sal fora do saleiro 1Participei algum tempo atrás de um debate em uma rádio evangélica em que foi levantada uma questão: é lícito um cristão entrar em determinado local considerado pecaminoso para pregar ou refletir ali a luz de Cristo? Na minha vez de falar, eu defendi que não só é lícito, mas é imprescindível. Pregar salvação onde só há salvos… para quê? Nisso, um pastor que estava à mesa se enfureceu e me cortou: “O que você está dizendo é um absurdo. Se um crente vai a uma boate, por exemplo, o Espírito Santo fica na porta!”. Congelado por essa resposta, só consegui balbuciar de volta: “Pastor, com todo respeito, mas o Espírito Santo que habita em mim jamais ficaria na porta, pois é a luz que espanta as trevas e não o contrário. Se eu for a uma boate com a motivação de proclamar Cristo, ele entra comigo, guia meus passos, ilumina minha mente e, se lhe aprouver, realiza a obra de salvação naquele lugar”.  Esse episódio me levou a refletir sobre até que ponto devemos nos associar a determinados lugares ou pessoas para disseminar a mensagem do evangelho, seja por meio de palavras, seja por meio do relacionamento pessoal. 

Não consigo entender a ideia de que há lugares lícitos ou ilícitos para se levar Cristo: o universo inteiro é nosso campo missionário. Além disso, o conceito de “lugares pecaminosos” me soa bem esquisito; afinal, onde houver pessoas haverá pecado – portanto, todo lugar  no planeta em que houver gente é pecaminoso – pois o pecado não vive em paredes, vive no coração humano. Eleger esse ou aquele como “mais pecaminoso que outro” é um desentendimento da realidade do pecado. Boates, prostíbulos e cinemas pornôs não são mais pecaminosos do que estádios de futebol, supermercados ou shopping centers. Há pecado abundante e sem arrependimento em todos eles e, no máximo, podemos dizer que há pecados diferentes. Há pecado nas praças e nas ruas, nas escolas e nos restaurantes, nas universidades e… bem, vamos lá: nas igrejas. Ou você conhece uma igreja sequer que seja formada só por pessoas que não pecam?

Ser sal e luz num templo religioso ou ser sal e luz numa casa de meretrício é ser… sal e luz. Isso não muda a essência da coisa. O que santifica esses lugares? Cristo. E onde há proclamação de Cristo ele se faz presente. “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mt 18.20). Portanto, onde o cristão está, o local é santificado pela presença do Espírito que nele habita. Só é preciso constante cautela para não deixar o vento das trevas apagar a vela do brilho da santidade, e isso em qualquer lugar  em que você esteja. “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26.41). Ir para a balada “curtir a vida”, com o argumento de que vai “levar a luz de Cristo”, é hipocrisia, é mentira. A motivação do coração é fundamental.

Conheço religiosos que não pregam em igrejas de denominações de cujas doutrinas discordam. Eu respeito essa visão, mas jamais poderia estar de acordo com ela. Um presbiteriano pregar em um templo da Igreja Universal, por exemplo, não significa em absoluto que ele esteja de acordo com o que se faz e se prega ali, mas significa uma oportunidade ímpar de levar a sã doutrina a quem se alimenta de heresias dia após dia. 

sal fora do saleiro 2Eu prego de graça, jamais na vida exigi oferta ou condicionei minha presença onde quer que seja à venda de livros, que fique muito claro. Portanto, o que vou dizer agora não tem nenhum “interesse escuso”, nem financeiro nem de outro tipo qualquer que não seja o missional: se eu for convidado para pregar em uma igreja católica ou ortodoxa, na Igreja Universal, na igreja de Agenor Duque, na igreja da apóstola Sol, em qualquer igreja neopentecostal, pentecostal ou tradicional, eu vou. Se for para pregar em um centro de umbanda ou num centro espírita, eu vou. Se houver oportunidade de pregar o evangelho no palco de uma boate de striptease, eu vou. Por quê? Porque sabe o que significa ir por todo o mundo e pregar o evangelho a toda criatura? Significa: ir por todo o mundo e pregar o evangelho a toda criatura. Sem exceções de local no mundo e sem exceções de criatura. “Todo” significa “todo” e “toda” significa “toda”. Minha imagem pessoal e minha “reputação” valem bem menos do que a importância de levar o evangelho aos sedentos e famintos. 

