estudo biblico 2

Quando nos convertemos, passamos a ouvir quase que como um mantra que “o cristão tem de orar e ler a Bíblia”. Isso é pregado em púlpito, ensinado em escola dominical, estimulado nos pequenos grupos, incentivado nas conversas pessoais. Hoje, tendo caminhado alguns anos no evangelho, preciso dizer que discordo dessa ideia. Se por muito tempo acreditei que “precisamos orar e ler a Bíblia”… hoje não acredito mais. E explico a razão: apenas ler as Escrituras não basta. Por isso, entendo que o correto, aquilo que deveríamos pregar, ensinar e incentivar é que “o cristão tem de orar e estudar a Bíblia”. E por quê? Porque ler sem compreender é a mesma coisa que não ler. Pior: pode gerar compreensões erradas do texto sagrado, que levam ao surgimento de heresias e falsas doutrinas. Portanto, proponho que, a partir de agora, comecemos a ensinar que não basta ler, é preciso estudar a Bíblia.

A Bíblia é um livro que foi escrito em épocas passadas, em contextos específicos. Para que você compreenda uma passagem da Escritura, tem de saber quem falou aquilo, para quem, com que finalidade, em que situação. Vou citar alguns exemplos, para que você entenda o que quero dizer.

ARCA_NOEPrimeiro, precisamos estudar a Bíblia para que nosso conhecimento mínimo seja correto. Para que saibamos informações do relato bíblico sem erros. Vou te fazer uma pergunta muito básica, bastante elementar, para que você comece a entender o que quero dizer. Se eu te perguntar, por exemplo, quantos casais de cada espécie de animal entraram na arca de Noé, o que você responderia? Tenho quase absoluta certeza que você dirá “um casal de cada espécie de animal”, estou certo? Um casal de leões, um casal de jacarés, um casal de ornitorrincos e assim por diante. Ninguém tem dúvidas quanto a essa informação, uma criancinha sabe dizer isso, concorda? Pois bem, se você respondeu “um casal de cada espécie”… errou. O que mostra que você formou seu conhecimento sobre esse assunto a partir de informações e ensinos errados e, até, por influência da cultura popular. Quer saber quantos casais de cada espécie de animal entraram na arca de Noé? “Então o SENHOR disse a Noé: ‘Entre na arca, você e toda a sua família, porque você é o único justo que encontrei nesta geração. Leve com você sete casais de cada espécie de animal puro, macho e fêmea, e um casal de cada espécie de animal impuro, macho e fêmea, e leve também sete casais de aves de cada espécie, macho e fêmea, a fim de preservá-las em toda a terra'” (Gn 7.1-3). Sete casais. Não um casal. Uma informação básica que você errou a vida inteira, estou certo? É preciso estudar a Bíblia.

Outra questão de conhecimento bíblico: o que significa e em que versículo da Bíblia está a tão conhecida palavra shekiná? O significado é fácil: glória de Deus, não é? Mas onde ela se encontra nas Escrituras? Difícil? Vou simplificar: em que livro da Bíblia ela está? Ainda não sabe? Serei bem legal com você: está no Antigo ou no Novo Testamento? Continua sem saber? Bem… na verdade, a palavra shekiná, tão usada em pregações, que dá nome a corais de igrejas e até a ministérios, simplesmente não significa “glória de Deus”. Muito menos está na Bíblia. Espantado? Pois o significado real de shekiná é “habitar”, “fazer morada”. A palavra hebraica para “glória” é kavod, que se refere ao peso da glória de Deus. Bem, se é assim, de onde, afinal, surgiu o vocábulo shekiná? Desculpe informar, mas não da Bíblia. Veio da literatura mística rabínica, onde os judeus adeptos da Cabala começaram a usá-la a partir do século 13. Ou seja, o termo shekiná é fruto do misticismo judaico. É preciso estudar a Bíblia.

pater goneusVamos a outro exemplo, desta vez, um pouco mais complexo, por exigir conhecimento exegético, ou seja, estudo das línguas originais em que a Bíblia foi escrita. Paulo deu a seguinte determinação: “Mulheres, sujeite-se cada uma a seu marido, como convém a quem está no Senhor. Maridos, ame cada um a sua mulher e não a trate com amargura. Filhos, obedeçam a seus pais em tudo, pois isso agrada ao Senhor. Pais, não irritem seus filhos, para que eles não desanimem” (Cl 3.18-21). Observe as duas ocorrências da palavra “pais”. Tenho certeza absoluta de que você entende que a determinação aqui é que os filhos devem obedecer pai+mãe em tudo e que pai+mãe não devem irritar seus filhos. Acertei? Pois bem, se é essa a sua compreensão… errou. Não é isso o que diz o texto original. A palavra “pais” no versículo 20 é uma tradução do vocábulo grego goneus, que significa pai e mãe. Até aí, tudo bem. Mas, no versículo 21, a palavra “pais” no original é outra totalmente diferente, pater, que se refere somente aos homens que são pais. Essa percepção muda completamente o entendimento do texto. É preciso estudar a Bíblia.

