Arquivo de novembro, 2014

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Hoje o blog APENAS não traz nenhum post. Nenhuma reflexão. Nenhum insight. Nada inovador. Nada diferente. Nada que você já não tenha pensado antes. Quero te convidar ao básico. Onde você estiver – em casa, no trabalho, na rua, no ônibus, no trem… não importa – te convido a parar por alguns segundos. Minha proposta é que, no exato momento em que está lendo este texto, você:

1. Pense em alguém que está enfrentando depressão e ore em silêncio por ele.
2. Pense em alguém que está com alguma doença no corpo e ore em silêncio por ele.
3. Pense em alguém que te fez muito, mas muito mal, e ore em silêncio pedindo a Deus que o perdoe totalmente.
4. Pense em alguém que precisa de salvação e ore em silêncio por ele.
5. Pense em alguém que está passando por necessidades materiais e ore em silêncio por ele. Em seguida, veja como você pode, com ações práticas, ajudá-lo. E ajude o mais rápido possível.
6. Pense em alguém que está se sentindo solitário e ore em silêncio por ele. Pense em quando você poderia encontrá-lo e passar algumas horas juntos. E faça isso o mais rápido possível.
7. Pense em alguém que esteja cometendo algum pecado sem arrependimento e que você saiba e ore em silêncio por ele.
8. Pense em todas as coisa boas que Deus te deu e agradeça a ele em silêncio por cada uma.
9. Pense em quem Deus é e diga-lhe em oração silenciosa tudo o que ele representa para você.
10. Pense em como você poderia amar mais ao próximo. Mas, em vez de orar por isso, ponha em prática o que você pensou.

Pronto. Por hoje basta. Se você cumprir os dez itens acima já será um cristão bem mais conformado à imagem de Jesus do que antes.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Mauricio Zágari

e dai 1O pastor e escritor Tim Keller foi indagado certa vez por um jovem que estava ingressando em um seminário teológico sobre que conselho ele poderia lhe dar, tendo em vista que começaria a se aprofundar em teologia. A resposta de Keller foi: “Sempre se pergunte ‘e daí?'”. Desde que li esse conselho, ele passou a fazer parte constante das minhas reflexões e começou a nortear minha autocrítica. Toda vez que leio um artigo ou um livro, que ouço um sermão ou escuto um palestra, que assisto a um vídeo ou sou convidado para um evento, invariavelmente me pergunto: “E daí?” – ou seja: é realmente importante e relevante? Se a resposta não for muito frutífera, descarto, ignoro ou passo para a próxima. Mas não só no que se refere ao que os outros produzem, isso vale especialmente para mim. E deixo a sugestão: que passe a valer para você também.

Deixe-me, primeiro, cortar na própria carne. Confesso que é bem frequente acontecer o “e daí?” quando escrevo os textos para o APENAS: começo a redigir um post sobre algo que me parece interessante, mas, de repente, me pergunto “e daí?”… e desisto de prosseguir escrevendo. O mesmo vale para ideias que tenho para livros. Meu pensamento é que, se aquilo não tem uma consequência real na vida das pessoas, se não vai promover edificação, exortação ou consolo, o melhor é não ir adiante. Não quero ser conhecido pelo que escrevo: quero que o que escrevo seja conhecido. E que tenha consequência.

A tentação de entrar por temas teológicos cabeludos, por exemplo, é grande, mas, então, percebo que discutir determinados assuntos será apenas demonstração de vaidade intelectual, sem aplicações práticas… e desisto. Deleto o texto e procuro tratar de algo que de fato tenha consequência na vida de quem me lê. O conflito do “e daí?” é constante, mas tem me poupado de fazer parte do grupo das pessoas que falam, falam e falam sobre temas que não vão fazer nenhuma diferença na vida da dona Maria ou do seu José. Pior: não vão glorificar Deus. Serão puro blá-blá-blá destinado ao envaidecimento pessoal.

