inferno 1Eu vi o inferno. Calma. Antes que você ache que vou contar mais uma dessas experiências de gente que afirma ter sido arrebatada e levada para um passeio pelo temido local de tormento eterno, deixe-me tranquilizá-lo; não é nada disso. Tampouco pretendo escrever um livro com “divinas revelações” do que há do outro lado da morte. A visão que tive do inferno na verdade é metafórica, fruto de um episódio simples que me fez ter um lampejo da terrível realidade de quem após esta vida adentra nesse ambiente tão misterioso onde há choro e ranger de dentes. Minha filha é muito apegada aos pais. Talvez pelo fato de não ter irmãos ou primos por perto e de conviver essencialmente comigo e minha esposa todos os dias e noites, ela aprecia muito estar em nossa companhia e detesta ficar longe de nós. Com a virada do ano, sua turma na escola ganhou novas professoras, que ela não conhecia antes. Bem aclimatada ao colégio, já há bastante tempo ela não faz escândalos quando a deixamos para a aula, acostumada que está aos coleguinhas e ao ambiente escolar. Até que…

No primeiro dia de aula deste ano, minha esposa é quem a levou para a escola. Tudo certo, sem incidentes. Mas, no segundo dia, foi minha vez. Pus a filhota na cadeirinha de minha bicicleta e fomos pela ciclovia, cantando e conversando, até o colégio. Cheguei, estacionei, descemos da bicicleta e caminhamos para o pátio em que eu a entregaria para a professora. Tudo normal, sem problemas. Só que, então, fui me despedir. Em vez do beijinho e do abraço usuais, seguido de um “tchau, Jesus te abençoe”, naquele dia a reação dela foi diferente. Pediu colo. Agarrou-se em meu pescoço com todas suas forças e começou a lamentar baixinho:

– Papai… papai… papai… papai…

Como um filhote de coala, ela se atracou em mim com braços e pernas e não desgrudava por nada. Desacostumado a esse tipo de comportamento já havia muitos meses, fui pego de surpresa. Tentei conversar. Usei muitos argumentos. Mas as palavras foram vãs e minhas tentativas, infrutíferas.

– Papai… papai… papai… papai…

Olhei para a professora nova com um olhar de “me ajuda” e ela veio em meu socorro. Tentamos fazer minha filha desgrudar e se juntar aos coleguinhas, mas foi pior. Quando percebeu que estavam tentando separá-la de mim, a filhota começou a chorar e a gritar. Foi um escândalo. Eu tentava argumentar, a professora oferecia convites e opções de atividades, mas absolutamente nada surtia efeito.

– Bebê, papai precisa ir…

– Papaaaaaaaaaaiiiiii!!!!!!! – a coisa só piorava.

Quando me dei conta, ela entrou em desespero. Por nada do mundo queria ficar longe de mim. O grito virou um urro. As lágrimas banhavam o rosto, que inchava e se avermelhava. O suor empapava a camisa. O cabelo começou a ficar desgrenhado, de tanto ela resistir. Eu tentava. A professora tentava. Uma auxiliar tentava. Até coleguinhas se aproximaram com olhar assustado para ver o que estava acontecendo. Nada adiantava.

– Papaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaieeeeeeee!!!!!!

Consegui, com monumental esforço, puxá-la para longe do abraço e a pus no chão. Com um salto, ela se atracou a uma de minhas pernas e o choro piorou.

– Papaaaaaaaaaaiiiiiiii!!!!! Coloooooooooooo!!!!!!!

Olhei para o relógio e vi que, se não saísse dali naquela hora, me atrasaria para o trabalho. Olhei para a professora, que me olhou de volta. Pelo olhar decidimos que teríamos de desgrudar minha filha à força. E foi o que fizemos. Com o máximo de delicadeza que consegui, afastei os bracinhos dela de mim e a professora a segurou, enquanto eu caminhava apressadamente para a porta. Com o coração dilacerado pelos urros da minha filha, que dobraram de volume ao me ver me afastando, olhei para trás.

