arrogancia 1Ando pensando muito sobre nossa arrogância teológica. Se você não está familiarizado com essa expressão, permita-me tentar defini-la. “Arrogância teológica” é aquele sentimento que se manifesta em nós quando nos consideramos os donos da verdade em relação a nossas crenças espirituais e doutrinárias e, por isso, nos colocamos em uma posição de suposta superioridade em relação aos reles e pobre mortais que discordam da nossa forma de ver a fé. Esse problema sempre existiu, mas, com o surgimento das redes sociais, o fenômeno tem se manifestado de forma nunca antes vista e ganhado uma enorme visibilidade. O que, diga-se de passagem, é uma lástima.

Tenho visto a arrogância teológica crescer e se multiplicar. Na Internet, atualmente uma das formas mais frequentes que a vejo é na guerra (e uso o termo “guerra” conscientemente) que tem se travado entre calvinistas e arminianos, isto é, a grosso modo, entre quem crê na eleição divina para salvação e quem crê no livre-arbítrio. É uma guerra feia, pois reproduz, milênios depois, a abominação que houve entre Caim e Abel: lança irmão contra irmão, suscita ódio entre filhos do mesmo Pai e gera debates pueris onde deveria haver amor e união. Não consigo vislumbrar nada mais inútil e feio na fé cristã do que irmãos em Cristo usando sarcasmo, ironia, ódio e ofensas para tratar outras pessoas por quem Cristo igualmente deu a vida. Vejo os “reformados” (calvinistas) defenderem a predestinação e o TULIP como se isso fosse fazer evangelismo. Não é, nem de longe. E vejo arminianos reagindo com ataques de igual monta contra os calvinistas, como se fossem hereges. E não são, nem de longe.

calvinismoEsses ataques e essas picuinhas vão levar a Igreja de Cristo sabe aonde? A lugar algum. Somente a embates cheios de carnalidade e a uma “guerra civil” protestante, para deleite das forças espirituais da maldade. Entrar em debates, acusações, birras de Facebook ou o que for para ficar defendendo calvinismo ou arminianismo mediante ataques ao outro lado vai simplesmente provocar o que levou a rixa entre José e seus irmãos ou Jacó e Esaú: dissensões e facções – que, aliás, são obras da carne, como denunciado por Paulo em Gálatas 5.19-21. Quanta perda de tempo e energia…

Muitos me perguntam se sou calvinista ou arminiano. Minha resposta é: que importa? Que diferença faz? Não quero pregar predestinação ou livre-arbítrio, quero pregar amor, graça, perdão, pacificação, generosidade, amabilidade, bondade, mansidão, caridade, paz; pois essas são colunas do evangelho, comuns a todos os sistemas doutrinários protestantes, ortodoxos ou católicos. Como já disse alguém, durmo com a tranquilidade de um calvinistas e prego com a ênfase de um arminiano. Mas procuro fazer isso unindo e não segregando, tratando quem discorda de mim com afeto e carinho, e não com desdém e palavras ácidas, como tanto tem ocorrido por aí. Simplesmente porque quem age assim não está agindo como cristão.

Duvido que Cristo aprove que se defenda sua soberania com ódio, ofensas ou ironias entre irmãos. Não há nada errado em se defender o que se crê (eu mesmo estou fazendo isso aqui), mas, se o fazemos com soberba e altivez, nos tornamos abomináveis. “O temor do SENHOR consiste em aborrecer o mal; a soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu os aborreço” (Pv 8.13).

