Era um dia como outro qualquer no seminário teológico em que eu dava aula. De repente, em meio aos debates da classe, uma irmã soltou o comentário: “Ah, professor, porque na época em que eu era da Igreja Sorveteriana…”. Eu parei, de início sem entender. Mas, enfim, caiu a ficha. O seminário pertencia a uma denominação pentecostal. E a referência que aquela irmã estava fazendo era à Igreja Presbiteriana. O trocadilho ficou por conta da intolerância que existe da parte dos pentecostais com as igrejas tradicionais que, segundo eles, são “frias” (como um sorvete, na lógica da piada). Então a totalmente bíblica, séria e relevante Igreja Presbiteriana virou…sorveteriana. Esse episódio, aparentemente bobo, ocorreu há alguns anos, mas ficou marcado na minha memória. Pois, naquele dia, eu tive de admitir algo que é muito doloroso para um cristão: nós, evangélicos, somos intolerantes. Aliás, muito intolerantes.
Pronto: agora você que, como eu, é evangélico, ficou chateado ou revoltado comigo, porque fiz essa afirmação. “Imagina, Zágari, somos o povo de Deus, a noiva do Cordeiro, embora odiemos o pecado amamos o pecador, como você ousa dizer que somos intolerantes?! Intolerantes são os islâmicos, os talibãs, os ateus, os hindus, os neonazistas… nós jamais!”. Bem, lamento te dizer que Papai Noel não existe, mas se por acaso você pensou qualquer coisa parecida com isso… esse seu simples pensamento já comprova a minha afirmação. Por quê? Porque você não suportou o fato de eu ter essa opinião, se ela diverge da sua. Para comprovar isso basta abrir o dicionário e ler a definição de intolerante: “Aquele que não pode suportar as crenças e as opiniões alheias, se divergem das suas“.
Olhe em volta. Leia o que é escrito todos os dias nas redes sociais cristãs. Ouça o que os telepastores dizem. Sente para comer uma pizza com os irmãos da sua igreja e escute o que eles falam sobre as outras denominações. O que você vai encontrar é um oceano de intolerância. E não estou falando de intolerância contra o pecado, contra grupos gays, contra o governo. Estou falando de intolerância contra outros membros do próprio Corpo de Cristo. Ou seja: a Igreja tornou-se intolerante com a Igreja. A mão não suporta que o pé tenha cinco dedos, o pé não suporta que a barriga tenha umbigo e a barriga não suporta a crença da boca de que ela tem 32 dentes.
De um lado, por exemplo, você tem pentecostais, que não toleram as igrejas históricas. Porque, afinal, batistas, presbiterianos, metodistas e outros ditos “tradicionais” de repente não batem palmas em seus cultos, não falam em línguas estranhas em voz alta, não ficam gritando “glória” e “aleluia” na hora da pregação, não expulsam demônios e outras coisas mais. Graças a coisas como essas, o pentecostal no mínimo coleciona piadinhas que desmerecem as crenças e práticas dos tradicionais – isso quando não fazem acusações sérias sobre eles, como as de “não darem lugar ao Espírito” ou serem igrejas “sem poder”. Algum pentecostal aí vai dizer que isso não acontece? Fato é que nós, pentecostais, não suportamos as crenças e as opiniões dos tradicionais. E se intolerante é aquele que não pode suportar as crenças e as opiniões alheias, se divergem das suas, perdoe-me, mas nos encaixamos direitinho na definição do dicionário. E falo como pentecostal que sou.
Por outro lado, há os tradicionais, que não suportam o tipo de culto dos pentecostais, segundo eles “sem ordem nem decência”. Não suportam a crença de que os dons – como o de profecia e o de variedade de línguas – permanecem atuantes nos nossos dias. Muitos não aceitam expressões mais expansivas de louvor e demonstrações de adoração que saiam de uma liturgia que deve seguir estritamente sua opinião de como uma liturgia deve ser – de preferência descrita direitinho num boletim. E se intolerante é aquele que não pode suportar as crenças e as opiniões alheias, se divergem das suas… olha o dicionário pondo o dedo na cara dos tradicionais.