E foi quando tive a visão do inferno.

Separada do pai, aquela pobre alma babava e chorava, com as mãos estendidas em minha direção, os dedos contristados, gritos que clamavam pela presença do pai, olhos arregalados em desespero. Nada no mundo importava para ela naquele momento: a única coisa que desejava era estar com seu pai. Mas ela não podia. Apesar de todas as fibras do meu ser me impulsionarem para correr em sua direção, tomá-la em meus braços e levá-la comigo de volta para casa, eu sabia que não seria possível. Então assoprei um beijo de longe e gritei:

– Papai te ama! Muito!

E saí do pátio, em direção à bicicleta, enquanto ouvia os gritos e o choro da minha filhinha.

– Papaaaaaaaaaaaaaaai!!!! Papaaaaaaaaaaaaaaai!!!! Papaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaai!!!!

inferno 2O que é o inferno? Esqueça todas as imagens simbólicas que já ouviu sobre isso. Esqueça diabinhos vermelhos cutucando pessoas com tridentes. Esqueça divinas revelações, esqueça livros de gente que afirma ter sido arrebatada, esqueça tudo. Inferno é uma coisa só: querer estar com o Pai e não poder. Só quem viu nos olhos de alguém o mais absoluto desespero por desejar ficar com o pai e não ter essa possibilidade, como eu vi, compreende o que significa o choro e o ranger de dentes.

Fomos criados para viver com Deus. Viver longe dele é algo totalmente antinatural. Por isso, nossa natureza clama angustiadamente por sua presença. Quando o Pai pôs Adão no Éden, insuflou nele o desejo de conviver diariamente consigo. Isso é o natural. O pecado, porém, criou o abismo entre Criador e criatura e, a partir daí, passamos a viver com um vazio do tamanho de Deus na alma. Fomos expulsos do jardim, e não fomos criados ou preparados para isso. Deus fez o homem para estar junto de si e qualquer coisa diferente disso é uma distorção astronômica da ordem original das coisas. O inferno foi criado para Satanás e seus anjos, lá não é nosso lugar. Não pertencemos ao inferno, mas ao Éden, à convivência permanente com o Pai. Por isso, é completamente artificial estar longe de Deus, não faz sentido, não encaixa, o mundo vira de cabeça para baixo numa situação dessas.

cruzMas, então, veio a cruz. Ela nos tirou dessa realidade irreal e surreal que é viver longe do Pai. Ao sermos adotados como filhos de Deus, mediante Cristo, retornamos ao estado original para o qual fomos formados: temos acesso ao Senhor, passamos a viver com ele – não mais em um jardim, mas em nós mesmos, feitos habitação do Santo Espírito. Ingressamos no reino do qual nunca deveríamos ter saído. Nossa comunhão com o Pai volta a ser constante, como sempre deveria ser e como nunca deveria ter deixado de ser, não fosse pela entrada do pecado em nosso coração.

Quem não tem Cristo, todavia, vive outra realidade. Na vida desses, a separação do Pai segue do nascimento até a morte. Distraídos com as alegrias desta vida, os prazeres, as festas e os benefícios que as riquezas proporcionam, seu foco torna-se o que está ao redor. O afastamento de Deus os cega a tal ponto que chegam a crer em outros deuses ou mesmo a não crer em nenhum. E, assim, a necessidade de retornar àquele estado original de comunhão constante com o Criador é embaçada pelas coisas desta vida. Consciência cauterizada.

Só que aí chega a morte.

