Arquivo da categoria ‘Felicidade’

arrisque-se 1Fui almoçar com a família em um restaurante de Cabo Frio (RJ). Enquanto esperávamos a chegada da comida, o chefe dos cozinheiros passou pelo salão e minha filha começou a apontá-lo, divertida, por causa do característico chapéu de mestre cuca que ele usava. Chef Dé reparou e, bem-humorado, se aproximou de nossa mesa. Começamos a conversar e ele puxou muito papo com minha bebê. Foi quando virou-se para ela e disse:

Você sabe por que eu quis ser cozinheiro? 

Intrigada, ela fez que “não” com a cabeça. Então ele completou: 

É que não importa a crise, não importa onde, não importa quando, você sempre terá emprego. Porque as pessoas nunca deixarão de comer, mesmo que estejam passando dificuldades. Assim você vive sem correr riscos, pois estará sempre empregado. Aprenda essa lição!

arrisque-seIsso me fez pensar. Pelo que ele mesmo disse, Chef Dé tinha escolhido sua profissão não por missão ou vocação, mas porque ela lhe garantia uma vida segura, sempre com possibilidades de trabalho, tranquilidade. Não tive como não pensar em mim: eu, por outro lado, sou escritor e editor de livros. Teoricamente, um ser humano pode atravessar sua vida inteira sem ler um único livro. Tenho pessoas próximas a mim que não têm o hábito da leitura e vão levando a vida, dia após dia. Pelo pensamento do Chef Dé, minha escolha é extremamente arriscada, pois, em teoria, o que faço pode me levar ao desemprego a qualquer momento, visto que não produzo um gênero de primeira necessidade para a sobrevivência humana. Em outras palavras, sou um profissional do supérfluo e, portanto, o que faço seria descartável, desnecessário. Será que escolhi errado? Será que corro riscos à toa?

Refleti bastante sobre isso. E a conclusão a que cheguei é que se não corrermos riscos como o que eu decidi correr viveremos em um mundo de pessoas vazias, sem conhecimento, sem crescimento e, no caso específico do tipo de livros que escrevo e edito, sem aprofundamento na sua intimidade com Deus. Uma vida oca. E isso não vale só para o que eu faço. Há muitas escolhas de vida que servem não para manter corpos vivos por estarem bem alimentados, mas para manter mentes vivas e espíritos desenvolvidos. Sim, é um risco que vale a pena ser corrido. Mais ainda: é um risco que precisa urgentemente ser corrido. 

Jesus falou ao povo de Israel sobre a necessidade de correr esse tipo de risco: “[Deus] te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conhecias, nem teus pais o conheciam, para te dar a entender que não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do SENHOR viverá o homem” (Dt 8.3). Não vivemos só do alimento para o corpo, precisamos desesperadamente de outros tipos de alimento: para a alma, para a mente, para o espírito, para o coração. 

amorExistem atividades que parecem secundárias aos olhos de muitos. Mas precisamos enxergá-las pela perspectiva do reino de Deus e não pela perspectiva humana. Cuidar de refugiados, estar com crianças nos orfanatos, visitar as viúvas e os doentes e tantas outras iniciativas como essas podem parecer secundárias e até desnecessárias. Talvez tarefas para os outros, “mas não para mim”. Só que essa não é, nem de longe, uma verdade à luz do evangelho. “A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo” (Tg 1.27). 

De igual modo, ações como dedicar-se a missões e escrever livros cristãos podem parecer menos importantes à sobrevivência, mas não quando lemos na Escritura: “prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina” (2Tm 4.2). “Vós, pois, amados, prevenidos como estais de antemão, acautelai-vos; não suceda que, arrastados pelo erro desses insubordinados, descaiais da vossa própria firmeza; antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2Pe 3.17-18). 

Chef Dé há de me perdoar, mas a lição que ele ensinou não deve ser aprendida, nem por minha filha, nem por ninguém. Afinal, o evangelho nos ensina algo diferente: que o conforto na busca por comida (metaforicamente) não deve ser prioridade em nossa vida: “Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.31-33). 

arrisque-se 3Você tem uma escolha. Pode dedicar sua vida a fazer só aquilo que te dará dinheiro, bens materiais, status, fama, carro do ano e outras coisas semelhantes ou pode devotar seus dias a algo que a sociedade como um todo não considera prioritário, mas que está intimamente conectada ao reino de Deus e a sua justiça, como ações de filantropia, práticas de caridade, escrever o que edifica e aproxima as pessoas de Cristo, pregar o evangelho, fazer missões. Se optar pela segunda alternativa, estará de fato se arriscando, pois pode ser que não ganhe muito dinheiro, viva sempre apertado, seja socialmente desprezado, torne-se alguém desconhecido e sem celebridade e outras coisas do gênero. Mas pode dormir descansado, com a certeza de que optou pelo caminho mais excelente. 

