dizimo 1

Existe muito debate em nossos dias com relação ao dízimo. Em grande parte, essa instituição cristã – que não foi questionada por séculos – começou a sofrer muitos ataques nas últimas décadas por causa de abusos cometidos por determinados segmentos que se dizem evangélicos e são adeptos da “teologia” da prosperidade. Esses abusos cometidos com relação aos dízimos e ofertas, capazes de chocar pessoas cristãs ou não cristãs, acabaram demonizando o dízimo e as ofertas fora da igreja e, até mesmo, em certos setores dentro dela própria. Ao ver os métodos absurdos que vêm sendo usados pelos tais para convencer fieis a dar dinheiro para igrejas, com argumentos antibíblicos, os não cristãos passaram a ver a entrega de dízimos e ofertas apenas como um golpe bem aplicado por líderes eclesiásticos espertalhões para enriquecer às custas da credulidade de incautos. Por outro lado, surgiu com toda força um movimento dentro da própria igreja que advoga que não é ordenança bíblica a entrega do dízimo em nossos dias. Pois bem: eu  entrego o meu dízimo. Mais do que isso: estou ensinando minha filha fazer o mesmo. E explico por quê.

Acredito que existem virtudes humanas e cristãs que se manifestam de forma muito mais enfática quando temos de mexer no bolso. Admitamos: poucas coisas na vida são tão importantes para o ser humano como o dinheiro. Trabalhamos, investimos, nos esforçamos e fazemos muitas coisas para poder receber nosso merecido dinheirinho. É com ele que compramos alimentos e outras necessidades básicas e também nos damos ao luxo do supérfluo, aquilo que, se não tivéssemos, não faria nenhuma diferença – mas que adoramos ter. Naturalmente, abrir mão de uma fatia dos rendimentos tira de nossas mãos a possibilidade de adquirir grande parte daquilo que queremos ter, por isso é tão difícil abrir mão de dez por centro de sua renda.

dinheiroEvidentemente, o primeiro argumento contra ou a favor do dízimo deve ser seu fundamento bíblico: seria a entrega do dízimo às igrejas um mandamento bíblico para os nossos dias? Na verdade, esse é o argumento que eu menos quero abordar aqui, pois não tenho nada de novo a trazer a esse debate quanto à canonicidade do dízimo. As discussões sobre isso já foram exaustivamente feitas e estão fartamente disponíveis na internet, você pode pesquisar e vai encontrar argumentos enfáticos contra e a favor do dízimo, com base em muitos argumentos bíblicos de um lado e de outro. Entrar por esse caminho aqui seria chover no molhado. Para esta argumentação, basta eu dizer que, pessoalmente, convenceram-me os argumentos de que, sim, o dízimo é um mandamento bíblico para os nossos dias. Mas há outras questões. Vamos supor que eu acreditasse que não houvesse uma ordem divina para que entregássemos o dízimo. Ainda assim eu ensinaria minha filha a entregá-lo, por diversos motivos. E são esses motivos que, acredito, conferem ao dízimo beleza e virtude.

criancas-259x300Primeiro, eu desejo que minha filha seja uma pessoa generosa. E a única maneira de se aprender a generosidade é abrindo mão daquilo que é importante para você. Não acredito que ninguém nasça generoso, basta você olhar as crianças pequenas, que batem e mordem umas às outras porque querem ficar com o brinquedo do momento. Vi isso repetidas vezes na escola de minha filha, quando ela e seus colegas se estapeavam na disputa por brinquedinhos, livros e outras coisas. Vejo isso sempre que me deparo com crianças no seus primeiros anos de vida. Portanto, acredito que generosidade é uma virtude que se aprende e se desenvolve. Tenho procurado ensinar minha filha a ser generosa, seja estimulando-a a doar parte de seus brinquedos e roupas, seja dividindo o lanche com os amigos, seja aproveitando qualquer oportunidade que eu tenho para dizer a ela que fico orgulhoso quando ela compartilha o que tem. Tenho lhe ensinado que melhor coisa é dar do que receber. Ela já tem seus cofrinhos, onde deposita moedinhas que recebe por uma ou outra razão, e quero ensiná-la a tirar parte dessas moedas para dar a outras pessoas e à igreja. Se isso for bem exercitado, creio estar contribuindo para fazer dela uma mulher generosa e caridosa.

Young woman walking with shopping bags, low sectionSegundo, não quero que minha filha seja uma pessoa materialista, isto é, que valoriza excessivamente os bens materiais e procura satisfação ou compensações em coisas, objetos. Tenho lhe ensinado que não devemos acumular tesouros nesta terra e isso passa por compreender que tudo aquilo que temos nesta vida é passageiro, não tem valor em si mesmo e é apenas um instrumento para coisas maiores, mais valiosas e eternas. Uma excelente maneira de ensiná-la a se desapegar dos bens materiais é mostrando o que verdadeiramente importa, para que ela consiga se desfazer, sem dor no coração, de objetos e valores. Por exemplo, eu jamais digo a ela, em nenhuma ocasião, que uma roupa que ela vista faz com que fique mais bonita; pelo contrário, sempre que ela chega toda orgulhosa para me mostrar uma roupa nova que ganhou eu digo: “Bebê, você deixou essa roupa linda!”. Assim, em tudo o que faço procuro mostrar-lhe o que verdadeiramente tem valor. E tenho ensinado que não se pode servir a Deus e às riquezas, sendo que riquezas se traduzem não só em dinheiro, mas naquilo que se pode acumular a partir do uso do dinheiro. Entregar o dízimo é uma excelente  forma de abrir mão de ter uma série de benefícios materiais em função de algo mais sublime.

ddddTerceiro, eu quero que ela entenda a importância da estrutura que sustenta a Igreja de Cristo nesta terra. Isso pode se referir a diversas coisas, como a igreja local, ministérios de ajuda humanitária, organizações missionárias e muitas outras iniciativas. Procuro mostrar a ela que essa estrutura só existe se nós, cristãos, contribuirmos materialmente para que elas continuem funcionando. Porque qualquer uma delas só é capaz de existir se houver quem a mantenha. Jamais vou ensinar a minha filha que ela deve entregar o dízimo à igreja como uma forma de barganhar bênçãos com Deus. Pelo contrário, vou lhe explicar que o dízimo ajuda a pagar a conta de luz da igreja, a pintar as paredes do santuário onde nos reunirmos, a sustentar os pastores que se dedicam a cuidar em tempo integral das ovelhas, a comprar cestas básicas para ajudar os mais necessitados, a financiar iniciativas que contribuíram para levar o evangelho a muitos lugares. Com isso, estou ensinando que a proclamação do evangelho neste mundo material em que vivemos depende de recursos que só virão daqueles que já foram alcançados pelo evangelho, sem que haja nenhum tom de interesse pessoal nisso; mas, sim, como uma expressão de amor pelo Reino de Deus.

