Eu estou farto.
Farto de querer viver um Evangelho simples e sempre quererem complicar.
Farto de ver gente achando que ser cristão não exige esforço.
Farto de ver hipócritas pondo o dedo na cara das instituições religiosas mas faturando uma grana com seus sites antirreligião.
Farto de ver crentes que pecaram feio acusarem quem os exorta de legalistas para justificar seu pecado não-abandonado.
Farto da diabólica Teologia da Prosperidade.
Farto de expressões antibíblicas da herética Confissão Positiva, como “eu decreto…”, “eu  declaro…”, “eu tomo posse…”
Farto de ouvir a expressão “em nome de Jesus” ser usada como “abracadabra”.
Farto de conselhos de presbíteros que tratam pastores como funcionários.
Farto de pessoas que nunca leram a Biblia quererem ficar ensinando cristianismo a partir de experiências pessoais.
Farto de gente que diz “eis que te digo” sem que Deus tenha dito nada.
Farto de blogueiros aspirantes a palestrantes que querem se promover para serem convidados a falar em conferências teológicas.
Farto da vaidade gospel.
Farto de cantores gospel sem nenhum compromisso com o Evangelho.
Farto de letras de musicas gospel que em vez de exaltar Deus ficam pedindo a Ele para nos saciar após ter um romance conosco e abominações parecidas.
Eu estou farto da minha própria pecaminosidade.

Estou farto. Basta.
Basta de pastores que tratam a membresia como se fosse propriedade sua.
Basta de membros que vivem detonando seus pastores pelas costas.
Basta de pastores-poetas inventores de falsos evangelhos que destituem Deus de sua soberania.
Basta de cristãos preguiçosos que dizem que estudar Teologia deixa o crente frio.
Basta de teólogos que não vivem na dimensão do sobrenatural de Deus.
Basta da Teologia Liberal e seus absurdos.
Basta de se preocupar mais com o número de membros do que com a qualidade dos membros.
Basta de apelos que forjam falsas salvações só porque alguém foi à frente e levantou a mão.
Basta de achar que discipulado são meia dúzia de aulas sobre a fé, em vez de uma longa caminhada pessoal do cristão maduro com o novo-convertido.
Basta de impostações artificiais de voz na hora da pregação, simulando autoridade divina.
Basta de gente que sobe ao púlpito para fazer propaganda de livros, CDs e DVDs.
Basta de gente que nunca pegou um livro de História da Igreja e quer discutir sobre a Igreja dos nossos dias, repetindo os mesmos erros do passado.
Basta de jovens cristãos cheios de testosterona que querem revolucionar a Igreja mas não sabem de cor nem ao menos o fruto do espírito, os Dez Mandamentos ou os Profetas Menores.
Basta de achar que combater o diabo é mais importante que proclamar Cristo.
Basta de achar que o diabo manda mais na Terra do que Deus.
Basta de achar que algum pastor ou teólogo não possa falar enormes baboseiras bíblicas só porque ele tem mais followers no twitter ou amigos no Facebook.

Basta. Estou farto.
Estou farto de gente que fala mal de seus líderes pelas costas.
Estou farto do reteté vazio e sem sentido.
Estou farto de emergentes que acham que Jesus tem que dançar tecnopop para ganhar almas.
Estou farto do amor antibiico do universalismo.
Estou farto dos falsos Jesus ensinados por falsos mestres.
Estou farto de cristãos que condenam todos os pastores e todas as igejas porque tiveram uma ou duas más experiências.
Estou farto de cristãos que chamam outros de “fariseus” porque estes são obedientes ao que a Biblia diz.
Estou farto dos que dizem que Deus só é amor e fogem da verdade de que Ele também é justiça e se ira.
Estou farto de gente que constrói Deus segundo suas conveniências pessoais.
Estou farto de igrejas domésticas que acham que são mais autênticas só porque se chamam de “comunidades” e não pertencem a nenhuma denominação.
Estou farto de programas “evangélicos” na TV.
Estou farto da ignorância histórica que leva muitos a achar que o mal da Igreja são os templos.
Estou farto de gente que inventa que foi ao Céu ou ao Inferno para ganhar dinheiro vendendo livros ou dando testemunhos.
Estou farto de testemunhos e milagres inventados.
Estou farto de gente que acha que precisa “ajudar” Deus seja lá no que for.
Eu estou farto da minha própria pecaminosidade.

Estou farto. Basta.
Basta de cristãos querendo aparecer na igreja.
Basta de disputas políticas de baixíssimo nível em Convenções de denominações religiosas.
Basta de cristãos que buscam o poder humano.
Basta de gente que acha que pode ser cristão e maçom ao mesmo tempo.
Basta de jovens que acham que sabem tudo sobre a fé sem nunca ter pego a Bíblia.
Basta de condenar ao inferno a ortodoxia cristã que segue o que o próprio Cristo defendeu.
Basta de fingir que o inferno não existe.
Basta de novas denominações.
Basta de uma suposta união de diferentes setores da igreja em torno não de assuntos espirituais, mas de objetivos humanos.
Basta de grupecos que racham com igrejas por se achar os bastiões da fé verdadeira.
Basta da ignorância histórica e bíblica de que leva a achar que a Igreja primitiva era perfeita.
Basta de fingir que nas catacumbas dos primeiros séculos de cristianismo não havia desenhos e imagens.
Basta de marxismo travestido de cristianismo.
Basta de neoliberalismo travestido de cristianismo.
Basta de gente que peca justificando-se com a graça de Deus em vez de cair chorando de arrependimento.
Basta de pregações de autoajuda.
Basta de unções diabólicas de 900 reais.
Basta de empresários gananciosos disfarçados de pastores.
Basta de falsos pastores que manipulam a boa-fé do povo para faturar em cima.
Basta de a Igreja querer se misturar com o Governo.

Basta. Estou farto.
Estou farto do cristão que acha que Jesus encarnou no mundo, morreu e ressuscitou só pra fazer ação social.
Estou farto de cristãos que acham que Jesus encarnou no mundo, morreu e ressuscitou para acabar com a miséria do país.
Estou farto de cristãos  que acham que Jesus encarnou para nos fazer milionários.
Estou farto de cristãos que só pensam em dinheiro.
Estou farto de cristãos que usam a Igreja para ganhar dinheiro ilícito.
Estou farto de sacerdotes que traem tão excelente chamado para se candidatar a cargos políticos.
Estou farto de pastores que pedem dinheiro ao tráfico de drogas para erguer igrejas.
Estou farto de pastores que cedem os púlpitos para candidatos fazerem propaganda política.
Estou farto de cristãos discipulados por corinhos da moda.
Estou farto de crentes que prestam serviço sem dar nota fiscal.
Estou farto de seminaristas que colam na prova.
Estou farto de seminaristas que dizem não ter tempo para estudar mas nunca perdem o jogo de 4a feira à noite na TV ou a novela das oito.
Estou farto de programas de TV que se dizem evangelísticos mas que na verdade servem para vender produtos e divulgar igrejas.
Estou farto de celebridades gospel que usam a fama para faturar em vez de promover Jesus.
Estou farto de cristãos que acham que orar não basta, é preciso ser ativista.
Eu estou farto da minha própria pecaminosidade.

Estou farto. Basta.
Basta de igrejas que se maqueiam de muderninhas pra atrair jovens.
Basta de raves gospel.
Basta de tratar o Evangelho Sagrado como se fosse “uma coisa maneira”.
Basta de dizer que “religião” é sinônimo de “religiosidade”.
Basta de palavras fora do contexto.
Basta de pregações fora do contexto.
Basta de dizer que a instituição igreja e institucionalização farisaica da fé são a mesma coisa.
Basta de cristãos que esquartejam o Corpo de Cristo em “nós somos os da graça” e “eles os da religião”.
Basta de pastores arrogantes.
Basta de crentes arrogantes.
Basta de achar que Cristo gosta que pastores berrem e esbravejem na TV.
Basta de marchas inócuas para Jesus.
Basta de louvor no volume máximo à noite incomodando toda a vizinhança.
Basta de crentes que ofendem o não cristão em nome de evangelismo.
Basta de contestar o dizimo bíblico.
Basta de adesivos com versículos bíblicos em carros que ultrapassam o sinal vermelho e fazem bandalhas.
Basta de achar que ser cristão é só ir ao culto.

Basta. Estou farto.
Farto de igrejas que investem seu dinheiro naquilo que não glorifica Deus.
Farto de pastores que usam o dízimo sagrado para fazer negócios que em nada dignificam o nome do Senhor.
Farto de cristãos que passam cheques sem fundos.
Farto de líderes que fazem propaganda de políticos em troca de benefícios materiais.
Farto de pastores que se preocupam mais com construção de paredes do que pastorear ovelhas.
Farto de um cristianismo mais ligado à terra que ao Céu.
Farto de barbaridades feitas em nome de anjos.
Farto de crianças pregadoras.
Farto do joio.
Farto do trigo abusador.
Farto de grupos de dança de igreja que só servem para agradar homens e atrapalham o culto.
Farto de músicos de igreja que se mandam eles pararem de tocar abandonam a igreja.
Farto de crente que gosta de aparecer.
Farto de haver tantas coisas ligadas à fé que me fazem estar farto com tantas coisas ligadas à fé.
Eu estou farto da minha própria pecaminosidade.
.

