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livro no lixo 1Um livro cristão no lixo é capaz de fazer o quê? Possivelmente você diria que nada, que um livro no lixo é algo inútil, que não abençoa ninguém. E é verdade, pois uma obra literária sem ter quem a leia não passa de papel sem utilidade. Só que ela nunca deixa de ter em si um enorme potencial de transformação de vidas. Passei a última semana em São Paulo, devido a compromissos com a editora Mundo Cristão. Foram dias intensos, cheios de boas notícias e algumas emoções fortes. Uma história que ouvi lá me marcou profundamente. Quem me contou foi meu amigo Marcelo Martins, um dos gerentes da editora, e eu gostaria de compartilhar com você. Ao final deste texto vou relatar uma experiência que vivi e que tem relação com a história.

Marcelo me disse que, algum tempo atrás, a Mundo Cristão recebeu uma mensagem pelo “Fale conosco” de seu website. Era o testemunho de um leitor que gostaria de compartilhar sua história. Esse leitor contou que, tempos antes, estava desiludido com a vida, em crise existencial e pensando em nada menos que cometer suicídio. Foi quando passou ao lado de uma lata de lixo, na rua, e viu que dentro dela havia um livro, sem capa. Apesar de ser uma atitude contrária ao bom senso, ele sentiu vontade de pegar a obra e a levar consigo para ler. Era um exemplar de O Peregrino, de John Bunyan, publicado pela Mundo Cristão. O homem leu aquele livro em estado deplorável e, impactado pela história, não só desistiu de tirar a própria vida como decidiu conhecer Cristo mais profundamente. Ali, graças a um livro sem capa e descartado em um lixo qualquer, aparentemente sem valor algum, uma vida de valor incalculável foi salva da morte e do inferno. Em sua mensagem à editora, aquele homem ofertou palavras de incentivo: “Nunca deixem de publicar, pois o trabalho de vocês salva vidas”.

Não preciso dizer quão enorme é meu amor pelos livros. Já foram publicados seis de minha autoria, trabalho como editor de outros autores e, enquanto Deus quiser e permitir, continuarei pondo no papel aquilo que o Senhor semeia em minha mente e em meu coração. Eu mesmo fui transformado e salvo graças ao poder de um livro, a Bíblia sagrada, e acredito enfaticamente na capacidade que uma obra literária tem de levar conhecimento, crescimento, esperança, transformação e emoções a milhões de pessoas. Peter Cunliffe, um dos fundadores da Mundo Cristão, costuma dizer que “cada livro é um missionário”. Portanto, dar um livro cristão de presente é fazer missões.

Antonio Carlos Costa eu e Ed Rene_100615Por conhecer o poder da literatura, preciso incentivar você: leia bons livros, entre eles obras cristãs. Se não costuma fazê-lo, procure desenvolver o hábito. Não falo isso porque sou escritor e editor, mas me tornei editor e escritor por causa da consciência da importância daquelas letrinhas impressas em papel. Dou um exemplo recente, que mexeu profundamente com minhas emoções: quando estava em São Paulo, mediei um debate entre os pastores Ed René Kivitz e Antônio Carlos Costa, por ocasião do lançamento do livro mais recente de Antônio, intitulado Convulsão protestante, do qual fui editor. O evento aconteceu em um auditório que fica na livraria Saraiva do shopping Center Norte. Assim que cheguei lá, encontrei minha amiga Luciana Nascimento, que trabalha na Mundo Cristão. Ela me puxou e disse que queria me apresentar a uma pessoa. Entramos na livraria e Luciana se aproximou de uma das vendedoras. Dirigiu-se a ela e me apontou.

– Heloisa, este aqui é o Mauricio Zágari, autor do Perdão Total – Um livro para quem não se perdoa e para quem não consegue perdoar.

Eu e Heloisa da Saraiva Center Norte_090615Aquela jovem mulher me viu, veio ao meu encontro e me deu um abraço muito apertado, com os olhos cheios de lágrimas. Fiquei assustado, sem entender direito. Foi quando Heloisa (foto) me contou sua história: disse que vivia uma situação que eticamente não posso dizer qual é, mas, em síntese, tinha a ver com perdoar e se perdoar. E que o Perdão Total havia transformado sua vida. Confesso que fiquei muito emocionado com aquilo e extremamente grato a Deus por ter usado as reflexões que compartilhei no livro para produzir aquele resultado. Detalhe: Heloisa é kardecista.

Isto não é teoria, é fato: livros mudam vidas, e para melhor. Livros nos aproximam de Deus. Tenho visto e vivido essa realidade. Não abra mão do gigantesco privilégio que é a leitura – que nada mais é do que a transmissão de pensamentos e conhecimentos por via escrita. Livros cristãos, então, têm o explosivo potencial de abrir novos e maravilhosos horizontes em sua vida e na daqueles que você ama. Deus te deu a habilidade de ler e tempo para ser investido em leitura. Não desperdice essas grandes dádivas.

Convite Saraiva 180615_QuadradoEu poderia parar o texto aqui, mas peço a sua permissão para aproveitar o assunto e fazer um convite. Soube semana passada, quando estava em São Paulo, que o Perdão Total vai entrar em sua 4a edição, o que mostra que Deus tem abençoado muitas vidas por meio daquilo que ele pôs nas páginas dessa obra (inclusive, 1/3 dos exemplares foram vendidos em livrarias não evangélicas, como Saraiva, Nobel e FNAC). Saber de resultados assim é o incentivo de que preciso para seguir escrevendo aqui no APENAS e a continuar produzindo livros que sirvam de instrumento para o Senhor abençoar e transformar vidas. Acredito firmemente no poder da literatura a serviço do reino de Deus e sempre que possível incentivo a divulgação de obras que contribuam para libertar, sarar e edificar vidas, conduzindo-as mais para perto de Cristo. Por isso quero aproveitar e convidar você, que mora no Rio de Janeiro, a me encontrar na próxima quinta-feira, dia 18/06, às 20h, na livraria Saraiva do shopping Rio Sul, em Botafogo. Lá ocorrerá uma noite de dedicatórias do novo livro de minha autoria, O Fim do Sofrimento – Um livro para quem busca consolo e esperança nos momentos mais sombrios. Será uma oportunidade de nos conhecermos pessoalmente e conversarmos um pouco. Se você não for do Rio, eu pediria, por favor, que orasse por esse livro, a fim de que ele impacte vidas assim como o Perdão Total e tantas outras obras cristãs têm feito.

