o fimNasci. O primeiro olhar para fora do ventre de minha mãe me assombrou: que mundo pavoroso era esse que se descortinava diante de meus olhos, acostumados ao conforto, à segurança e à certeza do útero materno? “Tenho medo do desconhecido, não quero não”, pensei. Mas saí para o mundo e logo vi que aquela novidade não era o fim.

Comecei a engatinhar e meus pais passaram a me incentivar a andar sobre duas pernas. Me apavorei. Estava acostumado à segurança dos quatro pilares sobre os quais engatinhava; as alturas me amedrontavam. Achei que não sobreviveria a aquela mudança. “Tenho medo do desconhecido, não quero não”, pensei. Mas comecei a caminhar e vi que aquela novidade não era o fim.

Minhas fraldas foram removidas e notei que, a cada vez que fazia o que sempre antes fizera na cama, tomava uma bronca dos meus pais. Como seria possível viver sem fazer xixi na hora em que bem entendo, no conforto da minha caminha?, espantei-me. “Tenho medo do desconhecido, não quero não”, pensei. Mas comecei a fazer pipi no peniquinho e vi que aquela novidade não era o fim.

Fui matriculado numa escola e, no primeiro dia de aula, me desesperei quando vi meus pais saindo pela porta. Nunca tinha ficado sozinho, longe deles, com pessoas estranhas. Gritei e chorei, esperneei e dei escândalo. “Tenho medo do desconhecido, não quero não”, pensei. Mas fui descobrindo as novidades do colégio, fazendo novas amizades e vi que aquela novidade não era o fim.

Aos poucos, as brincadeiras das aulas foram substituídas por lições e, em vez de me divertir, passei a ser cobrado, tinha de responder o que sabia numa prova, era muita cobrança e olhares tortos quando a nota aparecia em caneta vermelha em vez de azul. O que é isso, por que não posso simplesmente brincar? “Tenho medo do desconhecido, não quero não”, pensei. Mas comecei a descobrir o prazer de aprender e vi que aquela novidade não era o fim.

Peguei caxumba. Sarampo. Catapora. Febres altíssimas faziam minha cabeça ficar como um balão. Como é possível, se nunca antes tive isso? Que sofrimento, que dor, que desamparo… “Tenho medo do desconhecido, não quero não”, pensei. Mas depois de remédios e repouso eu me recuperava e vi que aquela novidade não era o fim.

Mudei de escola. No primeiro dia de aula saí da sala para ir ao banheiro e o inspetor veio me dar bronca. Espantei-me por perceber que precisava, agora, pedir permissão até para isso. Gente nova. Cadeiras duras. Cadernos e livros. Cobranças e mais cobranças. “Tenho medo do desconhecido, não quero não”, pensei. Mas o estudo foi adiante, a disciplina passou a ser praxe e vi que aquela novidade não era o fim.

Começaram a nascer pelos no meu rosto. Descobri que teria de roçar uma lâmina afiada na cara com frequência. O que tinha acontecido com aquela pele que nunca me dera trabalho, para que bastava lavar o rosto e estava tudo certo? “Tenho medo do desconhecido, não quero não”, pensei. Mas comecei a me barbear com agilidade e ver que podia usar aquela habilidade para mudar minha aparência de tempos em tempos e vi que aquela novidade não era o fim.

Espinhas! Montanhas amarelas gigantescas passaram a brotar como erva daninha em minha pele, causando dor, abrindo crateras, sangrando, me deixando mais feio do que já era, me obrigando a ir a uma dermatologista e esfregar cremes fedorentos pelo corpo. “Tenho medo do desconhecido, não quero não”, pensei. Mas passei a fazer limpeza de pele, evitar alimentos que estimulavam o nascimento de espinhas e a me acostumar com a nova aparência e vi que aquela novidade não era o fim.

