Perfeito amor

Publicado: 15/11/2012 em Amor, Amor ao próximo, Fruto do Espírito, Graça
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Tenho lido e ouvido muitas coisas sobre o amor cristão. Vozes de todos os lados levantam as mais variadas teorias sobre como deve ser o amor entre nós, que pertencemos à família de Cristo. Já ouvi de tudo. E já vi de tudo. Adeptos de diferentes linhas são bem-sucedidos e malsucedidos em suas vidas amorosas ou afetuosas. Parece não haver a fórmula infalível da felicidade afetiva, que comprove na prática o que muitos defendem na teoria. Por isso fui às Escrituras tentar encontrar uma resposta. Não tenho a petulância de dizer “é assim” ou “é assado”, mas podemos seguir pistas bíblicas que dão uma boa base para responder: afinal, como nós, cristãos, devemos amar?

O amor é algo divino. Quando João diz em sua primeira epístola que “Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele”, vemos que amor não é invenção de filmes de Hollywood ou de livros água com açúcar para adolescentes, é uma verdade bíblica e celestial absoluta. O amor existe. E é algo que identifica-se diretamente com a essência do Criador. Tanto é assim que 1 Coríntios 13 nos dá o retrato falado do amor ágape, o amor celestial. Não, não podemos usar esse texto para escrever cartas apaixonadas para nosso namorado ou nossa esposa, o amor a que Paulo se refere aqui é o de Deus e não o dos homens: jamais a humanidade pecadora e imperfeita conseguirá amar desse modo. Na prática é simplesmente um ideal inatingível.

Apesar disso, podemos e devemos ver no amor de Deus um exemplo a ser seguido no amor entre os homens. Quando Jesus diz na famosa passagem de João 3.16, “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”, uma coisa fica clara: o amor que agrada Deus é aquele em que quem ama abre mão de si pelo outro. É o famoso “amor sacrificial”. É o mesmo princípio proposto por Paulo em Efésios 5, onde  lemos “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós”. Logo em seguida, nesse mesmo capítulo, vemos a mulher sendo conclamada a submeter-se ao marido e o marido a amar a esposa como Cristo amou a Igreja. Em tudo aqui o que fica claro é o interesse da pessoa amada sendo posto acima do próprio interesse.

Isso traz implicações de proporções inimagináveis. Se você ama alguém vai fazer o que for preciso para que o outro seja feliz. Vai abrir mão do próprio bem-estar pelo do outro. Nem que para isso tenha de destruir sua própria imagem e abrir mão, literalmente, do amor-próprio para que quem se ama trilhe um caminho que será melhor para ele. Se o melhor para quem você ama exige que desconstrua o que ele/ela admira em você, meu irmão, minha irmã, faça. Desglorifique aos olhos do outro o que ele mais admira na sua pessoa. É preciso que quem você ama esteja por cima e você, por baixo, se preciso for. Não foi o que João Batista fez por amor ao seu primo – que ele sabia que era o Verbo? “Convém que ele cresça e que eu diminua” é uma regra sólida do amor bíblico. Por amor à humanidade Filipenses 2.7 mostra que Jesus esvaziou-se de sua glória. Dispa-se da sua também, se é necessário para que quem você ama fique bem.

O amor verdadeiro exigirá grande sacrifício e abnegação. Deus manda Abraão sacrificar o próprio filho, “a quem ama” (Gn 22.2),  para provar seu amor ainda maior pelo Senhor. Se Pedro ama Cristo precisa deixar tudo de si para cuidar das ovelhas do Mestre. Enquanto todos fugiram para cuidar da própria segurança, João, o discípulo amado, correu o risco de ser morto mas não abriu mão de ficar junto ao seu amigo durante toda a crucificação. Abrir mão de si pelo outro. Sacrificar-se. Desglorificar-se. Humilhar-se. Perdoar. Diminuir-se, se preciso for. Caso contrário não é amor bíblico.

O amor cristão necessariamente existe para a glória de Deus. Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo é uma regra elementar dentro dessa visão. Dizer que se ama Deus é fácil, difícil é fazer com que o amor ao próximo como a si mesmo seja fato perceptível. É impossível glorificar o Senhor se você não exerce o amor pelo próximo em atitudes práticas. Aquele que diz que glorifica Deus e ama o próximo, mas põe os próprios interesses acima dos das outras pessoas, não glorifica Deus nem ama o próximo. Quem desampara o próximo não glorifica Deus nem ama o próximo. É por isso que o egocêntrico não glorifica Deus nem ama o próximo: ama o próprio ventre. Crê que o outro existe em função de si. Esquece que Romanos 12.10 afirma: “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros”. E é muito fácil identificar quem não põe o outro acima de si e, portanto, não ama o próximo nem a Deus – e assim não o glorifica: o tal agirá sempre em seu próprio favor.

O amor bíblico também é belo. Cantares de Salomão nos mostra com clareza que Deus não nos propõe um amor de casamentos arranjados pelos pais ou desprovidos de um sentimento de profundo encantamento pela pessoa amada. Salomão era completamente embevecido pela amada e vice-versa. Amo a Deus não só porque racionalmente há razões para isso: eu o amo também porque Ele me deslumbra. Porque não há um dia sequer em que Ele deixe de atravessar meu coração. Nos períodos de minha vida em que razões variadas me fizeram cego a Cristo em meu coração e o mantiveram apenas na minha razão foi quando cometi os pecados mais torpes e vergonhosos de minha existência.