Que caminho é esse? O arriscado caminho que nos leva a acumular tesouros não para esta vida, mas para a eternidade. 

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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amor 2Deus é amor. Amar é o maior mandamento. Se falássemos a língua dos homens e dos anjos mas não tivéssemos amor, nada seríamos. Foi porque Deus amou o mundo que deu seu Filho para morrer por aqueles que viriam a crer nele. De Gênesis a Apocalipse encontramos na Bíblia a realidade de que é absolutamente impensável cogitar o cristianismo sem incluir o amor em tudo o que fazemos. Devemos, por isso, sempre considerar se estamos de fato vivendo o evangelho com o amor verdadeiramente bíblico. Pois, caso falte o amor em nossos pensamentos, ações e atitudes, devemos repensar radicalmente a maneira como temos vivido a fé. 

É o amor pelos que estão a caminho do abismo que nos leva a pregar o evangelho. É o amor pelos recém-convertidos que nos faz investir tempo, esforço e paciência em discipulá-los. É o amor que impulsiona aqueles que foram escolhidos por Deus como mestres a devotar-se a lecionar, para o amadurecimento dos santos. Se não for por amor a Deus e ao próximo, é ridiculamente inútil estudar teologia. Se não for para agir movido pelo mais profundo amor, os dons não servem para nada. 

O amor leva os cristãos verdadeiros a praticar a caridade e a filantropia. É o amor que leva os filhos de Deus a lutar pelos mais pobres, pelos desamparados, pelos desassistidos. Qualquer ação em benefício do próximo que não seja motivada por amor não tem nada a ver com Cristo: é mero ativismo. 

O amor nos faz tolerar os diferentes. É somente impulsionados pelo amor que conseguimos estender o perdão sincero e libertador. É apenas por causa do mais cristalino amor que temos a capacidade de não devolver mal com mal e de nos humilharmos diante dos que nos fazem as piores maldades. Só o amor nos faz capazes de negar a nós mesmos, renunciar aos nossos instintos mais primitivos e agir com total abnegação diante das situações mais adversas. 

O amor apaga o ódio, suprime o egoísmo, vence a agressividade, dissolve a amargura, nos leva ao joelho, nos conduz ao arrependimento das transgressões. É porque muito amamos que perdoados são os nossos muitos pecados. O amor arrefece a ira, semeia a paz, conduz ao entendimento, desfaz inimizades, gera a reconciliação. O amor é esperança. O amor é força para continuar. O amor é vida. 

Quem não ama torna-se amargurado, arrogante, intragável. Sem amor, todos são uma ameaça em potencial até que se prove o contrário. A falta de amor cria abismos entre seres humanos e forma misantropos e alienados. A ausência do amor gera monstros egoístas, ambiciosos e interesseiros, indivíduos de cenho carregado, olhar pesado e sorriso escasso. Quem não ama se desumaniza. Quem não ama se afasta do ideal de humanidade estabelecido pelo Criador. Quem não ama se distancia do Altíssimo. Quem não ama torna-se digno de pena. 

Sim, o amor é mais do que um santo remédio: é um remédio santo. Um remédio para nossas dores, amarguras e tristezas, para a solidão e o abatimento. O amor salva vidas. O amor gera vidas. O amor é Deus se fazendo presente em nossa existência. Amar é experimentar um lampejo da divindade. 

O amor verdadeiro, bíblico, não é o dos contos de fadas, bobo, pueril e parnasiano. É amor que nasce da razão, viceja na emoção e frutifica na forma de ações. É maduro e sólido, demonstrado por atitudes consequentes e com resultados reais. O amor que nasce em Deus e deságua em nós não é invisível e idealizado: é concreto, transformador e sempre gera resultados sensoriais. O amor verdadeiro não para no coração, não acaba em nós mesmos e muito menos cabe em nós. 

Ah, se vivêssemos de fato o amor como Deus o criou! Seríamos menos ego e muito mais oferta. Seríamos menos vaidade e muito mais abnegação. Seríamos menos horríveis e muito mais admiráveis. 

Ame, meu irmão, minha irmã. Mas antes aprenda o que é amar. Aprenda na Escritura o que é de fato o verdadeiro amor de Cristo, e não aquilo que você supõe que é ou que filmes e contos de fadas tentam te convencer que é. Perceba que o amor real dá a vida pelo próximo e prefere o outro em honra. Amor custa, e custa caro. Mas, sabe… no final das contas, você descobre que valeu a pena. 

