Até o início de minha vida adulta eu ouvia falar de “católicos não praticantes”: em geral, indivíduos nascidos de pais católicos, batizados na igreja católica, que iam a uma missa aqui e outra ali, quando tinham de dizer sua religião se apresentavam como católicos… Mas que não faziam a menor ideia do que dizia a Bíblia, não sabiam nada de história da Igreja, não se comportavam segundo a ética cristã. Enfim, eram os “católicos nominais”. Hoje eu chego aos 40 anos de idade e sou obrigado a admitir que esse mal contaminou os evangélicos. Sim, estamos cercados por todos os lados por evangélicos não praticantes, um fenômeno relativamente novo. “Os bíblias são pessoas sérias”, dizia-me meu avô, católico não praticante, quando eu era criança. Nos nossos dias eu temeria repetir as  palavras do velho João Zágari. Pois os evangélicos nominais estão se alastrando numa velocidade crítica. E as redes sociais estão mostrando isso de modo inequívoco.

A grande diferença entre o católico não praticante e o evangélico não praticante está na freqüência às reuniões religiosas semanais: enquanto o católico não praticante vai vez por outra à missa, o evangélico não praticante vai todo domingo à igreja. E as diferenças param por aí.  Pois o evangélico não praticante não lê a Bíblia. E,  como não lê, não sabe o que ela diz. Não a estuda.

A fé do evangélico não praticante é por tabela: forma suas crenças com base no que outros pregaram, cantaram, falaram. Por isso, fica assustadíssimo quando dizemos que a frase “não cai uma folha da árvore se Deus não deixar” não está nas Escrituras. “Achar” um verbo muito presente nos lábios de um evangélico não praticante. Você entra em uma argumentação com ele sobre um tema bíblico e a resposta contém quase sempre esse verbo: “Ah, mas eu não acho que seja assim não”, justifica-se. E quando você embasa seus argumentos em cinco ou seis passagens, em normas de hermenêutica, em princípios da exegese, ele desconversa e sai com um “Ah, mas eu já ouvi o pastor fulano dizer no blog dele que…” vira as costas e vai embora. Sempre “achando”, claro. Não tem jeito: o evangélico não praticante é um achista.

O evangélico não praticante também desconhece história da Igreja. Não entende a cronologia do Antigo Testamento, ignora fatos da Igreja primitiva, questiona pontos elementares que os patriarcas dos cinco primeiros séculos já responderam. Aí você explica, diz o que foi debatido nos concílios, conta como se deu a sistematização de certas praticas e doutrinas e…”Ah, mas eu não acho que seja bem assim”.

O evangélico não praticante tem opiniões próprias sobre aquilo que Deus deixa claro nas Escrituras. Como não as conhece, tem conhecimento sobre algumas informações soltas a respeito do Altíssimo e a partir delas formula toda sua doutrina de fé. O evangélico não praticante ora pouco. Ora sempre antes das refeições porque, ora bolas, é o que um evangélico faz! Mas não tira momentos para Deus. Não abre mão do seu programa de TV favorito para dedicar 15 minutos ao Pai. Para isso servem os cultos. Se jejua não sabe explicar muito bem por que devemos jejuar, mas afinal o pastor disse que era para jejuar e os irmãos da igreja jejuam, então ele acha que tem de jejuar.

O evangélico não praticante um dia morrerá e não irá para o Céu. E só de eu falar isso ele já se irou e pensou “quem é você para julgar os outros???”. Pois o evangélico não praticante acha que qualquer coisa que que contraria sua fé popular é “julgamento”. Mas eu digo isso por uma simples e óbvia razão: o evangélico não praticante… não pratica o Evangelho.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

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comentários
  1. Caro Zagari…“ah, mas eu não acho que seja assim não”… (rindo muito). Nunca um de seus textos traduziu tão bem a realidade de um mundo atual. Talvez para centralizar fosse preciso um “texto preliminar” de apresentação, mas isto não seria possível, ao menos no momento, pois o assunto é outro. Mas gostaria de, como sempre, dar pitaco, nos assuntos. Pois bem, você inicia o texto traçando uma correspondência entre o católico e o evangélico, não praticantes… hoje pouco usamos este termo; usualmente denominamos “católicos de IBGE”… fazem número… foram batizados, fizeram a primeira comunhão e, só!. Alguns ainda entram novamente nas igrejas para casar, mas como a moda é “viver juntos”, poucos são os que vão a igreja. O que vc diz a respeito do evangélico, aplica-se muito bem a uma classe de católicos. O que seu avô dizia, há pouco tempo ainda coroborávamos: “todo crente é honesto”. Há pouco escutávamos na TV uma reportagem onde mostravam evangélicos orando em agradecimento pela comissão recebida indevidamente. Vi uma outra que o “bandido” antes de iniciar seus trabalhos criminosos, orava a Deus pedindo Sua proteção. Ou seja, a religião hoje em dia está sendo banalizada aos poucos. Uma coisa boa que tenho visto em minha igreja é a questão do conhecimento da Bíblia. Ainda somos poucos, mas vêm crescendo o número dos católicos praticantes, estudantes da bíblia, formadores de grupos de oração, de leitura e dinâmica bíblica, tudo no intuito de conhecer melhor o nosso Deus.
    Olha meu caro Zagari, como eu disse, nunca, com tanta propriedade, poderia ter descrito melhor o cristão de hoje em dia… Há um grupo em Belo Horizonte que prega “pela pregração do Verdadeiro Evangelho. Parem com o Show”… tem ido a alguns retiros e eventos gospel na tentativa de fazer a outros enxergarem que há um exagero muito grande, um relativismo da Palavra, que precisa parar… Se tem dado resultado, não sei… mas pelo que acompanho, eles já foram agredidos por diversas vezes, em diversos eventos. Talvez estejam començando a chamar a atenção…
    Que Deus o abençoe querido irmão… paz e bem.

  2. Julieta disse:

    Acompanho o blog a certo tempo e gosto muito. Estou lendo a cabana e queria saber se você não gosta desse livro?
    E eu não entendo essa expressão ” ciúmes de Deus”. Vc poderia me explicar?

    • Julieta,
      não é que eu não goste de “A Cabana”. Apenas vejo que é um livro água com açúcar, sem profundidas. Há tanta literatura boa no mercado que ler um livrinho diet como esse vejo como uma grande perda de tempo.
      .
      A raiz da expressão “ciúme de Deus” vem do hebraico קנאה (qin’âh), cuja melhor tradução seria “zelo”, “cuidado”. Assim, quando a Bíblia fala do “ciúme” de Deus vc pode mudar mentalmente por essas duas palavras e estará correto. A etimologia é a mesma, tanto que no espanhol, “ciumento” é “zeloso”.
      .
      Respondido?
      .
      Deus te abençoe com a verdadeira vitória do cristão!

  3. Patati Patata disse:

    Olá Zagari,

    Só gostaria de tirar uma dúvida, desculpe a minha ignorância, mas o correto não é dizer que Deus tem Zelo ao invés de Ciúmes?

    • Prezado (ou prezada?),
      .
      A raiz da expressão “ciúme de Deus” vem do hebraico קנאה (qin’âh), cuja melhor tradução seria “zelo”, “cuidado”. Assim, quando a Bíblia fala do “ciúme” de Deus vc pode mudar mentalmente por essas duas palavras e estará correto. A etimologia é a mesma, tanto que no espanhol, “ciumento” é “zeloso”.
      .
      Deus te abençoe com a verdadeira vitória do cristão!

