Sou jornalista e passei ao longo de minha carreira por três dos principais veículos de comunicação do país, sendo dois jornais e um a maior emissora de televisão brasileira. Há alguns anos decidi não ler mais jornal, cancelar minha assinatura da revista jornalística que eu consumia semanalmente e parar de assistir a TV, pois a quantidade de mentiras, notícias manipuladas e até inventadas de acordo com os interesses de alguns me fizeram um cético com relação à imprensa. Se eu fosse contar aqui tudo o que vi e vivi nos 13 anos em que trabalhei na grande imprensa você provavelmente também pararia de assistir a telejornais, por exemplo. Há mais verdade nos filmes B de zumbis, por exemplo, do que em muitas reportagens de programas aparentemente “jornalísticos”.

Lembro de um colega que, em sua primeira semana trabalhando como crítico de cinema num dos maiores jornais do país (e que ainda não conhecia as “regras do jogo”), escreveu uma critica ruim de um filme horrível estrelado por uma famosa apresentadora de programas infantis. Foi honesto. Só que ela é uma das estrelas das organizações das quais faz parte o jornal. Tadinho. Aos berros, foi obrigado pelo diretor de redação, na frente de todos, a mudar o texto e… elogiar o filme! Eu mesmo vivi situações assim. Lembro que saí muitas vezes para fazer reportagens com um fotógrafo veterano que é considerado um dos maiores do país (com livros publicados, que faz exposições etc) e o vi com meus próprios olhos simular fotos falsas para elas darem ibope e serem publicadas na primeira página (e foram), em situações completamente mentirosas. Ele arrumava o “cenário” e clicava. Sua cara-de-pau me deixava de queixo caído. Também vi repórteres consagrados inventarem depoimentos fictícios de pessoas que não existem para compor suas reportagens porque estava chegando a hora de fechar o jornal e eles ainda não tinham conseguido quem desse uma entrevista. Tenho amigos que pediram demissão da que é considerada a mais importante revista do país porque não aguentaram mais o tanto que seus textos originais foram distorcidos pela chefia por interesses políticos e econômicos: falas de entrevistados eram reinventadas e publicava-se o que pessoas não tinham dito. Isso entre milhões de episódios. Mas há um que eu mesmo vivenciei e considero emblemático sobre o jornalismo brasileiro.

Eu era um jovem e idealista estagiário que achava que o jornalismo era o grande fiscalizador da sociedade, a grande ferramenta para mudar o mundo. Trabalhava na editoria Internacional de um desses grandes jornais. Num plantão de fim de semana me escalaram para fazer uma matéria de esportes: jogo do Flamengo contra Corinthians no Maracanã. Minha pauta: o vestiário do Corinthians após a partida e uma coluna onde pegava o depoimento de alguém e transcrevia ao pé da letra (entre aspas) o que ele achou do jogo. Entrevistei Branco, o jogador que foi campeão do mundo na Copa de 1994 (na foto, à esq.). Gravei seu depoimento, fiz o que tinha de fazer e voltei à redação. Escrevi o texto do vestiário e transcrevi tudo (TUDO!) o que Branco dissera, para a tal coluna. Pronto. Dever cumprido. Estava só esperando minha hora de ir embora quando um redator (que hoje é bem conhecido e respeitado por participar dessas mesas redondas de domingo na TV) me chamou e disse que precisava crescer o depoimento de Branco porque um anúncio tinha sido cancelado na página e o espaço estava sobrando. Eu lhe disse que tudo o que o jogador dissera eu já tinha transcrito, que não havia mais nada a acrescentar. Ele sorriu e respondeu: “Ah, é?” e… começou a tirar de sua própria cabeça um monte de coisas, escrevendo como se Branco tivesse dito o que não disse! Cresceu umas oito linhas de texto. E deu enter no teclado, liberando a página para a gráfica. Lembro que eu olhava aquilo estarrecido. O redator, veterano, olhou para mim, viu meu espanto e disse rindo a frase de que nunca me esquecerei:

- Zágari, se o leitor soubesse como nós fazemos o jornal ele não leria.

Aquilo foi o embrião da minha grande decepção com o jornalismo. Mas também penso uma coisa. Vi muitos bons profissionais em ação. Repórteres competentes correndo atrás da verdade de fato (mesmo que depois de terem escrito suas matérias a chefia do jornal tenha mudado tudo conforme seus interesses). Gente do bem, que preferia dizer ao chefe “não tem matéria, o assunto morreu” do que inventar algo pela vaidade de ter seu nome assinado nas páginas no dia seguinte. Ou seja: não é porque vi péssimos profissionais fazendo o que há de pior dentro de seu péssimo jornalismo que vou achar que todo e qualquer jornalista é mentiroso, manipulador e canalha. Muitos são. Alguns não.

E por que estou falando tudo isso num blog que tem como meta refletir sobre as coisas de Deus? Porque há uma analogia bastante pertinente em nossos dias com um título eclesiástico: “bispo”. Muitos são os homens que assumiram para si o título de “bispo” dentro da Igreja evangélica porque… bem, simplesmente porque quiseram. Em grande parte, são homens (e mulheres) envolvidos com escândalos, com arrecadação indevida de dinheiro, com tudo o que há de mais réprobo na História atual do protestantismo no Brasil. Para mim, o que falam e praticam inclusive os desqualifica como evangélicos, muito mais como cristãos. O inferno certamente receberá alguns desses “bispos”.

A questão é que, por causa dessa banda podre, o título em si do bispo tem sido desqualificado como um todo. E os bons e autênticos bispos têm sido atacados porque… são bispos! Do mesmo modo que presenciei jornalistas calhordas em atividade calhorda debaixo do meu nariz, vejo “bispos” calhordas simularem um falso protestantismo calhorda sob o nariz da sociedade e com isso a lama salpica todos os evangélicos – e todos os bispos. Mesmo os autênticos.

E isso é uma injustiça histórica. Vejo nas redes sociais gente desinformada ou ignorante historicamente baixando o sarrafo no título (e aqui não quero tratar de quem se chama “apóstolo”, “patriarca”, “semideus” ou o que for – quero falar só sobre o episcopado). A questão é que o título “bispo” é legítimo. É bíblico. Pode ser usado. E se você nunca estudou nada sobre isso deixe-me te situar historicamente, para além dos escândalos da atualidade.

O cargo eclesiástico de “bispo” é encontrado já em passagens bíblicas. Como, por exemplo, 1 Timóteo 3.2 (“É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar) e Tito 1.7 (“Porque é indispensável que o bispo seja irrepreensível como despenseiro de Deus, não arrogante, não irascível, não dado ao vinho, nem violento, nem cobiçoso de torpe ganância”). É importante ressaltar que, biblicamente, o que esse cargo especifica é a função de um certo irmão dentro da organização da igreja, e em nada o torna mais divino do que qualquer outro de sua família de fé – em razão do sacerdócio universal dos santos. Há sobre um autêntico bispo, como há sobre qualquer líder divinamente comissionado, uma capacitação especial do Senhor para dar direção ao rebanho. Mas Deus não deu a ele uma auréola, deu, isto sim, uma função de liderança, que exerce conforme foi vocacionado a fazer.

