E se houvesse TV na época de Jesus?

Publicado: 15/06/2011 em Igreja dos nossos dias, Televisão

Quais são as consequências de vivermos o Evangelho na mesma época da História em que existe a televisão? Será que há alguma relação? Será que a TV afeta de algum modo a forma como pregamos e como o mundo recebe a nossa mensagem? TV ajuda a causa de Cristo? Ou atrapalha? Perguntas difíceis de responder, admito, e é exatamente por isso que desejo pensar junto com você sobre o assunto ao longo das próximas linhas. Antes, quero deixar claro que não creio que a televisão seja a “caixinha do diabo” nem que assistir a televisão seja pecado. No entanto, existem fatores envolvidos no processo de elaboração daquilo a que assistimos e na forma epistêmica como eu e você assimilamos o que é transmitido que têm relação direta com a nossa maneira de lidar com o Evangelho de Jesus Cristo.

Sendo objetivo, acredito que a televisão é uma praga dos nossos dias. Falo com um certo conhecimento de causa, afinal trabalhei nove anos na principal rede de televisão do país, como redator e editor de determinados programas. Se fosse contar todas as histórias sobre o que vi e vivi nos bastidores da TV e relatasse como muitos dos programas a que você assiste são feitos… provavelmente você nunca mais assistiria. Que é exatamente o que eu fiz. Já tem cerca de sete anos que optei por não assistir mais a telejornais, por exemplo. Novelas, a última que vi foi “Roque Santeiro”. Seriados, a esmagadora maioria… não, obrigado: sinto-me incapaz de ser cristão e rir, por exemplo, com as baixarias sexuais de séries como “Two and a half men”. Programas de auditório, me perdoem, mas creio que meu cérebro tem algum valor para ficar enchendo-o com aquele lixo. Videocassetadas? Isso para mim então é um grande mistério: como cristãos que deveriam amar o próximo e chorar com os que choram caem na gargalhada vendo seus semelhantes em situações de dor, humilhação e sofrimento? Não entendo. Fato é que a televisão tornou-se uma ferramenta tão burrificante da sociedade que as pessoas nem ao menos conseguem ter distanciamento suficiente para perceber isso. A esmagadora maioria realmente acredita que o “Fantástico” é o show da vida. Que o “CQC” é um programa genial. Que o “Pânico na TV” é engraçado. A televisão é uma tecnologia tão paralisante – inclusive para aqueles que fazem parte da Igreja – que às vezes me pego pensando o que teria acontecido com o Evangelho se a TV existisse na época de Jesus. Não seria interessante pensar sobre isso? Convido você então a entrar na máquina do tempo e fazer junto comigo um exercício de imaginação.

Televisão graças a Deus é algo que tem menos de cem anos de vida. Se tivesse sido inventada na época de Jesus provavelmente os apóstolos estariam tão envolvidos com os jogos do campeonato israelense de futebol que não teriam tempo para pregar a Palavra. “Poxa, Mestre, vamos ficar aqui por Cafarnaum mesmo, hoje tem XV de Jericó contra o XV de Samaria”, diria Pedro. Jesus esperaria pacientemente o fim do jogo e, após o apito final, quando fosse sair para pregar… “Peraí, Mestre, rapidinho, que agora vai ter a mesa redonda”.

No Sermão do Monte, não haveria mais do que dez pessoas ouvindo. Afinal, seria dia de jogo de vôlei de praia na arena montada às margens do Mar da Galileia e, vamos combinar, quem é que ia querer ficar horas sob o sol para ver alguém multiplicar pães e peixes se podia juntar a familia no quintal de casa, fazer um peixinho na brasa e um pão no alho e comemorar a vitória do seu time asistindo pela TV ao show do intervalo?