  4. Nádia disse:

    Maurício, concordo que temos que estudar a bíblia, para entender o evangelho e não sermos enganados por qualquer teologia inventada por pastores que só querem lucrar com a nossa fé, e depois de ler este post, estou me sentindo completamente ignorante rsrs….mas fiquei pensando, conheço tanta gente tão humilde, que nem sabe o que é hermenêutica, nunca ouviu falar em exegese…mas que ama e serve ao Senhor de todo coração, que tem amor pelo próximo, que visita os doentes e fala do amor de Jesus para eles…e alguns dos discípulos? não eram pessoas simples, pescadores, sem muito estudo? e Jesus os escolheu….Será que Deus olha para nós assim? com muito conhecimento, ou ignorante? ou vê a intenção no coração?? Nicodemos era mestre em Israel, mas quando Jesus foi lhe explicar sobre batismo…bom vc já sabe, para Deus por mais estudo que temos seremos sempre como crianças na primeira série rsrs….. Um abraço irmão…Deus abençoe…..Gosto muito do seu Blog…

    • Nádia,
      obrigado pelo carinho.
      .
      A Bíblia diz que os crentes de Bereia eram mais nobres que os de Tessalônica pq iam avaliar o que era pregado nas Escrituras (At 17.11). Também mostra que o Eunuco etíope lia Isaías mas não compreendia. Só quando Deus lhe enviou um professor que deu explicações sobre o significado do que ele estava lendo é que o Evangelho fez sentido para ele, que quis ser batizado.
      .
      Quando escrevi meu último livro, “A Verdadeira Vitória do Cristão”, foi por ver como a igreja é analfabeta biblicamente sobre o conceito de “vitória”. E por que é? Porque baseia esse conceito em caricaturas apresentadas por telepastores, por falsas vitórias em Cristo…simplesmente não entendem! E cobram de Deus uma vitória que Ele não lhes promete em lugar algum da Bíblia. Por isso, vivem um evangelho capenga, com desconhecimento.
      .
      É possível servir a Deus sem conhecimento da Bíblia? Eu te perguntaria: que Deus? Que Jesus? Pois se Jesus é revelado por um livro, como conhecê-lo sem conhecer o que esse livro fala sobre Ele? Por que vc acha que há tantos cristãos agressivos, prepotentes, irascíveis hoje em dia, achando que estão certos? Porque não conhecem o Sermão do Monte. Por que nos revoltamos com a perseguição religiosa? Porque não conhecemos as bem-aventuranças? Por que amamos escândalos gospel? Porque não compreendemos fundo “bem-aventurados os pacificadores”. O conhecimento de Deus e as boas obras advindas disso só podem haver se houver conhecimento do que a Bíblia fala dele e o que devemos fazer. Ir aos hospitais consolar dizendo o quê, se não sabemos o que a Bíblia propõe como consolo?
      .
      Nicodemos era um mestre judeu. Era mestre da Antiga Aliança. Hoje os mestre são da Nova. É um paralelo sem paralelo, percebe?
      .
      Eu dei aula num seminário por 9 anos para muitas pessoas humildes, que mal tinham primeiro grau. E elas eram totalmente capazes de compreender Teologia Sistemática, Filosofia, História da Igreja…basta vc saber ensinar. Então o conceito de que o estudo é só para gente graúda não tem base. Eu diria que o estudo é para quem quer estudar. Quem usa argumentos em contrário minha experiência mostra que geralmente são preguiçosos.
      .
      Eu eu iria além: nós não temos que estudar a Bíblia para não sermos enganados por qualquer teologia inventada por pastores que só querem lucrar com a nossa fé. Nós temos que estudar a Bíblia para conhecer Deus! Para saber quem Ele é! Para saber como Ele quer que eu aja, fale, me comporte! A defesa da fé é uma consequência da proclamação da verdade. Proclame a verdade e a mentira será desmascarada.
      .
      Deus te abençoe com a verdadeira vitória do cristão!

      • Nádia disse:

        Eu gostaria muito de aprender mais, sobre a bíblia, gosto muito de ler, mas no momento não tenho como fazer um curso de teologia, você pode me indicar alguns livros sobre história da igreja, teologia sistematica…Obrigada…Deus abençoe.

      • Nádia, posso sim.
        Basta vc ler o post abaixo:
        https://apenas1.wordpress.com/2012/03/07/os-10-melhores-livros-cristaos/
        Sugiro que vc comece por “Cristianismo puro e simples” e depois leia o “Teologia Sistemática”, do McGrath. Vai te abrir um horizonte enorme de conhecimento.
        Deus a abençoe com a verdadeira vitória do cristão!

      • Deborah disse:

        Olá, querido! Como vai?
        Falei sobre este assunto (pessoas sem instrução) outro dia e argumentei que comprar uma bíblia em cd poderia ser uma boa opção para quem tem dificuldades em ler. Conheço uma pessoa que ouve a bíblia e ela aprovou.

      • Deborah,
        sem dúvida, existem muitas formas de se conhecer a Palavra de Deus. Não é por falta de opções.
        Deus a abençoe!

  5. marcojuric disse:

    Bom dia Zágari!

    Verdade verdadeira!!
    Mais como os de Beréia procuro ser, e não poucas vezes me vejo inerte.
    Obrigado por que o verbo exortar (implícito no texto) me alcançou com seus outros dois verbos que os define: Encorajar e Advertir.

    God bless you!

    Marco

  6. marcojuric disse:

    Bom dia Zágari!

    Verdade verdadeira!!
    Mais como os de Beréia procuro ser, e não poucas vezes me vejo inerte.
    Obrigado por que o verbo exortar (implícito no texto) me alcançou com seus outros dois verbos que os define: Encorajar e Advertir.

    God bless you!

    Marco Juric

  7. marcojuric disse:

    Sorry…porque, e não por que…rssss

  8. Mateus Araujo disse:

    Boas verdades…
    O seu Blog tem me ajudado bastante Maurício.
    Antes, não ligava muito p oração e ler a bíblia, mas depois que conheci o blog e principalmente depois que li O Enigma de Gutemberg percebi que precisava( e ainda preciso muito) orar mais e ler mais a bíblia e com posts como esse, me deixa mais atento e preocupado com as minhas falhas perante Deus e me mostra que apesar de “tudo” o que eu faço, eu ainda n faço nada comparado ao que Deus espera que eu faça. Parabéns pelo seu trabalho, tenho certeza que não é só a mim que o blog ajuda.

    • Mateus,
      .
      obrigado, suas palavras são um encorajamento!
      .
      Fico feliz que minhas reflexões, pelo blog ou pelos livros, edificaram a sua vida e te aproximaram mais de Deus. Essa é a ideia.
      .
      Sigamos juntos nessa peregrinação. Deus te abençoe com a verdadeira vitória do cristão!

  9. Roberto disse:

    Zágari, Graça e Paz!

    Vc está mais contundente do que habitualmente eu o via…Tem sido mais incisivo e “duro” com o mundo secular – evangélico e real…Assim como vc, gostaria de estar com mais amor e menos incredulidade – Divague sobre Efésios 5 – 1 a 21., o que seria nesse contexto, em sua cosmovisão?

    Fique com Deus
    Roberto

    • Roberto,
      é como Ec 3 ensina: há tempo para tudo. Tudo o que escrevo no blog ou em meus livros procuro basear da tríade da profecia: consolo, edificação e exortação. Então, dependendo do momento e do assunto, é necessário ser mais incisivo ou mais amoroso. Tenho uma filha. Em certos momentos a encho de beijos até cansar, mas em outros dou duras broncas nela. Não quer dizer que não a ame. Deus disciplina (castiga, em outras traduções) todos os que ama, não é?
      .
      A meu ver. o v.1 da passagem supracitada explica o que é essa passagem: como devemos proceder para sermos imitadores de Deus, ou seja, para seguirmos a santidade que Ele espera de nós.
      .
      Deus te abençoe com a verdadeira vitória do cristão!

  10. Jaqueline disse:

    Wow! Amazing!

    Nessas horas lembro de uma das frases que se escuta muito nas igrejas, de evangélicos não praticantes e praticantes também!

    Fala Deus!!!

    E eu tenho certeza que Deus através de você com este abençoado post conseguiu tocar muitos corações!

  11. Eliana disse:

    Gostei muito do texto, Maurício.
    Não me considero uma não praticante, mas, mesmo assim, me senti exortada em alguns aspectos.
    Deus te abençoe, querido. Obrigada por sempre estar nos ajudando, orientando, exortando em amor.

  12. Rodrigo disse:

    Paz meu irmão.

    Mais um excelente texto, que o Espírito Santo continue te inspirando e capacitando.
    Deus abençoe.

    Abraço.

  13. ISABELLE disse:

    Eu acho interessante que todos aqueles que praticam o evangelho pensam da mesma forma, tem a
    mesma concepção da soberania, da ira, da justiça de Deus e da sua exigência, opostamente
    os que não vivenciam o evangelho também pensam todos da mesma forma; são dois lados opostos
    da mesma moeda. Gostei do texto.

    Eu estive lendo a biografia de Martin Luther King Jr. e acho que todos deveriam ler, sua biografia
    mostra o quanto ele prezava pelos mandamentos do nosso Jesus e principalmente, os colocou em
    prática.