E isso é só a ponta do iceberg. Os adeptos da Missão Integral se irritam profundamente com os cristãos que não botam fé em seu modelo de ação global junto à sociedade. Os que são contra a Missão Integral os acusam de marxismo travestido de cristianismo. A Igreja Emergente não suporta a opinião dos ortodoxos e os ortodoxos discordam veementemente das crenças de miscigenação igreja-sociedade da Igreja Emergente. Quem ama “Love wins” acusa John Piper de não ter amor. Quem gosta de John Piper não tolera o suposto universalismo de Rob Bell. Os teólogos da Teologia Relacional não suportam a crença de que Deus está no controle das catástrofes mundiais e quem defende a soberania de Deus sobre tudo o que ocorre no mundo não suporta a opinião dos defensores da Teologia Relacional. Os desigrejados não suportam a Igreja institucional e quem frequenta a Igreja institucional não suporta a opinião da igreja dos sem-igreja. Os arminianos não suportam as crenças dos calvinistas e os calvinistas pensam que arminianismo é uma tremenda ignorância teologica.
E por aí vai.
Haveria muito mais a dizer e a comparar, muito mais setores, divisões e facções dentro da Igreja Evangélica. Mas creio que você já conseguiu captar o espírito da coisa, não preciso ficar listando tudo aqui. A verdade é que a Igreja Evangélica tem demonstrado uma gigantesca intolerância em suas ramificações, pois “não pode suportar as crenças e as opiniões alheias, se divergem das suas”.
A grande questão
E direito de cada um crer no que quiser. Algumas das teologias que mencionei acima eu considero heresias, outras considero posturas equivocadas. Mas a grande questão é: como lido com isso? Como trato os irmãos que discordam de mim? (E repare que os chamei de irmãos, apesar das divergências). O cerne do problema está no trecho da definição do dicionário de intolerante que se refere a “não poder suportar”. Pois “não poder suportar” se traduz na prática como sendo algo com que é impossível de se lidar. E, por isso, já que é impossível lidar de modo racional, faz-se da forma mais primitiva, instintiva e animalesca que é possível a um ser humano: com ofensas, agressões, destratos, acusações, ad hominem, piadinhas de mau gosto, demerecimento do que é importante para o outro e por aí vai. E tudo isso, meu irmão, minha irmã… é um comportamento mundano. E, logo, é pecado.
Sim, é pecado, pois as Sagradas Escrituras deixam claro:
“Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo” (Lucas 10.27).
“E se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.” (Romanos 13.9b).
“Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (Gálatas 5.14).
Sim: a intolerância exclui o amor.
Ou seja: na maioria dos casos a nossa discordância se torna intolerância e a intolerância se torna o pecado da falta de amor ao próximo. E como um abismo chama outro abismo, o passo seguinte à falta de amor ao próximo é outro grande pecado que tem assolado a Igreja Evangélica brasileira: desunião. Mas sobre isso falarei em outro artigo.
Sim, eu e você somos intolerantes. E, consequentemente, arrogantes. E, consequentemente, pecadores. Está mais do que na hora de deixarmos essa intolerância, essa arrogância e esse pecado de lado. E a única forma para alcançarmos esse objetivo é passarmos a ser aqueles que podem SIM suportar as crenças e as opiniões alheias, mesmo se divergem das nossas. E isso só será possível se nos concentrarmos no que é comum a todos os membros do Corpo de Cristo, seja a mão, o pé, o olho, o duodeno ou o pâncreas: o DNA que todos esses membros carregam em si: Cristo. Seus ensinamentos e mandamentos. Dar a outra face. Andar a segunda milha. Ajudar o inimigo ferido. Tomar a própria cruz e segui-lo. Viver a espiritualidade plena que o Evangelho propõe. Chega de intolerância. Chega de perder tempo discutindo bobagens. Chega de defender com orgulho besta o seu ponto de vista. Ouça mais. Fale menos. Pare de ser o dono da verdade e esteja aberto a outras possibilidades. Se te acusarem, responda com gentilezas. Ame quem discorda de você. No mínimo, trate-o com amor e respeito. Discuta ideias, não ofenda pessoas.
