Amor1Está na moda dizer que “amar é uma decisão”. Todo crente politicamente correto diz isso. “Afinal”, escuto sempre, “Jesus mandou amar os inimigos e eu não sinto vontade de amá-los, mas decido amá-los”. Reconheço que essa afirmação tem mérito, há sim um componente racional no amor. Afinal, muitas vezes é a razão que nos impulsiona a realizar atos traduzidos por amor (de ajuda ao próximo, ações de caridade por completos estranhos e atos similares). Mas olho para a Bíblia e não consigo me convencer de que seja uma verdade absoluta e fechada, excludente. E olha que já me esforcei muito para crer nisso. Mas, longe da simpática teoria e dentro da realidade da vida, não consegui até hoje ser convencido de que o amor que a Bíblia exalta e que constitui a natureza de Deus se resume a algo tão frio e estoico como uma pura decisão racional – tal qual a decisão de que roupa vou vestir hoje à noite ou de que prato vou comer no almoço.

Pelo que pesquisei, o conceito de que “o amor é uma decisão e não um sentimento” não tem origem cristã, mas pagã: parece ter sido originado em um conto chinês que se tornou amplamente divulgado no mundo ocidental graças à viralidade da Internet, em especial a partir de fontes espíritas kardecistas. Você pode ler o conto AQUI, pois foi reproduzido, inclusive, num livro do padre Marcelo Rossi. Se você souber de outra fonte, por favor compartilhe nos comentários e terei prazer de publicar.

Amor3À parte das origens pagãs dessa teoria, comecei a refletir e resolvi fazer um teste, que teve resultados interessantes. Selecionei alguns conhecidos meus que defendem com veemência que “amar é uma decisão” (ou seja, um processo de escolha meramente racional). Sem que percebessem, em momentos variados lhes perguntei como foi sua história de amor com o marido/a esposa. Pedi que contassem como chegaram ao ponto de decidir se casar com o cônjuge. Invariavelmente, ouvi, entre outras afirmações, coisas do tipo “quando a vi meu coração disparou”, “eu não conseguia parar de pensar nele”, “eu a achei a mulher mais linda do mundo” e “quando ele segurou na minha mão foi como se tivesse tomado um choque elétrico” – todas afirmações bastante ligadas ao emocional (afinal, ninguém decide disparar o próprio coração, manter um pensamento constante, considerar alguém belo ou disparar eletricidade pelo corpo ante o toque de alguém). Logo, sou obrigado a concluir que, na prática, ninguém ama um marido ou uma esposa exclusivamente porque decidiu amar. Algo na linha: “Olhei, pensei, raciocinei, ponderei, refleti e tomei a decisão: vou amar fulano e poderemos nos casar”. Se você for honesto, verá que não é assim que acontece.

Amor6Existem aqueles que se casam sim por uma decisão. Repare: eu disse “se casam” e não necessariamente “se amam”. Conheço homens que escolheram a esposa porque “ela tem um ministério que complementa o meu” e mulheres que optaram por maridos porque “ele é honesto e trabalhador e me trata com respeito e carinho”. Tudo isso é importante, entenda que não estou desmerecendo o aspecto racional da escolha do cônjuge. Ele é indispensável. Creio, inclusive, que sem um componente racional um casamento está fadado ao fracasso. Mais ainda: estou convicto de que, sem a tomada de certas decisões, não há amor conjugal. Mas, quando ouço comentários reducionistas como “amar é uma decisão”, vejo pessoas que se casaram pela razão, mas não consigo enxergar nelas pessoas que se casaram por amor. Pois amor não é razão. Amor não é decisão.

Muitos justificam essa teoria a partir do modelo de casamento – cultural e contextualizado – adotado nos tempos bíblicos. Naqueles milênios, a escolha do cônjuge era feita pelos pais. E os adeptos da crença de que “amar é uma decisão” recorrem a esse fato como um argumento para justificar a ideia de que é possível se casar sem nenhum sentimento e você “aprenderá a amar” a pessoa da mesma forma. Mais do que isso: defendem que esse é o padrão bíblico.

Amor7Mas aí descubro muitas passagens bíblicas que me mostram o contrário. Uma história extraordinária nesse sentido é a de Jacó. Ele foi obrigado a se casar com Lia, quando seu coração pulsava, na verdade, por Raquel. Depois, quando as duas se tornaram suas mulheres, as Escrituras nos mostram uma Lia eternamente infeliz por não contar com o amor do marido. Estavam casados, mas não havia o aspecto emocional do amor. Ela era tão infeliz que chegou ao ponto de tentar despertar no esposo algum sentimento mediante a gravidez (“O Senhor viu a minha infelicidade. Agora, certamente o meu marido me amará” – Gn 29.32). Leia com calma toda a vida de Lia e o que você verá é uma mulher com um enorme vazio no peito, uma alma oca, que era tão ignorada pelo marido que não a amava que precisava comprar o direito de se deitar com ele (Gn 30.15-16).

Já com Raquel era diferente: “Jacó amava a Raquel e disse: Sete anos te servirei por tua filha mais moça, Raquel. Respondeu Labão: Melhor é que eu ta dê, em vez de dá-la a outro homem; fica, pois, comigo. Assim, por amor a Raquel, serviu Jacó sete anos; e estes lhe pareceram como poucos dias, pelo muito que a amava” (Gn 29.16-20). Ao ouvir que “amar é uma decisão” fico pensando então por que Jacó não simplesmente decidiu amar Lia e, assim, resolver o problema. Ou por que, quando acordou de manhã e viu que tinha se casado com Lia, não “decidiu amá-la” e, em seguida, “decidiu não amar” Raquel, o que facilitaria muito sua vida. Porque, convenhamos, se o negócio era arranjar uma esposa, ele já tinha arranjado. Para que precisava de Raquel se já tinha Lia? Trabalhar mais sete anos para ter a segunda esposa seria irracional, bastava Jacó decidir não mais amar Raquel, tocar a vida com Lia e ser feliz para sempre. Mas não foi o que aconteceu.

Amor8Há outros exemplos. Analiso o amor de Salomão pela Sulamita no Cântico dos Cânticos e confesso que sinto um pouco de pena de quem se casava apenas porque as famílias decidiam. Salomão tinha mil mulheres e concubinas, mas repare que o Cântico dos Cânticos fala sobre somente uma delas. Ele se casou com muitas, mas creio que só amou uma. Racionalmente decidiu unir-se a mil. Mas, emocionalmente, seu coração ligou-se a uma única. E uma leitura honesta desse lindo poema de amor que é o livro de Cantares mostra que esse relacionamento estava a anos-luz de ser meramente “uma decisão”.

O mesmo ocorre, também, com Ester. Lemos em Ester 2.17 que “O rei amou a Ester mais do que a todas as mulheres, e ela alcançou perante ele favor e benevolência mais do que todas as virgens”. Por que o rei não decidiu amar outra? Se era uma questão de opção racional somente, o que fez aquela mulher se destacar das demais aos olhos do soberano? Razão, puramente? E mais: razão… principalmente? O que aquela jovem hebreia tinha de tão especial que racionalmente teria feito Assuero “decidir” amá-la mais do que a todas outras mulheres? Era estrangeira, pobre, exilada, órfã, de outra religião… racionalmente não fazia sentido o rei decidir amá-la em detrimento das demais? Mas a Bíblia relata que esse amor simplesmente aconteceu e não porque Assuero optou por isso.

Amor9Essa questão extrapola o amor conjugal. Quando leio João 3.16, vejo que “Deus amou o mundo” e não que ele “decidiu amar o mundo”. Vejo, em muitas passagens, Jesus ser movido a atos de amor por compaixão (Mt 9.36; 14.14; 15.32; 20.34; Mc 1.41; 6.34; Lc 7.13). E “compaixão”, pelo dicionário, significa “Sentimento benévolo que nos inspira a infelicidade ou o mal alheio”. Ou seja, dizer que compaixão é apenas uma decisão seria negar a essência de seu significado. Poderíamos ir além: o termo em grego usado para falar da compaixão de Jesus é splagchnizomai, que fala explicitamente de uma emoção, algo que se sente. Logo, dizer que o amor do Senhor pelos carentes de compaixão e misericórdia seria apenas uma decisão contraria, em todos os aspectos, a exegese bíblica.

Vejo em Romanos 9 o Senhor dizer “amei Jacó e aborreci Esaú”. Ora, se amor é uma decisão, por que Deus não decidiu amar Esaú, visto que ele não faz acepção de pessoas? O Senhor poderia perfeitamente decidir amar ambos. Outra: o texto bíblico diz, em numerosas ocasiões, que, durante os séculos em que o reino do Sul, Judá, foi idólatra, Deus reteve o juízo pelo amor dele a seu servo Davi. Outro exemplo está em 1Samuel 18.1, onde vemos: “Sucedeu que, acabando Davi de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a de Davi; e Jônatas o amou como à sua própria alma”. Uma decisão pura e simples?

Amar pressupõe algo diferente. Amar faz alguém se destacar da multidão. E, se você destrincha cuidadosamente os textos bíblicos, vê que, na Escritura, quem ama não o faz porque olha a multidão, analisa um por um, pondera e decide: “Vou amar aquele”. Não é assim. O amor bíblico verdadeiro, universal e despido de um contexto histórico específico aponta para pessoas que, aos olhos de alguém, brilharam dentre as demais e tocaram na razão mas, indispensavelmente, também no coração de alguém.