carcereiro de filiposUm último exemplo, dessa vez relacionado à hermenêutica, isto é, às regras de compreensão da Bíblia (se quiser se aprofundar nesse assunto, recomendo o livro “Entendes o que lês?”, da editora Vida Nova). Você já deve ter ouvido muitas vezes pregadores dizerem que, se crermos no Senhor Jesus, nós e nossa casa seremos salvo. Isso é ensinado como uma promessa da Bíblia a todo aquele que crê, algo como uma “salvação hereditária”, na linha de “se você crer, consequentemente toda a sua família crerá também”. Só que isso está errado. Essa promessa simplesmente não existe. Atos dos Apóstolos 16 relato o episódio em que Paulo e Silas são lançados na prisão na cidade de Filipos. De repente há um terremoto, as portas do cárcere se abrem e o carcereiro, crendo que os presos haviam fugido, se prepara para cometer suicídio. Paulo o impede e, após ser questionado acerca de como poderia ser salvo, diz àquele homem: “Creia no Senhor Jesus, e serão salvos, você e os de sua casa”. A questão é que essa foi uma afirmação de Paulo exclusivamente para aquele homem. Foi algo dito de forma pessoal, única, para um indivíduo. De modo algum a Bíblia nos autoriza a acreditar que essa frase é universal, ou seja, uma promessa que se aplica a todas as pessoas, de todas as épocas e lugares. Tanto é assim que há milhões de parentes de cristãos que morrem sem terem crido em Cristo. É preciso estudar a Bíblia.

Teríamos como prosseguir com muitos exemplos. Eu poderia abordar o fato de que não existe na Bíblia a afirmação “Deus lança nossos pecados no mar do esquecimento”, tampouco “não cai uma folha da árvore se Deus não deixar” e montes de outras crenças populares de cristãos que não têm base bíblica alguma – são apenas fruto de falta de estudo das Escrituras. O resumo de tudo isso é: precisamos estudar a Bíblia, não apenas ler. Se queremos de fato conhecer Deus conforme revelado no texto sagrado, não podemos nos conformar com pouco. Leia bons livros cristãos, meu irmão, minha irmã, escritos por pessoas que se aprofundam no conhecimento da Palavra se Deus. Faça cursos sérios. Debata com quem conhece a Bíblia. Não se contente com pouco.

O fim do sofrimento_Capa 3DNas pesquisas que faço para escrever meus livros descubro informações impressionantes, que mudam minha maneira de compreender a Bíblia, Deus e a vida cristã. Quando fazia as pesquisas para escrever meu mais recente livro, “O Fim do Sofrimento – Um livro para quem busca consolo e esperança nos momentos mais sombrios“, fui confrontado com verdades impressionantes sobre a questão do sofrimento que todos nós enfrentamos. O mesmo ocorreu quando estudei para escrever o “Perdão Total – Um livro para quem não se perdoa e para quem não consegue perdoar“. Fruto de investigações que foram além da simples leitura. E pode ter certeza de que o mesmo ocorrerá com você: caso se disponha a não apenas ler, mas a estudar, se informar, se aprofundar no texto sagrado, verá como passará a enxergar Deus com olhos mais aguçados e terá uma vida cristã muito mais rica, abundante e verdadeira.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
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comentários
  1. Lázaro Júnior disse:

    Olá Maurício,
    como vc entende de Mateus 24.40

    • Olá, Lázaro,
      .
      não sei se entendi muito bem a sua pergunta. Entendo o que está escrito, que um será levado e outro será deixado. Qual é exatamente a sua dúvida?
      .
      Abraço, mano, no amor de Cristo,
      mz
      facebook.com/mauriciozagariescritor

  2. Olá Maurício ^^ concordo sim que devemos estudar a bíblia, até eu tenho uma bíblia de palavras chave do grego e hebraico que me ajudou a perceber muitas coisas que se perderam na tradução para o português, mas o termo “estudar” em sua essencia tem produzido mais conhecimento humano do que discernimento espiritual, segundo minha opinião.