Outra área em que o “e daí?” tem sido um magnífico filtro é a das polêmicas. É difícil transitar pelo universo virtual sem deparar com todo tipo de controvérsia ligada à fé. Dá vontade de emitir opinião, criticar, se posicionar para defender a “minha verdade”, como já fiz muito no passado. Mas… sabe o que descobri? Que, quando ligo o interruptor do “e daí?”, percebo que 99% das polêmicas só me farão entrar em debates agressivos contra irmãos em Cristo, sem gerar nenhum resultado de fato produtivo para a Igreja ou o reino de Deus. Claro que polêmica dá ibope, faz você ser visto e comentado, te põe em evidência; por isso tantos cedem à tentação de ir por esse caminho. Para mim? Não, obrigado.

e dai 2Nosso tempo é muito curto, meu irmão, minha irmã. As horas do nosso dia são preciosas demais e o tempo não volta atrás. Por isso, cada hora da sua vida é valiosa e precisa ser vivida com aquilo que é pão. E isso vale tanto para o que produzimos quanto para o que absorvemos. Por exemplo: existem bilhões de livros no planeta, como selecionar aquele que ocupará suas horas livres esta semana? Na dúvida, acione o “e daí?”. Programas de televisão: vale a pena perder uma hora vendo aquilo que te faz gaguejar na hora do “e daí?” ou seria melhor fazer outra coisa? Passeios, amizades, viagens, eventos, congressos, palestras, programações, prioridades, postagens, redes sociais, escolhas: “E daí?”. Só então tome decisões.

Como vivemos numa cultura em que a mídia, os valores e as pessoas nos dizem o tempo todo que muitas coisas irrelevantes são relevantes, sei que é difícil ter distanciamento suficiente para responder diante de certas atrações: “É… isso não vai somar nada à minha vida ou à dos outros”, e ir fazer outra coisa. Mas, se não começarmos a exercitar a reflexão do “e daí?”, viveremos para o que os outros nos dizem que tem importância e não para o que de fato tem. E, assim, jogaremos no lixo momentos insubstituíveis desse tesouro chamado “vida”.

O “e daí?” tem um nome mais elegante: senso crítico. Ligar o botão do “e daí?” significa, na verdade, ter capacidade crítica de analisar as coisas e saber o que de fato importa e o que é correr atrás do vento. Se conseguir pôr seu senso crítico em prática diariamente, afirmo sem medo de errar que você se tornará uma pessoa mais culta e ponderada, que absorve aquilo que de fato vale o nosso tempo, que produz o que fará diferença no mundo e que passará pela vida deixando um legado que não será comido pela traça e a ferrugem, mas que permanecerá pelas gerações. O senso crítico na hora das suas decisões é, em grande parte, o que fará de você alguém que valeu a pena vir ao mundo.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Mauricio Zágari
facebook.com/mauriciozagariescritor

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Queridos irmãos e irmãs em Cristo,

peço perdão por invadir sua internet sem pedir licença, mas hoje uso este nosso canal de comunicação para convidá-lo, caso more na região do Rio de Janeiro, para o evento de lançamento no Rio do meu sexto livro, Perdão Total – Um livro para quem não se perdoa e para quem não consegue perdoar.  Será na próxima segunda-feira, dia 24/11, a partir de 19h30, na livraria Saraiva do shopping Rio Sul (Botafogo).

Se fosse um evento secular, seria chamado “noite de dedicatórias”. Eu prefiro vê-lo como um momento em que poderei ver amigos, conhecer irmãos que ainda não encontrei pessoalmente e trocar um abraço com você. Se quiser e puder comparecer e levar conhecidos seus que precisam conhecer e viver a mensagem do perdão, eu me sentirei honrado e feliz de passar alguns momentos em comunhão. Compartilho abaixo dois formatos de convite que a editora Mundo Cristão preparou, para que você veja as informações do evento e possa enviar a alguém caso deseje. Desde já agradeço muito pelo carinho e pelas suas tão valiosas orações.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari
facebook.com/mauriciozagariescritor