As parábolas de Jesus passariam despercebidas. Convenhamos que não teria graça nenhuma ficar ouvindo historinhas contadas verbalmente uma vez que na TV haveria seriados cheios de ação e adrenalina, como “Law and Order Sião”, “Zelotes fora da lei” e “Na mira da lança”. O povo, acostumado aos efeitos especiais e às recriações de histórias com atores famosos e muita computação gráfica, não veria graça nenhuma nas parábolas de Jesus, que teriam a pretensão de estimular nas pessoas uma coisa tão antiquada e em desuso como é a imaginação. Nada disso: o grande lance seriam os seriados com roteiros eletrizantes, filisteias seminuas e gladiadores que fariam suas próprias cenas de ação, sem dublês.

Os fariseus não conspirariam contra Jesus tentando pegá-lo em alguma blasfêmia – isso seria um modus operandi antiquado demais para a era da tecnologia. Lançariam sim uma campanha difamatória pelos telenoticiários, tentando desacreditá-lo junto à população. Para isso, acertariam em reuniões com executivos das emissoras de TV uma troca: investiriam pesado em anúncios nos intervalos comerciais e, em contrapartida, teriam a garantia de uma cobertura nada favorável ao ministério de Jesus. Logo surgiriam aqui e ali reportagens dizendo que Jesus tentou assediar a samaritana, que ele furtou dos cambistas do templo e que teria um filho ilegítimo com uma mulher em Caná para quem não pagava pensão. O Israel Repórter especial sobre sonegação de impostos apontaria Jesus como tendo dito “a César nada do que é de César e a Deus o que também é de César” – com diversos entrevistados corroborando terem presenciado essas afirmações e câmeras escondidas que mostrariam Jesus curando pessoas no sábado. Logo, o Senhor estaria sendo alvo da CPI da Taxação, liderada por Mateus, o publicano (naturalmente subornado para difamar o Mestre em troca da concessão de um canal de TV em alguma cidade do interior). Sim, o fascínio do poder da televisão criaria novos traidores.

A manipulação midiática seria tão grande que os jovens (incapazes de pensar por si mesmos, de tanto que em vez de ler bons livros gastariam seu tempo engolindo programas para adolescentes como “Malhação Judaica”) iriam para as ruas com as caras pintadas, exigindo a crucificação daquele arruaceiro. O Sinédrio poria Pilatos contra a parede, ameaçando-o com uma CPI (amplamente noticiada em todos os telejornais, claro, para acabar com sua carreira política), a não ser que ele cedesse e acabasse com a raça de Jesus. Temeroso de seu futuro político e da influência da mídia, Pilatos então mandaria açoitar Jesus.

Mas os anunciantes quereriam sangue! Afinal, Jesus transformou água em vinho e o lobby dos fabricantes de água mineral era forte em Israel, dada a escassez de água no território desértico. As grandes corporações da indústria de água mineral ameaçarariam as emissoras de TV de suspender o merchandising nas transmissões ao vivo dos eventos esportivos e os anúncios durante os programas de auditório de domingo. Até mesmo sugeririam que transfeririam suas contas milionárias para as redes de TV concorrentes da Filístia e da Galácia, onde sábado não era dia santo e por isso havia transmissões normais de televisão – ao contrário de Israel. E as emissoras da Palestina não poderiam arcar com esse prejuízo.

A gota d’água seria quando Judas concederia uma entrevista exclusiva, em que faria revelações bombásticas no telejornal das oito, denunciando Cristo e toda sua quadrilha. Com voz distorcida eletronicamente e o rosto em sombras, Judas incitaria a revolta popular contra o Messias, o que levaria diferentes grupos da sociedade a se levantar e organizar marchas contra a impunidade do tal subversivo, amplamente divulgadas por coberturas ao vivo na TV. Enfim, pressionado pela campanha das emissoras de TV e o lobby das indústrias de água mineral, Pilatos lavaria as mãos (claro que com a água da marca patrocinadora da transmissão ao vivo do julgamento, com direito a close do rótulo da garrafa em horário nobre) e sentenciaria Jesus à cruz. Não sem antes negociar os direitos da transmissão da crucificação com quatro emissoras diferentes de TV.