Amor2Se você tem um filho eu te perguntaria se você o ama somente porque racionalmente ele foi formado a partir de um espermatozóide ou um óvulo seu. Você foi vendo aquele bebezinho crescer todos os dias até que, numa certa manhã, disse “bem, a partir de hoje decido amar essa criança”, foi dessa maneira? Outra pergunta: você não escolheu ter os irmãos que tem, mas, em geral, nós amamos nossos irmãos. Isso ocorreu racionalmente ou foi fruto de uma emoção cultivada e desenvolvida diariamente, ao longo dos anos? E, sobre isso, eu perguntaria: se você teve algum problema com um parente e cortou relações, se amar é tão somente uma decisão racional, por que não simplesmente decide voltar a amá-lo?

É fundamental lembrar que ninguém, nem um único cristão, ama Jesus porque tomou a decisão de amar. Nós amávamos o mundo, até que, pela graça, contrariando tudo em que críamos racionalmente até então, o amor de Deus nos alcançou e passamos a amar Jesus. Eu nunca decidi amá-lo. Estava muito bem, obrigado, amando minha vida de incrédulo, quando esse amor chegou pelos sentidos, invadiu meu cérebro, ligou-se a minha alma, incendiou meu espírito e pronto: quando me dei conta estava amando.

Amor5Por que falar sobre este assunto? Porque há muitos irmãos e irmãs decidindo somente pela razão a quem “amar” e, por isso, se casando sem amar. Tornam-se cônjuges de amigos (e não de amores) que decidiram desposar, mas vivem sem desfrutar do amor pleno que Salomão descreve no Cântico dos Cânticos (que não é apenas erótico, como muitos defendem, se você ler com atenção verá duas almas profundamente entrelaçadas emocionalmente). Esses irmãos tornam-se incompletos e acabam se divorciando ou se condenando à infelicidade e à frustração até que a morte os separe. E tudo porque acreditaram na teoria de que “amar é só uma decisão”. Dizer isso é como falar “o Brasil é o estado do Rio de Janeiro”. Só que não é, o Rio é uma parte do Brasil. Assim como a razão, a decisão é uma parte do amor. Ele é composto ainda de ação e emoção. Advogar um amor ultrarromântico, baseado somente nos sentimentos, é um erro. Mas descartar o sentimento como se fosse algo antibíblico, na ultravalorização do racionalismo, é descartar a linda capacidade que Deus nos deu de sentir.

Eu amaria concordar que “amar é uma decisão”, pois isso me faria mais politicamente correto dentro do meio evangélico, onde esse conceito da filosofia oriental virou moda. Eu amaria, mas o meu amor por essa teoria não depende somente de uma decisão minha. Eu não decido crer no que creio. O amor é uma decisão, sim. O amor é razão, sim. Mas vai muito além disso. O amor é também ação. E, sim, o amor é emoção. Se você se casa com alguém por quem seu coração não pulsa, casou-se por amizade ou carinho, não por amor. Seu amado tem de ser seu amigo, mas não pode ser seu amigo. O amor é muito mais complexo do que a simples definição “uma decisão” tenta fazer parecer. Deus é amor. E Deus é razão, ação e emoção.

É por isso que o amor é infinito e o infinito faz meu coração pulsar infinitamente.

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Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício

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comentários
  1. Renata Cassa disse:

    Perfeito como sempre. Decidi amar seu texto pq ele mexeu com minhas emoções. rs.
    paz ;)

  2. Beth disse:

    Infelizmente essa questão exposta e defendida por você é verdadeira. Um dos motivos do divóricio é justamente a questão da falta de amor real no casamento, como você abordou no texto. Numa determinada parte do texto você afirma: ” amar faz alguém se destacar da multidão”… “O amor bíblico verdadeiro, universal e despido de um contexto histórico específico aponta para pessoas que, aos olhos de alguém, brilharam dentre as demais e tocaram na razão mas, indispensavelmente, também no coração de alguém”, diante dessas afirmações, é possível que alguém não tenha a “capacidade” de despertar isso em outra pessoa? E por isso corre o risco sério de ficar sozinho ou não ter a chance de viver esse amor descrito nesse texto? Eu acho que sim, infelizmente.

    • Oi, Beth,
      .
      creio que temos de ser quem nós somos e alguém verá brilho em nós. Mas com um porém: “ser quem nós somos” nao significa nao abandonar os defeitos, procurar ser melhor, tentar agradar, abrir mão de si, tornar agradável o que faz de nos pessoas desagradáveis. E isso nao apenas para agradar o amado, mas para ser uma pessoa melhor aos olhos de Deus. Temos que melhorar a cada dia, o que nao podemos é nos anular apenas para conquistar o afeto de alguém.
      .
      Siga sendo uma boa pessoa, fiel a Deus e agradável aos homens. De resto, ocorrerá.
      .
      Abraço fraterno, no amor de Deus,
      mz

  3. Isabelle disse:

    Bom dia Zágari

    Por isso, a leitura é tão importante, traz esclarecimentos e conhecimentos das quais erramos pela falta da mesma. Confesso que aceitei essa ‘verdade’ pela falta de pensar sobre ela, eis um grande erro, não pensamos.

    Gostaria de tirar uma dúvida contigo: quando Jesus diz que o esposo deve amar sua esposa como Cristo ama sua igreja, isso não é uma realidade instantânea? Ele tem que dia-a-dia trabalhar isso em sua vida ou não ? Pois, amar como Cristo ama é algo que parece surreal para nossa realidade, e só vejo a oração como chave desse sucesso. Qual seria a verdade para esse assunto?

    Você já ouviu uma pregação do Paul Washer sobre namoro?

    Obrigada e uma ótima semana

    Isabelle

    • Oi, Isabelle,
      .
      entendo que amar a esposa como Cristo amou a Igreja significa buscar agir como Jesus agiu: priorizando o outro. Sendo Deus, o Senhor despiu-se temporariamente de sua glória por amor à Igreja. Ele pôs quem era o mais frágil na relação em primeiro lugar. É o que entendo dessa aplicação: o marido deve pôr os interesses da esposa em primeiro lugar, acima dos seus. É uma disciplina motivada e sustentada por um profundo amor. Difícil fazer isso por alguém a quem não se ama. Foi por amar o mundo de tal maneira que Deus entregou Jesus por nós (Jo 3.16). O amor, logo, é o ponto de partida. A ação em prol do outro vem a reboque. Eu não amo alguém porque fiz algo por ele, mas por amá-lo faço algo por ele. Faz sentido?
      .
      Já ouvi sim, sobre namoro e sobre casamento. Gosto muito do Paul Washer. Só cuidado, pois não temos um papa infalível: Paul e eu podemos errar, julgue-nos à luz da Bíblia.
      .
      Ótima semana pra ti também, na paz de Deus,
      mz

  4. Isabelle disse:

    Zágari, como eu li agora o texto anterior sobre as ‘As duas religiões cristãs” eu gostaria de acrescentar algo a mais nas minhas dúvidas para que você me ajude a entender melhor sobre o assunto, para não padecer pela falta de conhecimento. Quando você disse no final do texto :

    ….. ” É simples, não exige grandes teologias: amar o próximo é fazer por ele o que gostaríamos que fizessem a nós. Uma criança entende o conceito. ” ….

    isso não sugere um serviço ?

    Quando dizem que devemos amar o próximo, na realidade devemos buscar em Deus essa condição, não?! Isso não seria humanamente impossível ? Posso ser uma exceção, mas vejo tanta dureza no meu coração, que não vejo condições de amar se Deus não mudar meu coração. Amar como você disse, com amor e não com serviço.

    Consegui expressar-me corretamente?

    Agradecida

    • Oi, Isabelle,
      .
      veja, o principal ponto é: amar o próximo não é “sentir” OU “agir” OU “decidir”. São as três coisas juntas. Não consigo ver na Bíblia essa compartimentalização. Nós, seres humanos, é que temos a tendência de tomar partido: ou sou de Paulo ou de Apolo. Mas o amor bíblico não pode ser visto assim. Ele é ação. Ele é razão. Ele é emoção. Ele traz tudo isso em si. Jesus foi movido de íntima compaixão e por isso curou muitos. Ele não os curou de modo puramente racional, mas foi movido em sua emoção pela situação de dor que enfrentavam.
      .
      Lembre-se da ressurreição de Lázaro, quando Jesus chora. Esse choro foi racional ou levou uma carga altamente emotiva em si?
      .
      Quem exclui a razão do amor peca por ignorar decisões evidentes que precisam ser tomadas. Quem exclui a emoção do amor peca por propor um amor diferente do que Jesus sentiu. Não devemos ser poetas melosos e pueris, mas também não devemos ser pedras insensíveis. Amor é tudo isso: sentir, agir, decidir.
      .
      Espero ter sido claro no que entendo do amor bíblico.
      .
      Deus a abençoe muito,
      mz

      • Isabelle disse:

        Entendi Zágari, mas não compreendi. Minha mente entendeu, mas meu coração não. Creio que existem situações que só o tempo para nos ensinar com profundidade. Só o tempo para me aperfeiçoar e me acrescentar no entendimento e conhecimento. Assim, como eu percebo que não tenho total noção do meu pecado como os puritanos tinham, mas, percebo que descubro coisas novas todos os dias e dia-a-dia vou crescendo e avançado para as coisas que estão adiante de mim, sempre pela oração.

        Eu entendi o que você disse, agora devo mastigar bem isso para descê-lo ao estômago e trazer o benefício esperado. Tudo que eu entendo ser certo, ser correto ( diante de Deus ), percebo que sempre sou fraca para torná-lo realidade e eu sempre peço o poder de Deus para ajudar-me.
        Não assimilei totalmente o ‘amor’, mas, creio que esse dia chegará.