Arrogante-1Outro aspecto da arrogância teológica está em desprezar aquele que o arrogante considera menos “acadêmico”, “culto” ou “profundo” do que ele próprio. A soberba leva o cristão que se encaixa nessa definição a desprezar pregações, palestras, textos e livros que não citem montes de pensadores e referências bibliográficas, que não usem os termos rebuscados da teologia, que não suscitem “debates intelectuais”. Algum tempo atrás fiquei muito chateado, pois vi uma pessoa criticar o escritor Max Lucado, desdenhando-o como um autor “raso”, “superficial”. Sou apaixonado por teologia, já cursei dois seminários teológicos, gosto e tenho frequentemente debates profundos e rebuscados sobre as coisas de Deus. Mas não é por isso que me ensoberbecerei em meus conhecimentos e desprezarei um autor cristão que contribui para levar consolo, paz, esperança e palavras de fortalecimento e fé a milhões de pessoas pelo mundo. Isso seria leviano. E diabólico.

Falo com conhecimento de causa. Quando eu era um arrogante teológico (sim, já fui isso) eu desprezava autores como Lucado e outros da mesma linha, que não se atêm a rebuscamentos da teologia, mas se dedicam a escrever de forma simples, aplicando conhecimentos teológicos à vivência do cristão. Mas, quando tive de atravessar o vale da sombra da morte, não encontrei a paz em teologias sistemáticas ou comentários bíblicos: encontrei alívio e refrigério (bíblicos, ressalte-se) em livros como os de Max Lucado, que me apontaram o amor de Jesus na prática. Esse irmão em Cristo (que tem crenças soteriológicas diferentes das minhas, permita-me ressaltar) foi quem me deu palavras de renovo, ânimo, conforto e esperança. Palavras como Cristo nos dá. E, enquanto os arrogantes teológicos o desprezavam e faziam piadinhas de sua “literatura rasa”, ele me ajudava a ficar de pé e a continuar a caminhar. Obrigado, Lucado, por isso.

boys-walking-on-raod-bw“Eis o soberbo! Sua alma não é reta nele; mas o justo viverá pela sua fé. Assim como o vinho é enganoso, tampouco permanece o arrogante, cuja gananciosa boca se escancara como o sepulcro e é como a morte, que não se farta; ele ajunta para si todas as nações e congrega todos os povos” (Hc 2.4-5). Nosso meio está cheio de pessoas que se enquadram nessa descrição, lamentavelmente. Eu fui muito abençoado em conferências teológicas que tratam de assuntos das rodas acadêmicas e da “intelligentsia” cristã. Washer, Piper, Sproul, DeYoung, Beeke e outros me edificaram, e muito, e jamais os desprezarei. O conhecimento deles e de outros excelentes pensadores soma, abençoa, constrói, edifica e devemos indispensavelmente ouvi-los. Que fique muito claro: não estou de modo algum dizendo que devemos descartar ou desprezar as profundidades da teologia, fazer isso seria cometer o mesmo erro (e um erro crasso), mas pelo lado oposto. O problema não é de jeito nenhum a teologia, sem a qual a fé cristã não subsiste. O problema é quando a teologia academicista despreza a sua aplicação prática coloquial e simples, quando a teologia diminui o chorar com quem chora, quando a teologia não quer sujar o pé no barro e despreza aqueles que o fazem. Teologia que não sai das salas de aula, das mesas de restaurante, dos vlogs e podcasts e dos auditórios de debate é mero correr atrás do vento para alimentar egos.

max lucadoEu gostaria muito que os grandes ministérios e as igrejas que organizam as principais  conferências teológicas no Brasil mudassem um pouco o foco. Que não tratassem de temas, muitas vezes, secundários e, até, improdutivos, e direcionassem suas atenções para os pontos nevrálgicos da fé cristã. Eu adoraria ir a uma conferência teológica cujo tema fosse o perdão, por exemplo (assunto essencial mas tão pouco tratado na Igreja de nossos dias), e que tivesse como preletor o Max Lucado. Ao ler isso, os arrogantes teológicos logo torceriam o nariz. Mas o que de diferente se esperaria de arrogantes teológicos?

