Muita gente se opõe à fé cristã por causa dos mandamentos de Deus. Acham muito cheia de regras, de “pode” isso, “não pode” aquilo. Não querem se submeter a ordens, desejam ser donas de sua própria vida, sem ter ninguém que lhes diga o que podem e o que não podem fazer (ou devem e não devem). Esse pensamento está tão entranhado no inconsciente coletivo de nossa sociedade que chega a invadir as igrejas. O resultado são cristãos para quem a defesa de mandamentos bíblicos acaba tornando-se legalismo ou farisaísmo. Ou então irmãos confusos sobre sua conduta. Vamos pensar um pouco sobre isso.

Deus é soberano. Nós somos submissos. Deus é criador. Nós somos pó. Deus é todo-poderoso. Nós somos impotentes sobre quase tudo o que nos acontece. Ele manda. Nós obedecemos. Ele dita as regras do jogo. Nós as acatamos. Tudo isso é fato e quem se opõe a essas verdades não alcançou ainda a compreensão plena da natureza divina e da humana nem a revelação do Senhor. Sim: Ele é o manda-chuva. Se Ele fala, a nós só resta dizer “amém”. E, se dizemos “amém” ao que Deus fala, não estamos fazendo nada além de nos pôr em nosso devido lugar.

Então, de forma bem crua e objetiva, é exatamente isso: Deus determina e nós abaixamos a cabeça. Ponto. Não há democracia na relação entre nós e o Senhor, assim como não há nas decisões que um pai toma por seu filho pequeno. Papai disse que é assim e acabou. Do mesmo modo, seria ingenuidade de nossa parte achar também que a graça de Deus é barata (para usar a expressão de Dietrich Bonhoeffer). Não é: o Criador tem um padrão ético e moral. O que, em outras palavras, significa que para Ele há atitudes certas e atitudes erradas. Deus não tolera tudo: se fazemos o que Ele considera errado  estamos pecando. E isso nos afasta dele e nos torna desesperadamente necessitados de Seu perdão. Portanto, sim: existem coisas que o cristão pode e que não pode fazer. Pode fazer o que Deus quer. Não pode fazer o que Deus não quer. E se desobedecer está transgredindo o padrão divino de certo e errado. Ponto final.

Até aqui a coisa foi pesada, não é? Assustou? Posto dessa forma para pessoas acostumadas à democracia parece que somos prisioneiros de um campo de concentração terreno, sujeitos a um ditador celestial tirânico e déspota. Sei que muitos veem o pode/não pode de Deus dessa forma. Só que, apesar de tudo o que eu disse até aqui ser bíblico, há uma outra forma de se ver a coisa. E ela passa pelos olhos do amor.

Se você ama seu pai, não lhe obedece apenas porque ele mandou. Obedece, acima de tudo, porque quer ver um sorriso no rosto dele. Quer vê-lo feliz. Quer que ele se orgulhe de você e lhe considere um bom filho. Se você ama a sua namorada, não deixa de chegar na hora marcada ao encontro porque caso contrário ela vai ficar fula por ter esperado tanto, mas por respeito a quem você respeita. Quando você deixa de assistir ao seu jogo de futebol predileto para levar sua mãe ao médico não o faz porque é o que tem de ser feito, mas porque se preocupa com ela e deseja vê-la bem.

Assim, existem duas maneiras de se encarar a obediência a Deus: como um fardo pesado e uma violação do nosso desejo e da liberdade de autodecisão ou como gestos de devoção praticados com felicidade e alegria para alguém que amamos profundamente. Descobri que quando desobedeço a Deus, ou seja, quando peco, não estou simplesmente infringindo ordens. É muito pior do que isso: estou faltando com amor a alguém que me amou profundamente a ponto de morrer por mim. Mais do que desobediência, é ingratidão e desamor. Não faz de mim apenas um transgressor: faz de mim alguém que se põe acima do Senhor na ordem de prioridades.

Vamos pegar como exemplo uma discussão bem contemporânea: o dízimo – e que não é o tema desta reflexão, falo sobre isso apenas para exemplificar. Depois que o fenômeno do neopentecostalismo e seus escândalos fizeram a entrega de dinheiro para igrejas tornar-se uma atitude questionável e suspeita, pela primeira vez na história eclodiu entre os próprios cristãos a ideia de que poderiam não entregar o dízimo. Acredite: qualquer argumento contra o dízimo que você possa levantar eu já ouvi. Porém, nenhum deles conseguiu até hoje me convencer de que não é um mandamento de Deus válido ainda na Nova Aliança. Só que não é por isso que entrego meu dízimo. Entrego por amor.

Pois o amor torna o peso de ordenança de um mandamento algo secundário e, até, desnecessário. Entrego o dízimo porque amo o que é feito com ele. Amo saber que um santuário onde pessoas são edificadas tem sua conta de luz paga graças a minha participação. Amo saber que meus pastores podem dedicar seu dia a visitar doentes e enlutados e a aconselhar almas em frangalhos porque eu participo do seu sustento. Amo saber que muitos missionários podem ser enviados e mantidos em locais aonde eu não tenho peito de ir porque entreguei o dízimo. Amo Deus. E é esse amor que me faz dizimar. Não a obrigação. É um prazer e não um peso ou um sofrimento.

Queiramos ou não, é bíblico: há coisas que o cristão pode fazer e coisas que não pode. O que tenta fugir disso usa de pura retórica. E se optarmos pela transgressão haverá um preço a ser pago. Mas muito mais importante do que ver a realidade dessa forma é saber que existem coisas que o cristão faz ou deixa de fazer por amor ou desamor a Deus. Prefiro entender o meu esforço por obedecer como um gesto realizado por apreço a Aquele que a si mesmo entregou-se por mim. Assim, obediência é gratidão. É afeto. É carinho. É amizade. É devoção. É amor.

