedicado a falar ao coração humano. Deixei de lado debates intermináveis sobre temas intermináveis e periféricos da teologia e passei a escrever sobre temas centrais da fé, como perdão, sofrimento, fé, amor, graça. Desisti de ser um cruzado vingativo e decidi ser um pacificador que devolve o mal com o bem. Transformação.

3) Penso na possibilidade de corrigir erros do passado. Quando passei por esse processo doloroso, fiquei alguns meses sem escrever, refletindo, me reinventando. Decidi reler textos do início do blog. Apaguei cerca de vinte deles, por não concordar mais com o que eles diziam. Em geral, por serem textos agressivos, ofensivos, irados. Eu não queria mais ser assim. Queria ser como Cristo, manso e humilde de coração. E isso exigia arrependimento e consertos. Assim como Zaqueu, tentei corrigir o passado. O jeito que enxerguei foi deletando aquilo em que eu não mais acreditava. Descobri que o pensamento “eu sou desse jeito mesmo e é assim que Deus vai me usar” não é bíblico, pois todos podem corrigir os erros, trabalhar o temperamento, voltar atrás e buscar consertar os estragos que provocaram. Arrependimento.

4) Penso que não custa caro amar o próximo. Este blog nunca teve um anúncio pago sequer, nunca me rendeu nenhum centavo. Não o criei como fonte de renda, minha motivação sempre foi e continua sendo edificar vidas, para a glória de Deus. Descobri que não ter nenhum tostão no bolso não é desculpa para deixar de fazer algo pelos outros. Não tenho riquezas, quase não tenho economias, mas, por meio de uma ferramenta gratuita de criação de blogs, oferto a meus irmãos e irmãs toda semana aquilo que Deus quis me dar: pensamentos, conhecimento bíblico, caminhos percebidos para as dores da vida. Também nunca pedi para ninguém curtir minhas postagens, comentar, compartilhar, nada que fosse um estímulo induzido a arrebanhar seguidores ou assinantes: divulga o blog quem deseja, convida amigos para assinar quem é tocado no coração. Divulgação espontânea, de quem Deus leva a fazer isso. Zero centavo em propaganda. Amor ao próximo.

5) Vi que o fracasso faz parte da jornada. Fiz algumas tentativas no APENAS que não foram bem-sucedidas. Gravei Mateus e Marcos em áudio, mas foram tão poucos acessos que tirei as gravações do ar. Tentei fazer sorteios, com poucos interessados. Escrevi sobre questões a que pouca gente deu ouvidos. Gastei horas da vida escrevendo reflexões que não tiveram muita consequência. Fui atacado ferozmente por pessoas que leram algo de que discordavam e, por isso, me chamaram de nomes que não me atrevo a reproduzir. Descobri com isso que, mesmo que o que você não faça duas ou três coisas que acertem o alvo, deve continuar tentando, pois os acertos sempre vão compensar os fracassos. Perseverança.

6) Descobri que o poder da Palavra é realmente extraordinário e, uma vez que você proclama o evangelho genuíno, puro e simples, sem segundas intenções, ele terá consequências que independem de você e dos seus esforços. Por vezes, escrevi textos que me pareceram simples demais ou até meio bobinhos e, para minha surpresa, diversos assinantes disseram ter sido muito tocados por ele. Outras vezes, escrevi algo que gente de outros continentes leu e disse ter sido abençoado. Marcou-me em especial uma irmã que me procurou em um evento para dizer que havia desistido de se suicidar ao entrar na internet para descobrir a melhor forma de tirar a própria vida e acabou mudando de ideia ao ler um texto que escrevi. Tudo isso, tenha a absoluta certeza, não é de modo algum mérito meu: é mérito do poder sobrenatural da Escritura. Palavra.

Eu poderia continuar relatando mais e mais coisas que aprendi em minha jornada com o APENAS, mas vou terminar por aqui, pois algo que também descobri é que as pessoas em geral não gostam de ler textos longos na Internet. Curiosamente, isso fez de mim um autor de livros. Pois foi ao produzir escritos que não caberiam neste espaço, fruto de pesquisas aprofundadas na Escritura, que acabei escrevendo livros como Perdão totalO fim do sofrimentoConfiança inabalável, Na jornada com Cristo e outras obras. Em maio chega às livrarias meu nono livro publicado, Perdão total no casamento. E, enquanto Deus me iluminar para eu escrever o que é grande demais para o APENAS, continuarei dando à luz textos que poderão vir a se tornar livros.