Meus livros têm endossos (aqueles textos de outras pessoas que vêm na quarta capa da obra) de irmãos em Cristo de quem eu discordo em questões de teologia e prática em muitos pontos. Isso não significa que eu me aliance a eles em tudo ou que apoie tudo o que creem e fazem. Significa que a mensagem que procuro transmitir nos textos alcança todos esses espaços. E que bom que essas pessoas com quem não concordo plenamente endossam o que escrevo, pois isso incentiva irmãos e irmãs que respeitam as opiniões delas a ler meus livros – e, com isso, a mensagem que acredito ser bíblica e correta alcança pessoas de todas as linhas do evangelho, ou de fora dele. E isso não tem nada a ver com interesses comerciais ou outros, tem a ver com missão. A monumental diferença está na motivação do coração: eu não vejo nenhum problema em ir a lugares ou associar-se, em certos âmbitos, a pessoas de quem se discorda, desde que a motivação seja Cristo e não interesse financeiro ou qualquer outro tipo de interesse que não o de fazer brilhar a luz do Senhor para o mundo. 

O fim do sofrimento_frente e versoJá endossaram livros meus calvinistas como Augustus Nicodemus e Franklin Ferreira; batistas arminianos como Russell Shedd e Luiz Sayão; pentecostais como Ana Paula Valadão e Bianca Toledo; autores de livros seculares, como Rachel Sheherazade e William Douglas (foto). E muitos outros. Isso quer dizer que concordamos em tudo? Naturalmente que não. Mas quer dizer que estabelecemos o vínculo da paz para incentivar leitores das mais variadas linhas doutrinárias a ler textos que apontam para Cristo. E, assim, minha associação a essas pessoas tão diferentes faz com que a mensagem do cristianismo puro e simples chegue a todo tipo de gente. A toda criatura – como Cristo mandou. Se isso fará com que pessoas que se acham mais cristãs do que outras nos olhem de forma torta… paciência. Os fariseus e mestres da lei olharam torto para Jesus porque ele andou com prostitutas e publicanos, foi à casa do repugnante Zaqueu e chamou para ser discípulo Mateus, um coletor de impostos “traidor dos judeus”; logo, por que comigo ou com você seria diferente se pregarmos em um “lugar pecaminoso”? Acostume-se aos olhares tortos e siga proclamando a luz do Verbo da vida. 

Temos de parar com o segregacionismo baseado na suposição de que somos superiores aos outros ou de que nossa santidade é tanta que macularia a nossa pureza ir a determinados lugares para pregar o evangelho – se pregar o evangelho for de fato a nossa motivação, que fique claro. A necessidade de se relacionar com quem precisa de Cristo é maior do que isso. Temos de ser sal nos lugares insossos e luz nas trevas mais densas. Temos de conviver com os publicanos e as meretrizes – e até com os fariseus. Se Adolf Hitler recomendasse a leitura de um texto meu, eu não o impediria – quem sabe, assim, muitos nazistas seriam alcançados pelo evangelho? Se o Dalai Lama ou Inri Cristo me convidassem para pregar em seus templos, eu iria, feliz e de graça, pois meu Salvador estaria sendo apresentado a quem precisa. E se eles quisessem recomendar meus textos, ótimo, pois seus seguidores leriam sobre a mensagem da cruz, a morte e a ressurreição de Cristo, as boas novas da vida eterna, o conteúdo do credo apostólico, a Palavra de Deus. 

Existe limite para os espaços em que devemos proclamar o evangelho? Claro que existe. E ele está no fim dos tempos. Quando Jesus voltar, só então pare de pregar o evangelho, pois novos céus e nova terra se farão presentes. E, então, e somente então, a proclamação deve cessar. Até lá, vá aos piores lugares do mundo e conviva com a escória da humanidade. Pois Jesus não veio para os sãos, veio para os doentes. E de que adianta você ser um médico que se recusa a estar perto e a se relacionar com os enfermos? Isso faria de você um médico inútil, por amar a medicina mas se recusar a estar com os pacientes. 

sal fora do saleiro 4Conheço um cantor evangélico famoso que, como ele mesmo me relatou, se comportava como um gladiador, distribuindo pauladas verbais para todo lado pelas redes sociais, atacando gente, ofendendo e espinafrando. Era o tipo de pessoa de quem os “santos” querem distância. Pegaria mal associar-se a ele, na visão de muitos. Um amigo meu, no entanto, aproximou-se dele, convidou-o para ir a sua casa, iniciou um relacionamento. E começou a chamar a atenção daquele cantor para os erros que cometia. Aos poucos, na convivência e mediante a orientação em amor, meu amigo foi mostrando para o artista os equívocos em que ele estava incorrendo e aquele homem os foi percebendo, até que começou a mudar. Hoje ele não posta mais comentários agressivos on-line e reconhece que estava errado, como me disse pessoalmente. Foi justamente a aproximação de alguém que optou por se relacionar em graça e amor com quem estava errado que fez a luz brilhar nas trevas. Imagine se meu amigo tivesse evitado o contato, para “preservar sua imagem” ou “para não se contaminar”. 

