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Eu me emocionei ao ver esse video, pois vi nessa garotinha o comportamento que eu, você e todos os cristãos deveríamos ter: você leva uma mordida, uma patada, o que for, mas depois perdoa, ama, compreende, abraça, se dedica. Quem faz o contrário do que essa menina fez, ou seja, é contrariado e sai distribuindo agressões, patadas e ofensas não entendeu o que é verdadeiramente ser cristão. E está fadado a viver em amargura.

“Eu lhes asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos céus” (Mateus 18.3).

(Com meus agradecimentos à pessoa que amorosamente me enviou o video mas pediu para ficar no anonimato)

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

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Este vídeo bonitinho me fez lembrar de duas realidades bíblicas:

Deus é amor.
e
Deus faz o que parece impossível acontecer.

É…é só um vídeo bonitinho. Mas quem disse que só podemos ver a ação de Deus em grandes tratados teológicos?

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

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“Ah, que saudades que eu tenho da aurora da minha vida, da minha infância querida que os anos não trazem mais“. Estava lendo poesias de Casimiro de Abreu e deparei-me com essa frase, do poema “Meus oito anos”, publicado em 1859 no livro As Primaveras. Parei para pensar e percebi que não: não tenho saudades da aurora da minha vida. Não tenho saudades do passado. Tenho boas lembranças sim, mas… saudades? Não. Estou a exatamente um mês de completar 40 anos de idade e, quer saber? Estou adorando! Ouço tantas pessoas falarem das coisas boas do passado, de como a vida era melhor, da saudade daquilo que ficou para trás, tendo vergonha de dizer a idade, enfadadas por estarem envelhecendo… e me sinto um ET por gostar da maturidade. Sim, vivi coisas boas. Muitas. Mas refletindo sobre essa poesia de Casimiro me dei conta de que o presente e o futuro me instigam muito mais do que o passado. E também me alegram muito mais.

E olha que vivi um passado rico. Com dores e mágoas, naturalmente, mas também com alegrias. Cantei em óperas, velejei, viajei mais de 12 vezes ao exterior, tive experiências riquíssimas com Deus, li livros emocionantes e transformadores, assisti a deliciosas peças de teatro, tive amigos que me acrescentaram muito, vi castelos, naveguei entre icebergs, afaguei cachorros, deitei na areia fofa da praia, escrevi poesias ruins e livros que para minha surpesa até foram premiados, vi alguns entardeceres dos mais lindos do mundo, tomei sorvete Bertillon, dormi em chalés de Lumiar com paisagens de tirar o fôlego, toquei instrumentos musicais, comi fondue, ganhei de Deus a filha mais linda e carinhosa do mundo, casei-me com uma mulher rara, tive pais que me deram cultura e um irmão que é chato mas eu amo…e ainda por cima deitei muitas vezes nas pedras do Arpoador para ouvir as ondas baterem nas rochas. É…que passado legal…

Mas penso na minha trajetória e vejo que tudo o que me aconteceu até hoje foi  uma preparação para o que está por vir. Porque olho para a vida da esmagadora maioria das pessoas e percebo que as coisas acontecem nessa progressão: você nasce, estuda na escola se preparando pra universidade, passa pra universidade se preparando pro mercado de trabalho, começa a trabalhar se preparando para a aposentadoria, se aposenta se preparando para um período de repouso e repousa se preparando para a morte. E aí morre. Meu Deus! Que perspectiva é essa?! Eu prefiro ver por outro ângulo.

Ao contrário de Casimiro, eu não tenho saudades da aurora da minha vida porque eu tinha vivido tão pouco! Experimentado tão pouco! Amado tão pouco! Com oito anos eu era um girino ambulante que só pensava bobagens. Fui crescendo e a cada novo dia algo novo ia sendo acrescentado a essa pessoinha chamada Mauricio Zágari, algo que ajudava a me lapidar, me forjar, me afiar, formar o quarentão que em breve eu serei. E quer saber? Me perdoe, querido irmão ou irmã mais novo ou mais nova do que eu, você que é adolescente, jovem ou um neoadulto pelo que vou dizer a seguir, mas é a pura expressão da realidade.