Obrigado por sua leitura. Obrigado por sua companhia. Obrigado por me permitir o privilégio de contribuir para sua jornada com Cristo. Agradeço, em especial, a você que está entre os mais de 3,4 mil assinantes, que optaram por se cadastrar para receber as postagens por e-mail e, assim, se tornaram companheiros fieis na estrada da vida cristã. Ter a sua companhia nesta jornada é o que me incentiva a continuar escrevendo, por saber que as reflexões que brotam em minha mente e em meu coração não se perderão no vento, mas encontrarão pouso na sua alma. Oro constantemente por cada um dos assinantes do APENAS. Que Deus os abençoe, guarde, ilumine e conduza, sob sua poderosa e amorosa mão. E aguardo, com expectativa, o dia em que conhecerei face a face todos vocês, quando, juntos, viveremos naquele lugar em que não haverá choro, nem sofrimento, nem dor. Apenas o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Apenas eternidade. Apenas alegria. Apenas amor. Apenas paz. Apenas.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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descanso 1Se você acompanha regularmente o APENAS, deve ter percebido que passei quatro semanas sem postar reflexões aqui no blog. Agradeço demais o carinho de todos os amigos que entraram em contato para saber se estava tudo bem comigo e questionaram o meu silêncio nesse período. Sim, está tudo ótimo, agradeço demais a gentileza da preocupação. Fato é que precisei tirar um mês sabático para me dedicar prioritariamente a outras coisas. Sem desmerecer de modo algum a importância que o blog tem na minha pequenina contribuição para o reino de Deus e a vida dos irmãos e irmãs que se sentem abençoados pelo que escrevo, existem momentos em que precisamos parar, respirar, mudar um pouco o foco. E, depois, voltar. Acredite: sem silêncio, não se valoriza o som. Sem pausas, não se compõe uma sinfonia. Sem descanso à noite, não se trabalha bem pela manhã. Se tem algo que Deus valoriza é o descanso. Mas… será que você descansa de forma bíblica? Mais ainda: será que existe uma forma bíblica de descansar? Eu acredito que sim.

Depois de três anos longe do Brasil, meu irmão de sangue, minha cunhada e meus dois sobrinhos, que moram na Espanha, vieram passar férias aqui. Quis Deus que, no mesmo período, eu assinasse contrato com a editora Mundo Cristão para escrever o que considero meu mais importante projeto literário até hoje, uma obra que será lançada no segundo semestre do ano que vem e que exige muito foco, oração, pesquisa, concentração, criatividade e tempo de escrita. Somando as duas coisas, percebi que eu não daria conta de dedicar-me simultaneamente à família, a esse projeto e ao APENAS com excelência. E, sem excelência, não gosto de fazer nada. Por isso, tirei alguns dias de férias para ficar junto das pessoas que amo e, também, para me dedicar com todo o empenho ao novo projeto literário. Preferi silenciar aqui no blog durante essas quatro semanas, pois, para escrever de qualquer maneira, sobre qualquer coisa, sem pensar e refletir apropriadamente… melhor não fazer. Agora, com metade dos textos do novo projeto literário já escritos, chegou a hora de voltar. Eis-me aqui.

descanso 2Deus nos ordenou guardar um dia na semana. Em linguagem figurada, até ele “descansou”. Quando lemos a lei mosaica, vemos que o Senhor deu diversas ordenanças acerca de períodos sabáticos. Sim, a pausa é algo que Deus valoriza e estimula. Trabalhe o ano inteiro sem tirar semanas de férias e você logo será um péssimo (e exausto) profissional. Sem recarregar as baterias, sua vida não anda. Sem parar para abastecer no meio da corrida, nenhum piloto de fórmula 1 ganha a disputa. Parar não é um luxo: é uma necessidade e um mandamento divino. Pare. Respire. Relaxe. Repense. Assim, você será muito melhor naquilo que se dedica a fazer.