O templo é apenas uma das muitas instâncias da nossa fé e não uma finalidade em si mesmo. Nosso local de culto é o planeta Terra. E, se você for um astronauta, o espaço sideral também é. Não deixemos de congregar jamais, sou um defensor ferrenho da importância de frequentar uma família de fé, mas não restrinjamos nossa fé ao santuário, pois isso não é cristianismo. Cristo está onde você está e ser cristão significa ser sal e luz – para todos, em todo tempo e em todo lugar. 

Meu irmão, minha irmã, importa viver e proclamar Jesus, o único caminho, a verdade e a vida. Seja um embaixador do reino não só dentro da embaixada, mas nas terras estrangeiras, em cima dos telhados… até às portas do inferno.

sal fora do saleiro 5Fuja da contaminação, sim, mas não se prive de levar a cura onde há contaminados.

Resista ao Diabo, sim, mas não deixe de ir onde houver pessoas escravizadas pelo Diabo.

Fuja da aparência do mal, sim, mas reflita a luz de Cristo onde o mal habita para muito além das aparências.

Não entre em jugo desigual, sim, mas não recuse relacionamentos com o desigual se isso servir de canal para que o cristianismo puro e simples alcance vidas. 

Afinal… Jesus não se relacionou com o desigual? E não foi à casa dos mal-vistos da sociedade? Então, por favor, responda: em que eu e você somos melhores do que Jesus?

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >


Clique na imagem abaixo para adquirir os livros de Maurício Zágari na loja virtual da livraria Saraiva.

APENAS_Banner três livros Zágari

Anúncios
comentários
  1. Bianca disse:

    Amém Maurício, Deus continue lhe abençoando poderosamente.

  2. Vanda disse:

    Olá irmão Maurício,
    Foi muito gratificante para mim ler o seu post, pois partilho da mesma opinião. Muitos parabéns pelo excelente artigo que escreveu. Acho que já lhe disse, mas admiro muito a sua forma de pensar, pois pensa de forma muito equilibrada com uma mente muito aberta e cheio de amor de Cristo. Nota-se à distância, mesmo aqui de Portugal… 🙂
    Sempre tentei evangelizar dessa forma. Às vezes com sucesso outras não. Mas tento. Realmente, Jesus conviveu com os pecadores trazendo-os das trevas para a luz. Se não for assim não estaríamos a obedecer ao ide e pregai o evangelho a todos.
    Estou ainda a ler o seu livro sobre perdão total, e está a fazer-me reflectir muito. Está a ajudar-me muito. Os cristãos geralmente não levam em conta os pecados antes da conversão, mas sim se um crente maduro cai em pecado. É logo apedrejado!
    Estou a viver isso neste momento com esse problema, pois estou a viver um namoro com um jugo desigual. Que posso fazer? Estou triste, mas feliz também. Triste porque gostaria tanto que ele fosse tão crente como eu, Já aceitou Jesus e está a pouco e pouco a crescer mesmo sem frequentar igreja com assiduidade, mas feliz porque gosto mesmo muito dele e a única coisa que sei para definir este amor, é que não consigo viver sem ele. Sofri tanto com uma relação anterior, que agora penso que estou a ser recompensada por tudo o que passei, com este namoro.
    Que dizer sobre isso?
    Beijinhos e que Deus continue sempre abençoando e enriquecendo o seu ministério,
    Vanda

    • Olá, Vanda,
      .
      obrigado pelas palavras gentis. Eu não gosto de opinar sobre casos específicos via internet, entendo que você deve conversar com seu pastor sobre a sua situação. Em princípio, o namoro em jugo desigual traz uma série de problemas e eu particularmente não recomendo a ninguém. Converse com seu pastor, ok?
      .
      Abraço fraterno, no amor que nos une,
      mz
      facebook.com/mauriciozagariescritor