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natal 1Que título  estranho tem este post. Existe mesmo um “modo bíblico de escolher os presentes que daremos de Natal”? A meu ver, sim. Mas, antes de ir direto ao ponto, deixe-me contar como cheguei a essa conclusão. No final de outubro, fui almoçar no shopping Rio Sul e fiquei impressionado: já havia uma gigantesca árvore de Natal montada no vão central do prédio, que ia do chão ao teto, cercada por montes de robozinhos animados, renas, esquilos, vegetação de plástico, muitas luzes piscantes e bolas coloridas. Não havia dúvida: o Natal estava chegando. Bem… mais ou menos, né? Afinal, ainda era outubro e faltavam dois meses para à época de festas. Mas o comércio já tinha decidido: estava dada a largada para a temporada de compras de presentes. Eu me senti inclinado a escrever um texto falando mal do consumismo, da exploração materialista e das deturpações que a sociedade faz da celebração do nascimento de nosso Senhor. Mas pensei um pouco e lembrei que anualmente batemos nessa tecla, sem que nada mude: cristãos e não cristãos continuam gastando uma fortuna em compras natalinas. Então resolvi compartilhar outra reflexão: já que vamos dar presentes de qualquer maneira, o melhor é pensar como decidir que presentes dar.

O hábito de se presentear no Natal tem influências  variadas, dependendo do lugar do mundo em que se está. Mas a origem vem do relato bíblico dos magos que presentearam Jesus com ouro, incenso e mirra. Se formos pensar por esse ângulo, fugirmos da sanha consumista e tratarmos a troca de presentes como algo que remete ao nascimento de Cristo, de modo que não tire o foco das verdadeiras razões da celebração, não vejo mal nessa prática. E como devemos fazê-lo? Aqui segue uma sugestão.

natal 2Penso que não devemos entregar os presentes na noite de Natal. Esquisito? Acredite, é totalmente possível fazê-lo um ou mais dias antes ou depois. Com isso, removemos a ideia de que festas natalinas têm a ver com consumismo – em especial no ensino das nossas crianças. Se fizermos assim, elas não crescerão associando Natal a presentes e à figura do Papai Noel, mas também não ficarão de fora do hábito da cultura em que vivem e poderão receber preciosas lições sobre a alegria que é dar. Isto é fundamental: cada presente deve sempre vir acompanhado de instrução e lições de vida. Dependendo da forma como tratarmos esse hábito, ele será visto e compreendido de modo mais cristão ou menos cristão pelos nossos filhos e as demais pessoas. A noite de Natal deve ser momento de orações, de louvores e da comunhão que celebra o nascimento de Jesus (seja num culto, seja numa ceia em família ou entre amigos). O foco não pode estar nos presentes. Tampouco na comida. Muito menos na festa: o foco do Natal é a encarnação do Verbo e tudo deve ser feito com isso em mente. A celebração do Natal deve ser inquestionavelmente cristocêntrica.

E, finalmente, chegamos ao ponto: há algum tipo de pensamento bíblico que devemos ter quanto ao que comprar para dar de presente a nossos amigos e parentes? Sim, há. Se vamos presentear alguém, deve ser por amor a ela; e gestos de amor contêm em si essencialmente a preocupação com o que é melhor para o outro. Em outras palavras, entendo que você não deve presentear alguém com algo de que ela goste, como costumamos fazer. O presente ideal e mais bíblico possível é, isto sim, algo de que a pessoa precisa.

natal 3Repare: Deus não entregou Jesus ao mundo de presente porque gostássemos dele. Pelo contrário, Jesus foi presenteado a uma humanidade que estava morta em seus delitos e pecados e, por isso, amava os prazeres e a maldade. Mas era uma humanidade que precisava desesperadamente do Cordeiro de Deus, que viesse para o que cada ser humano mais precisa: o perdão dos pecados. Assim, o Pai não nos presenteou com algo que satisfizesse nossas concupiscências ou nossos desejos carnais: ele nos deu aquilo que ele sabia que nos faria bem.

