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Tá, eu sei, falar de consequências espirituais de dietas alimentares soa muito esquisito, mas, acredite, elas existem. Permita-me explicar. Nunca na minha vida precisei emagrecer. Até meus 27 anos eu pesava 55 quilos, o que é muito pouco para um cara de 1,80m. Sim, eu era magérrimo. Isso teve uma consequência: nunca, por muitos e muitos anos, tive de cuidar da alimentação nem evitar este ou aquele alimento. Por isso, quando cheguei aos 27 anos e meu código genético decidiu que era hora de iniciar um processo de engorda natural da idade, comecei a ganhar peso e acumulei, pouco a pouco, nada menos que 35 quilos. Assim, cheguei a agosto de 2018 com 90 quilos e uma barriga de melancia.

O problema não era só estético: meu exame de sangue acusou um monte de taxas acima do limite ideal, como triglicerídeos, colesterol e glicose. Oito anos antes eu tinha recebido o diagnóstico de hipertensão e me tornado dependente de dois comprimidos diários a fim de tentar controlar a pressão. Era nessa situação difícil que eu estava em agosto de 2018, cinco meses atrás. O que aconteceu em seguida teve um impacto grande não só na minha saúde física, mas nas minhas reflexões espirituais.

Eu já vinha incomodado com minha barriga havia um bom tempo. Mas dois episódios foram a gota d’água. Primeiro, eu estava de férias e, ao tentar descer numa tirolesa com minha filha, fui impedido pelos responsáveis porque o equipamento não suportava pessoas com 90 quilos. Foi chato e humilhante. Além disso, em setembro fui obrigado a, durante a pregação em uma igreja, pedir licença aos irmãos para, no púlpito, afrouxar um furo no cinto de minha calça, pois doía de tão apertado e eu não conseguia me concentrar no que estava pregando. Foi vexaminoso. Fui, então, ao cardiologista e ele me meteu medo. Disse que, se eu não tomasse uma atitude, em pouco tempo as consequências poderiam ser bem ruins. Foi quando tudo começou a mudar.

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Tive de tomar a decisão de fazer o que eu sozinho não sabia fazer pelo puro ineditismo da coisa: mudar a alimentação e perder peso. Por isso, procurei quem entende da coisa e marquei uma consulta com a nutricionista. Ela estabeleceu como meta 78 quilos (uma perda de 12 quilos, o que, para quem nunca tivera de perder peso na vida, era um monte Everest) e me receitou reeducação alimentar.

Eu parei, pensei e tomei a decisão de seguir rigorosamente aquela estranha mudança. Expliquei para a família. Fiz listas de compras. Ajustei alarmes para me lembrar de comer em horários inéditos para mim. E, a partir de 2 de outubro de 2018, comecei a nova alimentação, sendo extremamente radical, comendo verde quando todo mundo comia pizza e saboreando cenoura e tomate com frango grelhado num Natal cercado de rabanadas e chocolates.  Mas consegui ser fiel ao meu propósito, apesar das não poucas tentações.

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Vou resumir o que aconteceu. Três meses depois, voltei ao cardiologista. Os resultados foram assombrosos. Meu peso caiu de 90 para 76 quilos, 2 kg além da meta de 78. Minhas pressão, sem medicamentos já há quase dois meses, tem oscilado entre 10 por 7 e 11 por 7, normalíssima. A barriga desapareceu completamente, voltei a usar minhas roupas antigas, meu rosto afinou e me sinto mais leve. O exame de sangue mostrou que todas as minhas taxas estão excelentes, normalizadas. A de triglicerídios, por exemplo, caiu nada menos que pela metade. O que o cardiologista me disse após ver todos os resultados e me examinar resume tudo: “Você está com uma saúde de garotão. Esses três meses de autocontrole e seriedade lhe garantiram alguns anos mais de vida”. Claro que, teologicamente, é uma afirmação questionável, mas deu para entender o que ele quis dizer.

Meu irmão, minha irmã, por que estou compartilhando isso com você? Para contar-lhe as reflexões espirituais que esse processo provocou, na esperança de que contribuam com a sua jornada. Vamos a elas:

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1. É importante traçar metas e definir claramente como chegar lá. Saber que eu queria chegar aos 78 quilos me ajudou a ter determinação e motivação. Eu tinha um alvo a ser alcançado. Do mesmo modo, na vida espiritual é interessante estabelecermos alvos. Assim, por exemplo, se você ainda não conhece direito a Bíblia, decida ler o texto da Escritura em, digamos, um ano e separe um momento do dia para a leitura. Se sente carência de conhecimentos teológicos, tome a decisão de cursar um seminário e leve o estudo a sério. Se precisa se santificar em alguma área da vida, tenha por claro o que precisa fazer e estabeleça as estratégias para isso. Portanto, veja onde quer chegar, planeje o trajeto para chegar lá e faça o que for preciso.

2. Não abra exceções. Uma das maiores pragas de uma dieta alimentar são as exceções. “Ah, só hoje”, “Não vai ter problema comer só um pouquinho disso”, “Na segunda-feira eu retomo” e sabotagens semelhantes só destroem seu propósito. Se você traçou uma meta, não barganhe “poréns” consigo mesmo: seja rígido, rigoroso e inflexível. Do mesmo modo, na vida espiritual é importante não negociar o inegociável. Se você sabe, por exemplo, que estar com determinada pessoa vai levá-lo a pecar, corte o contato. Se você percebe que estar em determinado ambiente prejudica sua saúde espiritual, nunca mais apareça lá. E assim por diante.

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3. Dificulte seu acesso às tentações. É muito mais fácil não comer chocolate se você não tem chocolate em casa. Percebi claramente que a reeducação alimentar não começa na geladeira, mas no supermercado. Se você comprar aquele alimento que ama mas não pode comer, é muito mais fácil ceder à tentação se ele estiver ao alcance da mão do que se tiver de ir à rua comprá-lo. Portanto, mantenha aquilo que sabota sua dieta o mais longe possível do seu alcance. Do mesmo modo, na vida espiritual você precisa identificar quais são suas maiores tentações e organizar, racionalmente, estratégias para não ter por perto o que pode levá-lo a pecar. É mais fácil não roubar se você não tem acesso ao dinheiro. É mais fácil não ver pornografia se você não tem um computador no quarto e uma chave na porta. É mais fácil não invejar o próximo se não ficar toda hora correndo a timeline de seu Facebook. É mais fácil não cobiçar a mulher do próximo se você não mantém contato com ela. E assim por diante.

4. Não deixe que fracassos pontuais o façam desistir. É possível – embora não desejável – que você escorregue. Se você vacilou e comeu aquele bombom ou aquela fatia de pão, sacuda a poeira e retome de onde caiu. É incomparavelmente pior desistir do que dar um passo atrás e depois seguir caminhando para frente. Do mesmo modo, na vida espiritual quedas ocorrem. Se elas acontecerem, não desista, não se sinta sujo, não entregue os pontos, não se veja como um fracassado, não acredite na mentira de que Deus desistiu de você. O perdão está ao seu alcance, desde que você se arrependa, confesse seu pecado e abandone o que o levou à queda. Busque ao Senhor em arrependimento, receba o perdão dele e siga em paz.