Poucas coisas doem tanto quanto o olhar de tristeza no rosto de alguém que você ama provocado por algo que você tenha feito. Magoar quem você ama corrói. Imaginar esse olhar no rosto do Jesus que amo é o que hoje me motiva mais do que qualquer outra coisa a lutar para ser reto em meus caminhos, muito mais do que o medo do inferno ou a obediência temerosa de um pecador nas mãos de um Deus irado.

Pode, não pode… ok, não está errado, é bíblico. Só que, hoje, creio que a questão é muito maior do que essa. Passa, na verdade, por ama, não ama. Quando conseguimos ver dessa forma, o Evangelho ganha muito mais a cara de Jesus.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício
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comentários
  1. Lelê (Alessandra) disse:

    Mauricio,
    Obrigada por mais este post.
    Com carinho,
    Lelê

  2. Gamaliel Martins dos Reis disse:

    Meu mano (posso te chamar assim? rsrsrs), graças a Deus por tua vida. Essa reflexão me deixou de queixo caído (aaaaahhhh rsrsrs). Realmente é isso que a bíblia sagrada nos ensina e quer moldar nossos corações a mais pura realidade do Pai. Assim como você, creio ser exatamente assim.
    Mas você, querido irmão, consegue escrever (acho que mais do que escrever rsrs) e transmitir de forma tão simples e singular que fica um texto maravilhoso de saborear. Ao chegarmos no fim do texto, perguntamos: mas já acabou? Queria ouvir mais rsrsrs.
    Deus abençoe sua vida sempre.
    No amor incondicional do nosso Mestre, Jesus Cristo!

    • Mano Gamaliel (isso responde sua pergunta? rs),
      .
      muito obrigado pelas ações de graças. Muito obrigado também pelas palavras tão gentis. Provas de seu coração bom.
      .
      Que minha vida venha a servir o propósito que Deus tem para ela (não sei qual é, mas Ele sabe). Se desejar, ore por isso, preciso muito.
      .
      Deus te abençoe e a todos os teus,
      mz

  3. FlávioJG disse:

    Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.
    João 14:21

    Muito bom o texto, que DEUS o abençoe.

  4. Rodrigo disse:

    Bom dia meu mano,
    Vou chamá-lo de mano pq da outra vez chamei de senhor e não deu certo.. rsrsrs.

    Mais uma vez, um ótimo texto, matou a pau, como diriam por aqui..rsrsrs. Sem dúvidas o lance é o ama/não ama, fazemos o certo por amor e não pelo fardo ou medo da punição.

    Só abrindo uma ressalva aqui, sobre o dízimo, eu tbm concordava piamente até ler esse artigo: http://www.geracaobenjamim.com/uploads/Abrindo-mao-vaca-morta.pdf

    É uma linguagem mais “jovial”, não se assuste, mas é bem edificante, mostrei para alguns pastores e nenhum conseguiu refutar. Se um dia puder ler.

    Um abraço.
    Deus abençoe.

    No amor de Jesus.