Ame. Ame com o coração. Ame com a razão. Ame com as atitudes. E aí você estará amando como o Senhor o criou para amar. E só amando com todas as fibras do seu ser e com toda a força de sua alma você glorifica a Deus. 

Ame bem. E ame sempre. 

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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bifurcação 1É frequente sentirmos saudades daquilo que não vivemos. Constantemente, a vida nos põe diante de bifurcações: se vamos para esquerda, abrimos mão de tudo o que poderíamos viver se tivéssemos seguido pela direita, e vice-versa. Como não sabemos o que nos reserva o futuro, tomamos as decisões com base naquilo que achamos ser o melhor. Infelizmente, como seres humanos emocionais que somos, não poucas vezes olhamos para trás e pensamos: “E se eu tivesse tomado o outro caminho, o que estaria vivendo hoje?”. Acredito que você já tenha passado por algo semelhante. Talvez passe frequentemente. E aí, o que fazer quando bate esse tipo de saudade?

A vontade de Deus é boa, agradável e perfeita. Se conseguimos caminhar pela estrada asfaltada pela vontade divina, certamente encontraremos o verdadeiro contentamento, a real felicidade que vem como consequência de cumprir os santos propósitos. A grande dificuldade é conhecer qual é a vontade de Deus. Por vezes, se nos dedicamos a pensar muito sobre se tomamos o caminho errado, somos invadidos por infelicidade e remorso. Não um remorso provocado por culpa, como aquele que Judas sentiu após trair Jesus, mas um remorso que nasce a partir da saudade de tudo aquilo que não vivemos. É o pensamento do “Mas e se…?”.

Uma das maneiras de se evitar que a tristeza inerente a esse tipo de remorso nos assole com frequência é seguir o conselho de Jesus: conformar-se com o fato de que basta a cada dia o seu mal. Se adotarmos para nossa vida essa linha de pensamento, poderemos até mesmo lamentar decisões tomadas no passado, mas não ficaremos acorrentados a elas. Entenderemos que optamos por um caminho e que nos dedicaremos a construir a melhor estrada possível, a partir do ponto em que estamos, rumo ao futuro.

u-turn-sign-on-roadO outro caminho possível é o da transformação desse remorso em arrependimento. Pois o remorso é aquela tristeza por decisões tomadas no passado sem que haja nenhuma mudança de atitude nossa parte; já o arrependimento é o mesmo tipo de tristeza, só que seguida da decisão de mudar de rumo, de passar a percorrer um novo caminho, diferente daquele em que se estava. O arrependimento nos faz seguir por uma outra rota.

Você sente saudades do que não viveu? Então há uma escolha a fazer: você pode decidir assumir as decisões tomadas, com todas as suas implicações, e construir a história do seu futuro a partir do ponto em que está hoje; ou pode abraçar o arrependimento e mudar de rumo, tentando caminhar para um novo destino, talvez aquele que teria traçado se tivesse tomado decisões diferentes no passado. O que vai definir qual das duas opções você terá? A minha sugestão é que busque se aprofundar na Palavra de Deus e se basear nela para decidir. Pois, se a Bíblia é a nossa bússola, certamente, ao seguir-se na direção que ela indica, cumpriremos a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. “A tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho” (Sl 119.105).

Procure respostas na Bíblia e tome suas decisões a partir delas. Conheça os princípios fundamentais das Escrituras e faça suas escolhas alicerçado neles. Tenho absoluta certeza de que, assim, as suas estradas não serão escuras ou esburacadas e te conduzirão a um destino mais excelente. Quanto à saudade do que não vivemos, felizmente temos a capacidade de tomar decisões que a apague do nosso coração. Mas, por vezes, não tem jeito: temos de abraçá-la como parte da nossa verdade e carregá-la conosco pelos anos que virão.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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ouvido 1Quanto mais eu vivo, mais percebo quão dependentes somos de Deus. Vez após vez acontece algo que me mostra minha total impotência diante de certas circunstâncias da vida. Em alguns momentos, simplesmente não há nada que eu possa fazer para resolver o problema que pula em minha frente. Nada. Passei por uma experiência recentemente que me mostrou minha dependência e impotência com muita clareza. Eu já viajei de avião muitas e muitas vezes, confesso que já perdi a conta de quantas. Foram voos e mais voos, por conta de trabalho ou por viagens de turismo. Mas há algum tempo ocorreu algo inusitado. Eu estava bastante gripado. A garganta, inflamada. Muita secreção. Eu retornava de Brasília para o Rio de Janeiro e tudo transcorria dentro do previsto e com normalidade. Até que chegou a hora de o avião começar a descer para pousar. Subitamente, senti como se algo entupisse meus ouvidos. Era uma sensação muito estranha. De repente, veio a dor. Era aguda e muito forte, nos dois ouvidos, parecia que alguém tinha inserido balões neles e os estava inflando. Era muita, muita dor.