Mas fato é que a transmissão da crucificação acabaria sendo um fracasso em termos de Ibope. Por uma mera questão de timing: afinal, um evento tão comum como a execução de mais um rebelde judeu ganharia no máximo uma matéria de 30 segundos no jornal da tarde e, como acontece com todas matérias que vemos nos telejornais, o público esqueceria no dia seguinte. Se tanto. Provavelmente no mesmo dia. E, depois de anos transmitindo ao vivo crucificações, com comentários, replays, tira-teimas e repórteres no local entrevistando centuriões, parentes das vítimas e outros envolvidos naquele espetáculo, a coisa teria caído na mesmice. Quem queria ver mais um crucificado? A TV já mostrava tanta violência que aquilo tinha virado um entretenimento banal. Ninguém mais se importava com um morto a mais ou a menos. O público telespectador salivava por algo novo! A próxima novidade! O próximo show da tarde! A emissora até tentou convidar o médico Drauzio Varela para fazer comentários sobre a evolução do desfalecimento do condenado minuto a minuto, mas nem isso serviu para aumentar a audiência. Não, o público já não dava a mesma atenção e, com a queda no Ibope, as emissoras decidiram que transmitir crucificações já não era mais um bom negócio. Após a quarta temporada do “Show da Cruz”, o grande lance agora era a transmissão de corridas de bigas, que, afinal, tinham mais anunciantes.

Morreu então Jesus. Os direitos de transmissão ao vivo do sepultamento foram negociados em sigilo com José de Arimateia e os valores não foram divulgados para a imprensa, embora analistas econômicos especulassem com base em todo tipo de gráficos e projeções. Repórteres e equipes de TV se posicionaram na entrada do sepulcro, buscando o melhor ângulo para mostrar o evento.  A expectativa era grande, afinal esperava-se o tal terceiro dia e a anunciada ressurreição. Quando afinal o terceiro dia chegou ocorreu então um grande terremoto, os soldados que guardavam a entrada fugiram, a pedra rolou e… as equipes de reportagem todas saíram correndo para fazer a matéria do momento: o terremoto que tinha devastado a região, deixado milhares de mortos, provocado desabamentos e mobilizado a população. O morto era notícia velha. Que ressurreição o quê, o que dava Ibope agora eram as histórias de sobreviventes sob os escombros e cachorrinhos que vagavam por Jerusalém à procura de seus donos, mortos na tragédia. Jesus caiu no esquecimento.

Assim, quando ele saiu do sepulcro, havia um silêncio sepulcral no local. Ele esperava encontrar as mulheres que deveriam ter ido embalsamá-lo, mas… onde estavam elas? Em casa, naturalmente, pois, afinal, não dá pra competir com o último capítulo da novela, não é? Meio decepcionado, o Senhor – já ressurreto – foi então ao encontro dos discípulos na estrada de Emaús. Começaram a caminhar juntos pela estrada, comentando o último episódio da temporada de “House”, embora Jesus quisesse falar sobre os últimos acontecimentos em Jerusalém. Mas House e Cuddy estavam tendo um caso e não há Salvador do mundo que consiga ser mais interessante aos olhos do público do que algumas cenas picantes de sexo. Enfim os três chegariam à casa em Emaús e os dois constrangeriam aquele acompanhante a passar a noite com eles. Entrariam na casa e, na hora que Jesus partisse o pão… nada aconteceria. Ninguém o reconheceria. Simplesmente porque, como tinha se tornado hábito entre todas as famílias da Palestina, estariam todos jantando com os olhos totalmente pregados na TV, acompanhando “A Grande Família Judaica”. Nem repararam quando Jesus sumiu do ambiente, supondo que, provavelmente, tinha aproveitado o intervalo para ir ao banheiro.

Jesus então subiria aos céus, sob os olhares atentos daqueles que ficariam especulando se a ascenção era fato ou um truque de computação gráfica feito à base de efeitos especiais com cabos e chroma key. “Afinal, na era da televisão não dá pra acreditar em mais nada que se vê, né?!”, comentou alguém.