    R

    • Oi, Rodrigo,
      .
      “mano” é um título muito mais bonito do que “senhor”, você não acha? Obrigado pelo carinho com o texto.
      .
      Eu comentei no post que dízimo não era o tema justamente para tentar não entrar nessa polêmica. Mas vamos lá. Ao contrário dos pastores que você procurou, vejo montes de buracos nessa teoria do referido pastor. O problema, se me permite, não é a jovialidade do texto, mas a arrogância e o sarcasmo. É possível defender uma teoria pessoal sem ofender outros, que é o mandamento do amor. Para se opor ao dízimo bíblico apela-se ao desamor antibíblico? Disso não gostei, confesso. Vou tentar me ater aos pontos centrais:
      .
      1. Não entro no mérito do que um ou outro pastor fala para arrecadar o dízimo. As palavras de cada um, se erradas, não desqualificam uma prática se ela for bíblica. Desqualificam quem usa estratégias equivocadas em vez de pregar a verdade.
      .
      2. Como disse no post, dízimo não existe para se comprar nenhum favor de Deus. Serve para a manutenção da igreja na terra. Compará-lo, assim, às indulgências não faz sentido algum.
      .
      3. O autor argumenta que a vez citada em que Abraão deu o dízimo foi a única em seus 175 anos de vida. Isso é um erro de exegese e hermenêutica bastante grosseiro. O fato de outras ocasiões não serem mencionadas no relato bíblico não quer dizer que não tenham ocorrido (acerca de Jesus mesmo é dito que se tudo o que Ele fez fosse escrito nem todos os livros do mundo poderiam conter tudo, prova de que é óbvio que muitos personagens bíblicos fizeram coisas que não foram registradas). E lembremos que o dízimo como prática foi instituído como mandamento na época pós-êxodo para sustento dos sacerdotes e manutenção do tabernáculo (e, depois, do templo). É um argumento fraquíssimo.
      .
      4. O fato de Abraão ter dado o dízimo de boa vontade não é um argumento contrário à entrega do mesmo. Pelo contrário, deveria servir de exemplo e incentivo a que todos nós o imitássemos em vez de inventarmos desculpas para fazer o contrário do que ele fez e reter o dízimo.
      .
      5. O argumento de que após a instituição da Lei Mosaica o dízimo era de produtos e não dinheiro é muito fraco. Lógico que não era em dinheiro. Foram 40 anos no deserto e a principal forma de distribuição do que havia era o escambo de mercadorias. O povo de Israel nem dinheiro tinha. Seria muita ingenuidade achar que dinheiro era o que fuincionava entre os israelitas no deserto.
      .
      6. Ao contrário do que o autor diz, a Lei Mosaica previa sim a entrega do dízimo em dinheiro (naturalmente não mais no deserto, mas no período pós-salomônico), quando a distância impedisse o transporte dos grãos, dos frutos da terra e dos animais dizimados.
      .
      7. Os diferentes tipos de dízimo não são uma descoberta do autor e não anulam o fato de o dízimo ser entregue. O dízimo era para manutenção dos sacerdotes (e do templo), hoje também. O dízimo era para as festas judaicas, que foram cumpridas em Cristo. O dízimo era para ajudar os pobres, e hoje devem continuar sendo, tanto que entendo que toda igreja deve exercer ação social e ajudar os necessitados. Portanto, os “três dízimos” da Lei Mosaica fazem todo sentido se transpostos para a igreja de nossos dias.
      .
      8. Os argumentos do autor contra o texto de Malaquias simplesmente não servem para anulá-lo. Ele joga com palavras mas não consegue contradizer o cerne do problema: o dízimo é para ser entregue no templo (na época, judaico).
      .
      9. Sinto-me até entristecido por ler “Com certeza, dízimo foi um mandamento de Deus dado através de Moisés com um monte de outras regras. Mas, por que será que o enfatizamos e fazemos questão de que todo mundo o siga? Quando foi a última vez que alguém pegou no seu pé por não descansar, observar o Sábado?…”, pois mostra muita superficialidade hermenêutica. Os mandamentos dados por Moisés incluía os Dez Mandamentos. Porventura foram anulados? Podemos hoje roubar, mentir, adulterar, cobiçar, desrespeitar pais? O que se cumpriu em Cristo foram as partes cerimoniais e civis. A moral permanece. E o mais importante (como veremos a seguir): Jesus mandou dar o dízimo e mostrou o verdadeiro significado da guarda do sábado. Fez ambas as coisas com clareza. Usar essa analogia é algo muito pueril.
      .
      10) Dízimo no NT: as passagens de Mt 23.23 e Lc 11.42 são claras para quem não fica tentando inserir ideias próprias no texto. Jesus está dizendo para não deixarem de dar o dízimo (“Vocês devem praticar essas coisas sem omitir aquelas”). Ponto. A questão do autor sobre “ensinava” ou “referiu” é pura semântica, um jogo de palavras que não afetam o princípio do que foi dito. E mais: o autor argumenta que “o dízimo não era importante, mas as pessoas, amor e justiça”. É evidente que pessoas, amor e justiça são fundamentais. Mas o fato de serem fundamentais não tira a importância do dízimo. Se eu digo num barco que afunda “mulheres e crianças têm prioridade nos botes salva-vidas” isso significa que os homens não são importantes? Óbvio que não. São importantes e muito, mas as mulheres e crianças têm prioridade. Uma coisa não anula a outra. Logo, o argumento do autor é um ero de lógicas, quiçá uma falácia.
      .
      11) Ainda sobre Mt 23.23 e Lc 11.42, quando o autor diz “Esse não é um ensinamento sobre dízimo. É uma referência a respeito do dízimo e Jesus não fala que está a favor ou contra” me parece que ele não leu direito o texto. Se Jesus diz “Vocês devem praticar essas coisas sem omitir aquelas”, o que significa “sem omitir aquelas”? Que ele é contra ou a favor? Uma analogia: se eu digo “você deve beber água sem omitir comer alimentos sólidos”, isso significa que não sou nem contra nem a favor comer alimentos sólidos? Me parece claríssimo que é uma frase que diz que devemos comer alimentos sólidos, é favorável a isso. É um dos argumentos mais nonsense dos que o autor usa, é sofisma e não chega a ser nem uma falha teológica: é uma falha de lógica.
      .
      12) O uso de Mt 19.21 para falar de dízimo é uma agressão à boa hermenêutica. O contexto é totalmente diferente. Não dá nem para comentar.
      .
      13) O uso de Lc 18.9-14 também em nada contradiz o dízimo. Pois dízimo não é para a salvação, fé e graça são. Se a pessoa foi para o Hades ou para o Seio de Abraão não foi por ser rico ou pobre, por dar o dízimo ou não: foi por graça e fé. Não tem nada a ver uma coisa com a outra.
      .
      14) Por fim, o fato de não se mencionar uma coisa não quer dizer que ela não foi praticada, pode simplesmente mostrar que era tão comum e natural que não merecia registro. Como assim? Veja, sou jornalista de formação. Meu trabalho como jornalista é reportar informações relevantes. De certo modo, grosseiramente falando, o que os autores do NT fizeram foi reportar fatos relevantes para seus leitores. Você não verá no Jornal Nacional uma notícia que diga “Atenção, atenção, Dilma Roussef continua sendo a presidente do Brasil” ou “Extra, extra, o céu está azul sobre nossas cabeças”. Por quê? Porque todo mundo já sabe disso, faz parte do cotidiano, não é uma novidade. Agora, se Dilma for deposta por um golpe, será primeira página. Se o céu aparecer amanhã cor-de-rosa será noticia internacional. Pois são eventos extraordinários e diferentes. Outro exemplo: sou ex-aluno do Colégio São Bento. Desde que saí de lá, em 1989, nunca li nada no jornal sobre ele, porque não merece registro uma matéria que diga “Tudo continua como sempre foi no Colégio de São Bento”. Esta semana, porém, um aluno se jogou (ou caiu) de uma janela do quinto andar. Foi primeira página dO Globo, pois é algo que difere da normalidade. Assim, a ausência de registros sobre a abolição do dízimo leva a crer que tudo permaneceu como antes, sem merecer discussão. Isso não é uma afirmação, faço questão de ressaltar, mas uma inferência lógica – embora não teológica.
      .
      Enfim, a meu ver o texto que você passou é tendencioso, deselegante e irônico, repleto de buracos de lógica e de hermenêutica. E continua sem alterar meu ponto de vista. Jesus nos disse que deveríamos não nos omitir de dar o dízimo. Não há mandamento posterior em contrário. Então permaneço com o que a Bíblia diz e não com minhas ideias pessoais – a maior fonte de heresias que há. Dou o dízimo sem omitir de me posicionar contra modismos e invencionices como cristãos pregarem contra o dízimo (captou? rs).
      .
      Para concluir, só um pensamento: não seria curioso supor que Deus criou o dízimo para manutenção do tabernáculo e sustento dos levitas (e tudo o que viesse por intermédio deles), manteve a prática no templo de Jerusalém mas, justamente na época da Nova Aliança, quando a Igreja de Cristo é estabelecida, extingue o meio que Ele mesmo criou para manter sacerdotes e santuários? É como se dissesse “na Antiga Aliança cuidei do sustento da minha casa e de meus sacerdotes, mas na Nova Aliança vocês que deem um jeito e se virem”. Pois, sejamos absolutamente francos, se você for ver quantos dão ofertas de amor na igreja não haveria metade das que existem no mundo. As missões seriam prejudicadas. Os ministérios de ajuda humanitária mantidos por denominações religiosas seriam prejudicados. E muito mais. É isso que Deus gostaria que ocorresse? Fica a pergunta.
      .
      Como aprofundamento, sugiro que você leia os seguintes textos, vão te trazer muita luz:
      http://www.waltermcalister.com.br/site/campo-minado/
      http://www.waltermcalister.com.br/site/dizimo-e-lei/
      http://www.waltermcalister.com.br/site/jesus-aboliu-o-dizimo/
      .
      Espero ter ajudado, mano. Deus o abençoe,
      mz

