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O novo ano está chegando. Como acontece em toda virada de ano, é período de refletir, fazer um balanço da vida, reavaliar atitudes e metas. Você já sabe disso, até aí nenhuma novidade. A chegada do dia 1 de janeiro costuma nos levar a um ambiente mental e emocional de autocrítica, o que é muito bom. Afinal, sempre devemos repensar nossa vida para tentar melhorar no que for possível – e ter uma data anual para fazer isso é fenomenal. Porém, aqui cabe uma pergunta: será que uma única data anual é o suficiente?

Eu sou um poço de problemas, defeitos e erros. Não conheço ninguém que seja tão imperfeito como eu – acredite, eu me conheço. Sinto raiva, preguiça, inveja, desejos inomináveis. Sou surpreendido com frequência por pensamentos absolutamente contrários aos bons valores da fé que tenho e, por essa razão, vivo em guerra contra mim. Assim como Paulo, “Não entendo a mim mesmo, pois quero fazer o que é certo, mas não o faço. Em vez disso, faço aquilo que odeio. Mas, se eu sei que o que faço é errado, isso mostra que concordo que a lei é boa. Portanto, não sou eu quem faz o que é errado, mas o pecado que habita em mim” (Rm 7.15-17).

Olho para o tamanho da minha pecaminosidade e a frequência e a força com que sou assaltado por vontades e inclinações espiritualmente horríveis e me assombro por perceber como e quanto Deus me ama. Como é possível que um ser tão perfeito como ele ame com tanta graça, misericórdia e generosidade um ser tão rebelde e corrupto como eu? E se, apesar da minha decadência e fraqueza espiritual, tenho uma centelha de dignidade e amor por quem me amou primeiro, percebo com clareza que preciso, com todas as minhas forças, fazer o que está ao meu alcance para agradar quem me criou. Não por medo do inferno ou de Deus “pesar a mão”, mas por amor a quem me ama tanto. Preciso me esforçar para fazer o que é certo simplesmente porque desejo ser ajustado ao coração de Cristo. É fundamental deixar que a vontade dele em mim cresça e a minha diminua, e, para realizar essa importante tarefa, uma única virada de ano não basta. É pouco demais.

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Meu irmão, minha irmã, como anda o seu coração? Como andam seus desejos, vontades e inclinações? Quão retas têm sido suas palavras e ações e quão puros têm sido seus pensamentos? Em outras palavras, como tem sido sua postura diante das questões da vida e dos pecados que teimam em brotar em seu coração, seus lábios, suas mãos? Será que lhe basta um dia do ano para avaliar seus passos, confrontá-los com sua conduta e traçar planos e metas de mudança? Se você for como eu, perceberá que um ano-novo só não basta.

Peço a Deus que, anualmente, ele promova 365 anos-novos em minha vida. Que todo dia seja dia de eu me analisar, me julgar, me condenar, me lançar aos pés da cruz e clamar ao filho de Davi que tenha compaixão de mim. Tenho de pedir diariamente que o Filho interceda por mim junto ao Pai, que seu Santo Espírito promova a renovação de minha mente e meu coração, que o Senhor me perdoe e me conduza por novos e melhores caminhos durante todo o bom combate que é a vida.

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Eu não presto. Estou longe, longe, longe do que seria um ser humano ideal. Preciso me reinventar diariamente. Mais do que isso, preciso me criticar, avaliar, arrepender e renovar a cada segundo da jornada. A cada segundo! Que essa percepção me lance à cinza e ao pó não em todos os dias da minha vida, mas em todos os segundos da minha vida. Sim, é disto que preciso: que Deus renove em mim um coração justo e reto a cada segundo da minha existência. E quanto a você?

Feliz ano-novo! Feliz segundo-novo! Feliz vida velha que se renova a cada segundo com novas e espetaculares possibilidades de fazer com que suas vontades e ações estejam em sintonia com o coração do seu amoroso, generoso e gracioso Deus.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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Natal1Natal não tem como foco dar presentes, muito menos falar sobre Papai Noel ou decorar sua casa com luzes e enfeites – tudo isso é o padrão do mundo. A Bíblia nos conclama: “Não se amoldem ao padrão deste mundo” (Rm 12.2). Natal é momento de celebrarmos apenas um único fato: “Cristo Jesus […] embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz!” (Fp 2.5-8). E isso ocorreu “porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele” (Jo 3.16-17). É isso que celebramos.

Por que é importante anualmente trazer à memória o nascimento de Cristo? Porque importa “trazer à memória o que me pode dar esperança” (Lm 3.21). E, mediante essa esperança, Paulo nos exorta: “Alegrem-se na esperança” (Rm 12.12), logo, Natal é período de alegria e celebração! Natal2E celebração por algo extraordinário, o fato de que “um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros. E ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz. Ele estenderá o seu domínio, e haverá paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, estabelecido e mantido com justiça e retidão, desde agora e para sempre” (Is 9.6-7). Assim, celebrar o nascimento do “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo 1.29) é também se lembrar do que isso significa para o nosso futuro: que, naquele grande dia, “o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus. Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou” (Ap 21.3-5).

