casar1É enorme a quantidade de casamentos problemáticos entre cristãos. Alguns dos posts mais lidos e comentados aqui do APENAS são os que versam sobre problemas matrimoniais. Muitos dos livros mais vendidos pelas editoras cristãs são os que tratam do assunto. Um dos tipos de ministério “direcionado” que mais surgem é o voltado a famílias e casamentos. Esses fatos denunciam que cristãos enfrentam problemas conjugais tanto quanto não cristãos. Pelo espaço dos comentários do blog chegam até mim muitos casos de pessoas que buscam respostas para problemas conjugais, em situações as mais variadas (se é o seu caso, procure seu pastor, ele é quem melhor pode aconselhá-lo). Em programas de rádio e palestras de que já participei sobre o assunto vejo tipos de problemas que jamais imaginaria, que vão da chamada “incompatibilidade de gênios” a casos de incesto. O que fica muito claro é que o casamento é uma das áreas mais visadas nos ataques espirituais contra os cristãos e por uma simples razão: ao se destruir uma família, ocorre a desestruturação dos cônjuges em diversos âmbitos, os filhos ficam traumatizados, as comunidades são abaladas e, com tudo isso, fere-se a Igreja de Cristo. Assim, qualquer ataque a um casamento é uma afronta direta a Deus. Para quem vive desilusões e problemas no matrimônio, muitas vezes o divórcio é a solução. Já para mim, uma das soluções para problemas matrimoniais é uma mudança na sua compreensão acerca do verdadeiro propósito do casamento.

Como todo mundo, eu me casei acreditando naquelas frases feitas, como “Casei para ser feliz” ou “Casei para fazer o meu cônjuge feliz”. De um modo ou de outro, o que por anos foi muito claro é que o matrimônio tem – no imaginário popular – como finalidade levar o casal à felicidade. É o que nos ensinam nos contos de fadas, em que príncipe e princesa necessariamente têm de “ser felizes para sempre” e ninguém ensina a nossos filhos que príncipes e princesas não vivem deitados eternamente em berço esplêndido, tampouco são lindos de morrer (lembra do príncipe Charles, por exemplo?). Pelo contrário, eles têm obrigações, cotidianos corridos e estressantes, assuntos complicadíssimos do reino para resolver, responsabilidades graves, estresse constante pelo assédio da imprensa (lembra de como foi a morte da princesa Diana, fugindo dos paparazzi?), que exigem demais deles.

Mas a imagem ensinada aos pequenos é que príncipes e princesas são bonequinhos lindos e cheirosos, sempre felizes, eternamente de bem com a vida, numa utopia destrutiva para a formação de identidade de um ser humano – é por isso que sinto pânico quando ouço crianças serem chamadas por cargos da monarquia, como “reizinho” e “princesinha”. E, assim, somos adestrados desde os primeiros anos de vida a acreditar que o casamento tem de nos conduzir a esse estado de “ser feliz para sempre”. O que, aliás, é impossível, nunca acontecerá com ninguém e é propaganda enganosa. Mas todo mundo sobe ao altar acreditando nisso.

princesasA princesinha da mamãe um dia vai se casar com um ogro, que, por mais esforçado que seja, terá todos os defeitos que ela não espera (afinal, tirando o Shrek, os príncipes dos contos de fadas nunca têm defeitos). O principezinho do papai um dia se casará com uma mulher que não é delicadinha e obediente como a princesa dos desenhos animados (ou você acha que a rainha Elsa, de “Frozen”, nunca vai engordar, criar pelanca e dar ataques de TPM?). A realidade é a realidade, mas aprendemos de nossos pais e ensinamos a nossos filhos que nosso casamento tem de ser exatamente como na ficção. Que, como diz o nome, é ficção. A realidade tem cores, cheiros e um peso enormemente diferentes.