Vestibular. O destino de uma vida sendo definido na ponta da caneta. Estresse. Estudos diários. Livros, cadernos, pilhas de anotações. Que desespero, os colegas se apavorando, os pais tensos. “Tenho medo do desconhecido, não quero não”, pensei. Mas fiz as provas, passei e vi que aquela novidade não era o fim.

Faculdade. Novas pessoas. Novas disciplinas. Novo ambiente. Novos itinerários. Tudo novo. Tinha de tirar média sempre acima de 7 para manter a bolsa. O primeiro dia de aula me deu calafrios. Primeira nota: 3,5. “Tenho medo do desconhecido, não quero não”, pensei. Mas comecei a estudar, descobrir as alegrias da carreira, a fazer novos amigos e vi que aquela novidade não era o fim.

Primeiro estágio. Convivência com profissionais. Ter chefe. Ter responsabilidades. A coisa agora era séria. A primeira reportagem que escrevi foi riscada de cima a baixo pelo meu chefe, que reescreveu tudo. Sentimento de incompetência. Será que dou para essa profissão? “Tenho medo do desconhecido, não quero não”, pensei. Mas em pouco tempo aprendi as tarefas, meus textos deixaram de ser tão rabiscados, o trabalho foi sendo reconhecido e vi que aquela novidade não era o fim.

Fui acordado certa noite pela minha família. Minha avó, morta em sua cama. Ajudei a trocar sua roupa, lágrimas saltando dos olhos. Desesperei-me com a perda de minha grande amiga. Como é possível nossos amados partirem assim? “Tenho medo do desconhecido, não quero não”, pensei. Mas a dor da perda com o tempo tornou-se uma gostosa lembrança e vi que aquela novidade não era o fim.

Primeiro emprego. Agora eu era um repórter e redator de um dos principais jornais do país. Responsabilidade maior, rotina diferente, plantões de fim de semana, entrevistas com pessoas importantes; um espanto. Tive medo dessa nova realidade, que prometia durar até a aposentadoria. “Tenho medo do desconhecido, não quero não”, pensei. Mas em pouco tempo me tornei um jornalista com domínio sobre a profissão e vi que aquela novidade não era o fim.

Meu único irmão partiu para uma viagem de dois meses para a Europa. Inesperadamente, conseguiu uma bolsa de pós-graduação e tornou-se residente fixo de um país do outro lado do oceano, numa era em que não havia internet. O vazio foi enorme: eu tinha perdido a unha da minha carne. “Tenho medo do desconhecido, não quero não”, pensei. Mas em pouco tempo aprendi a ser “filho único” e vi que aquela novidade não era o fim.

Mudança de emprego. De um jornal para outro. Do outro para a televisão. No primeiro dia na emissora, a apresentadora me pede paras “esqueletar um texto”. Que diabos é “esqueletar um texto”? Quem são essas pessoas ao meu lado? Como assim, tenho que pensar nas imagens para meus textos? Não sei nada! Socorro! “Tenho medo do desconhecido, não quero não”, pensei. Mas em pouco tempo aprendi a fazer programas de televisão, depois virei editor e vi que aquela novidade não era o fim.

Dor. Diagnóstico: fibromialgia. Abrir mão de tocar violão, dirigir automóveis, carregar peso, digitar no computador. Prognóstico: incurável. Depressão. Dor. Tristeza. Dor. Mudanças. Dor. Falta de perspectiva. Dor. “Tenho medo do desconhecido, não quero não”, pensei. Mas em pouco tempo descobri que ou aprendia a lidar com aquilo ou desistia de viver e, assim, encontrei caminhos e vi que aquela novidade não era o fim.

Casamento. Casa nova, bairro novo, obrigações novas, igreja nova, contas, pregos na parede, reuniões de condomínio, responsabilidade, amar a esposa como Cristo amou a Igreja… ufa! “Tenho medo do desconhecido, não quero não”, pensei. Mas em pouco tempo descobri as alegrias da vida a dois e vi que aquela novidade não era o fim.