Eu não sabia o que fazer. Tentei bocejar, engolir saliva, usei todos os truques que conhecia para “desentupir ouvidos”. Nada adiantou. Depois vim a saber, em uma consulta com a otorrino, que a diferença de pressão faz a secreção se deslocar para os canais auriculares e, a fim de proteger os tímpanos de lesões, o organismo faz um algo qualquer que provoca aquela dor. O ponto é que naqueles longos quinze a vinte minutos de descida até a aterrissagem eu tive de suportar uma dor aguda e para a qual não havia nada que eu pudesse fazer. Tudo que me restava era me conformar e aguentar até o pouso.

Olha… não foi fácil. Mas a verdade é que esperar e suportar era minha única possibilidade.

Na vida, muitas vezes aguentar o sofrimento é a única coisa que podemos fazer, à espera de algo que dará fim à nossa dor. Dobramos os joelhos, oramos, pedimos, clamamos, nos esgoelamos… mas parece que Deus tirou um cochilo e não está muito aí para nós. Nos resta uma sensação de solidão, impotência e, por vezes, desespero. O que fazer? Para onde correr? A quem recorrer?

Doctor examining a boy's earNessas horas, lembre-se de que, em tudo na vida, “O meu socorro vem do SENHOR, que fez o céu e a terra. Ele não permitirá que os teus pés vacilem; não dormitará aquele que te guarda. É certo que não dormita, nem dorme o guarda de Israel. O SENHOR é quem te guarda; o SENHOR é a tua sombra à tua direita. De dia não te molestará o sol, nem de noite, a lua. O SENHOR te guardará de todo mal; guardará a tua alma. O SENHOR guardará a tua saída e a tua entrada, desde agora e para sempre” (Sl 121.2-8). Do Senhor vem o socorro, meu irmão, minha irmã. E ele não dormita, nem dorme. Em constante vigília, nosso Deus não tira os olhos de nós, jamais: “os teus olhos estão abertos sobre todos os caminhos dos filhos dos homens” (Jr 32.19).

Saiba disto: Deus nunca esta alheio à sua dor. Nunca. Ele sempre sabe quando você está passando por tristezas, angústias, depressão, sofrimento. O que ocorre é que, muitas vezes, ele está tratando de algo em sua vida e, enquanto dura o tratamento, ele observa você; atento, protetor, paternal e amoroso. Em silêncio, sim, mas jamais distante ou de costas para o que você enfrenta.

Muitas pessoas infelizmente acreditam que Deus em absolutamente nenhuma circunstância permitiria o sofrimento de quem ama. Mas se esquecem – ou talvez não conheçam – os inúmeros exemplos bíblicos de casos em que Deus permitiu que os seus passassem pela dor. Isso ocorreu, inclusive, no caso de Jesus, a quem “Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR prosperará nas suas mãos. Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si” (Is 53.10-11).

crossSim, aprouve ao Pai moer o Filho, pois sabia que era preciso o sofrimento do Justo para justificar a muitos. Ao Cordeiro de Deus só restava esperar. Suportar. E como ovelha muda perante seus tosquiadores, ele não abriu a boca, somente abaixou a cabeça e esperou. Entregou-se ao sofrimento: às ofensas, injúrias e calúnias; ao esbofeteamento, aos açoites e aos escarros; à coroa de espinhos e aos cravos; à lança transpassando seu lado e à sensação de abandono. Doeu. E muito. Jesus sofreu. E teve de simplesmente suportar e esperar, até que chegou o momento da gloriosa ressurreição.

Depois que o avião pousou, ainda demorou um bom tempo, mas, enfim, a dor passou. A sensação de entupimento nos ouvidos prosseguiu por algumas horas, mas, por fim, cedeu. Não tive o que fazer. Suportar a dor foi só o que me restou. Pode ser que você esteja em meio a uma angústia que parece não ter fim. Enquanto você está em pleno processo de dor, dê graças a Deus, com paciência e resignação, sabendo que os olhos do Senhor estão cravados em você, à espera do momento preciso em que ele dirá: “Agora basta. Chega. Você está livre”. 

