Devemos nos denominar “evangélicos” ou não? Somos “evangélicos” ou só “cristãos”? Essas são as perguntas-chave deste post. São fruto de um texto que publiquei aqui no APENAS dias atrás que mostrava como legiões de irmãos vivem suas vidas de fé sem refletir ou se informar sobre o que falam e que, por isso, cometem enormes equívocos (o post original é ESTE, caso você queira se situar no contexto). Ocorre que no meio do raciocínio citei um exemplo que deu margem a montes de comentários. Penso que o assunto merece uma reflexão só para ele, para elaborarmos em cima da questão: afinal de contas, sou “evangélico” ou não? Até uns três ou quatro anos atrás, ninguém tinha problema de se apresentar como evangélico. Era o que éramos e acabou. Mas, de repente, com o advento do twitter, do Facebook e das redes sociais, foi um bum de rejeição desse termo. De repente, vimos multidões e mais multidões de… evangélicos… repudiarem ser chamados daquilo que eram. “Sou cristão, não sou evangélico”, passaram a bradar muitos evangélicos – bem mais preocupados com isso do que proclamar Cristo. Sou um defensor do uso desse termo e quero convidar você a refletir por quê não o devemos abandonar.

A causa desse fenômeno é simples: a vergonha perante o mundo.

E como surgiu essa vergonha? Até há pouquíssimo tempo, todo mundo sabia que “evangélico” é sinônimo de “cristão de tradição protestante”, ou ainda “pessoa que segue o cristianismo segundo definido pela Reforma Protestante”. Só que aí vieram os escândalos. Igrejas “evangélicas” neopentecostais espantando o país com todo tipo de prática espúria, Teologia da Prosperidade praticada por “evangélicos” sendo esfregada na cara do mundo, celebridades de vida mundana se apresentando como evangélicas, exorcismos praticados por “evangélicos” como shows, roubalheiras em nome de Jesus saindo na primeira página do jornal, “evangélicos” chutando imagens de santas, bancada “evangélica” no governo envolvida em mutretas e tramoias, artistas “evangélicos” usando o nome de Deus para enriquecer, eventos “evangélicos” infernizando o trãnsito e a paz das cidades, pastores-celebridades “evangélicos” atacando outros setores da sociedade em rede nacional de TV com agressividade… enfim, a lama voou para todo lado.

Os setores evangélicos sérios começaram a olhar isso tudo com espanto. De repente, o Evangelho passou a ser escândalo para o mundo não mais por sua mensagem contracultural, mas porque aqueles mais visíveis que se dizem seus porta-vozes passaram a praticar tudo às avessas do que se esperaria de um servo de Jesus. Hoje, basta qualquer não-evangélico ligar a TV sábado de manhã para ver “pastores evangélicos” vendendo unções em troca de R$ 900 – o que, é óbvio, é um tremendo absurdo e todos os  que não são minimamente ingênuos percebem isso. Um ateu hoje liga a TV e assiste a “pastores evangélicos” aos berros contra gays, ofendendo e atacando. Sem entrar pelo mérito, aos olhos da sociedade aquele indivíduo representa todos nós e, se ele é tão agressivo e estúpido na hora de falar, todos devemos ser. E quando nos apresentamos como evangélicos somos automaticamente associados a esses ensandecidos empresários da fé e… sentimos vergonha, lógico. Quem não sentiria?

O não-evangélico hoje liga na TV cuja dona é uma igreja “evangélica” e assiste a reportagens denunciando… outras igrejas “evangélicas”. Não é preciso ser um gênio para ver o que está por trás daquilo: dinheiro e poder. O não-evangélico liga a TV e assiste a um Festival de música “evangélica” onde os artistas são iguaizinhos aos artistas do mundo, fazem tudo igual. Mas em nome de Jesus, claro. E isso é escândaloso para quem tem o mínimo de senso crítico, pois fica estampado em verde e amarelo que aquilo ali é apenas uma jogada para venda de CDs da gravadora pertencente à mesma organização que a emissora de TV.

Para piorar, alguns pastores-celebridades que eram evangélicos sem problema algum tornaram-se revoltados contra a Igreja evangélica por razões as mais diversas. Uns porque adulteraram e não buscaram recompor seu casamento e, como a Igreja evangélica obviamente não concordou com isso porque vai contra a Bíblia, tornaram-se inimigos dos evangélicos. E forjaram esse discurso “antievangélico” para captar o nicho dos revoltados e dos feridos e assim manter-se em evidência. Outros tornaram-se antievangélicos porque começaram a inventar teologias notoriamente heréticas, que esvaziam Deus de sua soberania, e, como a Igreja evangélica obviamente não concordou com isso porque vai contra a Bíblia, tornaram-se inimigos dos evangélicos. E aí entra o fenômeno da celebridade em ação: como esse punhado de pouquíssimos pastores são vistos como a quarta pessoa da Trindade por milhares de pessoas, começaram a arrebanhar um povo que somou-se a eles nesse discurso que partiu de razões pessoais e tornou-se o evento social e antropológico que estamos analisando aqui.

Em resumo: alguns que se dizem “evangélicos” e estão mais visíveis aos olhos do mundo acabaram fazendo o mundo associar todos os evangélicos a eles. Ao que eles fazem. Ao jeito como falam. Aos seus interesses visivelmente interesseiros. A tudo de mais horrível, réprobo e pecaminoso que representam. Outros, que tomaram atitudes ou inventaram teologias que contrariam a Bíblia foram rejeitados pelos evangélicos que viram o absurdo que há no que praticam e pregam e arrastaram consigo montes e montes de fãs com seu discurso “antievangélico”. Hoje são figuras tristes, que chamam irmãos na fé de malditos ou se portam como moleques de rua ao chamar homens de Deus de “bundões” ou coisa pior.

E, adivinha só? O mundo vê tudo isso. Sabe para quem sobrou? Para mim e para você, meu irmão evangélico.

Porque, de repente, muitos passaram a sentir vergonha de ser associados a toda essa baixaria. E, ao ouvir essas vozes do movimento “sou cristão, não sou evangélico”, agarraram-se a essa ideia como a um bote salva-vidas de sua dignidade. Como ratos que abandonam um barco que mina água, começaram a abandonar aquilo que sempre foram. A se redefinir. A deixar o termo que a sociedade vê como algo negativo na mão dos negativos e tentar se metamorfosear em outra coisa.

Mas isso é um enorme erro.

Se um bandido tem o mesmo nome que você, requerer junto à justiça a mudança do seu nome não vai resolver absolutamente nada. Se dizer “cristão mas não evangélico” também não resolve absolutamente nada. É apenas uma atitude de pessoas envergonhada que acham que por não se definirem mais pelo termo estão se livrando dos olhares tortos da sociedade. E, ao fugir da vergonha, tornam-se vergonhosos. Pois estão abrindo mão de uma definição belíssima historicamente, que define não o que os canalhas da fé são, mas o que Jesus plantou e Lutero, Calvino e outros resgataram – e que transformou a História da Igreja.

Quando a Igreja Católica Romana tornou-se o que tornou-se no século 16, praticando absurdos como a venda de indulgências e outros desmandos, Lutero protestou afixando suas 95 teses na porta da igreja castelo em Wittenberg, Alemanha, a 31 de Outubro de 1517. Os católicos, para denegrir a imagem dos discordantes, cunharam o termo “protestante”, em especial devido à grande manifestação de alguns Estados e príncipes alemães, em 1529, que protestaram contra decisões de caráter religioso, mas de motivação também política. Em contrapartida, os que seguiam a proposta reformadora do excomungado Lutero e seus simpatizantes começaram a usar o termo “evangélico”, na época visto (veja você) como menos polêmico e que remetia a uma das características positivas de tudo o que a Reforma significou: o retorno à mensagem evangélica original. Lindo. O adjetivo “evangélico” é simplesmente lindo, pois nos define como aqueles que seguem o sagrado Evangelho de Jesus Cristo, as boas-novas do Deus encarnado, a graça do Cordeiro de Deus que veio para tirar o pecado do mundo. Eis a essência do evangélico: abraçar o Evangelho e vivê-lo custe o que custar.

Ser evangélico, então, é seguir o Evangelho de acordo com a doutrina fundamental resgatada por Lutero, Zwinglio e Calvino, que traz em si como pontos fundamentais a prioridade das Escrituras, a justificação pela fé e o sacerdócio universal dos cristãos. É o que eu sou. E vou brigar pelo direito de me definir pelo que sou.

Se há aqueles que usam o Evangelho de Jesus como fonte de lucro, trilhando um caminho de escândalos e de práticas antibíblicas, cabe a nós, que nos consideramos fiéis ao Evangelho e que renegamos essas práticas, deixar claro que eles saíram de nós mas não eram de nós. Denominar-se “cristão” resolve? Nada! Pois cada um desses que escandalizam também se dizem “cristãos”! Então daqui a pouco vamos abandonar essa definição também?! Muitos, para não se identificarem com os canalhas que se apresentam como “evangélicos” já desmerecem tudo o que tem a ver com os tais: não congregam em “igrejas” ou “denominações”, mas em “comunidades”. Não têm “hierarquia”, só “irmãos mais experientes na fé”. Não seguem “religião”, mas “graça”. E, agora, não são “evangélicos”, mas “cristãos”. Tudo pura semântica. Jogos de palavras e conceitos que não resolvem absolutamente nada. Apenas deixa os que assim o fazem mais felizes por poder se apresentar aos olhos da sociedade como algo diferente do que aquilo que os embaraça perante as pessoas.

Lutero quis reformar a casa de fé em que vivia por causa dos desmandos e da vergonha que tinha de fazer parte daquilo. Foi excomungado, expulso, expelido. Hoje, os cristãos antievangélicos não querem reformar nada: optam por pular fora para se sentir melhor aos olhos do mundo porque podem dizer “eles são evangélicos, eu não”. Desertam porque têm vergonha daquilo de que não fazem parte. Eles próprios se excomungam, se expulsam , se expelem. E com isso se tornam vergonhosos.

Não, não temos que sentir vergonha desse belíssimo termo histórico, que custou a vida de muitos mártires da Reforma e que nos remete à essência de nossa fé: o Evangelho da Salvação de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Tenho orgulho disso. Defendo o direito de usar o termo. Ele nos pertence. Os apóstatas já abandonaram o termo. Os deixemos ir, não fazem falta, com suas heresias relacionais e sua agressividade “bundona” (para usar suas próprias palavras, perdoem-me por replicar suas agressões).  Se querem passar por cima das mulheres e crianças, pisoteá-las e sair correndo do barco que mina água, que o façam e levem sua vergonha consigo. Mas acredito que um cristão deve ser corajoso, como os mártires foram e se entregaram aos leões, à fogueira e à tortura por amor ao Evangelho. E isso porque eram evangélicos: deram as suas vidas pelas boas-novas. Deram suas vidas pela mensagem da Cruz.