Arrisquei escrever um livro. Recusado por todas as editoras do universo. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Descobri que eu era um escritor medíocre. Incapaz. Desinteressante. Pensei em desistir. “Tenho medo do desconhecido, não quero não”, pensei. Mas, enfim, uma editora decidiu apostar no livro, que ganhou dois prêmios Areté, e vi que aquela novidade não era o fim.

Parabéns, você vai ser papai! De repente, surge um bebê nos meus braços. Choro. Fraldas. Choro. Dodói. Choro. Noites em claro. Choro. Responsabilidades. Pavor por ser responsável por uma vida. “Tenho medo do desconhecido, não quero não”, pensei. Mas logo conheci as maravilhas da paternidade, senti o afeto de uma filha, descobri um amor que não se iguala a nada no mundo e vi que aquela novidade não era o fim.

Mudança de rumo: do jornalismo para o mundo editorial. De editor de televisão passei a ser chamado de editor de livros. Universo novo. Tarefas diferentes. Detalhes desconhecidos. “Tenho medo do desconhecido, não quero não”, pensei. Mas, logo, descobri a alegria de editar livros e vi que aquela novidade não era o fim.

Envelheci. Os cabelos ficaram brancos. A barba também. A pele perdeu o viço. O corpo deixou de acompanhar o ritmo da mente. Limites novos. Dificuldades crescentes. Agora eu era um senhor idoso. “Tenho medo do desconhecido, não quero não”, pensei. Mas, logo, descobri que a vivência e a maturidade trazem muita felicidade e vantagens e vi que aquela novidade não era o fim.

O tempo passou correndo. Onde está minha juventude? Cadê os anos, que não vi passarem? Espantei-me com a chegada do futuro e a distância cada vez maior entre o hoje e a aurora da minha vida. “Tenho medo do desconhecido, não quero não”, pensei. Mas, enfim, vi que minha vida tinha sido bem vivida, apesar de erros, pecados, tristezas e decepções, e vi que aquela novidade não era o fim.

Aposentadoria. Sentimento de inutilidade. Para que eu sirvo agora? Passei a ser tratado como um bibelô ou como um débil pelas pessoas. Olhares tortos de uma sociedade que despreza os mais velhos. “Tenho medo do desconhecido, não quero não”, pensei. Mas descobri a alegria de ter tempo para viver, netos para desfrutar, coisas nunca antes realizadas a realizar e vi que aquela novidade não era o fim.

E, afinal, chegou o fim. Os olhos escureceram, o mundo sumiu, o corpo desmoronou, uma dor aguda seguida de silêncio. A única certeza da vida agora era um fato. Morri. Sim, a morte, finalmente, chegara. “Tenho medo do desconhecido, não quero não”, pensei. Mas, de repente, em meio à escuridão surge uma luz, e um homem sorridente aparece diante de mim. Com furos nas mãos e nos pés, e um olhar de puro amor, ele segura a minha mão.

E vi que aquela novidade não era o fim. Era apenas o começo.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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comentários
  1. Beth disse:

    Olá Maurício! Texto sensacional!!! Parabéns!!

    • Oi, Beth,
      .
      obrigado pelo carinho, se está bom é porque Deus iluminou. A ele agradeço por isso.
      .
      Abraço fraterno, Jesus siga abençoando você,
      mz

    • jennifer disse:

      me passe seu e-mail, quero te contar minha situaçao para eu entender o proposito de Deus em minha vida, pq ainda estou meio perdida, preciso de uma orientaçao

      • Jennifer, olá,
        .
        Minha irmã, a pedido da minha família eu não passo meu email pela web. Se você desejar, pediria que entrasse em meu perfil no facebook e se comunicasse via inbox, é possível? Agradeço a compreensão.
        .
        Abraço fraterno, na paz de Deus,
        mz

    • jennifer disse:

      por favor me passe eu e-mail pra eu explicar minha situaçao, preciso entender o pq estou passando por algumas situaçoes.