Não é porque o amor da ficção é romântico que isso desmereça o romantismo do amor verdadeiro. Amor não é uma decisão. Isso soa bacana e espiritual para os ouvidos, mas é um descompasso com a vida real e mesmo com o amor bíblico. Decisão é um dos muitos componentes do amor bíblico. Não fosse assim, como explicar declarações de amor como “Beija-me com os beijos de tua boca; porque melhor é o teu amor do que o vinho” (Ct 1.2); “Eis que és formosa, ó querida minha, eis que és formosa; os teus olhos são como os das pombas. Como és formoso, amado meu, como és amável!” (Ct 1.15,16); e “Sustentai-me com passas, confortai-me com maçãs, pois desfaleço de amor. A sua mão esquerda esteja debaixo da minha cabeça, e a direita me abrace” (Ct 2.5,6)?

Marcos 10.21 nos mostra o encontro de Jesus com o homem que preferiu as riquezas do que dar seus bens aos pobres e seguir o Mestre. Racionalmente o Senhor tinha tudo para chamar aquele rapaz de “hipócrita” para baixo. Mas o sentimento de Cristo por Ele foi empático, compassivo, pulsante. Diz a Palavra: “Jesus, fitando-o, o amou”. Sim, amor bíblico também é um magnífico sentimento. No episódio da ressurreição de Lázaro, Jesus chora de compaixão diante do sofrimento daquelas a quem amava, embora racionalmente Ele soubesse que iria ressuscitar o amigo e que o sofrimento cessaria. Mas o Cristo que despiu-se de sua glória não conseguia despir-se do coração derramado pelos seus irmãos. Deus amou Jacó e aborreceu Esaú (Rm 9.12) – explique-me esse amor pela razão, sendo que Jacó era um detestável trambiqueiro, mentiroso e enganador. Você é pai ou mãe? Tente convencer alguém de que seu amor por seu filho é apenas racional ou “uma decisão”. Boa sorte com isso. Conheço pais de filhos nada amáveis que fazem tudo por eles – e certamente não o fazem porque é o certo a ser feito, mas porque são unidos por um sentimento profundo. Por que entre marido e esposa o sentimento também não deve ser considerado no ponto de partida? Por que o amor entre homem e mulher seria um mero ato que tem sua gênese no racional? E por que amar o próximo deveria desconsiderar afetos? Repare com atenção e perceberá que, em geral, pessoas mais cerebrais fazem muito menos pelos outros do que pessoas afetuosas. Por tudo isso, não vejo base bíblica para a teoria de que amor é, primordialmente e originalmente, apenas uma decisão.

Haveria muito mais a se dizer sobre o amor bíblico. Mas o resumo é que sou obrigado a concluir que, para que possamos dizer que alguém ama como Deus deseja, é preciso que seu amor seja formado pela tríade razão + ação + emoção. O amor bíblico é razão porque exige critérios no trato com o ser amado, como a opção racional de pô-lo em primeiro plano. O amor bíblico é ação porque exige atitudes práticas que demonstrem esse amor, como a negação e a diminuição de si mesmo em prol do outro. E o amor bíblico é emoção porque se quisermos amar como Deus precisamos sentir em nós o pulsar do sentimento magnífico que o Pai demonstrou ter pelas suas criaturas, o Filho por aqueles por quem morreu e o Espírito Santo por aqueles a quem estende sua maravilhosa graça.

Ame com esse amor. Pois embora nenhum homem seja capaz de amar com o amor ideal, buscar essa meta o aproximará mais daquele que é a fonte, a expressão máxima e a mais pura essência do perfeito amor.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício.

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comentários
  1. Helen disse:

    Meu irmao, que coisa boa acordar e me deleitar com um texto desse. Sempre vi o amor dessa forma como voce o descreveu, nunca consegui ve-lo como uma decisao, embora seja o que sempre escutei dentro da igreja. Que o Senhor nosso Deus continue te abencoando e te dando esse discernimento biblico tao em falta no nosso meio. Desculpa a falta de acentos.

    • Olá, Helen,
      .
      Percebo que nós, cristãos, sempre nos equilibramos entre o que o amor é e o que gostaríamos que ele fosse. Amor bíblico não é estanque, é plural em seus alicerces, mistura atitudes movidas pela emoção e elaboradas pela razão. Difícil se prender a definições – por mais tentador que isso nos soe.
      .
      Fico feliz que o texto te abençoou. Paz seja contigo,
      mz

  2. luiz Fernando disse:

    Ola, amado. A paz do Senhor.
    Desde de minha conversão, venho pedido amor a Deus, pedido para ser reproduzido na minha vida os frutos do Espírito. Mas confesso, não tem sido nada fácil. A realidade que se falar de amor hj em dia, parece romantismo, sonho de um adolescente. As pessoas estão tão acostumadas a viver em mundo cheio de violência, desamor absoluto, impaciência, dissensao e desgraça, que não acreditam mais no amor perfeito e verdadeiro. O maior sonho de Jesus é que nós amemos uns aos outros, como Ele nos amou. Fazendo isso, o mundo, com certeza, acreditaria com mais facilidade que Jesus veio em carne e que Ele é o Cristo. Mas inversão dos valores bíblico, praticado por nós, dá uma visao distorcida do que realmente deveria ser a igreja amorosa de Cristo. Procuramos praticar, muita das vezes, tudo que está na bíblia, porém passamos por cima do que o alicerce da vida cristã: o amor.
    Não temos amor? Peçamos a Deus que não só é o amor, mais tem o prazer em dá a aquele que o deseja praticar com sinceridade.
    Obrigado, Zagari por mais um texto falando daquilo que preciso me lembrar todos os dias: que devo amar para depois ser amado.
    Deus o abençoe sempre com Sua graça, que inclui o amor sacrificial. Abraços no amor puro de Jesus.