    De tanto estudo da bíblia existe uma guerra doutrinária entre calvinistas e arminianos, que lutam freneticamente pra mostrarem quem está certo. Isso gerou uma atitude de desunião de membros no corpo de Cristo. Os caras guerreiam a toda hora juntando muitas vezes os mesmos versículos, as mesmas palavras originais em grego, hebraico e aramaico. Eu não entendo o que isso afetou na minha salvação, ninguém veio me dizer “se voce ta perdido ou salvo, não sei, voce precisa descobrir com Deus” ou “se voce quiser ir pra Deus voce vai, se não quiser, não vai”. Também não entendo que falta fará se a pessoa não souber se foi predestinação ou não, porque com certeza eu digo que Jesus me salvou. Ponto. É realmente patético como muitos descartaram a alcunha de “filhos de Deus” para chamarem a si mesmos de “calvinistas” ou “arminianos”.

    Outra questão são esses “poderosos cristãos reformados” que tem “autoridade” o suficiente pra escreverem documentos chamando outros irmãos de hereges (eles adoram dar paulada em pentecostais e outros) ou denominações de “apóstatas” . Exortar se exorta com amor, não pra destruir a pessoa e sim pra edificá-la, mas como os “combatentes das heresias” fazem? juntam uma pilha de versículos e condenam os “hereges gospel” como se nem ao menos esses caras fossem irmãos, membros do Corpo. E esses mesmos “reformados” de tanto estudar a bíblia e versículos e se acharem os mestres da apologética messiânica, acabam pondo calvino, arminio, agostinho e tantos outros acima das escrituras simplesmente porque esses mesmos também escreveram varias coisas sobre a bíblia que aparentemente parecem ‘uau, que poderoso entendimento da palavra” mas na verdade são coisas irrelevantes.

    Olhe os caminhos que são traçados por quem estuda teologia. Isso produz conhecimento humano. Não falta ensino no país, não falta ensino nas demoninações, não faltam livros apologéticos ou exegéticos que expliquem cada versículo da bíblia. Mas por que existe tanta divisão? por que existem tantos cristãos ofendendo a outros de ignorantes? por que existem tantos outros engordando seu ego indo a público para difamar irmãos com ensinamentos errados?
    As pessoas não são capazes de amar umas as outras. Se alguém ensina errado, essa pessoa deve ser exortada pessoalmente. Se ela não quiser ouvir, não devemos condenar ela, devemos orar para que o Senhor lhe abra o entendimento. E devemos resistir com a verdade, firmando nossas atitudes e discernimento espiritualmente a melhor maneira de trazer esclarecimento a alguém. Mas vai nas redes sociais e demais sites gospel pra tu ver o que acontece? é tanto deboche e ofensa de quem deveria estar chorando por irmãos que se desviam das verdades simples de Jesus. A internet tá cheia de guerrinhas intelectuais entre crentes. Hoje em dia os luteros e john husses atuais estão na internet gritando e discursando, e não vivendo diariamente com seus irmãos a verdade que reprova heresias. Site por site, existem outros milhares pra pessoa acessar se ela não concordar.

    Se a palavra é a mesma pra todos, o fato de haver diferenças nao é porque as pessoas tem deixado de estudar ela, mas sim tem colocado as suas proprias convicções acima. Por que pessoas de uma mesma linha de pensamento teológico se dividem em opiniões que se contrariam? que coisa irônica, não?! O Espirito Santo revela as mesmas coisas a todos, mas uns dizem que se deve dar o dizimo, outros não, uns dizem que existem linguas, outros não, uns dizem haver profecias, outros entendem que profetizar significa “falar em nome do Senhor” ao invés de “prever o futuro”. Quem está certo nisso? Certamente aquele que se abriu ao Senhor, e isso é o dificil brother, aceitar quando o Senhor nos mostra que tudo o que sabemos é areiazinha de praia ao invés de rocha sólida.

    Estudar não é a solução. Saber a diferença entre b ou d não é a solução. A solução é reconhecer a palavra acima das nossas convicções. Conhecer não só o LOGOS escrito e vivo em Jesus Cristo, mas a RHEMA falada ao Senhor em nosso íntimo, quando nós nos abrimos a Ele, mesmo que aparentemente Ele tenha que derrubar tudo ao invés de “reformar”. Conhecer a Palavra é importantíssimo; estudar ela é bom pra não confundir as informações ou histórias. Mas escutar a palavra falada em nosso íntimo, isso é o importante. O Espirito Santo revela a palavra, e dá o entendimento correto, mas muitas vezes nós nos fechamos na nossa vontade e ignoramos, vivendo, como vc disse, de jargões bíblicos e frasezinhas de efeito.

    Perdoe se o meu sarcasmo em alguns momentos te escandalizou, mas é um desabafo mesmo, essa coisa de “teologia reformada, cristianismo reformado” me chateia bastante. Tanto se criticam os neopentecostais e pentecostais por seus moveres absurdos, mas os teólogos agem condenando as pessoas ao invés de orientarem elas a amarem uns aos outros, receberem a palavra com humildade e serem imitadoras de Jesus Cristo (pois certamente enquanto estava andando pela terra o Senhor nunca usou uma túnica pra derrubar pessoas “no espírito”). Tanto os “reformados” e os “neopentecostais” tem muitos e muitos e muitos e muitos estudos que provam por 1+1 que sua visão está correta.