Não fujamos como covardes. Fiquemos e defendamos o que é nosso por herança espiritual. Somos sim evangélicos, como Jesus o foi, os apóstolos foram, os patriarcas dos primeiros séculos, os pré-reformadores, os próprios reformadores e os que andaram em seus passos nos 500 anos que se seguiram. Eu sou cristão. Eu sou evangélico. E sou grato a Deus por isso. Pois, ao admitir essa verdade, honro aqueles que vieram antes de mim e defenderam muitas vezes com seus bens e suas vidas o direito de eu sê-lo hoje. Não vou deixar meia-dúzia de falsos “evangélicos” estragar isso. Vamos denunciar seus erros e suas práticas apócrifas. Vamos denunciar seu comportamento e suas ideias como algo estranho ao nosso corpo. Vamos purgar o mal que está em nosso meio pela proclamação da verdade que denuncia a mentira. Mas escapulir pela porta dos fundos furtivamente não é a saída. Postar-se de queixo erguido na porta da frente, de peito aberto, e assumir quem somos e quem eles são e que não compartilhamos da mesma fé… essa sim é a resposta.

Meu nome é Maurício Zágari e honro meus pais, que me deram esse nome. Honro meus antepassados, que me deixaram esse sobrenome como legado. Não os mudo por nada. Do mesmo modo, honro a Cruz de Cristo. Honro o Evangelho de Cristo. Honro os que resgataram pela Reforma o Evangelho de Cristo. E honro o nome que me deixaram: evangélico.

Se você tem vergonha disso, vá. E junte-se aos vergonhosos.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Mauricio
.

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Comentários
  1. André disse:

    E eu digo o mesmo: Sou evangélico sim e com muito orgulho!

  2. TIAGO PL disse:

    Olá Mauricio. Interessante a sua posição. eu mesmo me definia como Cristão por um bom tempo, como uma revolta aos que usam o nome de Deus e de Cristo nas suas perversidades. Isso veio de quando comeceu a frequentar, na época da faculdade, uma igreja que se denominava “Igreja de Cristo Internacional”: eles repudiavam qualquer termo que não fosse “Cristão”, negando até mesmo a Reforma, e seguem um caminho, diria eu, mais do Pentateuco do que propriamente de Jesus. Mas é bom ler um texto para rever meus conceitos. Obrigado pela palavra

    • Olá, Tiago,
      fico feliz que minhas palavras acenderam a chama da reflexão em vc.
      Nossa, que igreja bizarra. Nunca tinha ouvido falar de algo semelhante. Preferiam o pentateuco do que a Reforma? Então pararam na Lei Mosaica e repudiaram o resgate do Evangelho da Reforma? Oremos por eles!
      Deus o abençoe.

  3. Flávio disse:

    É por ai….resumindo, cristão, evangélico, protestante, crente, o que mais importa é sempre conservamos o nosso caráter e seguir imitando a Jesus. Abraço Maurício

  4. Concordo… “em termos”… O grande problema, meu amado irmão, é que o termo está sendo banalizado… Nem é pela “perseguição”, mas pela “confusão” que estão fazendo no meio do arraial dos santos.

    • Sim, Carlos, está sendo banalizado porque nós deixamos. Vemos os absurdos e não fazemos nada, apenas botamos o rabo entre as pernas.
      A quem banaliza, diga em alta voz: eu sou evangélico, eles não são.
      .
      Enquanto concordarmos em termos, querido, ficaremos sempre nessa postura passiva, deixando a lama cair sobre nossa cabeça a tal ponto que não suportamos e fugimos. Não temos que fugir. Temos que explicar que essa lama não parte de nós.
      .
      Um abraço do mano evangélico, na paz de Cristo.

  5. Eliana disse:

    Ah, como seus textos me fazem bem! Concordo com cada palavra, Mauricio.
    Oro a Deus para saber mostrar essa diferença ao mundo, entre o evangélico de verdade, que vive o Evangelho de Cristo, e os “falsos evangélicos”. Às vezes é difícil. O marido de uma amiga minha a proibiu de visitar minha casa por eu ser evangélica e a birra dele vem exatamente dessa lama que jogaram no nosso meio. Estou tentando mostrar diferença.
    Bela reflexão. Deus te abençoe.

  6. will disse:

    Mauricio,
    vou te fazer uma pergunta, mas não é sensacionalismo, nem duvida da inspiração da biblia, nem oportunidade para criar discussões nem intrigas. E desculpe, tambem não tem nada a ver com o post. Eu estava com duvidas sobre a eleição(arminianismo x calvinismo), e você até me passou o livro para ler, e eu li. Mas ai eu parei para pensar, porque a biblia é um livro tão grande e que as vezes “parece” se contradizer(eu disse parece, pois não tenho muito conhecimento). Porque não, um livro só, sem muitas oportunidades para contradições. Pois, não sei se você concorda comigo, mas muitos assuntos são complexos demais de se entender. Se você não quiser responder, eu vou entender.

  7. ilza disse:

    Mauricio,mais uma vez nos abençoando com seus posts incríveis ,
    É isso ai EU SOU EVANGÉLICA.e sou muito feliz por isso.amo os evangelhos do meu Senhor,
    amo a Bíblia e amo o Deus da Bíblia .
    o único programa de sábado que consigo assistir na tv é do Hernandes Dias Lopes.
    os outros é impossível de assistir. fico com ânsia de vômito.
    fico triste em ver a bagunça que virou entre os evangélicos ,hj já não se prega a palavra de Deus,
    mas a palavra de homens ,
    mas graças a Deus que 7 mil não se dobraram a baal .e nós estamos aqui para fazer a diferença.

    meu nome é uilza caires ,sou evangélica ,minha igreja é a Bíblica da paz.
    meu pastor é Edson Rebustine.
    end. da igreja é rua dona santa veloso nº 575 vl .Guilherme s.p

    bj meu irmão ,que Deus lhe abençoe muito.
    Não pare nós estamos com vc.

  8. will disse:

    Mauricio,
    desculpe, ficou meio confuso. O que eu estava querendo dizer é: que a biblia “parece” ter muitas contradições. Por que não foi escrito um livro mais facil de se entender? Pois como da pra perceber, não tenho muito conhecimento e as vezes duvido(eu sei que estou errado)da veracidade de algumas passagens, e que pra mim, alguns temas são de muita dificil compreensão, tem alguns que gera muito debate, e ninguem sabe ao certo. Lembrando que o comentario não é pra gerar discussão.

    • Will,
      sua confusão é natural. Ela se dissipa com o conhecimento que vem mediante a leitura e o estudo.
      Por que não foi escrito um livro mais facil de se entender? Rs, isso vc vai ter de perguntar ao autor, querido, não sei responder. Os mistérios de Deus são insondáveis.
      O importante em meio a isso tudo é apegar-se ao que é central: a glória de Deus, o plano da salvação, a ética de Cristo. Os pontos polêmicos só servem para desviar o foco do principal. Minha sugestão é: atenha-se ao cerne do Evangelho e deixe as questões periféricas continuarem periféricas. É o melhor caminho, pois não há como entender um Ser como Deus pela cabeça do homem.
      Ajudei?
      Deus te abençoe com a verdadeira vitória do cristão!

  9. Marco Aurélio disse:

    Já eu não digo “sou evangélico COM MUITO ORGULHO”, pois “o orgulho precede a queda” [Satanás que o diga...] e sim “sou cristão – evangélico, vá lá – COM MUITA HUMILDADE”, pois “Deus resiste ao soberbo [orgulhoso] mas ao humilde dá graça”. Soli Deo Gloria!

    • Rsrs, entendi suas boas intenções, Marco. Mas vc entenderá o orgulho a que me referi se ler passagens como:

      1 Co 9:15
      Mas eu não tenho usado de nenhum desses direitos. Não estou escrevendo na esperança de que vocês façam isso por mim. Prefiro morrer a permitir que alguém me prive deste meu orgulho.

      1 Co 15:31
      Todos os dias enfrento a morte, irmãos; isso digo pelo orgulho que tenho de vocês em Cristo Jesus, nosso Senhor.

      2 Co 1:12
      Este é o nosso orgulho: A nossa consciência dá testemunho de que nos temos conduzido no mundo, especialmente em nosso relacionamento com vocês, com santidade e sinceridade provenientes de Deus, não de acordo com a sabedoria do mundo, mas de acordo com a graça de Deus.

      2 Co 7:4
      Tenho grande confiança em vocês, e de vocês tenho muito orgulho. Sinto-me bastante encorajado; minha alegria transborda em todas as tribulações.

      2 Co 7:14
      Eu lhe tinha dito que estava orgulhoso de vocês, e vocês não me decepcionaram. Da mesma forma como era verdade tudo o que lhes dissemos, o orgulho que temos de vocês diante de Tito também mostrou-se verdadeiro.

      2 Co 8:24
      Portanto, diante das demais igrejas, demonstrem a esses irmãos a prova do amor que vocês têm e a razão do orgulho que temos de vocês.

      2 Co 9:2
      Reconheço a sua disposição em ajudar e já mostrei aos macedônios o orgulho que tenho de vocês, dizendo-lhes que, desde o ano passado, vocês da Acaia estavam prontos a contribuir; e a dedicação de vocês motivou a muitos.

      2 Co 9:3
      Contudo, estou enviando os irmãos para que o orgulho que temos de vocês a esse respeito não seja em vão, mas que vocês estejam preparados, como eu disse que estariam

      2 Co 10:13
      Nós, porém, não nos gloriaremos além do limite adequado, mas limitaremos nosso orgulho à esfera de ação que Deus nos confiou, a qual alcança vocês inclusive.

      2 Co 10:14
      Não estamos indo longe demais em nosso orgulho, como seria se não tivéssemos chegado até vocês, pois chegamos a vocês com o evangelho de Cristo.

      2 Co 11:10
      Tão certo como a verdade de Cristo está em mim, ninguém na região da Acaia poderá privar-me deste orgulho.

      Paz.

  10. .

    Achei interessante sua definição do que é um evangélico:
    “é seguir o Evangelho de acordo com a doutrina fundamental resgatada por Lutero, Zwinglio e Calvino”.
    Diga-se de passagem, que sua definição não correlaciona a nenhuma passagem bíblica, inclusive vosso texto não faz referência de textos da Bíblia, mesmo por que, não há nenhum relato bíblico (apenas um só versículo) que trate os seguidores (discípulos) de Cristo por “evangélicos”.

    Porém, encontramos sim, como nos testifica o evangelho, que Cristo admoestou a Tomé a ser “crente” [João 20]; os que são da fé são benditos com o “crente” Abraão [Gálatas 3]; aprouve a Deus salvar os “crentes” pela loucura da pregação [1Coríntios 1]; Timóteo era filho de uma “crente” [Atos 16], inclusive em 1Timóteo há vários versículos de orientação a “crentes”.

    Mas em uma coisa você tem razão, os evangélicos seguem o cristianismo protestante, mesmo por que, Cristo não veio ao mundo fundar o cristianismo; tendo certo, pela história, que como o imperador Constantino não conseguiu vencer a igreja de Cristo, resolveu montar um golpe, dizendo se convertido a religião, criando o “cristianismo”, e prometeu construir EDIFÍCIOS para os cristãos…
    … e outra, Lutero nunca deixou de ser católico, somente tentou fazer uma reforma na “igreja católica”.

    Podemos continuar este debate??

    .