      • Mauricio você me convenceu

      • Amem!
        Deus te abençoe,
        mz

      • Rodrigo disse:

        Paz meu irmão,

        Obrigado pela resposta, já dei uma lida rápida e concordei com vc na sua refutação, em casa vou ler com mais calma e refletir, vou ver tbm os links que vc me recomendou.

        Obrigado por responder.

        Um abraço,
        No amor de Jesus.

        R

      • Imagina, Rodrigo, estou aqui pra isso.
        Deus te abençoe muito. No amor de Cristo,
        mz

      • Claudio Nossa disse:

        Maurício, meu amado, quanto tempo? Ás vezes não comento mas leio. Amo a Igreja e contribuo para a obra na terra, bem pouquinho já que sou fraquinho. Digo isto, para que ninguém desmereça a nossa tese alegando que sou avarento. Mas, não posso acreditar na doutrina do Dízimo como válida para o NT. Aliás, se o dízimo é aplicável ao NT a teologia da prosperidade está certa. A Igreja se baseou no fundamento dos apóstolos, e eles ensinaram sobre o dízimo? Eles ensinaram sobre contribuição, porém, não acerca do dízimo. Você fala muito de hermenêutica e até entendo que você escreve bem, eu sou um leigo que procura entender Deus pela devoção sem muitos meios sofisticados, todavia, você poderia me explicar a causa da história da Igreja só relatar o dízimo a partir de São Cipriano quando a quis institucionaliza-la? Não sei se você sabe mas Igrejas na Europa cobram 5% e no EUA fazem um orçamento. Aconselho que leia Augusto Nicodemos, alguém mais entendido que eu, talvez assim, possa dar algum crédito ou no mínimo ter dúvida se está certo. Engraçado que a orientação dos Apóstolo aos gentios não falou do Dízimo: “Portanto, julgo que não devemos pôr dificuldades aos gentios que estão se convertendo a Deus.
        Pelo contrário, devemos escrever a eles, dizendo-lhes que se abstenham de comida contaminada pelos ídolos, da imoralidade sexual, da carne de animais estrangulados e do sangue.
        Atos 15:19-20
        Irmão, não acredito que estou errado, mesmo sem ter o estudo que você tem. Sei das obrigações que a Igreja tem, e uma delas, é sustentar a obra de Deus! No NT não apenas o 10% é do SENHOR mas tudo. O dinheiro que Deus me permite ganhar é DELE. Na doutrina do dízimo 10% é do SENHOR e os 90% é meu, já que a minha obrigação se extingue nos 10%. Ora se JESUS é SENHOR da minha vida não o será dos meus bens?

      • Salve, Cláudio, tudo bem?
        .
        Mano, respeito a sua opinião e a do Augustus, conheço os argumentos mas ninguém me provou ainda que o dízimo foi abolido. Jesus o ratificou de forma claríssima e não houve ordem posterior em contrario, então fico com a determinação do Senhor.
        .
        Creio que devemos agir conforme a nossa consciência e participar da mordomia divina como achamos que devemos. A minha experiência mostra que os mais humildes sao fieis no dizimo e que quem deixa de dar o dízimo acaba gastando com coisas absolutamente sem importância para o Reino de Deus, como cinemas, CDs, roupas e outras coisas. Essa moda absolutamente recente em dois mil anos de fé cristã geralmente serve como uma boa desculpa de muitos para usarem o dinheiro não em prol das coisas de Deus, mas de seus desejos pessoais. Estarão valorizando mais Deus ou Mamom? Aí é algo que cada um tem de responder, não cabe a mim julgar.
        .
        Amor, Cláudio. Não obrigação. Quem não participa está demonstrando falta de amor com as coisas de Deus, o que é um sintoma grave.
        .
        Deus o abençoe muito e obrigado por compartilhar sua teoria, no amor de Cristo,
        mz

  5. Mery disse:

    Maurício,sempre pensei dessa forma,obedecer a Deus não pode ser um fardo
    tem que ser por amor.