    Abraços,

  14. Jacy disse:

    Paz mano Maurício!
    É isso mesmo, ontem eu estava a comentar com um “líder” sobre a sua postagem “Casei errado, e agora?” e ouvir um “bom, acho que não é bem assim, pois…” haha
    Dias difíceis meu amigo, de fato, eu particularmente tenho que estudar mais a Bíblia, mergulhar nas escrituras e discernir, com a Graça de Deus, o que Ele mesmo falou, sem achismos. Na maioria das vezes fico calada, melhor do que simplismente “achar”… daí vou ruminando e refletindo e concluindo: preciso buscar mais para não ser uma “evangélica não praticante”. Mais uma vez, uma postagem oportuna, esclarecedora e convidativa a reflexão. Deus te abençoe. Abraços de sua mana! 🙂 Soli Deo Gloria.

    • Muito bom, Jacy. Vc faz bem em não falar se não tem certeza, numa época em que todos querem dizer que sabem tudo.
      Cresça no conhecimento da Palavra. Estará cumprindo a vontade de Deus
      .
      Obrigado pelos elogios gentis.
      .
      Beijo e paz!

  15. Kátia disse:

    Mauricio, quanto mais leio teus posts mais me convenço do quanto Deus está usando a tua vida para levar a verdade, nadando contra a correnteza!!!!
    Meu irmão, que Deus continue te dando lucidez para nos trazer assuntos tão importantes e tão oportunos em nossos dias!
    Ah, e só queria sugerir que assista ao vídeo ‘Pregação Chocante’ com Paul Washer, se é que já não assistiu. Assim como você, este homem fala a realidade da Palavra de Deus, doa a quem doer e não está preocupado em ter a aprovação dos homens mas unicamente a aprovação de Deus.
    Indico este vídeo a todos os crentes, evangélicos praticantes ou não praticantes! Foi bênção na minha vida e pode ser na tua também!
    Ah, e continuem lendo as mensagens do Mauricio, este abençoado servo do Deus altíssimo!

    • Katia,
      .
      vc é muito gentil. Que Deus de fato faça isso por mim, é minha oração.
      .
      Conheço a pregação sim. Gosto de Washer e estou ansioso por ouvi-lo este ano na Conferência da Editora Fiel.
      .
      Deus te abençoe com a verdadeira vitória do cristão!

  16. Lelê (Alessandra) disse:

    Mauricio,
    Aqueles que só acham e não buscam a versão verdadeira de nada valem. E com isso temos que tomar muito cuidado, pois a suposição se torna “verdade” a medida que não há gente para contestar!
    E isso é muito desastroso e leva a erros irreparáveis.
    Eu tenho certeza q muitas vezes essa falta de comprometimento é por preguiça ou mesmo falta de vontade de aprender!
    O cristão, principalmente, deveria estar com a bíblia na cabeça e principalmente no coração e fazendo uso dela para reger sua vida, mas eu sei que não é isso que acontece!
    Obrigada querido por mais esse post.
    No amor do Mstre,
    Lele

  17. Renata Tavares disse:

    Agradeço a Deus pela sua vida ,pois,através dela,eu tenho aprendido e me achegado mais a Deus,um abraço e se não for um incomodo ,vc pode falar sobre o jejum ou me indicar algum texto ou livro,gostaria de aprender mais,desde já agradeço.

    • Renata,
      .
      obrigado pelo seu carinho, fico feliz por ser um instrumento de Deus na tua vida.
      .
      Sobre o jejum, aqui vai um estudo (não escrito por mim) que pode te ajudar:
      .
      Jejum

      O jejum é a abstinência total ou parcial de alimentos por um período definido e propósito específico. Tem sido praticado pela humanidade em praticamente todas as épocas, nações, culturas e religiões. Pode ser com finalidade espiritual ou até mesmo medicinal, visto que o jejum traz tremendos benefícios físicos com a desintoxicação que produz no corpo. Mas nosso enfoque é o jejum bíblico. Muitos cristãos hoje desconhecem o que a Bíblia diz acerca do jejum. Ou receberam um ensino distorcido ou não receberam ensinamento algum sobre este assunto. Não há regras fixas na Bíblia sobre quando jejuar ou qual tipo de jejum praticar, isto é algo pessoal. Mas a prática do jejum, além de ser recomendação bíblica, traz consigo alguns princípios que devem ser entendidos e seguidos.

      1) A BÍBLIA ORDENA O JEJUM?

      Não. No Velho Testamento, na lei de Moisés, os judeus tinham um único dia de jejum instituído: o do Dia da Expiação (Lv.23:27), que também ficou conhecido como “o dia do jejum” (Jr.36:6) e ao qual Paulo se referiu como “o jejum” (At.27:9). Mas em todo o Velho e Novo Testamento não há uma única ordem acerca de jejuarmos.

      Contudo, apesar de não haver um imperativo acerca desta prática, a Bíblia esta cheia de menções ao jejum. Fala não apenas de pessoas que jejuaram e da forma como o fizeram, mas infere que nós também jejuaríamos e nos instrui na forma correta de fazê-lo. Muitos ensinadores falharam de maneira grave ao dizer que, por não haver nenhuma ordem específica para o jejum, então não devemos jejuar. Mas quando consideramos o ensino de Jesus sobre o jejum, não há como negar que o Mestre esperava que jejuássemos: “Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando jejuardes, unge a cabeça e lava o rosto, com o fim de não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu Pai, em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” (Mt.6:16-18).

      Embora Jesus não esteja mandando jejuar, suas palavras revelam que ele esperava de nós esta prática. Ele nos instruiu até na motivação correta que se deve ter ao jejuar. E quando disse que o Pai recompensaria a atitude correta do jejum, nos mostrou que tal prática produz resultados! Algumas pessoas dizem que se as epístolas não dizem nada sobre jejuar é porque não é importante, e desprezam o ensino de Jesus sobre o jejum. Isto é errado!

      Jesus não veio ensinar os judeus a viverem bem a Velha Aliança, Ele veio instituir a Nova Aliança, e todos os seus ensinos apontavam para as práticas dos cidadãos do reino de Deus. Quando estava para ser assunto ao céu, deu ordem aos seus apóstolos que ensinassem as pessoas a guardar TUDO o que Ele tinha ordenado (Mt.28:20), inclusive o modo correto de jejuar! O próprio Jesus praticou o jejum, e lemos em Atos que os líderes da Igreja também o faziam.

      Registros históricos dos pais da igreja também revelam que o jejum continuou sendo observado como prática dos crentes muito tempo depois dos apóstolos. O jejum, portanto, deve ser parte de nossas vidas e praticado de forma equilibrada, dentro do ensino bíblico. Embora o próprio Senhor Jesus tenha jejuado por quarenta dias e quarenta noites no deserto, e muitas vezes ficava sem comer (quer por falta de tempo ministrando ao povo – Mc.6:31, quer por passar as noites só orando sem comer – Mc.6:46), devemos reconhecer que Ele e seus discípulos não observavam o jejum dos judeus de seus dias (exceto o do dia da Expiação). Era costume dos fariseus jejuar dois dias por semana (Lc.18:12), mas Jesus e seus discípulos não o faziam. Aliás chegaram a questionar Jesus acerca disto: “Disseram-lhe eles: Os discípulos de João e bem assim os fariseus freqüentemente jejuam e fazem orações; os teus, entretanto, comem e bebem. Jesus, porém, lhes disse: Podeis fazer jejuar os convidados para o casamento, enquanto está com eles o noivo? Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo; naqueles dias, sim, jejuarão.” (Lc.5:33-35).

      O Mestre mostrou não ser contra o jejum, e disse que depois que Ele fosse “tirado” do convívio direto com os discípulos (voltando ao céu) eles haveriam de jejuar. Jesus não se referiu ao jejum somente para os dias entre sua morte e ressurreição/reaparição aos discípulos (ao mencionar os dias que eles estariam sem o noivo), e sim aos dias a partir de sua morte. Contudo, Jesus deixou bem claro que a prática do jejum nos moldes do que havia em seus dias não era o que Deus esperava. A motivação estava errada, as pessoas jejuavam para provar sua religiosidade e espiritualidade, e Jesus ensinou a fazê-lo em secreto, sem alarde.

      O jejum pode ser uma prática vazia se não for feito de maneira correta. Isto aconteceu nos dias do Velho Testamento, quando o povo começou a indagar: “Por que jejuamos nós, e não atentas para isto? Por que afligimos a nossa alma, e tu não o levas em conta?” (Is.58:3a). E a resposta de Deus foi exatamente a de que estavam jejuando de maneira errada: “Eis que, no dia em que jejuais, cuidais dos vossos próprios interesses e exigis que se faça todo o vosso trabalho. Eis que jejuais para contendas e para rixas e para ferirdes com punho iníquo; jejuando assim como hoje, não se fará ouvir a vossa voz no alto.” (Is.58:3b,4). Por outro lado, o versículo está inferindo que se observado de forma correta, Deus atentaria para isto e a voz deles seria ouvida.

