Você pode ouvir o áudio com a narração deste texto no YouTube, clicando AQUI (Duração 19:11).
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 odio 1O cristianismo é a religião da graça, do amor, da paz. Uma das grandes diferenças entre a fé cristã e outras religiões é que o nosso Deus não é uma besta-fera sedenta por sangue, ansiosa por punir, salivando por castigar quem se desvia um milímetro dos seus preceitos. Muito pelo contrário: o evangelho de Jesus Cristo foca em perdão, restauração, reconstrução, bênçãos sem merecimento, graça; é a proposta do filho pródigo, do bom Pastor, do 70 vezes 7, do Cordeiro de Deus que estende uma graça que não é barata, mas que nunca deixa de ser vigorosa graça. Sabendo disso, enxergo como totalmente incompatível com essa fé que qualquer cristão defenda ou pratique a violência, a agressividade, o ódio – seja no que faz, seja no que fala, seja no que escreve. Qualquer cristão que proponha como primeiro recurso com relação a pessoas que agem ou pensam de modo diferente revidar, agredir, ironizar e retaliar, em vez de usar um tom gentil e de conduzir quem incorre no erro para a restauração… simplesmente não entende o evangelho. A sensação que tenho com frequência é que ser cristão, no entendimento de muitos, deixou de ser amar a Deus e ao próximo para defender Deus com fúria e detonar o próximo que pensa diferente ou que faz algo de que discordamos. Falemos sobre essa maligna doutrina do Jesus raivoso, agressivo e sarcástico.
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Há meses tenho observado muito os meus irmãos em Cristo, em especial pelas redes sociais. E tenho ficado boquiaberto e triste com o jeito de que uma multidão deles se expressa, age e, principalmente, reage a quem discorda deles ou faz algo com que não concordam. Em nome da “defesa da fé”, muitos se comportam de um modo que nada tem a ver com a nossa fé: com agressividade. Sarcasmo. Raiva. Parece que, se o ódio é destilado “em nome de Jesus”, é válido agir como um bruto, um bárbaro, um ser humano desagradável.
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odio 2O que mais me espanta é que, sempre que você diz que essa forma de comportamento não condiz com o evangelho, o argumento bíblico é o mesmo: o episódio de Jesus no templo derrubando as mesas dos cambistas e vendilhões. Já ouvi isso montes de vezes. Parece que todo cristão que se exprime com agressividade se justifica dizendo que Jesus se irou e saiu derrubando a mercadoria dos vendilhões do templo; logo, teríamos sinal verde para atacar com fúria quem age ou crê diferente de nós. Isso é um erro monumental.
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A hermenêutica bíblica, isto é, as regras que nos ensinam a ler e compreender as Escrituras, tem uma norma  básica: você não pode construir uma doutrina ou formular um princípio de fé a partir de uma passagem isolada da Bíblia. É preciso analisar todas as passagens do texto bíblico que falem sobre o assunto, a fim de entender o todo. Assim, pegar o episódio dos vendilhões do templo como argumento teológico que tente justificar a agressividade é uma falha bizarra, que só gera comportamentos anticristãos.
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Sim, Jesus expulsou os vendilhões. Mas será que por causa disso Deus nos dá carta branca para sair chutando e açoitando quem diverge de nós? A Bíblia apresenta uma enxurrada de passagens que respondem isso com um enfático não. Vamos analisar algumas dessas passagens, muitas delas palavras saídas dos lábios do próprio Cristo, para compreender exatamente o que o evangelho propõe como padrão de relacionamento – inclusive com inimigos e pessoas que não necessariamente concordam ou caminham conosco:
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“Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5.9)
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“Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e: Quem matar estará sujeito a julgamento. Eu, porém, vos digo que todo aquele que [sem motivo] se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo” (Mt 5.21-22).
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“Ouvistes que foi dito: Olho por olho, dente por dente. Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra; e, ao que quer demandar contigo e tirar-te a túnica, deixa-lhe também a capa. Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas. Dá a quem te pede e não voltes as costas ao que deseja que lhe emprestes” (Mt 5.38-42).
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“Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos. Porque, se amardes os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os gentios também o mesmo?” (Mt 5.43-47).
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“Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão” (Mt 7.3-5).
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“Abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis. […] Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens; se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens” (Rm 12.14-18).
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“Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor. Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm 12.19-21).
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Tendo purificado a vossa alma, pela vossa obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente” (1Pe 1.22).
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“Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros” (Jo 15.17).
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“Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13.34-35).
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“Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor. Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede que não sejais mutuamente destruídos” (Gl 5.13-15).
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“Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor” (Ef 4.1-2).
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“Porque a mensagem que ouvistes desde o princípio é esta: que nos amemos uns aos outros; não segundo Caim, que era do Maligno e assassinou a seu irmão […] Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; aquele que não ama permanece na morte. Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino; ora, vós sabeis que todo assassino não tem a vida eterna permanente em si” (1Jo 3.11-15).
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Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. […] Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros. Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é, em nós, aperfeiçoado” (1Jo 4.7-12).
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“Nós amamos porque ele nos amou primeiro. Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão” (1Jo 4.19-21).
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E por aí vai. Como dá para ver com muita clareza pela enorme quantidade de passagens bíblicas sobre o assunto, a proposta da Nova Aliança é a da paz, da conciliação, do trato amoroso com as diferenças e com os diferentes. Usar Jesus com os vendilhões para tentar validar um comportamento horrível é uma aberração.
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odio 3Um argumento que muitos usam para justificar sua forma ofensiva e agressiva de se comportar, falar e escrever é que a ira divina contra o pecado e o erro nos daria permissão para sermos odiosos na hora de “defender a fé” ou se opor a quem de nós discorda. Sobre isso, importa lembrarmos de algo: embora Deus seja o nosso exemplo, nós não somos Deus. Ele pode fazer o que bem entender; nós não. Ele é o autor e o dono da vida: nós não. Deus tem todo o direito, por exemplo, de acabar com a vida de uma pessoa, mas, se nós fizermos isso, nos tornamos assassinos e quebramos um dos Dez Mandamentos.
