Arquivo de setembro, 2015

ladrao 1Deus é apaixonante. A cada nova experiência que tenho, mais me assombro com a sabedoria do Senhor e a forma como ele age conosco. Confesso que me encanto com o modo de Deus fazer as coisas, mesmo que não seja a forma que gostaríamos. Na última quinta-feira, o Senhor me permitiu passar por algo difícil, mas extraordinário: um assalto. Só percebi a beleza espiritual desse episódio tendo passado mais de um dia do ocorrido. E como sei que “O SENHOR faz tudo com um propósito” (Pv 16.4), tenho a pretensão de supor que Deus permitiu que eu fosse roubado para, entre outras coisas, me dizer: “Escrever é fácil, quero ver se você vive o que escreve”. Vou explicar.

Depois do meu horário de trabalho, saí para pegar minha filha na escola de bicicleta, como fazia regularmente. Ela tem 4 anos, por isso comprei uma daquelas cadeiras que se acoplam na parte traseira e a levo e trago na garupa. É prático, rápido e divertido. De vez em quando, paramos em um lugar que fica na metade do caminho para fazer um lanche. Há um bicicletário na rua, bem na porta da lanchonete. Como de costume, estacionei, prendi a bicicleta, tirei minha filha e fomos comer. A surpresa desagradável nos esperava na saída. Não quero entrar em detalhes, por razões pessoais, mas basta dizer que na hora em que fomos partir perdemos a bicicleta. Fomos assaltados. Não nos machucamos, mas foi um susto bem desagradável, que deixou minha filha bastante impressionada.

Para minha grande surpresa, minha reação foi de serenidade. Sempre imaginei que, se algo assim acontecesse comigo, eu teria uma crise nervosa, mas, surpreendentemente, fiquei calmo e tranquilo, falei em voz baixa e fiz gestos lentos e controlados. Voltei com minha filha para o interior da lanchonete e procurei um funcionário responsável, porque me dei conta de que havia uma câmera na porta que poderia ajudar a identificar o ladrão. Expliquei a ele o que aconteceu e na mesma hora o rapaz, chamado Bruno, foi verificar as imagens para ver se havia registro.

ladrao 2Enquanto o esperava, sentei com minha filha em uma das mesas para aguardar e começamos a conversar sobre o que aconteceu. Ela estava muito confusa, porque sempre lhe ensinei que pegar as coisas dos outros sem pedir é errado, e ela me perguntava, vez após vez, por que aquele rapaz tinha feito aquilo. Percebi também que ela estava tensa, pois se agarrou em mim e não queria desgrudar. Disse que estava triste, porque gostava muito da nossa bicicleta, e começou a fazer um monte de perguntas sobre o ladrão, se ele era mau, por que não era amigo de Jesus, se ia para a prisão e outras coisas. Naquele momento, calmamente a sentei no meu colo e expliquei o máximo que eu pude. Mas, em determinado momento, simplesmente virei-me para ela e disse:

– Bebê, vamos orar e falar com Papai do Céu?

Ela concordou, nos abraçamos e eu comecei a orar baixinho. Sem que nem tivesse pensado nisso, a primeira coisa que dissemos ao Senhor foi que perdoasse o ladrão, que ele viesse a se arrepender e se tornasse amigo de Jesus. Em nenhum momento oramos pedindo juízo ou coisa parecida. Pelo contrário: pedimos a Deus que o perdoasse. Em seguida, comentei com o Senhor que não entendia por que ele tinha permitido aquilo, mas que eu tinha certeza de que havia uma boa razão, um propósito por trás daquele sofrimento, daquela perda.

Terminamos de orar e dentro de mais algum tempo Bruno voltou e disse que, infelizmente, o enquadramento da câmera não tinha conseguido filmar a ação do ladrão. Agradeci e saímos calmamente, caminhando a pé pela rua. No trajeto, minha filha continuou fazendo perguntas sobre o que tinha acontecido. Percebi que aquilo que dissemos na oração teve um efeito sobre ela, que começou a me dirigir muitos questionamentos sobre perdão e sobre por que Jesus deixa que coisas ruins aconteçam com aqueles que são amigos dele.