Últimas palavras
Oremos todos por isso. Ajamos nesse sentido. Para que abandonemos imbecilidades como chamar aqueles que são diferentes de nós de “sorveterianos”. Pois isso não é uma piadinha sem maldade. É sintoma de uma doença grave, que tem infectado a Igreja Evangélica: o câncer da intolerância. E que provoca efeitos colaterais demoníacos, como a falta de amor. É isso é algo muito sério, e que fazemos aos montes, seja falando mal de um ou outro numa twitcam, num tweet, no facebook, no youtube, nos corredores da igreja ou na roda dos escarnecedores. Se você age com essa irreverência, chega. Basta. Promova a unidade que Jesus pediu em oração ao Pai que tivéssemos. Esse é o meu e o seu papel. Pois só assim seremos uma Igreja que começa a engatinhar rumo à tolerância que Jesus espera de nós.
Paz a todos vocês que estão em Cristo.
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Irmão Maurício,
ótimo texto, muito bem aplicado. Intolerância é algo antigo, me faz lembrar de Mical mulher de Davi, que ao vê-lo se alegrar dançando e bailando diante da arca do Senhor, ela o desprezou no coração [II Sam 6:16].
No Novo Testamento Paulo disse que teve que resistir a Pedro na cara [Gl 2:11]. Um era intolerante com o comportamento alheio o outro era com questões teológicas ou tradicionais.
Intolerância é, também, falta de conhecimento bíblico, em Romanos 14 de 1 a 8 fala da tolerância para com os fracos na fé, sendo que o versículo 8 diz : Pois, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, quer vivamos quer morramos, somos do Senhor.
Que Deus te abençoe.
Beijos para você e sua família.
A Paz do Senhor
Rebeca,
acho lindo ver irmã(o)s como vc que embasam seus comentários nas Escrituras em vez de no achismo.
Beijo grande pra ti, siga crescendo no conhecimento do Senhor e no amor pelo próximo.
Mauricio
É impossivel ler esse texto e não nos identificarmos nele.
Parabéns pelo ótimo texto.
Muito grato, Julimar.
Deus o abençoe.
Caro Maurício.
Novamente somos agraciados pelo equilíbrio da escrita que, como sempre, tem nos edificado.
Edificados tanto individualmente, como coletivamente.
No que diz respeito ao coletivo, concordo quando você diz que a intolerância começa justamente aonde ela não deveria existir, que é no Corpo de Cristo.
Realmente, diferenças doutrinárias ou de interpretações bíblicas em pontos que não alteram os princípios elementares e básicos de nossa fé,não deveriam ser motivos de divisões, dissenções, discussões e atritos entre os membros do Corpo.
Porém entendo que esta colocação é válida para aqueles que ,de fato, fazem parte da Igreja, da Noiva do Cordeiro, do Corpo de Cristo que hoje é representado por TODOS aqueles que professam à Jesus como Único e Verdadeiro Salvador . Por aqueles que foram alvos do Espírito Santo de Deus, sendo assim convencidos de sua condição caída e se entregaram ao plano salvífico de Deus para suas vidas( aonde eu pela misericórdia de DEUS, me incluo );entendendo e buscando viver,à partir daí, uma nova vida em Cristo.
Vale lembrar que para tanto, entra aqui a multiforme graça de Deus. Agindo da maneira e forma que Lhe apraz.
Entretanto, meu querido irmão, não é novidade nenhuma para nós aqui que, o meio evangélico brasileiro( em especial), tem sido contaminado por toda sorte de “ensinamentos” e “práticas” que passam à milhas e milhas de distancia daquilo que pode se chamar de Evangelho puro e simples.
