tedioTenho viajado com certa frequência para outras cidades, por conta do meu trabalho. Isso tem me levado a passar algum tempo em salas de embarque de aeroportos. Como me interesso muito pelo comportamento humano, gosto de ficar observando as pessoas à minha volta. Estive recentemente em São Paulo e passei algumas horas no aeroporto. Poucos anos atrás, se eu estivesse numa situação semelhante, veria ali muita gente com cara de tédio, cochilando, lendo livros ou, simplesmente, pensando. Nos últimos anos, porém, a coisa mudou. Reparei que a esmagadora maioria de quem estava próximo a mim na sala de embarque mantinha-se profundamente entretida com seus smartphones, iPads, notebooks e outros aparelhos eletrônicos. Curioso, me levantei a caminhei um pouco ao redor do salão, espiando com o que exatamente estavam ocupando seu tempo. Muitos estavam em redes sociais, outros jogavam games, alguns batiam papo em programas de chat. Uma minoria fazia algo que parecia ligado a trabalho. Em resumo, o que percebo nas minhas viagens é que as caras de tédio estão se tornando quase que extintas nos aeroportos. Agora, os recursos eletrônicos ocupam com bastante competência o tempo e a mente das pessoas. Fiquei me perguntando: isso é bom ou mau?

tedio0Claro que é bom. Quem gosta de ficar entediado? Quem gosta de passar horas sem nada o que fazer? É muito melhor ter algo com o que ocupar a mente enquanto se espera o avião chegar. Na verdade, enquanto se espera por qualquer coisa, pois tédio não é exclusividade de aeroportos. No trajeto do ônibus até o trabalho, na fila do supermercado, na sala de espera do médico… as ocasiões em que o tédio se manifesta não têm limites. Surgem a qualquer momento e por todo lado. E se antigamente o não-ter-nada-o-que-fazer nos proporcionava como única alternativa passar o tempo pensando ou no máximo lendo um livro ou fazendo palavras cruzadas, agora temos ao nosso dispor bugigangas eletrônicas de todos os tipos, tamanhos e formatos, com uma infinidade de softwares e aplicativos, que chegaram para ocupar nossa mente, enxotar o tédio e nos livrar da penosa e irritante atividade que é pensar.

tedio2Epa. Percebeu algo estranho no que acabou de ler? Não? Então permita-me chamar a atenção: eu disse “penosa e irritante atividade que é pensar”.  Este é um fenômeno de nossos tempos: consideramos que “pensar” é sinônimo de “não ter nada o que fazer” e, portanto, é algo chato e incômodo. Logo, se não nos entretivermos e “apenas” ficarmos pensando, acabamos descontentes. A consequência? Temos procurado tão desesperadamente dar tarefas ao nosso cérebro que está sobrando muito menos tempo para a reflexão – estamos pensando incomparavelmente menos. Alguns anos atrás podíamos dedicar nossos momentos de espera e ócio à reflexão, a pensamentos sobre a vida, à análise de fatos e ideias, a muitas coisas importantes que exigem a nossa meditação – exigem cérebros direcionados exclusivamente para o pensamento. Os momentos de tédio nos davam espaço para devotar nossa mente não apenas a se ocupar, mas a elaborar. A ponderar. A investir tempo no questionamento. Isso nos permitia ser pessoas mais críticas, reflexivas, analíticas, criativas e inovadoras. Pois tínhamos tempo ocioso para fazer mais do que absorver informações: conseguíamos processá-las, pô-la sob os holofotes e examinar seus muitos ângulos, com cuidado e bastante reflexão. Mas, se “nos livramos da penosa e irritante atividade que é pensar”, estamos nos tornando seres que não pensam . Logo, aceitaremos tudo o que nos é apresentado como verdade, pois não teremos mais o hábito de parar e questionar: “Será verdade mesmo?”.