Perdao total_pilha05 Livro com caneta e óculosMais de um dia depois do ocorrido, eu estava pensando sobre o que aconteceu. Eu refletia sobre por que a primeira coisa que pedimos a Deus na oração, no impulso, foi que perdoasse o ladrão. Confesso que eu gostaria muito que ele fosse preso e que a bicicleta de que minha filha tanto gosta fosse  recuperada. Mas não foi isso o que pedi a Deus  naquele momento: pedi que o perdoasse. Também me dei conta de que conversamos com o Senhor sobre os propósitos de tudo aquilo que aconteceu. Foi quando, de repente, me dei conta de que tinha posto em prática aquilo que escrevi nos meus últimos dois livros publicados e que venho pregando em muitas igrejas, quando me pedem que eu pregue sobre o tema do Perdão Total e do O fim do sofrimento. Consegui pôr em prática o perdão. E consegui não murmurar pelo que aconteceu, por saber que Deus é bom apesar de permitir que coisas ruins aconteçam o seus filhos por seus misteriosos propósitos.

Preciso reconhecer que fiquei maravilhado, porque percebi que aquilo que escrevi e sobre o que eventualmente prego é mais do que palavras em páginas de papel ou ditas de um púlpito: é vida. Vida prática, vida cotidiana. Em outras palavras: a Bíblia funciona.

Este é o ponto aonde quero chegar ao te contar tudo isso: meu irmão, minha irmã, nós lemos e relemos a Bíblia, ouvimos pregações, dizemos amém e concordamos com as verdades do evangelho, mas a realidade é que, com muita frequência, quando chega a hora de pôr em prática aquilo em que acreditamos… é como se não acreditássemos de fato. Sabemos que não devemos devolver mal com o mal mas, na hora “h”, reagimos com fúria. Sabemos que não devemos falar de forma torpe, mas nossa língua parece ser incontrolável. Sabemos que devemos ser pacificadores, mas é só até o momento em que falamos de política ou futebol. Sabemos que o nosso Redentor vive e que um dia se levantará sobre a terra, mas com frequência agimos como se ele fosse apenas um personagem de contos literários e nossa fé se desmancha no vento.

OXYGEN Volume 10A Bíblia é eficaz. A palavra de Deus é verdadeira. E aquilo que ela afirma se cumpre. Nunca diga que você não consegue pôr em prática o que ela determina, porque você consegue, sim. Eu percebi isso por causa daquele assalto. Se eu consegui, você consegue, pois não sou em nada melhor do que ninguém. Ao ver na televisão, recentemente, imagens de arrastões na praia de Copacabana e bandidos arrancando bicicletas das mãos de pessoas no meio da rua, minha reação imediata foi me irar contra os ladrões. Cheguei a ter pensamentos bem ruins e muito pouco cristãos. Quando vi imagens de pessoas agarrando e arrancando bandidos de dentro de ônibus, no fundo, no fundo achei aquilo bom. Confesso vergonhosamente que minha humanidade gritou naquele momento por justiça humana. Mas, poucos dias depois, quando eu é que fui o alvo da maldade, instintivamente – ou, o que é mais certo, pela ação do Espírito Santo -, perdoei.

E, acredite, quando pedi a Deus que perdoasse aquele ladrão, desejei aquilo de todo o coração e não da boca para fora. Sei que parece estranho e pode até soar como falsa piedade, mas a pura verdade é que, naquele momento, o que eu senti por aquele homem foi pena, pois eu sei o que o espera no futuro caso não se converta dos seus maus caminhos. Analisando com calma, percebo que tive compaixão daquele homem que me fez mal, porque eu perdi apenas uma bicicleta, enquanto ele está a ponto de perder a alma.

Não gostei do susto que minha filha levou, me machucou. Mas sei que Deus tem um propósito naquilo, que eu ainda não entendo. E deposito minha total confiança no Senhor e sei que ele cuida de mim e dela, assim como cuida de você e tem um propósito para tudo de ruim que lhe acontece. Deus é Deus e Deus é bom. E sua Palavra é verdadeira e se cumpre. Viva com todo o seu fôlego a verdade do evangelho e realidades extraordinárias se descortinarão diante de seus olhos.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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islaTenho andado muito preocupado com o que vejo acontecer por todo o planeta com relação ao crescimento e às posturas do povo islâmico. A verdade é que milhões de muçulmanos têm migrado para países ocidentais e, aos poucos, se estabelecem e ocupam novos espaços. Normalmente, este não é o tipo de comentário que posto no APENAS, prefiro falar mais sobre a alma humana e questões que venham ao encontro de corações, mas hoje peço licença para abrir uma exceção. Estou muito triste e reflexivo com a situação do mundo e acredito que vale a pena chamar a sua atenção para a realidade do que está acontecendo. Este post traz alguns vídeos, mas acredito que vale a pena dedicar um tempo a assisti-los, caso você deseje. Pois a situação é grave e urgente. Não quero de modo algum incitar sentimentos negativos ou agressivos contra seres humanos, mas, sim, acender uma luz de quem não está dando muita atenção ao assunto com relação a um movimento civilizatório que está em andamento a toda velocidade no mundo – e que ameaça a cristandade.