  2. Jose disse:

    Paz.

    Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios.

    Ensina-me… e guardá-lo-ei até o fim.

    José.

  3. Rachel Rodrigues disse:

    Bom dia a todos! Segue mais um APENAS! Boa quinta a todos! Abraços! Rachel

  4. Selmi Aquino disse:

    Maurício, obrigada por essa poesia de vida. Me vi em várias estrofes. Que Deus continue abençoando sua rica vida que nos inspira tanto. Abraço forte.

    Selmi Aquino

  5. Natanael C. Silva disse:

    Prezado Maurício;
    Você conseguiu reproduzir a história de muita gente nesse texto. Coisa linda. É isso que acontece mesmo. Cada fase da vida é uma viagem ao desconhecido. Exceto os detalhes próprios da sua vida, em tudo o mais vi como se fosse o desenrolar de minha própria vida. Quanto à velhice e aposentadoria, acredito ser pura intuição sobre o futuro, pois olhando sua foto observo que voce não é velho e está longe de se aposentar. Quanto aos últimos parágrafos, também imagino que se dará assim. O belo em tudo isso, é saber que nosso Deus tem todas as fases de nossa vida em Suas mãos e nos prepara para cada uma delas. Por não entender como tudo isso acontece, termino com uma fala de Chicó no filme Auto da Compadecida: “Como foi não sei não, só sei que foi assim!”

    • Oi, Natanael, tudo bem?
      .
      Você acertou em tudo, mano, é exatamente isso. Chicó, em sua sabedoria simplória, resumiu bem a frase do filósofo: “É o que é”.
      .
      Obrigado pelas palavras carinhosas, Deus o abençoe muito, Te abraço,
      mz
      facebook.com/mauriciozagariescritor

  6. Ana Costa disse:

    Obrigada, Senhor, pela vida do Maurício, que tem sido instrumento de transformações em minha vida através dos textos que o Espírito Santo lhe inspira a escrever. Continue abençoando-o para que esta obra alcance milhões de outras vidas, e que o Teu Reino seja expandido nesta Terra. Amém!

    Parabéns, Maurício. Muito obrigada!

  7. Os dias vão passando, os meses, os anos… E geralmente nos bate aquela saudade do que se foi. Bate aquela nostalgia que quase sempre nos implora para voltar no tempo e viver tudo outra vez, não é? 😥

    Mas isso tudo me dá uma nova esperança, a esperança de que quando nós “nascermos” para a eternidade, não teremos mais esses sentimentos do nosso passado. Talvez seja como um novo útero onde, ao passarmos, os registros de tudo aqui sejam apagados. Penso que teremos a consciência dos caminhos que percorremos até a chegada no Reino, mas os registros fotográficos da nossa memória, os sentimentos e tudo mais, devem ser “formatados”.

    É isso que eu digo para minha mãe, quando ela questiona se o meu pai (falecido a 5 anos) está vendo as coisas que acontecem aqui: – mãe, seria um sofrimento sem fim se isso fosse possível. Seria um verdadeiro inferno ver a vida continuar sem ele por perto, os sofrimentos que passamos com a sua ausência, as dificuldades… Se isso fosse possível, a morte seria um castigo eterno, e não as maravilhas de tudo que Jesus disse que foi nos preparar.

    E são tantos questionamentos…

    Valeu pela reflexão, Maurício! Muito obrigada cuidar de nós através das mensagens que escreves!
    Que Papai lhes abençoe sobremaneira!