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Isto é muito importante: Deus fazer algo não nos dá o direito de fazer a mesma coisa. Se ele manifesta e tem todo o direito de manifestar a sua justa ira, o que ele nos diz é que a ira humana é uma das obras da carne (Gl 5.20), a ponto de pôr um prazo para quando nos iramos: “Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo” (Ef 4.25-27). A proposta é clara: O insensato expande toda a sua ira, mas o sábio afinal lha reprime” (Pv 29.11). Vou repetir: O insensato expande toda a sua ira, mas o sábio afinal lha reprime”. Mais uma vez: O insensato expande toda a sua ira, mas o sábio afinal lha reprime”. Portanto, não, a ira de Deus não nos dá o direito de agirmos com ira e acharmos isso bíblico. Pois não é. 
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Esse princípio se reafirma a todo tempo nas Escrituras. O evangelho jamais nos dá o direito de agirmos como Deus age. Veja o caso da vingança. Se, por um lado, há inúmeras passagens que falam sobre a vingança divina, a ordem para nós é: “não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor” (Rm 12.19).
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Assim, vemos que não se pode justificar um comportamento humano pelo  fato de o Pai ou o Filho terem agido deste ou daquele modo. É preciso saber identificar o que Deus faz e que devemos tomar como exemplo e o que ele faz porque é prerrogativa exclusiva dele fazer. Se não soubermos separar uma coisa da outra, tomaremos para nós atitudes que não nos cabem ter e viveremos de modo que o evangelho não nos dá sinal verde para viver.
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odio 4Chega de agressividade. Chega desse argumento maligno de que “posso ser impetuoso (para não dizer grosseiro, agressivo) porque Jesus derrubou as mesas dos cambistas”. Chega dessa igreja irada, raivosa, odiosa, trevosa. Estou exausto de ver agressões “em nome de Jesus” e gente supostamente defendendo a fé usando palavras e um tom que da nossa fé não têm nem o cheiro. Não aguento ter de ficar calado quando conhecidos meus não evangélicos dizem – com toda razão! – que não enxergam Cristo em pastores e outras pessoas “evangélicas” que dão um show de agressividade e palavreado de baixo nível. Em grande parte, temos sido tão agressivos como o mundo e, com isso, nos igualamos a ele. Deixamos de brilhar. Deixamos de salgar. E sal que não salga Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens” (Mt 5.13). 
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Não aguento mais ver calvinistas agredindo e ironizando arminianos e vice-versa. Somos todos irmão, pelo amor de Deus! Não aguento mais ver cessacionistas e pentecostais trocando farpas e fazendo piadinhas mútuas. Somos filhos do mesmo Pai! Não aguento mais ver cristãos detonando com raiva na língua e ódio no olhar pessoas como o cantor  Thalles Roberto, que, em vez de ser alvo de orações misericordiosas e de um discipulado feito em amor para que possa perceber seus erros e seja levado a uma restauração real, é alvo de ataques feitos sem nenhum amor e com um palavreado inacreditável. Mas, claro, detonamos gente como ele “em defesa da sã doutrina” e “em nome de Jesus”. Bem me ensinou minha mãe que “um erro não justifica o outro” e, meu irmão, minha irmã, quem erra deve ser conduzido pacificamente ao acerto e não jogado sadicamente na fogueira dos hereges (para não dizer no inferno). Fomos chamados para restaurar, disciplinar com mansidão e discipular… e não para detonar! Fico arrasado por ver gente defender o evangelho achando que isso deve ser feito jogando no lixo o mandamento de amar o próximo.
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Amar o diferente está fora de moda, geralmente só amamos os da nossa patota (teológica, doutrinária ou algo que o valha). Graça, por outro lado, se fala por todos os lados, pois as doutrinas da graça viraram grife. Mas parece que não saem do discurso. Falamos muito sobre a graça, mas a praticamos pouco, muito pouco, muito, muito pouco. E não estou falando de amor bobinho nem de graça barata, mas de amor maduro, sólido, o tipo que levou Jesus a subir à cruz por pessoas odiosas como eu e você. Tomamos para nós atitudes que só cabem a Deus. Reproduzimos, “em nome de Jesus”, atitudes essencialmente diabólicas e mundanas. E isso está errado. Está errado.
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Eodio 5sse não é o cristianismo que quero viver. Desculpe, mas não quero compactuar com o pseudoevangelho da chibata e do chicote. O açoite que me interessa não é o que Jesus usou contra os vendilhões, é o que Jesus recebeu em suas costas. Não quero ter parte com quem diz que defende o modelo da Igreja primitiva, a extinção do dízimo e das denominações e parte para o braço quanto a questões como essas discordando com palavras ácidas, brutas, infelizes. Não quero fazer parte do grupo de irmãos que tratam gays e pessoas de outras religiões com raiva no olhar, palavras ríspidas e nenhuma misericórdia no coração, que mais se preocupam em atacar do que em amar, evangelizar e discordar com paciência e bondade. A questão não é discordar, isso é natural e lícito, ninguém é obrigado a pensar igual; o xis da questão é como se discorda. 
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Quero ser conhecido por Deus como alguém que ama, sim, a verdade do evangelho e que defende a sua Palavra, mas, sempre, carregando em mim zelo e compaixão, firmeza e doçura, comprometimento e bons sentimentos. O discordante não é meu inimigo, é meu objetivo. A proclamação das boas-novas de Cristo me faz ver o discordante e aquele que considero estar no erro não como canalhas e inimigos, mas como necessitados, carentes, gente que ainda não enxergou a luz. Porque eu já fui assim um dia. E aqueles que penso estarem errados só verão a luz se virem em mim amor, graça, misericórdia, perdão, sacrifício, entrega, abnegação, paz, mansidão… Cristo, enfim.
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odio 6O ódio de religiosos judeus que queriam “defender a sua fé” levou Jesus à cruz, mas foi o amor de Deus pelos perdidos que o levou à ressurreição. Que enorme tristeza é ver que muitos cristãos bem-intencionados não entendem isso, com arrogância se recusam a entender e, portanto, não compreendem nem põem em prática a graça, preferindo o discurso da chibata e um falso cristianismo que “defende Deus” com afiadas espadas verbais. Não aguento mais tanto ódio vindo daqueles que foram salvos pelo Amor com a finalidade de amar. Bem predisse Jesus que, no final dos tempos, Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará” (Mt 27.12). A maldade impera entre nós. O amor de multidões de cristãos já esfriou, dando lugar à “ira santa”. Defendem um deus que eu não conheço, que precisa de “defensores” para levantar sua bandeira com ira e agressividade. Desses, creio eu, o evangelho não precisa. Creio que Deus busca aqueles que, com amor transbordante, partem em busca dos inimigos, dos perdidos, dos desencaminhados e dos equivocados com amor e graça com o objetivo de conduzi-los amorosamente a Jesus: o bom e manso Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. “Pois é da vontade de Deus que, praticando o bem, vocês silenciem a ignorância dos insensatos” (1Pe 2.15).
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Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >
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comentários
  1. Flavio Barreto disse:

    Graça e Paz meu irmão e amigo Maurício. Muito oportuno o texto. Tenho percebido também que o amor de muitos se esfriou a ponto de não ver mais o seu próximo como imagem e semelhança de Deus e que usam todas as formas de ataques nas redes sociais para expor as suas insatisfações. Muitos se escondem atrás das redes sociais, para expor a sua verdadeira identidade. Uma personalidade não tratada, ferida e carente do amor de Deus. Penso que se um dia verdadeiramente o homem enxergar o próximo como imagem e semelhança de Deus, já não teremos motivações para ataques e outros deslizes.Que a cada dia possamos realmente amar o próximo como a nós mesmos. Deus continue te abençoando cada dia mais meu irmão, te usando como ferramenta poderosa. Fique na Paz !

    • Olá, Flavio,
      .
      infelizmente, esse é o quadro. Para nós, resta fazer a nossa parte, tentando não nos deixar contaminar por essa maré raivosa, fugindo da nossa humanidade e tentando refletir o amor e a graça de Deus em tudo o que fazemos e falamos. Suplantemos nossa natureza, nos revistamos do que é santo e amemos o próximo com amor que não conseguimos, mas Deus consegue. Esse é o desafio.
      .
      Abraço, meu irmão. Na paz de Cristo,
      mz
      Facebook.com/mauriciozagariescritor