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5. Valorize o que você vai ganhar e não o que você está perdendo. Não é fácil abrir mão daquela deliciosa pizza de chocolate com banana quando os amigos vão jantar na sua casa, todos comem essa delícia, o cheiro te desmonta… e você está comendo salada com frango grelhado. Porém, se você mantém a mente focada no fato de que você está passando por isso temporariamente para obter um benefício extremamente mais valioso dali a um tempo, tudo fica mais fácil (eu disse mais fácil, não estou dizendo que é fácil). Do mesmo modo, na vida espiritual você saber que o prêmio mais à frente fará tudo valer a pena deve ser um pensamento cristalizado em sua mente. O peso de glória na eternidade é maior que todas as tribulações desta vida. O galardão da fidelidade é a presença eterna do amor de Deus, e nada, nada, nada é melhor do que isso, mesmo que cheire bem, tenha um gosto delicioso e todo mundo esteja consumindo. Entendeu?

6. Cuidado com os sabotadores. Frequentemente, quando você faz uma dieta com restrições, chega alguém para lhe oferecer um doce, dizer que um só bombom não fará diferença, que comer porções maiores do que a nutricionista recomendou não tem problema algum, coisas assim. Esses bem-intencionados sabotadores são terríveis, pois, em geral, eles conseguem nos arrastar para fazer o que não devíamos. Do mesmo modo, na vida espiritual os maiores erros que podemos cometer ocorrem sob a influência de pessoas. As famosas “más companhias” têm uma capacidade enorme de nos fazer crer em falsas doutrinas, nos afastar do caminho da piedade, priorizar o que é menos importante. Cuidado com quem você escolhe como influência espiritual. Cercar-se de gente que contribua com o seu avanço e que não o ancore ou faça retroceder é muito importante.

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7. Exerça o domínio próprio. Sem ele, você não perde um grama sequer de peso. Essa virtude do fruto do Espírito é, em outras palavras, a capacidade de dizer “não” quando todas as fibras do seu ser querem dizer “sim”. É comer o que precisa quando todos ao seu redor estão comendo o que você quer. É fechar a boca enquanto saliva de vontade. É saber ir embora quando seu estômago implora que fique. Do mesmo modo, na vida espiritual, o domínio próprio – ou autocontrole, como eu prefiro chamar – é essencial para uma vida de santidade e obediência a Deus. Saber dizer “não” quando seus hormônios dizem “sim”, conseguir ir quando sua carne quer ficar, dedicar-se às disciplinas espirituais quando a preguiça te leva à TV, não abrir mão da sua rotina de leitura bíblica e oração quando seu sono pede cama… tudo isso só é possível graças ao domínio próprio. Ponha-o em ação.

8. Pare de dar desculpas. É muito fácil fugir do caminho traçado quando se tem uma boa (e esfarrapada) desculpa. Justificativas para comer o que não deve não vão faltar, assim como existem milhões de justificativas para você ter uma vida espiritual de “obesidade mórbida”. Não invente “boas desculpas” para fincar raízes na carne e tentar driblar Deus. Isso só fara de você um “obeso mórbido” espiritual.

* * *

Hoje, 13 de fevereiro, retorno à nutricionista para reavaliar minha dieta e alterá-la. Uma vez que já alcancei a meta de peso e que minhas taxas estão todas excelentes, vou passar da alimentação de emagrecimento para a de manutenção. E aí, será vida que segue. De igual modo, quando você se encontra bem em sua espiritualidade, com tudo normalizado, tudo o que precisa fazer é manter saudável seu relacionamento com Deus e com o próximo e, com isso, desfrutar de uma rotina espiritual plena e cheia de vida. O resultado? Paz.

E, acredite, não há quitute ou guloseima que valha a pena viver sem paz.

Portanto, fica aqui minha recomendação: cuide-se. Fuja da obesidade espiritual. Seu corpo e sua alma agradecem.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

 

 

 

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Que qualidades um jovem cristão solteiro deve buscar em uma mulher na hora de escolher uma noiva? E de que defeitos ele deve fugir? Há bastante a ser dito sobre isso, mas, hoje, quero concentrar minha reflexão em algo que é importantíssimo do ponto de vista bíblico mas pouco se fala na hora de orientar jovens para o casamento: a importância de ficar atento a quão briguenta é a pessoa. E reforço: esta é uma reflexão apenas para rapazes cristãos solteiros. Naturalmente, haveria muita coisa a se dizer para as jovens cristãs solteiras, mas isso ficará para outro post.

A Bíblia fala sobre algumas características da esposa ideal do ponto de vista da fé cristã. Entre elas está o fato de que a esposa segundo o coração de Deus deve ser:

Parceira do marido (Gn 2.18);

Sexualmente atenciosa (1Co 7.3-10);

Desejosa de agradar o esposo (1Co 7.34);

Sempre respeitosa no trato com o marido (Ef 5.33);

Consciente da decisão de Deus sobre a autoridade no casal (Ef 5.24; Cl 3.18; Tt 2.5; 1Pe 3.1);

Amorosa com o esposo (Tt 2.4);

Sábia na edificação da família (Pv 14.1);

Sensata em suas palavras e ações, a fim de que não destrua a família (Pv 14.1);

Merecedora da confiança do marido (Pv 31.11);

Enriquecedora da vida do esposo (Pv 31.11);

Disposta a fazer o bem ao marido, e não o mal, todos os dias de sua vida (Pv 31.12);

Dedicada aos cuidados da vida cotidiana com a família (Pv 31.15);

Capaz de contribuir a fim de tornar seu esposo respeitado na comunidade (Pv 31.23); e

Merecedora dos elogios do marido por seu excelente procedimento diário (Pv 31.28);

entre outras coisas.

Seja franco, meu irmão: casar com uma mulher que se encaixe nessa descrição não seria o céu na terra?

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Mas vamos adiante. Além de dizer como, segundo os padrões cristãos, a esposa ideal deve ser, a Bíblia também registra como ela não deve ser. E isso é tão importante quanto. Entre os horrores de uma mulher está o fato de ela ser briguenta. Diz assim a Escritura:

1. “A esposa briguenta é irritante como uma goteira” (Pv 19.13);

2. “É melhor viver sozinho no canto de um sótão que morar com uma esposa briguenta numa bela casa” (Pv 21.9);

3. “É melhor viver sozinho no deserto que morar com uma esposa briguenta que só sabe reclamar” (Pv 21.19);

4. “É melhor viver sozinho no canto de um sótão que morar com uma esposa briguenta numa bela casa” (Pv 25.24);

5. “A esposa briguenta é irritante como a goteira num dia de chuva. Tentar contê-la é como deter o vento ou agarrar o óleo com a mão” (Pv 27.15-16).

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São cinco advertências extremamente verdadeiras, práticas e realistas contra a mulher briguenta. Será que é à toa?