    Estudar a palavra significa que voce vai conhecer a palavra escrita no livrinho, mas não significa que vai conhecer melhor o Senhor. Poderá ser bom para quando estiver na sua comunhão diária poder lembrar de mais versículos, ou não errar detalhes das histórias. Se foi nessa questão que voce colocou o texto, concordo, estudar pra conhecer as histórias, as passagens e não errar detalhes. Mas estudar (como quem estuda qualquer matéria secular) versículos pra explicar sentidos espirituais através de ctrl c + ctrl v de passagens e não da revelação intima do Senhor (que traz todo o esclarecimento para quem aceita e deseja que o Senhor faça a obra em nós) ? isso nao concordo. Ninguém precisa de teologia, apologética ou exegética pra conhecer a Deus. São só ferramentas de conhecimento humano, só isso. O pior erro das pessoas seria transformar a fé cristã em algum tipo de filosofia ou conteúdo acadêmico.

    Eu e meus irmãos estamos procurando viver o amor acima de todas as coisas. Esse amor que te faz suportar o irmão que as vezes fala umas heresias de virar os olhos, mas que voce não abandona ele até que aquele coração se quebre e ouça a voz da verdade. E isso aconteceu, realmente, quando irmãos mais maduros que viam outros ensinando coisas erradas ou fazerem esses “moveres espirituais”, decidiram não abandonar esses irmãos e suportarem com a esperança de que o Senhor abriria os olhos deles, e quando aconteceu, esses outros irmãos reconheceram que tinham entendimento errado. Eu mesmo as vezes falo umas bobagens, mas sempre sou exortado segundo a humildade de quem tem o entendimento pela experiencia na comunhão com o Senhor. E eu escrevi quase mais do que o seu texto, então fique a vontade pra me exortar se for o caso hehehehehe

    Só um desabafo, brother. Somos filhos de Deus, um mesmo corpo, sem divisões, sem doutrinas que estejam acima do amar e sofrer pelos irmãos, não somos calvinistas, arminianos ou pentecostais, batistas e sei lá o quê nem estudantes de uma “logia” sobre um deus teórico que pode ser categorizado e debatido dentro de sua própria casa. Nosso Deus é vida, é esperança para os simplices analfabetos e para os doutores diplomados.

    abração, mais uma vez perdoe a minha baita empolgação ao escrever tanta coisa ^^

  3. Fabio Cardoso disse:

    Olá Maurício,
    Você foi ao ponto certo, onde estamos muito carentes.
    As pessoas possuem diariamente uma enorme paciência para acompanhar uma longa novela de 200 capítulos, que dura em média de 6 a 8 meses.
    E ouvem por 40 minutos aos domingos o Evangelho distorcido, de um pastor que se declara o ungido.
    O resultado está diante de nossos olhos. Uma casca frágil de espiritualidade sem crescimento, sem frutos, sem vida.
    Que o Senhor tenha misericórdia da igreja brasileira.

    meu irmão, abraço

  4. Thazia disse:

    Sempre ouço dizerem mesmo que Deus lança nossos pecados no mar do esquecimento.Quantas outras não devem existir?

    • Olá, Thazia,
      .
      pois é, cultura popular que, pela falta de estudo, gera a afirmações como essa. Precisamos estudar a Palavra.
      .
      Abraço fraterno, na paz de Deus,
      mz
      facebook.com/mauriciozagariescritor

  5. Ana Lucia N S Bibar disse:

    Prezado irmão, sou assinante do seu blog e leio com prazer suas crônicas diárias, pois nos trazem reflexões profundas e fundamentadas nas Escrituras de forma leve.

    Quanto ao texto de hoje, concordo plenamente que faz toda diferença mergulhar na Palavra para compreendê-la e não só lê-la como uma obra literária. A Palavra viva, rhema, alimenta nosso espírito. E somente um espírito fortalecido pode vencer a natureza humana. Só por isso, já bastava. Mas tem muito mais e poderíamos ficar horas descrevendo as delícias que advém do aprofundamento no conhecimento da Palavra de Deus…

    No entanto, há, dentre os exemplos citados no seu texto, um deles eu gostaria de propor uma reflexão maior: a salvação de uma família por causa de um justo.