Quando era adolescente eu era um toupeira. Achava que sabia tudo, peitava meus pais, era o dono da verdade. Um tolo. Cresci um pouquinho mais, cheguei aos meus 20 anos e acreditava ser um homem. Dá vontade de rir. Hoje eu olho para o Mauricio de 20 anos e percebo que era um pouquinho melhor do que quando adolescente, mas ainda era um boboca. Um completo energúmeno. Sabia pouco ou nada sobre a vida. E o engraçado é que achava que sabia tudo! Cheguei aos 24 para os 25, idade da minha conversão. Sofri muito naquela época e graças a isso amadureci bastante, mas olhando hoje para trás vejo como ainda era cru, bobo, sem traquejo, ignorante em milhões de coisas.

Aos 27 me casei. Pronto, cumpri uma etapa da vida, agora podia ser independente, fugir da pressão da sociedade para me casar, podia ter meu cantinho, fazer minhas coisas…mas hoje, olhando para aquela época percebo que não era apenas 21 quilos a menos que eu tinha, mas muito menos entendimento da vida, conhecimento do mundo, sabedoria e cultura. Meu Deus, eu tinha chegado aos 27 anos, era um homem casado e mal sabia lidar com o ser humano, com o meu próximo…como eu ainda tinha a evoluir! E sabe o que é o mais engraçado? Eu não fazia ideia disso. Achava que estava abafando. Que era maduro. Mas não passava de um meninão brincando de casinha.

Aos 30 eu comecei a pensar mais. Sempre fui uma pessoa reflexiva, mas naquela etapa as reflexões começaram a se intensificar. Eu via coisas bobas e simples e conseguia viajar até a China e voltar apenas vendo uma formiga escalar um galho. Sei lá, é como se o cérebro tivesse mudado de algum modo. Também comecei a ler livros diferentes. Foi quando comecei a me tornar uma pessoa que valia a pena. Ainda não era, mas estava no caminho. Aos 35, percebi que já não era tão bobo. Conseguia ter conversas mais profundas e inteligentes, embora a cada novo livro que devorava percebia, como dizia o fillósofo Sócrates, que “só sei que nada sei”. Descobri que gostava de aprender. Entrei no meu segundo seminário teológico e me deleitei com a aquisição de mais conhecimento. Como eu era ignorante…

Para abreviar…estou com 39. Em um mês faço 40. A história da minha vida me mostra que a cada novo dia eu vou aprender mais, viver mais, ter novas experiências. Não devo viver mais do que 30 anos, pois a média do homem brasileiro é de 70 anos. Mas isso não me incomoda. Em 30 anos tem tanta coisa boa que posso fazer, tantos livros a ler, tanto amor a trocar, tanto a ensinar, tanto a aprender! A história da minha vida me diz para não ter saudades dos meus oito anos, lamento, Casimiro. O que ela me ensinou é que cada dia é uma oportunidade nova. Oportunidade de crescer, de sentir, de conhecer mais Deus, de cometer erros e aprender com eles – para, aos 45, não cometê-los mais.

Estou feliz. Vou fazer 40 anos. Serão 14.600 dias de aprendizado, de sensações, de poesia, leitura, oração, comunhão com a coisa mais fascinante que há sobre a face da terra, que é o ser humano. Em alguns desses dias abracei pessoas, em outros consolei gente triste, conversei com muitas pessoas – coisas sérias e coisas divertidas. Meus Deus, embora não tenha saudades (por que de que adianta ter saudades “dos anos que não voltam mais”, pare para pensar), aprendi com tudo isso, com minha puerilidade de criança, minha tolice de adolescência, minha prepotência de juventude, minha ignorância de neoadultice…enfim, tudo o que vivi em quase 40 anos me ensinaram, num grande resumo da minha vida, algo muito importante: meus próximos anos me reservam ainda muitas coisas espetaculares para viver.

Não faço a mínima ideia do que o futuro me reserva. Ele é um grande ponto de interrogação. Mas uma certeza eu tenho: com 45 serei uma pessoa ainda melhor do que com 40. E com 50, melhor do que com 45. Essa tem sido a progressão da minha vida. Tudo indica que continuará a ser. Pois hoje me vejo até como alguém que tem algo a acrescentar. Mas com 50 vou olhar para hoje e certamente pensar “como eu com 40 era um bobo que não sabia nada…”

Agora…você pode estar se perguntando: o que tem a ver esse papo todo num blog que deveria falar das coisas de Deus? O que me interessa saber da vida do Zágari? Meu irmão, minha irmã, a Biblia nos diz que nossa vida é como um “sopro” e como uma “neblina”. Tanto um como a outra são coisas breves, que se desanuviam em um segundo. Acredite: sua vida vai passar num piscar de olhos. Faça tudo o que estiver ao seu alcance para ela valer a pena. Que cada dia da sua vida tenha um significado. Um aprendizado. Uma doação. Uma entrega. Uma manifestação de amor a Deus e ao próximo. Isso principalmente: amor.

