Arquivo da categoria ‘Satanás’

Hoje gostaria de refletir com você sobre um mal que assola todos nós. Para tanto, preciso começar explicando que semana passada recebi um prêmio por um livro que escrevi. O Prêmio Areté é uma premiação anual da Associação dos Editores Cristãos do Brasil, uma espécie de “Oscar” da literatura cristã em nosso país. Meu livro “Confiança inabalável: Um livro para quem quer vencer o medo e a ansiedade” foi escolhido o melhor do ano na categoria “Melhor livro de meditação, oração e comunhão”. Você pode imaginar a avalanche de elogios e congratulações que recebi. E, com eles, começaram a brotar em meu coração alguns dos sentimentos mais destrutivos para um ser humano: vaidade e orgulho. Sim, é feio confessar isso, mas é a pura verdade e negar seria hipocrisia: por alguns instantes, eu cri que era digno de receber os louvores por esse feito. Felizmente, isso durou pouco tempo, pois, logo, o Espírito Santo soou o alarme. Quando me dei conta de que tais sentimentos estavam brotando em meu coração, parei. Silenciei. Afastei-me das vozes. E me pus em meu devido lugar. Sabe… absolutamente todos nós somos tentados na vaidade, na soberba, no orgulho. Todos! Eu, você e o resto da humanidade. A questão é: o que fazer quando essa erva daninha germina em nossa alma?

Como devemos lidar com as nossas qualidades? Quais são os pensamentos mais secretos que passam pela sua cabeça quando alguém diz que você é uma bênção, alguém maravilhoso, com capacidades extraordinárias? Como fica o seu coração quando dizem que a sua pregação foi sensacional, que você canta como ninguém, que o livro que escreveu mudou vidas, que seu conhecimento teológico é inigualável, que você é ótimo no que faz, que seus talentos o destacam dos demais? Essa é uma questão muito delicada e sempre presente na vida de um cristão, pois sabemos que a Bíblia nos ensina a humildade, enquanto nosso ego vive querendo nos exaltar. 

O grande problema da vaidade, do orgulho, da soberba, da altivez é que tais sentimentos fazem de nós idólatras e ladrões. Deus disse: “Não permitirei que meu nome seja manchado e não repartirei minha glória com outros” (Is 48.11, NVT). Toda glória e toda exaltação pertencem ao Criador e, se passamos a nos glorificar e a acreditar que devemos ser exaltados, nos tornamos ídolos no altar do nosso coração e roubamos a glória que pertence única e exclusivamente a Deus. Portanto, ao nos envaidecermos e nos ensoberbecermos, ferimos o primeiro e o sétimo mandamentos. Conclusão: vaidade e orgulho são cânceres para a alma. Se aceitamos isso em nossa vida, nos tornamos como Satanás, que, de modo prepotente, quis ser exaltado à revelia do Criador. 

Você poderia pensar: mas se eu tenho tais qualidades, qual seria o problema de aceitar os elogios, as bajulações, a exaltação? A resposta bíblica a essa questão veio de Tiago: “Toda dádiva que é boa e perfeita vem do alto, do Pai que criou as luzes no céu. Nele não há variação nem sombra de mudança” (Tg 1.17, NVT). O que isso quer dizer é que tudo o que temos de bom em nós não nos pertence, mas é concessão de Deus. Vou dar um exemplo. 

Você abre o filtro de água em sua casa num dia de calor escaldante e sacia a sua sede com aquele líquido maravilhoso, fresquinho e refrescante que sai da torneira. Então, vira-se para o cano que leva a água do rio até sua cozinha e começa a elogiá-lo: “Cano, como você é maravilhoso! Devo tanto a você, seu cano talentoso, que produz uma água tão gostosa! Bendito é você, cano, que gera a água que me dá vida!”. O cano vaidoso pode pensar: “Sim! Eu sou demais, veja como a MINHA água é inigualável!”. Já o cano humilde estranhará e responderá: “Mas, meu amigo, essa água não é minha, eu não tenho nenhum mérito na produção dela, tudo o que faço é ser um canal para que ela venha da fonte até você”. Meu irmão, minha irmã, eu e você somos o cano. Deus é quem tem o mérito por produzir a água, construir o cano e o instalar no lugar certo, a fim de que funcionasse corretamente. Nosso papel é apenas conduzir a água da vida do manancial até os sedentos. Nosso mérito nisso? Nenhum. Assim como o cano não tem mérito algum pela água que transporta. 

Receber orgulhosamente o mérito por isso é querer ser manancial quando somos apenas cano. Também é roubar de quem nos criou e criou a água toda a glória pela existência da água e por nos ter posto na posição certa para conduzi-la. Somos canos rachados e enferrujados. Toda honra e toda glória são da fonte de águas vivas. 

Meu irmão, minha irmã, você fará muitas coisas bem feitas ao longo da vida. E isso é ótimo! Prepare-se da melhor forma possível e esforce-se ao máximo para realizar tudo com excelência. E tenha a certeza de que ações bem realizadas receberão elogios. Prêmios. Troféus. Muitos “parabéns” e louvores. E, nessas horas,  a semente da vaidade vai germinar. O orgulho brotará. Isso é líquido e certo. E não adianta negar, porque esses sentimentos brotam queiramos nós ou não. A questão é: regamos e adubamos essa planta comedora de almas ou a arrancamos pela raiz? A Bíblia responde: “O orgulho leva à desgraça, mas com a humildade vem a sabedoria” (Pv 11.2, NVT); “A arrogância precede a destruição; a humildade precede a honra” (Pv 18.12, NVT); “O orgulho termina em humilhação, mas a humildade alcança a honra” (Pv 29.23, NVT); “Se vocês são sábios e inteligentes, demonstrem isso vivendo honradamente, realizando boas obras com a humildade que vem da sabedoria” (Tg 3.13, NVT). 

A tentação, esse broto recém-saído da semente, não é o problema. Nem novidade. É certo que imediatamente após o elogio virá a vaidade, pode ter certeza. Mas o grande xis da questão é que você não pode permitir que ela se instale em seu coração, pois, se permitir, o broto crescerá e se transformará na terrível árvore do pecado. E seus frutos são venenosos. Portanto, assim que você perceber a vaidade, o orgulho e a arrogância brotando dentro de si, esmague esses sentimentos antes que seja tarde. Sufoque-os. Mostre-lhes quem é que manda. E quem manda, lembre-se, não é você: é Deus. 