  2. inocen7e disse:

    Olá Maurício, Shalom!
    Sigo seu blog há um bom tempo e, salvo engano, vim aqui para comentar algo faz um outro bom tempo também [peço perdão por isso…rs], mas desta vez me senti totalmente movido a vir simplesmente agradecer sua coragem e para que sirva de motivação a continuar com esta posição.

    Uma canção de Jorge Camargo que poderia indicar, caso ainda não conheça, é “Fale de Amor”, creio que gostaria muito. Foi inspirada a partir de uma frase do São Francisco de Assis.

    Obrigado querido irmão.
    Que Deus o abençoe e o firme cada dia mais nesta gloriosa doutrina do ‘AMOR sem olhar a quem’.

    • Salve, mano,
      .
      muito obrigado pelo seu carinho. Que proclamemos o evangelho do Príncipe da paz e do justo e amoroso Juiz, que disciplina por amor e com amor.
      .
      Abraço fraterno, obrigado pela motivação. Na paz dEle,
      mz
      facebook.com/mauriciozagariescritor

  3. Claudio Nossa disse:

    Zágari,

    Paz e graça da parte Daquele que vive eternamente!

    Primeiro, peço perdão, já te disse anteriormente não quis ofender ou agredir você, gosto muito de ler seus textos, com exceção a um tema por discordar veementemente. Comentar um texto quando se vive inúmeras outras atividades pode soar como grosseiro, texto escrito de forma apressada, devo lembrar que as vezes lemos o texto e em outras, o texto nos lê. De toda sorte, perdoe-me, não para sair como espiritual que não sou, mas, eu te quero bem.

    Segundo, somos humanos! A ira de Jesus reflete a sua humanidade, nisso me identifico. Acho que a gente só se identifica com ELE na sua divindade. O amor que é pregado hoje em dia é o amor que se silencia diante das injustiças!

    Terceiro, andar na luz é isso! Eu me mostro como sou, pecador, e se conseguimos ter comunhão um com outro, o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado! É fácil, nobre amigo e irmão, amar apenas os que concordam com a gente!

    Quarto, temos poucos espaços para expressar os nossos pensamentos, as idéias nos são empurradas, massificadas, talvez por isso, as redes sociais sejam uma forma de ter um local de escape. para você algumas vezes pode ser um peso, para nós outros, um alívio, desabafo! Não perca a paciência, pois, precisamos de você e não se torne agressivo como a gente, risos! veja tudo isso como uma oportunidade, o nosso PAI, o qual ver em secreto, te recompensará! As instituições não conseguem ouvir as pessoas, pois, suas respostas são prontas, há um engessamento, aumentando mais ainda as insatisfações.

    E penso que em algum momento você repete o engessamento, com todo respeito! Confesso que este é o real motivo de não comentar no blog mais vezes, pensei em cancelar a assinatura, risos, deixei de ler seus textos, já que quando leio posso discordar e pensar de outra forma e comentar, mas não creio que goste deste comportamento. Por isso, comprei seu livro e não preciso tecer comentários! Agora, se eu for mui penoso para você, posso abandonar o blog, embora fique sempre agradecido pelo enriquecimento e pelo prazer de ler seus textos.

    Reitero que o meu objetivo é a PAZ, leia, por favor, sem a necessidade de rebater os pontos, caso queira, eu posso me reservar ao direito de não avançar, imediatamente, no tema!