E, após a morte, todas as distrações, todos os prazeres, tudo aquilo que ocupava a mente e o coração dos que deram as costas para Cristo durante seus anos na terra… desaparece. Simplesmente deixa de existir. O que resta? A ausência do Pai. Um vazio que nunca será preenchido. E isso leva, inevitavelmente, ao sofrimento. À dor. Ao desespero. Ao choro. Ao ranger de dentes. Sem as distrações da vida terrena, a alma sedenta da presença de Deus percebe que jamais a terá. Pelos séculos dos séculos, sua existência será marcada pela ausência do Pai. E tudo o que lhe resta é o tormento eterno que essa percepção gera.

– Papaaaaaaaaaaaaaaaaaaaai!!!!!!!!

Só que aí não adianta mais nada clamar. O Pai não tem mais o que fazer, pois a cruz foi rejeitada. Aquela pobre alma deu as costas para Jesus. O Pai só pode olhar de longe e, cheio de amor e compaixão por aquela vida, afastar-se, ouvindo seus gritos do mais absoluto desespero, pois a justiça teve de ser cumprida: sem Deus nesta vida, sem Deus na eternidade. O que sobra? O nada. O nada absoluto.

Ao final da tarde, voltei à escola para pegar minha filha. Assim que ela me viu, correu em minha direção e, de um salto, pulou no meu pescoço. Ficou agarrada um longo tempo, enquanto eu, meio espremido em seu abraço, dava dezenas de beijos no seu rosto. Sem desgrudar, ela disse baixinho no meu ouvido:

– Papai… eu tava com saudade.

E respondi, com amor:

– Eu também, bebê. Mas agora o papai está aqui. E a gente vai ficar juntinho, viu? Vou te levar pra casa e vamos ficar agarradinhos.

Ela abriu um sorriso radiante. Deu um longo suspiro, relaxou os braços e apoiou a cabecinha no meu ombro. E foi quando eu percebi: agora, ali, no abraço do pai, minha filha estava… no céu.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Mauricio Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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comentários
  1. Jose disse:

    A paz do Senhor Jesus.

    “E, porque vocês são filhos, Deus enviou o Espírito de seu Filho aos seus corações, o qual clama: “Aba, Pai”. Gálatas 4:6

    Abraço,
    José.

  2. Texto excelente! Me emocionei no final. Sua filha deve ser uma gracinha! parabéns! =]

  3. Magali Pereira disse:

    Meu irmão querido, a paz do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo que nos reconciliou consigo para que não precisássemos sofrer tamanha dor da separação.

    Eu conheço exatamente a dor que você sentiu porque minha filha entrou na creche aos nove meses de idade e, na primeira semana, esse choro desesperado era diário. Eu saía de lá chorando também, mas não tinha outra saída. Quando eu chegava à tarde para pegá-la, ela estava simplesmente rouca de tanto chorar durante o dia.

    Mas, como diz a Palavra, tudo passa! E passou mesmo. Algum tempo depois, ela chorava para não sair da creche antes dos amiguinhos. Acredita?

    Esse conceito de inferno, ausência total da presença de Deus, deveria ser mais pregado nos púlpitos. As pessoas estão levando Deus na brincadeira, infelizmente. Estão vivendo a seu bel-prazer, tornando a Graça de Deus em algo banal. E não se conscientizam de que uma eternidade longe da presença do Criador é algo simplesmente terrível, infinitamente pior do que uma vida de sofrimentos e miséria aqui na Terra.

    Mais uma vez, obrigada por nos abençoar com textos tão edificantes!

    Que o Senhor alargue mais e mais as suas fronteiras!

    No amor de Cristo,

    Magali.

    • Olá, Magali,
      .
      concordo com você, por isso que procurei compartilhar essa experiência, para tentar tocar algumas vidas com relação à realidade do distanciamento do Pai. Que Deus nos livre desse inferno! Agradeço pelas suas palavras de incentivo, muito obrigado.
      .
      Abraço fraterno, Jesus te abençoe muito,
      mz
      facebook.com/mauriciozagariescritor

  4. Géssica Liss disse:

    Impossível segurar as lágrimas aqui. No momento que volta a escola e ela pôde então ficar no lugar onde mais queria, nos braços do pai, deu pra visualizar… emoção é a palavra.