Bem, para que você entenda por que a mulher briguenta é esse horror bíblico e um pesadelo na vida de um homem, menciono aqui cinco das muitas razões:

1. A mulher briguenta é arrogante

A mulher briguenta vive brigando porque acha que a opinião dela está sempre certa e entende, por sua falta de sabedoria e discernimento, que a maneira de se impor aos outros é brigando, peitando, gritando. A arrogância, acredite, é um dos pecados mais denunciados na Bíblia, pois machuca fundo o coração de Deus; afinal, foi o pecado que levou Satanás a fazer o que fez. Deus odeia tanto a arrogância que preferiu deixar o espinho na carne de Paulo do que permitir que ele se tornasse arrogante (2Co 12.7).

O indivíduo que tem domínio próprio e mansidão, ao contrário, não faz da briga uma rotina, pois sabe a hora de falar, de calar, de ouvir, de deixar para lá. Inversamente, o briguento se acha tão certo em tudo que não admite ser contrariado e, por isso, se impõe na base da briga e do grito com uma frequência surreal. Os dias em que não briga são exceção e não a regra.

Um indivíduo eventualmente ceder ao pecado e incitar uma briga é compreensível (embora não desejável, lógico), todo mundo faz isso vez ou outra – afinal, todos somos pecadores e erramos. Mas fazer da briga um estilo de vida é sintoma de uma arrogância não tratada, sem arrependimento e que afunda o arrogante cada vez mais no lodaçal de sua soberba espiritualmente nociva.

2. A mulher briguenta é insensata

Isso significa que ela não sabe usar a razão para julgar ou raciocinar nas questões da vida. Como lhe faltam argumentos racionais e lógicos, ela apela para o desmerecimento do outro, os ataques, as ofensas, os gritos e a porta batida atrás de si. E a Bíblia é clara: “A mulher sábia edifica o lar, mas a insensata o destrói com as próprias mãos” (Pv 14.1). A mulher briguenta, via de regra, destrói o seu lar. No mínimo, faz dele um ambiente tão saudável e feliz quanto Chernobyl – mas nunca fará uma autocrítica nem perceberá o seu erro, pois sua insensatez a fará acreditar que a culpa dos problemas é sempre dos outros e sempre justificará seu comportamento reprovável por trás de alguma desculpa esfarrapada.

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3. A mulher briguenta cria um ambiente sem Deus em sua casa

O Senhor ama a paz. Jesus saudava as pessoas ao chegar a algum lugar desejando-lhes que a paz estivesse com elas. Paz é uma das virtudes do fruto do Espírito. Jesus disse que bem-aventurados são aqueles que promovem a paz. Portanto, a Bíblia deixa claro que a paz é preciosa ao Senhor.

A conclusão é logica: onde a pessoa briguenta chega, implanta o conflito, a contenda, a dissensão, a discórdia, o que é exatamente o que Deus abomina, o contrário do que ele quer. Portanto, uma esposa briguenta, por mais que se diga cristã, está criando um ambiente de vida não cristão em seu lar – talvez, até, sem se dar conta, o que não muda o fato em si.

4. A mulher briguenta, além de pecar com sua atitude, em geral leva quem está ao redor a pecar

Uma mulher briguenta costuma servir de péssimo exemplo para os filhos, muitos dos quais podem acabar imitando seu comportamento e se tornar novas pessoas briguentas. Além disso, por mais pacífico que seja seu marido, ela, em geral, costuma tirá-lo do sério e arrastá-lo para a ira. Assim, a pessoa briguenta é uma instigadora e multiplicadora de pecados, o que faz dela uma cúmplice do maligno em sua sanha por levar pessoas a pecar.

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5. A mulher briguenta sabota casamentos e famílias

A importância do diálogo é a regra número um de um casamento feliz. A mulher briguenta torna o diálogo impossível, pois ela geralmente se recusa a ouvir ou pensar sobre o que ouviu. A briguenta tem por hábito interromper o outro a toda hora quando ele tenta falar, sair batendo a porta, dizer que não vai ficar ouvindo o que o outro tem a dizer e coisas assim. A verdade é que a pessoa briguenta é, em geral, alguém que não está disposto a ceder em nada e, por isso, usa a briga para calar o outro e não ter de abrir mão do que quer. Isso porque, em geral, a pessoa briguenta é egoísta. O resultado é que ela sabota o modelo criado por Deus para o casamento e o lar.

Por essas cinco razões e outras mais, quem se casa com a mulher briguenta está se condenando a viver por anos e anos sofrendo a dor de ter ao lado não uma parceira e uma melhor amiga, mas uma opositora que tornará sua rotina um inferno. Explosiva, essa mulher será como um campo minado que, de uma hora para outra, do nada e inesperadamente, iniciará episódios de bate-boca e discussão que acabarão com a paz no lar e no coração de quem a cerca.

Por isso, deixo o conselho a todo rapaz cristão solteiro: na hora de buscar uma possível namorada, identifique desde o começo quão briguenta ela é. Não importa se ela é lindíssima, se canta no louvor, se é inteligente ou qualquer coisa do gênero, pois, tenha ela as qualidades que tiver, se é alguém que adota a briga como estilo de vida, as qualidades logo desaparecerão de seus olhos e tudo o que restará é o horror dessa postura.

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De todos os 562 posts já publicados no meu blog, descobri hoje que o mais lido de todos até o momento é o que fala da mulher rixosa (termo presente nas traduções bíblicas mais arcaicas, que nas mais modernas foi traduzido como “briguenta”. Você pode ler o post A mulher rixosa clicando AQUI). Isso é revelador. Mostra que muitos e muitos irmãos se casaram, inadvertidamente, com uma mulher assim – ou casaram com moças virtuosas que, com o tempo, se transformaram e, assim, descambaram para o caminho da briga como estilo de vida. Mas você, que é solteiro, ainda tem a oportunidade de não entrar nessa. Quando se interessar por uma moça, lembre-se dos 5 alertas bíblicos e procure identificar desde cedo quão rixosa ela é. E jamais se case com uma mulher briguenta!

Para finalizar, se você é uma mulher cristã e chegou até este ponto da leitura, gostaria de, carinhosamente, lhe dizer três coisas:

1. Se você se irritou com alguma informação bíblica apontada neste texto, por favor, não brigue comigo. Não fui eu quem escreveu a Bíblia. Apenas reproduzo o que ela diz.

2. Você pode estar achando injusto eu não falar neste texto sobre o homem briguento. Se é o caso, saiba que tudo o que foi dito neste post se aplica também aos homens briguentos, com quem você jamais deve se casar até que ele se converta, se arrependa e abandone esse modo de ser tão tóxico, biblicamente abominável e que tem como única consequência semear a infelicidade.

3. Se você percebeu que se encaixa na descrição de uma mulher briguenta, ou rixosa, saiba que nem tudo está perdido. Você não está condenada a ser o inferno de seu marido e filhos até a sua morte. A recomendação bíblica para esse seu estilo de vida é bem objetiva: você precisa se arrepender verdadeiramente, confessar seu pecado a Deus e abandonar essa prática. Se fizer isso, a bênção do Senhor virá sobre seu casamento, a cura será plena e tudo ficará bem. E, assim, você consertará o estrago que causou, recuperará o tempo perdido e poderá ser conhecida não mais como alguém briguento que inferniza a vida dos outros, mas passará a ser chamada de “mulher virtuosa”, aquela cuja sabedoria edifica o lar e cujo valor excede o de muitos rubis.