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O prêmio que recebi pelo “Confiança inabalável” não é meu. Foi Deus quem iluminou minha mente para que eu pusesse as ideias no papel. Uma equipe de 40 pessoas da editora Mundo Cristão trabalhou para que o livro existisse, da edição do texto à distribuição nas livrarias, eu não fiz o livro sozinho. Hernandes Dias Lopes escreveu o prefácio e William Douglas, a apresentação. E é o Espírito Santo quem usa as palavras do livro para tocar corações e transformar vidas. É uma obra cheia de contribuições e de dedos de outras pessoas, além de vir de Deus e ser usada por Deus no coração de cada leitor. Por que, então, eu deveria ter vaidade? O que justificaria eu ter orgulho? Sou cano! Deus é quem idealiza, distribui os dons e talentos, ilumina mentes, usa o resultado na edificação de vidas… Tudo vem dele, para ele. A Deus a honra, a glória, o louvor, a exaltação. Ele é digno, bom, justo, soberano, maravilhoso, inigualável. E eu? Eu sou indigno, mau, falho, imperfeito, pecador, desesperadamente carente da graça de Deus. 

Meu irmão, minha irmã, quando vier a vaidade, lembre-se de que você é cano. Quando muitos te elogiarem e te abraçarem com os olhinhos brilhando, lembre-se: cano. Quando te exaltarem, te seguirem aos milhares no facebook, te abraçarem emocionados por tirar uma foto com você, escreverem e falarem palavras de louvor às tuas grandes qualidades, sussurre baixinho para não se permitir esquecer: “CANO…”. 

Cano… 

Cano…

Cano. 

Só a Deus a glória. 

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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O Brasil tomou conhecimento há alguns dias de uma realidade assustadora: os principais frigoríficos do país vêm adulterando seus produtos, vendendo carne podre tratada com ácido cancerígeno para parecer fresca e misturando materiais bizarros ao alimento. Todos ficamos perplexos ao saber que o churrasco, o frango ou a linguiça que consumimos há sabe Deus quanto tempo eram como cavalos de Troia alimentícios: pagamos por algo saudável e recebemos produtos de terrível qualidade, cheios de péssimas surpresas dentro. Para além da natural indignação, esse episódio nos leva a algumas reflexões sobre a natureza humana.

Primeiro, cada vez mais fica patente que a ganância não encontra limites. Para não perder dinheiro, os empresários preferem vender seu produto putrefacto ou recheado de porcarias, o que eles têm plena consciência de que faz mal. A saúde de seus clientes? Só podemos concluir que para eles não importa. Lembro de que há cerca de oito anos fui internado no CTI com septicemia abdominal causada por um filé de frango estragado. Assim que dei entrada no hospital, minha esposa acionou a vigilância sanitária, que deu uma batida no restaurante onde ingeri o alimento podre. Não queira saber as condições que os fiscais encontraram. Posso dizer que, em resumo, a cozinha do restaurante parecia um chiqueiro onde porcos não gostariam de viver. Por isso, sei o que é passar mal por conta da ganância alheia.

Segundo, cada vez mais fica comprovado que a corrupção humana não encontra limites. Trinta e três profissionais do governo, responsáveis pela fiscalização das condições de funcionamento dos frigoríficos, foram afastados do cargo sob a acusação de receber propina para deixar essas empresas fazerem o que bem entendessem. A corrupção não é nova, mas é impressionante como, a despeito dos avanços da civilização, para muitos a vantagem financeira segue sendo mais importante que a verdade. Avançamos em tecnologia, mas como seres humanos somos os mesmos depravados de sempre.

Terceiro, o mandamento de amar o próximo como a si mesmo não parece fazer parte do dia a dia de grande parte da humanidade. Desde que pingue um dinheirinho, seres humanos são capazes de fechar os olhos a toda e qualquer barbaridade feita com a vida alheia. O bem-estar do próximo é posto abaixo da possibilidade de lucro pessoal. O que isso denuncia? Um gigantesco egoísmo. Desde que eu tenha uma boa propina no banco, não me importa que meu vizinho, meu tio, meu professor ou o jornaleiro da esquina ingiram carne podre, produtos cancerígenos, papelão ou cabeça de porco. O que importa é o meu interesse. Os outros? Hm…

Ganância, corrupção, egoísmo. Tudo isso junto mostra como a humanidade é idólatra de si mesma. Jesus disse: “Em todas as coisas façam aos outros o que vocês desejam que eles lhes façam. Essa é a essência de tudo que ensinam a lei e os profetas” (Mt 7.12). Quem ignora esse mandamento se põe acima de Deus e, com isso, peca por autoidolatria, o pecado maior de Satanás. É triste ver como este mundo caído se assemelha ao pai da mentira, à antiga serpente. Em contrapartida, cada vez mais fica patente como necessitamos de Cristo! Como precisamos da graça salvadora! Pois só ela nos liberta de nossa autoidolatria, nos faz amar o próximo de fato como a nós mesmos, nos faz não amar o dinheiro, nos conforma à natureza de Cristo.