Líderes que se auto denominam “apóstolos” disso, “patriarcas” daquilo… “unção” disso, “unção” daquilo, “dons” e “mistérios” que estão mais para “show de circo” que para mover do Espírito necessariamente… Outros ,mais descarados, utilizando-se da Palavra, unica e tão somente com vistas à vantagens para si, leia-se dinheiro, muito dinheiro…
Isto posto, qual deve ser nossa postura diante de tal bandalheira que se mostra hoje no meio evangélico brasileiro?
São estes também, parte do Corpo?
Ao criticarmos tais “movimentos” estamos promovendo a intolerância?
Isto tudo estava previsto pela própria Palavra, que “assim seria nos últimos tempos”…
Assim sendo devemos nos calar e não nos posicionarmos, ou não nos envolvermos ,deixando que cada um “preste conta por seus atos” no “grande Trono branco”??
Sei que seu artigo foi escrito para os que “estão em Cristo”, como você costuma se despedir, e não queria aqui fugir do tema proposto, mas aproveitei a oportunidade para ouvir seu parecer sobre estas questões que, indiretamente, está relacionada ao ponto por você tratado.
De fato, é tempo de trabalharmos pela unidade e pelo amor no Corpo de Cristo, deixando de lado aquilo que em nada edifica…
Mas tem algumas coisas que ,para mim, é difícil de engolir…rsrs
Grande abraço de seu irmão presbiteriano, mas antes de tudo membro, juntamente contigo, do Corpo de Cristo na face terra…
Cabral.
@cabralblade
Cabral,
obrigado pela reflexão. Minha posição é que heresias sempre devem ser combatidas. Sempre. Mas não de forma agressiva e atacando os hereges, mas com bons argumentos que desmontem aquilo que os hereges dizem.
E nunca, mas nunca devemos nos esquecer que a melhor arma que temos, a mais eficiente, é a oração. O povo de Deus parece se esquecer da eficácia da oração e das disciplinas espirituais. Nossa luta de vence é no joelho, sempre, não é com gritarias em programas de tv, marchas pra Jesus ou lobbies no Congresso. Essas são as armas do mundo e, como tal, são abomináveis. Não é no grito que a Noiva do Cordeiro defende o Cordeiro, é na mansidão e na paciência.
Combata as heresias. Mas isso mediante a oração, o amor e a gentileza.
É o que penso.
Deus te abençoe, abraço forte.
Ótimo texto. Parabéns, Maurício!
Concordo 100%.
Grato, querido.
Beijo grande pra ti, no amor de Jesus.
Estava sentindo falta dos seus posts… Dessa vez parece que demorou um pouco mais para vc escrever. Creio que todos que acompanham este blog ficam na expectativa aguardando qual será o novo tema. Tenho indicado aos meus amigos e todos ficam encantados com o que aprendem em cada leitura. Sobre este, acho que presenciei esta cena da nossa irmã criticando a Igreja “Sorveteriana”… Infelizmente, críticas como essa são muito comuns em nosso meio. Certamente, nós, evangélicos, perdemos muito tempo com discussões que nada edificam. Parece que muitas vezes olhamos nossos irmãos, que pensam ou agem um pouco diferente de nós, como inimigos mortais, desejando que a ira de Deus caia sobre eles… Enfim…
Precisamos “dar lugar AO ANJO”, rsrs… desculpe… “ao Espirito” para que Ele nos ensine a viver o verdadeiro evangelho de Cristo, que nos ensina a amar a todos, sejam inimigos ou irmãos. Sou muito grato a Deus por Ele ter me dado a oportunidade de conhecer um verdadeiro “homem de Deus” que há alguns anos tem me ensinado os verdadeiros ensinamentos bíblicos… um mentor que o Senhor colocou no meu caminho. Obrigado por tudo, meu amigo! Ainda não li todos os posts, mas já fico na expectativa do próximo, pensando no que vem por ai… rsrs… Forte abraço Mauricio e que o Espírito Santo continue te usando e abençoando vc e sua familia.