Na hora de escolher os presentes que você vai comprar para determinada pessoa, imite o Pai: não pense “o que será que ela vai gostar de ganhar?”, mas, sim, “o que será que ela precisa ganhar?”. Se você tiver esse pensamento em mente, estará presenteando como o Pai nos presenteou. E fará do ato de dar presentes algo muito mais cristão.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Mauricio Zágari

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pastor 1O Corpo de Cristo é uma família de fé em que uns devem ajudar os outros, amparar, dar amor, alegrar-se com os que se alegram e chorar com os que choram. Todos nós somos responsáveis por todos nós. Acredito no sacerdócio universal dos santos. Digo isso porque entendo e concordo que cristãos sem cargos eclesiásticos, como eu e você, podemos e devemos ser extremamente úteis na vida uns dos outros, oferecendo consolo, edificação e exortação. Se não acreditasse nisso, eu, uma simples ovelha com algum preparo teológico, não manteria um blog nem escreveria livros em que tento transmitir palavras que, espero, venham a abençoar meus irmãs e minhas irmãs. Mas também acredito no ministério pastoral, o que significa que creio que Deus capacitou pessoas específicas para desempenhar com uma habilidade transcendente o papel de gestoras de almas, isto é, são irmãos em Cristo com uma capacidade especial de cuidar e orientar cada um de nós. E creio porque é bíblico: “E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimentodo Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo” (Ef 4.11-13). Essas pessoas geralmente ouviram o chamado de Deus, se prepararam no conhecimento das Escrituras, adquiriram experiência… enfim, são irmãos que possuem uma habilidade, uma possibilidade e uma capacidade únicas para prestar aconselhamento sobre as questões da vida à luz da Bíblia. Falo sobre isso porque gostaria de dar uma recomendação a você. Em nossos dias, a internet revolucionou e mudou a forma de a igreja ser e agir. Poderíamos falar sobre muitos aspectos dessa transformação, mas quero me concentrar em um único. Com o advento das redes sociais, dos blogs, dos podcasts e de tantas outras ferramentas, qualquer pessoa que tenha algum carisma ou qualidades de comunicação (que não a qualificam em nada para cuidar de vidas humanas) pode ganhar notoriedade graças às ferramentas que a internet oferece. Conquistados pelas palavras que essas pessoas nos transmitem, temos voltado nossos olhos para a tela do computador em busca de soluções para nossas questões, nossos sofrimentos e nossas dores, e acabamos recorrendo a esses “mentores virtuais” em busca de auxílio, orientação e conselho. Só que isso é um perigo. pastor 2Falo com conhecimento de causa, pois eu sou uma dessas pessoas. Desde que criei o blog APENAS e passei a compartilhar minhas reflexões no mundo virtual, muitos e muitos irmãos me procuram pelo espaço dos comentários e, agora, pelo facebook < facebook.com/mauriciozagariescritor > me pedindo aconselhamento “pastoral”. Como disse, não vejo nenhum mal em se pedir ajuda a irmãos em Cristo. Mas o que tem me preocupado é que as questões que chegam até mim são do tipo que precisam de um acompanhamento próximo, pessoal. Entenda que o que digo não é uma crítica a quem me procurou e procura, mas é um alerta, que faço por zelo a vidas preciosas. Tampouco estou me referindo a alguém tirar uma dúvida sobre um ponto do que escrevi ou pedir dicas de passagens bíblicas que digam determinada coisa, algo simples assim. Me refiro a casos complexos. Por vezes, os irmãos e as irmãs que me pedem aconselhamento estão vivendo situações dificílimas, cheias de detalhes complicados, que exigem conversas longas (muitas vezes, mais de uma conversa), debaixo de oração, com orientação detalhada… são situações que não podem ser tratadas em dois ou três parágrafos num blog: pedem presença, cuidado, proximidade, olhos nos olhos. E, para fazer isso, Deus te deu um pastor. hospitalMuitos dos queridos manos e manas que me pedem aconselhamento chegam com problemas graves, como se um caminhão tivesse passado por cima de suas histórias de vida. Agora imagine um atropelamento real por um caminhão. Alguém que é atingido dessa maneira e está em situação grave precisa ser atendido pessoalmente, num hospital com equipamentos adequados, por pessoas que lhe apliquem os primeiros-socorros, façam todos os exames, passem horas junto a ele cuidando e reparando, aplicando medicamentos e suturando as feridas. Uma pessoa nessas condições teria