Peço a Deus que, caso venham a ler essa obra, você e milhares de pessoas sejam tocados pelo Espírito Santo, assim como ocorreu com Heloisa e aquele homem cuja vida foi salva por meio de um livro sem capa e descartado em uma lata de lixo. Um livro que nada mais era do que um missionário em repouso, esperando para mudar uma vida.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
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O fim do sofrimento_Capa 3DVocê está sofrendo? Ou conhece alguém que esteja? Pode ser sofrimento físico, psicológico, espiritual ou emocional; no corpo ou na alma? Ou, então, tem a sensação de que Deus não te ouve, se cansou de você, não responde as orações ou mesmo não te ama? Se é o caso, saiba que muitos bons cristãos enfrentam sofrimentos. Mas… haveria uma explicação para um Deus bom e amoroso permitir a sua dor? E será que existem respostas bíblicas que ajudem a aliviar o fardo quando se está atravessando o vale da sombra da morte? A boa notícia é que, sim, há uma explicação; e, sim, as Escrituras apontam caminhos para encontrar paz, alívio, alegria, descanso, esperança e felicidade nos piores momentos da vida.

Tenho sido fortemente motivado a me aprofundar nessa questão, como resultado de um processo pessoal de sofrimento, somado à percepção constante – por meio de conversas com irmãos e irmãs pelo APENAS, pelo Facebook ou nas igrejas em que prego e palestro – de que há multidões de pessoas entre nós que precisam lidar com os mais variados tipos de dores e angústias. Por tudo isso, esse assunto tem feito parte de minhas reflexões de modo muito intenso nos últimos tempos, o que me levou a realizar uma pesquisa profunda nas Escrituras sobre o tema. Essa busca para compreender (e viver) melhor a questão do sofrimento acabou gerando um livro, lançado oficialmente este mês de maio pela editora Mundo Cristão: O Fim do Sofrimento – Um livro para quem busca consolo e esperança nos momentos mais sombrios.

Peço desculpas se este texto soa como a propaganda de um livro. Acredite: para mim, é muito mais do que isso. Tenho a convicção, reforçada pelo depoimento de pessoas que já o leram (veja abaixo), de que ele pode ajudar vidas que se encontram esmagadas pelo peso do sofrimento a encontrar o caminho da paz. A você, meu irmão, minha irmã, que acompanha este blog semanalmente, explico que tudo o que procurei fazer com esse livro foi o que faço nos posts do APENAS: estudar e refletir sobre as coisas de Deus para abençoar a vida de quem me lê. Aliás, alguns textos que uso na obra foram baseados em posts do blog, só que mais desenvolvidos e esmiuçados. Meu objetivo é que este livro – escrito numa linguagem extremamente fácil e simples, para ser compreendido por qualquer pessoa, em textos curtos e coloquiais – conduza quem o ler a vivenciar a paz em meio ao sofrimento. Sem falsas promessas. Apenas com respostas bíblicas.

É natural que, como autor, eu incentive a leitura do O Fim do Sofrimento – Um livro para quem busca consolo e esperança nos momentos mais sombrios, pois acredito realmente que ele possa ser um canal para Deus levar paz a muitas pessoas – não por mérito próprio, mas pelo poder das verdades bíblicas que ele contém. Nesse sentido, estimulo a leitura a quem está passando por momentos de angústia e aflição, seja você, seja alguém que você conheça. Não falo isso de modo algum por interesse comercial, minha intenção é abençoar vidas e levar paz a corações.

Mauricio Zágari e Augustus Nicodemus em 2011Além de ser suspeito, por ser o autor, confesso que sinto certo desconforto de falar sobre algo que fiz, por isso prefiro deixar que outros falem em meu lugar. O livro – que tem prefácio do pastor Augustus Nicodemus Lopes – traz, nas primeiras quatro páginas e na contracapa, pequenos depoimentos de pessoas que o leram antes da publicação. Acredito que você conheça alguns deles e é para eles que passo a palavra:

“Mensagens lúcidas e bíblicas como as que Maurício Zágari transmite por este livro chegam como um bálsamo. O leitor encontrará nas páginas de O fim do sofrimento consolo, orientação e direção para atravessar o vale da sombra da morte” (Augustus Nicodemus Lopes — Pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia).

“Mauricio Zágari tem a clara intenção de contribuir com a humanidade, independente de raça, cultura e religião. Seus textos procuram estimular o processo de interiorização e reflexão existencial, para que o leitor elabore suas experiências e cresça diante dos percalços da vida. Que os leitores possam ser inspirados por este livro a fazer essa caminhada” (Augusto Cury — Escritor)

shedd_g“Maurício Zágari dá respostas bíblicas repletas de esperança e encorajamento para o problema do sofrimento. Não acho que encontrará outro livro melhor para experimentar a paz!” (Russell Shedd — Pastor, escritor, professor, conferencista e teólogo)

“A oportunidade de dizer algo sobre O Fim do Sofrimento me dá a sensação de peso sob a grande responsabilidade, visto que Maurício Zágari é um escritor admirável. Recomendo com carinho e consciência o livro que tem em mãos” (Antonieta Rosa — Teóloga, pastora, escritora e líder da Igreja ADVEC, RJ)

ana paula“A leitura desse livro será um bálsamo para o coração de todo aquele que sofre mas não sabe o porquê. O sofrimento e a dor são parte da nossa vida. Gostaríamos de evitá-los mas, quando menos esperamos, eles surgem como “intrusos” nas nossas histórias. Não é fácil lidar com esses tipos de “intrusos”. Por essa razão, Deus nos deixou a sua Palavra e também a sua igreja: irmãos e irmãs que nos auxiliam na caminhada. Maurício Zágari é um desses preciosos irmãos que, com doçura, nos fala sobre o fim desses intrusos.” (Ana Paula Valadão e Gustavo Bessa — Pastores da Igreja Batista da Lagoinha, BH)

“Em Cristo, e por meio da sua Palavra, descobrimos as razões do sofrimento, conhecemos seus propósitos divinos, e mais: encontramos consolo e cura para todo tipo de dor. Neste livro, Maurício Zágari conduz o leitor com segurança por esse caminho de ajuda e esperança, por meio da Palavra de Deus.” (Carlos Alberto Bezerra e Suely Bezerra — Pastores da Comunidade da Graça, SP)

bianca toledo“O fim do sofrimento não é quando ele acaba, mas quando enfim começamos a aprender com ele. Estou certa de que este livro transformará desertos vazios em lições de inestimável valor” (Bianca Toledo — Missionária, escritora e cantora).