Eu estou farto de gente que diz “eu estou farto” e “basta” mas não faz nada para mudar o que está errado.
.

Mas…

…meu consolo é que acredito piamente que Deus também está farto de tudo isso.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

.

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comentários
  1. Karine Rocha disse:

    Olá Maurício!
    Como sempre, mais um post ótimo!
    Confesso que muitas coisas não entendi, pq AINDA não conheço certos termos (mas vou me informar), concordo com 90% das coisas q entendi, mas certos pontos não é q não concorde, é q não vejo onde está errado e gostaria q me esclarecesse (sou nova convertida e tem muitas coisas q não sei): “Basta de marchas inócuas para Jesus.” Vc acha q as marchas não tem efeito nenhum?
    Não estou te contestando, apenas quero ver seu ponto de vista. Pode ser q eu esteja pensando errado…
    Fike na paz do Senhor! =)

    • Oi, Karine,

      imagina, nao tem problema algum.
      Marchas para Jesus não têm absolutamente nenhum efeito. Alguem se converte por causa delas? Torna-se mais santo? Afasta-se do pecado? Torna Jesus diferente aos olhos do mundo?
      Não, essas marchas são articulações de uma ou outra denominação religiosa para demonstração de poder e assim poder obter vantagens junto a, por exemplo, o poder público.
      Para a causa do Evangelho? Não provam nada, não provocam nada.
      Bom seria se, em vez de ficarmos fazendo “Paradas Gospel” (que não ganham vidas nem proclamam Cristo em nada), nos dedicássemos a buscar o Senhor em oração, leitura da Palavra, meditação, solitude e joelhos no chão.
      Pq todo o dinheiro que é investido na organização dessas marchas não é aplicado na produção de Biblias que sejam distribuidas gratuitamente, por exemplo?
      Espero ter-me feito entender.
      Não se preocupe de perguntar, ta? Como dizia um antigo professor meu de faculdade, “vergonha não é não saber o erro, é persistir nele”.

      Deus te abençoe!

    • DINA disse:

      CONCORDO COM VC MAURÍCIO, MAS O QUE VC TEM FEITO PRA DEIXAR DE ESTAR FARTO? GOSTARIA QUE ME ENVIASSE UM ARTIGO FALANDO DA IGREJA CONTEMPORÂNEA MAIS ESPECIFICAMENTE. COM REFERÊNCIAS. OK?

      • Dina,
        o que eu tenho feito? Tudo o que está a meu alcance, a começar por orar a Deus clamando por misericórdia por sua Igreja, que em grande parcela está mal das pernas. Tb labuto na obra do Senhor em diversas frentes, mas nao cabe aqui ficar falando sobre minhas atividades.

        Sobre os artigos, se vc tiver a paciencia de ler os meus posts, listados na coluna à esquerda do APENAS, verá muito material sobre muitas facetas da igreja evangélica atual.

        E ha um livro que eu recomendo enfaticamente, que vai falar muito sobre isso e que mudou minha vida: “O FIm de uma Era”, de Walter McAlister (editora Anno Domini – http://www.editoraannodomini.com.br ou 0800-701-3490).

        Deus te abençoe.

  2. Eu estou farto da minha própria pecaminosidade.² =(

    Deus nos desperte e nos livre de nos mesmos!

    Despertai, ó ébrios, e chorai; bebedores de vinho, lamentai-vos, porque o suco da vinha foi tirado da vossa boca! ~ Joel 1:5
    .

  3. marcojuric disse:

    Eu acho muito bom quando leio algo que me confronta comigo mesmo, me mostrando o quão vazio, estéril, pecaminoso, hipócrita e tantos outros da relação…é, me acho um ser humano como todos os outros, digo, suscetível a tantos desvios do padrão de Deus. Mas como meu amigo (se o posso assim chamar/estimar) “…meu consolo é que acredito piamente que Deus também está farto de tudo isso.” e mais, que Ele me ama e está me ajudando pois,
    “Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós.
    Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.
    Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.
    MEUS filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.”

    God bless you!

  4. leo disse:

    É verdade, farto de ouvir as pessoas falarem de um Deus que não é o mesmo que um dia se apresentou a mim e que continua sendo o mesmo.

  5. Alan Capriles disse:

    … E porque Deus também está farto de tudo isso, o Dia da ira se faz iminente.

    Meditemos nisso:

    “Vós, porém, amados, lembrai-vos das palavras anteriormente proferidas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo, os quais vos diziam: No último tempo, haverá escarnecedores, andando segundo as suas ímpias paixões.

    São estes os que promovem divisões, sensuais, que não têm o Espírito.

    Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa fé santíssima, orando no Espírito Santo,
    guardai-vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna.

    E compadecei-vos de alguns que estão na dúvida; salvai-os, arrebatando-os do fogo; quanto a outros, sede também compassivos em temor, detestando até a roupa contaminada pela carne.

    Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória, ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém!”

    (Judas 17-25)

  6. Estou farto da minha própria pecaminosidade…

  7. Moacir Teles Maracci disse:

    Caro Pastor Maurício Zágari.
    Estou farto de ler mais esse seu texto longo, mas se leio até o fim é por que Deus tem um propósito para você, para mim e para todos que querem exercitar o “amor diligente” que você se referiu em outro post (também longo!). Acrescentaria mais alguns:
    -estou farto de encarar em minhas aulas alunos “abençoados” mas que não fazem diferença alguma em relação aos demais, pois são às vezes piores, e quando eu falo com seus pais, invariavelmente a resposta é: “em casa ele respeita” ou “Igreja, meu filho tem ministério de louvor”.
    Por isso estou farto de ver igrejas que não cumprem nenhuma função pedagógica, obrigação das igrejas, como de resto, de qualquer instituição inserida na sociedade. Tais igrejas à medida que “buscam a Deus”, se afastam do homem, do próximo, do diferente…
    Estou farto de ver minhas opiniões serem taxadas de “mentiras do diabo” só porque não se enquadram nos “cânones” de minha denominação.
    Estou farto de ver cantoras gospel (sic) de minissaias, mais “verborragiando” ou “verborrugindo” canções de letras e músicas sem a menor graça.
    Estou farto de se colocarem barreiras entre “igreja” e “mundão”, como se houvesse algum critério puramente exterior para se definir pessoas, ideias, culturas, comportamentos nesses dois ambientes.
    Estou farto das repetidas leituras de Malaquias 3,8-10, pois não conheço nenhum levita, pois não estou nem nunca estive em Israel.
    Estou farto de saber que o dízimo é bíblico (e não a dízima), mas tão bíblico é compartilhar e não simplesmente amealhar.
    Estou farto de estar farto.
    Mas sei que preciso estar farto de tudo isso para realmente merecer o Reino de Deus.
    Estou farto de ler seus texto longos que me fartam de ideias novas, esperanças renovadas.
    …e estou farto de minha própria pecaminosidade.
    Abraços.

    • Obrigado, Moacir, por compartilhar
      Meus textos são longos pq não têm o objetivo de serem lidos por quem não gosta de pensar e quando começo a escrever termino apenas onde o pensamento acaba. Não me preocupo com o tamanho. Hoje vivemos na era dos 140 caracteres. Que bom seria se voltássemos à época dos livros, perante os quais meus textos são bem pequenininhos. Quem sabe se todos os blogueiros escrevessem menos posts e mais artigos as pessoas se acostumariam mais à leitura literária real? Assim sairiam do computador e pegariam para ler Agostinho, Russell Shedd, Auustus Nicodemos, Walter McAlister, Richard Foster, Dallas Willard, C.S.Lewis, J.T. Wright e outros?
      Minhas escritas não têm o objetivo de agradar quem quer leituras rapidas. São reflexões e é seu conteudo o que determina o tamanho, entende? Eles terminam onde termina o pensamento. Quem não aprecia ler…pode buscar outros blogs onde os textos têm 3 ou 4 paragrafos rsrsrs. Enfim, apenas para lhe explicar o tamanho de meus artigos.
      Obrigado mais uma vez por compartilhar.
      Deus te abençoe.

  8. Fábio disse:

    Tenho vindo a este blog por causa das postagens feitas no “Ministério Beréia”. E posso dizer que tenho sido muito edificado com suas mensagens e que concordo com o que você tem exposto. Parabéns! Que sua voz seja ouvida no aprisco de Jesus!

    Abraços sempre afetuosos.

    Fábio.

  9. Lelê disse:

    Eu estou farta de muitas coisas tb, mas como não convêm dizer pq eu nada posso fazer. Somente colocar o meu joelho no chão, chorar e orar!

  10. Claudio Nossa disse:

    Maurício,

    Achei o texto muito bom, parabéns!

    Será que o dízimo é bíblico? Você poderia me dizer sim, está na bíblia. Eu diria a circuncisão também. Acho legal dizimar e dízimo. Mas tem muita mentira sendo dita como se verdade fosse.
    Quando dou dízimo não para que Deus repreenda o migrador, o cortador, o destruidor, e sim, pelo amor a obra de Deus. Eu quero que o Reino de Deus seja proclamado!
    Lamento a manipulação pelo MEDO! E aqui fica a minha dica, o povo do neo-testamentário não dizimava, e sim, ofertava. O entendimento do novo é que tudo pertence ao SENHOR, não apenas 10%. Quem primeiro levantou a prática do Dízimo foi São Cipriano, e posteriormente, Santo Agostinho o institucionalizou como uma prática da Igreja.
    Não sou contra o dízimo! Sou contra os ensinamentos errados que esta doutrina trás. Ou você desconhece o fato de algumas denominações afirmarem que os não dizimistas irão pro inferno? Afinal, são ladrões.
    De todo modo, amado, gostaria de dizer que respeito muito os seus posicionamentos.
    Paz e graça!

    • Claudio,

      embora discorde de vc quanto à historicidade do dizimo no período do NT (Jesus mesmo disse que não deveríamos negligenciar sua entrega) concordo com os abusos. E abusos são o que diz o nome: abusos. E como tal devem ser combatidos.

      Historicamente, dízimos sempre serviram para a mesma coisa: manutenção material do serviço espiritual a Deus, seja no sustento dos sacerdotes levitas, seja para manter o templo. Então eu entendo que há controvérsias, em especial da parte daqueles que não querem abrir mão do seu vil metal (o que não é o seu caso).

  11. Graça e Paz! Texto muito bom, e para um bom entendedor foi um tapa na cara de muitos por ai. Inclusive de mim mesmo, que estou farto de minha pecaminosidade!
    Eu vi no blog ministério Beréia, e coloquei o texto no meu blog pessoal, http://www.penseteologicamente.blogspot.com. Claro, com a citação da fonte!

  12. Day Anne disse:

    Em maiúsculo eu digo: “EU ESTOU FARTA DA MINHA PECAMINOSIDADE”.

    Paz, graça e infinita misericórdia de Deus sobre nossas vidas. Só Ele mesmo para suportar nossa abominável pecaminosidade sem dar um basta implacável em nós ( pelo menos não antes de nos levar ao arrependimento).
    O basta de Deus demora, mas quando chega não tem conversa. Ai de mim, de você e de todos aqueles que não ouvem a sua voz e dizem: BASTA!

    Post oportuno e infinitamente reflexivo… Me senti convidada a rever os meus conceitos.

    Deus abençoe,querido!

  13. Neto Dias disse:

    também estou com você meu irmão!

    tenho visto isso também em minha cidade, pessoas que se acham os super poderosos e donos da verdade! como você disse: “BASTA, EU ESTOU FARTO”

    parabéns pelo post, Deus te ilumine!

    Paz!

  14. Graça e paz Maurício.
    Tem hora que realmente a gente tem que desabafar e dizer que basta de tanta coisa errada em nosso meio. Eu antigamente me sentia como Elias, eu pensava que só eu havia ficado de “saco cheio” com tudo isso que está ocorrendo por aí, mas então descobri que existem mais de setre mil pessoas de Deus que não se curvaram diante de Baal.
    Que o Senhor conforte o seu coração e lhe mantenha sempre íntegro nessa caminhada.
    Fique na Paz!
    Pr. Silas Figueira

  15. Angélica disse:

    Espero que o cálice da ira de Deus derrame e ele realmente esteja farto de tudo isso e tenha misericórdia de suas ovelhas que tem sido esmagadas por esses pastores infiéis, esses obreiros da iniquidade, vendilhões do templo, pelos propagadores do teísmo aberto, teologia liberal, relacional, emocional e tudo mais que entra no bojo do atual status quo gospel… Maranata…

    Deus o abençoe mais e mais…

    Angélica

  16. Com os olhos úmidos… Estou farto.

  17. O texto é ótimo, e de fato é tudo verdade…Mas às vezes, ao ler, eu penso não ser digna de ser Filha de Deus,pq erro e faço muitas dessas coisas,sabe?E me pergunto até onde deve ir a intolerância dos cristãos na sua agressividade ao pregar.

    Sou nova convertida, e acredito que não tive um bom acompanhamento a nível de discipulado.Na realidade,não tive disipulado, tive más experiências na minha primeira igreja chamada “comunidade”, discordei de decisões do meu líder na época…quer dizer, fiz coisas erradas,e hoje me sinto filha de Deus igual.Precisamos acordar,mas vocês como líderes tem que pensar que todas pessoas em estágio de fé podem ler o que vocês escrevem, e isso pode ter um efeito renovador ou devastador.Não é crítica,ok?oncordo com o texto,mas senti a necessidade de compartilhar o que senti agora e o que já senti com outros comentários de líderes cristãos.

    abraços!

    • Ola, querida,
      só pra deixar claro: eu nao sou líder de nada, ok? Sou tão ovelha como vc.
      A Palavra diz: “as ovelhas conhecem a voz do seu pastor”. Quem é de Cristo receberá o que escrevemos (se o que escrevemos for bíblico) com efeito renovador. Quem nao for de Cristo, com efeito devastador.
      Se a critica é biblica, valida e libertadora, é como Jesus: “conhecereis a Verdade e ela vos libertará”.

      Deus te abençoe.

  18. Sibeli disse:

    Mauricio, encontrei seu blog por acaso e esse texto foi demais pra mim. São os gritos que meu silêncio estava dando. Há um cansaço muito grande em mim de todo esse sistema de modismo. Eu nasci em uma época em que meus pais me ensinavam que eu era serva de Deus… e estou em choque, porque todos estão pensando e pregando o contrário: Deus é meu servo, e com meus “atos proféticos”, meus “recebo”, meus “tomo posse” não preciso fazer mais nada, nem conhecer as escrituras… afinal, Deus é o servo, não eu. Deus te abençoe e te dê cada vez mais entendimento. Um abraço.

  19. Leandro Almeida disse:

    Posso considerar esta postagem mais que um desabafo: um retrato fiel da “fauna gospel” do século XXI (onde uma igreja irrelevante se levanta pra assumir o lugar da IGREJA de CRISTO, em nome de si mesma, usando o evangelho como pretexto pra qualquer coisa que não seja o Reino). Lutero também fixaria essas “teses” em seu Ipad se tivesse tido a oportunidade!

  20. Lya Alves disse:

    Excelente, Zágari.
    Paz!

  21. Valter Cardoso disse:

    Tem momentos que não dá pra segurar o AMÉM (no sentido de concordar com o que foi dito), inclusive para “Eu estou farto da minha própria pecaminosidade”. É graças a Deus mesmo que a profecia está viva. Mais um motivo de agradecimento!

  22. Jean disse:

    Amado Zágari,graça e paz sobre sua vida! Sinceramente estou farto de blogs,sites,e afins..É uma avalanche de atalaias da verdade puxando pra si a responsabilidade de “salvar” o povo de Deus dos males das heresias,dos pastores perigosos,do mercantilismo da fé,do pastor “caído” que critica a instituição,do misticismo cristão,do teísmo aberto,dos líderes “bundões”..Jesus está cheio de advogados na internet e os honorários são pagos em forma de pageviews..rs…creio que devemos meditar sobre esse fenômeno..parece que muitos nem lêem mais a Bíblia,mas o que tal blogueiro,pastor escreve e comenta..há brigas,acusações,xingamentos,um comportamento que não tem nada de Evangelho,mas de pura carnalidade..E vale ressaltar que isso é um fenômeno mundial..tem gente querendo ser um Paul Washer,um John Piper da vida,não que seja proibido ter referências inspiradoras,mas o que vejo em muitos é o desejo de repetir o que tais figuras dizem;e não por sua experiência própria com Deus..É muita preocupação em defender o Evangelho na internet e não vivê-lo… e por último pergunto:Quantos desses sites edificam de fato?Quantos dá prazer de ler? raros,haja vista sua própria blogroll… são sites,blogs de gente que torce pro “quanto pior melhor”,querem ver o circo pegar fogo.. não importa se Deus se grada ou não,”vamos defendê-lo!!estamos numa cruzada evangélica,os fins justificam os meios”…É Zágari…o quadro é triste,de fato,também estou farto…

    • Querido Jean,
      compreendo as suas criicas e de fato há aqueles que criam sites e blogs para receber  “os honorários que são pagos em forma de pageviews”. 
      Agora, tome cuidado para não jogar o bebê fora com a agua suja. Que é fato que a igreja que eu e você amamos está poluída e cheia de problemas, isso é inegável. E o que fazemos? Nos calamos? Deixamos as ovelhinhas de Cristo serem enganadas?  Ficamos coniventes com as unções de 900 reais e outras trambicagens diabólicas? Deixamos pastores celebridades hereges enganarem o povo ao dizer que Deus abre mão de sua soberania e ficamos calados, omissos?
      Querido, vc como bom conhecedor da história da Igreja que é sabe que os cristãos (que, perdão, não querem ser atalaias ou coisa parecida, apenas amam a obra de Deus e se condoem ao ver tanta sujeira, como é o meu caso) ao longo de todos esses dois mil anos se posicionaram contra os abusos. Vc sabe que o apóstolo João escreveu suas três epistolas para combater um grupo de cristãos hereges chamados gnósticos. Sabe que na Igreja primitiva da época Patristica havia os pais apologistas, que se dedicavam a combater os supostos cristãos que pregavam absurdos, como Marcião, Montano, Sabélio, Ário e Pelágio, por exemplo. Sabe que Lutero, Calvino e outros reformadores se posicionaram contra todo o lixo que havia nos corredores da Igreja da época. Imagino… será que se vc vivesse na época deles falaria a mesma coisa a respeito daqueles heróis da fé? 
      Então, o combate à imundície que teima em repetidamente invadir o seio da Igreja de Cristo não é nenhuma novidade. 

      Aí chegamos aos nossos dias. Graças a Deus surgiu a internet que permite alcançar pessoas que de outros modos não seriam alcançadaa cok  informações que de outro modo não teriam. Há blogs horríveis e mercantilistas? Obvio. Há blogs vazios e sem conteúdo? Naturalmente. Mas há muitos blogs sérios que nada mais são do que veículos usados para levar informação ou reflexões. E são pessoas motivadas por razoes nobres. Já houve, por exemplo, quem quisesse patrocinar o APENAS. Eu não quis. Pois meu tesouro está no Céu. Aqui o que posso fazer é compartilhar minhas humildes reflexões com aqueles que desejarem ler – de graça.  
      E num país democratico como o nosso, quem está farto de ler blogs tem sempre uma boa saída: não acessa-los. Simples e eficiente. Do mesmo modo que não perco o meu tempo vendo o lixo que os empresários-pastores põem na TV, se vc considera que blogs como o meu não somam… Basta não ler. 
      Sobre meu blogroll, os poucos blogs que indico ali são de pessoas sérias, a maioria dos quais conheço pessoalmente e com quem já tive chance de conversar. São pessoas cuja teologia é seria. Não os julgue sem conhecer. Não Índico qualquer um. 
      A propósito, já li a Biblia inteira e faço minhas devocionais regularmente, só para respoder seu questionamento. 

      Cuidado, mano. Somos parte do mesmo Corpo e se combatemos o bom combate, o fazemos contra os inimigos da fé. Se vc acha que os inimigos da fé são os blogs dos quais vc está farto, não os leia. Mas se vc acha que os inimigos da fé são os que pregam heresias, enganam o povo, ensinam um falso cristianismo… Vc não precisa ser um Piper ou um Washer para levantar a sua voz e somar à causa de Cristo. Eu particularmente não quero ser um John Piper, pois acho o corte de cabelo dele muito feio 😉

      Deus o abençoe, meu irmão em Cristo. 

      • Jean disse:

        Zágari, meu querido!..graça e paz na sua vida!..acho que vc não entendeu meu desabafo..eu estou farto de blogs e sites ruins,sem conteúdo bíblico;que servem apenas pra jogar lama em cima de outra lama e pra mim ,muitos são tão veshaminosos que posso considerá-los inimigos da fé e do amor,…acho válidas as admoestações,repreensões virtuais,apenas creio que não adianta somente isso,mas mostrar que há evangelho por trás dos templos sendo vividos por seus membros…não lhe chamei de atalaia,em momento algum coloquei em dúvida sua integridade ou conhecimentos bíblicos..nem mesmo seus parceiros do blogroll,,apenas salientei que se tivéssemos tantas boas opções sua lista seria maior,concorda?..rs…esta foi minha terceira postagem a ti e se não fosse um leitor assíduo,não lhe escreveria..apesar de discordar em vários pontos com vc,admiro as reflexões de um cara como eu,que não é pastor,apóstolo,nem tem título de doutor em divindade..apenas escreve, e textos longos que reconheço,com um formidável conteúdo..só pra terminar..vc lerá muitos posts meus por aqui..não deixarei de lê-lo e comentar quando me chamar atenção..logo;com a licença poética de Zagallo,”vc vai ter que me engolir!”..rs

  23. Re disse:

    Vim dizer o mesmo que a Angélica, portanto, assino embaixo.
    Bom seria se todos quisessem estar fartos, cheios, bem alimentados, preenchidos, da Palavra de Deus. Lembrei muito de uma letra do Casting Crowns [Prayer for a friend] que diz “…There’s a way that seems so right to him / But You know where that leads / He’s becoming a puppet of the world / Too blind to see the strings”. É assim que enxergo todas essas bizarrices, estão todos como marionetes do mundo, muito cegos para enxergarem as cordas manipulando.
    Ainda bem que muitos cristãos estão sentindo essa overdose e reagindo, primeiramente e, principalmente, em oração. Deus nos ajude a todos.

  24. Sérgio Müller disse:

    Zágari, mais uma vez seu texto foi fantástico e impactante. Como já te disse uma vez, também gosto de textos longos pois eles conseguem nos fazer conhecer ainda melhor o seu autor. E tenho visto em você um servo do Senhor muito abençoado.
    Bom, mas também gostaria de dizer que apenas não concerdei com uma coisa que você colocou nesse texto: foi em relação ao dízimo.
    Costumo usar uma frase que resume meu pensamento sobre o dízimo. Ela foi escrita por Frank Viola e diz; “O dízimo é bíblico, mas não é cristão”.
    Li sua resposta em um dos comentários e você disse: “Claudio, embora discorde de vc quanto à historicidade do dizimo no período do NT (Jesus mesmo disse que não deveríamos negligenciar sua entrega)…”
    Na verdade não consigo enxergar nesse texto que você citou uma ordem de Jesus para os cristãos, pois o contexto dessa passagem mostra que Jesus estava falando com os líderes judeus, e falando sobre a Lei de Moisés.
    Não encontro em nenhum lugar do Novo Testamento Paulo, Pedro, Tiago ou João falando sobre esse assunto com as igrejas através das suas epístolas. E quando o autor de Hebreus cita o dízimo ele o faz no contexto do assunto sobre sacerdócio.
    Mas o que mais eu gosto de pensar é que eu não consigo imaginar um GENTIO (que não está sob o domínio da Lei) se convertendo na epóca da Igreja Primitiva e algum dos líderes da igreja lhe dizendo que agora ele teria que começar a dizimar. Para mim seria muito esquisito isso. Se os gentios ficaram livres pela Graça de guardarem o sábado e outras ordenanças da Lei, será que os apóstolos iriam dizer que no que se refere ao dízimo, eles era obrigados a obedecer?
    Vejo no dízimo um REFERENCIAL para nós, não um mandamento. E é nesse referencial que eu me apoio para contribuir sempre com a obra do Senhor.
    E vemos pela história da igreja que o dízimo só se tornou pratica “obrigatória” na igreja a partir do século VI.
    Bom, esse é só o meu comentário, e claro que nós não vamos brigar sobre esse tema como muitos fazem.
    Continue firme nesse ministério maravilhoso meu amigo. Deus te abençoe!
    Pr. Sérgio

    • Querido,
      respeito sua opinião. Mas se vc for considerar que o comentário de Jesus foi feito aos judeus e por isso só se aplicaria a eles, minha sugestão é que vc passeie pelos evangelhos e veja quantos comentários de Jesus foram feitos aos judeus e hj nós aplicamos em nossas vidas. Basta pegar o Sermão do Monte. Quantos daqueles que ali estavam ouvindo o Mestre vc supõe que eram judeus? Pense nisso e vc mesmo chegará à resposta.

      Lembre-se ainda do que ele disse à mulher samaritana. Eu não sou samaritano. Então o que Jesus disse a ela não se aplica a mim?

      Sobre a questão da Lei…Havia graça na época da Lei e há lei na época da graça. O aio não foi totalmente abolido. Os Dez Mandamentos por exemplo (que são da época da Lei) deixaram de valer? O que é da Lei e se cumpriu em Cristo cumprido está. Mas o dízimo se cumpriu em Cristo? O sacrificio salvifico abole a necessidade do dizimo que sustenta sacerdotes, por exemplo? Não vejo biblicamente como a Cruz aboliria o dizimo. Pelo contrário, a partir dai a Igreja cresceria e se expandiria e cada vez mais precisaria se sustentar.

      Enfim, essa é uma discussão interminável e como vc disse não vamos brigar por isso. Nesse aspecto gosto da passagem que diz que “tudo o que não é por fé é pecado”. Eu vejo Jesus dizer que não os judeus, mas os que querem manter uma estrutura eclesiástica funcional deveriam dizimar (“fazei estas coisas sem deixar de fazer aquelas”). Então minha consciência guiada pelo meu entendimento me leva a dizimar. E nunca fiquei mais pobre por causa disso rsrsrs.

      Deus o abençoe, mano, te amo em Cristo Jesus.

      • Sérgio Müller disse:

        Meu amado amigo Zágari,

        Como você disse, esse assunto do dízimo é interminável.
        Mas eu também sou dízimistas há 35 anos, mas não me limito aos 10% e nem dizimo porque é “mandamento do Senhor”. Como disse, uso o dízimo como um referencial.
        Você citou os 10 Mandamentos, e é claro que eles valem… pelo menos 9 deles, pois ninguém fala do sábado, você não acha? Bom, esse assunto fica para os adventistas….rs,rs,rs.
        Mas se a lei do dízimo vale, por que só um dos dízimos é pregado? Porque ninguém fala dos outros dois dízimos? Por exemplo: aquele que ao invés de vc levar ao templo, você comia junto com outras pessoas numa festa? Ou o dizimo que de 3 em 3 anos deveria ser festejado nas portas da cidade onde você morava? Esses dízimos ninguém prega, não é mesmo? Para a maioria dos pastores só importa o dízimo para “sustento da casa do Senhor”. Os demais….ah… os demais não tem significado para os nossos dias… como dizem os pastores de hoje.

        Se a cruz não aboliu o dízimos, então ela não aboliu os dízimos, ou seja, nem um dos três, você não acha? Já imaginou você praticando isso hoje? Eu ia adorar ver o dízimo sendo partilhado numa grande festa com toda a igreja e com os necessitados da cidade…. Mas, qual pastor faria isso hoje?
        Qual pastor na hora das ofertas diria a sua congregação: “Irmãos, sinta-se a vontade para contribuir, e se você estiver com alguma necessidade, pode tirar uma ajuda de dentro das salvas”.?
        “Ah Sérgio, mas se fizer isso, vai ter mais gente tirando do que colocando!” – seria a reclamação. Então eu digo: É aí que entra a graça e o poder de Deus, pois se 20 pessoas tirassem ao invés de colocar, com certeza o Senhor ia tocar o dobro de corações generosos para contribuir e não ia deixar faltar nada para sustendo da Sua “casa”. Mas quantos confiam totalmente no Senhor para isso, não é mesmo?
        Opa…. já me estendi demais nesse assunto…Daqui a pouco vamos estar debatendo isso…rs,rs,rs. Mas quero dizer que é muito bom compartilhar essas coisas com você meu amigo, que tem a mente de Cristo, e que mesmo nós dois discordando em algumas coisas, jamais deixaremos de nos amar, de nos respeitar e de desejar o melhor um para o outro.
        E é isso que sempre desejo a você meu amado irmão.
        Continue firme como atalaia do Senhor!

      • Claro que não, mano, continuamos juntos. Militamos na mesma causa e pertencemos ao mesmo Corpo.
        Deus te abençoe.

  25. Eliana disse:

    Essa semana vc caprichou… 05 posts em 06 dias! Amei! 😀

    E qto a este post, tbm estou farta, amado… principalmente da minha própria pecaminosidade e de, muitas vezes, não fazer nada para mudar o que está errado.

    Deus continue o abençoando!

    Bjo e paz!

  26. nadia disse:

    eu é que estou farto devc mauricio, que eu acho que exagerou na dose,ou seja vc está farto de tudo e de todos não se salva ninguém, e só vc é o dono da verdade ,ainda por cima apresenta milhares de criticas sem apresentar a soluçaõ ,criticar assim é facil, quero ver vc apresentar uma solução para critica que vc fez ,e apresentar uma atitude .

    • Querida irmã,
      vc não me conhece e se conhecesse saberia que minha vida é devotada a apresentar soluções às criticas que faço. Pela sua ignorância a respeito de quem sou e faço eu relevo o seu agressivo comentário.
      A critica, querida, é o principio da transformação do que está errado. E na Igreja de hj, que tanto amo, há muita coisa errada. Não por culpa de Deus, mas dos homens. Como diz uma máxima da Reforma Protestante, “Igreja Reformada, Sempre Reformando”.
      Se vc está farta de mim e das minhas criticas apresento uma solução facílima: não leia meu blog.

      Deus te abençoe.

  27. Caio disse:

    Parabéns pelo post! Realmente confrontador. Irei refletir bastante por bastante tempo =)

  28. Minha primeira vez por aqui…

    Encontrei esse mesmo texto publicado no Púlpito Cristão, e resolvi visitar o endereço da fonte.

    Glória a Deus por vidas que defendem o Evangelho simples e genuíno que Jesus nos deixou! Em dias como os nossos, servos assim andam escassos. Mas o Senhor, que zela pela Palavra da Verdade e tem compromisso com os verdadeiros adoradores, sabe que eles não podem morrer diante de toda essa poluoção gospel. Por isso, sempre nos encaminha até o lugar onde os valentes dentre os sete mil estão.

    Que bênção!

    Prazer em conhecer.

    Paz do Senhor Jesus Cristo.

    Elaine Cândida

  29. Leandro Martins disse:

    Querido, só queria deixar um comentário em relação ao dízimo que você mencionou ao afirmá-lo que ele é bíblico. Ele é bíblico como tudo que está na Bíblia, não é?
    Esses dias estava lendo um blog cristão, se não me engano, o do voltemos ao Evangelho em que o blogueiro escreveu que o dízimo não seria mais aplicado após a vinda de Cristo e tal, citando a questão da lei de Moiséis que se estaria abolido ou não. Só sei que ele sustentou que tal prática não era mais necessária, mas que continuava dando o dízimo assim mesmo…
    Aí pensei comigo, como eu vou continuar aplicando uma lei que não está mais em vigor? Se Jesus disse que a viúva pobre ao ofertar duas moedas foi a que deu mais, o que vale, o que o Mestre falou ou o que está inserido na Lei de Moisés? Com a graça de Jesus, estamos debaixo da mesma ou debaixo da Lei? Quem vai salvar? O que adianta eu dar o dízimo fielmente e ser um crente infiel? Isso irá financiar a minha entrada na mansão celestial, ou irá bancar aqueles que não tem vergonha na cara de terem o seu sustento próprio como a maioria da população? Claro que esse assunto é polêmico até porque sem os dízimos os sacerdotes de hoje em dia teriam que ter seu próprio emprego fora da Igreja para prover o seu próprio sustento e da sua família, o que obviamente não é nem um pouco interessante pra eles…
    Em Hebreus fala que Jesus Cristo é o nosso sumo sacerdote eterno e que não precisamos de nenhum outro sacerdote a não ser Ele. Acho um absurdo e estou farto também de muitos pastores e líderes viverem às custas do ministério e se consideream sacerdotes anulando o sacerdócio de Cristo, já que em 1 Timóteo 3 não se menciona que os bispos seriam dignos de receberem salários através de dízimos. O apóstolo Paulo mesmo dizia que não queria ser pesado a ninguém, já que ele vivia de doações como se lê na Bíblia.
    Hoje em dia cada um defende aquilo que lhe convém. Não tem jeito. Todos querem vender seu peixe, seja lá como for…
    Infelizmente a maioria do povo de Deus não tem o costume e não é ensinado a ler a Bíblia inteira como não tem o hábito de lê-la sempre em casa, mas só na igreja durante o momento da Palavra. Isso é triste, pois o povo do Altíssimo está sendo mal ensinado e a culpa disso é exatamente daqueles que estão na frente do povo e não sabem ensinar nem admoestar para que o povo venha conhecer mais do Deus que servem. Nem todos os líderes querem entregar o ouro, fazer o quê…
    Enfim, felizmente ou infelizmente nós somos o produto do meio. Quando estamos sendo bem ensinados estamos indo bem, caminhando para a glória de Deus. Caso contrário, não sabemos ao certo para onde vamos e acabamos ficando perdidos em vários falsos discursos, ensinamentos e doutrinas que não levam a lugar nenhum.

    Que Deus te abençõe hoje e sempre.

    • Leandro,

      vc vai ouvir de tudo sobre o dizimo. Muitos que nao querem compartilhar de sua renda o combatem. Muitos que têm um mau entendimento historico o combatem. Muitos por mil razões o combatem. Mas ele é biblico sim. Dizer que o biblico é o dízimo ser algo apenas para os judeus da velha aliança é um entendimento equivocado – imagine, a abolição do dizimo após a Cruz significa que Deus cuidou dos sacerdotes, do templo e da manutenção de sua obra na era do AT mas abandonou as necessidades materiais da sua Igreja na era neotestamentaria. Vc consegue imaginar isso? Além disso, Mt 23.23 e Lc 11.42 deixam claro que o proprio Jesus reafirmou a necessidade de praticar virtudes como a justiça, a misericórdia e a fidelidade sem omitir praticas como o dizimo. O resto é invenção humana.

      Usar a passagem da viúva dando as moedinhas para desqualificar o dízimo chega a ser uma violência ao bom entendimento exegético e hermenêutico das Escrituras. Uma coisa absolutamente nao invalida a outra.

      Evidentemente sua entrada nas mansões celestiais será pela graça. Isso é basilar na fé cristã. Mas se vc ler o livro de Tiago verá que só a fé (que é dom de Deus) sem obras é morta. E de que obras estamos falando? As boas obras, os Dez Mandamentos, os ensinos de Jesus, o que Ele fala no Sermão do Monte e, essencialmente, as virutdes do fruto do Espírito de Gl 5.22,23.

      Dizimo nao tem absolutamente nada a ver com salvação, mas tem absolutamente tudo a ver com obediência à vontade de Deus. Numa analogia: vc é salvo pela graça, mas a Lei dizia “não roubarás”. Vc pode roubar sua vida inteira e ainda assim ser salvo mediante a graça e o arrependimento (lembra do ladrão da cruz que no ultimo instante recebeu a garantia de sua entrada no paraíso?) Pois é o mesmo principio. As obras são os sintomas da fé que vem mediante a graça. Obras como a entrega em amor do dízimo, por exemplo.

      Não entendo quando você diz “Acho um absurdo e estou farto também de muitos pastores e líderes viverem às custas do ministério e se consideream sacerdotes anulando o sacerdócio de Cristo”. O que vc quis dizer com isso? Que eles deveriam viver de mendicância? Vc está vendo uma passagem e esquecendo de muitas outras. Leia isto, por gentileza: “os obreiros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicado salário, porque diz a Escritura: não atarás a boca do boi que debulha, e: digno é o obreiro de seu salário” (1 Tm 5:17-18). Que conclusão vc tira? Querido, não pegue uma passagem isolada da Bíblia e faça dela uma doutrina, isso vai contra uma norma básica da hermenêutica.

      Me perdoe, mas quando vc diz “sem os dízimos os sacerdotes de hoje em dia teriam que ter seu próprio emprego fora da Igreja para prover o seu próprio sustento e da sua família, o que obviamente não é nem um pouco interessante pra eles”, você está pondo no mesmo saco homens canalhas e aproveitadores junto com homens de Deus, sérios, tementes a Deus., que devotam suas vidas em dedicação integral ao ministério. Na minha igreja local, por exemplo, uma pequena comunidade, os 3 pastores (que conheço pessoalmente e afimro que são homens sérios) têm dedicação exclusiva e passam o dia atendendo pessoas necessitadas de amparo espiritual, visitando doentes em hospitais, cuidando de áreas da igreja que precisam de tempo. Fazer bem o que eles fazem exige dedicação exclusiva, se eles trabalhassem 9 horas por dia num banco, por exemplo, não conseguiriam atender as ovelhas como atendem. Dizer “não é nem um pouco interessante pra eles” me soa como uma maldade muito grande e uma tremenda injustiça com pessoas que amam pessoas e devotam suas vidas a visitar orfaos e viuvas em suas tribulações.

      O que você diz é nobre e entendo suas boas intenções. Mas, perdoe-me, foge às palavras de Cristo e ignora a realidade dos sacerdotes (vc usar o fato de Jesus ser o sumo sacerdote como sendo algo que desmerece o pastoreio é uma agressão a Hebreus e à história da igreja, ou você esquece que já no primeiro século havia bispos – como Clemente – presbiteros e aqueles que Deus chamou “como pastores” – não estou falando de cargo, mas de função e ministério, como diz 1 Corintios). E o sumo sacerdócio de Cristo jamais anula o sacerdócio humano, fala sobre redenção e não sobre pastoreio do rebanho do Senhor. Se vc quiser compreender melhor o papel de sumo sacerdote de Jesus há um bom estudo sobre o assunto, talvez te ajude: http://www.estudosdabiblia.net/d48.htm.

      Que Deus te abençoe hoje e sempre.

      • Leandro Martins disse:

        Maurício, o que você me diz dos missionários? Eles recebem salário para levarem o Evangelho ao mundo inteiro? Eles são conhecidos e admirados como os pastores? Possuem cargos de importância nas igrejas? Como é feita a remuneração deles? E o que você me diz desse importantíssimo versículo muito esquecido atualmente: “Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai.” Mateus 10:8.
        O que Jesus queria dizem com DE GRAÇA RECEBESTES, DE GRAÇA DAI?
        Os Seus discípulos recebiam salário? Sem contar que a terminologia salário como está na Bíblia significa, nos dias atuais, conforme se extrai do Wikipédia:

        “Salário ou remuneração é o conjunto de vantagens habitualmente atribuídas aos empregados, em contrapartida de serviços ao empregador, em quantia suficiente para satisfazer as necessidades próprias e da família.

        Segundo alguns juristas, a diferença entre os termos salário e remuneração, está no fato do primeiro dizer respeito apenas ao pagamento em dinheiro, e o segundo engloba também as utilidades, como alimentação, moradia, vestuário, e outras prestações in natura. Segundo legislação brasileira, salário é o valor pago como contraprestação dos serviços prestados pelo empregado, enquanto remuneração engloba este, mais outras vantagens a título de gratificação ou adicionais.”

        Quem seria o empregador dos sacerdotes? Ele são considerados empregados de Deus, do Evangelho? Existe essa relação com Deus nos dias atuais?

        E em 1 Tm 5:17-18, obreiro tem o mesmo significado que bispo, pastor, ancião? Então porque eles não se auto intitulam simplesmente do obreiros da Obra de Deus? Qual o preconceito com esse termo, se é ele que justifica o recebimento do salário?

        Ainda sobre a questão dos pastores trabalharem integralmente para a obra de Deus. E os demais irmãos, que não tem cargos em igrejas, como ficam? Essa passagem de Tiago 1:27 onde diz: “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo.”, só se aplica aos pastores, obreiros?

        Voltando ao serviço de sacerdócio nas igrejas nos dias atuais, o que essa passagem da Bíblia, “E para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra”. Apocalipse 5:10 quer dizer? Precisamos realmente de algum sacerdócio humano na terra? Todos os cristãos lavados e remidos no sangue do concerto eterno não seriam sacerdotes?

        Como está em Mt 23.23 e Lc 11.42, o que se percebe é que Jesus não anulou os dízimos, mas o que Ele disse que de fato seria relevante para os cristão? O que Deus requer de nós, o sacrifício ou a obediência? Em qual dos dois se enquadraria o dízimo? Como vc interpreta 1 Sm 15:22 e Ec 5:1? O dízimo estaria mais para obediência à Palavra de Deus ou aos sacrifícios, que foram abolidos com a morte de Jesus na cruz?

        Preciso muito ainda que aprender no conhecimento do Divino… Como está em Hebreus 3:13, é sempre bom falarmos das coisas de Deus diariamente pois isso só nos edifica espiritualmente e nos ajuda e entender melhor as Escrituras que são a Palavra de Deus.

        Forte abraço amado em Cristo

      • Querido Leandro,

        uau, são tantas perguntas em um comentário. Bem, vou tentar passar ponto a ponto.

        Amado, a disseminação do Evangelho na terra e sua manutenção ocorrem na terra
        e não nas esferas celestiais. Logo, precisa de recursos materiais para
        sobreviver.
        .
        Teoricamente entendo alguém se opor ao dizimo numa época histórica
        em que tantos falsos pastores usam essa pratica, que é bíblica (não
        preciso repetir os argumentos que já mencionei), de forma abusiva.
        Por outro lado, vc me pergunta por exemplo sobre missionários.
        Mano,basta vc conversar com qq um que tenha passado anos em lugares
        como Bolivia, Africa ou Nepal e pergunte a ele como é fazer a obra de
        Deus sem recursos financeiros. Conheço um que, pela falta de
        mantenedores, passaram tanta fome que não tinham forças para ficar de
        pé e realizar um culto. Conheci um que pegou malária e por a população
        local cristã se recusar a dizimar ele não ter dinheiro para comprar
        remédio, quase morrer e ter de abandonar o campo e retornar.
        .
        Vc pergunta como é feita a remuneração dos missionários. Em geral,
        em sua grande maioria, são mantidos pelas igrejas ou agências que os
        enviaram, que mandam-lhes recursos obtidos -veja você – com dízimos e
        ofertas. Ou, se o missionário já abriu um trabalho local que tenha
        como se sustentar e ganhar autonomia, ele se mantém… Com os
        dízimos e as ofertas dos membros locais. Ou seja, dízimo, dízimo e dízimo.
        .
        Faça uma experiência: abra uma igreja. Tente sustentá-la sem recursos. Pague o
        aluguel, a conta de luz, a conta da água, o condomínio, o faxineiro
        etc sem membros que entendam a realidade bíblica do dizimo (acredite:
        são MUITOS). É romântico achar que todos os que frequentam a igreja vão ofertar
        por amor para mantê-la. Se duvidar, nessa época em que muitos vão à
        igreja só para receber é capaz que metam a mão na salva e tirem o
        dinheiro para si.
        .
        Sobre “Eles são conhecidos e admirados como os pastores?” – depende de
        que pastores vc está falando. Dos anônimos tementes a Deus de fato
        e que labutam, sofrem e ralam (que são a maioria) ou aquela meia-dúzia de
        magnatas que esta na TV?
        .
        Sobre Mt 10.8 Temos que obedecer a regra básica da hermenêutica: ver o
        contexto e não uma frase isolada. O trecho em questão não fala de
        dinheiro (o que será tratado versiculos depois e aí concordo em
        falarmos do assunto, chegaremos lá), mas “de graça recebei e de
        graça dai” não fala de finanças, mas de dons. Uma das lições
        centrais deste versículo é obviamente que Deus quer que todo o
        indivíduo dê daquilo que lhe foi dado, porquanto os dons não são
        dados por Deus para nosso próprio deleite, ou somente para o
        benefício pessoal daqueles que os recebem. Pelo contrário, os dons
        são conferidos para edificação do próximo, sem importar-se se trata do dom
        da mordomia, da cura, da profecia, do ensino, ou qualquer outro dom.
        .
        Então vamos ver o contexto:

        “Tendo chamado os seus doze discípulos, deu-lhes Jesus autoridade
        sobre espíritos imundos para os expelir e para curar toda sorte de
        doenças e enfermidades. Ora, os nomes dos doze apóstolos são estes:
        primeiro, Simão, por sobrenome Pedro, e André, seu irmão; Tiago,
        filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e
        Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o Zelote,
        e Judas Iscariotes, que foi quem o traiu.
        A estes doze enviou Jesus, dando-lhes as seguintes instruções: Não
        tomeis rumo aos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos; mas, de
        preferência, procurai as ovelhas perdidas da casa de Israel; e, à
        medida que seguirdes, pregai que está próximo o reino dos céus.
        Curai enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expeli
        demônios; de graça recebestes, de graça dai” (Mt 10.1-8)

        Alguns ponto que o contexto deixa claro:

        – Essas palavras são intruções específicas para os doze apóstolos.
        – São instruções que Jesus deu aos 12 para aquele momento
        específico, para uma missão específica e não são orientações
        universais, ou seja, para todos os cristãos de todos os tempos, de
        todos os lugares (pelo menos até o versículo 20).
        – Tanto isso é verdade que o texto diz que Jesus deu especificamente
        aos 12 “autoridade para curar toda sorte de doenças e enfermidades”,
        algo que só seria concedido à Igreja tempos depois.
        – O contexto deixa tão claro que aquela fala era específica aos 12
        que Jesus diz “A estes doze enviou Jesus, dando-lhes as seguintes
        instruções: Não tomeis rumo aos gentios”. Se isso fosse orientação
        para a Igreja como um todo, para mim e para você, então não
        poderíamos ter comunhão com quem não é judeu? Não deveríamos levar o
        Evangelho a quem não é judeu?
        – Outra prova de que tudo aquilo era uma instrução apenas para os 12
        naquele momento está em “nem entreis em cidade de samaritanos; mas, de
        preferência, procurai as ovelhas perdidas da casa de Israel”. Se
        fossem instruções para a Igreja de todos os tempos, é isso o que
        deveríamos fazer hoje? Você, Leandro, teria de se desviar de quem
        não fosse israelita e evitar os samaritanos? Aliás, quem são os
        samaritanos em nossos dias?
        – É quando Jesus diz aos 12 o que eles deveriam fazer nessa missão:
        pregar a vinda do Reino (vc sabe quando o Reino de Deus veio?),
        “curar enfermos, ressuscitar mortos, purificar leprosos,
        expelir demônios”. Leandro, do que Jesus está falando? No contexto,
        é sobre dinheiro ou sobre dons, manifestações sobrenaturais do poder de
        Deus? Creio que a resposta é obvia.
        .
        Então, querido, não cometa o erro basico da hermenêutica de pegar uma
        frase isolada da Biblia fora do contexto e aplicá-la de acordo com o
        que você ACHA que ela diz. Essa frase NÃO se refere a dinheiro.
        .
        Mas aí o texto continua:
        .
        “Não vos provereis de ouro, nem de prata, nem de cobre nos vossos
        cintos; nem de alforje para o caminho, nem de duas túnicas, nem de
        sandálias, nem de bordão; porque digno é o trabalhador do seu
        salário”

        Se formos pensar numa suposta universalidade desse texto, os nossos
        pregadores também não deveriam usar sapatos nem levar roupas
        sobressalentes em suas malas de viagem? E aí, bem, tem a questão de
        que o trabalhador (no contexto pense a que tipo de trabalhador Jesus
        está se referindo) é digno do seu justo salário. Vamos entrar nesse
        mérito?
        .
        Você apresentou um compêndio de definições contemporâneas sobre o
        que é salário e remuneração (inclusive tiradas da Wikipedia, que
        não é uma fonte confiável nem aceita em qualquer trabalho acadêmico
        sério, visto que qualquer um pode escrever o que quiser ali) para
        tentar justificar que um sacerdote não deva ser pago por dedicar-se ao
        ministério. Poderíamos, pensando assim, lançar a mendicância como
        forma de manter um sacerdote? Visto que seria injusto pagar um valor
        digno a servos de Deus que têm família, investem seus dias em visitar
        doentes em hospitais, auxiliar almas sofridas em gabinetes, cuidar da
        manutenção do santuário, gerir as necessidades da igreja etc etc
        etc.
        .
        Sacerdotes têm filhos, precisam pagar escolas. Têm casas,
        precisam pagar alugueis e contas. Têm fome, precisam ir a
        supermercados. Têm frio, precisam se vestir. E tudo isso deve ser
        pago como mesmo? Nem vou entrar no paralelo com os levitas que serviam
        no tabernáculo pq o principio é tão o mesmo que dispensa
        comentários. Pois se negarmos o dízimo hoje para a manutenção dos pastores,
        então isso deixa implícito que Deus se preocupou com o sustento dos que
        cuidavam do tabernáculo mas abandonou à própria sorte os que hoje cuidam da
        pregação do Evangelho, do discipulado das ovelhas e do pastoreio do
        rebanho na Nova Aliança? Isso me soaria como um Deus bem incoerente.
        Deus não tem que ser um “empregador” do ponto de vista jurídico, que
        foi o caminho que vc seguiu. Ele é um Pai zeloso pela sua obra. Ama
        aqueles que vocacionou para pastorear seus eleitos. E quem é o Pai que
        desampara seus filhos? Isso é zelo, cuidado e amor pela manutenção
        daqueles que ELE chamou para pastores. Ter uma visão meramente jurídica
        disso não tem nenhuma lógica. Vamos comparar o Reino dos Céus com o
        mundo corporativo?
        .
        Com relação a Tg 1.27, claro que isso não se aplica somente a
        pastores, Leandro. Mas se você for levar o versículo ao pé da letra
        (que não deve ser levado, fala sobre amar o próximo e cuidar dos que
        mais necessitam de amparo) então bastaria eu fazer uma visita semanal
        a um orfanato e a um asilo de velhas viúvas e estaria tudo certo, meu
        Cristianismo seria pleno. Quando nós sabemos que não é nada disso,
        Cristianismo fala antes de tudo de um relacionamento pessoal com o Senhor
        e com aquilo que promove a glória do Criador. Mais uma vez: cuidado com esse
        equivoco hermenêutico de tomar trechos da Biblia pelo todo.
        .
        Querido, sobre a sua insistência nas passagens que falam sobre o
        sacerdócio universal dos santos, vejo muita confusão nessa sua
        visão. Aliás, “Deus nos fez reis e sacerdotes” de Apocalipse 5.10 nem
        a ver com isso tem, é evidentemente uma aplicação escatológica, fala
        sobre o futuro, o final dos tempos, basta uma leitura rápida nos
        versículos anteriores e vc verá isso claramente (contexto, Leandro,
        contexto). E se fossemos cometer a violência às Escrituras de achar
        que a aplicação desse trecho é pros nossos dias, entao peraí, além de
        sacerdote sou rei também, você é, todos os cristãos são. Então
        onde estão nossas coroas, nossos castelos, nossos cetros, nossos
        eunucos e demais aspectos da monarquia? Você precisa entender a
        aplicação escatológica do texto, o contexto, o sentido do que está
        sendo dito e para que época se aplica.
        .
        Mesmo que se apelasse para a questão do sacerdócio universal dos
        crentes, em momento algum foi abolida a figura do cargo sacerdotal.
        Basta você estudar um pouquinho sobre a Reforma Protestantes e verá
        que mesmo entre os reformadores isso é claro, Lutero deixou escritos
        em que defendia a figura do bispo, por exemplo. Não podemos confundir
        as coisas.
        .
        Vamos adiante. Quando vc reconhece que em Mt 23.23 e Lc 11.42, Jesus
        ratifica os dízimos, isso não tem absolutamente nada com ter de optar
        entre sacrifício ou a obediência, pois para quem dizima com alegria
        – como eu – ele nao se enquadra nem em um nem em outro, se enquadra na
        alegria de participar da manutenção material de uma realidade
        espiritual.
        .
        Acho muito curioso vc enquadrar o dizimo na categoria “sacrifício”.
        Pior: na categoria do versiculo que vc me indagou de Ec 5.1
        (“sacrifícios de tolos”). Voltando entao às palavras de Jesus em Mt
        23.23 e Lc 11.42, o Senhor estava então ordenando aos seus
        interlocutores a que cumprissem um sacrifício de tolos? Uau. Que Jesus
        esse, não?
        .
        E vc me pergunta em qual dos dois se enquadraria o dízimo? Não em
        sacrifício e sim em obediência, visto que é um mandamento.
        1 Sm 15.22, que vc perguntou, fala precisamente disso. Mas
        assim como não é nada penoso para mim cumprir mandamentos como “não
        matarás” ou “não roubarás”, também não é penoso dizimar – ou seja,
        é obediência dizimar e nunca foi sacrifício. Nunca passei fome por
        dizimar. Nunca faltou nada na minha casa por dizimar. Deus sempre me
        abençoou. Muitas dezenas de pessoas que conheço de baixo poder aquisitivo
        dizimam e não lhes falta o pão. Então… entregar o dizimo nunca
        levou ninguém à miséria e eu o entrego cheio de alegria no
        coração. Por saber, por exemplo, que a luz e o ar condicionado do
        gabinete pastoral estavam funcionando enquanto o pastor aconselhava um
        casal em crise e à beira do divorcio graças aos valores que entreguei
        à igreja. Isso não é motivo de júbilo?
        .
        Eu realmente não entendo por que tantos cristãos que amam Cristo e
        amam a obra de Deus se lançam em cruzadas contra o dízimo. Primeiro,
        pois ele é bíblico. E, mesmo que não fosse uma ordenança, eu o daria
        assim mesmo, com alegria no coração. Simplesmente por saber que aqueles
        recursos serviriam para manter funcional a igreja onde almas são salvas e
        discipuladas, sustentariam aqueles que Deus vocacionou para nos
        pastorear e lhes dará condições de investir seu dia não atrás de
        um balcão de loja ou num banco, mas visitando doentes, atendendo os carentes de
        alma, indo a enterros, realizando uma série de atividades devotadas ao
        crescimento espiritual do rebanho, preparando seus sermões para a
        nossa edificacao e atuando em muitas outras ações para o beneficio da
        família de fé de Nosso Senhor Jesus Cristo. Talvez por antever essa
        oposição a Palavra diz que Deus ama a quem dá com alegria.
        .
        Meu irmão, há aproveitadores que abusam do dinheiro das igrejas? Há.
        Mas não deixe que esses distorçam na sua percepção aquilo que Deus
        estabeleceu como correto para os que dignamente realizam aquilo que
        Ele mesmo os chamou para fazer.
        .
        Deus o abençoe.

  30. Farto de expressões antibíblicas da herética Confissão Positiva, como “eu decreto…”, “eu declaro…”, “eu tomo posse…”
    Mauricio gostaria muito de ler um post abordando as palavras acima.
    Abraço

  31. […] Fonte: Apenas Share this var addthis_config = {"data_track_addressbar":true}; TwitterFacebookEmailRedditPrintLinkedInStumbleUponDiggLike this:LikeBe the first to like this post.  14/11/2011  RENATO SUHETT,ANGLICANO REFORMADO Categorias: comunicado oficial!, fides reformata, igreja Reformada, mensagens reformadas, Ortodoxos, web tv a vozda fé […]

  32. […] Fonte: Apenas Share this var addthis_config = {"data_track_addressbar":true}; TwitterFacebookEmailRedditPrintLinkedInStumbleUponDiggLike this:LikeOne blogger likes this post.  14/11/2011  RENATO SUHETT,ANGLICANO REFORMADO Categorias: comunicado oficial!, fides reformata, igreja Reformada, mensagens reformadas, Ortodoxos, web tv a vozda fé […]

  33. Leandro kdeira disse:

    Mauricio,não sei se vc já está farto de saber que sempre seus artigos sempre me edificam de alguma forma.

    Deus te abençoe!!

  34. Bruno disse:

    Quem come de Deus e fica farto, cheio, ou satisfeito Dele, tem essa necessidade de se esvaziar de Deus enchendo outras pessoas Dele, querendo que todos vejam a realidade das coisas e queiram o melhor. Isso começa nesse inconformismo que você expressou, que admiro bastante.

    Acredito que Deus não esteja farto. Ele sabe bem que tudo faz parte de tudo. Essa é a hora.

    Penso que Deus não é modista. Nem temporal ou temperamental. Nem oscila em crises. Ele É. E superabunda em todas as obras, sejam elas más ou de bem. Ele não se impressiona. E nem pressiona ninguém. Ele é o único que acredita que sempre há um bem a ser extraído no mal.

    Meu consolo é que Ele ouve nossa oração, que sempre há uma nova expressão de Seu amor ainda não conhecida pelos homens e que o motivo Dele nos amar é Ele mesmo.

    E eu penso que estamos vivendo nos dias do quarto nível do rio da visão de Ezequiel. Todo avivamento (de fato e verdade) foi estranhado por quase todos, mas sempre começou com nosso “estar farto”.

    Abração, meu querido… e obrigado.

  35. Renise disse:

    Parece eu falando. Está tão difícil achar uma denominação que vivencia o amor primeiro, sem firulas ou deturpações da verdade bíblica cristã…
    Estou farta de “evangélicos e igrejas”, mas consciente da necessidade da comunhão. Acho que está mais difícil ser crente agora que há tempos atrás. “Tamo tudo misturado”, essa é a grande verdade de hoje. É preciso ter cautela e cuidado. Um abraço Mauricio.

  36. Silvio Meincke disse:

    Maurício. No Brasil é importante que os cristâos e as cristâs estudem e reflitam o que NÂO é fé cristâ, mas apenas mais uma religiâo. O Evangelho Libertador de Jesus Cristo faz bem para cada pessoa e, quanto mais ele for entendido, mais terá influência sobre a realidade brasileira. O Evangelogho de Jesus Cristo liberta, inclusive, da religiâo. Abraço. Silvio Meincke.

    • Silvio,

      obrigado por compartilhar. Eu distinguo muito claramente, ao contrário do que está na moda atualmente, o que é “religião” do que seria uma “religiosidade vazia”. Creio que os cristãos não sabem usar bem
      os termos. Para que vc entenda melhor o que quero dizer, sugiro, se houver interesse, que vc leia o post de meu blog que chama-se “Religiao (…) e outros palavrões”.

      Obrigado por estar aqui. Jesus te abençoe.

  37. Duda Borges disse:

    Mauricioooo…
    Tava lendo uns textos sobre dança e acabei sem querer caindo aqui de novo. rs
    Você citou lá no texto o fato de estar farto com grupos de dança que agradam os homens mas atrapalham o culto.
    È eu ministro dança por vezes na minha igreja, e entre irmãos que veem isso como uma forma de adoração e se sentem tocados e outros que acham tudo uma palhaçada sem necessidade, veio a dúvida Dançar ou não dançar eis a questão?
    Se você tiver referencias, pra eu estudar tem como me passar?
    abraço!
    Duda

    • Duda,
      eu não sou uma boa referência nesse aspecto, pois absolutamente tudo o que vi relacionado a dança em cultos até hoje foi muito ruim, amador, ou distraiu a atenção do povo das coisas que realmente importavam.
      Se é numa atividade paralela, uma dança de bom gosto que mostre a realidade do Reino, tudo bem. No culto? Sou contra.
      Então eu não sou uma boa referência nesse aspecto, me perdoa, tá?
      Mas já que vc perguntou, responderei objetivamente: no culto, não dançar. Fora do culto, problema algum,
      Beijo e paz.

  38. beto disse:

    Aff. depois de ler todo o texto e todos os comentários quero também deixar o meu!
    Estou farto de filmes evangélicos….são piores que romances pastelões…no final tudo dá certo, todo mundo feliz, etc…na vida não é assim….até as novelas já não terminam mais com essa felicidade toda, tem sempre um vilão(ã) que se dar bem……
    Outra coisa estou farto de musica evangélica….esses dias me peguei ouvindo Paula Fernandes…Fiquei mal num primeiro momento…mudei para uma musica gospel que falava no meio dela “exija do Senhor”, “exija seus direitos”….Voltei para a Paula Fernandes dessa vez sem culpa…rsrsrsrsrsrs

  39. Bianca Dias disse:

    Mauricio, quanta honra ler mais um de seus posts. Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.
    Esse versículo se encaixa para tudo que vc disse acima …….

    Deus o abençoe……..

  40. julimar velloso disse:

    Olá Mauricio !
    Mais uma vez estou aqui, dessa vez para desabafar.
    como você, eu tambem estou farto, eu estou farto de viver debaixo de um rigoroso legalismo,onde não pode isso, não pode aquilo. Para te falar a verdade, eu nasci e fui criado numa denominação que segundo alguns dizem ainda “prezam pelos bons costumes”. Mas com o passar dos anos eu comecei a estudar o que a biblia realmente diz sobre os relacionados assuntos, e hoje eu fico triste quando alguns membros de minha denominação desprezam os das outras ou até mesmos os da propria denominação que não andam de acordo com os “bons costumes” , como se fossemos a unica igreja verdadeira. Mas o que esta acontecendo comigo hoje é que eu não estou mais conseguindo aceitar esses tipos de proibições, há uma luta muito grande dentro de mim, pois parece que eu não estou vivendo na graça, e sim debaixo de proibições futeis que não me levaram a lugar nenhum, eu vejo que nos pregamos sobre a graça mas não estamos vivendo debaixo da graça, e eu estou cansado, não quero mais isso, não quero mais viver um cristianismo de mera aparência, para agradar a homens. Quero pregar o verdadeiro evangelho e não o uso e costume de minha denominação, não quero por barreiras na frente das pessoas, por isso penso muito em deixar a minha denominação mesmo amando muitas pessoas que estão lá e que servem a Deus com sinceridade e com certeza ficaram triste com a minha saida.
    Mauricio, qual a sua opinião quanto a isso, que tipo de decisão tenho que tomar para ficar em paz com Deus, comigo mesmo e com os irmãos?
    Desde já eu te agradeço pela sua paciência em ler esse texto, obrigado.

    • Querido Julimar,
      .
      compreendo sua dor, mano. Fui convertido numa igreja cheia de legalismo e entendo bem disso. É dificil e um jugo desnecessário. Em princípio, acredito sempre que devemos tentar edificar a família de fé em que vivemos. Em tentar melhorar a igreja local. Influenciar positivamente. Mas se chega uma hora em que vemos que não conseguiremos mudar nada, que o sistema local nos está afastando de Deus e ainda estamos sendo tachados de rebeldes, penso que o melhor é procurar outra igreja. Onde possamos servir bem, praticar o religare com Deus sem jugos desnecessários e viver em plenitude nossa devocionalidade.
      .
      Mudar de igreja é o ideal? Não, se ela for bíblica. Mas é pecado? Tb não. Muitas vezes é uma questão de sobrevivência espiritual. Se é o que é preciso…mude.
      .
      Ore a Deus e peça Sua direção. E lembre-se: a paz de Cristo é o árbitro em nossos corações.
      .
      Deus te abençoe com a verdadeira vitória do cristão!

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