como ser atendida pela internet? Impossível. Não se pode lidar com situações graves à distância. Eu não poderia escrever um e-mail ou um comentário pelo blog dando orientações como “agora segure uma agulha e vá costurando as feridas da sua perna… pegue um gesso e enrole no seu braço com fratura exposta…”. Compreende por que aconselhamento de casos sérios precisa ser feito pessoalmente e com todos os recursos? A maioria dos irmãos que vêm a mim em busca de aconselhamento está vivendo crises sérias, em especial em sua vida amorosa e/ou matrimonial. Alguns casos são tão intrincados, com divórcios, traições, filhos e famílias envolvidas que minhas orações por esses queridos e sofridos irmãos não raramente me levam às lágrimas. E, de todo coração, preciso dizer que não posso cometer a irresponsabilidade de orientar ou aconselhar via internet pessoas que estão enfrentando circunstâncias tão complexas. Em meus textos, busco expor o que a Bíblia afirma, de forma geral, panorâmica, sistêmica, nunca direcionada. Mas, ao ser procurado via blog ou facebook para aconselhar casos específicos, sinto que seria um grave erro meu dizer “faça isso” ou “faça aquilo”. Como poderia eu influenciar decisões que vão afetar o resto da vida de pessoas depois de ter lido dramas extensos descritos em apenas três, quatro, cinco parágrafos? Não posso. E recomendo que ninguém o faça. Quem presta “aconselhamento pastoral” via internet é, a meu ver, irresponsável com a vida dos irmãos. E falo assim porque eu já cometi essa irresponsabilidade. pastor 3Confesso que no início eu fazia isso. Chegavam a mim comentários com questões como “li seu texto e gostaria que me aconselhasse sobre isso ou aquilo” e eu me sentia mal de não dar um parecer sobre cada caso, parecia que eu estava desdenhando a dor do próximo. Até o dia em que uma jovem me pediu conselhos, expondo longamente sua situação. Eu respondi. No dia seguinte, a mãe da jovem (que também era assinante do blog) entrou em contato pelo espaço dos comentários relatando uma versão totalmente diferente da história que me havia sido apresentada e me senti um leviano por ter dado os conselhos que dei, simplesmente porque estavam totalmente errados. Daquele dia em diante, percebi da pior forma possível que aconselhamento tem de ser feito pessoalmente, com calma, em oração, ouvindo todos os envolvidos, muitas vezes ao longo de muitos encontros. E quem pode fazer isso é o seu pastor. E aqui quero fazer uma ressalva: estou me referindo a bons pastores. Sabemos que há muita gente por aí que age mal contra suas ovelhas. Sempre digo que igreja não é vitalícia: se um pastor não pastoreia biblicamente, a ovelha deve buscar uma casa de fé em que os pastores sejam de fato pastores. Falo isso porque muitos dos irmãos e irmãs que me procuram dizem que preferem conversar comigo do que com seus pastores por razões que me deixam chocado. Ou seus líderes espirituais não sabem guardar sigilo, ou expõem as pessoas, ou não aconselham segundo a Bíblia, ou são mais interessados em punir do que em restaurar… muitas são as razões. Mas os bons pastores são aqueles que foram vocacionados por Deus segundo o chamado de Efésios 4 e são fundamentais em nossa vida. Feliz é o homem que tem um bom pastor: bíblico, gracioso, justo, amoroso, correto e que deixa as 99 ovelhas no aprisco em busca da perdida. pastor 4Encontre um bom pastor, meu irmão, minha irmã. Siga-o como ovelha amorosa e aconselhe-se com ele. Fará toda diferença em sua vida. Um blogueiro como eu não pode ajudar 1% do que um pastor pode fazer presencialmente, conhecendo sua vida e as profundezas de sua alma e de seus dramas. Somos irmãos em Cristo e devemos, sempre, nos amparar. Mas isso deve ser feito de modo correto. Se você está debaixo do pastoreio de um bom servo do Senhor, alguém confiável, temente a Deus, que não busca agradar mais aos homens do que ao Senhor, não faz sentido buscar opiniões de gente como eu na internet. Conte sempre com meu carinho e minha oração, além das orientações acerca do que a Bíblia explana. Mas casos específicos não são para serem tratados on-line. Entenda, por favor, minhas motivações ao dizer isso. Oro por cada vida que me procura. E por amar ao meu próximo como a mim mesmo, faço pelo próximo o que faria por mim: eu não me prestaria aconselhamento pela internet. Você está precisando de conselhos à luz da Bíblia? Procure seu pastor. Não foi à toa que Deus te deu um. Paz a todos vocês que estão em Cristo, Maurício ZágariPerdaototal_Banner Blog Apenas