A palavra “bispo” vem do grego επίσκοπος e tem como significado original “inspetor”, “supervisor”. É um vocábulo que vem de antes do surgimento do Cristianismo, quando o título era usado para designar todo tipo de administrador. E isso nas esferas civil, financeira, militar e judiciária. Foi adotado por diferentes tradições cristãs, desde a Igreja primitiva até os nossos dias, e em cada uma tem seu conceito e suas atribuições específicas. Ou seja, não há uma definição única, absoluta e dogmática para o que é e o que faz um bispo: cada tradição designa suas especificidades.

No princípio do Cristianismo, no século I, os títulos já existentes “presbítero” e “bispo” foram adotados pela Igreja e passaram a ser usados para se referir aos servos de Deus que agiam como líderes da igreja local e eram submissos a um dos apóstolos. No fim do primeiro século, a alcunha “bispo” foi aplicada somente aos doze apóstolos. Até que aconteceu uma reviravolta no uso dos termos. No ano 96, Clemente de Roma, durante o período em que João, o evangelista e servo amado de Jesus , ainda estava vivo, afirmou em seus escritos que os  apóstolos deixaram “instruções no sentido de que, após a morte deles, outros homens comprovados lhes sucedessem em seu ministério”.

O mártir Inácio (ilustração acima), que foi bispo de Antioquia e conviveu com João, Paulo e Pedro, registrou a sucessão de bispos desde a época dos apóstolos, logo após a morte dos mesmos, em sua própria igreja e em Esmirna. No século II, o patriarca Irineu afirmou a validade de uma “linhagem” de bispos desde o tempo apostólico e os enumerou até seu contemporâneo Vítor. Também fizeram isso alguns dos principais teólogos e historiadores antigos, como Sexto Júlio Africano, Tertuliano, Eusébio e Jerônimo.

Assim, vemos claramente que a forma de governo episcopal é bíblica e historicamente correta. Mas aí surge a pergunta: quem de fato pode ser chamado legitimamente de bispo?  A resposta depende da tradição cristã que você siga. Na Igreja Católica Romana (foto), bispos são considerados sucessores dos apóstolos, responsáveis por santificar, ensinar e governar dentro de uma determinada região. O mesmo se aplica às Igrejas Ortodoxa Russa e Grega, sendo que o bispo recebe o nome de “eparca”. Já entre os anglicanos, o bispo é o pastor principal da Igreja e exerce sua atividade numa diocese, que seria uma menor expressão da Igreja. Sua missão seria a proclamação e o ensino, o provimento dos sacramentos e a  supervisão e liderança administrativa da Igreja, além de simbolizar unidade entre as comunidades de uma diocese e entre a diocese e toda a Igreja. Na Igreja luterana de alguns países há a figura do bispo, embora no Brasil não. Já a Igreja Metodista é episcopal, mas os bispos não são uma ordem especial ou diferente dos presbíteros, ele é apenas o primeiro entre seus iguais (“primus inter pares“) e seu cargo no nosso país não é vitalício.

Entre as igrejas pentecostais, a grande maioria não tem a figura do bispo. Algumas têm, como a Igreja Cristã Nova Vida, a primeira pentecostal do Brasil a adotar esse sistema de regência eclesiástica. Há um Bispo Primaz e um Colégio de 7 bispos (foto) que atuam como seus auxiliares e conselheiros. O Primaz nada mais é do que um pastor de pastores de igrejas independentes, que se submetem a sua autoridade voluntariamente. Outra é a Igreja do Evangelho Quadrangular, onde “bispo” é um cargo que um pastor recebe para reger uma ou mais regiões, e pode ser retirado do cargo. Vale ressaltar que até aqui só falamos de igrejas históricas, sérias, sem envolvimentos com escândalos ou absurdos – como a miscigenação com práticas espíritas ou coisas do gênero. E aí chegamos às neopentecostais. É quando começa o problema.

Algumas igrejas neopentecostais no Brasil adotam em sua hierarquia o sistema episcopal, sendo que em algumas dessas denominações o bispo é o representante máximo.  Em outras denominações, o bispo é um representante que administra uma região, com bispos que gerem as chamadas “regionais” – mas não são independentes, estão subordinados ao líder máximo, autointitulado “apóstolo”. Numa certa igreja há ainda a figura da “bispa”, um neologismo infeliz, uma vez que existe um feminino para bispo: episcopisa.

Se você for analisar, perceberá que é o grupo dos neopentecostais que vive nas manchetes e nas reportagens de TV. Em sua maioria, seguem a herética Teologia da Prosperidade (veja o post Demonologia da Prosperidade). São denominações em que seus líderes hipervalorizam o dinheiro e os bens materiais e que já protagonizaram episódios em que foram flagrados em contrabando de dinheiro, falsos exorcismos, uso de dinheiro de dízimos e ofertas em benefício próprio e outras falcatruas. É por causa desses “bispos” e dessas “bispas” que o título legítimo tem sido maldito por tantos.

Muitos dos tais “bispos” neopentecostais poderiam se virar para mim ou para você e dizer “Se o fiel soubesse como fazemos igreja ele não viria”. Só que o uso do título não tem nada a ver com isso. O líder desses grupos poderia se chamar “bispo”, “padre”, “epaminondas” ou “bilu-bilu”, a questão não é a legitimidade do nome. É o fruto que os tais geram – que qualquer um com discernimento espiritual ou pelo menos bom senso consegue ver que está podre. Se você é flagrado contrabandeando dinheiro na Bíblia (meu Deus…) ou ensinando a pedir oferta na base do “ou dá ou desce” isso em nada tem a ver com o nome que você ostenta. Poderia ser “Irmão Mais Velho na Fé Fulano” ou simplesmente “Missionário Beltrano”. Daria na mesma.

Chamar-se de “bispo” é apenas uma opção por um cargo que explica o tipo de governo eclesiástico que segue a sua igreja. É um título biblicamente e historicamente correto. Em cada denominação, ao longo dos séculos, o título “bispo” designou alguém que tinha certas atribuições, que variam de denominação a denominação. Mas que qualquer um tem o direito de usar… isso tem. Se eu quiser abrir uma igreja e me intitular “Príncipe Zágari”… bem, eu poderia. Mas não haveria antecedente histórico para o título numa convivência eclesiástica. Madre Teresa de Calcutá, uma pessoa do bem, usava o título de “Madre”, embora ela não fosse minha mãe e, apesar de seus gestos caridosos, crer – ao contrário de minha mãe de verdade – na mariolatria, na veneração de santos, na transubstanciação da Ceia e em montes de outras heresias. Nem por isso qualquer um de nós deixa de chamá-lá de “Madre”. Pois não passa de um título, ela não era mãe de ninguém. O mesmo se aplica a Joseph Ratzinger. Você alguma vez já o chamou de algo diferente de “Papa”? Sim, você, evangélico como eu, já chamou o ex-hitlerista Ratzinger de algum título diferente de (vamos traduzir) “Papai” Bento 16? Não. Todos nós o chamamos de “Papa”. Pois é apenas o nome do cargo, com raízes historicamente definidas.

Então, meu irmão, minha irmã, o importante nessa história é que essa perseguição que muitos de nós impomos ao título “bispo” que certos falsos cristãos adotam em suas igrejas é uma perda de tempo, uma bobagem e uma irrelevância. Eles têm, apesar de tudo o que eu e você sabemos, o direito de adotar o título. O que não podem é praticar o que praticam – ESTE SIM É O PROBLEMA. Paremos, assim, de criticar fulano ou beltrano só porque se chamam “bispo” e passemos a criticar suas ações nefastas. Porque, ao fazer isso, paramos de errar por desmerecer os bons bispos. Como os anglicanos, os metodistas, os da Igreja Cristã Nova Vida, os ortodoxos. Esses, sendo íntegros e homens de Deus, acabam sofrendo o bullying que impomos sobre o título por os colocarmos no mesmo saco que os canalhas. E aí erramos e pecamos por julgar e reprovar os que Jesus não julga ou reprova.

É como chamar alguém de “fariseu” como uma ofensa. Não podemos esquecer que o grande apóstolo Paulo foi  fariseu. Gamaliel foi fariseu. José de Arimateia era membro do Sinédrio, possivelmente um fariseu. Mas pomos todos os fariseus no mesmo saco, como se todos fossem “hipócritas”, “raça de víboras” ou “sepulcros caiados”. Calma. Como se pode ver, nem todos eram assim. Só Paulo e Gamaliel já desmontam essa tese. O mesmo se aplica aos bispos.

Eu quero um dia voltar a ler jornal e a assistir a noticiários na TV. Mas só quando tiver confiança de que aquilo não é uma obra de ficção, pois sei que muito do que ali está é balela e mentira. É teatro. Provavelmente isso nunca acontecerá.  E eu quero um dia voltar a ter confiança de que todo bispo é um homem de Deus,  irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar, não  arrogante, não irascível, não dado ao vinho, nem violento, nem cobiçoso de torpe ganância. Como Deus zela pela sua Igreja, creio que um dia os falsos líderes serão desmascarados e o rebanho se voltará para os realmente vocacionados e que esperam sua recompensa no Céu e não nas Ilhas Caymã.

E a você que vive bradando “chega de bispos!”, sugiro que mude o seu discurso. E comece a bradar, como eu, “chega de líderes que enganam o povo usando o nome de Jesus!”. Aí sim você estará começando a criticar o que de fato tem de ser criticado e não estará mais pecando por depositar joio e trigo no mesmo saco antes do tempo da colheita – algo que só compete a Deus. E, até onde eu sei, você não ostenta o título “Deus”, ostenta?

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

.

.

Direitos Reservados
O conteúdo deste site é de divulgação livre para fins não comerciais. É mandatório quem for reproduzir um post creditar: 1) Nome do autor. 2) URL do blog (com link). 3) Nome do blog: “APENAS”.

Licença Creative Commons Blog APENAS by Maurício Zágari is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial 2.5 Brasil License.

 

About these ads
comentários
  1. Andrea J. disse:

    como ex-futura jornalista, não tive o desprazer de ingressar nos maiores veículos do país. Saí beeem antes de me formar, pois não queria investir minha vida em ambientes nefastos de produção de desinformações, distorções e mentiralhada. Há coisas melhores a fazer, como escrever blogs, por exemplo rsrsr

    Tenho de discordar de vc, meu quase companheiro de profissão. Bismarck já falava o mesmo sobre leis e salsichas. E nós ainda somos – e seremos – grandes consumidores de salsicha. Por quê? Pelo simples fato de serem baratas e gostosas (admitamos, molhos fazem milagres!). Além disso, vc acha mesmo que os americanos não irao consumir pink slime depois de Jamie Oliver?

    Da mesma forma, vc acha mesmo que a maioria das pessoas não irá mais às igrejas dos bispos, dos pastores, dos paipóstolos, e bilus-bilus em geral? Querido, o evangelho que vendem ali é barato – sem cruz, sem Cristo, sem sangue ou esforço. Ah, e não esqueçamos que molhos fazem milagres! Molho de entretenimento góspi, molho de musiquinhas mequetrefes e grudentas, molho de gritos e caretas, molho de performances religiosas. Tem pra todo gosto. E não custa muito. Além da facilidade de se achar uma igreja bem perto da sua casa!!!

    Ora, todos nós sabemos – ou desconfiamos – como são feitos os jornais, os enlatados,a Coca-cola, as mega-igrejas, mas há razões para o consumo de tais coisas que sobrepujam a lógica.

    Algo que abriu meus olhos foi ouvir que tais “líderes” – não importa o título que ostentem – são o julgamento de Deus sobre seus seguidores! Não há vítimas neste jogo. Nem salsicha da Sadia se salva srrsrrsrsrs

    • Andrea,
      em que momento você leu no texto que eu acredito que as pessoas não irão mais às igrejas do evangelho barato?
      Desculpe, mana, mas sugiro que vc releia o texto, pois não parece ter compreendido o que eu disse. O que vc colocou não é o cerne do post e nem mesmo é abordado no mesmo. Tirando a parte sobre jornalismo, parece que estou lendo uma apreciação de um outro texto. O post, em resumo, fala para não condenar o título eclesiástico “bispo”, usado por muitos homens de Deus, por causa dos maus exemplos que adotam esse título. Não tem nada a ver com sua ponderação, perdoe-me.
      Deus te abençoe.

  2. Marcos Soares disse:

    Meu prezado Zágari, compreendo o espírito do seu texto, mas ele se baseia numa premissa que carece de melhor interpretação bíblica. Quando Paulo chamou os presbíteros de Éfeso (Atos 20:17), durante sua conversa ele os chamou de “bispos” (20:28), disse que eles “pastoreavam”, ou seja, eram “pastores”. Eram as mesmas pessoas. Jamais no Novo Testamento estas expressões (pastor, bispo e presbítero) são usadas como um título eclesiástico. Elas designam as funções que os líderes espirituais de uma igreja local exercem. A ideia de um Bispo (com “B” maiúsculo) que comanda outros “Presbíteros” ou “Pastores” é totalmente alheia ao plano de Deus. O fato de que na História da Igreja a coisa tenha mudado não justifica em absoluto a existência de tal hierarquia. O ensino bíblico é claro: cada igreja local é independente e autônoma, tendo um governo próprio, que não deve se submeter (nem voluntariamente nem por imposição) a Bispos Primazes ou Concílios de qualquer tipo. O apóstolo Pedro (isso mesmo, um Apóstolo) disse que era “um presbítero entre os demais” (I Pedro 5:1).
    Em outras palavras, o que quero dizer é que realmente “CHEGA DE BISPOS”, sejam eles honestos, dedicados e tementes a Deus ou não. Precisamos de mais simplicidade e menos pompa.
    O propósito do meu comentário não é confrontá-lo nem polemizar, apenas trazer a discussão para o centro das Escrituras, porque sei que você é um homem que se pauta pela Palavra. Apreciaria ouvir seu comentário a respeito deste aspecto.
    Abraço forte!

  3. Izaldil Tavares de Castro disse:

    Prezado Maurício Zágari,
    Aprecio sobremaneira os seus escritos. Aliás, sua linha crítica coincide com a minha, que é obviamente menos importante, dado o seu destaque. Com relação ao texto que trata do episcopado posso dizer-lhe que foi extremamente feliz e atacou “dois ou mais coelhos com uma só cajadada”. Sim, porque ao lado dos que exploram o título de bispos, há os que se autodenominam pastores, apóstolos, profetas, missionários (as) etc. Claro que ainda virão outros títulos nessa disputa megalomaníaca. Quanto à “bispa” valeu deixar claro para os seus leitores a impropriedade do feminino adotado; mas os seguidores dela, provavelmente, não entenderiam o porquê de chamá-la “episcopisa”. No meu blog sempre abordo assuntos semelhantes. Acho que posso dizer que Deus tem levantado alguns “pregadores-da-palavra-escrita”, entre os quais tomo a liberdade de me incluir, a fim de esclarecer os perigos que andam ao redor do verdadeiro cristianismo evangélico. Um abraço, prof2tavares.blogspot.com

  4. Marco Aurélio disse:

    Para não se deixar enganar pelas bíblias falsificadas:
    http://www.cacp.org.br/movimentos/artigo.aspx?lng=PT-BR&article=1976&menu=12&submenu=3

    • Não concordo com esse artigo, Marco.
      Dizer que a NVI não é uma Bíblia séria é desconhecimento. Pessoas seriíssimas como Dr. Russell Shedd, Abraão de Almeida e Luis Sayão e Martin Weingaertner participaram de sua tradução, que é excelente. São todos homens signatários do Pacto de Lausanne e é uma tradução que recomendo sem nenhum saudosismo. A Biblia de Estudos NVI, junto com a Bíblia de Estudos de Genebra, são as melhores que há no mercado brasileiro. A esse respeito

      http://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_Vers%C3%A3o_Internacional

      .
      E a versão ARC, que o artigo enaltece, contém erros também problemáticos (como a tradução de “ágape” para caridade na famosa passagem de 1 Co 13), além de um arcaísmo sem sentido para o século 21.
      .
      Deus o abençoe.

  5. Bianca Dias disse:

    Mauricio que resposta …… coitada……eu que não me atrevo a responder seus posts sem ter certeza que estou fazendo o comentário certo kkkkkk

    A Paz!!!

    • Deus te abençoe, querida.
      A paz.

    • Suely disse:

      Desculpe Mauricio, mas to rindo do comentario da Bianca, foi legal…kkkkk. ‘As vezes faz bem rir um pouco. Mas, concordo plenamente em dar o respeito aos Bispos, que infelizmente por causa de muitos que dao maus exemplos, sao tratados no mesmo nivel, isso nao é justo. Pois como foi dito, todos nos chamamos de Madre Teresa ou de Papa, devido aos titulos que possuem. Nao sou catolica, mas qdo converso com um padre, um cardeal, seja qual for o titulo, os chamo como tal…é uma questao de respeito. E tens razao! Nao é chega de bispos e sim chega de líderes que enganam o povo usando o nome de Jesus!”

      Quanto a televisao tb concordo, basta de assistir enganos e manipulaçoes….. ouvi de outros jornalistas que ainda estao dentro, a mesma coisa, isso é lamentavel !! So’ que tb pensei uma coisa….como fara’ o mundo gospel, se a maioria dos evangélicos e fas entenderem isso? Coitados, seria uma grande perda, visto que Deus abriu essa porta pra’ eles entrarem e poderem evangelizar melhor e mais rapido às todas criaturas..Pois, se nao digo algo errado, é na televisao que eles estao conseguindo vender mais os seus produtos…

      Mas creio que a manipulacao da midia seja no mundo todo….

      • Suely,
        em resumo: a coisa está feia. rs
        Deus te abençoe e…ria! Faz bem pra saúde rs, não precisa pedir desculpas.
        Na paz do Manso Cordeiro

  6. Lelê (Alessandra) disse:

    Maurcio,
    Entendi perfeita mente o que vc disse!
    E sei muito bem como funcionam as pautas dos jornais ou programas de televisão. A imprensa só vê seu interesse e induz o leitor ou o expectador de acordo com a sua vontade!
    Acho que em todas os lugares do mundo devem ser assim, pois o homem sempre busca seu interesse, mesmo que ele tenha que fazer pilantragem! Essa é a realidade! Confesso que apesar de saber, já ter trabalhado na emissora mais gananciosa e saber dos seus interesses, ainda não consegui deixar de assistir os telejornais!
    E voltando ao assunto do seu post, eu louvo e agradeço a Deus diariamente por congregar em uma igreja séria. Jamais disconfei dos meus pastores ou do meu bispo!
    Que Deus continue te abençoando!
    Bjss na familia e em vc!

  7. Teresa Mesquita disse:

    Graça e paz Zágari!

    É Zágari, infelizmente todos acabam pagando pelos erros dos outros. Tenho visto isso com relação ao respeito quase que nulo hoje em nosso país pelos cristãos evangélicos. Se você diz que é, já olham pra você e te associam a igrejas que de cristãs não têm nada. Infelizmente essa é nossa realidade hoje. Todos estão pagando pelos escândalos e doutrinas heréticas que cresce cada dia.

    Fiquei chocada com seus relatos jornalísticos. Os noticiários são uns dos poucos programas que ainda vejo na TV.

    Já comprei seu livro, esperando chegar…xD

    Abraço meu irmão.

  8. Luiz Felipe disse:

    Quando se compara as qualificações de bispo em Timóteo 3:2 e Tito 1:7 você não vê significativa diferença, da mesma maneira que não vejo diferença significativa entre as qualificações de bispo e diácono em Timóteo cap. 3.
    .
    Por isso entendo que a diferença existe somente na função que cada um desempenha dentro da organização da igreja mas com a mesma essência de fé e testemunho cristão.
    .
    A paz.
    .
    Luiz Felipe

  9. roberto disse:

    Zágari, Paz em Cristo Jesus!

    Chega de Evangelho sem responsabilidade!
    Fico imaginando que o tão propagado “Avivamento Brasileiro” – qual o devido nome que poderíamos dar a isto?
    Aliás, chega a ser uma heresia dizer o que Cristo poderia esperar disso tudo? Aos olhos críticos de NOSSO CRIADOR, todo esse triste, nefasto e pobre movimento (inclua neos e sandices momentaneas), seria de uma tristeza profunda para o REDENTOR, caso já não fosse previsto há tanto tempo – Como é triste!
    E ainda tem gente que não entende Calvino e a pré-destinação – Temos que agradecer a pré-destinação, senão, não sobraria nenhum “cristãozinho” pra contar história, pois seríamos todos pulverizados pelo poder da ira de DEUS.

    TRISTE DEMAIS!
    Lamentável –
    Vamos Orar!

    Grande abraço do seu leitor assíduo,
    Roberto

    • roberto disse:

      Zágari e demais Irmãos!

      Gostaria de reafirmar quão triste fiquei com o post – não por seu conhecido conteúdo, mas por imaginar, que em pleno século XXI, ainda somos presa fácil para charlatões e oportunistas.
      Chego a pensar em levantar uma campanha – VIVA O VERDADEIRO EVANGELHO, para, priorizar os verdadeiros seguidores da Cruz do Calvário – Para justificar o alto preço pago na Cruz – Para efetivamente, PREGAR JESUS CRISTO – O SALVADOR!
      Está faltando mais posicionamento e união daqueles que não aceitam mais isso – e aí reside uma crítica ao brilhante Maurício Zágari – quando manifesta seu total descontentamento a ponto de afirmar que isso provavelmente não mude de cenário. Oremos e esperemos que igreja, mídia, pessoas e demais conglomerados desse país, possam aspirar algo diferente do terrível engano em que nos encontramos hoje.

      Solo Gloria!

      Roberto

    • Verdade, Roberto, na oração está o alento e a resposta.
      Fico contente com sua companhia.
      A paz.

  10. Muito bom! Parabéns.

    E eu achava que na TV, apenas o que prestava(mais ou menos), era os jornais.

  11. André disse:

    Maurício, concordo com você no que tange ao direito de igrejas históricas utilizarem-se desse título conforme a tradição e a historicidade de cada denominação. Entretanto, vejo que em muitos casos alguns líderes simplesmente passam a usar o título de uma hora para outra, apenas para diferenciarem-se de outros pastores, como um título honorífico e nada mais, até mesmo em denominações que nada têm de governo eclesiástico episcopal. Aí, realmente fica “esquisito”, me soa como algo que foge ao propósito deste cargo que a história do cristianismo e a bíblia delineiam as suas características ministeriais.

    • André,
      se o governo não é episcopal não há por que se chamar bispo. Mas se é, não há por que proibir.
      E a Biblia nao diz “se vc é assim pode ser bispo”, usa o caminho inverso: “se vc é bispo, deve ser assim’.
      O problema é que muitos que assumem o titulo não são como a Bíblia diz que deveriam ser. Aí complica.
      Abs!

  12. Jean disse:

    Zágari,graça e paz!..Este post traz a reflexão sobre o porquê da ridicularização do termo bispo.Mas o que me intriga de fato no seu texto(e não é no primeiro que vejo isso),é a observação sobre seu tempo de jornalista;os bastidores nefastos das redações que tanto lhe horrorizaram,ao ponto de não querer mais assistir televisão e ler jornais.Assim sendo,acho que tais observações são perigosas à liberdade ao acesso da informação,soando a mesma como de legalista,haja vista que muitos pastores já disseram o que vc diz, mesmo sem nunca terem pisado numa redação;e mais,recomendam a seus membros para que parem de ler jornais,ver televisão,etc. como se isso fosse os tornar mais santos que os outros..A Bíblia é um relato jornalístico em muitos aspectos,por isso ela é confrontada em contextos históricos por eruditos para verificar a contemporaneidade da narrativa.Quando a música diz “A televisão me deixou burro,muito burro demais”,concordo.Acho essa caixa de imagem e vídeo,alienante em parte,devido ao massificante conteúdo que em nada educa,mal entretém o telespectador e informa conforme seus interesses;até porque ela tem um dono,que pertence a um grupo da sociedade,normalmente dominante,que detém proximidade com grupos políticos,industriais que de certo modo financiam sua empresa de comunicação;e essa é a regra no mundo inteiro…vejamos o recente escândalo na imprensa britânica,como exemplo.E jornais,revistas seguem a mesma linha,pois normalmente são também donos das emissoras de tv..Mas apesar disso tudo,temos sim que nos informar,veja bem,sem trocadilhos..rs..há publicações que prestam,quem lê e tem senso crítico,busca alternativas de conhecimento do dia a dia.E os livros tão reverenciados por vc(por mim também),são muitos vezes escritos por jornalistas dessas empresas..serão eles imparciais fora das redações?..A quem interessa muitas publicações?..ora, se analisarmos friamente,é um poço sem fundo;mas nem por isso vou deixar de ler uma revista,ler um jornal,porque querendo ou não,se eu abrir mão de lê-los,de alguma forma a informação me chegará pelas conversas do dia a dia..alguém será um jornalista,alguém dará a notícia.Nas igrejas mesmo,temos um monte de “jornalistas” ávidos para descobrir e levar a público os pecados dos irmãos;que criam escândalos de repercussão tal grande,de dar inveja a muitos editores que gostam de ver o circo pegar fogo..uma pena..Que a graça de Deus nos ilumine,,Um abraço,amado..Seus posts são intrigantes,gosto deles,principalmente por poder comentar,interagir com o autor,discordar e ver publicado.. trabalho de um bom jornalista.

    • Jean, olá,
      entendo sua defesa do jornalismo. Mas se ele servisse pro que foi inventado pra ser.
      Mano, depois de ter trabalhado 13 anos em grandes redações eu quero distância dessa mentirada toda. Até porque não se iluda: cada empresa (jornal, TV etc) quer antes de qualquer outra coisa DINHEIRO e PODER. Dizer que está “em busca da verdade” é um mero slogan de marketing pra fazer vc comprar o produto deles. Vc jamais verá por exemplo, um desses grandes jornais publicar uma matéria falando mal da Coca-Cola, pois é um grande anunciante.
      .
      Pra fazer um paralelo: se vc fosse cozinheiro e ao longo de 13 anos tivesse visto dia após dia os funcionários de toda cozinha onde trabalhou cuspindo na comida, pisando em cima, pingando colírios que dão diarréia (acredite, o ex-namorado de uma prima que cozinhava num hotel de Copacabana me confessou que fazia isso), pegando peixe podre e enchendo de limao pra enganar o gosto…você comeria nesses restaurantes? Acho que a resposta é óbvia. Mas eu poderia argumentar “mas Jean, a gente tem que comer pra se alimentar, apesar disso. Com cuspe, sujeira ou colírio o bife vai matar a sua fome”. Esse argumento seria válido e te convenceria a comer ali?
      .
      Para mim é e mesma coisa. O que eu conto no post é a cereja do bolo, meu irmão. Eu não leio jornal por uma única razão: tenho pouco tempo livre e não quero investi-lo lendo ficção achando que é verdade. Eu morro de rir quando ouço a expressão “imparcialidade jornalística”.
      .
      Não se iluda, querido, e desculpe te apresentar ao mundo real. Que dói, mas é o mundo real. O show de truman é confortável, mas quando se sai do estúdio a coisa é bem diferente.
      .
      Obrigado pelas palavras carinhosas. Mas o que eu faço aqui não é jornalismo: é reflexão. Muito diferente.
      .
      PS. Fiquei curioso sobre quais são essas publicações que prestam. No Brasil eu não conheço nenhuma.

      • Jean disse:

        Entendo sua tese,é válida;quem afrontou a Coca-Cola( refrigerantes Dolly usando horário pago na Rede Tv) está sendo condenada a pagar milhões pelo dano à marca..há todo um jogo de interesses,concordo.Mas aí fica a pergunta:só se faz jornalismo no Brasil quando se escreve um livro?..Exemplo:Rota 66,o polêmico livro de Caco Barcelos,que quase o levou à morte,poderia virar uma série jornalística na tv..e por que não virou?..Vc melhor do que eu,sabe da resposta…E quanto a publicações que prestam,é de análise pessoal,não levantarei bandeira de revista A ou B,apenas acho que temos o direito a informação,pois como bem disse,não se foge da notícia;ela chegará até nós por alguém..seja por interesse,seja por dissimulação,cabendo a cada um o discernimento dos fatos..PS.Não disse que aqui você faz jornalismo,apenas age como um jornalista,que por formação,você é.Um abraço.

      • Só uma coisa, querido: não é tese, é fato.
        No Brasil se faz jornalismo qdo dá dinheiro. Qdo nao da se fecha o jornal ou se vende a emissora. Simples assim.
        É negócio, mano, tudo negocio. Money. Interesses. Influência. Poder.
        Vc fala como espectador, eu falo como quem viveu dentro 13 anos: eu sei com que farinha o pão é feito, querido.
        Toda a teoria sobre direito de informação, toda a balela que a gente ouve nas propagandas de jornais e revistas, todo o idealismo da faculdade… quando vc chega lá vê que a banda toca no ritmo do maestro.
        Vc sabia, por exemplo, que as publicações jornalisticas da CPAD apagam a barba de fotos de homens barbudos com photoshop e se a mulher tá de calça eles põem saia no photoshop? Jornalismo verdade, ne? Imparcial. Sabia que NENHUMA foto de revista sai sem passar pelo “tratador de fotos?” Eu ja vi uma capa de uma revista onde trabalhei que eram dois pescadores no Pantanal. Os caras tiraram a foto em Brasilia, no patio da empresa onde trabalhavam, compraram o peixe na peixaria, penduraram no anzol e fizeram a foto. No photoshop pegaram uma imagem do Pantanal e puseram os dois lá. Megamontagem. E foi capa!
        Sabia que as materias ocupam o espaço que sobra dos anuncios nas paginas e nao o contrario? Sabia que todo jornal segue uma linha editorial que segue os interesses econômicos e políticos dos donos e tudo será escrito segundo isso? Sabia que o noticiario da Fox News é totalmente diferente do da CNN pq seus donos seguem linhas diferentes? Veja se a Fox News põe no ar a mesma matéria que a Al Jazeera dando as mesmas informações. Mano, por favor…
        Querido irmão, não seja romântico. Temos direito à informação? Lógico que temos! Só entenda uma coisa: quando vc vê uma reportagem, aquilo não é informação, é uma versão dos fatos. Que passa pela peneira do reporter, do redator, do editor, do chefe de reportagem. Aquilo que vc chama de informação eu chamo de “ah, tá”.
        E achar que nós temos capacidade de discernir os fatos…como? Se vc só conhece uma visão dos fatos? Quantas vezes vi repórteres falarem que tal morro não tinha tráfico por ter sido subornado pela turma do movimento e sair de la com o bolso cheio de cocaína pra cheirar na festinha de aniversário! Repórteres de polícia que viviam fumando maconha. Ou repórteres que ficam amiguinhos de políticos e começam a cobrir suas campanhas positivamente com a promessa de que se o cara for eleito ele será o porta-voz do governo com um salario 5 vezes maior? Mano, não tem como o povo discernir isso. O publico nao vê os bastidores.
        Jean, te perdoo pq vc não sabe o que fala rs. Falo brincando mas isso é sério. Pensa no debate do Collor e Lula em 89. Tá na telinha o povo acha que é verdade e elege o cara em função daquilo. Não há discernimento.
        Jornalismo é versão. É ficção. Pega o Mensageiro da Paz e procura lá quantas vezes se fala mal do presidente da CGADB.
        Lembra da época do chute na santa? Eu trabalhava no jornal que mais fez barulho com aquilo. Participei de reuniões. Ouvi como foi combinada a campanha contra a igreja que fez aquilo (sem juízo de valor meu sobre a tal igreja ou sobre o chute, apenas relatando o fato). Ouvi qdo o tiro saiu pela culatra e demonizou-se o tal jornal e então baixou-se um decreto oficial na redação de não falar mais da tal igreja. Imaparcialidade, ne? Vi os bastidores de uma reportagem que ganhou o Prêmio Esso e que não foi, ao contrário do que foi alardeado, um “esforço de investigação”: simplesmente um cara entrou pela porta com um material bom e vendeu pro jornal por bom preço, que comprou as informações, fez meia dúzia de entrevistas e publicou como um grande furo. Tudo armado, informação comprada. Prêmio Esso. É assim.
        Mano, desculpe se te decepciono, mas não é tese. É a vida.
        Deus te abençoe.

      • Roberto disse:

        Zágari,

        Graça e Paz queridão!!!!!

        Me identifico muito com sua “obra reflexiva”.

        Estava meditando em sua avaliação quanto a mídia e respostas ao pessoal e mais uma vez me veio a cabeça – Se conseguirmos de alguma forma, demonstrar como agem estes impérios midiáticos, igreja, oligarquias e outros poderes , entenderemos porque a falta de cultura, nos levam a sermos a famosa “massa de manobra” e nos remetermos a ser o que Paulo diz – ora aqui e ora acolá – Muito triste cara.

        Que Deus continue iluminando seus caminhos!

        Roberto

      • Roberto,
        .
        a verdade é que somos exatamente isso – massa de manobra. Veja as igrejas e os pastores que estão na mídia o quanto não fazem a cabeça do povo com marketing e doutrinas apócrifas. Falta Beréia, sobra Tessalônica.
        .
        Deus o abençoe, querido.

