Hoje gostaria de falar exclusivamente a você, meu irmão, minha irmã, que já foi ferido na igreja ou pela igreja, seja você um membro, seja você um líder, e que, em consequência desse ferimento: (1) afastou-se da igreja e tornou-se aquilo que se costuma chamar de “desviado”; (2) afastou-se da igreja e tornou-se aquilo que se costuma chamar de “desigrejado”; (3) optou por permanecer na igreja (a mesma onde foi ferido ou outra), porém carregando profundos machucados e até mesmo traumas na alma; (4) abandonou o ministério, caso seja pastor; ou (5) prosseguiu com o ministério, caso seja pastor, mas teve de mudar de igreja em função do que aconteceu e carrega profundas marcas na alma pelo que aconteceu. 

Estou realizando uma pesquisa junto a pessoas tenham passado por esse tipo de experiência. O causador do dano pode ter sido um irmão, uma irmã, o pastor, um integrante da liderança, os presbíteros, um líder de ministério, um grupo ou a instituição como um todo. 

Se você se enxergou nessa descrição, eu gostaria de ouvir a sua história. Estou realizando um projeto relacionado a esse assunto e o relato do que você passou – e talvez ainda esteja passando – me ajudará muito a produzir algo que ajudará pessoas que estão na mesma situação que você. A quem desejar compartilhar sua história comigo, eu explicarei individualmente do que se trata. 

Caso você aceite contribuir com minha pesquisa, o que eu pediria é que relatasse o que aconteceu com você no espaço de comentários deste post. Ao enviar seu comentário, ele chegará a mim mas não será publicado. Eu me comprometo a não publicar a sua história, o seu nome ou qualquer dado seu neste blog. Uma vez que seu relato chegue até mim, eu o lerei e entrarei em contato pelo seu e-mail. Se desejar, sinta-se livre para escrever com um nome fictício. 

O meu objetivo é compreender o que você passou e de forma alguma quero expor a sua vida. Fique totalmente tranquilo quanto a isso. Caso queira contribuir com minha pesquisa, eu pediria que relatasse o que vivenciou, que consequências isso gerou para você e para outras pessoas e como se encontra hoje, após o trauma. Conseguiu superá-lo? Como? De que modos sua experiência mudou sua visão da igreja, de Deus e das pessoas? Abra seu coração. 

Agradeço imensamente meus irmãos e minhas irmãs que puderem e quiserem investir um pouco de seu precioso tempo para contribuir com seu relato. Tenha a certeza e a segurança de que o que você me relatar ajudará muitas pessoas que podem estar em situação parecida à sua, e você de modo algum será exposto. 

Muito obrigado por seu carinho e sua confiança, agradeço de coração. 

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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comentários
  1. Oi, Caroliny, recebi sim, obrigado. Como estou recebendo uma grande quantidade de depoimentos, estou arquivando para ler com calma, ok?
    .
    Muito grato por sua contribuição, muito valiosa. Deus a abençoe muito e mais!
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    Abraço fraterno,
    mz
    facebook.com/mauriciozagariescritor

  2. Oi, Cris!
    .
    Muito obrigado pelo relato. Estou na fase de ler todos os depoimentos que chegaram a mim e de conversar com algumas pessoas, tabulando os resultados. Pode deixar que, seu eu precisar, vou te incomodar sim 🙂
    .
    Superbeijo pra ti e obrigado!
    mz

  3. Oi, Marina,
    .
    lamento muito que esteja passando por isso e peço a Deus que tudo se resolva na sua igreja. É importante lembrarmos que acima dos homens falíveis está o Deus infalível e que, se somos impotentes, ele é Onipotente. Não desanime. Foco em Cristo, ele não virou as costas ao que está acontecendo.
    .
    Muito obrigado por ter compartilhado o que está passando comigo. Um depoimento precioso.
    .
    Abraço fraterno,
    mz
    facebook.com/mauriciozagariescritor

