dente 1Em algum momento da sua vida, você certamente já brincou com sementes da planta conhecida como dente-de-leão. A certa distância, elas parecem um chumaço branco e redondo, fixado na ponta de uma haste verde, mas, quando sopra o vento, aquela bolinha de fiapos de desfaz em um monte de pequenos tufos, que saem voando pelo ar. É lindo de se ver e divertido. Sempre gostei muito dessas sementes, porque me transmitem uma sensação de paz e leveza. Para os cristãos da Idade Média, a flor da dente-de-leão estava associada a Cristo, possivelmente pelo seu formato, que lembra os raios do sol. Por isso, historicamente ganhou o significado de otimismo, esperança e luz espiritual. Além das características simbólicas, a planta pode ser utilizada com fins medicinais; seu chá é usado para purificar o sangue, estimular o apetite e tratar diferentes problemas de saúde. E mais: o dente-de-leão também serve como alimento, pois tem valor nutritivo.

Fiquei positivamente surpreso e feliz quando a Editora Mundo Cristão me apresentou a capa de meu novo livro, O Fim do Sofrimento – Um livro para quem busca consolo e esperança nos momentos mais sombrios. A obra, que chega às livrarias neste mês de maio, tem uma capa azul celeste e o único elemento além das palavras são sementes de dente-de-leão sopradas ao vento. Achei a escolha do artista que fez a capa muito apropriada para um livro que tem como objetivo levar paz e alívio a pessoas que estão passando por um período de sofrimento. Quando recebi da Mundo Cristão a arte da capa, fiquei olhando, me lembrando das características dessa planta e refletindo sobre sua relação com a questão da paz em meio ao sofrimento, que é o tema central do livro.

dente 3Muitas vezes, quando o sofrimento chega à nossa vida, nos sentimos destroçados. É como se uma situação aparentemente perfeita fosse destruída, dando lugar a dor, angústia, tristeza, dúvidas, depressão e aflições. O mesmo ocorre com o dente-de-leão, um chumaço redondinho, perfeito, bonito. Mas aí chega o vento. Em segundos, aquela planta aparentemente irretocável é desfeita, desconjuntada, suas partes são sopradas para todos os lados e o que sobra é uma haste pelada, despida de beleza. O interessante é que essa aparente destruição na verdade serve para manter a espécie viva, uma vez que, quando isso ocorre, as sementes são levadas pelo vento para fazer brotar novos exemplares – uma bela estratégia que Deus criou para fazer a planta proliferar, crescer e se multiplicar.

Assim, se enxergarmos o sofrimento não como uma desgraça totalmente negativa, mas como uma oportunidade de reflexão, crescimento e transformação,  conseguiremos lidar muito melhor com as dores do corpo e as angústias da alma. Tudo é uma questão de como se encara a destruição do dente-de-leão: como o fim de algo belo ou como um fenômeno necessário para que ele cresça e se fortaleça. Como você lida com seu sofrimento? Com lamúrias e olhos cravados no presente ou com antecipação e olhos voltados para o futuro?

Além disso, o dente-de-leão é uma planta medicinal, isto é, que ajuda a curar males. De igual modo, enxergo no sofrimento a capacidade de nos conduzir a patamares de reflexão e transformação que em períodos de tranquilidade não conseguimos. Quando sofremos, somos empurrados para fora da nossa zona de conforto e nos vemos obrigados a mudar e nos reinventar; nos tornamos mais fortes e resilientes; adquirimos a capacidade de lidar com as agruras da vida como nunca antes; além de adquirimos um grau de intimidade e relacionamento com Deus muito superior aos dos tempos de paz (seja franco: você ora mais e com mais profundidade quando está tudo bem ou quando tudo vai mal?). O apóstolo Paulo deixou muito clara a capacidade do aperfeiçoamento na fraqueza provocada pelo abatimento de alma:

“Foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte. Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte” (2Co 12.7-10).