      • Vanda disse:

        Olá irmão Maurício,
        O irmão aconselhou-me a mudar de igreja, após ter contado que o meu pastor aconselhou-me a divorciar na altura em que conversei com ele. Ainda não encontrei uma igreja séria pois não é fácil nos dias de hoje.
        Partilho da sua opinião em não continuar a namorar com a pessoa. Tenho pedido a Deus para me dar forças e coragem para terminar com ele, pois não é fácil mesmo.
        um grande abraço,
        Vanda

  3. Obrigado pelo texto Amigo. Graças a Deus conseguimos ler e ter acesso a textos lúcidos com este. A hipocrisia em meio cristão é tanta, o egocentrismo cristão (se achar separado da vida em volta) é tanto, que chega a causar surpresa ler um texto assim nos atuais tempos. Mas é deveras importante e coerente esse posicionamento.

    Pax

    Charles

  4. Otoniel Maciel disse:

    Excelente postagem Maurício !
    Concordo com você em todas as colocações !
    Por isso temos que ter muita cautela quando estamos próximos a religiosos !
    É muito bom estar com Cristo , e procurar andar e agir como ele fez !
    É nosso exemplo de vida 1

  5. Igor Luis disse:

    Mano, que Deus faça este texto chegar nos lugares mais áridos da Terra e motivar quem anda cabisbaixo com mandamento IDE! Muito bom ouvir do Evangelho sem o tempero humano vindo dos ISMOS, que incham a nossa inteligência mais minam nosso amor.

  6. Rafael Vieira Baittinger disse:

    Texto muito bem colocado. Fomos chamados para propagar o evangelho, Ide.

  7. Jacy disse:

    Amém! Amém!

  8. Iandra Maciel Pinheiro Zaros disse:

    Maurício:
    É a primeira vez que comento no seu site….Não gosto muito de escrever… Encontrei seu blog um dia através de uma busca de livros cristãos acho que do John Piper…..Apesar de não gostar de escrever …amo ler …desde pequena sou uma devoradora de livros……Sou médica , nasci em um lar cristão , presbiteriana , capixaba , da mesma cidade do Rev. Hernandes Dias Lopes….que me conhece desde pequena…..desde que encontrei seu blog ….leio sempre no meu consultório suas reflexões…….Nossa como você tem edificado minha vida !!!!!! Sua maneira de escrever… Você sempre escreve tudo que penso nos dias de hoje. Só posso te dizer que oro por seu ministério , por sua família, de verdade. Dei de presente seu livro sobre sofrimento para o filho da minha empregada quando estava preso ( ficou por 2 anos por tráfico de drogas), Desde dezembro ele está livre e convertido. Vou começar atender agora…….quem sabe um dia escrevo mais um pouquinho da minha vida……..
    Um abraço da sua irmã em Cristo
    Iandra

    • Oi, Iandra, tudo bem?
      .
      Fico muito feliz de saber que as coisinhas que escrevo edificam você. Esse é o maior prêmio, obrigado por compartilhar. E que extraordinário saber que de algum modo o livro que escrevi contribuiu para levar esse rapaz que esteve preso até os pés de Cristo. Louvo a Deus por ter usado você para isso, muito obrigado.
      .
      Agradeço demais pelas suas orações, que são tão preciosas. Você é gentil.
      .
      Me alegra saber que você conhece rev. Hernandes, tenho muito carinho por ele. Aliás, foi ele quem prefaciou meu livro mais recente, “Confiança inabalável”, uma honra para mim.
      .
      Obrigado por escrever, suas palavras aqueceram este dia. Deus é bom.
      .
      Abraço fraterno, no amor maior,
      mz
      facebook.com/mauriciozagariescritor

  9. josias alves disse:

    Muito bom meu irmão!