Quarto, ao entregar o dízimo, ela está exercitando virtudes do fruto do espírito, como, por exemplo, o domínio próprio. Quando se deseja comprar algo com aquele dinheiro, é preciso autocontrole para se manter fiel ao propósito de contribuir financeiramente com o dízimo. Assim, quando é difícil tirar uma parcela do seu salário, entregar o dízimo nos ajuda a fazer aquilo que acreditamos acima daquilo que queremos. É um modo de negar-se a si mesmo para seguir após Cristo.

casa sobre a rochaQuinto, é preciso ter muita convicção do que se crê para ser um cristão no mundo de hoje. Não é fácil agir e defender os valores que nos conduzem diante de um mundo para o qual os preceitos bíblicos não fazem o menor sentido. Ao ensinar  minha filha a ser uma dizimista, também estou ensinando que ela deve agir segundo a sua fé e não segundo aquilo que todas as outras pessoas ao redor dizem que ela tem de fazer. Exercitar a entrega do dízimo quando começar a ganhar mesada e assumir isso na frente dos colegas de escola fortalecerá muito a sua firmeza e postura de nadar contra a corrente dos valores mundanos, mantendo-se firmemente alicerçada na rocha. Assim, no dia em que todas as suas amigas resolverem assumir um comportamento sexual em desacordo com a fé cristã, ela terá a capacidade de ser diferente, apesar das piadas e tudo mais que ouvirá. Ou no dia em que todos os amigos da faculdade forem fumar maconha numa festa, ela terá a firmeza de personalidade para não participar quando todos estiverem fumando juntos. Ou, ainda, no dia em que ela for trabalhar em uma empresa em que a maioria de seus colegas desonra a chefia ou até mesmo dá desfalques financeiros, ela conseguirá se manter íntegra e separada de tudo aquilo de errado que for feito ao seu redor. A entrega do dízimo já na infância é um excelente treinamento para fazer o que ninguém mais faz com a cabeça erguida e sem se deixar guiar pelos comentários e pelas críticas dos outros.

Essas são algumas razões que me levam a ensinar a minha filha a importância de entregar o dízimo. Peço a Deus que ela cresça compreendendo os verdadeiros motivos pelos quais nos desapegamos de uma parte da nossa renda, pois acredito firmemente que isso fará com que ela desenvolva muitas virtudes fundamentais para a vida de um cristão. Creio que é um preceito bíblico? Sim, creio. Mas, mesmo que não acreditasse nisso, eu daria o dízimo e estimularia todos que o fizessem, pois o desapego do dinheiro contribui para que qualquer um de nós manifeste qualidades que, simplesmente, não têm preço.

“Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros nos céus, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam. Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração” (Mt 6.19-21).

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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comentários
  1. Francisco S. Neto disse:

    Deus seja louvado Maurício!
    Obrigado pela edificação.
    Abraços:)

  2. Claudio Nossa disse:

    Você parte da premissa que quem não é dizimista, é mesquinho, avarento e não ajuda a sua igreja e nem o próximo. Todavia, tal pensamento encontra-se equivocado! O objeto da discussão é de outra natureza: O dízimo é uma doutrina válida para a comunidade dos gentios crente em Jesus? Sendo válida não há o que se discutir, cumpra-se! Ora, se não, considera-se como jugo! Penso, á luz das escrituras sagradas, que a doutrina do dízimo é um erro para os crentes. Pois, os apóstolos não ensinaram, os patriarcas também não, tal proposta surge com São Cipriano, a igreja utilizou em algum momento e em outro deixou de utilizar, e o tema é regido pela Lei, só que o fim da Lei é Cristo! Alguns dirão: O dízimo precede a Lei, o sábado e a circuncisão também, porém, o Apóstolo disse que quem se deixa circuncidar caiu da graça! Neste caso, deve prevalecer o AMOR a verdade! Não é por acaso que a teologia da prosperidade tem escravizado o nosso povo, amamos mais a mentira do que a verdade, e por isso, o nosso Pai em sua ira permite um poder sedutor, a fim de que creiam na mentira. Será muito mais útil ensinar a verdade aos nossos filhos.

    E com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem.
    E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira;
    Para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade.
    2 Tessalonicenses 2:10-12

    Além disso, na doutrina do dízimo devo apenas 10% e na devolução santifico os 90% restantes, o que contraria a doutrina da mordomia, a qual consiste em administrar o que é do SENHOR, não apenas 10% e, sim, 100%. Assim, sem “dízimo”, a integralidade de nossos recursos, salvo parte da sobrevivência, devem ser investidos no REINO.

    E, por último, chega de escândalos por causa desta doutrina, se no nosso meio tivessem HOMENS de verdade, iriam trabalhar para não ouvir que são ladrões, aproveitadores, o amor Deus, consequentemente, a sua causa em primeiro lugar!

    • Prezado Claudio,
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      em primeiro lugar, eu sugeriria que você usasse um tom mais ameno e gentil para dialogar. Se você é tão zeloso com as coisas de Deus, deveria usar um tom manso, pacífico e amável, pois o amor ao próximo é muito mais importante do que a questão do dízimo. Dizer que “deve prevalecer o amor” mas discordar de um irmão com esse tom raivoso não demonstra amor, desculpe. Fiquei assustado com a fúria com que defende as suas ideias.
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      Em segundo lugar, você infelizmente não compreendeu o texto. Você começa dizendo “Você parte da premissa que quem não é dizimista, é mesquinho, avarento e não ajuda a sua igreja e nem o próximo”, sendo que isso em momento algum é dito no texto, tampouco está implícito. Vou explicar: o que eu disse é que o desprendimento dos bens materiais nos ajuda a desenvolver uma série de virtudes cristãs. Esse é o foco. É isso que é dito. Recomendo que você releia o texto, com um olhar menos raivoso, com mais calma, para compreender o que de fato é dito ali.
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      Desprender-se do amor pelo dinheiro não é jugo, mano, é alegria. Pois melhor coisa é dar do que receber e Deus ama quem dá com alegria. Se entrego parte dos meus bens a quem quer que seja com felicidade no coração isso não é jugo. Só torna-se jugo para quem se apega ao que está entregando. Quem ama mais o dinheiro do que à generosidade sempre verá o desapego ao dinheiro como um inimigo.
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      Como eu deixei extremamente claro no texto, a discussão não é sobre o dízimo ser bíblico ou não. O texto trata dos benefícios outros que o desapego ao dinheiro trazem. Releia.
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      2Tessalonicenses 2.10-12 se refere ao Anticristo e ao que ele fará na sua vinda. Hermeneuticamente falando não há nenhuma relação com o tema aqui tratado.
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      Em momento algum entregar o dízimo restringe-se ao dízimo. Pessoas desprendidas dos bens materiais entregarão muito mais do que isso: entregarão o coração a Deus. O dízimo é apenas uma consequência.
      .
      Em uma coisa concordamos: chega de escândalos por causa dessa doutrina. Por isso, não entendo o que leva um homem bom e zeloso com o evangelho como você a fazer um comentário como esse, tão escandaloso, tão desconectado do que o texto está dizendo e tão pouco amoroso e manso. O caminho não é esse, irmão. Em vez de desfrutar da boa proposta de generosidade e espiritualidade que o texto propõe, você se apegou apenas a um aspecto do que foi tratado, aspecto esse que não desenvolvi e que, como disse, já foi amplamente debatido – justamente para não provocar polêmicas e discussões. Pena que você optou por esse caminho.
      .
      Peço a Deus que possamos olhar para as coisas verdadeiramente importantes do evangelho, a saber, o amor a Deus e ao próximo. Discordar com gentileza. Conversar como irmãos e não como gladiadores. Enquanto não chegarmos a esse ponto, todas as demais discussões serão inúteis.
      .
      Um abraço fraterno, no amor de Cristo,
      mz