“Em meio a um tempo tão triunfalista, poucos têm a coragem e ousadia de falar sobre o sofrimento de uma forma tão profunda, visceral e bíblica. Maurício Zágari passeia entre o confronto e o bálsamo e consegue com muita sabedoria acalentar o coração” (Felipe Heiderich — Pastor e escritor)

O fim do sofrimento é para todos nós, homens e mulheres que nos sentimos perplexos e impotentes diante de diferentes situações pelas quais passamos ao longo da vida. Deus abençoe este livro!” (Cris Poli — Educadora, escritora e apresentadora do programa de TV Supernanny)

“Sofrimentos, crises e dificuldades estão inevitavelmente entrelaçados no tecido da vida. Contudo, você pode mudar sua vida pelas escolhas que faz, e Maurício o ajudará a fazer as escolhas certas” (Devi Titus — Escritora e palestrante)

“Maurício Zágari usa no livro os dois maiores instrumentos de comunhão com Deus: a oração e a leitura cuidadosa e proveitosa da Bíblia. Se eu fosse você, não deixaria de tê-lo como um manual de sobrevivência!” (Dora Bomilcar — Coordenadora de oração da AMTB e produtora e locutora do programa Entre amigas, da RTM)

durvalina bezerra“O assunto do sofrimento é tratado de forma bíblica, e a obra é uma leitura imprescindível para os que precisam saber enfrentar as tempestades da caminhada cristã” (Durvalina Bezerra — Teóloga, conferencista, escritora e diretora da Rede de Mobilização de Mulheres de Ação Global e Mulheres em Ministério)

“Maurício Zágari possui uma compreensão excepcionalmente clara e bíblica sobre Deus e o ser humano. Este livro faz você se levantar e viver, mesmo em circunstâncias de dor e sofrimento” (Gilciane Abreu — Teóloga, pedagoga e diretora executiva da Juventude Batista Brasileira)

enc-josueO fim do sofrimento é um livro corajoso, que aborda a soberania e o amor de Deus com a sensibilidade única de quem conhece a dor e sabe consolar por meio da verdade. Promete ser leitura obrigatória para esta geração” (Josué Gonçalves — Escritor, conferencista e pastor do ministério Família Debaixo da Graça)

“Maurício Zágari escreve com o coração e fala ao coração de seus leitores. Com toda a certeza você não será o mesmo depois de ler as páginas deste livro” (Leonardo Sahium — Pastor da Igreja Presbiteriana da Gávea, RJ)

“A Mundo Cristão está de parabéns por esta publicação. Ela fala ao âmago do ser humano” (Miguel Uchôa — Bispo anglicano da Diocese do Recife e reitor da Paróquia Anglicana Espírito Santo)

luiz-sayao“Em dias de superficialidade e irrelevância, O fim do sofrimento surge como um oásis para quem sente a inescapável missão do coração de integrar espiritualidade e sofrimento. Parabéns ao autor pela seriedade e sensibilidade!” (Luiz Sayão — Teólogo, linguista, hebraísta e pastor da Igreja Batista Nações Unidas, SP)

“Sofrimento é dor, é sinal de que algo não está bem. O importante é o que aprendemos em cada crise de dor. Esse é o objetivo do autor. Aproveite” (Nancy Gonçalves Dusilek — Palestrante e escritora)

“O autor caminha de maneira sensível, bíblica e não superficial no tema do sofrimento, balizando direções de aprendizado e crescimento que nos identificam com Jesus e nos aproximam do próximo” (Nelson Bomilcar — Músico, pastor e escritor)

nina targino“Maurício Zágari escreve sobre a angústia que vive no íntimo de todo ser humano: o medo de sofrer. Um livro muito bem-vindo, desafiador” (Nina Targino — Coordenadora nacional do ministério Desperta Débora)

O fim do sofrimento agiu sobre mim como as palavras de um amigo a meu lado que se dispusesse a ler passagens da Escritura e a confortar-me com comentários cheios de graça. O texto transpira vivência e pessoalidade” (Norma Braga Venâncio — Doutora em Literatura Francesa, escritora e palestrante)

“Mauricio Zágari nos brinda com uma obra em que a graça de Deus se faz presente, exortando-nos a permanecer firmes diante das batalhas que nos assolam a alma. Recomendo a leitura!” (Renato Vargens — Escritor e pastor da Igreja Cristã da Aliança, RJ)

Perdao Total - Rachel Sheherazade (2)“Longe de propor o fim do sofrimento, Maurício Zágari nos faz compreender sua finalidade, por que e para que sofremos. Nosso Pai de amor também opera através do sofrimento, mas nos garante: nenhuma tribulação será em vão” (Rachel Sheherazade — Jornalista e apresentadora)

“Ao invés de oferecer ‘regrinhas’ ou ‘mantras’ fáceis sobre um tema tão complexo, Maurício Zágari fará que o leitor enfrente o sofrimento sob aperspectiva de um Deus amoroso que não só está comprometido com seus filhos, como também ama sua criação” (Ricardo Bitun — Pastor da Igreja Manaim e professor de Ciências da Religião da Universidade Presbiteriana Mackenzie

“Sugiro a leitura a todos que anseiam se aprofundar na Bíblia em busca de respostas, ou melhor, direções que podem ajudar a trazer paz e esperança em momentos de sofrimento” (Rinaldo Seixas — Fundador e líder da Igreja Bola de Neve)

wd“Este livro é um dos melhores já escritos sobre a questão do sofrimento, pois oferece respostas de esperança, paz e transformação para quem está sofrendo, com argumentos totalmente bíblicos e sem fazer falsas promessas” (William Douglas — Juiz federal, escritor e conferencista)

Peço a Deus que O Fim do Sofrimento – Um livro para quem busca consolo e esperança nos momentos mais sombrios seja um canal de bênção e paz para muitas vidas. Se você está sofrendo, meu irmão, minha irmã, fica aqui minha carinhosa recomendação para que o leia, a fim de desfrutar do alívio e do consolo bíblicos que essa obra oferece. Se conhece alguém que esteja atravessando o vale da sombra da morte, dê um exemplar de presente ou recomende a leitura. E peço ao nosso Pai que as palavras de vida contidas nas páginas deste livro tragam transformação, esperança e paz a você e a todos aqueles que vier a alcançar.

