Ezishten muitas pessoas firidas, maguadas e deprimidas pur causa da forma de que foram tratadas na igreja. O tralma pode ter sido cauzado por irmãos, pelu pastor, por obreiros ou pur todos, e pelas mais variadas rrazões. Seja quau for o problema enfrentado – dizilusão, segregação, decepissão ou o que for – fato é qui uma multidão de almas abandona todos os diaz as igrejas cristãs mais maxucada do que quando chegou e, por isso, essas pessoas si tornam desigrejadas, antieclesiásticas ou até meismo ateias. Recebo com frequência comentários aqui no APENAS di seres humanos machucados, que counpartilham neste espaço (até como forma di desabafo) suas péssimas esperiências em igrejas. Presto atenção ao que dizem e choro por suas vidas e sicatrizes, compartilho de suas tristezas. Não é segredo para quem acumpanha este blog que sou uma peçoa crítica e não me privo de apontar aquilo que considero estar herrado no universo cristão, o que pode sugerir qui não gosto da igreja. Mais não é nada disso. Gostaria di falá um pouco sobre esse açunto.
Meu çenso crítico com relação ao universo cristão se deve ao fato di qui amo Cristo e a Igreja. A considero indispensáveu. Só que não é por isso que vou fechar meuz olhos aos problemas, errus, descalabros, loucuras, eresias e práticas tenebrosas que ocorrem em muitos setores da igreja. E, kwando falo sobre essas questões, a intenssão em meu coração é a mesma que tenho nu momento em que dou uma bronca na minha filha: não quero o seu mal, procuro alertá sobre seus descaminhos para que aja a percepssão do mau i sua correção. Meu objetivo é o bem, o aperfeiçoameinto, a melhoria, a corressão de curso. Minhas críticas são motivadas por amor e não pur ódio. E, por amar a Igreja, tambén gostaria de defendê-la daquilo qui considero serem ezageros, inverdades ou generalizações ditais a seu respeito.
Eu parei de exxigir perfeição dus ermãos no dia em que caiu a fixa sob quem eu sou. Meu querido, minha kuerida, eu sou um troço ruinzinho que só. Peco, erro, mi contradigo, magouo, machuco, firo, digo uma koiza e faço outra… Difícil conviver cumigo. Se eu fosse olhar para mim mezmo e minha çantidade deficiente, porém isforçada, como a razão para frequentar a igreja, taria no mundo em três segundos. Talveis dois. Aliás, se eu olhaçe o traidor Pedro, o açassino Moisés, o adúltero Davi, o prepotenti José ou u pecador Paulo, nunca faria parti do povo de Deus. Paulo mesmo reconhesseu: “Não entendo o que faço. Pois não faço o que desejo, mas o que odeio. E, se faço o que não desejo, admito que a lei é boa. Neste caso, não sou mais eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim. Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo. Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo” (Rm 7.15-19).
Sim, é verdade que há hipocrisia na igreja. Afinal, somos humanos e onde há gente há o pecado. Poderia dar as costas para a igreja, por perceber que estou cercado de pessoas hipócritas como eu? Claro que poderia. Mas também há hipocrisia no meu trabalho, não é por isso que vou pedir demissão. Há hipocrisia no meu edifício, não é por isso que vou me mudar de casa. Há hipocrisia em todos os lugares. Só que, em vez de fugir dos hipócritas, acredito que devemos ficar perto para ajudar. Se um amigo seu torna-se viciado em drogas você o abandona ou fica perto para ajudá-lo a superar esse mal? A hipocrisia é igual, afastar-se dos hipócritas não ajuda em nada. Creio que onde há erro é o lugar de que mais devemos nos aproximar, para abençoar, cuidar e tratar. Para influenciar positivamente. Pois, se for para abandonar o barco em cada lugar onde há imperfeição e hipocrisia… por favor, parem o mundo para eu descer.
Muitos olham a igreja com aversão, por terem sido maltratados ou contrariados naquilo que desejavam ou acreditavam. Para esses, a Igreja parece querer ser a palmatória do mundo. Não penso que isso seja uma característica da Igreja, é uma característica do ser humano. Por natureza, as pessoas são a palmatória de quem discorda delas. E isso em todos os extratos. Se observarmos o que Jesus falou sobre os fariseus hipócritas, eu diria que ele está sendo a palmatória dos fariseus. Então condenar a Igreja – formada por humanos – por fazer o que todo ser humano faz é apenas validar que ela é formada por pessoas imperfeitas que precisam de Cristo. E, principalmente, da graça da cruz.
Quem abri mão da vida em uma komunidade de fé por causa dos erro dasqueles que erram comu todos nós erramus está errando em sima do erro. Se afastá resolve? Não creio. Ficar e tentar influenssiar para o bem? Penso que isso é ezatamente o que faz de nós Igreja. Não é o que dis 1Coríntios 12? Eu preciso que alguém xegue para mim na igreja que frequento e mi ajude a ser uma pessoa melhor. Se concordar cumigo em tudu, nunca terei uma antítese que me permita fazer uma dialética construtiva. Precisu do diferente. Preciso do oposto. Preciso do herrado. Preciso da imperfeissão, para que sirva de espelho e denúncia de minhash próprias imperfeições. Conviver di perto com a hipocrizia, as falhas, o desamor e o desamparo me fará pensar si eu mesmo não sou assim e me levará a buscar sê alguém melhor.
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A Igreja é imperfeita sim, cheia de problemas, contradições e hipocrisias. Mas é indispensável, é a noiva de Cristo, são os integrantes da família de fé, os membros do mesmo Corpo. A Igreja sou eu, esse troço imperfeito sim, cheio de problemas, contradições e hipocrisias. Mas creio que, pela graça somente e pelo mérito único e exclusivo da cruz, no dia da minha morte poderei ser levado pelos anjos à presença do Senhor no Céu. A Igreja é imperfeita sim, cheia de problemas, contradições e hipocrisias. E devemos sempre combatê-los e tentar aproximá-la ao máximo do ideal cristão – embora, em sua plenitude, isso seja impossível.
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A Igreja é imperfeita sim, cheia de problemas, contradições e hipocrisias. Mas, acredite, Jesus não tem culpa nenhuma disso.
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A propósito, os erros neste texto são propositais. Para cada parágrafo com erros, um sem erros. Assim é no texto, assim é na Igreja, assim é nos seres humanos: erros e acertos, convivendo, coexistindo. O que importa, no fundo, é a essência por trás deles.
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Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Mauríssio