Confie. Esperar em Deus sempre vale a pena. Nunca é um desperdício. Nunca é inútil. Pois, se esperamos com paciência no Senhor, estamos simplesmente exercendo aquilo que ele mais espera de nós: fé.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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broken-glassesDepois que ultrapassei os 40 anos, comecei a enxergar mal. O diagnóstico: vista cansada. Pronto, a partir daí passei a depender de óculos para ler, usar o computador ou realizar tarefas que exijam maior acuidade visual de perto. Como leio e escrevo muito, você pode imaginar como minha relação com os óculos de leitura se tornou de extrema dependência. Por isso, dá para supor o que senti quando minha filha de 4 anos quebrou meus óculos, entortando totalmente as hastes e lançando longe uma das lentes. O pior de tudo é que isso  aconteceu como um resultado amargo da desobediência. Vou te contar a história. Eu tinha terminado o expediente do dia e deixei meus óculos apoiados na mesa de trabalho, que fica ao lado de minha cama. Minha filha chegou da escola e começamos a fazer coisas juntos. Havia algumas pilhas de roupa sobre a cama, pois tinha sido dia de passadeira. Resolvi guardar as roupas no armário e, como a filhota gosta muito de me ajudar, pediu para me entregar pilha por pilha, que eu pegava e botava no armário. Só estabeleci  uma única regra:
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– Bebê, não saia da cama, pois você está descalça e o chão está muito frio – falei.
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tombo-queda-homem-caindoFoi quando ela teve a brilhante ideia de me desobedecer. Não sei o que deu na cabeça dela, mas a pequena resolveu pular, com um monte de roupas nas mãos, da cama para a minha cadeira de trabalho – que tem rodinhas. O resultado: assim que deu o salto, a cadeira correu, minha filha se desequilibrou e caiu para trás. Não sei como consegui, mas, no reflexo, dei um pulo e a agarrei por um braço, impedindo que batesse com a cabeça no chão. Naquilo que despencou, ela também abriu os braços, tentando agarrar o ar para não cair, mas o que conseguiu foi dar um tapa com uma das mãos na minha mesa. As roupas voaram para todos os lados, se esparramando pelo chão. Mas, na hora em que ela bateu com a mão na mesa, acertou em cheio meus óculos, que desmontaram e se entortaram todos.
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Corri, agarrei minha filha e a abracei. Depois de me certificar de que estava tudo bem com ela, que tinha sido apenas um susto e que ela não havia sofrido nenhum machucado, me virei para os óculos. Ou o que sobrou deles. Destruídos. Naquele instante, passou pela minha cabeça todo o transtorno que aquilo provocaria: prejudicaria meu trabalho, a criação de textos para o APENAS, a escrita do novo livro em que estou trabalhando e uma série de outras coisas que a falta daquele objeto provocaria. Por isso, do susto, meus sentimentos naquela hora se tornaram ira. Dei uma bronca em minha filha.
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– Por que você me desobedeceu e saiu da cama?! Que ideia é essa de pular da cama para uma cadeira com rodas?! Quer me matar do coração?! E, agora, olha só o que você fez com meus óculos!!! Como é que o papai vai conseguir escrever agora?!
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Minha esposa ouviu o barulho e correu para ver o que tinha acontecido. Terminada a bronca, eu estava tão irritado que saí do quarto e fui para a sala, a fim de bufar e tentar me acalmar. E assim eu fiz. Fiquei ali por longos minutos, até que meu coração desacelerou. Me acalmei. Respirei fundo. E foi  quando minha esposa apareceu, e disse:
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– Mauricio, ela está com uma carinha… tadinha…