    No caso citado, segundo seus estudos, o carcereiro recebeu uma promessa particular para sua família. Mas interessante que no mesmo texto, vc cita Genesis 7:1, em que Deus diz a Noé para “entrar ele e toda sua família” pois ele era o único justo encontrado na terra. Tudo bem, vc pode dizer, foi um comando particular para Noé, porque era necessário multiplicar a raça humana após o dilúvio. Mas eu reflito: será? Imaginemos um Noé justo e bom e toda a família ímpia. Será que Deus salvaria toda a familia, filhos e noras, considerando que bastaria apenas sua mulher para que dessem continuidade à sua descendência? Isso me inclina a pensar que o Senhor estende sua salvação quando um justo clama por sua casa. Assim como Abraão clamou a Deus pela salvação de seu sobrinho Ló antes da destruição de Sodoma e Gomorra. Deus permitu que, por causa de apenas um justo, o restante da família fosse salvo.

    Conhecendo a misericórdia do nosso Deus amoroso, será que não seria possível imaginar Ele estendendo a salvação à família de um justo que clama pelos seus?… Diante de tanta complexidade teológica, a conclusão é de que, realmente, é preciso estudar profundamente a Bíblia para conhecermos mais profundamente ao nosso Deus.

    • Ana, olá, tudo bem? Obrigado por suas palavras gentis.
      .
      Quanto a suas dúvidas: a salvação é individual. A Bíblia e a realidade da vida nos mostram isso. Você mesma deve conhecer dezenas ou centenas de cristãos cujos parentes morrem sem nunca terem sido salvos. Evidentemente, é lícito orarmos a Deus pedindo a salvação da nossa família. Mas a intercessão por si não garante que isso ocorrerá.
      .
      A afirmação de Paulo ao carcereiro foi pessoal, particular e intransferível e nenhum cristão que zele pela lisura da Palavra de Deus pode aplicar tal afirmação a toda a humanidade. Seria um erro grave e uma distorção das Escrituras.
      .
      Sim, o caso de Noé é exatamente o que você disse, um caso específico. Até porque estamos falando de tipos de salvação muito diferentes. Salvação do inferno não é a mesma coisa que salvação da morte física. Cam, por exemplo, foi salvo da morte mas teve sua descendência amaldiçoada por Noé. Há outros casos similares, como o próprio Ló que você citou: sua esposa foi salva da morte pelo fogo do céu, embora fosse desobediente e tenha perdido a vida por isso logo depois. As filhas de Ló, em seguida, enganam o pai e cometem incesto com ele. Assim, vemos que Deus salvar um justo da morte biblicamente não tem comparação com Deus salvar parentes de um justo do inferno. É um paralelo que não se aplica.
      .
      Claro que podemos imaginar que Deus estenda a sua misericórdia em forma de salvação à família de um justo. Mas isso de modo algum quer dizer que o Senhor fará isso por todas as famílias de todos os justos que clamam. Olhe em volta e você verá isso o tempo todo, é um pensamento que não se realiza na vida real, pois não é afirmado na Bíblia. E certamente não é afirmado na passagem do carcereiro de Filipos. O grande perigo é que ouvimos pregadores afirmando com base nessa passagem que se formos salvos obviamente os de nossa casa também serão. Só que isso é propaganda enganosa: eles podem ser ou não. Temos de ser responsáveis, zelosos com a Palavra e teologicamente honestos.
      .
      Espero ter esclarecido, minha irmã. Obrigado pelo seu comentário, certamente motivado por seu coração bom e misericordioso.
      .
      Um abraço fraterno, na paz do nosso Deus,
      mz

  6. Claudio Nossa disse:

    Filho, como vai?
    O problema é o modo como enxergamos a teologia, com um descaso assustador, repercutindo na formação de nossos líderes, a experiência vale mais, o resultado nem se fala, sem falar na preguiça espiritual atual: ore, cante louvores, estude e jejue por mim. Pensar é uma dádiva que poucos apreciam, aliás, debater está cada vez mais difícil, estamos raivosos, querendo vencer a todo custo e com pouco preparo, já ouvimos poucos e preferimos os jargões prontos, as frases de efeito! Interpretar é algo complexo demais, e o pior é que todos, os mais velhos e os mais novos na fé, o fazem e precisam fazer. Pensemos então no sábado: Devemos ou não guardar-lo? O dízimo guardamos! A circunscisão não! Andamos perdidos entre o A.T. e o N.T., talvez, a interpretação seja uma das fontes para uma verdadeira vida saudável no Senhor!

  7. Adilson Bragança disse:

    Apenas uma observação: Alguns céticos sugerem que a diversidade numérica -Dois e Sete- revela uma orientação na orientação divina. Mas, quando analisamos o relato bíblico, percebemos o quanto é estranho os céticos evocarem essa questão, uma vez que é necessário distinguir os versículos confrontados pela exegese. O texto em estudo (6:19) refere-se a ordem de Deus a noé. Já a referência 7.2,3 é o registro das instruções adicionais do Senhor. Assim,fica estabelecido o consenso, por meio do qual podemos ver clara e perfeitamente o motivo que levou o senhor a orientar o seu servo para que reservasse sete pares de animais limpos: esses animais deveriam ser usados no sacrifício durante o culto que seria realizado após o dilúvio, como de fato aconteceu (8.20). Se não houvesse mais de dois pares de animais limpos, eles seriam extintos. A preservação de apenas um par de animais imundos era suficiente, porque eles não seriam imolados.