    • Oi, Luiz,
      .
      é isso mesmo. A sociedade em que vivemos distorce o amor bíblico e mesmo entre nós, Igreja, inventamos muitas formas de amor que queremos que seja bíblico. O que vejo são extremos: por um lado, aqueles que descartam o romantismo e fazem crer que amor é um opção meramente racional, como a escolha de uma camisa. Por outro, há os que se esquecem da razão e fazem crer que o amor é algo impetuosamente emocional, sem considerar a racionalidade envolvida.
      .
      O que vejo é um amor bíblico plural, que contém elementos de todas as esferas que envolvem o ser humano: coração, mente, braços e pernas. Somos seres emotivos e racionais, à imagem e semelhança de Deus. Logo, é como compreendo o amor.
      .
      Deus te abençoe, mano,
      mz

  3. lelis disse:

    Cara, suas postagens me fazem pensar, gosto muito de ler o que você escreve, muito bom mesmo!
    Mas nesse post confesso que fiquei pensando mais que o normal.
    Tenho uma incapacidade imensa de sentir. Fui dependente químico por um longo tempo e dentre todas as complicações que isso causou na minha vida, uma delas é a incapacidade de fazer as coisas por emoção. Eu não sinto aquele amor botar no meu coração como uma fonte de água que brota na montanha. Eu simplesmente escolhi amar, escolhi ser fiel, escolhi voltar para casa depois do trabalho todos os dias, escolhi ficar limpo, escolhi tentar andar nos caminhos de Deus.
    Vejo tantas pessoas falarem do 1º amor, o quão lindo é e tal,,,, nessa hora é como se ouvisse grilos ao fundo, sabe? Fico boiando. Por que nunca senti isso.
    Mas amo, pelo menos tento. Me dôo, presto atenção, saio da frente, faço o que posso pelo outro ser amado (que nem sempre é o próximo “desconhecido”), ajudo, deixo de fazer o que quero pra fazer o que o outro quer, passo minha vez, faço e não falo, prefiro ver o outro melhor do que eu mesmo, etc. Acredito que atitudes assim são de alguém que ama, não sinto uma obrigação de ser educado, ou de ficar para trás sempre, apenas quero amar como Jesus amou, mesmo sem sentir isso brotar no meu coração. Aí eu me pergunto: tenho culpa desse sentimento não brotar no meu coração como brota no coração dos outros? Creio que não. Mas mesmo assim escolhi e escolho todos os dias tomar as mesmas atitudes, que creio eu, serem dignas de alguém que ama com emoção, com o coração.
    É isso, me perdoe por não saber me expressar tão bem, talvez não tenha explicitado de maneira correta o que quero dizer. Já fazem quase 4 anos que estou limpo mas ainda tenho muita dificuldade em me expressar, em achar palavras…
    Meu, louvo a Deus por sua vida, obrigado, você me ajuda muito mesmo sem saber.
    Tamo junto!

    • Olá, Lelis,
      .
      Obrigado pela gentileza de suas palavras, mano, fico feliz de poder ajudar e edificar como possível.
      .
      Querido, não se sinta mal por ser como você é. Somos 7 bilhões de pessoas no planeta, cada uma diferente da outra. É natural que haja muitos tons de cinza. Por isso que não se pode dizer que amor “é assim” ou “é assado”. É como uma caneca de café com leite: uns põem mais café, outros mais leite, uns gostam com duas colheres de açúcar, outros com três e outros ainda com adoçante.
      .
      A “quantificação” não é importante, mas se deixar de haver um dos ingredientes aí começa o problema. Você não pode dizer que “café com leite” é “café com leite” se só houver café ou só tiver leite.
      .
      Se você é muito mais racional do que emocional isso é uma característica sua. Se for totalmente desprovido de emoções aí eu enxergo um ponto a ser trabalhado.
      .
      Se isso te incomoda, Lelis, penso que é o caso de você procurar um psicólogo para tratar da origem disso. Recuperar o que as drogas tomaram de você. Acredito muito que uma analise psicológica disso possa ajudar. Não vejo nenhum problema em buscar ajuda de um terapeuta, eu mesmo me trato com uma devido a uma crise de estresse. Não é pecado, não é falta de fé nem quer dizer que você seja anormal, é simplesmente uma forma de tentar resgatar um aspecto importante de nossa humanidade que por alguma razão foi reduzido muito em você. Em algum ponto algo ocorreu que fez sua psique suprimir ou ocultar isso, talvez como uma forma de defesa. Por isso creio que conversar com um especialista vá te ajudar muito.
      .
      Não se sinta mal, você não é mau. Mas se há uma forma de reincorporar ao seu jeito de ser algo tão bonito como a afetividade… Não perca a oportunidade.
      .
      Oro por ti, meu irmão. E te abraço com afeto,
      mz

  4. Marco Juric disse:

    Boa tarde Zágari!!

    Mais uma vez uma excelente oportunidade para que possamos nos esmerar para viver o verdadeiro amor.

    Abração mano!!!!