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beijoEu entendi a mensagem. Minha esposa estava intercedendo pela pequena transgressora. E, embora eu tivesse ciência de que tudo o que aconteceu foi fruto de desobediência, sabia que minha filha era pó, era humana, e sujeita à força do pecado. Por isso respirei fundo novamente. Me acalmei. E voltei para o quarto. Minha filha estava deitada na cama, com um olhar de culpa e muito quietinha. Quando me viu, percebi que já se preparou para ouvir mais bronca. Mas, então, me aproximei, deitei ao seu lado e a chamei para repousar a cabeça no meu peito. Ela veio, em silêncio, e me abraçou. Conversei com ela mansamente e expliquei que papai não dava ordens à toa, que todas as regras que eu estabelecia eram para o bem dela. Também a lembrei de uma série de ocasiões passadas em que ela tinha desobedecido e algo ruim acontecera, e procurei mostrar que, se ela obedecesse ao papai, a probabilidade de ocorrer algum problema ou de ela se machucar era muito menor. E terminei:
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– Você entendeu, bebê?
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Ela fez que sim com a cabeça e falou baixinho, com uma vozinha doce:
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– Entendi, papai. Desculpe.
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E teve uma atitude inesperada: começou a me encher de beijos, no rosto, nos braços, no peito e até nas pernas e nos pés. Daqui a pouco estávamos brincando, rindo e nos divertindo.
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Os mandamentos de Deus não existem para nos tolher, oprimir ou chatear. O Senhor não nos dá ordens à toa, cada um dos seus preceitos tem uma razão de ser e, por exprimir a vontade do ser perfeito, eles servem para o nosso bem. O Pai sabe que a transgressão nos afasta dele e conhece a destruição que o pecado provoca. Sabe, também, que corremos o sério risco de nos machucarmos e de destruirmos muitos óculos caso optemos pelo caminho do mal. Por isso, estabelece limites, que servem, entre outras coisas, para nos proteger de nós mesmos.
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amorAcho curioso quando ouço pessoas dizerem que o cristianismo serve pra ficar dizendo “pode, não pode, pode, não pode”. Não entendem que os mandamentos de Deus são bons e nos mostram um caminho mais excelente. Um caminho de paz. Um caminho de amor, como Jesus mesmo disse: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (Jo 14.15); “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço” (Jo 15.10). Acredite: Deus não estabelece normas e regras a troco de nada. Ele tem os melhores motivos para isso. E quem colhe os bons frutos da santidade somos nós mesmos. Deus se agrada tanto do amor demostrado por meio da obediência que tem promessas lindas para quem abraça seus mandamentos: “faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos” (Dt 5.10).
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Minha filha aprendeu que desobedecer aos mandamentos do pai é correr o risco de se machucar muito. E, mesmo que o pai consiga segurá-la com mão forte, por amor e por graça, isso não impede que sua transgressão tenha consequências desastrosas – como roupas passadas espalhadas pelo chão e óculos quebrados. Por mais que Deus nos guarde diante do nosso pecado, sempre sofreremos algum prejuízo. Felizmente, nosso Pai é graça, perdão e restauração. Ele nos abraça, nos chama para o colo e nos corrige, fazendo-nos ver as consequências da transgressão. A partir daí, temos dois caminhos: nos rebelar ou reconhecer nosso erro e enchermos o Senhor de beijos, em reconhecimento por seu amor e seu cuidado disciplinador. “Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te” (Ap 3.19).
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cicatrizPara minha surpresa, enquanto eu conversava com minha filha, minha esposa pegou em silêncio os óculos quebrados e, com muito cuidado, conseguiu endireitar as hastes. Encaixou a lente de novo no lugar. E, quando vi, ela se aproximou e os entregou a mim, restaurados e aptos para o uso. Experimentei. Estavam largos e um pouco fora de esquadro, mas não perdidos para sempre, como eu imaginara. Cristo também faz isso. Quando pecamos e nossa desobediência gera resultados desastrosos, ele pode consertar a situação e aprumar as coisas. Mas sempre ficará algum resultado do erro, seja em forma de feridas, mágoas, más lembranças, culpa ou o que for. Por isso, acredite: pecar conscientemente por saber que Deus perdoa e restaura nunca é a melhor opção, pois sempre ficarão cicatrizes do mal cometido. 