    Tive cerca de um ano atrás o pior sentimento da minha vida. Pude sentir o que é a vida sem Deus. Não por pecados, não tive esse sentimento por ter falhado e me encontrado distante, não foi isso. Foi uma situação espiritual que enfrentei com minha família, uma situação desesperadora. Tudo o que eu aprendi desde criança sobre Deus e seu amor naqueles dias se tornou duvidoso e uma desesperança total tomou conta da minha mente e da minha alma. Entendi o que é viver sem a presença de Deus e foi o pior sentimento que tive em toda a minha vida. Pude compreender nitidamente que vivo somente mediante a esperança de um Cristo redentor, de um Deus Pai que governa todas as coisas; mediante a esperança de um futuro eterno ao lado de Deus. Se nessa vida, sentindo por alguns dias o que é a vida sem Deus já me tomou um completo desespero, imagino o quão doloroso é passar uma eternidade longe do criador. Choro e ranger de dentes… amargura eterna. Graças te dou Pai por nos dar a chance de estarmos lado a lado contigo. Agradeço a tua misericórdia que se renova a cada manhã. Obrigada pelo teu favor. Obrigada pelo teu amor.

  5. Erlan Tostes disse:

    Maurício, suas alegorias são fantásticas e esta em especial falou muito comigo, até porque tenho uma filha de 3 anos que no início deste ano, começou a ir à escola também.

    • Olá, Erlan,
      .
      me alegro que o texto tenha tocado o teu coração. Obrigado pelas palavras carinhosas. Deus abençoe muito você, sua filhinha e toda a família.
      .
      Grande abraço, no amor maior,
      mz
      facebook.com/mauriciozagariescritor

  6. Alexis Silva disse:

    Glória a Deus, por sua vida irmão! Ótima reflexão, se não tiver problema vou compartilhar, com meu grupo aqui d Porto Alegre

    Enviado pelo meu Windows Phone ________________________________

    • Oi, Alexis,
      .
      muito gentil, obrigado pelas palavras. De forma alguma haveria problema, sinta-se à vontade para compartilhar e abençoar os manos e manas do seu grupo.
      .
      Abraço fraterno, na paz de Cristo,
      mz
      facebook.com/mauriciozagariescritor

  7. Jacy. disse:

    Que linda ilustração, Maurício! Falou grandemente ao meu coração.
    Este “vazio na alma do tamanho de Deus” é a marca de que fomos criados para O adorar, para estar na presença gloriosa Dele. Exatamente por isso devemos estar atentos à tudo aquilo que nos distrai do alvo, que é Cristo.

    Paz, querido mano! Abraços na família toda!

    • Oi, Jacy,
      .
      fico contente que o texto tenha falado ao teu coração. Espero que esteja tudo bem com você e Marcus.
      .
      A paz, para toda a família,
      mz
      facebook.com/mauriciozagariescritor

  8. Lindo, lindo, lindo, lindo demaaais!!!

  9. Andréa Bussolo disse:

    Boa tarde, Maurício…

    Sem palavras…

    Saiba que consegui sentir o conforto que sua filhinha sentiu… Que todos nós venhamos a sentir, de verdade, um dia… Nos braços do nosso Papai eterno… 🙂

    Muito obrigada, viu?!

    Que Deus continue abençoando você e sua família!

    Andréa

    • Olá, Andréa, tudo bem?
      .
      Fico feliz que consegui transmitir por palavras a você sentimentos e realidades tão contundentes. Não tem o que agradecer, agradeça ao Senhor, que nos ilumina para abençoar. 🙂
      .
      Abraço carinhoso pra ti, no amor de Cristo,
      mz
      facebook.com/mauriciozagariescritor

  10. A paz Mauricio,

    Esse texto foi a melhor coisa que li este ano.

