Os xingamentos racistas ao goleiro Aranha à luz do evangelho

Publicado: 08/09/2014 em Amor ao próximo, Fruto do Espírito, Graça, Pecado, Perdão
Tags:, , , , , , , , , , , , , , ,

racismo0O Brasil tem acompanhado o caso do jogo de futebol entre Grêmio e Santos que foi marcado pelas atitudes racistas de parte da torcida do time gaúcho. Para provocar o goleiro santista Aranha, que é negro, muitos gremistas o ofenderam, chamando-o de “macaco” e fazendo gestos que imitavam símios. Flagrada pelas câmeras de TV xingando o atleta de “macaco”, a jovem Patrícia Moreira tornou-se imediatamente símbolo da mentalidade discriminatória que domina não só gremistas, mas gente do mundo todo – racismo é uma pandemia abominável que está longe de acabar. Na última sexta-feira, a torcedora deu uma entrevista coletiva em que afirmou, bastante emocionada, estar arrependida. Em seguida, pediu perdão ao Grêmio – eliminado da Copa do Brasil por decisão da justiça esportiva – e ao goleiro ofendido. Muito além do esporte em si, o episódio é bastante significativo para extrairmos lições sobre a questão do pecado e do perdão.

Em sua entrevista, Patrícia transpareceu sinceridade e emoção, quando disse: “Boa tarde, eu quero pedir desculpas ao goleiro Aranha. Perdão de coração. Eu não sou racista. Perdão. Perdão. Peço desculpas. Aquela palavra, ‘macaco’, não foi racismo de minha parte, foi no calor do jogo, o Grêmio estava perdendo. O Grêmio é minha paixão, minha paixão mesmo. Eu vivi sempre indo ao jogo do Grêmio. Largava tudo para ir ao jogo. Peço desculpas para o Grêmio, para a nação tricolor. Eu amo o Grêmio. Desculpas para o Aranha. Perdão, perdão, perdão mesmo”.

Essa fala de Patrícia nos conduz a quatro reflexões.

racismo4Em primeiro lugar, falemos da falibilidade do indivíduo em função da influência dos grupos a que pertence. Não há como dizer que chamar um negro de “macaco” não seja um ato racista. Pode não ter sido a intenção de Patrícia fazer uma agressão racial ostensiva, mas creio que, a reboque da multidão, ela xingaria o goleiro de qualquer coisa que configurasse uma ofensa, como historicamente as torcidas fazem. Não me lembro de absolutamente nenhum jogo de futebol a que eu tenha ido na vida em que os xingamentos não sejam a tônica do público: xingam a mãe do juiz, ofendem a honra dos jogadores do outro time, escangalham a torcida adversária, gritam impropérios contra os atletas ou técnicos do time para que torcem se esses estiverem jogando mal ou perdendo. Isso não é novidade nenhuma. A questão é que a massa optou, nesse caso específico, por um xingamento que tem uma conotação diretamente ligada à raça de Aranha e, portanto, configura, sim, racismo. Pode ser que Patricia tenha apenas ido na onda e se deixado contagiar pelo poder das massas, mas o fato objetivo é que ela cometeu um ato de racismo – que, no Brasil, configura crime.

De cara, isso nos dá um alerta: cuidado para não se deixar levar pelo que os outros fazem. Seja fiel a si mesmo e a suas convicções sempre, esteja você sozinho ou em grupo. A influência alheia é uma das principais causas de pecarmos. A ciência já sabe muito bem que os indivíduos são altamente influenciáveis pelas massas e existem muitos estudos e pesquisas que comprovam como podemos ser facilmente influenciados pelos grupos ao nosso redor. Por isso, devemos tomar extremo cuidado com quem andamos, pois más escolhas de amigos sem compromisso com o evangelho ou mesmo de cristãos que se comportam de modo equivocado podem nos arrastar junto para o erro. Ouso dizer que, se Patricia estivesse sozinha no estádio, ela jamais teria ofendido Aranha daquele jeito. Ela fez o que fez porque estava no meio da multidão. Então temos de escolher com muito critério quem serão as pessoas com quem nos relacionamos, para não praticarmos atitudes pecaminosas por influência de terceiros.