Assim, quando você chegar lá no finalzinho da sua jornada na terra, vai saber que o entardecer da sua vida terá sido muito mais bonito do que a aurora da sua vida.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

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Conclusão dura, porém verdadeira: as pessoas são descartáveis.  Lembro-me da minha época de escola, quando tinha a ilusão de que carregaria aqueles amiguinhos para sempre. Balela. Hoje não tenho a menor ideia de por onde ondam. Viajamos e conhecemos pessoas maravilhosas na excursão, nos divertimos à beça, voltamos para casa, prometemos  nos telefonar e ser amigos para semprem… e nunca mais nos ligamos.  Encontro meus melhores amigos da época da faculdade, aqueles com quem fazíamos tudo junto, e estão de cabelos grisalhos, barrigudos, e aí percebo há quantos anos não nos vemos. Casais fazem juras de amor eterno, cravam  corações com suas iniciais em troncos de árvores, prometem solenemente morrer antes de abandonar o outro… e dias depois estão separados.  Followers no twitter retuitam tudo o que cocê escreve, mandam DMs, te elogiam e comungam de forma muito saudável, até que um dia você levanta de manhã e descobre que ele começou a andar com uma patota que discorda de suas ideias e em vez de te procurar para dialogar te dá unfollow.

Não me ache cruel por dizer isso, mas tudo isso mostra que pessoas são descartáveis. Não no sentido superlativo, mas no relacional. Toda vida é essencial em si, mas no que tange aos relacionamentos pode se tornar desnecessária para os demais. Quem nunca vivenciou ou conhece alguém que vivenciou uma situação como as que descrevi acima que atire a primeira pedra. A verdade é que pessoas vêm e vão. Algumas passam anos trabalhando sentadas ao seu lado até que um belo dia recebem uma oferta melhor de emprego e a comunhão diária some como por mágica.  Parentes com quem você conviveu a vida toda um dia partem para tentar a vida em outro país  e simplesmente….vão.

E você fica.

Anos atrás isso me revoltava. Eu, imaturo e com pouca estrada, achava que havia uma certa obrigação: “Por que fulano não me liga mais?”,  injuriava-me. Mas os anos nos ensinam. Simplesmente nós mudamos. E nossos amigos também mudam. Mas, acima de tudo, as prioridades mudam.  Ideias mudam. Prazeres mudam. O colega de copo te abandona quando Jesus te salva e você deixa de curtir noitadas. O amigo de infância percebe que o amiguinho virou um adolescente que não aprecia mais as mesmas coisas e para de ir à tua casa. A namorada eterna percebe que, afinal, tem um outro rapaz com quem ela gosta mais de estar e todas as juras, as promessas e os planos ditos e escritos em cartas, bilhetes e e-mails somem no ar, como cinzas ao vento. É duro? Mas é como é. Seres humanos são assim. Relacionamentos são assim.

Descobri, na medida em que meus cabelos foram ficando grisalhos, que  essa é a dinâmica natural da vida: pessoas vêm e vão. Infelizmente  o dia só tem 24 horas e nem todos têm tempo de te convidar para um café. Outros têm filhos e fica difícil manter constantes as visitas – acredite, filhos roubam muito do seu tempo, em especial os tempos com os amigos. Os amores descobrem outros amores e você deixa de ser alguém imprescindível. Simplesmente é assim: você é descartável.

O amigo fiel

Mas em meio a esse constante ir e vir de pessoas, há uma que permanece até a morte: Jesus de Nazaré. Ele disse: “Pois onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles” (Mt 18.20) . Isso é uma prova de que para nosso amigo Cristo somos sempre prioridade. Não tem chuva, sol, vento ou maré. Quando fecho meus olhos e penso “Senhor…”, naquele  mesmo segundo sei que Ele estará ali ao meu lado. Para Deus, nenhuma  pessoa é descartável. Ele deixa 99 na segurança do aprisco para buscar a ovelha perdida. Ele está sempre presente.