    Seu estilo de escrever toca de forma especial a alma.

    Continue sendo esse canal de Deus através desse blog!

    Eder

    • Oi, Eder,
      .
      obrigado por palavras tão generosas, louvo a Deus por ele ter falado ao teu coração por meio do texto.
      .
      Abraço fraterno, Jesus te sorria sempre,
      mz
      facebook.com/mauriciozagariescritor

  11. Luiz Fernando disse:

    Muito lindo, Maurício! De verdade. Glória seja dada ao nosso Pai. Falou comigo mesmo. Deus te abençoe.

  12. Francisco Neto disse:

    Maurício, obrigado pela edificação. Que o Espírito Santo continue iluminando você.
    Preciso dizer que chorei no final? 🙂 Abraços.

  13. Airton Souza disse:

    Olá, Maurício. Graça e Paz.

    Gostaria de frisar alguns pontos que achei que poderiam ter sido mais biblicamente abordados.

    O que você disse dá uma ideia, visivelmente arminiana, de um Deus que não é soberano, que está frustrado e derrotado na condenação dos ímpios, por eles não terem respondido positivamente ao Seu chamado de salvação. Também distorce completamente a questão da ira de Deus, esquecendo que Ele abandona, mas também é Ele que lança o ímpio (ativamente) no inferno (Sl 9.16,17). E a parte do “nada” também dá margem a uma relativização do inferno. Nunca a Bíblia usa essa linguagem (“nada”) para se referir ao juízo de Deus, mas vemos que a condenação eterna é designada por um sofrimento real, terrível, impensável e imensurável (“fornalha acessa”, “fogo”, “choro”, “ranger de dentes” (Mt 13.40-42); “fogo inextinguível” (Mc 9.43-49)).

    Espero que o comentário possa gerar em nós uma maior reflexão sobre o caráter de Deus e a justa punição destinada aos ímpios, como também sirva para a nossa edificação.

    Fique na Paz de Cristo.

    • Olá, Airton.
      .
      meu querido jovem, que pena que você não compreendeu em nada a proposta do texto.
      .
      Essa crônica não se apega à eterna querela calvinismo x arminianismo e não raspa nem de longe em sua intencionalidade em ficar discutindo soteriologia. Em vez disso, essa ilustração busca transmitir uma única mensagem mais profunda: inferno é a ausência de Deus. Ponto. Isso, independente de TULIPs e afins. Você ficou tão preocupado com detalhes e em “pegar furos” no texto que só ficou olhando para a periferia, perdendo totalmente a mais bela mensagem do texto, que é o que importa no evangelho: relacionamento e intimidade com Deus. Não quero e nem vou ficar me atendo a esse debate que grassa pelas redes sociais e outras esferas (especialmente entre os jovens reformados cheios de testosterona, que acham, lamentavelmente, que pregar calvinismo é evangelizar), pela única razão que ele só conduz à desunião da Igreja e ao que você tão claramente exemplificou com seu comentário: em vez de focar no centro da questão que eu quis apresentar, se agarra a… calvinismo versus arminianismo. Sério?
      .
      O Deus do texto é totalmente soberano, querido, só você não percebeu. O pai do texto remove de si as mãos da criança, não sei se você notou. Ele também se afasta em cumprimento à sua decisão soberana e não atende ao choro da criança. E é óbvio que Deus lança ativamente o perdido no inferno, quem é que conduziu a criança à escola no relato, meu jovem? Não há nada menos arminiano do que isso. O Pai do texto não está “frustrado e derrotado na (sic) condenação dos ímpios”, ele está entristecido pelo resultado do que o pecado provocou na humanidade. Além de graves problemas de interpretação de texto, você fica enxergando arminianismo onde ele não existe. Olhe para a essência do evangelho, pelo amor de Deus.
      .
      Paro por aqui, Airton. Depois de ter estudado em dois seminários teológicos e lecionado por 9 anos teologia, tive minha cota de embates agressivos que em vez de considerar a essência do evangelho ficam se prendendo a teologismos (não teologia, perceba a diferença). Tenho pavor desses bate-bocas de redes sociais sobre aspectos periféricos da fé e de ficar vendo irmãos em Cristo se digladiando por aspectos tão pouco importantes, como falar em línguas e afins. Felizmente, os cabelos brancos nos ensinam a priorizar o que é prioritário. E essa discussão não é.
      .
      Fique na paz de Cristo.