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Busque a santidade, meu irmão, minha irmã. Sem ela, ninguém verá a Deus. Saiba que a mão do Senhor está sempre estendida para nos guardar e que, se erramos e caímos, temos um advogado junto ao Pai. Mas, pode acreditar, o melhor é nunca ter de passar pela disciplina de Deus, pois sempre teremos de lidar com um gosto amargo na boca em decorrência do mal que causamos. Você está em pecado? Mude isso hoje. Não pague pra ver. 
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Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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Mais vendidos da Mundo CristãoA página na Internet da editora Mundo Cristão tem uma seção que mostra quais são os livros mais vendidos nos últimos trinta dias pela loja virtual do site. Semana passada, minha obra mais recente, O fim do sofrimento: um livro para quem busca consolo e esperança nos momentos mais sombrios, ocupava o 4º lugar desse ranking e o livro Convulsão protestante, do pastor Antônio Carlos Costa, estava em 1º. Um amigo da igreja viu isso e me perguntou: “Zágari, você não está com inveja não? Nem um ciumezinho?“. Confesso que a pergunta me soou tão estranha que provocou uma reflexão sobre esse pecado considerado tão pouco grave por tantos cristãos mas que a Bíblia condena de forma tão veemente: a inveja.

Já senti inveja muitas e muitas vezes ao longo de minha vida. Infelizmente. Mas acredito que a maturidade, o sofrimento e a enorme quantidade de erros que já cometi têm me ensinado e me adestrado a compreender que determinados tipos de comportamento não levam a nada nem significam nada. Isso tem ocorrido com a inveja. Assim, respondendo a pergunta de meu amigo: não, em absolutamente nenhum momento senti inveja do pastor Antônio. Muitíssimo pelo contrário, fiquei extremamente feliz por ele, por saber que o primeiro livro de sua autoria pela Mundo Cristão está tendo repercussão. E isso por um motivo simples: além de eu pessoalmente gostar muito do homem Antônio Carlos Costa e de torcer por esse meu irmão, o meu livro e o dele não são “concorrentes” São aliados. Eles se complementam.

Essa é uma percepção que falta a muitos de nós, cristãos. Muitas vezes não compreendemos que o irmão em Cristo não está numa disputa conosco, mas, sim, somando. O resultado: inveja porque o irmão ganhou um cargo na igreja, inveja porque a irmã tem mais visibilidade, inveja porque o próximo prega mais, inveja porque fulano lidera o louvor, inveja porque beltrano tem um carro mais caro, inveja porque o marido de sicrana é mais gentil, inveja porque a igreja ao lado tem mais membros, inveja, inveja e inveja!

Segundo a definição dos dicionários, “inveja” significa “desejo de possuir o que outro tem”. Como se pode ver, ter inveja é exatamente o pecado resultante da transgressão ao décimo mandamento: Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo” (Êx 20.17).

urubuA inveja é um mal tão horrível que a Bíblia o define como a morte das partes mais profundas da nossa carne. O ânimo sereno é a vida do corpo, mas a inveja é a podridão dos ossos” (Pv 14.30). E não só isso, a inveja aponta para um total distanciamento se Deus: “Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito. Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros” (Gl 5.25-26). E mais: “onde há inveja e sentimento faccioso, aí há confusão e toda espécie de coisas ruins” (Tg 3.16).

Lamentavelmente, temos o péssimo hábito de eleger alguns pecados como mais repugnantes a Deus do que outros, como se filé mignon podre fosse menos repugnante que uma ratazana podre. Para Deus, podre é podre. Achamos que pecados como prostituição, lascívia, homicídios, adultérios e blasfêmia seriam pecados mais graves, enquanto outros como avareza, malícia, soberba e inveja seriam pecadinhos menores, aos quais Deus teria menos repulsa. Isso é o que achamos. Mas, quando lemos a Bíblia, vemos que os textos não fazem distinção entre os pecados:

“O que sai do homem, isso é o que o contamina. Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem. (Mc 7.20-23).

“Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia,  idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções,  invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam” (Gl 5.19-21).

inveja_1Inveja não é um mal menor. Não é menos grave que assassinato, só porque as consequências terrenas são diferentes. No mundo espiritual, são a mesma coisa: desobediência à vontade do Senhor. Transgressão. Abandono do que é puro e bom. O adúltero, o cachaceiro, o traficante, o homicida, o fornicário e o arrogante não são mais pecadores  que o invejoso.

Entenda que tudo de bom que você é e tem foi Deus quem te deu. Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança” (Tg 1.17). Do mesmo modo, tudo de bom que o outro tem e é foi Deus quem deu a ele. Inveja, portanto, é questionar e peitar o que Deus decidiu fazer e discordar da bênção que ele resolveu dar ao próximo e não a você. Inveja é motim. Inveja é rebelião. Satanás invejou o Senhor e quis ocupar seu lugar. Deu no que deu.

“Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros. Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador” (Tt 3.3-6). Isso mostra que a inveja é relacionada na Bíblia a uma característica de quem não passou pela salvação. Façamos o que é certo.

Antonio Carlos Costa e eu_230215Pastor Antônio Carlos Costa escreveu seu livro para abençoar o próximo. Eu escrevi o meu com o exato mesmo objetivo. Nossos livros são diferentes e têm funções diferentes, cada um atende a diferentes anseios dos leitores. Deus entrega o Convulsão protestante nas mãos de quem precisa ler esse livro. E entrega o O fim do sofrimento nas mãos de quem precisa ler esse livro. Eu e pastor Antônio (foto) somos jogadores do mesmo time, soldados do mesmo exército, membros do mesmo corpo, filhos do mesmo Pai. Ele é meu irmão e fico felicíssimo pelas alegrias dele e pelo que ele conquista, pela graça de Deus. Gostaria que você se sentisse desse modo com relação a todas as pessoas que, assim como você, fazem parte do Corpo de Cristo.