É possível. E está ao seu alcance. Só depende de você.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

Eu estava saindo do banho quando vi minha filha, curiosa, fuxicar a gaveta da mesa de cabeceira de minha esposa. Após revirar as coisas da mãe, ela abriu uma caixa cheia de bijuterias e, mexendo em tudo, disse a frase que me fez pensar: “A mamãe tem brincos lindos que ela nunca usa”. A percepção da minha bebê me remeteu a uma realidade que se apresenta com frequência em nossa vida: você já parou para pensar quantas coisas lindas temos e, com frequência, deixamos de valorizar? Tenho visto muito disso e, por essa razão, gostaria de pensar rapidamente sobre o assunto, que se resume a uma palavra: ingratidão.

Se sabemos que “Toda dádiva que é boa e perfeita vem do alto, do Pai que criou as luzes no céu” (Tg 1.17, NVT), entendemos que todas as coisas boas que temos vêm como um presente do Senhor. Ele é quem nos dá as coisas lindas que estão em nossa gaveta. Se, porém, deixamos de valorizar tais dádivas, estamos sendo como filhos ingratos e reclamões e, a exemplo do filho perdido da parábola, recebemos bênçãos mas só pomos o foco no que não temos. Ganhamos brincos lindos, mas não os usamos.

Ingratidão é pecado, por demonstrar falta de reconhecimento de algo que o Senhor fez, com amor e graça, por nós. Se somos ingratos, estamos acusando Deus de ser menos bom do que de fato ele é.

Vejo esposas que reclamam diariamente de seus maridos, quando eles são homens caseiros, pais amorosos e dedicados à família (pois, afinal, ele não faz tudo como eu quero e aponta os erros que insisto em repetir). Vejo indivíduos de barriga cheia de comida e armário transbordando de roupas, que moram em casas amplas e bonitas, que vivem reclamando da vida (pois, afinal, eles não têm aquela televisão da última marca). Vejo gente empregada e com salário depositado no fim do mês que vive reclamando do emprego (pois, afinal, o chefe é chato ou a rotina de trabalho não é perfeita). Vejo cristãos que reclamam de seus pastores, irmãos que reclamam de sua igreja, cidadãos que reclamam do governo, internautas que reclamam de tudo… tantos brincos lindos e sem uso. Ingratidão pelas coisas boas que se tem.

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Não estou dizendo com isso que a vida é perfeita. Não. No mundo temos aflições, como o bom Mestre profetizou que seria. Existe escassez, injustiça, doença, miséria, tristeza, tudo isso. Esta vida tem cheiro de estábulo e não de Éden – o que não quer dizer que não bata uma brisa fresca no entardecer. Minha reflexão é com relação a olhar sempre a metade vazia do copo e, tal qual os israelitas reclamões no deserto, só viver ressaltando o que não se tem, o que não se viveu, o que não aconteceu, a qualidade que o outro não tem e assim por diante. É uma vida cheia de nãos, embora Deus tenha dado muitos sins. Ingratidão.

Meu irmão, minha irmã, quais são as coisas lindas que Deus lhe deu? Convido você a fechar os olhos por dez segundos e fazer uma lista mental de tudo de maravilhoso com que Deus presenteou você. Você tem saúde, enxerga, caminha, ouve, sente, dorme… tudo isso é dádiva. Tem, também, bens materiais: livros, moradia, alimento, vestuário, aparelhos eletrônicos, veículos, supérfluos… tanta coisa! Tem ainda bens imateriais tão fundamentais, como educação, conhecimento, liberdade de ir e vir, liberdade de expressão, liberdade de culto, criatividade. Tem amigos. Tem família. Tem um cachorro de estimação. Tem uma rede no quintal. Tem o solzinho quente batendo no seu rosto ao fim do dia.

Meu irmão, minha irmã, você tem. Então por que se concentra tanto no que não tem? Por que chega em casa despejando reclamações e mau humor em cima dos outros? Por que ignora a lindeza da vida que Deus lhe concedeu por puro amor?

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A pergunta ingênua de minha filhinha é mais profunda do que ela poderia imaginar. Em sua simplicidade infantil, minha bebê não se deu conta de que levantou uma questão importante dos pontos de vista filosófico e teológico, que torna a vida de tantos milhões de pessoas pesada e infeliz, quando não precisaria ser. Seu marido não é perfeito? Você também está longe de ser, olhe as qualidades dele então. Seu carro não é do ano? Tudo bem, você não está indo a pé para o trabalho. Seu filho está passando por uma fase difícil? Tudo bem, ele está vivo, logo, essa fase vai passar. Sua namorada lhe deu o fora? Tudo bem, ela provavelmente seria uma esposa rixosa, briguenta e reclamona. O tempo está quente demais? Tudo bem, você poderia viver num frio horroroso dez meses por ano. Enfim, tantos brincos lindos! Use-os!

Um dos Dez Mandamentos fala sobre não cobiçar nada do próximo (Êx 20.17). Sabe, penso que esse mandamento tem muito mais a ver com ingratidão do que com inveja. Ao cobiçar a mulher, o jumento, a casa ou o que for do próximo, estou, na realidade, deixando de valorizar a dádiva que Deus me deu para valorizar o que ele decidiu dar a outra pessoa. Com isso, estou dizendo que Deus errou. Afinal, acreditamos que ele deu a outro o que nós é que merecíamos ou deveríamos ter. Isso é questionar a soberania de Deus. É questionar suas decisões. É questionar sua justiça. É questionar seu amor. Cuidado, meu irmão, minha irmã, isso é grave.

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Pense no que você tem e, ao ver os brincos lindos em sua gaveta, pare de cobiçar. Pare de ruminar “e se eu tivesse isso ou aquilo”. Esse “e se” é pior que mil legiões de demônios! É hora de usar os seus brincos. Talvez a sua vida esteja parecendo menos perfeita do que você gostaria porque você tem deixado de usar os brincos que estão na sua gaveta. Eles estão lá. Você simplesmente não tem prestado a atenção correta e justa às boas dádivas que Deus lhe deu.

Hoje é uma excelente oportunidade de refletir e mudar essa atitude tóxica. De parar de infernizar os outros com seu mau humor e a sua ingratidão. De ser um bom filho e uma boa filha do Deus que lhe deu tanto. A hora de usar os brincos lindos que você já tem é agora.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

 

 

Tudo começou dia 8 de janeiro, uma terça-feira. O primeiro sintoma foi uma moleza grande, graças à febre que chegou no início da noite. Na quarta, minha garganta já explodia de inflamação e dor. Fiquei preocupado, pois na quinta-feira minha mãe chegaria de volta da Espanha, onde havia ficado por seis meses, e eu queria estar bem para recebê-la. Por isso, logo que acordei no dia 10, com os mesmos sintomas, procurei cedo o otorrino para ser examinado. Com muita fraqueza e dores, fui à consulta e recebi o diagnóstico de uma virose, com indicação de gargarejo e paciência para esperar o organismo debelar o vírus. Porém, mais coisa estava por vir.