racismo3Em segundo lugar, falemos da lei: Patrícia corre o risco de ser condenada à prisão pelo crime. E, se for, mesmo que de fato esteja arrependida, é justo que cumpra a pena. Ela, aliás, já começou a ser punida extrajudicialmente por seu pecado: foi demitida, teve a casa apedrejada, sofreu muitas agressões pelas redes sociais, é chamada de “racista” por onde passa, sua vida virou um inferno. Isso nos ensina uma lição: o pecado sempre terá consequências, é ingenuidade achar que é possível transgredir e sair impune, pois a justiça divina não é como a dos homens: ela nunca falha. Um dia a punição virá, nem que seja na eternidade. Além disso, o arrependimento sincero, com a confissão do pecado, não anula a necessidade de se arcar com a consequência humanas de seus atos. Um criminoso pode estar total e verdadeiramente arrependido, mas, ainda assim, terá de responder pelo que fez ante os homens. Portanto, se você se joga de uma ponte mas depois se arrepende, seu arrependimento não evitará que se esborrache lá embaixo. Cuidado com o que você semeia, pois a colheita pode ser de frutos bem amargos.

Em terceiro lugar, falemos do amor por instituições que justificariam a falta de amor ao próximo. Chamou minha atenção a explicação que, mesmo sem perceber, Patricia deu para sua atitude. Se você notar bem, verá que ela baseou seu argumento no fato de o time que ama estar perdendo. Em outras palavras, para ajudar a instituição que ama, Patricia, no calor do jogo, considerou justificável atacar um ser humano. Assim como ela, tenho visto muitos cristãos fazerem isso ultimamente. Para defender a Igreja de ataques de grupos cujos valores são anticristãos, partimos para a agressividade. Isso está totalmente errado. A “defesa do evangelho” não justifica jamais o uso da violência. Por isso, vejo como as massas se deixam contaminar por essa abominável visão de que, para defender a Igreja de Cristo, podemos partir para o ataque a seres humanos de outras religiões ou que professam valores diferentes dos nossos. Cristo pregou o amor aos inimigos, o perdão a quem é imperdoável, a não violência, a mansidão, o não revide, a pacificação, o não fazer justiça com as nossas mãos. Mas vivemos no meio de uma multidão de cristãos que se esquecem de tudo isso e acham justificável defender a Igreja que amam agredindo os seres humanos que nos atacam – e nisso pecamos. Que o erro de Patrícia nos sirva de lição, para que não nos deixemos convencer de que a defesa do que é puro e bom seja feita com atitudes impuras e más.

aranha1Mas é para o que vem em quarto lugar que eu gostaria de chamar mais atenção. Chegou a hora de falarmos, enfim, da graça. Fiquei pensando no que faria se eu fosse o goleiro Aranha e ouvisse Patricia pedir perdão de forma tão enfática. Se você contar, verá que ela pediu “perdão” e “desculpas” ao goleiro nove vezes. Pode ser que a jovem esteja fingindo arrependimento, mas não acredito nisso. Patrícia me pareceu sincera. Creio que tudo o que ela tem passado, desde que sua imagem tornou-se o símbolo nacional do racismo, foi o tranco que a despertou para compreender a extensão do seu erro. Não posso afirmar, mas acredito nisso – afinal, quantos de nós pecam e só se dão conta da lama em que estão quando são confrontados de forma dura pelas consequências de seu pecado? Davi passou por isso e só se arrependeu de seu duplo pecado ao ser confrontado por Natã no episódio de Urias e Bate-Seba e, depois, pelo profeta Gade, no episódio do censo. Pedro só chorou amargamente após ser confrontado pelo canto do galo e pelo olhar de Jesus. Eu mesmo já cometi pecados dos quais só me dei conta de sua extensão ao ser confrontado. E acredito que isso tenha ocorrido com Patrícia: foram a reação popular e tudo o que ela sofreu que a chamaram à razão. Se sua imagem não fosse parar na TV, possivelmente no jogo seguinte ela repetiria o gesto racista. Fato é que ela, confrontada pelo seu erro, dirigiu-se à pessoa a quem ofendeu e pediu perdão. E aí, como devemos nos posicionar diante disso?