    Fonte: Bíblia Apologética de Estudo

    • Olá, Adilson, tudo bem?
      .
      De tudo o que você falou, o que mais me chama a atenção é que você só foi capaz de trazer essas informações porque buscou estudar a Bíblia. Veja como é importante, não é?
      .
      Abraço, Deus o abençoe muito,
      mz
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  8. Paulo disse:

    Sem falar nas “demais coisas vos serão acrescentadas”, ” tudo posso”, “esmagar a cabeça do inimigo” etc. Rsrsrs.
    Tem também a questão das traduções e dos erros de transliteração. Mas eu acredito que o grande problema é o Anacronismo.

    Deus continue te abençoando meu querido. Já sou teu admirador! Rsrsrs

    • Oi, Paulo, tudo bem?
      .
      Quando se dedica ao estudo das Escrituras, todas as questões que você mencionou acabam sendo debatidas e esclarecidas. Por isso é tão importante estimularmos o mergulho nas profundidades da fé.
      .
      Abraço, Deus o abençoe muito,
      mz
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  9. Luiz Fernando disse:

    Maurício, meu irmão. Graça e paz.

    Amei o texto, edificante e didático.

    Querido, eu preciso, se possível, de sua ajuda em oração. Já te pedi muitas vezes ajudas, e com certeza suas orações por minha vida foram eficaz. Mais uma vez, peço sua ajuda. Estou em uma grande tribulação, intensa. Quero vencer, quero contar com sua ajuda em oração. Imagino que você tenha muitas pessoas para interceder, porém eu sei que você é homem de Deus e, mesmo de longe, confio em você, e de verdade preciso muito. Se por acaso e seu ministério tiver um círculo de oração, coloque meu nome e minha mãe Daniela e irmã Alexandra, por favor.

    Conto com você e os irmãos que lerem este comentário. Muito obrigado, Jesus abençoe você, sua família e seus leitores.

  10. Dayana disse:

    A Paz do Senhor Irmão!

    Gostei muito do texto! Quando era nova convertida não tinha nenhum costume de ler a palavra e estudar! Hoje leio muitos livros bons com base bíblica e procuro ler a Bíblia.. Não está com a frequência que eu gostaria mas está muito melhor que no início!
    Com seu texto dizendo sobre o mar do esquecimento tomei um susto pois lembrou-me que já li na Palavra algo sobre o Senhor lançar nossos pecado no mar! Não lembrava onde e pesquisei na Internet pq não lembrav mesmo onde eu li e lá em Miqueias 7:18:19 diz que Deus se apiedou de nós e lança nossos pecados nas profundezas do mar!

    Creio que seja por conta dessa passagem que dizemos “mar do esquecimento ” não seria isso?
    Só pra tirar minha dúvida…
    A Paz!

    • Olá, Dayana, a paz de Cristo!
      .
      Fico feliz por ter sido canal de bênção na tua vida, mana. Você está certa, de algum modo, em algum momento, alguém citou errado o texto de Mq e acabou gerando este equívoco. Me alegro que você esteja se dedicando ao estudo da Bíblia, siga firme!
      .
      Abraço fraterno, na paz de Deus,
      mz
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  11. lourin82 disse:

    Tenho lido alguns textos do Mauricio Zágari. Alguns gosto muito, outros nem tanto e outros chegam a decepcionar-me.
    Não é novidade, para alguém, que vivemos em um mundo cada vez mais imediatista. Os avanços tecnológicos, as correrias e atividades do dia a dia, cada vez mais, requerem decisões apressadas (World Fast). Sabemos que os títulos, os rótulos, as embalagens, a propaganda, o merchandising, entre outros, são primordiais para o consumo do produto apresentado. Não raro, decidimos se nos aprofundaremos ou não em algo que nos é apresentado, apenas pela “chamada”. Pior que isto, sem entrar no mérito de certo ou errado, concluímos e nos posicionamos sobre o conteúdo da matéria apenas lendo a “manchete”.