Em meio ao turbilhão de seu ministério, Jesus tirou muitos momentos para ficar sozinho, orar, se conectar ao Pai. Jesus não só valoriza o descanso, ele próprio é o descanso: “Venham a mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso” (Mt 11.28). Como Jesus poderia dar algo ruim a alguém? Como ele proporia ser fonte de águas amargas? Desejar repouso não é reprovável, é fundamental. É sobrevivência. É o impulso necessário para ir adiante. É a inspiração profunda que o atleta dá antes da largada. Não tenha vergonha de repousar. Repouse. Organize-se para repousar. Ponha o descanso na sua agenda. Deus quer isso.

descanso 3Claro que não se deve usar esse argumento para se entregar à preguiça. A preguiça é o extremo do descanso e, como todo radicalismo fanatizado, é prejudicial. “Aprenda com a formiga, preguiçoso!” (Pv 6.6), é o alerta bíblico. “O preguiçoso logo empobrece, mas os que trabalham com dedicação enriquecem” (Pv 10.4). O descanso deve ser na medida certa, assim como a refeição deve parar antes de se tornar gula. Quem come em excesso passa mal, vomita. A preguiça é o vômito de quem descansa, que vai muito além do que deveria. O repouso fortalece, a preguiça enfraquece; o repouso enrijece, a preguiça torna flácido; o repouso lança para o alto, a preguiça esmaga contra o chão. “O preguiçoso muito quer e nada alcança, mas os que trabalham com dedicação prosperam” (Pv 13.4). E ninguém é capaz de trabalhar com dedicação se não desfrutar do descanso que dá gás ao empenho. Você tem reservado momentos de sua vida para descansar? Se não tem, recomendo que o faça.

E, aqui, cabe uma pergunta: de que maneira você tem descansado? Como exatamente é seu descanso? Porque, creia, aquilo que você faz enquanto descansa é fundamental para que esse período seja útil de fato – e bíblico. Descansar enfiando a cara em joguinhos de smartphone pode ter seu valor, mas… só isso? Descansar navegando pelo facebook por horas seguidas talvez o irrite mais do que relaxe. Uma coisa é descansar lendo um bom livro, outra é descansar lendo a revista de fofocas sobre artistas da TV. Repousar pastando a mente, sem que ela seja direcionada para algo realmente válido e produtivo, torna o descanso um tiro no pé. É quando ele se torna ociosidade, inatividade. E isso é maligno.

Aceita uma sugestão? Use seu tempo de descanso para pôr em prática o grande mandamento.

descanso 4Ao ser indagado sobre qual é o mandamento mais importante da lei de Moisés, “Jesus respondeu: ‘Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de toda a sua mente’. Este é o primeiro e o maior mandamento. O segundo é igualmente importante: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’. Toda a lei e todas as exigências dos profetas se baseiam nesses dois mandamentos” (Mt 22.37-40). Sim, é possível descansar amando o Senhor. Como? Só ama quem se relaciona com a pessoa amada. E a forma de se relacionar com Deus é batendo papo com ele, criando intimidade, trocando ideias, desabafando. Em linguagem bíblica: orando. Não ponha sua mente no que não presta durante o descanso, aproveite para fortalecer – sem exigências, cobranças, mecanismos ou estresse – seus laços e vínculos com teu Pai. E, sim, é possível descansar amando o próximo. Como? Só ama quem se relaciona com a pessoa amada. E a forma de se relacionar com o próximo é batendo papo com ele, criando intimidade, trocando ideias, desabafando. Em linguagem bíblica: comungando.

É na oração e na comunhão que enxergo a forma mais bíblica, rica e produtiva de repouso.

Você precisa descansar. Mas precisa descansar bem. Da forma adequada. Minha recomendação é que tire períodos de repouso nos quais fique a sós com Deus e deite em verdes pastos, junto a águas tranquilas, com a cabeça no colo do Pai, trocando ideias em paz. E que encontre seus amigos e jogue conversa fora, conte piadas, toque violão, cante, divirta-se, desfrute de calor humano. E lembre-se que “o próximo” é também a sua família. Descanse passando períodos divertidos com seus filhos, namorando seu cônjuge, abraçando seus pais. Não consigo conceber forma mais bíblica de repousar, pois descansar sem se relacionar não se encaixa na fé cristã.