Meu irmão, minha irmã, sempre que for tentado a cometer o pecado da arrogância teológica, lembre-se de que ela é tão arrogância como qualquer outro tipo de arrogância. E o que a Bíblia tem a dizer aos arrogantes é: “Abominável é ao SENHOR todo arrogante de coração; é evidente que não ficará impune” (Pv 16.5).

cruzFica minha proposta: se você é um líder, alguém responsável por organizar congressos, conferências ou outros tipos de fóruns de debate entre cristãos, não se deixe picar pela mosca azul da arrogância teológica. Não queira ser chique. Pense o seguinte: sobre que temas Jesus chamaria seus discípulos para debater numa conferência ou num congresso? Consegue fazer esse exercício de imaginação? Bem, na verdade, nem é preciso imaginar. Leia Mateus 5 a 7, o conhecido Sermão do Monte, essa belíssima conferência teológica que Jesus organizou e na qual palestrou com a simplicidade de um Max Lucado. Ali ele tratou de temas basilares, indispensáveis e urgentes do cristianismo, como humildade de coração, consolo, mansidão, misericórdia, pureza de coração, pacificação, confiança nos cuidados de Deus, santidade, a importância da reconciliação com os irmãos e outros temas centrais, fundamentais e prioritários da fé cristã. E, se Jesus priorizou tais temas, não deveríamos nós imitá-lo? O que está nos impedindo?

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
.
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comentários
  1. Raquel disse:

    Concordo e assino embaixo. Todo o comentário é por demais necessário para que aqueles que se julgam sabichões teológicos mudem de pensar ou pensem de forma simples, porque o Evangelho é para pessoa simples. Sou também muito edificada pelas mensagens de Max Lucado, suas mensagens atingem o mais profundo desejo de uma Palavra vinda de Deus em toda simplicidade.

    • Oi, Raquel,
      .
      penso que devemos valorizar tanto uma coisa quanto a outra: valorizemos os que falam com simplicidade para dar alívio e paz à alma humana e valorizemos a teologia acadêmica, sem a qual nossa fé seria ignorante e desconjuntada. Não devemos rejeitar uma ou outra coisa, o que faria de nós arrogantes. Valorizemos a teologia e valorizemos a aplicação prática e simples da teologia, equilíbrio que nos fará mais conformados à imagem de Cristo, penso eu.
      .
      Abraço fraterno, no amor maior,
      mz
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      • Dom Mendes disse:

        Só posso agradecer-te por nos disponibilizar uma leitura tão esclarecedora e saborosa, de forma simples e direta conseguistes calar muitos calvinistas e arminianos que militantes vociferam sua ”fé”. Muito Grato!

  2. Rafael Santos disse:

    Graça e paz Mauricio.

    Muito bom esse texto. Fiquei muito feliz em ver que Deus pode nos fazer sensíveis e maleáveis em suas mãos. Uma reflexão muito proveitosa!

    Deus abençoe.

    • Oi, Rafael,
      .
      fico feliz que a reflexão te tocou. Temos de renovar a mente constantemente, em especial no abandono de pecados e erros. Se percebemos que erramos (como já errei desqualificando Lucado no passado), temos de repensar, mudar e nos desculpar. Esse é o caminho cristão.
      .
      Abraço, querido, na paz de Deus,
      mz
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  3. Eleonora Argolo disse:

    Paz de Cristo meu irmão!
    Como sempre acontece quando leio um artigo seu, saio edificada… Permita-me dizer que te acho parecido com Max Lucado no sentido de entender o que escreves de maneira tão simples e de fácil compreensão. Abraços

    • Olá, Eleonora, a paz de Cristo,
      .
      louvo a Deus por poder edificar a sua vida. Obrigado pela comparação, para mim é uma honra poder passar mensagens teologicamente profundas numa linguagem simples e compreensível.
      .
      Abraço fraterno, no amor de Deus,
      mz
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  4. Raquel Gaspar disse:

    Excelente texto Zágari! Compartilho do mesmo sentimento. Paz em Cristo!

  5. Jacy disse:

    A paz, Maurício!