    • Mano…qual o seu nome? É de bom tom se apresentar para que eu saiba com quem estou dialogando.
      .
      Pelo seu login “adoradores em casa” já entendo que vc não acredita na instituição, na religião etc etc etc. Conheço bem o fenômeno.
      .
      Naturalmente não relaciono a nenhuma passagem bíblica. Meu texto deixou claro o contexto em que esse termo foi estabelecido. Do mesmo modo que “cristão” foi um termo cunhado, como mostra Atos, não por Jesus ou os apóstolos, mas discípulos de Antioquia. Isso desmerece o termo? Do mesmo modo que a palavra “Trindade” não está na Bíblia. Do mesmo modo que a própria Bíblia não teve seu cânon fechado antes do século IV. Do mesmo modo que “Jesus 100% homem, 100% Deus” foi um conceito que demorou 325 anos para ser definido no Concílio de Niceia, como vc bem sabe. Isso anula a divindade ou a humanidade de Cristo? O fato de um termo não estar contido na Bíblia diretamente não o anula. Mostre-me onde na Bíblia está escrito que Jesus liberta pessoas da cocaína? Vc não vai achar. Mas Ele liberta, não liberta? Então há inferências que, embora a palavra não esteja estampada na Bíblia, são totalmente bíblicas.
      .
      Você está se atendo a jargões, querido, enquanto eu falo de etimologia. “Evangélico” por definição é que segue o Evangelho, procure no dicionário. Por isso que é perfeitamente correto dizer que, etimologicamente, Jesus era evangélico. É evidente que se vc for se ater ao jargão, ninguém antes do século XVI era evangélico enquanto terminologia. Mas a Igreja sempre foi, por definição, evangélica, no sentido de professar o Evangelho. Compreendeu agora?
      .
      Não tenho nada contra o termo “crente”, também o uso como sinônimo de “evangélico” ou “protestante”, como foi por séculos até surgir essa moda antievangélica. Pois já virou jargão. Se vc chega pra qualquer pessoa na rua e diz “eu sou crente” ninguém vai achar que vc é católico ou islâmico, embora eles sejam “crentes” naquilo em que creem. O islâmico é “crente” em Alá. Então é tudo uma questão de semântica, terminologia e contexto.
      .
      Jesus não veio ao mundo fundar o cristianismo. Cristianismo é a terminologia que se adotou a tudo o que se refere à fé cristã. Novamente, semântica.
      .
      Sim, Jesus nunca prometeu construir edifícios. Como também nunca prometeu construir casas. Mas vc o adora em casas, não? É o que diz seu login. Então vc está errado? Jesus nunca construiu uma catacumba, mas os primeiros cristãos se reuniam em catacumbas tb, não é? Querido, não se prenda a essas churumelas. Jesus disse “onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome ali eu estarei” e se dois ou mais se reunem em nome de Cristo para adorá-lo num edifício, num templo, numa igreja institucional…não me diga que Jesus não está ali, pois aí vc está contradizendo o próprio Cristo. O lugar, se é institucional ou um fundo de quintal, não importa, meu irmão, o mal não é esse. A Igreja evangélica institucional (que simplesmente quer dizer “organizada”) não é o grande bicho-papão. O pecado do coração dos homens é. E esse vai acompanhar o homem aos templos, aos lares, à igreja subterrânea da China ou às catacumbas da imperfeita Igreja primitiva.
      .
      Claro que Lutero quis reformar a igreja católica, eu disse isso no post, não disse? Assim como eu hoje tento reformar o que está ruim na Igreja evangélica e purgar seus males. Assim como os montes de problemas que surgem na Igreja nos lares também precisa de reformas (conheço muuuuitos casos de problemas em Igreja em lares tb, meu irmão, do adultério ao despotismo dos “irmãos mais velhos na fé”). Então cada um reforma a casa onde mora. Vc esperava que Lutero tentasse reformar a Igreja Ortodoxa Grega? Rs. É natural que sua luta fosse para consertar a Igreja à qual pertencia, que mal há nisso? Mas foi excomungado, não teve outra opção a não ser dar sequência a sua fé em outros arraiais.
      .
      Respondido?
      .
      Deus o abençoe.

      • Mauricio,
        Meu nome é James, e adicionei, o problema está no Blog no WordPress.com…

        Quando a sua resposta, é interessante você não fazer referência de textos bíblicos para testificar de sua posição com relação a Palavra de Deus, e dizer que me atenho a jargões quando faço referência da Bíblia… portanto, graças a Deus, me atenho aos jargões bíblicos.

        Sobre os “Adoradores em Casas” não é um fenômeno, aliás, se adorar a Deus nos lares for um fenômeno, o que diremos, pois, das “igrejas evangélicas”??

        Não se esqueça, somos falhos, e seus textos também não condizem sempre com a verdade.

        Quanto ao Lutero, somente os “evangélicos” para associarem o termo de que como se apresentam, com um católico.

        .

      • Respeito sua opinião.
        Deus te abençoe.

  11. Mery disse:

    Mauricio,a paz do Senhor !
    Sou evangélica e assembléiana ,graças a Deus rsrss
    Deus te abençoe

  12. Maria Lúcia disse:

    Amém Irmão Mauricio, Louvado seja Deus por estes posts, que muito mais pessoas pudessem desfrutar destas leituras. Gostaria que se puder me fornecer seu e-email, pois precisei de uma informação e enviei pelo fale conosco do portal da ICNV e não obtive resposta. Em tempo: não é a Igreja que eu congrego mas se puder me responder fico muito grata.
    Que Deus abençoe em Cristo Jesus,
    Maria Lúcia

  13. mt bom Maurício! mais que Compartilhado!
    Deus tenha misericórdia de nós!

  14. Eduardo disse:

    Desde criança, passei por várias religiões.
    Na juventude conheci Aquele que já me conhecia mesmo antes de eu nascer. Pude conhecer essa pessoa maravilhosa que Ele é.
    Mas meu relacionamento com Ele não me fez associar a nenhuma religião.

    Porque é preciso dar um nome às pessoas que andam com Ele?

    Não vejo na Escritura nada parecido. Alguns eram chamados “cristãos” , outros eram chamados “do caminho”, mas esses rótulos eram dados pelos que não andavam com ele.

    Porquê temos que ter uma religião ou denominação ou título?

    • Eduardo,
      .
      não temos. Mas temos que comungar com os irmãos da fé, senão não somos Igreja. 1 Co 12 deixa claro o conceito de Corpo. Uma mão decepada do corpo é uma aberração. O nome da igreja ou da denominação…bem, por que vc precisa de um nome? Se vc não se chamasse Eduardo deixaria de ser quem é? Pq vc precisa desse nome? Eu não poderia apenas te chamar de “Homem” ou “Cara”? Mas o teu nome te define. A união do teu nome com teu sobrenome mostram quem vc é, quem foram teus pais e antepassados. Títulos importam. Jesus mesmo não foi chamado, sem que recusasse, de “Mestre” ou “Rabi”? Ele não se intitulou “Filho do Homem”?
      .
      Então não há mal algum em ter nomes, querido. Eles apenas nos definem e nos atribuem identidade. Lembre-se que o próprio nome de Jesus foi escolhido por Deus e anunciado pelo anjo, não foi uma escolha de Maria ou José. Prova que nomes importam.
      .
      Sobre na Bíblia vc não ver nada parecido, não é verdade, querido. Não eram os apostolos chamados de apostolos? Jesus não era chamado de Mestre? Após a partida do Senhor não houve bispos e diáconos? A Bíblia menciona até diaconisas.
      .
      Respondido?
      .
      Deus te abençoe.

  15. Diogo Da Silva Cardoso disse:

    Caro Zagari,

    Tenho notado, de uns posts seus para cá, que sua visão está se tornando mais restrita por conta da forma como o mundo secular e cristão tem tomado no Brasil.
    Só fico preocupado porque, devido a sua enorme influência, muitas pessoas podem pegar suas conceituações e pressupostos e levar ao pé da letra.
    Quando você fala no final que quem não se auto-intula evangélico, que se junte aos vergonhosos, trata-se de uma postura fundamentalista, uma espécie de limpeza étnica no sentido de varrer todos os rebelados, dissidentes, e vangloriar o bom e simples meio evangélico, que se trata de uma tremenda dissidência e está, desde sempre, degradada ao vício do denominacionalismo.
    Não podemos menosprezar os que estão à margem do evangelicalismo e se machucam com eles.

    Abraços!

    Diogo

    • Querido Diogo,
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      permita-me discordar. Não penso que minha visão esteja mais restrita, apenas está focando dependendo do momento em aspectos que julgo importantes para aquela hora. Mas tb fiz há pouco uma série de 3 posts sobre casamento, não foi? O que escrevo procuro basear na tríade da profecia bíblica: exortação, consolo e edificação. Pelo menos é o que tento fazer. Dependendo do momento, um ou outro aspecto ganha mais peso, o que não quer dizer que abandonei os outros, ok?
      .
      Sobre o que falei no final, vc não pode dissociar o final do resto do texto, querido, uma regra básica de hermenêutica. Chamei de vergonhosos os que preferem fugir e desertar do que permanecer e lutar pelo que nos define. Se isso é ser fundamentalista, sou fundamentalista. Acredito nos fundamentos, nas bases, nos alicerces de nossa fé evangélica, que é o Evangelho proclamado por Cristo e resgatado na Reforma. Não é porque alguém que tb assume esse titulo faz roubalheiras e tramoias que vou abrir mao dele. Defendo que lutemos por ele. Sair por vergonha, desculpe, mas por definição é ser vergonhoso.
      .
      “Limpeza étnica” é um termo muito forte, vc não acha? A diferença do que proponho é brutal. Limpeza étnica é o que Hitler tentou fazer com os judeus: a exterminação de uma raça. Eu não quero exterminar ninguém. Proponho que os que desertaram voltem para o barco e lutem. Não quero que ninguém se vá. Minha proposta o tempo inteiro é que fiquem e defendam sua herança de 500 anos de fé evangélica reformada e 2.000 de Evangelho. Afinal, vc não acha que está na hora de perdermos essa mania de rachar, rachar e rachar? Nós, evangélicos, temos esse mal: se discordamos não lutamos por melhorar. Abandonamos, abrimos outra igreja com outro nome (nem que esse outro nome seja “comunidade”) e deixamos tudo o que estava ruim continuar ruim. Por isso que somos tão divididos. Temos que perder esse hábito e nos unir em prol daquilo que nos define.
      .
      Os Testemunhas de Jeová e os kardecistas usam a Bíblia. Então vamos também abandonar a Bíblia? Os neopentecostais da banda podre se intitulam também “cristãos”, então vamos também parar de nos intitularmos “cristãos”? Se um presbiteriano comete um assassinato os demais presbiterianos devem mudar o nome da denominação para se desvincular daquele crime? Não é esse o caminho. Repudiar o nome não vai resolver nada, é beber água do mar para matar a sede.
      .
      Não menosprezo quem está à margem do evangelicalismo. Eu estou! Ser evangelical é uma coisa, ser evangélico é outra. Não menosprezo ninguém, querido. Quero todos juntos. Mas eles partem. Mudam. Adotam novos nomes. Inventam que a Igreja institucional é o grande Satã. Estão errados. O mal é o pecado, que está onde há um homem sequer, em lares, comunidades ou templos. Jesus disse que “onde dois ou mais se reunirem em meu nome eu ali estarei no meio deles”. Na igreja institucional, evangélica e denominacional em que frequento há dois ou mais reunidos em seu nome. Então Deus não está ali? Vamos pensar e parar de implicâncias com o que não tem de ser combatido. Vamos combater o pecado e os desmandos, esses sim são o bicho-papão.
      .
      O mal está nas heresias. Na roubalheira. Em quem não é evangélico se chamar evangélico. Não vou abandonar a herança dos mártires por esses. Vou lutar por ela. E não quero nenhuma “limpeza étnica”. Meu desejo é que os que partiram voltem, unam-se e façam a coisa certa, da forma certa. Mudar de nome? Sair de uma igreja e passar a congregar num quintal? Que soluções são essas, querido? Resolvem o quê? Não resolvem absolutamente nada, apenas dão a quem o faz o alívio de achar que não faz parte da sujeira. Mas eficácia em termos macros? Nenhuma.
      .
      Espero ter-me feito entender.
      .
      Deus te abençoe, mano, na paz que excede todo o entendimento e no amor de Cristo que nos une.