        Não sei se estou correta, porquanto tenho muito que aprender.

        Sei que todos erramos mesmo na sinceridade, creio que é permissão de Deus para que não admiremos homens, visto que toda boa dádiva e dom perfeito são do alto e dado que nós também estamos em processo de crescimento, ainda que na frente de alguns mas, na mesma trilha. Querendo ou não, tenho muito que aprender com você, com Paul Washer, Spurgeon, Jonathan Edward etc… pois, como disse Charles Ryrie não vou querer eu aprender tudo por minha própria experiência e desprezar o conhecimento de outros. Mas, serei uma bereana, rs.

        Agradecida
        Deus continue a fazer de você uma instrumento de edificação na vida de outros.

        Abraços

      • Isabelle,
        .
        estou orgulhoso de você. Que bom que não aceita uma afirmação sem refletir nem analisar e orar – à luz da Palavra. É isso mesmo, esse é o caminho. Parabéns. Isso para mim é muito mais importante do que você concordar comigo, acredite.
        .
        Deus a abençoe muito,
        mz

  5. Diógenes Moraes disse:

    Caro irmão Maurício, paz!

    Concordo com seu texto, embora particularmente eu ache impossível definir o amor. Acredito que uma decisão pode nos fazer amar uma pessoa como no caso da música Eduardo e Mônica da Legião Urbana. Se eles tivessem decidido não trocar telefones, não saírem juntos eles teriam se apaixonado? Penso que não. Essa decisão gerou um sentimento (“uma vontade de se ver” como diz a letra). Creio que as duas coisas sejam verdadeiras. Um marido que perdeu o sentimento pela esposa pode voltar a tê-lo se decidir praticar as primeiras ações que faziam quando eram namorados. Creio que um amor baseado unicamente na razão não seja amor, mas esperar que um sentimento tão profundo surja do nada é muito platonismo.

    Um abraço.

    • Salve, Diógenes, tudo bem?
      .
      Creio que dissemos a mesma coisa, com outras palavras. Note que a decisão de trocar telefones não é “decisão de amar”. Foi um ato que levou a uma aproximação e essa permitiu surgir o amor.
      .
      O ponto nevrálgico é que razão e emoção no amor não são excludentes, embora muitos creiam que seja. Esse é o dano.
      .
      Abraço, mano, Deus te abençoe,
      mz

  6. Bianca disse:

    Oi Mauricio, concordo plenamente com esse texto…perfeito..

    A PaZ!!!!!

  7. Ana disse:

    Olá, Maurício! Gostei muito do seu texto e também acredito que o amor é mais que uma decisão e mais que um sentimento. É algo que nasce no interior do ser humano. Creio que quando Deus nos criou à sua imagem e semelhança nos deu esse dom de amar. Como disse o apóstolo Paulo todos os dons cessarão mas o amor permanecerá, então acredito que o amor é mais que sentimento e mais que uma decisão, é um dom concedido por Deus às suas criaturas. Já nascemos com a capacidade de amar, mas quando somos chamados por Deus e recebemos o Espírito Santo somos capacitados a amar de forma mais elevada e o amor é um fruto do Espírito em nós. E onde fica a questão da decisão? Paulo disse: “buscai os melhores dons”, então creio que a decisão é importante na busca por manter aquilo que Deus nos deu, a busca racional por Deus e pela capacidade de amar que Ele nos dá. Humanamente podemos amar ao nosso cônjuge, aos nossos filhos, aos nossos amigos, mas amar ao próximo com o amor de Cristo só pelo Espírito Santo. Creio assim de acordo com o que tenho vivido e lido na Bíblia, mas sei que esse assunto é muito maior do que posssamos entender ou explicar com simples palavras. Obrigada por esse texto, tocou meu coração que estava sobrecarregado com muitas preocupações e me fez recordar que Deus me ama. Um abraço e a Paz de Cristo!

    • Oi, Ana,
      .
      eu que agradeço por compartilhar um pensamento de tão elevado nível. O assunto é sim complexo, mas os erros são fáceis de detectar e eles estão nos extremos. Quem exclui algum dos elementos que compõem o amor está dividindo o indivisível.
      .
      Abraço carinhoso, na paz do nosso Salvador,
      mz

  8. O amor cristão sempre foi pagão, pelo menos é o que senti. Às vezes este tipo de teoria pode até levar as pessoas a tomarem o rumo certo, mas duas esquerdas não fazem uma direita. Seja como for, ainda temos muito o que aprender….

    • Salve, mano! Espero que você esteja bem, lembro-me constantemente de ti em minhas orações.
      .
      Querido, não deixe que aqueles que não souberam te amar desvirtuem a essência do amor de Cristo. O Senhor não ama como o homem ama, embora devêssemos amar como ele ama. Quem sabe se você não consegue transformar as feridas desse desamor em amor pelo próximo? Algo que aprendi na vida é que as feridas que nos causaram nos ajudam a não ferir os outros como nos feriram. Ou, pelo menos, tentamos.
      .
      Sim, temos muito o que aprender.
      .
      Abraço carinhoso, no amor de Deus,
      mz

  9. Ro disse:

    Olá Zágari,

    Estou buscando entender o que é o amor, estou lendo livros a respeito, a Bíblia é claro com principal referência e é claro que os seus posts me ajudam muito a entender, dentre todas as pessoas da minha vida vc é o único que não afirma que o “amor é uma decisão”. E tendo isso em mente fico ainda super confusa a respeito do que é o amor…. 1Coríntios 13 diz muito a respeito, mas como sei que estou amando? será que tendo compaixão mostra que eu amo? será que decidindo sacrificar meu eu mostra que eu amo? será que tendo paciência e escutando mostra que eu amo? a compaixão não é forçada, mas o ato de sacrifício, paciência e escutar quando a pessoa está impaciente e “julgadora” é um ato forçado que faço só pra não pecar…. será que estou amando? por favor, vc pode me ajudar?

    • Oi, Ro,
      .
      calma. Não disse que “amar não é uma decisão”. O que defendo é que ele não é apenas uma decisão. Vai além disso.
      .
      Essa é a questão: as pessoas tentam fechar uma definição: “amar é isto”. Só que é tão dificil definir o amor! 1Co 13, por exemplo, fala do amor divino e não do humano. Nenhuma pessoa consegue de fato amar daquela maneira, só Deus. Porém usamos essa passagem em cartas de amor. É uma má hermenêutica.
      .
      Por isso, é mais fácil saber o que não é o amor do que o que ele é. Por isso que defendo que amar não é uma decisão. Também é, mas não é. Dizer isso é reducionismo, é limitado. É querer limitar e definir Deus, por exemplo.
      .
      Se você tem um ato de bondade sem que seu coração seja movido pela pessoa necessitada eu não vejo como isso seja amor. Amor nos envolve com a pessoa. Nos aproxima. E não estou falando só de amor romântico, por um cônjuge. Estou falando, por exemplo, do gesto de dar um pão a um mendigo. A meu ver, se você o alimentou “porque é o certo” isso não é amor, é obrigação, é ativismo. Temos que dar pão a quem tem fome porque a situação daquela pessoa nos toca, nos constrange, nos impulsiona. Sabemos que é o certo, mas derramamos lágrimas pelo estado daquele ser. Temos que ser movidos, como Jesus: movidos “de íntima compaixão”.
      .
      Consegui me explicar? Espero que esteja claro agora.
      .
      Deus a abençoe muito,
      mz

      • Ro disse:

        Muito obrigada Zágari,

        Ficou super claro agora que amor não é apenas decisão. É algo tão maior, e pra mim foi revelador o fato de que não preciso seguir ou tentar seguir a risca 1coríntios 13, pois sempre tentei fazer isso e não prestei atenção de que somente Deus consegue amar desta forma.

        Mas um pergunta surgiu: Se eu tenho Espírito Santo, logo vou conseguir amar desta forma de 1Coríntios 13? pois se Deus é amor e Ele está em mim, logo consigo amar como Deus amou, é claro que não vou entregar meu filho ao mundo pra morrer mas consigo ter profunda compaixão assim como Jesus teve?

        Muito obrigada pelo esclarecimento.
        Ro.

      • Olá, Ro,
        .
        não creio. Veja, há características divinas que não são transmissíveis aos seres humanos, por mais que sejamos habitação do Espírito e que tenhamos sido feitos à santa imagem. Por exemplo, a plena santidade, a onipotência, a onisciência, a justiça total. Acredito que a compaixão é desenvolvida na medida em que se você se aproxima mais de Deus, se torna mais íntima. E isso de diversas maneiras, até mesmo pelo sofrimento. Quem sofre, por exemplo, de uma doença incurável tende a se compadecer mais dos enfermos. Quem foi perdoado de grandes pecados tende a ter mais compaixão dos pecadores. E por aí vai.
        .
        Deus a abençoe muito,
        mz

  10. LUCIA HELENA disse:

    A paz irmão!Precisamos encontrar o ponto de equilíbrio,e creio que a prática seja um bom começo. Meu esposo não é cristão,e como seria conveniente pra mim decidir não amá-lo,mas o SENHOR tem me dado graça e tenho aprendido tanto com ELE. E afinal acho que a emoção é o “tempero” da razão. Um ótimo dia,e um grande abraço no amor do PAI !!!