      2) O PROPÓSITO DO JEJUM

      Gosto de uma afirmação de Kenneth Hagin acerca do jejum: “O jejum não muda a Deus. Ele é o mesmo antes, durante e depois de seu jejum. Mas, jejuar mudará você. Vai lhe ajudar a manter-se mais suscetível ao Espírito de Deus”. O jejum não tornará Deus mais bondoso ou misericordioso para conosco, ele está ligado diretamente a nós, à nossa necessidade de romper com as barreiras e limitações da carne. O jejum deixará nosso espírito atento pois mortifica a carne e aflige nossa alma. Jesus deixou-nos um ensino precioso acerca disto quando falava sobre o jejum: “Ninguém põe vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho romperá os odres; e tanto se perde o vinho como os odres. Mas põe-se vinho novo em odres novos.” (Mc.2:22). O odre era um recipiente feito com pele de animais, que era devidamente preparada mas, com o passar do tempo envelhecia e ressecava. O vinho, era o suco extraído da uva que fermentava naturalmente dentro do odre. Portanto, quando se fazia o vinho novo, era sábio colocá-lo num recipiente de pele (o odre) que não arrebentasse na hora em que o vinho começasse a fermentar, e o melhor recipiente era o odre novo. Com essa ilustração Jesus estava ensinado-nos que o vinho novo que Ele traria (o Espírito Santo) deveria ser colocado em odres novos, e o odre (ou recipiente do vinho) é nosso corpo.

      A Bíblia está dizendo com isto que o jejum tem o poder de “renovar” nosso corpo. A Escritura ensina que a carne milita contra o espírito, e a melhor maneira de receber o vinho, o Espírito, é dentro de um processo de mortificação da carne. Creio que o propósito primário do jejum é mortificar a carne, o que nos fará mais suscetíveis ao Espírito Santo. Há outros benefícios que decorrerão disto, mas esta é a essência do jejum. Alguns acham que o jejum é uma “varinha de condão” que resolve as coisas por si mesmo, mas não podemos ter o enfoque errado. Quando jejuamos, não devemos crer NO JEJUM, e sim em Deus. A resposta às orações flui melhor quando jejuamos porque através desta prática estamos liberando nosso espírito na disputada batalha contra a carne, e por isso algumas coisas acontecem. Por exemplo, a fé é do espírito e não da carne; portanto, ao jejuar estamos removendo o entulho da carne e liberando nossa fé para se expressar. Quando Jesus disse aos discípulos que não puderam expulsar um demônio por falta de jejum (Mt.17:21), ele não limitou o problema somente a isto mas falou sobre a falta de fé (Mt.17:19,20) como um fator decisivo no fracasso daquela tentativa de libertação. O jejum ajuda a liberar a fé! O que nos dá vitória sobre o inimigo é o que Cristo fez na cruz e a autoridade de seu nome. O jejum em si não me faz vencer, mas libera a fé para o combate e nos fortalece, fazendo-nos mais conscientes da autoridade que nos foi delegada.

      Mas apesar do propósito central do jejum ser a mortificação da carne, vemos vários exemplos bíblicos de outros motivos para tal prática:

      a) No Velho Testamento encontramos diferentes propósitos para o jejum: Consagração – O voto do nazireado envolvia a abstinência/jejum de determinados tipos de alimentos (Nm.6:3,4); Arrependimento de pecados – Samuel e o povo jejuando em Mispa, como sinal de arrependimento de seus pecados (I Sm.7:6, Ne.9:11); Luto – Davi jejua em expressão de dor pela morte de Saul e Jônatas, e depois pela morte de Abner. (II Sm.1:12 e 3:35); Aflições – Davi jejua em favor da criança que nascera de Bate-Seba, que estava doente, à morte (II Sm.12:16-23); Josafá apregoou um jejum em todo Judá quando estava sob o risco de ser vencido pelos moabitas e amonitas (II Cr.20:3); Buscando Proteção – Esdras proclamou jejum junto ao rio Ava, pedindo a proteção e benção de Deus sobre sua viagem (Ed.8:21-23); Ester pede que seu povo jejue por ela, para proteção no seu encontro com o rei (Et.4:16); Em situações de enfermidade – Davi jejuava e orava por outros que estavam enfermos (Sl.35:13); Intercessão – Daniel orando por Jerusalém e seu povo (Dn.9:3, 10:2,3)

      b) Nos Evangelhos Preparação para a Batalha Espiritual – Jesus mencionou que determinadas castas só sairão por meio de oração e jejum, que trazem um maior revestimento de autoridade (Mt.17:21); Estar com o Senhor – Ana não saía do templo, orando e jejuando freqüentemente (Lc.2:37); Preparar-se para o Ministério – Jesus só começou seu ministério depois de ter sido cheio do Espírito Santo e se preparado em jejum (prolongado) no deserto (Lc.4:1,2);

      c) Em Atos dos Apóstolos vemos a Igreja praticando o jejum em diversas situações, tais como: Ministrar ao Senhor – Os líderes da igreja em Antioquia jejuando apenas para adorar ao Senhor (At.13:2); Enviar ministérios – Na hora de impor as mãos e enviar ministérios comissionados (At.13:3); Estabelecer presbíteros – Além de impor as mãos com jejum sobre os enviados, o faziam também sobre os que recebiam autoridade de governo na igreja local, o que revela que o jejum era um princípio praticado nas ordenações de ministros (At.14:23). d) Nas Epístolas só encontramos menções de Paulo de ter jejuado (II Co.6:3-5; 11:23-27).

      3) DIFERENTES FORMAS DE JEJUM

      Há diferentes formas de jejuar. As que encontramos na Bíblia são:

      a) Jejum PARCIAL. Normalmente o jejum parcial é praticado em períodos maiores ou quando a pessoa não tem condições de se abster totalmente do alimento (por causa do trabalho, por exemplo). Lemos sobre esta forma de jejum no livro de Daniel: “Naqueles dias, eu, Daniel, pranteei durante três semanas. Manjar desejável não comi, nem carne, nem vinho entraram em minha boca, nem me ungi com óleo algum, até que se passaram as três semanas.” (Dn.10:2,3). O profeta Daniel diz exatamente o quê ficou sem ingerir: carne, vinho e manjar desejável. Provavelmente se restringiu à uma dieta de frutas e legumes, não sabemos ao certo. O fato é que se absteve de alimentos, porém não totalmente. E embora tenha escolhido o que aparentemente seja a forma menos rigorosa de jejuar, dedicou-se à ela por três semanas. Em outras situações Daniel parece ter feito um jejum normal (Dn.9:3), o que mostra que praticava mais de uma forma de jejum. Ao fim deste período, um anjo do Senhor veio a ele e lhe trouxe uma revelação tremenda. Declarou-lhe que desde o primeiro dia de oração o profeta já fora ouvido (v.12), mas que uma batalha estava sendo travada no reino espiritual (v.13) o que ocorreria ainda no regresso daquele anjo (v.20). Aqui aprendemos também sobre o poder que o jejum tem nos momentos de guerra espiritual.

      b) Jejum NORMAL. É a abstinência de alimentos mas com ingestão de água. Foi a forma que nosso Senhor adotou ao jejuar no deserto. Cresci ouvindo sobre a necessidade de se jejuar bebendo água; meu pai dizia que no relato do evangelho não há menção de Cristo ter ficado sem beber ou ter tido sede (e ele estava num deserto!): “Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto, durante quarenta dias, sendo tentado pelo Diabo. Nada comeu naqueles dias, ao fim dos quais teve fome.” (Mt.4:2). Denominamos esta forma de jejum como normal, pois entendemos ser esta a prática mais propícia nos jejuns regulares (como o de um dia).

      c) Jejum TOTAL. É abstinência de tudo, inclusive de água. Na Bíblia encontramos poucas menções de ter alguém jejuado sem água, e isto dentro de um limite: no máximo três dias. A água não é alimento, e nosso corpo depende dela a fim de que os rins funcionem normalmente e que as toxinas não se acumulem no organismo. Há dois exemplos bíblicos deste tipo de jejum, um no Velho outro no Novo Testamento: Ester, num momento de crise em que os judeus (como povo) estavam condenados à morte por um decreto do rei, pede a seu tio Mardoqueu que jejuem por ela: “Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais, nem bebais por três dias, nem de noite nem de dia; eu e as minhas servas também jejuaremos. Depois, irei ter com o rei, ainda que é contra a lei; se perecer, pereci.” (Et.4:16). Paulo, na sua conversão também usou esta forma de jejum, devido ao impacto da revelação que recebera: “Esteve três dias sem ver, durante os quais nada comeu, nem bebeu.”(At.9:9). Não há qualquer outra menção de um jejum total maior do que estes (a não ser o de Moisés e Elias numa condição diferente que explicaremos adiante). A medicina adverte contra um período de mais de três dias sem água, como sendo nocivo. Devemos cuidar do corpo ao jejuar e não agredi-lo; lembre-se de que estará lutando contra sua carne (natureza e impulsos) e não contra o seu corpo.