Elias,
certamente vc me qualifica mais do que eu mereço. Mas sou grato pelo teu carinho.
Escrevi um post apenas semana passada pelo excesso de trabalho.
Obrigado por indicar o APENAS, espero que minhas reflexões toquem corações e, se possível, ajude a melhorar vidas.
E é verdade, vc estava presente na aula em que o assunto foi mencionado. Vc presenciou quão lamentável foi aquilo.
Deus abençoe a ti, a tuas irmãos e a tua missão. Vc é muito querido.
Na paz do Mestre,
MZágari
Ouvir a verdade dói! Mas é uma dor necessária.
Quantos de nós nunca fizemos uma piadinha em relação a td q foi dito neste post??
Quem for inocente q atire a primeira pedra!!!
Devemos encarar a verdade e dar as costas para o pecado q a falta de amor nos tras.
Começando por mim =|
Bjs e paz do Papai
Amem, amem e amem, Renatinha!
Um beijo grande pra ti, na paz do Mestre!
Graça e Paz Mauricio
Parabéns pelo post, achei muito pertinente e muito atual, tenho um irmão (de sangue) que faz parte de uma denominação tradicional e eu sou pentecostal, vivemos numa boa, sem piadas e sem uma falsa moralidade. O que na minha opinião temos que fazer é respeitar e notar que mais importante que falar em línguas, mais importante do que ter um culto com uma liturgia impecável é gerar o Fruto do Espírito e viver uma vida digna diante neste mundo sem Deus.
um forte abraço
e Paz entre as igrejas.
Rapaz…vc disse tudo. E em muito menos linhas do que eu. Muito bom, parabéns.
Abraço forte!
Sacha, querida,
vou copiar aqui a resposta que dei para o irmão Cabral:
“Minha posição é que heresias sempre devem ser combatidas. Sempre. Mas não de forma agressiva e atacando os hereges, mas com bons argumentos que desmontem aquilo que os hereges dizem. E nunca, mas nunca devemos nos esquecer que a melhor arma que temos, a mais eficiente, é a oração. O povo de Deus parece se esquecer da eficácia da oração e das disciplinas espirituais. Nossa luta se vence é no joelho, sempre, não é com gritarias em programas de tv, marchas pra Jesus ou lobbies no Congresso. Essas são as armas do mundo e, como tal, são abomináveis. Não é no grito que a Noiva do Cordeiro defende o Cordeiro, é na mansidão e na paciência. Combata as heresias. Mas isso mediante a oração, o amor e a gentileza. É o que penso”.
Ou seja, não devemos ser omissos, temos o exemplo de Paulo, de João (veja as espístolas antignósticas), Tertuliano, Atanásio, Agostinho e tantos outros que combateram as heresias e nos deram o exemplo. A questão do post não foi de intolerância contra heresias, se vc ler com atenção verá isso, mas sim intolerância contra práticas não-heréticas mas que não fazem parte da nossa realidade enquanto igreja local.
Heresia é ensinamento diabólico e como tal deve ser confrontado.
Espero ter esclarecido.
Beijo grande pra ti, paz e bem,
MZágari
Grande texto, Maurício! Temos que, cada vez mais, nos converter (como diz um hino antigo), só essa mensagem infelizmente não é muito ‘popular’. Perdemos tanto tempo em nossos púlpitos pregando mensagens para massagear o ego das pessoas, e não se ensina uma coisa tão óbvia: devemos, como cristãos, nos amar uns aos outros (I João 4:7,8).
André Neves
Isso aí, André!
Abração, querido!
Muito bom ler algo que mostra tanta verdade e que se opõe ao que Jesus no ensina (citado pelo irmão em Gálatas 5:14). Sempre fui da ICNV, e nunca vivi estes problemas de comparações com outras denominações; justamente por congregar numa igreja equilibrada na prática de um culto racional. Mas ouvi muitas vezes comentários de outros irmãos e sempre os admoestei com amor, mostrando o que a Palavra do Pai nos ensina no Salmo 15:1a3 “Senhor, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte?… Aquele que não difama com a sua língua, nem faz mal ao seu próximo, nem aceita nenhum opróbrio contra o seu próximo;”.