  6. Jéssica disse:

    Oi Maurício! Amei a parte que você disse que não se trata de obedecer ou não, mas sim de amar ou não. Realmente até dentro da igreja as pessoas veem os mandamentos que Deus nos deixou como um conjunto chato de regras, mas obedecer a Deus está muito além disso, trata-se de amar verdadeiramente o pai que nos amou primeiro!
    Um abraço de carinho,estou todo dia aqui no blog, benção demais! rs

  7. Carlos Eduardo disse:

    Texto belíssimo, parabéns Maurício!

  8. luiz Fernando disse:

    Ola, meu querido. Tudo na paz? É, Maurício… obedecer por temor é fácil, obedecer a Alguém porque Ele tem uma hierarquia e um Poder maior, é mole. Respeita-lo por medo de ir para o inferno até um ateu e capaz disso. Agora, obedecer por amor, gratidão é difícil. Me corrija se eu estiver errado, mas o egocentrismo nos consome nos dia de hoje. Vejo pessoas pregando, cantando para serem louvadas(não vou ser hipócrita, também já fiz isso), e isso não pode. Falando no que pode ou não fazer, ontem mesmo fui a matriz de minha igreja. Lá, estava um pastor de outro ministério, esse pastor está vindo a candidato a vereador em minha cidade. No final do culto, o meu pastor presidente deu uma oportunidade ao pastor, até aí tudo bem. Não disse nada sobre a candidatura. Disse uma palavra de exortaçao e consolo. O meu pastor pegou o microfone novamente, e começou a dizer sobre o que esse referido pastor tem feito para ajudar na obra da igreja, e pediu uns “votinhos”. Alguns, Zagari, ficaram perplexos e outros não. Por mais que o meu pastor tenha tido as melhores das intensoes, acho que não pode pegar um candidato a política e colocar em cima do altar de Deus, que e santo e sagrado, para fazer uma “mini campanha”. Tomara Deus que eu não esteja falando besteira, meu querido, mas eu particularmente não concordei com isso, altar e lugar de adoração e culto a Cristo. Respeito muito meu pastor, mas nesse ponto pisou na bola. Não podia, ele, fazer isso após o culto fora do templo? Eu não sei você, homem de Deus, mas não aceito isso mesmo vindo de um pastor reconhecido por sua seriedade com a obra de Deus. Devo a honra a quem tem honra, mas não se mistura politica com o evangelho da Salvação. Ainda ganhei um marcador de bíblia com o número e foto do candidato.. é isso que eu queria expor a você, meu amado em Cristo. Deus o abençoe extremamente em Sua graça e amor. Peço a ti que ore por mim, a oração de um justo pode muito em seus efeitos. A paz do Deus vivo.

    • Olá, Luiz, tudo joia, graças a Deus. Espero que com você também.
      .
      Meu querido, eu concordo 100% por você. Com todo respeito por seu pastor, que estou certo que fez o que fez com toda boa intenção, usar um culto a Deus para isso considero uma agressão ao Evangelho. Na denominação em que sou membro é sumariamente proibido a qualquer pastor fazer qualquer menção eleitoral para a igreja. Se o fizer é automaticamente desligado da denominação. Estou totalmente de acordo com isso. São duas esferas diferentes e não devem se misturar.
      .
      Ore por mim também, mano, pois a oração de um homem falho como eu pode demorar um bom tempo para ser respondida!
      .
      Deus o abençoe, mano, a paz de Cristo,
      mz

  9. André Luís disse:

    Muito bom Maurício. Simples, assim. Obedece quem ama; quem ama, obedece. Deus o abençoe e inspire para escrever tão bem. Continue assim. Abração – Paz! Vou copiar e colar no nosso site.

    • Oi, André,
      .
      muito gentil você, obrigado.
      .
      Que tua oração seja atendida, pois sem Deus nada posso fazer ou escrever que tenha consequência na edificação de vidas.
      .
      Abraço, mano, que o texto possa abençoar os que entrarem no seu site.
      A paz de Cristo,
      mz

  10. Felipe Souza disse:

    Muito Interessante esse texto Mauricio, adorei!
    Só achei uma coisa veio vaga quando você disse do dizimo, eu sou totalmente a favor do dízimo pois sem ele a igreja não terá condições financeiras de sobreviver e fazer trabalhos com pessoas carentes.

    Eu penso que temos que dar o dizimo mas não um valor certo como certas igrejas falam dos 10% de tudo que eu ganhar. Vai ter meses que eu poderei dar um dizimo maior e meses que não. Só Deus irá saber da minha situação financeira e que dou o dízimo de acordo com o que meu coração me propor e com minhas condições também, pois não posso dar um valor X sabendo que ficarei sem pagar uma conta por causa disso.

    A questão é:

    Sou obrigado a dar todo mês os 10% ou eu posso dar o dizimo de acordo com a minha necessidade?

    Fique na paz meu amado!