Assim, vemos que espantar o tédio é ótimo, mas pensar menos é uma tragédia. Em especial para o cristão.

cabeça oca1Se mantemos nossa mente ocupada em todos os momentos entediantes com atividades lúdicas (como games e redes sociais), sentiremos muito menos tédio, mas exercitaremos infinitamente menos nossa habilidade de pensar. Com isso, ao recebermos um ensinamento religioso, por exemplo, simplesmente o incorporaremos ao nosso grupo de verdades absolutas – pois não pararemos para refletir até que ponto ele é de fato bíblico. Nos dirão que a prática X ou Y deve fazer parte da nossa vida de fé e você aceitará sem senso crítico. Vão dizer que você pode ser um cristão agressivo porque “afinal, Deus respeita o seu temperamento” e você aceitará esse confortável absurdo sem questionar. Cantarão louvores cheios de erros bíblicos e você nem ao menos perceberá, visto que não pensou muito sobre eles. Você passará meses sem ouvir pregações que falem sobre assuntos centrais da fé – como amor ao próximo, graça, perdão, arrependimento, inferno, negar-se a si mesmo, preferir os outros em honra, e não devolver mal com mal – e achará que está tudo bem (pois não parou para pensar sobre o assunto). E por aí vai.

Pensar é uma atividade vital do ser humano. Mas não apenas pensar por pensar ou pensar de qualquer maneira: pensar, isto sim, de forma reflexiva, critica, analítica, demorada, focada. A questão é que, para podermos pensar de um modo que nos fará crescer e ser mais consequentes em nossa vida, precisamos de tempo. Uma boa conclusão ou decisão jamais é tomada em segundos: exige ponderação, olhar todos os lados da situação, concluir, questionar a conclusão, voltar a analisar, concluir de novo. Nesse sentido, os momentos de tédio são preciosos.

Einstein1A filosofia grega revolucionou o mundo pelos 2.400 anos seguintes ao seu surgimento. Tales de Mileto, Sócrates, Platão, Aristóteles e outros pensadores que mudaram os rumos de toda civilização ocidental só puderam criar seus conceitos porque viveram em um momento histórico em que podiam se dedicar ao pensamento. Albert Einstein só criou a teoria da relatividade porque trabalhava num escritório de marcas e patentes em que dava conta de todo o serviço na parte da manhã e tinha a tarde ociosa, sem ter nada a fazer exceto sentar-se no beiral de uma janela e matar o tédio… pensando. Os avanços da humanidade só surgiram quando pessoas começaram não a se entreter e ocupar a cabeça com informações irrelevantes, mas a pensar.

Na própria história do cristianismo vemos isso. O escolasticismo (movimento de reflexão e produção teológica iniciado no século 12 e que sucedeu a Idade Média) foi marcado por uma riqueza enorme de criatividade intelectual, promovida por um contexto sociocultural que estimulava o pensamento. E, sem esse movimento, não teríamos os pré-reformadores e muito menos a reforma protestante. Ou seja: sem o pensamento e a reflexão não haveria Igreja evangélica. Às vezes fico imaginando se os dois discípulos na estrada de Emaús, em vez de ocupar o tédio daquela longa caminhada conversando com Jesus, tivessem ficado com a cara enfiada em seu iPad durante todo o trajeto. O que não teriam perdido?

Você vai deparar com muitos momentos de tédio ao longo da próxima semana, do próximo mês, do resto de sua vida. É totalmente possível ocupá-los todos com aquilo que vê em seu smartphone, notebook ou tablet. Não tenha dúvidas de que conseguirá espantar o tédio com eficiência, vai se distrair, entreter-se e manter seu cérebro bem ocupado. Vai rir, ver vídeos legais no YouTube, admirar milhões de selfies dos seus amigos no Facebook, gastar horas jogando Candy Crush. Coisas do gênero. Nada contra. Mas se você não tomar a decisão de desfrutar de pelo menos parte desse tédio com a leitura de livros ou com a arte de pensar, corre o sério risco de se tornar alguém que não avança nem contribui – apenas reproduz o que alguém que pensa te falou. E isso seria muito triste. Improdutivo. E desastroso para você, a Igreja e a sociedade.

Tedio3Quer ser uma pessoa relevante? Quer ter opiniões bem formadas e refletidas e não apenas copiadas do que ouviu da boca de alguém que admira? Quer ter senso critico? Quer conseguir analisar algo que todo mundo diz que está certo e concluir que está errado? Então recomendo que dedique-se ao pensamento. E os momentos de tédio são preciosos e propícios para isso. Não perca a oportunidade. Use a chatice das horas entediantes para se tornar uma pessoa que usará suas reflexões para auxiliar vidas, formar uma igreja mais íntima de Cristo e construir um mundo melhor.

E, agora que acabei de escrever esta reflexão, surgida em um momento de tédio na sala de embarque de um aeroporto de São Paulo, peço licença mas vou ler um bom livro – afinal, ninguém é de ferro.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício

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comentários
  1. Então somos dois, Maurício, sempre pensei assim.