Fui ao aeroporto receber minha mãe com esforço, a voz já transformada num som sibilado e sem volume. Naquela noite, a garganta estava tão inflamada que simplesmente não consegui pregar o olho, uma vez que cada engolida de saliva causava uma pontada aguda em cada lado da garganta. Noite em claro. Minhas olheiras perenes se tornaram bolsas caudalosas sob os olhos.

O tempo passou e nada parecia melhorar. A dor de garganta persistia, o estado febril abatia meu ânimo e, para piorar, veio a tosse. Passei dos gargarejos para um corticoide e, dele, para um antibiótico. Escrevo este texto no fim da madrugada do dia 16 de janeiro, exausto após uma noite inteira acordado em decorrência de uma tosse persistente que já faz meu peito doer de tanto sacudir e contrair. Sinto-me sonolento, indisposto, cansado e fisicamente fraco, abatido e, francamente, mal.

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Em nossos dias, quando cristãos vão a público falar de doenças, em geral é para dar testemunhos de cura. Não é o que vim fazer aqui. Ainda não estou curado (e, por favor, não venha com Isaías 53, um pouco de estudo bíblico sério vai te mostrar que eu “tomar posse da cura que já é minha” não me fará ser curado milagrosa e instantaneamente. Mas isso é papo para outro post). Fato é que minha intenção neste texto não é tratar da cura que ainda não veio, mas da minha fraqueza em meio a isto tudo.

Minha mãe comentou recentemente que, desde que chegou ao Brasil, pouco me viu sorrir. Eu nem tinha percebido. Mas o fato é que é difícil sorrir em meio a dor, cansaço, abatimento, sono, fraqueza. E, em meio a esse mal-estar generalizado, lembro das palavras de Paulo de Tarso, após ter recebido um espinho na carne para combater sua arrogância, ter orado três vezes para se ver livre daquele sofrimento e ver seu pedido ser sistematicamente negado. É quando ele diz: “Em três ocasiões, supliquei ao Senhor que o removesse, mas ele disse: ‘Minha graça é tudo de que você precisa. Meu poder opera melhor na fraqueza’. Portanto, agora fico feliz de me orgulhar de minhas fraquezas, para que o poder de Deus opere por meu intermédio. […] Pois, quando sou fraco, então é que sou forte” (2Co 12.8-10).

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No estado de falta de ânimo e disposição em que estou, consigo enxergar com cores bem mais nítidas as palavras do Senhor. Minha fraqueza me põe em um estado de submissão ao que vier pela frente. Desde que comecei a escrever este texto, após mais uma noite em claro devido à tosse forte, já cochilei umas cinco vezes. Parece que o sono é bem mais forte que eu. Aliás, qualquer coisa parece ser mais forte que eu neste momento. O mau humor. A tosse. A dor. Tudo. Sim, minha fraqueza contribui para me deixar completamente vulnerável e sem forças para reagir. E penso que é exatamente o que Deus quer em momentos como este.

Seu poder opera melhor na fraqueza porque, quando estou fraco, abaixo as armas do ego, solto as rédeas da autossuficiência, perco as energias para tentar construir um caminho segundo minha tola vontade. Minha fraqueza me submete. Me humilha. Perco a vontade de falar e torno-me um ouvinte melhor. Minha entrega se dá com menos resistência e me vejo como menos dono da minha vida. Minha fraqueza me revela quem eu sou e me lembra de que não passo de poeira cósmica totalmente dependente do fôlego de vida do Criador.

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E aí entra em cena o poder. Dele, não meu. Em meio à minha fraqueza, ele se manifesta plenamente como é, fazendo o que deseja fazer, lançando mão de sua prerrogativa de Senhor para pintar-me com as cores que quiser. Sem resistência. Sem oposição. Sem “mas” nem “porém”, pois falta disposição.

Deus, faze. Tua é a glória, realiza a tua vontade. Manifesta o teu poder.

Estou fraco. Ele é forte. Eu me submeto e ele age. No entanto, há algo importante a ser lembrado: ele é Pai. Pai nosso. E ele é amor. O Amor. Isso faz com que sua força não seja totalitária, impositiva ou destrutiva; é, antes, uma força compartilhada e edificante. Ele usa minha submissão, em fraqueza, para manifestar sua graça, em amor. Quando sou fraco, então é que sou forte porque ele usa meu desarmamento para dar-me por herança filial o direito de usar sua força. E torno-me administrador daquilo que ele me delega. Não tenho espada nem escudo, pois não estou com forças para carregá-los, mas tenho a força do Senhor dos Exércitos, que carrega o mundo para mim. Sou fraco, ele é forte; estou fraco, ele me concede sua força.

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Meu irmão, minha irmã, você está se sentindo fraco? Cansado? Abatido? Dá vontade de desistir? Entregar os pontos? Chegou ao limite? Que bom. Não, isso não é mau como parece. É oportunidade. Deus deixou a fraqueza vir para ensinar-lhe submissão em amor. Então… submeta-se. Abra mão de tantas opiniões e certezas, de tantos arroubos e petulância e desfrute deste momento de cansaço, abatimento, sono e apatia. Embora não tenha essa aparência, seu abatimento foi permitido pela graça. E onde há graça, há Deus. E onde há Deus, tudo é bom, perfeito, bonito e colorido.

Como você tem reagido em meio à sua fraqueza? Com reclamações, exigências e confrontos com Deus? Será que você não tem se visto como um injustiçado, afinal, “você é fiel e não é correto que Deus permita você passar por este vale”? Calma, Jó, não é assim que a banda toca. Quão mais justo você se enxerga, mais precisa se ajustar à justiça divina. Quanto mais alvo de injustiças você se sente, mais o seu Pai precisa mostrar-lhe quem você é. Para melhorá-lo, por amor, e ajustá-lo à semelhança do Cristo ressurreto.

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A cruz foi a fraqueza do Cordeiro, seu lugar de abatimento, tristeza e desânimo. Mas o sepulcro vazio foi a manifestação da força do Criador. Desejo a você o mesmo: que em meio à sua cruz, Deus manifeste a sua ressurreição. E, então, submetido ao poder divino, você ouvirá do Mestre: “Venham a mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso”.

Nesse momento, com um sorriso finalmente no rosto, você poderá dizer, em resposta: “Ainda que a figueira não floresça e não haja frutos nas videiras, ainda que a colheita de azeitonas não dê em nada e os campos fiquem vazios e improdutivos, ainda que os rebanhos morram nos campos e os currais fiquem vazios, mesmo assim me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus de minha salvação! O Senhor Soberano é minha força! Ele torna meus pés firmes como os da corça, para que eu possa andar em lugares altos”.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

No dia 1 de janeiro completei 47 anos. Isso significa que já passei da metade de minha vida sobre a terra. Nesse período de virada de ano e aniversário, por uma série de razões acabei refletindo muito sobre um assunto em especial: amizade. Fazendo uma retrospectiva desse quase meio século de vida, meditei muito sobre por que algumas pessoas que foram minhas amigas em algum momento continuam sendo minhas amigas e outras não. Eu me perguntei: o que fez com que o punhado de bons e constantes amigos que possuo há muitos anos não tenha aberto mão de se relacionar comigo, como a esmagadora maioria dos meus conhecidos fez? E, aqui, estendo a reflexão a você: na minha e na sua vida, por que alguém persevera em querer ser nosso amigo, quando poderia optar por não ser, como a maioria dos que cruzaram nosso caminho fizeram? Reflitamos um pouco sobre esse assunto tão espiritualmente necessário que é a amizade verdadeira.