      • Claudio Nossa disse:

        Amado Maurício, paz e graça!
        Em primeiro lugar, peço perdão se no meu texto detectou alguma agressão, não foi minha intenção, confesso que não percebi a falta de gentileza, talvez, tenha sido “seco” ou “frio”. De toda sorte, fica o meu pedido de perdão e a minha satisfação em conversar contigo, aliás, alguém que é muito estimado por mim, mesmo sem conhecer!

        Em seguida, penso ser necessário dialogar acerca do texto, assim está escrito:”(…) Naturalmente, abrir mão de uma fatia dos rendimentos tira de nossas mãos a possibilidade de adquirir grande parte daquilo que queremos ter, por isso é tão difícil abrir mão de dez por centro de sua renda.” O texto parte ou não parte da premissa que os demais são avarentos? Egoístas? Se transcrevo o texto não é para te ofender, embora me sinta ofendido, e, sim, para demonstrar a razão de ter escrito e com qual base. Na sua resposta escreve sobre ser desprendido dos bens materiais, penso que o dízimo produz o inverso, posso usar os 90% da forma como quiser, sem compromisso e consciência do consumo, já que a minha obrigação cai apenas nos 10% e não nos 90% restantes. Ser contra a doutrina do dízimo não quer dizer que não damos, inclusive, para as igrejas, e muito menos sem alegria.

        O que ocorre na prática é a injustiça, pois, em sua maioria a igreja é formada por pobres, trabalhadores assalariados, os quais deveriam ser assistidos passam a ter que sustentar o luxo de outros, não que eu seja contra sacrificar a si mesmo em prol do Reino, porém, não se faz necessário. Somos comercializados!
        A doutrina do dízimo é o arcabouço da teologia da prosperidade, sem ela, a última não existiria. Por isso, acho este tema extremamente importante e o silêncio é uma forma de desamor! Ora, a bem da verdade, o texto de Tessalonicenses fala do Anticristo, contudo, fala de algo maior, o tempo do fim! O amor a mentira, diga-se que por esta forma de interpretação o dízimo produz prosperidade, leva cada vez mais pessoas buscarem o deus dinheiro em detrimento do Deus verdadeiro!

        Encerro da seguinte forma, entristecido pela falta de compreensão do meu texto e com as acusações que pairam sobre mim, não que não seja raivoso ás vezes, sou, contudo, houve uma dose elevada de subjetividade nesta demanda! Não sou espiritual e nem zeloso, apenas observo alguns fatos. Eu proponho que possamos ouvir um ao outro, sem preconceitos, sem inimizades, buscando a verdade. Reitero, ainda, que o sustento da obra é dever dos crentes e quando penso em “obra”, vejo de uma maneira mais abrangente, inserindo a ação social e outras questões no tema.

      • Olá, Claudio,
        .
        obrigado pelo novo tom de voz. Agradeço de coração.
        .
        Não, mano, não tenho a mesma interpretação que você sobre a frase em questão. O que esse trecho diz é que é necessário ter desprendimento para abrir mão de usar 10% do que se tem para entregar à igreja em vez de usar esse montante para adquirir bens e serviços. É uma questão de prioridades e não de qualidades. Sobre o que você diz em seguida, penso que é um pensamento um pouco sofismático e explico: em nenhum momento doar 10% significa que os outros 90% possam ser gastos de forma descompromissada ou sem consciência. Prova disso é que as próprias ofertas ou doações de caridade saem desses 90%. Penso que o argumento é non sequitur.
        .
        Perceba que o que você afirma quanto aos pobres é uma generalização, mano. Será que todas as igrejas e pastores vivem no luxo? Se você for analisar, verá que essas são uma parcela mínima do total. Conheço muitos pastores, e a maioria deles tem muita dificuldade até para manter a congregação aberta. Têm déficits mensais e tiram do próprio bolso para pagar contas da igreja. Igrejas ricas são a minoria. Saia por esse Brasil afora e você verá isso com toda clareza. Evidentemente que estou falando de igrejas e não dessas organizações que, com base na “teologia” da prosperidade, usam o nome de Cristo para coisas que nada têm a ver com o evangelho. Você precisa ver o quadro maior, Claudio, e não olhar para meia dúzia de exemplos mais visíveis na mídia.
        .
        Mano, o dízimo existe desde Abraão, a Teologia da Prosperidade tem menos de 50 anos. Condenar o dízimo, que sempre houve na história do povo de Deus, por uma perversão recém-criada não me parece salutar. Sim, sem o dízimo não haveria Teologia da Prosperidade mas também não haveria missões, por exemplo. Se você for conversar com missionários (conheço muitos deles, entre eles meu irmão de sangue) verá como eles dependem do sustento enviado pelas igrejas. E parece fácil apresentar uma solução dizendo que as ofertas voluntárias supririam essa demanda, mas, na prática, pergunte para qualquer líder eclesiástico quanto uma igreja arrecada de ofertas por mês. Não paga nem a conta de luz. Conheço muitos e muitos pastores, sei do que estou falando.
        .
        Não creio que se deva propor o silêncio, mas tampouco creio que devamos ensinar o que está em desacordo com as Escrituras. E, nesse ponto, divergimos. Onde você enxerga jugo humano eu enxergo uma prática que existe desde antes da época da Lei e que, sempre que a graça atuou, esteve presente.
        .
        Sobre 2Ts, Claudio, me atenho ao contexto, que é bastante específico.
        .
        Querido, não vejo de forma alguma que o dízimo produz prosperidade, dízimo produz sustento. Você precisa ir ao interior deste país e visitar igrejas pequenas, para ter uma percepção melhor disso. Esqueça a minoria ínfima das igrejas ricas. Elas não representam o todo, nem de longe. E, mano, a busca do deus dinheiro independe de dízimo, qualquer ser humano – ateu, budista, kardecista, católico etc – busca o dinheiro, pois a cobiça é consequência do pecado, não do dízimo.
        .
        Um abraço, meu irmão, Deus te abençoe muito,
        mz

  3. Solange Vieira disse:

    Boa Tarde Mauricio !
    Concordo com você em tudo, mesmo que não fosse biblico, minha neta tem 6 anos e a levo comigo aos domingos a escolinha dominical da igreja, antes de sair de casa ela me pergunta, vó
    minha oferta pra JESUS ? Tem seu cofrinho desde os 6 anos, onde usa para comprar seus
    brinquedos e as vezes oferece ao pai e mãe se estiverem precisando.
    Enfim aprende a repartir e se desapegar, a agradecer a Deus por tudo que tem e a orar pelos
    que não tem.
    Não pude deixar de ler o comentário do CLÁUDIO e confesso ter me assustado com o modo que ele discorreu o assunto. Eu havia acabado de fazer um breve estudo sobre os frutos da carne e do Espirito em galatas 5. e marcado exatamente o que precisava mudar em mim.
    Há se todos nós olhassemos para dentro de nós ….. Que Deus tenha misericórdia viu…..muitas vezes encontramos só quem quer contra por.
    Que Deus nos abençoe e abençoe nossas crianças.
    A paz do Senhor.

