Sou um amante das palavras. Como jornalista, escritor e editor sei que a busca pela palavra perfeita é fundamental para que o receptor daquilo que estamos falando ou escrevendo receba a nossa mensagem compreendendo exatamente o que queremos dizer. É como um matemático, que sabe que um numerozinho sequer errado na equação vai alterar o resultado final. Ou um músico, que percebe que uma única nota fora do tom desafina toda a orquestra. Por isso, sou exigente no que se refere à escolha das palavras. Azul é azul, roxo é roxo, púrpura é púrpura e lilás é lilás. Essa minha fixação pelo significado adequado de cada termo me levou a dar especial atenção a um problema que nos últimos anos a Igreja de Jesus Cristo tem vivido cada vez mais: o uso de palavras de forma completamente equivocada e fora de seu significado real. Com isso, discursos baseados em termos (logo: ideias e conceitos) totalmente distorcidos começam a influenciar negativamente as mentes e os corações de muitos.
Um exemplo claro e imediato é a palavra “religião”. Coitada. Tem sido vilipendiada, ofendida, cuspida e crucificada por legiões de cristãos – sendo inocente. Em sua raiz e em seu significado histórico serve para identificar o relacionamento entre o fiel e seu Deus. Do latim “religare”, significa ligar aquele que está na terra a aquele que está no Céu, seja pela oração, pela adoração, o louvor, a leitura da Biblia, a meditação, a solitude, a caridade. Ou seja, praticar uma religião nada mais é do que viver um relacionamento intimo e pessoal entre criatura e
Criador, entre servo e Senhor, entre poesia e poeta. Ao pé da letra e do dicionário, “religião” é “culto prestado à divindade”. No entanto, pessoas raivosas contra certos aspectos da vida em comunidade de fé têm se irritado e descontado nessa palavra tão nobre suas dores e frustrações. Surgem assim frases incoerentes e até surreais, como “passei a ser cristão quando abandonei a religião”, “religião mata”, “existem os da graça e os da religião” e outras bobagens nessa linha. O que tais pessoas querem dizer é, na verdade, que foram feridos ou se cansaram de uma “religiosidade hipócrita”, de um “formalismo religioso vazio”, de um “legalismo vivido num ambiente religioso” ou coisas do gênero. Mas, como não compreendem o significado daquilo que falam, mudam o sentido das palavras, chamam Jesus de Genésio, azul de amarelo e… Uma estrutura doente com bases religiosas de “religião”.
E, com isso, põem tudo o que tem a ver com o relacionamento do homem com Deus no mesmo saco que formas hipócritas de simular esse relacionamento. O resultado é que pecam tanto quanto aqueles que criticam.
“Mas, Mauricio, isso é uma mera questão retórica, não é isso o que quero dizer”, você poderia argumentar. Só que, se não é o que quer dizer, lamento: é isso o que está dizendo. Qualquer um que conhece os conceitos básicos de Comunicação Social sabe a regra de ouro dessa área: comunicação não é o que se fala, é o que se entende. Logo, se você usa termos e expressões fora do seu sentido verdadeiro, está provocando naquele que recebe a sua mensagem confusão, equívocos e até mudanças de conceito e atitude com relação às coisas. Só que às coisas erradas. E isso é uma tremenda irresponsabilidade. Logo, não é uma atitude cristã.
Assim, temos uma geração que está crescendo achando que o relacionamento religioso é um mal em si, pois ouvem (muitas vezes de pessoas que admiram e até de pastores-celebridades) que “religião é ruim”. Só que não é! Religião é viver um relacionamento vivo e eficaz com o Pai, o Filho e o Espirito Santo. É viver em intimidade com Deus. O próprio Tiago afirmou que “A religião que Deus, o nosso Pai, aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo” (Tg 1.27). Não crucifique essa palavra e, logo, seu significado inocente, nem a condene ao banco dos réus da fé pela sua ignorância.