  11. Muriele Silva disse:

    Olá, Maurício.
    Primeiro, preciso dizer que vejo você como um ícone e que propago o conteúdo que leio em seus textos. Inclusive, muitos amigos meus passaram a acompanhar seu blog depois que o indiquei a eles. Enfim… Sou grata a Deus pela sua vida.
    Lembro-me de ter publicado comentário aqui no blog uma ou duas vezes. Raramente o faço por considerar seus textos impecáveis. Diante deles, guardo meus modestos comentários (digo isso sem falsa modéstia) e aprendo muito.
    Mas hoje decidi comentar porque sou uma dessas pessoas que acreditam ser o amor uma decisão. PORÉM, não sou extremista ao ponto de dizer que trata-se APENAS de uma decisão. Vou tentar explicar… Acredito que o amor entre um homem e uma mulher é uma decisão ANTECEDIDA por uma série de sentimentos. Eu namoro há quase um ano e seis meses. Fui apaixonada pelo meu namorado, sem conhecê-lo (sem me relacionar, conversar, descobri-lo) durante dois anos. Só observando de longe, movida pela paixão (eu tremia ao vê-lo passar, sonhava com ele, não parava de pensar nele, etc). Eu me apaixonei por ele e não optei por isso. Aconteceu. Algo nele saltou aos meus olhos e simplesmente perdi a razão.
    Acontece que nos aproximamos e nos conhecemos. Ele era melhor do que eu imaginava, melhor do que o ser fictício que criei durante aqueles dois anos de observação. Começamos a namorar e, à medida que eu o conhecia, que descobria mais detalhes sobre seu caráter cristão, sua personalidade e temperamento, eu me apaixonava ainda mais. Então, começamos a orar por um propósito: “Deus, confirme em nosso coração esse SENTIMENTO”. E adivinha! Deus confirmava dia após dia. O sentimento tornava-se cada vez mais forte.
    Agora pense… Ele foi/ é meu primeiro namorado. E o cuidado que eu tinha com a banalização do amor era tamanho. Mas aos poucos, com o amadurecimento e o conhecimento mútuo, descobri que eu o amava, e não apenas estava apaixonada.
    A partir de então, eu acredito que o amor é decisão (no sentido de eu conhecer meu namorado, saber dos defeitos dele, aceitá-lo, respeitá-lo e decidir: eu o amo e vou me comprometer com esse amor). Não trata-se de uma decisão às cegas, do tipo: “vi essa pessoa e decidi que iria amá-la”. Nada disso.
    Não consigo entender o amor APENAS como sentimento, porque os sentimentos são circunstanciais e mudam a todo instante. O amor permanece, você sabe disso.
    Enfim… Minha opinião: amor é EMOÇÃO e DECISÃO. Um não exclui o outro.
    Ah, e pra terminar minha história… Eu e meu namorado queremos nos casar. Queremos construir uma família solidificada na Palavra de Deus. Hoje, quase um ano e seis meses depois do início do namoro, eu sinto a mesma emoção ao vê-lo chegar e a mesma dor ao vê-lo partir.

    Abraço, amado irmão.

    • Oi, Muriele, tudo bem?
      .
      queridíssima, o que você disse não é exatamente o que eu escrevi? Desculpe (rs), não consegui perceber em que discordamos, o que você falou é exatamente o que penso: amor é razão(decisão)+ação+emoção. Se você reler o texto verá que escrevi: “O amor é uma decisão, sim. O amor é razão, sim. Mas vai muito além disso. O amor é também ação. E, sim, o amor é emoção”. Creio que concordamos, não? Teu exemplo de vida apenas confirma aquilo em que creio.
      .
      E permita-me dizer que fico muito feliz por você não me ver como um ícone inerrante. Sou só uma pessoa que erra muito e acerta às vezes, mana, não sou canônico nem tenho essa pretensão. Por favor, discorde de mim sem nenhum problema de consciência.
      .
      Abraço e parabéns por uma história de amor tão linda. Que Deus abençoe muito você e seu namorado,
      mz

  12. Texto inspirador Maurício. Louvo à Deus por sua vida, visto que sempre Ele lhe usa para nos fazer refletir sobre esses “lugares – comuns” que sempre caímos.

    Paz de Cristo.

  13. Deijenane Gomes disse:

    olá querido Maurício, paz do Senhor, gostaria que você lesse este artigo sobre o símbolo do infinito, o qual aparece neste artigo: http://osremidosnosenhor.blogspot.com.br/2012/06/cuidado-com-o-que-voce-tem-usado.html
    Esse símbolo é anti-bíblico! abraço e tudo de bom meu amado.

  14. Tamires Souza disse:

    Lindo e profundo texto Mauricio! me acrescentou muito!Louvado seja Deus por tua vida e por ele te fazer esse canal abençoador!!!!

    Deus continue a te usar e abençoar!

  15. Marcia B S da Silva disse:

    Só fiquei com uma dúvida: Quando Jesus nos manda amar o inimigo, para obedecermos, temos que “decidir amar”, não? Lembrei de Martin Luther King que dizia que não gostava dos meninos que atiravam pedras nas suas janelas, mas tinha que amá-los, como Jesus mandou…

    • Oi, Marcia,
      .
      creio que haverá muitas teorias sobre isso. Mas posso compartilhar como eu, pessoalmente, enxergo essa questão: quando João 3.16 diz que Deus amou o mundo a tal ponto que deu seu Filho por nós, “mundo” está se referindo aos pecadores. Eram os pecadores que precisavam de Jesus. Eram os pecadores que precisavam de redenção. Eram os “doentes” a quem ele veio salvar. Pecadores, entendo eu, são aos olhos de Deus as pessoas que atiram pedras nas janelas dele. O Deus de misericórdia olhou para aquelas pobres almas (nós) e teve uma compaixão tão profunda que decidiu sofrer por nós. São as palavras de Jesus na cruz: “Pai, perdoai-os, porque não sabem o que fazem”. Quando você olha para o agressor como alguém cego espiritualmente, perdido, equivocado, confuso, que erra por não conhecer a graça e o amor de Deus… isso gera em seu coração compaixão por aquela vida. E isso gera amor.
      .
      Marcos 10.21 fala do jovem que se recusa a seguir Jesus por amar mais as riquezas. A Bíblia declara: “Jesus olhou para ele e o amou”. O Senhor não ficou com raiva dele, não “tomou a decisão” de amá-lo ou agiu movido exclusivamente pela razão. Ele teve compaixão. Ele empatizou com aquela alma. E por isso o amou.
      .
      É natural, Marcia, que, como toda qualquer disciplina espiritual (perdão, oração, estudo bíblico etc.), o amor exige em certas circunstâncias maiores doses de razão que em outras. Pense, por exemplo, na sua oração. Quando você está cheia de problemas não é mais fácil e natural orar, pedindo auxilio, do que quando as coisas se resolvem com facilidade e rapidez? É igual. Amar seu marido com mais sentimento é mais natural do que amar quem te fez mal, porém, quando você consegue olhar para o agressor com o olhar de Deus, vai se compadecer dele por ver a miséria espiritual em que ele se encontra. Não dizemos sempre que “amamos as almas”, que “amamos os perdidos”, que “nosso coração arde pelos perdidos”? Será que isso muda quando os perdidos nos fizeram mal? Entendo que é questão de gradação, mas a essência se mantém.
      .
      Sei que é um tema dificil e de assimilação que exige muita reflexão e leitura bíblica. Mas quem disse que seria fácil?
      .
      No amor de Cristo, aquele que nos perdoou e amou – transbordante de compaixão – quando éramos inimigos dele,
      mz

  16. Michele Shimosako disse:

    Oii Maurício,

    Descobri o seu blog hoje por acaso, estou adorando, parabéns que Deus o abençoe a cada instante da sua vida, você não imagina o quanto faz bem e a quantas pessoas.

    Estou montando um blog pra mim e o seu esta me inspirando rsrs

    Fica em paz amigo
    abraço

    Michele Shimosako

  17. Bruno Vilela disse:

    Mas o ágape que Jesus descreveu não se refere a um amor incondicional traduzido pelo comportamento, e não pela escolha?, afinal “o amor é o que o amor faz”, a própria palavra ágape existe pra deixar isso claro em face dos outros amores (philos, eros, etc…), li inclusive (acho que no monge e o executivo) que depois de um tempo retribuindo as pessoas de forma respeitosa, com carinho, um princípio de psicologia diz que a afeição acaba surgindo. Os exemplos que você deu dizem respeito a descrições da história e do sentimento de pessoas, e não estão colocados como uma instrução para os discípulos (ou seja, o trecho fala do amor de Assuero e não do padrão do amor de D-s, do amor de Jacó por Raquel e não do padrão divino). Já no exemplo de Jesus vemos que como D-s (e não homem) ele teve compaixão pela humanidade (temos o livre arbítrio pra rejeitar esse amor ou não inclusive), diz respeito ao seu comportamento, sendo que quando a instrução a amar é explícita (Jo 15:12 e também Paulo em 1 Co 13) ele utiliza o “agapao”, que é diferente do “splagchnizomai” que você citou, e é por isso que discordo de você.

    Não estou dizendo que o amor é exclusivamente racional e que casos como você citou de extrema afeição não existam, mas bem sabemos que a bíblia cita assasinatos, adultérios, e tantas outras coisas, porém não os defende, sendo assim creio que dá mesma maneira ela cita tais amores e demonstração que você colocou, porém não os defende como sendo o padrão que devemos seguir.