    A Palavra do Senhor é simples e acessível a todos os que estão cansados e sobrecarregados e inquestionáveis são os Seus Caminhos.
    Eu, particularmente, fui muito abençoada com as mensagens do Max Lucado no começo de minha caminhada cristã. Lembro-me de ler para meu filho alguns de seus livros infantis, como “O menino do nariz verde” e “Você é meu”, e absorver também as mensagens maravilhosas transmitidas às crianças.

    Abraço fraterno.

    • Oi, Jacy,
      .
      sem dúvida devemos simplificar as coisas, para que a maioria, senão todos, entendam as questões da fé e não somente uns poucos privilegiados.
      .
      Abraço fraterno, no amor de Deus,
      mz
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  6. Otavio Henrique disse:

    Querido Maurício, paz do Senhor!
    Eu aprendi que o propósito da teologia é transformar temas complexos, de difícil entendimento numa linguagem simples e de fácil entendimento aos ouvintes, algo que possa promover edificação, a exemplo do nosso irmão Felipe quando este pregava ao etíope (Entendes tu o que lês? Atos 8:30) . Agora , sobre Max Lucado, me recordo que no início da minha conversão, quando ia para escola dentro do ônibus, meus olhos se enchiam de lágrimas quando lia um de seus livros. Costumo a dizer que pra mim Max é como um pai na fé. Foi através de suas mensagens escritas que pude compreender o verdadeiro significado de devoção, e o verdadeiro sentido de uma religião verdadeira. Para mim este é o principal sentido de suas mensagens. Particularmente hoje em dia, faço minhas pesquisas com irmãos de linguagem reformada, sendo eu um pentecostal, e sinceramente me sinto totalmente em casa.
    Deus continue te abençoando, você e sua casa por estas mensagens conciliadoras.
    Para mim você é o nosso Max brasileiro. kkkkkkkkk

    • Oi, Otavio,
      .
      obrigado pela imerecida porém honrosa comparação, não chego aos pés de Max Lucado.
      .
      Você é prova viva da importância da literatura que simplifica e leva Cristo sem barreiras ao coração de todos.
      .
      Abraço, Deus o abençoe muito,
      mz
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  7. Eudier Pradella disse:

    Muito bem exposto o seu artigo Mauricio, um professor do meu curso de teologia já dizia a turma, toda a sexta quando deixava os livros sobre a mesa e gastava 15 ou 20 minutos para comentar sobre as coisas dóceis da Bíblia, e nos falava que muito mais que a teologia pura, a palavra de Deus era mais importante para alcançarmos a verdadeiro objetivo…..Paz.

  8. Noeme de Jesus Almeida Santana disse:

    Olá Maurício,
    O Max Lucado, é um dos meus autores preferido, sinto-me muito bem ao ler seus livros, suas palavras me tocam a alma, é como se ele estivesse conversando comigo pessoalmente! Seus livros já me ajudaram em alguns momentos de minha vida…ele é um servo de Deus, Maurício ainda n li nenhum livro seu , mas penso q talvez sentisse isso também pelos seus livros!
    Um abraço, Deus te abençoe!

  9. Greize disse:

    Que Bálsamo ler este texto.Chego a me esgotar vendo tantas discussões com ofensas pesadas.Sim precisamos de pastores Reformados para combater as Heresias absurdas que vemos por aí ,com Teologia clara e objetiva das Escrituras.Ao mesmo tempo é preciso equilibro.Pois alguns não entendem alguns debates mais profundos .Estamos em um país de baixa escolaridade deve-se levar a palavra com amor e sabedoria.Visando sempre que Todos entendam.Cristo mesmo usava parábolas pois sabia disso.A pressão para você “ser de alguém “me abate.Sou de Cristo ,ou como diria o Apóstolo Paulo em 1Corintios: “Cristo estaria dividido?”.A vida já está muito dura para carregarmos mais fardos de brigas e arrogância .Obrigada pelo texto.Deus abençoe !Quero sim conhecimento mas com paz!