      4) A DURAÇÃO DO JEJUM

      Quanto tempo deve durar um jejum? A Bíblia não determina regras deste gênero, portanto cada um é livre para escolher quando, como e quanto jejua. Vemos vários exemplos de jejuns de duração diferente nas Escrituras: 1 dia – O jejum do Dia da Expiação
      3 dias – O jejum de Ester (Et.4:16) e o de Paulo (At.9:9);
      7 dias – Jejum por luto pela morte de Saul (I Sm.31:13);
      14 dias – Jejum involuntário de Paulo e os que com ele estavam no navio (At.27:33);
      21 dias – O jejum de Daniel em favor de Jerusalém (Dn.10:3);
      40 dias – O jejum do Senhor Jesus no deserto (Lc.4:1,2);
      OBS: A Bíblia fala de Moisés (Ex.34:28) e Elias (I Re.19:8) jejuando períodos de quarenta dias. Porém vale ressaltar que estavam em condições especiais, sob o sobrenatural de Deus. Moisés nem sequer bebeu água nestes 40 dias, o que humanamente é impossível. Mas ele foi envolvido pela glória divina. O mesmo se deu com Elias, que caminhou 40 dias na força do alimento que o anjo lhe trouxe. Isto é um jejum diferente que começou com um belo “depósito”, uma comida celestial. Jesus, porém, fez um jejum normal com esta duração. Muitas pessoas erram ao fazer votos ligados à duração do jejum… Não aconselho ninguém fazer um voto de quanto tempo vai jejuar, pois isso te deixará “preso” no caso de algo fugir ao seu controle. Siga o conselho bíblico:
      “Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos. Cumpre o voto que fazes. Melhor é que não votes do que votes e não cumpras”. (Ec.5:4,5) É importante que haja uma intenção e um alvo quanto à duração do jejum no coração, mas não transforme isto em voto. Já intentei jejuns prolongados e no meio do caminho fui forçado a interromper. Mas também já comecei jejuns sem a intenção de prolongá-lo e, no entanto, isto acabou acontecendo mesmo sem ter feito os planos para isto.

      5) O JEJUM PROLONGADO

      Há algo especial num jejum prolongado, mas deve ser feito sob a direção de Deus (as Escrituras mostram que Jesus foi guiado pelo Espírito ao seu jejum no deserto – Lc.4:1). Conheço irmãos que tem jejuado por trinta e até quarenta dias, embora eu, pessoalmente, não tenha feito um jejum tão longo. Cada um deles confirma ter recebido de Deus uma direção para tal. Vale ressaltar também que certos cuidados devem ser tomados. Não podemos brincar com o nosso corpo. Uma dieta para desintoxicação do organismo antes do jejum é recomendada, e também na quebra do jejum prolongado (mais de 3 dias). Procure orientação e acompanhamento médico se o Senhor lhe dirigir a um jejum deste gênero. Há muita instrução na forma de literatura que também pode ser adquirida.

      6) PODEMOS FALAR QUE ESTAMOS JEJUANDO?

      Algumas pessoas são extremistas quanto a discrição do jejum, enquanto outras, à semelhança dos fariseus, tocam trombeta diante de si. Em Mateus 6:16-18, Jesus condena o exibicionismo dos fariseus querendo parecer contristados aos homens para atestar sua espiritualidade. Ele não proibiu de se comentar sobre o jejum, senão a própria Bíblia estaria violando isto ao contar o jejum que Jesus fez… Como souberam que Cristo (que estava sozinho no deserto) fez um jejum de quarenta dias? Certamente porque Ele contou! Não saiu alardeando perante todo mundo, mas discretamente repartiu sua experiência com os seus discípulos. Eu, particularmente, comecei a jejuar estimulado pelo relato das experiências de outros irmãos. Depois é que comecei (aos poucos) a entender o ensino bíblico sobre o jejum. E louvo a Deus pelas pessoas que me estimularam! Sabe, precisamos tomar cuidado com determinadas pessoas que não tem o que acrescentar à nossa edificação e somente atacam e criticam. Lembro-me que o primeiro jejum que fiz na minha adolescência: cortei só o almoço mas tomei um refrigerante para não “sofrer” muito; fiz isto para orar por um amigo que queria ver batizado no Espírito Santo. Aquele rapaz já havia recebido tanta oração, mas nada havia acontecido ainda. Portanto, jejuei e orei em seu favor. Hoje sei que não foi grande coisa mas, na época, foi o meu melhor. Pois bem, alguém ficou sabendo e me ridicularizou, disse que jejum de verdade era ficar o dia todo sem comer nada e bebendo no máximo um pouco de água; esta pessoa disse que eu estava perdendo meu tempo e que só fizera um “regimezinho”, pois o verdadeiro jejum não admitia nem bala açucarada na boca, quanto mais um refrigerante!… mas naquele dia meu amigo foi cheio do Espírito Santo e preferi acreditar que o jejum funcionava. Depois ouvi outros irmãos comentarem sobre jejuar mais de um dia e “fui atrás” , e assim, aos poucos, fui aprendendo (a jejuar e sobre o jejum) aquilo que não aprendi na igreja ou na literatura cristã. Penso que de forma sábia e cuidadosa podemos estimular outros à prática do jejum, basta partilharmos nossas experiências e incentiva-los.

      CONCLUSÃO

      Haverá períodos em que o Espírito Santo vai nos atrair mais para o jejum, e épocas em que quase não sentiremos a necessidade de fazê-lo. Já passei anos sem receber nenhum impulso especial para jejuns de mais de três dias e, mesmos estes, foram poucos. E houve épocas em que, seguidamente sentia a necessidade de fazê-lo. Porém, penso que o jejum normal de um dia de duração é algo que os cristãos deveriam praticar mais, mesmo sem sentir nenhuma “urgência” espiritual para isto. Quando meu filho Israel estava para nascer, o Senhor trouxe um profundo peso de oração e intercessão ao meu coração. Sabia que devia jejuar; era uma “urgência” dentro de mim. Não ouvi uma voz sobrenatural, não tive nenhuma visão ou sonho a respeito, simplesmente sabia que tinha de jejuar até romper algo, e o fiz por seis dias. Ao final soube que havia alcançado uma vitória. Na ocasião do parto, minha esposa teve uma complicação e quase perdemos nosso primeiro filho; contudo, a batalha já havia sido ganha e o poder de Deus prevaleceu. Devemos ser sensíveis e seguir os impulsos do Espírito de Deus nesta área. Isto vale não só para começar a jejuar mas até para quebrar o jejum. Já fiz jejuns que queria prolongar mais e senti que não deveria faze-lo, pois a motivação já não era mais a mesma… Encerro desafiando-o a praticar mais o jejum, e certamente você descobrirá que o poder desta arma que o Senhor nos deu é difícil de se medir com palavras. A experiência fortalecerá aquilo que temos dito. Que o Senhor seja contigo e te guie nesta prática!

      • Renata Tavares disse:

        Muito obrigada,me ajudou demais,até imprimi ,não só para eu ter mas ,para que minha irmã que tb está buscando aprender mais,leia tb,um grande abraço e mais uma vez muito obrigada!

      • Disponha sempre, amada.
        Deus te abençoe com a verdadeira vitória do Cristão!