    Ainda que o conteúdo tenha pontos relevantes e outros que poderiam, até, serem suprimidos, o autor do texto contraria a própria essência do que defende. Vejamos, alguns argumentos:

    1) Meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento… (Os 4.6)
    2) vos escrevo para que não pequeis (1Jo 2.1)
    3) sabendo, primeiramente, isto: nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação…(2Pe 1.20)
    4)um pouco de fermento leveda toda a massa (Gl 5.9)
    5)… antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (2Pe 3.18)
    6)Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR (Os 6.3)
    7) Respondeu-lhe Jesus: Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus. (Mt 22.29 ARA) “vocês estão enganados! pois não conhecem as Escrituras nem o poder de Deus” (Mc 12.24 NVI)

    Destaco a atuação do Espírito Santo no convencimento acerca do pecado, da morte e do juízo. Reafirmo que a leitura tem de vir acompanhada de prática, transformação, obediência, impactação, testemunho e, sobretudo, vida.

    O Espírito Santo constrangeu-me à estas ponderações, pois, a palavra lançada não volta atrás; o inimigo anda ao derredor buscando a quem tragar. Séculos atrás a Palavra era restrita aos letrados, aos sacerdotes, desincentivada a leitura e chegou até a ser proibida. Vencida esta desconstrução, não temos porque voltar a edificá-la.
    “Porque, se torno a edificar aquilo que destruí, a mim mesmo me constituo transgressor.” (Gl 2.18).

    Em amor…

    • Caro(a) Lourin (desculpe, não consegui identificar pelo nome se você é homem ou mulher),
      .
      fico feliz que meus textos não sejam unanimidade para você, sinal de que estão provocando reflexão. Querido(a), me parece que você não compreendeu o que eu escrevi, porque o que você escreveu e as passagens bíblicas citadas em nada confrontam o que eu disse. Não consegui descobrir em que eu “contrario a essência do que defendo”, visto que defendo que é preciso estudar para compreender a Bíblia (como fizeram os bereanos). Vamos lá:
      .
      1) Meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento… (Os 4.6)
      Se estou defendendo que é preciso estudar a Bíblia para obter conhecimento, qual é a contradição? Estou justamente estimulando a busca do conhecimento. Agora, é interessante você ter mencionado essa passagem, porque, ao estudar a Bíblia, qualquer pessoa sabe que essa frase foi dita por Deus especificamente acerca do povo de Israel. Isso é hermenêutica básica, irmã(o). Leia Os 4.1 e você verá a quem Deus está se dirigindo nessa fala: especificamente aos israelitas. Isso foi dito acerca do povo de Israel que vivia no período do profeta Oseias, quando Israel idolatrava falsos deuses e vivia em pecado e sem temor do Senhor. Você precisa ler o contexto para entender que Deus está se dirigindo a um povo específico. Percebe o problema que não estudar a Bíblia gera?

      2) vos escrevo para que não pequeis (1Jo 2.1)
      Em que meu texto estimula o pecado? Se digo que é preciso estudar a Bíblia para conhecer a Palavra de Deus, obviamente é para que não pequemos. Esse versículo reforça plenamente o que digo no texto.

      3) sabendo, primeiramente, isto: nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação…(2Pe 1.20)
      Querido(a), você mais uma vez ignorou o contexto da passagem. Pedro está falando sobre a firmeza das Escrituras, dizendo que precisamos estar atentos para as palavras dos profetas do AT, ou seja, que precisamos conhecer e atentar para o que foi escrito nas Escrituras. Mais um versículo que reforça o que eu escrevi. Em nada contradiz.

      4)um pouco de fermento leveda toda a massa (Gl 5.9)
      O que isso tem a ver com o meu texto, irmã(o)? Nessa passagem Paulo está falando que os cristãos não deviam seguir os preceitos judaicos, em especial a circuncisão. Qual a relação disso com meu argumento de que precisamos estudar as Escrituras? Pelo contrário, se digo que precisamos estudá-la é justamente para não cometer o erro que os judaizantes a quem Paulo se dirigia cometeram. Mais uma vez, o versículo que você citou reforça o que escrevi: precisamos estudar a Bíblia para não cometer o erro grave de usar um versículo em contextos que em nada ele se aplica.

      5)… antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (2Pe 3.18)
      Como se obtém o conhecimento de Jesus se não for por meio do estudo das Escrituras?

      6)Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR (Os 6.3)
      Sim, mediante o estudo das Escrituras. Obrigado por reforçar meus argumentos.