Outra palavra que tem sido renegada às galés é “dogma”. Multidões têm apedrejado e estigmatizado esse termo, achando que ele se refere a normas humanas que igrejas opressoras impõem a seus fieis. Mas dogma não é isso. Dogma é toda afirmação biblica e inquestionável de fé. Ou, pela definição oficial do dicionário, “ponto fundamental e indiscutível de uma crença religiosa”. Vamos fazer uma experiência: você, querido leitor, que já criticou dezenas de vezes os “dogmas” da igreja, crê que Jesus é Deus? Se crê nisso, parabéns: você crê num dogma. Vamos além: você crê na Trimdade? Crê que Jesus nasceu de uma virgem? Crê que Jesus ressuscitou dos mortos? Crê que Ele voltará no final dos tempos para implantar seu Reino eterno? Bem, se você crê em todas essas coisas, você crê em muitos e muitos dogmas.
“Dogma” não é palavrão. Não é algo ruim. Dogmas são os alicerces da nossa fé. São verdades nas quais cremos e que norteiam nossa teologia e, logo, nossa vida prática, cotidiana. Sem dogmas simplesmente não existe a fé cristã. Sem dogmas daqui a pouco vão surgir lideres propondo, por exemplo, que no fim todas as pessoas irão para o Céu, mesmo islâmicos, budistas ou hinduistas. Mas a salvação pelo único caminho, Jesus Cristo, a videira verdadeira…é um dogma. Se você não tomar a exclusividade da salvação por Jesus como um dogma daqui a pouco estará crendo que todos os caminhos levam a Deus e se inclinando para Meca. Então pense sobre isso e veja se já não é hora de começar a usar as palavras com o significado que Deus lhes deu.
“Religião”, “dogma”… Há muitas outras palavras distorcidas pela ignorância e pela mania do ser humano de repetir como um papagaio acéfalo conceitos que ouviram de lideres cristãos doentes, magoados e que tentam arrebanhar seguidores doentes e magoados com seus discursos cheios de palavras mal utilizadas. Gosto muito do exemplo do vocábulo “fundamentalista”, que se refere a alguém que valoriza o “fundamentalismo”. Num mundo pôs-onze de setembro, esse termo passou a ser associado a fanáticos religiosos, pessoas que fecham seus coracoes ao amor e à graça de Deus e se agarram como fariseus ensandecidos a estruturas religiosas opressoras e desumanas. Só que há uma questão aqui: O significado de “fundamentalismo” é, etimologicamente, lindo: “Doutrina que defende a fidelidade absoluta à interpretação literal dos textos religiosos”. Isso fala de alguém que tem fundamentos sólidos. E fundamentos são alicerces, alicerces sobre os quais o cristão precisa construir a casa de sua fé. Jesus mesmo ratificou a importância de edificar nossa vida sobre fundamentos bem estabelecidos: “Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as pratica é como um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela não caiu, porque tinha seus alicerces [fundamentos, grifo meu] na rocha” (Mt 7.24,25)”. Em resumo, Jesus estava afirmando com todas as letras que fundamentalista é aquele que edifica sua casa sobre a Rocha.
Assim, para a pessoa que não busca compreender o sentido dos termos além daquilo que os lideres adeptos de slogans e frases feitas lhes ensinam, “fundamentalista” é apenas um talibã. Um fanático desvairado e desalmado que se prende a um legalismo vazio para oprimir os cristãos. Mas é importante saber que “fundamentalista” no seu sentido original é acima de tudo alguém que conduz sua fé sobre fundamentos sólidos. Fundamentos inegociáveis, como a divindade de Jesus; a salvação pela graça somente, mediante a fé; a coexistência em igual potência do amor e da justiça de Deus… E por aí vai. E os que renegam o “fundamentalismo”, nesse sentido, correm o risco de se tornar relativistas e até hereges. Pois sua casa de fé foi construída sobre o terreno arenoso das possibilidades (“Mas quem ouve estas minhas palavras e não as pratica é como um insensato que construiu a sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela caiu. E foi grande a sua queda” – Mt 7.26,27).