A Bíblia é clara:

“Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (Mt 18.21-22).

“Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós” (Cl 3.13).

“Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados” (Lc 6.37).

“E, quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas” (Mc11.25).

O desejo de Jesus é que perdoemos. Mais do que um desejo, aliás, é um mandamento. Perdoar nossos ofensores é uma atitude que nos dá vida espiritual abundante e nos conforma à imagem de Cristo – que nos perdoou quando não merecíamos. O Senhor, aliás, não apenas transmitiu esse preceito de boca, ele deu o exemplo, ao perdoar o traidor Pedro, ao pedir que o Pai perdoasse seus algozes na cruz, ao perdoar a mulher adúltera e em tantas outras situações. Com base nos ensinamentos bíblicos, diante de tão enfático pedido de perdão de Patrícia, se eu fosse Aranha a perdoaria. Talvez ela não mereça. Mas perdão não tem a ver com merecimento: é fruto de graça – que, por definição, é algo que recebemos sem merecer.

A prisão de Patrícia seria uma punição exemplar, um símbolo para todos de que o racismo é algo hediondo e não pode ser praticado sem consequências? Sim, sem dúvida seria. Mas o perdão de Aranha é um símbolo para todos de que é possível vencer o mal com o bem. No dia seguinte à entrevista dela, o goleiro se pronunciou e disse que a desculpava: “Estou desculpando ela, mas infelizmente, por um erro que cometeu, vai ter de pagar. Queriam que eu desse o perdão sem ela me pedir desculpas. Acompanhei todo o caso, os amigos dela mostraram que ela não é racista, mas ela sumiu, deletou perfis das redes sociais, não falou com ninguém. Demorou muito tempo para tomar uma atitude. Como cristão, como ser humano, precisava do pedido dela para desculpar. Isso não quer dizer que eu não quero que a justiça seja feita. Ela errou, tem as consequências”, comentou. Com o perdão de Aranha creio que os céus fizeram festa, pois um pecador se arrependeu e um ofendido perdoou seu ofensor.

racismo5Acho muito estranho quando ouço as pessoas dizerem que não perdoam alguém porque esse alguém “não merece”. Pois perdão não tem a ver com o mérito do perdoado, mas, sim, com a graça de quem perdoa. Deixar de perdoar um ofensor, mesmo que ele não nos tenha pedido perdão, não prejudica ninguém além de nós mesmos, que passamos a carregar um fardo espiritual doloroso e venenoso. Enquanto não aprendermos esse fato, seremos indivíduos amargos, que não estendem perdão e, por isso, vivem longe da vontade de Deus.

Não fui ofendido por Patrícia Moreira. Mas, se tivesse sido e ela pedisse perdão nove vezes, eu teria de escolher: ou me recusava a perdoá-la ou fazia o que Deus manda. Ela poderia até vir a ser presa, para cumprir a justiça dos homens, mas, diante de Deus, teria o meu perdão. Porque o cristianismo denuncia o mal da falibilidade humana e do desamor pelo próximo, aponta o remédio paliativo da lei e revela a cura final: a graça. E aí eu te pergunto: desses elementos, qual você acha que Deus valoriza mais? E qual você valoriza mais? A resposta a essas perguntas dirá em que profundidade você compreende o evangelho e mostrará se você é, de fato, um cristão segundo o coração de Deus.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício

Anúncios
comentários
  1. Mateus disse:

    Ao ler seu texto lembrei-me de uma verdade máxima sobre a língua do homem:

    “A língua, porém, ninguém consegue domar. É um mal incontrolável, cheio de veneno mortífero.
    Com a língua bendizemos ao Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus.”
    Tiago 3:8-9

    Isso reforça mais ainda o mandamento do perdão, pois, se ninguém consegue domar a sua língua, podemos chamar isso de “depravação total da língua”. Neste caso, Sola Gratia.