Jesus tem sido meu amigo fiel há anos. Mesmo sendo eu o pior dos amigos – do tipo que trai, magoa e fere diariamente – Ele me tolera, me aconselha, me exorta, tem paciência infinita  com minhas falhas. E nunca desfez os eternos laços de amizade. “Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora” (Jo 6.37). Ah, se os homens fossem assim! Mas somente para Jesus ninguém é descartavel. Jesus não guarda mágoas das nossas desobediências – desde que mostremos que somos seus amigos mediante arrependimento. Jesus não descumpre as “juras” de amor eterno.  Jesus é o único amigo que você pode ter certeza absoluta que nunca te descartará ou trocará por outro.

Para terminar, deixo um hino que eu amo, composto no século 19 por Joseph Scriven, e que canto sempre que alguém importante da minha vida me descarta. Se não me engano há uma versão em português que se chama Quão bondoso amigo é Cristo, mas confesso que só sei a letra em inglês. Por isso peço que me perdoe, mas a reproduzo abaixo do vídeo como a sei cantar, com a letra original. A letra está logo abaixo e você pode acompanhar:

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What a friend we have in Jesus,
All our sins and griefs to bear!
What a privilege to carry
Everything to God in prayer!

Oh, what peace we often forfeit,
Oh, what needless pain we bear,
All because we do not carry
Everything to God in prayer!

Have we trials and temptations?
Is there trouble anywhere?
We should never be discouraged—
Take it to the Lord in prayer.

Can we find a friend so faithful,
Who will all our sorrows share?
Jesus knows our every weakness;
Take it to the Lord in prayer.

Are we weak and heavy-laden,
Cumbered with a load of care?
Precious Savior, still our refuge—
Take it to the Lord in prayer.

Do thy friends despise, forsake thee?
Take it to the Lord in prayer!
In His arms He’ll take and shield thee,
Thou wilt find a solace there.

Blessed Savior, Thou hast promised
Thou wilt all our burdens bear;
May we ever, Lord, be bringing
All to Thee in earnest prayer.

Soon in glory bright, unclouded,
There will be no need for prayer—
Rapture, praise, and endless worship
Will be our sweet portion there.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Igrejas são como zoológicos. Nelas há todo tipo de “animal”: ovelhas, bodes, serpentes, burros de carga, gorilas preguiçosos, muitos pavões  e outros espécimens interessantes da fauna humana. Em meio a essa confusa Arca de Noé, é possível encontrar também uma alva e ativa pomba branca, que sobrevoa constantemente todos os outros animais. Ela remove com seu bico carinhoso todo tipo de parasita, pulga, espinho, farpa, carrapato e outras cracas daqueles bichos que lhe pedem auxílio,  arrependidos por terem rolado na grama ou na lama e ali adquirido o que não deveriam.  Como em todo zoológico, nas igrejas há de tudo, inclusive coisas ruins, como cheiro de estrume, fossos mal-cuidados, jaulas enferrujadas, animais que tentam comer o alimento uns dos outros e uma série de outros problemas. Não deveria ser assim, mas é.

Convidando visitantes

A grande questão aqui é que aqueles que fazem parte da congregação adotaram o hábito de, na maior parte das vezes em que convidam um visitante, promover o zoológico e não a pomba que ajuda a remover todos os carrapatos dos que entram pelas suas portas. Aliás, perdoe-me, a culpa é minha por não ter falado isso ainda: a pomba é a principal atração do zoológico. Os outros animais estão ali apenas para serem limpos por ela e para a amarem.

O resultado de convidarmos um visitante para conhecer o zoológico em vez de conhecer a pombinha é obvio. Se você chama alguém prometendo a ele que o zoológico será um lugar de animais educadinhos, sem sujeiras, onde os bichinhos não se estapeiam se são postos na mesma jaula… O que aquele visitante terá é uma enorme decepção ao ver como a coisa é de verdade. Seu passo seguinte será fazer o que qualquer um de nós faria: sair correndo daquele zoológico cheio de jardins mal-cuidados, macacos que atiram fezes nos visitantes e onde cada animal acha que sua jaula deveria ter mais destaque que a dos demais.