A Igreja da época da televisão começaria então a se propagar. Reunidos no cenáculo no dia de Pentecostes, três discípulos receberiam poder do alto (os outros 117 estariam na praça central de Jerusalém, assitindo no telão que a prefeitura montou à transmissão ao vivo de um show de Roberto Carlos – e com isso não há quem consiga competir). Pedro bem que tentou fazer um discurso para os povos ali reunidos para a Páscoa, mas não teve muito sucesso: começaram a mandar que aquele chato calasse a boca, afinal estava atrapalhando o programa, justo quando o rei da jovem guarda pretoriana cantava “Detalhes”. E quando, terminado o programa, os povos perceberam que aqueles cristãos estavam falando em outras línguas, alguém sugeriu com bom humor que ligassem a tecla sap.

Em seguida, começariam as viagens missionárias. Paulo e Barnabé teriam um sério desentendimento a respeito de qual participante do Big Brother Israel deveria ter saído da casa naquela semana e por isso não conseguiram mais fazer a obra juntos. Paulo perderia constantemente o barco que o levaria às cidades seguintes em suas três viagens, viciado que estaria em ficar até tarde assistindo ao Programa do Jô. E, convenhamos, uma igreja a mais ou a menos pra fundar não faria diferença, afinal depois era só transmitir o culto pela televisão. Ou por aquela nova tecnologia que estava surgindo, uma tal de internet.

Pensando nessa questão de transmitir o culto pela televisão, Paulo teria a brilhante ideia! Em vez de sair viajando por aí, o que era muito cansativo e fazia com que ele perdesse muitos episódios do “Video Show”, tudo o que ele teria de fazer era alugar espaços nas emissoras de TV e pregar o Evangelho a partir de um estúdio com ar condicionado localizado em Antioquia, com alcance para toda a Ásia Menor, por cabo ou via satélite. Que ideia primorosa! Ele escreveria algumas epístolas e mandaria como brinde para os irmãos que se tornassem parceiros de seu programa, concendendo-lhe doações generosas para manter o programa no ar. Pronto! Que viagens que nada! Bastaria se sentar atrás de uma mesa em um estúdio, pregar no primeiro bloco e vender DVDs com mensagens no segundo para manter seu ministério e pronto, estava cumprido o ide de Jesus. Ô glória!

Chegamos então ao Apocalipse, com o apóstolo João tendo sido condenado ao castigo mais severo que poderia haver naqueles dias. Apesar de ter rogado ao imperador que lhe impusesse uma pena mais leve, como o apedrejamento, a decapitação ou a crucificação, o pobre João recebeu a pena máxima: a prisão na ilha de Patmos onde, para seu terror absoluto, não havia TV! Nem a cabo, nem via satélite… nem mesmo TV aberta que fosse! Horror total! A suprema tortura! Dizem até que João ficou tão transtornado por ter que viver sem televisão que, na falta do que fazer, resolveu até orar – veja você.

E aqui acaba a fantasia.

Te convido então a uma reflexão séria, a partir dessa fábula jocosa mas não tão distante da realidade: se a TV existisse na época de Jesus, em que ela teria ajudado na propagação do Evangelho? Ou será que teria atrapalhado? Naturalmente, isso nos conduz à próxima pergunta: e hoje? De que modo a TV tem contribuído para a causa do Reino? O que ela tem feito pela formação e a edificação dos cristãos? De que modo tem sido uma ferramenta útil para o Evangelho? Será que ela tem ajudado de fato? Ou será que ela só atrapalha? As respostas você descobre após as cenas do próximo capítulo.

Ou, quem sabe, após uma ponderada e demorada reflexão. Coisa que o indivíduo que passa muito tempo vendo TV nunca consegue fazer.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Comentários
  1. @efata67 disse:

    Gostei muito de seu texto, tb conheço um pouco da realidade por trás das câmeras. De fato, orar e meditar não combinam com essa enxurrada de informação e entretenimento de nossos dias. Está na hora dos legítimos servos de Deus, seguidores do Cristo, acordarem para essa realidade, e seu texto contribui muito para tal.