    • Felipe, olá,
      .
      fico feliz que o texto te tocou, mano, glóra a Quem nos ilumina.
      .
      Acabei de escrever uma longa resposta a um comentário de um irmão sobre o dízimo neste mesmo post. Permita-me sugerir que você a leia. E, sendo bem objetivo sobre sua pergunta, “dízimo” é sinônimo de “a décima parte”. E são primícias: assim que recebo entrego e depois vou pagar as contas. Eu nunca deixei de dar o dízimo desde minha conversão. E, durante todo esse período, inclusive, fiquei desempregado duas vezes. Da primeira vez foram cinco meses, sobrevivi fazendo trabalhos como autônomo, ganhando muito pouco por mês, mas nunca deixou de me faltar o necessário para sobreviver. A segunda vez ainda está em curso: no momento estou desempregado mas continuo dando o dízimo de cada tostão que entra. Não tem faltado o básico e sou grato a Deus por isso, embora naturalmente haja áreas que são prejudicadas, cortes que tenho de fazer no orçamento, menos coisas que posso dar a minha filha e preciso aprender a viver com menos. Sei que Ele não me sustenta porque eu dou o dízimo, mas por amor e cuidado comigo e com minha família, por Sua graça e Sua generosidade. Dou o dízimo em gratidão por esse amor e não o contrário e sempre dou alegre.
      .
      Isso responde sua dúvida, querido?
      .
      A paz de Cristo seja o pão que te sacia a cada manhã,
      mz

  11. Maurício,
    muito clara e objetiva sua resposta a todos cristãos que vivem indagando como vão caminhar. Basta segurar a mão do mestre, que Ele ensina, por onde é que devemos pisar. O espírito de rebeldia que paira no mundo tem contaminado muitos cristãos, mas fomos chamados para viver em novidade de vida, e pela Graça Deus nos aceitou, então ao invés de perguntar, se pode ou não pode, se é lícito ou não, vamos orar mais e ler a bíblia.
    Abraço.

  12. Juliana disse:

    Poxa Maurício, creio que Deus me preparou para ler isso no dia de hoje! estava refletindo sobre isso ontem mesmo!
    O ‘posso ou não posso’ fica tão pequeno diante do nosso Deus de amor, que toda nossa obediencia e gratidão são pouco para retribuir, né?
    Percebi que com o tempo o Senhor fez o que parecia um enorme esforço pra mim, virar algo tão natural… a cada dia me alegro mais por estar vivendo com Cristo! como é maravilhoso!
    Deus te abençoe, te guarde e te use, sempre!
    Abraço!

    • Juliana,
      .
      que bonito ouvir isso. Fico muito feliz por saber que o texto veio como confirmação para a voz de Deus em tuas meditações e que você tem tido essa percepção tão profunda sobre nossa relação com o Senhor.
      .
      Que teus desejos para mim sejam sempre em dobro para você, pelo amor de Jesus,
      mz

  13. Encefalocio disse:

    Muito bom! A questão de democracia dentro da igreja e a invasão helenística que a sociedade sofre há séculos. Os gregos sim ajudaram muito em vários aspectos na filosofia moderna, na ciência e a própria democracia como modelo social é, teoricamente, maravilhoso. Mas isso tudo não pode se aplicar à Palavra de Deus.

    Demonstrar esses valores helenísticos na sociedade cristã moderna é um estudo válido não acha Zágari?

    hehe rs.

    Paz seja contigo irmão.

    • Salve, João,
      .
      obrigado pelas palavras, mano.
      .
      Sua sugestão é interessante, vale a pena meditar nisso. Mas como um tira-gosto, permita-me compartilhar o que ouvi de um homem sábio. Ele comentou algo que, se pararmos para pensar, é verdade: em que momentos da Bíblia houve uma expressão de democracia? No episódio do Bezerro de Ouro, na Torre de Babel, entre a população ao redor de Noé que optou por não entrar na Arca e no consenso da turba que estava na casa de Ló em Sodoma. O resultado? Sempre tragédia rs. Dá o que pensar.
      .
      A paz em dobro pra ti, querido,
      mz

      • Encefalocio disse:

        Haha rs de fato. Não quero parecer anarquista, mas por tantos e tantos anos, a democracia meio que leva a sociedade à adoecer. Mas é um mal necessário, as represálias de sociedades não democráticas são terríveis, como por exemplo em países do oriente médio que as pessoas não são livre nem para expressar o amor a Cristo.

        Tudo é uma questão de análise, sempre aos olhos do pai,

        Paz.

      • O problema, João, é que enquanto não vivermos na teocracia celestial me parece que não encontramos uma forma de governo entre homens menos ruim do que a democracia. Melhor do que a ditadura, certamente. Vamos ver o que a caminhada da civilização nos reserva.
        .
        Abraço, queridão, nessa paz,
        mz

      • Encefalocio disse:

        “Vamos ver o que a caminhada da civilização nos reserva.”

        Sábias palavras meu caro.

        Paz.

  14. Dayana disse:

    Ele (Jesus)sendo Deus tornou-se servo e nós sendo homens queremos ainda nos iludir com a velha proposta do Éden, de sermos iguais a Deus, podermos decidir a nossa vida sem Ele. Mas é bom lembrar que o segundo Adão esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo e tornou-se obediente até a morte, e morte de cruz. Muitos ainda não entendem que o confessar à Cristo nos coloca na porta do reino, mas para entrar nele tem que se deixar as bagagens do eu e do pecado de fora, pois “pequena e apertada é a porta do reino e são poucos os que adentram por ela”, e esse reino começa aqui na terra, a igreja, a noiva imita a Cristo. não dá para ser igreja e noiva só quando chegar no ceu, pelo contrario, só chegaram lá os que vivem isso “aqui”, “agora”, “já”. Todo reino tem um rei, e no reino de Deus só existe um _JESUS, se o reino que vivemos quem manda é o nosso “eu”, então esse reino não é o de Cristo. Minhas palavras podem parecer pesadas, mas ou somo servos de fato ou vivemos fingindo que somos e nos engando a si mesmo.