    Concordo que na escolha de um cônjuge dizer que “amar é uma decisão” é um risco, mas não concordo em dizer que é sinônimo de fracasso, afinal a afeição é um motivador para que o casal tolere as falhas um do outro, as quais serão acentuadas pela convivência diária com a consumação do casamento, porém muitos casais com afeição genuína também separaram-se! O que ocorre no caso do casamento movido pela razão é que, por conta da ausência de afeição esse processo de desilusão com as falhas é mais acentuado. Sendo assim concluo que casar com afeição e também só pela razão (veja bem, os dois) são apostas, já que ambos podem resultar em divórcio, e dizer que pessoas que casam sem essa tal afeição que você descreveu como “amor” “tornam-se incompletos e acabam se divorciando ou se condenando à infelicidade e à frustração até que a morte os separe” é equivocado isso sim! Quem pensa assim pode até encontrar o principe ou princesa, mas nem todo mundo acha hein, se não tomar cuidado você vai estimular uns irmãozinhos a ficar pra titia desse jeito, já que poderiam arriscar-se casando racionalmente ao invés de permanecerem solteiros, solteirice que também pode acarretar em infelicidade do mesmo jeito…

    Um abraço e perdão caso tenha soado arrogante ou algo do tipo, não foi a intenção, mas se eu não me dispor a amar bandidos racionalmente vou amar como? Sem essa iniciativa muitas vezes a afeição não surge, pois a partir da convivência e do compartilhar das histórias dos presos, só depois disso quase todas as pessoas criam afeição para com o cara, isso é fato.

    Desculpe também pelo tamanho também…

  18. Edna Braga disse:

    Querido irmão; mais uma vez seu texto traduziu minha opinião. Há alguns meses entrei em um embate com uma amiga justamente sobre esse assunto. Não consigo ver o amor como algo meramente racional. Decidir amar é fácil, mas sentir amor é algo bem mais complexo. Não tem como explicar. Pra mim a maior prova da complexidade do amor é a obra de Jesus na cruz. Deus amou a sua criação, deu seu Filho por ela… Não consigo ver esse amor como uma simples decisão fria e objetiva. Na minha opinião, Deus sentiu amor pela sua criação. Mas ao mesmo tempo acho que há uma linha que separa o amor da paixão. Acho que a paixão é o oposto, o irracional. Quantas pessoas ficam cegas por estarem apaixonadas e não amando. Na verdade, não sei muita coisa. Acho que nunca amei ninguém de verdade (tenho 21 anos), mas já me apaixonei e me encantei muitas vezes. Mas espero um dia sentir o amor nos moldes de Deus, como em 1 Coríntios 13.

    Fique na paz!

    • Oi, Edna,
      .
      Você tocou num ponto crucial. No afã e no zelo (legítimo) para afastar os cristãos da paixão, vivemos um momento histórico em que a beleza dos sentimentos no amor tem sido combatida. Paixão é algo ruim e paixão é emoção, logo, emoção é algo ruim. Só que, com isso, estamos extraindo do amor seu inquestionável e inseparável componente emocional. Pecamos por sermos extremamente bem-intencionados.
      .
      Amei o que você disse: “Decidir amar é fácil, mas sentir amor é algo bem mais complexo”. Muito interessante.
      .
      Deus a ilumine e abençoe muito,
      mz

  19. Jose Junior disse:

    A paz de Deus nobre amigo.

    Consegui ler o texto logo pela manhã, e passei o dia refletindo.
    Além dos exemplos de amores que você citou, fiquei tentando resgatar em minha mente outros que me ajudassem entender, pela reflexão, sua mensagem.

    Comecei pelo que Adão sentiu por Eva, assim que a viu.
    Refleti no que Isaque sentiu por Rebeca quando ela chegou com Eliezer.

    Nesses dois exemplos, penso que foi um amor instantâneo. Viu, amou.

    Também meditei no amor que Mical sentiu por Davi.
    Conheceu, amou. Perdeu, rejeitou.

    Mas gostaria de um comentário seu, não relacionado a esses exemplos que citei antes, mas no próximo, o amor de Oseias a Gomer.

    Teria ele amado-a porque Deus o pediu, ou seja, um amor racional (temente), ou tem outra explicação? Foi amor ou foi temor? O amor era a ela ou a Deus?

    O que conclui (parcialmente) com minha meditação é que sim, existem várias facetas para o amor.
    Amor conjugal é um, amor espiritual, outro.

    O problema surge é quando tento conciliar o que você diz sobre João 3.16 dentro de um contexto conjugal real.

    Seu comentário explicativo, referente aos maridos amarem suas esposas tal como Cristo amou a Igreja, abriu um horizonte para o meu entendimento. Mas preciso refletir mais.

    Abraço fraterno,
    José.

  20. Marco Juric disse:

    Boa noite Zágari!

    Ótimo texto, como sempre.
    Tenho o mesmo entendimento que você descreve no texto. Todavia me concentro mais no amor decisão, o qual, para mim, é a ação independentemente da emoção.
    Quando um homem ou uma mulher é despertado pelo amor emoção, que normalmente é acompanhado de todos aqueles sintomas como euforia, palpitação, suor, nervosismo etc, e depois disso a paixão e o amor propriamente dito (digamos que normalmente é assim), fica muito mais fácil o amor ação acompanhar esse trajeto. E tudo mais que diz respeito a vida dos namorados, noivos e casados fica mais fácil de estabelecer uma reciprocidade de atitudes, palavras, sentimentos etc.
    Mas quando o amor ação não vem previamente acompanhado do amor emoção, fica muito mais difícil haver reciprocidade, muito mais difícil ainda de haver a atitude primeira de demonstração de amor. Para mim, o amor ação depende mais do nosso querer, independentemente do amor emoção, como por exemplo o perdão. Mas não o perdão a quem amamos com emoção, mas sim para com quem nem mesmo conhecemos, para quem nos feriu, ou para alguém que matou um ente querido. Não consigo perceber onde em nós está o amor emoção para perdoar um assassino. Isso é pura decisão com obediência e temor a Deus. Amar quem nos ama e quem nos quer bem é mais fácil. Difícil é amar os inimigos.

    “Mas eu digo a vocês que estão me ouvindo: Amem os seus inimigos, façam o bem aos que os odeiam, abençoem os que os amaldiçoam, orem por aqueles que os maltratam.
    Se alguém bater em você numa face, ofereça-lhe também a outra. Se alguém tirar de você a capa, não o impeça de tirar a túnica.
    Dê a todo aquele que pedir, e se alguém tirar o que pertence a você, não lhe exija que o devolva.
    Como vocês querem que os outros lhes façam, façam também vocês a eles.
    Que mérito vocês terão se amarem aos que os amam? Até os pecadores amam aos que os amam.
    E que mérito terão se fizerem o bem àqueles que são bons para com vocês? Até os pecadores agem assim.
    E que mérito terão se emprestarem a pessoas de quem esperam devolução? Até os pecadores emprestam a pecadores, esperando receber devolução integral.
    Amem, porém, os seus inimigos, façam-lhes o bem e emprestem a eles, sem esperar receber nada de volta. Então, a recompensa que terão será grande e vocês serão filhos do Altíssimo, porque ele é bondoso para com os ingratos e maus.
    Sejam misericordiosos, assim como o Pai de vocês é misericordioso.” (Lucas 6:27-36)

    Abraço amoroso!!!!!!

    MJ

    • Salve, Marcão!
      .
      Me parece que as pessoas confundem um pouco o significado das palavras. Quando você diz “Não consigo perceber onde em nós está o amor emoção para perdoar um assassino. Isso é pura decisão com obediência e temor a Deus”, eu remeto às pessoas que perdoaram quem lhes fez muito mal. Houve perdão. Daí a dizer que houve amor são outros quinhentos. Pergunte ao pai de qualquer pessoa assassinada e que verdadeiramente tenha perdoado o assassino se ela ama aquela pessoa. Se você for ver, a coisa mais próxima de amor que verá é compaixão, pena. Amor?
      .
      Então creio que tudo parte de o que uma pessoa entende por amor.
      .
      O problema é que quando falamos que amor inclui emoção automaticamente o cristão pensa em paixão. Em ultrarromantismo. Só que não é isso! Estamos reagindo à paixão irracional afirmando que a emoção do amor também é.
      Mas nao é! E é isso que as pessoas não veem, lamentavelmente.
      .
      Fico pensando como seria um mundo com todas as famílias formadas a partir de casamentos por “decisão racional”. Que mundo triste e cinzento seria… olho para o Deus da Bíblia e vejo nele (além, é claro, de razão) misericórdia, zelo, emotividade. Não consigo ver o Deus que chora e “é movido de íntima compaixão” feito de pedra fria. Não dá. Jesus demonstrou muitas vezes sua sensibilidade e emotividade. Sentimentos são fruto de sermos feitos à imagem e semelhança de Deus, não são coisas diabólicas.
      .
      Abraço, meu querido, beijos a todos! No amor de Deus,
      mz

  21. Deijenane Gomes disse:

    Oi Maurício, sou eu de novo :) olhe, daria para vc excluir todos os meus posts deste artigo, com exceção daquele com o link sobre o símbolo do infinito? grata. :)

    Que nosso Mestre te abençoe!

  22. Neia disse:

    Olá Maurício ,
    Obrigado pelo post Jesus te abençoe :)

  23. fredgaze disse:

    Vive o Senhor!

    Amados, creio haver certa confusão acerca dos vocábulos utilizados. Por esta razão, encorajo fortemente o irmão Zagari a dissertar futuramente sobre a etimologia da palavra amor, tão utilizada na Bíblia, tão pouco praticado na vida. Gastaríamos horas aqui escrevendo e discutindo sobre esse assunto e certamente jamais cobriríamos todo o seu significado. Por um simples motivo: Deus é amor !