    Paz.

  2. Rodrigo Miguel disse:

    Mauricio, admiro muito os seus textos, mas esse me incomodou um pouco. Não sei… Me pareceu que você quis dizer que as pessoas só ouviram o que Jesus tinha a falar porque não tinha nada melhor pra fazer. Já que não tinha TV ou qualquer outra forma de entretenimento foram até o monte ouvir o que aquele nazareno tinha a dizer. Talvez eu esteja entendendo de forma equivocada o que você quis dizer…
    Mesmo assim, concordo com você de que a TV tem mais atrapalhado o Evangelho do que ajudado. A programação evangelística está repleta de “teologias” duvidosas (se é que podemos chamar de teologia).
    Já ouvi relatos de várias pessoas que conheceram a Jesus através desses programas de TV. Por outro lado, estes mesmos programas são, para os “ateus da internet”, uma fonte de argumentos contrários a Cristo.
    Acho que é um ponto muito interessante a se discutir, Mauricio. Vamos ver o que os demais leitores tem a dizer. Mais um vez, parabéns pelo texto!

    • Rodrigo, tenho consciência de que este texto é um pouco incomodo. Mas é proposital, para estimular a reflexão e o senso critico. Não creio que a
      mensagem seja que só ouviram Jesus pq não tinham o que fazer. A proposta dessa parábola é refletirmos acerca do papel e da influencia da TV sobre nossa vida espiritual e tentar imaginar como poderíamos estar mais próximos de Deus se nos resguardássemos de estar tão sob a influencia dessa tecnologia – cujos propósitos são tão diferentes dos do Evangelho. Deixo a reflexão como uma saudável provocação intelectual. Obrigado pelo carinho e por seu comentário. Abraço grande, na paz do Mestre.

  3. MARISE disse:

    Graça e paz Maurício!
    Eu encaro a TV como uma ferramenta principalmente de informação. Mas concordo com vc que determinados canais e programas são alienantes e levam a pessoa a viver num “mundo paralelo”. Concordo quando vc diz que a TV não a “caixinha do diabo”, uma vez que o controle remoto na mão da pessoa sensata faz a diferença. Eu ouso dizer que se Jesus aparecesse hoje talvez se utilizasse da TV visando o alcance da mensagem do Evangelho, e Paulo, a usaria sem dúvida. Quanto as novelas, dou graças a Deus por ter sido liberta disso há mais ou menos 10 anos. Considero as novelas um dos ingredientes desagregadores dos valores familiares. Não entendo um (a) servo (a) de Deus perder um tempo precioso que poderia ser gasto na leitura da Palavra de Deus, num culto doméstico ou em outras coisas úteis. Extremamente válido o seu texto para o povo pensar. Deus continue te abençoando.

    • Marise, obrigado por compartilhar. Tenho minhas dúvidas se Jesus e Paulo usariam a TV, pois transpor o Evangelho do contato pessoal e humano para uma midia fria, distante, generalista e que funciona movida à base de interesses corporativos e financeiros e que visa a estruturas de poder é algo que não condiz com a essência da nossa fé. Mas fica a reflexão. Beijo grande, no amor do Senhor.

      • MARISE disse:

        Mano, quis dizer que a TV seria uma das estratégias, por seu inegável alcance. Ambos foram mestres na contextualização, sem nunca perder o foco.

  4. Nossa!!!! Que viagem, que criatividade!!! Simplesmente fantástico!
    abraços,
    Soraya Barros

  5. rafael disse:

    Muuuuuuuuuuuiiiiiiiiiiitttttttttttttttttttoooooooooooooooooo bom!!! Imaginação de quem ja assistiu muita TV!!!kkkkkk…Concordo que a Tv hoje rouba o nosso tempo e “queima” nossos neuronios!!!continue escrevendo e sendo essa ferramenta de Deus!!!!

    P.S.: EU ja queria ler a serie geração ação e depois de ler no seu blog eu quero mais ainda!!!