Antes de tudo, é fundamental definirmos o que são “conhecidos” e o que são “amigos”. Conhecidos são aquelas pessoas que se relacionaram com você em alguma etapa de sua vida mas para quem, hoje, se você sumir do mapa, não fará muita diferença para elas. Já o amigo é aquela pessoa que sente a sua falta, que lhe telefona só para saber como você está e jogar conversa desinteressada fora, que não se conforma quando sua ausência se torna muito presente, que gosta de graça de sua companhia e de passar tempo com você e – principalmente – que, na hora da necessidade, abre mão de si mesmo por você.

Em outras palavras, a diferença fundamental do conhecido para o amigo é que, para o amigo, você está entre as prioridades de sua vida, enquanto para o conhecido você é só mais um. Para o amigo, você é imprescindível. Já para o conhecido você é secundário ou mesmo desnecessário, supérfluo.

Pensei, então, nos poucos amigos verdadeiros que tenho hoje e tentei concluir por que eles persistem na decisão de continuar sendo meus amigos (sim, ser amigo de alguém é uma opção, uma decisão consciente, e não obra do acaso ou do fluxo da vida). Foi quando cheguei à conclusão de que aqueles que hoje permanecem meus amigos e amigas de verdade são gente que reúne quatro características em comum, alguns há mais de 10 anos, outros, de 20 e, outros ainda, há mais de 30 anos. E que características são essas?

Em primeiro lugar, aqueles que se solidificaram como meus amigos após anos de amizade testada e confirmada foram aqueles que souberam me perdoar. Afinal, qualquer relacionamento próximo em algum momento gerará atritos entre as partes. A questão é: como esse relacionamento sobreviverá após o atrito? Em comparação, algumas pessoas que eu considerava meus amigos pularam fora do barco e me deram as costas tão logo foram confrontadas com uma das minhas muitas falhas de caráter. Já os meus amigos verdadeiros são aqueles que perceberam quão falho eu sou, me perdoaram e insistiram teimosamente em me amar.

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Em segundo lugar, meus amigos verdadeiros são aqueles que valorizam mais o que temos em comum do que as nossas diferenças. No que discordamos, fazemos piada e, no que concordamos, avançamos juntos. O nome disso é respeito. Por outro lado, gente que caminhou comigo em algum momento da vida mas não suportou o fato de termos diferenças em questões como religião, teologia, doutrinas, ideologia política, valores, gostos, comsovisões ou algo assim simplesmente me deletou de seu círculo íntimo de relacionamentos. Esses optaram conscientemente por não ser meus amigos, pois não consideraram que meu valor para eles era maior que suas opiniões pessoais.

Terceiro, os amigos verdadeiros que tenho foram aqueles que persistiram em compartilhar a jornada da vida comigo depois que aquilo que nos pôs em contato terminou. Foi gente que não limitou nosso contato a um curso, um ambiente de trabalho, um vínculo passageiro. Essas pessoas fizeram o contrário daquele companheirão da faculdade que, depois da formatura, nunca mais me procurou; do colega de trabalho que, depois da demissão, só manteve contato formal por redes sociais, sem nunca mais me procurar para estarmos juntos; ou daquele irmão da igreja ou do ministério que, depois que deixei de frequentar o mesmo ambiente, só quis saber de mim para pedir um favor ou algo assim. Amizades verdadeiras mantêm a cabeça acima das circunstâncias e se estendem para além dos contextos que nos aproximaram.

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Quarto e último, o amigo é aquele que persevera em manter você em sua convivência mesmo sem ganhar absolutamente nada com isso. Em outras palavras, o amigo verdadeiro é aquele para quem o relacionamento com você traz como lucro ou benefício pessoal, profissional, ministerial ou material… nada! Zero. Nadinha. Ele segue caminhando com você pela simples alegria da caminhada. Muitas vezes, até, pega mal para ele ser associado a você, ou estar junto de você lhe dá algum tipo de prejuízo ou desvantagem – mas, ainda assim, essa pessoa permanece ao seu lado. Isso ocorre porque a amizade verdadeira se baseia no amor e não nas vantagens pessoais. E, sempre é bom lembrar, o amor “não busca os seus próprios interesses” (1Co 13.5).

Portanto, eis os quatro pilares que, a meu ver, fizeram de meus amigos, amigos de verdade:

1. Perdão

2. Respeito às diferenças

3. Persistência na convivência após o fim das razões de ela se manter

4. Perseverança no relacionamento sem nenhum benefício próprio 

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Meu irmão, minha irmã, amizades são tesouros de valor inegociável. O amigo verdadeiro é alguém que, em algum momento da sua jornada, cruzou seu caminho e não se contentou em cruzá-lo, mas escolheu permanecer e persistir na ideia de que compartilhar a vida com você era importante, apesar de todos os seus muitos defeitos e pecados. É aquele cara que se tornou mais chegado que um irmão. Valorize essa pessoa.

Se alguém não faz questão de ser seu amigo, não se chateie, isso é normal. Deixe-o ir. Amizade por obrigação não é amizade, é um horror. Se uma pessoa optou por se conectar a outras pessoas e não a você, respeite isso. É um direito dela. O que deixo como recomendação é que, para aqueles que optaram por ser seus amigos, você seja o melhor amigo do mundo. Pois amizade não tem absolutamente nada a ver com a quantidade de relacionamentos, tem a ver com a qualidade deles. Portanto, construa suas amizades perdoando, relevando as diferenças, investindo na conexão interpessoal após o fim daquilo que os aproximou e sem esperar absolutamente nada em troca. Aliás… não é assim que Deus faz conosco?

Diariamente, ele nos perdoa.

Sendo totalmente diferente de nós, nos ama profundamente.

Investe teimosamente na conexão entre nós, até mesmo quando me torno a centésima ovelha ou o filho pródigo.

E nos ama perseverantemente, apesar de nosso relacionamento não beneficiá-lo de modo algum.

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Deus é nosso amigo, como um verdadeiro amigo deve ser. E, por isso, espera que também sejamos bons amigos do nosso próximo, replicando com as pessoas o que ele faz conosco. Isso tem tudo a ver com amar a Deus e ao próximo, o mandamento maior da nossa fé.

Peço a Deus que você tenha amigos bons e verdadeiros. Que construa relacionamentos sólidos e duradouros. E que possa desfrutar das melhores amizades, construindo suas conexões sobre esses quatro pilares. Só não se esqueça de que se, por um lado, você não pode obrigar ninguém a ser seu amigo verdadeiro, por outro lado tem todo o poder de ser o melhor e mais verdadeiro amigo do mundo para o próximo a quem você deve amar.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

Amo plantas. Por isso, quando reformei meu apartamento, fiz questão de pensar nas que poria nele. Montamos, então, um jardim suspenso e, assim que acabei de pagar as dívidas da obra e sobrou um dinheirinho, comprei terra e plantas para embelezar o local. Foi a primeira vez na minha vida que tive de atentar para a manutenção de plantas, me preocupando com regas, pragas e outras coisas que envolvem cuidar de seres tão belos e frágeis. Aprendi algumas lições inesperadas com essa atividade e gostaria de compartilhar um desses aprendizados com você.