  5. Jose Junior disse:

    Oi Maurício,
    A paz do Senhor, meu amigo.

    Tudo bem? Espero a graça do Senhor seja sempre contigo.

    Maurício, li e reli o post. Algumas dúvidas surgiram, outras aumentaram e alguns pontos ajudaram a clarear mais a minha mente. Gostaria de “aprofundar” mais esse assunto contigo, mas acredito que o espaço deste post seria “limitado”. Não sei.

    Sempre que leio os teus post e você faz menção de algum autor que também comentou o assunto que você esta postando, vou em procura das obras deste autor. Foi por suas citações que conheci John Piper, Augustus Nicodemos, Walter McAlister e outros (alguns chocam, outros maravilham-me…). Tento ser um pouco bereano, analisando os textos que você e os outros dizem, com o que a Bíblia ensina.

    Sei que a Bíblia explica ela própria, mas é inegável que o conhecimento que muitos homens de Deus tem não nos sejam importantes no aprendizado. Tenho Champlin, William Hendriksen, João Calvino(para citar alguns), mas sei que é importante um “acompanhamento teológico” de autores “sérios”, que defendem a sã doutrino, o evangelha de Cristo. Você é um teológo que venho estudando e tenho aprendido muito. Deus conserve o teu ministério e continue usando-o em prol de Sua Igreja.

    Peço perdão pela esticada da introdução.

    Bom, seguindo foco do post, ajude em alguns dúvidas.
    – aprendi que não preciso “gostar” do meu próximo, mas sou “obrigado” a amá-lo;
    — isso procede? faz sentido ou eu entendi errado? — quando faço isso, sinto-me como se estivesse agindo “apenas pela via da razão”. Quando citou a razão, foi isso que você quis dizer? ;

    – conheço uma pessoa que acha um “absurdo” “amarmos a Deus SOMENTE porque Ele nos amou primeiro”. No entendimento dela é impossível que nós cristãos possamos “viver” um amor sacrificial, e que somente os “homens do passado” podiam fazer isso; logo, justifica-se, não “precisa agir” como a Bíblia ensina, pois isso “esta aquem das minhas forças”, diz. Ela tem razão?

    – um conjuge que tentar “amar” o outro somente porque a Bíblia ensina-o a fazer assim(mas que não tem sentimento, afeto, amor), conseguiria fazer isso?; Você citou Efésios 5 como ensino do amor entre marido e mulher, mas:
    — e se o outro conjuge não fosse recíproco, mesmo assim seria “bíblico” que o outro insistisse nesse “comportamento amoroso”?;

    – uma pessoa que consiga viver apenas a “razão e a ação”, deveria persistir em sentir “a emoção”, perfazendo assim a tríade que você citou? É possível (e bíblico) “pedir” isso ao coração? Mas aí não estaria tudo sendo um “efeito racional”?

    Tenho muitas outras perguntas mas o espaço não me permite. Não sei se você poderia trocar e-mails comigo para dirimirmos mais o assunto, mas agradeço por sua atenção. E se fugi muito do foco, por favor, não se sinta constrangido em editar/excluir o meu texto.

    Obrigado e fica na na paz de Deus,
    Jose

    • Oi, José, tudo bem?
      .
      Não se sinta mal por ter duvidas, é natural. No que eu puder fazer pra tentar saná-las, eis-me aqui.

      Ser bereano é maravilhoso, nunca perca essa característica. Nem eu nem nenhum dos autores que você citou somos infalíveis, tudo o que dizemos deve ser visto com olhar critico e você faz bem de tê-lo.
      .
      Sobre suas dúvidas:
      – aprendi que não preciso “gostar” do meu próximo, mas sou “obrigado” a amá-lo. isso procede? faz sentido ou eu entendi errado?
      >Sim, é isso mesmo, mas com o correto entendimento do que é ser “obrigado”. Amar o próximo ou mesmo o inimigo é um mandamento de Deus. E não obedecemos o Senhor em seus estatutos por medo, mas por amor a Ele e a seu padrão de certo ou errado. Logo, essa “obrigação” nao se torna penosa mediante a satisfação que a obediência nos causa. Ninguém sacrifica-se por prazer. É, isso sim, uma decisão. Negar-se a si mesmo exige de nós. Pôr o outro acima de nós exige de nossa natureza egoísta. Nesse sentido, amamos nossos inimigos como o bom samaritano amou o judeu: agindo. Não gosto de muitas pessoas, mas decidi orar por elas, por seu bem. Isso é o lado racional do amor. Amar os inimigos exige de nós muito mais ação e razão do que emoção. É diferente, por exemplo, do amor conjugal ou do paternal, que têm em si uma dose muito maior de emoção.

      — quando faço isso, sinto-me como se estivesse agindo “apenas pela via da razão”. Quando citou a razão, foi isso que você quis dizer? ;
      >Quase. Creio que a resposta anterior abarcou isso: não diria “apenas”, diria “em proporção muito maior”. Dependendo da pessoa amada, os elementos que compõem o amor se apresentam mais ou menos. Uma analogia: todos nós carregamos em nós certo grau de formalidade e certo grau de irreverência. Mas, dependendo de com quem estamos, vão se manifestar mais ou menos. Se estou com o presidente do Brasil, serei muito mais formal que irreverente, quase que totalmente. Se estou com amigos de infância, a irreverência será muito maior que a formalidade. Ficou claro o raciocínio?