Que Deus converta os corações. Pois, longe do Senhor, tudo o que nos resta é carne podre.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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parasita 1Todos já fizemos a oração que o Senhor nos ensinou, conhecida como “o pai-nosso”. Logo, já pedimos muitas e muitas vezes: “Livra-nos do mal” (Mt 6.13). Diga-me se estou errado, mas acredito que, na esmagadora maioria das vezes, quando você faz esse pedido a Deus, é numa referência a males externos. Assim, rogamos ao Senhor que nos livre de coisas como acidentes, assaltos, ataques, maledicências, doenças, más influências, forças espirituais da maldade, violência e outras semelhantes. No entanto, nenhum desses males é tão destrutivo quanto os que nos acometem interiormente: pensamentos poluídos, ódio, arrogância, inveja, egoísmo, cobiça, desamor, vaidade… pecados, enfim. Nada que venha de fora é tão avassalador quanto o mal que habita em nós.
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Se eu pedir para você completar a seguinte frase, como você completaria? “Eu sou habitação do…”. Por favor, não continue a ler este texto antes de completar essa frase. Completou? “Eu sou habitação do…”? Pronto? Completou? Ok, podemos prosseguir.
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Eu estaria certo se achasse que você disse “Eu sou habitação do Espírito Santo“? Bem, se você respondeu isso, está certíssimo. Porém, é uma resposta incompleta. Veja o que Paulo escreveu: “Ora, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. Neste caso, quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim.” (Rm 7.16-20).
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Interessante. Nessa passagem, Paulo – apóstolo de Cristo, convertido, salvo, crente, santo, justificado, regenerado, adotado por Deus como filho – admite que nele habita… pecado. Então, biblicamente, eu posso afirmar: “Eu sou habitação do Espírito Santo e, também, do pecado”. Que complicado…
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parasita 2Sim, eu e você somos morada do Altíssimo e, ao mesmo tempo, de uma natureza pecaminosa que cisma em não nos deixar em paz. E é justamente dessa inclinação inata para fazer o que é mal que devemos pedir que o Senhor nos livre. Os piores pecados de minha vida não foram culpa de ninguém além de mim mesmo. Eu sou o meu maior inimigo. O Diabo não é, até porque eu não sou habitação do Maligno, toda influência que vem das forças espirituais da maldade é externa. Tudo o que ele e seus asseclas fazem é instigar o pecado que indesejavelmente já se encontra em mim, para que me conquiste. E, se eu deixar, é o que vai acontecer, “Pois do coração saem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as imoralidades sexuais, os roubos, os falsos testemunhos e as calúnias. Essas coisas tornam o homem impuro” (Mt 15.19-20). Meus maiores inimigos não são de fora de mim, são de dentro. Vêm do meu enganoso coração.
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Temos de empurrar esse inquilino maldito que é o pecado para o quarto dos fundos de nosso ser e permitir que o Espírito Santo tome conta de todos os outros cômodos. E só conseguiremos isso desenvolvendo cada vez mais intimidade com o Criador, mediante um diálogo mais e mais frequente e profundo com ele – diálogo esse que se dá pela oração e o estudo da Bíblia. Não existe fórmula mágica: ou você se aproxima de Deus e achata o pecado que habita em você ou o que te espera pela frente é uma sucessão de quedas.
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cruz de CristoPai, livra-nos do mal. Esse mal chamado pecado, parasita que vive em nossas entranhas e se alimenta de nossas vontades, nosso ego, nossas vaidades e nossa teimosa autossuficiência. Livra-nos do mal que há em nós, para que o desejo racional de fazer o bem não seja suplantado pelo impulso irracional de fazer o mal. Não é fácil, e o Senhor nunca disse que seria. Mas, se somos fracos, é nessa fraqueza que teu poder se aperfeiçoa. Ajuda-nos. Livra-nos. Amém.
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Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >
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O fim do sofrimento_Banner APENAS
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O fim do sofrimento_Capa 3DVocê está sofrendo? Ou conhece alguém que esteja? Pode ser sofrimento físico, psicológico, espiritual ou emocional; no corpo ou na alma? Ou, então, tem a sensação de que Deus não te ouve, se cansou de você, não responde as orações ou mesmo não te ama? Se é o caso, saiba que muitos bons cristãos enfrentam sofrimentos. Mas… haveria uma explicação para um Deus bom e amoroso permitir a sua dor? E será que existem respostas bíblicas que ajudem a aliviar o fardo quando se está atravessando o vale da sombra da morte? A boa notícia é que, sim, há uma explicação; e, sim, as Escrituras apontam caminhos para encontrar paz, alívio, alegria, descanso, esperança e felicidade nos piores momentos da vida.

Tenho sido fortemente motivado a me aprofundar nessa questão, como resultado de um processo pessoal de sofrimento, somado à percepção constante – por meio de conversas com irmãos e irmãs pelo APENAS, pelo Facebook ou nas igrejas em que prego e palestro – de que há multidões de pessoas entre nós que precisam lidar com os mais variados tipos de dores e angústias. Por tudo isso, esse assunto tem feito parte de minhas reflexões de modo muito intenso nos últimos tempos, o que me levou a realizar uma pesquisa profunda nas Escrituras sobre o tema. Essa busca para compreender (e viver) melhor a questão do sofrimento acabou gerando um livro, lançado oficialmente este mês de maio pela editora Mundo Cristão: O Fim do Sofrimento – Um livro para quem busca consolo e esperança nos momentos mais sombrios.

Peço desculpas se este texto soa como a propaganda de um livro. Acredite: para mim, é muito mais do que isso. Tenho a convicção, reforçada pelo depoimento de pessoas que já o leram (veja abaixo), de que ele pode ajudar vidas que se encontram esmagadas pelo peso do sofrimento a encontrar o caminho da paz. A você, meu irmão, minha irmã, que acompanha este blog semanalmente, explico que tudo o que procurei fazer com esse livro foi o que faço nos posts do APENAS: estudar e refletir sobre as coisas de Deus para abençoar a vida de quem me lê. Aliás, alguns textos que uso na obra foram baseados em posts do blog, só que mais desenvolvidos e esmiuçados. Meu objetivo é que este livro – escrito numa linguagem extremamente fácil e simples, para ser compreendido por qualquer pessoa, em textos curtos e coloquiais – conduza quem o ler a vivenciar a paz em meio ao sofrimento. Sem falsas promessas. Apenas com respostas bíblicas.

É natural que, como autor, eu incentive a leitura do O Fim do Sofrimento – Um livro para quem busca consolo e esperança nos momentos mais sombrios, pois acredito realmente que ele possa ser um canal para Deus levar paz a muitas pessoas – não por mérito próprio, mas pelo poder das verdades bíblicas que ele contém. Nesse sentido, estimulo a leitura a quem está passando por momentos de angústia e aflição, seja você, seja alguém que você conheça. Não falo isso de modo algum por interesse comercial, minha intenção é abençoar vidas e levar paz a corações.

Mauricio Zágari e Augustus Nicodemus em 2011Além de ser suspeito, por ser o autor, confesso que sinto certo desconforto de falar sobre algo que fiz, por isso prefiro deixar que outros falem em meu lugar. O livro – que tem prefácio do pastor Augustus Nicodemus Lopes – traz, nas primeiras quatro páginas e na contracapa, pequenos depoimentos de pessoas que o leram antes da publicação. Acredito que você conheça alguns deles e é para eles que passo a palavra:

“Mensagens lúcidas e bíblicas como as que Maurício Zágari transmite por este livro chegam como um bálsamo. O leitor encontrará nas páginas de O fim do sofrimento consolo, orientação e direção para atravessar o vale da sombra da morte” (Augustus Nicodemus Lopes — Pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia).