O fim do sofrimento_CapaNinguém quer sofrer, ninguém gosta de sofrer. Nem eu, nem você, nem ninguém. Sofrimento é algo horrível. Jamais você me ouvirá dizer que devemos querer sofrer – não sou louco. Só que o sofrimento é uma realidade da vida e um dia ele chegará, inevitavelmente. A pergunta que todos devemos saber responder é: como lidaremos com a dor, o luto, a aflição, a depressão, o desconforto, a perda e a falta de bem-estar quando vierem? Com desespero e desequilíbrio ou com confiança e paz? A resposta a essa pergunta fará toda diferença.

O Fim do Sofrimento tem um duplo objetivo: esclarecer por que um Deus bom, amoroso e misericordioso permite que seus filhos sofram. E ofertar palavras de consolo, alívio, crescimento e transformação, para mostrar como você pode obter paz enquanto está no olho do furacão. Por isso, fico especialmente encantado com um aspecto muito singelo da planta escolhida para ilustrar a capa do livro: sabe como o dente-de-leão é chamado em algumas regiões do Brasil?

Esperança.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

 .
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comentários
  1. solange vieira disse:

    Olá !
    Sou suspeita pra comentar …..esperando por esse livro com a certeza de como o livro “Perdão Total ” me abençoou ricamente ,este tambem me abençoara e me ajudará nessa caminhada árdua.
    Deus lhe abençoe. A Paz de nosso Senhor Jesus Cristo seja convosco.
    Solange

  2. Reflexoes de um Peregrino disse:

    Mauricio Zágari eu quero ser você quando eu crescer! Muito bom! Assim que for possível eu quero adquirir o seu livro!

    Deus abençoe

  3. Valderi disse:

    Vou colocar um desabafo aqui.
    Lendo esse texto pareceu um enaltecimento do sofrimento!
    Ainda mais!, é exposto como um caminho entre nós e um maior relacionamento a Deus!
    Concordo com T.L.Osborn quando ele dizia para os profetas do sofrimento não procurarem ajuda médica, pois, se tomassem algum remédio ou procurassem a ciência, estariam abreviando o contato com Deus ou a vontade dEle.
    .
    Mas não é isso que eu quero falar.
    .
    Quero falar da minha mãe.
    Ela morreu no último mês vítima de uma doença que para a medicina não há cura. Mas para ela tinha. E para mim também. Contudo, devido à leitura desses textos de auto-comiseração, que sofrimento é bom, que Deus não cura hoje, que Ele deixou os médicos, remédios, laboratórios, etc, eu acabei confiando nos médicos e nos medicamentos, bem como no estabelecimento hospitalar, que parecia confortável. Quase não orava mais para a cura dela diretamente da parte de Deus. Orava mais para que os remédios fizessem efeito. Contudo, o último médico dela não parecia animado e disse que ela estava entrando em um processo de morte. Ainda confiei em uma alimentação por sonda, mas ela não resistiu. Pensei, antes do falecimento dela, ainda em ir à uma igreja em que a cura divina é valorizada. Mas, de tanto ouvir o contrário, decidi esperar os medicamentos fazerem a sua parte.
    .
    Não fez, a ciência não fez. Os médicos não fizeram. Os medicamentos também não.
    .
    Ela por ser cristã, sei que está agora em um lugar em que não há essa doença. Mas principalmente não haverá aqueles que dizem que Deus não cura hoje, não haverá também laboratórios, comprimidos, analgésicos, drogas, centros médicos, etc.
    .
    Gostaria de ver esses cessacionistas na Nova Terra quando se depararem que não haverá nenhum “Medical Center” ou cartela de comprimidos. Deverão se sentir frustrados.