É isso, falta um pouco de “viver” a Palavra de Deus e não apenas ler e dar-lhe adjetivos.
Um abraço no amado do Senhor, que Ele continue usando-o como instrumento de benção que tem sido para tantas pessoas.
Soraya Barros
Parabéns pela tua postura, Soraya. Que bom se todos fôssemos assim, né?
Deus a abençoe e a toda a sua familia!
No amor de Cristo,
MZágari
Dou um exemplo do que aconteceu comigo: por algum tempo ouvi as pregações de uma pastora, até que percebi muitas heresias em suas interpretações da palavra – parei de ouvi-la. Por acaso ela é da mesma denominação de um amigo meu e ele percebeu a mesma coisa. Conversamos sobre o fato, sendo nós de diferentes grupos, chegando a mesma conclusão; mas não arrasamos com a referida moça – antes, ele disse que deveríamos orar por ela. Entendo que a discordância deve ser assim, com ponderação, discernimento, educação e base bíblica. Não creio que o que falamos sobre o que percebemos tenha sido fofoca nem falar mal dela, mas sim ponderamos sobre o perigo do desvio de contexto e texto bíblico…
Particularmente não me sinto confortável com esses “espetos” dentro da igreja ou no meio cristão, acho de uma pobreza absoluta, um desvio do alvo. Não sei se sou uma romântica incorrigível, mas para mim a igreja deveria ser como o colo amoroso daquela pessoa com quem temos mais ligação e confiança na vida – no caso, Deus e nosso Senhor JC.
Mas, como bem diz esse meu amigo, Deus deve estar “chorando” muito, muito, por todos nós.
Ósculos
, no amor do Pai
Ah, que Deus chora muito pela Sua Igreja eu não tenho a menor dúvida. Estamos bem longe do modelo apresentado por Cristo.
Beijo, querida, no amor do Senhor,
MZágari
Boa noite Maurício, graça e paz!
Uma das coisas que mais gosto nos seus textos é o seu olhar sincero para o comportamento da igreja, vc faz isso nos fazendo pensar tb na nossa sinceridade. É impossível ler um texto seu e não meditar, analisar as nossas atitudes. Deus te usa de uma maneira clara, direta e muito doce para falar aos nossos corações. A igreja precisa viver o amor expresso na Palavra, e além disso, enxergar que Deus é multiforme e não está refém dos nossos “achismos”. Eu creio que na verdadeira igreja invisível, não há barreiras, apenas o olhar para o alvo: Jesus! DTA maninho.
Obrigado, querida, vives no meu coração.
Beijo e paz.
[...] This post was Twitted by AleTupi [...]
Gostei muito da matéria,Parabens!!
Obrigado, querida!
Lembranças ao meu querido Rinaldi.
Deus os abençoe!
Li depois do almoço no intervalo do trabalho, pena que não tem todo dia rsrs
Tenho orado pra que eu retorne de fato a Cristo.
Ô, mano, se vc está longe de Cristo, volte correndo pros braços do Pai!
Venha em desabalada carreira,não perca tempo, Ele te espera de braços abertos. Quer pôr o anel no teu dedo e matar o novilho cevado em celebração.
Jesus te ama, mano, não adie em um dia seuer ter retorno.
Abraço apertadão,
MZágari
Imão querido, Jesus não precisa que ajudemos a apontarmos os defeitos de sua noiva, porque ele mesmo já o faz. Basta ler as cartas ás igrejas em apocalipse para entendermos que ele não está alheio as imperfeições de seu povo, como também os corrigirá. Nossa função como igreja é divulgar a obra de salvação de Jesus e se realmente tivermos que exortar uns aos outros façamos em Amor, sem precisar divulgar num blog público. Deus te abençõe e espero ve-lo usando o dom que Deus lhe deu para exortar quando necessário, mas principamente para anunciar as boas novas da salvação!