    Confesso que às vezes fico ponderando que é a minha geração que não é mais compatível ao pensamento comum da juventude. Será? Não sei. O que sei é que os tempos mudaram como de costume. E outra coisa que sei também é que ninguém deve ter uma visão unilateral, radical, rígida. Até porque “tudo de mais é veneno”, não é? Tudo em excesso faz mal, em todos os sentidos.

    Penso o mesmo: passar horas e horas da nossa preciosa vida mergulhados em redes sociais, jogos e afins é uma perda de tempo irreparável! Tanto para si próprio, quanto para a humanidade. E tenho dito isso frequentemente para o meu filho de 16 anos. Ele alega que “troca ideias” com seus amigos e pensa dessa forma, que discute e se informa dessa maneira. Tá, até pode ser. Pode ser que os tempos de pensar sejam outros. Será? Não tenho smartphone e afins e, mesmo que tivesse, fugiria léguas de viver assim, 24 horas por dia feito um zumbi no mundo real, onde somente o virtual é interessante, onde o além é o mundo, é o foco. O além do presente, do si mesmo, do contato físico, do aproveitamento da vida, da natureza… Onde quase não se sabe mais falar cara a cara, olho no olho.

    “Às vezes fico imaginando se os dois discípulos na estrada de Emaús, em vez de ocupar o tédio daquela longa caminhada conversando com Jesus, tivessem ficado com a cara enfiada em seu iPad durante todo o trajeto. O que não teriam perdido?”

    É, meu irmão, aqui, neste “campo virtual” a gente até troca muitas e muitas ideias, ideias interessantíssimas, ideias que a gente se alimenta, pondera, critica… ideias que nos fazem pensar. Mas como tudo precisa ter um equilíbrio, tô indo nessa, tô indo respirar vida de fato e de verdade…rs.

    Um abração, meu irmão!

  2. Reflexoes de um Peregrino disse:

    Sensacional Maurício!

    São nesses momentos de tédio e coisas simples da nossa vida que surgem essas reflexões tão preciosas! Continue assim com esse tato e com esse tédio! rsrsrs.

    Deus abençoe

  3. Cris disse:

    Acabo de dedicar alguns momentos de tédio à leitura desse seu excelente artigo, tão relevante e sensato como sempre. 😉
    Abraços,

  4. Fabio Cardoso disse:

    Olá Maurício !
    Descreveu bem! Essa geração assisti tv, ouve música e tecla smartphone ao mesmo tempo. Inclua ai também algo pra beliscar, que engorde muito e não alimente, só pra ocupar mais um dos sentidos. Assim vivem, com muita distração, mas sem conteúdo.

    Abraço!

  5. José disse:

    A paz do Senhor Jesus, nobre amigo Maurício.

    Estava aqui em meio a um início de tédio, e pensei: hoje deve ter novidade no APENAS. Lido e feito.

    Mais uma pérola para a minha caminhada.

    Que Deus Lhe
    sempre propício.

    Ah, você poderia me sugerir um bom livro cristão para pré-adolescente, no seguimento

    “relacionamentos”?

    Abraço fraterno,
    José.

  6. Edna Braga disse:

    A paz, irmão!
    Penso exatamente como você! Todos os dias gasto 2h pra ir e mais 2h horas pra voltar da faculdade (moro na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro e estudo na Zona Sul), durante esse tempo leio livros, ouço música, estudo; mas também aproveito esse tempo pra pensar. E como tenho tirado bom proveito disso. Ás vezes acho que minha mente vai explodir! Reflito sobre a minha vida, minha carreira e principalmente sobre a minha vida cristã. Algumas vezes chego à alguma conclusão, outras fico mais confusa ainda, mas entendo que esse é um exercício necessário. Viver num mundo sem criticá-lo nos torna uma marionete; atores coadjuvantes na sociedade. Mas o melhor é quando gasto tempo pensando em Deus; em quem Ele é, em Suas maravilhas; e cada vez sei mais em quem eu tenho crido.

    E o Pai continue falando contigo, e você continue nos abençoando com o dom que Ele te deu.

    Abraços!