    • Oi, Greize, tudo bem?
      .
      Fico feliz pela tua maturidade, mana. E penso que até mesmo os maiores intelectuais enfrentarão momentos em que precisarão de palavras simples, mas verdadeiras. A verdade tem de estar no conteúdo e não na forma.
      .
      Abraço fraterno, na paz de Cristo,
      mz
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  10. Camila Albuquerque disse:

    Paz irmão!

    Pior do que ser um arrogante teológico, é não conhecer nada da Bíblia e concordar com opinião dos outros sem ao menos ter formado a sua.
    Eu amo as pregações do Paulo Júnior, Hernandes Dias Lopes na mesma medida que eu amo as do Lucinho Barreto e Joyce Meyer. Paul Wosher é fera!
    Eu sou uma moça que está aprendendo a formar minhas opiniões agora, e estou buscando conhecimento.
    A palavra de Deus nos ensina a reter o que é bom, e eu creio que posso absorver conhecimento para meu crescimento espiritual através de pessoas que simplesmente amam a Deus e ao seu semelhante.
    Aaah! Já li os livros de Max Lucado e o seu. Analisando o livro NAS GARRAS DA GRAÇA e PERDÃO TOTAL, confesso que achei bem parecida a visão de ambos quando o assunto é amor, graça e perdão. Eu amo esses livros!
    Que o Senhor abençoe todos aqueles que tem por finalidade levar o conhecimento e o amor para todos aqueles que tem fome da palavra de Deus.

    Graça e Paz.

    • Oi, Camila, tudo bem?
      .
      Eu creio que os dois problemas são igualmente graves. Sim, devemos conhecer de tudo e aprender a filtrar o que é bíblico e o que não é, sempre, é claro, com muita cautela. Não li o “Nas garras da graça”, mas que bom que o Lucado e eu temos visões parecidas. Que seja a das Escrituras!
      .
      Um abraço carinhoso, Jesus te abençoe muito,
      mz
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  11. Victor disse:

    Oi Mauricio,
    Meus parabéns pelo texto, muito bacana e se encaixa perfeitamente nos dias de hoje.
    Concordo e assino embaixo.
    Infelizmente hoje em dia existe muito essa cultura arrogante no meio Cristão, onde queremos “enfiar goela abaixo” o que acreditamos ser o mais correto.
    Posso dizer que tem sido uma lição para mim. Sou um grande fã da “intelligentsia” (Spurgeon, Piper, Washer, etc..) então muitas vezes me deparei com esse problema. Ao Aprender algo novo com eles quero que todos também entendam da mesma maneira e não é bem assim que funciona.

    Há uns meses atrás me senti confrontando quando uma pessoa postou no facebook

    “Se minhas ideologias : politica, socio-economicas ,doutrinaria , ambas perfeitas me levarem ao céu…. quão razoavel e miseravel estão minhas indulgências…
    Eu quero o céu de verdade onde o preço seja a morte de tudo, inclusive a razão do estar certo, e deixar Cristo me guiar ao Certo.”

    Acho que tem muito a ver com o seu texto, ou estou enganado?

    No mais, é correto também pensar no chamado particular de cada um, isto é, o chamado de um Max Lucado não é o mesmo de um John Piper, certo ?
    Dessa forma, isso leva ao que você falou: existe um momento mais “propício” para cada tipo de leitura e um “equilibrio” entre elas.
    Não sei se conseguir me expressar direito, mas acho que consegui transmitir a idéia.
    Faz sentido ?

    Fui muito edificado por seu texto. Muito obrigado.
    Que possamos ser mansos e humildes como Cristo ensinou.

    Um abraço,
    Victor

    • Victor, oi,
      .
      fico feliz que o texto falou ao teu coração, mano. Apreciar a intelligentsia cristã não é o problema, o mal está em desprezar quem não faz parte dos “queridinhos” dos intelectuais. Esse sentimento de superioridade é que torna-se abominação, pois configura arrogância. Não tenha dúvidas que Max Lucado recebeu dons e talentos diferentes dos de Piper, isso é bíblico, afinal. Cada um tem um direcionamento, triste é quem não enxerga isso. Fico feliz que você tenha alcançado esse patamar de maturidade. Sim, o que você falou é correto e faz todo sentido.
      .
      Louvo a Deus por tua vida. Que ele te abençoe sempre mais. Um abraço,
      mz
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  12. «73n £1Øn» disse:

    Republicou isso em …para esses dias….