      • Marcos Gouvea disse:

        Zágari, gostaria de colocar mais um exemplo na sua resposta se me permitir?
        Esses que se autodenominam “apóstolos” de hoje nas igrejas neopentecostais, não podemos comparar aos apóstolos da época de Cristo. Senão, se seguirmos o que tem acontecido com o termo evangélico, logo Pedro, Paulo e os outros discípulos deixarão de ser apóstolos e começarão a ser chamados de Cristão Pedro, Cristão Paulo… é claro, não deixam de ser, mas acho que você entende o que eu quero dizer.
        Deus abençoe

      • Deus o abençoe.

      • Diogo Da Silva Cardoso disse:

        Zágari,

        Entendi sim a sua postura, que, posso dizer sem nenhum viés pejorativo,que é uma postura conservadora. Podemos ver agora, pelas respostas das pessoas, que o EU SOU EVANGÉLICO SIM COM MUITO ORGULHO E AMOR traz a tona mais uma questão de identidade e de grupismo religioso do que propriamente uma identificação mais geral com a fé cristã, uma luta pela afirmação de Cristo. Isso não é por acaso proselitismo ou simples afirmação grupal?
        Falo que tenho medo porque a dimensão que o evangelicalismo tem tomado trará consequências absurdas a longo prazo. Gerações entorpecidas e vitalistas estão sendo formadas dentro de um conjunto denominacionalista que só traz problemas de intolerância e julgamentos sobre qual instituição é melhor que a outra.

        E sobre a limpeza étnica, não falei no sentido hitleriano, mas no sentido de que o meio evangélico, que se autointitula como exército de Cristo na Terra, é o exército que mais mata seus próprios soldados, basta ver o que está acontecendo na Europa, nos EUA e aos poucos no Brasil. Se os evangélicos não empunham armas, todavia empunham vozes e dinheiro.

        Não consigo me orgulhar da herança evangélico-protestante porque foi graças ao protestantismo que a modernidade européia-capitalista triunfou e hoje estamos experimentando o veneno que ela mesma ajudou a criar (ascetismo intramundano, desvencilhamento de símbolos e sacramentos etc., degradação da natureza em nome do progresso civilizacional). Hoje vivemos uma crise religiosa e civilizacional justamente por conta do denominacionalismo e do eticismo protestante que balizou esse sistema imundo na qual vivemos. Se hoje os evangélicos são popstars, estão no Raul Gil e são motivo de chacota, vou me vangloriar mesmo assim disso?

        Adoro meus amigos e parentes protestantes, são todos pessoas amáveis e estão firmes na fé em Cristo, mas por favor, vamos separar o macro do micro. Não posso justificar meu orgulho a partir de uma ou duas pessoas de bom caráter, como vc faz ao citar o exemplo do seu pai.

        Ao invés de celebrarmos a herança proselitista e dissidente do protestantismo, porque não começarmos a pensar em meios de aliançar novamente o cristianismo através da união com os católicos? Se falar que não podemos nos aliançar com eles porque adoram imagens e o papa, então o que podemos dizer da idolatria ao Regis Danese e ao bispo Valdomiro pelos evangélicos? É tudo idolatria, está tudo no mesmo saco de gatos.

        Abraços e prossigamos na fé incorruptível!

        Diogo

      • Diogo, olá,
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        sim, minha postura é conservadora graças a Deus. Não vejo por que abandoná-la. O Evangelho foi proclamado há 2 mil anos, por que eu seria liberal ou pós-moderno? Se o fizesse estaria mudando uma mensagem que não pode ser mudada. Vou conservá-la com todo formol que puder rs.
        .
        Não creio que essa postura seja proselitismo ou afirmação grupal. Ser filho do Evangelho resgatado pela Reforma não é pertencer a uma tribo, é viver uma realidade de vida baseada nas boas-novas da salvação. O único “grupo” no caso seria a Noiva do Cordeiro, o Corpo de Cristo, a Igreja. É a esse que pertenço.
        .
        Concordo com vc que haverá problemas no futuro. Mas vejo que isso ocorrerá nos arraiais neopentecostais, onde se fazem promessas que não se cumprem e as futuras gerações verão isso e debandarão. Mas onde se prega o Evangelho de Cristo não vejo esse risco. Não podemos confundir pertencer a uma denominação com denominacionalismo. Eu sou da Igreja Cristã Nova Vida, meu melhor amigo é pastor assembleiano e meus sogros são presbiterianos. Todos nos damos muito bem, vamos eventualmente nas igrejas uns dos outros e até brincamos com as diferenças. Mas temos a consciência de que o que nos une é muito mais do que o que nos separa. Se eu batizo adultos e vc crianças isso não nos torna menos irmãos. São aspectos periféricos. Professa o credo apostólico, que é o resumo da fé cristã? É meu irmão em Cristo. Não creio que haja essa intolerância toda. Não é o que vejo. Conheci há alguns dias um luterano e batemos altos papos, passamos momentos muito bons juntos. Não houve choques. Havendo essa consciência, não vejo nenhum mal nas denominações além dos clichês antidenominacionais. Denominações são apenas formas de se viver a fé. Mas o conteúdo da fé é o mesmo.
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        Cuidado, querido. Não confunda grupos de cultura de uma ou outra fé com a espiritualidade em si. Se vc diz “os católicos e os protestantes da Irlanda” não está falando de religião, mas de um aspecto político-histórico-social. É bem diferente. Eu antes de me converter namorei uma judia que era judia até a medula enquanto pertencente a uma cultura. Mas religiosamente era absolutamente nula, era ateia e não cria em nada espiritual. É difertente.
        .
        Tudo o que vc menciona relacionado à “herança evangélico-protestante” são fatores sociais, culturais. Já eu falo de espiritualidade, querido. Falo do resgate do Evangelho. Lutero foi apoiado pelos príncipes alemães porque eles queriam parar de pagar impostos ao papa? Sim, e menciono isso no post. Mas não é porque há um viés político que vou ignorar o espiritual. Que, para mim, é o que importa. Calvino apoiou a pena de morte para um indivíduo. Isso desmerece as Institutas? Einstein era judeu, então não podemos desfrutar dos avanços científicos que E=mc2 proporcionou? Jesus foi crucificado por aspectos políticos envolvidos (tanto que ele não é apedrejado por blasfêmia, mas crucificado como um inimigo do Império), isso desmerece o aspecto salvífico espiritual da Cruz?
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        Querido, vc não entendeu o que falei de meu pai, que nem cristão protestante é. O exemplo que citei foi para ilustrar que devemos honrar nossas raízes. Não tem a ver com micro/macro, creio que vc não compreendeu o que falei. E mesmo no macro eu creio que o que Lutero fez foi um espetáculo. Resgatar a justificação pela fé e não pelas obras? Uau, isso é grande. Resgatar a centralidade da Bíblia? Demais! Sola gratia? Meu Deus, veja o bem que isso gerou para o Corpo macro de Cristo na terra. Solus Christus? Sem palavras. O que o surgimento do pensamento evangélico fez pelo macro no sentido do resgate dos valores do Evangelho foi espetacular.
        .
        Mano, a herança dissidente do protestantismo não é dissidente, é reformista. Lutero não quis separar. Lutero quis reformar, consertar, restaurar. Mas ele foi excomungado, não pediu para sair. E, me perdoe, mas nos aliançarmos com o catolicismo romano como? Dá pra deixar de falar da infalibilidade papal? Desculpe, mas é impossível não falar da idolatria. Da confissão auricular. De Maria como corredentora. Da transubstanciação. Da oração para santos mortos, que é espiritismo. Do batismo como regra de salvação. Dos 7 sacramentos. Da penitência. Do purgatório. Dos pecados mortais e veniais. Da absolvição mediante o perdão de um sacerdote humano. Da salvação pelas obras.
        .
        Não é só a idolatria, querido. Isso é um dos muitos problemas. Estudei em colégio de padres por 7 anos, fui católico com primeira comunhão e crisma até os 18 e não saí do catolicismo direto para o protestantismo: eu percebi que o catolicismo estava muito equivocado…quando peguei pela primeira vez uma Bíblia para ler. Fiquei dois anos sendo “cristão sem igreja” até descobrir o cristianismo reformado. E, honestamente? Não quero me aliançar aos católicos. Prefiro concentrar meus esforços em purgar a Igreja reformada de seus males do que me unir a outra que vai trazer ainda mais males, todos esses que mencionei e mais alguns. Por isso concordo que háerros que ocorrem entre os que se chamam evangélicos. Leia o meu post, querido, e vc verá que não concordo com os erros e não considero muitos desses evangélicos. São outra coisa. Uma metamorfose, uma terceira via. Quem pratica Teologia da Prosperidade para mim nem cristão é. Quem pratica a confissão positiva idem. Pois seguem doutrinas de demônios (leia se quiser meu post “Demonologia da Prosperidade” e entenderá por que falo isso).
        .
        Sou evangélico, pois herdei o Evangelho de Jesus mediante o resgate da Reforma. Não considero muitos dos que se chamam evangélicos de evangélicos pois não praticam o cristianismo reformado, praticam uma coisa bizarra, miscigenada. Uma igreja cujo líder defende o aborto? Esse cara não é evangélico. Não é cristão. Não ama o próximo como a si mesmo. E tem de ser denunciado como tal: um não-evangélico. E é isso que, para mim, devo fazer: mostrar que eles não somos nós. E não negar a minha herança. Houve erros, questões políticas e tudo mais o que sabemos? Sim, houve. Mas só o resgate dos 5 solas já valeu a pena. Houve erros e questões políticas na crucificação de Cristo? Sim, houve. Mas…negaremos a Cruz por isso?
        .
        Deus o abençoe, mano, um abraço forte.

      • Diogo Da Silva Cardoso disse:

        E só para fechar: não aceito também os microgrupos em lares, quintais etc. Se quer ser cristão, tem que saber lidar com o outro nas instituições…

  16. solange vieira disse:

    Eu sou uma evangélica desde que conheci a CRISTO, e sou CRISTÃ,não me envergonho de dizer ,mais muitas vezes nem preciso dizer pq pelas atitudes ,alguém pergunta, ah você é evangélica né ? ai dá até pra dar um sorriso e glorificar a DEUS.