    • Olá, Edna,
      .
      obrigado pelo carinho e as orações. Fico feliz que você se dedique à reflexão, com certeza é e será muito útil para você. Cultive o tédio de forma correta e colherá bons frutos.
      .
      Abraço pra ti, no amor de Deus,
      mz

  7. Greize disse:

    Rede social se resume em :Não leio até o final, mesmo que seja 5 linhas, logo não interpreto direito e comento, geralmente com respostas absurdas.O penso logo existo, não existe mais.
    Eu as uso, mas cansa, agora é usar mais para ter contato com amigos que moram longe ou no exterior.
    Livros nos fazem crescer a mente e pensar antes de falar.Mas as vezes é bom não fazer nada..limpar a mente.Confesso que é difícil para mim, pois penso muito, e quem pensa muito parece que sofre mais.Lembro que quando era mais “alienada” sofria menos.Será?!!
    Falo isso devido as torrenciais noticias que chegam a nós em velocidade da lua é muita coisa para absorver…eu fico tonta..Será só eu??!!
    Abraço.

  8. Iara Souza disse:

    Lendo esta reflexão, lembrei-me da frase de um amigo, em uma de nossas conversa “Iara, em época que as pessoas esquecem que somos racionais, pensar torna-se uma grande virtude”. 😉

  9. Neia Cunha disse:

    Mauricio boa noite….
    Meu irmao to aqui pensando neste post ( pensando mesmo ) kkkk pq muitas vezes o meu telefone ocupa muito tempo em minha vida pra fazer contas eu nem penso mais eu ja pego telefone e uso a calculadora misericordia eu não quero pensar mais .
    Olha preciso me cuidar pq fico o dia todo com o telefone e ler bons livro e a biblia e uma luta confesso que as vezes estou lendo e me da uma vontade enorme de abrir o Facebook 😬 e vergonhoso mas e a realidade.
    Mas vou tomar uma posicao espero poder em um outro post compartilhar com vc e os demais irmaos que seguem a minha Vitoria em nome de Jesus .
    Abraco meu querido Jesus te abencoe e a sua familia tb .
    Neia 😃

  10. Excelente posicionamento.
    Eu mesmo tenho sentido a perca da capacidade de reflexão devido ao uso contínuo do entretenimento tecnológico e tenho tentado mudar isso… Assim como a diferença entre medicamento e veneno, o “ponto x” está na dose utilizada.

    Sou um grande admirador do teu trabalho (ainda preciso ler os livros) e oro para que continue assim.

    Abraço.

    • Olá, Daniel,
      .
      fico feliz por o texto ter conduzido você a essa reflexão. A dose é essencial, muito bem lembrado.
      .
      Obrigado pelas palavras gentis, muito grato.
      .
      Um abraço, na paz de Deus,
      mz

  11. Edina Oliveira disse:

    Olá Mauricio como vai, tudo bem contigo e com sua família?

    Que bom termos alguém para nos abrir os olhos e acordar enquanto ainda é tempo.
    Quando fiz promessas ao Senhor Deus para que curasse minha filha, uma delas foi me desligar durante um ano das redes sociais, exceto o APENAS. Envio seus textos para amigos pelo email, pois considero de muito valor o que você escreve.
    Agora tem me sobrado tempo para coisas realmente importantes, assim, pretendo continuar com minha promessa não apenas por um ano, mas pelo resto de minha vida.
    Quero te contar um sonho que uma mulher teve: ela morreu e estava numa fila para o céu. Jesus estava na entrada recebendo um por um. Alguns, Ele abraçava, girava com a pessoa, jogava para cima, muito feliz. Quando chegou a vez dela, Ele apenas apertou sua mão e disse: “seja bem vinda”. Ela então perguntou: “Porque algumas pessoas o Senhor abraça alegremente, gira, joga para cima muito feliz e a mim somente um aperto de mão?” Então o Senhor disse: ” Eu gasto tempo com elas porque elas gastaram muito do seu tempo comigo antes de virem para cá!”

    Um abraço em você e em toda a sua família!