    • Olá, Solange,
      .
      fico feliz que você tenha essa visão e que esteja ensinando sua neta a se desapegar do dinheiro e dos bens materiais. Ela só tem a lucrar com isso.
      .
      Sobre o comentário do irmão, já me posicionei na resposta a ele. Que haja paz.
      .
      A paz de Cristo, minha irmã, Deus siga te abençoando,
      mz

    • Claudio Nossa disse:

      Minha querida, peço perdão se se sentiu ofendida, não tive a intenção. Não percebo a minha agressividade na minha escrita, que o nosso Pai posso me ensinar a ter domínio próprio, se for o caso, e é possível que seja pois sou pecador e pouco espiritual. Só para pensar: Será que não ficaríamos escandalizados com o nosso Senhor repelindo os mercenários do Templo?

      • Cláudio,
        .
        creio que o verdadeiro escândalo da cruz é o manso cordeiro ser preso injustamente, cuspido, esbofeteado, ofendido, açoitado, recebendo coroa de espinhos, recebendo cravos nas mãos e nos pés… e não abrir a boca nem revidar. Isso escandaliza. Ele é o Príncipe da Paz, aquele que manifesta em nós virtudes como amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fé, mansidão e domínio próprio.
        .
        Abraço, mano, Deus te abençoe,
        mz

  4. Caio Silva disse:

    Maurício, concordo quase plenamente com o texto. A parte que discordo é apenas aquela que não é o foco do texto, a validade do mandamento para os dias de hoje. Mas não importa.

    De fato, manter uma disciplina não é uma tarefa fácil e se essa disciplina envolve dinheiro, algo posto culturalmente como de extrema importância, às vezes até acima do próprio caráter, aumenta essa dificuldade.

    Eu acredito que querer moldar um caráter generoso justifica o exercício de dizimar, porém a forma como algumas instituições lidam com as ofertas recebidas, de forma obscura, sem abrir os seus gastos para a comunidade e sem prestação de contas, acaba por inibir esta prática.

    No entanto, há aqueles que buscam manter o exercício desse mandamento à parte das instituições religiosas, buscando dedicar recursos financeiros naquilo que julgam manifestar o Reino de Deus. Eu assim o faço.

    Pretendo ensinar aos meus filhos a generosidade, quando um dia eu os tiver, para que assim eles possam ter discernimento para escolher de que forma devem gerir seus recursos, sendo ofertando em igrejas ou não, mas motivados por um coração generoso.

    Parabéns pelo texto e pelo exemplo. Deus esteja.

    Abc,
    Caio

    • Olá, Caio,
      .
      obrigado pela sua discordância amorosa e pela sua generosidade. Tenho certeza de que ambos seu coração amoroso e generoso é bem visto por Deus.
      .
      É uma pena que os maus exemplos levaram parte da Igreja a crer nessa novidade de não dizimar (um pensamento que tem menos de 20 anos, dentro dos 2.000 anos de fé cristã). Eu dizimo em minha igreja porque creio na atualidade da proposta e porque tenho absoluta confiança na liderança. São pessoas corretas, simples e piedosas, que o tempo mostrou serem confiáveis. Não entendo alguém frequentar uma igreja de que desconfie. Eu jamais frequentaria uma dessas instituições que você mencionou (até porque, se estamos falando das mesmas, tenho restrições a, até mesmo, chama-las de “igreja”).
      .
      Abraço fraterno, Deus siga o abençoando e preserve a caridade em teu coração,
      mz

  5. ingrid disse:

    Parabéns, Maurício!

    Teus textos são sempre um bálsamo em meio às tantas asneiras disponíveis na internet atual.
    Qual é, mais especificamente, tua visão sobre os dez por cento? Vejo claramente o princípio da generosidade descrito no Evangelho de Jesus, em que cada um contribuía com o que tinha… uns com menos, outros com tudo. Certamente é um preceito bíblico, mas a questão do valor exato não me é clara. Como o irmão vê isso?

    Grande abraço.

  6. vivifb1505 disse:

    Não encontro na bíblia embasamento ou ordenança de Deus para que seja construído templos, ou denominações nos moldes de hj, esse é um dos motivos de não dizimar. Sem contar de que era uma ordenança ao povo de Israel para a tribo de Levi. Não somos o povo de Israel e tao pouco da tribo de Levi, somos IGREJA. A partir de Atos 2 as ofertas eram usadas para a propria igreja, ou seja, a necessidade do indivíduo. E a igreja de Deus, nada tem a ver com as denominacoes que decidiram deliberadamente incluir uma cultura que foge totalmente da ordenança de Deus para sua igreja. Acho que deliberadamente separar um valor para ajudar a quem necessita com a intenção de ensinar sua filha, é válido. Agora, sustentar um templo que foge totalmente da vontade de Deus, não enxergo validade. Igreja somos nós, pessoas. O unico templo ordenado por Deus, foi construido em Israel e que foi destruindo com a permissao do proprio Deus. Ele nos deixou um molde exato de como quer sua igreja e isso passa longe de como a “igreja” se moldou nos dias de hj.