Gleyce, antes de mais nada obrigado pela sua educação ao discordar de mim. Algo raro.
Todavia, permita-me divergir de ti. A apologética e a demonstração dos erros da Igreja é corrigida por Cristo sim, mas por meio dos homens (lembre-se que as cartas foram ditadas a João, um homem, para serem transmitidas às igrejas de apocalipse). Foi assim ainda com João e os gnósticos em suas três epístolas, com Atanásio e Ário em Nicéia, com Tertuliano e Celso, com Agostinho e Pelágio, com Lutero e Leão XIII e tantos outros.
Exortar em amor tb é possível fazer em um blog público, uma vez que o exortado aceite a repreensão com humildade e sob o Espírito da verdade. Se for um rebelde, ele reagirá mal à exortação. E isso feito pessoalmente, num blog ou onde for. A questão está no coração do homem e não no meio que é usado para aquela finalidade.
E fique tranquila. Eu anuncio as boas-novas da salvação nos contextos certos e exorto nos momentos certos, simplesmente pq uma coisa não exclui a outra.
Deus a abençoe muito,
MZágari
Mauricio,
Demorei mas cheguei!
Vc escreveu uma frase q resume tudo “a intolerância exclui o amor”. Sim, nós somos intolerantes, é triste ter q concordar com todas as suas reflexões, mas mt sábio da sua parte, ponderar cada uma delas. Me alegro por ter uma pessoa tão próxima de mim, tão verdadeira e tão conhecedora da palavra de Deus e q faz sempre consideraçoes com tanto amor ao próximo.
Parabéns! Bjss da irmã em cristo, Lelê
A gente va tentando, Lelê. Erra daqui, acerta dali…
Beijo grande.
Belo post!
Deus abençoe cada vez mais a sua vida.
Grande abraço!
Obrigado, querido.
Deus o abençoe em dobro.
Esse texto é um belo direto na cara de muitos intolerantes, no qual eu era o primeiro.
Que Deus continue te usando para nocautear os males da igreja.
E saiba que tenho sido muitíssimo abençoado através de voce mano.
Um abraço e fique na paz!
Fico feliz de que meus pensamentos achem eco no teu coração, Bruno. Aquele abraço!
MZágari
Fico feliz de que meus pensamentos achem eco no teu coração, Bruno. Aquele abraço!
MZágari
A paz de Cristo.
Lembro muito bem desse dia e do riso da turma. Só que tinha uma pessoa ali “sorveteriana” que era eu. Foi melhor eu ter ficado calada na época pra ter uma grande resposta hoje, através do que vc escreveu. Pelo menos hoje sei que não fui a única pessoa que achou o comentário desagradável.
Deus te abençoe!
É, Selma, vc foi testemunha ocular desse triste episódio da nossa história.
Que bom que vc soube levar com graça e misericórdia.
Um beijo grande, no amor do Senhor.
Eu mesmo já levantei-me durante cultos por não aguentar o “estilo bleiano” de pregar, mesmo sentindo que Deus estava agindo através daquela pregação e deixei de ouvir palavras edificantes.
Cada vez que venho a este blog, tomos alguns tapas na cara pra tomar vergonha. Mas não deixo de voltar, pois Deus não cansa de corrigir aqueles que ama.
Suas palavras são inspiração para buscar ao Deus Todo-Poderoso.
Shalon
Shalom, Felipe. Que os tapas não venham de mim, mas do Criador. Aí serão tapas bem dados.
Deus te abrace forte, assim como eu.
Na paz.
[...] A pecaminosa intolerância dos evangélicos [...]
[...] Mauricio Zágari, no Apenas [...]
[...] A pecaminosa intolerância dos evangélicos [...]
[...] semanas atrás postei aqui no APENAS um artigo intitulado A pecaminosa intolerância dos evangélicos, em que procurei mostrar como a intolerância que nós, evangélicos, temos com outros evangélicos [...]