    Um abraço, Deus te abençoe.

  2. Nelce disse:

    ótima reflexão Maurício, mas uma vez obrigada.

  3. Mery disse:

    Lindo texto !

    A mais divina das vitórias é o perdão. (Friedrich Schiller)

    Mery

  4. Ediná Oliveira disse:

    Olá Mauricio,

    Perdão: assunto primordial.
    Se não fosse o perdão estendido a nós, jamais desfrutaríamos da presença ímpar do nosso Deus.
    Que Deus continue te revelando Sua verdade, para que você transmita aos outros.

    Abraço!

    PS. Quando seu livro sobre perdão for publicado lembre de avisar no Apenas!

    • Olá, Ediná,
      .
      O livro “Perdão total” já está na gráfica e será lançado em outubro. Pode deixar, eu aviso sim, obrigado pelo carinho e o interesse.
      .
      Sem dúvida o perdão é um dos alicerces da fé cristã. Sem perdão não existe cristianismo. E muito obrigado pela sua oração, que é muito importante.
      .
      Abraço pra ti, no amor de Deus,
      mz

  5. gerson celestino disse:

    Valeu, muito, bom Gerson

  6. Luciano Silva disse:

    Maurício, grande amigo! Obrigado pela linda reflexão.

    Perdi muito em não ter conhecido antes o seu blog, mas cresço muito com suas mensagens.

    Guarde tudo isso para que em breve tenhamos um grande livro a ser publicado, viu?

    Abraços e fique na Paz!

    Luciano Silva

    • Meu amigo Luciano, salve!
      .
      Louvo a Deus por, de algum modo, poder edificar sua vida por meio das reflexões que compartilho aqui. Quanto ao livro, em breve terei novidades que, se for da vontade de Deus, darão fruto.
      .
      Grande abraço, queridão, Jesus siga te abençoando,
      mz

  7. Nadia Malta disse:

    Lamentável o episódio com o jogador de futebol e com tantas outras figuras públicas. Situações que têm acontecido de maneira cada vez mais frequente. O que dizer, então, das incontáveis histórias semelhantes e anônimas que se repetem em vários lugares? Não sei o credo da moça que xingou o jogador, mas conheço histórias de cristãos professos, líderes eclesiásticos extremamente racistas, que destilam seus comentários preconceituosos sem nenhum constrangimento. O que se passa nessas mentes, fico me perguntando? Como alguém que se diz um cristão pode fazer acepção, sobretudo, e especialmente em relação a cor da pele do outro criado à imagem e semelhança de Deus? Isso me faz lembrar uma história que me foi contada há muitos anos. Conta-se que um menininho negro americano que frequentava uma escola e cansado da zombaria de alguns colegas por causa da cor de sua pele, escreveu uma pequena tabuleta e colocou-a pendurada ao pescoço. na tabuleta dizia: “SOU NEGRO E SOU LINDO, PORQUE DEUS NÃO FAZ PORCARIA!”. Que Deus te abençoe sempre meu irmão, fazendo-o instrumento em suas mãos!

    • Oi, Nadia,
      .
      compartilho da sua tristeza com essas posturas e peço a Deus que nunca permita que sejamos contaminados por esse tipo de ideologia ou prática. Gostei da história, obrigado por compartilhar.
      .
      Abraço fraterno, na paz de Cristo,
      mz

    • Guinho disse:

      Se a história desse garotinho for real é muito triste, pois sofrer perseguição e bule na escola somente por causa da cor da sua pele deve ser horrível, assim como, qualquer outra forma de discriminação, pois o que demostra o que um ser humano é não é a sua aparência ( feia ou bonita ) e sim suas atitudes, O Senhor diz que o homem vê a aparência, mas ele enxerga o coração, Deus abençoe a todos.