O mesmo se aplica a “ortodoxia”. Para muitos, isso é sinônimo de coisa velha, mofada, ultrapassada. Não sabem que o ortodoxo é aquele que se guia pelo que é sólido, que foi provado e aprovado pelos séculos. E que não se deixa levar por modismos de fé ou ventos de doutrina. O dicionário define “ortodoxia”, pasme você, como “doutrina declarada verdadeira”. Ou seja, quem é contra a ortodoxia é contra as doutrinas verdadeiras! Só que ortodoxo é aquele cristão bem estruturado, que ouve pastores-poetas dizerem que Deus não esta no controle das tragédias e não se deixa levar por suas palavrinhas bonitas. O ortodoxo é aquele que sabe que uma afirmação bíblica dura e dolorosa vale milhões de vezes mais no que tange à vida eterna do que um verso de Clarice Lispector, Caio F. Abreu ou Vinicius de Moraes (poetas que amo, mas que não têm nenhum valor canônico). O ortodoxo mantém-se fiel ao conselho dos sábios em vez de seguir como uma vaquinha de presépio a fúria revolucionaria de jovens teólogos cheios de testosterona, ávidos por deixar sua marca na história confrontando antigas verdades com novidades perigosas. O ortodoxo sabe incorporar na sabedoria dos séculos aquilo que os novos tempos trazem de bom sem mudar a essência da fé e sem atacar a linha religiosa que por séculos conduziu os perdidos a Cristo. O ortodoxo é o que aconselha Roboão a corrigir os erros de Salomão mas corre o risco de ser ignorado porque “afinal, é ortodoxo”. Então, diante disso tudo, o antiortodoxo (que não chega a ser heterodoxo, é simplesmente radicalmente contrário ao que considera ser ortodoxo) chega e diz “cala a boca, velho, não importa que o que você diga é bíblico, pois você é um ortodoxo”.
Palavras existem por uma razão: para significar algo. Se você toma uma palavra e lhe atribui um significado diferente, está fraudando o sentido do que é dito. E fraude, lembremos, é pecado. Por outro lado, uma das belezas da língua é que ela é viva, está em constante mutação. A cada dia novos significados são atribuídos a antigos termos. Isso não é errado, é natural e até desejável – caso contrário, até hoje estaríamos falando latim. Mas o x da questão aqui é que se você deseja atribuir um novo significado a uma antiga palavra, precisa explicar muito bem a quem ouve o que está querendo dizer. Escrever no twitter “Existem os da graça e os da religião”, por exemplo, é uma estupidez e uma irresponsabilidade sem tamanho. Esquece quem diz coisas como essas que está sendo lido por milhares de jovens que ainda estão formando seus conceitos, muitos dos quais não têm ainda bagagem intelectual ou conhecimento teológico suficientes para compreender e julgar o que estão lendo. Não se muda o sentido de uma palavra sem anunciar em textos de começo, meio e fim aquilo que se inventou. Quem assim o faz com termos referentes à fé presta um terrível desserviço à causa de Cristo.
Tenho visto, por exemplo, o massacre ensandecido que alguns desinformados da fé têm imposto à palavra “tradição”. Em seu afã por inventar um Evangelho que ponha Jesus de calça jeans, cabelo arrepiado e ouvindo Linkin Park, os assassinos da tradição impõem sobre aqueles que os ouvem uma cegueira histórica absolutamente emburrecedora. Tentam fazer parecer que “tradição” são ensinamentos e práticas de velhos caquéticos que vivem na idade da pedra e que só servem para matar a alegria da graça de Deus. Mas não é nada disso. Tradição é toda a estrada que nos trouxe até aqui. Tradição são dois mil anos de mártires que deram seu sangue por Cristo. Tradição são dois mil anos de homens e mulheres dos quais o mundo não era digno, que mergulharam nas Escrituras e queimaram suas retinas estudando a Palavra de Deus para formular conceitos teológicos que, hoje, os críticos da tradição pregam em suas comunidades. Tradição são dois mil anos de joelhos no chão, viagens missionárias feitas no lombo de cavalos, sangue, suor e lágrimas pela causa de Cristo. Tradição são dois mil anos de vidas tão devotadas à mensagem da Cruz que deveríamos morrer de vergonha por achar que nosso evangelho de ar condicionado e suquinho de laranja é grande coisa. No mínimo, temos de honrar os antigos que construíram a tradição que herdamos e hoje dita a fé que temos rejeitado, púberes petulantes que somos.
Quer combater os erros e abusos da igreja? Combata. Quer criticar o que acredita que deve ser criticado? Critique. Mas, por favor, combata a coisa certa. Critique o culpado. Injustiça contraria o senso de justiça de Deus. Não ponha no banco dos réus aqueles que são inocentes. Use as palavras certas. E não embarque no discurso revolucionário de lideres cristãos carismáticos que dizem o que você quer ouvir apenas para se promover – manipulando e distorcendo a língua portuguesa. Pois dizer que 1 + 1 = 5 é fácil. Corrigir os danos que isso provoca é que é o problema.
Paz a todos vocês que estão em Cristo.
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Que bom que Deus usou você para alertar sobre a ordem natural das coisas (palavras). A palavra certa certa dita na hora certa para um propósito certo. Você é um mestre no uso das palavras e, eu aprendo demais contigo. Deus te abençoe!
Obrigado, amada, o aprendizado é mutuo. Deus te abençoe. Beijo e paz.
Você me desconcerta.
Como tenho aprendido aqui neste monastério!
Tem sido muito bom ler seus textos e refletir,me corrigir.
Eu agradeço ao Pai por tua vida.
Peço a Ele que continue lhe usando como instrumento útil no Seu serviço!
Mano Maurício,minha profunda gratidão,respeito e admiração,
Mais uma vez!
Em Cristo que nos une,
Patrícia.
Me alegro de te ser útil, amada. A admiração é mútua.
Deus te abençoe muito!
Mauricio, obrigada por tanto esclarecimento a respeito do que realmente importa pra nós. Eu nao posso dizer de vc, mas estou aprendendo mt com suas palavras e posts diários! Todos eles abençoaram mt a minha vida! Ponto pra vc!
Obrigada mais uma vez!
Só uma palavra define este texto/aula, altamente esclarecedor:EXCELENTE!
Deus continue te enchendo de sabedoria.
Muito grato, Iraci. Beijo e paz.
Mais um texto simplesmenete INDISPENSÁVEL!
Um forte abraço, Maurício!
André
Apreciei muito a forma com que os termos-chave foram definidos, pois realmente na atualidade, as novas gerações os vêm assimilando como palavras significantes de convicções ultrapassadas, tal se isso fosse posível num contexto estritamente bíblico.Não podemos ter vergonha de defender a nossa Fé. Jamais! No entanto, reconheço que o processo de “desconstrução” está avançado e muitos sequer querem ler para poder discutir com embasamento. Rotula-se algo ou alguém e fica-se a divagar sobre questões pessoais que em nada se relacionam com a Palavra. Muito bom o texto.
Que aula!!!
Eu aprendo tanto aqui neste blog…
Continue essa benção, querido! Deus o abençoe e à sua família.
“… Esquece quem diz coisas como essas que está sendo lido por milhares de jovens que ainda estão formando seus conceitos, muitos dos quais não têm ainda bagagem intelectual ou conhecimento teológico suficientes para compreender e julgar o que estão lendo….”
Maurício, é com pesar que lhe mando este primeiro comentário, pois eu concordo com tudo – o que entendi pelo menos – o que foi dito, outras coisas vou questionar mais antes de formar uma opinião. O pesar fica por conta do discurso ofensivo, manchando o que era um artigo extremamente interessante, que em seu curso destacou-se negativamente como um crítica emocionada, com ofensas às muitas referências; pessoas ou grupos, quais estes sua opinião diverge.
Como cristão e influenciador que você é, deve se atentar neste ponto, ainda mais por cobrar de outros por isso, o que acaba lhe tornando, de certa forma hipócrita. Por fim, muitas das coisas que disse, – explícitas ou implícitas – serve para você, pelo que foi lido no texto, e para mim também, com certeza serão muito úteis.
No mais, é um prazer ter conhecido este blog, qual tenho aprendido muito.
Desejo apenas questionar, a respeito do “termo” religião, na forma que é usada, que para mim, é bem compreensível, mesmo sendo jovem e leigo. Na sua opinião, havendo uma vez a necessidade de reparar este grande mau que está nas veias da igreja, como você a chamaria, em uma palavra?
Abraços,
Augusto.
Augusto,
não sei se entendi bem a sua critica. Vc diz que eu fui ofensivo por dizer que há jovens que não têm bagagem intelectual para julgar certos posicionamentos teológicos? Mas isso não é uma ofensa, é um constatação! Quantos jovens da sua igreja estudaram o
suficiente a teologia, a história da Igreja a ponto de levantar argumentos bíblicos e históricos para combater, por exemplo, heresias como a Teologia Relacional, o Liberalismo Teológico ou o Universalismo? Isso não é uma ofensa, querido, dei aula nove anos em seminário teológico e o que eu vi na pratica eram jovens que chegavam tão crua em seu conhecimento teológico que não sabiam coisas básicas, como listar os dez mandamentos, o fruto do Espirito, o nome dos doze apóstolos ou as razoes que levadam o Reino do Norte a se separar do Reino do Sul. Como vc espera que pessoas tão em processo inicial de busca de conhecimento tenham argumentos para entrar em discussões apologéticas, por exemplo, com pastores hereges que sabem a Biblia de trás pra frente. Então me perdoe se isso lhe soou ofensivo, mas não falo como quem supõe, nesse ponto é um diagnostico da realidade.
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A respeito do termo religião, novamente é uma observação da realidade. Vejo nas igrejas e nas mídias sociais muitas pessoas chamarem de “religião” a “igreja organizada”, quando uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. E esse desconhecimento leva muitos a escreverem bobagens como “tornei-me cristão quando abandonei a religião” ou “nós somos os da graça e eles os da religião”.
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Em sua raiz etimológica, Augusto, “religião” é o “religare” com o Criador. É estabelecer um relacionamento íntimo e pesssoal com o Pai. Isso é religião. No entanto, muitos usam (já que vc me pede uma palavra) o termo “religião” quando estão querendo na verdade se referir a “legalismo” ou “religiosidade vazia”. Aí começam a a usar como um mal algo que não tem culpa de nada. E Cristianismo sem religião (Criador e criatura se relacionando) não existe.
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Também não entendi muito bem porque você me acusou de hipocrisia, mas deixo isso para lá.
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Deus te abençoe e um abraço forte.
Caramba!!
Tenho aprendi muito por aqui!
Deus abençoe você e sua família querido…
Em dobro a ti, Marcela!
Deus a abençoe.
Paz Querido Zágari!
Estou lendo os artigos mais antigos que você publicou, pois quando conheci o blog, só li o que estava recentemente publicado. Agora estou lendo todos os artigos, algo que tem me enriquecido bastante, Louvado seja Deus por dar inspirações a você. Deus continue te enchendo de tão grande sabedoria, pois vejo que estais crescendo na Graça e no Conhecimento de Deus.
Pois bem, neste artigo no que concerne a Religião pelo que entendi, Ela leva a salvação. Espere que preciso explicar o meu entendimento.
Se dizem que religião não salva ninguém, mas que o significado é ligar a criatura ao criador, como pode haver salvação sem essa ligação. Entendo que salvar é crê no Senhor Jesus de todo o coração (isso leva a pratica) então como pode ter salvação se não nos ligarmos ao que nos salvam?
Então Religião salva sim (se for pela essência da palavra), pois ela leva as pessoas a uma ligação com quem as faz salvar-se.
É isso, ou sou o “herege da vez?”