    • Olá, Valderi,
      .
      antes de mais nada, permita estender todo o meu carinho e meus sentimentos pela partida de sua mãe. Peço a Deus que traga consolo e paz sobre você e todos os de sua família.
      .
      Querido, o texto não é um enaltecimento do sofrimento. É uma visão bíblica daquilo que o sofrimento representa no mundo pós-pecado e pré-segunda vinda de Cristo. O sofrimento está presente e temos de saber lidar com ele de forma bíblica e não da que nos parece ser mais interessante. Não adianta fingirmos que ele não existe e que, muitas vezes, Deus não nos dirá somente “a minha graça te basta”, por mais que tenhamos fé, peçamos, decretemos, profetizemos ou o que for. Pois a Bíblia mostra que, sim, Deus usa o sofrimento muitas vezes como instrumento para o aprimoramento de vidas. Os testemunhos são muitos. Basta ler a Escritura.
      .
      Respeito muito a sua opinião pessoal, mano, mas não considero T.L.Osborn uma referência de são doutrina. A Confissão Positiva e a Teologia da Prosperidade, que ele tanto advogou, não coadunam com a Bíblia nem com a realidade da vida. Tanto que a esposa dele, Daisy, morreu de câncer apesar de ter se declarado curada diversas vezes. Ou seja, nem na própria família as teorias que ele defendia funcionaram. A afirmação que você mencionou de Osborn é um sofisma: o fato de cristãos compreenderem que no mundo teremos aflições em nada nos leva ao acomodamento: a Bíblia nos ensina a orar pela cura e a buscar auxílio na medicina. Mas também nos ensina a respeitar a vontade soberana de Deus (Rm 9). Oramos e nos tratamos, sim, mas sempre dizemos ao Senhor o que Jesus nos ensinou: “seja feita a tua vontade”. Não a nossa. A dele.
      .
      Valderi, a morte alcançará todos nós. E a maioria de nós morrerá de doenças. Se Jesus curasse todas as doenças, só haveria mortes por acidentes ou causas não naturais. Às vezes devemos compreender que chegou a hora de partir, por determinação divina; é bíblico: “todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir” (Sl 139.16). A medicina não é algo que exista à parte da soberania de Deus, ela não é uma inimiga. Lembre-se que se Deus não iluminasse os homens para que tivessem o conhecimento científico, nenhuma ciência haveria. Como explicar, se não fosse assim, o fato de que Paulo não ora pela cura de Timóteo, mas manda que ele tome substâncias que o ajudem a ficar bom (1Tm 5.23)?
      .
      Eu não sou cessacionista. Sou pentecostal, creio no poder sobrenatural de Deus, creio em milagres e na cura divina, mas creio também (porque é fato) na cura pela medicina (afinal, milhões de pessoas são curadas todos os anos por diversos recursos médicos, por todo o planeta). Ninguém ficará frustrado na eternidade, mano, porque não haverá doenças. Mas aqui há. E, enquanto há, devemos, sim, recorrer à cura divina, mas, também, à cura por meio dos recursos que Deus nos disponibilizou para tanto.
      .
      Mais uma vez, estendo a você meu carinho e meu afeto pela tua dor, na esperança que ela se transforme o mais rápido possível em uma saudosa memória, até o reencontro – que virá, certamente. Te abraço em solidariedade, e oro a Deus que os propósitos soberanos dele fiquem claros aos teus olhos. Deus é Deus e Deus é bom, meu irmão.
      .
      Um abraço fraterno, no amor do Deus misericordioso,
      mz

      • Valderi disse:

        Obrigado pela resposta. Você é um cara correto. E isso que é legal.
        .
        Em relação ao T.L. Osborni, li vários livros dele e dá para notar que esse evangelista refuta o evangelho da prosperidade e a confissão positiva. Ele mesmo fala que é a confissão na/da Palavra. Sobre a esposa dele, ele não tem culpa. Ló não teve culpa da esposa em ter virado sal. Jesus não teve culpa da incredulidade de sua família. Não dá para saber, com o mínimo de certeza, se a pessoa cria ou não em alguma coisa que declara crer. E, o que me parece, a esposa dele tinha um medo violente de ter câncer, e medo é ausência de confiança, e ausência de confiança é incredulidade.
        .
        Sobre o que você falou acima, acho que o sofrimento é permitido quando desobedecemos ou pecamos em uma forma para levar-nos novamente aos braços do Pai. E, como pecamos sempre, então sempre teremos sofrimento.
        .
        Deus te abençoe.

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