Paz a todos vocês que estão em Cristo – em especial, os que estão sofrendo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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LUTODeus age de formas que jamais poderíamos imaginar e cumpre seus propósitos de maneiras frequentemente inesperadas. Se você acompanha o APENAS, já deve saber que a editora Mundo Cristão acabou de lançar meu mais recente livro, O fim do sofrimento – Um livro para quem busca consolo e esperança nos momentos mais sombrios. É uma obra que tem como objetivo levar paz, fortalecimento e alegria a quem está triste, fraco e abatido; mas, também, mostrar por que um Deus bom e gracioso permite que enfrentemos momentos de agonia e dor. Semana passada, vivi uma situação em que sofri e precisei amparar pessoas que estavam passando por muito sofrimento e, se não fosse todo o estudo bíblico e as reflexões que precisei fazer para escrever O fim do sofrimento… confesso que eu não saberia como agir. O relato a seguir é difícil e pode afetar os mais sensíveis, por isso, gostaria de pedir que você não prosseguisse a leitura se for uma pessoa suscetível a situações de dor e perda.

Na terça-feira, dia 26/05, eu estava trabalhando em meu apartamento quando, por volta de 11 horas da manhã, comecei a ouvir um barulho muito alto vindo do corredor. Apreensivo, decidi espiar. Saí no corredor e vi um casal que não conhecia diante da porta do apartamento ao lado do meu, cuja proprietária, dona Marilene, é uma senhora de 79 anos que há quase 15 anos é minha vizinha e com quem sempre me dei muito bem. Eles esmurravam a porta de ferro e chamavam por ela. Assustado, me identifiquei como vizinho e perguntei o que estava havendo.

– Estamos tentando falar com minha mãe há quatro dias mas ninguém atende o telefone. A faxineira veio no dia marcado e ninguém abriu a porta. Estamos muito preocupados – foi a resposta do senhor, que se identificou como Renato, filho de dona Marilene. Com ele estava sua esposa, Virgínia (todos os nomes deste texto foram trocados por respeito à privacidade da família).

Naquele momento, percebi que eu tinha um papel a desempenhar naquela situação. Estava claro que os dois estavam em grande sofrimento, pela suposição do que poderia ter acontecido. Procurei acalmá-los e pensar com a clareza necessária – algo que, visivelmente, eles não conseguiam naquela circunstância. Como a chave reserva que estava em poder deles não abria a porta, aventei a possibilidade de as trancas estarem fechadas por dentro.  Vi claramente o sofrimento nos olhos dos dois e reagi a ele de forma enérgica, pois entendi que, entre bens materiais e paz de espírito, naquele momento a paz era mais importante. A porta era daquelas antigas, feitas de ferro e com vidro jateado. Sugeri, então, que quebrássemos o vidro para arrombar a porta. Após uma rápida conversa, concordamos com a decisão.

Peguei uma vassoura e, a uma distância segura, comecei a bater com ela contra o vidro, que se despedaçou. Quando já tinha destruído quase todo ele, sentimos um cheiro bastante ruim vindo do apartamento. Aquilo desesperou o casal, já antecipando o pior. Virgínia, que estava meio descontrolada, enfiou a mão pela grade com afobação e tentou abrir os ferrolhos por dentro, mas, na pressa, cortou a mão em um pedaço de vidro. Pedi calma e solicitei que esperassem. Corri de volta para meu apartamento, peguei iodo e esparadrapo, voltei e fiz um curativo nela. Também trouxe pá e vassoura, para remover a pilha de vidro do caminho. Depois de cuidar de Virgínia e limpar o vidro do chão, voltei ao meu apartamento, peguei uma cadeira e retornei ao corredor. Pedi que ela se sentasse e aguardasse, pois vi que estava à beira de um desmaio. Tentei acalmá-la e disse que eu tentaria abrir os ferrolhos.

Enfiei a mão pela grade e consegui desaferrolhar. A porta, porém, não se abriu. Supus que a fechadura tivesse sido trocada e tive uma ideia: corri ao interfone, liguei para o porteiro e pedi que voasse até a esquina, para chamar um chaveiro, a fim de que abrisse a porta. Enquanto aguardávamos, comecei a conversar com o casal. Foi quando soube que Renato e Virgínia não eram cristãos e que ele sofria de hipertensão, o que me preocupou bastante.

Finalmente, o chaveiro chegou, pegou as ferramentas e, em pouco tempo, destravou a porta. Imediatamente, os dois fizeram menção de entrar. Mas eu me pus na frente, já antevendo o que poderia acontecer caso deparassem com a cena que eu imaginava haver lá dentro. Para mim, era impensável deixar um filho ver a mãe no estado em que supus que ela estaria, a julgar pelo cheiro do ambiente. Não, eu não queria que o sofrimento deles fosse ainda maior. Pois amar o próximo é se dispor a situações difíceis pelo bem-estar alheio. Olhei em seus olhos e disse:

– Por favor, aguardem aqui. Eu vou olhar o apartamento. Não entrem por enquanto.

Entrei na sala e não vi nada de estranho, exceto um bule de chá com um líquido que visivelmente já estava ali havia muito tempo. Prossegui pelo corredor, seguindo o cheiro forte que vinha de dentro. Quando cheguei à porta do quarto, meus temores se confirmaram: dona Marilene jazia, caída no chão, com o corpo visivelmente em estado adiantado de decomposição (com tudo o que isso implica). Era uma cena horrível. Horrível. Para poupar você, não vou entrar em detalhes sobre a aparência do cadáver, pois calculo que estava ali havia mais de três dias. Acredite: não era, nem de longe, uma cena bonita.