      • Sou um calvinista declarado, gosto muito das pregações, textos e livros de “reformados” e não realmente não vi problema algum neste texto. Embora eu seja calvinista, tenho medo de muitos ditos calvinistas que, em defesa “do seu calvinismo” esquece que estas questões teológicas são secundárias, e secundarizam as questões primárias. Enfim… Mais uma vez, muito bom seu texto Zágari!!!

      • Oi, Lucas,
        .
        que bom que a sua visão consegue estar acima dessas questões periféricas. É bom saber que há quem consiga perpassar isso e enxergar o cerne do evangelho, as prioridades do cristianismo. O problema é que muitos se apaixonam pelas suas crenças soteriológicas a ponto de se fanatizar, como torcedores de uma torcida organizada de futebol que bate nos torcedores do outro time (isso por já julgarem que aqueles em quem estão batendo é do outro time; talvez nem seja). Quem faz isso está esquecendo do amor, da pacificação e de tantos outras virtudes cristãs muito mais importantes que as churumelas soteriológicas. Que cada coisa tenha o seu peso certo dentro da fé. Obrigado pelas palavras, mano.
        .
        Na paz de Deus,
        mz
        facebook.com/mauriciozagariescritor

  14. Jaydes Fuly disse:

    Excelente texto Maurício!! Parabéns!! Que Deus continue te abençoando muito!!

  15. Noeme de Jesus Almeida Santana disse:

    Olá Maurício
    Texto incrível, você é um poeta, consegue escrever um tema tão “difícil”, com uma suavidade e delicadeza surpreendente! Sempre pensei assim acerca do inferno, q esse tormento seria causado pela total ausência de Deus lá! E só de pensar em estar longe desse Deus! É de arrepiar!!!! Q Ele nos livre desse estado, e nos conceda sua graça para pregarmos o evangelho que é a única esperança de pessoas nao irem lá. Amém

    • Olá, Noeme,
      .
      obrigado por suas palavras tão gentis e que vão muito além dos meus méritos. Obrigado!
      .
      Abraço carinhoso, no amor do Mestre,
      mz
      facebook.com/mauriciozagariescritor

  16. Irmão Zágari, como é edificante ler seus textos. Através dos seus textos, imagino você como pai, como cristão, como esposo. Cara, você consegue fazer links extremamente fiel à nossa realidade (no caso deste texto, como filhos longes do Pai). Tenha certeza, você é uma das pessoas que eu admiro e até espelho como blogueiro (este mundo da internet são contados nos dedos blogueiros cristãos bons. rsrsrs). Deus continue te abençoando!!!

    • Olá, Lucas,
      .
      sou grato ao nosso Deus por ele edificar a sua vida por meio do que escrevo. Obrigado pelo seu carinho e pelas suas palavras tão gentis. Você é muito afetuoso, nunca perca essa qualidade.
      .
      Grande abraço, mano, no amor de Cristo,
      mz
      facebook.com/mauriciozagariescritor

  17. Mery disse:

    Que singeleza de texto,entendi perfeitamente sua colocação,Maurício você faz muito bem em não entrar em discussão sem sentido calvinismo x arminianismo ,será que as pessoas precisam disse para mostrar que entendem da “bíblia”? af!
    Abcs
    Mery

  18. Andréia Franco disse:

    Ótimo texto, faz refletir!!! Você sempre sendo boca de Deus!!!