“Mauricio Zágari tem a clara intenção de contribuir com a humanidade, independente de raça, cultura e religião. Seus textos procuram estimular o processo de interiorização e reflexão existencial, para que o leitor elabore suas experiências e cresça diante dos percalços da vida. Que os leitores possam ser inspirados por este livro a fazer essa caminhada” (Augusto Cury — Escritor)

shedd_g“Maurício Zágari dá respostas bíblicas repletas de esperança e encorajamento para o problema do sofrimento. Não acho que encontrará outro livro melhor para experimentar a paz!” (Russell Shedd — Pastor, escritor, professor, conferencista e teólogo)

“A oportunidade de dizer algo sobre O Fim do Sofrimento me dá a sensação de peso sob a grande responsabilidade, visto que Maurício Zágari é um escritor admirável. Recomendo com carinho e consciência o livro que tem em mãos” (Antonieta Rosa — Teóloga, pastora, escritora e líder da Igreja ADVEC, RJ)

ana paula“A leitura desse livro será um bálsamo para o coração de todo aquele que sofre mas não sabe o porquê. O sofrimento e a dor são parte da nossa vida. Gostaríamos de evitá-los mas, quando menos esperamos, eles surgem como “intrusos” nas nossas histórias. Não é fácil lidar com esses tipos de “intrusos”. Por essa razão, Deus nos deixou a sua Palavra e também a sua igreja: irmãos e irmãs que nos auxiliam na caminhada. Maurício Zágari é um desses preciosos irmãos que, com doçura, nos fala sobre o fim desses intrusos.” (Ana Paula Valadão e Gustavo Bessa — Pastores da Igreja Batista da Lagoinha, BH)

“Em Cristo, e por meio da sua Palavra, descobrimos as razões do sofrimento, conhecemos seus propósitos divinos, e mais: encontramos consolo e cura para todo tipo de dor. Neste livro, Maurício Zágari conduz o leitor com segurança por esse caminho de ajuda e esperança, por meio da Palavra de Deus.” (Carlos Alberto Bezerra e Suely Bezerra — Pastores da Comunidade da Graça, SP)

bianca toledo“O fim do sofrimento não é quando ele acaba, mas quando enfim começamos a aprender com ele. Estou certa de que este livro transformará desertos vazios em lições de inestimável valor” (Bianca Toledo — Missionária, escritora e cantora).

“Em meio a um tempo tão triunfalista, poucos têm a coragem e ousadia de falar sobre o sofrimento de uma forma tão profunda, visceral e bíblica. Maurício Zágari passeia entre o confronto e o bálsamo e consegue com muita sabedoria acalentar o coração” (Felipe Heiderich — Pastor e escritor)

O fim do sofrimento é para todos nós, homens e mulheres que nos sentimos perplexos e impotentes diante de diferentes situações pelas quais passamos ao longo da vida. Deus abençoe este livro!” (Cris Poli — Educadora, escritora e apresentadora do programa de TV Supernanny)

“Sofrimentos, crises e dificuldades estão inevitavelmente entrelaçados no tecido da vida. Contudo, você pode mudar sua vida pelas escolhas que faz, e Maurício o ajudará a fazer as escolhas certas” (Devi Titus — Escritora e palestrante)

“Maurício Zágari usa no livro os dois maiores instrumentos de comunhão com Deus: a oração e a leitura cuidadosa e proveitosa da Bíblia. Se eu fosse você, não deixaria de tê-lo como um manual de sobrevivência!” (Dora Bomilcar — Coordenadora de oração da AMTB e produtora e locutora do programa Entre amigas, da RTM)

durvalina bezerra“O assunto do sofrimento é tratado de forma bíblica, e a obra é uma leitura imprescindível para os que precisam saber enfrentar as tempestades da caminhada cristã” (Durvalina Bezerra — Teóloga, conferencista, escritora e diretora da Rede de Mobilização de Mulheres de Ação Global e Mulheres em Ministério)

“Maurício Zágari possui uma compreensão excepcionalmente clara e bíblica sobre Deus e o ser humano. Este livro faz você se levantar e viver, mesmo em circunstâncias de dor e sofrimento” (Gilciane Abreu — Teóloga, pedagoga e diretora executiva da Juventude Batista Brasileira)

enc-josueO fim do sofrimento é um livro corajoso, que aborda a soberania e o amor de Deus com a sensibilidade única de quem conhece a dor e sabe consolar por meio da verdade. Promete ser leitura obrigatória para esta geração” (Josué Gonçalves — Escritor, conferencista e pastor do ministério Família Debaixo da Graça)

“Maurício Zágari escreve com o coração e fala ao coração de seus leitores. Com toda a certeza você não será o mesmo depois de ler as páginas deste livro” (Leonardo Sahium — Pastor da Igreja Presbiteriana da Gávea, RJ)

“A Mundo Cristão está de parabéns por esta publicação. Ela fala ao âmago do ser humano” (Miguel Uchôa — Bispo anglicano da Diocese do Recife e reitor da Paróquia Anglicana Espírito Santo)

luiz-sayao“Em dias de superficialidade e irrelevância, O fim do sofrimento surge como um oásis para quem sente a inescapável missão do coração de integrar espiritualidade e sofrimento. Parabéns ao autor pela seriedade e sensibilidade!” (Luiz Sayão — Teólogo, linguista, hebraísta e pastor da Igreja Batista Nações Unidas, SP)

“Sofrimento é dor, é sinal de que algo não está bem. O importante é o que aprendemos em cada crise de dor. Esse é o objetivo do autor. Aproveite” (Nancy Gonçalves Dusilek — Palestrante e escritora)

“O autor caminha de maneira sensível, bíblica e não superficial no tema do sofrimento, balizando direções de aprendizado e crescimento que nos identificam com Jesus e nos aproximam do próximo” (Nelson Bomilcar — Músico, pastor e escritor)

nina targino“Maurício Zágari escreve sobre a angústia que vive no íntimo de todo ser humano: o medo de sofrer. Um livro muito bem-vindo, desafiador” (Nina Targino — Coordenadora nacional do ministério Desperta Débora)