  17. Marcos Gouvea disse:

    Hoje se fala muito: – Sou evangélico, mas as pessoas muitas vezes não sabem o que isso significa. E também não tem interesse em saber. Acham que é “divertido”, podem cantar “louvores”, podem “adorar” a Deus, podem continuar a ser o que sempre foram, não há mudança nem transformação. Alias, há sim, quando são postos a prova, dizem que são cristãos, para não parecerem “jogadores” de um time só.
    O povo tem perecido por falta de conhecimento.
    Somos evangélicos sim, mas precisamos seguir o exemplo dos Bereanos (estudiosos da palavra) Atos 17.11, ai teremos argumentos para defendermos a nossa fé e não fugir dela em momentos de tormenta e perseguição.
    Muito bom texto.
    Deus abençoe.

  18. Jacy disse:

    “Ser” é fazer a diferença. É sofrer o dano. É voltar a essência. É repudiar o engano.

  19. Suely disse:

    Mauricio, realmente a vergonha é grande, a deles!! Mas por causa dos escandalos causados por muitos pastores e cantores, ditos celebridades, o evangélico virou piada, satira, ta’ na boca do povo…Nao vejo mais tv, nem quero! Mas é absurdo chamarem a qualquer um de “bundoes”, “idiotas” e “maldito”. E’ tao claro que so’ querem pegar dinheiro do povo para fins lucrativos, é a Hollywood gospel, mas isso nao começou agora, veio crescendo na igreja desde os anos 80?!! so’ que agora o mundo capitalista abriu os olhos e viu o lucro, se uniram e perderam a vergonha, tanto o povo engole tudo, diz amém a tudo que ouve em certos pulpitos, programas e shows sem consultarem se é Biblico, e vivem das oraçoes dos super ungidos. Pois muitos acreditam que Deus fala ou responde aos grandes homens de Deus e nao a nos pecadores, como a igreja catolica faz acreditar. O problema é que sao fortes e porta-vozes, nos representam. Talvez seja o caso de quem tenha força, levantar a voz e dizer quem realmente esses sao. Alias, nao sei se no Brasil esta’ forte, ou se so’ algumas igrejas pequenas participam, mas a igreja evangélica nos EUA e, principalmente na Italia, esta’ caindo de cabeça no ecumenismo com a igreja catolica romana, além de tudo isto que o Brasil esta’ exportando. Podemos imaginar como sera’ a nova geraçao dos evangélicos? Cabe a cada um de nos qdo alguém perguntar o que somos, responder e explicar em amor e paciencia a verdade, sem sermos juizes e condenarmos a ninguém, pois uma coisa é certa: A presunção, o fato de se considerar melhor que os outros, porque se sabe quão maus eles são.
    Humilhamo-nos na presença de Deus ou achamo-nos agradecendo-lhe porque não somos como outras pessoas pecadoras? Humilhamo-nos ou agradecemo-lhe por nossa força e o fato que não caímos como outros caíram? Se estivermos conscientes da nossa imperfeição no momento em que orarmos a Deus, então, como Jesus disse, voltaremos “justificados” para nossa casa. “Quem a si mesmo se exaltar será humilhado; e quem a si mesmo se humilhar será exaltado”(Mt 23.12). Paz.

    • Sim, Suely, nossas armas são espirituais. É a oração. A humilhação. O joelho. As lágrimas. As Escrituras. A devocionalidade. O relacionamento com Deus. As disciplinas espirituais.
      Mudar de nome? Não resolve nada.
      Deus te abençoe.

  20. Luciano disse:

    Boa Tarde Mauricio seus posts são muito interessantes e em um todo nos acrescente e muito, mas somos humanos temos nossas concepções errados ou não…sua opinião é até salutar, mas não é a verdade absoluta você afirma que quem não tem o termo “evangélico” é por vergonha por causa dos escândalos e etc. É verdade você tem alguma razão, mas no meu caso eu fiz está descoberta lendo a historicidade da Igreja de Cristo, lá na Antioquia pela primeira vez os seguidores de Cristo foram chamados de “Cristãos”, quando eu me converti não me ensinaram isso…então não me considero melhor ou pior do que ninguém, mas hoje quando alguém me pergunta sobre minha fé digo “Cristão” se a pessoa quer um pouco mais específico digo “protestante” e não tenho orgulho de ser: ” Evangélico ou Protestante” são apenas nomes tenho orgulho de ser de Jesus Cristo o qual é meu remidor o resto é religião.

    Paz!

    • Luciano, olá,
      mano, não vejo em que discordamos. Você é cristão, protestante e evangélico? Eu tb.
      O orgulho ao qual me refiro é porque sei historicamente o quanto custou a tantos mártires seus bens, sua liberdade e suas vidas para que a Igreja reformada (protestante ou evangélica) viesse a se solidificar.
      É em honra a eles que me orgulho sim de portar o nome que eles me deixaram por legado e por herança.
      .
      Mas vivemos numa civilização que despreza sua História, suas raízes, os feitos nos que nos antecederam. Quando meu pai fez 75 anos organizei uma grande festa-surpresa e trouxe todos seus irmãos e primos (e não são poucos) para celebrar com ele. E pq fiz isso? Para honrar aquele que me deu a vida humanamente falando, que sacrificou-se por mim em detrimento próprio e que me dedicou muitas noites de sono, trocou minhas fraldas e trabalhou em 4 empregos para poder pagar minha escola. Isso chama-se honrar nossos antepassados.
      .
      Fiz esse paralelo para vc entender por que acredito em honrar 500 anos de Igreja evangélica e em honrar esse nome: pelo muito que foi feito por meio ela (e aqui vejam-se homens de Deus e não paredes) até chegar a mim. Sou filho de Jerusalém, mas também sou filho de Genebra e serei filho da pátria celestial. Enquanto peregrino por este mundo, dou honra a quem tem honra. Coisa que quem não conhece a História não faz.
      .
      Paz e que Deus te abençoe.

  21. Gustavo disse:

    Já vi no facebook posts de irmãos dizendo com todas as forças que não são evangélicos, mas protestantes. Geralmente são membros de igrejas históricas.
    É importante a posição de todos os irmãos contra as heresias e escândalos que rolam no mundo evangélico, mas às vezes podemos ser muito agressivos, e dificultar as coisas para o irmão que está sendo enganado, fazendo este ficar ofendido e mais fechado para reflexões sobre as verdades do Evangelho.
    Quando vemos a vergonha causada por falsos irmãos, alguns deles fazendo parte até do comércio da sensualidade, ficamos meio decepcionados em saber que eles se chamam aquilo que nós também dizemos ser: evangélicos, e logo procuramos um escape, que pode ser nos declarar apenas cristãos. Muitos por aí se dizem cristãos, inclusive os católicos e até mesmo espíritas.
    Eu mesmo já fui iludido e até defendi com unhas e dentes o falso profeta Benny Hinn, em uma comunidade do Orkut. Na época eu era novo convertido e fui intoxicado com a literatura perniciosa pseudo-evangélica de Hinn, mas Graças a nosso Senhor Jesus Cristo fui liberto do engano. Posso dizer que um evangélico que está no engano pode defender com todas as suas forças a mentira em que acredita, mas se tivermos sabedoria para questionar certas coisas podemos mostrar-lhe o que a Bíblia ensina e que ela se opõe aos falos ensinos e modismos que vemos por aí.
    Paz!

  22. Teresa Mesquita disse:

    Zágari você tocou num ponto que tava querendo saber. Sabe, eu tenho lido muito na net em alguns blogs e sites que existe hoje muita gente negando mesmo ser chamado de evangélico. Sempre leio um site apologético que muitos dos seguidores são pessoas que não vão mais para a igreja e não gostam que os chamem de evangélicos. Acredito que muitos la se identificam com as duras criticas que os donos fazem diariamente a movimentos que pregam uma coisa e fazem outra. Mas, devemos discernir as coisas e pesar os espíritos. Fiquei até me questionando um dia desses, se a forma como eles agem, falam, e colocam suas criticas não têm feito com que muitos prefiram não ir mais para as igrejas e muitos se denominarem desigrejados. Parei até de ler um pouco, por ver que eles estão exagerando em algumas coisas. Você criticar por saber que a verdade ta sendo desviada é uma coisa e outra coisa é você meio que encorajar as pessoas a não irem mais para a igreja e estarem se acomodando com as coisas do mundo.

    A net nos dá muita informação boa..Como tenho aprendido em seu blog e em outros tantos que como o seu defendem uma vida espiritual equilibrada, critica e sem bitolações. Olha sabemos que existe muita injustiça em algumas denominações e muitos escândalos que nos entristecem muito. Mas, como você disse, não podemos negar nossas origens.

    Paz irmão!!

  23. Lelê (Alessandra) disse:

    Mauricio,
    Vc sabe que até há pouco tempo atrás eu não sabia como me autodenominar?
    Quando falava que era evangélica, todos retrucavam: – Evangélico que dá dinheiro para a igreja? Mas vc corta o cabelo e usa calsa jeans?
    E qd eu falava que era cristã, as pessoas me perguntavam: – Mas cristã eu tb sou! (sem ser)
    Passei muito tempo sem me autodefinir, mas agora eu falo que sou evangélica, mas que a minha denominação não prega o que os programas de televisão pregam, que eu corto cabelo sim, uso calça jeans – dai as pessoas falam: – Ah…então vc é mais ou menos crente!
    O que era um diálogo, acaba em discussão e prefiro evitar confusão. Sempre convido a pessoa a ir na minha igreja e as pessoas torçem para que eu fale um palavrão. Mas como eu sempre falo o versículo que resume o meu cuidado com as palavras – “Da mesma fonte não pode jorrar o que é doce eo que é amargoso.”
    Aquele silêncio no ambiente e todo mundo se cala!
    Mas confesso que essas “igrejas”que pregam aquilo que não provém de Deus, me deixam em uma situação constrangedora! Elas acabam denegrindo o Evangelho e todos entram no msm barco!
    Mas eu creio que um dia isso pode acabar!
    Obrigada por mais esse post!
    Com carinho,
    Lelê

    • Lelê,
      .
      sugiro que faça como eu: quando me apresento como evangélico e as pessoas vêm com piadinhas, em vez de me ofender (Mt 5.10-12) ou de negar aquilo que sou eu eu explico para a pessoa o que significa de fato ser um evangélico, falo sobre o que é o Evangelho e proclamo as boas-novas da salvação.
      .
      Ser humilhado por ser evangélico é uma excelente oportunidade de evangelismo (engraçado, renegam o nome “evangélico” mas não “evangelismo”, né?). De explicar com bases históricas e bíblicas a origem dos termos, que nos remetem ao Evangelho salvífico de Cristo.
      .
      O que muitos mudam de nome para evitar, que é a chacota do mundo, eu torço que aconteça. Pois é uma porta aberta para eu proclamar Cristo e a mensagem da Cruz. Que venham as piadinhas! Mas depois aguentem o que vou dizer, que segue um caminho muito simples: Evangélico –> Evangelho –> Jesus.
      .
      Bejo grande, Deus te abençoe.