  19. Ana Paula disse:

    Paz Maurício. Isso foi a coisa mais impactante que li sobre Inferno até hoje.
    Sou Cristã e estou a caminho do céu. Mas por um momento me coloquei no lugar da sua filha,
    pois me lembro de situações assim na época de escola, e realmente estar longe do “Pai” (mãe) é algo DESESPERADOR, vou encaminhar esse texto para o maior número de pessoas
    que eu conseguir. Que Deus continue falando conosco através de você. Um Forte abraço de sua irmã em Cristo.

    • Oi, Ana,
      .
      alegro-me que o texto tenha tocado teu coração. Obrigado pela oração e por encaminhar o texto.
      .
      Abraço carinhoso, no amor de Cristo,
      mz
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  20. Cleber n Sales disse:

    Extraordinário Parabéns Pelo Texto Esclarecedor e Muito Forte

  21. Ronde Cleide Queiroz disse:

    Que texto maravilhoso e emocionante também chorei em perceber neste texto como não somos nada e tudo o que perdemos sem estar ao lado do nosso soberano pai.

  22. Daniel disse:

    Olá Mauricio ótimo texto .
    Gostaria se possivel q vc me mandasse em um e-mail um pouco do q vc passou no que se diz respeito a frieza espiritual e como foi que vc foi curado por Deus , e tambem o q vc fez a respeito.
    Só se for possivel , ok ? Meu e-mail deve aparecer aí pra vc .

    • Olá, Daniel,
      .
      posso dizer por aqui mesmo. Todo cristão passa por momentos de aridez espiritual, de mais ou menos entrega às coisas de Deus. Não é o ideal, mas é a realidade.
      .
      Creio que a saída seja a perseverança. Manter-se fiel a Cristo, apesar da frieza. Fazer aquilo que a Bíblia determina. Manter uma rotina de estudo bíblico e oração. E buscar um discipulador, alguém que o ajude na caminhada, aconselhe e instrua, que ore com você e o sustente nas horas difíceis. Pode ser um pastor ou um irmão de fé sólida. Fazendo isso, você atravessará o deserto de pé.
      .
      Um abraço, mano, Jesus te fortaleça e guarde,
      mz
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  23. Tremaine disse:

    Vc porventura tentou a “correção física” se é que vc me entende , é claro q a principio ela ia chorar mais , no entanto na proxima vez ja ia ficar o aviso de quem manda no barraco .
    Como quem diz : Quem manda aqui é o MZ e chega de choro!
    Sabe?

    • Olá, Tremaine,
      .
      eu procuro disciplinar minha filha sem ter de recorrer a palmadas. Eu procuro resolver na base do diálogo, das explicações e do castigo em que ela fica sentada em um canto, pensando. Além disso, devemos lembrar que, após a aprovação da “Lei da Palmada”, qualquer um que bata no filho corre o risco de ser criminalmente acionado. Obrigado pelo carinho.
      .
      Grande abraço, Deus te abençoe,
      mz
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  24. roberto disse:

    Olá Mauricio tudo bem? adoro ler a suas experiencias de vida com sua filha, acho muito lindo essa ligaçao forte entre voces dois, e ao ler o seus textos contando suas experiencias me faz viajar, como se estivesse assistindo tudo ao vivo, e ao transformar suas experiencias em evangelizaçao me faz compreender ainda mais o evangelho, como nesse seu texto agora, nao tem mais o que falar, voce foi muito feliz com ele, um forte abraço pra voce e sua familia de seu mano aqui de sampa,rs.

