Normalmente aqui no APENAS eu discuto as coisas de Deus e da nossa fé. Mas este post será um pouco diferente: quero hoje viver a fé e não debater sobre ela. Você já vai entender. Farei isso após ter vivido uma experiência que me mostrou uma vez mais que Deus é absurdamente imprevisível. Ocorre que fui convidado para dar uma palestra sobre três livros que escrevi para a editora Anno Domini, voltados para jovens e adolescentes, no Congresso Anual do Ministério Despera Débora, que conta com 80 mil mulheres em todo o mundo em oração por seus filhos. Nina Targino, uma das pessoas mais doces que já conheci, é a coordenadora nacional desse ministério e escreveu o prefácio do quarto livro da série, chamado O RITUAL, que será lançado ainda este ano. Fiquei muito lisonjeado quando ela, e louvo a Deus por isso, leu os quatro livros e mostrou-se encantada pela série (chamada Série Geração Ação), disse-me que esses livros eram resposta de oração e me convidou para palestrar para as cerca de 500 coordenadoras do Desperta Débora em todo o país. Sendo assim, saí do Rio rumo a Belo Horizonte certo de que estava indo para falar. Mas mal sabia eu que estava indo para ouvir.
Cheguei ao evento, fiz a palestra sobre a série e ainda sorteamos exemplares de O Enigma da Bíblia de Gutemberg (livro vencedor dos prêmios Areté de excelência em literatura cristã nas categorias “Melhor Livro de Ficção/Romance” e também “Autor Revelação do Ano”), 7 Enigmas e um Tesouro (finalista do Prêmio Areté na mesma categoria) e O Mistério de Cruz das Almas. Estava feliz, foi uma grande festa, aquela alegria tradicional que ocorre em sorteios. Terminada minha participação, sentei ao lado de Nina para escutar a próxima preletora, uma senhora chamada Ivanise Espiridião da Silva. Eu não a conhecia. Como meu voo só saía dali a algumas horas, resolvi permanecer e ouvir o que ela falaria. Eu não sabia, mas dentro de poucos minutos Ivanise tiraria o sorriso de meu rosto e me faria chorar copiosamente.
Ela é ninguém menos que a presidente do Movimento Mães da Sé. É um grupo formado por pais cujos filhos desapareceram. Sumiram do mapa. E simplesmente as autoridades fazem pouco ou nada para encontrá-los. Como me contaria depois – na carona que lhe dei ao aeroporto -, quando sua filha Fabiana, de 13 anos, desapareceu, Ivanise procurou uma delegacia. O delegado simplesmente virou-se para ela e disse que não procuraria a jovem pois “ela deve estar em algum motel com o namoradinho”. E não fez nada. Nisso se passaram 16 anos e Fabiana continua desaparecida. Não. Fabiana não estava em motel algum: ela incorporou-se às cerca de estimadas 200 mil pessoas que somem por ano no Brasil (como Ivanise me contou, existem estatísticas oficiais no país até sobre roubo de carros, mas nenhuma sobre o desaparecimento de seres humanos. O que há são especulações a partir de dados de 13 anos atrás).
Ivanise fez sua palestra. Ela escreveu o texto e o leu, em meio a pausas e lágrimas. Ao final eu estava tão tocado e comovido que pedi a ela se poderia me ceder o texto para que eu o publicasse aqui no APENAS. Serei muito direto: meu objetivo é que você seja tocado como eu fui, entre no website do Mães da Sé e invista minutos do seu dia para ver se você consegue ajudar a identificar algum dos desaparecidos, cujos pais estão em desespero. Ouça agora as palavras que foram lidas com voz embargada por Ivanise e que silenciaram todos os presentes. É uma pena que sem o tom usado na leitura perca-se a prosódia dessa mãe desesperada:
“Dizem que sou uma mulher forte e corajosa, porém me sinto muitas vezes fragilizada pelas peças que a vida me pregou. Mas sou uma mulher abençoada por Deus, afinal Ele me deu dois grandes tesouros, minhas filhas, Fabiana e Fagna – lindas, inteligentes, tudo o que um dia sempre desejei: ter uma família formada com marido e filhos, já que venho de uma família de 10 irmãos. Filha de agricultores, nasci numa cidade no interior de Alagoas, hoje com 30 mil habitantes.