Adestrados por essa mentalidade equivocada, hedonista e antibíblica de que casamento foi feito para nossa felicidade ininterrupta, subimos correndo ao altar com essa ideia totalmente irreal em mente. Seguimos para a lua de mel com ela. E, pior de tudo, prosseguimos pela vida tomando-a como o critério para julgar se um casamento é bem-sucedido ou não. Só que, por acreditarmos no conto de fadas da felicidade ininterrupta, quando somos confrontados pela realidade é impossível não se frustrar com o cônjuge, não se desapontar, não se chocar com a enorme distância entre ele e aquele lindo príncipe sem espinhas, nariz escorrendo ou cheiro de suor que desperta a Branca de Neve de seu sono com um lindo beijo nos lábios (já imaginou o hálito da Branca de Neve depois de tanto tempo dormindo, sem escovar os dentes?).

washerEu acreditei por muitos anos na mentira da felicidade como critério para julgar a solidez de um casamento. E, assim como você, tive muitas infelicidades ao longo de minha vida matrimonial justamente porque em muitos momentos me vi infeliz. E, assim, a infelicidade alimenta a infelicidade, num ciclo que parece não ter fim. “Se quero ser feliz no casamento mas não sou sempre feliz na vida a dois, então meu casamento é um desastre”, cheguei a penar. Tudo mudou quando ouvi há poucos anos uma pregação do pastor Paul Washer, no YouTube, que causou uma grande transformação na minha forma de enxergar o matrimônio. Recomendo enfaticamente que você assista (clique AQUI). Como toda pregação eficaz e bíblica, ela mexeu com minhas estruturas e modificou minha forma de ver tudo.

Essencialmente, o que Washer ressalta, com muita correção bíblica, é que o casamento não foi criado por Deus para nos fazer felizes, ao contrário do que prega a sociedade em que vivemos. “O verdadeiro propósito do casamento é que ambos sejam conformes à imagem de Jesus Cristo”, diz. Essa percepção mudou totalmente a minha visão sobre o casamento. Ouvir essa pregação foi como uma cortina que se levantasse diante de meus olhos e me fez compreender enormemente coisas que antes eu não compreendia. Meus paradigmas foram transformados. E Deus promoveu em mim a metanoia, a renovação da mente de que Paulo fala em Romanos 12.2.

Meu casamento tornou-se perfeito depois disso? Claro que não. Eu não sou perfeito e minha esposa também não é, lógico que nosso matrimônio jamais seria (ou será) perfeito. Mas o entendimento do verdadeiro propósito do casamento fez com que meus esforços e minhas percepções começassem a me conduzir por caminhos completamente diferentes. Quando você compreende que não se casa para ficar sorrindo, dançando e pulando o tempo inteiro, com dentes brilhantes sob a luz do luar, passa a ter atitudes muito contrárias às que tinha antes.

casalEntenda algo. Se seu cônjuge é turrão e cabeça dura mas você acredita que ele teria de ser diferente para você ser feliz, então você viverá eternamente insatisfeito (ou você ainda acredita na ideia de que as pessoas mudam conforme o seu querer? A sua vontade de que mudem não mudará ninguém). Mas, se entende que seu cônjuge turrão faz com que você se torne alguém mais paciente, então enxerga que o seu casamento com alguém cabeça dura te conforma mais à imagem de Cristo. Outro exemplo: se o seu marido (ou a sua esposa) é meio brigão, comece a tentar ver que isso pode desenvolver em você um lado pacificador cada vez maior. Ou, ainda, se o seu cônjuge é do tipo que de vez em quando busca iniciar briguinhas e discussões, perceba quanto isso te leva a crescer em domínio próprio. Em outras palavras, cada defeito da pessoa com quem você se casou pode ser visto de duas maneiras: ou como um obstáculo à sua felicidade e à sua ideia de casamento conto de fadas, ou como um meio que Deus estabeleceu para que você seja cada vez mais assemelhado a Cristo. Como disse Paul Washer, “Ele [Deus] quer prová-lo e testá-lo de forma que você será conformado à imagem de Jesus Cristo”.