    • Oi, Roberto, tudo bem?
      .
      Louvo a Deus por ele tocar o teu coração por meio das coisas que vivo e escrevo. Fico feliz. 🙂
      .
      Grande abraço, no amor do Pai,
      mz
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  25. solange vieira disse:

    Olá Mauricio !
    Muito Feliz estou ,hoje antes do culto,uma irmã em Cristo a qual indiquei seu blog e facebook, me disse com muita alegria , o quanto seus posts a tem abençoado e me perguntou se eu tinha lido, ” Eu tive a visão do inferno “, e o quanto abriu seus olhos a leitura dele.
    Glorifico mais uma vez a Deus por sua vida, por compartilhar seus momentos e sua percepção Espiritual.Obrigado por nos abeçoar e que Deus continue te abençoado.Beijinhos na filhota
    Solange

    • Oi, Solange, tudo joia?
      .
      É a graça de Deus em ação, querida, só ele pode fazer isso por meio de textos. A gente escreve, Deus usa. 🙂
      Obrigado por compartilhar uma experiência tão incentivadora!
      .
      Abraço carinhoso, na paz do Mestre,
      mz
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  26. Maria dos anjos disse:

    Meu Deus me senti como essa criança desesperada pelo abraço aconchegante do Pai.Meu irmão isso é uma perfeita revelação. A paz do Senhor.

  27. Vivian disse:

    Que lindo esse texto! me emocionei e pude sentir a sensação de desespero e tristeza que deve ser. Deus te abençoe e que estejamos com o Pai por séculos e séculos, pois nada, nada, nada desse mundo substitui a alegria de estar ao lado Dele, que nos ama tanto, fez e faz muito por nós, por amor. Glórias à Deus!

    • Olá, Vivian,
      .
      fico contente que o texto tenha alcançado a sua sensibilidade e te conduzido à reflexão.
      .
      Abraço fraterno, na paz do nosso Mestre,
      mz
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  28. Teresa Mesquita disse:

    Olá, Maurício. Paz e bem!!

    Que texto maravilhoso. Fico impressionada como você consegue pegar situações cotidianas e levar a uma reflexão tão impactante como é o caso do inferno. Que Deus continue abençoando seu dom meu irmão. Ainda estou lendo seu livro o “Perdão Total”. Tenho feito ele devocional, já que meu tempo é meio corrido pra ler rápido. Acho até melhor assim, pra ficar gravado na massa do sangue..rsrs.

    • Oi, Teresa,
      .
      obrigado pelo carinho, sou grato a Deus por falar ao teu coração por meio do texto. E peço ao Senhor que a leitura do “Perdão Total” toque a sua vida.
      .
      Abraço fraterno, na paz do Mestre,
      mz

  29. Revendo esse texto, me fez lembrar do que eu aprendi acerca das palavras de Jesus na cruz: “Pai, por que me desamparaste?”

    Ele suportou tudo sem abrir a sua boca: o julgamento, a rejeição, as humilhações, a coroa de espinhos, o caniço batido em sua cabeça, os açoites, o carregar da pesada cruz, a esponja de vinagre, os pregos… Mas, no inferno da ausência do Pai, ele bradou, foi insuportável. Ouso até pensar que esse era o seu maior propósito nas orações no Getsêmani.

    “Agarrou-se em meu pescoço com todas suas forças e começou a lamentar baixinho:
    – Papai… papai… papai… papai…”

    Querido irmão, um grande abraço!

  30. talitalita disse:

    Que reflexão bacana (:

    Deus abençoe

  31. Parabéns pelo texto, ficou excelente! Vou compartilhar com toda crtz!
    Concordo plenamente com sua visão.
    O homem muitas vezes não teme nem esse inferno pavoroso que tantos descrevem…. outros, temem o inferno mas, não temem a ausência de Deus, que é o verdadeiro inferno…
    Se Deus não falar comigo, eu acho que morro de tristeza….
    Deus te abençoe e continue te inspirando meu irmão!
    Abraço!

  32. ELIZANDRA disse:

    DEUS ABENÇOE BASTANTE A SUA VIDA E A DA SUA FAMILIA IRMÃO, POIS AS SUAS LIÇÕES TÊM ME AJUDADO BASTANTE.

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