    A palavra amor possui distintas aplicações nas escrituras e, por conta das dificuldades naturais de tradução, perdemos muito entendimento se só focarmos na letra. Perdoem-me os apologistas… Mas creio que Deus quer de nós um relacionamento baseado na intimidade com Ele.

    Um exemplo disto está na passagem que relata a ressurreição de Lázaro. Quando João narra esse episódio (cap. 11:3), a palavra, no original grego, que descreve o amor de Jesus por Lázaro é “philia”, que significa um amor fraternal (amizade, gostar de alguém, demonstrar afinidade, etc.). Mais a frente, no mesmo capítulo, o verso 36 relata: “Então os judeus disseram: vejam como Ele o amava”. Novamente, a palavra utilizada foi “philia”.

    Em João 12:25a está escrito: “Quem ama a sua vida perdê-la-á”. De novo, a palavra para esse tipo de amor foi “philia”, pois quem se apega à sua vida e às coisas materiais, não vive, mas está morto.

    O apóstolo Pedro, após ter negado Jesus por três vezes, ficou desolado e triste. Talvez por perceber sua incapacidade de amá-Lo da forma com que recebera Seu amor. Talvez por vergonha, ou medo… Mas no episódio em que Jesus, já ressureto, o busca para sua consolidação, há um diálogo extremamente importante para nós, narrado em João 21:15-17, onde o Senhor pergunta três vezes: “Pedro tu me amas?”, e neste caso, Jesus utiliza, segundo o original em grego, a palavra “ágape”, que é o amor de Deus. Constrangido por essa pergunta, o apóstolo responde: “Senhor, Tu sabes que te amo”. Entretanto, a palavra utilizada aqui foi “philia”, como quem reconhece a impossibilidade de devolver tamanho amor.

    Em Romanos 12:9-10, o apóstolo Paulo nos ensina. “O amor ["agape"] seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem. Amai-vos cordialmente ["philia"] uns aos outros com amor fraternal ["philia"], preferindo-vos em honra uns aos outros”.

    Em 1 Coríntios 16:22, mais uma vez Paulo nos exorta. “Se alguém não ama ["pilia"] ao Senhor, seja anátema! Maranata”. Em Efésios 5:25, lemos: “Vós, maridos, amai ["agape"] a vossas mulheres, como também Cristo amou ["agape"] a igreja, e a Si mesmo se entregou por ela”.

    Diante do exposto, considerando minha extrema incapacidade de ir além, por falta de tempo, espaço e maior conhecimento de causa, sugiro ser impossível comparar o Amor de Deus, parcialmente descrito em 1Co.13, com o amor dos homens, mais precisamente dos casais.

    Creio que, se amor é só sentimento, Jesus não teria nos dito para amar nossos inimigos. Porque sem o Espírito Santo agindo em nós, como fazer para amar quem “deveríamos” odiar? Devemos tomar a decisão de amar com Ele. Por outro lado, se amor é só decisão, duvido desamar alguém. Pois, por mais que eu possa estar triste ou decepcionado com alguém que amo, impossível para mim é parar de amá-lo(a). Por quê? Porque sinto amor e porque decidi amar. E nesse caso, a ordem das ações não altera o resultado.

    Graça e Paz a todos.

  24. Jacy disse:

    Olá, Maurício!

    Concordo com seu texto. Eu mesma acho que “ainda” estou solteira por acreditar que razão puramente não determina com quem devo casar. É preciso sentir algo diferente. O amor implica razão, decisão e emoção, como você explica muito bem no post.

    Pensando no amor incondicional do Senhor por nós, gostaria de compartilhar com você uma canção que ouvi e que considero belíssima, neste link:

    http://www.youtube.com/watch?v=ZA-2rC5FgQw

    Espero que goste! :)

    Paz, querido mano!!!

  25. Daivid Silva disse:

    Muito bom.

  26. giovannipinto disse:

    Muito bom o conteúdo deste Blog! Dê também uma conferida em nosso conteúdo sobre a vida e obra de Jesus Cristo; http://blogdogigio.com/o-escandalo-da-cruz-de-cristo/

  27. Mano,
    .
    fico triste pelo que você está passando. Mas sei que, se você está casado, é uma aliança por toda a vida. Agora já está feito. A outra deve ser esquecida, senão você estará em adultério.
    .
    Minha recomendação é que você procure urgentemente o seu pastor e abra seu coração com ele. Sendo ele um homem de Deus vai te aconselhar, amparar e orar por você. Não sinta vergonha de se abrir. Peça ajuda. Peça apoio. Carregar isso dentro do peito e deixar o cérebro viajar sem rumo como está acontecendo só vai te fazer mal.
    .
    Peço a Deus que te dê paz. Que a graça dele esteja com você todos os dias.
    .
    Um abraço, no amor de Deus,
    mz

  28. alguem que só queria viver o melhor de Deus disse:

    A paz do Senhor Maurício, obrigado pela resposta, realmente já parei de pensar na outra, já conversei com o meu pastor e a conversa me levou para áreas da minha vida não analisadas corretamente. O passado ja foi, como vc escreveu. Decici por orar pelo nosso casamento, pelo menos pedindo graça para que nenhuma outra mulher perturbe meu lar e para que eu resista as tentações. Mas sabe como é às vezes me pego pensando como seria minha vida caso tivesse tomado outra decisão, mas esse pensamento não é de Deus…o jeito é orar, fazer a vida ao lado dela valer a pena. Devido a peculiaridade de minha simples história, peço gentilmente que exclua meus comentários anteriores. Gosto de recomendar seus textos via face e aí já viu…para bom entendedor…agradeço novamente e peço perdão por esse último pedido. Em Cristo.

  29. Bruno Carrão Menassi disse:

    Olá Maurício, tudo na paz?

    Muito interessante o texto.

    Me ajude em uma questão, levando um pouco pra fora do contexto do casamento, falando do amor ao próximo.

    Vamos supor uma pessoa que tem suas diferenças com outras pessoas, que até fala que perdoou e não tem nada contra, mas evidentemente ainda tem dificuldades de convívio, não consegue conviver, se relacionar, amar ou comungar mais com essas pessoas, fecha a cara, foge, evita, critica e até mesmo não suporta estar perto delas.

    E tudo isso por motivos bem superficiais e por um período já longo.

    Como devemos tratar um caso assim?
    Devemos entender que por mais que ela tente perdoar e amar, tomando simplesmente uma decisão racional, na verdade não tem condições de comandar o sentimento em seu coração, e continua não amando.

    Ou devemos ser mais vigorosos, digamos assim, expondo com firmeza que o perdão é dever do cristão, assim como amar ao próximo o é, e admoestar para que deixe essa atitude?

    Será que consegui ser claro?

    Com certeza casos como esses tem suas particularidades e não tem como serem tratados assim com poucas palavras, mas em termos gerais o que você diria?

    Um grande abraço e que Deus abençoe.

    Att

    Bruno Menassi

    • Oi, Bruno,
      .
      Provérbios 15.1 diz: “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira”. Creio nisso. Creio na mansidão e na paz. Não acredito que impôr a necessidade de perdão vá mudar o coração de tal pessoa.
      .
      Penso que essa pessoa deve ser conquistada. Deve ser tão amada e abraçada que racionalmente e emocionalmente começará a se ligar aos seus desafetos.
      .
      Amor não se impõe, Bruno, age-se como semeadura para colher sentimento e ação. É no que creio, como diz 1Pedro 1.22: “Tendo purificado a vossa alma, pela vossa obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente”.
      .
      Abraço, mano, na paz de Deus,
      mz

      • Bruno Carrão Menassi disse:

        Maurício,

        Tá certo mesmo, não poderia ser de outra forma.
        Bom, como meu relacionamento é com a pessoa ferida e não com o outro grupo, o que resta é isso mesmo, o amor, a graça e também a oração.

        Um grande abraço.

        Bruno.

  30. Rosana Rabelo disse:

    Como sempre, muito bom, Maurício!
    Deus continue usando sua vida de forma tão poderosa.
    Abraço!

  31. Mateus disse:

    Zágari, Zágari, você é um iluminado, sabia?
    Este texto me fez lembrar aquele das razões do casamento e do divórcio que você fez há um tempo. Concordo também que o amor é uma mistura dessas coisas: razão e emoção, decisão e indecisão. Inclusive gostaria de lhe fazer uma pergunta: Depois de anos de casamento, como é o seu caso, o que muda com o tempo? Claro, sinta-se à vontade para responder ou não.
    Um abraço, em Cristo. Seria um enorme prazer te conhecer pessoalmente.

  32. andreia disse:

    Olá Mauricio, como é bom ver o povo de DEUS numa movimentação SANTA refletindo e argumentando sobre a palavra….louvado seja o Senhor e que o ÓLEO DA UNÇÃO DELE não te falte Mauricio para nos proporcionar espaços como esse….

    Que venham os questionamentos!!!!!!!

    METANÓIA!!!!!!!

    Paz mano,

    Andreia Araujo

    • Querida Andréia, olá,
      .
      obrigado mais uma vez pelo carinho. Peço a Deus que, de fato, toda argumentação que vier ao meu coração seja de fato santa. Se não for, para que argumentar, não é?
      .
      Deus abençoe muito você e toda a família, nesse dia em especial seu marido, que tanto me abençoou nos últimos dois dias com suas reflexões,
      mz

  33. Rodrigo disse:

    Paz amado irmão,

    Excelente texto, bem esclarecedor, eu tbm pensava que o amor era uma decisão e cria q isso era bíblico..rs. Obrigado mais uma vez por me ajudar no meu crescimento.

    Se me permite, gostaria de fazer uma colocação.