      7) Respondeu-lhe Jesus: Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus. (Mt 22.29 ARA) “vocês estão enganados! pois não conhecem as Escrituras nem o poder de Deus” (Mc 12.24 NVI)
      Mesma coisa das duas respostas anteriores.
      .
      Irmã(o), sobre o Espírito Santo, a Bíblia diz que ele nos convence do pecado, do juízo e da JUSTIÇA, não da morte, como você escreveu. Por favor, mais atenção ao texto bíblico.
      .
      Deixando esse erro de lado, é evidente que é ele quem promove esse convencimento. Em que meu texto diz o contrário? Também é óbvio que a leitura e o estudo bíblicos têm de vir acompanhados de prática, transformação, obediência, impactação, testemunho e, sobretudo, vida. Em momento nenhum do texto eu disse o contrário, não entendi por que você diz isso como algo que, aparentemente, contradiz o que escrevi. Não contradiz.
      .
      Quanto ao seu último parágrafo, volto a perguntar: em que meu texto propõe que se desincentive a leitura da Bíblia?! É óbvio que para se estudar a Bíblia é preciso lê-la. Não estou falando de monopólio de conhecimento, muitíssimo pelo contrário, estou falando de disseminação do conhecimento. Na época dos mosteiros o conhecimento ficava restrito ao clero e aos letrados, hoje ele está acessível a todos – desde que se interessem a fugir da ignorância e estudar a Palavra para compreendê-la.
      .
      Em resumo, irmã(o), eu não sei se você não leu o texto que escrevi ou se leu e não entendeu. De qualquer modo, agradeço por ter citado tantos versículos que reforçam o que eu disse. E recomendo que estude mais a Bíblia, para não cometer os equívocos que cometeu ao citar Jo 16.8 e ao citar Os 4.6; Gl 5.9 e 2Pe 5.20 totalmente fora de contexto.
      .
      Deus o(a) abençoe muito. Em amor,
      mz

  12. Jorge Alberto de Carvalho disse:

    Deus te abençoe Maurício.

  13. lourin82 disse:

    Caro Mauricio Zágari,

    Li atentamente sua réplica acerca dos meus comentários. A única pergunta direta que encontrei foi: “em que meu texto propõe que se desincentive a leitura da Bíblia?!” Devolvo a indagação: Qual é o título de sua publicação? Parece-me impróprio, faz apologia à ignorância Bíblica, além de ignorar o fato de não haver como estudar sem, também, ler… Perdoe-me se de alguma forma não o agradei, mas interessa-me muito mais agradar a Deus que aos homens.

    Quanto a utilização de textos fora de contexto só tenho a acrescentar, creio eu, ser a Palavra do SENHOR atemporal, para servir à humanidade em todas as eras, cuja inerrância, permite aplicações e contextualizações à pessoa e povos em todas as regiões e tempos. Obviamente seguindo princípios hermenêutico e exegéticos, para quem os detém, (soberbo, não?!). Esta é a minha modesta avaliação da realidade contemporânea.

    Tudo indica que V.Sa. ignorou o objetivo do comentário. Entretanto, fizeste acréscimos, permitidos pelo SENHOR, aos quais sou grato, (fiz referência à morte eterna). Ratifico o desejo de não polemizar e encerro citando o profeta Samuel “E Longe de mim esteja pecar contra o SENHOR, deixando de orar por vocês” (1Sm 12.23 NVI), para que formadores de opinião tenham o pleno conhecimento da verdade, (observe: textos sem aspas e/ou indicação de referência bíblica são de responsabilidade do autor).

    Perdão se não consegui contribuir…
    Deus vos abençoe muito. Em amor,
    lap

    • Caríssimo,
      .
      realmente, me parece que você só leu o título do texto e não o conteúdo, porque teceu todo um comentário em cima do mesmo e não se ateve ao que de fato o texto diz.
      .
      Não, o irmão não me desagradou, apenas fez um comentário absolutamente desconectado do que meu texto diz, com argumentos que reforçam o que contém o texto em vez de discordar. Não houve perguntas diretas, porque o que lhe escrevi era uma resposta ao que você escreveu e não um questionamento.
      .
      Irmão, a Palavra é atemporal, mas não pode ser lida segundo parâmetros ilógicos. Estude hermenêutica, irmão, e verá quão descabidos foram seus argumentos. Basta uma simples leitura, que lhe deixo caso deseje ter conhecimento maior da interpretação bíblica, para poder argumentar com parâmetros sólidos: o livro “Entendes o que lês”, de Gordon Fee (editora Vida Nova). Leia, lhe fará muito bem.
      .
      Não ignorei o objetivo do comentário. Mas é preciso que argumentos façam sentido. Os seus, lamentavelmente, não fizeram.
      .
      Seu comentário à morte eterna alterou o texto bíblico. Isso é errado, irmão.
      .
      Concordo, textos sem aspas são de responsabilidade do autor. Muito maior, porém, é a responsabilidade de quem usa textos bíblicos, entre aspas, fora de contexto e, portanto, alterando o sentido que o Espírito Santo quis dar. Erro gravíssimo.
      .
      Concordo com você: encerremos para não polemizar. Mas encerro com uma recomendação que percebo ser urgente: irmão, estude a Bíblia.
      .
      Deus o abençoe muito. Em amor,
      mz

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