      • silvana disse:

        Mauricio, penso como vc, digo sim que sou evangélica graças a Deus! …

        (Eu explico para a pessoa o que significa de fato ser um evangélico, falo sobre o que é o Evangelho e proclamo as boas-novas da salvação…)

        Mas, como explicar em poucas palavras o que é ser um evangelico?
        Obrigada! Silvana

      • Oi, Silvana,
        .
        uma síntese para mim do que é ser evangélico é: “um cristão que segue o evangelho conforme os parâmetros estabelecidos na Reforma Protestante”.
        .
        Na paz,
        mz

  24. Rogério disse:

    Olá, Mauricio.
    Mais um excente texto, do qual você é inspirado pelo Espirito Santo para ajudar aqueles que não encontram ajuda nas suas igrejas. Hoje o termo evangelico infelizmente se banalizou, por tantos pastores pregadores, musicos e outras coisas que não fazem a diferença no mundo.
    Vejo isso de forma muito clara no curso que eu faço, uma sala que tem 15 alunos, o numero de evangelicos são 12. Mais apenas 3 professam o cristianismo genuino o restante é so festa e oba-ba, não sabe nada sobre a biblia, nunca ouviram falar do livro de teologia sistematica. Os que são do mundo não veem mais diferença entre mundo é a igreja, porque esses falsos evangelicos tentam acabar com esse diferença. Toda vez que tento explicar alguma coisa da biblia, sou criticado pelos esses “evangelicos”, sendo chamado de fariseu, fundamentalista, que estou velho e entre outras. Mais como você disse me orgulho de ser evangelico, pois fui chamado por Jesus para avançar o Reino é levar a palavra de Deus.
    Se não for muito incomodo vc poderia me passar seu e-mail, gostaria de uma opinião sua sobre outro assunto.
    Desculpe o texto logo, e qualquer outra coisa.
    Deus te abençoe muito e também sua familia.

  25. Jean disse:

    Zágari, graça e paz!
    Devemos pensar,ainda que não concordemos com vc;assim como está escrito em um de seus posts.O fato,é que viramos “euvangélicos”..”EU declaro”,EU tomo posse”,EU dou ordem aos anjos”;ou seja,uma profissão de fé em baseada interesses hedonistas.Deus tenha misericórdia de nós.

    • Salve, Jean,
      .
      minha pergunta seria: e por que essas frases que vc escreveu são “evangélicas”? Não são, querido. São da doutrina da confissão positiva, que muitas e muitas denominações evangélicas repudiam, inclusive a minha.
      .
      Pergunte a um presbiteriano, um batista, um membro da Nova Vida, um luterano ou outras igrejas sérias e bíblicas se eles coadunam com isso? Nenhuma dessas, entre outras, pratica ou concorda com isso.
      .
      Seu equívoco reside em achar que essas frases são ditas e cridas por todos os evangélicos. Leia um post que publiquei aqui no APENAS chamado “Demonologia da Prosperidade” e vc saberá exatamente de onde vieram essas doutrinas satânicas.
      .
      Desculpe, mano, mas vc tem que ampliar os horizontes. As igrejas que adotam esses ensinamentos de Kenneth Hagin são apenas uma parcela do todo. Aí já não é nem uma questão de pensar, mas de se informar. Ok?
      .
      Abraço e que Deus te abençoe.

  26. fe0001 disse:

    Maurício meu mano,

    Sou evangélico sim e com muito orgulho!.

    Como Lutero em sua tese de nº 95 e, assim, a que confiem que entrarão no céu antes através de muitas tribulações do que pela segurança da paz.

    Mesmo sabendo que passarei por muita tribulações, mesmo sabendo que pessoas tem vergonha de dizerem que são evangélica com medo de que esse mundo possa achar. Eu não ligo para achismos mundanos, quero mais é viver a verdade, quero mais é viver mesmo tendo muitas lutas e tribulações. viver em Cristo, viver no caminho em que me levará a verdadeira vitória, não tenho vergonha de dizer que sou evangélico!
    SEI QUE HERDAREI A VIDA ETERNA POIS QUERO MAIS É PROCLAMAR E VIVER EM CRISTO!

    Irmão Zágari aproveito para deixar o link do meu novo post

    http://fe0001.wordpress.com/2012/04/21/o-amor/

    Paz de Cristo

    Vitor I.C.N.V. Lote XV.

  27. João disse:

    Maurício, lindo o post, não entendo pq as pessoas querem se desvincular desse termo que nos designa e é tão honroso, não me envergonho, sinto orgulho de ser denominado evangélico, ainda mais sabendo quantos deram suas vidas pra que pudéssemos ter a liberdade de hoje, e outros tanto ao redor do mundo ainda lutam, entregando suas vidas, morrendo, pra tbm terem essa liberdade. “A fé evangélica é o cristianismo original, bíblico e apostólico.” Rev John Sttot

    Aproveitando a oportunidade,quero lha fazer uma pergunta, não em relação ao post, outro assunto. O dom de línguas é pra igreja atual tbm? o que vemos na maioria das igrejas,sendo pentecostais a maioria, o “falar em línguas”, onde a maioria fala, ora ou canta em línguas que ngm entende, nada mais é do que um fenômeno de psiquiatria chamado Glossolalia, ou seja, só um fervor religioso? Eu assumo a postura do cessacionismo, acredito que esse dom, como de fato ele é, se encerrou no tempo apostólico, mas só em relação a esse dom. O que vc acha disso, sendo de uma congregação pentecostal?

    Abraços irmão,
    A Paz de Cristo.

    • João,
      .
      primeiro, obrigado pelo carinho, vc é gentil.
      .
      As pessoas assumem essa postura por ignorância histórica, querido. Não leem, nãos estudam mas ouvem um pastor da moda falando contra em alguma rede social. Aí pronto, assumem aquilo. Stott estava certíssimo. Vou até tuitar essa frase rs.
      .
      Sobre o dom de variedade de línguas, vc está perguntando para uma pessoa suspeita. Pois eu mesmo falo em linguas. Sim, a Bíblia deixa claro que o dom não cessaria na era apostólica. Em Marcos 16.17, Jesus diz “Estes sinais acompanharão os que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas…”. Não diz que os sinais seguiriam os que crescem durante aquela geração. Repare que no contexto isso vem logo depois da Grande Comissão. Então se as línguas cessaram o ide também cessou? Não tem nexo hermenêutico afirmar isso.
      .
      Quando vc fala que “ninguém entende” as linguas, vc tem que ir à Bíblia. Paulo é claro sobre a triplice função do dom de variedade de linguas: edificar a igreja quando houver alguém que interprete, como um sinal para os que não creem e para edificação pessoal (nesse caso não há necessidade de interpretação). Eu já tive ocasiões em que estava triste e abatido, me derramei em oração e orei em línguas ao Senhor. Foi como se minha alma tivesse sido lavado, fui inundado de uma alegria inexplicável e as lágrimas desceram. Há um fenômeno de edificação pessoal envolvido, querido. Acredite: não é psiquiátrico, é espiritual.
      .
      1 Coríntios 12 é um capítulo-chave para vc ver como o dom de variedade de línguas foi dado à Igreja e não à geração apostólica. Veja que em nenhum momento ao se falar dos dons do Espírito Paulo menciona que aquilo seria por um tempo limitado. Pelo contrário, ele diz que o Espírito é um, o Senhor é o mesmo – ou seja, Deus não muda. O que Ele fazia naquela época faz hoje. E ele menciona os dons no contexto da unidade da Igreja e das funções do Corpo. E a Igreja que era é a Igreja que ainda é. Por que mudaria? Os cessacionistas alegam que naquela época eram necessários para a expansão da Igreja. E hoje, não é? Há mais muçulmanos que cristãos no mundo, vc sabia disso? Mais da metade do planeta não é cristã. Se a expansão da Igreja é a razão, joje os dons são mais necessários do que nunca.
      .
      Repare agora o final do capítulo. Diz Paulo: “Ora, vocês são o corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo. Assim, na igreja, Deus estabeleceu primeiramente apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois os que realizam milagres, os que têm dons de curar, os que têm dom de prestar ajuda, os que têm dons de administração e os que falam diversas línguas. São todos apóstolos? São todos profetas? São todos mestres? Têm todos o dom de realizar milagres? Têm todos o dons de curar? Falam todos em línguas? Todos interpretam? Entretanto, busquem com dedicação os melhores dons.”
      Perceba: se as línguas acabaram então também acababaram os mestres? Os que têm o dom de prestar ajuda (socorros, em outras traduções)? Cessou o dom de administrações? Se tivessem cessado as línguas, todos os demais teriam cessado também, não?
      .
      E repare, em 1 Coríntios 13.8, quando Paulo diz “O amor nunca perece; mas as profecias desaparecerão, as línguas cessarão, o conhecimento passará” ele em momento algum diz que o fim das línguas aconteceria naquela geração. Senão teríamos que concordar tb que o conhecimento acabaria naquele século. O que não aconteceu. Sabe quando as línguas cessarão? Pule dois versículos: “quando, porém, vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá”, ou seja, na volta de Cristo. É uma declaração escatológica. Quando Jesus vier e for tudo em todos, teremos acesso direto a sua face e não será mais necessária a atuação do Espírito Santo como ela ocorre hoje.
      .
      Respondido?
      .
      Deus te abençoe, querido.

  28. Existe essa nova moda de não mais nos intitularmos evangélicos, devido ao triste cenário em que se encontra a igreja dita evangélica. Porém, o termo evangélico é muito forte e não merece ser deixado de lado apenas porque uma parte- talvez bem grande- de supostos evangélicos o banalizou de tal forma que hoje é visto como sinônimo de ladrão, soberbo, ignorante, intolerante, preconceituoso, desvairado etc! A Igreja sempre foi vista como louca e isso não deve nos incomodar, é o normal, é o que tem que acontecer. Entretanto, a Igreja nunca foi vista pelos outros como um bando de gente, me perdoe pelo termo, safada, ladra e interesseira. O evangélico; aquele que crê e vive as Escrituras, o Evangelho; não é nada disso! Sim, somos cristãos acima de tudo, mas somos daquele tipo de Cristãos orgulhosamente EVANGÉLICOS e PROTESTANTES, alguns casos ainda contam com mais um nomezinho: reformado! haha. Mas isso é o de menos! Sim, são apenas nomenclaturas, todavia, enquanto estamos nesta terra, que não é o nosso lar, são esses nomes que nos identificam e nos diferenciam, embora, como já dizia Lutero: meu nome é pecador e meu sobrenome é pecador!
    Uma vez mais, que o Senhor o conserve humilde, simples, fiel e servo, caro amigo(embora não o sejamos proximamente) Mauricio! Fiquemos todos na paz do Senhor Jesus.

  29. Joshua disse:

    Zágari,a paz!.Não quero o Brasil “evangélico”. Faço minhas essas palavras:

    Preciso escrever sobre o meu pavor de ver o Brasil tornar-se evangélico. A mensagem subliminar da grande placa, para quem conhece a cultura do movimento, era de que os evangélicos sonham com o dia quando a cidade, o estado, o país se converterem em massa e a terra dos tupiniquins virar num país legitimamente evangélico.