Nunca tive nenhum privilégio, trabalhei na roça até os 18 anos, quando casei e fui morar em São Paulo, uma megalópole. Como meu esposo trabalhava e eu ficava sozinha, logo quis ter filhos. Primeiro nasceu a Fabiana e, 11 meses depois, veio a Fagna. Minhas filhas foram o maior presente que ganhei do Senhor Jesus. E na minha concepção de felicidade eu tinha uma família feliz.
Até que, em 23 de dezembro de 1995, minha filha Fabiana saiu de casa acompanhada de uma colega de escola para visitar uma amiga que fazia aniversário aquele dia. No retorno para casa, desapareceu a cerca de 120 metros de distância de onde morávamos. Fabiana estava com 13 anos. Hoje minha filha tem 30 anos.
A partir daí minha vida transformou-se em um pesadelo. Iniciei minha busca. Durante três meses procurei minha filha sozinha, visitando hospitais, IML, hospitais psiquiátricos, pelas ruas e viadutos, principalmente na região central de São Paulo. Essa busca foi me desgastando física e psicologicamente. Cheguei à beira da loucura. A vida não tinha mais sentido para mim sem minha filha. Até que, num dia de desespero e muita dor, pedi ao Senhor Jesus que me mostrasse uma forma de poder esperar até o momento em que Ele achasse que estava preparada para encontrar minha filha, viva ou morta. Por acaso, uma amiga da faculdade me passou o telefone de uma organização que havia no Rio de Janeiro, o Centro Brasileiro em Defesa da Criança e do Adolescente, onde cadastrei minha filha.
Algumas semanas depois fui convidada para participar de uma novela que juntou ficção e realidade e mostrou depoimentos de mães que tinham os filhos desaparecidos. Durante as gravações, conheci outras mães que estavam passando pelo mesmo drama que eu. Juntamente com outra mãe que foi comigo gravar a novela demos início ao Movimento Mães da Sé, que nasceu em 31 de março de 1996.
Transformei minha dor em uma luta constante, não só pela minha filha, mas para ajudar outras mães que vivem o mesmo drama. Tenho aprendido muito com essa família numerosa que Deus me deu. Somos irmanadas pelo mesmo objetivo, que é encontrar nossos filhos. Afinal, o Estado nos deve essa resposta. Nossa luta é uma luta isolada, sofremos o total abandono do poder público.
Aprendi a sobreviver e não desistir, pois como mãe não posso jamais desistir da busca do único bem mais precioso que Deus me deu. Tenho travado uma longa e triste batalha com a vida, mas aprendi também que não existe causa perdida, pois a única causa perdida é aquela que você abandona.
Ainda não encontrei a minha Fabiana, mas já devolvi a alegria a 2.657 casos localizados com vida e 211 óbitos. Se Deus me levar hoje, irei em paz. Pois minha filha vive em cada uma dessas crianças e adultos que ajudei a voltar para suas famílias.
Ao longo desses 16 anos de luta, aprendi que é enfrentando as dificuldades que me fortaleço, é superando meus limites que cresço como pessoa, é tentando resolver os problemas que amadureço, é desafiando o perigo que encontro coragem para enfrentá-lo e descubro o quanto cresço quando exigem de mim mais do que as minhas próprias forças – o que muitas vezes está além dos meus limites.
Aprendi a valorizar cada minuto que a vida me dá, pois ele é único: sendo bom ou ruim, jamais haverá outro igual. Por isso nunca penso naquilo que acabou, mas sim naquilo que valeu a pena enquanto durou.
Lembrar os 16 anos do Movimento Mães da Sé é, acima de tudo, um ato de continuidade da busca por justiça, dignidade e verdade. A nossa luta não se perdeu no caminho, tampouco é em vão. De tudo fica um pouco, que será suficiente para tecer o fio da memória – que serve para alimentar a luta por justiça e contar a violência do Estado.
É tempo de lembrar. E fazer da lembrança dos nossos filhos o combustível para a luta que continua até encontrarmos uma resposta. O resultado desse esquecimento vemos hoje, quando execuções sumárias, torturas e desaparecimentos forçados continuam a ser praticados, em número muito maior e atingindo muito mais pessoas, por agentes estatais. Nos recusamos a mais um esquecimento nessa triste história.