Sei que muitos não concordarão de imediato com essa visão, o que é totalmente compreensível. Não é fácil mudar décadas de uma ideia formatada, que foi inserida na sua cabeça desde que você usava fraldas. Mas, se você consegue adquirir a percepção de que seu cônjuge não é um adversário imperfeito que chegou para atazanar sua vida, mas, sim, um aliado imperfeito que chegou para criar mais e mais intimidade entre você e o Cordeiro de Deus… tudo muda. Em mim mudou.

aliançaO Senhor quer nos fazer crescer em misericórdia, graça e amor incondicional. Deus deseja que cresçamos a partir das fraquezas de nosso cônjuge – e ele, das nossas – para que cuidemos e amemos nossos maridos e nossas esposas mesmo quando eles não atenderem às nossas expectativas. Sei que você vai questionar muito o que escrevi aqui quando olhar seu cônjuge, lembrar de todos os defeitos, falhas e pecados dele – repetidos dezenas de vezes, muitas delas sem arrependimento. Vai achar loucura que ter de enfrentar isso seja algo que venha para o seu crescimento. E é mesmo: “a mensagem da cruz é loucura para os que estão perecendo, mas para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus” (1Co 1.18). Sim, é loucura a olhos humanos. Mas é crescimento espiritual aos olhos divinos. “‘Os meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, nem os seus caminhos são os meus caminhos’, declara o SENHOR. ‘Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os seus pensamentos'” (Is 55.8-9).

Desde que ouvi essa pregação, volto a ela com frequência. Ouço e ouço de novo. A demolição de ideias que nos acompanharam por décadas nunca é algo rápido ou fácil. Exige humildade e dói. Mas a reconstrução é libertadora. Só Deus sabe como essa nova percepção da realidade bíblica mudou totalmente a forma de enxergar meu casamento e minha esposa e, com isso, mudou muito em mim. O que antes eu via como defeito agora enxergo como canal de bênção. O que antes eu acreditava que subtraía hoje eu vejo que soma. Ainda estou no processo, mas já é possível observar a diferença que faz o abandono da teoria irreal de que casamento tem como finalidade a felicidade eterna. Pois essa teoria necessariamente pressupõe a existência de um cônjuge que seja perfeito a ponto de ser capaz de nos proporcionar felicidade eterna e, também, na existência de perfeição em nós, para que possamos proporcionar felicidade eterna a nosso cônjuge. Só que isso não existe, jamais existiu e nunca existirá. Ninguém jamais será perfeito, meu irmão, minha irmã. Você jamais será perfeito. Logo, o cônjuge ideal só existe nos nossos sonhos irreais. É por isso que você é um cônjuge tão imperfeito. A realidade é o que está dentro de sua casa – seu cônjuge e você. E é a partir dessa realidade que Deus quer conformar ambos à imagem de Cristo.

casal0Sei que deve ser muito duro para você ler isso. Acredite, não escrevo este texto com o coração leve. Pois entendo perfeitamente o que é alguém que vive realidades muito difíceis em sua vida conjugal olhar para elas e aceitar que Deus as permite para seu crescimento espiritual. Compreendo se você se revoltar contra esse pensamento, embora lamente caso não consiga enxergar a profundidade espiritual que ele carrega em si. Mas a sabedoria bíblica que essa mensagem compartilha é fulminante. Como diz Pr. Washer com extremo discernimento espiritual, “Como Deus te ama muito, ele não lhe dá alguém compatível com você. Isso ocorre porque Deus é muito melhor do que você e os seus presentes são muito maiores do que aqueles que você poderia sequer dar a si mesmo. Você ia querer uma vida fácil e com perfeita compatibilidade. Deus não vai te dar isso, porque isso nunca produz caráter cristão, piedade verdadeira ou conformidade com a imagem de Jesus Cristo”.