    Deus te abençoe e seja sempre contigo, nobre amigo distante (virtual)!

    • Olá, Claudio, paz e graça,
      .
      não tem do que perdoar, mano, nem me lembrava direito disso. Meu comentário é sistêmico, fruto do que tenho vido por todos os lados. Não é um comentário personalizado.
      .
      Quanto à questão de ser humano, concordo, somos humanos. Porém é uma linha tênue entre aceitar a humanidade querendo avançar e se conformar a ela, dando vazão a sentimentos ruins. Penso que devemos nos esforçar, embora jamais alcancemos a perfeição.
      .
      De modo algum digo que só temos que amar quem concorda com a gente, creio que meu texto deixa isso muito claro. O ponto, como também penso que explicitei, não é discordar, mas como discordar. O que tenho visto ao meu redor é discordância em ira, raiva, com palavreado agressivo. Essa é a questão. Não a discordância: o tom.
      .
      Mano, se as redes sociais se tornarem um espaço para o desabafo da raiva, creio que me retirarei delas. No passado já saí. Fiquei três anos afastado. Voltei e encontrei uma arena de gladiadores. Penso que devemos agir nas redes sociais como agimos no contato face a face: com gentileza, educação, respeito. Tenho uma amiga que, quando está estressada no trabalho, chega em casa e quebra copos de requeijão, rsrsrs, diz ela que isso a desestressa. Mas repare que ela faz isso em casa, não no trabalho. Se o Facebook, por exemplo, chegar a um ponto em que se torne um ambiente pesado, emocionalmente nocivo e desedificante… eu sairei.
      .
      Não entendi muito bem a questão de eu repetir o engessamento, perdoe-me se o que digo agora não é exatamente sobre o que você falou. Mas, se alguém comenta algo aqui no blog (e todos são bem-vindos para comentar o que quiserem, desde que sejam respeitosos e polidos, inclusive discordando), é preciso que tenha a abertura de ouvir o que tenho a dizer. Se uma pessoa entra em nossa casa e começa a agir com agressividade, desrespeito e ofensas, o que fazemos? Muita gente janta comigo e discorda do que falo, mas, como qualquer pessoa de bem, dialoga com outra, com amor e entendimento, não como um bruto. Se um bruto entra em minha casa eu o convido a se retirar, você não faria o mesmo? Fique à vontade para comentar, você, repito, é muito bem-vindo, mas, por favor, como peço a todos que vêm comungar no APENAS: com gentileza e palavras temperadas com sal – que é como a Bíblia nos ensina a agir e falar, estou errado?
      .
      Obrigado por buscar a paz, coadunamos do mesmo objetivo. Espero que entenda que não quis rebater, mas, como faço com todos os que expõem suas impressões com gentileza (como você, muito educadamente, fez, obrigado), aprecio o diálogo. Não o bate-boca: o diálogo. Esse é sempre enriquecedor e bem-vindo.
      .
      Abraço fraterno, que a graça de Cristo seja derramada sempre sobre sua preciosa vida,
      mz

      • Patrick disse:

        Olá Cláudio, olá Maurício!

        Obrigado a vocês pela construção das ideias.

        Posso melhorar estas ideias? Quero colocar um tijolo a mais neste castelo, e gostaria de saber se vocês aceitam.

        Feedback:
        Analisei o texto. Analisei os dois comentários dos dois acima. Encontrei coisas que concordo completamente, outras que discordo na mesma medida.

        Mas como eu discordo? Tentei enxergar outro ponto que não notei. Espero que você veja o próximo. Peço a você que está lendo, veja o ponto ainda não descoberto, pois creio que assim nossas ideias se unirão e formarão um castelo cada vez maior, portanto é necessário enxergar que a minha discordância significa uma melhoria na interpretação da palavra, que ajudou a tornar possível graças ao artigo e aos comentários do Cláudio e do Maurício.

        Direto aos fatos:
        1 – Jesus pratica um “ato que pode parecer agressivo” ->
        2 – Para defendê-lo, foram colocadas as diversas passagens bíblicas para certificar que o ato de Jesus não foi errado ->
        3 – Resultado entendido do artigo: Jesus não errou, pois, todo o contexto bíblico diz que não.

        O contexto bíblico serve para certificar da idoneidade e pureza de Jesus, mas não creio que as palavras de todo este contexto isentem o “ato que pode parecer agressivo”, mas isentem Jesus te possuir agressividade (maligna) dentro de si.