  4. Olá, Sara,
    .
    muito obrigado por ter compartilhado seu relato. Lamento profundamente que esteja passando por essa situação. Acredito que você deveria buscar congregar em outra igreja e por um único motivo: o que estão fazendo com você é o exato oposto do que uma igreja deveria fazer. Em vez de tratá-la a estão afundando, adoecendo emocional e espiritualmente. Eu recomendaria enfaticamente que você buscasse outra igreja em que congregar, a fim de ter um pastoreio de fato bíblico e um ambiente de restauração. Ore a Deus e peça-lhe que ilumine sua decisão nesse sentido.
    .
    Mais uma vez, agradeço por ter contribuído com seu precioso e importante depoimento.
    .
    Abraço fraterno,
    mz

  5. Olá, Caroliny,
    .
    obrigado pelo teu relato tão cheio de sinceridade e transparência. Esse é o caminho.
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    Minha mana, eu penso que você deve olhar a vida de forma mais leve. Parece que tudo é muito pesado para você, com pesos gigantescos de culpa e autoimagem.
    .
    Uma jovem de 70 quilos não é gorda, você certamente deve ser uma menina muito bonita por fora e por dentro, tanto é assim que está noiva. Seu peso é bastante adequado para uma mulher da sua idade, não vejo por que carregar um fardo tão grande por conta disso.
    .
    Sobre a culpa que sente por conta dos pecados sexuais e pelo consumo de pornografia no passado, eu poderia escrever um monte de coisas, mas prefiro te indicar a leitura de um livro, o “Perdão total” , que escrevi e acredito que vai ajudar muuuuuuuito você. Caroliny, os seus conceitos sobre perdão estão embaçados e você precisa de orientação bíblica sobre essa questão. Por favor, leia o livro, é de leitura fácil, leve e rápida e tem todas as informações de que você precisa para ver que, provavelmente, Deus já te perdoou mas, ainda assim, você continua se culpando. Você está carregando um fardo que não precisaria estar carregando.
    .
    Sobre os seus pensamentos, a masturbação e o episódio com seu noivo, entenda que os impulsos sexuais são naturais a qualquer ser humano. Você não é um monstro porque tem desejos e impulsos sexuais, todos temos – doença é uma pessoa saudável não sentir desejos. A questão é: o que fazemos com esses desejos? Ser tentado, ter pensamentos sexuais, desejar o seu noivo são coisas que acontecem a qualquer pessoa, que isso não a deixe culpada. A questão é: uma vez que isso ocorre, o que você faz? Minha sugestão é: antecipe-se ao pecado. Entre a tentação e o pecado há uma estrada e você precisa bloquear. Como? Se antecipando. Na prática, isso significa não deixar acontecerem circunstâncias que abram o espaço para o pecado.
    .
    No caso do seu namorado, você deve tomar todo cuidado para, nos próximos meses, não ficar sozinha com ele. Tome essa iniciativa. Combine com ele de jamais ficar só com ele na casa de um dos dois ou em um lugar deserto, por exemplo, até a noite de núpcias. Estejam sempre acompanhados até lá. Com isso, embora possam vir a ter desejos, a tentação não se transformará em pecado. Também é recomendável não acender a chama, ou seja, nada de abraços muito próximos e beijos calorosos. Vocês conseguem ficar sete meses sem beijo de língua, tenho certeza. Faça isso e você verá que conseguirá passar por esses meses com muito mais tranquilidade e sem razões para sentir culpa. Vale a pena, embora seja difícil.
    .
    Sobre a masturbação, o princípio é o mesmo. Identifique em que circunstâncias geralmente você se masturba. É no banho? No seu quarto? Vendo vídeos no celular? Uma vez que identifique, crie estratégias para não se permitir ter a ocasião para o pecado. Se é no banho, passe a deixar a porta sempre aberta. Se é vendo algo no celular, troque seu celular por outro que não tenha acesso a videos, apenas faça ligações. Se é no computador, depois que todo mundo foi dormir, passe a dormir mais cedo, antes de todo mundo. Enfim, veja em que circunstância costuma se masturbar e crie meios de não se permitir estar nessas circunstâncias, entende? PREVENÇÃO é o segredo.
    .
    Oro a Deus por você, para que tenha paz na alma e consiga superar essa fase ruim. Ame-se, por saber quão valiosa e linda você é. Gordura não enfeia ninguém, tenho certeza de que você é uma jovem bonita e que tem todas as razões para se amar. Leia o “Perdão total” e pare de se culpar por razões que não fazem mais sentido. E tome as precauções para não incorrer mais nos pecados que a esmagam. Você consegue, se fizer a coisa certa e tomar as providências necessárias.
    .
    Espero ter ajudado. Siga firme e siga em paz!
    .
    Um abraço fraterno, do mano,
    mz
    facebook.com/mauriciozagariescritor