Vi em outro vídeo – de uma curta conversa entre John Piper, Tim Keller e D.A.Carson – que o  pastor, teólogo e mártir cristão Dietrich Bonhoeffer disse que “a aliança entre marido e mulher sustenta o amor e não o amor sustenta a aliança” (veja o vídeo AQUI). O pacto que fazemos no altar é, acima de tudo, de respeito a uma aliança, antes de ser de amor. Quando você compreende isso, tudo muda. E, pode acreditar, você passa a amar muito mais. E, se você rompe esse pacto, tudo torna-se muito pior. Por isso, fica aqui o conselho enfático: se você falhou nas promessas estabelecidas na aliança, não descarte esse casamento, pelo contrário, busque na graça de Deus o restabelecimento da aliança e prossiga em frente. Houve erros e pecados que feriram os termos da aliança entre você e seu cônjuge? Então recorra ao Senhor em busca da restauração – pois ele deseja, pode e vai restaurar seu casamento se você tão somente se dispuser a isso.

cruz de cristoPeço a Deus que todas as dificuldades de sua vida matrimonial venham a fazer você e seu cônjuge crescerem em intimidade com Deus. Que as falhas e imperfeições suas e de seu cônjuge sirvam para conformá-los cada vez mais à imagem de Cristo. Pois “Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito. Pois aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho…” (Rm 8.28-29). Você não é perfeito. Seu cônjuge não é perfeito. E, para tentar aproximar vocês dois um pouco mais da perfeição, o Ser perfeito criou essa estranha ferramenta chamada casamento. Use-a e torne-se a cada dia um pouco mais como Cristo.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

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comentários
  1. José disse:

    A paz de Deus, nobre amigo.

    Não preciso dizer muito, você conhece a minha história…

    Como Deus é bom. Meu Deus!
    Esse texto de hoje veio corroborar minha escolha e inspirar-me mais ainda.

    Depois “daquele episódio”… tive que me reinventar…
    E foi justamente com essa mentalidade que consegui superar a maioria dos conflitos que estava vivenciando.

    Você foi certeiro ao dizer que é muito difícil acatar certas mudanças depois de décadas exercendo o contrário.

    Enfrentei e enfrento certa incredulidade (e até minha em alguns momentos) quando me propus a vivenciar esse “outro lado do casamento”. Os profissionais com quem estou lidando me olham com certo ceticismo, principalmente aqueles que sabem que eu professava a fé cristã ha muitos anos. Outros até ficam sonolentos enquanto tento expor minha situação.

    Você até citou um versículo que me ajudou (I Co 1.18). Aprendi que não existe cristianismo sem cruz.

    Não é fácil “ceder”, Zágari, mas esse é o caminho.

    Quando eu me propus a mudar minha mente (metanoia) e amar a minha esposa como Cristo amou a Igreja… Mano, tudo ganhou novo significado para mim.

    Interessante que assim como você, foi a partir de um comentário de um irmão, no meu caso o Dietrich Bonhoeffer, que eu comecei a incitar essa mudança em mim, que se me permite, reproduzo aqui:

    “O homem é convocado para sofrer a paixão de Deus no mundo sem Deus… Ser cristão não significa ser religioso em uma determinada direção e sob a pressão de qualquer metódica, tornar-se algo (pecador penitente ou Santo), mas ao contrário, ser cristão é ser homem. Não apenas um certo tipo de homem, mas o homem que Cristo cria em nós. Não é o ato religioso que produz o homem, mas sim a participação no padecimento de Deus na vida do mundo. Eis a ‘metanoia’, que é deixar-se arrastar-se para o caminho de Jesus Cristo e não pensar primeiramente nas próprias necessidades, problemas, pecados e angústias… Não é que Jesus tenha chamado para uma nova religião, mas ele nos convoca para a vida. Com que então se parece essa vida?”

    Mano, na boa…
    Somente tenho agrade a Deus por sua vida.

    Abraço,
    José Gad

    • Oi, José,
      .
      bela citação, uma grande verdade. Penso que esse “ceder” encontra eco nas duras palavras de Jesus: “Se alguém quiser vir após mim, a si mesmo se negue, diariamente tome a sua cruz e siga-me”.
      .
      Abraço, querido, o Senhor continue te sustentando e concedendo de sua paz,
      mz

  2. Elizangela disse:

    Glória a Deus!
    Perfeito, realmente tudo que você falou neste post é verdade, não é fácil de jeito nenhum, mas é necessário entender a situação que estamos vivendo, de uns tempos pra cá tenho pensado algo parecido e lendo percebi que esto no caminho certo. Não se casar para ser feliz ou fazer outro feliz, mas sim para se aperfeiçoar a imagem de Cristo, afinal casamento é só pra esse tempo. Deus te abençoe irmão Mauricio