        Uma vez que Jesus é puro, possuidor de fé, qualquer ato que este fizer também será puro, mesmo que possa parecer agressivo. Um levantar de mesas, ou chingar Paulo após ele ter repreendido Jesus na Santa Ceia, são gestos que no lugar do sentimento maligno da ira, tem-se um sentimento substituto puro, que na minha opinião é capaz de superá-la em força e intensidade inclusive.

        Como assim? Como é este sentimento substituto? Sentimento divino? Sim. Seria um temperamento diferente dos cinco classificados atualmente? Aí complica! Aí começa a ficar master complexo, e é aí que você, ou eu num momento futuro, espero revelar no próximo passo.

        Bênçãos a todos!

  4. Deborah disse:

    Zágari, é desse jeitinho que você escreveu. E de verdade, meu irmão, cansa. Antes eu tentava comentar, argumentar, mas desisti. Recentemente você fez um texto sobre dízimo, então pensei: “Ai. Vão bater no Zágari”. Tenho muito vontade de deixar as redes sociais, mas por questões de trabalho, não posso.

    Sabe outra coisa que observei? Muitos usam, também, o texto de João 7:24 para justificar todo esse ódio. Travestidos “pela reta justiça” põem outros irmãos no tribunal e se assentam no lugar do Justo Juiz.

    Que tempos difíceis são esses! Um grande abraço, meu irmão.

    • Oi, Deborah,
      .
      é isso aí, minha irmã, o tempora o mores. Deus nos ajude, pois estamos nos implodindo crendo que estamos edificando.
      .
      Abraço fraterno, no amor de Cristo,
      mz

  5. aline cristina disse:

    IRMÃO ESSE TEXTO É PERFEITO. COMO DEUS FALOU , TREMENDAMENTE. JÁ FUI ASSIM, OFENDIA COM.MINHAS PALAVRAS; ACHAVA QUE ESTAVA CERTA. IA PRA IGREJA, ENTREGAVA O DIZÍMO.. MAS UM DIA DEUS ME MOSTROU COMO EU ESTAVA. E LOUVO A DEUS POR SUA MISERICÓRDIA . UM DIA EM UM.MOMENTO DE IRA DISSE: FULANO TEM QUE MORRER MESMO. AI DEUS FALOU COMIGO NA MESMA HORA : A JUSTIÇA PERTENCE A MIN… PEDI PERDÃO E BUSQUEI A CURA EM DEUS.

    • Oi, Aline,
      .
      fico feliz por saber disso, minha irmã. Deus siga te abençoando muito e sarando tuas falhas e feridas.
      .
      Abraço fraterno, na paz,
      mz
      facebook.com/mauriciozagariescritor

  6. Maurício, muito edificante o seu texto! Infelizmente muito real, comentei com meu esposo um dia desses sobre a tristeza de ver irmãos julgando e condenando homossexuais no face, usando versículos para estapear o rosto dessas pessoas que precisam de amor e perdão. Creio que o papel da igreja não é julgar, esse é o papel de Deus. O papel da igreja é amar e isso tem se tornado cada vez mais difícil de se ver, infelizmente. Parabéns pelo belo texto!!!

    • Oi, Luziane,
      .
      obrigado pelo carinho e a gentileza de suas palavras, minha irmã, são preciosas.
      .
      Abraço fraterno, Deus abençoe você e toda a sua família,
      mz
      facebook.com/mauriciozagariescritor

  7. romulo casagrande disse:

    Excelente esta reflexão. Sempre acompnaho o blog e suas reflexões, mas confesso que não sou muito de comentar, mas hoje não pude deixar de expressar meu apoio. Não me coloco como santo, de forma alguma, serve exatamente para mim, e é por isso que manifesto aqui minha aprovação.
    Obrigado.
    Que Deus te abençõe, e nos cure!

    • Oi, Romulo, tudo bem?
      .
      Me alegro por a reflexão ter falado ao teu coração. Passe adiante a mensagem do amor.
      .
      Abraço fraterno, na paz de Cristo,
      mz
      facebook.com/mauriciozagariescritor

  8. Mateus disse:

    Zágari, além de tudo, a maioria das brigas ocorre por coisas secundárias do cristianismo: calvinismo x arminianismo, continuísmo x cessacionismo. Hoje uma irmã postou um vídeo de cunho cessacionista, como ela é minha amiga, comentei o que concordava no vídeo, e o que discordava. Ela aceitou numa boa. Daí apareceu um cessacionista raivoso. Então saí da discussão. Vou pra um extremo: acho que nem mais pacificamente vou debater essas coisas. Cansa. Muito melhor achar a peça que nos une. Muito melhor falar da morte e ressurreição, dos mandamentos de Jesus, dos exemplo de fé dos mártires. Conheço tantos cristãos que não têm muito conhecimento pra se envolver nessas brigas, e fazem muito mais pelo reino do que esses pseudo-doutores arrogantes.