    • Oi, Francilúsia,
      .
      eu, pessoalmente, acredito na plena consciência desta vida na eternidade. Vejo isso, por exemplo, na história do rico e de Lázaro e na transfiguração, quando Jesus conversa com o falecido Moisés. Mas, certamente, há muitos mistérios aguardando para ser revelados.
      .
      Abraço carinhoso pra ti, no amor que nos une,
      mz

  8. Camila Araujo disse:

    Meu Deus, que benção! Como sempre…
    Ainda não chegamos em casa… Mas, um dia chegaremos a nossa casa…
    Me vi várias vezes no texto tb… Medo do desconhecido, não quero não, quantas vezes ficamos paralisados frente a novos desafios, por puro medo do desconhecido né… E depois q mergulhamos de cabeça, a gente vê que o que nos causava medo, é dominado por nós, e quando não é, há sempre a chance de recomeçar, retornar, voltar onde parou…
    Abraço

    • Oi, Camila,
      .
      obrigado pelas palavras carinhosas, fico feliz que o texto a abençoou. Deus é muito bom.
      .
      Abraço fraterno, na paz de Deus,
      mz
      facebook.com/mauriciozagariescritor

  9. Drik's Pessoa disse:

    Que lindo final!
    Tão sabido por nós e tão esquecido também.

    Um alento…
    Obrigada!

  10. Fabio Cardoso disse:

    Olá Maurício !

    Grande trajetória, emocionantes superações !
    Mas no final pensei que você dessa de cara com Maomé ! rsrs
    É que ontem o comediante Mauricio Meirelles postou um vídeo no Face, onde faz ofensas a todas religiões. ( Assista o final é surpreendente )

    Obrigado pelo incentivo de sua mensagem inspirada !

    Abraço , Maurício !

    • Olá, Fabio,
      .
      eu que agradeço pelo carinho, mano. Não conheço esse comediante, desculpe. Se ele ofende a todas as religiões, faz isso para polemizar e ter ibope. Não quero contribuir para isso.
      .
      Abraço fraterno, no amor de Cristo,
      mz

  11. Jacy. disse:

    Maurício, peço sua permissão para parafraseá-lo, rsrs:

    …Um dia, meio que por acaso, navegando pela blogosfera, me deparei com o blog Apenas: “apenas reflexões escritas a penas e a duras penas”. Ali encontrei um espaço com “reflexões sobre a fé cristã, a Igreja e as coisas de Deus”. Mas havia um diferencial. Ao ler vários textos, minha natureza pecaminosa era confrontada com as verdades bíblicas, e por vezes, doía. “Tenho medo do desconhecido, não quero não”, pensei. Mas passei a acompanhar o blog, e a cada leitura percebia o quanto eu era edificada e abençoada por Deus, e vi que aquela novidade não era o fim.

    Sou grata.
    Texto emocionante!
    E a certeza de que, em Cristo, a morte não é o fim, mas o começo, é a razão de toda continuidade nesta vida.

  12. Mais uma vez, um texto lindo e muito edificante.

    Deus seja louvado pela sua vida e dons, amado irmão!

    Nele, que nos inspira e sustenta.

    Elaine Cândida

    http://www.experimentejesus.org
    http://www.elainecandida.com

    • Oi, Elaine, tudo bem?
      .
      fico contente que a edificou, obrigado pelo carinho de suas palavras gentis.
      .
      Abraço fraterno, no amor maior,
      mz
      facebook.com/mauriciozagariescritor

  13. Luiz Fernando disse:

    Olá, Maurício. Linda poesia, e uma bela reflexão também. Nisso tudo que você escreveu, pude ver as mísericordias do Senhor. Mesmo nascendo em pecado, sempre há uma solução. Todas as vezes que você viu uma dificuldade, houve uma solução dada pela graça de Deus. Então houve também uma continuidade. E a maior mísericordia, vem após a morte: continuidade de uma vida que a mente humana é incapaz de sondar e conhecer agora, mas que é uma realidade.
    Maravilha de Deus.

    Grande abraço no amor de Cristo.