    • Vivi, olá, tudo bem?
      .
      Conheço bastante bem tudo o que você argumentou, é um pensamento que vem se disseminando há cerca de alguns anos. No Brasil, especialmente, por alguns líderes que, por descaminhos da vida, se viram fora de denominações a que pertenceram por décadas e passaram a demonizá-las. Vamos conversar um pouco sobre o que você escreveu.
      .
      Quanto ao argumento dos templos. A esse respeito, 4 anos atrás escrevi um texto, pode ser que a leitura te traga alguma reflexão, caso deseje ler: https://apenas1.wordpress.com/2011/07/09/jesus-nunca-construiu-templos/
      .
      Sim, Jesus nunca ordenou que se fizessem denominações, elas são uma natural aglutinação de fieis segundo suas afinidades. Mas, usando o exato mesmo argumento que você usou, se não houve uma ordem a favor, também não houve contra. Não encontro na Bíblia embasamento ou ordenança de Deus para que se proíba que cristãos com afinidades se reúnam em denominações.
      .
      Você se equivoca ao dizer que o dízimo era uma ordenança para o povo de Israel, é um preceito muito anterior. Recomendo que você pesquise um pouco melhor sobre o assunto, mana. Basta você ver que Abraão dizimou (Gn 14.20) e não foi para os levitas, mas para o sacerdote Melquisedeque, rei de Salém; Jacó dizimou (Gn 28.22), numa época muito anterior até mesmo ao estabelecimento da tribo de Levi, seu filho. Só muito posteriormente é que o dízimo foi aplicado no sustento dos sacerdotes levitas. Se você considerar que Abraão viveu por volta de 2.166 a.C. e a Lei foi dada a Moisés cerca de 1.500 a.C., temos um período de quase 700 anos em que o dízimo foi praticado por quem temia a Deus antes do levirato ser implementado ou mesmo antes de o povo de Israel existir. Logo, não, o dízimo não é restrito à Lei judaica, tampouco só servia para os levitas. É uma prática que sempre ocorreu onde a graça de Deus se manifestou.
      .
      A Igreja de Deus é formada pelo conjunto de todos aqueles que foram salvos pela graça de Deus, mediante a fé no sacrifício salvífico de Cristo; todos os que foram justificados, regenerados e adotados como filhos do Pai celestial. E, se milhões dessas que foram salvos fazem parte de denominações, então é um erro dizer que “nada tem a ver com as denominações”. As denominações contêm milhões de salvos. Quem somos nós para dizer ao Espírito Santo que ele não deve salvar alguém só porque pertence a uma denominação. Você se considera apta a isso? Eu não.
      .
      A “cultura das denominações”, como você caracterizou, e “um templo que foge totalmente da vontade de Deus”, minha irmã, são classificações muito reducionistas e, portanto, pueris. No templo que frequento celebramos a ceia, o que está totalmente dentro da vontade de Deus. No templo que frequento batizamos pessoas, o que está totalmente dentro da vontade de Deus. No templo que frequento oramos uns pelos outros, o que está totalmente dentro da vontade de Deus. No templo que frequento ensinamos a Palavra, o que está totalmente dentro da vontade de Deus. No templo que frequento pregamos o evangelho, o que está totalmente dentro da vontade de Deus. No templo que frequento praticamos a comunhão, o que está totalmente dentro da vontade de Deus. No templo que frequento prestamos assistência aos necessitados, o que está totalmente dentro da vontade de Deus. E assim por diante. Logo, o que você disse é algo desconectado da realidade.
      .
      Não sei quem te discipulou, minha irmã, e onde você formou essa visão. Mas recomendo muita cautela, porque anatemizar o que Deus não anatemiza certamente é uma decisão problemática. Cuidado com o que te ensinam, pois o que vejo em muitos que condenam a Igreja organizada (e NÃO estou dizendo que seja o seu caso, de modo algum atribuo isso a você, a quem não conheço) é uma gigantesca arrogância e a prepotência de dizer o que Deus faz ou deixa de fazer.
      .
      Sabe, Vivi, é lindo saber que, em sua multiforme graça, Deus chamou para si gente de todos os povos, línguas, nações, culturas, denominações e até mesmo desigrejados. Porque ser cristão é ter sido justificado pela graça e caminhar em amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Tudo o que vai além disso é puro ódio, desinformação ou preconceito.
      .
      Com amor fraternal, te abraço,
      mz

      • Viviane disse:

        Olá Maurício!
        No primeiro parágrafo, não foi minha experiência, cheguei a essa conclusão lendo a bíblia mesmo. Então não estou “demonizando” nada, mesmo pq nem citei o nome do demônio e nem disse que é coisa de demônio.

        Lerei com certeza o seu artigo sobre os templos.

        Se observar a doutrina dos apóstolos, vc verá que existe uma ordenança clara de como o Senhor quer que nos reunamos, e se observar verá que nada tem a ver com as denominações. Se o Senhor já deixa claro como deve ser, pq ser diferente então?! Não importa a afinidade, a igreja não deve se reunir pq tem afinidades. Sendo corpo de cristo, as pessoas se reúnem para adorar ao Senhor Jesus, e isso deveria bastar. Qdo colocamos afinidade, estamos colocando em primeiro lugar a carne e não a Jesus.

        Em relação ao dízimo, dízimo seria a décima parte de seus rendimentos. Abraão não deu de seu rendimento e sim do que resgatou de Quedorlaomer e dos outros reis. Vc leu o contexto todo? No capítulo 28, Jacó fez um voto com o Senhor, não foi uma ordenança do Senhor. Pegar um livro como a bíblia e ler versículos aleatórios é tão inútil quanto pegar qualquer outro livro e ler parágrafos aleatórios. Vc tem que saber para quem o Senhor falou, sobre o quê ele falou e em qual época ele falou. A ordenança do Senhor foi entregar o dízimo para a tribo de Levi pq eles não receberam terras e precisavam ser sustentados.

        E, se milhões dessas que foram salvos fazem parte de denominações, então é um erro dizer que “nada tem a ver com as denominações”.
        Quem convence é o Espírito Santo. Assim como Deus usou uma mula, ele usa a quem Ele quer e isso CERTAMENTE independe de vc estar ou não estar em uma denominação.
        Mas é obvio que as denominações tem milhões de salvos, não está em questão aqui a salvação de ninguém. Não me lembro de ter dito que somos nós quem dissemos ao Espírito Santo quem Ele deve ou não salvar, mesmo pq pode muito bem haver salvos na igreja católica tb.
        Porque pela graça sois salvos, por meio da fé e isto não vem de vós é dom de Deus. Independe totalmente de denominação.
        A salvação vem única e exclusivamente em crer no Senhor Jesus como único e suficiente salvador e de seu feito na cruz, e isso não vem de obras para que ninguém se glorie.

        Não conheço o seu templo, mas certamente há uma liderança, certo? O que seria “desconectado da realidade”? Não entendi o sentido desse termo. Vc se refere que adorar a Deus como ele determinou há centenas de anos atrás é ser “desconectado da realidade? Pq se for assim, então é desconectado da realidade não aceitar abertamente o homossexualismo ou a infidelidade, pq essa prática é bem disseminada nos dias de hj.

        O que Deus faz ou deixa de fazer tá na bíblia e ponto. Olhe em Atos e nas cartas que vc verá como que Deus quer que sua igreja se reuna, como deve ser a adoração a ELE. Ele é quem faz a obra, da forma como ele quer com quem ele quer. Isso não vem de homens, nos basta obedecer e nos permitir sermos usados por Ele.
        O argumento atual é: Ahhhh, mas hoje em dia, se não for feito desse jeito, nesse formato, não teremos fieis. Então certamente não são fieis a Deus e muito menos adoradores de Deus, e sim da denominação.

        Que o Senhor te capacite cada vez mais para a obra dele.

      • Vivi,
        .
        eu poderia me estender na discussão, mas vejo tantos argumentos non sequitur no que foi exposto que prefiro apenas respeitar sua opinião. Concordemos em discordar.
        .
        Que a graça de Cristo te acompanhe agora e sempre,
        mz

  7. Pedro Vitor disse:

    Parabéns pelo texto Mauricio.
    Aprendo muito contigo!

    Que Deus continue te abençoando e te usando!