    • Caroliny disse:

      Maurício, muito obrigada pelo retorno. somente hoje vi sua resposta. muito obrigada mesmo e o irmão tem toda a razão sobre eu me punir muito. vou seguir suas orientações e pode ter certeza que me ajudará muito e que completará no processo de “restauracao”, já que tenho consiguido lutar mais sobre esse ato sozinha e eu e meu noivo, estamos indo bem, não está 100 porcento, mas tem melhorado aos poucos. Poderia me passar seu e-mail para questiona-lo sobre uma outra dúvida que hoje tenho? e mais uma vez obrigada pelo retorno!!!

  6. GRACA disse:

    Olá boa tarde Maurício, me chamo Maria. Comecei a ler a bíblia sozinha, por conta própria e tive uma experiencia profunda com Deus embora não entendesse tudo e tinha um desejo enorme de me batizar e entregando minha vida a Deus. Assim comecei a frequentar 3 religiões, uma de cada vez. Após perceber que não condizia com a bíblia, me afastava e procurava a que tinha a verdade, até encontrar uma que tem muito a ver com os ensinos bíblicos. Porém eu me afastei por conta própria da igreja devido a vários motivos. O primeiro é que precisei dar continuidade a fazer estudo bíblico com uma irma em sua residencia por convite dela e por não ter condição financeira para pagar passagem e ir até à igreja em que me sentia bem e esclarecia minhas dúvidas ao profundo. No decorrer, percebi que a irmã usava roupas devassas e não falava muito de bons comportamentos, era ao contrário, também não me acompanhava com incentivo nem explicava tudo sobre a doutrina da igreja. Minha irma frequentava a mesma igreja porem de outro endereço, longe também e, os irmão de lá dava estudo a ela e mostravam-se verdadeiros cristão. Mesmo assim continuei o estudo com ela, pois lembrava que não deveria manter foco em homens e sim em Cristo e sabendo que Jesus iria voltar, não deveria retardar meu batismo uma vez que tinha esse desejo ardente. Antes de terminar o estudo, pedi o meu batismo na igreja próximo a casa, a qual a irmã que dava o meu estudo frequentava pois fiquei sabendo que a igreja (local) estava precisando de ajuda. Ela era pequena em número e precisava de grandes reparos em sua estrutura. Não conhecendo do que se tratava e achando eu que precisava apenas de reforma em sua estrutura, pedi para ser batizada lá, congregar e em ajudar com a entrega de dízimo e ofertas com o coração muito feliz. Porém o pastor me perguntou em um tom de desconfiança onde eu queria ser batizada como se eu estivesse querendo entrar para fazer bagunça e os irmão ficaram super desconfiados com a minha rápida decisão, e muitos declararam não apoiar isso na hora batismal. Na semana em que iria ser batizada e após, sentir um profundo arrependimento de ter pedido batismo e só não retomei a minha palavra porque já havia dito, e para não fazer papel de palhaça. Assim hoje não sou mais a mesma, perdi a espirito fervoroso que tinha antes, me esfriei. Eu só queria que eles entendessem que eu estava querendo entrar feliz, boas intenções, de livre vontade para servir a Deus. Outras coisas aconteceram também que me desmotivaram
    Após alguns meses pedi carta de transferência para outro bairro devido a mudança de endereço. Já fria, receosa com essa experiência e devido a fortes exclusões sociais, constrangimentos repetitivos por ser portadora de hiperidrose e bromidrose no convívio em sociedade de maneira geral. Apresentei personalidade tímida, não fazia amizades dentro e fora da igreja e eles não sabem até hoje, pelo menos pela minha boca que tenho essa doença, pois tinha e tenho desconfiança com medo das risadas, piadas de ter experiência de contar para as pessoas para ver se acho empatia e tentar levar uma vida normal e as mesmas zombarem e me expor em constrangimento ao publico. Assim levo uma vida limitada até fazer minha cirurgia definitiva e levar vida normal. Evito namorados, e nunca tive devido a essas imperfeições e outras pelas quais já sofri forte preconceito. Me chateei mais uma vez porque eles botaram pressão para namorar um homem de 35 anos, doze anos mais velho do que eu eu não quis. Embora tenha desejo de namorar, casar, porém alguém compatível com minha idade como a maioria dos jovens, e isso não desejo agora por medo e insegurança.
    Eles se reuniam no estudo em classe em que eu estava presente para dar indiretas e diretas de que não queria por que queria ficar com um e outro homem indo para motel, e que Deus dar benção e você não quer, que outros vinha e tomam o seu lugar pelo fato de que existia uma mulher apaixonada por esse homem e disse que se batizaria pra namorar com ele e que rapidamente se batizou e, a grande maioria me desprezavam, riam por estar sozinha e aquilo tudo me machucava, não pelo fato de não estar com ele pois desejava boa sorte e que Deus o fizesse feliz, mas sim pelo generalização de achar que se algum cristão não quer namorar, significa que quer ficar praticando imoralidade entre outros. Tornei-me bruta, passei a não levar desaforo porque lembrava-me que quando não me defendia as pessoas(da sociedade em geral) pareciam querer me botar para baixo cada vez mais.
    Em meio a alguns cultos falavam de julgo desigual, e que muitos que estavam na igreja sairiam para dar lugar a outros. Sentir forte desejo de suicídio devido a pressões psicológicas de várias formas. Aos poucos fui deixando de ir a igreja ate que um outro pastor os chamou a atenção mostrando os erros deles e eu retornei para ajuda-los em missão, mas havia falado a um deles que seria ate final do ano. Eu não conseguia ficar na mesma igreja com eles, era um incõmodo. Ir para igreja, e ate mesmo falar com muitos deles, como agonia. Perdoei-os, oro para que Deus os abençoe, mas não consigo esquecer por completo. Já faz um mês que não vou mais. Quatro deles vieram em minha casa para mim visitar e saber o motivo da minha saída mas não quis sair para dar atenção porque só o fato de ter contato com eles me dar agonia e fico com insônia. Não queria que nada fosse assim. Hoje sinto um alivio, o que antes parecia um peso, mas enfim estou buscando uma comunhão com Deus em minha casa.Não quero me afastar de Deus, apenas das pessoas e igrejas.