    • Oi, Luiz,
      .
      sim, querido, as misericórdias do Senhor são sempre companheiras fiéis de caminhada. Uma misericórdia que hoje recebemos como chuvisco, mas que um dia virá plena e caudalosa.
      .
      Abraço, meu mano, no amor do nosso amado,
      mz

  14. Nadia Malta disse:

    Lindo texto, meu irmão! E ao final dele pude exclamar: “Não tenho mais medo, o desconhecido agora é bem conhecido! Eu quero sim! Que Deus continue abençoando sua vida, família, saúde. Que a graça o assista sempre! Um abraço.

    • Olá, Nadia,
      .
      quando conhecemos Cristo descobrimos que o desconhecido não existe, não é mesmo? Ele tem nome e foi morto por nós. Obrigado pela sua oração, minha irmã.
      .
      Abraço fraterno, paz e graça sobre você,
      mz

  15. Deise Maria da Silva disse:

    Oi Mauricio !

    Texto lindo, impactante . . . minha vontade foi de ficar em pé e aplaudir… louvado seja Deus que nos acompanha em todas as fases.

    Abraços.

    Deise

    • Oi, Deise,
      .
      obrigado pela gentileza de suas palavras. Aplauda aquele de quem vem toda boa dádiva e todo dom perfeito. Sem ele, que é bom e cuidadoso conosco, nada podemos fazer.
      .
      Abraço carinhoso, no amor que nos une,
      mz
      facebook.com/mauriciozagariescritor

  16. Que texto lindo, Mauricio! Cheguei ao final com lágrimas nos olhos… Deus te abençoe, e continue a te encher de sabedoria!

  17. Luciano Silva disse:

    Maurício, meu amigo!

    Cada vez mais aprendo contigo e reflito sobre suas palavras. Fico honrado em saber que conheço uma pessoa temente a Deus e que profere palavras de cautela, cura e de amor à obra do Senhor.

    Essa mensagem será inesquecível e compartilharei com outras pessoas.

    Que Deus te abençoe ricamente e saiba que admiramos muito o seu trabalho e competência.

    Um forte abraço.

    Luciano Silva

  18. Mateus disse:

    Tenho muito medo do novo… muito. Acho que uma mistura de ansiedade e medo. Meu pai foi e é um pai maravilhoso, mas tinha um defeito: quando eu era criança (9-11 anos), me levava pra trabalhar com ele, com meu irmão um pouco mais novo. E eu sempre tinha dificuldade em realizar as atividades, ao passo que meu irmão era muito ágil e bom. Ele sempre me comparava ao meu maninho e dizia da minha incapacidade. Criei um “trauma” por assim dizer. Quando aos 18 entrei no primeiro emprego fixo (no qual estou até hoje), nas primeiras semanas tinha medo, ansiedade, passava mal, às vezes não dormia direito, tinha pesadelos, com medo do novo, com medo do sentimento de incapacidade.

    • Olá, Mateus,
      .
      creio que você deve buscar auxilio para erradicar esse problema, seja junto ao seu pastor, seja junto a um psicólogo. É um trauma que precisa ser tratado.
      .
      Abraço, mano, na paz de Cristo,
      mz

  19. Alizangela disse:

    Olá irmão , tenho alguns assuntos que me aflige e gostaria de escrever para o irmão, mas por e-mail, o irmão pode me passar o e-mail? Grata

    • Olá, Alizangela, tudo bem?
      .
      Minha irmã, a pedido da minha família eu não passo meu email pela web. Se você desejar, pediria que entrasse em meu perfil no facebook e se comunicasse via inbox, é possível? Agradeço a compreensão.
      .
      Abraço fraterno, na paz de Deus,
      mz

  20. Fabio Januário disse:

    Eu acompanho o seu blog ha algum tempo, 1 ano e meio mais ou menos, mas é a primeira vez que eu escrevo aqui.
    Maurício, que belo texto! Muito obrigado por me proporcionar um momento de reflexão sobre a brevidade da nossa vida aqui, realmente somos como uma brisa, que some rapidamente.
    Hj eu tenho 24 anos, e eu sei que a minha juventude passará rápido, por isso eu quero dedicar a melhor fase da minha vida pra Jesus, evangelizando e servindo na casa do Pai da melhor forma que eu puder fazer.
    Pra que um dia então eu olhe para trás e veja que valeu a pena.