isla 1Vejo cidades inteiras em países como França, Inglaterra, Espanha e Estados Unidos serem ocupadas por islâmicos, com todas as suas tradições ortodoxas, em grupos familiares que se multiplicam muito e rapidamente. Em minha última viagem a Londres, fiquei hospedado em um bairro onde cruzava com mulheres vestidas de preto a cada dois passos. As projeções numéricas são alarmantes e muitos analistas acreditam que ainda neste século alguns países europeus terão mais de metade da população islâmica que, por isso, sem fazer uso de força e sem derramar uma gota de sangue, tomariam conta das esferas de poder por meios democráticos, pelo voto. A matemática é simples: quando chegar ao ponto em que a maioria da população de um país seja muçulmana, mais muçulmanos serão eleitos e, sem dúvida, começarão a criar leis que favoreçam sua ideologia religiosa. Em poucas décadas, países como a Inglaterra ou a França podem vir a ser governados pela Sharia, a lei baseada no Alcorão. A Primeira Igreja Batista de São José dos Campos (SP) produziu um vídeo há poucos anos com dados assustadores sobre a questão, a que recomendo enfaticamente que você assista:


(Se não conseguir visualizar, clique AQUI para ver no YouTube)

Seria muita ingenuidade acreditar que, dentro do projeto de expansão islâmico, o Brasil ficaria de fora. Em Brasília já está em construção a embaixada da Palestina, no formato de uma mesquita. Veja o vídeo:


(Se não conseguir visualizar, clique AQUI para ver no YouTube)

Eu não duvidaria nada que em muito pouco tempo comece um fluxo migratório cada vez maior de islâmicos para o nosso país. Não será nenhuma surpresa para mim se dentro de dez ou vinte anos eu cruzar com mulheres de burca andando pela praia de Copacabana ou islâmicos fazendo suas orações ajoelhados na Praça da Sé, em São Paulo. Para mim, isso não é uma questão de “se”, mas de “quando”. Se isso parece surreal para você, veja o que já está acontecendo em cidades da França:


(Se não conseguir visualizar, clique AQUI para ver no YouTube)

Se você acredita que o problema são só os islâmicos radicais, precisa muito assistir ao vídeo abaixo, em que líderes muçulmanos afirmam categoricamente que não existem islâmicos moderados. Todo islâmico acredita no que todo islâmico acredita. Veja:


(Se não conseguir visualizar, clique AQUI para ver no YouTube).

Não quero ser alarmista nem ficar inventando teorias escatológicas apocalípticas ou doidas. Para falar a verdade, a escatologia é a área da teologia de que menos gosto. Mas a verdade é que os rumos do mundo, dentro da realidade de um projeto de expansão islâmico que dominaria países ocidentais, se encaixam perfeitamente nas profecias bíblicas. Não estou dizendo que é isso, mas pode ser que seja. Esse fato me faz pensar no que acontecerá quando houver uma invasão pacífica de islâmicos no Brasil, com um fluxo migratório que comece a aumentar aos milhares ou milhões a quantidade de muçulmanos em nossa sociedade. Ou, ainda, quando países bem aparelhados e armados como a Inglaterra e a Rússia forem controlados por muçulmanos.

Claro que esse pensamento tem uma série de desdobramentos, mas, em essência, o que eu gostaria de perguntar é se você se sente preparado caso a sua cidade comece a ter um fluxo migratório islâmico e os seguidores de Alá comecem a compor grande parte ou a maioria da população no seu município, como aconteceu na cidade deste assustador vídeo:


(Se não conseguir visualizar, clique AQUI para ver no YouTube).

isla 2Você está preparado para a islamização da sua cidade, do seu país? Eu olho para o passado e tento entender os mecanismos que ditaram as mudanças nas civilizações que nos antecederam. Esse conhecimento me faz olhar para o futuro com muito realismo, que para muitos pode soar como pessimismo. Mas vejo os islâmicos atuando em diversas frentes para se expandir. E o regime democrático é um prato cheio para que eles possam começar a se mudar para países ocidentais, implementar seus costumes e se multiplicar. É uma questão matemática. É uma questão de tempo. Enquanto nos países islâmicos você tem de obedecer às leis e aos costumes islâmicos, nos países democráticos somos, naturalmente, obrigados a aceitar a diversidade e a acatar tudo o que vem junto com a cultura muçulmana. Isso é bom, é certo e é justo, mas fico me perguntando aonde pessoas com um projeto de dominação com total liberdade de ação podem chegar dentro de um cenário como esse. E as respostas me preocupam muito.