  8. Viviane disse:

    Gostaria de ponderar tb que é claro que o Senhor quer que congreguemos, sem sombra de dúvida, mas da forma como Ele instituiu. O problema, deixando bem claro, é como as denominações fazem isso.

    • E de que forma ele instituiu, Vivi?
      .
      Sobre as denominações… mana, se você pegar um livro de história da Igreja e verificar tudo o que as denominações fizeram pelas missões mundiais e pela propagação do evangelho verá que, sem elas, possivelmente hoje não haveria nem mesmo evangélicos no Brasil e em muitos recônditos do mundo. Estude mais sobre isso, é uma recomendação que dou com carinho. Cuidado ao assumir verdades que ouviu alguém falar sem buscar conhecer a fundo tudo o que envolve o assunto. Anatemizar o esforço missionário batista nos EUA, o que o presbiterianismo produziu no Brasil, o que as Assembleias de Deus promoveram na evangelização das regiões mais carentes do nosso país, o que o metodismo gerou de frutos, os dois grandes despertamentos, enfim, as milhões de vidas que conheceram Jesus por esforços promovidos por denominações… é algo bem triste. Para não dizer injusto.

      • Viviane disse:

        Mas aí que está Maurício. Não foi mérito de denominação nenhuma, foi pela vontade do Espírito Santo em usar quem Ele quer como Ele quer. Lendo o seu comentário, o mérito vai para o homem que por seus esforços propagou a palavra de Deus, e esse mérito não é do homem, é do Senhor e ele não divide a glória dele com ninguém. Ele renova força, ele embute coragem, ele provê, ele dá a vida. É pela infinita misericórdia do Senhor. Se não fosse as denominações, certamente o Senhor usaria outras formas.

      • Viviane,
        isso é soteriologia e eclesiologia básicos. Óbvio que o mérito da salvação é de Deus, assim como é óbvio que Deus comissionou homens para pregar o evangelho, ele não comissionou pedras. Ao se reunirem em grupos que viabilizaram iniciativas de missões mundiais, tais homens possibilitaram esse grande esforço de evangelização. Você tem que abrir os olhos para a história da Igreja, minha irmã. Se não fossem as denominações, certamente o Senhor usaria outras formas… certo, agora: você já parou pra pensar que ele NÃO usou outras formas? Que ele usou, sim, as denominações? Ou não foi ele quem usou? Minha irmã, por que esse ódio todo contra agremiações de cristãos bons e piedosos, que servem a Deus de coração? Você está anatemizando o que Deus vem usando por séculos em prol do reino. Que rejeição desnecessária e, novamente, desconectada da realidade, quanta energia que poderia estar sendo usada para a edificação e está sendo gasta para condenar o que Deus não condena. Fico pasmo.
        Paz,
        mz

  9. Noeme de Jesus Almeida Santana disse:

    Olá Maurício, Muito profundo o que escreveste sobre o dízimo,indo além de ser ele bíblico ou não apenas, entendo ser o assunto muito polêmico nos dias atuais em parte pelo q você citou, concordo q pseudo-igrejas têm feito um desserviço ao Reino de Deus,ao propagar doutrinas tão absurdas,aberrantes e escandalosas q contrastam violentamente com o puro evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, a sã doutrina, Somos pecadores, egoístas,queremos e queremos mais e mais… mas enfim, dízimo é polêmico na minha opinião porquê mexe com uma parte muito sensível de todos nós: a carteira, a bolsa o q for, mas como você citou, é dizimando que aprendemos o desprendimento tão necessário em nossas vidas, o versículo citado no final fechou com chave de ouro o belo texto!! Que Deus tenha misericórdia de nós para priorizar o seu Reino aqui e agora!!
    No amor de Cristo
    Noeme

  10. Daniel disse:

    Mauricio , peço desculpa pelo comentario n ter nada a ver com o texto mas eu preciso te perguntar : Você , em algum momento de sua vida achou que não era um verdadeiro cristão ,regenerado pelo Espírito, por falta de “provas” no seu estilo de vida , analisando seu coração e suas atitudes e vendo que não era nada parecido com alguém que nasceu de novo e tem uma nova vida guiado e capacitado pelo Espírito Santo e que vive de acordo com a vontade de Deus?
    Eu estou passando por isso.

    • Não, Camilo, nunca passei por isso.
      Recomendo que procure o seu pastor e converse com ele sobre isso, leia livros que te iluminem e mergulhe fundo na Bíblia sagrada, esse é o caminho.
      Abraço fraterno,
      mz

  11. Alexandre disse:

    Bom dia, Querido Irmão Mauricio zágari.

    Com bastante respeito, eu já não vou ensinar a minha a filha a ser dizimista, vou ensinar ela a abençoar os necessitados, e se dedicar a ganhar almas, não tenho duvida agradará o coração do Pai.
    Entendo que o dizimo é um erro histórico da igreja, Abraão nunca foi dizimista, apenas entregou os melhores despojos da guerra, e nunca mais praticou tal ato, abraão também foi circuncidado antes da lei mas nenhum crente hoje defende esse ato.
    Mas na lei mosaica, foi instituído tanto o dizimo, quanto a circuncisão e a as centenas de leis, que
    foram abolidas em Cristo.
    O texto que é distorcido e muito mal usado até hoje é malaquias 3:10, mas precisa se entender o contexto daquela palavra, que era para os sacerdotes e não para a igreja lavada e remida pelo sangue do cordeiro.
    Veja malaquias 2:1
    Pode acreditar o Sangue de Jesus é muito mais poderoso do que o gafanhoto, migrador
    e qualquer outro pois eles foram destruídos na cruz.

    Grande abraço e fique na paz.

    • Ola, Alexandre,
      respeito sua opinião. Obrigado por discordar com amor.
      No amor de Cristo,
      mz

    • vivifb1505 disse:

      Olá Alexandre! Concordo com você. Acredito que as pessoas muitas vezes não tem um entendimento correto da palavra. O Senhor Jesus exemplifica muito bem quando chama a atencao dos fariseu que dizimavam de tudo, porém não guardavam o mais importante. Que nada adiantava guardar apenas uma e ignorar o outro. Assim como nao adiantava a circuncisão sem guardar as mesmas coisas, ali ele mostrou quão hipocrita eram aquelas pessoas. A mesma confusão é feita referente ao arrebatamento e a volta de Jesus. Um acontecerá nos ares, a igreja irá de encontro ao Senhor nos ares, e a volta de Cristo, o Senhor descerá no monte das Oliveiras para o povo de Israel. Eu tinha o entendimento de que o dízimo era uma ordenança tb para a igreja até que eu mesmo precisei estudar e ler. Como sei que o Maurício lerá esse comentário, quero esclarecer que não tive a intenção de ofender ou ser grossa, para mim é complicado escrever e colocar a impressao de uma fala branda, não tenho esse “dom” desse artifício. A minha intenção foi de comentar sem nenhuma emoção negativa ou exaltação. Perdoe-me Maurício se causei essa impressão.

  12. Marcos disse:

    Bom dia, Irmão Zágari.