Se fizer isso, acredito que estará vivendo, hoje, um pouco do que viverá na eternidade, quando, enfim, estará face a face com o Senhor e com os irmãos em Cristo no estado perfeito, desfrutando do repouso eterno enquanto faz aquilo que Deus nos chamou a fazer ainda nesta terra: se relacionando, interagindo, dando e recebendo afeto e amor. Pois, se repouso sem amor é correr atrás do vento, descanso com amor é, literalmente, divino. Descanse amando. Garanto que você será muito mais feliz.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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Mais vendidos da Mundo CristãoA página na Internet da editora Mundo Cristão tem uma seção que mostra quais são os livros mais vendidos nos últimos trinta dias pela loja virtual do site. Semana passada, minha obra mais recente, O fim do sofrimento: um livro para quem busca consolo e esperança nos momentos mais sombrios, ocupava o 4º lugar desse ranking e o livro Convulsão protestante, do pastor Antônio Carlos Costa, estava em 1º. Um amigo da igreja viu isso e me perguntou: “Zágari, você não está com inveja não? Nem um ciumezinho?“. Confesso que a pergunta me soou tão estranha que provocou uma reflexão sobre esse pecado considerado tão pouco grave por tantos cristãos mas que a Bíblia condena de forma tão veemente: a inveja.

Já senti inveja muitas e muitas vezes ao longo de minha vida. Infelizmente. Mas acredito que a maturidade, o sofrimento e a enorme quantidade de erros que já cometi têm me ensinado e me adestrado a compreender que determinados tipos de comportamento não levam a nada nem significam nada. Isso tem ocorrido com a inveja. Assim, respondendo a pergunta de meu amigo: não, em absolutamente nenhum momento senti inveja do pastor Antônio. Muitíssimo pelo contrário, fiquei extremamente feliz por ele, por saber que o primeiro livro de sua autoria pela Mundo Cristão está tendo repercussão. E isso por um motivo simples: além de eu pessoalmente gostar muito do homem Antônio Carlos Costa e de torcer por esse meu irmão, o meu livro e o dele não são “concorrentes” São aliados. Eles se complementam.

Essa é uma percepção que falta a muitos de nós, cristãos. Muitas vezes não compreendemos que o irmão em Cristo não está numa disputa conosco, mas, sim, somando. O resultado: inveja porque o irmão ganhou um cargo na igreja, inveja porque a irmã tem mais visibilidade, inveja porque o próximo prega mais, inveja porque fulano lidera o louvor, inveja porque beltrano tem um carro mais caro, inveja porque o marido de sicrana é mais gentil, inveja porque a igreja ao lado tem mais membros, inveja, inveja e inveja!

Segundo a definição dos dicionários, “inveja” significa “desejo de possuir o que outro tem”. Como se pode ver, ter inveja é exatamente o pecado resultante da transgressão ao décimo mandamento: Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo” (Êx 20.17).

urubuA inveja é um mal tão horrível que a Bíblia o define como a morte das partes mais profundas da nossa carne. O ânimo sereno é a vida do corpo, mas a inveja é a podridão dos ossos” (Pv 14.30). E não só isso, a inveja aponta para um total distanciamento se Deus: “Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito. Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros” (Gl 5.25-26). E mais: “onde há inveja e sentimento faccioso, aí há confusão e toda espécie de coisas ruins” (Tg 3.16).

Lamentavelmente, temos o péssimo hábito de eleger alguns pecados como mais repugnantes a Deus do que outros, como se filé mignon podre fosse menos repugnante que uma ratazana podre. Para Deus, podre é podre. Achamos que pecados como prostituição, lascívia, homicídios, adultérios e blasfêmia seriam pecados mais graves, enquanto outros como avareza, malícia, soberba e inveja seriam pecadinhos menores, aos quais Deus teria menos repulsa. Isso é o que achamos. Mas, quando lemos a Bíblia, vemos que os textos não fazem distinção entre os pecados:

“O que sai do homem, isso é o que o contamina. Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem. (Mc 7.20-23).

“Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia,  idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções,  invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam” (Gl 5.19-21).

inveja_1Inveja não é um mal menor. Não é menos grave que assassinato, só porque as consequências terrenas são diferentes. No mundo espiritual, são a mesma coisa: desobediência à vontade do Senhor. Transgressão. Abandono do que é puro e bom. O adúltero, o cachaceiro, o traficante, o homicida, o fornicário e o arrogante não são mais pecadores  que o invejoso.