isla 2Esse assunto não é brincadeira, nem de longe. No entanto, vejo as pessoas darem muito pouca importância para isso no Brasil, como se fosse uma realidade totalmente distante e que não nos afetasse para além das páginas de jornal. Existe um terreno riquíssimo para que os islâmicos proliferem em nosso meio, alcançando em especial as classes mais desfavorecidas. Não é brincadeira. É grave. E penso que devemos orar por isso e refletir sobre esse assunto. Aliás, não apenas os evangélicos, mas todos os ramos da sociedade. Afinal, se os islâmicos começam a dominar uma determinada região, não importa se você é católico, espírita, umbandista ou ateu: se não é islâmico, vai para o inferno. E, em muitas dessas nações, ou se converte ou morre. Esse é um alerta para todos os brasileiros. Mulheres que gostam de andar com o rosto de fora ou ir à praia de maiô deveriam se preocupar com isso. Homens que prezam a sua liberdade de expressão e opinião deveriam se preocupar com isso. Pais que querem ver seus filhos serem ensinados no evangelho de Cristo precisam se preocupar com isso. Qualquer ser humano de bem precisa se preocupar com isso.

cobra 1Enquanto o futuro nos reserva desafios dessa gravidade, olho para as discussões em que nós, evangélicos, temos nos metido e elas me parecem perder o sentido. Como tenho dito com certa insistência aqui no blog, vejo a Igreja de Cristo se afundar em eternos debates sobre temas secundários ou irrelevantes da fé e deixamos de falar sobre o que é o principal. Vejo irmãos calvinistas e irmãos arminianos gastarem tempo e energias para ficar uns batendo nos outros e, quando olho para as brigas bíblicas entre irmãos como Caim e Abel, Esaú e Jacó, e Absalão e Amnom, só enxergo resultados trágicos. Vejo cessacionistas e pentecostais fazendo piadinhas mútuas que não levarão ninguém a lugar nenhum. Vejo ortodoxos e adeptos da Missão Integral se criticando e gastando litros de saliva para combater uns aos outros e imagino Deus balançando a cabeça e dizendo “Meus filhos, meus filhos… parem de brigar, eu os amo”.