A tolerancia é uma pratica diaria do amor que temos com nosso proximo.Não se busca convencer a pessoa da “nossa verdade”, mas vivemos a verdade de DEUS para levar outras pessoas ao compromisso real com DEUS.
Ou seja, Anderson, Cristo no centro sempre.
Obrigado pelo comentário.
Paz e graça.
“A intolerância exclui o amor”. Essa pequena frase resume tudo! E num dos comentários acima vc diz q não devemos combater heresias com agressões, e sim, com bons argumentos e, principalmente. muita oração. Concordo totalmente! Como queria ouvir isso em alguma igreja, pois aí sim teria certeza do meu lugar…
Grande abraço! =)
Kareine, na minha igreja eu ouço isso.
É onde aprendi a agir assim.
Deus a abençoe.
Texto muito bacana e retrata bem a realidade da Igreja Brasileira.
Vemos muitas teorias, razões, pontos de vista, opiniões…e pouca expressão de amor.
Quando o coração está cheio de amor, quando existe a busca por um caráter igual o de Cristo inevitavelmente respeitamos o próximo.
O amor, Jesus em si, tem que ser o denominador comum entre as denominações, e nesse campo nos respeitamos e nos amamos…
Numa boa…minhas orações para que Deus intervenha nesta situação urgentemente…nos ajude.
Deus abençoe a todos!
Romanos 14:1-12 diz isso aí direitinho, mano, sem tirar uma vírgula. Creio que o problema esteja não em criticar o que não está de acordo com o Evangelho, porque isso DEVE ser feito, mas sim em julgar sem a reta justiça o(a) irmão(ã) que pratica ou não certas doutrinas. “Aceitai o que é fraco na fé, sem a preocupação de debater assuntos controvertidos.” [Rom 14:1]. Isso deixa claro que Irmão é Irmão, seja ele desigrejado, emergente, cessacionista, presbiteriano, pentecostal, circunciso ou incircunciso, israelita ou gentio, ou até mesmo uma ovelhinha de outro aprisco que anda errante, apenas à procura de Deus.
O que importa é o Cristo em cada um, de acordo com a medida da Fé. As vezes a gente chega até a “expulsar” do Céu alguns Irmãos, devido às suas práticas e crenças. “Mas, tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, igualmente, por que desprezas teu irmão? Pois todos compareceremos diante do tribunal de Deus.” [Rom 14:10]
Tem misericórdia de nós, meu Amor, pois não sabemos o que fazemos.
Continue sendo o Bom Soldado no Bom Combate, mano. Oremos uns pelos outros.
nEle, o Qual toda língua confessará, com os joelhos dobrados: “Tu és Deus.”
Belo Céu será, não? Multicolorido.
Abraço, na paz!
Boa tarde, sou de religão de matriz Africana mas fiquei muito impressionado com a postura e hulmildade que foi colocado no texto. Olha sou franco a te dizer você é o verdadeiro Cristão. mas queiro deixar relatado que nos cultos de Matriz Africana ocorrem o mesmo problema. Como os escravos chegaram de varios lugares da Africa e com linguas diferentes o culto aos Deuses do Pantão Afriacano sofreram modificações e com isso certos preceitos são intolerados como por exemplo Nigeria/Nagô e Angola/Congo. Então na minha opnião devemos discutir as coisas de dentro de nossa casa primeiro para depois dialogar sobre os Preceitos e modus operandis do outro. Asé.( abaixo a intolerencia religiosa ja!@)
Renato,
obrigado pelas palavras carinhosas e por compartilhar sua opinião.
Jeus o abençoe.
[...] A pecaminosa intolerância dos evangélicos [...]
Quero parabeniza-lo pelo texto. Compactuo com seu ponto de vista. Sou catolico apostolico romano, mas acima de tudo sou cristao e isso que realmente importa.
Obrigado, José,
Deus o abençoe.