Plantei no jardim suculentas e diferentes mudas de plantas com flores e, espalhados pelos cômodos, distribuí vasos de plantas diferentes, entre azaleias, pleomeles, bouganvilles e samambaias. Passado um tempo, percebi, no entanto, que algo imprevisto começou a acontecer: o nascimento de plantas diferentes e inesperadas no meio das que eu havia comprado para o jardim.

Fato é que, no meio das mudas postas no meu jardinzinho suspenso, começaram a crescer rapidamente uns quatro ou cinco tipos diferentes de plantas que eu não havia posto ali, e que, segundo minha esposa, eram mato. A senhora que nos ajuda na limpeza de casa confirmou. Fiquei muito chateado. Aquele mato estava estragando a beleza de meu jardim, e comecei a resmungar, aborrecido, inconformado e irritado com aqueles intrusos. Em razão disso, chamei minha filha e passamos um bom tempo arrancando todo aquele mato.

Muitas vezes, algo parecido acontece em nossa vida. Elaboramos projetos, fazemos planos e estabelecemos objetivos, isto é, adubamos o terreno e plantamos as mudas que desejamos ver crescer. De repente, inesperadamente, aquilo que não planejamos passa a ocorrer: sem aviso, começam a brotar “matos”, isto é, fatos com que não contávamos e que interferem em nossos planos originais: doenças, desemprego, traições, chateações, perdas, luto, sofrimentos, dores e outros fatos desagradáveis.

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Esses imprevistos nos deixam chateados, pois atrapalham nosso planejamento, interferem no controle que gostamos de ter sobre nossa vida e mostram como somos impotentes para fazer as coisas serem como queremos. Simplesmente, a vida toma seu rumo e somos assaltados frequentemente por “matos” intrometidos, que nos chateiam e alteram o rumo das coisas. Queremos ter o controle! Queremos ser os donos da vida. Só que a vida caminha em seu ritmo e debaixo da vontade do Criador, não necessariamente a nossa.

Diante disso, fazemos o possível para resolver os problemas imprevistos com a força do nosso braço. Arrancamos os “matos” da nossa vida e, geralmente, os desprezamos. Achamos que tudo o que ocorre no jardim da vida sem que tenhamos planejado são intrusões mal-vindas e descartáveis. E fazemos de tudo o que está ao nosso alcance para que o jardim torne a ser o que desejávamos. Esquecemos, porém, que Deus faz o vento soprar para onde deseja e, com ele, leva sementes de plantas e flores que não plantamos – mas ele, sim.

Não sei muito bem por que fiz isto, mas, em vez de simplesmente queimar ou jogar no lixo todo aquele mato que arranquei, decidi pegar aquele monte de vegetais intrusos e descartáveis e plantar em um vaso. Estranho, eu sei, mas eu sou meio estranho mesmo. Por isso, plantei aquele monte de matos em um vaso e o deixei em um canto do terraço.

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Qual não foi minha surpresa quando, cerca de uma semana depois, começaram a brotar lindas e delicadas flores amarelas naquele “mato” (veja a foto no início deste post). Assim que me dei conta, passei a enxergar aquela planta com um olhar totalmente diferente, de alegria, satisfação e encanto.

Isso é o que acontece quando Deus permite que as coisas em nossa vida aconteçam de modo diferente da que esperávamos, quando somos surpreendidos por imprevistos e assaltados por situações com as quais não contávamos: achamos que são “mato” e que seu propósito é apenas atrapalhar. Com frequência, atribuímos ao azar ou ao diabo os problemas da vida e murmuramos, inconsoláveis e revoltados: “Deus, como o Senhor permitiu que todo este ‘mato’ nascesse na minha vida? Estava tudo tão bem, tudo seguia meu plano original e, de repente, perco o controle e vem esse imprevisto! Que Deus é esse que permite que nasçam matos no meio do meu jardim?!”. O resultado é revolta, insatisfação, ansiedade, medo, sofrimento.

Só que, como essa experiência bem me mostrou, o problema não é o “mato” que brota em nossa vida, isto é, as situações imprevistas que nos assaltam sem mandar aviso. O problema não é o “mato” dos acontecimentos aparentemente desagradáveis que surgem em nossa jornada e que complicam o dia a dia. O problema, meu irmão, minha irmã, é não percebermos que, muitas e muitas vezes, aquele “mato”, na verdade, é uma linda planta florida enviada por Deus por razões que, naquele momento, desconhecemos.

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Se, em vez de nos preocuparmos em apenas tentar arrancar tais acontecimentos intrusos da nossa jornada, em meio a muita reclamação, revolta e sofrimento, confiássemos de forma inabalável em Deus e esperássemos com paciência para ver a razão de aquela vegetação ter brotado ali, veríamos lindas flores nascer em nosso caminho.

Assim que vi as flores amarelas, fui pesquisar e, pelo que averiguei, me parece que aquela planta não é mato, mas, sim, uma belíssima lismáquia. E, agora, ela repousa, elegante, bela e decorativa, em um canto de meu apartamento, contribuindo com a beleza natural que quebra a dureza do concreto do local.

Meu irmão, minha irmã, será que neste momento o jardim da sua vida está cheio de “matos” intrusos, que nasceram sem você plantar? E esse “mato” tem incomodado você, por achar que a única função dele na sua jornada é atrapalhar, frustrar seus planos, desanimar e irritar, trazer insegurança e dor? Se é o caso, saiba que, embora você não se dê conta disso, esse “mato” na verdade pode ser uma belíssima planta florida trazida pela suave brisa de Deus para, no tempo certo, embelezar o jardim da sua vida.

Tenha calma. Não se apresse em reclamar ou tentar arrancar esse “mato”. Em vez disso, ore ao Senhor, confie nele com confiança inabalável e saiba que o Deus de amor não abriu mão do controle sobre sua vida. Ele segue amando você, cuidando do seu jardim e enviando lindas flores para brotarem na estrada da sua vida.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

Você quer ouvir a voz de Deus? Deseja ardentemente que ele lhe fale e transmita profundas realidades espirituais, que se apliquem de forma prática à sua vida? Será que você tem feito de tudo para que Deus revele sua vontade, explicando aquilo que você não está entendendo, mas… não tem ouvido nada? O silêncio é total? Você vai às Escrituras e parece que nada se aplica à sua vida? Se é o caso, permita-me dizer-lhe o que você precisa fazer para ouvir a voz do Senhor.

Jesus morreu na cruz. Três dias depois, dois discípulos dele, desanimados, tristes e desencorajados, seguem de Jerusalém para o povoado de Emaús, a alguns quilômetros de distância. Eles conhecem as Escrituras, mas não enxergam aplicação prática daquele conteúdo ao que estavam vivendo. É quando acontece um fato aparentemente corriqueiro. “No caminho, falavam a respeito de tudo que havia acontecido. Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a andar com eles” (Lc 24.14-15). Aqueles três homens começam, então,  a entabular uma conversa sobre os fatos recentes de seu dia a dia e acabam discutindo sobre teologia e coisas da vida cristã: “Então Jesus lhes disse: “Como vocês são tolos! Como custam a entender o que os profetas registraram nas Escrituras! Não percebem que era necessário que o Cristo sofresse essas coisas antes de entrar em sua glória?”. Então Jesus os conduziu por todos os escritos de Moisés e dos profetas, explicando o que as Escrituras diziam a respeito dele” (v. 25-27).