      • usedboy disse:

        Nossa, fui muito edificado. Sempre tive muitas resistências em relação ao jejum, que iam além de uma ‘preguiça’. Tinha um entendimento superficial da importância do jejum para a edificação do espírito e achava que não era tão necessário. Muita gente jejua pra ter obter ‘vitória’, mas nunca pensei nisso, quando eu fazia era para obter mais da presença de Deus. Fiz errado? Quando Paulo nos exorta a buscarmos os dons espirituais, eu fazia menção disto também nas orações durante meus períodos de jejum. Isto é válido? E tem como o irmão me explicar melhor a respeito da busca dos dons espirituais? Paulo realmente nos exorta a pedir? É em oração.
        Abraço

      • Olá, mano,
        em resumo o jejum é um exercício de mortificação da carne. Se vc consegue controlar-se a ponto de não dar ao seu corpo o que ele mais precisa, está exercitando seu domínio próprio para conduzir seu corpo a evitar outras coisas que desagradam a Deus. Em resumo, jejuar é aprender a dizer “não” aos desejos da carne.
        .
        Jejuar para obter vitória é uma enorme bobagem. Se vc tiver interesse, no meu mais recente livro (“A Verdadeira Vitória do Cristão”) falo exatamente sobre isso e embaso biblicamente. Clicando na foto do livro à esquerda do meu blog vc é levado à loja virtual da editora. Se desejar, é claro.
        .
        Pedir dons espirituais é bíblico. Mas existem coisas tão mais importantes a serem pedidas! Como a manifestação do fruto do Espírito, o fortalecimento em amor, o amor pelas almas perdidas…investir muito tempo pedindo dons espirituais é como ir a um jogo de futebol e ficar metade do tempo comprando cachorro quente. Faz parte, mas não é o principal. Concentre-se no fruto do Espírito, querido. Os dons serão concedidos no tempo de Deus, para o proveito da Igreja.
        .
        Deus te abençoe com a verdadeira vitória do Cristão!

      • usedboy disse:

        Paz! Muito edificante este post, pois eu não entendia por completo a questão do jejum e questionava bastante as pessoas fazendo para obter ‘vitória’ da parte de Deus. Sempre que eu fazia era para ter mais da presença de Deus….é válido? E também para buscar mais os dons espirituais que Paulo diz. Quando ele exorta a procurar com zelo os dons, ele fala em respeito a que? Vc pode me explicar melhor? Eh através de oração ou como?

  18. Lúcio Dantas disse:

    Que maravilha Zágari, Para a glória de Deus, o que está me fortalecendo é ainda ver postagéns como as suas, quando tenho oportunidade venho aqui no seu blog e confiro o seu último post e só vejo a pura realidade, que dom maravilhoso que tu téns.
    Enquanto muitos nesse momento estão descutindo futebol em seus blogs e faces…não é que eu
    seja contra, más está demais tanta chateação um para com os outros porque o flamendo está fora ou sei lá quém está dentro. E ver que tudo isso vem de posseoas que se dizem evangélicos, até mesmo pregando e ensinandos nos púlpitos. Que tristeza eu sinto, que evangelho é esse? E pior que temos que ficar calados, ai de mim se dizer que seus coraçoes estão transbordando de futebol, começam a dizer que não tem nada ah ver…você não entende de nada assim os dizem. Más como você mesmo disse; afinal de contas, Deus é amor.

    Sempre orando em seu favor amado irmão.

    Paz Do Senhor Jesus.

    • Ô, Lucio, obrigado pelas orações, como eu preciso delas.
      De fato, as redes sociais viraram o universo da irrelevância, mas é um fenômeno descontrolado, corre ladeira abaixo e não há como parar.
      Façamos nossa parte, como formiguinhas. Se abençoarmos, edificarmos, exortarmos e consolarmos uma pessoa por vez penso que já é uma grande obra.
      Deus te abençoe com a verdadeira vitória do cristão!

  19. Sarita Knup disse:

    Palavras verdadeiras que precisam ser ditas e repetidas. Peço a Deus que guarde sua vida e o mantenha firme, para que muitos possam ser alcançados através dessas mensagens.

  20. etheljm disse:

    Graça e paz!
    Gostei muito deste artigo e o compartilhei no meu Facebook. Infelizmente é uma triste realidade.
    Deus o abençoe!

  21. katiadiniz74 disse:

    Mauricio, não registrou o comentário que fiz logo cedo?!?!?

  22. IVONE disse:

    Ola Mauricio, Graça e Paz
    Sou evangélica não praticante, te respeito muito pois ja demonstrou inúmeras vezes que sabe o que esta dizendo, infelizmente estou numa letargia, mas ja estive bem pior, houve um período que eu culpava Deus por todos os erros que cometi, hoje sei que simplesmente fui ensinada dentro de uma igreja totalmente equivocada, ou seja pessoas equivocadas, por isso hoje tenho os dois pés atras com religiões, não por causa do passado mas pelo o que esta havendo hoje, pois virou comercio, ate mesmo as que não pregam a teologia da prosperidade manipulam as pessoas mais humildes, que confiam cegamente na liderança, o dia que cai a fixa a pessoa fica desnorteada, e se torna mais um na multidão dos evangélicos não praticantes, para alguns como eu fica ainda graças a Deus o temor e a fé, porem o amor fica amortecido, e triste querido Mauricio…me sinto meio a margem de tudo isso, quando vou a presença de Deus em alguma igreja, e como se mergulhasse em um mar e as ondas me jogassem para todos os lados, sinto minha alma meu espirito fragmentados e so sei chorar, choro como uma criança, parece saudade de alguém que ja se foi, algo insubstituível, não sei explicar melhor, so sei que amo o Senhor, e enquanto reflito me lembrei desta canção que diz tudo o que esta em meu coração.Grande abraço Mauricio.http://www.youtube.com/watch?v=0SMphEnPWfk

    • Ivone, querida irmã,
      eu fico triste, pois visivelmente vc foi a igrejas mal pastoreadas. Existem muitas boas igrejas, com líderes sérios, homens de Deus, onde a Palavra é pregada com temor e tremor.
      Tiro pela minha, onde o Evangelho é proclamado com destemor, os 3 pastores são homens de Deus (os conheço na vida pessoal), cristãos ilibados e humildes. Como eles, sei que há muitos por aí.
      Não se deixe desanimar pelas más experiências, há muitas familias de fé onde o discipulado é feito com amor e cuidado por cada alma. A meu ver, Ivone, me parece que é disso o que vc mais precisa agora: ser discipulada e acolhida.
      Ore a Deus e peça a Ele que lhe encaminhe para uma boa comunidade.
      E tenha a sua devoção pessoal, com leitura da Escritura e momentos com Deus, o que é o mais importante.
      .
      Vc estará hoje em minhas orações.
      .
      Na paz que excede todo o entendimento,
      Mauricio

  23. Que o Espírito Santo convença e que as pessoas reconheçam, arrependam-se e se convertam pra Jesus… (converter-se é dirigir-se a um ponto), transformando-os…

    Deus o abençoe sempre, Maurício…

  24. Solange Oliveira disse:

    Olá Mauricio, mais uma vez você com a direção, nos dá entendimento de uma maneira clara e objetiva:o evangélico não praticante é um analfabeto bíblico: E o verbo “achar” e ainda existe outros e é isto que faz o analfabetismo bíblico aumentar….rsrsrsrssrsr…

  25. Ree disse:

    Nem me fale! Achismo-gospel é um câncer tsctsctsc…

    Vivenciei hj, numa conversa, muitas coisas do q vc expõe aqui. O papo continha textos bonitos tipo Deus é bom etc etc, mas quando vc lembra que Deus é justo – “ira de Deus, justiça de Deus, ciúmes de Deus e a possibilidade do inferno são coisas muito estranhas, pois… Deus é amor! Deus é graça!” – esse texto não é aceito, de jeito nenhum, porque ninguém quer se dobrar à Verdade. Querem a fofurice do Pai que dá colo, mas não lembram de mais nada… Pior quando alguém na conversa alega que aquele que mais enfatiza esse lado fofo de Deus é quem tem o conhecimento da palavra. Aí, aí a gente sai de fininho porque não dá.

    “Acho” que me encaixo, nesse momento da minha vida, um pouco em alguns desses alertas, mano. Porém, reconheço em cada tropeçada meu pecado e, sinceramente, me submeto em oração ao Senhor. Reconheço que não posso (nem consigo) mais viver conformada ao mundo.

    Cada um de nós tem histórias diferentes e modos diversos de caminhada; a minha tem sido dura (como de todos!) mas sem qualquer dúvida de que Deus trabalha como quer nas vidas de seus Filhos, Ele é soberano. Minha fé se firma em cada tropeço, em cada lágrima, porque sei quem Deus é, como Jó, sei que só Ele é capaz de cuidar dos que aceitaram O Caminho com Jesus Cristo.