Quem não é herege é meu irmão, ponto. Nasceu de Cristo? É meu irmão. Devo cuidar dele, amá-lo e ampará-lo, com carinho e amor. Se Deus me manda amar o inimigo, quanto mais o irmão que pensa diferente ou está incorrendo em algum erro. Pode ter certeza: os problemas graves do futuro da Igreja cristã não passam nem de longe por coisas bobas como o que o cantor Thalles Roberto disse ou deixou de dizer ou outras bobagens gospel que incendeiam os debates entre cristãos nas redes sociais. Porque, no dia em que a coisa apertar, questões como essas importarão tanto para nós quanto dois tostões furados.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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parasita 1Todos já fizemos a oração que o Senhor nos ensinou, conhecida como “o pai-nosso”. Logo, já pedimos muitas e muitas vezes: “Livra-nos do mal” (Mt 6.13). Diga-me se estou errado, mas acredito que, na esmagadora maioria das vezes, quando você faz esse pedido a Deus, é numa referência a males externos. Assim, rogamos ao Senhor que nos livre de coisas como acidentes, assaltos, ataques, maledicências, doenças, más influências, forças espirituais da maldade, violência e outras semelhantes. No entanto, nenhum desses males é tão destrutivo quanto os que nos acometem interiormente: pensamentos poluídos, ódio, arrogância, inveja, egoísmo, cobiça, desamor, vaidade… pecados, enfim. Nada que venha de fora é tão avassalador quanto o mal que habita em nós.
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Se eu pedir para você completar a seguinte frase, como você completaria? “Eu sou habitação do…”. Por favor, não continue a ler este texto antes de completar essa frase. Completou? “Eu sou habitação do…”? Pronto? Completou? Ok, podemos prosseguir.
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Eu estaria certo se achasse que você disse “Eu sou habitação do Espírito Santo“? Bem, se você respondeu isso, está certíssimo. Porém, é uma resposta incompleta. Veja o que Paulo escreveu: “Ora, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. Neste caso, quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim.” (Rm 7.16-20).
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Interessante. Nessa passagem, Paulo – apóstolo de Cristo, convertido, salvo, crente, santo, justificado, regenerado, adotado por Deus como filho – admite que nele habita… pecado. Então, biblicamente, eu posso afirmar: “Eu sou habitação do Espírito Santo e, também, do pecado”. Que complicado…
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parasita 2Sim, eu e você somos morada do Altíssimo e, ao mesmo tempo, de uma natureza pecaminosa que cisma em não nos deixar em paz. E é justamente dessa inclinação inata para fazer o que é mal que devemos pedir que o Senhor nos livre. Os piores pecados de minha vida não foram culpa de ninguém além de mim mesmo. Eu sou o meu maior inimigo. O Diabo não é, até porque eu não sou habitação do Maligno, toda influência que vem das forças espirituais da maldade é externa. Tudo o que ele e seus asseclas fazem é instigar o pecado que indesejavelmente já se encontra em mim, para que me conquiste. E, se eu deixar, é o que vai acontecer, “Pois do coração saem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as imoralidades sexuais, os roubos, os falsos testemunhos e as calúnias. Essas coisas tornam o homem impuro” (Mt 15.19-20). Meus maiores inimigos não são de fora de mim, são de dentro. Vêm do meu enganoso coração.
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Temos de empurrar esse inquilino maldito que é o pecado para o quarto dos fundos de nosso ser e permitir que o Espírito Santo tome conta de todos os outros cômodos. E só conseguiremos isso desenvolvendo cada vez mais intimidade com o Criador, mediante um diálogo mais e mais frequente e profundo com ele – diálogo esse que se dá pela oração e o estudo da Bíblia. Não existe fórmula mágica: ou você se aproxima de Deus e achata o pecado que habita em você ou o que te espera pela frente é uma sucessão de quedas.
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cruz de CristoPai, livra-nos do mal. Esse mal chamado pecado, parasita que vive em nossas entranhas e se alimenta de nossas vontades, nosso ego, nossas vaidades e nossa teimosa autossuficiência. Livra-nos do mal que há em nós, para que o desejo racional de fazer o bem não seja suplantado pelo impulso irracional de fazer o mal. Não é fácil, e o Senhor nunca disse que seria. Mas, se somos fracos, é nessa fraqueza que teu poder se aperfeiçoa. Ajuda-nos. Livra-nos. Amém.
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Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >
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 Você pode ouvir o áudio com a narração deste texto no YouTube, clicando AQUI (Duração 19:11).
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 odio 1O cristianismo é a religião da graça, do amor, da paz. Uma das grandes diferenças entre a fé cristã e outras religiões é que o nosso Deus não é uma besta-fera sedenta por sangue, ansiosa por punir, salivando por castigar quem se desvia um milímetro dos seus preceitos. Muito pelo contrário: o evangelho de Jesus Cristo foca em perdão, restauração, reconstrução, bênçãos sem merecimento, graça; é a proposta do filho pródigo, do bom Pastor, do 70 vezes 7, do Cordeiro de Deus que estende uma graça que não é barata, mas que nunca deixa de ser vigorosa graça. Sabendo disso, enxergo como totalmente incompatível com essa fé que qualquer cristão defenda ou pratique a violência, a agressividade, o ódio – seja no que faz, seja no que fala, seja no que escreve. Qualquer cristão que proponha como primeiro recurso com relação a pessoas que agem ou pensam de modo diferente revidar, agredir, ironizar e retaliar, em vez de usar um tom gentil e de conduzir quem incorre no erro para a restauração… simplesmente não entende o evangelho. A sensação que tenho com frequência é que ser cristão, no entendimento de muitos, deixou de ser amar a Deus e ao próximo para defender Deus com fúria e detonar o próximo que pensa diferente ou que faz algo de que discordamos. Falemos sobre essa maligna doutrina do Jesus raivoso, agressivo e sarcástico.
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Há meses tenho observado muito os meus irmãos em Cristo, em especial pelas redes sociais. E tenho ficado boquiaberto e triste com o jeito de que uma multidão deles se expressa, age e, principalmente, reage a quem discorda deles ou faz algo com que não concordam. Em nome da “defesa da fé”, muitos se comportam de um modo que nada tem a ver com a nossa fé: com agressividade. Sarcasmo. Raiva. Parece que, se o ódio é destilado “em nome de Jesus”, é válido agir como um bruto, um bárbaro, um ser humano desagradável.