  10. Roberta disse:

    Que Deus de amor maravilhoso!!!
    Hoje cedo, me questionei a respeito disso e de como deveria ser a postura de alguns pais acerca de filhos que mantém relacionamentos homossexuais. Então, recebo essa resposta. Uau, que Deus, que Deus a que servimos!!! Aleluia!!! E que bom que o Pai te usou, Maurício. E que seja sempre assim, usado pelo Espírito, abençoado!!!
    Abraço,

  11. Ayresw Filho disse:

    Olá Zágari.
    Se pudermos reduzir esse seu artigo numa única expressão ela seria: “- relacionar-se em graça e amor”. Isso te coloca como um homem de Deus que se apresenta num entre lugar de prática cristã com outros homens de Deus e que professam sua fé através de outras “religiões” cristãs que não a sua, mas com o mesmo norte que você procura conduzir sua enunciação do evangelho. Falo dessa abertura e disponibilidade para o exercício de graça e amor. O Papa Francisco é um líder que pastoreia nessa linha, assim como falecido Chico Xavier , também o fazia. Hoje, relacionar-se em graça e amor é tudo que a sociedade contemporânea mundial está precisando, independente do evangelho. O momento político brasileiro e em outras democracias que julgávamos sólidas e que hoje polarizam entre direita e esquerda, tem aguçado um ódio quase nazista. Isso é assustador!. E nessas divergências de convicções políticas, nada mais necessário do que relacionar-se em graça e amor com outro, com a diferença do outro. Que possamos nos relacionarmos em graça e amor no cotidiano, das coisas simples as mais complexas, porque nesse sentido, penso que estaremos em Cristo e no exercício constante de evangelização e o mais importante : com o diferente de mim respeitando o lugar da fala do outro.

  12. gerson celestino disse:

    Valeu, muito bom, Pr. Gerson

  13. marcojuric disse:

    Bom dia Zágari!!
    É DESSE JEITO!!!!!!

    Deus continue te inspirando e te usando!!!!!

    Abração verdadeiro!!

    MJ

  14. Cecilia Alves disse:

    Muito bom!!!!!

  15. paulo silva disse:

    Olá, Maurício.

    Discordo quando as pessoas, querendo continuar vivendo em seus caminhos errantes, dizem que Jesus andou com prostitutas e malfeitores. Ele teve um encontro com pessoas errantes, e as que tiveram as vidas transformadas continuaram com ele. Ou seja, se tornaram ex praticantes dos delitos antes praticados. Diferentemente, os demais fizeram como o jovem rico, que se afastou dEle. Você mesmo deu um exemplo perfeito. O seu amigo fez com que o cantor deixasse de agir como antes, logo ele já não andava mais com uma pessoa com postura inadequada.
    Claro que dentro de uma boate de Strip-tease há pessoas (todas na verdade) que necessitam da ação redentora de Cristo, mas diria que sedentas não é exatamente a palavra. Afinal de contas, quem tem sede procura beber aguá, ou pelo menos líquido, e não comer farofa, por exemplo!
    Recentemente um famoso padre artista tirou selfie com um travesti e fez por isto um enorme sucesso. Nos dias de hoje posso até imaginar que Jesus poderia igualmente fazer o mesmo. Tenho, porém, absoluta certeza de que também daria uma palavra que impactaria a sua vida. Jesus não era amado por todos porque nem todos tinham o interesse em abandonar seus velhos hábitos como Ele propunha. Já o padre em questão é idolatrado, inclusive, por artistas de todas as vertentes!
    Você deixa bem claro sobre o real intuito e a necessidade de preparo pra se arriscar em tão perigosa empreitada. Logo, o texto é muito bom. Creio que pelo mesmo motivo que muitos líderes preferem proibir a ingestão de vinho, o fazem para evitar o contato com tais ambientes. Seria o ” melhor prevenir, porque nem sempre há êxito em remediar”.

    Fique na paz do Altíssimo!

  16. llOrteg4ll disse:

    Boas Maurício! Primeiramente estou alegre de ter corrido tudo ok com sua mãe, tempo atrás comentei em seu post sobre meu irmão que estava com câncer e ele partiu para eternidade com Cristo (essa foi minha oração por anos a fio, pois ele estava afastado).

    Sobre pregar em lugares “pecaminosos” não sei como um pastor pode dizer que não pode….faço parte do ministério Gideões Internacionais e costumamos dizer que vamos entregar uma porção da Bíblia aonde a igreja não pode ir….e aí está a prova…quando vamos fazer por exemplo entrega em Motéis, etc…acreditamos que mesmo alí possa haver arrependimento pela palavra…de certo que ninguem vai pregar em uma boate, mas, entendo o seu pensamento e concordo.

    Abraço e paz!

    ass.: Flavio Ortega

    • Olá, Flavio,
      .
      fico feliz que você tenha essa visão. Infelizmente, nem todos a compartilham, mas devemos continuar seguindo em frente, levando o evangelho a todos.
      .
      Abraço fraterno, na paz do Mestre,
      mz

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s