Algumas coisas chamam minha atenção nessa extraordinária passagem da Bíblia. Primeiro, é quando aqueles homens conversam de forma trivial sobre as coisas da vida que acabam aprendendo profundas realidades espirituais e teológicas. Segundo, isso ocorre num momento qualquer, nada especial, enquanto caminham por uma estrada, e não quando eles estão desesperados, se virando do avesso para que Deus lhes dê respostas. Terceiro, Jesus só fala com aqueles homens porque os três começam a caminhar juntos, conversando e discutindo. O resultado? “Não ardia o nosso coração quando ele falava conosco no caminho e nos explicava as Escrituras?” (v. 32).

Essa passagem magnífica das Escrituras nos ensina que as profundidades da nossa fé podem ser aprendidas em momentos corriqueiros da vida. Tudo o que é preciso fazer é deixar Jesus “falar conosco no caminho”, isto é, em qualquer lugar por onde caminhemos. Perceba que aqueles dois homens aprenderam realidades espirituais espetaculares e transformadoras, que fizeram arder seu coração, simplesmente por caminhar junto com Jesus num momento da vida absolutamente normal e trivial. Simples. Cotidiano. Trivial. Mas transformador.

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Muitas vezes, tentamos “subornar” Deus para que ele fale conosco. Realizamos ações para tentar comprar o favor do Senhor por meio de nosso mérito pessoal e, com isso, ouvir sua voz. É quando muita gente se lança em “campanhas de setenta semanas”, jejuns intermináveis, “sacrifícios”, ofertas em dinheiro à igreja, subidas ao monte, busca de “profetas” e coisas semelhantes. Achamos que a voz de Deus só se fará ouvir se ganharmos o direito de ouvi-la por meio de esforço próprio. Mas Deus não se vende, meu irmão, minha irmã.

Você já ouviu alguém dizer que “vai ao culto para ouvir a voz de Deus”? Ou já ouviu algum pastor dizer que você vai à igreja “para receber a sua bênção”? Bobagem. Nós vamos ao culto exclusivamente para adorar a Deus em comunidade e não como meio de comprar o direito de ouvir sua voz. A vida com Cristo é um culto constante e ele pode falar ao seu coração em qualquer momento trivial da vida. Afinal, Deus se relaciona conosco não por nosso mérito, mas por sua graça.

Entenda: Cristo quer que você ouça a sua voz. Aqueles dois homens nem sabiam que era Jesus quem estava falando, mas ainda assim ouviam a voz dele. Você não precisa comprar o direito de ouvi-lo, pois ele é gracioso e amoroso. Tudo o que necessita fazer é “começar a andar com ele”. E a sua estrada, meu irmão, minha irmã, não se restringe a duas horas semanais de culto. Seu caminho é este exato momento. Esteja você onde estiver, este é o seu caminho. Talvez você esteja lendo este texto no ônibus, no sofá de casa, no trabalho, no trem ou no metrô. Talvez no banheiro! Sem problema. Saiba que é exatamente aí, onde você se encontra, que Jesus deseja “se aproximar e começar a andar com você”. E, ao fazê-lo, você, natural e consequentemente, ouvirá a sua voz.

Para isso, basta que recorra às Escrituras, onde a voz de Deus se faz presente. E, por caminhar com ele, o Senhor vai “explicar o que as Escrituras diziam a respeito dele”, iluminando o seu entendimento acerca das realidades bíblicas em momentos em que você menos espera. O trono de Cristo se faz presente na sua vida a cada segundo, e sua divina voz habita o seu coração, desde que você esteja andando com ele e atento ao texto das Escrituras.

Homileo_arteCom esse entendimento, permita-me fazer-lhe um convite. A partir de hoje, começo a compartilhar em minha página do Facebook vídeos curtos com reflexões sobre a vida cristã, a fim de fazer em audiovisual o que normalmente faço aqui nos textos do APENAS (o primeiro vídeo está AQUI). E gostaria de convidar você a passar a assistir aos vídeos curtos da série que intitulei HOMILEŌ. Você poderia perguntar: o que significa essa palavra estranha? Eu explico.

A palavra em grego “homileō” foi utilizada duas vezes nos textos originais dessa passagem de Jesus com os dois discípulos e foi traduzida como “falavam” e “conversavam”: “No caminho, falavam a respeito de tudo que havia acontecido. Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a andar com eles”. No original em grego, o termo significa “estar em companhia de alguém”; “comungar” e, por implicação, “conversar”.

Escolhi esse nome para a série de vídeos que começo esta semana a postar porque “homileō” retrata exatamente o que desejo fazer por meio das reflexões. A ideia é caminharmos juntos (eu, você e o Senhor), sem formalidades, para prosear e refletir sobre questões da nossa jornada com Cristo. E peço a Deus que, durante os poucos minutos em que você assistir a esses curtos vídeos, o Senhor ilumine seu coração para que consiga entender realidades da Escritura que venham a edificá-lo. Em outras palavras, que sejam momentos em que você ouça a voz de Deus. Minha ideia é fazer nesses vídeos exatamente o que faço aqui pelo APENAS: não falar sobre teologia acadêmica, mas prosear sobre os mais variados aspectos da vida cristã. 

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Postarei os vídeos em minha página do Facebook: facebook.com/mauriciozagariescritor. Se você me permitir, sempre que postar um vídeo da série HOMILEŌ, divulgarei por meio de um post aqui no blog. Se você é assinante do APENAS, receberá por e-mail o link e bastará clicar nele para assistir. Se achar as reflexões edificantes e assim desejar, peço que ajude a divulgar e encaminhe os vídeos para pessoas que precisem ouvir aquela reflexão específica. Curta as postagens e compartilhe, para que elas alcancem o maior número possível de pessoas. Meu objetivo é tão somente edificar vidas, não há nenhum dinheiro envolvido nem vou lucrar um centavo sequer com os vídeos, assim como não ganho dinheiro com este blog. Gerarei a semente, de acordo com o que Deus me levar a refletir, e, se você sentir o desejo, peço que ajude a semeá-la.

Muito obrigado por caminhar comigo na jornada com Cristo. Peço a Deus que ele fale muito ao seu coração, iluminando as verdades bíblicas, por meio do que escrevo no APENAS e, agora, pelo que gravo no HOMILEŌ. Se desejar assistir ao primeiro vídeo, basta clicar AQUI (caso o link não abra, você pode ir para https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=2190313531188513&id=1558886794331193). Depois que assistir, eu gostaria de ouvir a sua opinião, pois ninguém melhor do que você para me aconselhar o que posso fazer para melhorar e, assim, edifificá-lo melhor. E que a voz de Cristo ilumine as verdades reveladas na Escritura em cada passo do seu caminho.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >