Cansei de ouvir ao longo dos meus anos de convertido que “Deus permite que haja muitas denominações evangélicas porque, em sua multiforme graça, Ele sabe que há pessoas diferentes e cada uma se ajusta melhor numa denominação que tenha mais a sua cara”. Sinceramente, considero essa uma explicação equivocada e sem base bíblica. Não creio nisso. Pois Jesus fundou a Igreja para que ela tivesse a cara de Cristo e não a cara de seus membros. E para que fosse una e não múltipla. A Igreja como ela é hoje é, biblicamente, uma anomalia. Funciona, leva a Palavra aos perdidos, discipula os convertidos, mas não é como Jesus quis que ela fosse.
Jesus plantou os alicerces, os fundamentos de sua Igreja, e nos permitiu construiur ao longo dos séculos sobre eles um enorme edifício. E o que vemos hoje é uma edificação francamente disforme. E a explicação para isso é que não seguimos o manual de construção que Ele deixou para nós: as Escrituras Sagradas.
Algumas semanas atrás postei aqui no APENAS um artigo intitulado A pecaminosa intolerância dos evangélicos, em que procurei mostrar como a intolerância que nós, evangélicos, temos com outros evangélicos nos leva ao pecado da falta de amor. Hoje gostaria de abordar um segundo pecado que essa intolerância gera (e para que você entenda o contexto recomendo enfaticamente a leitura do artigo anterior). Pois se o primeiro pecado que a intolerância entre cristãos gera é a falta de amor, o segundo é o da desunião. Pode parecer algo sem importância, mas não é – e as próprias palavras de Jesus mostram isso.
Jesus afirma que Deus havia permitido pecados como o divórcio “por causa da dureza do coração de vocês” (Mt 19.8). Acredito piamente que Deus se entristece com qualquer tipo de divisão da sua Igreja – inclusive em denominações. Creio que Ele também tolera isso “por causa da dureza do coração de vocês”. Denominações novas surgem a cada esquina todos os dias porque homens querem ter poder e independência de suas antigas igrejas. Líderes de jovens que conquistam o apreço da rapaziada e decidem fundar a SUA igreja, rachando a anterior e levando um monte de membros juntos. Denominações enormes que fundam “partidos” para disputar o poder interno e faturar os milhões que as editoras pertencentes a essas denominações geram. Denominações tradicionais onde liberais brigam contra ortodoxos pelo controle dos seminários teológicos das mesmas. Pentecostais detonando tradicionais e tradicionais ridicularizando pentecostais. A verdade? Isso é satânico.
O que Jesus disse sobre o assunto?
Satânico? Peraí, Zágari, agora você pegou pesado. Então ok, deixa de lado a opinião de Mauricio Zágari e vamos às Escrituras: o pecado da desunião vai contra o que o próprio Senhor Jesus clamou ao Pai em sua oração em Jo 17.22: “Dei-lhes a glória que me deste, para que eles sejam um, assim como nós somos um“. Ou seja: o desejo de Deus é que sua Igreja seja unida, una, que viva em união e unidade. E as consequências do não-cumprimento desse desejo é que são assustadoras: Jesus disse em Mt 12.25: “Todo reino dividido contra si mesmo será arruinado, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá”. Logo, estamos caminhando a passos largos para a ruína, se algo não for feito. “Ah, Zágari, mas a Igreja vai triunfar no final, é promessa da Bíblia”. No final, meu caro, no final… até lá muito estrago pode acontecer, muita alma pode se perder, muito veneno pode envenenar quem comer da panela.
Dividir a Igreja é grave. Muito grave. É ir contra a proposta inicial de Cristo, da Igreja una. E, em primeira instância, é ir contra o próprio Cristo. Mas como o homem é soberbo, arrogante, intolerante, ambicioso, egoísta e pecador… a cada dia criam-se novas denominações, novas facções, novas rachaduras nesse grande edifício que é a Igreja. Em Mateus 16.18, Jesus diz a Pedro que sobre Ele, Cristo, a Pedra, seria edificada Sua Igreja. E o que temos feito com ela? Derrubado tijolo após tijolo. Construído paredes tortas. Pisos irregulares. Pilares envergados. A Igreja virou um monstrengo disforme.
A pergunta que devemos nos fazer então é: de que modo a minha defesa ardorosa do que EU creio ser o certo está ajudando a unir o Corpo de Cristo? Ou, seguindo a mesma linha: de que modo a minha defesa ardorosa do que EU creio ser o certo está ajudando a dividir o Corpo de Cristo? E olha… há uma grande possibilidade de que aquilo em que você crê possa estar errado. A única possibilidade que enxergo como justificativa para se “dividir” a Igreja seria se o conjunto enveredasse por erros, como tentar injetar o marxismo na Bíblia ou misturar fé e política partidária. Nesse caso é melhor dividir (e aqui eu usaria o termo “purificar” ou “manter-se fiel à sã doutrina” em vez de “dividir) para manter a verdade do que unir pelo erro e poluir o Corpo de Cristo com agendas espúrias e apócrifas.
A Igreja Evangélica brasileira carece desesperadamente se unir. Pois está esfarelada, desmantelada, separada, dividida. Os irmãos não se toleram: se atacam (leia como isso tem ocorrido no artigo A pecaminosa intolerância dos evangélicos). Enquanto o que for mais importante para nós é aquilo que “não podemos suportar nos outros” não passaremos de intolerantes e pecadores. Temos que mudar o foco, deslocar o eixo, mudar o paradigma e olhar – isso sim – para aquilo que “podemos suportar” uns nos outros. Se algo é uma heresia… é uma heresia! E deve ser combatida com toda força como doutrina demoníaca e anticristã. Mas se algo é feito dentro dos limites das Sagradas Escrituras, que direito temos de dizer que aquilo não é Igreja? Que direito temos de anatemizar o que é sacro?
A solução
A Igreja precisa pôr de lado a intolerância e as diferenças periféricas e se unir. Isso é evidente e urgente. Gálatas 5.20 afirma que entre as obras da carne estão as dissensões e as facções. Então é natural que se está tão cheia de dissenssões e facções cheguemos à conclusão que a Igreja de Cristo está vivendo de modo extremamente carnal – isso é notório e visível. A questão é: que milagre poderia levar uma Igreja tão heterogênea a alcançar a unidade que Jesus pediu ao Pai que houvesse entre nós? A resposta evidentemente não está nas diferenças, mas naquilo que cada um de nós tem em comum – seja pentecostal, tradicional, desigrejado, institucionalizado, calvinista, arminiano ou o que for.
E em comum o que qualquer setor da Igreja Evangélica (e, por que não dizer, cristã) tem são seus fundamentos. Seus alicerces. A coluna vertebral de nossa fé. É preciso deixar de lado as discussões secundárias, como práticas de culto, modelos institucionais, crenças periféricas, formas de batismo, sistema de administração eclesiástica e outras inutilidades e voltar todas as atenções para uma definição urgentíssima do que significa ser Igreja. Esquecer essa ideia esdrúxula de que a Igreja tem que se misturar com o Estado e partir para os bastidores do poder político e voltar à essência do Reino que, como Jesus mesmo disse, “não é deste mundo”. Arrancar as cracas da Igreja. Seria um bom ponto de partida.
Vejo cada bobagem dita no twitter e no facebook que me arrepia. Frases feitas e irrefletidas que detonam o “tradicionalismo”, a “religião”, a “instituição”… quanta ingenuidade que não serve para nada a não ser desunir, desunir, desunir. Estamos pecando e achamos que prestamos um grande serviço ao Reino de Deus. Não prestamos. Como Paulo, que perseguia cristãos achando que fazia uma grande obra para o Senhor, metemos o malho naqueles que são diferentes de nós… simplesmente porque são diferentes de nós! Não se esqueça que duro é para nós recalcitrar contra os aguilhões, querido irmão, querida irmã. Temos de retornar às bases, aos fundamentos, aos alicerces. Esquecer aos bobagenzinhas pueris que criamos em nome da modernidade para encher igrejas.
Voltemos urgentemente aos fundamentos da fé. Voltemos urgentemente ao significado real do que é discipulado cristão. Como diz Romanos 12.2, é preciso renovar a mente, o entendimento, para que se possa experimentar qual seja a real vontade de Deus – e não a do homem.
E para promover a união de cristãos diferentes, o que temos de fazer é identificar naqueles que apresentam discordâncias de nós aquilo que, dentro dos limites das Escrituras, têm em comum conosco. E nos concentrarmos nessas semelhanças, em vez de nas diferenças. Para que, assim, nos tornemos de fato um, assim como o Filho e o Pai são um.
E isso é possível?
E s
e você acha impossível a essa altura do campeonato que a Igreja abandone partidarismos denominacionais e volte a se unir… lamento, você está seguindo o cristo errado. Pois o mesmo Espírito Santo que converte um assassino ou um ladrão num homem de Deus é capaz de converter um povo desunido numa nação santa e una. O que é preciso para isso? Primeiro, um milagre – que vem do transcendente. Segundo, o imanente: abrir mão das vaidades denominacionais e reconhecer os erros que há em cada denominação. Só assim, reconhecendo os erros, confessando-os como pecado que são, pedindo perdão a Deus, clamando por sua misericórdia e mudando de atitude, poderemos ser um só.
Mas se você preferir continuar sendo mais assembleiano, batista, presbiteriano, universal, Nova Vida, congregacional, metodista, católico, quadrangular, ortodoxo, quaker, Deus é Amor, Sara Nossa Terra, igreja celular, desigrejado, caminho da graça, Renascer em Cristo, Igreja da Graça, luterano, anglicano, Vida Nova ou o que quer que seja mais do que simplesmente CRISTÃO… continuaremos sempre vivendo no hediondo pecado da desunião.
E aqui cabe lembrar o que Atos 2.44 fala sobre os primeiros cristãos: “Os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum.“. E nós, cristãos do século 21? Estamos unidos? E temos o quê em comum?
Paz a todos vocês que estão em Cristo.
Follow @MauricioZagari.



Há como discordar? No início de minha fé tb fui ensinado a acreditar que a multiplicidade de denominações existe para poder acolher a todos!?!?!?!? O modelo neotestamentário para igreja é muito diferente disso tudo. A institucionalização trouxe muitos males (acho que já comentei algo assim no post sobre os desigrejados). É preciso mesmo confissão e arrependimento. É preciso que os muitos rebanhos tornem-se “o” rebanho e sigam, sobretudo, ao Pastor.
Se vc me permitir indico aqui um link para texto sobre a unidade: http://pisadasdorebanho.org.br/?page_id=2. Caso contrário edite estas últimas linhas.
Abraço.
Obrigado, Francisco.
Não creio que a institucionalização seja o mal. O mal é o pecado, que está no coração de qq ser humano, dentro ou fora da instituição. É por isso que temos de orar: contra o pecado e não contra a instituição. Senão estaremos combatendo o mal errado.
Deus o abençoe!
Desculpe pelo equívoco Maurício. Eu deveria ter deixado a preguiça de lado e ter explicado o que expresso com o termo “institucionalização”. Não nego a ordem e a organização conforme o Novo Testamento (vede que façais tudo conforme o modelo que te foi mostrado no monte – Hb 8,5): reunião da congregação, culto, governo (presbíteros, diáconos), etc. Quando falo em institucionalização refiro-me ao esforço da carne humana, suas estratégias, suas eclesiarquias, títulos, honrarias, preeminências, ou seja, ideias humanas e não modelo divino. Isso gera divisionismos, e segundo este conceito que apresento, institucionalização é o pecado que está no coração humano. Não é?
Abração.
P.S. Não interagi antes pois tive o privilégio da oportunidade de aprender com John Piper aqui em SP, na Universidade Mackenzie. E, como vc, tive a mesma decepção.
Francisco,
entendi sua explicação e na sua posição vc está certissimo.
O problema que vejo é que nós, cristãos, não sabemos usar as palavras e por isso cometemos equívocos e acabamos nos expressando mal.
Se vc tiver tempo, interesse e paciência leia meu post “Religião, dogma, tradição e outros palavrões” e ali apresento bem minha visão sobre isso. Depois me diz se vc concorda.
Obrigado pelo carinho e pela comunhão. Abs e paz!
Concordo sim com seu texto “Religião, dogma, tradição e outros palavrões” . Uma palavra assume, de fato, muitos significados, muitos termos, a comunidade (eclesiástica ou não) nos leva a ter sentidos diversos para as mesmas palavras. E todo escritor (ou protótipo de) deve ter a cautela de fazer-se entender, Acho que por isso amei tanto o livro “A arte de ler” de Jerome Mortimer Adler. O difícil é sempre aplicar os conselhos que sabemos necessários.
Forte abraço, e eu é que agradeço a comunhão, em seu blogo e no twitter.
Graça e Paz.
O prazer é meu, Francisco!
Abraço e a paz!
Jóia, Zagari. Teoricamente todos nós temos a mesma base, o credo apostólico. Isso, ao meu ver, é o que mantém a chama de uma possível união ainda acessa.
Além disso creio que um bom passo inicial para esta união é a igreja se unindo em prol dos problemas sociais. Pois como eu li em algum canto da internet:
“Uma igreja saudável é aquela que desenvolve em seus rincões uma espiritualidade centrada em Deus e voltada para as dores do homem”.
Acredito que posturas como essa demonstrariam nossa unidade não só ao mundo, como para o nosso Deus. Unirmos em Seu nome.
Valeu!
Querido Baruque,
obrigado por comungar.
Não creio que ação social fará isso. Pois é consequência e não causa. A causa é a gloria de Deus. São os fundamentos da fé. É a seiva. Ação social são frutos. Para que haja frutos, primeiro é preciso definir as raízes e erguer um tronco forte, que vai sustentar os frutos.
Se a Igreja não se une ao redor das raízes, como dará frutos?
Temos que começar voltando aos fundamentos. Às disciplinas espirituais. À oração. Muitos perderam a fé no poder da oração e acham que têm que partir pro ativismo social mas nem conhecem a Palavra.
Comecemos do começo. Sem esquecer a missão principal ea razão de ser da Igreja: a gloria de Deus.
Um abraço carinhoso, no amor que nos une.
Verdade, Zagari.
Deus te abeçoe muito, mano.
Olá Mauricio,
Quando Jesus disse que as portas do inferno não prevalecerão contra a sua Igreja, e dizemos que a Igreja esta torta não seria uma contradição?
Acredito que falar que a Igreja não é que Jesus quis que ela fosse, não seria uma afronta a sua soberania?
A Igreja não são as placas, nem os prédios. São as pessoas remidas pelo sangue de Jesus. Esta é a Igreja.
No meio desse monte de atrocidades que vemos nos dias de hoje, no meio dos lobos existem as ovelhas a verdadeira Igreja, que o Senhor cuida, e guarda. Em todas as demoninações o Senhor ve quem realmente são dele e estes Ele preserva e guarda a fé.
Creio firmemente que nenhum dos que o Pai escolheu vai se perder, independente do que fizerem em nome de Jesus. A soberania de Deus suplanta tudo isso. Não usando isso como desculpa para não nos purificarmos e dependermos de Deus a cada dia, coisas do tipo ” Deus no final da um jeito”. Quem é mesmo Dele ouve sua voz e o segue, independente do ambiente em volta.
Fique na paz do Senhor, conheci o Apenas a apenas algumas semanas e agradeço a Deus por ele levantar pessoas realmente comprometidas com sua palavra e missão.
Deus te abençoe ricamente, hoje e pela eternidade.
Querido Rodrigo,
certamente estou fazendo uma diferenciação entre a igreja visível e a Igreja invisível. A minha critica é à igreja visível que apostatou. Quando Jesus disse que as portas do inferno não prevalecerão contra a sua Igreja, se referia à invisível.
Ao dizer que a Igreja esta torta não é uma contradição, pois falo de uma igreja bem visível, basta ligar a TV.
Me atrevo a afirmar que a igreja não é que Jesus quis que ela fosse, pois ela de fato
não tem sido! Veja os argumentos do post. Não é uma afronta a soberania de Cristo, pois Ele mesmo previu que o joio cresceria no
meio do trigo. Ele sabia que parte da igreja visível seria joio, logo, seria paredes tortas.
Me fiz claro, amado?
Deus o abençoe.
Sim. Eu concordo com seu argumento no post, só quis esmiuçar mais algumas partes, isso sempre enriquece mais as idéias.
Abraços
Abraço, querido, que o Cordeiro o abençoe.
Na paz.
Concordo com o Rodrigo. Ao conclamar a união soa como se o corpo fosse desunido e em boa parte dos casos não vejo isso. Um corpo tem diferenças, a cabeça não tem a mesma visão dos pés embora estejam os dois agem para mover o corpo de Cristo.
Não vejo a igreja visível com esse pessimismo apontado. Há realmente aqueles que usam denominações para seus próprios fins, mas outros usam da multiforme da graça que é bíblico sim.”Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. 1Pe4:10″…
Paulo e Pedro tinham linhas diferentes de pensar, um era da circuncisão outro da incircuncisão, se formos levar ao pé da letra foram as primeiras denominações, mas não havia nisso divisão:
“Antes, pelo contrário, quando viram que o evangelho da incircuncisão me estava confiado, como a Pedro o da circuncisão
(Porque aquele que operou eficazmente em Pedro para o apostolado da circuncisão, esse operou também em mim com eficácia para com os gentios),
E conhecendo Tiago, Cefas e João, que eram considerados como as colunas, a graça que me havia sido dada, deram-nos as destras, em comunhão comigo e com Barnabé, para que nós fôssemos aos gentios, e eles à circuncisão;”
Gálatas 2:7-9
Enfim, é apenas minha opinião.
Deus abençoe!
Querida, com todo amor, vc sabia que, apenas no Brasil, há Missao Integral, que não se
mistura com os ortodoxos, que não se misturam com os neopentecostais da Prosperidade, que não se misturam com os pentecostais históricos, que não se misturam com as igrejas tradicionais, que não se
misturam com os desigrejados, que…
E por aí vai.
A igreja visível no Brasil é completamente dividida. Discordar disso é desconhecer a igreja do país no seu espectro total.
A Igreja invisível, essa sim, é indivisível.
Deus a abençoe.
Se isso é verdade realmente não conheço, não é a realidade que eu vejo.
Ao meu redor tenho irmãos da ccb, assembléia, batista e etc, tirando um joio ou outro, não apenas convivemos, mas realmente nos amamos como irmãos devem se amar!
Se no resto do Brasil esta do jeito que falou, que Deus tenha misericórdia realmente.
Deus abençoe!
Então que Deus tenha misericórdia rsrs
Beijo e paz!
CRER que a unidade é importante é uma coisa, Praticá-la é outra. A unidade real requer trabalho, exige sentir as mesmas coisas, humildade genuína, amor e respeito pelos irmãos e acima de tudo um Amor intransigente por Deus e sua Palavra. Fomos feitos diferentes uns dos outros, pensamos diferentes. Uns concordam, outros discordam. Cada um foi nascido e criado em uma cultura diferente… e poderia enumerar vários motivos para desunirmos e nos “isolarmos” somente com aqueles que concordam com o que cremos (o que seria praticamente impossível). Mas acima de tudo cremos em Cristo, que é O Caminho, A verdade e a Vida; o nome da igreja em que estamos não nos identifica como servos de Deus… Todas as denominações tem erros, e os que acusam esses erros também os tem, o que precisamos é reconhecer e arrepender genuinamente, para podermos cumprir o papel da verdadeira IGREJA DE JESUS, ela é uma só. O que vemos de acusações na TV, na internet e até dentro das próprias igrejas poderia se converter em AMOR a Deus, uns aos outros, conformidade de esforços e pensamentos, ensinar o que Jesus ensinou ao invés de atacar outras igrejas e pastores dia após dia …assim aqueles que os ouvem seriam realmente edificados.
A Bíblia diz: Quão Bom e quão Suave é viver em união. Então, pq não? Perseverando na Palavra, vivendo em comunhão, orando sem cessar e repartindo o pão… Unidos para expressarmos a Glória e o Amor daquele que nos resgatou das Trevas.
Espero o dia em que possamos dizer: “Aqui” há união e o Senhor ordena a sua Benção e a VIDA para sempre.
AH!
Ósculos e Amplexos no amor daquele que nos UNE.
Recíprocos!
Como sempre o homem estragando tudo aquilo que Deus criou para ser perfeito…
Mauricio, em sua reflexão você diz que a intolerância leva ao pecado da falta de amor mas eu acredito que seja o pecado da falta de amor o grande causador, não só das intolerâncias mas de todas as demais dissensões e disputas que experimentamos em nossa vivência congregacional.
Como é bom termos este espaço, esta “igreja” virtual para exercitarmos o nosso pensamento.
Graça, paz e um forte abraço.
Sidnei,
de certo modo são vasos comunicantes. Se retoralimentam.
Abraços fraternos.
Mauricio,
Todos nós deveríamos ser mais tolerantes.
Qd digo todos, me incluo nessa, pois sou da minha igreja e ninguém me tira de lá. A diferença está é que eu aceito as demais, eu realmente acho que cada uma tem o seu papel.É logico, sem contar com aquelas que enganam os irmãos. Não estou falando de falta de carácter e sim de estilo.
Como vc já sabe eu sou muito tradicional e nao me sinto bem quando vou em uma igreja um pouco mais avançada. Mas isso é questão de estilo.
Eu acho que se as pessoas fossem mais tolerantes em aceitar as diferenças, elas em si já diminuiriam muito e muitas das congrações iriam diminuir por conta disso!
Falo isso por conta dos líderes também, pois por muitas das vezes as divisóes começam com eles até chegarem nos membros!
Aff.. já falei demais! E nem acho q esse “papo”vai levar a lugar algum. Mas está ai a minha opinião!
Aproveita muito a conferência e depois multiplique o seu aprendizado!
Bjsss e saudades da familia toda,
Rsrs opinião expressada, amada.
Beijo enorme, na paz dEle.
Oi, Zágari!
Esse texto me emocionou muito; achava que era coisa de gente sonhadora acreditar em tudo o que você enfatiza, porque ainda não consigo compreender esse espalhamento de denominações. Li ontem em um blog uma lista de nomes estapafúrdios de ‘novas igrejas’ que estão sendo fundadas pelaí – uma tragicomédia, digamos, que não se pode associar ao poderoso nome de Jesus Cristo. Lamentável.
Num estudo que li há poucos dias sobre a importância da oração, o autor relembra o quanto Jesus a priorizou, afirmando que para Jesus a oração “era mais importante do que o sucesso no ministério”. Cristo assim ensinou a seus discípulos, e os apóstolos, diz ele ainda, esses “revelaram a grande prioridade de suas vidas quando decidiram: ‘quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da Palavra’” (texto do Rev. Hernandes Dias Lopes).
Oração e Palavra. Simples. Deixar que Jesus, e somente Ele, reine como o Senhor de sua Igreja – toda ela!! – disso precisamos todos nós, como você tão bem enfatiza. Que consigamos nos unir e, em oração, juntos, clamar por essa Igreja, cheia de cristãos piedosos e amorosos cujo único Senhor é Jesus. Conversão da Igreja, clamemos por ela.
Sua paixão por Cristo sempre renova, e hoje é mais um desses dias, a mesma paixão por Ele em nós.
Bjs e a Paz, que excede todo o entendimento
Re
o fim das denominações é uma utopia a essa altura. Mas a união não. Há circulos concêntricos. Se todos conseguirmos concordar no círculo central, que são os fundamentos da fé, e tolerar os circulos externos, que são as práticas denominacionais, a união é sim possível.
Mas volto a afirmar: isso depende de um milagre.
Beijo e paz!
Olá Maurício! O q dizer? Como sempre, vc leu minha mente! rsrsrs
Vc me aconselhou em outro post a buscar “uma igreja histórica, bem preparada, com tradição. Com pastores bem preparados, que possam te discipular de acordo com a Biblia.” Q me perdoe qq denominação, não estou aki para afrontar nada, apenas quero desabafar. Como vou buscar essa igreja, se justamente o q eu mais vejo é “disputa de poder”? As igrejas querem crescer em número, não em ganhar vidas para Cristo! E nessa turma entra igrejas tradicionais! Sou muito desconfiada, sei que tenho que me curar ou me libertar disso, mas aí eu preciso de um lugar q EU confie. Ou seja: quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? rsrs Fico nesse círculo e não consigo sair! Estou orando, continuo minha peregrinação para achar a “minha” igreja, mas enquanto isso não acontece, fico me decepcionando com os “irmãos” q de cristão, não tem nada…
Graças ao Pai conheço pessoas, como vc, q me mostram q viver o evangelho é viver com sabedoria, e não com fanatismo. Mas creio q fazer parte da igreja visivel se faz necessário, né? Continuarei procurando…
Fike na paz do Senhor! =)
Sim, Karine, se faz necessário.
Acredite: há os 7 mil que nao dobraram os joelhos a Baal. Vejo isso em minha igreja local, pastoreada por três homens que conheço de perto e onde não há disputa de poder. Infelizmente, nos prendemos nos casos mais visíveis e esquecemos dos milhares de tementes a Deus que, assim como vc, estão por aí.
Encontre uma igreja onde haja pesssoas imperfeitas mas sedentas por Cristo como vc é e vc achará seu lar espiritual. Não desista.
No amor do Senhor, paz e bem.
Zagari,mais um daqueles posts que deveriam reverberar no meio Cristão brasileiro.
Quero começar meu simples comentário citando Paulo, mais uma vez:
(…)”Quero dizer, com isso, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo, e eu, de Apolo, e eu, de Cefas, e eu, de Cristo.”
Está Cristo dividido? Foi Paulo crucificado por vós? Ou fostes vós batizados em nome de Paulo?
(1 Co 1.12,13)
Creio ser auto-explicativo seu texto, bem construído e baseado único e exclusivamente na constatação de que a Igreja atual é uma miscelânea de teologias e ideias humanas, fugindo completamente da idéia que Cristo estabeleceu através do Espírito e dos apóstolos em Atos.
As afirmações de Paulo são fortes, é como pensar que até as unhas do corpo de Cristo se transformaram num fragmento de fé e verdade. É um equívoco achar que todos levam ao mesmo lugar respeitando as várias formas do ser humano. O Pastor Isaltino Gomes (grande homem e muito bem citado em outro post) diz que nós é que devemos nos enquadrar no conceito de Igreja de Jesus, não o contrário.A igreja é Dele, não nossa. Infelizmente, o denominacionalismo gerou essa corrida armamentista em torno de quem está mais próximo da verdade, não importando se essa guerra arranque dedos,braços, pernas do corpo do mestre. Ainda há o sectarismo das vertentes que excluem de seu arraiais outras análises e visões que fujam às suas declarações doutrinárias, daí o isolacionismo de muitos.
Por fim, a nova onda de criticar a instituição tomou corpo também, ser desigrejado se tornou denominação (mesmo eles não aceitando isso). De um lado os políticos denominacionais e seguidores que não desejam o progresso do evangelho,mas sim o de sua denominação (Temos que dominar o Brasil, o mundo!), do outro, os que dentro de instituições criam subgrupos que também tem a ousadia de querer chegar mais perto de uma verdade. É lamentável, hoje já não vemos os “Eu sou de Cristo”, somos uma Corinto pós-moderna, onde nos ligamos mais aos líderes, às declarações doutrinárias, a órgãos de convenções, a conchavos, a ideias do que a ELe. Sua pergunta “O que temos em comum?” é bem colocada, pois, infelizmente, temos em comum a intolerância, a arrogância, os achismos imutáveis em torno da fé e não o evangelho genuíno e o Espírito que gera união (antes de tudo o amor).
Quero ser mais de Cristo, não mais parecido com minha denominação. Precisamos ser como João Batista “Que Cristo cresça e eu diminua” Ou também como o ladrão da cruz, que não precisou defender bandeiras para ser salvo, literalmente, por Cristo.
Abraço irmão, continue nessa perspectiva de reflexão honesta inspirada pelo nazareno.
Bela reflexão, querido.
Não pude segurar o riso (triste) ao ler “ser desigrejado se tornou denominação”.
Oremos.
Abraço forte, nAquele que nos une.
A exclusividade de ter e de ser, é a essencia da vaidade absoluta.Quanto menos evoluidos somos,
mais perto estamos da deteriorização espiritual e moral do pecado original.O pecado nos robou a imortalidade, e junto, a compreensão da vida. Do existir. E da razão dessa existencia.E o que prevalesceu nesse “novo” homem foi o sentimento que estava na geração do pecado. O desejo de ser mais. De poder mais.De querer mais.De conquistar mais seguidores pra si.Ambição desmedida.
Quantas vezes (infelismente) vimos e veremos isso acontecer nas mais diversas formações de novos núcleos evangélicos pais afora?
E os discipulos dessas novas lideranças refletirão no dia a dia, a materia prima e a compreensão do evangelho que há em seus lideres.
É de dar dó,ver que o conhecimento da biblia ouvido de outrem, é de maior importancia que o conhecimento vivido, praticado, buscado e revelado.
Dá alegria ver a busca da UNIDADE por alguns e tristeza ver o sectarismo de outros. Se apegam à suas denominações e doutrinas como de fora um time de futebol ou a marca preferida de uma bebida ou de um modelo de carro.Parece que o Jesus de alguns e melhor que o Jesus de outros.
Se ouvirmos mais ao puro Deus, que aos impuros homens, haverá esperança então, para de fato sermos conhecidos como FILHOS DE DEUS. Por acaso não foi o que Jesus disse?
Continua firme, Záguri!
Tamos junto!
Graça e Paz!
Sigamos firmes, Fabiano. Abraço forte,
Zágari
Bom dia Maurício,
Mais uma vez suas palavras me fizeram refletir muito. E realmente suas palavras vem de encontro num momento muito importante na história da Igreja do Senhor.
Bom, seu texto também me fez lembrar de um artigo tremendo escrito por A. W. Tozer que compartilho abaixo com você.
Divisões nem Sempre são Más – A. W. Tozer
Quando unir-se e quando dividir-se, eis a questão, e uma resposta abalizada exige a sabedoria de um Salomão.
Alguns resolvem o problema de maneira simples e prática: Toda união é boa e toda divisão é má. Muito fácil. Mas esta maneira simplista de tratar do assunto ignora as lições de história e se esquece das profundas leis espirituais que regem a vida do homem.
Se os homens bons desejassem a união e os maus a divisão, ou vice-versa, isso simplificaria as coisas para nós. Ou se pudesse ser mostrado que Deus sempre une e o diabo sempre divide, seria fácil encontrar nosso caminho neste mundo confuso. Mas as coisas não são assim.
Dividir o que deve ser dividido e unir o que deve ser unido faz parte da sabedoria. A união de elementos heterogêneos jamais é boa mesmo que possível, nem a divisão arbitrária de elementos semelhantes. Isto se aplica certamente tanto às coisas morais e religiosas, como às políticas e científicas.
Deus foi quem fez a primeira divisão, quando separou a luz das trevas no momento da criação. Esta divisão estabeleceu a regra para todo o comportamento divino na natureza e na graça. A luz e as trevas são incompatíveis. Tentar ter ambas no mesmo lugar ao mesmo tempo é tentar o impossível e o resultado será sempre nulo, nem uma nem outra, mas obscuridade e escuridão.
No mundo dos homens, atualmente são poucos os contornos que se destacam. A raça acha-se decaída. O pecado trouxe confusão. O trigo cresce junto com o joio, as ovelhas e os cabritos coexistem, as terras dos justos e injustos ficam lado a lado na paisagem, a missão tem o bordel como vizinho.
As coisas, porém, não serão sempre assim. Está chegando a hora em que as ovelhas serão separadas dos cabritos, o joio do trigo. Deus dividirá novamente a luz das trevas e todas as coisas se agruparão segundo a sua espécie, O joio irá para o fogo junto com o joio, e o trigo para o celeiro com o trigo. A névoa se levantará como acontece com a neblina e todos os contornos surgirão nítidos. O inferno será sempre reconhecido como inferno e o céu irá revelar-se como o lar de todos os que possuem a natureza do Deus único.
Aguardamos com paciência essa hora. Enquanto isso, para cada um de nós e para a igreja onde quer que apareça na sociedade humana, a pergunta repetida deve ser: Com o que devemos unir-nos e do que separar-nos? A questão de coexistência não existe aqui. O trigo cresce no mesmo campo com o joio, mas deve haver polinização mútua entre eles? As ovelhas pastam junto aos cabritos, mas devem procurar cruzamento entre as espécies? Os injustos e os justos gozam da mesma chuva e do mesmo sol, mas devem esquecer suas profundas diferenças morais e casar-se?
A resposta popular a estas perguntas é afirmativa. Unir-se sempre e os homens serão irmãos apesar de tudo. A unidade é tão preciosa que preço algum é demasiado para alcançá-la e nada é suficientemente importante para manter-nos separados. A verdade é sufocada para celebrar a festa de casamento do céu e do inferno, e tudo isso a fim de apoiar um conceito de unidade que não se baseia na Palavra de Deus.
A igreja iluminada pelo Espírito não aceita isso. Num mundo caído como o nosso a unidade não é um tesouro que deva ser comprado ao preço da transigência. A lealdade a Deus, a fidelidade à verdade e à preservação de uma boa consciência são jóias mais preciosas do que o ouro de Ofir ou os diamantes extraídos da mina. Por causa dessas jóias homens sofreram a perda de propriedades, a prisão e até a morte; por elas, mesmo em épocas recentes, por trás das várias cortinas, os seguidores de Cristo pagaram até o último centavo o preço de sua devoção e morreram silenciosamente, desconhecidos e não aplaudidos pelo grande mundo, mas conhecidos de Deus e caros ao seu coração paterno. No dia em que forem declarados os segredos de todas as almas, eles irão apresentar-se para receber as obras feitas no corpo. Esses são certamente filósofos mais sábios do que os seguidores religiosos da unidade sem significado, que não possuem coragem suficiente para colocar-se contra as modas correntes e que clamam por irmandade só porque tal coisa acha-se no momento em foco.
“Divida e conquiste” é o refrão cínico dos líderes políticos maquiavélicos, mas Satanás sabe também como unir e conquistar. A fim de colocar uma nação de joelhos o ditador em potencial precisa primeiro uni-la. Através de apelos repetidos ao orgulho nacional ou à necessidade de vingar-se de alguma injustiça passada ou presente, o demagogo consegue unir a população à sua volta. Depois disso é fácil dominar os militares e submeter o legislativo. Segue-se então, na verdade, uma unidade quase perfeita, mas trata-se da unidade do curral ou do campo de concentração. Vimos isto acontecer várias vezes neste século, e o mundo irá vê-la uma vez mais quando as nações da terra se unirem sob o Anticristo.
Quando as ovelhas confusas começam a cair num despenhadeiro, a ovelha que quiser salvar-se individualmente precisa separar-se do rebanho. A unidade perfeita em tal momento só pode significar destruição total para todos. A ovelha sábia, para salvar sua própria pele, se afasta.
O poder se encontra na união de coisas homogêneas e na divisão das heterogêneas. Talvez aquilo que precisamos nos círculos religiosos de hoje não seja mais união, mas uma certa divisão .
Que o Senhor continue te usando poderosamente meu irmão!
Abração!
Pr. Sérgio
Obrigado por compartilhar, Pastor.
O Senhor o use em dobro!
Na paz e no amor que nos une.
Oi Maurício,
A igreja de Jesus Cristo é constituída de pessoas diferentes sim, mas com um único objetivo servir a Deus, um único destino o céu, todos comprados pelo sangue o Cordeiro [Ap.5:9b]. Mesmo com todos os problemas, divisões, desuniões, a igreja de Jesus Cristo se impõe a tudo isto e marcha vitoriosa, pois Jesus disse que as portas do inferno (sistema maligno que domina o mundo) não prevaleceria contra ela, e para ficarmos firmes no que Jesus realmente quer para sua igreja precisamos tão somente nos orientarmos pela bússola que Ele nos deixou e que deve ser a nossa única regra de fé e de prática a sua palavra que não mudou, não se desgastou, não saiu da moda, tem o seu fiel cumprimento [Jr 1:12] e permanece para sempre no céu [Salmos119:89]. Vigiemos pois para não sermos protagonistas ou colaboradores dessa desunião, e concordando com você ‘voltemos à simplicidade do evangelho’.
Deus continue nos abençoando.
Um abraço.
Sim, Ceiça, voltemos. Até Jesus voltar tem muita coisa na Igreja que precisa ser consertada. Que sejamos agentes de Cristo nesse sentido.
Beijo grande, na paz.
Amado Zágari,graça e paz! Conheci seu blog pelo Púlpito Cristão e gostei muito de suas observações nos mais variados assuntos.Quanto a este tópico,vejo que hoje,muitas denominações são abertas não mais pelo amor ao Evangelho ou às almas,mas por fatores como desemprego,oportunismo,até estelionato puro..muitos saíram da chancela pastoral e sem nenhum preparo teológico,espiritual,familiar,etc e se aventuraram nessa por altivez,catapultando-se a si próprios como pastores,bispos e até apóstolos!..conheço um cara que é traficante e que conseguiu abrir uma igreja única e exclusivamente por interesse financeiro( e a “igreja” dele rende razoáveis dividendos)..neste exemplo podemos perceber o motivo de muitos que não vieram do nosso meio,estarem conscientes que é um grande negócio abrir uma igreja por causa dos péssimos exemplos daqueles que teoricamente “vieram de berço” evangélico..Quanto às rixas entre as correntes evangélicas brasileiras,me lembro de um episódio altamente constrangedor ocorrido em 1992,no Rio de Janeiro.Uma passeata denominada”Celebrando Deus no Planeta Terra”,foi marcada com intuito de mostrar que os evangélicos estavam ligados à causa ambiental,devido a Conferência Rio-Eco 92.Pois bem,estavam presentes nas principais avenidas do centro do Rio,milhares de cristãos das mais variadas denominações,desde das mais tradicionais,até as neopentecostais,que naquele momento surgiam como uma ameaça ao clérigo protestante já estabelecido no Brasil.E era evidente o constrangimento entre as lideranças presentes,tendo que dividir o trio elétrico improvisado como púlpito.No chão,eram ofensas das mais absurdas entre irmãos de igrejas diferentes,havia os predestinados(que na época estavam no auge da “revelação”dada exclusivamente à seu apóstolo) que orgulhavam -se de saber o que outros não sabiam,os universalistas,que acusavam os tradicionais de parasitas na fé por não expulsarem demônios,nem fazerem milagres..os do meio-termo,que mesclavam o tradicional com uma pitada de neopentecostalismo e se mantinham meio que neutros, e os tradicionais,acuados por todas as outras correntes evangélicas,sendo alvo dos mais variados ataques e sem saberem como se defender.O show de horrores entre irmãos foi tão grande, que o pastor incumbido de pregar no final da passeata,o fez de modo constrangedor devido a tudo que tinha visto ali.Fui testemunha de corpo presente deste fato e digo que passados 19 anos,há o grande risco de numa celebração interdenominacional acontecer a mesma coisa.
É, Jean…que coisa triste.
Por isso que sou contra essas Marchas pra Jesus e outros movimentos que não somam uma vírgula sequer à causa de Cristo.
Deveríamos abandonar essas manifestações públicas de vaidade religiosa e demonstrar pelo amor e pela glorificação de Cristo o que é ser cristão.
Muitos equívocos, mano, muitos equívocos…
Deus te abençoe e obrigado por compartilhar.
Querido irmão em Cristo,
Concordo com cada frase de seu artigo, que muito me alegrou. Se não estou equivocado em minha análise, vejo que estamos unidos pela mesma causa: o amor entre os cristãos, independente de suas denominações.
Fico triste quando vejo irmãos brigando por questões periféricas, que não ferem o fundamento de nossa fé. Foi por essa razão que interrompi nossa discussão sobre a questão dos desigrejados, mesmo considerando-a de alto nível, conduzida com o máximo de respeito e carinho, por ambas as partes. Achei melhor interrompê-la porque estávamos perdendo tempo com questões não essenciais. Não estávamos tratando de heresias, mas de opiniões.
Com respeito à diversidade denominacional (e agora adenominacional) norteio meu pensamento com base em 1 Coríntios 3, especialmente o seguinte trecho:
“Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo. Contudo, se o que alguém edifica sobre o fundamento é ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, manifesta se tornará a obra de cada um; pois o Dia a demonstrará, porque está sendo revelada pelo fogo; e qual seja a obra de cada um o próprio fogo o provará.” (1Co 3:11-13)
Vejo que há muita coisa sendo lançada sobre o fundamento e que perto está o fim de tudo isso, perto está o Dia do Senhor. Desta forma, procuro a paz com todos e também levar a paz entre todos, segundo nos ensinou nosso Senhor:
“Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.” (Mateus 5:9)
No amor de Cristo,
seu irmão e conservo,
Alan Capriles
Obrigado, reverendo, por prestigiar meu mosteirinho virtual e compartilhar suas opiniões.
Vc citou Mt 5.9, um dos meus versículos preferidos da Biblia. Fico feliz. Pode ser um sinal de que o Espirito que habita aqui habita aí
Deus o abençoe!
Ótimo texto. Oro a Deus para que comece em mim essa mudança, para que me ensine a enxergar o que temos em comum, e não as diferenças. É mto triste ver que, além das diferenças de denominações, há cristãos desunidos até mesmo dentro de uma mesma denominação. Há disputa de ministérios. Há disputa entre irmãos dentro de um mesmo ministério. Mas eu creio sim que Jesus pode mudar isso. Seu texto falou muito ao meu coração, para buscar essa mudança diariamente, tanto em oração como em atitudes na comunhão com os irmãos.
Obrigado, querida.
O problema é uma coisinha chamada “pecado”, que cisma em acompanhar absolutamente todos os seres humanos, onde quer que estejam.
Esse é nosso maior inimigo e é contra ele que devemos ir, em oração.
Um beijo, no amor de Cristo que nos une.
É pura verdade Mauricio,
Parece que aparece mais igreja do que pessoas convertidaskkkk,
Quando lemos pela dureza dos nossos corações, vemos que não são outros, mas é em nós a mudança, para que podemos experimetar a vontade de Deus.
Não sendo um fariseu Hipócrita, querendo mudança dos outros, enquanto a trave esta na nossa frente.
Zágari Deus te abençoe.
A Paz a Todos.
Obrigado pelas palavras, querido.
Deus te abençoe em dobro.
Paz em e de Cristo.
Ótima reflexão Maurício!
E eu tô aqui me perguntando porque falam tão pouco sobre isso nas igrejas?! Parece que há um medo generalizado dos cristãos, principalmente dos evangélicos, de buscar uma união maior entre as denominações…Fico tentando entender.
Enfim, acredito que isso atrapalha até no momento de evangelizar uma pessoa. Existem tantas opções, tantas crenças hoje em dia, tanta gente desvirtuando a mensagem do evangelho e a verdade contida nos ensinamentos de Cristo, que fica bem difícil apresentar a mensagem do Reino a alguém.
Como você bem citou, e até explicar pra pessoa, que existe o assembleiano, batista, presbiteriano, universal, Nova Vida, congregacional, metodista, católico, quadrangular, ortodoxo, quaker, Deus é Amor, Sara Nossa Terra, igreja celular, desigrejado, caminho da graça, Renascer em Cristo, Igreja da Graça, luterano, anglicano, Vida Nova e etc.?! E que há inúmeras diferenças de crenças entre todos eles…E como explicar porque há tantas diferenças?!
Como aconselhar uma pessoa que ainda não conhece a Cristo a procurar uma igreja cristã? Como saber se o que vão apresentar a essa pessoa é realmente o Evangelho de Cristo?
Perguntas difíceis de responder, mas oro para que o Espírito Santo fale ao coração dessas pessoas, mesmo que a constante desunião das denominações preste um desserviço a pregação da Palavra.
Deus continue te inspirando!
Abraço!
Gostei demais do texto… isso me fez lembrar de “Carta a um católico romano” de John Wesley… hj em dia teria q ser a outro protestante tb =/
Obrigado, querido, vc é muito gentil.
Deus o abençoe!
Divisões e mais divisões. ideologias e mais ideologias, filosofias e mais filosofias, fabulas e mais fabulas, é mister que tudo ocorresse pois o fato é biblico, não devemos nos admirar, pois se uns são de Paulo, outros de Cefas, outros de Apolo, jamais poderam discernir Deus, pois sendo assim não passam de criaturas carnais, e todo que é carnal, ou seja que vive em sua natureza humana, que não se despoja do velho homem, jamais, podera discernir as coisas espirituais, e conhecer a mente de Cristo, pois se assim caminha a igreja de Cristo, que interpretação ou como o jargão que usam, se expressara a esses versiculos…
“Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama a seu irmão permanece na morte.
Qualquer que odeia a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem a vida eterna permanecendo nele.”
1 João 3:14-15
Por isso Zagari considero que seu texto esta extraordinario fazendo referencia a uma possivel unidade da igreja, que realmente é bom e agradavel a Deus, mas eu não acredito, que como um todo a igreja possa ser uma novamente, acredito sim, que em partes, isso possa ocorrer, mas num todo, acho muito dificil, pois vejo que decisão de unidade não depende Deus e sim unicamente do homem, pois o proprio Cristo deixa o exemplo, quando diz, que ele assim como a galinha ajunta seus pintinhos em baixo da asa, assim ele buscou fazer com Israel, mas não foi possivel, talvez essa seja uma realidade entre nós, mas graças a Deus por essa sua fé, pois assim como Jesus voce acredita numa mudança total, e isso demonstra que o que prevalece em ti é o amor,…Graça e Paz Mano!
Obrigado, querido, suas palavras foram excelentemente bem postas.
Deus o abençoe.
Precisamos no unir. União é uma das coisas provindas do fruto do Espírito. Se somos ramso da videira que é Cristo, então que possamos no unir!
Precisamos nos unir. União é uma das coisas provindas do fruto do Espírito. Ora se somos ramos da videira que é Cristo, então que possamos no unir!
Precisamos nos unir. União é uma das coisas provindas do fruto do Espírito. Ora se somos ramos da videira que é Cristo, então que possamos nos unir!