  13. Juliana disse:

    Olá, você poderia postar sobre o que a Bíblia fala sobre bebidas alcoolicas, fumar e coisas do tipo? Obg.

  14. carol disse:

    Muito legal essa reflexao.
    Todos temos que ficar de olho vivo (e repelente na mao contra a mosca azul), para combater o arrogante que existe em nós. E nao é só na hora do debate teologico nao, as vezes a gente escuta um sermao, no banco da igreja, com cara de crente e coracao arrogante. Ou canta os louvores ma congregacao comparando os que tem postura mais espirituais…
    Li este texto com 4 dias de “atraso” e esta manha estava orando por isso.. pq a mosquinha azul rodou por cima de mim (como propriamente faz por cima do cocô).
    Que o Senhor nos visite com a humildade e amor necessarios em todas as situacoes. Que a gente nao exite em mergulhar na agua do Jordao.

    Nele, Carol

    obs: Max me alegra desde que ouvi na adolescencia a historia do tal Xulingo que ganhava o adesivo de bolota… ate hj choro quando lembro ou vejo este livro. Sou grata a Deus pq Ele inspira rasos e profundos, lembrando que esta classificacao é humana. Deus é profundo em palmo d’agua.

    • Oi, Carol,
      .
      quantas colocações maravilhosas! Obrigado por compartilhar, mana. Comentário gostoso de se ler o seu.
      .
      Abraço fraterno, no amor do Pai,
      mz
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  15. Dejair Klug disse:

    Graça e paz meu irmão … Eu entendo que o soberbo intelectual, ele vem do mal caráter, tanto do individuo religioso com do que não é religioso, na minha caminhada com o senhor da Igreja, não foi o seminário ou a faculdade e nem os grandes escritores que me influenciaram, mas sim a minha experiencia inicial que me levou a estuda-los e muitos ficaram no meu cabedal intelectual, alguns com mais influência e outros com menos, mais toda a minha influência ela esta calcado na palavra de Deus e eu não abro mão; pecado é pecado e a teologia do perdão trata que ele é só vencido pelo sangue do cordeiro… O meu norte para abraçar os meus pontos doutrinário, foram pautados no credo apostólico, claro sem os adendos católicos Romanos, não creio que a vinda de Max Lucado vai mudar a arrogância teológica e nem a soberba intelectual, pois o modelo que temos no Brasil nas faculdades teológicas são do vindas do tio Sam, penso que é a volta a simplicidade do evangelho é que vai fazer as mudanças, que precisamos, devemos parar de comercializar seja na música ou na literatura ou em qualquer que seja a nossas ações, boas novas não é para ganhar dinheiro, e sim expandir o reino com a mensagem da cruz… a polemica em todos os sentido passa ser marketing, apologia da fé na sua maioria das vezes é mas negócio do que realmente defesa da fé, o evangelho na sua pureza nos ensina ser brando, amante das vidas sem cristo, respeitador ao próximo e obedientes ao nosso Deus. A maioria dos colegas do outro lado do mar nos olham como mercado, querem mais é vender e lucrar em nossos solos, como disse a Igreja precisa mudar sua pregação, e sua teologia deve ser bíblica, levada com amor, e com um verdadeiro desejo escatológico de ver o pecador remido e salvo cainhando para o céu.
    Observação: Gosto do que escreve Max Lucado, sou grato aos pioneiros missionários americanos e aos primeiros escritores americanos em nossa nação. Mas hoje tenho um pé atrás com os enlatados que chegam para nós.
    Abraços e sucesso no senhor meu jovem irmão, pois vocês são o futuro da Igreja.