O fim do sofrimento agiu sobre mim como as palavras de um amigo a meu lado que se dispusesse a ler passagens da Escritura e a confortar-me com comentários cheios de graça. O texto transpira vivência e pessoalidade” (Norma Braga Venâncio — Doutora em Literatura Francesa, escritora e palestrante)

“Mauricio Zágari nos brinda com uma obra em que a graça de Deus se faz presente, exortando-nos a permanecer firmes diante das batalhas que nos assolam a alma. Recomendo a leitura!” (Renato Vargens — Escritor e pastor da Igreja Cristã da Aliança, RJ)

Perdao Total - Rachel Sheherazade (2)“Longe de propor o fim do sofrimento, Maurício Zágari nos faz compreender sua finalidade, por que e para que sofremos. Nosso Pai de amor também opera através do sofrimento, mas nos garante: nenhuma tribulação será em vão” (Rachel Sheherazade — Jornalista e apresentadora)

“Ao invés de oferecer ‘regrinhas’ ou ‘mantras’ fáceis sobre um tema tão complexo, Maurício Zágari fará que o leitor enfrente o sofrimento sob aperspectiva de um Deus amoroso que não só está comprometido com seus filhos, como também ama sua criação” (Ricardo Bitun — Pastor da Igreja Manaim e professor de Ciências da Religião da Universidade Presbiteriana Mackenzie

“Sugiro a leitura a todos que anseiam se aprofundar na Bíblia em busca de respostas, ou melhor, direções que podem ajudar a trazer paz e esperança em momentos de sofrimento” (Rinaldo Seixas — Fundador e líder da Igreja Bola de Neve)

wd“Este livro é um dos melhores já escritos sobre a questão do sofrimento, pois oferece respostas de esperança, paz e transformação para quem está sofrendo, com argumentos totalmente bíblicos e sem fazer falsas promessas” (William Douglas — Juiz federal, escritor e conferencista)

Peço a Deus que O Fim do Sofrimento – Um livro para quem busca consolo e esperança nos momentos mais sombrios seja um canal de bênção e paz para muitas vidas. Se você está sofrendo, meu irmão, minha irmã, fica aqui minha carinhosa recomendação para que o leia, a fim de desfrutar do alívio e do consolo bíblicos que essa obra oferece. Se conhece alguém que esteja atravessando o vale da sombra da morte, dê um exemplar de presente ou recomende a leitura. E peço ao nosso Pai que as palavras de vida contidas nas páginas deste livro tragam transformação, esperança e paz a você e a todos aqueles que vier a alcançar.