    • Olá, Maria,
      .
      agradeço imensamente pela gentileza de compartilhar a sua história. Somou muito ao meu estudo. Peço a Deus que traga paz e ânimo ao seu coração, e renove suas forças para que continue firme em sua jornada com Cristo. Não deixe homens pecadores a afastarem de Deus e da comunhão com o Corpo de Cristo. Por mais que todos sejamos imperfeitos, Deus fez a sua igreja um grupo de pessoas imperfeitas caminhando ao lado de pessoas imperfeitas, numa jornada imperfeita ao encontro do único que é Perfeito.
      .
      Abraço fraterno,
      mz
      facebook.com/mauriciozagariescritor

  7. Luiz Fernando Almeida da Silva disse:

    Oi Maurício,

    Em primeiro lugar queria agradecê-lo por esse blog, é um alívio enorme ler os seus textos, que Deus continue te abençoando muito. Escrevo na tentativa de colocar pra fora alguns sentimentos que já estão me incomodando há algum tempo, e fazer isso já me gera desconforto, mas enfim.

    Desconforto pelo fato de ter 33 anos, e ainda assim me ver “preso” no mesmo cenário, sem evolução. Sou cristão de berço, batista. Toda a minha família é cristã, ativa na igreja e fora dela. Meu pai era tesoureiro e diácono, minha mãe lider de ministério infantil e hoje, com meu pai aposentado, ambos são obreiros integrais com contribuições bem relevantes na área de evangelização interdenominacional de crianças e também capacitando novos professores para essa área. Desde os 12 anos meu irmão e eu participamos da vida da igreja, no ministério de louvor, e há 3 anos eu comecei professor de adolescentes na escola bíblica e líder de juventude.