    Grande abraço

    • Olá, Fabio, tudo bem?
      .
      Fico feliz que o texto tenha conduzido você a essa bela reflexão. É isso mesmo, mano, faça o tempo valer a pena. Obrigado pelas palavras gentis.
      .
      Abraço fraterno, no amor maior,
      mz
      facebook.com/mauriciozagariescritor

  21. Olá Mauricio san !

    Este texto me fez refletir que mesmo estando tão longe (Japão), ainda não é o fim.

    Forte abraço amigo.

    Deus o abençoe.

  22. talita disse:

    Me emocionei com o texto. Lindo.

  23. Jurema Montezano disse:

    texto maravilhoso Maurício!Que o Espírito Santo continue te dando toda esta inspiração e que através deste dom pessoas sejam tocadas vidas sejam edificadas e almas sejam ganhas para o reino dos céus.Que Deus continue te abençoando abundantemente

    • Olá, Jurema,
      .
      muito obrigado pela sua preciosa e valiosa oração. Preciso muito de intercessão, grato!
      .
      Abraço fraterno, na paz de Deus,
      mz
      facebook.com/mauriciozagariescritor

  24. G.Howe disse:

    Que legal.

    Sempre um bom texto.

    Parabéns.

  25. Paz do Senhor novamente, amado irmão.

    Gostaria de republicar esse seu precioso texto (com todos os devidos créditos) no meu blog.

    Posso?

    Em Cristo.

    ECC

  26. Neris disse:

    Uau… que texto lindo, li o texto e muito dos comentários, rs

    Parabéns!

    at,
    Neris.

  27. Um dos pouquíssimos blogs que acompanho…texto maravilhoso!

    • Oi, Daniele,
      .
      você é muito gentil. Que Deus sempre te abençoe por meio das coisinhas que escrevo.
      .
      Abraço fraterno, no amor que nos une,
      mz
      facebook.com/mauriciozagariescritor

  28. lucasgdejesus disse:

    Uaauuu!! Que texto lindo, Zágari!!! Só posso dizer: Glórias a Deus por não ser o fim, mas o começo de uma vita que é eterna!!!

  29. Alexandre Nobre disse:

    “Tenho medo do desconhecido, não quero não”.
    Difícil não se emocionar … lindo texto … e totalmente aplicável e real em alguns pontos.
    Às vezes tenho permanecido muito no “não quero não”, e disso não sai.
    Você tem o dom das palavras meu irmão!! Mexe muito comigo … vou refletir sobre isso mais um pouco!
    Um abraço!!!

    • Oi, Alexandre,
      .
      que bom que o texto te tocou. Se tenho dom, é concessão de Deus, a ele agradeçamos por isso. Fico feliz porque você vai refletir sobre isso.
      .
      Grande abraço, no amor de Deus,
      mz

  30. Mto bom o texto! Parabéns Maurício!
    A nossa vida é um sopro…
    “Os dias da nossa vida chegam a setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o orgulho deles é canseira e enfado, pois cedo se corta e vamos voando.”
    A vida é um curto estágio… como passa rápido! E cada vez mais! Puxa!
    É o fim que vale a pena, porque o fim é na verdade o começo como vc disse!

    • Oi, Denise,
      .
      fico feliz que você tenha alcançado maturidade nessa questão, mana. Essa é a verdade.
      .
      Abraço fraterno, na paz do Mestre,
      mz
      fecebook.com/mauriciozagariescritor

  31. Maria Aparecida de Lima Filho disse:

    Que profundo!!! E lindo!!!

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