    O amor e o perdão andam “lado a lado”, certo?! Se o amor não é uma decisão, não somente racional, e o perdão? Esse seria uma decisão, primeiramente racional e depois o “conseguir colocar em pratica” fica por conta de Deus?

    Abraço meu irmão,

    No amor de Jesus.

    Rodrigo

    • Salve, Rodrigo!
      .
      Não tem o que agradecer, mano.
      .
      Pessoalmente acredito que o perdão é uma expressão do amor. No caso, entendo que perdoar é algo em que a decisão tem um peso muito maior do que o amar. Creio que o perdão nasce num ímpeto da vontade, que perdoa, intercede, pede o bem do agressor, deixa o juízo com o Senhor, não revida, busca a paz. E, com o tempo, creio que Deus semeia misericórdia em nosso coração por quem perdoamos e por muitos acabamos nutrindo sentimentos positivos, diferentes de raiva e ira. É natural a quem é cheio do Espírito Santo amar de fato quem lhe fez mal, por entender que “não sabe o que faz”.
      .
      Abraço, queridão, no amor de Cristo,
      mz

  34. Muito boa a reflexão Zagari. Interessante observar a origem de certas coisas que falamos, como essa da filosofia de que amar é apenas um escolha. Concordo com sua posição, onde amar é uma escolha acompanhada de um sentimento, sensação e afeição por outro(a). Acredito que esse componente mais emocional ( diferentemente do desejo lascivo) é o próprio Deus que põe em nossos corações. Abraço

  35. NÉIA DE OLIVEIRA disse:

    Querido irmão em Cristo!! concordo plenamente com tudo isso…
    E gostaria muito de uma opinião sua como crista sobre um caso:
    Uma pessoa que nao era de Cristo,ainda na velha criatura se uniu a outra sabendo que não a amava,pois acreditava que esse amor viria com o tempo…depois de alguns anos, para a felicidade de uma dessas pessoas, DEUS deu sua graça e misericordia e essa pessoa renasceu em Cristo!! e hoje é serva do Senhor!! a duvida é: continuando casada depois de convertida mesmo sabendo que nunca amou seu conjuge,”mas sempre lhe foi fiel”, essa pessoa esta em pecado? ficando casada sem amor depois de convertida, essa pessoa esta pecando? Ou nao deve se preocupar com isso, pois esta cumprindo seu papel como esposa,e assim deve permanecer?

    • Olá, Néia,
      .
      minha irmã, creio que cada situação é uma situação e deve ser tratada com o pastor de cada um. Há, porém, alguns princípios bíblicos que devemos observar:
      .
      “Aos casados dou este mandamento, não eu, mas o Senhor: Que a esposa não se separe do seu marido. Mas, se o fizer,
      que permaneça sem se casar ou, então, reconcilie-se com o seu marido. E o marido não se divorcie da sua mulher.
      Aos outros, eu mesmo digo isto, não o Senhor: Se um irmão tem mulher descrente, e ela se dispõe a viver com ele, não
      se divorcie dela. E, se uma mulher tem marido descrente, e ele se dispõe a viver com ela, não se divorcie dele. Pois o
      marido descrente é santificado por meio da mulher, e a mulher descrente é santificada por meio do marido. Se assim não
      fosse, seus filhos seriam impuros, mas agora são santos.Todavia, se o descrente separar-se, que se separe. Em tais casos, o irmão ou a irmã não fica debaixo de servidão; Deus nos chamou para vivermos em paz. Você, mulher, como sabe se salvará seu marido? Ou você, marido, como sabe se salvará sua mulher? Entretanto, cada um continue vivendo na condição que o Senhor lhe designou e de acordo com o chamado de Deus.” (1Co 7.10-17)
      .
      Espero que isso lhe ajude, minha irmã.
      .
      Deus a abençoe muito, com graça e paz,
      mz

  36. Felipe disse:

    Faz tempo que não comento seus textos, mas esse eu achei muito legal! Vejo muitas igrejas impor “namoros” porque falam que Deus quis assim. Tem que se afastar da pessoa e orar por 6 meses pra ter a confirmação!
    Mas essa parte do seu post “quando a vi meu coração disparou”, “eu não conseguia parar de pensar nele”, “eu a achei a mulher mais linda do mundo” e “quando ele segurou na minha mão foi como se tivesse tomado um choque elétrico” – todas afirmações bastante ligadas ao emocional (afinal, ninguém decide disparar o próprio coração, manter um pensamento constante, considerar alguém belo ou disparar eletricidade pelo corpo ante o toque de alguém). Logo, sou obrigado a concluir que, na prática, ninguém ama um marido ou uma esposa exclusivamente porque decidiu amar. Algo na linha: “Olhei, pensei, raciocinei, ponderei, refleti e tomei a decisão: vou amar fulano e poderemos nos casar”. Se você for honesto, verá que não é assim que acontece.
    Você foi sincero!! Eu mesmo estou assim com uma mulher do Senhor, meu coração dispara ao chegar perto dela, meu pensamento fica somente nela e quando a gente fica de maos dadas pra orar parece que estou em outro muito porque fico feliz!!
    Minha historia com ela foi mais ou menos assim: Em um culto eu pedindo a Deus que me mande a pessoa certa ele me fala, olhe para a esquerda, mas, a minha esquerda tinha um homem sentado e eu resisti a olhar pra minha esquerda. Mas tomei coragem e olhei e na hora q olhei o homem tinha saído do meu lado e tinha uma varoa na fileira de cadeiras ao meu lado. fiquei feliz e fui falar com ela no outro dia e pra minha surpresa ela fez o mesmo pedido no culto e Deus citou meu nome pra ela mas ela estava com vergonha de falar comigo. Isso que aconteceu você acha que foi realmente um sinal de Deus? (eu creio que sim)
    Deposi desse dia começamos a sentar um ao lado do outro nos cultos e sempre orando juntos, ate que as pessoas falaram pra gente se separar porque a gente não tem capacidade de amar, estamos “carentes” e não “apaixonados”.
    Ela só tem 14 anos e eu 22. Eu espero por ela o tempo que for igual jacó esperou por Raquel.
    Me falaram que eu e ela nao podemos dar certo pq ela é uma criança e eu so tenho tamanho, nao tenho bagagem o suficiente.(eu ja te contei minha historia, 7 dias em coma entubado numa UTI, 3 fraturas expostas e por ae vai..)
    Algumas duvidas meu amigo,
    Tem tempo de oração pra Deus confirmar um namoro?
    a diferença de idade: ela 14 e eu 22 anos, me falaram q a diferença é grande e que é pra ela procurar alguem(virgem) e não uma pessoa que ja praticou o sexo. ( me batizei esse ano dia 16 de março e desde entao não fiz nada de pecados carnais pq eu me arrependi do meu passado e me batizei por isso e ela se batizou ha 1 mes).
    Essas duvidas eu procurei na biblia e nao achei, vc sabe me dizer se isso que estao fazendo para me afastar dessa varoa é biblico ou inverdades biblicas?
    A paz meu amigo!

    • Olá, Felipe,
      .
      mano, a Bíblia em nenhuma passagem estabelece limites de idade. No entanto, há algumas questões de bom senso que precisam ser consideradas. Uma jovem de 14 anos é muito imatura. Além disso, a cabeça dela vai mudar muito (muito mesmo, acredite) ao longo dos próximos 7 anos. Ao longo dos próximos 14, então, nem se fala. O que ela admira num homem vai mudar, as expectativas de vida, as posturas. Muda tudo. Então um diria que firmar um compromisso com alguém tão novo é um risco gigantesco. Se você decidir acima de qualquer duvida investir nesse relacionamento eu recomendaria que não pensasse em casamento antes que ela tivesse uns 20, 21 anos. Não há uma fórmula fechada, mas estatisticamente é muito difícil um casamento de alguém em tão pouca idade dar certo.
      .
      Volto a dizer: biblicamente não há restrições. Tampouco a questão da virgindade é dita na Bíblia. Mas há a questão natural (e não espiritual) da imaturidade. Esse mulher hoje é completamente diferente da mulher que ela será aos 21. Muito mais aos 30. Pense em quem você era aos 14 anos e compare com quem você é hoje. Arrisco dizer que tudo mudou. Com ela não será diferente. Então, se estiver disposto a investir, tem de estar, para o teu próprio bem, disposto a esperar. É esperar muito.
      .
      Oro por ti, mano, que tudo dê certo. Deus te abençoe e ilumine. Na paz,
      mz