    Belo texto!!! Vc sempre com a espada da Palavra em punho, mano! Isso é ótimo, precisamos ser admoestados, exortados, lembrados de quem somos nEle – não dá pra vacilar 🙂

    Bj no ombro

  26. Camila Silva disse:

    Olá Zagari.. Não costumava ler seu blog, ouvia falar por uma amiga, mais nunca li.. Ontem li um artigo.. Casei errado, e agora? Fiquei “assustada” pra ser sincera, com fatos contados que nao fazia ideia, que nem existiao.. Mais gostei muito.. Hoje li o novo artigo, Evangelicos nao praticantes, minha amiga Jeane Lima, mandou pra mim pelo face.. O artigo é otimo, confesso novamente que fiquei “assustada” quando falou sobre Augusto Cury, pois li um livro recentemente dele, e achei oitmo.. Mais enfim isso nao vem ao caso, a questao é que voce soube definir exatamente ao longo do artigo, o tema dele.. E como exisetem “cristãos” assim.. Perguna: Se vejo que estou no meio de “cristãos nao praticantes” como não decerta forma me contaminar? e como conduzi-los? a nao serem mais esse tipo de “critão”? Obrigada..

    • Camila, olá,
      se você percebe que está entre cristão não praticantes e sente que ainda não tem bagagem suficiente para conduzi-los pelo caminho correto, a primeira coisa é afastar-se deles e aproximar-se de irmãos que levam a fé a sério. Procure seu pastor e peça para ser discipulada. Leia bons livros cristãos, de autores profundos e sérios. Estude teologia e História da Igreja. E, acima de tudo, busque uma devocionalidade com Deus íntima e operante.
      .
      No momento em que você perceber que está madura o suficiente para levar esses irmãos para um patamar de fé desejável, se reaproxime e os discipule. Mostre seus erros por uma exortação carinhosa. Organize, com a autorização de seu pastor, grupos de estudo e oração. Crie dinâmicas onde a verdade seja passada.
      .
      Mas para não se deixar contaminar e se vc vê que ainda não tem bagagem suficiente, o primeiro passo é para trás: recue, afaste-se um pouco dos tais e busque o aprendizado e o desenvolvimento espiritual. Só então vc poderá ajudá-los.
      .
      Respondido?
      .
      Deus a abençoe com a verdadeira vitória do Cristão.

  27. Thaissa disse:

    A Deus toda honra, mas que você expõe piamente o evangelicalismo contemporâneo… ah, isso você faz com perfeição. Parabéns! Seu blog é excelente.

  28. Jean disse:

    Não sou evangélico e nunca fui; isso se o significado de ser evangélico é definido pelo espírito que aí está na maior parte dos lugares No entanto, apesar deste fato, mesmo não sendo “evangélico”, não posso negar que sou Evangélico; sendo também esta a razão pela qual tão veementemente discordo de muitas práticas “evangélicas”,posto que em minha alma sou evangélico e isso jamais poderei negar.Quem é do Evangelho é evangélico. Mas quem é “evangélico” muito dificilmente é do Evangelho. Há uma incompatibilidade essencial entre o espírito que hoje designa o significado de ser “evangélico” e o espírito do Evangelho. Quem busca a renovação do entendimento conforme o Evangelho, esse é evangélico. Mas quem busca a conformação da mente à “igreja”, esse não é Evangélico; posto que o Evangelho determina que a vivência da Boa Nova seja algo que se renove e se reaplique todos os dias na existência de cada um a fim de que a pessoa seja evangélica. Assim, sou evangélico porque sou do Evangelho. E não sou “evangélico” pela mesma razão. Deus abençoe os genuinamente evangélicos e salve os “evangélicos” de sua prisão disfarçada de presépio cristão.

    • Jean, devo postar um texto sobre isso exatamente hoje. Se não, ao longo da semana. Ali está a minha visão sobre o que vc falou.
      Deus te abençoe com a verdadeira vitória do Cristão!

  29. Existem os fiéis praticantes e o nominais. Mas eu sempre acredito que posso fazer melhor,esforçar-me mais. Então me considero eternamente em “processo de prática”. Praticante não sou porque não tenho um bom conhecimento bíblico. Agora, talvez eu seja nominal, embora eu tenha o costume de orar(na Igreja, em casa, no quarto, até no banheiro) sem “chantagear a Deus” e detesto a cultura do “achismo”. Tanto que eu prefiro dizer não sei, talvez, são expressões bem mais sinceras.

    • Daniela,
      fico feliz que vc tem essa percepção tão autocrítica. É o começo para se tornar uma cristã plena no sentido de amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
      Vc está no caminho. Persevere.
      Deus te abençoe com a verdadeira vitória do Cristão!

  30. Paulo Henrique. disse:

    Mauricio Zágari, louvo a Deus pela sua vida, recentemente recebi de meu pastor seu livro ” Verdadeira vitória de um cristão”. Ao término da leitura deste fiquei impressionado pela ousadia sua de expor as verdades das igrejas num todo. Falando deste bolg, recentemente li um artigo dizendo que: 10% da igreja protestante tem o hábito de lê a Bíblia, isso é triste, posso comprovar isto somente no meu trabalho, visto que entre alguns cristãos que lá trabalham não leem a Bíblia diariamente e nem tem hábito de orar. Concordo com você, pois a Bíblia nos ensina a meditar na palavra dia e noite como Deus disse para Josué, e estudar-mos a palavra para manejar-mos corretamente a palavra do Senhor ‘II Tm 2:15″.
    Desde que comecei a receber seus blogs, eu tenho lido a todos.
    Deus continue te abençoando e ti usando como um canal de águas vivas.

    • Paulo, graça e paz!
      .
      Também louvo a Deus pela tua vida, mano!
      .
      Fico feliz que A VERDADEIRA VITÓRIA DO CRISTÃO tenha te edificado. Se não formos ousados ao expor a verdade seremos omissos. E isso é pecado. Proclamar a verdade não é uma opção, querido, é uma obrigação.
      .
      10% têm o hábito de ler a Bíblia? Me surpreende, achei que estaria em torno de 1% ou menos, tamanho é o analfabetismo bíblico que vejo.
      .
      Fico feliz que minhas reflexões aqui no APENAS estão te ajudando. Ore por mim, querido, para que nunca me falte a iluminação do Espírito Santo.
      .
      Deus te abençoe com a verdadeira vitória do cristão!

  31. domhelder disse:

    Maurício,

    Belo texto. Também me lembro que nas classes de EBD quando era criança ou “juniôr” (ainda usam esse termo?), os professores se orgulhavam de que, entre nós, não haviam “não-praticantes”. Esse demérito pairava apenas sobre os católicos…

    Os tempos mudaram (para bem pior), e hoje a maior parte dos pastores / líderes de igrejas locais não estão preparados para lidar com esse tipo de fenômeno, pois, como você bem observou, é algo relativamente novo…

    Eu particularmente creio que a solução seria apenas pregar o evangelho puro e simples. Um evangélico não-praticamente provavelmente não vai querer estar numa igreja séria, porque lá não haverá oba-oba, tolerância com pecado, supervalorização do gospel, ministro de louvor como animador de palco, etc.

    Abs

    • Sem dúvida.
      Os evangélicos não praticantes abandonarão a igreja e irão à praia no dia em que começarem a ouvir o verdadeiro Evangelho: o que manda tomar a nossa cruz e seguir Jesus. E isso só vem mediante a proclamação autêntica das boas-novas e um discipulado eficaz. Mas isso eles não querem.
      .
      Até lá continuarão achando que Festival Promessas é o supra sumo da proclamação, que ir ao Faustão cantar um louvor do CD da Som Livre junto a bailarinas seminuas é a glória e que Deus tem que me dar a bênção porque nasci para ser cabeça e não cauda.
      .
      Deus te abençoe com a verdadeira vitória do cristão.