Há 16 anos iniciamos, dando os primeiros passos onde muitas mães, pais, irmãos e amigos que nos seguiram – mostrando que não podemos mais esperar por justiça deixando tudo por conta do Estado.
A dor integra a natureza de nosso trabalho. É em meio a nossa dor e nosso sofrimento que buscamos e recolhemos a solidariedade e o alento de nossos parceiros em nosso trabalho, que não só alivia nossa caminhada como amplia nossas vitórias e impõe-nos o compromisso de com eles nos congratularmos, ainda perguntando: para onde estão indo nossas crianças? Mantemos acesa a chama da esperança de um reencontro único, mesmo sem saber o dia e a hora em que ele possa acontecer.”
Aqui acabou o testemunho de Ivanise. Seguiram-se alguns instantes de silêncio e ela completou, de improviso:
- E você pode estar se perguntando o que tem isso a ver com o Congresso do Desperta Débora e por que eu vim aqui. Eu vim buscar forças. Eu vim buscar colo.
Desnecessário dizer a enorme comoção que se seguiu a essas palavras.
Se você puder, meu irmão, minha irmã, entre no website do Mães da Sé. Quem sabe você não será o responsável por devolver um filho aos seus pais desesperados? Use bem seu tempo na web. E divulgue esse trabalho. Quanto mais pessoas olharem as fotos dos desaparecidos, mais chance há de eles serem encontrados.
Na nossa ida ao aeroporto pergunt
ei a Ivanise (foto) qual era a melhor forma de ajudar. E ela respondeu que era olhando o site para, quem sabe, se lembrar de alguém que você tenha visto em algum lugar e cujos pais estão destruídos pela falta de informações.
Esse é o melhor colo que você pode oferecer. E, ao ouvir o testemunho de Ivanise, vi que hoje era dia de o APENAS não falar sobre o Evangelho, mas vivê-lo em sua plentiude: amando o próximo.
Ame o próximo. Acesse agora www.maesdase.org.br. Você pode salvar vidas e devolver a alegria a famílias destruídas. Para qualquer informação, o telefone da sede do Movimento é (11) 3337-3331.
Paz a todos vocês que estão em Cristo.
Follow @MauricioZagari.
.
Direitos Reservados
O conteúdo deste site é de divulgação livre para fins não comerciais. É mandatório quem for reproduzir um post creditar: 1) Nome do autor. 2) URL do blog (com link). 3) Nome do blog: “APENAS”.
Blog APENAS by Maurício Zágari is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial 2.5 Brasil License.





me comoveu tb, pode contar comigo…
Amem, Nadia, fico feliz.
Deus te abençoe!
Eu não vim aqui comentar, apenas juntar minhas lágrimas as tuas…
Vim chorar com os que choram (converta cada letra em lágrimas e multiplique).
Que Deus console todos os dias o coração dessa mãe…
Paz, querido! Deus abençoe.
Paz, irmã.
Deus abençoe em dobro.
“…e chorai com os que choram.” – Rm 12:15.
Imagino a dor. Deve ser terrível. E suponho que o mais agoniante deve ser a falta de certa em relação ao estado do ente querido. Não saber se está vivo ou se está morto. Creio que talvez seria melhor a certeza da morte, do que a incerteza. Ou não… Ah.. sei lá… Que horrível deve ser isso…
Que o Senhor consoles as Mães da Sé e fortaleça os seus corações. Pois há recompensa para quem persevera até o fim , crendo no Filho de Deus.
Conte com minhas orações.
Paz!
Amém, mano, ore mesmo, pq esses pais precisam demais disso.
Na paz de Cristo.
Bom dia !
Fiquei sem palavras,tenho que agradecer a DEUS por tudo e pedir perdão por as vezes reclamar tanto, só a misericórdia mesmo.Coloquei o link em meu perfil,quem sabe,ajudo de alguma forma.
Somos sensiveis a dor destas mães,choramos com quem chora.
Que Deus nos dê a paz e renove a força destas mães.
Amem, Solange!
Deus a abençoe!
Que luta comovente, se não fosse tão trágica!
Eu faço idéia do que ela está falabdo, pois ela está buscando uma filha! E um filho é uma parte de si que está perdido!
Quanta fé sem esmorecer jamais! Ela poderia ter desistido, afinal já se passaram anos e não há esperança, mas mãe é mãe e não desiste fácil!