  3. Mateus disse:

    Maurício, paz do Senhor. Eu apesar de jovem e 19 anos já tinha visto o vídeo do Washer que contém essa visão bíblica de casamento. E faz todo sentido, mano. Assim como nossos defeitos, fraquezas e pecados servem para Deus revelar sua misericórdia, graça e perdão, assim as mesmas coisas da cônjuge, amigos e filhos também servem para exercitar isso em nós.
    No entanto, eu creio também que, além do crescimento espiritual, Deus havia pensado também na felicidade do homem. Pois acho que apesar das dificuldades, há muitos momentos de felicidades também é um casamento. Creio que Deus pensou na felicidade de Adão. Mas isso não é a base, e sim secundário. A base é o crescimento espiritual. O secundário, a felicidade.

    • Oi, Mateus,
      .
      creio que é uma questão de causa e consequência. Fazermos algo e sermos felizes em consequência desse algo é diferente de fazermos tel coisa para sermos felizes. Se vivermos sabendo que a caminhada de fé tem por propósito a conformidade à imagem do Senhor, penso que o verdadeiro contentamento será uma natural consequência.
      .
      Abraço, mano, na paz de Deus,
      mz

      • Mateus disse:

        A relação de causa e consequência que você fala seria esse pensamento: Deus criou o casamento e nos uniu para nos aperfeiçoar espiritualmente. E “automaticamente” por pensarmos e agirmos assim a felicidade virá por causa desse pensamento cristão?

        Ou seja, seremos felizes como consequência do pensamento e coração espiritual. Seria isso?

      • Não por causa do pensamento, mas por agirmos segundo os critérios divinos.
        .
        Abraço, na paz de Cristo,
        mz

      • Mateus disse:

        Compreendi de fato a relação causa e consequência. Só pra finalizar, não sei se você já viu (creio que já), tem uns videos no youtube em 5 partes do Washer chamados: “Como educar seus filhos biblicamente”. Achei fantástico. Além do “Casamento x Imagem de Cristo” (que é o que você citou na postagem, feito na Romênia), mais um vídeo brilhante.

        Fique com Deus. Abraço!

  4. junilson disse:

    Muito bom este post! Eu quero muito ser conformado à imagem de Cristo e estou há alguns meses de meu casamento. Estou muito empolgado com ele. Eu e minha noiva temos a certeza de que nossa união é para propósitos maiores que nós mesmos e não vemos a hora de casar. Sabemos que vamos ter muitos desafios. Espero que Deus nos molde a cada dia juntos.

    Muito obrigado pelo post esclarecedor.
    Abraço.

    • Oi, Junilson,
      .
      se vocês começarem a caminhada tendo em mente esse pensamento já sairão na frente, mano. Recomendo que você leia o livro “Diga sim com convicção”, de Miguel Uchôa, uma excelente obra sobre reflexões e atitudes que noivos devem tomar antes de se casar. Fui o editor do livro e indico com ênfase.
      .
      Abraço, querido, o Senhor abençoe você e sua futura esposa,
      mz

  5. Francisco Neto disse:

    Irmão Maurício;

    Louvo a Deus por sua vida e por esse maravilhoso ministério.
    Obrigado mais uma vez por tão rica reflexão.
    Abraço.

  6. Viviane Caetano Gomes disse:

    Muito bom mesmo!
    Se conseguirmos desenvolver esse principio em desenvolver os frutos do Espirito nas situações que nos incomodam, resolveríamos 99% dos problemas conjugais. Louvado seja Deus por esse direcionamento!