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odio 2O que mais me espanta é que, sempre que você diz que essa forma de comportamento não condiz com o evangelho, o argumento bíblico é o mesmo: o episódio de Jesus no templo derrubando as mesas dos cambistas e vendilhões. Já ouvi isso montes de vezes. Parece que todo cristão que se exprime com agressividade se justifica dizendo que Jesus se irou e saiu derrubando a mercadoria dos vendilhões do templo; logo, teríamos sinal verde para atacar com fúria quem age ou crê diferente de nós. Isso é um erro monumental.
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A hermenêutica bíblica, isto é, as regras que nos ensinam a ler e compreender as Escrituras, tem uma norma  básica: você não pode construir uma doutrina ou formular um princípio de fé a partir de uma passagem isolada da Bíblia. É preciso analisar todas as passagens do texto bíblico que falem sobre o assunto, a fim de entender o todo. Assim, pegar o episódio dos vendilhões do templo como argumento teológico que tente justificar a agressividade é uma falha bizarra, que só gera comportamentos anticristãos.
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Sim, Jesus expulsou os vendilhões. Mas será que por causa disso Deus nos dá carta branca para sair chutando e açoitando quem diverge de nós? A Bíblia apresenta uma enxurrada de passagens que respondem isso com um enfático não. Vamos analisar algumas dessas passagens, muitas delas palavras saídas dos lábios do próprio Cristo, para compreender exatamente o que o evangelho propõe como padrão de relacionamento – inclusive com inimigos e pessoas que não necessariamente concordam ou caminham conosco:
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“Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5.9)
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“Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e: Quem matar estará sujeito a julgamento. Eu, porém, vos digo que todo aquele que [sem motivo] se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo” (Mt 5.21-22).
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“Ouvistes que foi dito: Olho por olho, dente por dente. Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra; e, ao que quer demandar contigo e tirar-te a túnica, deixa-lhe também a capa. Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas. Dá a quem te pede e não voltes as costas ao que deseja que lhe emprestes” (Mt 5.38-42).
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“Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos. Porque, se amardes os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os gentios também o mesmo?” (Mt 5.43-47).
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“Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão” (Mt 7.3-5).
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“Abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis. […] Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens; se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens” (Rm 12.14-18).
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“Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor. Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm 12.19-21).
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Tendo purificado a vossa alma, pela vossa obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente” (1Pe 1.22).
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“Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros” (Jo 15.17).
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“Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13.34-35).
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“Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor. Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede que não sejais mutuamente destruídos” (Gl 5.13-15).
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“Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor” (Ef 4.1-2).
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“Porque a mensagem que ouvistes desde o princípio é esta: que nos amemos uns aos outros; não segundo Caim, que era do Maligno e assassinou a seu irmão […] Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; aquele que não ama permanece na morte. Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino; ora, vós sabeis que todo assassino não tem a vida eterna permanente em si” (1Jo 3.11-15).
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Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. […] Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros. Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é, em nós, aperfeiçoado” (1Jo 4.7-12).
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“Nós amamos porque ele nos amou primeiro. Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão” (1Jo 4.19-21).
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E por aí vai. Como dá para ver com muita clareza pela enorme quantidade de passagens bíblicas sobre o assunto, a proposta da Nova Aliança é a da paz, da conciliação, do trato amoroso com as diferenças e com os diferentes. Usar Jesus com os vendilhões para tentar validar um comportamento horrível é uma aberração.
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odio 3Um argumento que muitos usam para justificar sua forma ofensiva e agressiva de se comportar, falar e escrever é que a ira divina contra o pecado e o erro nos daria permissão para sermos odiosos na hora de “defender a fé” ou se opor a quem de nós discorda. Sobre isso, importa lembrarmos de algo: embora Deus seja o nosso exemplo, nós não somos Deus. Ele pode fazer o que bem entender; nós não. Ele é o autor e o dono da vida: nós não. Deus tem todo o direito, por exemplo, de acabar com a vida de uma pessoa, mas, se nós fizermos isso, nos tornamos assassinos e quebramos um dos Dez Mandamentos.
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Isto é muito importante: Deus fazer algo não nos dá o direito de fazer a mesma coisa. Se ele manifesta e tem todo o direito de manifestar a sua justa ira, o que ele nos diz é que a ira humana é uma das obras da carne (Gl 5.20), a ponto de pôr um prazo para quando nos iramos: “Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo” (Ef 4.25-27). A proposta é clara: O insensato expande toda a sua ira, mas o sábio afinal lha reprime” (Pv 29.11). Vou repetir: O insensato expande toda a sua ira, mas o sábio afinal lha reprime”. Mais uma vez: O insensato expande toda a sua ira, mas o sábio afinal lha reprime”. Portanto, não, a ira de Deus não nos dá o direito de agirmos com ira e acharmos isso bíblico. Pois não é. 
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Esse princípio se reafirma a todo tempo nas Escrituras. O evangelho jamais nos dá o direito de agirmos como Deus age. Veja o caso da vingança. Se, por um lado, há inúmeras passagens que falam sobre a vingança divina, a ordem para nós é: “não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor” (Rm 12.19).