Imagine tirar um pedaço de vc e depois querer que vc viva normalmente? Impossível!
História de luta! História de amor!
Obrigada por compartilhar!
Me compadeço do seu choro e me junto a vc!
Bjs na familia!
É, Lelê, não sei de onde Ivanise tira essa força.
Só pode ser do amor.
Deus te abençoe!
Graça e paz!
Realmente me fez chorar. Dedicarei parte de meu tempo em divulgar este artigo e orar por essas mães e filhos. Deus te abençoe!
Fraternalmente
Ethel Martins
Fico feliz, Ethel. Obrigado.
Eu e elas agradecemos.
Deis te abençoe!
E o que fazer quando falta forças para continuar?
Quando o passado contribui para a não comunhão na igreja? Quando não conseguimos mais acreditar nas mudanças, quando parece que as promessas não virao?
Eu sei o que é certo, o que é melhor para mim, porém não consigo continuar no caminho simplesmente porque sou mais feliz fora dele…
A verdade é que não sei o que fazer…
Ana,
.
antes de qualquer coisa, oro a Deus por vc e pelo teu coração, que visivelmente está pesado.
.
As forças nós buscamos em Cristo, querida. “…nAquele que me fortalece”. Jesus nos fortalece. Por isso é importante buscar o Mestre em oração, pela leitura da Sua Palavra, pela comunhão com os santos imperfeitos – no meio dos quais se destacarão aqueles que nos estenderão a mão e nos ajudarão.
.
O passado passou, querida. O Evangelho é sobre o futuro. Pense no que pode ganhar voltando à comunhão e não no que perdeu estando numa comunhão que te fez mal. Sobre as promessas, não sei a quais vc se refere. Mas lembre-se das pelavras de Jesus a Tomé: “Bem-aventurados os que creram sem ter visto”. Essa é a promessa maior.
.
Você pôs uma dicotomia bem interessante: “sabe o caminho certo” mas “é mais feliz fora dele”. Ou seja, podemos concluir que o que te faz feliz hoje é o caminho errado. Aí, Ana, entra o aspecto racional. Seguir pelo caminho errado só porque ele te deixa feliz não é a proposta do Evangelho. O Evangelho não nos promete felicidade, mas nos propõe que se andarmos no “único caminho, única verdade, única vida”. Então a felicidade, em termos bíblicos, cai para um plano bem inferior a estar no caminho. É uma questão de saber, racional.
.
Não posso te dizer o que fazer, Ana, mas posso carinhosamente aconselhar: busque o Senhor. Volte para os braços de Cristo. Eles te sustentarão nas adversidades. Retorne à comunhão. Uma mão decepada do Corpo é uma aberração. Jesus te chama e te espera como o pai da parábola do filho pródigo. Só precisa agora que vc se levante e dê o primeiro passo em direção a Ele. Faça isso e vc não se arrependerá.
.
Oro por vocë. No amor do Caminho,
Mauricio
[...] seu tempo na internet. Leia um pouco de coisa útil. E dá uma passadinha no site do Mães da Sé (www.maesdase.org.br) e tente ajudar buscando reconhecer alguma dessas crianças e adolescentes. Reclamamos até que [...]
realmente, muito comovente! ja estou olhando o site, vou interceder em oração também! não posso se quer imaginar o desespero de uma mãe ter um filho desaparecido. que Deus abençoe muito esse trabalho.
Amem, Juliana, agradeço!
Deus a abençoe!
Na minha igreja tem esse ministério não sabia que era assim , nós que não somos mães ás vezes não temos ideia, da força que é um ministério desse.Foi perto da minha casa, sesc de Venda Nova-BH.Que Deus possa dar forças a essas mulheres de Deus.Mãe 3 sílabas mas um poder enorme.Como ela relatou nunca perdem a esperança com os filhos.Que Deus as abençoe.
Amem e amem!
Deus a abençoe!
Zágari,graça e paz!
Sabe amado..ao ler este post,me veio a vontade de expor uma experiência pessoal.