      – conheço uma pessoa que acha um “absurdo” “amarmos a Deus SOMENTE porque Ele nos amou primeiro”. No entendimento dela é impossível que nós cristãos possamos “viver” um amor sacrificial, e que somente os “homens do passado” podiam fazer isso; logo, justifica-se, não “precisa agir” como a Bíblia ensina, pois isso “esta aquem das minhas forças”, diz. Ela tem razão?
      >Não. O amor que não é sacrificial não é amor bíblico, seja no passado ou no presente.

      – um conjuge que tentar “amar” o outro somente porque a Bíblia ensina-o a fazer assim(mas que não tem sentimento, afeto, amor), conseguiria fazer isso?;
      >Fingirá que ama. Mas não será amor de fato. Viverá eternamente interpretando um personagem.

      Você citou Efésios 5 como ensino do amor entre marido e mulher, mas:
      — e se o outro conjuge não fosse recíproco, mesmo assim seria “bíblico” que o outro insistisse nesse “comportamento amoroso”?;
      >Se está casado, não há opção. Um erro não justifica o outro. A Bíblia não diz que a mulher deve ser submissa SE o marido ama-la como Cristo amou a Igreja. E vice-versa. Não é condicional. Nosso amor não pode ser comparativo, mas superlativo. Devemos fazer nossa parte. Imagine: se seu filho roubasse seu dinheiro para comprar drogas você deixaria de amá-lo? Ou isso despertaria um sentimento de compaixão ainda maior, que o levaria a amá-lo ainda mais?

      – uma pessoa que consiga viver apenas a “razão e a ação”, deveria persistir em sentir “a emoção”, perfazendo assim a tríade que você citou? É possível (e bíblico) “pedir” isso ao coração? Mas aí não estaria tudo sendo um “efeito racional”?
      >Tudo pode ser pedido em oração, se estiver dentro do padrão bíblico. Alguém que decide se casar com outro só pela razão não esta se casando com um amado, mas com um amigo. Logo, se casa fora do padrão bíblico. Casamento foi feito para ser realizado entre um homem e uma mulher que se amam plenamente dentro da tríade que a Bíblia apresenta. Se faltar uma perna do tripé o banco cai. Portanto, se casar pelos motivos errados é pecado, pois contraria o propósito primeiro do matrimônio instituido por Deus.É exatamente isso que diferencia amizade do amor que leva a querer se casar. O cônjuge é mais do que um amigo: é uma pessoa única entre as muitas em todos os aspectos.

      Espero ter ajudado, mano. Essa é minha visão bíblica. Deus te abençoe muito e semeie a cada dia amor no seu coração,
      mz

      • Jose Junior disse:

        Oh Zágari, a paz de Deus, nobre amigo irmão!
        Sim, você ajudou-me, e muito. Pode crer!

        Sei sim que todos nós somos falíveis e por isso mesmo oro para que Deus me conceda melhor discernimento daquilo que estudo. Tanto o discernimento das coisas literais como das espirituais, conforme a gente debateu ontem.

        Obrigado.
        Deus continue te abençoando. Continho orando por ti e agradeço pelas sua orações.
        O Senhor nos seja propício.

        Meu abraço fraterno,
        Jose.

      • Amem, mano, Deus te abençoe muito,
        mz

      • Jose Junior disse:

        Olá Maurício,
        A graça do Senhor seja contigo.

        Já parei de contar quantas vezes li esse post…
        Ele é ótimo, esclarecedor, provocativo (a analisarmos como estamos “amando”), instrutivo.

        Quanto mais o leio mais me constranjo e me encho de perguntas. Suas respostas são sempre pontuais e saciam as dúvidas que vão surgindo. Obrigado por responder.

        Mas… Como você mesmo disse ao encerra-lo, “há muito mais a ser dito”.

        Eu sei que o que você escreveu “veio como inspiração divina”. E sei que a Bíblia é a maior autoridade para nos instruir a amar. Entretanto, como já frisei, acho necessário a “ajuda” de autores sérios e espirituais. O que você poderia me indicar para ir “saciando-me e instruindo”?

        E, não pare somente nesse post não. Quando possível “ajude-nos” com uma “Parte II”.

        Abraço,
        Jose

      • José, oi,
        .
        obrigado por tuas palavras tão cheias de carinho. Você tem um coração muito bondoso.
        .
        Um livro que pode ser muito bom sobre o assunto é “As cinco linguagens do amor”, de Gary Chapman, da editora Mundo Cristão.
        .
        Sobre a parte II, vamos ver aonde o Espirito Santo nos conduz, ok? Creio que em breve podemos trazer algo sobre isso.
        .
        Deus te abençoe muito, queridão,
        mz

  6. Salve! Zagari ! é isso awee!!, disso que eu sempre converso com meus amigos

    Muito boa a pesquisa que vc fez na Bíblia mostrando vários pontos,expondo o que é realmente o AMOR.
    vejo vários adolescentes por ai nas redes sociais dizendo que “ama” a namorada que conheceu faz 1 semana, eu sinceramente não intendo isso, e sou visto como um “E.T” rs. eu queria ver esse amor todo deles pela namorada, por Deus , ai séria fantástico.
    Mas vou compartilhar esse texto, quem sabe eles abrem o coração e conheçam o VERDADEIRO e PERFEITO AMOR.