Entenda que tudo de bom que você é e tem foi Deus quem te deu. Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança” (Tg 1.17). Do mesmo modo, tudo de bom que o outro tem e é foi Deus quem deu a ele. Inveja, portanto, é questionar e peitar o que Deus decidiu fazer e discordar da bênção que ele resolveu dar ao próximo e não a você. Inveja é motim. Inveja é rebelião. Satanás invejou o Senhor e quis ocupar seu lugar. Deu no que deu.

“Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros. Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador” (Tt 3.3-6). Isso mostra que a inveja é relacionada na Bíblia a uma característica de quem não passou pela salvação. Façamos o que é certo.

Antonio Carlos Costa e eu_230215Pastor Antônio Carlos Costa escreveu seu livro para abençoar o próximo. Eu escrevi o meu com o exato mesmo objetivo. Nossos livros são diferentes e têm funções diferentes, cada um atende a diferentes anseios dos leitores. Deus entrega o Convulsão protestante nas mãos de quem precisa ler esse livro. E entrega o O fim do sofrimento nas mãos de quem precisa ler esse livro. Eu e pastor Antônio (foto) somos jogadores do mesmo time, soldados do mesmo exército, membros do mesmo corpo, filhos do mesmo Pai. Ele é meu irmão e fico felicíssimo pelas alegrias dele e pelo que ele conquista, pela graça de Deus. Gostaria que você se sentisse desse modo com relação a todas as pessoas que, assim como você, fazem parte do Corpo de Cristo.

Fuja da inveja, meu irmão, minha irmã, não a alimente. Não enxergue esse pecado como algo menor ou justificável. Não é. É uma transgressão tão imunda como qualquer outra. Alegre-se com as conquistas do seu próximo, sorria e celebre com ele, entendendo que o que ele tem e é foi Deus quem deu. E Deus não erra. 