  37. Claudinei Santos disse:

    Ola Maurício,

    É a primeira vez que leio um texto seu. A leitura deste foi indicada por um irmão em Cristo (Mateus Alcântara, do fórum: “Nas pegadas do mestre Jesus”). Achei muito interessante e resolvi fazer meu comentário.
    Acredito que temos que estar muito atentos aos fenômenos bíblicos. Como os termos semanticamente vão sendo modificado constantemente, temos que dialogar muito, pois a falta de compreensão ou a compreensão errada de conceitos como amor, pode ser muito desastroso para o cristianismo. A meu ver, apesar de ser muito difícil conceituar amor, precisamos, enquanto cristãos, ter a compreensão clara da oposição entre paixão e amor (Edna Braga faz um comentário que toca na questão). A mídia e a literatura, ao longo da história (vindo de Shakespeare) têm buscado misturar o conceito destes dois fenômenos. Amor, apesar de ser composto por emoção, nasce na decisão, ou pelo menos tem que ser batizado na razão para ganhar status de amor. A paixão, por seu turno, nasce na emoção. Veja, o cristão é um ser livre, ele “escolhe” obedecer a Cristo por entender que é o melhor para si. Daí, por amor a Cristo, devemos escolher o que Ele escolheria. Na paixão não há escolha. Nela somos escolhido, algo nos seduziu.
    Falando um pouco sobre o “sentimento”, um componente tão importante no amor. Podemos encher ou esvaziar algo com ele, depende do investimento que se faz. Por exemplo, quando um jovem cristão vê uma moça cristão “atraente” que chame sua atenção, ele pode começar a investir nela, mas se ele percebe que ela usa uma aliança de compromisso no dedo, pode parar de investir imediatamente, ao ponto de nem lembrar do ocorrido posteriormente. Ou seja, não podemos evitar que algo chame nossa atenção, mas podemos evitar (encher) investir neste algo (seja um sentimento positivo ou negativo). Quando um cônjuge perde o interesse no outro (esvazia de sentimento), é um sintoma que denuncia que ele precisa rever seus conceitos, pois se ele (ou ela) parou de investir, alguma coisa está errada, pois, deveria fazê-lo, pelo menos, por amor a Cristo.
    Deixe-me dar meu exemplo pessoal. Fui casado por onze anos e a dois houve a separação. Ela optou por buscar outro rumo para sua vida. Hoje moro com os três filhos. Se me perguntam se sinto desejo por ela, eu digo que não. Mas se me perguntam se a amo, mesmo diante de tudo que ocorreu e está ocorrendo, digo que sim. Se eu fosse escolher, segundo o meu desejo, eu escolheria investir em outra mulher, mas por amor a Cristo e obediência a Ele, escolhi continuar a investir minha atenção (para uma companheira) nela e estou feliz por isto, pois, acredito que é isto que Cristo quer que eu faça. Alegra-me muito fazer a vontade Dele, ainda que saiba que é muito pouco, em relação ao que Ele fez e tem feito por mim.

    Parabéns pelo texto e pelo Blog. Pretendo fazer uma visita pelos demais textos.

    Um abraço,

    • Oi, Claudinei,
      .
      obrigado por compartilhar sua história e pelos comentários tão bem embasados, além de suas palavras gentis.
      .
      Pelo que compreendi, essencialmente estamos defendendo a mesma ideia. Não tenho nenhuma duvida de que o amor tem na razão um componente essencial, que o diferencia da paixão; creio, inclusive, que deixei isso claro no texto. Se você for analisar a gênese da mescla dos conceitos, verá que eles são bem anteriores a Shakespeare, inclusive. Temos essa confusão já em literaturas pré-cristãs, até mesmo em Homero e Platão. No que tange à liberdade do cristão, aí teremos uma controvérsia secular, dependendo da crença soteriológica do indivíduo, se arminiana ou calvinista. O pensamento reformado põe o livre-arbítrio humano em xeque, enquanto o arminiano o estabelece como vital. Mas, fora isso, nenhuma dúvida quanto à irracionalidade da paixão e à ponderação do amor.
      .
      O epicentro do meu texto é a afirmação de que o amor afetivo homem-mulher é uma decisão pura e simples, como muitos vêm defendendo. Pois essa teoria tem gerado muitos e muitos casamentos infelizes, alicerçados em algo em que não deveriam e, por isso, destinados a ruir. Tenho visto isso em profusão, com divórcios atrás de divórcios ocorrendo porque o cônjuge foi selecionado como se escolhe um carro: é econômico, está na cor que eu prefiro e tem ar-condicionado… então eu quero (metaforicamente, claro). Pelo que tenho visto, casamentos que começam assim terminam muito mal, bem como casamentos que começam motivados pela paixão irracional. O que advogo é o amor bíblico como o entendo: razão + emoção + ação. Sem uma das pernas do tripé, vai ao chão.
      .
      Oro por sua vida e por seu casamento, mano, e peço a Deus que abençoe, agracie e dê paz sempre a você e seus filhos. Um abraço fraterno,
      mz

      • Claudinei Santos disse:

        Obrigado pelas palavras. Muitas vezes temos alguns entendimentos que não coadunam com o meio cristão em que vivemos e nos sentimos só. Quando temos a oportunidade de ler textos e respostas como a sua, elas trazem acalanto ao coração. Vejo como algo muito bom e salutar sua iniciativa em criar e manter este Blog. Que Deus continue abençoando sua vida e sua família; e lhe de capacidade para continua abençoando outras pessoas.

  38. Beatriz disse:

    Maurício,
    3 perguntas:
    1) Podemos dizer que o amor é uma obrigação exclusiva masculina? (No contexto do casamento, já que a ordem para amar é para o marido e não para a esposa e pelo seus exemplos o amor vem do lado masculino – Jacó, Assuero…)
    2) essas emoções que vc descreveu não seriam uma “paixão”?
    3) Sem discordar em nada do que você disse, será que em alguns casos o amor não precisa ser uma decisão? Não quero dizer sobre amar inimigos mas em decidir amar um cônjuge que está ao nosso lado num casamento “sem amor”. Melhor que decidir deixá-lo ou decidir ser infeliz “até que morte os separe”.
    Um abraço, em Cristo
    Beatriz

    • Oi, Beatriz,
      .
      1) De forma alguma, é para homens e mulheres. O alicerce de um relacionamento a dois é o amor, sem ele não há matrimônio, há uma sociedade.
      .
      3) Num caso como o que você disse, não atribuo a isso o nome de “amor”. Ficar com um cônjuge com quem se casou sem amor é o que tem a ser feito, pois falta de amor não é base para divórcio. É um ato de fidelidade a Deus e de abnegação extraordinário. Diria que prosseguir em um casamento onde não há amor pelo cônjuge é uma decisão tomada por amor a Deus e por respeito ao cônjuge. É louvável, mas não é o cenário ideal.
      .
      Ajudei?
      .
      Um abraço pra ti, Deus a abençoe,
      mz

  39. Beatriz disse:

    Esquece a 2a pergunta. Agora que li seus outros comentários :-)

  40. Neila disse:

    Oi Mauricio,
    Gostaria de tirar uma duvida quanto ao Amor.

    Tenho uma amiga de 15 anos que namora um rapaz de 18 anos, ambos os dois são evangélicos vivem uma vida de santidade e se dão muito bem. O namoro deles não atrapalha os estudos e nem suas vidas de modo geral.
    Eles afirmam se AMAR e que o namoro deles é da vontade de Deus. Eles estão a mas ou menos um ano e pouco de namoro, na hora de dificuldade os dois ajudam um ao outro a passar por aquilo. E já projetaram um futuro lindos juntos.
    Gostaria de saber se as pessoas podem encontrar a pessoa que Deus preparou para elas, ainda tão jovens ?

    • Olá, Neila,
      .
      creio que podemos encontrar as pessoas com quem viveremos pelo resto da vida em qualquer idade. A questão é que a cabeça de uma criança de 15 anos vai mudar muito até ela chegar aos 20. E depois mudará outro tanto até os 30. Então, uma pessoa de 15 anos decidir se casar a meu ver é uma temeridade, pois seus valores, conceitos, sonhos e projetos de vida mudarão muito ao longo da vida. Isso pode ser um problema. Eu recomendaria esperar mais uns bons anos antes de tomar uma decisão tão importante e indissolúvel.
      .
      Espero ter ajudado.
      .
      Um abraço, no amor de Deus,
      mz

  41. Hermes disse:

    Respeito seu pensamento irmão, mas acredito que deveria aprofundar mais o seu conhecimento a respeito dos “tipos de amor” que a cultura e regionalidade da época de Jesus faziam referência (em especial ao amor do tipo eros e ao amor do tipo ágape), sugiro até que ouça isso: http://ibab.com.br/mensagens/mensagem/voce-me-ama
    E você poderá entender um pouco sobre o que estou falando. Pois meu grande questionamento, meu querido, é saber até onde se deve esperar uma ação do Espírito Santo para que se comece a amar o próximo, e até que ponto esperar essa ação do Espírito Santo é um pretexto para se dizer “estou no processo”, e nunca assumir responsabilidades com o próximo. Alias, gostaria muito que me indicasse no texto bíblico, qualquer referência que evidenciasse que de fato dependemos do Espírito Santo para amar o próximo. Cheguei ao seu texto justamente por estar procurando alguma referência disso. Abraço e a Paz do Senhor Jesus Cristo.

    • Olá, Hermes,
      .
      obrigado pelo comentário. Em verdade, estou bem familiarizado com os conceitos bíblicos de amor – Eros (físico, sexual), Storge (familiar), Philos (amizade) e Ágape (amor incondicional, divino). E o conhecimento acerca dessa diferenciação não anula em nada o que escrevi. Um casamento baseado apenas em amor philos, por exemplo, é, a meu ver, uma enorme distorção da vontade divina. Um casamento gerado por uma decisão meramente racional foge, a meu ver, do padrão das escrituras.
      .
      Sobre o seu questionamento, meu entendimento é que a melhor referência a isso está em Gálatas 5. Se você começa a ler do versículo 13, verá que Paulo está falando especificamente sobre o amor ao próximo (v. 15) para, logo em seguida se referir ao amor como fruto do Espírito (v.22), ou seja, algo que vem de Deus para nós. Importa ressaltar que o amor mencionado é justamente o ágape, o amor divino que nos faz amar até os inimigos. A referência aqui não é ao amor entre homem e mulher, que é o foco do meu post. Esse inclui sim – também – o eros e, portanto, diferencia-se do amor que devemos ter, por exemplo, por quem nos faz mal.
      .
      Espero ter esclarecido.
      .
      Um abraço fraterno, Deus o abençoe,
      mz

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