  16. gerson celestino disse:

    valeu

  17. Paulo Lameira disse:

    Olá meu amado irmão. Graça e paz!
    Antes de mais nada, parabéns pelos lançamentos “O fim do sofrimento” e “Perdão total”. Fiz o pedido, mas ainda não chegaram. Não foi possível comparecer à Saraiva mês passado, mas caso tenha planos para vir à Brasília para algum lançamento, tenha certeza que será uma honra recebê-lo.
    Quanto ao post, sei bem o que você disse quanto ao crivo teológico que fazem referente à tudo que escrevemos, mesmo que seja uma simples meditação ou testemunho. Creio que você lembre do “Nas Mãos do Oleiro”. Recebi muitas críticas sobre o conteúdo teológico, apesar de ter citado repetidas vezes que não era esse o propósito da obra. À propósito, não foi sequer publicada. Imprimi apenas algumas cópias e as distribuí, sem nenhum intuito comercial. Muitas pessoas me ligaram dizendo que foram tocadas grandemente pelo conteúdo, identificando-se com o testemunho. Porém, alguns teceram duras críticas a respeito da simplicidade, argumentando que faltava rigor teológico na obra. Pensei em responder de maneira ácida, pois já tinha a resposta na “ponta da língua”, como muitos de nós cristãos costuma fazer. Mas, graças à Deus, antes de responder, fui conduzido à leitura do livro Ortodoxia Humilde, que me quebrou totalmente. Joshua Harris diz que “devemos nos importar profundamente com a verdade, e também devemos defender e compartilhar essa verdade de forma compassiva e humilde”. Ele acrescenta algo impressionante para todos nós cristãos, dizendo que “um dos erros frequentemente cometidos por nós cristãos é que aprendemos a repreender como Jesus, mas não a amar como Jesus”.
    Não estou dizendo que se deva desprezar o que gigantes conquistaram no passado, teologicamente falando, mas que nossa disposição crítica por vezes é mais desagregadora que conciliadora. Nas Mãos do Oleiro é um texto simples, reconheço. Mas os testemunhos que ouvi comprovaram que o Senhor usa mesmo as limitações da simplicidade para alcançar Seus propósitos. Então, preferi calar … e deixar Deus fazer a vontade dEle, e acho que funcionou.
    Estou ansioso para começar a leitura dos seus novos lançamentos, na certeza de que serei abençoado, e abençoarei outros também.
    Deus continue te usando de maneira grandiosa. Forte abraço!
    Graça e paz amado!
    Paulo Lameira

    • Salve, reverendo! Tudo bem com você e a família?
      .
      Peço a Deus que os livros o abençoem e edifiquem. Estarei na Igreja Batista de Sobradinho nos dias 5 e 6, devo pregar nos cultos noturnos e no matinal de domingo. Quem sabe não conseguimos nos ver?
      .
      Sem dúvida, o que você passou é prova da arrogância teológica. Infelizmente, o ambiente academicista gera muita vaidade e infla egos, com isso passa-se a associar certas “regras” do conhecimento a qualidade. Infelizmente, é o que ocorre. Já ouvi um aspirante a teólogo dizer que o “Perdão total” era um bom livro para crianças rs. Devemos ignorar tais comentários, vivendo a fé como a fé foi feita para ser vivida: com simplicidade. E se vierem pedras… que venham.
      .
      Um abraço, meu amigo, Jesus o abençoe muito,
      mz
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  18. Raquel Magalhães disse:

    É isso mesmo, Maurício.
    Pela graça de Deus, prossigamos em humildade que caracteriza raízes de um verdadeiro cristianismo.
    Abração!

  19. […] Por Maurício Zágari  […]

  20. Márcio disse:

    Muito bom o texto. Eu me lembro que ao chegar pela primeira vez em uma igreja a primeira pergunta não foi se eu já conhecia a Cristo mas se eu era arminiano ou calvinista. Eu falei para aquela pessoa, ser de Cristo não é suficiente? Ele ficou me olhando com uma cara de interrogação.