    A paz Mauricio.
    Que Deus continue te abençoando, para que você possa nos abençoar com os post´s. vlw

    • Olá, Gessé,
      .
      fico feliz que nossas reflexões te abençoem, louvo a Deus por isso.
      .
      De fato, há muita declaração de amor feita de modo irrefletido. Só posso crer que isso se deva ao fato de que se chame de amor o que não é amor. E, na grande maioria dos casos, não por maldade, mas por pura irreflexão ou desconhecimento dos critérios bíblicos mesmo.
      .
      Abraço, querido, Deus te abençoe,
      mz

  7. Tamires Souza disse:

    Muito me enriqueceu esse texto Mauricio! Deus continue a te abençoar!

  8. valdir disse:

    Deus tem um amor que Paulo descerve em corintios 13, amor esse inalcansável pelos homens, mas que acredito que devemos fielmente persistir em tentar praticar.

    Deus o abençoe e lhe guarde, a paz….

    • É isso aí, Valdir, a perfeição que Jesus nos propõe alcançar sempre é impossível para nossas limitações. É uma meta inalcançável que serve para nos estimular a buscar sempre a excelência.
      .
      Abraço, queridão, Deus te abençoe,
      mz

  9. Natália Silvestre disse:

    Olá, Maurício! Gostaria de parabeniza-lo pelo blog que tem sido instrumento de Deus pra esse tempo.
    Fui ensinada que o amor é uma decisão e, compreendo-o quando dizes que nao seria necessariamente APENAS decisao. Pensando em todas as outras coisas que o amor é e faz, percebe-se que trata-se de fazer, de honrar o outro, de ama-lo porque la atras decidistes a isso. Então pra mim o que o sustenta em muitas vezes é a decisão. Mas nem tudo é tao simples assim: afinal, quando trata-se de homem/mulher como me decido simplesmente a ter um sentimento como se fosse algo conferido apenas à decisão? Tem de existir o sentimento, seríamos hipócritas ao dizer que isso nao é fundamental.
    Acredito então que o amor trata-se de uma aliança. Ele seria exemplo disso no trato do amor de Cristo por sua igreja.
    Somos falhos: em diversos momentos a afeição vai embora, o sentimento vai ficar desgastado, emoções vão falar mais alto… E aí? O que permanece seria a decisão, ou melhor, a aliança. Aliança é a palavra perfeita pra definir o amor pra mim então.
    E lendo o que escrevestes sobre 1Co 13, acredito que essa passagem se aplica ao amor entre homem/mulher, mãe/filho, amigos, e ao próximo seja ele quem for. Acho que essa é a essência do amor em todas as faces que ele tem e existe.
    Aprecio teus textos! Que Deus abençoe a ti e tua família.
    Abs,
    Natalia

    • Olá, Natália,
      .
      Fico feliz de saber que o APENAS tem contribuído para sua vida espiritual, louvo a Deus por isso.
      .
      Sobre 1 Co 13, mana, preciso dizer que esse é um fato hermenêutico: refere-se ao amor divino, o ágape. Para nós serve como estímulo para amarmos como Deus ama, mas a descrição que ali é feita é sim do amor de Deus e não do humano.
      .
      Suas demais percepções estão muito bem postas. Entendo que a aliança se firma como consequência do amor: porque amo me alio.
      .
      E como você disse: reduzir o amor a uma decisão racional, como na escolha de que cor usaremos para pintar uma parede, é um reducionista que simplesmente não existe na vida real. O fator “decisão” existe? Claro que sim. Mas ele é um elemento entre muitos que compõem o todo.
      .
      Obrigado por todo o carinho de suas palavras. Deus te abençoe muito,
      mz

  10. Ageu Leandro disse:

    Olá Maurício.

    Tenho te acompanhado há algum tempo e esse post me trouxe algumas mudanças de conceitos sobre o amor.

    Vou ler o post mais uma ou duas vezes para compreender melhor as riquezas aqui expressas.

    Na minha sincera opinião, baseada na minha limitada experiência, penso que amar não é apenas uma decisão, como você bem explicou. Mas acho que amar é, também, uma decisão. Afinal, Deus amou o mundo, conforme João 3.16, e o relato não explica o porquê. Ele apenas amou.

    Assim, acho que limitar o amor a uma decisão é realmente torná-lo menor do que ele é. Mas retirar essa característica do mais nobre dos sentimentos, eu acho que pode fazer com que o reduzamos também.

    Espero poder ter acrescentado alguma coisa e, caso não, pelo menos serviu para eu expressar o que penso. Hehehehe.

    Vou reler o post mais algumas vezes porque, afinal, não há nada melhor no mundo do que amar.

    Um grande abraço pra você.

    • Olá, Ageu,
      .
      fico contente que o post te levou à reflexão, mano.
      .
      Sem dúvida o amor biblico inclui a decisão em sua parte racional. O texto tenta mostrar que não é apenas isso. Que também tem outros fatores. Espero que nas suas releituras do post isso fique claro para você.
      .
      Outro abração, querido, o Senhor te dê graça e paz,
      mz

  11. Maira brasileira disse:

    Maurício, você irradia amor em todas as respostas…isso vem do Alto!
    Sempre fui muito amorosa, mas excessivamente emotiva, esperando com meu excesso de amor aos outros, receber consideração e gratidão, que muitas vezes não vinham e, então, frustrava-me… Este Post amorosamente trazido hoje, direto do seu amoroso coração, fez-me sentir-me quase completamente curada de minhas frustrações; é claro que tenho muito para aprender e crescer (com 60 anos) pois nossa vida terrena é um eterno aprendizado. Obrigada, amado Maurício, por preciosas pérolas que você nos agracia diariamente! No Amor do nosso Senhor.