    Quando afirmo que o sonho é que impere o movimento evangélico, não me refiro ao cristianismo, mas a esse subgrupo do cristianismo e do protestantismo conhecido como Movimento Evangélico. E a esse movimento não interessa que haja um veloz crescimento entre católicos ou que ortodoxos se alastrem. Para “ser do Senhor Jesus”, o Brasil tem que virar “crente”, com a cara dos evangélicos. (acabo de bater três vezes na madeira).

    Avanços numéricos de evangélicos em algumas áreas já dão uma boa ideia de como seria desastroso se acontecesse essa tal levedação radical do Brasil.

    Imagino uma Genebra brasileira e tremo. Sei de grupos que anseiam por um puritanismo moreno. Mas, como os novos puritanos tratariam Ney Matogrosso, Caetano Veloso, Maria Gadu? Não gosto de pensar no destino de poesias sensuais como “Carinhoso” do Pixinguinha ou “Tatuagem” do Chico. Será que prevaleceriam as paupérrimas poesias do cancioneiro gospel? As rádios tocariam sem parar “Vou buscar o que é meu”, “Rompendo em Fé”?

    Uma história minimamente parecida com a dos puritanos provocaria, estou certo, um cerco aos boêmios. Novos Torquemadas seriam implacáveis e perderíamos todo o acervo do Vinicius de Moraes. Quem, entre puritanos, carimbaria a poesia de um ateu como Carlos Drummond de Andrade?

    Como ficaria a Universidade em um Brasil dominado por evangélicos? Os chanceleres denominacionais cresceriam, como verdadeiros fiscais, para que se desqualificasse o alucinado Charles Darwin. Facilmente se restabeleceria o criacionismo como disciplina obrigatória em faculdades de medicina, biologia, veterinária. Nietzsche jazeria na categoria dos hereges loucos e Derridá nunca teria uma tradução para o português.

    Mozart, Gauguin, Michelangelo, Picasso? No máximo, pesquisados como desajustados para ganharem o rótulo de loucos, pederastas, hereges.Um Brasil evangélico não teria folclore. Acabaria o Bumba-meu-boi, o Frevo, o Vatapá. As churrascarias não seriam barulhentas. O futebol morreria. Todos seriam proibidos de ir ao estádio ou de ligar a televisão no domingo. E o racha, a famosa pelada, de várzea aconteceria quando?

    Um Brasil evangélico significaria que o fisiologismo político prevaleceu; basta uma espiada no histórico de Suas Excelências nas Câmaras, Assembleias e Gabinetes para saber que isso aconteceria.

    Um Brasil evangélico significaria o triunfo do “american way of life”, já que muito do que se entende por espiritualidade e moralidade não passa de cópia malfeita da cultura do Norte. Um Brasil evangélico acirraria o preconceito contra a Igreja Católica e viria a criar uma elite religiosa, os ungidos, mais perversa que a dos aiatolás iranianos.

    Cada vez que um evangélico critica a Rede Globo eu me flagro a perguntar: Como seria uma emissora liderada por eles? Adianto a resposta: insípida, brega, chata, horrorosa, irritante.

    Prefiro, sem pestanejar, textos do Gabriel Garcia Márquez, do Mia Couto, do Victor Hugo, do Fernando Moraes, do João Ubaldo Ribeiro, do Jorge Amado a qualquer livro da série “Deixados para Trás” ou do Max Lucado.

    Toda a teocracia se tornará totalitária, toda a tentativa de homogeneizar a cultura, obscurantista e todo o esforço de higienizar os costumes, moralista.

    O projeto cristão visa preparar para a vida. Cristo não pretendeu anular os costumes dos povos não-judeus. Daí ele dizer que a fé de um centurião adorador de ídolos era singular; e entre seus criteriosos pares ninguém tinha uma espiritualidade digna de elogio como aquele soldado que cuidou do escravo.

    Levar a boa notícia não significa exportar uma cultura, criar um dialeto, forçar uma ética. Evangelizar é anunciar que todos podem continuar a costurar, compor, escrever, brincar, encenar, praticar a justiça e criar meios de solidariedade; Deus não é rival da liberdade humana, mas seu maior incentivador.

    Portanto, Deus nos livre de um Brasil evangélico.

    • Querido Joshua,
      .
      entendo a sua preocupação, deixe-me pontuar só algumas questões.
      .
      Em primeiro lugar creio que ficou claro que em momento nenhum do meu texto é “um Brasil evangélico” que proponho. Tanto que se vc for olhar meus posts verá que existe um chamado “Nunca ganharemos o Brasil para Cristo”. Vc fez uma longa elaboração em cima de algo que eu não disse. Mas não tem problema, vamos dialogar sobre alguns dos seus comentários.
      .
      Perdoe-me, mas você está sendo generalista. Vc está pegando a parte e considerando-a o todo. Pois nem todo evangélico no Brasil é do jeito que vc descreveu. Eu, por exemplo, não sou. Se vc ler meu post “Cristãos podem ouvir música do mundo?” verá isso. Acredito que podemos ser evangélicos e ouvir música de qualidade, até mesmo música cristã, como Gerson Borges, João Alexandre, Silvestre Khulmann, Velho Irlandês, Stênio Marcius e por aí vai. E sobre a música secular, se ela não é antibíblica, não vejo por que não ouvi-la. Claro que “Igreja”, “Homem Primata” e “Epitáfio”, dos Titãs, por exemplo, jamais entrarão no meu gramofone, pois são antibíblicas e anticristãs.
      .
      Me perdoe, Joshua, eu não defendo um Brasil desse jeito que vc falou. Defendo um ser humano evangélico ( = que segue o Evangelho). Muitos dos que vc citou eu desqualifico. Não vou queimá-los na fogueira, mas se meus filhos vierem a estudá-los na escola vou orientá-los sobre seus erros. Direi que Nietzsche errou ao dizer que Deus está morto e apontarei todos os erros do Darwinismo. Mostrarei o que nas letras de Cazuza, Ney Matogrosso ou outros ofendem nosso Deus e os orientarei a não ouvir tais músicas. Não é isso que Jesus nos orientou? Resitir ao pecado. Do mesmo modo que vc teme o extremismo de alguns evangélicos xiitas eu temo a liberalidade dos evangélicos emergentes. Já vi pastores emergentes incentivarem seus membros a irem a shows do Ozzy Osbourne! Mano, antes de Jesus me converter eu fui headbanger, tive bandas e frequentei esse universo. Sei o que muitas músicas dizem e como é atitude deles. Não quero que minha filha vá a um show do AC/DC ver Angus Young mostrar seu traseiro e cantar “Highway to Hell” ou a um show dos Rolling Stones e vê-la se deliciar cantando “Sympanthy for the Devil”. Temos que peneirar.
      .
      Querido, leio seus exemplos e me pergunto quantos evangélicos vc conhece. Vou com amigos da Assembleia de Deus a uma churrascaria (e não sou assembleiano) e a nossa mesa é a mais barulhenta. Visito museus com meu sogro, que é pastor presbiteriano, e apreciamos a boa arte. Meu pintor predileto é Salvador Dalí, um surrealista. Também não vejo como o futebol morreria. Conheço muitos, mas muitos evangélicos. E eles saem do culto à noite pra jogar bola, fazem pidada uns com os outros sobre os times e o jogo da véspera…de onde vc tirou isso, querido? Perdão, não quero te ofender, mas quem está sendo extremista aqui é você, que está pegando os valores de dois ou três e aplicando a todos os evangélicos do Brasil. Não somos essa caricatura que você está pintando.
      .
      O que existe sobre preconceito contra a Igreja Católica não é preconceito, é conceito. Eu fui católico até os 18 anos, estudei em colégio de padres por 7 anos, fiz primeira comunhão, crisma e ia todo domingo à Missa. Mas aí eu li a Bíblia e não deu pra continuar ali. Como aceitar a salvação por obras, a veneração e a oração a santos mortos, a corredenção de Maria, a transubstanciação do pão e do vinho, a confissão auricular como única forma de perdão de pecados, os 7 sacramentos, a infalibilidade papal etc etc etc? Quando fui ao Vaticano praticamente fui expulso da basílica de São Pedro por um guarda porque, em vez de passar a mão ou beijar o pé carcomido da estátua de Pedro simplesmente me postei ao lado para uma foto. E devemos nos aliançar a isso? Ninguém vai queimar um papista na fogueira, mas aceitar…não, não aceito. Isso não é preconceito, é um conceito solidamente formado por estudo e vivência.
      .
      Como seria uma emissora de evangélicos? Bem, eu na Bolívia pude assistir a um canal evangélico que há no país e a programação era excelente, com documentários, bons filmes e também boas aplicações de fé. Você está especulando, Joshua, com base numa caricatura, me desculpe. Eu trabalhei 9 anos na TV Globo e seria capaz de desenhar uma grade de programação para uma TV evangélica que não seria nada disso que vc falou.
      .
      Gabriel Garcia Marquez é meu autor predileto, que bom que vc gosta dele tb. Jorge Amado nem tanto. Gosto do autor de “Deixados para trás”, afinal, quando ganhei 2 Prêmios Areté de literatura foi de um livro dele que ganhei rsrs (isso é uma piada). E se existem bons autores seculares, também há os horríveis, como Bruna Surfistinha e Jô Soares. Ao passo que há otimos autores cristãos, como John Stott, John Bunyan e John Piper (meus 3 Johns prediletos). Então cuidado para não resvalar novamente na generalização.
      .
      Concordo com seus dois últimos paragrafos, não temos que criar guetos evangélicos. “Cristo não pretendeu anular os costumes dos povos não-judeus”, sim, mas lembre-se que os que foram considerados os bons reis de Judá sempre foram os que destruiram os altares e os postes-ídolos que o povo de Deus importou dos povos não-judeus. Que Deus dava ordem para não se misturarem. Jesus orou ao pai que não nos tirasse do mundo, mas nos livrasse do mal. Essa é minha oração também.
      .
      E sim, evangelizar é dizer que todos podem continuar fazendo tudo isso o que vc falou… mas de acordo com a vontade de Deus. Um Evangelho sem mudança de vida, sem abandono do que é pecaminoso, sem nascer de novo simplesmente não é Evangelho. É qualquer outra coisa, menos as boas-novas de Cristo.
      .
      Deus nos livre de um Brasil evangélico? Ok, nada contra. Mas Deus também nos livre de um Brasil em que ser evangélico é ser alvo de preconceito, de caricatura, de generalização e de pessoas que digam que somos o que não somos. Estamos combinados?
      .
      Deus te abençoe, na paz do Mestre Jesus.

  30. TIAGO PL disse:

    Esqueci de perguntar, mas vamos de novo. Nos chamar de “cristãos” também não é certo, sendo que o termo vem do início da Igreja, onde os apóstolos eram chamados assim por serem “pequenos de Cristo” e a Reforma resgatar os princípios, digamos assim, originais? A Paz, irmão.