Fuja da inveja, meu irmão, minha irmã, não a alimente. Não enxergue esse pecado como algo menor ou justificável. Não é. É uma transgressão tão imunda como qualquer outra. Alegre-se com as conquistas do seu próximo, sorria e celebre com ele, entendendo que o que ele tem e é foi Deus quem deu. E Deus não erra. 

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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fracasso-produto-artigoTodos nós fazemos planos. Temos vontades, elaboramos propósitos, traçamos caminhos, sonhamos. Porém, muitas e muitas vezes o que almejamos realizar não dá certo. Fracassa. O que fazer nessa hora? Como devemos nos comportar se isso acontece? Acredito que, nesses momentos, devemos buscar o Senhor em oração e estudo da Palavra, pois, se nossos projetos estiverem em desacordo com a soberana vontade de Deus, naturalmente fracassarão. Nesse caso, o que devemos fazer é abandonar o projeto que elaboramos, deixar para lá, descartar. Partir para outra. Mas, se percebermos que nossos projetos fazem sentido à luz das Escrituras, se eles se encaixam no que é bíblico, nesse caso precisamos perseverar, insistir, persistir. Então, na verdade, a grande dúvida diante do fracasso é: persistir ou desistir?

Tenho visto o mundo ao meu redor ser dominado por tristeza, dificuldades, reclamações, crise. O Brasil vive momentos difíceis e tenho percebido a infelicidade dominar em graus diferentes muitas e muitas pessoas. Você também percebe isso? Amigos estão perdendo o emprego. Casamentos estão acabando. Depressão domina muita gente. Irmãos divergem rancorosamente de irmãos por bobagens teológicas. Nas redes sociais, lamentavelmente prevalece a acusação, a espinafração, a ira, a maldade, a feiúra. Os corações me parecem estar pesados, carregados. Vejo muita falta de alegria. Você também vê o que eu vejo?

Semana passada, por causa dessa percepção, fiz um convite aqui pelo APENAS: propus que cada leitor,  ao longo da hora seguinte à leitura do texto, alegrasse uma pessoa. Só uma. Umazinha. Com um pequeno gesto, uma palavra, um favor, qualquer coisa. Acreditei que seria bonito contribuirmos para disseminar um pouco de uma das virtudes do fruto do Espírito para nosso próximo, a alegria. E pedi que aqueles que topassem fazer isso compartilhassem no espaço de comentários do blog, em poucas palavras, aquilo que fizeram e o que seu gesto gerou. Também estimulei que os irmãos e as irmãs que recebem os posts por e-mail repassassem o desafio a seus conhecidos. Pelas minhas contas, alguns milhares de pessoas seriam abençoadas com esse simples gesto.

Pierrot 2Esperei. E, de todos os muitos testemunhos que eu tinha a esperança de ler, ao final de alguns dias sabe quantos relatos havia? Um. Só. Se somarmos os comentários do APENAS com os irmãos do Facebook que disseram ter topado a proposta, não houve nem cinco adesões. Evidentemente, jamais esperei que todos aceitassem. Na verdade, ninguém em absoluto era obrigado a fazer nada do que eu propus, seria uma adesão voluntária, de quem comprasse a ideia e resolvesse fazer um pequeno gesto para deixar o mundo um tiquinho mais alegre. Mas não vou negar: fiquei triste com o estrondoso fracasso do meu plano. E aí, persistir ou desistir?

Algum projeto seu já fracassou? Bem, o meu sim. Meu plano fracassou monumentalmente. Mas ainda tenho uma centelha de esperança de que o que propus esteja em sintonia com a vontade divina e, por isso, persistirei. Assim, quero requentar minha proposta do último post. Se você desejar, ao longo da próxima hora, alegre um coração. Estimule outras pessoas a fazer o mesmo. Vamos ver onde isso vai dar. E, se fizer, peço que não deixe de compartilhar nos comentários deste post, nem que seja dizendo “eu alegrei um coração”.  Só isso, não precisa de mais nada.

O fracasso do meu post? É apenas um entre tantos e tantos exemplos. Não desista dos seus planos, meu irmão, minha irmã. Persista. Persevere. Se tudo indicar que o plano nasceu do coração do homem e não no de Deus, aí sim o abandone. Mas, se não, vá em frente, recolha os caquinhos e faça algo novo. Se for um projeto segundo a vontade de Deus, pode acreditar: valerá a pena. E algo belo e novo brotará sobre a terra.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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