    • Olá, Maira,
      .
      É bom que você tenha o amor como base de seu proceder. Nunca deixe que tirem isso de você.
      .
      Obrigado por suas palavras gentis, embora eu seja humano como qualquer outro e não seja apenas amoroso. Tenho muitos pecados nas costas para provar isso. Mas a gente se esforça.
      .
      Deus te abençoe muito,
      mz

  12. Rafael Braga disse:

    Bonito texto… pena que não passe muito da teoria para a maioria dos que se dizem cristãos, acho que o lugar onde vivenciei mais desamor foi nesse meio cristão, onde estive durante dois longos anos, fui praticamente escorraçado quando decidi contar a minha orientação sexual, e se contei foi para pedir orientações, que viessem com amor, e não o ódio gratuito que tiveram por mim. Pessoas que me abraçavam e sorriam pra mim, de repente, começam a me tratar de uma maneira fria e se distanciam, como se eu fosse um leproso, outros simplesmente acham que estou tomado por demônios e começam a querer me “exorcizar”. Não podiam simplesmente me aceitar como sou?! O fato de ser gay não muda o meu caráter, e valho muito mais do aqueles que me julgaram. Suportei todo tipo de ofensa, que era uma coisa velada, mas eu percebia, decidi sair desse antro de víboras. Hoje tenho namorado e a aceitação da minha família que é o q conta, o amor cristão do qual vc descreveu não me faz falta, eu simplesmente tenho amor, sem rótulos. Talvez isso tudo e outras coisas tenha me levado a não mais crer em Deus, por que se realmente existisse um, ele não me barraria no seu paraíso por ser gay e querer viver assim, esse tipo de amor não me interessa!!

    Abraço, vc é um ótimo cristão, continue assim.

    • Olá, Rafael, tudo bom?
      .
      Muito triste isso tudo que você vivenciou, sei bem o que é se sentir um leproso entre quem mais deveria doar amor. Então entendo sua tristeza.
      .
      De tudo o que você me falou o que mais me toca é o fato de você ter deixado de crer em Deus. Ele não tem culpa se nós, humanos, somos impiedosos. A tentação de ver Deus como um verdugo ou como inexistente porque os que se dizem seus filhos não sabem amar é enorme, mas é um problema. Tiro por mim, Rafael. Se as pessoas fossem crer que Deus existe com base na minha bondade toda a humanidade seria ateia. Sermos imperfeitos e não entendermos a proposta do Evangelho não anula a realidade de um Deus perfeito. Nesse ponto eu te convidaria a uma reflexão.
      .
      Quanto à questão da homoafetividade, o grande problema é que a maioria dos cristãos não entende que um homoafetivo é antes de tudo um ser humano. Eu seria leviano se dissesse a você que tenho uma visão diferente da bíblica sobre o comportamento homoafetivo. Como cristão, creio no que a Bíblia diz. Mas daí a dizer que vou tratar você como alguém menor ou indigno de carinho e amizade por causa disso é uma grande distância. Posso não concordar com o que você faz e ainda assim amar a sua pessoa. Se eu sou flamenguista não vou tratar vascaínos como leprosos: discordo mas respeito e amo. Esse eu vejo que é o grande problema.
      .
      Rafael, oro a Deus que todas as feridas que ainda há na sua alma pela forma como te trataram sejam curadas totalmente. Que você consiga perdoar quem te fez mal. E, acima de tudo, que venha a enxergar Deus como Ele é – e não como tentaram te fazer crer que Ele é.
      .
      Te abraço com carinho, querido, que você seja cheio de paz e carregado nos braços da graça desse Deus tão amoroso,
      mz

  13. jgomesr disse:

    Para o AMOR, não prevalece o Amor Cristão, Hinduísta, Islamita, Budista, Católico, das etnias religiosas do Oriente Médio; o amor desperta entre todas as religiões, pessoas e etnias religiosas da mesma forma, pois ele nasceu no momento em que a vida despertou para o AMOR!

    • Olá,
      .
      mas é inegável que cada credo vê o amor de um modo diferente. Se você perguntar a um hindu que vive num sistema de castas se ele pode amar e se casar com uma mulher de uma casta superior verá que o conceito em muito vai diferir do da sociedade ocidental.
      .
      Deus te abençoe,
      mz

  14. Dalva disse:

    Oi Mauricio,

    “Se faltar uma perna do tripé o banco cai. Portanto, se casar pelos motivos errados é pecado, pois contraria o propósito primeiro do matrimônio instituido por Deus.É exatamente isso que diferencia amizade do amor que leva a querer se casar. O cônjuge é mais do que um amigo: é uma pessoa única entre as muitas em todos os aspectos.” ___________ lindo,adorei,amei que mais posso dizer ??? obrigada.

  15. Bianca Dias disse:

    Belíssimo texto me ajudou bastante como sempre!!!

    Maurício meu amigo o amor de Deus é perfeito !!!!!! as vezes fico tentando entender que amor é esse..pois é muito fácil amar quem nos faz bem e felizes, mas confesso que tenho muita dificuldade de amar a quem me faz mal…mas peço em minhas orações que Deus me ajude a amar como ele ama….esse amor além das aparências….

    Abraços!!!!