Respirei fundo e fiz uma rápida oração a Deus pelo casal. Voltei ao corredor, onde eles me aguardavam, muito apreensivos. Vi que um dos porteiros do prédio tinha subido e estava com eles.  Me aproximei, passei o braço em torno dos ombros dos dois e disse:

– Queridos, dona Marilene descansou.

Na hora, Virgínia desabou no choro. Renato ficou parado, atônito. Entendi que, se Deus tinha me posto ali naquela hora, era eu mesmo quem teria de administrar o sofrimento deles naquele momento – pois, quando estamos no meio do furacão, precisamos sempre de gente que nos ajude a ver as coisas com clareza e faça as coisas por nós. Uma coisa era certa: a prioridade naquele momento era não deixá-los ver o corpo, devido ao estado lastimável em que se encontrava. Não era aquela a memória que eu desejava que Renato levasse da mãe e Virgínia levasse da sogra que amavam. Por isso, virei-me para o porteiro e pedi:

– Reginaldo, leve o filho de dona Marlene lá para baixo, para a sala dos porteiros, e dê a ele um copo de água.

Assim eles fizeram. Vi o chaveiro ainda ali, parado, meio sem graça. Providenciei na hora o pagamento do serviço, entreguei a ele o dinheiro e o despedi. Em seguida, pus Virgínia sentada, fui à cozinha e peguei para ela um copo de água gelada. Quando se acalmou um pouco, tentei conversar com ela. Embora chorando, Virgínia me parecia ser a pessoa mais centrada do casal naquele momento. Perguntei se havia parentes que ela teria urgência de avisar. Depois indaguei se eles tinham algum tipo de convênio ou plano funeral que eu pudesse ajudar a acionar. Diante das negativas, perguntei se ela me autorizava a tomar providências. Voltando a chorar muito, respondeu que sim. Peguei o celular e telefonei para os bombeiros. Expliquei a situação e pedi urgência. Prometeram enviar alguém.

Nisso Renato voltou, acompanhado do porteiro. Ele não conseguia ficar longe, tamanha era a sua agonia. Eu fiquei na porta do apartamento, barrando sua entrada. Expliquei que já tinha pedido a vinda dos bombeiros. Transtornado, ele disse que não tinha ideia do que fazer. Como já tive de me envolver com as providências que envolveram a morte de meus avós, expliquei tudo o que sabia sobre como funcionava o processo: emissão de atestado de óbito, transporte para o IML, compra de espaço no cemitério, esse tipo de coisa. Vi que ter uma clareza maior do que fazer deixou Renato um pouco mais calmo.

Nisso, Virgínia demonstrou preocupação com a saúde dele, devido à hipertensão. Como tenho um aparelho de aferir pressão, o convidei para entrar em minha casa para ver como estava. Ele aceitou, fomos ao meu apartamento, fiz com que se sentasse à mesa, peguei o aparelho e constatamos que sua pressão estava em 18,6 x 10. Eu recomendei que tomasse algum medicamento. Voltamos para o corredor no momento em que um bombeiro chegava, com uma enorme maleta. Ele perguntou o que tinha havido e lhe expliquei tudo. Pediu para ver o corpo.

O cheiro naquele momento era nauseante. Mesmo assim, eu disse a Renato e Virgínia que não entrassem no apartamento, que eu conduziria o bombeiro. Fui à frente e levei o bombeiro até o corpo. Ele observou a cena e saímos do quarto. O homem disse que precisaria de informações pessoais da falecida, bem como de um documento dela. O problema é que a carteira de identidade de dona Marilene estava sobre um móvel, no quarto, ao lado do corpo. O bombeiro estava preenchendo uma ficha com Renato. Virgínia chorava, com um olhar distante. Respirei fundo, lembrei-me do amor pelo próximo e voltei ao quarto. O odor era insuportável. Caminhei a poucos centímetros do cadáver, peguei o documento e saí.

Renato começou a passar mal. Conversei com o bombeiro e ele recomendou dar um Lexotan ou um Rivotril. Felizmente eu tinha um Rivotril em casa, corri, peguei e o entreguei ao filho de dona Marilene. Naquela hora, chegou a polícia, que tinha sido acionada via rádio pelo bombeiro. Os policiais disseram que precisariam tomar o depoimento do casal e, naquele momento, percebi que eu não seria mais necessário ali. Abracei com carinho Renato e Virgínia, dei-lhes uma palavra de conforto, falei rapidamente do amor de Deus e do consolo e da paz que só Jesus poderia lhes dar. Por fim, me despedi e me pus à disposição de qualquer coisa que precisassem.

E retornei para casa.

Ao final do dia, por volta de 22 horas, eu estava em meu apartamento quando tocou a campainha. Abri a porta e vi Renato e Virgínia. Perguntei como estavam e os convidei para entrar, mas eles se recusaram. Disseram que tinham passado o dia tomando providências, mas que faziam questão de ir à minha casa agradecer por tudo o que eu tinha feito. Renato disse uma frase que me tocou o coração:

– Você foi um anjo que Deus pôs na minha vida num dos momentos de maior sofrimento que já vivi.

Respondi com sinceridade que tudo o que fiz foi porque o amor de Cristo vive em mim e que não tinham pelo que agradecer. Foi quando tive um insight. Pedi que esperassem um instante, voltei para dentro, peguei um dos poucos exemplares do O fim dos sofrimento que tenho e lhes dei de presente.

– Este livro é para vocês. E peço a Deus que a leitura os abençoe muito.

Eles espicharam o olho, viram a capa e a contracapa e deram uma pequena folheada. Virgínia comentou:

– Não conheço o autor. Quem é?

– Sou eu mesmo – respondi.

Eles se olharam, surpresos, olharam para o exemplar, olharam de novo para mim. Ela deu um sorriso cansado e disse:

– Agora eu entendi por que você nos ajudou na hora do sofrimento. Você entende do assunto.

Ao que eu retruquei, dizendo mais ou menos isto:

– Na verdade, tudo o que aprendi sobre o assunto foi com Jesus. Ele, mais do que ninguém, sabe o que é sofrer. Por isso, não tem nenhuma pessoa melhor a quem possamos recorrer na hora em que estamos sofrendo. E, quando aprendemos o que é sofrimento, conseguimos amar o próximo como Jesus nos amou. Leiam, descubram o que Jesus tem a dizer a vocês neste momento e passem adiante – e sorri.