Paz a todos vocês que estão em Cristo – em especial, os que estão sofrendo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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espanto 1Embora não tenha esta intenção, este post pode chocar você. Então, se você não deseja ser levado a refletir sobre o que não quer refletir, recomendo que pare a leitura agora. É sério: não quero que ninguém que se incomoda com aspectos da humanidade de Cristo se sinta ofendido, portanto se discutir essa questão ofende sua sensibilidade, por favor, não leia.
Se decidiu prosseguir, tenho de perguntar: preparado para pensar sobre alguns aspectos da pessoa de Jesus sobre os quais provavelmente nunca tinha pensado antes? Então vamos lá: Jesus soltava gases. Tirava meleca. Fazia xixi e popô. Ficava grudento de suor. Sem usar bálsamos, tinha cheiro de suor. Arrotava. Tinha cera no ouvido. E por aí vai. Se você ficou abismado por eu estar falando essas coisas e agora me acha um grande herege ou, no mínimo, um enorme desrespeitoso, gostaria de dizer que estou sendo, simplesmente, bíblico. E, acredite, não estou usando o nome de Deus em vão: eu quero chegar, sim, a algum lugar com esta reflexão.
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As Escrituras falam sobre Jesus que “ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana” (Fp 2.6-7). Isso nos mostra que o Criador do universo, o temível e poderoso Deus, o único digno de abrir os selos, aquele diante de quem todo joelho se dobrará, o Rei dos reis e Senhor dos senhores… fez-se como um homem. E, como tal, carregou em si absolutamente todas as características de um ser humano, com exceção de uma: ele nunca pecou. 
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E se, como homem, Jesus tinha todas as características humanas, é natural concluir que ele flatulasse, arrotasse, assoasse o nariz, tivesse cheiro de gente, fizesse necessidades fisiológicas e tudo o mais que eu, você e qualquer ser humano na face da terra fazemos. Quando você acorda de manhã, seu hálito tem aroma de rosas? Nunca teve aquelas reações naturais ao final de uma refeição? Os seus gases têm cheiro de perfume francês? Não? E sabe por quê? Porque você é 100% homem. Assim como Jesus. 
espanto 2Posso ir além? Se está escandalizado, recomendo de coração que pare esta leitura agora, pois a humanidade de Cristo será ainda mais exposta a partir deste ponto. Se continuar, será por sua conta e risco. Quer prosseguir? Então vamos lá: há um aspecto da pessoa de Jesus que poucos falam, com medo das reações, que deixa muitas pessoas de queixo caído e cabelos em pé, mas do qual não se pode fugir: Jesus sofreu tentações em todas as áreas. “Tá maluco, Zágari!?!?!?!?!”. Bem… não, eu não estou maluco. Posso afirmar isso porque as Escrituras afirmam isso. Veja: “Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado” (Hb 4.14-15). Repare: “ele foi tentado em TODAS as coisas”, assim como ocorre com qualquer um de nós, seres humanos. E “todas” significaria, por acaso “umas mas não outras”? Ou “todas” significa… “todas”? Se “todas” significa “todas”, posso afirmar que Jesus foi tentado para roubar, mentir, desonrar os pais, ser arrogante, sonegar imposto e se relacionar sexualmente sendo solteiro, entre tantos outros milhares de tipos de tentação.
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Não se escandalize por isso. Entenda que ser tentado é diferente de cometer o pecado. Ter sido tentado em todas as coisas não quer dizer que ele pecou em qualquer uma delas. Pelo contrário: a Bíblia afirma que em tudo Jesus foi tentado e afirma que em nada ele pecou. Então Jesus ter sido tentado não é nenhum problema. Problema teria sido ele pecar. Jesus foi tentado no deserto para cometer enorme abominação: prestar adoração ao Diabo. E isso não escandaliza ninguém. Por que, então, dizer que ele sofreu outros tipos de tentação deveria escandalizar?
espanto 3Agora vamos ao que de fato interessa nesta reflexão: precisamos ter muito claro que Jesus é totalmente humano. Totalmente. Totalmente. A ausência de pecado é o porém: exclua o pecado e ele é igualzinho, em sua humanidade, ao resto da humanidade! Se assim não fosse, ele jamais poderia ter morrido pelo pecado de todos, pois um Deus não-humano não teria como sofrer em nosso lugar. Uma das maiores discussões entre os teólogos dos primeiros séculos de Igreja era exatamente esta: seria Cristo só espírito, só carne, dois em um, um em um…? Como seria a essência do Salvador? Após muitas discussões e concílios (reuniões dos líderes da Igreja) concluiu-se, a partir das Escrituras, que ele abrigava em si, simultaneamente, as duas naturezas: humana e divina. Foi preciso a Igreja passar pelos concílios de Niceia (ano 325), Constantinopla (381) e Éfeso (431), para finalmente, no concílio de Calcedônia (451), sacramentar a afirmação da existência de duas naturezas na única pessoa de Cristo (o que a teologia chama de “diofisismo”). O texto final desse concílio estabeleceu:
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“Na linha dos santos Padres, ensinamos unanimemente a confessar um só e mesmo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, o mesmo perfeito em divindade e perfeito em humanidade, o mesmo verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, composto de uma alma racional e de um corpo, consubstancial ao Pai segundo a divindade, consubstancial a nós segundo a humanidade, ‘semelhante a nós em tudo com exceção do pecado'(Hb4.15); gerado do Pai antes de todos os séculos segundo a divindade, e nesses últimos dias, para nós e para nossa salvação, nascido da Virgem Maria, mãe de Deus, segundo a humanidade. Um só e mesmo Cristo, Senhor, Filho Único que devemos reconhecer em duas naturezas, sem confusão, sem mudanças, sem divisão, sem separação. A diferença das naturezas não é de modo algum suprimida pela sua união, mas antes as propriedades de cada uma são salvaguardadas e reunidas em uma só pessoa e uma só hipóstase”(DS 301-302).
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Qual é a grande beleza dessa realidade? De que maneira saber que Cristo é totalmente homem, nos mínimos detalhes, influencia nossa vida? Simples: Jesus nos entende. Ele é plenamente o que nós somos. Assim, compreende com exatidão tudo o que tem a ver com o ser humano. Você solta gases? Jesus entende. Você tira meleca? Jesus entende. Você tem mau hálito de manhã? Jesus entende. Seu desodorante venceu? Jesus entende.
espanto 4De igual modo – e este sim é o ponto que realmente importa -, se Jesus te entende nessas besteirinhas sem importância, ele te entende também nas grandes. Você pecou? O perdão dele é total. “Quanto dista o Oriente do Ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões. Como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR se compadece dos que o temem. Pois ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó” (Sl 103.12-14). Você está sendo tentado? Ele nos ensina o caminho: “Vigiem e orem para que não caiam em tentação” (Mt 26.41). Você tem vontade de dar na cara de quem te fez mal? Aquele que foi esbofeteado, cuspido e humilhado mostra como reagir: “Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus” (Mt 5.44-45). E por aí vai. Cristo tem total identificação conosco, porque se fez como um de nós. O gigante se fez como um anão e, assim, compreende plenamente o que é ser anão.
cruzMeu irmão, minha irmã, compreender a humanidade de Cristo não tem nada a ver com saber que ele fazia isso ou aquilo que todo homem faz. Isso em nada importa, é irrelevante. O que é extraordinário é entender que essa compreensão nos revela um Deus que sabe onde dói a nossa dor; que entende o que é a tentação; que viveu na pele a fome e a sede, a dor e a angústia, o sofrimento e o abandono, a vida e a morte. Jesus ser homem é a grande maravilha do milagre da encarnação: ele entende. Ele entende você. Ele compreende pelo que você está passando. Ele sente nele a aflição da sua alma. Ele tem empatia pelas suas dores. E, por tudo isso, Cristo não dá as costas quando você mais precisa dele. Nunca. Essa é uma das mais lindas consequências da cruz.
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Deus te ama. E quis ser como você é, para que você pudesse entender que ele te entende. E, ao vestir-se de homem, morrer e ressuscitar, Cristo deu a você o poder de passar a eternidade na companhia desse magnífico, extraordinário e belo Deus de amor.
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Paz a todos vocês que estão em Cristo,
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inferno 1Eu vi o inferno. Calma. Antes que você ache que vou contar mais uma dessas experiências de gente que afirma ter sido arrebatada e levada para um passeio pelo temido local de tormento eterno, deixe-me tranquilizá-lo; não é nada disso. Tampouco pretendo escrever um livro com “divinas revelações” do que há do outro lado da morte. A visão que tive do inferno na verdade é metafórica, fruto de um episódio simples que me fez ter um lampejo da terrível realidade de quem após esta vida adentra nesse ambiente tão misterioso onde há choro e ranger de dentes. Minha filha é muito apegada aos pais. Talvez pelo fato de não ter irmãos ou primos por perto e de conviver essencialmente comigo e minha esposa todos os dias e noites, ela aprecia muito estar em nossa companhia e detesta ficar longe de nós. Com a virada do ano, sua turma na escola ganhou novas professoras, que ela não conhecia antes. Bem aclimatada ao colégio, já há bastante tempo ela não faz escândalos quando a deixamos para a aula, acostumada que está aos coleguinhas e ao ambiente escolar. Até que…

No primeiro dia de aula deste ano, minha esposa é quem a levou para a escola. Tudo certo, sem incidentes. Mas, no segundo dia, foi minha vez. Pus a filhota na cadeirinha de minha bicicleta e fomos pela ciclovia, cantando e conversando, até o colégio. Cheguei, estacionei, descemos da bicicleta e caminhamos para o pátio em que eu a entregaria para a professora. Tudo normal, sem problemas. Só que, então, fui me despedir. Em vez do beijinho e do abraço usuais, seguido de um “tchau, Jesus te abençoe”, naquele dia a reação dela foi diferente. Pediu colo. Agarrou-se em meu pescoço com todas suas forças e começou a lamentar baixinho:

– Papai… papai… papai… papai…

Como um filhote de coala, ela se atracou em mim com braços e pernas e não desgrudava por nada. Desacostumado a esse tipo de comportamento já havia muitos meses, fui pego de surpresa. Tentei conversar. Usei muitos argumentos. Mas as palavras foram vãs e minhas tentativas, infrutíferas.