  32. Ana disse:

    Olá Maurício,
    gostei muito do post, me fez pensar e querer estudar mais a Bíblia, buscar a Deus de verdade, não superficialmente. Tenho lido outros posts e tenho aprendido muito, mas é a primeira vez que comento. Na verdade, gostaria de te enviar um email pq estou com uma inquietação muito grande e quem sabe vc conhecendo possa surgir a oportunidade de escrever algo sobre, para orientar algumas pessoas, jovens prestes a casar como eu. Mas não encontrei seu email, então resolvi falar aqui mesmo, se vc não achar relevante não precisa aprovar o comentário, mas gostaria muito de saber sua opinião.
    .
    Sou noiva e ao final deste ano me casarei com o homem dos meus sonhos, se Deus permitir. Tenho lido seus posts sobre relacionamento, tenho aprendido muito e fico feliz pq meu noivo e eu nos amamos de verdade, e essa é a nossa maior motivação para nos casarmos, nada além do amor que sentimos um pelo outro. Nós somos evangélicos, eu sou Presbiteriana, meu noivo se converteu na igreja Congregacional Vale da Bênção, mas agora está também na Presbiteriana, não por minha causa, mas pq ele acredita que lá é melhor pra ele por questões de melhor pregação da palavra, compromisso, essas coisas. rs
    .
    Mas uma coisa tem nos entristecido bastante, é que sou tradicional e crítica com muitas coisas do “mundo gospel”, os cantores, pastores da moda, festivais, o mantra gospel, faz chooover, lá vem a noiva, profecias, sem falar nas músicas que só falam em prosperidade, vitória… enfim, não acredito que Deus possa ser glorificado através dessas coisas, mas creio no evangelho pregado de forma mais simples, mas ao mesmo tempo significativa. Meu noivo também é crítico, consegue enxergar os erros doutrinários nas músicas (até de bandas que ele gosta muito, como o Diante do Trono), mas ele diz que vê algo positivo ainda e consegue extrair coisas boas. Ele diz que é Presbiteriano, mas que acredita no pentecostalismo. Ele fala que eu sou muito intolerante, que critico demais. Na verdade, sou mesmo, às vezes não quero ir nem pra eventos gospel aqui na minha cidade. Já cheguei até a falar algo que penso que foi errado, disse pra ele que preferia escutar música secular do que alguns artistas gospel, e quando a gente casar nunca vamos escutar músicas juntos, por exemplo, pq nosso gosto é diferente. E consequentemente, ele fica triste comigo, e eu com ele pq queria que ele repudiasse essas coisas. Enfim, às vezes penso que estou sendo intolerante de verdade e agindo sem sabedoria e amor. E estamos prestes a casar e com esses desentendimentos… eu estou errada? O que devo fazer? Respeitar nossas diferenças de gostos, mas continuar crítica?
    .
    Desculpa fazer tantas perguntas, mas através dos teus textos tenho aprendido tanto que me senti na liberdade de compartilhar com vc e quem sabe te dar ideia pra um post sobre isso. Te agradeço muito desde já pela atenção, que Deus continue a te abençoar! Abração

    • Ana, olá,
      .
      imagina, minha irmã, é um prazer servir.
      .
      Ana, entenda que nós não nos casamos com nós mesmos rs. Nossos noivos e cônjuges são pessoas independentes e com ideias e gostos proprios. Não podemos moldá-los à nossa imagem e semelhança.
      .
      Sugiro que vcs dialoguem muito sobre isso antes do casamento. Pq depois já era. Então as bases dessa divergência têm de ser estabelecidas antes.
      .
      Não vejo mal em um presbiteriano crer no pentecostalismo. Meu sogro é pastor presbiteriano, crê, já expulsou demônios, ora pelos enfermos e não é cessacionista. Isso não é um mal. E, bem, em sou pentecostal, logo…
      .
      Eu te entendo, também não suporto essas músicas da moda gospel. Esse grupo que vc mencionou então me dá arrepios na coluna, a voz daquela senhora me irrita até a medula. Prefiro João Alexandre, Stênio Marcius, Gerson Borges, Silvestre Kuhlmann e essa gente que faz música de verdade, com poesia de qualidade, e não aquela xaropada. Uma tentativa prática: ouça com seu noivo o que toca aqui:
      http://www.garagemmp3.com.br/radio-mc3
      Quem sabe assim ele aprende a gostar de boa música cristã? rs
      .
      Mas veja, sou casado há quase 13 anos e tudo o que eu gosto minha mulher detesta em termos musicais e vice-versa. Isso não impede um bom casamento. Às vezes um fone de ouvido é tudo o que vc precisa. Mas volto a dizer: as bases para como lidar com isso é o diálogo. E feito ANTES do casamento. Vcs t~em que entrar nessa jornada sabendo já o que os espera.
      .
      Ajudei?
      .
      Oro por ti e pelo teu noivo, querida, que vcs sejam muito abençoados.
      .
      Deus os abençoe com a verdadeira vitória do cristão.

  33. Ana disse:

    Olá, Maurício,
    ajudou sim… obrigada pelo carinho, pela atenção.
    .
    Temos que dialogar mais sobre essas divergências mesmo, pra sabermos como agir sem precisar entristecer ao outro. É verdade, cada um tem um gosto, somos diferentes. Mas como te disse, gostaria que ele tivesse mais bom gosto rsrs Aos poucos tenho apresentado músicas de qualidade pra ele e vou aceitar sua indicação prática, quem sabe ele aprende a gostar. E se isso não acontecer (que eu acho mais provável, pe ele gosta muito daquele grupo), paciência e fone de ouvido pra mim. rs Tinha muito medo disso atrapalhar nosso casamento, mas até lá vamos conversar bastante sobre essas questões. Obrigada por tudo, de coração!
    Deus continue te abençoando, abração!

  34. Cláudio disse:

    Perfeito

  35. Muito profundo o seu texto, publiquei-o no site da minha igreja: http://www.pibsantos.com.br

  36. greize disse:

    Ótimo texto como sempre.Tem um livro que li:Por que você não quer ir mais a igreja.Pensei vou ver qual é a do autor.Sim ele criticou tudo o que esta acontecendo, mas no final, falou de grupos, falou, falou e não disse nada.É um perigo que devemos evitar.Penso naquele dia com Cristo,vc vai responder :Ah, eu sai da igreja por causa de líder tal , isso e aquilo???É essa resposta que as pessoas que não querem saber de igreja irão dar??
    Abraços.
    P.S:Não achei apropriado a última foto de um evento, (que eu também não gostei) aparecendo a cantora.Acho que os outros blogs já exploram demais isso, expõem fotos , videos, e por ai vai. Aqui eu acho um refúgio , vc até cita mas não diretamente nomes nem expõe essas pessoas o que eu admiro e respeito demais nesse blog.

    • Olá, Greize!
      Concordo em gênero, número e grau.
      Sobre seu PS, eu nem reparei que aparece uma cantora. Não consigo nem identificar quem é. Para mim é só a foto de mais um evento gospel, sem referências a cantoras em específico.
      Deus te abençoe!

  37. Ana Paula disse:

    Maurício seus artigos são bem detalhados e por isso fáceis de entender. Ainda não participo de nenhuma congregação local mas com toda certeza acredito que o Senhor Jesus esteja me alimentando espiritualmente com os claros artigos que leio.
    Seu blog também está nos meus favoritos aqui para que eu não esqueça.
    Amo você no Senhor, continue sempre na graça Dele!!

    • Muito obrigado por suas palavras gentis, Ana!
      Oro que vc encontre uma igreja local onde possa servir com amor e ser alimentada dentro dos verdadeiros ensinos bíblicos.
      Beijo grande e que o Senhor te abençoe muito!

  38. Bianca Dias disse:

    Vc é polêmico heim Mauricio ……..excelente kkkkkkk….

    A paz!!!!!!!!

  39. Bianca Dias disse:

    Mauricio,

    bíblico nem precisa dizer…rsrsrs está claro………amo seus posts…….como tenho aprendido com eles…….

    não consigo passar um dia sequer sem ler……..

  40. […] Evangélicos Não Praticantes […]

  41. Aline Falcão Coelho disse:

    Para nós católicos não existe católico praticante ou não praticante, isso é algo inventado por alguém que simplesmente não conhece a Palavra de Deus. Existe o católico, aquele que segue os preceitos, que vai às Missas, que estuda a Palavra e vive a fé professada em Jesus, não só com a Palavra, mas com a vida e o não católico. Nos sentimos ofendidos quando alguém diz que é católico apenas por não ter o que falar, assim como vcs irmãos tbm devem se sentir, pois, as meu ver tbm não existe evangélico não praticante ou praticante, pois, se não não pratica nada do que se aprende nos cultos ou reuniões, não é evangélico. Ressalto que suas exposições sobre o assunto são muito pertinentes e bem expostas, mas não permita que se contaminar por uma expressão descabida. Ou é ou não é! Ou quente ou frio!

    • Olá, Aline,
      .
      de modo algum o uso da expressão tem por objetivo ofender. Porém, é fato de que ela existe no uso popular e serve para designar aqueles que, ao serem indagados sobre sua religião, se dizem católicos, mas, no cotidiano, têm praticas, atitudes e ideias que contradizem as determinações do catolicismo. É uma fatia expressiva da população. Creio que, se a expressão incomoda os irmãos católicos, deveria haver um posicionamento de dentro para fora acerca da incoerência da expressão, do exato modo que você fez aqui.
      .
      Abraço fraterno, no amor de Cristo,
      mz

  42. […] Zágari é Jornalista e editor do Blog Apenas1. Divulgação: Púlpito […]

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