Eles devolveram o sorriso, disseram mais algumas palavras e nos abraçamos. Em seguida, se despediram e chamaram o elevador para descer. Voltei para dentro e fiquei pensando em tudo o que ocorreu. Deus permite o sofrimento porque tem um fim, isto é, uma finalidade para cada situação de dorNão sei dizer exatamente qual foi a finalidade de tudo o que eu, Renato e Virgínia vivemos naquele dia. Penso em muitas possibilidades. Mas uma coisa vi na prática: se abrirmos mão de nós mesmos e nos dedicarmos em amor para sanar o sofrimento do próximo, nos tornaremos verdadeiramente instrumentos nas mãos de Deus para levar consolo e esperança a todo aquele que precisa, em seus momentos mais sombrios.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
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dente 1Em algum momento da sua vida, você certamente já brincou com sementes da planta conhecida como dente-de-leão. A certa distância, elas parecem um chumaço branco e redondo, fixado na ponta de uma haste verde, mas, quando sopra o vento, aquela bolinha de fiapos de desfaz em um monte de pequenos tufos, que saem voando pelo ar. É lindo de se ver e divertido. Sempre gostei muito dessas sementes, porque me transmitem uma sensação de paz e leveza. Para os cristãos da Idade Média, a flor da dente-de-leão estava associada a Cristo, possivelmente pelo seu formato, que lembra os raios do sol. Por isso, historicamente ganhou o significado de otimismo, esperança e luz espiritual. Além das características simbólicas, a planta pode ser utilizada com fins medicinais; seu chá é usado para purificar o sangue, estimular o apetite e tratar diferentes problemas de saúde. E mais: o dente-de-leão também serve como alimento, pois tem valor nutritivo.

Fiquei positivamente surpreso e feliz quando a Editora Mundo Cristão me apresentou a capa de meu novo livro, O Fim do Sofrimento – Um livro para quem busca consolo e esperança nos momentos mais sombrios. A obra, que chega às livrarias neste mês de maio, tem uma capa azul celeste e o único elemento além das palavras são sementes de dente-de-leão sopradas ao vento. Achei a escolha do artista que fez a capa muito apropriada para um livro que tem como objetivo levar paz e alívio a pessoas que estão passando por um período de sofrimento. Quando recebi da Mundo Cristão a arte da capa, fiquei olhando, me lembrando das características dessa planta e refletindo sobre sua relação com a questão da paz em meio ao sofrimento, que é o tema central do livro.

dente 3Muitas vezes, quando o sofrimento chega à nossa vida, nos sentimos destroçados. É como se uma situação aparentemente perfeita fosse destruída, dando lugar a dor, angústia, tristeza, dúvidas, depressão e aflições. O mesmo ocorre com o dente-de-leão, um chumaço redondinho, perfeito, bonito. Mas aí chega o vento. Em segundos, aquela planta aparentemente irretocável é desfeita, desconjuntada, suas partes são sopradas para todos os lados e o que sobra é uma haste pelada, despida de beleza. O interessante é que essa aparente destruição na verdade serve para manter a espécie viva, uma vez que, quando isso ocorre, as sementes são levadas pelo vento para fazer brotar novos exemplares – uma bela estratégia que Deus criou para fazer a planta proliferar, crescer e se multiplicar.

Assim, se enxergarmos o sofrimento não como uma desgraça totalmente negativa, mas como uma oportunidade de reflexão, crescimento e transformação,  conseguiremos lidar muito melhor com as dores do corpo e as angústias da alma. Tudo é uma questão de como se encara a destruição do dente-de-leão: como o fim de algo belo ou como um fenômeno necessário para que ele cresça e se fortaleça. Como você lida com seu sofrimento? Com lamúrias e olhos cravados no presente ou com antecipação e olhos voltados para o futuro?

Além disso, o dente-de-leão é uma planta medicinal, isto é, que ajuda a curar males. De igual modo, enxergo no sofrimento a capacidade de nos conduzir a patamares de reflexão e transformação que em períodos de tranquilidade não conseguimos. Quando sofremos, somos empurrados para fora da nossa zona de conforto e nos vemos obrigados a mudar e nos reinventar; nos tornamos mais fortes e resilientes; adquirimos a capacidade de lidar com as agruras da vida como nunca antes; além de adquirimos um grau de intimidade e relacionamento com Deus muito superior aos dos tempos de paz (seja franco: você ora mais e com mais profundidade quando está tudo bem ou quando tudo vai mal?). O apóstolo Paulo deixou muito clara a capacidade do aperfeiçoamento na fraqueza provocada pelo abatimento de alma:

“Foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte. Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte” (2Co 12.7-10).

O fim do sofrimento_CapaNinguém quer sofrer, ninguém gosta de sofrer. Nem eu, nem você, nem ninguém. Sofrimento é algo horrível. Jamais você me ouvirá dizer que devemos querer sofrer – não sou louco. Só que o sofrimento é uma realidade da vida e um dia ele chegará, inevitavelmente. A pergunta que todos devemos saber responder é: como lidaremos com a dor, o luto, a aflição, a depressão, o desconforto, a perda e a falta de bem-estar quando vierem? Com desespero e desequilíbrio ou com confiança e paz? A resposta a essa pergunta fará toda diferença.

O Fim do Sofrimento tem um duplo objetivo: esclarecer por que um Deus bom, amoroso e misericordioso permite que seus filhos sofram. E ofertar palavras de consolo, alívio, crescimento e transformação, para mostrar como você pode obter paz enquanto está no olho do furacão. Por isso, fico especialmente encantado com um aspecto muito singelo da planta escolhida para ilustrar a capa do livro: sabe como o dente-de-leão é chamado em algumas regiões do Brasil?