Aguardo respostas.
Oi, queridão,
Obrigado pelas palavras gentis. Fico feliz por de algum modo estar edificando sua vida.
No sentido que vc usou está correto: é pela relação de fé e graça entre Criador e criatura, estabelecida pelo religare que ocorre a salvação.
Geralmente os críticos falam de religião como sendo a instituição ou um legalismo religioso. Nesse caso não, não salva. Mas no sentido que vc pôs, sem o religare não há salvação.
Deus te abençoe, mano
Mauricio,
Vc diz em seu texto: … comunicação não é o que se fala, é o que se entende. Logo, se você usa termos e expressões fora do seu sentido verdadeiro, está provocando naquele que recebe a sua mensagem confusão, equívocos e até mudanças de conceito e atitude com relação às coisas. Só que às coisas erradas. E isso é uma tremenda irresponsabilidade.
O Senhor Jesus falou muitas vezes em parabolas será que Ele foi irresponsavel? Paulo falou muitas coisas de dificil entendimento, conforme o próprio Pedro escreveu. ( 2 Pedro 3: 15,16) Será que Paulo foi irresponsavel?
Vc citou: Tiago 1, 27. Mas em Tiago 1,26 diz:
Se alguém cuida ser religioso e não refreia a sua língua, mas engana o seu coração, a sua religião é vã.
Tiago 1:26
- Compreende isto?
Adilson,
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você está cometendo um erro de lógica chamado “non sequitur”.
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O fato de pessoas usarem palavras fora de seu sentido não tem absolutamente nada a ver com outras falarem por parábolas. Desculpe, querido, mas eu estou falando de bananas e você de abacaxis. É uma comparação que não se aplica e, logo, não faz o menor sentido.
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Você está cometendo também um erro básico de hermenêutica, que é usar um texto fora do contexto. Me parece que você não entndeu nada do que trata o meu post. Por favor, querido, releia o texto com mais atenção e verá que não se aplica em absolutamente nada às parábolas de Jesus.
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E sim, compreendo perfeitamente Tg 1.26. Vc está dizendo que eu não refreei a minha língua assim como vc não refreou a sua em seu comentário e por isso a minha e a sua religião são vãs, é isso?
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Deus o abençoe.
Irmão Maurício, paz. Seus textos são sempre ricos e tenho acompanhado sempre. Minha frase escrita usando o termo RELIGIÃO diante do cenário que temos visto em nosso país, é o que tem feito as pessoas acreditarem que isso é de fato Religião. Obrigado por seus esclarecimentos e que Deus continue te abençoando. Abraços…
Geziel,
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obrigado pela sua atitude gentil de me posicionar.
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Só temo e tomo muito cuidado com o que escrevo em 140 caracteres e penso que todos devemos ter essa responsabilidade. Sem querer podemos passar ideias erradas e influenciar nescios. Temos que ser responsaveis com o que escrevemos, querido, para que pessoas sem instrução e capacidade de discernimento não absorvam filosofias equivocadas. Muitas frases soltas no mundo virtual sem uma explicação mais aprofundada são granadas dentro de um estádio de futebol.
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É como dizer “Jesus nunca construiu templos”, como virou moda falar. É uma frase burra e que passa a ideia errada de que igrejas são lugares sem relação com a fé cristã genuína. Eu frequento um templo institucional onde 2 ou mais se reunem em nome de Cristo e Ele certamente ali está, promove salvação, transformação, cura, alívio. Então soltar frases soltas, sem um contexto, e, em especial, as que merecem um desdobramento, é algo que não devemos fazer. Repare que no twitter não consta “diante do cenário que temos visto em nosso país”, o que põe, por exemplo, a igreja que frequento no mesmo saco que todas essas falsas igrejas. É como se eu dissesse “todo músico é maconheiro”, percebe? Seria uma frase injusta.
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Essa é minha opinião, espero ter sido claro no que penso e não ter te ofendido.
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Um abraço carinhoso e que Deus o abençoe.