  13. [...] escritor Maurício Zágari publicou um artigo em crítica aos líderes evangélicos “que enganam o povo usando o nome de [...]

  14. Solange Oliveira disse:

    A Paz irmão Mauricio, mas uma vez recebo o esclarecimento de algo que temos sido atacados pela mídia e o povo sobre um assunto que vira manchete em jornais que “pregam” mentiras e se aproveitam da nossa falta de sabedoria, do saber mesmo, e joga um turbilhão de noticias que vem somente pra escandalizar….e a gente observa pelos comentários, da maneira que é exposta, que ela consegue criar e atingir as pessoas….Eu já não conseguia ver ou ler os jornais pois assim como acompanho algumas situações na sociedade que julga uma classe de profissionais e equiparam todos a alguns que não merecem estar ali, e tenho que acompanhar os julgamentos,comparando toda uma classe e é impossível ver ou ler em jornais alguém que os defenda…Lhe dou os parabéns pois você soube colocar sabiamente, não uma defesa, mas sim, uma realidade, e provar que existem diferenças…Que Deus continue te direcionando e abençoando.

  15. Vicente Neto disse:

    Zágari o Ricardo Gondim também ganhou um prêmio areté, em 2009, qual a diferença dele pra você?

    • Vicente,
      .
      posso apontar algumas: eu não inventei a heresia de que Deus se esvazia de sua soberania no que tange às tragédias, o absurdo chamado Teologia Relacional – a versão brasileira do Teísmo Aberto, tão amplamente condenado pelos pastores e teólogos sérios. Eu respondo todos os comentários do meu blog que discordam de minhas posições (desde que feitos com educação), ele não: só publica comentários que o elogiam. Eu baseio minha fé na Bíblia e não em poesias de grandes poetas. Eu não elogio em público Rudolf Bultmann, um herege da Teologia Liberal que fala que a Biblia é um grande mito, que Jesus não fez milagres e outras coisas do gênero. Eu não chamo os calvinistas que estarão no Céu do mesmo modo que os arminianos que tiverem o nome escrito no livro da vida de “malditos”, ele prepotentemente chama. Ele apostatou da Igreja evangélica porque ele diz que tem erros demais nela, enquanto eu vejo todos esses erros mas permaneço e tento consertar o que está errado em vez de pular fora. Pois quando um barco está afundando você sabe quem são os primeiros que o abandonam, não sabe?
      .
      Só isso basta ou preciso dar outras diferenças?
      .
      Deus o abençoe.

  16. Andrea J. disse:

    “Muitos dos tais “bispos” neopentecostais [...] ou simplesmente “Missionário Beltrano”. Daria na mesma.”
    li seu texto todo, sim, e estava comentando sobre este parágrafo em particular, a questao dos títulos vc explicou mais do que claramente. mas deixe para lá.

  17. Jaqueline disse:

    Lendo este artigo me lembrei de uma situação que mudou completamente minha visão e me fez buscar mais. Um belo dia estava ouvindo um programa ” gospel”, de uma destas igrejas onde o povo adora o pastor, ele aqui no Brasil, ou preso em outro país. .Os ouvintes falavam no ar. Foi quando uma Senhora muito simples gritou: “Pastor, que emoção falar com o senhor!!!!”Ela parecia realmente muito emocionada. No mesmo momento o pastor, bravo respondeu: “Pastor não, apóstolo!!”.
    Lamentável

  18. irmão zágari, excelente texto e como sempre muito esclarecedor.que Deus continue te usando poderosamente para a glória dele.
    irmão zágari, sei que não tem nada a ver com esse texto o que vou falar, mas se fosse possivel gostaria que vc comentasse sobre o texto de 1 samuel 28, onde fala sobre o espirito de samuel, pois esse texto produz duvidas em muitos irmãos.era o espirito de samuel mesmo ou não?
    desde já grato!paz!

    • Obrigado, Thiago. Recebo teu desejo como uma oração ao Senhor.
      .
      Sobre 1 Sm 28 eu serei franco com você: o que ocorreu ali é um grande mistério para mim. Eu prefiro não especular sobre o que não tenho certeza. Perdoe-me, mas essa eu vou ficar devendo. Não tenho uma resposta pronta para isso.
      .
      De qq modo, copio aqui um estudo que me parece ser muito bem embasado sobre a questão:

      A Assembléia Judaica sempre acreditou realmente que Samuel apareceu naquela ocasião. Mas os Patriarcas da Igreja, sempre creram que um demônio apareceu em forma de pessoa para enganar a Saul. Até mesmo uma despretensiosa análise do caso, mostra com clareza que um espírito de engano, e não Samuel foi quem apareceu na sessão Espírita de En-Dor.

      Razões provam que houve manifestação demoníaca:
      a) Saul fora rejeitado por Deus em razão da sua Desobediência.(I Sm.15.11,22,23,26-28)
      b) O Espírito do Senhor se retirou de Saul. (I Sm.16.14)
      c) Deus não lhe respondia. ( I Sm 28.6) Deus se comunicava de três (3) maneiras com os homens naquela ocasião( I Sm.28.6):
      -por Sonhos – revelação pessoal . ( Nm.12.6., I Rs.3.5; Jó 33.14 -17)
      -por Urim e Tumim – revelação sacerdotal. ( Ex.28.30)
      -por Profetas – revelação inspiracional. ( Hb. 1-1)
      Que fez Saul ? Desesperado, foi consultar uma pitonisa mesmo sabendo que Deus abominava tal prática, buscando um contato com o profeta Samuel já falecido. O resultado desta consulta foi trágica ( I Cr.10.13).
      Ora, se Deus recusara-se a atende-lo por vias normais, por que Ele faria pelas vias que Ele o próprio Deus, condenava ? Mudara de idéia a respeito de Saul ou em relação a feitiçaria ? É obvio que não ! E se Ele não mudou de idéia, quem apareceu a Saul com certeza não foi o profeta Samuel. De acordo com Dt.18.22 as
      profecias devem ser julgadas. E as profecias do pseudo-Samuel não resistem ao exame, porque são imprecisas e superficiais.

      Pelo exposto, concluímos :
      1) O Estado espiritual de Saul era dos piores, pois Deus se havia apartado dele. Em lugar de buscar um arrependimento sincero, ele se arrisca a dirigir-se a casa da feiticeira, disfarçadamente a fim de obter uma palavra de orientação do falecido profeta.