    Tenho lido alguns textos seus e tenho gostado bastante, porém nesse vou discordar, com muito amor.
    Na verdade a igreja desde a sua fundação nunca se utilizou de dízimos, os apóstolos recebiam sim, muito mais que o dizimo, mas os doadores davam de espontaneidade e não por lei, e nem por maldição como infelizmente se prega nos dias de hoje, não temos embasamento bíblico para o dizimo nos dias de hoje e nunca foi ensinado pelos apóstolos, não existe se quer uma linha com esse ensinamento.
    Se formos para o velho testamento entenderemos porque Deus instituiu o Dizimo.
    Em primeiro lugar somente os sacerdotes poderia receber os dízimos, sabe porque, eles não tinha como se sustentar viviam integralmente a serviço do sacerdócio do Senhor.
    E somente esse sacerdote que repartia os dízimos que sempre foi alimento, nunca foi dinheiro, eu sei que alguns lideres religiosos pregam que não tinha dinheiro naquela época, porem faltam com a verdade, ouro e prata eram as moedas da época, vide como foi vendido o José do agito.
    Na mesma lei do dizimo, o Senhor ordena que o pobre a viúva e o forasteiro deveria ser abençoado, comendo o dizimo.
    Eu participo de uma igreja séria que prega o dizimo, nunca dei a minha opinião a respeito, pois sei que serei mal interpretado, dou sim ofertas, e o que mais gosto de fazer é abençoar aqueles que nada tem.
    Hoje a liderança evangélica diz que o dizimo sustenta a obra de Deus, eu não acredito nisso, vou dar um exemplo clássico, a maioria absolutas das igreja (templos) são alugados com rara exceção
    Na Congregação Cristã do Brasil que não crer em dízimos, é dona de 100% de seus templos e são milhares e o fortão do gafanhoto não tem poder algum sobre eles.
    Acredito de todo o coração que os dizimistas são pessoas leais e verdadeiras e Deus vê isso, mas os lideres que conhecem a verdade deveriam falar a verdade, pois o sustento vem do próprio Deus.
    Um grande abraço e fique na paz.

    • Olá, Marcos, tudo bem?
      .
      Antes de tudo, obrigado por discordar em amor e sem agressividade. Isso é fundamental.
      .
      Sobre não termos embasamento para o dízimo em nosso dias não é verdade, mano: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas!” (Mt 23.23). Ao dizer que não deviam omitir o dízimo, Jesus valida a entrega, dentro daquele contexto. A contextualização das palavras de Cristo nos mostra que o mesmo deve ser feito por nós. Conheço os argumentos contra, que foi algo dito para judeus etc., mas não me convenceram.
      .
      Na verdade, o dízimo é anterior à Lei mosaica, Marcos. Abraão e Jacó entregaram dízimos, o que mostra que, onde a graça de Deus se faz presente, o dízimo é praticado. Sobre o dízimo não ser em dinheiro, você pode pesquisar e verá que a Lei previa que pessoas que morassem longe do templo poderiam levar dinheiro em vez de animais e outros bens. Isso depende do contexto histórico em que se vive. Claro que havia dinheiro na época, hoje é que nós não criamos bezerros e pombas.
      Sobre a maioria dos templos ser alugada, isso não é verdade, mano.
      Não entendi a história do gafanhoto. Dízimos servem para manutenção do santuário e dos sacerdotes de dedicação exclusiva. Paga a luz, a água, o salário do faxineiro, o sustento do Missionario.
      O sustento vem de Deus, mas por meio de pessoas, querido.
      Enfim, cada um crê no que entende ser verdadeiro. Por dois mil anos a Igreja dizimou e essa repulsa ao dízimo é muito nova. Felizmente, as organizações eclesiásticas têm se sustentado por meio de dízimos e ofertas, entregues por pessoas desprendidas que creem na nossa participação na mordomia. Respeito quem não dizima, porém esse é um privilégio do qual não abro mão. Entendo ser neotestamentario, entendo ser um preceito e dou com alegria.
      .
      Um abraço fraterno, no amor de Cristo,
      mz

      • Pedro disse:

        Querido irmão, Zagari.
        Desculpe participar do debate, mais só queria fazer uma reflexão sobre o texto de matheus 23:23, os 4 evangelhos fazem parte do velho testamento, o novo testamento só começa a vigorar a partir da morte de Jesus, para ter novo testamento é necessário morrer o testador.
        Quando Jesus nasceu foi feito sacrifio de animais, (rolinhas).ele vivia sob a batuta da lei.
        Quando Jesus censura os fariseus no capitulo 23 de mateus ele deixa bem claro, que os farizeus davam o dizimo da ortela, do endro, do cuminho, mas eles neglegenciavam os preceitos mais importantes da LEI.
        Enquanto abraão só deu o Dizimo uma unica vez, não temos outros relatos.
        Dar o dizimo no meu modo de ver não tem nada de errado, precisamos sim ajudar a igreja local, o que é um atrocidade é dizer que quem não dá vai pro inferno, (não se refiro ao irmão) porque está roubando a Deus, ou o gafanhoto vai distruir suas finanças.
        Hoje grandes lideres da igreja já reconhecem isso, mas não se assuste, na verdade Deus vai levantar muitos pessoas para esclarecer sobre esse tema.
        Os apóstolos nunca ensinaram sobre o dizimo, eles viviam da graça e da generosidade dos irmãos.
        Um grande abraço e fique na paz do nosso Senhor Jesus.

      • Pedro, olá,
        respeito sua opinião pessoal.
        Abraço fraterno, no amor maior,
        mz

  13. Manos,
    apesar de eu ter deixado claro no texto que esta reflexão não é sobre o dízimo ser ou não um mandamento para os nossos dias, para minha grande tristeza houve muitos comentários sobre isso. Como disse, não quero prosseguir nesse mérito, há quem concorde e quem discorde, e todos os argumentos já foram expostos e estão fartamente disponíveis em livros e na internet.
    .
    O que me entristeceu foi ver tanta ênfase nisso e não no foco de minha reflexão: a beleza que existe no ato de abrir mão de benefícios pessoais, a grandeza da generosidade, a importância do desapego dos bens materiais.
    .
    Por isso, prefiro me aquietar e não responder mais comentários sobre a validade do dízimo. A meu ver, esse é um debate infrutífero. Tenho minha opinião formada e clara, com base em argumentos bíblicos e em séculos de história. Penso que ficar argumentando o que já foi amplamente debatido não nos levará a lugar algum e apenas tira o foco do que de mais importante este post procurou destacar.
    .
    Agradeço a sua compreensão e perdoe-me se não fui competente o suficiente para deixar claro o objetivo do texto.
    .
    Abraços, Deus abençoe,
    mz