Reservo-me no direito de usar um pseudônimo para preservar minha identidade,pois sou presença sempre garantida por aqui nos comentários.Há 25 anos atrás,em 1987,por um surto adolescente(eu tinha 12 anos) movido a uma imensa vontade de sair,conhecer,ter a vida vivida na zona sul do Rio de Janeiro,” resolvi fugir” de casa sem motivo algum.Com apenas a roupa do corpo,sem documentos,parti para uma aventura que marcaria a vida de meus pais para sempre.Era sábado,dia do desfile das campeãs do carnaval;ali estava eu na primeira parada dessa jornada sombria.Desculpe,amado..é como mexer numa caixa preta da alma…as lágrimas vem ao olhos..eu não tinha motivos pra fazer aquela loucura..eu não passava fome,não sofria maus tratos,era amado por todos..mas fui teimoso,egoísta..queria viver uma vida de Pixote,mas sem criminoso..apenas sonhava em vencer as agruras da rua e depois ter história pra contar..não pensei no mal que faria a meus pais..Zágari,fiquei uma semana perambulando pela zona sul,(morava em Santa Cruz-RJ)..meus pais em desespero,indo em hospitais,no IML.rádios,delegacias..passando por interrogatórios onde a polícia queria descobrir uma contradição no depoimento deles,em relação a agressões que porventura eu tivesse sofrido em casa.Passei frio,fui assediado por molestadores,fui ameaçado de prisão,dormi nas escadarias do Teatro Fênix;subi ao Corcovado subindo pelos trilhos a pé,tomei meus primeiros caixotes na vida na praia da Barra da Tijuca,aprendi a ser cara de pau e pedir comida aos outros.. tudo isso com 2 colegas de rua que foram meus companheiros nesta loucura.Enquanto isso havia lágrimas de dor,desespero em minha casa..irmãos de todas as igrejas orando por mim,até que um teve a verdade revelada por Deus e a levou até minha mãe:”Ele está iludido com o mundo,passeando,vagando..eu o tenho guardado e o trarei para casa”..Aquilo parecia consolar meus pais,mas enquanto não cheguei,não houve paz definitiva.Retornei pra casa não tendo noção da minha insanidade.Me lembro de um rapaz que me viu na Barra perambulando pelo Terminal Alvorada,ele me reconheceu por foto que saiu no JB(um caso extraordinário,pois meu pai era um “peão” e conseguiu a solidariedade do jornal) e disse pra eu voltar pra casa,que meus pais estavam sofrendo muito..Sabe,mano..sei que tenho o perdão de Deus,dos meus pais,não houve sequelas psicológicas,mas como pai de um menino de 9 anos hoje,às vezes penso o desespero que seria pra mim passar por isso.Durante anos temi ter filho(menino) pensando que o futuro me reservava dor idêntica a de meus pais..E lendo este depoimento desta mãe,pensei em tudo que a minha passou em 10 dias e que pra ela foi uma eternidade..Tive a graça e a misericórdia de Deus em voltar pra casa,mamãe me teve de novamente em casa,mas não posso esquecer e ignorar que muitas não tiveram ou não terão esta oportunidade..e isto é dramático.Com o passar dos anos,tive uma real noção que meu surto causou;dor,medo,desespero,lágrimas,insônia,pesadelos,angústia,agonia.Se alguém pensa em sumir,largar tudo,seja qual for o motivo,sem avisar nada pra ninguém,como foi meu caso,ainda que seja um adulto;não faça isso..caso queira dar um tempo,avise às pessoas que te amam,que se importam com você sobre seu paradeiro,para que não haja esse abismo na alma de quem fica à espera por notícias.Que Deus console essas mães,lhes dê conforto,paz no espírito durante esta agonia.Um abraço,mano
Querido, obrigado por compartilhar sua história. Merece ser lida por todos os que passarem por aqui.
.
Sabe, uma coisa que Ivanice me disse e que por mero esquecimento não pus no post é que a maioria das crianças que somem e depois são reencontradas o faz exatamente por essa razão: fuga de casa. Não é sequestro, crime, nada disso. Elas simplesmente resolvem fugir.
.
Que Deus o abençoe e, se porventura ainda houver qualquer peso na tua alma pelo que fez, saiba conscientemente que mediante teu arrependimento Jesus já o perdoou.
.
Graça e paz sejam contigo e com toda a tua familia.
Amém,amado irmão!..Deixo aqui minha autorização para que envie por e-mail para os cadastrados no Apenas ou publique minha história numa outra oportunidade.Um forte abraço na graça e na paz do Mestre!!
Abraço, Joshua!
.
Deus te abençoe com a verdadeira vitória do cristão!