      2) O Pecado da mediunidade(Feitiçaria) era castigado com a pena de morte no A.Testamento. (Ex.22.18)

      3) Consultar os mortos é igualmente pecado gravíssimo, comparado ao da feitiçaria e ao da idolatria.( Dt.18.9- 14; Lv.20.6)

      4) Deus não poderia permitir que seu Servo Samuel, que era, no A.Testamento, o primeiro profeta depois de Moisés ( Jr. 15.1), aparecesse a Saul mediante uma abominável prática feitichista. É inaceitável que Samuel, homem reto e santo enquanto vivo, depois de morto viesse a obedecer á pitonisa (adivinhadora), mulher abominável, numa prática proibida por Deus. ( Ex.22.18; Lv.20.27; Dt.18.9-12; Is.8.19-20) Portanto é claro que um demônio, e não Samuel apareceu à feiticeira em forma de pessoa, fingindo-se ser o consagrado homem de Deus.

      5) A pitonisa de Endor temeu:
      a) Porque ela reconheceu a Saul (Vv.12) , que era conhecido como grande inimigo das práticas espíritas(Vv.3);
      b) Porque ela viu “elohim” , espíritos, adejando por cima da aparição que, com “prodígios da mentira (II Ts.2.9), se fazia passar por Samuel;

      6) Saul nunca viu a Samuel, ele percebeu, pela descrição feita por ela, o que o espírito demoníaco lhe mostrava enquanto estava em transe.

      7) Quanto a suposta profecia, observa-se que não passou de uma repetição do que Samuel dissera ainda em vida.( I Sm 15) .
      a) A mulher percebeu o medo de Saul de que seu fim estava se aproximando, e predisse.
      b) É claro que já era do conhecimento da mulher ( e dos demônios) a profecia feita por Samuel ( I Sm.15.16-19,26) que vinha perseguindo Saul, que já estava com sua mente pertubada e lhe disse o que ele esperava ouvir.
      c) Se um demônio estava se fazendo passar por Samuel e falou por meio de uma feiticeira, é claro que que usou da profecia de Samuel para fazer uso da mesma.

      8) No que tange a profecia aos outros acontecimentos , a profecia do pseudo Samuel foi imprecisa em todos os sentidos. Vejamos:
      a) Saul não foi entregue nas mãos dos Filisteus (I Sm.28.19), pois suicidou-se antes ( I Sm.31.4) e veio parar nas mãos dos homens de Jabes-Gileade ( I Sm.31.11-13). Saul passou apenas pela mãos dos filisteus. O pseudo profeta não podia prever esse detalhe.
      b) Não morreram todos os filhos de Saul ( I Sm.28.19) como insinua a profecia obscura, pois ficaram vivos
      pelo menos três deles : Isbosete( II Sm.2.8-10), Armoni e Mefibosete (II Sm.21.8) . Apenas três deles morreram (I Sm.31.6 ;I Cr. 10.6).
      c) Saul não morreu no dia seguinte (I S.28.19). Esta profecia é falsa, pois Saul morreu cerca de 18 (dezoito) dias depois, senão vejamos:

      1 – 29.1 – O Capítulo 29 de I Samuel, é a continuação da narrativa do 28.2. De Afeque os filisteus subiram a Sunem (28.4) em uma jornada de 120 Km, e daí, para o vale de Jezreel. Os Israelitas por sua vez concentraram em Gilboa(28.4), para descerem ao vale de Jezreel, onde se travaria a luta.

      2 – 30.1 – Terceiro dia. Davi gastou na sua volta três dias, em que percorreu 128 Km. Estava fora de Ziclague já havia uns dez dias. E gastou um dia com os preparativos para nova expedição contra os amalequitas.

      3 – 30.10 – Cansados . O segredo das vitórias de Davi estava nas suas ações fulminantes. Os duzentos homens, entretanto tiveram a sua ocupação – guardar a retaguarda e tomar conta da bagagem para que os outros pudessem agir desembaraçadamente. Já havia transcorrido três dias.

      4- 30.13 -Três dias – Os amalequitas estavam na frente de Davi, ainda por três dias. Gastou cinco dias para alcança-los.

      5 – Feriu-os Davi. O ataque foi inesperado, noturno e terminou rapidamente. Para cuidar dos prisioneiros e recolher o despojo de guerra levou um dia, até a tarde do dia seguinte. Na sua volta mais uns oito dias.

      6 – II Samuel 1.2 – Ao terceiro dia – Davi gastou, desde que deixou Aquis em Afeque (29.11), até agora 21 dias. Descontando-se os três dias que o mensageiro gastara, desde Gilboa ate Ziclague, conclui-se que Saul morreu, cerca de dezoito dias depois da profecia do pseudo -Samuel ( e não no dia seguinte)

      d) Saul não foi para o mesmo lugar de Samuel.( I Sm.28.19) . Interpretar o comigo por simples além, é tergiversar. Samuel estava no “seio de Abraão”, sentia isso e sabia da diferença que existia entre um salvo e um perdido. Jesus também sabia e não disse ao ladrão na cruz : “Hoje estarás comigo no além (Sheol), mas sim no Paraíso. Logo Samuel não poderia ter dito a Saul que estaria no mesmo lugar que ele: no seio de Abraão. Samuel poderia passar para o inferno para estar com Saul ? Ou Saul, transgredindo a Palavra do Senhor e consultando a necromante ( I Cr.10.13) passaria para o Paraíso, para estar com Samuel ? Isto é um tremendo absurdo.

      Conclusão: Esta é a explicação da Palavra de Deus para o pecado de Saul (I Cr.10.13).
      Observe-se a expressão: “Deus o matou”. Observe também a causa pela qual Deus o matou: Porque consultou uma adivinhadora.
      Observe-se finalmente, que não se diz haver sido Saul consultado Samuel, o que teria de se afirmar, se realmente, tivesse sido Samuel o personagem que apareceu a Saul.
      Não se pode crer que Deus tivesse permitido que o desejo de Saul de consultar Samuel fosse satisfeito( Saul queria realmente consultar a Samuel, pois disse a pitonisa: “ Faz-me subir a Samuel”) , para depois afirmar na sua Palavra que matou Saul por ter consultado a uma adivinhadora.
      e) Em I Sm.28.13, a mulher diz: “Vejo deuses que sobem a terra”. Quem eram ? Só podiam ser deuses do inferno ( Mc.5.9, Lc.8.30) . O diabo pode transfigurar-se ( II Cor.11.13-14; I Sm.16.23) em anjo de luz.

      .
      Deus te abençoe com a verdadeira vitória do cristão!

  19. [...] em escandalos: “um dia os falsos lideres serao desmascarados”. Leia na integra O escritor Maurício Zágaripublicou um artigo em crítica aos líderes evangélicos “que enganam o povo usando o nome de [...]

  20. Jean disse:

    Zágari,amado..realmente ninguém melhor que vc pra falar dos bastidores…essa do Mens. da Paz é hilária…rs..obrigado pelos esclarecimentos..eu tinha noção em parte sobre o que vc escreveu,e seu relato ajuda o leitor do blog a saber o que há por trás dos interesses de quem nos traz a notícia.Graça e paz,valeu!!!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s