A ocasião do Natal deve direcionar nossos pensamentos para a Palavra que “estava com Deus, e era Deus [e] estava com Deus no princípio” (Jo 1.1-2). Não para o feriado, a Ceia, os presentes, as férias ou o que for, pois isso não é nem de longe o foco. Minha sugestão? Celebre o Natal pensando em Cristo e nas consequências da vinda dele à terra. Eu recomendaria comemorar a data com algumas atitudes que tomam como ponto de partida muito do que foi dito no episódio do nascimento de Cristo:

1. Renove sua fé – lembrando, como disse Gabriel, que “nada é impossível para Deus” (Lc 1. 37). Você tem vivido de fato como quem crê que o seu Deus pode tudo?

2. Renove sua entrega a Deus – lembrando, como disse Maria, que importa que “aconteça comigo conforme a tua palavra” (Lc (1.38). Você tem de fato priorizado a vontade de Deus em tudo, amando  “o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todas as suas forças e de todo o seu entendimento [e amando] o seu próximo como a si mesmo” (Lc 10.27)? Tem buscado de fato “em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça” Mt 6.33)?

3. Adore ao Senhor – assim como disse Maria, que seus lábios digam “Minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador” (Lc 1.47). Você tem de fato adorado a Deus “em espírito e em verdade” (Jo 4.24)?

4. Confie que a graça de Deus está presente em sua vida – por saber, como disse Maria, que “A sua misericórdia estende-se aos que o temem, de geração em geração” (Lc 1.50). Você tem vivido como quem sabe que a compaixão de Deus é absoluta para aqueles que o buscam em arrependimento? Ou tem se deixado levar pela mentira de que não há perdão para você, quando a Bíblia deixa claro que “O Senhor é compassivo e misericordioso, mui paciente e cheio de amor.  Não acusa sem cessar nem fica ressentido para sempre; não nos trata conforme os nossos pecados nem nos retribui conforme as nossas iniquidades. Pois como os céus se elevam acima da terra, assim é grande o seu amor para com os que o temem; e como o Oriente está longe do Ocidente, assim ele afasta para longe de nós as nossas transgressões. Como um pai tem compaixão de seus filhos, assim o Senhor tem compaixão dos que o temem; pois ele sabe do que somos formados; lembra-se de que somos pó” (Sl 103.3-5; 8-14)?

5. Lembre-se de que a presença de Jesus traz alegria – como disse o anjo aos pastores, “estou lhes trazendo boas novas de grande alegria” (Lc 2.10). Será que você tem vivido a alegria que é “fruto do Espírito” (Gl 5.22-23)? Aquela que vem “porque seus nomes estão escritos nos céus” (Lc 10.20)? Você deixa seu ânimo se guiar mais pela tristeza causada pelas dificuldades da vida ou pela alegria causada pelo fato de que Jesus te deu a vida eterna?

6. Reflita sobre quem é Jesus – como o anjo disse aos pastores, “Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2.11). Você consegue compreender o profundo significado prático e objetivo de ter sido escolhido e chamado por aquele que salva e que é Senhor de todo o universo?

7. Glorifique a Deus – como os anjos cantaram, “Glória a Deus nas alturas” (Lc 2. 14). Você tem glorificado o Senhor não só com os lábios, mas com cada atitude sua?

8. Pense em como você tem contribuído para a paz entre as pessoas – como os anjos cantaram, “paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor” (Lc 2.14). Você tem sido um bem-aventurado pacificador (Mt 5.9), alguém que transborda a paz que é “fruto do Espírito” (Gl 5.22-23), ou tem sido agressivo, promovido discórdias, usado a língua para o mal, feito intrigas, inflamado corações, estimulado conflitos, alimentado polêmicas, se deleitado em controvérsias?

9. Analise o quanto vale sua vida hoje – como disse o velho Simeão, “Ó Soberano, como prometeste, agora podes despedir em paz o teu servo” (Lc 2.29). Você seria capaz de dizer hoje mesmo a Deus que pode partir em paz desta vida, porque o tempo que passou sobre a terra já valeu a pena? Tem vivido cada dia como se fosse o último? Tem abençoado o próximo? Tem perdoado? Tem edificado vidas? Tem deixado um legado? Viveu seus anos amando, ajudando, abençoando, entregando-se, devotando-se? Em resumo, sua vida já deu frutos dignos de serem apresentados diante do Criador? Se não… o que está esperando?

A encarnação de Cristo nos conduz a muitas reflexões. Mas refletir não basta, se apenas pensarmos e não tomarmos nenhuma atitude a partir das conclusões a que chegamos. Algo ainda não está bom? Precisa melhorar? Necessita galgar novos patamares? A hora é esta.

E que, acima de tudo, o Natal sirva para lembrar da verdade máxima da vida: “Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre!” (Rm 11.36).

Amém.

Paz a todos vocês que estão em Cristo. E um Natal feliz e cheio da maravilhosa graça,
Maurício