  9. Jhonatan disse:

    Boa noite meu irmão gostei muito da sua reflexão, só gostaria de compartilhar e não discordo de você, acredito que está correto, porém Deus odeia o que?? Deus odeia o pecado e não podemos discordar disso.

    28. Portanto, já que estamos herdando um Reino inabalável, sejamos agradecidos e, desse modo, adoremos a Deus, com uma atitude aceitável, com toda a reverência e temor,
    29. porque o nosso “Deus é fogo consumidor!”
    (Hebreus, 12)

    As misericórdias do Senhor são a causa de nós não sermos consumidos(LM 3;21), somos pecadores e mereciamos a ira de Deus, Jesus disse no getsêmani passa de mim esse cálice sem que eu beba, contudo não seja feita a minha vontade mais a sua.

    era o cálice da irá de Deus que Ele iria suportar:

    Romanos 3;23-26 diz : todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.
    24, diz sobre a redenção gratuita por meio de Jesus Cristo e seu sangue.

    O versículo 26 diz que Jesus é o JUSTO E O JUSTIFICADOR DE TODO AQUELE QUE DEPOSITA TODA SUA FÉ EM JESUS.

    se Deus é Justo ele não podia nos perdoar, por isso seria necessário esse sacrifício de um cordeiro Santo sem pecado. Se fazendo pecado, e maldito pelos pecadores, para não suportar a ira de Deus no inferno, nos dando um caminho de volta para o céu, nos salvando do pecado contra Deus, pois o pecado é a maior afronta contra Deus, nem todos os tesouros do céu da terra, e todos homens que fossem pendurados numa cruz ainda sim não seria necessário, para que fosse perdoado apenas um “pequeno” PECADO. O PECADO É O MAIOR MAU, DEUS É INFINITAMENTE SANTO COMPARADO A MILHARES E MILHARES DE PECADOS.

    muitos homens do passado enxergaram dessa forma, a igreja primitiva, os puritanos, para eles era preferivel mendigar, morrer na cruz, serem queimados vivos do que pecar contra Deus, não podemos brincar com a misericórdia de Deus, Deus é amor, mais também é fogo consumidor.

    Boa noite meu irmão que Deus abençoe a todos e venhamos viver o evangelho em sua plenitude, como você disse respeitando nossos irmãos e orando por cada um, que o Espírito Santo a cada dia venha te dar mais e mais despertamento para sermos abençoados por sua vida. Se não ver você aqui na terra, verei na TERRA PROMETIDA.

    • Olá, Jhonatan,
      .
      é exatamente isso. Deus tem o direito de se irar, nós não. É uma prerrogativa exclusiva dele. Nosso papel é sermos amorosos, pacíficos e pacificadores, pacientes, amáveis, bondosos, mansos e cheios de domínio próprio.
      .
      Abraço, no amor de Cristo,
      mz

  10. Noeme Almeida Santana disse:

    Olá Maurício,
    Palmas !!! Querido irmão, dos textos q eu já li por aqui foi o maior, para um assunto de grande importância como esse, A falta de gentileza em atitudes e palavras também tem me entristecido sobremaneira, muito mesmo, tenho pensado em sair do face por isso, Parece q as pessoas usam as redes sociais como válvula de escape, q triste isso, horroroso mesmo!! Por favor gostaria de repassar esse texto no face vc me permite? Deus abençoe vc , sua família e ministério!
    Orando por vc!
    A paz de Cristo!