Esperança.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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Hipocrisia1Ninguém gosta de viver crises. Eu não gosto. Você não gosta. Crises são ruins, doem, machucam, entristecem, abatem. Elas podem vir com as mais variadas aparências: desemprego, doenças, divórcio, alcoolismo, opressão, escassez, pecados, agressões e por aí vai. Deus nos livre das crises. Mas… eis que vem a má notícia: elas são inevitáveis. Certeiras. Elas virão. Ninguém está isento de crises. Jesus as enfrentou, todos os apóstolos foram afligidos por elas, a Igreja primitiva as teve como companheiras constantes, os reformadores praticamente as convidaram ao peitar os religiosismos de então, você e eu tropeçamos nelas a cada esquina. Crises virão e são inevitáveis. Mas, sabe… crises têm um aspecto positivo, do qual devemos desfrutar: elas revelam quem cada pessoa realmente é.

Foi na hora da crise que Pedro mostrou que ainda pensava mais em si do que nos outros. Foi na crise que Judas revelou que, embora tivesse passado anos com Cristo, não compreendia o perdão divino. Quando a crise veio, Paulo e Pedro mostraram que não eram grandes especialistas em conciliação. À sombra da crise, Caim revelou onde estava seu coração com relação a Deus e a seu irmão. A crise expôs mais de uma vez que Abraão tinha uma indisfarçável covardia, ao fingir que sua esposa era sua irmã – diante de faraó e de Abimeleque. Os exemplos bíblicos são muitos e todos levam à mesma conclusão: crises revelam seu verdadeiro eu.

Hipocrisia3Na fome você descobre os caridosos. Na angústia aparecem os empáticos. Na dor se revelam aqueles que choram com quem chora. No escândalo caem as máscaras dos egocêntricos. Na pobreza somem os interesseiros. Na derrota permanecem os parceiros. Quando você não tem mais nada a oferecer se destacam seus verdadeiros amigos e desaparecem os falsos. “As riquezas multiplicam os amigos; mas, ao pobre, o seu próprio amigo o deixa” (Pv 19.4) – repare que “riquezas”, aqui, não se refere apenas a dinheiro, mas a tudo o que você pode oferecer aos demais. A crise peneira os que de fato têm amor no coração dos que têm apenas aparência de piedade.

No meio cristão merece nossa atenção especial a crise do pecado, uma vez que ela é a que mais mexe com cada um de nós. Na igreja, ela é uma das mais reveladoras que há. Quando alguém comete um daqueles pecados bem cabeludos, arrepende-se e seus irmãos em Cristo tomam conhecimento, é bom que ele se prepare, pois vai conhecer de fato quão santos, piedosos e verdadeiros são aqueles que o cercam. Os salvos o apoiarão e ajudarão na sua restauração. Os que não têm a natureza de Cristo lançarão pedras. Os medrosos sairão de perto. Os mansos e humildes de coração o abraçarão e o puxarão para cima. Em suma, é no pecado que se descobre quem realmente ama ao próximo como a si mesmo e quem ama a si mesmo como a si mesmo.

Por exemplo, você sistematicamente desonra pai e mãe, mas ninguHipocrisia2ém sabe disso. No dia em que esse pecado abominável vem à tona, muitos se afastam. Outros que te chamam de “amigo” deletam você de sua convivência – afinal, não pega bem associar seu nome a alguém que desonra pai e mãe. E por aí vai. É quando você chega diante da igreja e confessa publicamente que tem amado o dinheiro acima de seres humanos que muitos passam a atravessar para o outro lado da rua ao te avistar de longe, começam a te boicotar e demonstram que sua vida não lhes importava tanto assim.

Parece ruim? Então ouça a boa noticia: não é. Pois bendita é a crise que mostra quão cristãos os cristãos que te cercam são. Porque (preste bem atenção a isto)  o que demonstra se você é  cristão de verdade não é apenas se você peca ou não, mas como reage diante do pecado dos outros. Porque pecar 100% dos cristãos pecam, mas reagir como Cristo diante do pecado alheio… não é virtude de uma maioria.

A piedade de impiedosos não sobrevive na hora da crise. Nesse sentido, a crise é uma maravilha, pois ajuda você a enxergar com mais clareza ao seu redor. “Um homem desesperado deve receber a compaixão de seus amigos, muito embora ele tenha abandonado o temor do Todo-poderoso” (Jó 6.14) é um versículo que poucos conhecem e menos ainda o vivem no dia a dia.

Hipocrisia4Mas a crise não só revela a hipocrisia: ela põe os holofotes sobre os magnânimos. Pois é quando explode na igreja o escândalo de que você é um terrível preguiçoso que muitos chegarão até você com abraços amigos, palavras de consolo e restauração. É ao revelar publicamente que você não merece o céu porque é um glutão de primeira linha que os amorosos, pacificadores, bondosos e amáveis brotarão com braços abertos, mãos estendidas, ombros ofertados, colos à disposição, palavras de apoio e encorajamento e, acima de tudo, com aquilo que mais pesa nessas horas: sua presença. Pois os salvos permanecem na hora crise. Os que são amantes do próprio ventre vão cuidar de si.

Doença, pobreza, pecado, dificuldades, carência, depressão… são muitas as crises que podem pular à nossa frente. Possivelmente, ao longo da leitura desta reflexão, você imaginou pessoas que conhece e que se encaixam naquilo que foi descrito aqui. Eu perguntaria, então, se me permite: e você? Como você se comporta quando é o seu próximo que está em crise? Você permanece, apoia, ama, dá a cara a tapa, abre mão de seu tempo pelo outro, fortalece, diz palavras de amor… perdoa? Você dá as costas ou age em prol da restauração? O que a crise do seu próximo revela sobre você? Sobre sua fé? Sobre quanto ama as outras pessoas? Sobre seu cristianismo? Sobre sua vida com Cristo?