Successful-PeopleTodo mundo quer ter sucesso. Isso é um problema? De modo algum, é um desejo lícito. Almejar ser bem-sucedido, aliás, é parte da natureza humana, ninguém faz qualquer coisa para que dê errado e fracasse. Então, se você busca o sucesso, saiba que não está pecando nem cometendo nenhum mal. Só tem um enorme porém: temos de entender exatamente o que significa “sucesso” para um cristão, isto é, o que a Bíblia define ser um cristão bem-sucedido. Será que sucesso para um filho de Deus é a mesma coisa que para um não cristão? Quando fui buscar uma imagem para ilustrar este post fiz um acordo comigo mesmo: eu escreveria sucesso no Google e a primeira foto que surgisse nos resultados da pesquisa eu utilizaria. Pois a primeira fotografia que apareceu foi essa aí: um  homem no topo de uma montanha, braços erguidos, celebrando uma conquista do ego, algo obtido por seus próprios esforços, um feito que possivelmente lhe trará fama e fortuna. Outras imagens semelhantes surgiram no topo da página e serão as que utilizarei ao longo deste texto. Para pensarmos sobre o conceito cristão de sucesso, vou iniciar com um exemplo pessoal, que deflagrou esta reflexão.

Tenho refletido muito sobre essa questão de “sucesso” devido a algo que ocorreu semana passada: meu novo livro, Perdão Total – Um livro para quem não se perdoa e para quem não consegue perdoar esgotou a primeira edição, de 5 mil exemplares, apenas 17 dias após o lançamento oficial e menos de 30 dias após o lançamento real. Para que você entenda, no meio literário isso é um fato raro para obras de um autor desconhecido como eu, que não tem fama ou celebridade. Pois bem, quando a notícia foi divulgada, comecei a ouvir muitas vezes a palavra “sucesso”. No meu perfil no facebook (facebook.com/mauriciozagariescritor), irmãos e irmãs carinhosamente me deixaram recados celebrando esse “sucesso”. Um programa de rádio quis me entrevistar “devido ao sucesso do livro”, como o apresentador mesmo disse. Amigos que me encontraram pessoalmente gentilmente me parabenizaram pelo “sucesso”. Então essa coisa de “sucesso” começou a pipocar diante de mim nesses últimos dias e, naturalmente, passei a refletir sobre o assunto.

sucessoA pergunta é: a boa vendagem do meu livro em tão pouco tempo representa sucesso? A conclusão a que cheguei é: não. Pois entendo que sucesso depende da sua motivação e do seu objetivo ao realizar algo. Fui ao dicionário olhar e vi que a definição de “sucesso” é: “Resultado de ação ou empreendimento”. Ou seja, se um escritor lança um livro com a meta de ganhar o máximo de dinheiro que puder, tornar-se mais conhecido, receber elogios que alimentem sua vaidade e outros benefícios mundanos como esses, vender 5 mil exemplares em menos de um mês pode ser, sim, considerado sucesso, pois o resultado desse empreendimento atendeu ao desejo do coração do escritor. Mas, se a motivação dele ao escrever um livro é que os leitores sejam transformados, recebam alívio para seus fardos, entendam melhor o evangelho, alcancem paz de espírito e vivam de modo mais conformado a Cristo, vender muitos ou poucos exemplares não fará a menor diferença: o que realmente determinará o seu sucesso é se o conteúdo da obra, a sua mensagem, alcançou e transformou vidas – independentemente da quantidade de exemplares vendidos. Logo, segundo esse pensamento só poderei me considerar um autor de sucesso se eu vier a ouvir relatos de pessoas que conseguiram perdoar ou se perdoar por causa do que leram no Perdão Total. Aí, sim, minha oração será “Obrigado, Senhor, porque o livro foi um sucesso”.