    • Oi, Viviane,
      .
      creio que esse é o maior desafio. Devemos viver constantemente atentos a de que modo cada situação difícil de nossa vida conjugal pode nos aperfeiçoar e moldar à imagem do Salvador. Se tivermos o foco no lugar certo já é um bom começo.
      .
      Abraço carinhoso pra ti, Deus te abençoe muito,
      mz

  7. Rosana Mendes disse:

    Ótimo post Zágari,

    Apenas fiquei me perguntando, será que vou ser conformada a imagem de Jesus, ou seja, meu caráter se parecerá mais com o de Cristo, mais especificamente, quando for casada?

    Isso pode acontecer também com os solteiros, no dia a dia, com as pessoas cristãs ou não cristãs ao nosso redor?

    Concordo plenamente com sua abordagem e do Paul Washer, mas ainda sou solteira e hoje orei pra o meu caráter ser cada dia mais parecido com o de Cristo.

    Obrigada pelo carinho, irmão!

    • Oi, Rosana,
      .
      eu diria que a vida cristã como um todo é sobre ser conformado à imagem de Cristo. Na verdade, tudo o que vivemos, desde que acordamos até quando dormimos, tem esse propósito. Eu diria que o casamento é mais uma das “ferramentas” que o Senhor usa com essa finalidade. Se soubermos nos mover pela vida com isso em mente caminharemos muito mais perto do Senhor.
      .
      Eu que agradeço, mana, um abraço apertado pra ti, Deus te abençoe muito,
      mz

  8. marcojuric disse:

    Boa tarde Zágari!

    Realmente não somos perfeitos…
    Perceber o quanto as diferenças nos ensinam e nos exercitam nas práticas opostas à favor do aperfeiçoamento individual, por um lado, mas também do casal; do matrimônio, por outro, é buscar trazer a imagem de Cristo em nós. É uma excelente oportunidade para avançarmos para um casamento melhor a cada dia.

    Perfect mano!

    Abração!!!!

    MJ

  9. Olá Maurício, estou colando um texto em que você deixou passar um errinho de português, nõ publique esse post pois ele é apenas para você consertar lá, vou colar a frase inteira, é o segundo parágrafo abaixo do video do Paul Washer .

    Meu casamento tornou-se perfeito depois disso? Claro que não. Eu não sou perfeito e minha esposa também não é, lógico que nossa matrimônio jamais seria (ou será) perfeito.

    O certo seria o NOSSO matrimônio.

    Um abraço meu irmão e fica na paz.

    • Obrigado, Ricardo, essa passou. Faço questão de publicar sua correção, é sempre bom ver-se errante e ser corrigido em amor. Muito obrigado.
      .
      Abraço fraterno, no amor de Deus,
      mz

  10. Raphael Vinicius disse:

    Seus textos cada vez mais chegam em momentos oportunos. Irei me casar agora em setembro, e você não sabe o quanto isso abriu meus olhos.

    Obrigado Maurício. Que o Senhor te abençoe cada dia mais.

  11. hericson mendes disse:

    mauricio excelente post,e isso mesmo Deus usa o nosso casamento para,trabalhar em nosso carater,pois e em nossas casas que revelamos verdadeiramente que tipo de cristaos somos! que Deus te abençoe hj e sempre.

  12. Fabio Cardoso disse:

    Oi Maurício,
    Concordo com seu texto, mas diz o ditado: “melhor prevenir do que remediar”
    Prevenir nesse caso é conhecer muito bem a pessoa antes de dizer “sim”
    Existem pastores como Jaime Kemp que criam questionários que após respondidos são confrontados, levando os noivos a se e conhecerem e fazerem uma escolha realmente madura e cientes dos pontos discordantes.

    Abraço !

    • Sem dúvida, Fabio. Naturalmente o raciocínio do texto não contraria a preparação cuidadosa antes do matrimônio.
      Obrigado pela contribuição.
      .
      Abraço, na paz de Cristo,
      mz

  13. Gabriela disse:

    Oi Maurício,

    Esse post me fez refletir muito, na verdade me fez refletir sobre a relação que tenho em casa com meus pais (que não são crentes). É algo muito difícil e delicado… Presencio em minha própria casa a influência destrutiva do pecado. Acho que pude perceber que essa situação pode trazer muitas bênçãos e ensinos.