    • Olá, Dayana,
      .
      excelentes palavras. Também é bom lembrar que muitos autores do NT foram além: mais do que servos, somos “escravos” de Cristo:
      .
      “Pois aquele que, sendo escravo, foi chamado pelo Senhor, é liberto e pertence ao Senhor; semelhantemente, aquele que era livre quando foi chamado, é escravo de Cristo.” (1 Co 7:22)
      .
      “Obedeçam-lhes, não apenas para agradá-los quando eles os observam, mas como escravos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus.” (Ef 6:6)
      .
      “Mas agora que vocês foram libertados do pecado e se tornaram escravos de Deus, o fruto que colhem leva à santidade, e o seu fim é a vida eterna.” (Rm 6:22)
      .
      “Paulo, servo* de Cristo Jesus, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus” (Rm 1:1, *doulos, isto é escravo)
      .
      “Simão Pedro, servo* e apóstolo de Jesus Cristo” (2Pe 1:1, *doulos, isto é escravo)
      .
      “Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos dispersas entre as nações: Saudações.” (Tg 1:1, *doulos, isto é escravo)
      .
      “Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, aos que foram chamados, amados por Deus Pai e guardados por Jesus Cristo” (Jd 1:1, *doulos, isto é escravo)
      .
      Deus abençoe você e toda a sua família, Dayana,
      mz

  15. Boa exposição Mauricio, que Deus continue lhe abençoando.
    http://elintonoliveira.wordpress.com

  16. Lourayne Natiely disse:

    Améém Maurício, texto muito abençoador, nos faz refletir, e fui muito impactada por ele, pois obedecer é mais que importante é verdadeiramente, uma prova de amor! Se antes de fazer qualquer coisa a gente parasse pra pensar se fazemos aquilo por amor ou não, (lembrando que foi por amor que hoje somos salvos), faríamos as coisas com mais excelência e com amor!

    Abração Mano
    Deus continue a te usar grandemente!

    • Lourayne, maninha amada,
      .
      creio que você tocou no ponto-chave: a motivação. Que sejamos sempre motivados a fazer tudo por Deus por amor e nada além disso. Porque senão começam a entrar em cena interesses, medos e outras razoes equivocadas.
      Um beijo grande a ti e a todos os queridos da ICNV CG,
      mz

  17. Oi Zágari, é sempre um prazer ler os teus textos mano. Que o Altíssimo continue te abençoando mais e mais e mais. Em Cristo.

  18. Nina Barg de Castro disse:

    Maurcio, concordo sempre com tudo que escreves e gosto muito. Nunca escrevi comentrio algum, mas sobre este no pude me calar. Est explndido! do jeitinho que sempre pensei, principalmente sobre o dizimo. Tenho pena das pessoas que no pensam assim. No sabem se sentir plenamente felizes. Que Deus continue te usando, pois assim muitos de ns somos exortados com amor, e isso muito bom! Isso verdadeiramente Misso. Deus te abene.

    Date: Fri, 5 Oct 2012 10:36:35 +0000 To: ninabarg@hotmail.com

    • Oi, Nina,
      Muito obrigado por tuas palavras tão amorosas. Fico feliz que você compartilha dessa visão acerca do tão grandioso amor de nosso Pai, que nos constrange a amá-lo em retribuição e obediência.
      .
      Deus te abençoe muito e a toda a sua família,
      mz

  19. Evangelista disse:

    A paz do Senhor Jesus.

    Olá Maurício!