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Assim, vemos que não se pode justificar um comportamento humano pelo  fato de o Pai ou o Filho terem agido deste ou daquele modo. É preciso saber identificar o que Deus faz e que devemos tomar como exemplo e o que ele faz porque é prerrogativa exclusiva dele fazer. Se não soubermos separar uma coisa da outra, tomaremos para nós atitudes que não nos cabem ter e viveremos de modo que o evangelho não nos dá sinal verde para viver.
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odio 4Chega de agressividade. Chega desse argumento maligno de que “posso ser impetuoso (para não dizer grosseiro, agressivo) porque Jesus derrubou as mesas dos cambistas”. Chega dessa igreja irada, raivosa, odiosa, trevosa. Estou exausto de ver agressões “em nome de Jesus” e gente supostamente defendendo a fé usando palavras e um tom que da nossa fé não têm nem o cheiro. Não aguento ter de ficar calado quando conhecidos meus não evangélicos dizem – com toda razão! – que não enxergam Cristo em pastores e outras pessoas “evangélicas” que dão um show de agressividade e palavreado de baixo nível. Em grande parte, temos sido tão agressivos como o mundo e, com isso, nos igualamos a ele. Deixamos de brilhar. Deixamos de salgar. E sal que não salga Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens” (Mt 5.13). 
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Não aguento mais ver calvinistas agredindo e ironizando arminianos e vice-versa. Somos todos irmão, pelo amor de Deus! Não aguento mais ver cessacionistas e pentecostais trocando farpas e fazendo piadinhas mútuas. Somos filhos do mesmo Pai! Não aguento mais ver cristãos detonando com raiva na língua e ódio no olhar pessoas como o cantor  Thalles Roberto, que, em vez de ser alvo de orações misericordiosas e de um discipulado feito em amor para que possa perceber seus erros e seja levado a uma restauração real, é alvo de ataques feitos sem nenhum amor e com um palavreado inacreditável. Mas, claro, detonamos gente como ele “em defesa da sã doutrina” e “em nome de Jesus”. Bem me ensinou minha mãe que “um erro não justifica o outro” e, meu irmão, minha irmã, quem erra deve ser conduzido pacificamente ao acerto e não jogado sadicamente na fogueira dos hereges (para não dizer no inferno). Fomos chamados para restaurar, disciplinar com mansidão e discipular… e não para detonar! Fico arrasado por ver gente defender o evangelho achando que isso deve ser feito jogando no lixo o mandamento de amar o próximo.
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Amar o diferente está fora de moda, geralmente só amamos os da nossa patota (teológica, doutrinária ou algo que o valha). Graça, por outro lado, se fala por todos os lados, pois as doutrinas da graça viraram grife. Mas parece que não saem do discurso. Falamos muito sobre a graça, mas a praticamos pouco, muito pouco, muito, muito pouco. E não estou falando de amor bobinho nem de graça barata, mas de amor maduro, sólido, o tipo que levou Jesus a subir à cruz por pessoas odiosas como eu e você. Tomamos para nós atitudes que só cabem a Deus. Reproduzimos, “em nome de Jesus”, atitudes essencialmente diabólicas e mundanas. E isso está errado. Está errado.
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Eodio 5sse não é o cristianismo que quero viver. Desculpe, mas não quero compactuar com o pseudoevangelho da chibata e do chicote. O açoite que me interessa não é o que Jesus usou contra os vendilhões, é o que Jesus recebeu em suas costas. Não quero ter parte com quem diz que defende o modelo da Igreja primitiva, a extinção do dízimo e das denominações e parte para o braço quanto a questões como essas discordando com palavras ácidas, brutas, infelizes. Não quero fazer parte do grupo de irmãos que tratam gays e pessoas de outras religiões com raiva no olhar, palavras ríspidas e nenhuma misericórdia no coração, que mais se preocupam em atacar do que em amar, evangelizar e discordar com paciência e bondade. A questão não é discordar, isso é natural e lícito, ninguém é obrigado a pensar igual; o xis da questão é como se discorda. 
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Quero ser conhecido por Deus como alguém que ama, sim, a verdade do evangelho e que defende a sua Palavra, mas, sempre, carregando em mim zelo e compaixão, firmeza e doçura, comprometimento e bons sentimentos. O discordante não é meu inimigo, é meu objetivo. A proclamação das boas-novas de Cristo me faz ver o discordante e aquele que considero estar no erro não como canalhas e inimigos, mas como necessitados, carentes, gente que ainda não enxergou a luz. Porque eu já fui assim um dia. E aqueles que penso estarem errados só verão a luz se virem em mim amor, graça, misericórdia, perdão, sacrifício, entrega, abnegação, paz, mansidão… Cristo, enfim.
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odio 6O ódio de religiosos judeus que queriam “defender a sua fé” levou Jesus à cruz, mas foi o amor de Deus pelos perdidos que o levou à ressurreição. Que enorme tristeza é ver que muitos cristãos bem-intencionados não entendem isso, com arrogância se recusam a entender e, portanto, não compreendem nem põem em prática a graça, preferindo o discurso da chibata e um falso cristianismo que “defende Deus” com afiadas espadas verbais. Não aguento mais tanto ódio vindo daqueles que foram salvos pelo Amor com a finalidade de amar. Bem predisse Jesus que, no final dos tempos, Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará” (Mt 27.12). A maldade impera entre nós. O amor de multidões de cristãos já esfriou, dando lugar à “ira santa”. Defendem um deus que eu não conheço, que precisa de “defensores” para levantar sua bandeira com ira e agressividade. Desses, creio eu, o evangelho não precisa. Creio que Deus busca aqueles que, com amor transbordante, partem em busca dos inimigos, dos perdidos, dos desencaminhados e dos equivocados com amor e graça com o objetivo de conduzi-los amorosamente a Jesus: o bom e manso Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. “Pois é da vontade de Deus que, praticando o bem, vocês silenciem a ignorância dos insensatos” (1Pe 2.15).
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Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >
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bifurcação 1É frequente sentirmos saudades daquilo que não vivemos. Constantemente, a vida nos põe diante de bifurcações: se vamos para esquerda, abrimos mão de tudo o que poderíamos viver se tivéssemos seguido pela direita, e vice-versa. Como não sabemos o que nos reserva o futuro, tomamos as decisões com base naquilo que achamos ser o melhor. Infelizmente, como seres humanos emocionais que somos, não poucas vezes olhamos para trás e pensamos: “E se eu tivesse tomado o outro caminho, o que estaria vivendo hoje?”. Acredito que você já tenha passado por algo semelhante. Talvez passe frequentemente. E aí, o que fazer quando bate esse tipo de saudade?

