Crente de banco e crente igrejeiro

Publicado: 09/11/2011 em Amor ao próximo, Espiritualidade, Fruto do Espírito, Graça, Igreja dos nossos dias, Pecado

Existem na igreja duas expressões que eu considero das mais hediondas no nosso meio evangélico: “crente de banco” e “crente igrejeiro”. O termo “crente de banco” designa o cristão salvo por Jesus mas que não exerce nenhuma atividade na igreja local. Já “crente igrejeiro” é o oposto, e caracteriza aquele frequentador de igreja que exerce mil atividades na congregação.  A questão é que, na prática, esse cidadão pode não demonstrar o fruto do Espírito, sendo apenas uma pessoa que vive frequentando os trabalhos da igreja, fazendo mil coisas na sua congregação: um pau-pra-toda-obra, um ativista onipresente – do mesmo modo que um membro da maçonaria pode ser extremamente ativo em sua loja maçônica sem ter nenhum compromisso com Jesus. Só que o “crente igrejeiro” pode não ter vida nenhuma com Cristo, viver uma devocionalidade totalmente vazia e só aparente. Mas aos olhos dos homens ele parece um canivete suíço: faz tudo, atua em tudo… só que não tem um cotidiano de intimidade com Deus.

Vou falar sobre o “crente de banco”, um rótulo que, além de ser antibíblico, tem gerado sentimentos horríveis em multidões de irmãos e irmãs. Uma delas está vivendo esse pesadelo e, por acompanhar o APENAS, achou por bem me mandar um e-mail pedindo conselhos. Eu reproduzo abaixo o texto dela (com sua autorização), preservando sua identidade, e logo abaixo reproduzo a resposta que lhe mandei, na esperança de que possa lançar luz sobre a vida de alguém que esteja passando por situação semelhante à da nossa irmã. O problema dos “crentes igrejeiros” acaba vindo na rebarba.

Pois bem, em muitas congregações o “crente de banco” é pessimamente mal visto, uma vez que não “produz” supostamente nada para o Reino de Deus: estaria apenas recebendo sem dar nada em troca. Pois esse rótulo não serve para absolutamente nada a não ser gerar culpa e mal-estar naqueles que não atuam em algum departamento. Os afasta dos demais irmãos. Gera preconceito. E quem alimenta isso deveria se envergonhar, em especial pastores. Tendo dito isso, vamos à troca de e-mails que tive com Pamela (nome fictício), começando pela mensagem que ela me mandou. Minha resposta vai logo abaixo. Disse Pamela:

Boa tarde!
Estava pensando em algumas coisas e comecei a me questionar… preciso de alguns esclarecimentos e me lembrei de vc. Não sei se ja falei, mas sou de um lar cristão (graças a Deus),  tenho 21 aninhos (rs) e nesse período passamos por muitas mudanças no ministério.
Sabe, antes eu conseguia sonhar… Ficava imaginando no que podia fazer pra falar do amor de Jesus, fazia parte do ministério de artes,  trabalhava com afinco no ministério… hoje não consigo mais, por mais que sei que é necessario e te confesso que já tentei voltar à mesma intensidade. Mas não consigo. Não entendo o que acontece, sabe. Procuro não falar isso com ninguém. Quando tentei as pessoas criaram algumas ideias que são mentira: “Você está fria na fé… o mundo te envolveu” e coisas assim.
Quando penso na situação em que estou fico apreensiva, pois o que responder quando Jesus me perguntar “Onde estão seus frutos?” ou “Mostre-me suas mãos”? Sei que preciso fazer mais, mas nao sei como.
Me desculpe estar te enchendo com um assunto que vc não tem nada a  ver, mas lendo o que vc escreve… senti que podia ouvir alguma coisa que me trouxesse luz. Acho que é uma confusão doida pra uma pessoa crente há tanto tempo né?! Mas é isso ai…
Desde já muito obrigada pela atenção,
Pamela

Minha resposta a Pamela

“Oi, Pamela. O que você está enfrentando muitos  e muitos cristãos enfrentam ao longo da vida. Se não todos. Uma coisa que me pareceu pelo pouco que vc me falou é que vc está confundindo as coisas. Entenda que ATIVISMO na igreja não tem nada a ver com um coração devoto e uma entrega a Deus. Ser “crente igrejeiro” e nada… é a mesma coisa! Absolutamente não mostra um cristianismo autêntico e muito menos uma vida de devoção. É puro trabalho, não prova lhufas sobre sua entrega a Deus ou mesmo sobre sua conversão. As igrejas estão abarrotadas de “crentes igrejeiros” que são puro joio. Eu mesmo conheço alguns.

Às vezes temos de nos afastar um pouco do ativismo. Veja, eu mesmo já passei pelo que a Biblia chama de um “período sabático”, em que vc se distancia um pouco das ATIVIDADES da igreja local e se interioriza mais, busca mais Deus no silêncio do seu interior.

Até porque, Pamela, ao contrário do que muitos dizem, Deus não está interessado em pessoas que trabalhem em mil departamentos de uma igreja (isso o joio que vive entre nós, por exemplo, faz muitas vezes com excelência, acredite). O Senhor busca, isso sim, verdadeiros adoradores, aqueles que o adorem em espírito e em verdade. E adoração aqui não é louvor, cânticos: é entrega. Deus busca aqueles que buscam uma vida de intimidade com Ele, em especial por meio da oração, da leitura da Palavra, da obediência, da santidade, de nunca negociar o que para Deus é inegociável.

Uma das expressões mais abomináveis que já ouvi é “crente de banco”. Ora, muitas vezes há aqueles que precisam se reagrupar, se recompor, curar feridas, se arrepender de pecados, buscar seu prumo com Cristo, ouvir pregações, refletir, chorar, escutar a voz de Deus… e se essa pessoa está ocupada em mil atividades, vai conseguir isso como?  O próprio pastor John Piper tirou 8 meses afastado do ministério e demais atividades apenas para se dedicar à sua devocionalidade e reencontar o equilíbrio em sua espiritualidade (você pode ler o que ele fala sobre isso na entrevista que fiz com ele na mais recente edição da revista Cristianismo Hoje).

Não, essa pessoa precisa sim sentar, parar tudo e apenas beber. Quem tem sede, Pamela, não fica dando água aos outros: ela precisa primeiro beber, ficar bem, hidratar-se, para, depois, saciar os demais. Quando você pega um avião, o comissário de bordo sempre orienta antes de a aeronave decolar que se houver uma despressurização da cabine e as máscaras de oxigênio cairem do teto, primeiro você põe a sua e só depois ajuda os outros. E não há dolo nisso.

E as cobranças de Cristo?

Sobre as cobranças de Jesus que você mencionou, “onde estão teus frutos” ou “mostre-me tuas mãos”… não sei se você sabe, mas as Escrituras não dizem que Ele nos cobrará isso.  Essas afirmações são invenções humanas. No dia em que você chegar ao Céu, o que lhe será dito, segundo a Biblia, é (Mt 25): “Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco,  eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu senhor!“. E mais. No mesmo capítulo, a partir do versículo 31, você pode ler o que Deus realmente dirá:

Venham,  benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo. Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram; necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram de mim; estive preso, e vocês me visitaram’. (…) “O Rei responderá: ‘Digo-lhes a verdade: O que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram’.

Ou então ele dirá:

“Malditos, apartem-se de mim para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos.  Pois eu tive fome, e vocês não me deram de comer; tive sede, e nada me deram para beber; fui estrangeiro, e vocês não me acolheram; necessitei de roupas, e vocês não me vestiram; estive enfermo e preso, e vocês não me visitaram’.  (…) “Ele responderá: ‘Digo-lhes a verdade: O que vocês deixaram de fazer a alguns destes mais pequeninos, também a mim deixaram de fazê-lo’. “E estes irão para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna”.

Então, Pamela, que conclusão você tira disso? Simples: que aquilo que Deus espera de nós é o amor ao próximo. A devoção ao bem do próximo. É cumprir o primeiro mandamento, que é amá-lo sobre tudo o mais e ao próximo como a nós mesmos.  Se você dança na igreja, canta no louvor, faz parte do grupo de teatro, é recepcionista nos cultos, vende bebida na cantina ou qualquer coisa do gênero, isso são APENAS ATIVIDADES.

Deus está interessado apenas em duas coisas: numa vida de intimidade sua com Ele e de devoção sua em amor ao próximo. Só. Pois aí Ele estará sendo glorificado. E a glória dEle é a finalidade única e máxima da Criação.

O único fruto que Deus espera de nós é o que está em Gálatas 5.22,23: “Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei.”. Biblicamente, se você chegar ao Céu e demonstrar esses frutos, o Senhor te chamará de “serva boa e fiel”. E esse fruto não se obtém participando do ministério de artes, mas mediante uma vida de oração, devoção, busca de Deus em silêncio e meditação, e sua aplicação direcionada ao próximo. Em resumo, fala de de INTIMIDADE COM DEUS.

Entende?

Então não se martirize. Recomponha-se, aproxime-se mais de Deus, use esse tempo para se alimentar, busque a Deus na Bíblia e em bons livros devocionais e, quando você se sentir forte e bem alimentada espiritualmente, retome aquilo que menos importa na tua vida com Deus: atividades na igreja. Elas são importantes, fundamentais para que abençoemos os irmãos e não devem ser desprezadas (afinal o funcionamento de uma igreja local depende delas), mas são apenas consequência e não causa. Isso jamais. Quem troca as bolas está terrivelmente equivocado. Quem olha para um cristão que vive num corre-corre para cima e para baixo em trabalhos na igreja e acha que aquilo ali faz dele um bom cristão… tem muito ainda o que aprender.

Minha irmã querida, espero ter te ajudado. Mas, mais do que pedir ajuda a um ilustre desconhecido como eu, sugeriria que você procurasse o seu pastor e conversasse com ele, pois ele é o homem em cujas mãos o Senhor entregou o pastoreio da tua alma. Ele vai poder te acompanhar de perto e te ajudar. Não tenha vergonha. Você não é uma crente fria, é apenas alguém a quem foi ensinado equivocadamente que o que  importa na eternidade é o fruto de ativismo eclesiástico. Nada mais distante da realidade. E, cá entre nós, às vezes cantar no grupo de louvor da igreja cansa mesmo e participar do grupo de teatro torna-se enfadonho. Não quer dizer que isso signifique que você apostatou da fé ou abandonou Jesus.

Pelo que vejo, este é o momento em sua vida em que vc precisa cuidar do teu relacionamento PESSOAL com Jesus, em oração, leitura da Palavra, jejum, meditação em passagens bíblicas… é hora e vc se alimentar. Depois vc alimenta os outros.

Faz sentido?

Amada, espero ter te ajudado. Pense sobre o que te falei, ore a Deus e compare o que te escrevi com o que a Bíblia diz. Se vc achar que estou correto, siga o que te disse. E você viverá muitos e muitos anos felizes na presença de Deus, em comunhão com a igreja e, quando chegar ao Céu, Jesus te recebrá de braços abertos e um sorriso no rosto, pois Ele não verá uma estranha que ralava na igreja mas não tinha nenhum diálogo com Ele. Jesus olhará para você e dirá “Oi, Pamela, finalmente, depois de tanto termos convivido e conversado, agora nos vemos face a face”.

Jesus te abençoe e tire todo o peso desimportante do teu coração.

Na paz do Senhor,
Mauricio Zágari”

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

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comentários
  1. Lelê disse:

    Mauricio,

    Eu acho que consigo entender o que a Pamela passa!

    Eu, às vezes, me sinto culpada por não trabalhar mais na obra de Deus. Afinal Deus já fez tanto por mim e o mínimo que eu deveria fazer era lavar o chão da Sua casa diariamente. Mas como vc sabe, moro e trabalho longe, o que me impossibilita de estar mais presente.

    Mas a minha relação com Deus nunca se distanciou, sempre estive junto Dele e com isso me deixa com o coração tranquilo, sabendo que a distância não me afasta do coração do Senhor!

    Queria ser mais presente de fato, mas eu acho que Deus se agrada da minha obra!

    Obrigada por mais este post!
    Com carinho e saudade,
    Lelê

  2. Leticia disse:

    Muito abençoador o seu texto!
    Há dois anos me senti cansada e desanimada com trabalhos na igreja. Eu não estava cansada de Deus, nem enfraquecida, só cansada de abrir a caixa de e-mails e ter tantos pedidos de coisas para a igreja.

    Tentei diminuir o ritmo, mas não me permitiram. Numa conversa com irmãs da igreja, a respeito dos muitos trabalhos e curtos prazos, elas disseram que o problema devia ser comigo.
    Falei algo sobre isso com o pastor, mas ele disse que não poderia deixar de me pedir as tarefas.

    Para não começar a perder a educação com os irmãos, acabei saindo da igreja, frequentando espaçadamente uma outra, até me decidir pela que congrego atualmente. Nesta, consegui ficar 8 meses sem ser “convidada” para alguma atividade. Confesso que já estava com saudades de trabalhar/servir, e meu coração agora parece traquilo e maduro para arcar com o desgaste que traz a proximidade com pessoas tão diferentes, como você mencionou em post anterior.

    Obrigada por suas palavras.
    Gosto muito dos seus textos!

  3. Fátima C M Alexandre. disse:

    Olá Maurício,
    bom dia, gostaria de te dizer que amei esse texto, passo por uma situação semelhante,
    e foi esclarecedor e proveitoso ler tudo o que vc escreveu a essa jovem.
    Que Deus te abençoe, e continue nos abençoando com sua sabedoria em escrever tão claramente sobre o que Deus quer de nos. Que a gloriosa paz do Senhor resplandeça em sua vida.
    Fátima.

  4. Glerysson Dennys disse:

    E mais uma vez Deus te usa, meu irmão. Era o que eu precisava ouvir, Deus sabe o quanto eu precisava. Glorifico a Deus pela sua vida. Tenho crescido muito lendo seus textos.. Tenho sentido Deus falar comigo através de você.
    Que Deus possa sempre te dar sabedoria para pregar esse evangelho verdadeiro que tanto sentimos falta nos dias de hoje.

    A paz de Cristo!

  5. Neto Dias disse:

    Belo post, traz uma realidade gritante!

    Deus continue te abençoando, e te dando graça, misericórdia e inspiração

    Paz!!!!

  6. Marcelo de Andrade disse:

    Amado mano, graça e paz,

    Louvo ao Senhor por esse “insignificante blog” e seu “ilustre desconhecido” escritor, pois tem sido bênção para a minha vida (e certamente na dos demais que por aqui passam).

    A resposta à “Pamela” tomo, ipsis litteris, para mim.

    Que você continue a ser esse canal do Espírito para nossa edificação!

    Abração e paz,

    Marcelo de Andrade.

  7. Tudir disse:

    Graça e Paz a todos,

    Amado irmão Zagari, conheci seu blog essa semana e me chamou tanto a atenção seus textos que todos os dias passo alguns minutos aqui aprendendo mais de Deus.

    Sobre o texto em tela sei bem como é isso, todo mundo olha quem está a frente do grupo de música ou atrás do pulpito e acha que essas pessoas estão sempre cheias da graça de Deus, mas, muitas vezes elas precisam de ajuda e de uma “mascara de Oxigenio” para poder continuar.

    Que o Senhor continue te usando cada dia mais!

  8. Vanessa disse:

    Poxa vida, era tudo que precisava ler. Os seus textos são bárbaros. Assim, como a “Pâmela” mtos, inclusive eu, carregam essa “culpa” dentro de si; e isso acontece, em sua maioria, pela maneira que o evangelho hj é pregado. Não tenho intenção de apontar falhas de igrejas, ao contrpário, creio q ela foi criada pelo Sr. para a edificação de almas. Porém, infelizmente, o evangelho é distorcido. Estava lutando internamente por não ter mto tempo para as atividades na Igreja, e cheguei a dizer que não era digna por ter atitude tão egoísta, por um breve momento pensei em parar na caminhada e me dedicar exclusivamnete aos estudos, no entanto, pela misericórdia de Deus, isso nunca acontecerá. Para mim, não há vida longe do Sr. Mesmo com meus altos e baixos, crises e todas essas coisas dos seres humanos(rs) tenho a plena consciência que hj sou o q sou e, futuramnete, alcançarei aquilo q quero pq Deus está me capacitando. Cheguei a comentar com algumas pessoas e as mesmas não entendem o sacrifício o qual faço. Chegaram a dizer que o meu problema é temer que os sonhos de Deus não se realizem em minha vida ou que esse sonho não é de Deus. Mas como passar no vestibular não será de Deus? Em minha vida, no que tange o relacionamento a Deus, segue intacto. Por isso escrevo para agradecer os teus “toques” 😉 E me atrevo a fazer um pedido, por favor, não pare jamais de escrever! Paz de Cristo.

    • Fico feliz por ter ajudado, Vanessa.

      Acalma teu coração. Deus não precisa tanto de faxineiros quanto daqueles a quem
      diga “antes vos chamava servos, agora vos chamo amigos”.
      Busque o Reino de Deus e a sua justiça. Não busque ser ativista. Busque a intimidade do Pai.

      E enquanto Ele me der saúde e condições estarei aqui compartilhando minhas reflexões. Ore por mim. Careço de intercessores.
      Obrigado pelo carinho.

  9. Duda Serra disse:

    Muito boa a reflexão, Maurício.
    Assim que comecei a ler o texto, pensei que Deus busca adoradores e Ele testificou, pois linhas abaixo você falava que são esses que Deus procura.
    Infelizmente, essa pecha do ativismo é muito forte na igreja e muitos que ficam quietinhos em seus bancos, têm um devocional com Deus, são pessoas de oração.mas não são vistas e por isso são olhadas de lado.

  10. Eliana disse:

    De acordo com vc, mano!

    Aliás, o texto de Mateus 7:22 deixa bem claro que “sucesso ministerial” não é padrão de avaliação do nosso relacionamento com Deus.

    No mais, nunca me canso de dizer o quanto seu blog nos abençoa! O mínimo que posso fazer é orar para que Senhor te sustente e te fortaleça a cada dia.

    Obrigada por mais esta preciosa reflexão!

  11. Andrew disse:

    Bom dia Maurício,

    Li o post de hoje e me senti um pouco incomodado. Não sei bem qual a conotação de “igrejeiro” adotada, mas acho que foi uma abordagem muito restrita do “personagem”, por assim dizer. Não discordo que há realmente aqueles que trabalham incessantemente na igreja sem se quer ter uma vida com Deus, mas nesse texto eu senti falta do outro lado da história… irmãos que estão sempre na igreja com um sorriso de um lado ao outro, apesar de cansados. Uma igreja deve montar uma estrutura que não abuse do seus trabalhadores (por meio de uma escala e tudo mais). Mas há aqueles que não tem esta opção. Eu mesmo sou baterista na minha igreja e há praticamente uns seis anos, não aparece mais ninguém para tocar. Ou seja, quando eu preciso de uma folga, não há bateria no louvor. Não que isso seja um problema, pois o culto certamente acontecerá com a minha presença ou não.

    Na minha igreja, temos uma equipe de “igrejeiros”, pessoas que estão SEMPRE lá, pessoas com as quais podemos contar. Na hora de promover algum evento de comunhão, são os primeiros a chegar e os últimos a sair. Não sei como (eu estaria cansado), eles parecem nunca querer ir embora e vivem sorrindo. Creio que há uma comunhão e uma felicidade no serviço que não foi abordada no texto de hoje. Claro que você fala de um lado mais infeliz da realidade das igrejas, mas senti falta do outro lado no qual por meio do serviço nos achegamos a Deus (não é apenas o serviço que vai constituir a vida devocional dessa pessoa, lógico).

    Fecho com o caso de um irmão da minha igreja que passou um tempo frequentando “meio que de longe”. Vinha, assistia um culto e ia embora dando apenas as saudações costumeiras. Um dia o recrutamos para a reunião dos homens. Ao chegar lá, ele correu logo para a churrasqueria e assumiu o posto (sem o pedirem). Desde então, ele se tornou o “churrasqueiro” oficial. Não falta uma reunião de convivência, se oferece para ir no supermercado na véspera para comprar os materiais e, pela primeira vez, está conversando com os outros e estamos o conhecendo!

    Novamente… sim, seu post é pertinente. Mas creio que faltou o lado positivo do irmão que está sempre na igreja.

    Um abraço,

    Andrew

    • Oi, queridão,

      penso que o contexto do post deixa claro a que me refiro: aqueles que trabalham ativamente na igreja mas não vivem uma devocionalidade real com Deus. Não têm intimidade. Não o buscam em espirito e em verdade. Mal oram. Não lêem a Biblia. Apenas trabalham. É ativismo sem cristianismo.

      Os que trabalham como consequência desse amor e dessa intimidade, com o real desejo de servir por amor a Deus são dignos de honra e penso que, no contexto do post, seria desnecessário falar tanto dos tais, pois é subentendido que o labor deles é a engrenagem que mantém a igreja funcionando e entrar por esse caminho apenas deixaria o texto maior do que já está. Tanto que você pode reparar que no texto eu menciono a importância da labuta na casa de Deus: “(…) atividades na igreja. Elas são importantes, fundamentais para que abençoemos os irmãos e não devem ser desprezadas (afinal o funcionamento de uma igreja local depende delas)”.

      Aos trabalhadores da seara do Senhor que trabalham pelas motivações certas e que vivem uma vida com Deus há muita honra e a eles deixo meus sinceros elogios. A aqueles que trabalham por trabalhar, apenas servem a uma instituição sem um coração posto no altar de Deus eu diria: o tempo que gastam trabalhando melhor seria empregado se gasto buscando a face do Senhor com o rosto no pó, o joelho no chão e uma Bíblia nas mãos. Essa é a grande e vital diferença.

      Espero que tenha ficado claro agora.

      Abraçao!

  12. Fabio Henrique disse:

    Muito abençoado seu texto, quantas vezes nos sentimos como pâmela nessa vida ! Me abençoou muito o estudo.
    Fica na paz de cristo.

  13. Lourayne Natiely disse:

    Uma benção esse seu texto Maurício, muitas vezes nos sentimos como Pâmela mais louvo a Deus por essa resposta que você deu a ela, pois muito me abençoou! Louvo a Deus por sua vida e por esse blog que tanto nos abençoa!
    Que Deus continue a te usar grandemente!
    Abraço!

  14. Ricardo disse:

    Concordo com o texto muito edificante, eu tenho presenciado pessoas que exercem um superativismo dentro da igreja e que te olham com um certo desdém, um certo ar de soberba, como que pelo fato de eles estarem ali “servindo” quase todos os dias, se acharem os donos da igreja e os superespirituais, e que você é o patinho feio da história.

    Concordo que o mais importante é buscarmos a presença do Mestre através da leitura das escrituras, oração e jejum, temos que ter comunhão com Deus e intimidade, temos que clamar pela Sua presença, a palavra tem que ser o alimento diário nosso de cada dia e não o ativismo.

    Edifique-se internamente, em intimidade entre você e Deus, encha-se do Espirito Santo e não se preocupe com o seu exterior oque fulnao ou cilcano pensa de você, Deus te sonda e te conhece, não faça como os ativistas que são como bolas de sabão, brilhantes e surpreendentes por fora, mas por dentro há um vazio tenebroso.

    ELE quer apenas o nosso coração, mais vale edificar um casebre na rocha do que construir um castelo de areia na praia.

  15. Nelson Lima (Nelsinho) disse:

    Querido Maurício, a paz esteja contigo.
    Estou terminando meu curso de teologia pela Igreja do Evangelho Quadrangular, o tema do meu TCC aborda justamente o texto acima.
    De certa forma ja me ajudou despertando minha visão que este terá muito o que ser discutido.
    Existem muitos tipos de crentes, os igrejeiros, os de banco, os raimundos (um pé na igreja e e outro no mundo), enfim, mas tambem tem os de banco que agem com o amor que Deus nos ensinou e ajudam muitas pessoas fora da igreja, e tambem os igrejeiros que além dos trabalhos que são vistos pelo homem, tambem são aqueles que se trancam no seu quarto e buscam a intimidade com Deus. Ou seja é muito relativo.
    Você sabe que existem “crentes igrejeiros ciumentos”, que queiram tudo pra si e não dão oportunidades para que outras pessoas trabalhem, isso esta errado, mas existem crentes igrejeiros que estão com dezenas de atividades e se desdobram a ajudar porque crentes acomodados não dão um passo para ajudar.
    Da mesma forma julgar o crente que fica no banco e intitulá-lo de crentes de banco, e intitular crentes que trabalham de “crentes igrejeiros” sem saber em ambos os casos o que acontece por de trás dos bastidores de cada um, esta errado.
    Eu creio que, se esta num time tem que fazer parte da equipe e jogar, se esta numa empresa tem que trabalhar, se divide a casa com alguém tem que participar, se a pessoa põe seus pés dentro de uma igreja é porque foi porque tem algum motivo, na verdade Deus esquadrilha o coração de todos e sabe o que por lá acontece.
    Também acredito que, aquele que ouve a PALAVRA e a assimila não fica parado, diferente daquele que escuta por um ouvido e sai pelo outro.
    Aquele que ouve com a alma e espírito e não com os ouvidos da carne, entende do amor de Deus por nós e começa a agir da forma que você mesmo colocou no seu texto que,” Deus está interessado apenas em duas coisas: numa vida de intimidade sua com Ele e de devoção sua em amor ao próximo”.
    Quem tem intimidade com Deus entende o que ele pede, e devotar amor ao próximo é “trabalhar” para sua salvação. A maior obra que o homem pode fazer nesta terra é “salvar almas” é o que Deus se agrada e sem “trabalho” na existe salvação.
    Acredito também que a chance de alguém se enfraquecer e desviar são mais prováveis para aqueles que não trabalham para Deus, pois os que trabalham ocupam os espaços da mente, pois cabeça vazia dão brechas. Ao menos estatisticamente na minha Igreja os desviados são na sua grande maioria os que estavam acomodados, e com um adendo, os igrejeiros se tornam desviados retornam como o filho pródigo, os do banco desaparecem.
    Nosso Deus se fez homem e através de Jesus veio para servir.
    “Porque Jesus não veio para ser servido,mas para dar a Sua vida em resgate de muitos”
    (Marcos 10:45)
    Ser um verdadeiro cristão, é buscar ser igual a Jesus, seguir seus caminhos, andar à sua sombra, o próprio Jesus atuou em todos os ministérios de trabalho e que ele mesmo nos ensinou, ele nos ensinou ser apostolo, foi evangelista, profeta, pastor, e mestre, ou seja foi trabalho na íntegra, e pediu para que fossemos salvar almas. Quem ama trabalha.
    Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura. MC 15-16

    Imagine duas situações, e qual delas você acredita ser melhor para a sobrevivência da igreja, todos os crentes serem crentes “igrejeiros”, ou todos os crentes “de banco” ?
    De tudo, acredito que o tema é interessante para o crescimento da igreja e continuidade do propósito de Deus para nossas vidas, o que posso dizer é que desde que coloquei as mãos no arado minha vida tem prosperado e muito, e acreditem, faço com amor.
    Deus abençoe a todos, os igrejeiros, os do banco, mas tenho fé que se estás no banco não estás por acaso, e Deus tem um propósito maravilhoso para sua vida, você é que decide, afinal o livre arbítrio esta contigo.
    Paz,
    Nelson Lima

    • Olá, Nelson,
      Respeito sua visão.
      Só não se esqueça que, ao contrário do que o irmão escreveu (“A maior obra que o homem pode fazer nesta terra é “salvar almas”), biblicamente a maior obra que um homem pode fazer nessa terra é buscar a glória de Deus. E para isso fomos criados.
      Deus te abençoe.

  16. veltongomes disse:

    Nossa Zágari me sentir tocado como Deus cultiva esse dom de instruir com mansidão em você.
    É realmente um dom. Convenhamos, muitos líderes experientes a condenariam.
    Suas palavras, por outro lado são agradáveis mesmo que severas em alguns pontos.
    Lembro de quando eu precisava pegar três ônibus para realizar um curso em uma cidade um pouco distante. Quase que diariamente eu ouvia pregadores nos veículos que conheciam mais passagens bíblicas sobre condenação do que sobre amor, restauração, perdão. No entanto, na última parte da viagem havia um homem (não muito mais velho do que eu, algo em torno dos 20,22) baixinho, sempre com seu uniforme de trabalho. Só pela face se percebia sua simpatia.

    Durante curtos (curtíssimos minutos) ele pregava maravilhosamente bem. Sua voz me provocava a mesma sensação de conforto que as suas palavras me dão quando eu as leio. Sem mensagens chocantes sobre condenação (que embora sejam a verdade, é algo que para os cegos de espírito não faz sentido, pois eles não se enxergam como pecadores); Ele falava de recompensa, amparo divino, convivência em amor, etc.

    Ótimo post, me tocou muito,
    Continue exercitando os frutos do espírito.

    Deus continue te abençoando.

    • Velton, obrigado. Sem palavras para alguem tão imperfeito como eu.
      .
      Apenas peço que ore para que Deus continue me dando esse espírito manso e humilde, pois às vezes a vontade é enfiar um murro na cara. Mas aí vamos à Bíblia, oramos, o ES trabalha e o fruto do Espírito se manifesta. Sou humano, irmão, e sem a paz de Deus seria só mais um desses agressivos.
      .
      Obrigado pelo carinho.
      Do teu mano falho como uma porta torta,
      Mauricio

  17. Dolores disse:

    Que texto maravilhoso meu irmão e muito esclarecedor também. Estou passando algo parecido pois amo estar nos cultos, falar do amor de Jesus pra quem ainda não o conhece, amo louvar, ler a Palavra, mas não tenho mais vontade de trabalhar na igreja. Fiz muito no início da minha fé que já tem 13 anos e os trabalhos nunca me edificaram em nada, ao contrário, só me trouxeram tristezas e desapontamentos. Faço parte de uma igreja pentecostal e na cabeça deles, quem não “faz a obra” não serve a Deus. E eu confesso que estava pensando em abandonar tudo, seguir a Cristo pelos cultos de TV, pois me sinto mal vendo as pessoas olharem pra mim , achando que estou “limpando o banco da igreja”…É assim que pensam, pois é assim que falam: Como pode não fazer nada pra Cristo? Tudo que você falou para a Pâmela é exatamente o que a Palavra de Deus fala comigo. Que obra pode ser chamada de obra se um irmão não é capaz de entender e respeitar um irmão que está ao lado? Que obra pode ser chamada de obra de Deus, se você ouve da boca de pastores expressões como: “crente lustra banco”, “crente lata vazia”, “crente que não faz nada”…? Era melhor então quando não éramos de Cristo, entregues ao mundo e aos vícios? As vidas deixaram de ser importantes, elas hoje só servem para ajudar a igreja a crescer desordenadamente, atropelando sem a menor piedade vidas que Jesus teve prazer em resgatar. A igreja, pelo menos a minha e muitas que eu conheço, deixaram de ser estalagens pra cura dos feridos, para virarem covis de lobos que só querem arrancar a gordura e a lã das ovelhas. Muito obrigada mesmo pelas suas palavras. O evangelho não está tão “maltrapilho” assim. Ainda tem pessoas que se importam com outras e que são usadas tremendamente por Deus pra pregarem o evangelho verdadeiro, que é o amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo….Sim , o próximo… essa “coisinha” tão esquecida, até pelos homens chamados de Deus. Confesso: Só não saí de vez, porque sei que temos que ter o nosso nome habitado em algum lugar, porque preciso cear e dizimar, porque comunhão com os irmãos mesmo, acabou faz tempo…A igreja do Senhor está no CTI agonizando…Se Jesus não voltar logo, os lobos vão devorar as que estão resistindo. Conheço muitas pessoas que estão em piores condições do que eu…É triste não, meu irmão? Mas eu louvo a Deus que pelas palavras que li vindas de você, me animou a fazer o que eu gosto e sinto e não o que querem me obrigar a fazer. DEUS abençoe a sua vida e o seu ministério de restauração de vidas. Forte abraço!!

    • Sim, minha irmã, é muito triste. Mas ainda assim a igreja é o lugar onde podemos comungar e abençoar, como você disse.
      O que posso sugerir é que você procure outra igreja, onde haja menos ativismo e mais devocionalidade. Onde você não seja julgada por “fazer” algo. Há muitas boas igrejas. Ore, visite algumas e, onde seu coração mandar, congregue. Te fará bem essa mudança.
      Deus a abençoe.

  18. Linda Oliveira disse:

    A paz a todos. Eu era obreira numa determinada igreja, por ela ter ido para um local menos acessível para mim, comecei a pedir a Deus uma nova direção, pois queria congregar mais perto de casa. Assim eu fiz fui visitar igrejas, até que fui em uma igreja que eu via, mas nunca tinha entrado nela, e ali veio a confirmação que eu deveria ficar ali.Falei com várias pessoas sobre a minha posição de obreira, mas ninguém deu atenção a isto, um dia falei para Deus: Acho Senhor, que minha função aqui não é mais ser obreira, vou deixar para lá. Na segunda feira seguinte fui dormir com o propósito de ir à cidade no dia seguinte; acordei, me arrumei, quando estava na cozinha adiantando as coisas para sair, Deus falou assim comigo: Larga tudo e vai para a igreja agora(uma ordem), obedeci e fui, quando estacionei e olhei para a porta da igreja, onde sempre tinha funcionários, estava o Pastor dirigente na porta, sozinho, de braços cruzados, aí Deus falou novamente, vai e fala com ele. Conversei com o Pastor, e na hora ele me autorizou a começar a trabalhar na obra. As experiências, valem muito que uma opinião, ou ponto de vista. Deus me mostrou que o trabalho na obra dele é importante sim. “Portanto meus amados irmãos, sede firmes e constante, sempre abundante na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é em vão na obra do Senhor’. 1 Corintíos, 15.58. Os que estão fazendo a obra pecando contra o senhor, é problema deles, prestarão conta; mais isto não invalida ter alguma atividade na igreja,, devemos procurar intimidade com Deus sempre, adorá-lo, evangelizar, enfim, consultar a Deus o que Ele quer que façamos pela obra dele aqui na terra. Eu tinha um sonho, e que não dependia de mim, um dia um irmão me chamou e disse: Deus manda te dizer que Ele vê tudo que vc faz pela obra Dele, e ele diz que vai te dar um presente. Dois meses depois, sem eu nem pensar mais no assunto, Ele cumpriu o que me prometeu, Ele realizou aquele sonho que eu tinha, num abrir e piscar de olhos. As vezes eu tenho preguiça tb, mas eu peço ao Espírito Santo que afaste a preguiça de mim, e Ele me ajuda, faço algumas coisas na igreja, e é nestes momentos de preguiça, que eu me lembro o que Jesus fez por mim, eu estava quase entrevada na cama, com artrose por todo o corpo, artrose não tem cura.Assim que me converti, ultrapassando os meus limites, passei a trabalhar imediatamente na obra, arrumava e fazia o lanche para os irmãos na Consagração. Um dia não estava aquentando de tanta dor, com dificuldade sentei no sofá, precisava ir para a igreja, mas não consegui me levantar, eu estava sozinha em casa, quando clamei a Jesus: Jesus, se o Senhor me quer trabalhando para a sua obra, me cura!. Jesus me curou na hora, isto há quase 9 anos. Como posso me dar o direito de não trabalhar na obra Dele.
    Devemos além, ajudar os necessitados, amar ao próximo, evangelizar, fazer tudo que compete ao cristão fazer, sem tirar nada. Amém. Abs

  19. LINDA OLIVEIRA disse:

    A paz a todos. “Portanto meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundante na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é em vão no Senhor”. 1 Coríntios 15.58
    Eu era obreira numa igreja, como ela foi para um lugar menos acessível para mim, resolvi procurar uma igreja mais próxima da minha casa, visitei algumas, mas sempre pedindo a direção de Deus, quando fui visitar uma que não conhecia, ali Deus tocou meu coração e ali fiquei. Eu era obreira na outra igreja, falei com os responsáveis pelo ministério e ninguém resolveu, pois a igreja é muito grande, muitos membros, obreiros; então falei para Deus: Deus minha função nesta igreja não é mais ser obreira, vou deixar pra’ lá. Na segunda feira seguinte fui dormir com o propósito de ir na cidade no dia seguinte. Estava na cozinha adiantando as coisas para sair, quando Deus me falou: Larga tudo e vai para a igreja agora,(uma ordem), obedeci, quando cheguei na igreja, na porta sempre ficava vários funcionários, avistei o Pastor dirigente de braços cruzados na porta, sozinho; parecia que ele estava me esperando, eu fui falar com ele, e ele me autorizou a começar a trabalhar para a obra. Eu queria muito realizar um sonho que não dependia de mim, e a pessoa que poderia, disse não. Um dia eu estava na igreja e um irmão me chamou e disse: Irmãs Deus manda te dizer que Ele vê tudo que vc faz pela obra Dele aqui na terra, e Ele diz que vai te dar um presente. Eu recebi, lógico. Dois meses depois, quando eu nem lembrava mais do assunto, o sonho foi realizado, num abrir e piscar de olhos. Portanto, eu creio que trabalhar para a obra do Senhor é importante sim. E Deus só usa quem é muito ocupado, para testar a sua fé, pois a fé sem obra ele é morta. Além de trabalharmos para Jesus, devemos ajudar ao necessitado, pregar a palavra aos ímpios, evangelizar, amar a Deus acima de todas as coisas e amar ao seu próximo tb. Cada obra tem seu peso, seu valor para Deus. Quando eu me converti, eu estava com artrose por todo o corpo, artrose não tem cura. Eu logo comecei a trabalhar na igreja, ajudando a fazer o lanche para os irmãos na Consagração e arrumar a mesa. Eu sentia muitas dores, precisei ultrapassar meus limites para ir para a igreja. Um dia, eu estava com dores horríveis e com muita dificuldade sentei no sofá, eu precisava ir na Consagração, eu estava sozinha em casa, e não conseguia me levantar do sofá. Ali, eu clamei a Jesus e disse:Jesus, eu preciso ir para a tua casa ajudar, o Senhor está vendo o meu estado; se o Senhor me quer trabalhando para a sua obra, me cura, e Jesus me curou na hora, isto há 9 anos. Muitas vezes a preguiça quer me parar, mas aí eu lembro do que Jesus fez em mim, não tenho o direito de não ajudar na obra, e na casa Dele, sou muito abençoada e minha família tb. É muito bom trabalhar para Jesus, é o que nos dá experiências com Ele. Eu procuro o tempo todo intimidade com Deus, adorá-lo, falar dele pra as pessoas, etc. se tem alguém que trabalha na igreja e fica pecando contra Deus e seus irmãos, é problema dele,vão prestar conta, mas isto não invalida a importância de trabalharmos para Jesus. Quando eu era do mundo, lavei muito banheiro, fiz faxina na igreja; isto por 30 anos e nunca tive as experiências que tenho tido com Jesus em apenas 9 anos. Não vou trabalhar porquê? Abs

  20. Fábio disse:

    Eu nao posso dizer nada pois sou um Crente desviado !!!!!

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