    • Oi, Noeme, tudo bem?
      .
      Fico feliz que você tenha essa visão, mana. Se não nos entristecemos com a violência, o que isso fala sobre nós e a nossa fé? Façamos a nossa parte.
      .
      Sim, peço a Deus que o texto edifique aos seus amigos. Só pediria, por favor, que indicasse o link do blog, tudo bem?
      .
      Abraço fraterno, grato pelas orações,
      mz

  11. Greize disse:

    Penso que nós ; no plural pois todos Nós estamos propensos a isso;estamos vivendo uma era de pressões e muita informação .Muitas pessoas recebem informações sem verificar as fontes .Dizem “segundo li no Google “.Sou do tempo da enciclopédia e gramática .E da curiosidade de ir ao dicionário saber o significado de uma palavra ao ler um livro.Junta essa informação rasa com as amarguras da vida e senta na frente de um computador .Viramos uma bomba .Tento não debater mais em redes sociais .Um dia fiz isso por falta de informação das pessoas quanto a postagem e as respostas foram de baixo escalão .Povo crente.E eu também crente me irei.Quando vi lá estava eu me perguntando :”O que estou fazendo aqui?”.Hoje só olho o necessário ,aniversários e grupos .Acho que devemos seguir o conselho de um médico que falou uma vez:Ver e ler jornal todo dia faz mal à saúde .Acrescento as redes socias.Misericórdia de Nós,Senhor.

  12. mestanqueiro disse:

    Olá Maurício!
    Isso tocou em mim!
    Não sou tão agressivo como mencionaste, mas esse problema de política e religião, tem me deixado um tanto fora do Espirito. Não é para ser assim! Abraço.

  13. Jorge Kerbage disse:

    Prezado Maurício,
    Quando comecei a ler seu blogue eu frequentava una denominação evangélica. Mas como você gosto muito de ler e estudar, percebi que muito dos nossos irmãos evangélicos se preocupavam muito nas como este Cristo do título deste blogue do que com o Cristo que nós precisamos conhecer e praticar. Voltei a ler outros artigos e encontrei nos artigos Católicos e na igreja Católica exatamente este Cristo que você prega.
    Se não houver inconveniente de sua parte, lhe convido a ler e conversar com sacerdotes católicos e extensor sua fé neste Cristo que você tão bem defendeu neste blogue.
    A Paz fé Cristo esteja contigo.

    • Olá, Jorge,
      .
      agradeço as suas palavras. Frequentei a igreja católica até meus 18 anos, estudei em um colégio de monges beneditinos e conheço profundamente a teologia romana e, pessoalmente, muitos padres. Infelizmente há diversos aspectos da tradição católica que considero inviáveis dentro do cristianismo e, por isso, permaneço na tradição reformada, apesar dos defeitos de muitos de seus praticantes. Obrigado por seu carinho e sua preocupação, você é precioso.
      .
      Abraço fraterno, na paz de Deus,
      mz
      facebook.com/mauriciozagariescritor

  14. Joseph Charles Gonçalves Alves disse:

    Toda vez que um dito cristão fala de maneira mais áspera contra algo, principalmente na mídia “internética”, logo surgem críticos afirmando que este não é um comportamento cristão digno do mestre Jesus que pregou focado no perdão e na graça. O bom pastor, aquele que apregoou o perdão 70 vezes 7, a benevolência extremada… O Cordeiro de Deus manso e humilde “que tudo perdoa e tudo aceita” é uma grande ilusão. De fato o perdão divino é infinito, sua benevolência para com o errado é da mesma forma infinita. No entanto a justiça divina é da mesma forma intensa. Não contra o pecador, mas contra o pecado, o erro. Não é uma situação de apenas estar contra quem pensa diferente ou de criticar tão somente por não aceitar o pensar divergente. No entendimento dos que pregam o erro, suas idéias não são erradas, são apenas “diferentes”. Abster-se da crítica, da indignação e da revolta contra o erro e o pecado (que devem estar aliados a benevolência para com o errado, o pecador) é se tornar cúmplice desta situação. É ser cúmplice da injustiça. Critique, julgue, condene… mas faça isso sempre com amor justo e fraterno, observando que apesar do erro ser o alvo, o errado também tem a necessidade da correção e que o errado também somos nós e que cada um erra e deve ter consciência disso para que seja atuante a renovação em si e que o erro seja eliminado da sua existência. A justiça é a mãe do julgamento e o amor a condição para que tal justiça seja feita de fato.

    • Joseph,
      .
      em momento algum você verá meu texto defender que Deus “tudo aceita”. A revolta contra o erro e o pecado é justa, mas deve ser feita dentro dos padrões bíblicos. Quais? Leia 2Timóteo 2.24-26.
      .
      O grande problema é criar uma sinonímia entre justas ira e indignação e estupidez, grosseria, deboche. É possível posicionar-se contra o pecado sem pecar. Porque, quem acha que é justificável praticar as obras da carne para combater as obras da carne simplesmente está incorrendo em pecado. É sobre isso que versa o texto.
      .
      Abraço fraterno,
      mz
      facebook.com/mauriciozagariescritor

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