A vontade de Deus é boa, agradável e perfeita. Se conseguimos caminhar pela estrada asfaltada pela vontade divina, certamente encontraremos o verdadeiro contentamento, a real felicidade que vem como consequência de cumprir os santos propósitos. A grande dificuldade é conhecer qual é a vontade de Deus. Por vezes, se nos dedicamos a pensar muito sobre se tomamos o caminho errado, somos invadidos por infelicidade e remorso. Não um remorso provocado por culpa, como aquele que Judas sentiu após trair Jesus, mas um remorso que nasce a partir da saudade de tudo aquilo que não vivemos. É o pensamento do “Mas e se…?”.

Uma das maneiras de se evitar que a tristeza inerente a esse tipo de remorso nos assole com frequência é seguir o conselho de Jesus: conformar-se com o fato de que basta a cada dia o seu mal. Se adotarmos para nossa vida essa linha de pensamento, poderemos até mesmo lamentar decisões tomadas no passado, mas não ficaremos acorrentados a elas. Entenderemos que optamos por um caminho e que nos dedicaremos a construir a melhor estrada possível, a partir do ponto em que estamos, rumo ao futuro.

u-turn-sign-on-roadO outro caminho possível é o da transformação desse remorso em arrependimento. Pois o remorso é aquela tristeza por decisões tomadas no passado sem que haja nenhuma mudança de atitude nossa parte; já o arrependimento é o mesmo tipo de tristeza, só que seguida da decisão de mudar de rumo, de passar a percorrer um novo caminho, diferente daquele em que se estava. O arrependimento nos faz seguir por uma outra rota.

Você sente saudades do que não viveu? Então há uma escolha a fazer: você pode decidir assumir as decisões tomadas, com todas as suas implicações, e construir a história do seu futuro a partir do ponto em que está hoje; ou pode abraçar o arrependimento e mudar de rumo, tentando caminhar para um novo destino, talvez aquele que teria traçado se tivesse tomado decisões diferentes no passado. O que vai definir qual das duas opções você terá? A minha sugestão é que busque se aprofundar na Palavra de Deus e se basear nela para decidir. Pois, se a Bíblia é a nossa bússola, certamente, ao seguir-se na direção que ela indica, cumpriremos a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. “A tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho” (Sl 119.105).

Procure respostas na Bíblia e tome suas decisões a partir delas. Conheça os princípios fundamentais das Escrituras e faça suas escolhas alicerçado neles. Tenho absoluta certeza de que, assim, as suas estradas não serão escuras ou esburacadas e te conduzirão a um destino mais excelente. Quanto à saudade do que não vivemos, felizmente temos a capacidade de tomar decisões que a apague do nosso coração. Mas, por vezes, não tem jeito: temos de abraçá-la como parte da nossa verdade e carregá-la conosco pelos anos que virão.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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