O mais triste disso é que cada visitante que chegou porque lhe dissemos que “o meu zoológico é abençoado” ou “o zelador do zoológico é muito legal” foi até lá cheio de pulgas, carrapatos, farpas e outras cracas e acabou indo embora sem ter a chance de ser limpo pela pombinha branca.

Por isso temos que acabar com essa mania de evangelizar as pessoas oferecendo igrejas em vez de Cristo. “Venha ao culto, minha igreja tem um astral superlegal”; “Venha ao culto, meu pastor prega muito”; “Venha à igreja, os irmãos são abençoados”; “Venha à igreja, o clima lá é ótimo”; “Venha ao culto, você tem algo melhor o que fazer domingo à noite?”. E por aí vai. Só que qualquer um desses discursos é errado.

Quer convidar alguém para a sua igreja? Seja honesto. Diga-lhe isto: “Venha à igreja, é uma instituição imperfeita, formada por pessoas imperfeitas, mas ali você ouvirá a pregação do Evangelho e, mediante isso, Jesus pode resgatar você da sua vida de pecados e salvá-lo para passar consigo a eternidade. Você verá que o pastor e os irmãos cometem muitos erros, mas de qualquer maneira é ali que você poderá ouvir a pregação das verdades divinas, é ali que vão orar por você, é ali em que poderá celebrar a cerimônia máxima da nossa fé – a Ceia do Senhor – junto com os irmãos, é ali que, depois que você amadurecer no Evangelho, poderá ajudar aqueles que chegarem em busca desse mesmo Cristo que nos redime e nos dá a vida eterna“.

O Espírito Santo não precisa que você venda ao pecador aquilo que é imperfeito para que ele corra aos braços dAquele que é perfeito. Você só tem que proclamar. Só. Mais nada. Quem convence é Ele. Quem dá o dom da fé é Ele. Quem tem graça a oferecer é Ele. Pare com essa mania de tentar convencer o pecador a se converter. Pare de encher a paciência das pessoas para que elas conheçam a sua igreja. E, principalmente – pelo amor de Deus! – se na sua igreja fazem apelo ao final de cada pregação, não fique insistindo inconvenientemente  ao convidado para que ele vá à frente e levante a mão diante da congregação. Se Cristo o salvar mediante a fé, o perdido será desperto pela pregação da Palavra: seu visitante receberá o toque do Espirito ali no banco mesmo, sem que você tenha de fazer nada. E das duas uma: ou ele vai à frente sozinho ou ele cai de joelhos, às lagrimas, sob o peso da consciência do seu pecado. Aborrecer as pessoas que não foram tocadas pela graça é perda de tempo e é antibiblico. Lance a semente. O resto é com Deus. É ou não é Ele quem dá o crescimento?

Jesus nunca idealizou uma igreja perfeita

Entenda uma coisa que em geral todos pensam o contrário: a proposta de Deus sempre foi uma igreja imperfeita. Jesus falou que o joio cresceria com o trigo até a época da colheita. Então por que a surpresa? Por isso os desigrejados me entristecem, porque não tiveram a capacidade de compreender  a realidade da congregação dos santos, acharam que o zoológico fedorento seria um parque cheio de animaizinhos saltitantes e felizes. Então no primeiro coice que a zebra leva do camelo ela já quer pular fora.

Sim, somos um zoológico. Mas enquanto a pomba sem mácula  sobrevoar a imundície dos animais que se aglutinam ali embaixo e cuidar para que todos os dias eles fiquem limpinhos… Não existe nenhum outro lugar
do mundo em que eu prefira estar.

Eu preciso muito. Meus carrapatos, minhas farpas e minhas pulgas são feios e doem, machucam demais. E os seus? É por isso que, por mais que o zoológico seja muitas vezes um aglomerado de animais estranhos e com cheiros não muito agradáveis, é ali que eu estarei. Para que a pomba sem mácula pouse sobre mim diariamente e me livre das minhas sujeiras. Enquanto ela faz isso eu a acaricio e lhe agradeço eternamente, pois vejo na pontinha de suas asas e de suas patinhas furos provocados por cravos que dois mil anos atrás foram postos ali. E quando ela termina a limpeza do dia eu saio pelos portões do zoológico e vou anunciar ao mundo que só aquele lindo exemplar da fauna divina é capaz de resgatar todos aqueles que se entregarem a seus cuidados. Ela limpará todos esses de toda impureza, sujeira, parasitas e a dor que eles causam.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

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