    • Oi, Edina, tudo bem, graças a Deus, espero que com você também.
      .
      Fico feliz pela sua opção em dedicar mais tempo à vida real e me sinto honrado por você seguir lendo minhas reflexões. Peço a Deus sempre honrar essa sua decisão abençoando a sua vida com aquilo que escrevo.
      .
      Quanto ao sonho da irmã… não sei se ele me deixa confortável. Embora eu compreenda perfeitamente o que ela quis dizer, biblicamente vejo Jesus sendo igualmente dedicado a todos os seus filhos, sem preferências. Lembro-me da parábola dos homens que trabalharam mais tempo que outros e todos receberam o mesmo salário. Não creio que de fato Jesus “pagaria na mesma moeda”, se é que podemos falar assim, o comportamento dos salvos. O perdão divino inclui isso também. Penso que no céu seremos igualmente amados pelo Senhor, pois sua graça supera tudo. Mas como disse, entendo as boas intenções do sonho dessa senhora.
      .
      Abraço pra todos os seus, na paz do nosso Deus,
      mz

  12. Lígia Maria da Silva Barros disse:

    Olá Maurício!
    Paz de Cristo!
    Amo seus textos. São reflexões bem comuns, traduzidas da melhor forma por você.
    Tentarei resumir sobre o que esse, especialmente me fez lembrar.
    O meu avô materno,que já está com Deus, era um sertanejo alagoano, de origem muito humilde, perdeu seu pai (alcoólatra) muito cedo e sentiu na pele a responsabilidade de trabalhar para se suster. Vivia na zona rural. Enquanto seus amiguinhos da mesma idade brincavam, ele estava sempre próximo dos adultos absorvendo suas conversas.
    Começou a trabalhar na lavoura,casou com a minha avó,tiveram 14 filhos, prosperou,conheceu a palavra de Deus através de um amigo que a diferença entre eles é que meu avô era analfabeto e ele não.
    Ajudou a criar Congregações que hoje são Igrejas, foi um fiel dizimista, hospedava e ajudava Pastores,Seminaristas,Secistas.As pessoas da cidade onde morava costumavam dizer com algum crente que pisava na bola. “-Isso é lá crente. Crente mesmo é Sr. Luiz.”
    Para mim é uma das mais belas histórias, recheadas de experiências vividas.
    Mas na verdade, o que me fez lembrar dele, é que ele falava de Deus com tanta sabedoria,citava versículos inteiros e quando alguém falava alguma bobagem que dizia conter na Bíblia, ele mesmo sem saber ler falava: -“dou tudo o que tenho se você mostrar essa passagem pra mim.”
    Ou então, quando chegávamos para visitá-lo, ele falava pra minha mãe”- Maria, eu estava aqui meditando no versículo tal e…” relatava lições interpretativas sobre versículos e versículos.
    Foi um ganhador de almas. Ninguém saía vazio da Palavra e suas pregações eram baseadas tão somente no que ele ouvia e meditava.
    Obrigada pelo espaço onde podemos relatar nossas opiniões e experiências.
    Tenha um bom dia com as bênçãos de Deus.
    Forte abraço.

    • Oi, Ligia,
      .
      obrigado pelas suas palavras gentis sobre os textos, louvo a Deus pela tua bondade.
      .
      Que lindo exemplo o do seu avô. Prova de reflexões muito bem aproveitadas. Imagine o que teria acontecido se ele tivesse preferido ficar jogando Candy Crush o tempo inteiro…
      .
      Obrigado por compartilhar essa história tão inspiradora!
      .
      Um abraço, na paz de Deus,
      mz

      • Lígia Maria da Silva Barros disse:

        Meu irmão!
        Estou rindo aqui, incontrolavelmente.
        Não tem como não rir.
        Confesso, sou viciada em Candy Crush, parece que você adivinhou.
        Esqueço do tempo jogando, imagina?
        Sei que poderia usar meu tempo melhor. Mas leio a Palavra de Deus diariamente, no entanto não tenho feito como o meu querido avô, que meditava na Palavra.
        Foi interessante a coincidência e com certeza não foi em vão.
        Forte abraço.
        Paz de Cristo!

      • Olá, Lígia,
        .
        se de algum modo Deus falou ao seu coração dê ouvidos a ele 🙂
        .
        Abraço carinhoso, na paz de Deus,
        mz

  13. Walber disse:

    Bem pensado Mauricio rs

    Escutei Paul Washer falando que uma vez no avião estava sentado a uma pessoa (com certeza mexendo num tablete ou com cara de tédio), ele abriu o novo testamento grego e começou a ler, a pessoa olha acha esquisito e pergunta – O que é isso que vc lê? e SHAZAM uma oportunidade pra compartilhar Jesus e levar o indivíduo a pensar um pouco durante o voo!

    Deus nos conceda mentes pulsantes para as coisas do reino.

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