    Enxergar que Deus preparou exatamente o lar em que eu deveria estar é difícil, mas posso ver isso…

    • Olá, Gabriela,
      .
      peço a Deus que haja paz e harmonia no seu lar e que você seja instrumento de conciliação. Que as dificuldades sirvam para aproximá-la cada vez mais de Deus e também a deus pais. Fique firme e lembre-se que Deus é sempre com você.
      .
      Abraço fraterno, no amor de Deus,
      mz

  14. POLIANA GUIMARAES VIEIRA disse:

    A paz do Senhor, Maurício!
    Mais uma vez quero honrá-lo pelo excelente trabalho. Sou realmente sua “fã” e encomendo esse blog a todos. Esse texto só veio confirmar algo que eu tenho vivido. Não sou casada, mas tenho vivido isso com meu pai. As pessoas não entendem o que Deus tem feito, mas o Espírito Santo tem me revelado. Meu pai é um pessoa extremamente difícil (eu também sou). Sempre tivemos muitas dificuldades no nosso relacionamento. Com a morte da minha mãe tudo poderia ter ficado pior, MAS Deus me mostra a cada dia tudo isso que você mencionou. O meu relacionamento com meu pai só me revela minhas falhas e fraquezas, gerando um arrependimento e muita mudança. Jamais teria crescido e mudado como pessoa se não tivesse a oportunidade de conviver com ele. Creio que tudo é um aprendizado para meu casamento. Infelizmente, crio muitas expectativas com relação a isso. Seu texto descortinou o que tem sido pregado na igreja. Não é só filme não. Dentro das igrejas o casamento é idolatrado. Você só é plena se for casada. Ser solteiro parece maldição. Ficou muito indignada com isso. Que essa mensagem seja pregada nos púlpitos e vivido pelos nossos jovens solteiros. Vou repassar para todos. Obrigada. Jesus abençoe!!!!

    • Oi, Poliana,
      .
      muito obrigado pelas suas palavras gentis, louvo a Deus pelo teu coração bondoso e carinhoso. Espero que essa relação com seu pai torne-se cada dia mais pacífica e edificante, e que vocês consigam exercer o fruto do Espírito no relacionamento mútuo. Oro a Deus que traga paz ao teu lar e que seu casamento ocorra no momento certo e sem afobações. Não tenha pressa, tenha fé.
      .
      Abraço fraterno, no amor de Cristo,
      mz

  15. CLEBER PIRES disse:

    Date: Thu, 24 Jul 2014 10:02:12 +0000 To: eternamentepires@hotmail.com

  16. Paulo Silva disse:

    Olá Maurício
    Só faltou dizer com todas as letras que quanto mais dificuldades melhor para o crescimento espiritual e consequentemente o cumprimento do propósito de Deus. Não deve se apenas considerar os extremos. Pois nem todos são imaturos a ponto de esperar que numa união conjugal tudo seja perfeito e maravilhoso. Existem aqueles que apesar das diferenças, têm a certeza absoluta que quer superá las, ou “administrá las” ao lado do seu cônjuge. E em outros casos a união é algo que beira ao insuportável. Casos em que não há amor, afeição, desejo, admiração, respeito, praticamente nada que seja positivo, mas frustração, martírio, tortura… Amor existe! Jacó casou se com Lia e apesar de a Bíblia não relatar que ambos maltratavam um ao outro, ele somente se realizou quando casou se com Raquel. A Bíblia fala da (terrível) mulher rixosa, e esta não serve para elevar a espiritualidade de ninguém. Aliás, a respeito desta é dito que destrói a casa com as suas próprias mãos! Você mesmo postou um interessantíssimo texto a respeito. Não acessei ainda o link de Paul Washer, mas não resisti em fazer as minhas considerações. A propósito, pessoas que como ele, defendem a “eleição incondicional” parecem ser um tanto frias. Daqueles tipos que dizem: é assim e pronto e deve se aceitar, concorde você ou não! Querido me desculpe, mas se alguém está comigo por conveniência, frustrada e infeliz, me suportando somente por obediência a palavra, faz me sentir extremamente mal. Este tipo de texto (declaração) sugere tal e promove este sentimento em muitas pessoas. Casamentos assim até resistem a separações. Existem inúmeros casos, infelizmente. Nestes, porém, não há alegria e, se existem filhos, estes são expostos a uma realidade ruim que não é necessariamente a comum, mas de lares nestas situações. Há casamentos que não operam dentro de uma atmosfera de perfeição, mas também, não de decepção. E é isto pelo menos o que se quer. E quer saber? Não creio que seria pedir muito. Sinceramente, constatações deste tipo (do texto) promovem um consolo para alguns, mas uma grande decepção para outros. E eu estou entre este último grupo.

  17. Vinicius Girraldi disse:

    Boa noite irmão!

    Faz um bom tempo que admiro suas postagens e sua forma de expor ideias. Queria aproveitar a oportunidade e te pedir que escrevesse sobre algo. Você que é uma pessoa extremamente reflexiva e que expõe cada pormenor dos assuntos que reflete poderia me ajudar muito quanto a uma questão: qual a idade certa para começar um namoro, no contexto cristão, sem jugo desigual e de forma pura.

    Os textos que eu acho na internet são superficiais demais e as pessoas com o qual converso também não me satisfazem. Gostaria de uma longa reflexão que me preencha e me faça formar uma ideia e firmar num propósito, e creio que você é a pessoa que pode fazer isso por mim. Se você puder, por favor, faça uma postagem sobre isso. Eu ficaria extremamente grato.

    Fique na paz de Jesus!

    • Olá, Vinícius,
      .
      não existe idade certa para começar um namoro, existe a pessoa certa e o bom senso. Crianças de 14 ou 15 anos não devem namorar, por exemplo; isso é bom senso. Pessoas que não iniciam um namoro visando ao casamento também não. Uma vez que se conhece alguém com quem se deseja construir um projeto de vida e que se tenha condições de se manter um relacionamento, é preciso obter a permissão dos pais, tomar as atitudes necessárias e, só então, iniciar um namoro. Não acredito em idade certa para isso, acredito na pessoa certa. Se adolescentes se apaixonam, devem manter uma amizade pelo tempo suficiente até que tenham maturidade e condições de assumir um compromisso de início de relação que desague no matrimônio. Namoro não existe como uma entidade isolada: ela é o início de um processo que conduz a uma vida matrimonial a dois. Uma vez que se tenha condições de vida, aprovação das famílias e maturidade para tanto, não vejo por que não dar início ao processo.
      .
      Um abraço fraterno, Deus te abençoe muito,
      mz
      facebook.com/mauriciozagariescritor

  18. Thiago Keydi disse:

    Paz Maurício , parabéns pelos seus feitos, gostaria de te perguntar quando sai seu livro sobre casamento?

    • Olá, Thiago,
      .
      o “Perdão total no casamento” tem lançamento previsto para julho/agosto de 2016. Obrigado pelo interesse.
      .
      Abraço fraterno, na paz do Mestre,
      mz
      facebook.com/mauriciozagariescritor

      • Thiago keydi disse:

        Amém Zagari, aguardando ansiosamente a publicação. Confesso que não sabia que você estava escrevendo sobre o assunto mas me deu vontade de perguntar assim como há pouco tempo pensei várias vezes em te cobrar um post enorme que você havia prometido e veio você com o “ porque vou ensinar minha filha a entregar o dízimo ” .
        Infelizmente não encontrei o seu segundo livro pelo Apple Store, resido no Japão e não está disponível por aqui , o perdão total consegui comprar, mas ao indica-lo , também não se encontra mais disponível. Em breve escrevo mais, fique na paz de Cristo.

      • Olá, Thiago,
        .
        fico feliz pelo interesse. Se você desejar, pode adquirir os livros que lancei pela Mundo Cristão em formato de e-book, pelo site da editora:
        http://www.mundocristao.com.br/produto/800
        Peço a Deus que a leitura te abençoe.
        .
        Abraço fraterno, na paz do Mestre,
        mz
        facebook.com/mauriciozagariescritor

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