  14. Olá, querido Zágari. Estou aos poucos atualizando minhas leituras, o que inclui os textos do seu blog. E agora que cheguei a este post. Ele me fez lembrar alguns episódios e conversas. Principalmente quando você disse “…vou lhe explicar que o dízimo ajuda a pagar a conta de luz da igreja, a pintar as paredes do santuário onde nos reunirmos, a sustentar os pastores que se dedicam a cuidar em tempo integral das ovelhas, a comprar cestas básicas para ajudar os mais necessitados, a financiar iniciativas que contribuíram para levar o evangelho a muitos lugares”. Lembrei-me de uma vez que tive que acompanhar uma amiga ao banheiro da igreja, porque a maçaneta não estava funcionando. Lembrei-me que quando saíamos de lá, ela reclamando da situação, eu disse que era porque os dízimos não estavam sustentando a casa do tesouro, no exato momento que o genro do pastor ia passando. =S Lembrei-me de outra situação, quando organizava um evento para os jovens e uma pessoa que me ajudava foi falar com a esposa do pastor (que é uma das tesoureiras) pra que a igreja contribuísse com o evento. Não consigo descrever a expressão do rosto daquela senhora, mas foi no mínimo desinteressada. Já naquele momento eu não dizimava na igreja. Eu separava o dízimo, mas não o entregava na igreja. Eu entregava a alguém que chegava ao meu conhecimento sua necessidade. E foi o que fiz. Diante da necessidade dos jovens, que se preparavam para um retiro, eu coloquei o dízimo naquele evento. E, conversando com a menina que se dirigiu à tesoureira, comentando minha postura com relação à entrega do dízimo, descobri que não estava sozinha neste pensamento. A sua sogra por vezes fez isso. Foi quando a sua irmã, ouvindo-nos, veio participar da conversa e me dizer que eu estava errada. E compartilhou a experiência da sua igreja (que conheço bem). Mas tão logo ela caiu na real. Viu que de fato, como o pastor da sua igreja mesmo diz, vemos o dízimo todo investido no templo. Investido como você detalha acima em uma boa estrutura, no sustento de um pastor que se dedica integralmente… Frequentei aquela igreja anos da minha vida, meu pai foi ali dizimista, minha mãe também passou algum tempo sendo. É uma igreja tida por elitizada, porque é uma com os dízimos mais altos. Sim. Há pessoas bem abastadas em seu seio. Mas há quem passa por grandes dificuldades e que poucos sabem disso. É notório como o dízimo faz diferença no tratamento entre os membros dali. Enquanto dizimávamos ali, o tratamento era um. Depois que não o fizemos mais, é outro. Eu entendo a importância do dízimo e não me sinto mal por ter adotado a postura que tenho hoje. Pode ser que um dia volte a entregar em alguma igreja, mas pelo menos por enquanto não o farei. 😉

  15. GERALDO GONÇALVES DIAS disse:

    Foi um grande prazer conhecer esta pagina. Deus te abençoe grandemente.

  16. Leandro disse:

    Olá, Maurício. Há um tempo atrás, estudei muito sobre dízimo na bíblia e confesso que após meus estudos fiquei um tempo sem entregá-lo na igreja e me revoltei um pouco por aprender coisas que nunca me fora ensinado. Hoje faço parte daqueles que creem que o dízimo não é mais uma obrigação, mas, sabiamente você disse, isso não é o mais importante. Apesar disso, hoje também me rotulo como um alegre e grato dizimista da minha igreja. Alguém pode se assustar com essa contradição, mas explico o que Deus ministrou ao meu coração nesse processo:
    Primeiro, apesar dessa minha posição teológica, eu entendi que eu não posso congregar em uma igreja que vive e acredita no dízimo se eu não viver esse ensinamento, isso se chama rebeldia e quebra de unidade e nessas duas questões sabemos bem o que a bíblia diz sobre, Deus não se agrada disso. Nesse quesito, pontuo algo aqui: na igreja primitiva, não havia mandamento para que as pessoas vendessem suas posses e colocassem tudo aos pés dos discípulos, no entanto a igreja vivia em união e seu coração estava em coisas maiores que isso. Precisamos lembrar do que ocorreu com Safira nesse caso.
    O segundo ponto você já discorreu bastante, a generosidade. Hoje entendo que Deus tem me abençoado para que eu possa abençoar outras pessoas também, não posso, como cristão, ser egoísta e pensar apenas em meus deleites.
    Terceiro ponto, minha igreja precisa disso, pessoas precisam disso, congrego em uma igreja de pastores exemplares, tementes a Deus e que fazem tudo com amor e temor a Deus.
    .Esse processo de aprendizagem foi muito importante na minha vida, pois hoje dou meu dízimo com bastante alegria e gratidão, mesmo crendo que há nenhuma obrigação bíblica para que eu faça isso. Faço puramente por amor!

  17. Juliano Yuji disse:

    Olá Maurício, gostei mto do seu texto, achei muito sincero, e extremamente repleto de amor pela sua filhinha. Isso me deixa muito feliz em saer que o mundo não está perdido.

    Me permita expressar aqui em seu blog, minha opinião.
    Quando me converti me espelhei em muitas pessoas cristãs para que firmasse a minha fé, e isso me ajudou bastante, no entanto ao ver, como vc disse, muitos pastores que perderam minha confiança, pregando de forma abusiva sobre dízimos e ofertas, diversas vezes usando poder extremo de persuasão para enganar os fiéis, ocupando a maior parte do culto, mais até do que a palavra principal, ao ver tudo isso, comecei a pesquisar a fundo, e estudar na bíblia para tirar minhas próprias conclusões.
    É importante frisar que até o momento eu era um dizimista fiel, e acreditava que o dízimo era obrigação, e quem não dizimava estava roubando à Deus, ou seja, um ladrão, e estaria debaixo de maldição, o que equivocadamente muitos pastores pregam por aí, mas fico feliz em ver que vc pensa assim também, que o dízimo não é obrigação, assim como Abraão fez, fez um voto com Deus de ser dizimista em tudo, de livre e espontânea vontade, mesmo antes de existir a lei, porém digo que no período da Lei, realmente era obrigação o povo de Deus dizimar.
    Hoje estamos no tempo da graça, e não vivemos mais debaixo da Lei, mas é errado dizimar? Digo que não, o que é errado é dizer que dízimo é obrigação, porque hoje vivemos debaixo da palavra que Jesus disse: “Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza e nem por necessidade, pois Deus ama ao que dá com alegria.
    Digo que acredito que vc pode ter a mesma opção de Abraão, de fazer um voto com Deus, de ser dizimista de coração, por livre e espontânea vontade, entendo o seu pensamento a respeito, e vejo que é o correto, pois vc deseja por assim fazê-lo, e não porque dizem que é obrigado, e se não fizer é amaldiçoado, parabéns.
    Eu porém não tive a mesma coragem, hoje sou apenas ofertante na casa de Deus, mas fiz uma promessa de jamais ir de mãos vazias a Casa do Senhor.
    Não julgo também os que pensam que é obrigação, talvez foi esse o entendimento que tiveram, porém eu, depois de pesquisar muito, entendi que funciona assim, e também que não adianta dizimar, se deixamos o principal de lado, o amor.

    Deus abençoe meu querido, e felicidades para toda sua família.

    Ass.
    Juliano Yuji

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