A crise virá, não tem jeito. Mas, quando ela for embora, tenha a certeza de que você terá recebido um magnífico presente do Pai que o ama: a revelação de como é de fato o coração daqueles que te chamam de “amigo”. Passada a crise, muitos “amigos” terão desaparecido – dê graças a Deus por isso. E os poucos que ficarem não serão mais seus amigos: “Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão” (Pv 17.17). Sim, louve a Deus pelas crises, pois elas farão brotar ao seu lado verdadeiros irmãos. E, dependendo de como você se comportar na crise do seu amigo, o Senhor lhe mostrará muito a respeito de como anda o seu próprio coração.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício

carga0Fernando Pessoa tem uma poesia bastante conhecida, onde se lê: “O poeta é um fingidor. Finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente”. Por esse prisma, e com toda licença poética, me atrevo a dizer que vivemos cercados de poetas – pessoas que sorriem, cumprimentam, se esmeram em transparecer alegria, mas por dentro são tomadas de tristezas profundas. São fingidoras. Não pelo aspecto negativo, simplesmente fingem que está tudo bem quando, na verdade, está tudo mal. Heróis da temperança, suportam suas cargas sem repartir com ninguém – e não por vontade própria. São multidões de infelizes que circulam ao nosso redor sem que sua infelicidade torne-se visível. E, acredite: dentro das igrejas.

Entre esses irmãos e irmãs há de tudo. Pessoas acometidas por doenças que roubam sua paz, gente extremamente infeliz em sua vida afetiva, deprimidos, solitários, seres humanos feridos por outros seres humanos, filhos abandonados, pais esquecidos, almas esmagadas pelo peso do próprio pecado, cristãos que não conseguem enxergar Cristo. São muitas as razões, são muitas as vítimas. Convivem diariamente com a tristeza, sem ter com quem conversar, desabafar, sem ter quem as ouça e a suas histórias. São sofredores ocultos.

carga4A pergunta que me faço é: por quê? Por que há entre nós essa multidão de ilhas humanas, isoladas, que não conseguem estabelecer pontes com as demais? Se somos um Corpo e cada membro que dói deveria afetar todos os outros, por que há tantos que se mantém em silêncio quanto às suas dores mais profundas? Paulo diz em Gálatas 6.2: “Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo”. Isso é o cenário ideal. Por que, então, para tantos e tantos isso não acontece?

Acredito que há duas explicações e, infelizmente, elas não são muito bonitas.

Primeiro: quem é que pergunta “tudo bem?” de fato preparado para ouvir um “não” como resposta? Porque, sejamos francos, todos estamos condicionados a cruzar com alguém, dizer “tudo bem?” e escutar um automático “tudo bem” de volta. Só que uma enorme porcentagem dos que dizem isso… não estão nada bem. Respondem pelo hábito e pela triste realidade: se dissessem “não, não estou bem” veriam da parte da outra pessoa uma total inabilidade de lidar com isso. Muitos ouviriam um “vamos orar, irmão” de volta ou um “que é isso, irmã, a vitória é tua!”. E tudo continuaria como antes.

carga2Como Igreja, a realidade é que muitos não estão preparados para lidar com quem não está bem. Simplesmente não sabem o que fazer. Nem o que dizer. Perdem o rebolado. Muitos buscam o caminho mais fácil: encaminham para o pastor. Muitos respondem frases-feitas. Muitos fogem. Muitos chegam ao ponto de dizer que é falta de fé. E, com isso, nos acostumamos a que não adianta nada nos mostrarmos como de fato estamos, pois abrir o peito não terá utilidade. O socorro não virá. O conforto ficará apenas na vontade. Dizer “não estou bem” pra quê? Quem se interessaria? E, caso se interessassem, quantos estariam habilitados a levar nosso fardo conosco?

Penso que isso deveria ser muito mais presente em nossa vida em igreja. Deveríamos pregar mais sobre o assunto. Na escola bíblica dominical deveria ser lição indispensável: como amar o próximo. Como levar as cargas uns dos outros. Como escutar a infelicidade alheia de maneira consequente. Todo seminário teológico deveria investir tempo tratando disso – afinal, é um elemento da fé cristã muito mais importante do que calvinismo X arminianismo ou sobre batismo no Espírito Santo, por exemplo. Eu trocaria os dons mais excelentes pela habilidade de levar conforto a quem tem dor. Eu preferiria mil vezes mais ter o dom de levar as cargas dos meus irmãos do que o de profetizar ou operar maravilhas. Simplesmente porque é mais útil, mais importante e desesperadamente mais necessário em nossos dias. Amar o próximo… ó, Deus, como precisamos aprender a fazer isso!

carga5A segunda explicação é a falta de confiabilidade de muitos. Há irmãos e irmãs aos montes que sofrem de dramas reais, dores de alma crônicas, tristezas infindáveis… mas não confiam em se abrir com ninguém da igreja. Porque já viram todo tipo de traições: sacerdotes que vazam confissões que lhes foram feitas em confiança. Irmãos que passam adiante o que lhes segredamos. Irmãs que se afastam de nós ao tomar conhecimento de certas realidades que nos esmagam. Diante disso, como confiar? Como ter fé em que aquele amigo “tão espiritual” não trairá a confiança que depositamos nele ao vilipendiar nossas dores mais profundas e agoniantes? Logo, o que acontece é: “Tudo bem?”. “Sim, tudo ótimo!”, quando, por dentro, há tristeza, solidão, angústia, sofrimento.

Como podemos mudar isso? Preocupando-nos de fato com o próximo. Pondo em prática o Grande Mandamento. Se você começar a agir na sua comunidade de fé mostrando que é alguém com quem se pode contar na hora da angústia e da tribulação, as pessoas criarão coragem para compartilhar com você suas dores. Se você se apresentar como alguém confiável, os cansados e sobrecarregados se aproximarão. E terão coragem de dizer “não, não está tudo bem”. Olhe para si: você é alguém preparado para ouvir e auxiliar, para amparar? Tem base bíblica para oferecer conforto e paz a partir do que dizem as Escrituras? Você é um cristão pronto para oferecer o conforto de Cristo? Se percebe que não, procure urgentemente soluções para isso. Seus irmãos precisam de você. Há dores demais em nosso meio, angústias em excesso no seio da Igreja para deixarmos isso pra lá. “Jesus cuida” – sim, eu sei disso. Mas Jesus quer usar você como instrumento para cuidar.

Olhe ao redor e passe a procurar o próximo a quem possa amar. Não sabe como fazer? Comece com uma simples pergunta: “Tudo bem?”. E quando vier a resposta automática, olhe nos olhos e insista: “Mas… tudo bem mesmo?”. A partir daí, prepare-se: você pode se surpreender com o que vai ouvir e com a forma com que Deus pode usá-lo para levar cargas de pessoas que, muitas vezes, mal têm forças de ficar em pé.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício