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plano1Desde que o Senhor me converteu, ouço falar de algo chamado “plano de salvação”. Você também já deve ter ouvido falar disso. Em curtas palavras, seria o planejamento, a estratégia de Deus para redimir a humanidade pecadora. Esse plano seria, em essência, o que devemos pregar para quem não conhece o Senhor, pois revela a realidade perdida e (literalmente) desgraçada de quem existe sem Deus e de que maneira pode se religar ao Criador. A meu ver, nenhuma outra coisa deveria ser pregada ao incrédulo. Nenhuma. No entanto, não é o que tem acontecido.

Que mensagem o mundo precisa ouvir? Uma só: a humanidade desobedeceu o Senhor e por isso afastou-se dele nesta vida e, consequentemente, na próxima. Mas Deus amou tanto esses bilhões de condenados que encarnou como Jesus, para morrer e ressuscitar e, assim, restabelecer o contato entre os pecadores perdidos e o Criador. Uma vez que isso foi feito, tudo o que aquele que não vive em Deus precisa fazer é reconhecer a realidade divina de Cristo e de seu sacrifício na cruz. Pronto. Eis o plano de salvação. Resgate feito. Justificação ocorrida. Salvação concedida. O céu está disponível.

Não consigo entender qualquer outra pregação feita a incrédulos em Jesus. A salvação em Cristo é a urgência. O novo nascimento é a prioridade. Essa é a única mensagem que aquele que está a caminho do inferno precisa ouvir. Se você for pregar para um não cristão, foque no que é o ponto de partida: ele está espiritualmente morto e precisa de vida, que é Cristo. Convido você a prestar muita atenção ao que Paulo diz em Efésios 2:

plan“Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais. Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, – pela graça sois salvos, e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus.”

Sim, o incrédulo está “morto em seus delitos e pecados”. Morto. Uma vez que ele esteja vivo, aí sim você pode pregar sobre qualquer outra coisa. Pois vivos ouvem. Já mortos são surdos. E, enquanto o morto estiver morto, sua única e exclusiva necessidade é… vida. Só. Nada mais. Então, meu irmão, minha irmã, para um morto pregue vida. Depois pense no resto.

No entanto, nossos tempos propõem outro tipo de pregação. Pregamos para mortos que eles precisam de vitória. Pregamos a mortos que eles precisam de bens materiais. Pregamos a mortos que eles precisam de cura. Pregamos a mortos que eles precisam de prosperidade. Pregamos a mortos que eles precisam de milagres. Pregamos a mortos que eles precisam de bênçãos.

Errado.

Mortos não precisam de nada disso, pois nada disso tem utilidade alguma para um morto.

Temos de mudar nossa pregação. Temos pregado para quem precisa desesperadamente de Cristo que eles necessitam de prosperidade, vitória, cura física… Quem necessita disso se não tem vida?! Meu irmão, minha irmã, zumbis não existem. Zumbis espirituais muito menos.

plano2Se você tem amor pelas almas humanas que estão a caminho do inferno, é hora de oferecer a elas a única coisa que lhes será útil no momento: a vida que está em Jesus Cristo. Pregue isso. Se você é um pregador, por favor, pare de ficar tentando animar auditórios com pregações recheadas de “glória” e “aleluia” mas completamente vazias de sentido evangelístico. Se você for falar para cristãos salvos, aí você prega sobre temas que os vivos precisam ouvir. Mas se quem te ouve são aqueles que estão mortos em seus delitos e pecados, pregue a única mensagem que importa: você pecou, está a um milímetro do inferno, mas Deus amou você de tal maneira que deu seu Filho unigênito para que, se nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna. Creia nele. E viva.

No dia em que a Igreja voltar a pregar Jesus – que é o caminho, a verdade e a…vida – para o incrédulo, voltaremos a ter uma igreja formada por pessoas que amam o Deus que as salvou. Até lá, uma enorme parte da igreja será formada por gente que ama a prosperidade, a cura, as bênçãos, as facilidades. Pois foi isso que pregamos a elas. E foi a isso que se converteram.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício

Vivemos na era do cristianismo de massa. Boas igrejas são as enormes. As com milhares de membros. A celebrada congregação do Pr. David Yonggi Cho, na Coreia do Sul, é tão monumental que quem se senta nos lugares mais altos tem à disposição televisores individuais  para enxergar o pregador. Vivemos a era dos grandes eventos evangelísticos, dos enormes shows na praia de Copacabana, da separação pastor-na-plataforma/membro-na-plateia. É um cristianismo externamente vibrante e ululante mas internamente vazio e frágil. Essa é nossa era. Um pastor é considerado “bom” se a congregação dele cresce a cada dia em número de membros – e ele é tão “bom” que nem conhece o nome de seu gigantesco rebanho. O pastor que cuida de perto das ovelhas, as visita, sabe o nome de seus filhos mas não gera um crescimento numérico recebe a ordem de retornar à sede, pois “não está sabendo fazer o trabalho”. Ou “não tem ministério”. Ou “não tem unção”. Em resumo, não é “bom”. Essa é a nossa era. Mas… quero lhe fazer um convite. Vamos viajar a uma outra era e analisá-la em comparação com a nossa.

O ano é cerca de 57 d.C. Um pregador escreve uma carta para uma igreja da qual é mentor. Seu nome é Paulo de Tarso. Um homem do mais elevado grau dentro da hierarquia eclesiástica da época, apóstolo, doutor da lei, chamado pessoalmente pelo Senhor, alguém que conversou de boca com o próprio Jesus, eleito entre milhares para ser arrebatado ao céu e ver coisas inefáveis. Um indivíduo que tinha tudo para subir no salto alto, exigir ser chamado de mil adjetivos alimentadores de vaidade, entrar pela porta dos fundos para não sofrer o assédio dos membros e olhar para a massa como… a massa – um amontoado de rostos sem nome. E para que saber seus nomes, não é? O que importa é subir no púlpito, pregar e descer do púlpito pela portinha lateral. Importante demais para se misturar, que isso fique ao cargo dos auxiliares.

A carta que ele escreve vai para a igreja de Roma. Se fosse hoje, não seria uma carta, mas uma transmissão pela TV, um editorial na revista da denominação, um devocional matinal na rádio de propriedade da igreja. Seria dirigida aos “irmãos e irmãs” ou a “meu amigo, minha amiga”. Mas naquela época não havia essa tecnologia. Só havia cartas. É de se supor, pela mentalidade de nossa era, que o grande apóstolo Paulo escreveu então para o líder máximo da igreja romana, seja ele o pastor, o bispo, o presbítero. Será?

Te convido para analisar Romanos 16, o último capítulo da epístola. Vamos ver como aquele importante homem de Deus tratou as massas sem nome da igreja Romana:

“Recomendo-vos a nossa irmã Febe, que está servindo à igreja de Cencréia, para que a recebais no Senhor como convém aos santos e a ajudeis em tudo que de vós vier a precisar; porque tem sido protetora de muitos e de mim inclusive”. Hmmm, nada mal, Febe deve ser uma alta dignatária da igreja romana, para merecer ter seu nome mencionado por tão reverendo homem. Prossigamos:

“Saudai Priscila e Áqüila, meus cooperadores em Cristo Jesus, os quais pela minha vida arriscaram a sua própria cabeça; e isto lhes agradeço, não somente eu, mas também todas as igrejas dos gentios”. Mais dois nomes. Mas, também, o casal arriscou a vida pelo grande apóstolo, não é de admirar que os tenha citado nominalmente. Mas deve parar por aí, Paulo é muito ocupado, não tem tempo de se dedicar a indivíduos, tem uma enorme rede de igrejas espalhadas pela Ásia Menor para administrar. Não é…? Continuemos.

“Saudai meu querido Epêneto, primícias da Ásia para Cristo”. Estranho. Outro que Paulo conhece pelo nome.

“Saudai Maria, que muito trabalhou por vós”. Hmmm.

“Saudai Andrônico e Júnias, meus parentes e companheiros de prisão, os quais são notáveis entre os apóstolos e estavam em Cristo antes de mim”. (Silêncio)

“Saudai Amplíato, meu dileto amigo no Senhor”. (O-O)

“Saudai Urbano, que é nosso cooperador em Cristo”.

“E também meu amado Estáquis”.

“Saudai Apeles, aprovado em Cristo”.

“Saudai os da casa de Aristóbulo. Saudai meu parente Herodião. Saudai os da casa de Narciso, que estão no Senhor. Saudai Trifena e Trifosa, as quais trabalhavam no Senhor. Saudai a estimada Pérside, que também muito trabalhou no Senhor. Saudai Rufo, eleito no Senhor, e igualmente a sua mãe, que também tem sido mãe para mim. Saudai Asíncrito, Flegonte, Hermes, Pátrobas, Hermas e os irmãos que se reúnem com eles. Saudai Filólogo, Júlia, Nereu e sua irmã, Olimpas e todos os santos que se reúnem com eles”.

Até aqui contei pelo menos 27 nomes. Há algo errado. Quem explica? Como pode? Como compreender à luz do cristianismo da nossa era essa intimidade, essa proximidade, esse carinho, esse afeto, esse…

…amor?

Como entender que um pregador de tal envergadura ministerial conheceria as pessoas da igreja pelo nome? Seriam grandes dizimistas? Dignatários do governo? Intelectuais e artistas famosos? Não, eram pessoas comuns. Então como explicar tanto amor vindo de um homem com tamanha intimidade com Jesus?!

A explicação é exatamente essa: Paulo era um homem de tamanha intimidade com Jesus.

Quem conhece intimamente Cristo preocupa-se em conhecer intimamente sua noiva. A noiva por quem Ele deu a própria vida numa cruz. Quem é intimo do Senhor preocupa-se com aqueles que lhe são caros. Um ministro do presidente do Brasil não está no cargo para servir somente o presidente, mas para servir também os brasileiros. É algo indissociável. Dizer que ama Deus e não amar cada um de Seus filhos é uma prova de que, na verdade, só ama Deus da boca para fora.

Deus conhece você pelo nome. Importa que quem pastoreie sua vida também o conheça pelo nome. Se foi por falta de oportunidade ou porque você chega e sai do culto sem nunca ter se apresentado… faça isso. Vá até seu pastor e lhe diga: “Quero ser discipulado”. Megaigrejas não permitem isso. Quem avalia um pastor pelo crescimento numérico da congregação que ele pastoreia não entendeu nada do que Paulo ensinou. Em vez de apenas contar o número de membros ou batizados na igreja que ele lidera, para se perceber seu tônus ministerial deve-se conversar com as ovelhas dele. Perguntar se o pastor já foi a sua casa. Se já conversou sobre sua vida. Se já o amparou em momentos de angústia. Se desce da torre de marfim para o nível do chão. Se sua com o povo. Se chora com os pequenos. Se abraça os malcheirosos. Se beija os pecadores arrependidos. Se os conhece pelo nome. Esse é o bom pastor. Os outros podem ser bons pregadores ou bons qualquer-outra-coisa. Mas pastores?

O bom pastor sabe a razão de conhecer as ovelhas pelo nome: pois, ao fazer isso, está glorificando com sua vida – como bem mostra Romanos 16.27 – o “Deus único e sábio”, a quem “seja dada glória, por meio de Jesus Cristo, pelos séculos dos séculos”.

Amém…

Paz a todos vocês que estão em Cristo: Eliana, Marco, Luiz Felipe, Bianca, Lelê, Carla, Robson, Nanda, Alexandre, Isabelle, Poliana, Luiz Fernando, Cranudo, Fábio, Solange, Felipe, João, Danila, Ricardo, Jacy, Amanda, José, Gamaliel, Elinton, Luciene, Gutemberg, Alfredo, Tarciso, Alex, Dayana, Rodrigo, Juliana, Teresa, Edson, Artimes, Willian, Ruben, Marcos, Líbia, Anderson, Luiz Henrique, Carina, Regina, Katia, Katiana, Elias, Renan, Daniel, Gessé, Davi, Gleiscon, Raquel, Simone e tantos outros que só não menciono aqui por falta de espaço.

O mano, Maurício.

Não tenho nenhuma vaidade de querer ser criativo; desejo muito mais que o APENAS seja eficiente naquilo a que se presta: alcançar corações e levar pessoas a pensar de forma crítica e construtiva nas questões ligadas à fé – para, assim, se aproximar de Deus. Por isso, hoje decidi postar uma reflexão que, embora o texto seja escrito por mim, o conteúdo não é de minha autoria. Quero compartilhar a pregação que meu pastor fez domingo passado em nossa igreja. Foi uma mensagem profunda e bíblica, dura e reconfortante. Pode falar ao teu coração, como falou ao meu. Tenho o hábito de fazer anotações dos pontos principais dos sermões que ouço para posterior meditação, portanto o que você lerá a seguir é um resumo da mensagem trazida para a igreja por meu pastor. Praticamente todas as frases transcritas aqui são, ao pé da letra, o que ele pregou. O tema: perdão.

O texto base é Mateus 8, a partir do versículo 23. É a parábola de Jesus em que Ele compara o reino dos céus com um rei que resolveu ajustar contas com os seus servos. Chega um que lhe deve dez mil talentos, mas não tem como pagar. Seu senhor manda, então, que ele, toda sua família e seus bens sejam vendidos como pagamento da dívida. Desesperado, o servo prostra-se e pede paciência, perdão e misericórdia. Diz a Bíblia: “O senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora e perdoou-lhe a dívida”.

Só que o mesmo servo logo depois encontra um conhecido que lhe devia uma quantia, o agride e exige que lhe pague. O conservo devedor humilha-se e implora, pedindo paciência e perdão. Em vez disso, o homem que havia sido perdoado pelo rei o lança na prisão. Ao tomar conhecimento do ocorrido, o monarca manda chamar o homem, lhe recorda do perdão que tinha recebido e o entrega aos carrascos, para que o torturem até que pague toda a dívida. E Jesus conclui: “Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão”. Segue a síntese da pregação:

“Essa passagem deixa claro que perdoar é o único caminho para se ter saúde espiritual. Quem não perdoa vive uma vida espiritual pobre e moribunda. Quem não perdoa está morto diante de Deus em seu coração. É como um sino que ressoa (1 Co 13.1): algo que faz barulho, tem aparência e volume… mas não tem vida própria. Pior: quem não perdoa não será reconhecido por Jesus no último dia, pois não está pondo em prática um dos fundamentos da fé cristã: a certeza de que o bem que quero que me façam devo fazer ao outro. Se você gosta de ser perdoado, perdoe, para que haja saúde e sua vida espiritual não se perca.

Para perdoarmos biblicamente, é importante sabermos o que significa exatamente perdoar. Romanos 12.17 nos dá a resposta:

“Não retribuam a ninguém mal por mal. Procurem fazer o que é correto aos olhos de todos. Façam todo o possível para viver em paz com todos. Amados, nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito: ‘Minha é a vingança; eu retribuirei’, diz o Senhor.  Pelo contrário: ‘Se o seu inimigo tiver fome, dê-lhe de comer; se tiver sede, dê-lhe de beber. Fazendo isso, você amontoará brasas vivas sobre a cabeça dele’. Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem”.

Não devolver mal com mal. Vencer o mal com o bem. Eis a resposta. Pois vingar-se significa vencer alguém mas deixar Satanás vencer você.

O grande engano dos cristãos é achar que perdão é algo emocional. Não é. Não tem a ver com “sentir” algo, mas com “fazer” algo. O perdão está relacionado a atos e atitudes. É ação. É agir como se o pecado nunca tivesse existido. As emoções, de acordo com a Bíblia e o Evangelho, estão sujeitas à razão. Assim, perdoar é um ato de sã consciência, é saber o que Deus quer. Se eu não perdoo, simplesmente isso mostra que não sou alimentado pela graça de Deus.

Então, o perdão ocorre em duas etapas: Primeiro se perdoa racionalmente (sabendo que aquilo é necessário, que é a vontade de Deus). É uma decisão mental, racional. O segundo passo são as ações. É não se alegrar com o mal que quem lhe ofendeu sofre. É orar pedindo que Deus ajude a pessoa que lhe ofendeu e que está em dificuldades. Mais ainda: é procurar quem lhe ofendeu e se oferecer para ajudá-lo no que ele precisa, com obras da graça e da bondade de Deus. E, por fim, é não causar danos ou perdas a quem lhe ofendeu.

É ao fazermos – ou não – tudo isso que demostramos quem de fato somos. Se pensamos em nós e em cumprir o que nossa justiça manda mais do que pensamos em Deus e na justiça dele, simplesmente estamos pecando. Pois nada é imperdoável quando contamos com a ajuda de Deus, nenhuma ofensa que nos fizeram é imperdoável. Tudo pode ser zerado.

A pessoa que não perdoa em forma de atitudes tem cheiro de diabo. Satanás nunca estende a mão a ninguém e quem se recusa a estender a mão está agindo como o diabo e, logo, é servo dele. Temos sempre que lembrar: não perdoar só satisfaz e alegra… o diabo.

Se dizemos que perdoamos nossos ofensores mas não retomamos a vida como tudo seguia antes da ofensa… na verdade não perdoamos. Pois isso mostra que ainda guardamos rancores, ressentimentos, medos, mágoas ou sentimento do gênero. É perdoar de boca mas não por obras. E a fé sem obras é morta. Fé sem perdão expresso em atitudes em prol de quem nos ofendeu não é fé cristã.

Não adianta eu saber orar se eu não souber perdoar. Minha oração não será respondida (Mt 6.14,15). Pois, se estou em litígio com Deus ao não perdoar meu próximo, o que posso esperar do Senhor? Nada.

A natureza desse assunto é grave. Pois Deus é perdoador. E, se eu não perdoo, não estou identificado com Deus. Não ando com Deus se não perdoo como Ele perdoa. E o perdão de Deus é absoluto, é uma quitação total da dívida e não parcial. O perdão verdadeiro nunca põe seus próprios interesses acima dos daquele que precisa de perdão (1 Co 13).

E para que perdoamos?  Primeiro, para ter paz com os outros. Segundo, para ter paz com Deus (Mt 6.15).

A renovação da mente de Romanos 12.2 passa por demonstrar perdão. Pois só tem a mente de Cristo quem perdoa, esquece das ofensas e retoma a vida a partir do ponto onde ocorreu a ofensa. Quem não o faz não perdoou, não teve a mente renovada e não age conforme a natureza de Cristo. É um cristão que não age como Cristo. Que Deus nos ensine a perdoar e a praticar o perdão. Em cada situação e a cada dia. Que Deus cure quem não perdoa. Pois a falta de perdão é uma grave doença espiritual. Quem nasceu de novo tem obrigação de perdoar.

Que Deus nos perdoe da nossa demora em fazer o que Ele quer. Que Deus nos perdoe por não perdoar. Podemos encontrar mil desculpas para não perdoar, mas não perdoar aos olhos de Deus… não tem desculpa”.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício
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