  8. Lina disse:

    É o preconceito aqui de novo!
    Lembrei agora da reflexão sobre o amor e acolhimento aos homossexuais na igreja.

    O ser humano é caido por natureza. Ao longo da vida vamos nos especializando em maldade, a não ser que , como diz o ap Paulo, mortifiquemos a carne todos os dias!
    O triste é que, diferentemente de Patrícia que bradou o preconceito e teve a infelicidade de ser flagrada, nas rodinhas as “piadas brancas” são motivos de risadas de gente que “não vê mal nenhum…” O preconceito é um cupim que rói a mente de todo mundo e sutilmente ensina às crianças, sendo perpetuado entre quem a escravidão é matéria de escola, mas “desgosta” sem saber porque.
    Nós cristão somos chamados a ser exemplo de amor incondicional, porque nos foi desvelado o incondicional amor do Pai.
    Que o preconceito não esteja presente em nossas conversas nem à frente, nem por trás da câmera. Jesus nos vê independente dela!

    • Oi, Lina,
      .
      penso que o único jeito de o preconceito e o racismo serem erradicados é mediante a informação e a transformação pessoal. É a partir da mudança do indivíduo que a sociedade é transformada. Que façamos o que você diz, por um mundo mais pacífico.
      .
      Abraço pra ti, no amor de Cristo,
      mz

  9. Fabio Cardoso disse:

    Olá Maurício !

    O que chama minha curiosidade é que o clima quente de oba-oba nos contagia tanto para o mal, quanto para o bem.
    Quantos são até sociáveis durante a semana, mas aos domingos nos estádios se transformam em violentos gladiadores.

    E quantos de nós cristãos que vamos pra igreja e nos contagiamos com o louvor e a exposição da palavra, mas que algumas horas antes do culto estávamos praticando inúmeras coisas que desagradam a Deus.

    Infelizmente, nota-se que nos conformamos com as situações, sejam elas boas ou más. Como você disse : “que possamos ser fieis as nossas convicções sempre, esteja você sozinho ou em grupo”
    E a Patricia não é nenhum pouco pior do que nós, mas graças a Deus por seu valioso perdão.

    Abraço , Maurício !

    • Oi, Fábio,
      .
      sem duvida, a influência do meio é muito mais forte do que imaginamos. Temos de cuidar do nosso coração, para não deixar que seja influenciado negativamente. E você tem total e absoluta razão: Patrícia não é pior que nós, é isso mesmo.
      .
      Abraço, queridão, no amor de Cristo,
      mz

  10. tiojotas disse:

    Maurício muito proprio e altamente edificante teu texto.

    Gostaria que em outro momento comentasse a falta de imparcialidade da  imprensa quando “escolhe” um fato e explora ate a última gota do mesmo e outros (cito especificamente a JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE quando grupos anti-cristãos vilipendiaram a fe – seja qualquer uma – com atos obscenos, e ESTA MESMA IMPRENSA nao comentou ABSOLUTAMENTE NADA).

    RESUMINDO: A imprensa escolhe uns para “cristo” e outros para “judas” ??? A que interesses ???

    Fique com Jesus. Grato.

    • Salve, tiojotas,
      .
      fico feliz que o texto o edificou, querido. Como jornalista que já trabalhou em alguns dos principais meios de comunicação do país, posso afirmar que isso ocorre porque não existe imparcialidade jornalística. Cada jornalista e cada empresa jornalística segue interesses próprios e defende aquilo em que crê. Isso se reflete no que publica é em como aborda cada reportagem. É a realidade dos fatos, isenção jornalística é uma fábula fictícia.
      .
      Abraço, mano, Jesus te abençoe,
      mz

  11. jorge disse:

    O indivíduo é influenciado pelo meio , modificando o meio e sendo modificado pelo mesmo , creio que essa é a síntese do comportamento humano , lógico não fugindo da influência resultante da queda e da separação de Deus , tenha paz meu querido.