    Por favor, não me interprete mal, não escrevo isso com orgulho, mas vergonha. Essa é, aliás, a palavra que melhor descreve como me sinto sempre que páro ao me analisar. Sou casado, tenho uma esposa que com certeza dizer que a mulher mais incrível que conheci: uma companheira fiel, amorosa, batalhadora, um presente de Deus. Ambos temos bons empregos, um casamento saudável e somos ambos cristãos.

    Apesar de tudo isso, tenho sentido uma imensa e constante tristeza. De sentir no estômago. Eu não consigo me conformar com isso. Tento me frequentemente me convencer que ela não passa de falso drama de quem nunca passou fome, de quem não tem “problemas reais” na vida (desemprego, doenças, vícios, etc). Além disso, não é Jesus a alegria de todo cristão?

    Acho que não tenho nenhum amigo íntimo além da minha esposa. Sinto falta de companhia masculina para conversar, entende? No ano passado, minha esposa e eu saímos da igreja que fazíamos parte há nove anos (ela há quase 30) por que tentamos por dois anos mediar desentendimentos entre o pastor titular e um dos seminaristas da igreja e acabamos sendo engolidos pelo problema. Vimos muitas atitudes que nos surpreenderam e machucaram: egoísmo, má fé, orgulho e, no fim, por não defendermos com unhas e dentes a mesma opinião que a liderança, fomos por eles postos de lado como ferramentas velhas, usadas, saindo da igreja pela porta dos fundos como se nunca tivéssemos feito parte dela; aos olhos de outros jovens que “tomaram partido” do seminarista, fomos esquecidos por não termos decidido “partir pra briga”, e nosso esforço de tentar cuidar dos mais novos que estavam no meio do fogo cruzado foi até mesmo criticado. Hoje fazemos parte de outra igreja, mas sei que levará um bom tempo até nos sentirmos em casa de novo, se é que isso vai acontecer.

    Durante esse tempo essa tristeza tem crescido, e sinto que a principal causa dela é o vazio de relacionamentos. Ouço vários podcasts cristãos ansiando por ter conversas/relacionamentos assim na minha vida ao mesmo tempo que peço a Deus que Ele substitua o meu desejo de me relacionar com outras pessoas pelo desejo de mais dEle, mas não vejo o quadro mudar. A única oração que me vejo fazer com sinceridade é “Me perdoe Deus porque eu sou falho, eu sou uma fraude”.
    Me sinto uma fraude porque as pessoas vêem em mim um cristão que eu não sou, por precisar de mais do que apenas Cristo para me sentir completo, entende? Me sinto “cansando” Deus com essa tristeza, com essa murmuração toda e até penso que Ele desistiu de possíveis planos que possa ter tido pra mim. Me me vejo como decepcionante: de um lado filho de missionários, professor de escola bíblica, membro de ministério de louvor mas com uma espiritualidade imatura, sem qualquer contribuição relevante para o Reino; de outro lado um “homem” de 33 anos, casado, mas com uma fragilidade emocional digna de uma criança de seis anos.

    Tenho me enxergado um homem reduzido, amargo. Nos últimos anos, vi minguarem praticamente todas as relações de amizade que tinha. Desde as mais recentes até aquelas que já tinham 25 anos. Inclusive familiares. Parte disso sei que é responsabilidade minha, seja por nutrir uma expectativa irreal de uma amizade longa, seja por desentendimentos ao longo da estrada, seja por mal que causei e, que ao procurar a reparação, não tive o resultado que esperava. Esse ano se completam dois anos que não converso com meu irmão. Isso dói muito. E sei que isso fere também meus pais.

    Recentemente Deus abençoou a mim e a minha esposa com uma gravidez. Como um homem assim pode cuidar de seus filhos? Aconselhá-los? Como posso ser uma torre forte para minha esposa com toda essa insegurança emocional?

    Enfim, esse texto já está mais longo do que deveria, caso você encontre tempo para me responder, seria muito bom, caso contrário, já agradeço pelo tempo que você dedicou lendo até aqui, pelo ombro para o desabafo e, mais uma vez, que Deus continue te abençoando.

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