– Papai… papai… papai… papai…

Olhei para a professora nova com um olhar de “me ajuda” e ela veio em meu socorro. Tentamos fazer minha filha desgrudar e se juntar aos coleguinhas, mas foi pior. Quando percebeu que estavam tentando separá-la de mim, a filhota começou a chorar e a gritar. Foi um escândalo. Eu tentava argumentar, a professora oferecia convites e opções de atividades, mas absolutamente nada surtia efeito.

– Bebê, papai precisa ir…

– Papaaaaaaaaaaiiiiii!!!!!!! – a coisa só piorava.

Quando me dei conta, ela entrou em desespero. Por nada do mundo queria ficar longe de mim. O grito virou um urro. As lágrimas banhavam o rosto, que inchava e se avermelhava. O suor empapava a camisa. O cabelo começou a ficar desgrenhado, de tanto ela resistir. Eu tentava. A professora tentava. Uma auxiliar tentava. Até coleguinhas se aproximaram com olhar assustado para ver o que estava acontecendo. Nada adiantava.

– Papaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaieeeeeeee!!!!!!

Consegui, com monumental esforço, puxá-la para longe do abraço e a pus no chão. Com um salto, ela se atracou a uma de minhas pernas e o choro piorou.

– Papaaaaaaaaaaiiiiiiii!!!!! Coloooooooooooo!!!!!!!

Olhei para o relógio e vi que, se não saísse dali naquela hora, me atrasaria para o trabalho. Olhei para a professora, que me olhou de volta. Pelo olhar decidimos que teríamos de desgrudar minha filha à força. E foi o que fizemos. Com o máximo de delicadeza que consegui, afastei os bracinhos dela de mim e a professora a segurou, enquanto eu caminhava apressadamente para a porta. Com o coração dilacerado pelos urros da minha filha, que dobraram de volume ao me ver me afastando, olhei para trás.

E foi quando tive a visão do inferno.

Separada do pai, aquela pobre alma babava e chorava, com as mãos estendidas em minha direção, os dedos contristados, gritos que clamavam pela presença do pai, olhos arregalados em desespero. Nada no mundo importava para ela naquele momento: a única coisa que desejava era estar com seu pai. Mas ela não podia. Apesar de todas as fibras do meu ser me impulsionarem para correr em sua direção, tomá-la em meus braços e levá-la comigo de volta para casa, eu sabia que não seria possível. Então assoprei um beijo de longe e gritei:

– Papai te ama! Muito!

E saí do pátio, em direção à bicicleta, enquanto ouvia os gritos e o choro da minha filhinha.

– Papaaaaaaaaaaaaaaai!!!! Papaaaaaaaaaaaaaaai!!!! Papaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaai!!!!

inferno 2O que é o inferno? Esqueça todas as imagens simbólicas que já ouviu sobre isso. Esqueça diabinhos vermelhos cutucando pessoas com tridentes. Esqueça divinas revelações, esqueça livros de gente que afirma ter sido arrebatada, esqueça tudo. Inferno é uma coisa só: querer estar com o Pai e não poder. Só quem viu nos olhos de alguém o mais absoluto desespero por desejar ficar com o pai e não ter essa possibilidade, como eu vi, compreende o que significa o choro e o ranger de dentes.

Fomos criados para viver com Deus. Viver longe dele é algo totalmente antinatural. Por isso, nossa natureza clama angustiadamente por sua presença. Quando o Pai pôs Adão no Éden, insuflou nele o desejo de conviver diariamente consigo. Isso é o natural. O pecado, porém, criou o abismo entre Criador e criatura e, a partir daí, passamos a viver com um vazio do tamanho de Deus na alma. Fomos expulsos do jardim, e não fomos criados ou preparados para isso. Deus fez o homem para estar junto de si e qualquer coisa diferente disso é uma distorção astronômica da ordem original das coisas. O inferno foi criado para Satanás e seus anjos, lá não é nosso lugar. Não pertencemos ao inferno, mas ao Éden, à convivência permanente com o Pai. Por isso, é completamente artificial estar longe de Deus, não faz sentido, não encaixa, o mundo vira de cabeça para baixo numa situação dessas.

cruzMas, então, veio a cruz. Ela nos tirou dessa realidade irreal e surreal que é viver longe do Pai. Ao sermos adotados como filhos de Deus, mediante Cristo, retornamos ao estado original para o qual fomos formados: temos acesso ao Senhor, passamos a viver com ele – não mais em um jardim, mas em nós mesmos, feitos habitação do Santo Espírito. Ingressamos no reino do qual nunca deveríamos ter saído. Nossa comunhão com o Pai volta a ser constante, como sempre deveria ser e como nunca deveria ter deixado de ser, não fosse pela entrada do pecado em nosso coração.

Quem não tem Cristo, todavia, vive outra realidade. Na vida desses, a separação do Pai segue do nascimento até a morte. Distraídos com as alegrias desta vida, os prazeres, as festas e os benefícios que as riquezas proporcionam, seu foco torna-se o que está ao redor. O afastamento de Deus os cega a tal ponto que chegam a crer em outros deuses ou mesmo a não crer em nenhum. E, assim, a necessidade de retornar àquele estado original de comunhão constante com o Criador é embaçada pelas coisas desta vida. Consciência cauterizada.

Só que aí chega a morte.

E, após a morte, todas as distrações, todos os prazeres, tudo aquilo que ocupava a mente e o coração dos que deram as costas para Cristo durante seus anos na terra… desaparece. Simplesmente deixa de existir. O que resta? A ausência do Pai. Um vazio que nunca será preenchido. E isso leva, inevitavelmente, ao sofrimento. À dor. Ao desespero. Ao choro. Ao ranger de dentes. Sem as distrações da vida terrena, a alma sedenta da presença de Deus percebe que jamais a terá. Pelos séculos dos séculos, sua existência será marcada pela ausência do Pai. E tudo o que lhe resta é o tormento eterno que essa percepção gera.

– Papaaaaaaaaaaaaaaaaaaaai!!!!!!!!