    • Oi, Jorge,
      .
      sem duvida, mano, essa é uma realidade a que devemos estar atentos, para não nos deixarmos levar pelas más influências do meio.
      .
      Paz, Jesus te seja propício hoje é sempre,
      mz

  12. turyrodrigo disse:

    Concordo com suas palavras Maurício,destaque para a parte que ela fui influenciada pela massa,mas na sua opinião será que o goleiro perdoou-a dizendo que não queria um encontro com a mesma?

    • Oi, Rodrigo,
      .
      é difícil enxergarmos o que se passa no coração dos homens, mano. Embora eu creia que seria lindo ver os dois se abraçando, entendo que Aranha não queira vê-la. Perdoar não necessariamente implica a convivência, mas sim o cancelamento de uma dívida. Penso que ele pode ter perdoado de coração mas não desejar a convivência. Só Deus pode saber se foi um perdão real ou se ainda há rancor.
      .
      Abraço, mano, na paz do nosso Deus,
      mz

      • turyrodrigo disse:

        Olá Maurício,aproveitando a oportunidade,gostaria de perguntar algo,posso?Você gosta dos livros de Frank Peretti?

      • Oi, turyrodrigo,
        .
        desde que vistos como obras de ficção sem compromisso com a realidade, não vejo nenhum problema em ler os livros de Peretti. E falo isso como autor de livros de ficção cristã que sou. O problema é que, quando “Este mundo tenebroso” foi lançado, muita gente tomou aquilo como a realidade e construiu tecnologias de “batalha espiritual” com base nas histórias que o autor inventou. Esse deve ser nosso cuidado: ficção é ficção, Bíblia é Biblia, ok?
        .
        Abraço pra ti, no amor de Deus,
        mz

      • turyrodrigo disse:

        Concordo contigo.
        Sou estudante da Palavra e sei separar a realidade da ficção.
        Este Mundo Tenebroso foi interpretado de maneira equivocada por aqueles que não estudam a Palavra como Ela deve ser estudada.
        Pra vc ter um idéia Maurício,99,9% das igrejas brasileiras situadas neste país não têm Escola Bíblica.
        Outro exemplo são os livros da Rebecca Brown onde muitos os consideram como doutrina.Eu particularmente não gosto desse tipo de leitura não edificante.
        Porém gosto da narração de Peretti,principalmente no livro “O Pacto”.
        Mas gosto de escritores como Philip Yancey,Brennan Manning,Max Lucado,John Grishan e etc…
        Falando em livro,vc poderia me indicar um Maurício
        Muito obrigado
        Deus abençoe.

      • Mano, você tem neste link uma lista de dez livros cristãos muito bons, que recomendo para leitura. Espero que te ajude:
        .
        https://apenas1.wordpress.com/2012/03/07/os-10-melhores-livros-cristaos/
        .
        Abraço, na paz,
        mz

  13. julymontiel disse:

    Olá, Maurício!

    Confesso que ao iniciar a leitura não esperava ser surpreendida, mas além de surpreender o texto me constrangeu. Fui levada a analisar algumas coisas em minha vida, sondar meu coração. Algumas vezes pensamos estar tudo certo e nos acomodamos, e esse comodismo acumula alguns “lixos” em nosso coração.

    Perdoar sempre, pois nós fomos perdoados. Amar porque Ele nos amou primeiro.

    Obrigada por permitir ser usado e compartilhar o texto!

    Um abraço em Cristo!

    • Oi, Juliana, tudo bem?
      .
      Se o texto te conduziu a uma autoanálise e à reflexão, ganhei o dia. Se identificou que há algo a ser tratado em seu coração, não espere pelo amanhã. Você só tem a ganhar.
      .
      Um abraço carinhoso, no amor do Cordeiro,
      mz

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s