  21. JONATHAS MARTINS disse:

    Excelente texto, Maurício!
    Revela maturidade e, sobretudo, um desejo ímpar de ver Cristo e, somente Cristo, exaltado na vida do pecador! Deus seja louvado por isso!!!
    Minha oração é para que o Senhor lhe mantenha assim sensível; e, por conseguinte, que vc possa compartilhar, através do ministério lhe confiado, preciosas verdades que fortalecem os artelhos fracos e que reacendem os pavios que fumegam…
    Grande Abraço!

    • Olá, Jonathas,
      .
      obrigado pelo carinho de suas palavras, agradeço demais pelo afeto e pelas orações, são muito valiosas.
      .
      Grande abraço, no amor do nosso Deus,
      mz
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  22. Mateus disse:

    Zágari, mano, quais livros do Lucado você me indica? E que livro em específico te ajudou a sair do vale da sombra da morte?
    Eu uma vez comprei Derrubando Golias, para dar a uma amiga, aproveitei e li o PDF do mesmo e gostei pela simplicidade dele em escrever. Pelas analogias leves que ele faz.

    • Mateus, olá,
      .
      indico todos. Particularmente gosto muito de um livro chamado “Isto não é para mim”, que a CPAD publicou anos atrás, mas cada um tem um foco específico. O livro que você falou não foi publicado no Brasil ainda, chama=se “Live loved”.
      .
      Abraço, na paz de Deus,
      mz
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  23. Hélcio Cândido Martins disse:

    Por gentileza, Sempre que possível me comunique novas publicações. Agradecido. Graça e paz.

    • Hélcio, olá, tudo bem?
      .
      Obrigado pelo interesse, meu irmão. Você pode assinar o blog e, assim, receber cada nova postagem diretamente por email, mas eu não tenho como cadastrá-lo. Se desejar, basta entrar na página do blog e inscrever seu e-mail no espaço indicado na coluna à esquerda. A partir daí toda nova postagem lhe será enviada.
      .
      Abraço fraterno, na paz de Cristo,
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  24. Mayane Dornelas disse:

    Texto muito bem colocado, lendo percebi que aos poucos vinha caindo na “arrogância teológica” sem perceber. Me fez refletir profundamente sobre meu modo de agir e ser,Deus o abençoe !!

    • Oi, Mayane, bom dia,
      .
      muito me alegra saber disso, um dos principais motivos de eu escrever é para levar meus irmãos a pensar e, se perceberem que estão errasndo em algo, mudarm de rumo. Ganhei o dia.
      .
      Deus te abençoe muito. Abraço fraterno,
      mz
      facebook.com/mauriciozagariescritor

  25. adriana disse:

    o que devo ler? o que devo fazer quando uma pessoa que gosto muito me trata com desprezo?

    • Ana Rodrigues disse:

      Leia a Bíblia, e lei, já que estamos no assunto “Ele escolheu os cravos” do Max Lucado. Abraço

  26. José Carlos disse:

    Sábias e profundas palavras, Maurício. Isso é obra de uma pessoa que foi tratada por Deus no coração. Também tenho visto essa “guerra” teológica que você cita. É deprimente ver a maioria dos comentários sobre pastores e cantores nas redes sociais. Esses pontos que você abordou são maravilhosos, e acho que deveria ter mais seminários sobre esses temas citados por você. Creio, porém, que se deve combater o fermento muito sutil introduzido na igreja de Cristo, especialmente os da linha de prosperidade, que é quase um comércio da fé, e outras pregações triunfalistas onde não se paga nenhum preço de renúncia.

    Muitas igrejas estão gerando um cristo deformado na vida de muitas pessoas: “meus filhos, por quem, de novo, sofro as dores de parto, até ser Cristo formado em vós” Gálatas 4:19

    O apóstolo Paulo sofreu com essa igreja por introduzir fermento, chegando até a afirmar que: “Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo.” Gálatas 1:6-7.

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