Só que aí não adianta mais nada clamar. O Pai não tem mais o que fazer, pois a cruz foi rejeitada. Aquela pobre alma deu as costas para Jesus. O Pai só pode olhar de longe e, cheio de amor e compaixão por aquela vida, afastar-se, ouvindo seus gritos do mais absoluto desespero, pois a justiça teve de ser cumprida: sem Deus nesta vida, sem Deus na eternidade. O que sobra? O nada. O nada absoluto.

Ao final da tarde, voltei à escola para pegar minha filha. Assim que ela me viu, correu em minha direção e, de um salto, pulou no meu pescoço. Ficou agarrada um longo tempo, enquanto eu, meio espremido em seu abraço, dava dezenas de beijos no seu rosto. Sem desgrudar, ela disse baixinho no meu ouvido:

– Papai… eu tava com saudade.

E respondi, com amor:

– Eu também, bebê. Mas agora o papai está aqui. E a gente vai ficar juntinho, viu? Vou te levar pra casa e vamos ficar agarradinhos.

Ela abriu um sorriso radiante. Deu um longo suspiro, relaxou os braços e apoiou a cabecinha no meu ombro. E foi quando eu percebi: agora, ali, no abraço do pai, minha filha estava… no céu.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Mauricio Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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jo 1O início do livro de Jó nos mostra uma situação muito estranha. Em um primeiro olhar, temos a sensação de que o Senhor está engajado numa barganha com Satanás acerca da vida do “homem íntegro e justo; [que] temia a Deus e evitava fazer o mal” (Jó 1.1). Parece uma espécie de aposta, de desafio. Que esquisito. Como podemos entender isso? O que o relato desse diálogo entre o Senhor e o Diabo nos ensina? Se conseguirmos enxergar além, vamos perceber que Deus na verdade não barganhou em momento algum com Satanás, mas só deu papo para o inimigo e permitiu que ele afligisse Jó por uma razão bem específica, que veremos no último parágrafo deste texto.

É um enorme equívoco achar que Deus e Satanás estão numa batalha em pé de igualdade. Entenda: a única relação dos demônios com o Criador é no sentido de obedecer e implorar ao Senhor. Do mesmo modo que eu e você, como criaturas, dependemos da permissão do Pai para tudo, todo e qualquer ser espiritual tem de seguir o mesmo protocolo. Sim, Satanás é obrigado, em tudo, a dizer ao Todo-poderoso: “Seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus”. Ele não tem escolha. Então o que esse trecho de Jó mostra não é um Deus que barganha com o Diabo, mas um Diabo que está submisso em tudo a Deus e tem necessariamente de obedecer-lhe – embora de muita má vontade, é verdade. Mas se o Senhor manda, o Diabo só pode dizer “amém” – as forças espirituais da maldade jamais moverão uma palha sequer se o Todo-poderoso não permitir.

jo 2Para tomar qualquer iniciativa, Satanás precisa que Deus conceda-lhe o direito. Veja que em Jó 1.12 o Senhor diz a Satanás: “Pois bem, tudo o que ele possui está nas suas mãos; apenas não toque nele”. Deus usa o verbo no imperativo, isto é, trata-se de uma ordem, algo que vem de cima para baixo: “Não toque”. Em nenhum momento há uma barganha: há uma concessão. E que vem não para satisfazer Satanás, mas para cumprir os propósitos divinos. Logo, do mesmo modo que Deus endureceu o faraó no Êxodo, usou Nabucodonosor, Ciro, Dario e outros incrédulos para realizar a sua soberana vontade, também só permite ao Diabo fazer suas diabruras se elas, no grande esquema das coisas, atenderem ao que o Senhor deseja. Nesse sentido, o Inimigo é como uma caneta que o Pai usa para escrever a História da eternidade. E canetas não têm autonomia, poder ou autoridade: são instrumentos usados para atender os desejos de quem os maneja.

As palavras de Cristo em Mt 4.10 (a tentação de Jesus no deserto) são absolutamente reveladoras: “Jesus lhe disse: Retire-se, Satanás!”. Perceba o que está acontecendo aqui. Jesus simplesmente dá uma ordem. E o que o Diabo faz quando Cristo diz “retire-se” é: “Então o Diabo o deixou”. Não há luta, não há barulho, não há disputa. Jesus diz e o Diabo simplesmente e subordinadamente obedece. A história se repete em Marcos 5, no episódio do endemoninhado gadareno. Quando aquela legião de demônios se vê diante do Rei dos Reis o que ela faz? “E implorava a Jesus, com insistência, que não os mandasse sair daquela região. Uma grande manada de porcos estava pastando numa colina próxima. Os demônios imploraram a Jesus: ‘Manda-nos para os porcos, para que entremos neles’” (Mc 5.10-12). Os demônios imploraram. Segundo o dicionário, isso significa que eles suplicaram, pediram encarecidamente e humildemente.

O livro de Jó nos antecipa o que veríamos séculos depois se cumprir em Cristo: a supremacia de Deus sobre o Diabo. Jesus lida com Satanás e os demônios sempre como um leão trataria um rato ou uma águia trataria uma serpente. Mateus 8.16 diz a respeito de Cristo: “Ao anoitecer foram trazidos a ele muitos endemoninhados, e ele expulsou os espíritos com uma palavra. Repare, uma única palavra! Jesus não se rebaixava a ficar conversando com demônios se não houvesse propósito para isso. Com uma única palavra os mandava embora.

jo 3A Bíblia é sobre Cristo. O evangelho é sobre Cristo. Nossa vida é sobre Cristo. Se você reparar que está gastando muito do seu tempo lendo sobre demônios, falando sobre eles e se preocupando com eles é sinal de que suas prioridades na vida de fé precisam ser reavaliadas. Cristianismo é sobre viver com Cristo e amar o próximo e não sobre ficar gastando horas e horas com demônios. Ao final do livro de Jó, vemos o resultado de tudo o que o Diabo lhe causou: “Meus ouvidos já tinham ouvido a teu respeito, mas agora os meus olhos te viram” (Jó 42.5), disse o patriarca ao Senhor. Não, não houve barganha entre Deus e Satanás. Houve, isso sim, a mão do Pai em ação para fazer seu filho amado crescer em intimidade consigo: o sofrimento de Jó fez com que ele deixasse de ser apenas um homem que cumpria a lei de um Legislador para se tornar um filho que tinha intimidade com um Pai.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari

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