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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alegria 1Muita gente acha que Deus é uma pessoa carrancuda, de cara fechada, como um gerente estressado e preocupado com a administração dessa grande instituição chamada humanidade. Às vezes ouço como alguns se relacionam com o Senhor e vejo como essa mentalidade é difunda. Tenho a impressão de que ainda hoje carregamos o entendimento que havia na época do Antigo Testamento, de que Deus é somente o temível Senhor dos Exércitos e não o Pai nosso, o Aba, o carinhoso e contente Espírito que é amor. No livro O Fim do Sofrimento, dediquei um capítulo inteiro para mostrar biblicamente que Deus sorri, que é um pessoa alegre; no entanto, tenho visto como essa percepção é rara. Por causa disso, muitos tentam imitar essa imagem soturna do Criador e acabam se tornando indivíduos tensos, densos, rígidos, pesados, sempre com uma nuvem negra sobre a cabeça. Assim, nos tornamos semeadores de dureza e tensão, em vez de propagadores de alegria e felicidade.
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Entenda que a seriedade de Deus e a alegria dele convivem. Ele não é um ou outro. Ele é ambos. O problema ocorre quando priorizamos um aspecto de sua pessoa em detrimento do outro. O teu Criador é alegre, meu irmão, minha irmã. Com efeito, vos tornastes imitadores nossos e do Senhor, tendo recebido a palavra, posto que em meio de muita tribulação, com alegria do Espírito Santo” (1Ts 1.6). Alegria do Espírito Santo, isto é, alegria que vem do ser divino. A alegria descrita em Neemias 8.10, que é a nossa força. Alegria que brota de Deus e flui para nós: Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria… ” (Gl 5.22). Alegria. Fruto do Espírito. Alegria. 
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Quando compreendemos que Deus é alegre e que seu fruto em nós é alegria, passamos a ver a alegria como padrão divino. Isso quer dizer que temos obrigação de ser alegres o tempo todo? Claro que não, afinal, Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu: […] tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria” (Ec 3.1,4). Mas devemos lembrar que Com efeito, grandes coisas fez o SENHOR por nós; por isso, estamos alegres. […] Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão. Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes” (Sl 126.3,5-6)
alegria 2O mundo é um lugar triste. Vivemos em um ambiente cheio de dor, tristeza, doença, morte, decadência, corrupção. O mundo é um lugar estragado. Culpa de Deus? Não. Culpa nossa, pois deixamos o pecado entrar em nosso coração. Nós estragamos o mundo, eu e você. Deus criou o mundo como um lugar perfeito, o Éden era só alegria, mas com a transgressão tudo entristeceu, sombras cobriram a terra. Será que não deveríamos contribuir para devolver a esse ambiente um pouco daquilo que surrupiamos dele?
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Recentemente chorei. Assisti em curto espaço de tempo a alguns vídeos que sacudiram meu espírito. Num deles um homem dava dinheiro para um mendigo, que valorizou mais a presença do homem do que o dinheiro que recebeu. No outro, dançarinos iam a um hospital infantil e dançavam para as crianças, o que despertou muitos sorrisos entre os tristes e abatidos. Chorei porque vi aquilo e percebi quão pouco eu faço para levar alegria ao meu próximo.
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Falamos muito em doar dinheiro, dar roupas e calçados, entregar cestas básicas, fazer caridade material, entregar folhetos. Mas pouco ou nada lembramos de ofertar alegria ao próximo. E isso é um gigantesco desperdício de um aspecto da centelha divina que habita em nós. Façamos aquilo sem deixar de fazer isso.
alegria 4Quero desafiar você. Desafio você a se tornar um semeador de alegria. O que você pode fazer hoje para pôr um sorriso no rosto do próximo? Você seria capaz de, ao longo da próxima hora a partir do momento que ler este texto, fazer algo que venha a alegrar alguém? Você pensará como. Pode ser brincando com uma criança, consolando alguém abatido, contado piadas para quem está oprimido pela chateação do dia a dia, entregando comida ao faminto, dando um abraço em quem menos espera por um gesto de amor. Compartilhar alegria, aliás, é compartilhar amor. Portanto, ao alegrar um coração você estará amando o próximo e, assim, cumprindo  importante mandamento de Deus.
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Alegre alguém ao longo da próxima hora. Alguém conhecido ou desconhecido, não importa: pessoas que você não conhece carecem tanto de alegria quanto quem é íntimo. Depois, se você aceitar o desafio, eu agradeceria se contasse no espaço de comentário deste post em poucas palavras o que você fez, o que sua atitude gerou no coração do próximo e como isso fez você se sentir. E, ao experimentar a alegria de alegrar, que isso te incentive a continuar distribuindo alegria – a toda hora, a todo dia, constantemente. Hoje, 09/07/2015, este blog tem 3.166 assinantes. O desejo do meu coração seria ver 3.166 comentários relatando como cada um de vocês contribuiu para alegrar uma vida. E, se desejar convidar ou estimular alguém que você conhece a fazer o mesmo, seria lindo ver 6.332 comentários com testemunhos de gente que semeou alegria. E imagine se você e seu conhecido convidassem, cada um, mais uma pessoa a fazer o mesmo, seriam 12.664 pessoas que foram alegradas se simplesmente você levar duas pessoas e o seu convidado levar uma pessoa a distribuir alegria ao longo da próxima hora. E, se pensarmos grande, eu sugeriria que, se você desejar, encaminhe o e-mail com este desafio às pessoas que você conhece, independente da religião de cada uma, e estimule-as a fazer o mesmo. Meu Deus, imagine se cada um abraçasse esta ideia, que mundo mais sorridente ajudaríamos a construir!
alegria 3Jesus te chamou para amar. Para alegrar. Para reproduzir um pouco do Éden neste mundo frio e triste. O que embeleza o mundo, meu irmão, minha irmã, não é só o por do sol, a lua cheia, uma bela paisagem. O que mais embeleza o mundo são sorrisos. Semeie beleza. Semeie alegria. Semeie sorrisos. Semeie amor. Tenho certeza que você consegue. Ao fazer isso, dará a este mundo um pouco daquilo que nos espera na eternidade, onde Deus “lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Ap 21.4). O que haverá? Alegria.
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Dissemine alegria. E você antecipará neste mundo um pouco do que nos espera no céu. 
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Paz a todos vocês que estão em Cristo,
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