    Vejo o dízimo ou qualquer promessa, ou mandamento de Deus em duas dimensões:
    A primeira é que a pessoa pode praticar a bíblia sempre se decidindo voluntariamente, a dar, a ofertar, usando a lógica, o intelecto baseada na palavra de Deus, por ele ser o criador, portanto, o Ser com autoridade para ordenar à humanidade a prática do dízimo, e da bíblia.
    Então, a pessoa dá o dízimo porque alguém falou, pregou sobre o assunto, ou porque ela leu na bíblia, e decidiu dizimar pela conclusão óbvia de que Deus é criador. A pessoa ouviu, leu e praticou, mas não houve discernimento espiritual.
    A segunda dimensão é a prática do dízimo já revestida de uma sabedoria, iluminação, um entendimento espiritual. É uma revelação do Espírito Santo em nosso espirito. E consequentemente, uma atitude nossa, uma decisão em seguir, praticar, agir.
    Dizimar pela unção, conhecimento, intimidade, comunhão com Deus é a parte mais prazerosa, é corresponder ao amor de Deus revelado em Jesus, o verdadeiro dízimo, a prímícia de Deus.
    É dizimar em Cristo, ou podemos dizer, dar frutos em Jesus. Podemos produzir 30, 60, 100, diz a palavra. Deus nos amou. Ele revela em nosso espírito essa graça, esse cuidado com nossa vida, e obedecemos, ou não obedecemos, usando o centro de decisão.
    Para atingirmos a segunda dimensão, necessariamente devemos passar pela primeira, a de ouvir, dar atenção, analisar, e começar praticar pela lógica, até Deus confirmar com fogo, acender sua luz, lá dentro de nossa ser espiritual de que estamos O agradando, fazendo sua vontade, andando por fé. A fé vem, haja luz. A palavra é iluminada. Ela é luz.
    Sabe quando o professor ti passa uma equação e você só copia sem entender nada, e de repente, o mestre começa ti ensinar e vem aquele entendimento de como se resolve a questão? Você passa a conhecer os porquês? Pois, assim é praticar por ter sido ensinado por Deus.
    Entendendo que essa prática de dizimar pode ser adaptada em qualquer época e sociedade. Não precisa ser necessariamente entregue a uma igreja, a um pastor, mas pode ser efetivada para obras sociais, pois é bíblico socorrer as viuvas, os orfãos, principalmente, nossa própria família, parentes, na questão de tentar oferecer o melhor para ela. É uma atitude de bom samaritano.
    O dízimo na minha visão, tem essa preocupação de Deus em sustentar, prover o ser humano. Até a natureza se alegra quando praticamos o dízimo com o pensamento voltado a Deus, porque há uma ação de Deus na natureza, na cadeia alimentar. Ele sustenta tudo com seu poder.
    Dizimar é distribuir renda, superar a avareza, É enxergar a necessidade do próximo. É sensibildade social. É se opor ao capitalismo selvagem, perverso. Dizimar patrocinando as missões, o IDE de Jesus, é fundamental, também. É o mais importante.
    Há pessoas que querem agradar a Deus quando forem tocadas, mas na verdade, Deus só vai tocá-las se primeiramente for usada a razão, a lógica, a vontade, o querer obedecer, prestar atenção para praticar a palavra.
    Aí, vem a voz de Deus, a confirmação, o toque, a sabedoria, o entendimento, a certeza da essência da palavra vinda do Consolador. É fé e razão. É cooperação do homem para receber a graça de Deus. Quem têm ouvidos ouça, disse Jesus. Dê crédito.
    O Senhor já deu a graça, mas nós só iremos desfrutá-la, entendê-la, se nos unirmos à palavra. Entendo que será sempre assim que o Espírito Santo irá nos ensinar.
    Resumindo, podemos fazer a vontade de Deus pela lógica, sabendo que aquela palavra escrita tem autoridade, merece respeito, mas podemos passar para outra dimensão, pela aquela experiência de Jô, que passou a conhecer a Deus intimimamente, pessoalmente. Deus lhe ensinou, mostrou-lhe muitas coisas ocultas. Decidir e perseverar com a lógica para receber o galardão, a vida, o espírito da palavra é a estratégia. As minhas palavras são espírito e vida, disse Jesus.
    Pedro andava com Jesus, e uma vez o Espírito Santo lhe confirmou que o mestre era o filho de Deus. E Jesus lhe disse que aquela revelação vinha do alto, do Pai. E sobre essa pedra, Jesus, a revelação, seriamos edificados como igreja, corpo de Cristo. Afinal o justo viverá por fé.
    Aproximamo-nos de Deus pela razão, e recebemos testemunho, somos tocados pelo Pai a respeito de Jesus, da palavra. Porque Deus espera que cooperemos com Ele, voluntariamente. Assim crescemos, somos edificados em Cristo, pelo próprio Deus. Ouvir a Deus e obedecer é dizimar. Não se trata apenas de 10 (dez por cento). Faz parte, mas não é tudo. O verdadeiro dízimo, a plenitude, é Jesus. E nós os ramos. O corpo. Temos muito potencial em Cristo. Trinta, sessenta, cem.
    Eu posso ou não posso?
    Está posto os dois caminhos, a benção, e a maldição. Escolha pois a benção, diz a palavra de Deus. Fui claro?

    Deus abençoe a todos em nome de Jesus.

  20. Daniele disse:

    A paz do Senhor Jesus!

    Irmão Maurício, que belo texto, partilho do mesmo sentimento: obediência por amor!

  21. Bianca Dias disse:

    Maurício eu vejo tanto sentimento em sua palavras…..Quão grande é o nosso Deus…ele não merece nossa desobediência…..

    A Paz!!!

    • Verdade, Bianca, não merece mesmo. Somos tremendos ingratos. Ainda bem que Ele é gracioso, amoroso e perdoador.
      A paz desse Deus tão incrível seja com você, minha irmã,
      mz

  22. Maurício é triste saber que as pessoas preferem a lei ao invés da graça. A graça traz liberdade, mas com responsabilidade. É aí que entra o discernimento para saber o que pode e o que não pode.

    Mais um ótimo post, continuo acompanhando esse blog há mais de um ano e posso dizer que ele tem reflexões extremamente edificantes.

    Deus continue te inspirando, é o que sempre peço a Ele!

    Abraços!

    • Oi, Robson,
      .
      muito obrigado pelo seu carinho com o blog, queridão, fico feliz por de algum modo poder edificar sua vida.
      .
      Compartilho da tua tristeza. E falo isso me pondo nos holofotes, pois eu mesmo já fui dos que viveram com a chibata na mão. Mas a vida nos ensina, a graça nos constrange e Deus nos ensina de maneiras surpreendentes. Sou grato a Ele por isso.
      .
      Obrigado pela tua oração, mano, é valiosa e muito importante. Abraço grande e que o Senhor te abençoe,
      mz

  23. isac disse:

    A obediencia é a consequencia do amor a Deus!!! acho que todos vcs concordam comigo! mauricio, Deus abençoe, belissimo post. paz do Senhor Jesus a todos!

  24. Eliana disse:

    Excelente, Maurício! Abençoou minha manhã! Que possamos verdadeiramente amar ao Senhor!

  25. Wilton Rios disse:

    Zágari, tudo bem? Ficaríamos muito felizes se nos abençoasse com uma pregação em uma de nossas reuniões de Jovens, você pode entrar em contato comigo via e-mail para maiores detalhes? Fica na paz!

  26. lucieme disse:

    Muuuuuuito impactante

  27. dani disse:

    O “não pode” de Deus é pro nosso próprio bem. Todo pecado vai trazer consequências ruins pra nossa vida. Deus é muito bom!

  28. sara disse:

    muito bom varão DEUS te abençoe hoje e sempre gostei muito .
    E foi muito bem feito pq eu tenhos certa dificudades para entender augumas coisas mais conseguir entender tudo DEUS seja louvado fique na paz do SENHOR!!AMÉM

  29. sara disse:

    PAZ!!

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