    • Oi, Bianca,
      .
      Que bom que te ajudou, muito me alegro.
      .
      Jesus nunca nos prometeu um Evangelho de facilidades, não é? Negar-se a si mesmo, tomar a sua cruz e segui-lo: essa é a proposta. E não é nem um pouco fácil.
      .
      Deus te abençoe muito,
      mz

  16. Alessandra (Lelê) disse:

    Mauricio,
    Atrasada estou, mas isso não quer dizer que o post passou desapercebido.
    MARAVILHOSA argumentação e provas bíblicas de q o amor, ou O Amor é o maior e melhor sentimento q o nosso Deus criou.
    Li para o Sergio na hora que eu recebi e ele tb ficou estupefato com tanta sabedoria e amor q vem de Deus.
    Obrigada por me deixar sempre voltar mais para Deus através dos seus posts.
    Com carinho para a familia tão amada por nós.
    Lelê

    • Oi, Lelê,
      .
      que bom que o texto testificou ao teu coração. E que bom que Sergio enxergou o amor de Deus por cada um de nós.
      .
      Eu que agradeço por ainda ter paciência de ler o que escrevo.
      .
      Beijo grande a todos, na paz de Cristo,
      mz

  17. lukaswilkeer disse:

    Leio esse seu texto com os olhos cheios dágua.
    Ontem, tive um desentendimento com minha namorada, (que me recuso a chamar de namorada), embreve noiva, e ano que vem finalmente minha esposa.
    Esse texto veio a confirmar o que sinto por ela, pois tudo que esta aí, é o que eu sinto, mas infelismente, levado pela raiva disse coisas horrivéis, que a machucou,e ela ainda esta maguada comigo. Tudo isso, por causa do meu orgulho.

    Ore por mim, para que Deus trate isso comigo, e para que Deus coloque o perdão no coração dela, isso eu peço a todos, porque eu a amo, e quero chama-la de “Minha Esposa” um dia.

    • Lukas, meu irmão,
      .
      pedir perdão é o maior ato de grandeza que um cristão pode exercer. Se você disse coisas horríveis a ela, peça perdão. Humilhe-se. E entregue nas mãos de Deus, mano. Ponha-a em primeiro plano e reconheça seu erro, sem apontar quaisquer erros dela.
      .
      Orgulho…não, mano, jogue isso fora. Só serve para os que não entendem que são pó. Os humilhados serão exaltados. Desça e Deus te exaltará.
      .
      Em oração por vocês, querido,
      mz

      • lukaswilkeer disse:

        Obrigado Zágari.
        É isto que eu irei fazer, peço a Deus para que ele trate isso comigo, molde o meu carater conforme a palavra dele. O resto, é só ter fé no Senhor, e esperar nele. Afinal, o que ele prometeu é fiel pra cumprir.

        Obrigado, Que a paz de Cristo esteja com todos nós.

      • Amém, mano. Você está em minhas orações.
        .
        Te abraço, no amor de Cristo,
        mz

  18. Erica Moreira disse:

    Caro irmão,

    Seus textos são sempre muito edificantes e sempre me levam a refletir, deixando o Espírito Santo sondar o meu coração e me tratar.

    Sobre o amor ser uma decisão, gostaria de fazer somente uma ponderação. Não desconsidero o fato de o amor ser um sentimento. A questão que gostaria de levantar é que quando considero o amor uma decisão é no sentido de decidir obedecer a Deus quando Ele nos manda amar os inimigos, por exemplo. Nesse caso, para mim, amar passa muito, mas muito longe mesmo de um sentimento e aí, sim, preciso, conscientemente, decidir amar por obediência a Deus e esperar que Ele opere o querer e o realizar nos meus sentimentos. E o pior, meu irmão, é que, por vezes, o inimigo pode ser o cônjuge, o irmão, o filho, em determinados momentos pelos quais todos passamos em que o sentimento pede para abandonar, desprezar, ignorar, mas que Deus manda amar, se doar, respeitar, valorizar, se sacrificar.

    Não sei se consegui colocar o meu ponto de vista com clareza.

    Mais uma vez, agradeço a você por se deixar usar como instrumento de Deus em minha vida. Eu te garanto que seus textos têm contribruído para meu amadurecimento espiritual.

    Que nosso amado Deus continue abençoando você e sua família.

    Um abraço,

    • Oi, Erica,
      .
      obrigado pelo carinho, fico feliz que de algum modo os textos aqui expostos estejam somando.
      .
      Eu concordo com você. Como disse no texto, o amor não é uma decisão, mas a decisão faz parte do amor. Dizer que ele é sempre uma decisão é reducionismo e não coaduna com as Escrituras e com os fatos da vida.
      .
      Decidimos superar o ódio e fazer o bem ao inimigo. Decidimos sair do conforto e amar os miseráveis em situação de risco. Decidimos amar os perdidos e evangelizar. Mas não decidimos sentir o que sentimos por nossos filhos. Não decidimos sentir o que sentimos por nossos pais. Não decidimos sentir o que sentimos por nossos cônjuges. Tenho pena de quem se casa só porque “alguém é espiritual”. Conheço muitas pessoas espirituais mas não me casei com elas. Porque eram apenas amigos espirituais. O sentimento de amor de homem por mulher (ou vice-versa) não pode ser ignorado na equação de uma relação conjugal. Foi nesse sentido que pontuei. Dizer que “amor é decisão” é generalismo e reducionismo.
      .
      Espero que tenha-me feito entender. Deus te abençoe muito, minha irmã, na paz de Cristo,
      mz

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