    • Tiago,
      eu nunca disse que é errado nos chamar “cristãos”, por favor, faça uma hermenêutica correta do que escrevo, ok?
      Meu argumento é: se a justificativa para deixar de usar o termo correto “evangélicos” (= que seguem o Evangelho) porque um punhado de falsos cristãos o usa, não deveríamos também deixar de usar todos os termos pelos quais eles se denominam? Se vc vai a uma igreja neopentecostal e pergunta ali quem é cristão todos vão levantar a mão. O mesmo se aplica a “crente”. E eles usam a Bíblia tb, devemos abandoná-la?
      Então pq abandonar um termo e não todo o resto?
      É um argumento muito frágil, querido.
      E a historicidade do termo “evangélico” adotado pelos reformadores está no post, se vc leu já está claro ali.
      Deus te abençoe.

  31. Lourayne Natiely disse:

    Maurício que Lindo texto, belíssimo e muito forte, pois é, hoje em dia pessoas tem deturpado o evangelho de Cristo, e sim as vezes eu me envergonhei não de dizer que eu sou evangélica, nunca omiti isso e sempre vou dizer sou evangélica sim e com orgulho, como você colocou, mas me envergonhei e fiquei triste, em vê pessoas que se diziam ser evangélica e faziam coisas contrárias a palavra, e ainda escutava pessoas dizerem é fulano é evangélico e faz isso e aquilo, isso me deixava triste, mais concordo com você, fugir dessa realidade não vai adiantar, mas temos que sim, dizer que somos evangélicos e mostra para essas pessoas a diferença, mostra com a nossa vida que sim seguimos o evangelho de Jesus, para que as pessoas que dizem que são “evangélicas”, elas sim sintam-se envergonhadas de falarem que são. Que nós possamos seguir o caráter de Cristo e defender o evangelho de Cristo com as nossas vidas, mesmo sendo difícil, mais que Deus nos fortaleça a cada dia para testemunharmos da sua palavra, nos dando graça e sabedoria!
    Deus continue a te abençoar mano!
    Grande Abraço!

    • Lourayne,
      fico muito feliz que você alcançou essa compreensão e não se envergonha de algo tão bonito como ser herdeiro do Evangelho de Cristo por meio do resgate dos reformadores. Isso é uma honra e devemos nos alegrar.
      Beijo grande, Deus te abençoe!

  32. João disse:

    Maurício, obrigado por responder, só agora tive tempo pra entrar aqui e ler sua resposta.

    Entendi tudo o que vc escreveu, sou leigo nesses assuntos ainda, mas uma coisa me confundiu, a primeira ocorrência de falar em línguas ocorreu no Dia do Pentecostes em Atos 2:1-4. Os apóstolos saíram e compartilharam o Evangelho com as multidões, falando a elas em suas próprias línguas, “Cretenses e árabes, todos nós temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus” (Atos 2:11), o que me leva a pensar que o dom de falar em línguas é falar em uma língua que não se sabe falar a fim de ministrar a uma outra pessoa que fala esta língua, o que deixa bem claro que os apóstolos estavam falando em uma linguagem humana.

    E vemos q o apóstolo Paulo sempre enfatiza que haja intérprete, “Por isso, o que fala em língua desconhecida, ore para que a possa interpretar” (I Coríntios 14:13),

    “E, se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus” (I Coríntios 14:27-28).

    Ou seja, se você falar em línguas e elas forem interpretadas, você estará edificando a todos. A partir disso também podemos aplicar isso na oração em línguas (1 Cor14:14), que é oferecer uma oração a Deus, e essa oração ministraria a alguém que falava aquela língua, mas também precisaria ser interpretada para que todo o corpo pudesse ser edificado. E se for para auto-edificação não seria injusto com os outros que não tem o dom de línguas e que por isto não poderão edificar a si mesmos?

    Como disse sou leigo nesse assunto, se pergunto pra vc é pq sei que me dará uma resposta bíblica. E essa frase do John Stott tirei desse texto:

    http://www.dar.org.br/biblioteca/55-artigos-diversos/319-o-que-e-o-evangelicalismo.html

    Vale a pena conferir, é tudo isso o que vc quis dizer nesse post.

    Abraços querido,
    Obrigado pela atenção, fique na Paz do Mestre.

    • Olá, João,
      .
      sim, no dia de Pentecostes as línguas eram humanas, pelos menos grande parte delas, isso é correto.
      .
      Sobre a questão da interpretação, vc usou o capítulo-chave, 1 Co 14. Repare que o próprio trecho que vc usou dá abertura a que eu ore em línguas se for fora da coletividade: “e fale consigo mesmo, e com Deus”. Nos versículos 3 e 4 idem: “Mas o que profetiza fala aos homens, para edificação, exortação e consolação. O que fala em língua desconhecida edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja”. Ou seja, Paulo deixa claro que há uma edificação pessoal e que é permitido ao que ora em linguas que ore “consigo e com Deus”. E repare que há um mistério espiritual aqui, quando no versículo 14 ele diz “se eu orar em língua desconhecida, o meu espírito ora bem”. Ou seja, algo se processa no mundo espiritual ao orarmos em linguas, que foge do entendimento humano pois não foi revelado nas Escrituras. O que não quer dizer que não aconteça. Para que alcance a cognição é preciso haver interpretação. Mas que há um benefício de edificação espiritual, pois o espírito ora bem, quanto a isso não há dúvida. Logo, eu posso, em minhas orações sozinho, orar em línguas e não estarei sendo antibíblico.
      .
      Já na congregação a regra é diferente, pois aí há a necessidade de ordem e de propósito. A ordem se dá mediante evitar a balbúrdia (igrejas onde todos falam em linguas ao mesmo tempo, como é muito comum, estão desobedecendo a Bíblia) e o propósito é a edificação não mais do indivíduo, mas do Corpo.
      .
      Sobre ser injusto ou não, não compete a mim julgar a forma como aprouve a Deus distribuir os dons. Repare o que diz 1 Co 12.7: “Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil”. Nem todos recebem os mesmos dons. Por quê? Não faço a minima ideia. É injusto? Não, não é. Leia Romanos 9 e vc verá essa mesma pergunta sendo feita ali. Veja a resposta a ela.
      .
      Espero ter ajudado. Deus o abençoe!

  33. marcojuric disse:

    Fala Zágari!
    Nem comentei? Ops, falha minha…
    Sou Evangélico com certeza absoluta!!

    “Tamu juntu”

    God bless you!

    Marco Juric

  34. Andréa França de Melo disse:

    Também, sou, com muito orgulho.blog abençoado, quem me indicou foia Greize.
    Abraços em Cristo.

  35. Irmão, o texto é forte, elucidativo e relevante. Faz pensar bastante, pois eu mesmo passei a evitar a expressão “evangélico”. Mas não creio que se trate, em todos os casos, de covardia. Não sou dos que veem apenas copos meio vazios, mas também não sei se adiante insistir em descrevê-los como meio cheios. Concordo com você em parte, pois não creio que apenas insistir na expressão resolva o problema. Temos que estimular a qualidade espiritual (e mental) dos crentes de modo a, Deo volente, revertermos o quadro, mostrando que os mercenários são minoria.

    • Aquias, salve!
      A saida é exatamente isso: mostrar que eles sairam de nós mas nao eram de nos. Abrir mao do titulo não resolverá tb.
      Então permaneçamos com ele e mostremos ao mundo que eles é que não são. Não concordo com abandonarmos o nome que nos foi legado por herança. O caminho é outro e estamos tomando o caminho errado: abrindo mão de algo belo, embasado, que nos define, e deixando as pérolas aos porcos. De certo modo isso me soa como uma atitude que tem um quê de covardia sim. Prefere abandonar a bandeira do que lutar por preservá-la.
      Deus o abençoe sobremaneira. No amor do Senhor, te abraço.

  36. Eustaquio Pereira disse:

    Prezado Zágari,

    li o post e concordo plenamente com a denúncia dos falsos profetas, contra os sacerdotes de Baal. Discordo, entretanto, da sua avaliação negativa em relação aos se recusam ser chamados evangélicos. Quem se regozija ao ser associado a essa corja de malfeitores? Quem, sendo servo de Cristo, não renunciaria a uma nome que, hoje, enaltece a apostasia, e não anelaria ser chamado pelo seu verdadeiro sobrenome, mas não por um apelido que se tornou pejorativo?
    Quem desejaria ser chamado por este que não é como aquele Nome que é acima de todo nome? Certamente precisamos nos posicionar com coragem como seguidores do Cordeiro, como você tem feito. Seremos maltratados por isso. Difamados. Caluniados. Assim sendo, demos glória a Deus por nos permitir sermos participantes das aflições de Cristo e oremos para que como ele possamos agir com segurança conforme os própositos de Deus.

    “Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca.”
    Isaías 53:7

    • Querido,
      .
      sobre “Quem, sendo servo de Cristo, não renunciaria a uma nome que, hoje, enaltece a apostasia, e não anelaria ser chamado pelo seu verdadeiro sobrenome, mas não por um apelido que se tornou pejorativo?”, respondo: eu. As razões estão descritas no post, até porque não é um apelido, é um belíssimo termo que, etimologicamente e historicamente, nos define perfeitamente como seguidores do Evangelho de Cristo conforma resgatado pela Reforma.
      .
      São cristão pois Cristo me salvou. Sou evangélico, pois sigo o Evangelho de Cristo.
      .
      Os malfeitores que se chamam “evangélicos” não praticam o Evangelho. Logo, não são de fato evangélicos. Essa é a denúncia que temos de fazer. E não negar nossas raízes.
      .
      Deus o abençoe.

  37. Eustaquio Pereira disse:

    Olá Zagarí

    Quero fazer uma correção em meu comentário anterior. Quando usei o termo “corja de malfeitores” quiz me referir a certos pastores que ocupam a televisão vendendo bençãos de toda espécie, mercadejando com o bom nome de Cristo. Quantos irmãos abençoados e abençoadores se encontram em meio a multidão evangélica neste país! Quantos são testemunho vivo do amor de Cristo, do seu perdão regenerador e da sua promessa para os que nele cressem.

  38. thais disse:

    spu cristao idolotra n sou muito lok por jesus

  39. thais disse:

    sou cristao idolotra n sou muito lok por jesus

  40. ALORIMAR S.BOTELHO disse:

    Tudo “quase” muito lindo e edificante, e concordo com tudo exposto,só não entendi,o porque da propaganda do livro logo abaixo,parece com os “falsos” pastores que vemos todos os dias na televisão,com defesas de assuntos que nos enchem os olhos e depois nos apresentam uma série de produtos.
    A verdade é uma só: Todo aquele que Nele crê,não será confundido.(Rm.10.11).

    • Caro Alorimar,
      .
      talvez a diferença seja que os tais “falsos pastores” a que você se referiu fiquem ricos com a venda de seus produtos e eu doe todos os direitos autorais dos livros que escrevo para missões. Além, é claro, de eu acreditar na mensagem que é transmitida pelos meus livros e deseje que eles sejam lidos para a edificação da Igreja.
      .
      Edificação sem fins lucrativos. Seria essa uma boa razão para divulgar os livros?
      .
      A verdade é uma só: Todo aquele que Nele crê,não será confundido.(Rm.10.11). Nem julgará o próximo.
      .
      Deus o abençoe,
      mz

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