    Deus abençoe

    • Obrigado pelo carinho, Rafael. Na verdade, eu diria imaginação de quem já leu muitos e muitos livros – pois livros sim estimulam a imaginação de forma ativa.

      Espero que vc seja abençoado pelos livros da série Geração Ação. Foram escritos com zelo e dedicação aos nossos jovens.

      Deus o abençoe pra caramba!

      Na paz do Mestre.

  6. Day disse:

    Maravilhoso seu testo! Principalmente quando você de forma figurativa,nos leva a pensar como seria a conduta dos discípulos nos dias de hoje. Aqui você aborda a TV,mas não vejo grande diferença entre ela e a internet. E ai me pergunto será que Jesus e seus discípulos, teriam blog, twitter, facebook ,site etc pra difundir o evangelho,de forma mais comoda,com a velha desculpa da evangelização em massa? É algo para se pensar! Aqui vc não descobriu um santo pra cobrir o outro…mas vejo isso acontecer descaradamente na internet. Aquela falsa sensação de que o “IDE” …” e fazei discípulos” esta sendo cumprido através dessa ferramenta. E pensando em homens de Deus como você e tantos outros q honram o honram com suas vidas,acredito q se no tempo de Cristo existisse TV e internet provavelmente assistiríamos alguns sermões através desses meios de comunicação. E quem não crê nisso,além da TV tem de tirar imediatamente a internet ou ao menos o que se refere ao evangelho dessas ferramentas de comunicação. Não dá pra demonizar uma coisa e santificar a outra! Ainda que eu passe o dia todo por aqui falando do evangelho isso nem de longe cumpri a ordem de Cristo. “Somos uma geração acomodada”. ISSO DE FORMA ALGUMA É UMA CRITICA AO SEU POST “Ele foi perfeito”, SÓ APROVEITEI O GANCHO! Paz

  7. Juliana G. disse:

    Olá ,querido irmão.
    A meu ver essa ferramente tem sido mais para desgraça do que para edificação. Ainda que a igreja tenha TENTADO resgatar vidas, o povo confunde e acaba adorando o homem deixando Cristo novamente em últimos planos… Os crentes bem que poderiam trocar pelo menos a metade do seu tempo gasto com a tv, lendo a bíblia e orando. Em poucos dias não seriam mais os mesmos e os pregadores não teriam necessidade de suar a camisa para ver algum efeito na hora da palavra.

    DTA
    Um abraço fraternal de uma irmã um tanto distante.

    P.S. Que Deus nos ajude a fazer a diferença enqto aqui estivermos.

    • Obrigado pelo comentário, Ju que, embora longe, não está nada distante.
      Eu diria que os crentes deveriam trocar muito mais da metade do tempo que dedicam à TV. Eu, por exemplo, assisto apenas a uma hora semanal de TV e te digo sem nenhuma hipocrisia que não faz falta alguma e ainda traz muitos benefícios para a vida espiritual, social, familiar e para a formação da nossa mente.
      Beijo grande, no amor sereno do Senhor.

  8. Paulo Ricassio disse:

    A paz de Cristo querido.

    No meu ver esse texto é nada mais nada menos do q fantástico! se vc me permitir gostaria de oferecer esse texto para o pessoal do teatro aqui da igreja onde congrego pois acredito q daria uma ótima peça de reflexão, uma forma de passar adiante de uma forma mais descontraída.

    • Salve, Paulo. Sem problema algum, só peço que você por gentileza atribua os creditos de autoria e do site, para ajudar o blog a ser cada vez mais lido, ok? E se um dia montarem como peça por favor me mande o link do video para que eu possa assistir.
      Um abraço grande, na paz dAquele que nos une.
      Teu mano,
      Mauricio

  9. Paulo Ricassio disse:

    A paz de Cristo querido.

    Pode deixar Mauricio vou não só atribuir os créditos de autoria ao site como indicar a todos meu amigos q amam a palavra de Deus a conhecer seu blog conheci seu blog hoje e confesso já li vários de seus artigos amei sou um estudante da palavra de Deus e fiquei maravilhado com a sabedoria q Deus tem te dado toda honra e glória seja dado ao Senhor!

    • Amem, meu irmão, grato por suas palavras fraternas e imerecidas.
      Que o Senhor te renove as forças a cada dia e o use para abençoar muitas vidas.
      No amor dEle que nos une,
      Mauricio

  10. Miami mom disse:

    Vou dormir melhor depois de rir tanto lendo esse texto…valeu!!!

  11. Aline Avelar disse:

    Muito bom texto.
    Isso nos leva a pensar muito..
    Há tanto o que fazer, e podemos ser atrapalhados por simples meios de entretenimento.
    Aliás, às vezes me pergunto:pra que tanto entretenimento?
    Parece que a única coisa que fazemos hoje é consumir entretenimento.
    Comecei a ler um livro muito bom que se chama “Fé que persevera”, aliás, eu te indico, creio que você gostaria muito. Fala da realidade da igreja perseguida só que de uma forma global. E lá fala que a diferença entre os cristãos que vivem em países perseguidos para nós do ocidente é que eles são brutalmente forçados a adorarem outros deuses, enquanto nós o somos de uma forma sutil.
    Isso me fez pensar muito. A nossa preocupação ocidental materialista, com entretenimento e outras cositas mais não estariam desfigurando de nosso rosto a realidade em que deve viver um cristão? Com certeza, e muito.
    Eu já não gosto, graças a Deus de ver TV. Detesto novelas, jornais com aquelas notícias que só expõe o sofrimento dos outros fazendo todos nós encararmos como normal. Como já ouvi uma vez: O perigo da televisão é que é um convidado sorrateiro que entra sem bater despejando sobre nossos lares um conteúdo pronto, de ideologia fixa que acrescenta pouco, ou quase nada, (ou nada mesmo) à nossas vidas.
    Tantos casamentos acabam por causa dessas malditas novelas, mostrando realidades irreais, tantas pessoas entram em depressão pois comparam suas vidas com o conteúdo exibido e se sentem inferiores,tantos adolescentes iludidos pensando que namorar é a principal atração da juventude… é muito triste tudo isso.
    Só o Senhor para nos ajudar. :/
    Deus continue abençoando.

    • É, Aline, a questão é a do Show de Truman: estamos acostumados ao mundo em que estamos e por isso perdemos o senso critico. Um jovem de hoje imaginar viver sem TV, celular e internet, por exemplo, seria impensável. Se soubessem há qto tempo essas tecnologias existem!
      Deus a abençoe muito.

  12. Sabe, mano, as vezes me pego rindo quando ouço aquelas senhoras de idade, fãs de carteirinha das novelas diárias, falando: “Não tá vendo que ele tá te traindo, sua burra?”, “Esse rapaz não vale nada.”, “Essa menina não deveria tratar seus avós seus avós desse jeito, Deus castiga esse tipo de coisa.”, “Meu filho, será que esse sangue é de verdade?” e etc. Sei que não há motivo para graça, mas ver a voracidade do homem em emular mentiras televisivas como realidade é, no mínimo, ironicamente engraçado.

    Eu mesmo, devido à minha natureza, sempre me via roubado pelos dramas emocionais, com os olhos marejados, suspirando nos romances, profundamente tomado pelo fictício. Um dia um irmãozinho me disse que não valia a pena dar minhas lágrimas para mentiras (a não ser que retratasse algo que vivi na pele, que me trouxesse alguma coisa verdadeira), para que eu tomasse cuidado. Pensei nessa exortação e, realmente, somos constantemente invadidos por sentimentos que esse vírus midiático implanta em nós. Deixamos de querer viver a Realidade para viver de mentiras que tentam se parecer, cada vez mais, com a Verdade (o que Deus já nos alertou que aconteceria).

    Graças a Deus por esta meditação.

    Que o Senhor te ampare em Teu Seio, mano.

    nEle, que sem visar fama, protagonizou, na Cruz, o maior espetáculo da Terra

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