Esse exemplo pessoal se aplica a tudo aquilo que realizamos. Permita-me te perguntar: por que você faz o que faz? Quais são as motivações do seu coração ao ir para o trabalho, ao estudar na escola, ao ir à igreja, ao pregar no púlpito, ao servir na obra de Deus, ao escrever em um blog, ao postar textos e fotos no facebook, ao pedir ao Senhor um(a) namorado(a), ao acordar pela manhã e viver mais um dia? Só ao responder com sinceridade essas perguntas você poderá determinar se é uma pessoa de sucesso ou não. Mais ainda: se somos cristãos, a nossa motivação sempre, sempre e sempre deve ser ajustada aos padrões bíblicos. Portanto, resultados positivos de empreendimentos que realizamos não farão de nós pessoas bem-sucedidas caso estejam em desacordo com a vontade de Deus. Permita-me dar alguns exemplos.

sucesso0O mundo estabelece como um dos principais fatores determinantes de sucesso o enriquecimento financeiro. Mas Jesus disse: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam” (Mt 6.19-20). Diante disso, se você estabelece como meta na vida ajuntar tesouros na terra, sem se preocupar em ajuntar tesouros no céu, por mais que se torne um bilionário você será um fracassado. Outro exemplo: a Bíblia estabelece numerosas vezes que o padrão cristão é não devolver mal com mal. “Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens” (Rm 12.17); “Evitai que alguém retribua a outrem mal por mal; pelo contrário, segui sempre o bem entre vós e para com todos” (1Ts 5.15); “Quanto àquele que paga o bem com o mal, não se apartará o mal da sua casa” (Pv 17.13). Assim, por mais que alguém se considere bem-sucedido por ter conseguido se vingar de uma pessoa que lhe fez mal, diante de Deus ele será um grande fracasso.

sucesso2Os exemplos seriam muitos. Mas acredito que podemos resumir tudo o que a Bíblia define como sucesso em um único versículo: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co 10.31). Assim, faça você o que fizer, se lucrou financeiramente, obteve fama, foi elogiado, recebeu aplausos ou o que for, mas não realizou seus empreendimentos tendo como finalidade primordial a glória de Deus… considere-se um enorme fracassado. Por outro lado, se você trabalha, estuda, produz, canta, prega, escreve, se casa, fatura, labuta na obra do Senhor ou faz qualquer outra coisa com a motivação de glorificar a Deus, então todas as suas conquistas serão estrondosos sucessos. E o que é glorificar a Deus? Em essência, é cumprir o grande mandamento: amá-lo sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Portanto, tudo o que você realiza por amor ao Pai celestial e por amor ao seu próximo representa glória para o Senhor e faz de você um sucesso total.

E nunca podemos nos esquecer de uma realidade suprema: qualquer sucesso que tenhamos não é nosso, é de Deus. Tiago foi no cerne dessa verdade: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança” (Tg 1.17). Se o seu “sucesso” te envaidecer ou te fizer orgulhoso, soberbo ou altivo, você é o maior dos fracassados, pois está se vangloriando por algo que nem mesmo é mérito seu: é fruto da graça de Deus.

sucesso5Escrevo livros e posts deste blog para abençoar a sua vida e tentar ajudar de algum modo a conformá-lo mais à imagem de Cristo. E faço isso por amor a Deus e por amor a você. Se meus escritos alcançam essa meta, então pode me considerar um homem de sucesso, a despeito de quantos de meus livros forem vendidos e de quantos assinantes tiver este blog. Isso é o que vale para mim. E para você? O que você faz tem por motivação Deus e o próximo ou sua própria vaidade ou o amor por si mesmo, pela fama e a fortuna? Responda isso com toda sinceridade e você descobrirá se é bem-sucedido ou um fracassado. Ah, sim, e para terminar este texto, deixei por último uma imagem do que eu considero sucesso para uma pessoa – não segundo o Google ou o senso comum da sociedade, mas segundo a Bíblia sagrada. Compare esta última foto com as demais que ilustram este post e diga qual representa mais “sucesso” para você. A sua escolha vai dizer muito sobre os conceitos que norteiam a sua vida.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Mauricio Zágari

< Enquanto a segunda edição não chega da gráfica, o livro está disponível on-line na loja virtual da Saraiva: http://www.saraiva.com.br/perdao-total-8187731.html >

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